O dom da alegria - Carnaval é tempo de alegria também para o cristão

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A alegria do Carnaval

Nem sempre essa festa foi sinônimo de desregramento, pois a palavra Carnaval vem de currus navalis, o que significa que entre os gregos e romanos era feito um desfile em torno de um enorme carro em forma de navio, o qual era dedicado ao deus Dionísio ou Baco. Depois dos gregos, entre os romanos e os antigos celtas e germanos, havia solenidades pela entrada do ano civil.

Quando surgiu o Cristianismo, este deparou-se com tais comemorações, as quais, inclusive, tinham um caráter penitencial, ou seja, os pagãos queriam expiar faltas cometidas no ano anterior. “A Igreja procurou dar uma nova mentalidade a tais festas, expurgando toda mitologia e superstição, bem como a orgia, que, muitas vezes, predominava”, diz o Cônego José Geraldo (cf. cleofas.com/carnaval).

A alegria do Carnaval
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A Igreja, então, colocou o Carnaval em seu calendário, antes da Quaresma, para que, anterior ao tempo de penitência em que fazemos memória ao Cristo, o qual peregrinou pelo deserto e privou-se das necessidades de Seu corpo, os cristãos tenham um período de gozo e festa pelos dons da alegria e dos prazeres lícitos dados por Deus.

Percebemos assim, que o grande problema das festas de Carnaval de hoje não está no anseio das pessoas pela alegria, mas nos excessos e na permissividade que praticam.

A capacidade de sentir sabores, ter sensações, o riso, a dança, a celebração, a sociabilidade… Tudo isso é lícito perante a lei do Senhor e agrada muito a Ele ver Seus filhos podendo desfrutar a felicidade nessas formas. Encontramos, na Sagrada Escritura, o incentivo do Altíssimo para todos essas atividades.

Desvirtuação dos valores e da moral


Contudo, o que acontece nos eventos de Carnaval é quase sempre a desvirtuação dos valores e da moral, sem contar as ofensas a Deus.

Neste Carnaval, antes de decidir para onde vai ou o que vai fazer, devemos nos questionar: “O ambiente que pretendo ir promove, de alguma forma, a promiscuidade, o adultério e a dissolução da moral?”, “As demais pessoas que lá estarão, incluem Jesus Cristo em suas atividades?”, “Serei tentado a desrespeitar os mandamentos do Senhor?”.

Graças a Deus, existe a opção de vários retiros espirituais pelo nosso país, nos quais encontramos, além de intimidade com Deus em orações, pregações, adorações, muita música de qualidade, bailes, diversão, amigos e, quem sabe, boa comida, cores e luzes.

A personificação da felicidade


O cristão não é um alienado no mundo, não vive recolhido em penitência como é a imagem que muitos têm de nós. Pelo contrário, somos pessoas que se encontram com a felicidade em Pessoa, pois Cristo é a personificação da felicidade!

O Carnaval é o tempo que a Igreja nos deu para celebrarmos o dom da alegria de forma virtuosa, encontrando toda a graça de sermos seres humanos por meio das coisas boas que trazem sabor à vida.

É bom celebrarmos agora, para melhor adentrarmos na Quaresma depois.

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus. Tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar” (Ecl 3,1-4).

Deus abençoe seu Carnaval!

É papel do cristão acolher e cuidar das crianças

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

 

Há uma multidão de crianças que precisam de nós, tornemo-nos servos! 

“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas Aquele que me enviou” (Marcos 9, 37).

O Evangelho de hoje trás muitos ensinamentos do Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas pegarei aquele que é essencial: quem quiser se tornar o primeiro, o maior: torne-se servo, o último de todos.

É uma lição para a vida. Pois, num mundo de competições, (onde vale quem é o mais lembrado, quem se sente grande) o discípulo de Cristo não pode buscar as grandezas do mundo. O que enobrece um discípulo de Cristo é saber servir ao outro; é a vida da humildade — a “pequena via”—  como nos ensina Santa Teresinha do Menino Jesus.

A pequena via, na verdade, é o caminho da alma que se contenta com as coisas pequenas e não está em busca das grandezas humanas. O caminho da pequena via é se fazer criança. A criança que se conforma com a beleza da existência, que não se deixa levar pelo orgulho, pelas vaidades da vida.

Por isso, Jesus pega uma criança, a coloca no meio deles e lhe abraça. Abraçar uma criança quer dizer abraçar a pureza, abraçar a via e o caminho da humildade. “Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, é a Mim que estará acolhendo”.

Somos hoje chamados pela Palavra de Deus não só a converter o nosso coração para a pureza, para a inocência, para os valores que as crianças nos ensinam a viver, mas também, somos chamados a acolhê-las e jamais as desprezar.

Pense em quantas crianças precisam do nosso amor, acolhimento e ajuda. Não pense só nas crianças que são seus filhos, as acolha em primeiro lugar. Mas saibamos que, no mundo em que vivemos, há uma multidão enorme de crianças que não têm infância, não têm o que comer, como estudar e nem como viver.

É papel nosso, cristãos e discípulos do Mestre Jesus, acolher, ajudar, encaminhar e cuidar das nossas crianças. Todas a vezes que assim fizermos, estaremos cuidando, acolhendo e amando o Mestre Jesus.

Deus abençoe você!            

Fonte: Canção Nova

Existe relação entre o carnaval e o Cristianismo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O carnaval surgiu antes do Cristianismo? 

