Ruffini: "Comunicação a serviço da unidade, não da divisão"

segunda-feira, 25 de maio de 2020


"Chegou a hora de empregar a comunicação como um meio para redistribuir o excesso de materiais, conhecimento e amor". Mensagem do Prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, por ocasião do 54° Dia Mundial das Comunicações Sociais
Cidade do Vaticano
O Prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, Paolo Ruffini, enviou uma vídeo-mensagem, por ocasião do 54° Dia Mundial das Comunicações Sociais, intitulada: “Comunicação a serviço da unidade, não da divisão”.
Em sua mensagem, publicada na manhã desta sexta-feira (22/5), no Facebook e no Youtube da Semana da Comunicação, Paolo Ruffini fala de “uma mudança de ritmo, uma atitude diferente, um olhar puro que se deixa surpreender pela verdade de Deus”. Devido à emergência do coronavírus, a iniciativa, promovida pela Família Paulina, ocorreu na web.
A reflexão de Ruffini baseou-se na mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, publicada em 24 de janeiro de 2020, festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, que tem como tema: "Para que possas contar e fixar na memória (Ex 10,2): a vida faz-se história”.

Tecer uma nova história

Focalizada no tema desta narração, a Mensagem de Francisco se desenvolve, segundo o Prefeito da Comunicação, com uma palavra-chave: "compartilhar", um convite para contar a nossa experiência, ouvir a de quem encontramos, para "tecer, na compartilha, uma nova história". Mas, é compartilhando, antes de tudo com Deus, que nasce um sentido diferente, "uma perspectiva de redenção". Com Ele - escreve o Papa - "podemos restaurar o tecido da vida, reatando as rupturas e as fendas". Estas palavras – afirma Ruffini - indicam uma direção a ser tomada, sobretudo, “nestes dias de tribulação por causa do coronavírus". Neste período, fomos chamados a refletir sobre nossas vidas, fazer um balanço, abençoar "a civilização digital, por dar-nos a oportunidade de partilhar e encurtar as distâncias", temendo, ao mesmo tempo, "que a dimensão do isolamento pudesse substituir, definitivamente, a proximidade do corpo".

A beleza de comunicar com Deus

Diante de tantas iniciativas, que tentavam unir, "ficamos estarrecidos também diante da corrupção de rancores, jamais arrefecidos, do renascimento de preconceitos, do aparecimento da tentação de querer resolver tudo, mediante um bode expiatório". No entanto, - afirmou Paolo Ruffini – emergiu uma “grande beleza” de nos comunicarmos abertamente com Deus: "Através da experiência da separação dos nossos entes queridos, pudemos entender o profundo sentido de comunhão. Sem a capacidade de reconduzir a experiência à unidade, não pode haver sabedoria tampouco conhecimento. Tudo se reduz a uma lista de fatos sem história”.

Onde fundar a esperança?

Aqui, então, devemos entender como discernir o bem ou o mal na comunicação: "Confiar apenas na tecnologia ou dar-lhe uma alma"; “sentir-se responsável pela verdade ou tornar-se instrumentos (conscientes ou inconscientes) da propagação de “fake news”. “Tudo depende – recorda o Prefeito do Dicastério da Comunicação - de onde fundar a nossa esperança, escolher o que importa, cair na realidade sem se corromper”. É preciso dar uma nova visão às coisas; responder à união doentia da pandemia com a união saudável da boa vontade"; ser testemunhas criativas, para as quais são necessárias inteligência e fé. “Devemos entender se antes a comunicação era realmente assim, se a "travessia do deserto", imposta pela pandemia, pode levar-nos a reencontrar o desejo de verdadeiras relações com os outros”.

Semear para a construção de comunidades acolhedoras

O nosso novo modo de ver as coisas, nos levam – afirma Paolo Ruffini - a testemunhar, a "construir comunidades acolhedoras e solidárias". Porém, é preciso que as sementes, lançadas ao solo hoje, possam criar raízes no terreno fértil. Daqui, o apelo, no âmbito da comunicação, a sermos "ramos da nova vida", a termos a “coragem” - como disse Francisco, na oração de 27 de março, em uma Praça São Pedro completamente vazia – de abrir alas, para que todos possam se sentir chamados e permitir novas formas de hospitalidade, fraternidade, solidariedade". “A comunicação deve ser refundada em uma rede global e local, digital e real; a comunicação é feita para unir, não para dividir; para dar e não para vender ou comprar, a fim de dar à tecnologia uma dimensão transcendente".

