Deixemo-nos tocar pelo Reino de Deus

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Reino e a Palavra de Deus dão consistência, fermentam e transformam toda a nossa vida

“O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo” (Mateus 13,31).

Jesus continua falando conosco por meio de Suas parábolas e, hoje, Ele vai comparar o Seu Reino com dois elementos interessantes da natureza que eram usados no cotidiano da época d’Ele: o grão de mostarda, uma semente pequeníssima, quase que não cabe na palma de nossa mão, quase que não dá para se ver a olho nu; a outra comparação que Ele faz é com o fermento.
Veja, o grão de mostarda é pequeno e insignificante, mas quando cresce torna-se até maior do que as outras hortaliças. O Reino dos Céus é assim, ele parece que não significa nada para a sociedade, quando não conhecemos dizemos: “Aquelas coisas da Igreja…”, mas quando essa semente pequena, insignificante e sem importância para as pessoas cresce, transforma toda a sociedade.
Veja, não nos tornamos grandes. Eu não me tornei nem um pouco grande, importante ou melhor por causa da Palavra de Deus, mas ela se tornou grande na minha vida, tornou-se o grande tesouro da minha vida. No início não entendia, eu era um livro entre tantos outros, mas quando eu descobri esse tesouro, ele entrou na minha vida e a transformou.
Pode ser que a Palavra e o Reino de Deus sejam uma coisa pequena para você, mas deixe ele entrar com força, para valer. O que parecia insignificante será aquilo que vai transformar a sua vida. E assim acontece com muitas coisas na nossa vida; coisas que nós não damos valor, coisas que nós olhamos como insignificantes. As pessoas que parecem significantes podem se transformar na grandeza do amor de Deus.
O Reino de Deus é comparado ao fermento que leveda e dá consistência a toda massa. O Reino e a Palavra de Deus dão consistência, fermentam e transformam toda a nossa vida quando nos deixamos levedar, transformar e tocar-nos pelo Reino de Deus, pela Sua Palavra, que faz nova todas as coisas.
O Reino de Deus está no meio de nós. Acolhamos como um grão de mostarda, como o fermento, e seremos transformados pela Palavra que Jesus semeia no meio de nós.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A sabedoria é revelada aos humildes

quinta-feira, 27 de julho de 2017

 

A sabedoria é revelada aos simples e humildes. Estes entram na dinâmica e na lógica do Reino de Deus, porque Ele fala em todas as coisas

“Os discípulos disseram a Jesus: ‘Por que tu falas ao povo em parábolas?’ Jesus respondeu: ‘Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado’” (Mateus 13,10-11).

Essa resposta de Jesus causa uma estranheza ao saber que a alguns é dado o conhecer e entender, mas a outros não. A compreensão não é essa! A verdade é que alguns querem compreender e acolher, mas outros não; alguns fazem esforços para entrar na lógica, na dinâmica do Reino de Deus, mas outros se comportam com total frieza e indiferença.
Jesus está dizendo aos discípulos e a nós: “Felizes os olhos que veem o que vocês veem e os ouvidos que ouvem o que vocês estão ouvindo, porque muitos profetas desejaram ver tudo isso e não puderam ver”. A verdade é que a quem muito está sendo dado muito está sendo rejeitado ou  indiferente. “Eu não consigo compreender o que o padre fala. Não consigo compreender o que está na Bíblia”.
A Bíblia, a Palavra de Deus, a Igreja, a vida em si é uma parábola. As coisas não são dadas a nós picotadas, é a sabedoria do querer saber, conhecer e aplicar-se em correr atrás que nos dá a verdadeira compreensão.
Todo pai, toda mãe começam a explicar a vida para um filho por meio de parábolas. É assim que se começa a explicar como é o mundo, como são as coisas; com o passar do tempo, aquilo que explicamos em significados mais simples vai se tornando mais compreensível.
O Reino de Deus também é da mesma forma. Certas coisas não são explicadas por ensinamentos enigmáticos, mas de uma forma que todos possam compreender, usando a lógica, o raciocínio, os elementos da natureza. Essa é a riqueza das parábolas, das comparações e dos ensinamentos. Um bom entendedor para, reflete, medita e entende: “Para mim, é isso que essa Palavra quer dizer”. Essa é a sabedoria, pois alguns querem apenas conhecimentos históricos, querem apenas dizer: “Eu aprendi isso e aquilo”.
A Palavra de Deus é um ensinamento que se aplica a nossa vida. Quando eu me abro para viver o que isso quer dizer a mim, é assim que eu aprendo com a vida. Se acontece uma tragédia, um acidente, o que eu estou aprendendo? Que eu não devo andar assim, que eu devo cuidar para não fazer a mesma coisa. Quando eu vejo uma coisa boa acontecendo com aquela pessoa eu penso: “Olha o exemplo dela”. Ninguém precisa copiar ninguém, mas o que é bom tem de ser aprendido, refletido e meditado.
Vemos tantas coisas boas e ruins acontecerem! E há pessoas que não aprendem com nada. Ou seja, quem não busca compreender, de fato, não vai compreender, mas quem se abre para compreender, por mais simples e mais humilde que seja, a sabedoria é revelada aos simples e humildes, estes entram na dinâmica e na lógica do Reino de Deus, porque Ele fala em todas as coisas.
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora

quarta-feira, 26 de julho de 2017

 

São Joaquim e Sant’Ana foram abençoados por Jesus com o nascimento da Virgem Maria

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant’Ana. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”.
Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.
O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José.
A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.
São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

A riqueza da leitura meditada e orante da Palavra de Deus

terça-feira, 25 de julho de 2017

A leitura da Palavra de Deus deve ser meditada diariamente

Descrevemos, com curiosa naturalidade, nosso cotidiano como “corrido”, em uma rotina na qual não nos sobra muito tempo. Mas há uma preocupação em especial à qual devemos nos atentar: será que nossas orações diárias fazem parte da nossa rotina como qualquer outra tarefa?
Sabemos, com certeza, que a oração é importante para nos fortalecer diante dos desafios do dia a dia. É preciso entregar-se à Providência Divina, confortar o coração com as palavras de clamor e afastar as preocupações, entregando o futuro nas mãos de Deus. Mas não somos apenas nós que falamos com Deus, dirigindo a Ele nossas orações, também Ele fala conosco nas Sagradas Escrituras. A leitura meditada e orante da Palavra nos ajuda a nos entregarmos, de coração manso e humilde, a ouvir Deus falar conosco.
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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Jesus Cristo nos ensina: “Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada” (Lc 10,42). Essas palavras foram dirigidas a Marta, que acolheu Jesus Cristo em sua casa e pôs-se a providenciar todo o tipo de afazer doméstico; enquanto sua irmã, Maria, estava sentada aos pés de Jesus e ouvia Suas Palavras.

