A ganância rouba o sentido da nossa vida

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

 

Que a ganância nunca seja o carro-chefe dos nossos impulsos, mas sim o amor, a caridade, o desprendimento e a generosidade

Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lucas 12,15).

Toda a questão do Evangelho de hoje é, justamente, porque alguém, do meio da multidão, pediu a Jesus: “Mestre, pede ao meu irmão que reparta a sua herança comigo”. Esse homem foi pedir a Jesus que desse um jeito de o irmão dividir com ele a questão financeira.
Sabemos que o dinheiro é o “senhor” deste mundo, é o senhor das situações e relações. O dinheiro aproxima as pessoas por interesse e também as repele quando não tem mais interesse. Com dinheiro, as pessoas se compram, vendem-se, comercializam-se; as pessoas se tornam mais importantes quando têm mais dinheiro, e perdem total importância quando não o têm mais. Deixamos a nossa vida ser movida justamente por aquele que é o senhor deste mundo.
O Evangelho está dizendo hoje: cuidado contra todo tipo de ganância. A vida do homem não consiste nos bens que ele possui.
Podemos passar a vida toda alimentando a ganância do ter e possuir, e quando achamos que possuímos, que juntamos e acumulamos, a vida nos é tirada. E nenhum centavo do que juntamos restitui a nossa vida nem nos dá a vida eterna, a não ser que o dinheiro que tenhamos ganhado honestamente tenha sido usado para promover o bem e a caridade.
Se deixarmos a nossa vida ser movida somente pela ganância, a própria vida vai nos roubar quando menos esperarmos.
A morte não avisa quando vem; e quando ela vem, leva-nos mesmo! Quando formos nos apresentar diante do Senhor da nossa vida, nenhum dos bens materiais que acumulamos nos dará lugar na eternidade, pelo contrário, veremos uma multidão de pobres, aqueles que, nesta vida, não possuíram nada, cuidando das entradas do Céu.
Acumulemos os verdadeiros tesouros desta vida, trabalhemos, apliquemos, vamos dar o melhor de nós, mas que a ganância nunca seja o carro-chefe dos nossos impulsos, mas sim o amor, a caridade, o desprendimento e a generosidade. Assim, nosso coração vai ter paz para viver e também morrer.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Deixemo-nos conduzir pelo Espírito Santo

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

 

Quando nos deixamos conduzir pelo Espírito, levamos amor naquilo que fazemos, levamos amor com mansidão, bondade e brandura

“Porém, o fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência. Contra estas coisas não existe lei” (Gl 2,22-23).

Hoje, queremos crescer na nossa vida, no Espírito. Quando não cultivamos a vida no Espírito, as obras da carne crescem em nós, vivemos num mundo de contendas, disputas, rivalidades, as pessoas se colocando umas contra as outras. Corremos o sério risco de perdermos o espírito cristão, aquele que é impulsionado pelo Espírito Santo, não pelo nosso espírito nem pelo nosso interior, pela raiva, a ira, o ressentimento ou a mágoa.
Nos tempos em que estamos vivendo, quantos estão deixando de cultivar e mover-se pelo espírito do ódio. O ódio destrói as vísceras do nosso ser e faz de nós pessoas racionais.
Deixemo-nos conduzir pelo Espírito, porque, quando nos deixamos conduzir por ele, os frutos dele se manifestam em nossa vida: a mansidão de coração, a paz que transmitimos àquilo que fazemos e falamos.
Quando somos conduzidos pelo Espírito, conseguimos nos controlar, conseguimos controlar a nossa ira, a nossa raiva e as coisas que estão agitadas dentro de nós. Quando nos deixamos conduzir pelo Espírito, levamos amor naquilo que fazemos, levamos amor com mansidão, com bondade e brandura. Transmitimos a graça de Deus nas situações mais conflitosas e desesperadas do mundo, porque é o Espírito que age em nós.
Não podemos imaginar que o fruto ou a ação do Espírito esteja somente na pessoa que ora em línguas, que profetiza, faz milagres e opera curas. A ação do Espírito é coração transformado, é coração produzindo frutos que edificam a vida cristã onde quer que nós estejamos, por isso sejamos cristãos que produzam verdadeiros frutos no Espírito.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A cura pela Palavra de Deus