Vários autores explicam que o nome “carnaval”, a partir da palavra latina “carne vale”, isto é, “adeus, carne” ou “despedida da carne”, significa que, nesta festa, o consumo de carne era considerado lícito pela última vez, antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, ou seja, suspender ou retirar a carne.
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Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
O Papa São Gregório Magno (590-604) teria dado ao último domingo, antes da Quaresma (domingo da Quinquagésima), o título de dominica ad carnes levandas, o que teria gerado “carneval” ou “carnaval”.
Já um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs dessa festividade. Entre os gregos e romanos, costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, festa que chamavam em latim de currus navalis, cujo significado, em português, é nave carruagem, de onde teria vindo a forma carnavale. Não é fácil saber a real origem do nome.

Fantasias e alegorias são anteriores à era cristã

As mais antigas notícias do que hoje chamamos de “carnaval” datam, como se crê, do século VI antes de Cristo, na Grécia. Há pinturas gregas em vasos, com figuras mascaradas, desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias certamente anteriores à era cristã.
Outras festividades semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno.
Eram festas religiosas dentro da concepção pagã e da mitologia, cuja intenção era a de, com esses ritos, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior, e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano.
Para exprimir o cancelamento das culpas passadas, por exemplo, encenava-se a morte de um boneco, o qual, depois de haver feito seu testamento e um transporte fúnebre, era queimado ou destruído. Em alguns lugares, havia a confissão pública dos vícios.
A denúncia das culpas, muitas vezes, tornava-se algo teatral, como o cômico Arlequim, que, antes de ser entregue à morte, confessava os seus pecados e os alheios.

Festividades carnavalescas

Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro entre outros. As religiões ditas “de mistérios”, provenientes do Oriente, muito difusas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Essas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou ainda “lupercais”.
Como essas demonstrações de alegria, tornaram-se subversivas da ordem pública, o Senado Romano, no século II a.C., resolveu combater os bacanais e seus adeptos foram acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.
Essas festividades populares podiam ser no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano) ou outras datas religiosas pagãs.

Transformar o carnaval com princípios do Evangelho

Quando o Cristianismo surgiu, já encontrou esses costumes pagãos. Como o Evangelho não é contra as demonstrações de alegria, desde que não se tornem pecaminosas, os missionários, em vez de se oporem formalmente ao carnaval, procuraram cristianizá-lo, no sentido de depurá-lo das práticas supersticiosas e do mitológico.
Aos poucos, as festas pagãs foram sendo substituídas por solenidades do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro).
Por fim, as autoridades da Igreja parecem ter conseguido restringir a celebração oficial do carnaval aos três dias que precedem a Quarta-feira de Cinzas. Portanto, a Igreja não instituiu essa festa; ela teve, porém, de reconhecê-la como fenômeno existente, para isso, procurou subordiná-la aos princípios do Evangelho.
A Igreja procurou também incentivar os retiros espirituais e a adoração das “Quarenta Horas” nos dias anteriores à Quarta-feira de Cinzas; sobretudo, fortaleceu a Quaresma.

Fonte: Canção Nova

Faça do Carnaval um espetáculo diferente em sua vida

Daremos um espetáculo diferente, mas transformador

Nosso povo gosta de festas e de se divertir, como os dias passados nos mostraram o ensaio de Carnaval, ou tudo o que acontecerá neste final de semana e até a terça-feira. Em muitos lugares, esta é uma ocasião para espalhar pelas ruas as críticas sociais, inclusive aos políticos que nós mesmos elegemos e cujos nomes até já escaparam de nossa memória.
Para tantas pessoas, carnaval é tempo para desafogar as mágoas acumuladas, para “tudo acabar na quarta-feira”. Não pouca gente abusará de bebidas, drogas, sexo desenfreado. Pode acontecer que aumente a violência, os crimes e acidentes se multipliquem. Para muitas famílias, é ocasião para uma agradável viagem, cultivo do relacionamento, descanso sadio.
[15:56:52] Elisangela: Faça do Carnaval um espetáculo diferente em sua vida
Por todo o Brasil multiplicam-se ainda os encontros e retiros espirituais, nos quais uma porção considerável da população se dedica à oração, escuta e meditação da Palavra de Deus, formação e um pouco de diversão, sem os excessos correntes. Seja qual for a opção que fizermos, é bom pensar nas consequências, a fim de que o último dia de carnaval não deixe o gosto amargo do pecado, pois o divertimento é legítimo e importante!
O sadio equilíbrio no uso do tempo indica que deveríamos dividir em três partes o tempo do dia que nos é dado pelo Senhor, a saber, oito horas para o trabalho, oito horas para o sono e oito horas para outras atividades. Certa vez, um sábio Diretor Espiritual me aconselhou dedicar pelo menos a décima parte das vinte e quatro horas do dia à oração, em suas várias formas, como um dízimo diário a ser devolvido ao Senhor, para não acumular atividades que esgotem as capacidades humanas e não correspondam à grande dignidade com que Deus nos criou.
Certamente existem outras propostas para a organização do tempo, a serem seguidas de acordo com os valores que norteiam a vida das pessoas. Homens e mulheres muito santos e equilibrados foram capazes de fazer muito e com competência, nas respectivas áreas de atividades e competência, aprendendo e ensinando, ao formar discípulos na arte do bem viver, a disciplina pessoal, o uso adequado das forças físicas, o sustento da mente que passa pelos bons pensamentos, boas leituras e bons ambientes.
Por outro lado, quantas foram as vezes em que nos foi recomendado não perder tempo, fugir da ociosidade, que é mãe de tantos vícios, planejar, rever, avaliar, reconhecer com humildade e realismo os erros e acertos, pedir perdão, recomeçar! São atitudes humanas a serem fecundadas com a unção de uma vida cristã autêntica, que não cancela, mas revigora, tudo o que é “de gente”.
Permitamo-nos verificar de forma crítica o que atualmente nos é oferecido, por exemplo, pelos Meios de Comunicação. Se temos excelentes jornalistas e analistas da situação social e política, no entretenimento nosso país vive uma estação fraca de bons humoristas. Não sei se existe hoje um programa televisivo nesta área que possa ser visto sem que pelo menos um pouco de vergonha apareça em nosso rosto. Pena é que muitas vezes as pessoas prefiram ficar “amarelas” de acomodamento ou de omissão!
E que dizer do atual e deprimente espetáculo de pornografia deslavada que entra em nossas casas durante este período do ano, com um programa cujo nome nem merece ser citado por quem deseja cultivar um mínimo de dignidade. E a participação do público votante nas várias etapas não é melhor do que vem diretamente do meio de comunicação.
Podemos ampliar o leque, se quisermos fazer um levantamento dos filmes e novelas disponíveis. Como se sabe que sexo e violência “vendem”, continua a exploração das várias faixas da população, todas envolvidas até transbordarem em moda, trejeitos, costumes de vida.

