Qual o papel do cristão na política segundo o pensamento da Igreja?

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

É preciso que cada cristão faça a sua reflexão e vote consciente

Caro internauta, no primeiro artigo, tivemos a oportunidade de fazer uma rápida viagem à Grécia antiga e conhecer um pouco mais sobre a origem da política. Agora, vamos fazer essa viagem de volta aos nossos dias para descobrir qual é o papel dos cristãos diante dela.
Para introduzir o nosso tema, quero citar uma fala proferida pelo Papa Francisco, no dia 7 de junho de 2013, durante um encontro com os representantes das escolas Jesuítas na Itália e na Albânia. Perguntado como deve ser o compromisso do cristão no mundo de hoje, o Sumo Pontífice afirma o seguinte: “Para o cristão, é uma obrigação envolver-se na política. Nós, cristãos, não podemos fazer como Pilatos, lavar as mãos. Não podemos!”.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Esse “envolver-se” com a política, não significa apenas se coligar a um partido político para se tornar candidato a algum cargo público. Política é muito mais que isso. Segundo o próprio Papa Francisco, a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum.
Obviamente, os cristãos leigos não estão isentos de envolver-se com a política mais diretamente, pelo contrário, ele deve envolver-se, deve trabalhar na política e pela política. O Papa Francisco considera esta, uma missão especial. Trabalhar para o bem comum é um dever do cristão leigo.

Como os cristãos leigos devem se portar diante das autoridades políticas?

O parágrafo 2239 do Catecismo da Igreja Católica aponta para outro dever do cidadão frente à política: colaborar com os poderes instituídos para o bem da sociedade. Assim, os cidadãos devem reconhecer, respeitar e se submeterem às autoridades legítimas. Com relação à submissão, a Epístola de Romanos nos traz uma orientação: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus” (cf. Rm 13,1).
Diante dessa realidade, podemos afirmar que cada cristão é corresponsável pela política do seu bairro, cidade, estado e país e, por conseguinte, pelo bem comum. Essa corresponsabilidade comporta, além de muitos outros deveres, o exercício do direito de voto e a defesa do país. Defender o país significa votar bem, com consciência e segundo os princípios morais.
O cristão não deve rechaçar o político, mas colaborar para com ele, estabelecer uma relação de parceria, de alguém que cobra e que se mostra presente. O cidadão cristão deve, acima de tudo, rezar pelos políticos e não aceitar, em hipótese nenhuma, o enfraquecimento da moral cristã por parte dos representantes do povo.

Quando os cristãos NÃO devem obedecer às autoridades políticas?

Que a obediência às autoridades políticas legitimamente constituídas é um dever de todos os cidadãos, disso não se tem dúvida. Contudo, essa obediência não pode ser vivida cegamente, isso seria um grande perigo. O Catecismo da Igreja Católica apresenta uma posição bastante contundente para aqueles casos em que são criadas prescrições “contrárias às exigências de ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho”. Nesse caso, o cristão não apenas pode não as seguir, mas está obrigado a isso (cf. CIC 2242).
Em suma, a obediência deve estar sempre pautada pela moral do Evangelho. É justamente por isso que faz parte da missão da Igreja pronunciar “um juízo moral, mesmo acerca das realidades que dizem respeito à ordem política, sempre que os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem” (cf. CIC 2246).

Qual o papel próprio da política tendo como princípio o pensamento cristão?

Em primeiro lugar, “a comunidade política tem o dever de honrar a família”, protegendo essa fundamental instituição para sociedade. Além disso, a classe política deve esmerar-se para garantir a liberdade de o indivíduo em “fundar um lar, ter filhos e educá-los de acordo com as suas próprias convicções morais e religiosas” (cf. CIC 2211).
Outro aspecto essencial que a comunidade política deve promover é a liberdade individual de professar a . Os pais têm o direito de transmitir sua fé e educar nela os seus filhos, com os meios e as instituições necessárias. Deve respeitar também o direito à propriedade privada e a liberdade de se obter um trabalho. Sem falar do direito aos cuidados médicos, a assistência segurança pública.
Bom, todas as orientações que a Igreja Católica dá aos seus fiéis na esfera política é clara e direta. Caso essas orientações não encontrem consonâncias com a realidade, é preciso que cada cristão se questione seriamente. O que pode ter acontecido? Em que ponto da ferrovia o trem se descarrilhou? Por que a política está desse jeito tão suja? O Papa Francisco, por meio de um questionamento, dá-nos uma preciosa pista: “Não será por que os cristãos se envolveram na política sem espírito evangélico?”. Quero finalizar esse artigo deixando sem resposta essa pergunta do Papa Francisco.

Algumas provocações

Aproveito para lançar mais duas perguntas bem provocadoras: que tipo de cristão nós estamos sendo na política? Estamos elegendo políticos que se comprometem em defender a moral e os bons costumes?
Considero os próximos dois artigos como a “cereja do bolo”. Neles, darei quatro dicas fundamentais que ajudarão você a escolher o seu candidato nas próximas eleições. Valerá a pena lê-los.
Deus abençoe você, e até a próxima!

Fonte: Canção Nova

Só quem conhece Jesus experimenta o amor profundo

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

 

Procuremos a verdade, amemos a verdade, procuremos conhecer Jesus, amá-Lo e permitir que Ele se torne o Senhor da nossa vida

“‘Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?’ E procurava ver Jesus” (Lucas 9,9).