Os afazeres diários não podem nos afetar

Ora, devemos pensar no quanto nós mesmos nos deixamos ocupar por diversos afazeres, deixando de sentar, ouvir e meditar o Evangelho. Nossas orações e nossas leituras das Sagradas Escrituras não podem se tornar mais um dos afazeres diários que realizamos sem a devida espiritualização. E uma forma de entrega à Palavra de Deus, por meio de uma leitura atenta e profunda, é chamada de Lectio Divina.

Deus fala conosco

Nas palavras do Santo Papa João Paulo II: “Elemento essencial da formação espiritual é a leitura meditada e orante da Palavra de Deus (lectio divina), é a escuta humilde e cheia de amor d’Aquele que fala”. A Lectio Divina é uma leitura que se faz da Bíblia, de uma passagem um pouco mais longa, que se acolhe de coração como a Palavra de Deus dirigida a nós. Se, na oração, falamos com Deus, na leitura da bíblia, Deus fala conosco.
Pode ser realizada de uma forma pessoal, tomando a Palavra como um encontro particular com Deus, que escutamos enquanto lemos e respondemos em oração. Em grupo, a leitura orante deve trazer consigo a inspiração das práticas da comunidade, como exercícios espirituais, retiros, devoções e experiências religiosas.
Não nos deixemos enganar, pensando que a Lectio Divina é uma leitura direcionada apenas às pessoas consagradas, para as comunidades paroquiais ou para as associações e movimentos da Igreja. Sendo certo que a leitura orante representa um encontro íntimo com a Palavra de Deus, ela se mostra uma importante prática para fortalecimento da fé do mais culto clérigo até o mais simples paroquiano.
É bem verdade que exige uma catequização adequada para que se possa compreender bem do que se trata a lectio divina, e que contribua para esclarecer seu sentido litúrgico. Mas, de forma nenhuma, isso deve afastar o cristão de sua prática.

Meditação da Palavra

O ideal seria que cada comunidade organizasse um grupo de leitura orante da Palavra, que pudesse levar a prática de lectio divina a um número cada vez maior de cristãos. Para que haja uma correta orientação, o Sínodo dos Bispos, em sua XII Assembleia Geral Ordinária, tratou da “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, dedicando um capítulo para abordar a lectio divina. Também podemos facilmente encontrar, no site da Santa Sé, as meditações da prática da leitura orante pelo Papa Bento XVI, que servirão de inspiração àqueles que desejam aderir à prática.
Nas mensagens do Papa Francisco, também podemos descobrir que “A lectio divina introduz a conversação direta com o Senhor e desvela os tesouros da sabedoria. A amizade íntima com Aquele que nos ama torna-nos capazes de ver com os olhos de Deus, de falar com Sua Palavra no coração, conservar a beleza dessa experiência e partilhá-la com quantos têm fome de eternidade”.
Ao realizarmos a leitura da Palavra de Deus com o coração calmo e entregue a ouvir o que Deus tem a nos dizer diretamente, estamos nos fortalecendo em uma fé consistente, que nenhum desafio cotidiano possa abalar, nem por um minuto. Desejo que nossas comunidades e cada um de nós tenha a clareza e ocasião de “escolher a melhor parte”.
Sugestão para prática: “Lectio Divina” do Papa Bento XVI na Capela do Seminário em 15 de fevereiro de 2012 (texto e vídeo) disponíveis aqui.

REFERÊNCIAS

A BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. 86 ed. São Paulo: Paulus. 2012.
SÍNODO DOS BISPOS. XII Assembleia geral ordinária. A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Instrumentum Laboris. 2008. Disponível em:
<http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20080511_instrlabor-xii- assembly_po.html>
JOÃO PAULO II. Exortação Apostólica pós-sinodal pastores Dabo Vobis ao episcopado ao clero e aos fiéis sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias actuais. 25 mar. 1991. Disponível em: <http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_25031992_pastores- dabo-vobis.html>
FRANCISCO. Mensagem ao Prior-geral dos irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo por ocasião do capítulo geral. 2013. Disponível em:
<http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2013/documents/papa-francesco_20130822_ordine- carmelitano.html>

Deus quer a misericórdia em primeiro lugar

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Tudo o que for observar da Lei de Deus coloque em primeiro lugar a misericórdia e o amor para com o próximo

“Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mateus 12,7-8).
Os discípulos de Jesus caminharam em meio à plantação, sentiram fome, arrancaram as espigas de milho, debulharam e começaram a comer. Os fariseus olharam e os repreenderam, não porque estavam comendo, mas porque arrancaram, no dia de sábado, as espigas de milho para comer. Eles queriam, na verdade, chamar à atenção de Jesus, pois não estavam preocupados com a Lei de Deus ou com o coração d’Ele, porque o coração de Deus preocupa-se, acima de tudo, com a criatura que Ele mesmo fez: eu e você.
O coração de Deus é tão misericordioso, que, acima de tudo, está voltado para cuidar de nós. Muitas vezes, somos hipócritas até na vivência da religião, estamos cobrando dos outros que obedeçam mandamentos, que vivam alguma prática, porque não rezam; condenamos as pessoas e não nos preocupamos com o coração delas.
Preocupar-se com o coração das pessoas é saber da vida e da história delas, é saber o que elas passam, o que estão sofrendo. Preocupamo-nos com a fome do mundo? Preocupamo-nos com a doença das pessoas? Preocupamo-nos com o sofrimento do outro?
Não podemos viver uma religião só de preceitos, leis e mandamentos. Não precisamos mudar nenhum preceito da Lei de Deus, pelo contrário, temos de vivenciar o Espírito de toda a Lei de Deus, de todos os mandamentos d’Ele. Não precisamos mudar nenhuma página do Catecismo, porque ele é rico no ensinamento da Doutrina. Não podemos fazer uma religião que apenas explique leis e preceitos, normas, direito canônico, uma religião voltada para dogmas e ensinamentos.
Todos esses ensinamentos que aprendemos da Igreja, como nossa Mãe, têm um valor imenso, único e são caminho de salvação para nós, mas todas as Leis e mandamentos, se não forem revestidos do amor e da misericórdia, não nos salvam. Não pense que, porque cumprimos os mandamentos, não faltamos à Missa, que somos um observante da Lei de Deus.
Tudo o que for observar da Lei de Deus coloque, em primeiro lugar, a misericórdia e o amor para com o próximo. Essas brigas e disputas que existem em redes sociais, nas conversas e discussões humanas, para prevalecer quem sabe mais, quem pode mais, quem está certo, quem tem mais dogmatismo, quem tem mais conhecimento… Jesus não perdeu tempo com essas discussões. Ele gastou Seu tempo para cuidar da pessoa humana no dia de sábado, de domingo, de segunda. Todo dia é dia de salvar e resgatar o ser humano, filho de Deus sofrido, necessitado de salvação, de pão para comer, de cuidado da doença ou enfermidade. É assim que vivemos a Lei de Deus em nossa vida.

Aprendamos com Jesus a ser manso e humilde de coração

quinta-feira, 20 de julho de 2017

 

Aprendamos com Jesus, porque Ele é manso e humilde de coração

“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mateus 11,28).

O Mestre Jesus está abrindo Seu coração e voltando-se para nós dizendo: “Venham até mim”. Quem de nós não se cansa, não se fadiga nem se decepciona, e passa por tantas situações que nos deixam para baixo? Apenas que nós corremos para os braços errados.
Temos de correr para os braços de Jesus. Ele não só nos acolhe em Seus braços, mas traz para dentro do Seu coração nossas fadigas, nossos cansaços, as situações de opressão que nós passamos na vida; tantas situações que cansam nossa mente e alma, tornam-se um fardo pesado. O fardo de uma mãe, de um pai, de um estudante, de um trabalhador, o fardo da vida humana é pesado quando nós olhamos para ele.
Sem tirarmos o peso das obrigações da vida, é Jesus quem tira o peso dos nossos fardos e nos dá o alívio do Seu coração, da Sua doçura e humildade, para que possamos caminhar.
Façamos isso a cada dia, peguemos todo o peso que está sobre nossa cabeça e nosso coração, para colocarmos no coração de Jesus. Muitos podem pensar: “Só basta colocar ali e Jesus já resolve tudo?”. O primeiro passo é rezar, é entregar, com fé e confiança, mas Ele está dizendo: “Aprendei de mim”. É preciso aprender com Ele, porque, se não aprendermos, ficaremos sempre tropeçando, caindo, machucando-nos, decepcionando-nos e vamos nos cansando da vida. Aprendamos com Jesus a ser manso e humilde de coração.
Dois remédios mais do que necessários e fundamentais para a nossa vida, para as nossas relações humanas e nossa confiança com nós mesmos é a humildade. Nada de sentimento de grandeza, de elevação, de sentir-se super-homem, super-mulher, superimportante, nada de ter um sentimento elevado de si mesmo, de achar que é a pessoa perfeita, que tudo está certo, que tem sempre que conseguir algo.
O humilde sabe reconhecer os êxitos, mas também reconhece seus limites, sabe que o mundo não gira em torno dele; ao contrário, que o mundo é cada dia um trabalho, uma conquista.
Outro remédio é a mansidão de coração, é não deixar o coração se angustiar nem se exaltar, não deixar o coração viver sentimentos que não são apropriados a ele, sentimentos que elevam o coração para lugares que o tiram do lugar que ele deve estar: a humildade do coração de Deus.
Acalmemos, amansemos o nosso coração, coloquemos nele a vacina da humildade. Assim, dia a dia, nosso fardo, nosso peso será leve como é o fardo de Jesus. Aprendamos com Ele, porque Ele é manso e humilde de coração.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A fé deve ser uma aliada no tratamento da depressão

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Depressão é uma doença e precisa ser tratada com atenção

Uma das doenças mais comuns, nos nossos dias, é a depressão, que é o tema deste artigo. Vamos tentar desmistificar alguns tabus até hoje presentes na mente e no coração de muitas pessoas. São eles:
1. Um homem de verdade ou uma mulher forte não ficam deprimidos, pelo menos, não por muito tempo.
A verdade: Depressão não é a manifestação de uma imperfeição de caráter ou de uma fraqueza humana. Aquele que está em luta contra esse distúrbio não é um indivíduo fraco ou emocionalmente frágil.
2. Uma fé sólida afasta a depressão.
A fé deve ser uma aliada no tratamento da depressão 
Copyright: KristinaJovanovic

A verdade: A crença de que religiosos não são “atacados” pela depressão e de que devem desconfiar de sua fé caso o sejam, é tão cruel quanto o primeiro mito relatado acima. Admite-se que padres, religiosos e pessoas altamente crentes e religiosas possam sofrer de pressão alta, diabetes, esclerose, entre outras enfermidades, e não se percebe que a depressão é uma perturbação grave da saúde tanto quanto os outros males citados. E o é até mais, tendo em vista que ela não afeta só o físico, mas toda a fisiologia do paciente, ou seja, todo o funcionamento do corpo, tanto na parte biológica como na mental. Percebendo esse aspecto da doença, podemos entender por que as pessoas depressivas sentem seu relacionamento com Deus se enfraquecer.