Seríamos nós da Igreja adeptos da censura?

Seríamos nós da Igreja adeptos da censura? Desejaríamos fazer uma cruzada pelo bem vestir, o bem falar e o bem agir? Interessa-nos uma camisa de força a ser oferecida aos pais e mães? É claro que este não é o caminho.
Certa vez, Papa Francisco perguntou com sabedoria: “O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invasiva dos pais, mas ao contrário a sua ausência, o seu afastamento. Por vezes os pais estão tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho ou então nas próprias realizações pessoais, que se esquecem até da família. E deixam as crianças e os jovens sozinhos. Muitas vezes perguntava aos pais se brincavam com os seus filhos, se tinham a coragem e o amor de perder tempo com os filhos. E a resposta era feia, na maioria dos casos: ‘Mas, não posso, porque tenho tanto trabalho’. E o pai estava ausente daquele filho que crescia, não brincava com ele, não, não perdia tempo com ele…
Gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos estar mais atentos: a ausência da figura paterna da vida das crianças e dos jovens causa lacunas e feridas que podem até ser muito graves. Com efeito os desvios das crianças e dos adolescentes em grande parte podem estar relacionados com esta falta, com a carência de exemplos e de guias respeitáveis na sua vida de todos os dias, com a falta de proximidade, com a carência de amor por parte dos pais.
É mais profundo de quanto pensamos o sentido de orfandade que vivem tantos jovens. São órfãos na família, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado pelas palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida das quais precisam como do pão… É verdade que deves ser companheiro do teu filho, mas sem esquecer que és o pai! Se te comportas só como um companheiro igual ao teu filho, isto não será bom para o jovem… E vemos este problema também na comunidade civil.
Os jovens permanecem órfãos de caminhos seguros para percorrer, órfãos de mestres nos quais confiar, órfãos de ideais que aqueçam o coração, órfãos de valores e de esperanças que os amparem diariamente. Talvez sejam ídolos em abundância mas é-lhes roubado o coração; são estimulados a sonhar divertimentos e prazeres, mas não lhes é dado trabalho; são iludidos com o deus dinheiro, mas são-lhes negadas as verdadeiras riquezas” (Audiência Geral do dia 28 de janeiro de 2015). A resposta do Papa é uma luz impressionante, para que ninguém se lamente, como muitos pais e mães o fazem em nossos dias.
Parece um refrão repetido, mas não há outra estrada, senão começar em casa, de novo, a formar, educar para as escolhas a serem feitas, ensinar a rezar, amar de verdade. E um caminho simples é o da vivência da Palavra de Deus, pouco a pouco, sem pressa. Daremos um espetáculo diferente, quem sabe, silencioso, mas transformador. Comece de novo em casa!

Fonte: Canção Nova

O que eu preciso para ser feliz?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Se você deseja ser realmente feliz, talvez seja a hora de deixar os atalhos e retomar o caminho

A maneira como cada pessoa vive é uma coisa que sempre chamou minha atenção. Recordo-me de que, quando era criança e tinha a oportunidade de viajar, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era ficar olhando as casas ao longo da estrada e imaginando quem morava nelas e como era a vida daquelas pessoas. Os anos se passaram, já viajei por outros países, mas isso não mudou: é observando as pessoas que aprendo a viver.
O que eu preciso para ser feliz?
Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com