Herodes estava incomodado com tudo que ele escutava falar a respeito de Jesus, mas ele não sabia quem era Jesus. Alguns achavam que era João Batista, que tinha voltado dos mortos, ou que era Elias, que havia aparecido, ou algum dos profetas do Antigo Testamento, que havia ressuscitado. Não era uma coisa nem outra. Jesus é o Senhor, é o Messias, é o Cristo.
Herodes ouviu falar a respeito de Jesus e queria vê-Lo. É um passo bom, mas não é o mais importante, porque ele procurava ver Jesus por curiosidade. Sabe aquela curiosidade intelectual ou aquela curiosidade quando queremos saber o que está acontecendo? Existe a curiosidade dos fofoqueiros, onde a pessoa curiosa quer ter algo para contar, procuram saber o que todo mundo está falando e existe a curiosidade de quem procura conhecer de verdade.
A primeira curiosidade é uma tristeza, e usando uma expressão bem pesada, é uma “desgraça”, porque as pessoas curiosas por fofocas fazem um mal terrível. Elas não conhecem a verdade, elas procuram saber do que é superficial, procuram saber somente daquilo que os outros estão dizendo. O curioso é uma erva daninha, ele é danosa para as pessoas, faz mal para si e para os outros.
Herodes era essa espécie de curioso, ele tinha aquela curiosidade de saber quem era o Jesus que todos estavam falando, e ele teve um conhecimento superficial de Jesus, ele soube apenas daquilo que os outros estavam falando e não fez a experiência. Quem não faz a experiência não conhece a verdade.
Muitas vezes, estamos vivendo esse tipo de curiosidade, somos curiosos para saber o que o outro fala, o que estão falando a respeito daquele outro, mas não temos um amor de buscar entender, compreender e mergulhar naquilo que precisa, de fato, ser conhecido.
Se nós conhecêssemos as verdades como elas de fato são, não faríamos maldades nas coisas, não falaríamos mal das pessoas. Se conhecêssemos Jesus como Ele, de fato, precisa ser conhecido por nós, amaríamos mais a Jesus, porque mergulharíamos na pessoa d’Ele.
A partir daquilo que o Evangelho de hoje está dizendo, permitamos dizer ao nosso coração: Não sejamos curiosos de conhecimento, não sejamos curiosos de querermos saber o que está acontecendo. Procuremos a verdade, amemos a verdade, procuremos conhecer Jesus, amá-Lo e permitir que Ele se torne o Senhor da nossa vida.
A nossa vida será transformada, porque só quem conhece Jesus experimenta o amor profundo que Ele tem por cada um de nós.

Deus abençoe você!


Luz da Fé: Descobrir a própria pequenez

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

É adorando o Senhor com fidelidade que descobriremos nossa própria pequenez

Neste programa ‘Luz da Fé’, quero refletir com você sobre o número 205 do Catecismo da Igreja Católica, que nos ensina o seguinte:
208. Diante da presença atraente e misteriosa de Deus, o homem descobre sua pequenez. Diante da sarça ardente, Moisés tira as sandálias e cobre o rosto em face da Santidade Divina. Diante da glória de Deus três vezes santo, Isaías exclama: “Ai de mim, estou perdido! Com efeito, sou um homem de lábios impuros” (Is 6,5). Diante dos sinais divinos que Jesus faz, Pedro exclama: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador” (Lc 5,8). Mas porque Deus é santo, pode perdoar o homem que se descobre pecador diante dele: “Não executarei o ardor da minha ira… porque sou Deus e não homem, eu sou santo no meio de ti” (Os 11,9). O apóstolo João dirá: “Diante dele tranquilizaremos nosso coração, se nosso coração nos acusa, porque Deus é maior do que nosso coração e conhece todas as coisas” (1Jo 3,19-20).
Foto ilustrativa: Jorge Ribeiro / cancaonova.com
O Catecismo da Igreja nos ensina: Diante da presença atraente e misteriosa de Deus, o homem descobre sua pequenez. Certa vez, li um artigo, num site norte-americano sobre as cinco características de uma pessoa narcisista, e uma das características é a de que o narcisista não consegue ouvir o outro. O narcisista simplesmente não tem empatia com o próximo, não consegue se compadecer diante do sofrimento alheio. E por quê? Porque o mundo do narcisista está centrado nele mesmo. O narcisismo leva o indivíduo a ficar sempre se “endeusando”.
Estou trazendo essa informação a você, porque existe, por outro lado, um jeito de ser e de agir que é exatamente o oposto do jeito de ser e de agir do narcisista. Esse jeito nos é ensinado pelo Catecismo da Igreja: descobrir a própria pequenez.
Como reconhecemos nossa própria pequenez? O Catecismo também explica: Diante da presença atraente e misteriosa de Deus. Ou seja, é diante da presença de Deus que o homem deixa de ser um narcisista apenas centrado em si mesmo, para se tornar alguém capaz de descobrir os próprios limites e fragilidades.