Definição do que é depressão

Tenhamos em mente que:
1. A depressão não é simplesmente um “mau dia”, mas sim uma grave doença mental;
2. A depressão não está associada à intensidade da fé. Qualquer pessoa pode se tornar vítima de suas garras hostis.

Sintomas

Três fatores se entrelaçam e podem determinar o surgimento da depressão. São eles:
1. Genética: a história familiar de pacientes depressivos revela que seus parentes biológicos sofrem ou sofreram de depressão, havendo, portanto, uma predisposição ao desenvolvimento da doença.
2. Estresse: tão comum em nossos dias, é uma força propulsora que, agrupada a outros fatores, pode desencadear a depressão. O estresse é potencializado por fatores tais como: baixa autoestima, preocupações financeiras ou profissionais, problemas de relacionamento, conflitos psicológicos e mudanças de vida significativas.
3. Tristeza: quando sentimentos como tristeza, solidão, rancor, pesar por perdas são guardados, estes vão se avolumando de forma a se tornarem tóxicos à nossa alma e ao nosso corpo. É como um vulcão que guarda dentro de si, até mesmo por séculos, substâncias destrutivas; e quando menos se espera, ocorre a erupção. No caso do ser humano, essas “substâncias” são as mágoas não resolvidas, as perdas não choradas e não reclamadas, que se avolumam e, de repente (às vezes, não tão de repente assim), transformam-se em doenças, como a depressão, por exemplo.

Não se isole diante da depressão

A depressão faz com que muitos desejos cessem, inclusive o de orar.
Os sentimentos de separação, isolamento e abandono, comuns na depressão, intensificam-se quando a pessoa sente que Deus está ausente. A alma sente tanto quanto a mente e o espírito. Embora a pessoa sinta um completo abandono, uma ausência de Deus, este se apresenta naquelas situações em que a pessoa se sente mais fraca, como canal de graça para o outro.
Como a depressão é uma doença, e grave, é necessário que seja tratada. O paciente precisa da ajuda de profissionais. Os médicos psiquiatras e os psicólogos são os mais indicados para tratá-la por serem especialistas no tratamento do aspecto fisiológico e psicológico das perturbações mentais. Justamente porque é preciso haver uma mudança de atitude.
Encarar a vida assim pode ajudar os deprimidos a saírem dessa condição:
– A prioridade número um de minha vida tem que ser minha recuperação;
– Neste momento, estou necessitado de ajuda;
– É necessário que eu me permita lamentar, de maneira plena e desinibida, as perdas que sofri durante a vida;
– É necessário que eu me permita ficar irado;
– É hora de parar de me castigar por falhas reais ou imaginárias;
– Sou mais do que aquilo que realizo, tenho meu próprio valor;
– Devo evitar que meu trabalho venha a se transformar em meu senhor;
– Reconheço minhas limitações. Posso ser instrumento e canal da graça e da cura de Deus, mas salvar pessoas é algo que pertence ao domínio exclusivo de Deus;
– Possuo controle sobre algumas áreas, não é possível controlar tudo e todos;
– Preciso de mais companhia e menos isolamento;
– Preciso parar de ser tão inflexível comigo mesmo.
Concluindo: deixemos de lado os paradigmas de que depressão só ataca pessoas fracas e sem fé. É obrigação nossa, como seres humanos e cristãos, estar sempre atentos em relação às nossas reações físicas, pois o corpo fala, dá-nos sinais de como está a nossa saúde mental e espiritual. Por essa razão, fiquemos também atentos às pessoas que estão ao nosso redor e nos procuram, pois podem estar sofrendo caladas, esperando uma abertura de nossa parte, nem que seja uma pequena “fresta”, para falarem de seus sentimentos e suas dores.

Mara Lourenço Missionária da Comunidade Canção Nova

Tenha a coragem de abrir-se ao amor incondicional de Deus

terça-feira, 18 de julho de 2017

O amor de Deus

É comum, nos tempos de hoje, dúvidas do tipo: “Deus é uma força? É uma natureza? É cada um de nós? Quem é Deus?”. Deparamo-nos com caricaturas d’Ele criadas pelo próprio homem; com isso, muitos caminham acompanhados por falsos deuses e se afastam da esplêndida experiência de conhecer profundamente o verdadeiro Deus e Seu amor. Ele nos ensina, por meio das palavras do profeta Oseias 6,6: “Eu quero conhecimento de Deus e não holocausto”. É exatamente na Palavra o lugar por excelência para conhecer melhor o Senhor.
-Tenha-coragem-de-abrir-se-ao-amor-incondicional-de-Deus- 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
O Livro Sagrado nos revela os anseios do coração de Deus (conf. Pr 23, 26); os mandamentos d’Ele (cf. Mc 12, 30-31); Suas promessas para nós (cf. Mc 9,37). Em I João 4,8, deparamo-nos com a definição mais perfeita sobre Ele: “Deus é amor”.

Amor incondicional

Pode parecer vago ou até muito relativa a afirmação de que “Deus é Amor”, mas essa afirmação não se encerra em si, trata-se de um convite para embarcar em uma grande aventura. Se pararmos no texto da primeira carta de São João, e a partir dela pensar que já descobrimos quem é Deus, corremos o risco de viver no relativismo, pois se Deus é amor, e isso basta para entendê-Lo, vou defini-Lo segundo a minha visão do amor. Frequentemente, a definição que se tem do amor é imatura e egoísta, ou seja, não é verdadeiramente o Deus/Amor conforme nos aponta São Paulo em Coríntios 13,1-13.
A declaração de João – “Deus é amor” – é um convite do Senhor a um caminho de descoberta. Ele deseja que nos aventuremos nessa jornada em busca do amor, porque só conhecendo profundamente o que é o amor, conheceremos quem é Deus.
“O amor me explicou todas as coisas”. Essa frase célebre de São João Paulo II expõe a experiência profunda que, ainda na sua juventude, ele fez com o amor de Deus. O santo, durante sua vida, buscou revelar ao mundo a beleza que é aventurar-se no amor do Pai, e é exatamente isso que a afirmação “Deus é amor” nos porta, um convite a trilhar uma aventura esplêndida de conhecimento do Senhor e conhecimento pessoal.