Encanta-me o fato de sermos tantos no planeta, e, mesmo assim, não existir ninguém igual a ninguém. Parece que quanto mais a tecnologia avança nas descobertas científicas, tanto mais fica claro o quanto o ser humano é complexo, misterioso e, ao mesmo tempo, encantador. Basta ficarmos parados em um ponto onde circulam muitas pessoas, por exemplo, que rapidamente identificamos diversos tipos de comportamentos. Vemos pessoas apressadas, sorridentes, pessoas serenas, alegres e também pessoas sérias, tristes e preocupadas. Sem contar com as cores e estilo próprio que cada um expressa nas roupas, no cabelo e no jeito de ser. Soma-se a isso também o universo que cada um de nós carrega no interior e as constantes mudanças que nossos hormônios provocam nos desafiando constantemente a lidar com a arte de viver.
Há dias em que estamos de bem com a vida e conseguimos superar os desafios com leveza. Somos gentis, sorrimos e dizemos palavras doces até mesmo com quem nos tenta ofender. Mas nem sempre é assim, existem também dias cinzentos em que o mundo parece que vai desabar a qualquer hora, e uma “certa” angústia rouba nosso sorriso. Nada parece bom e até evitamos as pessoas com medo que nos magoem ainda mais.
Porém, é bom lembrar que tudo passa! Os dias coloridos e os dias cinzentos passam, e a vida segue e nós precisamos seguir também, pois o tempo é breve. Aliás, o tempo é breve mesmo ou nós é que não estamos sabendo lidar com ele? A pressa constante e o desejo de estar em todos os lugares ao mesmo tempo tem nos nos empurrado sutilmente para o abismo da “felicidade instantânea” que pode resultar na falta de sentido.
A tecnologia que colabora com o progresso, colocando o mundo praticamente na palma da nossa mão, não pode nos condicionar a vivermos no automático. Aqui vale o adágio: “com gente é diferente”, e precisa ser diferente! Nós somos movidos a afeto, temos necessidade de presença, abraços e mãos que nos apoiem enquanto caminhamos. É bom lembrarmos que, embora desempenhemos papéis diferentes, de alguma maneira estamos interligados e precisamos uns dos outros para sermos verdadeiramente felizes. O isolamento, que na maioria dos casos é provocado pelo medo de amar, tem levando muita gente a fazer opção por relações superficiais e interesseiras, que, em vez de edificar, acabam desgastando a pessoa.
Portanto, se você deseja ser realmente feliz, talvez seja a hora de deixar os atalhos e retomar o caminho. A meu ver, o primeiro passo é empenhar-se no cultivo de profundas relações afetivas. Ouse ir ao encontro das pessoas e ofereça amor, simplesmente, porque deseja amar e sabe que precisa amar. Se tiver a coragem de agir assim, tenho a certeza de que não precisará ir muito longe, pois, no trabalho, na rua, nos orfanatos e até mesmo dentro de nossas próprias casas, existem pessoas sedentas de amor.
O segundo passo, não menos importante que o primeiro, é buscarmos Deus de todo coração! Reencontrando Deus, você se encontra com si mesmo e começa a perceber o sentido da vida e de cada acontecimento de um jeito totalmente novo. As práticas de piedade, a participação dos sacramentos e, é claro, tudo isso, unido à firme decisão de mudar de vida, irão lhe conduzir ao encontro da felicidade que você tanto procura. Coragem, dê o primeiro passo, que Deus o ajudará a seguir em frente!

Fonte: Canção Nova

Para todos a reposta de Cristo é uma só: a ressurreição gloriosa

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

 Sigamos a Cristo em Sua Paixão, assim poderemos segui-Lo em Sua glória  

“Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias” (Marcos 8,31).

No evangelho de hoje, vemos a profissão de fé do apóstolo Pedro. É ele quem professa que Jesus é o Messias: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Cristo é o Messias, Ele é o filho do Deus vivo. E, o que não podemos querer é separá-Lo da Sua Cruz; não podemos separar a vida humana do mistério da Cruz, presente na vida de cada um de nós.
Cristo não fala do Messias glorioso, Ele fala do Messias servo e sofredor. Aquele que veio assumir a nossa humanidade e carregar todos os nossos sofrimentos com Ele e n’Ele. Jesus disse que o Filho do Homem devia sofrer muito. E quanto sofrimento há na vida humana! Há pessoas que sofrem até demasiadamente. Por isso, Jesus se associa àqueles que sofrem muito na sua humanidade. Ele carrega todo o sofrimento humano n’Ele.
Cristo Jesus é rejeitado. A rejeição é outra característica da Cruz, da existência humana. Somos rejeitados por várias situações da vida, quando não somos acolhidos, amados. E quantas pessoas são rejeitadas do convívio social! Seja por preconceito, discriminação; seja por não serem amadas ou devido a sociedade ser mesmo seletiva. E nós, muitas vezes, nos tornamos pessoas seletivas até na fé, e acabamos rejeitando a outras pessoas.     
Cristo é Aquele que acolhe a todos os rejeitados, e a rejeição humana paira sobre Ele. A rejeição provoca chagas, dores, é um sofrimento terrível para a alma humana. A dor da rejeição é uma das dores mais cruéis, só quem sofre o preconceito e a discriminação sabe o quanto dói toda espécie de rejeição.
O Filho do Homem deve ser morto. A morte é uma condição inerente à existência humana. Todos nós queremos, de uma forma ou de outra, fugir dela, mas Cristo, não. Pois, Ele abraça a morte como aquela que é a porta para a vida. Ele sabe que muitos sofrem ou morrem de forma indigna, de forma cruel, de forma desumana; e muitos morrem porque outros provocam a morte deles.
A morte de Cristo, também, é provocada; ela é imputada a Ele. Muitas pessoas, também, são imputadas a morrerem nos hospitais; por falta de cuidados; crianças que morrem cedo; e Cristo abraça a todos aqueles que morrem e sofrem.    
Mas para todos, sejam àqueles que sofrem muito, os rejeitados; sejam para os que morrem nas diversas situações da vida, a resposta de Cristo é uma só: a ressurreição gloriosa. Assim como Ele ressuscitou, Ele nos diz que tudo o que sofremos, passamos, não é para finalizar na morte ou no sofrimento e, menos ainda, na rejeição. O capítulo final daqueles que são discípulos de Cristo é a ressurreição gloriosa. Então, sigamos a Cristo em Sua Paixão, para que possamos, também, segui-Lo em Sua glória.   

Deus abençoe você!           
 