Na adoração, descobrimos nossa pequenez

Como acontece isso na prática? Monsenhor Jonas Abib, no seu livro escrito a respeito da adoração, ensina o seguinte:
“Na adoração, não mais me ocupo de mim mesmo, dos meus conflitos interiores, das minhas feridas, das minhas mágoas e dos meus problemas; ao contrário, busco estar com os olhos fixos somente para meu Deus. Não me lembro mais de mim mesmo, porque Deus me tomou totalmente, porque unicamente Ele é importante para mim, Ele é o meu Senhor, o meu Salvador. O interessante é que, esquecendo-me de minha pessoa, torno-me presente para mim mesmo, torno-me verdadeiro, totalmente eu mesmo com tudo aquilo que está no meu interior. Diante do Senhor, não preciso de máscaras” (Livro “Agora meus olhos Te viram”, pág. 14).
Diante dessas palavras, faço um convite a você: adore a Jesus Sacramentado. Quanto tempo faz que você não se coloca diante de Jesus Eucarístico, presente nos sacrários das nossas igrejas e capelas? É certo que eu e você necessitamos de uma boa dose de adoração, precisamos adorar o Senhor com frequência e fidelidade. Fazendo isso, descobriremos nossa própria pequenez. E descobrir isso é segredo de felicidade! Mais ainda: adorar a Jesus Sacramentado é o antídoto para o narcisismo.

Passe por baixo dos problemas

Conta-se que Santa Teresinha do Menino Jesus, dentro do convento onde vivia, foi visitada em sua cela por uma noviça que não estava conseguindo superar uma tentação que enfrentava diariamente. Essa noviça disse à santa: “Irmã, eu não consigo passar por cima dessa minha dificuldade”. Ao que foi imediatamente interpelada pela santa: “Mas por que você quer passar por cima? Passe por baixo!”. E Santa Teresinha prosseguiu na sua explicação: “Quando eu era criança, certa vez, havia um cavalo bem na entrada da minha casa. Os homens que ali estavam discutiam entre si qual a melhor forma de afastar o animal. Enquanto eles discutiam, eu simplesmente me aproveitei do meu pequeno tamanho e passei por baixo do cavalo. Assim eu consegui entrar em casa. Como é bom ser pequenininha!”.
Sendo pequenos diante de Deus, eu e você conseguiremos superar os obstáculos da vida passando não por cima, mas por baixo deles. E é através da adoração eucarística que vamos adquirindo essa sabedoria para enfrentar as dificuldades com humildade.

Um forte abraço!

Fonte: Canção Nova

A Palavra de Deus transforma o nosso coração

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Não dá para andar com o coração repleto de ressentimentos e mágoas, semeando o ódio, colocando as pessoas umas contra as outras

Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática” (Lucas 8,21).

É uma grande graça fazermos parte da família de Jesus, sermos família com Ele, tornarmo-nos cada vez mais familiarizados com a vida d’Ele. Qual é o caminho para que sejamos familiares, próximos e íntimos de Jesus?
A primeira coisa é ouvir a Palavra de Deus todos os dias da nossa vida. Quando ouvimos a Palavra de Deus, ela vai penetrando o nosso ser, o nosso coração; ela vai transformando os sentimentos da nossa alma e os pensamentos da nossa cabeça.
A Palavra de Deus tem o poder de nos transformar, por isso o grande esforço do nosso ser cristão é para ouvir Jesus, é para ouvir a Sua Palavra. Não escutemos a Palavra de Deus de qualquer jeito nem façamos de qualquer jeito a nossa relação com a Palavra. A primeira característica de um discípulo é a sua relação e intimidade com ela, porque, quando a escutamos, ela realiza a ação de Deus em nossa vida.
A segunda característica é que um discípulo coloca em prática aquilo que ele ouve, pois não basta ouvir, é preciso praticar o que o Senhor nos ensina a viver, é preciso um esforço com o auxílio e a graça do Espírito, para que a Palavra transforme o nosso comportamento, o nosso pensamento e os nossos sentimentos. Precisamos ser concretos.
Muitas vezes, temos pensamentos errados. A própria humildade vai nos demonstrar que nem tudo aquilo que pensamos é pensamento de Deus, pelo contrário, estamos repletos de pensamentos humanos, que colhemos no mundo. Os nossos pensamentos precisam ser transformados com a força da Palavra de Deus, pois estamos com sentimentos em nosso coração que não correspondem aos sentimentos d’Ele. Somos humanos, mas a Palavra transforma a nossa humanidade pela graça divina.
Não dá para andar com o coração repleto de ressentimentos e mágoas, semeando o ódio, colocando as pessoas umas contra as outras. Quando a Palavra penetra em nós, podemos até ter raiva de alguém, mas ela é capaz de arrancar a raiva, e somos capazes de mudar aquilo que pensávamos em relação ao outro.
Para sermos familiares a Jesus, precisamos ter familiaridade com Sua Palavra, capacidade de escuta, colocar-se na posição daquele discípulo que está ouvindo o Mestre falar e depois responde: “É assim que vou fazer. É isso que vai mudar na minha vida. Vou lutar e batalhar”.
O discípulo de Jesus vive uma metanoia e uma conversão constante, é aquele que se permite, dia a dia, com a humildade do coração, ser transformado e convertido pela Palavra que vem do Senhor.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Reflexões da Bíblia com padre Arlon Cristian

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

 

Reflexão do mês da Bíblia sobre João Batista


O mês da Bíblia reforça para os cristãos a importância de conhecermos os ensinamentos deixados por Jesus através dos livros do Antigo e Novo Testamento.

O sacerdote da Comunidade Canção Nova padre Arlon Cristian, que hoje se encontra na Casa de Missão da Canção Nova na Terra Santa, fez uma série de vídeos reflexivos sobre a Bíblia.