Comunicação, um papel antiviral

Em sua vídeo-mensagem, Paolo Ruffini adverte que "se o vírus se tornar endêmico, caberá à comunicação assumir o papel de antiviral, permitindo a impossibilidade da distância". Caso contrário, teremos que entender "como fomos capazes de re-construir o nosso modo de conviver, de modo a reencontrarmos novamente". “Comunicar – frisa o Prefeito da Comunicação - é estabelecer relações, é conviver”; "não há comunicação sem um verdadeiro encontro". Desta forma, é preciso saber como usar a rede, mantendo "a relação encarnada entre as pessoas", construindo "uma economia da partilha, do “share”, onde as pessoas são consideradas com base em "sua capacidade de dar" e em seu modo de colaborar para criar valores entre si. Enfim, dar tempo, competências, dinheiro ou então oferecer a sua oração.

Sorriso que se torna história

Neste contexto, torna-se urgente a necessidade de uma Igreja em saída, tão desejada pelo Papa Francisco; uma Igreja que possa "edificar a comunhão mediante todos os instrumentos de comunicação. Chegou a hora de empregar a comunicação como um meio para redistribuir o excesso de materiais, conhecimento e amor". Paolo Ruffini conclui sua vídeo-mensagem com um provérbio africano, que adverte para a responsabilidade dos comunicadores: "Podemos ser o sorriso daqueles que nos precederam"! “Assim, toda história pode ser resgatada e redimida pela partilha de um sorriso que se torna narração".

Fonte: Vatican News

Francisco e a comunicação: “Somos todos parte de uma história maior que nós mesmos"

domingo, 24 de maio de 2020



Neste domingo (24) depois da oração do Regina Caeli, o Papa Francisco recordou o 54º dia Mundial das Comunicações Sociais.

Depois da oração do Regina Caeli deste domingo (24), o Papa Francisco recordou o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais que é celebrado no dia de hoje. O tema deste ano é sobre a narração, contar histórias e em janeiro passado Francisco apresentou a Mensagem com o título: “Para que possas contar e fixar na memória (Ex 10, 2). A vida faz-se história”.
O Papa disse:
“Celebra-se hoje o Dia Mundial das Comunicações Sociais, dedicado este ano ao tema da narração. Que este evento nos estimule a contar e compartilhar histórias construtivas que nos ajudem a entender que somos todos parte de uma história maior do que nós mesmos e que podemos olhar para o futuro com esperança se realmente nos preocuparmos uns com os outros, como irmãos”
Para a ocasião o Prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, Paolo Ruffini, enviou uma mensagem em vídeo, intitulada: “Comunicação a serviço da unidade, não da divisão”. Na mensagem do prefeito é destacado o tema da narração que, segundo o Prefeito “se desenvolve com uma palavra-chave: compartilhar, um convite para contar a nossa experiência, ouvir a de quem encontramos, para tecer, na compartilha, uma nova história. Mas, é compartilhando, antes de tudo com Deus, que nasce um sentido diferente, uma perspectiva de redenção.

Fonte: Vatican News

Terço de Cura e Libertação

sábado, 23 de maio de 2020



Fonte: YouTube

O Terço da Saúde - Paulinas-COMEP

sexta-feira, 22 de maio de 2020




Fonte: YouTube

O Papa: os homens e mulheres que rezam sabem que a esperança é mais forte que o desânimo

quinta-feira, 21 de maio de 2020



"A oração é a primeira força da esperança. Você reza e a esperança cresce, vai adiante. Eu diria que a oração abre a porta para a esperança", disse Francisco na Audiência Geral.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano
O Papa Francisco deu continuidade ao tema da oração, refletindo sobre o mistério da Criação, na Audiência Geral desta quarta-feira (20/05), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, devido à pandemia da Covid-19.
“A vida, o simples fato de existirmos, abre o coração do ser humano à oração”, disse Francisco, reiterando que “a primeira página da Bíblia se assemelha a um grande hino de ação de graças. A narração da Criação é ritmada por refrões, onde são reiteradas continuamente a bondade e a beleza de tudo o que existe. Deus, com sua palavra, chama à vida, e tudo começa a existir. Com a palavra, separa a luz das trevas, alterna o dia e a noite, alterna as estações, abre um leque de cores com variedade de plantas e animais. Nesta floresta transbordante que vence rapidamente o caos, o homem aparece por último. Essa aparição provoca um excesso de exultação que amplifica a satisfação e alegria: «Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom».”
Fonte: Vatican News