Fonte: Canção Nova   

Reciprocidade: vamos falar sobre troca de sentimentos?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019


Reciprocidade é a base para todo bom relacionamento

Reciprocidade: uma palavra que não ouvimos muito dizerem por aí, mas que se faz presente ao longo de nosso dia a dia e de nossa vida. Reciprocidade ou troca, mutualidade, correspondência… Vamos falar sobre a troca dos bons sentimentos.
Quando ouvimos a expressão “A vida é uma via de mão dupla”, isso fala um pouco dessa troca, desse sentimento presente em nossa rotina. Um agradecimento, uma gentileza trocada, um diálogo cheio de confiança entre as partes, um sentimento de simpatia e carinho mútuo.
Reciprocidade: vamos falar sobre troca de sentimentos?
Foto ilustrativa: Hakase_ by Getty Images

A reciprocidade é importante, pois funciona como uma base, um apoio nos relacionamentos, sejam eles amorosos, profissionais ou sociais. E o sentimento precisa vir do coração, ser genuíno. A recíproca realmente precisa ser verdadeira. As pessoas precisam de laços verdadeiros e relações mais sinceras. A vida corrida, a pressão do imediato, os relacionamentos virtuais, tudo tende a levar as pessoas para um afastamento do calor humano, das conversas e trocas de sentimentos, de gestos trocados, de olho no olho.
Realmente, gentileza gera gentileza, amor gera amor. confiança gera confiança, e por aí vai… Mesmo que, ao longo da vida, decepcionemo-nos com as pessoas e situações, vale a pena nos abrirmos para as coisas boas, gerarmos dentro de nosso coração os bons sentimentos que acabam por ‘escapar’ em nossas ações. Tudo isso contagia as pessoas e os ambientes onde estamos. É uma troca, uma troca real, um dar e receber. Uma mão dupla.
Para viver esse sentimento na prática, podemos tomar algumas atitudes concretas como buscar ser uma pessoa melhor, trabalhar as emoções e os sentimentos bons, desenvolver hábitos que contagiem como sorrir mais, agradecer, cumprimentar… Coisas pequenas e simples, mas que têm grandes efeitos.
Nos relacionamentos, a reciprocidade precisa estar presente tanto nas amizades quanto no namoro e casamento. Não dá para construir uma relação sem a troca de sentimento. As pessoas podem ser diferentes na personalidade, como, por exemplo, uma ser mais tímida e a outra mais extrovertida, mas se no coração há o sentimento recíproco, o amor e o respeito, o relacionamento têm base, tem onde se apoiar. É como uma estrutura de duas pernas, se uma está quebrada ou falta, tudo desmorona.
Os relacionamentos precisam ser inteiros, com trocas mútuas de amor, fidelidade e respeito. Não é utopia. Não é irreal. É verdadeiro, acontece. E começa dentro de cada um de nós. Começa em você e se espalha como sementes ao  vento. E o primeiro a colher os frutos dos bons sentimentos recíprocos somos nós mesmos.

Fonte: Canção Nova

Instruções espirituais e litúrgicas para ministérios de canto litúrgico

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Reflita sobre a missão litúrgica dos ministérios de música

A luz dos holofotes pode seduzir quando se perde de vista o essencial no ministério de música. Todo dom recebido deve sempre ser colocado em comum para o crescimento da comunidade cristã. O que recebemos de Deus deve ajudar todos a crescerem na e na vivência do Evangelho.
Vivemos tempos nos quais a busca pela evidência nos ministérios de música vem roubando o lugar essencial de Cristo na liturgia. Todo dom é presente de Deus, ofertado para compartilharmos com nossos irmãos e irmãs. Contudo, quando nos apropriamos do dom que recebemos, como se fosse nossa propriedade particular, tornamo-nos escravos da soberba.
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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Esse é um grande risco que o cantor e os instrumentistas correm: deixarem-se seduzir pela ilusória fama acerca do dom que receberam.

Liturgia da Missa

Tudo é passageiro! A luz dos holofotes não deve ser focada em quem canta ou toca algum instrumento, mas sim no Senhor Jesus. Ele deve ser o foco no qual as luzes dos louvores sejam direcionadas a Ele. Quando a busca pelos elogios se torna maior que o serviço, entra-se no campo da vaidade; e onde a vaidade se enraíza, a soberba cresce progressivamente.
A liturgia da Missa não é propriedade dos ministérios de música; ela pertence à Igreja. Por isso mesmo, cantamos a liturgia. Os cantos escolhidos devem estar em sintonia com a liturgia do dia. Missa não é lugar de cantar a trilha sonora do último CD que o vocalista do ministério de música lançou. A assembleia tem direito de cantar a liturgia e não deve ser induzida a cantar cantos que não estão em sintonia com a liturgia do dia.
Existe um Estudo da CNBB cujo título é: a música litúrgica no Brasil. Esse ainda é um grande desconhecido dos ministérios de música em nosso imenso Brasil. Esse estudo nos alerta para a seguinte questão: “Ainda são frequentes as celebrações em que alguém ou um grupo executa sozinho todos os cantos, não se importando com a participação do povo…” (A música litúrgica no Brasil,24).

Sintonia com o tempo litúrgico

O povo de Deus, reunido para celebrar o Santo Sacrifício da Missa, tem o direito de participar do canto litúrgico. Quando os ministérios de música impedem a assembleia litúrgica de participar da liturgia da Missa, no que se refere aos cantos, estão roubando um direito que pertence ao povo e nenhum ministério de música tem esse direito! Escolha-se sempre cantos em sintonia com o tempo litúrgico, e que as pessoas conheçam e cantem. O ministério de música não é um grupo separado da assembleia litúrgica, que está ali para serem ouvidos e aplaudidos, mas para sustentarem o canto da assembleia.
Esse mesmo estudo da CNBB prescreve um cuidado que deve ser observado com relação a alguns desvios que muitos ministérios de música comentem: “Seja pelo exagerado individualismo, intimista e sentimentalista, muito ‘eu’ e muito ‘meu’, desvirtuando a dimensão comunitária da fé, numa busca de emoções que reduz a relação com Deus a mero jogo de sentimentos, sem a profundidade e a amplitude do compromisso cristão, sem a seriedade da fé como entrega confiante à vontade do Pai, em comunhão com os irmãos e irmãs, para a realização do seu Reino aqui e agora” (A música litúrgica no Brasil, 44).
O canto deve favorecer a participação do povo de Deus reunido em comunidade. O canto na Missa não é um momento para o cultivo de uma atitude individualista entre eu e Deus, mas deve ser um momento em que os laços de vida comunitária sejam reforçados pelo canto litúrgico. Sobre esse ponto, é de fundamental importância que os ministérios de música tenham o discernimento na escolha dos cantos, para que não criem uma mentalidade intimista e superficial, desviando o verdadeiro sentido do canto na Celebração Eucarística. A luz dos holofotes pode seduzir quando se perde de vista o essencial no ministério de música, que é utilizar do seu dom para evangelizar.