A Palavra nos direciona

O livro Imitação de Cristo, pg 206, define os efeitos que essa aventura traz para o homem: “Quem ama corre, voa, vive alegre, é livre e nada o embaraça”. E ainda: “Só quem ama é que pode compreender a voz do amor”. Sim, o amor tem voz, tem vontade, tem gestos, por que Deus é amor. É impossível conhecê-Lo de outra forma que não seja pelo amor, é impossível conhecer o verdadeiro amor se não o conhecermos em Deus.
É uma grande aventura repleta de conhecimento e descobertas, onde tocamos em um Deus amor e no amor de Deus. Não se trata somente de um jogo de palavras, é uma máxima que a Bíblia nos revela; mais ainda, diria que é uma direção que a Palavra de Deus nos aponta.
O homem que não experimenta o amor de Deus torna-se incapaz de amar verdadeiramente. Aqui tratamos de uma experiência concreta de amor filial, que só na presença do Senhor podemos tocar. No livro de Isaías, cap 49,15, o autor sagrado faz uma comparação do amor de Deus com o amor de uma mãe por seu filho: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca”.

Amor incondicional

“Eu não o esqueceria nunca.” É assim que o Senhor nos ama, um amor eterno (cf. Jeremias 31,3). Um amor concreto, que se manifesta no dia a dia, que nos conduz nos momentos de trevas e nos auxilia nas tribulações. A grande ausência que se manifesta na atualidade é a ausência do amor de Deus; não porque Ele parou de nos amar, mas porque nós não encaramos a aventura de conhecer esse território do amor.
O Senhor nos criou para o amor, e Seu desejo é nos conduzir pelas vias do amor. Diante de tantos discursos de ódio, divisões, brigas pelo poder e destruição da dignidade do homem, Ele quer que Seus filhos experimente com mais e mais clareza o amor, uma energia que nos leva adiante, mesmo com diferenças; é a ponte que liga as pessoas, mesmo com discordâncias.
O Senhor nos convida, hoje, a irmos mais adiante nessa jornada de conhecimento do amor. É uma jornada em direção a Ele, em direção ao nosso próximo e a nós mesmos. Só conhecendo profundamente o amor do Pai conheceremos Deus, conheceremos a nós mesmos e, enfim, contribuiremos para uma sociedade justa e unida. Abra-se ao amor.

Fonte: Canção Nova

Usemos a espada do discernimento para eliminar o mal

segunda-feira, 17 de julho de 2017

 

Temos de ter a prudência do Espírito e usar a espada para não permitirmos que a força do mal predomine naquilo que nós estamos fazendo

“Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada” (Mateus 10, 34).

As palavras do Mestre Jesus, ao cair em nosso coração, num primeiro momento, podem até causar certa estranheza, pois Ele é o príncipe da paz. Mas quando Ele diz que não veio trazer a paz, não se refere à paz que nós conhecemos, fruto do Espírito Santo, que é tão necessária para a nossa alma.
Há uma certa ilusão, um certo engano em relação à paz. Algumas pessoas acham que ter paz é estar tudo OK, estar tudo muito bem, não se preocupar com nada, deixar a vida andar do jeito que está. Essas pessoas não entram em conflito com ninguém nem deixam as coisas acontecerem.
Pense, chega alguém para fazer algo errado na sua casa e você diz: “Não entrarei em conflito com ele”. É óbvio que você vai se levantar para proteger sua casa, sua família, pois está entrando coisas erradas na sua casa. Você não pode ficar de braços cruzados dizendo: “Eu sou da paz”, isso não é ser da paz, pelo contrário, isso é entregar-se a um espírito muito errado e perverso do conformismo com as coisas erradas.
O Senhor diz que Ele não veio trazer essa paz, esse lema de “paz e amor” que usam por aí: “Eu quero viver a paz e o amor com todo mundo”. Temos que viver a paz uns com os outros, temos de amar uns aos outros, mas isso não significa aceitar tudo que é errado, não quer dizer que eu vá abraçar tudo o que vem do outro, só para ficar tudo bem. Mesmo na casa em que nós vivemos, se você vive numa casa onde o irmão, o filho, o pai, a mãe trazem algo que não vai edificar, que não será para o bem daquela casa, é preciso usar a espada do Espírito.
Usar a espada do Espírito não é criar guerra, conflito, brigar uns com os outros. Não é essa espada! A espada do Espírito é a espada do discernimento.
Você pega uma manga, mas um pedaço dela está estragado, você pega a espada e corta, joga aquela parte estragada fora, porque se não ela vai estragar toda a manga, isso vale para outros frutos. Precisamos logo cortar, porque, se demorarmos, o mal cresce e estraga tudo.
Muitas coisas estragaram em nossa casa, na nossa família, na nossa sociedade, na igreja em que estamos, porque não usamos a espada do discernimento, da sabedoria, da prudência para eliminar aquilo que não convém, que não vai edificar, aquilo que não é do Espírito que traz a verdadeira paz.
No mundo, há muitas coisas que são ervas daninhas, que crescem e depois fazem mal; temos de cortá-las, senão estragam toda a plantação. Por isso o Senhor está nos dizendo que não podemos ficar na passividade, aquela que aceita tudo e está em conforme com tudo.
Temos de ter a prudência do Espírito e usarmos a espada para não permitirmos que a força do mal predomine naquilo que nós estamos fazendo. É essa graça, essa divisão, essa separação que Jesus veio fazer no meio de nós. Ele quer que façamos essa divisão, para que, assim, possamos viver a paz e o amor no meio de nós.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Anunciemos o Reino de Deus entre nós

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O Reino de Deus não pode ser ignorado, ele precisa ser cada vez mais vivido

“O Reino dos Céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!” (Mateus 10, 7-8).