Solenidade da Ascensão: renovar o compromisso ao testemunho

quarta-feira, 20 de maio de 2020



Durante as saudações no final da Audiência Geral desta quarta-feira (20), o Papa Francisco falou sobre a Solenidade da Ascensão, que será celebrada amanhã no Vaticano. Francisco destacou que o ensinamento da palavra de salvação de Cristo e seu anúncio na vida diária, devem ser o ideal e o compromisso de cada um.

Cidade do Vaticano
Mais uma vez um convite à missão, ao anúncio do Evangelho e ao testemunho diário. São palavras do Papa no final da Audiência Geral desta quarta-feira (20), durante as saudações em italiano aos fiéis conectados via streaming. Francisco antecipa a Solenidade da Ascensão do Senhor, exortando todos a serem "testemunhas generosas de Cristo Ressuscitado", conscientes de que Ele, subindo aos céus, não abandona ninguém, ao contrário, "Ele está sempre conosco e nos sustenta ao longo do caminho". "Dirijo um pensamento especial aos jovens, aos idosos, aos doentes e aos recém-casados. Jesus Cristo, subindo ao céu, deixa uma mensagem e um programa para toda a Igreja:
“Ide e ensinai todas as nações... ensinando-as a observar tudo o que vos ensinei. Que seja seu ideal e seu compromisso, tornar conhecida a palavra de salvação de Cristo e dar testemunho dela na vida diária. A todos minha bênção!”

Origens da Solenidade

Na quinta-feira da sexta semana da Páscoa, 40 dias após a Ressurreição, a Solenidade da Ascensão é celebrada no Vaticano e em alguns países do mundo, e em outros, é adiada para o domingo seguinte. Neste dia é lembrada a Ascensão ao céu de Jesus que, de fato, conclui sua estada terrena entre os homens para se unir fisicamente ao Pai e não aparecer novamente na Terra até sua Segunda Vinda (Parusìa) para o Juízo Final. Trata-se de uma festividade muito antiga da qual existem vestígios já no século IV. No Credo dos Apóstolos é mencionada com estas palavras: "Jesus subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai". E novamente ele virá, em glória, para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim". O episódio está bem descrito nos Evangelhos de Marcos e Lucas e nos Atos dos Apóstolos.

As palavras do Papa

Para a Igreja Católica, a Ascensão é o prelúdio ao Pentecostes e de alguma forma marca o início de sua história e de sua missão junto com a humanidade. Francisco o recorda todos os anos nesta ocasião, insistindo no compromisso de cada cristão com o anúncio da salvação. Durante Regina Coeli, em 13 de maio de 2018, o Papa disse: “Trata-se de ser homens e mulheres da Ascensão, ou seja, buscadores de Cristo pelas sendas do nosso tempo, levando a sua palavra de salvação até aos confins da terra. Neste itinerário, encontramos o próprio Jesus nos irmãos, sobretudo nos mais pobres, em quantos sofrem na própria carne a dura e mortificadora experiência de antigas e novas pobrezas. Assim como inicialmente Cristo Ressuscitado enviou os seus apóstolos com a força do Espírito Santo, também hoje Ele nos envia, com a mesma força para dar sinais concretos e visíveis de esperança. Porque Jesus que nos dá a esperança, foi elevado ao céu, abriu as portas do céu e a esperança que nós para lá iremos”.
No Regina Caeli de 1º de junho de 2014, o Papa falava da missão como comando necessário e não facultativo, quando afirmava: “Ir”, ou melhor, “partir” torna-se a palavra-chave da festa de hoje: “Jesus parte, sobe ao Céu, isto é, volta para o Pai pelo qual tinha sido enviado ao mundo. Cumpriu o seu trabalho, e depois voltou para o Pai. Mas não se trata de uma separação, porque Ele permanece para sempre conosco, de uma forma nova. Com a sua Ascensão, o Senhor ressuscitado atrai o olhar dos Apóstolos — e também o nosso — às alturas do Céu para nos mostrar que a meta do nosso caminho é o Pai.
Por fim, durante a homilia da Missa na Casa Santa Marta de 26 de maio de 2017, o Pontífice pedia para que este episódio nos desse estímulo para subir ao Céu, conhecer Cristo de perto e contar aos homens as suas obras e os seus prodígios: “Jesus, antes de partir disse: ‘Ide e fazei discípulos em todas as nações’. O lugar do cristão é o mundo para anunciar a Palavra de Jesus, para anunciar que fomos salvos, que Ele veio para nos dar a graça, para nos levar todos com Ele diante do Pai”.  
Fonte: Vatican News