1º episódio


Neste primeiro episódio da série, padre Arlon traz uma reflexão sobre João Batista, o precursor de Jesus Cristo, lendo o Evangelho de São Lucas 1,57-66:

“Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. Mas sua mãe interveio: Não, disse ela, ele se chamará João. Replicaram-lhe: Não há ninguém na tua família que se chame por este nome. E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse. 63.Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: João é o seu nome. Todos ficaram pasmados. E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judeia. Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele”.

Reflexão da Bíblia sobre a Virgem Maria 

 

A segunda reflexão da Bíblia com padre Arlon Cristian é sobre a Virgem Maria

Neste segundo vídeo de reflexões sobre o mês da Bíblia, o sacerdote da Comunidade Canção Nova padre Arlon Cristian visita a Basílica da Anunciação, na Terra Santa, reforçando a importância e o papel da Virgem Maria na história de salvação.

2º Episódio

Padre Arlon destaca a importância de rezarmos a “Ave- Maria”, pois é por meio dessa oração que podemos contemplar Nossa Senhora e ver a revelação de Deus a Maria.

Fica a dica

Faça a leitura da Palavra de Deus e veja como é importante sermos fiéis aos ensinamentos de Jesus, assim como Maria deu seu ‘sim’ ao Anjo Gabriel, que também possamos fazer esse gesto de obediência ao Senhor.
“Devemos, neste mês da Palavra, nós que somos filhos de Maria, pedir a graça do ‘sim’ de fazer a vontade de Deus. O anjo visitou Nossa Senhora, por isso, quero pedir que ele também visite você. Não um anjo com asas, mas sim que uma pessoa o visite, ou seja, um anjo de Deus, e que você possa dizer ‘sim’ a vontade do Senhor”, disse padre Arlon.


Partilha da Palavra: a visita de Maria a sua prima Isabel 

A terceira reflexão com padre Arlon é sobre Maria e sua prima Isabel

Neste terceiro vídeo de reflexões sobre o mês da Bíblia, o sacerdote da Comunidade Canção Nova, na Terra Santa, padre Arlon Cristian nos convida a continuar a reflexão sobre a Virgem Maria.

3º Episódio

Padre Arlon faz uma breve reflexão sobre o que Maria fez após a anunciação do Anjo Gabriel. Ela se dirigiu para a casa de sua prima Isabel. Logo no momento que chegou, a criança, que estava no ventre da sua prima, pulou, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
Essa passagem bíblica nos reforça a importância da vida desde o ventre materno como destaca padre Arlon: “Quem contou para Isabel que Maria estava grávida? Ela acabou de sair de Nazaré e o menino Jesus tinha duas semanas de vida no máximo, ou seja, 11 dias, do tamanho de um grão de arroz! Essa passagem também é contra o aborto, pois, com 11 dias, já tem vida, e Isabel já chama Maria de mãe, a Mãe do Meu Senhor”.

Fica a dica

Após esta reflexão da Palavra de Deus, que cada um de nós também possamos pedir a graça de sermos tocados pelo Espírito Santo.
Leia mais:
.: A leitura da Bíblia transforma radicalmente a vida de um jovem

Fonte: Canção Nova




Busquemos seguir Jesus

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

 

Seguir quer dizer deixar o que estamos fazendo de errado para irmos atrás de Jesus 


Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mateus 9,13).

Hoje, celebramos a festa do apóstolo São Mateus. Talvez, gostemos muito de Mateus por causa do Evangelho, tão rico são os conteúdos e ensinamentos que este evangelista deixou para nós. Hoje, a Palavra, a Liturgia e a Igreja nos convidam para olharmos para Mateus, o convertido e muito amado por Jesus.

Mateus estava na coletoria de impostos; em outras palavras, ele estava no campo do pecado, porque era tido como pecador, pois cobrava impostos. Ele estava no seu trabalho, mas realizava muitas coisas desonestas; ele cobrava impostos indevidos e duros para aquele povo.

Não importa onde nós estamos nem o que estamos fazendo, é Jesus quem está passando e nos dizendo: “Segue-me”. E seguir quer dizer deixar o que estamos fazendo de errado para irmos atrás d’Ele.

Jesus não quer nos condenar, não quer jogar nada em nossa cara nem quer nos repreender. Ele quer nos salvar e libertar. O olhar misericordioso de Jesus, que chamou Mateus naquele dia, salvou-o para sempre. Mateus deixou a coletoria de impostos e foi atrás do Mestre, e o seu coração e toda a sua vida foram transformados.

Queremos olhar para Jesus e pedir que Ele nos dê a consciência dos nossos pecados, porque, muitas vezes, perdemos a consciência do quanto somos pecadores. Se tivermos consciência do quanto somos pecadores, vamos buscar, todos os dias, seguir Jesus. Precisamos nos levantar como um discípulo para querer segui-Lo.

Não adianta ignorarmos nosso chamado, porque o mundo nos chama todos os dias. Precisamos responder ao mundo que não vamos segui-lo, pois queremos seguir Jesus. E à medida que seguimos Jesus e nos tornamos seus discípulos, a conversão acontece em nós, vamos abandonando a banca do pecado e assumindo a graça que vem do coração de Jesus que nos liberta e nos converte.