O Reino de Deus é a graça que recebemos da bondade infinita de Deus por nós, e essa graça se manifesta no meio de nós, libertando-nos, restaurando-nos, purificando-nos, renovando e ressuscitando-nos a cada dia.
Essa graça está agindo em nosso meio e deve tomar conta de nós a cada dia da nossa vida. O que nós recebemos de graça, como graça e na graça, devemos levar com gratidão e gratuidade ao coração dos outros.
Precisamos anunciar o Reino de Deus. Como se anuncia o Reino de Deus? Primeiro, cuidando dos doentes, sendo cura para eles. Curar o doente não é simplesmente deixá-lo instantaneamente curado daquela enfermidade. Curamos um doente quando cuidamos dele, oramos por sua cura. Todos os doentes que vêm até mim, peço para que sejam curados. A cura do doente é o cuidado, pois ele nunca foi cuidado como precisava. Então, curai e cuidai dos doentes.
A segunda maneira de anunciar o Reino de Deus é ressuscitando os mortos, pois há muitas pessoas mortas no meio de nós. Muitas vezes, estamos mortos, sem vida, sem alento, sem gosto. Precisamos levar tempero, gosto, sabor para a vida das pessoas.
Outra maneira é purificando os leprosos, e para isso somos os primeiros. A lepra que há em nós é toda as sujeira, são todos os sentimentos e pensamentos, todas as coisas impuras deste mundo. Precisamos não só nos purificar, mas purificar todos que estão ao nosso lado; e, com toda certeza, expulsar os demônios.
Quando anunciamos o Reino dos Céus expulsando os demônios, curando os doentes, purificando os leprosos e ressuscitando os mortos, ele está acontecendo no meio de nós! Não pode ser de outra forma, não podemos simplesmente deixar que a vida aconteça do jeito que está e nos conformarmos com as coisas do jeito que elas estão indo.
O Reino de Deus não pode ser ignorado, ele precisa ser cada vez mais vivido, celebrado, glorificado e exaltado; o Reino precisa estar no meio de nós, foi essa graça que recebemos e nós a levaremos para o mundo.

Deus abençoe você!

Expulsemos o mal da nossa vida

quarta-feira, 12 de julho de 2017


A oração e a conversão são os remédios que precisamos para expulsar o mal da nossa vida

“Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade” (Mateus 10,1).

No caminho, os discípulos deveriam anunciar: “O Reino de Deus está próximo”. E “próximo” quer dizer justamente isso: uma relação de proximidade, basta dar o meu passo para que esteja dentro do Reino.
O Reino de Deus está no meio de nós. Precisamos nos aproximar dele, entrar na lógica e na dinâmica do Reino.
O Evangelho de hoje nos aponta algumas chaves. Primeiro, é preciso expulsar os espíritos maus, porque eles não fazem parte do Reino de Deus. É o contrário, os espíritos maus nos tiram do Reino.
É preciso curar todo tipo de doença e enfermidade, porque muitas delas são causadas pelos espíritos malignos que estão no nosso meio. E que espíritos são esses? Há muitos espíritos de inveja, perdição, fofoca, rivalidade, competição, briga, ciúmes, e se nós formos enumerar todos os espíritos malignos que estão entre nós, faremos uma grande lista.
O importante é que nós reconheçamos, nomeemos e saibamos como esses espíritos estão penetrando nos ambientes em que estamos. Se você está no seu ambiente de trabalho, olhe como a murmuração e a fofoca entram, como a maledicência se faz presente; olhe quais são os espíritos que estão agindo dentro da sua casa e da sua família.
Quais são os espíritos malignos que estão agindo dentro do nosso coração e da nossa vida? Para alguns, demos consentimento; outros entraram sem nosso consentimento. Quando vemos, estamos rancorosos. Quando menos percebemos, estamos tendo inveja, ciúmes, deixando-nos levar pela competição, pela rivalidade, pelas brigas; enfim, achamos que os espíritos malignos são coisas pequenas, mas nos enfraquecem e nos deixam fisicamente mal, quando deixamos que eles cresçam em nós.
Jesus nos quer com poder e autoridade sobre esses espíritos do mal. Mas como os expulsar da nossa vida? Primeiro, pelo poder e pela força da oração, pois a oração verdadeira, feita no poder do Espírito, na graça de Deus, purifica-nos, liberta e restaura. Temos de nos colocar sobre o domínio e a proteção do Senhor, e não nos deixar levar por esses espíritos. Segundo, convertendo-nos. A oração tem de nos converter desses espíritos do mal, para termos em nós o Espírito e a graça de Deus. A oração e a conversão são os remédios de que precisamos para expulsar o mal da nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A graça de Deus estanca os sentimentos da nossa alma

segunda-feira, 10 de julho de 2017

 

Deixemos que a graça de Deus estanque todos os sentimentos da nossa alma e do nosso coração, que foram imobilizados pelos medos

“Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou” (Mateus 9,25).