O povo de Deus com seu pastor Francisco

terça-feira, 19 de maio de 2020


Milhares de pessoas enviaram mensagens e fotos para agradecer ao Papa pelo acompanhamento durante estes difíceis meses de lockdown e por permitir a todos a participação na missa diária celebrada na Capela da Casa Santa Marta

Massimiliano Menichetti
"Obrigado por trazer Cristo em todos os lares", "Obrigado por nos ajudar e apoiar", "Obrigado pela mensagem de esperança", "Obrigado pela comunhão espiritual", "Rezemos pelo fim da pandemia, por todos, pelo senhor", "Obrigado pela missa diária na Casa Santa Marta, nos faz sentir bem", "Obrigado por não nos deixar sozinhos", "Eu não tinha fé e agora choro diante do Crucifixo”. Chegam dos cinco continentes: mensagens pessoais, de gratidão, orações, fotos e até vídeos. Imagens e palavras que levam a Francisco o que aconteceu em todas as partes do mundo enquanto elevava o Santíssimo Sacramento para abençoar, implorando a intercessão do Senhor para derrotar a pandemia.
Tudo começou na segunda-feira, dia 9 de março. Francisco rezava pelos "doentes, pelos atingidos pelo coronavírus, pelos médicos, enfermeiros, voluntários que tanto ajudam, familiares, pelos idosos que estão nas casas de repouso e asilos, pelos encarcerados". Durante setenta dias, enquanto o vírus se espalhava e obrigava muitos países a suspender as celebrações com a presença dos fiéis, a proibir retiros e peregrinações, o Papa trouxe a esperança e a salvação na concretude do Evangelho, da palavra de Deus. A Missa matinal na Casa Santa Marta é uma Missa sóbria, com o Bispo de Roma que reflete breve e de modo simples sobre as Leituras do dia, ajudando todos a se identificarem com o que é dito e testemunhado. Há espaços para a oração silenciosa. Há alguns minutos de adoração eucarística no final da celebração.
Milhões de pessoas se reuniram, todos os dias, em oração: a latitude e o horário não foram um problema: rádio, TV, internet, redes sociais se tornaram portas e pontes para a pequena capela do Vaticano. Comunidades inteiras, famílias, trabalhadores, crianças, adultos, religiosos e religiosas, acompanharam a Missa, escutaram a Palavra, rezaram e redescobriram a comunhão espiritual na espera de poder novamente receber o Corpo de Cristo. A celebração matinal de Francisco se tornou um encontro também para os que pouco ou nada frequentavam a Igreja. Muitos não-crentes também quiseram se sintonizar e seguir as homilias do Sucessor de Pedro no tempo do lockdown.
Um número incalculável, mas certamente muito elevado, de fiéis em todo o mundo enfrentou a pandemia com a companhia do Papa, que exortou muitas vezes a não esquecer "os mais necessitados, as crianças famintas e os que fogem das guerras". Francisco rezou pelos governantes que "devem decidir" e pelos cientistas que buscam soluções neste momento difícil. Ele agradecia sempre a todos aqueles que ajudam, especialmente os que ajudam os mais fracos e indefesos, como os idosos e deficientes, nestes "dias de tanto sofrimento" e "medo".
Rezou pelos religiosos e religiosas que "dão a vida", ficando perto daqueles que sofrem. Rezou por todas as vítimas da pandemia e suas famílias. Lembrou de muitas categorias de trabalhadores, dos médicos aos enfermeiros, dos farmacêuticos aos professores, dos responsáveis pela limpeza, aos voluntários, até os agentes sepultadores dos muitos mortos nesta pandemia. Ele rezou pelas mulheres grávidas e pelas suas preocupações; pelos artistas, estudantes, pelos que pensam no pós-pandemia e em como resolver os problemas que nos esperam.
Na segunda-feira, 18 de maio encerrou a transmissão ao vivo. Francisco espera "que o povo de Deus possa retornar à familiaridade comunitária com o Senhor nos sacramentos, participando da liturgia dominical e retomando, também nas igrejas, a frequência diária do Senhor e de Sua Palavra".
Fonte: Vatican News