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

É pela fé que somos curados

“Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e curar todo mal e toda enfermidade” (Mt 10,1). Quando Jesus envia Seus discípulos em missão, Ele já lhes confere o poder, porque sabe da importância de um homem curado do corpo e da alma.
A primeira cura que Jesus faz na Bíblia é a libertação de um homem possesso de um demônio. O Senhor ordena que esse demônio se retire daquele homem. Então, o inimigo, imediatamente, obedece a Jesus e vai embora.
A cura pela Palavra de Deus
Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Na Bíblia, a segunda cura que Jesus faz – e Ele atribui isso a um milagre – é a cura da sogra de Pedro, que estava com febre. Ao ser curada por Jesus, ela, imediatamente, começa a servir ao Senhor.
Se nós fizermos todo um acompanhamento da vida de Jesus, a última cura que Ele faz é curar o cego que estava no caminho de Jericó, quando o Senhor ia para Jerusalém passar pelo suplício do madeiro da Cruz, onde Ele libertou toda a humanidade escrava do pecado e de satanás.

Cura

Aqui, é importante lembrarmos por que a cura tem de acontecer: Jesus faz questão de associar toda doença, todo mal físico a um demônio. E Ele dirá que, ao ser liberta do demônio, a pessoa também é curada de todo mal físico e de toda a opressão espiritual. É impressionante como Jesus gostava de mostrar, na Bíblia, que a cura é natural quando invocamos o Seu nome. Ela é natural quando temos fé, e é pela fé que somos curados.
A Palavra de Deus também vai nos advertir para que não se pense que alcançaremos alguma coisa sem ter fé (cf. Tg 1,6-7). Então, se você está doente, precisa de um sinal, de um milagre de Deus, é pela fé que isso acontece.

É necessário deixar a vida velha para trás

Quando Bartimeu, no meio do caminho, começa a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”, o Senhor manda chamar o cego. No meio daquela multidão, o único que enxergou Jesus foi o cego, e isso é um grande sinal de fé. A fé daquele cego foi o que fez com que Jesus o chamasse. O homem deu um salto e deixou a capa. O que significa, aqui, “deixar a capa”? É deixar a vida velha, é deixar a vida de pecado. Bartimeu deixou toda aquela vida de maldições que herdou, já desde o ventre materno, para seguir Jesus. E quando ele chegou diante do Senhor, seus olhos estavam abertos e ele estava curado.
Quando Jesus chega diante daquele paralítico, à beira da piscina de Siloé, pergunta a ele: “O que você precisa?”. O paralítico responde: “Estou aqui esperando ser curado, esperando o anjo passar e a onda na água acontecer, para que eu possa mergulhar e ficar curado da minha paralisia”. Mas como ele iria pular na piscina se os outros sempre antes que ele entravam naquela água? Então, Jesus diz: “Vai, toma a tua maca. Tu estás curado”. Jesus faz questão de curá-lo, porque sabe que, uma pessoa que caminha tem de entender que ela precisa caminhar livre de todo mal físico e espiritual.

Fonte: Canção Nova

Valorização da vida - O ser humano é uma obra-prima das mãos de Deus

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Deus nos mostra a sacralidade da vida humana

O ser humano é obra-prima das mãos de Deus, pois cada pessoa é querida pelo Criador. Ensina o salmista que nós fomos tecidos por Deus no ventre de nossa mãe (cf. Sl 138, 13). Ele nos mostra, desse modo, o carinho de Deus ao nos criar. Como somos tecidos no seio materno, o ventre torna-se um lugar sagrado, lugar de vida e não de morte. É um jardim onde a vida floresce; jamais pode ser um cemitério onde a vida é desfeita.
O autor do livro do Gênesis, de forma poética, descreve como o homem foi criado por Deus. Todas as coisas criadas não tem um arquétipo, são criadas “segundo a sua espécie” (Gn 1,21; 24;25). Por sua vez, o ser humano se distingue desta realidade, Deus o fez olhando para si mesmo, isto é, sua própria imagem e semelhança (cf. Gn 1,26). Logo, a dignidade do ser humano é superior a todas as outras coisas criadas.
O-ser-humano-é-uma-obra-prima-das-mãos-de-Deus
Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Um outro aspecto que pode ser visto é que todas as coisas criadas são postas no mundo; o ser humano, por sua vez, além de ser colocado no mundo, pode dominar o que nele existe. “Os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todos os animais selvagens e todos os animais que se movem pelo chão”. (Gn 1, 26-27). O domínio sobre a criação faz com que o homem participe da glória de seu Criador. O homem, enquanto imagem de Deus, é seu representante.