No Evangelho que Deus nos dá, no dia de hoje, observamos como o toque da graça divina faz total diferença na nossa vida. Veja, são duas realidades: primeiro, um pai que vai suplicar a Jesus pela sua filha que estava acamada, enferma, praticamente morta. Enquanto esse homem está suplicando e a multidão caminhando com Jesus, uma mulher chega por trás. Ela, que sofria há 12 anos de uma hemorragia crônica, toca em Jesus e a graça d’Ele toca nela, estanca a sua hemorragia e ela é curada.
Você pode se perguntar: “Tantas pessoas tocando em Jesus, como Ele sabe quem O tocou?”. Há toques que são diferentes, há toques que são realmente da graça! Há abraços e abraços, há manifestações de amor e verdadeiras manifestações de amor e graça. Essa mulher tocou em Jesus com toda a sua alma, com todo o seu coração. Ela não tocou por tocar, mas se deixou envolver pela graça divina.
Quando nos deixamos envolver e tocar pela graça que vem do Senhor, ela toma conta de nós, vai para o mais profundo da nossa alma e do nosso coração; somos, de fato, envolvidos, sensibilizados. Algo dentro de nós se mexe, muda, remexe por inteiro.
A fé conduz e motiva nossos passos, por isso essa mulher vai com fé e convicção. Ela já gastou dinheiro com médicos, já ouviu muitas pessoas, foi repreendida por um, rejeitada por outros, mas agora ela não tem em ninguém a sua confiança, a não ser em Jesus. Uma vez tocada pela graça, ela toca com fé e todo o seu corpo é tocado pela graça divina.
O pai dessa adolescente que está em cima da cama foi tocado pela fé. Por isso, quando Jesus toca na menina, levanta-a pela mão e ela é curada, fica de pé.
Levantemo-nos, deixemos que a graça de Deus nos toque, coloque-nos de pé. Deixemos que a graça de Deus estanque todos os sentimentos da nossa alma e do nosso coração, que foram imobilizados pelos medos.
Quando formos tocar em alguém, não toquemos de qualquer jeito; toquemos como fomos tocados por Deus, com o toque do amor, da graça e da fé.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A ingenuidade nas redes sociais e suas consequências

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O mau uso das redes sociais nos transforma em semeadores de “lixos virtuais”

Muito cuidado com as pessoas que lhe enviam conteúdos pelas redes sociais. Na verdade, o problema não são elas, mas aquilo que elas enviam. Eu acredito que uma boa parte dessas pessoas sejam até bem intencionadas, muitas são nossas amigas e, por isso, estão em nossas redes. No entanto, rede social é igual rede de pescador, você a lança ao mar e depois puxa para separar os peixes bons dos ruins. Nas redes sociais, poucas coisas se salvam, porque, diferente dos pescadores que são peritos na arte de pescar, no mundo virtual somos quase todos ingênuos e insensatos.
A ingenuidade é a falta de um senso crítico apurado e amadurecido. Iludimo-nos com cores e frases bonitas, digerimos qualquer coisa e acreditamos em tudo e em todos sem nem mesmo saber se o que está escrito procede ou não.
A ingenuidade nas redes sociais e suas consequências  
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
A insensatez é a facilidade de como somos envolvidos e instrumentalizados com os semeadores de “lixos virtuais”. Não se verificam as fontes, as informações nem a finalidade daquele conteúdo. O resultado é que nossas redes sociais viraram canais de boatos, fofocas, intrigas, maledicências, conteúdos impróprios, notícias falsas, falácias, guerras ideológicas e falsos conteúdos com cara de coisa boa.

Nós cristãos somos tão ou mais ingênuos e insensatos como os demais. Estou cansado de receber coisas falsas e inverídicas de irmãos na . O que colocam de palavras e afirmações na boca do Papa, bispos e padres não é brincadeira! Sem contar quando não invertem o que foi dito. Fabricam textos e afirmações falsas e espalham em todos os lugares. Geralmente, nós recebemos, falamos amém ou batemos palmas e passamos adiante.

Seguidores de Cristo não podem compactuar do fermento deste mundo. Há na sociedade uma rede de intrigas fomentada com a finalidade de colocar as pessoas umas contra as outras e desviar o foco de coisas essenciais. O mesmo modelo foi transposto para o nosso meio de vivência da fé. Incomoda-me receber de pessoas de Igreja conteúdos inadequados, falsos ou provocadores de discórdia. Não é que precisamos mandar somente flores e passagens da Bíblia. O que não podemos é espalhar o joio, a mentira, a ilusão e a fofoca, e achar isso normal e até bonito.
As redes sociais podem e fazem um bem enorme para a comunicação entre as pessoas, inclusive para a evangelização. Os estragos promovidos pelos ingênuos e insensatos se tornam, muitas vezes, incalculáveis e irreparáveis. Afirmo que o problema, na maioria dos casos, não são as pessoas, mas o conteúdo, porém eles não se espalham sem a nossa ajuda; então, repensemos nossa conduta diante das redes sociais que fazemos uso.

Fonte: Canção Nova

Como viver a fé em Deus diante dos problemas?

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Somo chamados a viver diariamente a fé em Deus

 

No programa Sorrindo pra Vida desta quarta-feira, 5, às 8h, o missionário Alexandre Oliveira refletiu os versículos encontrados em Salmo 107,1-21.
Segundo ele, a Palavra de Deus, meditada na manhã de hoje, é um convite a vivermos a confiança diária n’Ele.
Desse trecho bíblico podemos extrair três situações que podem ser vividas pelas pessoas: solidão, oração e doença.

Solidão
No contexto desse Salmo, aqueles que se sentiam só clamaram a Deus, que os conduziu a uma cidade habitada, que pode ser contextualizada em nossa vida, como a Igreja. Eu e você não somos chamados a viver na solidão.

Oração
Baseado nessa Palavra, pode-se compreender que há pessoas que sofrem por persistirem no pecado, em uma vida de revolta. A você, pecador como eu, o Senhor está dizendo para orar e Ele nos livrará. Com isso, louvamos ao Senhor, pois é Ele quem nos liberta de todo mal.

A doença
A terceira situação diz respeito àqueles que, de tão feridos, estão enfermos. O pecado nos oprime e nos faz mal. Entretanto, Deus promete a cura por meio da Palavra, que é capaz de salvar.
Peça para Deus que o cure e deposite sua fé no poder que Ele tem de tudo poder mudar. O Senhor tem coisas muito maiores e melhores para sua vida!