Os 100 anos de João Paulo II: Não tenhais medo

segunda-feira, 18 de maio de 2020



Hoje, segunda-feira, 18 de maio, o Papa João Paulo II completaria 100 anos. Um pontificado inesquecível não só na memória dos cristãos

Cidade do Vaticano
Era a missa do início do pontificado, em 22 de outubro de 1978. Hoje João Paulo II completaria 100 anos de idade. Atravessou o século perseguido pelas duas piores ditaduras, marcado por graves dores familiares, pelas dificuldades da guerra, compartilhando o árduo trabalho dos operários, estudando como seminarista clandestino, acompanhando jovens universitários com mil problemas, vendo bispos e sacerdotes de seu país perseguidos, mas sempre confiando-se à mesma pessoa...
“Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder! E ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir a Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem ‘o que é que está dentro do homem’. Somente Ele o sabe!”

25 de março de 1984. Nossa Senhora de Fátima

Na Basílica Vaticana, João Paulo II despedia-se da imagem de Nossa Senhora de Fátima, transferida para o Vaticano no Ano Santo da Redenção. Gigante da fé, ele também tinha o olhar do profeta, juntamente com o prudente realismo político, e a vontade de olhar para o futuro. Como Papa, continuou o novo humanismo do seu predecessor Paulo VI: nada mais importante do que a dignidade do homem, começando de seu trabalho.
“Confiando-Vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós Vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no Vosso Coração materno. De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações, que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade”

Trabalho e dignidade

Em 1983, em um Congresso da Conferência dos Bispos Italianos sobre o tema do trabalho disse palavras que poderiam ser destinadas ao mundo atual.
“Os problemas relativos à crise quantitativa do trabalho estão à vista de todos: o drama do desemprego, a difícil situação dos que se encontram em ‘desemprego temporário’, os jovens que não conseguem obter um lugar de trabalho; e depois, também os emigrantes e os estrangeiros, os deficientes e os anciãos, sem esquecer os problemas relativos ao duplo emprego, à mobilidade profissional, à casa, aos transportes, ao próprio uso do desemprego temporário, bem como ao abuso que se faz por vezes do direito à greve”
Completando:
“É necessária uma renovada e precisa atenção, bem como um claro testemunho no mundo do trabalho, porque surgem sempre nele novas interrogações e novos problemas, nascem novas esperanças, como também motivos de temor e ameaças, ligados a esta dimensão fundamental da existência humana”

O atentado de 13 de maio de 1981

A veste branca manchada de sangue. Alguns dias depois, dia 17 de maio, no leito hospitalar recitava o Regina Coeli pronunciando estas palavras:
“Sei que nestes dias, e de modo especial nesta hora do Regina Caeli estais unidos a mim. Agradeço-vos comovido as vossas orações e abençoo-vos a todos. Estou particularmente próximo das duas pessoas atingidas como eu. Peço pelo irmão que me feriu, a quem perdoei sinceramente. Unido a Cristo, Sacerdote e vítima, ofereço os meus sofrimentos pela Igreja e pelo mundo. A Ti, Maria, repito: Totus tuus eco sum.”

Terceiro Milênio

No Ano Santo que nos levou ao Terceiro Milênio João Paulo II afirmava:
“Nesta Noite Santa, o Anjo nos repete, homens e mulheres do final do milênio: "Não temais, eis que vos anuncio uma grande alegria... Hoje nasceu para o mundo, na cidade de David, um salvador"(Lc 2, 10-11). Nós nos preparamos para acolher estas palavras consoladoras durante o tempo do Advento: nelas se atualiza o "hoje" de nossa redenção. A esta hora, o "hoje" ressoa com um timbre singular: não é apenas a memória do nascimento do Redentor, é o início solene do Grande Jubileu. […] Aos pés do Verbo Encarnado depositamos alegria e apreensões, lágrimas e esperanças. Somente em Cristo, o homem novo, o mistério do ser humano encontra a verdadeira luz.”