O primeiro sinal de uma pessoa convertida é, de fato, deixar a vida velha, os pecados, os vícios e as coisas erradas que fazia. O grande sinal de uma pessoa convertida ou um passo importantíssimo para que a conversão se consolide no coração é ter e tornar-se um coração misericordioso, capaz de ter o coração como o do Mestre Jesus, que olha para os pecadores nunca julgando nem condenando, mas sempre amando e tendo a esperança de que o amor, como chegou ao nosso coração, pode chegar no coração do próximo.


Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova


Jesus, perdoa todos os nossos pecados

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

 

A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão

Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor” 
(Lucas 7,47).

O Evangelho de hoje é lindo e merece toda a nossa atenção. Uma mulher era conhecida, na cidade, como pecadora. Eu não sei, de fato, quais eram os pecados dessa mulher, mas ela recebeu o adjetivo de “pecadora”, e todos a conheciam assim.
As pessoas gostam de rotular umas as outras, mas, infelizmente, rotulam-se pelo negativo. Alguém que cometeu essa ou aquela falha, alguém que tem algo que não nos agrada… Muitas vezes, até esquecemos o nome da pessoa, mas em nós está o rótulo que temos dela. Se aquela pessoa tem um pecado, maior é o nosso pecado quando a rotulamos pelos seus defeitos, pelas suas fraquezas, pelos seus pecados e assim por diante.
Jesus não rotula ninguém; pelo contrário, Ele acolhe a todos. Por esse motivo, os pecadores se aproximam d’Ele, vão ao encontro d’Ele. Essa mulher, que oficialmente ninguém a tinha bem, que queriam distância dela, não encontrava o acolhimento que precisava.
Todos nós precisamos mudar de vida, mas não mudamos, porque achamos que o outro tem vida errada, o outro que é pecador. “Eu não faço o que ele faz.”
A nossa relação com Deus não se mede por comparação, mas pela proximidade, por um coração que reconhece sua miséria e necessita do amor misericordioso do Senhor.
Os religiosos da época de Jesus não O acolheram nem foram acolhidos por Ele. Não foi Jesus quem não os acolheu, mas foram eles que não sentiram necessidade d’Ele, pois já estavam justificados. Essa mulher era muito pecadora, assim a rotularam, mas ela tinha muita sede de amor, de cura e libertação. Ela se jogou aos pés de Jesus e passou nos pés d’Ele o melhor perfume e demonstrou todo o seu amor, por isso todos os seus pecados foram perdoados.
A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão e da Sua misericórdia; e vamos crescendo no orgulho, na soberba espiritual de nos acharmos santos, justificados e melhores que os outros.
Que perigo de vida nós corremos! Que Deus nos dê juízo, sabedoria e humildade.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Reencontrar sua essência : Volte a lutar pelos seus sonhos e reencontre a felicidade

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Os sonhos estão intimamente ligados à vida e não há como seguir em busca da felicidade sem os considerar

Felicidade é a grande meta de todo ser humano e como encontrá-la é o desafio que nos une a milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Aliás, vale a pena lembrar que, buscar a felicidade é condição para encontrá-la, pois costuma-se encontrar o que se procura.
Se você busca a felicidade, encontrará razões para ser feliz, mesmo em meio as adversidades. Porém, se não a busca, mesmo quando ela vier ao seu encontro, não a reconhecerá. Conheço um provérbio popular que diz: “Para o barqueiro que não sabe onde quer chegar, nenhum vento lhe é favorável”.
Ou seja, quem não sabe o que quer, dificilmente chega a alguma conquista. E, até mesmo, quando acontecem coisas boas, nada parece favorecê-lo.
Volte a lutar pelos seus sonhos e reencontre a felicidade
Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
É claro que, existem pedras no caminho e nem todos os ventos sopram ao nosso favor, mas quando temos uma meta definida, algumas pedras nos servem de degraus e alguns ventos fazem nosso barco avançar mar adentro com maior velocidade. Então, se você deseja ser feliz, é preciso dar passos firmes em direção à felicidade.
E, uns dos passos que considero essenciais são: reencontrar suas essências; fazer as pazes com os acontecimentos que marcam sua história e voltar a sonhar. Porque os sonhos estão intimamente ligados à vida e não há como seguir em busca da felicidade sem os considerar.

Não deixe de sonhar

Talvez, você tenha deixado de sonhar por inúmeras razões, entre elas, a decepção por não ter alcançado aquilo que tanto desejou no seu tempo, do seu jeito e na sua hora. Mas, é preciso confiar que Deus vê além e, quando não permite que algo que tanto desejamos nos aconteça, só pode ser por um motivo: amor. Ele vê além e sabe o que é o melhor para nós. Como Ele é o Senhor de tudo, Ele sabe o melhor tempo para nos dar aquilo que desejamos.
Entretanto, Ele quer que sonhemos, Ele sonha conosco, caminha ao nosso lado e nos incentiva, porque sabe que sonhar para nós é viver. De nossa parte é preciso reconhecer esse amor incondicional e confiar n’Ele, aconteça o que acontecer. Experimente, hoje, olhar para as marcas da sua história com gratidão, considerando que nada é fruto de um acaso; nem mesmo os sonhos. Na verdade, eles são inspirações divinas plantadas por Deus em sua alma desde o seu nascimento.
Lembre-se de que, você é único e tem um valor fundamental neste mundo. Portanto, siga seu coração e procure agir de acordo com aquilo que você sonha e deseja; e não de acordo com o que os outros pensam e querem para você. Nessa busca, você precisa ter calma consigo mesmo e respeitar o seu processo de mudança.
É verdade que o mundo pede urgência, mas o coração tem seu próprio ritmo; é necessário respeitá-lo se quiser ser feliz. Converse com o seu coração sobre seus sonhos e não tenha medo de dar passos, mesmo que sejam lentos, na direção em que ele indicar.
“O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Se você prestar atenção na sua voz, vai ouvi-lo dizer: “Volte a sonhar, pois assim você encontrará a felicidade!”.