Fonte: Canção Nova

O Evangelho nos ensina o caminho da reconciliação com o nosso irmão

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

 

Qual dor maior um filho pode dar aos seus pais, do que aquela em que odeia o seu próprio irmão?

“(…) Caim atirou-se sobre o seu irmão Abel e matou-o. E o Senhor perguntou a Caim: ‘Onde está o teu irmão Abel?’. Ele respondeu: ‘Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?’” (Gênesis 4,8-9).

O relato da Primeira Leitura da Missa de hoje é de um triste acontecimento, o primeiro fratricídio. É a Bíblia narrando a história de um irmão que matou o seu próprio irmão.
Caim e Abel representam toda a humanidade, todos os corações humanos, pois, somos irmãos uns dos outros. Mas, na convivência e na relação humana, os diversos sentimentos tomam conta do coração do homem e da mulher.
Sentimentos mais nobres como o amor, a gratidão, o reconhecimento, a bondade, mas também, os sentimentos mais negativos. Esses nascem, sobretudo, da inveja, do ciúme e, desses, nascem o rancor, o ressentimento, a mágoa. E, quando esses sentimentos se misturam, transformam-se em ódio. E um coração recheado pelo ódio é capaz de fazer as coisas mais horríveis possíveis.
Não é nenhuma novidade, nos tempos de hoje, irmãos que matam irmãos. Mas, quando não há a morte propriamente dita, existem as grandes e pequenas inimizades, as rixas, as brigas, as diferenças de irmão com irmão.
Irmãos que não se aceitam, que falam mal um do outro; irmãos que nem se falam mais e não se vêem mais; irmãos que não sentam na mesma mesma. Qual dor maior um filho pode dar aos seus pais, do que aquela em que odeia o seu próprio irmão?
São diferenças, rixas, situações mal resolvidas e, sobretudo, o orgulho. Porque, o orgulho é o grande veneno da alma humana. É o orgulho que dá origem a todos os sentimentos negativos que se apoderam de nós. As pessoas não se reconciliam por causa do orgulho; as feridas não são curadas por causa do orgulho; os entendimentos não acontecem por causa do orgulho.
Quanto maior for o grau do orgulho no nosso coração, mais ferido ele se encontra e, mais ainda, queremos ferir o coração do outro.  Ou nós somos curados pela humildade do Nosso Senhor Jesus Cristo ou continuaremos nos ferindo, nos atacando, nos agredindo; nos colocando uns contra os outros.
Sejam irmãos da mesma casa ou que convivem em uma comunidade paroquial ou de vivência; seja na sociedade ou no trabalho, o que mais acontece são pessoas falando umas das outras. É irmão matando irmão e isso fere o coração do nosso Deus.
Que o Evangelho nos ensine o caminho da reconciliação, da humildade, do perdão e da misericórdia. E, dessa forma, poderemos superar todo o orgulho, soberba, inveja e ressentimentos que guardamos em nós, para construirmos, enfim, a fraternidade que tanto sonhamos.
Deus abençoe você!  

Fonte: Canção Nova

Você sabe quanta riqueza existe no 1º mandamento da Lei de Deus?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Viva, todos os dias, o 1º mandamento da Lei de Deus

Semana passada, iniciamos a fase final de nossa série de textos voltados para o “Sacramento da Confissão”, tratando do primeiro mandamento da Lei de Deus. A sua profundidade nos obriga a esmiuçá-lo um pouco mais. Quanta riqueza nele! Como um quebra-cabeça, podemos juntar todas as peças que lançamos durante todos esses meses.
Leia o texto da semana passada, pois, como já fizemos outras vezes nesta série, este está estritamente ligado àquele.
Você sabe quanta riqueza existe no 1º mandamento da Lei de Deus
Foto Ilustrativa: LoveTheWind by Getty Images

A busca pelo conhecimento teológico

A finalidade dos estudos sobre a moral cristã é nos ajudar, em primeiro lugar, a evitar os pecados graves. Em um segundo sentido, desenvolver em nós a virtude da prudência, que nos ajuda a agir sabiamente. Passamos a organizar a vida da gente para o nosso fim: o encontro pessoal e definitivo com Nosso Senhor. Também não estamos dispensados de procurar conhecimento teológico, como já comentamos.
Para amar a Deus acima de todas as coisas, nós precisamos do desenvolvimento das três virtudes teologais: fé, esperança e caridade.
Precisamos juntar a fé e a caridade para termos uma vida unida a Deus. Sim, Ele nos criou, mas o pecado que cometemos nos afasta d’Ele. Quando iniciamos uma vida séria de conversão, evitando a todo custo os pecados graves, buscando a confissão sacramental, a Eucaristia e uma vida de oração, com o tempo, brota uma esperança crescente dessa união a Ele. Aqui está a virtude da esperança! Ela que nos apressa, junto com a prudência, a fazer de tudo para unir a fé com a caridade.
Quando temos a certeza de que Ele recompensa aos que o procuram, isso já é o fundamento da esperança. Se o procurar, Ele vai recompensar. São duas coisas necessárias para agradar a Deus.
A fé e a esperança estão dentro do fundamento do amor.

O que seria um pecado contra a fé?