Fonte: Vatican News 

sábado, 16 de maio de 2020


Fonte: YouTube

Ofício da Imaculada Conceição

sexta-feira, 15 de maio de 2020



Fonte: YouTube

Filme: JOÃO PAULO I - O SORRISO DE DEUS

quinta-feira, 14 de maio de 2020



Fonte: YouTube

Dia Oracional Mariano: espalhando o amor da Mãe Aparecida pelo Brasil

quarta-feira, 13 de maio de 2020


Na Casa da Mãe Aparecida, todo dia 12 é especial. Ainda mais neste mês de maio, quando toda a Igreja volta suas atenções e corações para a Mãe de Jesus.
Neste Dia Oracional Mariano, a celebração da Santa Missa das 9h refletiu a presença da Bem-aventurada Virgem Maria na Ressurreição do Senhor.
Nas intenções da Santa Missa, foram colocados todos os participantes da Família Campanha dos Devotos, os associados do Clube dos Sócios da Rádio Aparecida e todos aqueles que enviaram suas intenções, pedidos ou agradecimentos: as famílias que estão em recolhimento social, os profissionais de saúde que estão nos hospitais acolhendo às vitimas da pandemia do novo coronavírus, pelos governantescomunicadores e pelos trabalhadores da segurança e limpeza, para que todos esses profissionais encontrem soluções que realmente minimizem o sofrimento de todos os povos, principalmente dos mais vulneráveis.
Maria, Mãe da Esperança no novo Céu e na nova Terra

Thiago Leon
Thiago Leon

Em sua profunda homilia, o reitor do Santuário Nacional, Padre Eduardo Catalfo, C.Ss.R. disse que, na ressurreição de Jesus, a fé de Maria chega à sua plenitude. Ela é a mulher da esperança, que traz para a Igreja de Cristo a esperança de um tempo novo, de alegria e de restauração. Esperança que é a chave para compreendermos o novo tempo, anunciado por João no livro do Apocalipse. "É a esperança do próprio Deus, que faz novas todas as coisas".
“Não é uma novidade que se nos apresenta em tempos futuros e distantes da realidade. Este novo céu e nova terra começam hoje, sempre quando nos reunimos em família pra celebrar a ressurreição. A esperança de reconstruir, com a solidariedade e com o nosso empenho, um novo céu e uma nova terra. Este tempo de Deus em nossa vida não é de luto nem de tristeza, mas é quando o próprio Deus vem em nosso auxílio e nos oferece conforto e esperança, alegria de pertencer à família do Céu”.
Padre Eduardo explica que a Bem-aventurada participa, celebra e se alegra com a ressurreição, pois esta é a palavra mais importante de Deus pra nós, que seguimos Jesus. O missionário redentorista afirma que Maria é discípula e seguidora.
“Nela, a Palavra se realiza não só pela sua aceitação em participar do plano da Salvação, mas porque Ela se faz discípula e seguidora da palavra de Deus, concretizada em Jesus. Maria é a melhor e mais fiel discípula da Palavra. O exemplo de Maria nos estimula no seguimento de Jesus”, completou.
Falando da situação atual de pandemia, o sacerdote disse que, com o anúncio da ressurreição feito pelo Anjo, recebemos a notícia fundamental de que o Crucificado não está mais aqui“É a certeza de que nossa dor e nosso luto são transformados pela graça e pelo amor do nosso Deus, que faz novas todas as coisas. Somos de Deus e nenhum sofrimento fica sem resposta, diz.
Para completar sua reflexão, o reitor diz que, ao ressuscitar em Jesus, Deus nos dá a resposta definitiva para o nosso futuro: o novo céu e a nova terra.
Convidados por Maria a fazer um mundo novo