Fonte: Canção Nova

Quais são os inimigos do cristão no caminho à santidade?

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Os perigos que podemos encontrar

Como vimos no artigo anterior, o Papa Francisco, em seu documento Gaudete et Exsultate, que trata sobre o chamado à santidade, apresenta ao povo de Deus um código de conduta. Francisco, com sua maneira direta,  simples e prática de ensinar, orienta a cada um em particular para que tenham atitudes que o torne santo.
O objetivo do documento é fazer que cada pessoa possa refletir no seu interior o chamado universal à santidade, com os riscos, desafios e oportunidades, tudo isso em meio à cotidianidade dos afazeres de uma vida normal, e que o mundo não nos ausenta (Cf. n. 2).
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Neste artigo, que é o segundo em que estamos tratando sobre o chamado de todo homem à santidade, iremos notar os dois inimigos citados pelo Papa Francisco que atrapalham o homem de atingir a vocação universal. No referido documento “Alegrai-vos e exultai”, o Papa Francisco aponta duas heresias ou, por assim dizer, erros que podem levar um descaminho no processo de santidade, ou o que ele mesmo disse: “falsificações da santidade”. Falsificações que são verdadeiros inimigos nesse caminho à santidade. Estes erros são: o gnosticismo e o pelagianismo. Essas duas formas de pensar o cristianismo são oriundas dos primeiros séculos da Igreja, porém, atualizam-se de maneira inconsciente nos dias de hoje.

O risco do gnosticismo e do pelagianismo

O Sumo Pontífice alerta para o que o gnosticismo e o pelagianismo, de maneira ampla, dão origem “a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar. Em ambos os casos, nem Jesus Cristo nem os outros interessam verdadeiramente” (n. 35). Acontece uma elevação exagerada do homem, a realização do homem aconteceria tão somente no aqui e no agora.
Para compreender melhor o que o Papa esclarece no documento a respeito desses dois erros, analisemos ambos e vejamos o que realizam no homem e suas consequências, para isso primeiramente exploremos o gnosticismo.
O gnosticismo carece de uma fé fechada no subjetivismo, levando o homem a uma prisão na própria razão ou nos sentimentos. O gnóstico não é capaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros. Acontece assim, um desencarnar do mistério, eles preferem “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo”. (Cf. n. 37). Essa ideologia quer domesticar o mistério de Deus e da sua graça, assim como fazem na vida dos outros. Contudo, Francisco, orienta que quando nos deixamos guiar mais pelo Espírito do que pelos raciocínios, nós encontraremos o Senhor em cada vida humana.
Quando o Papa explora o pelagianismo, ele afirma que os pelagianos tiraram o lugar que a inteligência e a graça ocupavam no mistério e colocaram a vontade. Mas uma vontade sem humildade, surgia aí uma prepotência da vontade, uma espécie de “tudo é possível” pela vontade (Cf. 49). Atualmente, existem cristãos que buscam a justificação pelas próprias forças, no que se pode chamar de adoração da vontade, da própria capacidade, caindo em um egocentrismo, sem nenhum aspecto verdadeiro de amor (Cf. 57).

As virtudes teologais como antídoto

Com a sabedoria de quem governa a Igreja, o Papa Francisco deixa a saída para os erros do gnosticismo e do pelagianismo. Ele apresenta para o povo de Deus uma hierarquia das virtudes, levando-nos a buscar o essencial. A precedência está nas virtudes teologais (Fé, Esperança e Amor), que trazem Deus como objeto e motivo. E o centro de tudo é a caridade. Francisco apresenta a passagem que está em Romanos 13,8.10: “Quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei […] Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.” (Cf. n. 60).
Deixemos que o Espírito Santo nos conduza para águas mais profundas no conhecimento de nós mesmos e na imagem de Deus em nós. Que possamos manifestar o amor pleno e verdadeiro pelos que mais precisam, pelos preferidos de Deus, nunca perdendo de vista a fé, a esperança e a caridade. Se nos munirmos com essas virtudes, estaremos nos protegendo de cairmos em erros e ainda estaremos protegendo os nossos irmãos que trilham o mesmo caminho que nós à santidade.
Quem não ama não chega a conhecer a Deus, pois Deus é amor. (1 Jo 4,8)

Fonte: Canção Nova

Falta ao nosso coração a bondade necessária

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Somos pessoas religiosas, mas, muitas vezes, falta ao nosso coração a bondade necessária, o amor e o cuidado com o próximo

“Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado” (Lucas 7,6-7).