Seria não acreditar nos mistérios que Deus nos revela quando elas já estão suficientemente reveladas a nós, por meio da Sua graça.
Para crer é preciso uma ajuda da graça de Deus. E Deus dá a graça de crer a todas as pessoas. Se Ele nunca tivesse dado, nunca poderíamos ser condenados pela falta de fé. Não haveria culpa em não crer.
O fato de ter crido, ao menos uma vez, já nos prova que temos a graça de crer. Crer nas coisas que a Igreja nos diz para crermos: os sacramentos, os dogmas, a Sagrada Escritura, a existência do céu e do inferno, da presença real de Cristo na Eucaristia, da interpretação da Igreja das Sagradas Escrituras, a indissolubilidade do matrimônio, que a Igreja tem o poder de ligar e desligar.
Aquele que nunca teve contato nenhum com a revelação, de modo que se tornasse impossível crer pelo simples fato de não conhecer absolutamente nada, nesse não está o pecado contra o primeiro mandamento. Ao passo que uma pessoa que tenha tido contato suficiente das coisas da fé e não acreditou, esse está incorrendo em pecado grave.
O extremo oposto também é preciso considerar. Não é preciso que a pessoa tenha acesso a todos os conteúdos filosóficos, teológicos, epistemológicos, para assim começar a crer. Deus já fez a Sua parte, dando a graça à pessoa. É excelente estudar, mas a fé não precisa de que se conheça absolutamente tudo, ponto por ponto, para se passar a acreditar.
Se o católico acredita em algumas coisas e outras não, esse precisa se rever, estudar seriamente para não viver sua fé mais ou menos.  Negar os mistérios da fé, com suficiente revelação interna e externa, é pecado grave. Ensinar o erro é mais grave ainda.

O que seria um pecado contra a esperança?

A esperança é aquela certeza e expectativa de que poderemos alcançar santidade e a salvação eterna se entrarmos na aliança com Deus. Aderindo ao Senhor, fazendo nossa parte, teremos a possibilidade de chegar no céu. Se a pessoa corresponder à graça de Deus, com certeza ela chegará lá!
São pecados contra a esperança seus excessos ou sua falta.
Por excesso, seria ter uma certeza absoluta da própria salvação, mesmo descuidando de observar e viver os mandamentos. Seria errado também, viver todos os mandamentos menos um e ter certeza mesmo assim da salvação. Seria uma deturpação dos ensinamentos sobre a Misericórdia Divina.
Excesso também seria achar que vai se salvar sem ter méritos ou não querendo se arrepender de alguns pecados, mesmo sabendo que são graves. Seria presunção.
O oposto seria a falta da esperança, sentir-se 100% perdido e jogar a toalha, condenar-se ao inferno e não querer mais se aproximar de Deus. Tudo isso seria ir contra a Misericórdia Divina. Um exemplo é um filho achar que é tão ruim para seus próprios pais, que prefere se matar para deixar de dar trabalho a ele. Isso chega até a causar uma doença de loucura aos pais.
Isso é semelhante ao pecado da desesperança. Condenar-se e deixar de viver uma vida de busca de Deus.
Também é pecado deixar de crer no amor de Deus. Jamais podemos desesperar da própria salvação. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças” (Mc 12,30).

Quais pecados são contra a caridade?

São pecados contra a virtude da caridade ter ódio das coisas divinas e realizar práticas de superstição, certos procedimentos que não têm relação nenhuma de causa e efeito para aquilo que se quer conquistar, e ainda insistir na coisa. Assim como às práticas adivinhatórias.
Por exemplo, se há tem um mapa meteorológico, com dados pesquisáveis e comprovados, capazes de prever as condições de clima, isso não se trata de uma prática adivinhatória. Tanto como prever a situação clínica de um doente após a administração de remédios. Essas são situações que tem relação entre causa e efeito.
Aparentemente, essas coisas não teriam ligação com o primeiro mandamento, mas Santo Tomás explica que as práticas adivinhatórias tem relação com maus espíritos. Estar em contato com eles é renegar a Deus e preferi-los. Deus abomina esse tipo de prática, inclusive isso está claro nas Sagradas Escrituras: “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo…” (Dt 18,10);  “fizeram passar pelo fogo seus filhos e filhas, entregaram-se à adivinhação, à bruxaria; enfim, abandonaram-se inteiramente a tudo o que desagradava ao Senhor, irritando-o” (II Reis 17,17); “A adivinhação do erro, os augúrios mentirosos e os sonhos dos maus, tudo isso não passa de vaidade” (Eclo 34,5).
Encerramos, então, nossa fase de textos que se referem aos mandamentos da Lei de Deus. Semana que vem, vamos falar sobre os mandamentos da Igreja.

Fonte: Canção Nova

Imploremos a Jesus pelos nossos filhos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

 

Precisamos cuidar dos nossos filhos e levá-los para Jesus 

“Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés” (Marcos 7,5).