Medite Salmo 107,1-21

1 – Deem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre.
2 – Assim o digam os que o Senhor resgatou, os que livrou das mãos do adversário,
3 – e reuniu de outras terras, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul.
4 – Perambularam pelo deserto e por terras áridas sem encontrar cidade habitada.
5 – Estavam famintos e sedentos; suas vidas iam-se esvaindo.
6 – Na sua aflição, clamaram ao Senhor, e ele os livrou da tribulação em que se encontravam
7 – e os conduziu por caminho seguro a uma cidade habitada.
8 – Que eles deem graças ao Senhor por seu amor leal e por suas maravilhas em favor dos homens,
9 – porque ele sacia o sedento e satisfaz plenamente o faminto.
10 – Assentaram-se nas trevas e na sombra mortal, aflitos, acorrentados,
11 – pois se rebelaram contra as palavras de Deus e desprezaram os desígnios do Altíssimo.
12 – Por isso ele os sujeitou a trabalhos pesados; eles tropeçaram, e não houve quem os ajudasse.
13 –Na sua aflição, clamaram ao Senhor, e eles os salvou da tribulação em que se encontravam.
14 – Ele os tirou das trevas e da sombra mortal, e quebrou as correntes que os prendiam.
15 – Que eles deem graças ao Senhor, por seu amor leal e por suas maravilhas em favor dos homens, 16 – porque despedaçou as portas de bronze e rompeu as trancas de ferro.
17 – Tornaram-se tolos por causa dos seus caminhos rebeldes, e sofreram por causa das suas maldades.
18 – Sentiram repugnância por toda comida e chegaram perto das portas da morte.
19 –Na sua aflição, clamaram ao Senhor, e ele os salvou da tribulação em que se encontravam.
20 – Ele enviou a sua palavra e os curou, e os livrou da morte.
21 – Que eles deem graças ao Senhor, por seu amor leal e por suas maravilhas em favor dos homens.

Fonte: Canção Nova

Por que devo fazer o sinal da cruz quando passo por uma igreja?

terça-feira, 4 de julho de 2017

Conheça a importância do sinal da cruz para o cristão

O sacrifício de Jesus Cristo é o sinal maior do amor de Deus por nós. Para que pudéssemos nos ver livres do pecado, Aquele que viveu livre dele foi condenado e crucificado, e, em Seu sacrifício, traçou sobre o mundo o sinal da cruz. Nas Palavras do Papa Francisco, “a cruz de Jesus é a nossa única esperança verdadeira! Eis por que a Igreja ‘exalta’ a santa cruz, e eis por que nós cristãos abençoamos com o sinal da cruz”. Podemos ler, nos Evangelhos de Lucas e Mateus, o convite dirigido a nós por Jesus: “Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz” (Mt 16,24 e Lc 923). Traçar sobre nosso corpo esse sinal é professar nossa fé sem palavras.
Porque devo fazer o Sinal da Cruz quando passo por uma Igreja 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Em que momentos podemos ou devemos fazer o sinal da cruz?

Na celebração da Santa Missa, em observância ao rito litúrgico, há momentos em que o sinal da cruz se apresenta como obrigatório, como se faz no início e ao fim da celebração. Também é traçado o sinal da cruz em reverência à leitura do Evangelho, com o polegar da mão direita, sobre si mesmo, na testa, na boca e no peito. Nesses momentos, ao traçar sobre o corpo o sinal da cruz, que se faça com a devida devoção, eis que é na sagrada liturgia que se opera a santificação dos homens e na qual, por meio de sinais sensíveis, prestamos o culto público de Deus. E a todo momento, em nosso cotidiano, ao professar a fé pelo sinal da cruz, lembremo-nos das palavras de São Paulo: “De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o Evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de que não se torne inútil a cruz de Cristo, pois a linguagem da cruz é louca para aqueles que se perdem. Mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus” (1Cor 1,17-18).
Professar a fé sem palavras é expressão sutil e humilde de devoção e não deve ser empregue sem a adequada veneração, sob o risco de fazê-lo de modo supersticioso. Com efeito, não há obrigatoriedade em traçar o sinal da cruz ao passar por uma igreja, o que não diminui seu significado. É que, no Cerimonial dos Bispos, no número 110, verifica-se a citação de uma antiga prática cristã no uso da água benta, que diz: “Seguindo louvável costume, todos, ao entrar na igreja, molham a mão na água benta, contida na respectiva pia, e fazem com ela o sinal da cruz, como recordação do seu próprio batismo”. Daí, verifica-se o costume de muitas pessoas em traçar o sinal da cruz ao entrar na igreja, que, em sinal de respeito e devoção, foi se estendendo para o exterior do templo, até que tomou a forma que vemos muitos cristãos praticarem atualmente, de traçar sobre si o sinal da cruz ao passar na frente de uma igreja.

Faça o sinal da cruz

Certos de que a força de Deus nos acompanha em nossas provações diárias, façamos do sinal da cruz um gesto de fortalecimento e profissão de fé, atentos para que sempre que o traçarmos, seja com o coração repleto de devoção. Como nos ensina o Santo Papa João Paulo II: “Quem quer que seja que acolha Deus em Cristo, acolhe-O mediante a cruz. E quem acolheu Deus em Cristo, exprime isso mesmo mediante esse sinal: quem O aceitou, efetivamente, benze-se com o sinal da cruz sobre a fronte, sobre os ombros e sobre o peito, para manifestar e para professar que, na cruz, encontra-se de novo totalmente a si mesmo, alma e corpo, e que com este sinal abraça e aperta ao peito Cristo e o seu reino”.

REFERÊNCIAS
A BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. 86 ed. São Paulo: Paulus. 2012.
PAPA JOÃO PAULO II. Palavras no final da via-sacra. 4 abr. 1980. Disponível em: < http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/speeches/1980/april/documents/hf_jp-ii_spe_19800404_via-crucis.html>
SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Cerimonial dos Bispos. Cerimonial da Igreja.

Fonte: Canção Nova

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