Esse oficial romano causa-me uma profunda admiração. Primeiro, porque ele não era um membro da religião judaica, ele até representava aquilo que os judeus odiavam e repeliam, que era o domínio do império romano. No entanto, esse homem tinha um coração extremamente bom, ele tinha as sementes do Evangelho no seu coração.
É na bondade que Deus se revela. Quando Ele vem a nós, traz bondade ao nosso coração. O Senhor construiu até uma sinagoga para os judeus, mas não foi só a sinagoga templo.
O oficial estava preocupado, porque um dos seus empregados, a quem ele amava e estimava muito, estava doente e à beira da morte. Não era porque ele perderia mais um empregado, mais um trabalhador, um soldado para o combate, porque outros poderiam se alistar, mas o oficial amava o seu funcionário.
Quem ama cuida, compadece-se e importa-se; e aquele oficial está se importando demasiadamente com o seu empregado, como se fosse consigo mesmo ou mais do que a si mesmo. Ele sabia que, com todo o seu poder e autoridade, não podia fazer nada, nem pagando os melhores médicos nem dando ordem, ele podia fazer algo. Mas ele tinha fé, por isso o Evangelho estava no coração deste homem. O oficial tinha amor, bondade, fé e confiança naquilo que Jesus podia fazer. “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas eu creio que basta uma palavra tua”. Quem crê em Jesus crê que Ele é a Palavra, o Verbo encarnado e presente; crê que a Palavra d’Ele tem o poder de curar, libertar e salvar.
Veja que junção maravilhosa: um homem bom, amoroso, um homem de fé e humildade. O que faltou a muitos fariseus, doutores da Lei e homens da religião da época foi, justamente, humildade, amor e confiança em Cristo.
Somos pessoas religiosas, mas, muitas vezes, falta ao nosso coração a bondade necessária, o amor e o cuidado com o próximo. Falta-nos a fé extrema de que é Cristo quem cuida de nós, falta a entrega a Ele, o despir-se de si mesmo pela humildade. Isso Jesus encontrou em um pagão, um homem que não era religioso. A nossa religião precisa fazer de nós pessoas melhores e não pessoas religiosamente desqualificadas.
Que a nossa relação com Deus nos torne pessoas melhores com Ele, conosco e com o próximo.

Deus abençoe você!

Exaltemos o mistério da Santa Cruz

sexta-feira, 14 de setembro de 2018


Na Festa da Exaltação da Santa Cruz, queremos exaltar o Cristo Crucificado, o Senhor Nosso Deus que morreu na cruz dando a vida por nós

“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna” (João 3,14).

Na Festa da Exaltação da Santa Cruz, queremos exaltar o Cristo Crucificado, o Senhor Nosso Deus que morreu na cruz dando a vida por nós. Não podemos ignorar o mistério da cruz, a redenção operada por Jesus no calvário, por isso, hoje, exaltamos a cruz de Cristo, a cruz sagrada e bendita, a cruz redentora e salvadora.
Sabemos que a cruz pela cruz é um sinal de maldição, e o livro do Deuteronômio diz: “Maldito aquele que for pregado no madeiro”. O castigo mais severo, a pena de morte mais brutal que a humanidade conheceu foi pregar um ser humano no madeiro, e ali Ele passou todo o tempo crucificado, pregado, exposto ao ridículo. E todos que ali passavam zombavam ou eram indiferentes. Para todos ficava claro que, ali, estava um criminoso, um bandido ou malfeitor.
Cristo Jesus não fez mal nenhum. Ele veio recuperar o bem e a bondade que se perderam por causa do pecado, e Ele se sujeitou a tal ponto para viver a nossa humanidade, que experimentou, na própria carne, o castigo da maldade humana, aquilo que os homens fizeram de mal uns aos outros. Cristo não aceitou ser pregado na cruz para dizer se era certo ou não, é óbvio que Ele foi injustiçado como tantos outros são na história da humanidade. O fato é que a prova de amor de Deus para conosco chegou a sua plenitude no alto da cruz.
Deus nos ama de diversas maneiras, desde a criação do mundo, a encarnação de Cristo, mas um Deus morrer na cruz tornou-se escândalo para os judeus, tornou-se loucura para os pagãos, entretanto, para nós é o poder salvador do nosso Deus.
Que poder é esse? É o poder de quem se humilha para viver a profundidade da humildade somada com amor que salva, resgata e cura. Por isso, todo aquele que olha para o Cristo Crucificado encontra não somente a cura física, encontra n’Ele a cura da alma, dos sentimentos, porque o que nos deixa doentes, enfermos e estragados é a maldita soberba, o orgulho e o egoísmo.
Quando olhamos o despojamento pleno de Deus, aprendemos a ser despojados, e a alma vai se despindo de toda essa soberba, de toda vaidade que nos envolve; e encontramos em Cristo a razão da nossa vida e o sentido para a nossa existência.
Cristo Crucificado, nosso Deus amado, louvado e exaltado seja no mistério da Santa Cruz.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Tenhamos a bondade de Deus em nosso coração

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

 

Que o bem, a bondade, o perdão e a misericórdia sejam os ingredientes que conduzam o nosso coração

“Amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca” (Lucas 6,35).