Nós nascemos puros! E ainda que tenhamos a marca do pecado original, a graça do batismo nos purifica.
As crianças são puras. E como são belas as nossas crianças! É verdade que, por descuido, por falta de zelo ou por outra circunstância da vida, nossos filhos se sujam com o mundo e, nós, também, nos sujamos.
E, os espíritos impuros, ao longo da caminhada, vão entrando em nossa vida, na nossa história. Às vezes, é dentro de casa mesmo, pois dentro de uma casa onde se fala palavrão, o espírito impuro invade a mente das crianças. Numa casa onde tem gritarias, brigas e tantas outras coisas, tudo isso invade o interior dos filhos e, com toda a certeza, também invade o interior dos adultos.
Hoje permite-se tudo: televisão, internet, redes sociais. São bens necessários, mas trazem um mundo de impureza para dentro das nossas casas e, também, para dentro dos nossos filhos. Nós não podemos ser ingênuos e nem inocentes com aquilo que invade os sentimentos e pensamentos, inclusive, das nossas crianças.
No Evangelho, aquela menina sofre com o espírito impuro, está toda atormentada. E quantas meninas tão cedo se deixam levar pelo espírito deste mundo! Quantas moças e quantos rapazes, cada vez mais cedo, são seduzidos pelo espírito deste mundo. E, mais cedo ainda, é grande a quantidade de jovens querendo se suicidar porque perderam o sentido da vida.
Então, o primeiro remédio é a prevenção. Precisamos cuidar dos nossos filhos com amor, atenção, e ter cuidado com os espíritos impuros, maldosos, imundos. Espíritos mundanos que roubam, cada vez mais cedo, a pureza dos nossos.
No Evangelho, aquela mãe aflita, estava com o coração amargurado por causa do que aconteceu com sua filha. Essa mãe implora a Jesus pela vida da filha. Pede que a liberte daquele espírito impuro que a atormentava, que tirava a paz interior dela, que a deixava sempre agitada, e fazia com que ela perdesse o sentido da vida.
Esse espírito impuro precisava ser expulso da vida dela. Aquela mãe sabia que só Jesus poderia fazer isso por sua filha. E ela implora, inclusive pelas migalhas, pois como ela não era judia e, Jesus estava pregando para os judeus, para o povo da primitiva aliança, ela rompeu toda e qualquer barreira e diz: “Os cães têm direito às migalhas”.
Nós precisamos das migalhas de Jesus para os nossos filhos. Podemos dar o “Pão da Palavra”, o “Pão da Eucaristia”, o “Pão que salva”, mas se rejeitamos o Pão da Palavra, o Pão da Eucaristia, o banquete da vida,  se não os damos aos nossos filhos, o mundo tomará conta deles.
Precisamos mais do que nunca, implorar como aquela mulher: “Jesus, salva os nossos filhos”.
Deus abençoe você!   

Fonte: Canção Nova 

O que torna impuro o homem é o que sai do seu interior

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

 

É de dentro do nosso coração que saem as más intenções

“(…)’Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior’” (Marcos 7,14-15).

Mais um vez, vemos a relação de Jesus com os fariseus. Eles estão preocupados com aquilo que entrará para dentro de nós, com a comida, com os aspectos dos alimentos. Porém, ainda que se tenha preocupação com a questão higiênica dos alimentos, a impureza a qual Jesus se refere é a impureza da alma, do coração e das intenções.
Neste caso, não é o que vem de fora que vai nos sujar, e sim o que já está dentro de nós. É a maldade das nossas intenções e pensamentos; é o mal que, muitas vezes, recheia os nossos pensamentos. Impuro é aquilo que pensamos, que está guardado dentro de nós e, quando soltamos, o veneno se expande, espalha.
Por isso, o homem interior cuida da sua vida interior. Ele cuida de lavar-se, de purificar-se. Ele cuida, acima de tudo, do coração dele.
Há, nos dias de hoje, uma preocupação excessiva com os aspectos externos da vida humana. Uma preocupação excessiva com a beleza, onde a pessoa passa o dia inteiro para cuidar dos seus traços exteriores. E, é muito bom cuidar de si mesmo, dos aspectos da saúde, da aparência. Mas se tivéssemos, pelo menos, a mesma preocupação com o nosso interior, as relações humanas seriam outras.
Não adianta mostrar uma cara boa, limpa, bem cuidada, se não cuidarmos com a mesma ou com maior diligência do nosso coração. Porque, o que estraga a vida humana não é aquilo que vemos, e sim o que está guardado. Pois, quando o que está guardado vem para fora, ele vem como uma artilharia, como veneno, como perigo.
Jesus fala que é de dentro do nosso coração que saem as más intenções, as imoralidades, os roubos, os adultérios, as ambições desmedidas. É de dentro do nosso coração que saem todas essas coisas. Então, cuidemos bem dele, o purifiquemos; cuidemos de lavar a nossa alma. Cuidemos de colocar em ordem os pensamentos que estão na nossa cabeça, pensamentos desordenados, soltos, impuros, maldosos, pois julgamos, condenamos, tudo isso acontece dentro de nós.
Purificando o nosso interior, teremos o melhor de nós para darmos uns aos outros.

Deus abençoe você!  

Fonte: Canção Nova

Papa recorda Dia Mundial do Enfermo, celebrado ontem

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

No Twitter, Francisco destacou que a atitude generosa para com os doentes é sal da terra e luz do mundo

 Da redação
Na mensagem para o Dia Mundial do Enfermo, Papa destaca que o caminho mais credível de evangelização são os gestos de dom gratuito / Foto: Arquivo – Reprodução CTV

Em sua conta no Twitter, o Papa Francisco recordou nesta segunda-feira, 11, o Dia Mundial do Enfermo, que neste ano está em sua 27ª edição.
Em seu tweet, o Santo Padre recordou que “a atitude generosa para com os doentes é sal da terra e luz do mundo”. E rogou que “a Virgem Maria nos ajude a praticá-la, e obtenha paz e alívio para todos os sofredores”.
Na mensagem do Papa Francisco por ocasião da data, o Papa exalta o dom como elemento desafiador ao individualismo, contra a cultura do descarte e da indiferença.
O tema escolhido pelo Pontífice para este ano é do Evangelho de São Mateus: “Recebestes de graça, dai de graça” (Mt 10, 8), e enfatiza que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito, como os do Bom Samaritano.
Ele lembra que todo homem é pobre, necessitado e indigente, de forma que, em cada fase da vida, nunca será possível ver-se livre da necessidade e da ajuda alheia. “O reconhecimento leal desta verdade convida-nos a permanecer humildes e a praticar com coragem a solidariedade, como virtude indispensável à existência”.

Fonte: Canção Nova

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