Thiago Leon
Thiago Leon

O padre também disse que Maria não é apenas a mãe das dores, da cruz e sofrimento. É a bem aventurada, assim como as mulheres de hoje, que protagonizam a defesa e a proteção da vida, que educam seus filhos para Deus e para a construção de um mundo novo, de novas relações humanas. E este é o convite da fé cristã”.
Nossa Senhora Aparecida é sinal do amor de Deus por nós. Ela, que vive essa esperança de comunicar com alegria a ressurreição. A fé nos ensina a olhar para Maria e reconhecer nela a Rainha do Céu, aquela que anuncia o tempo de Deus em nossa vida. A Ressurreição é a capacidade de transformar luto em esperança, dor em alegria, tristeza em fé. Maria nos oferece a certeza da nossa pertença a Deus, conclui.
Celebração "Aparecida pelo Brasil"

Thiago Leon
Thiago Leon

Na pequena imagem de Aparecida, colocada junto das intenções de oração de todo o Brasil, o animador, padre Mauro Vilela, C.Ss.R., apresentou todos os pedidos Àquela que é “bendita entre as mulheres, Senhora do Céu e da Terra":
“Bendito seja Deus e Pai, que nos abençoou, por causa da disponibilidade de Maria, que não teve medo do que lhe foi pedido, como os grandes personagens da Bíblia (Abraão, Moisés e outros), que se dispuseram a serviço do projeto de DeusMaria, a partir de sua fé, coloca-se disponível. Acolhe com generosidade a oferta de Deus de ser a Mãe do Salvador'Faça-se em mim segundo a sua vontade'”!
Ao introduzir a Liturgia da Palavra, o redentorista dirigiu-se à Mãe Aparecida:
“Alegra-te, Maria, porque você é cheia de graça diante dos olhos de Deus! O próprio Senhor está contigo, pois O Espírito Santo te cobriu. Você é Santa! Está próxima do Senhor! E queremos que nesta sua proximidade, lembre-se de nós, que caminhamos nesta terra, que por muitas vezes se torna um vale de lágrimas. Pois aqui ainda existe sofrimento dos mais diversos”, rezou.
Coroação

Thiago Leon
Thiago Leon

Ao final da celebração, o Santuário quis homenagear a Mãe das Mães, que é Nossa Senhora e, assim, homenagear também todas as mamães. Acolhendo aos apresentadores da TV Aparecida, Bete Ribeiro e Frei Rinaldo, que em suas mãos trouxeram o manto e a coroa de Nossa Senhora, fez-se uma simples homenagem: coroar Nossa Senhora como Senhora do Céu e da Terra. A coroação foi feita através da pequena Isabela, de 8 anos, moradora da cidade de Guaratinguetá.
“Senhora do Céu e da Terra, Senhora Aparecida, interceda junto a Deus por todas as mulheres que vivenciam a maternidade, para que encontrem na Virgem Maria, mãe de Jesus, a esperança e a força necessária para caminhar sem medo, intercedendo por seus filhos. Que elas sejam sempre abençoadas e fortalecidas em sua caminhada maternal, e pedimos também por todas as mães falecidas, que abençoadas na vocação que receberam de Deus, sejam acolhidas no céu. Amém!”
Concluindo o momento devocional, rezou-se a oração que o Papa Francisco nos convida a fazer em maio:
Ó Maria, vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho como um sinal de salvação e de esperança. Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos, que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus, mantendo firme a vossa fé. Vós, Salvação do Povo Brasileiro, sabeis do que precisamos e temos a certeza de que no-lo providenciareis para que, como em Caná da Galileia, possa voltar a alegria e a festa depois desta provação. Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor, a conformar-nos com a vontade do Pai e a fazer aquilo que nos disser Jesus, que assumiu sobre Si as nossas enfermidades e carregou as nossas dores para nos levar, através da cruz, à alegria da ressurreição. À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.
Maria Senhora do Céu e da Terra, mãe de Jesus: faça de nós cheios de graça, alegres na esperança e firmes na caminhada!
.:: Confira a galeria de fotos deste dia tão especial::.

Recado à Família Campanha dos Devotos
Neste momento difícil de recolhimento, precisamos continuar levando a mensagem do Santuário para todo o Brasil, continuar rezando, orientando e sendo companhia para os devotos.
Somos uma só família no coração da Mãe Aparecida. Sua fidelidade é o que nos mantém. Tenha esperança! Persevere! Se a gente chega até você, é porque você cuida da gente!

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