O coração do discípulo precisa ser semelhante ao coração do Mestre. Quando olhamos para o coração de Jesus, encontramos n’Ele somente amor; não há espaço para a vingança, para o ódio nem o ressentimento.
A nossa união com Jesus leva o nosso coração a ser divino e sagrado, porque o coração humano profanado pelo pecado foi santificado pela graça de Deus. Por isso, os sentimentos da nossa alma não podem ser conduzidos pelos sentimentos do pecado.
Quando o pecado está em nós, ele inclina o nosso coração para o mal, para fazer o mal a quem nos fez mal, a nos vingarmos de quem nos prejudicou, a desejarmos o mal para o outro, a fazermos algo sempre esperando alguma coisa em troca daquilo que estamos realizando.
Quando a nossa alma e o nosso coração são purificados pelo Sagrado Coração de Jesus, o nosso coração tem sentimentos de amor, ele não mistura o bem com o mal; pelo contrário, temos rejeição ao mal, não permitimos que ele entre em nós. Fazer o bem é próprio daquele que está com o bem no coração. Quem tem a bondade de Deus na sua alma terá também a bondade em suas atitudes e naquilo que realiza.
Precisamos reencontrar em nossa vida o sentido da gratuidade, porque, no mundo em que vivemos, tudo se faz para receber algo em troca. Perdemos aquele sentido genuíno de fazer o bem pelo bem, ainda que não recebamos nem um “muito obrigado”. Há muitas pessoas reclamando: “Eu fui bom com fulano, mas nem um “muito obrigado” ele me deu”. O ruim é quem tem um coração ingrato, porque a ingratidão é um mal, mas é ruim também quem faz algo, por melhor que seja, e espera gratidão e reconhecimento. O nosso reconhecimento é do Alto, é o Céu que nos abençoa. Procuremos seguir os passos do Mestre, que fez o bem sem olhar para quem, e nunca se cansou de fazer o bem.
Que o bem, a bondade, o perdão e a misericórdia sejam os ingredientes que conduzam o nosso coração; assim, teremos sempre saúde e paz na nossa alma.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A espiritualidade precisa ser um exercício diário de fé e reconhecimento da presença de Jesus

Cultivar a espiritualidade ainda não faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Pouco se compreende que esse exercício é um pilar determinante na sustentação da interioridade e de uma qualificada participação na vida social. Por isso, muitas dinâmicas estão comprometidas. Ilusoriamente, pensa-se – talvez por forças de secularismos, excesso de racionalizações ou imediatismos – que a espiritualidade é opcional, mais apropriada para alguns mais devotos.
Na verdade, a espiritualidade é indispensável para sustentar a vida de todos em parâmetros qualificados. Assim, um permanente desafio é estar em sintonia com o que diz o salmista nas Sagradas Escrituras: “Desde a minha concepção me conduzistes, e no seio maternal me agasalhastes. Desde quando vim à luz vos fui entregue, desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus”.
A humanidade, mesmo emoldurada por diferentes manifestações confessionais e religiosas, não prioriza o hábito de cultivar a espiritualidade. As consequências são o comprometimento da vida, com equívocos nos critérios que regem discernimentos e escolhas, a prevalência da mediocridade na emissão de juízos e nas iniciativas que deveriam corresponder à dignidade própria do ser humano, na sua inteireza.
Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?
Foto ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com
A cultura da dimensão espiritual no cotidiano significa reconhecer a presença de Deus no lugar que Lhe é próprio, conforme ensina o salmista em oração: “Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. Vosso louvor transborda nos meus lábios, cantam eles vossa glória o dia inteiro. Não me deixeis quando chegar minha velhice, não me falteis quando faltarem minhas forças. Eu, porém, sempre em vós confiarei, sempre mais aumentarei vosso louvor”.

O exercício da espiritualidade

O lado espiritual não é apenas uma parte da existência. Trata-se de alicerce para a vida, cultivado pelo desenvolvimento da competência de se contemplar, isto é, tornar-se capaz de mergulhar no sentido mais profundo de cada ser, de cada criatura, superando superficialidades. E a oração é, por excelência, a experiência do exercício da espiritualidade. Causa empobrecimento considerar a oração como um recurso de poucos, para momentos passageiros de aflições maiores.
As preces possibilitam o enraizamento de si mesmo na verdade e na fonte do amor que é Deus. Tertuliano, reconhecido escritor dos primeiros anos da era cristã, destaca a força da oração ao comentar: “Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome. Agora, a oração cristã não faz descer o orvalho sobre as chamas ou fechar a boca de leões, nem impede o sofrimento. Mas, certamente, vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, acalma tempestades, detém ladrões, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam e confirma os que estão de pé”.
A oração possibilita ao humano experimentar o deserto de seu próprio ser. Leva-o a reconhecer sua condição solitária e pobre, para explicitar sua dependência de Deus. O lado espiritual de cada pessoa é que lhe permite assumir e conquistar a humanidade verdadeira e integral. Na espiritualidade, cultiva-se o silêncio que faz da própria vida um ouvir determinante, gera-se a competência para o diálogo, que promove a cultura do encontro e quebra, com propriedade, a rigidez da mesquinhez.

O caminho para a solução de muitos problemas

A experiência espiritual qualificada é que nos permite cultivar e aproveitar os nossos dons, edificando a unidade interior básica, que permite a inteireza moral e existencial. Quando se compromete essa unidade, a conduta pessoal sofre com reflexos negativos. E o caminho da espiritualidade, que possibilita uma condição humana qualificada, não pode ser trilhado apenas com a própria força, nem mesmo unicamente com a luz da razão. Trata-se de percurso impulsionado pelo Espírito Santo, que está presente em cada um dos que cultivam a abertura para receber seus dons.
A humanidade carrega um fardo pesado por não compreender a importância de cultivar a espiritualidade. Por isso, o cidadão contemporâneo fica moralmente enfraquecido, gerando os descompassos que degradam o mundo. Assim, o investimento para transformar a realidade exige de cada um cultivar o lado espiritual. Eis o caminho que é fonte de soluções para os muitos problemas enfrentados pela humanidade.

Fonte: Canção Nova

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