Valorização da vida

Portanto, a vida humana é sagrada e inviolável. São João, no seu Evangelho, diz sobre a missão de Jesus para com a humanidade: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância (Jo 10,10). A partir dessas palavras de Cristo, entendemos que ninguém tem o direito de atentar contra a vida de ninguém, sobretudo, dos inocentes. A vida deve existir sempre de forma abundante.
Precisamos superar essa visão equivocada do mundo atual, onde o deus-dinheiro tem tido mais valor que a pessoa humana. Assim como o bem-estar da mulher tem valido mais do que a criança que ela carrega em seu ventre. Isso mostra uma inversão total de valores, e por esse motivo o ser humano tem sido, até mesmo, descartado.
Esse descarte do ser humano é fruto de uma compreensão equivocada do valor da pessoa. Ninguém pode ser substituído, assim como nenhum ser humano é mais importante que o outro. Cada vida é única, exclusiva e insubstituível. Cada pessoa possui valor próprio, pois é criada pelas mãos de Deus.
Partindo do princípio que o ser humano é obra-prima das mãos de Deus, ele é, portanto, o que de mais nobre e valioso existe no universo. Somente conhecendo o verdadeiro valor de cada pessoa é que seremos capazes de nos valorizar, assim como, dar o devido valor aos demais. Esta consciência é fundamental para defendermos a vida desde a concepção a sua morte natural.

Sacralidade da vida humana

Vivemos numa sociedade, não raramente doente e adormecida, diante do valor da vida. As pessoas, muitas vezes, são valorizadas não pelos que são em si, mas sim pelo papel que desempenham na sociedade. Isso é absurdo! Pois ninguém deve ser valorizado, em primeiro lugar, pela função que exerce na sociedade, pelo seu poder aquisitivo, pelo tanto de dinheiro ou privilégio que possui. Sem faltar com o devido respeito pela sua profissão e posição social o valor e o respeito que antecede é o de ser pessoa. A pessoa é sempre o mais importante! Quem compreender essa lógica jamais será desrespeitoso com quem quer que seja.
Vivemos em uma época onde o óbvio precisa ser explicado. Por isso mesmo, a necessidade de falarmos sobre a beleza, o valor e sacralidade da vida humana. Ela que deveria ser protegida, tem sido ameaçada. Cabe a todos, porém, em primeiro lugar, a nós cristãos salvaguardar o maior dom de Deus, a vida, em particular, dos inocentes que ainda não nasceram.
O ser humano é obra-prima das mãos de Deus. A vida humana é sagrada e inviolável. É por isso que, mesmos nadando contra a correnteza, não podemos desanimar e muito menos desistir. Precisamos caminhar com a esperança e certeza, como afirma São João Paulo II, que a vida vencerá, “sim, a vida vencerá, porque do lado da vida estão a verdade, o bem, a alegria e o verdadeiro progresso. Do lado da vida está Deus, que ama a vida e a doa em abundância” (Dignitas Personae, n. 3).

Fonte: Canção Nova

Na oração, encontramos a comunhão com Deus

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

 

Só na oração encontramos a comunhão com Deus, para andarmos na presença d’Ele todos os dias

Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: ‘Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos’” (Lucas 11,1).

Hoje, quero pegar a humildade desse discípulo de Jesus e, como discípulo que também sou, suplicar: “Senhor, ensina-me a rezar, pois, muitas vezes, não o sei fazer”.
Jesus passava horas em oração, fazendo comunhão e comunicação com o Pai. Hoje, Ele está nos ensinando que a oração não é outra coisa senão ter comunicação e comunhão com Deus. Pena que muitos de nós centramos a oração na repetição de palavras, e essa oração, muitas vezes, não nos coloca em comunhão com Ele. Ainda que as palavras nos ajudem a expressar aquilo que precisamos rezar, a oração é feita da boca para fora, porque o coração está bem longe do Senhor. A oração é feita com o corpo inteiro, com a vida inteira.
Na oração, precisamos estar inteiros, sermos filhos e Ele o Pai, por isso a oração é sempre clamando: “Pai nosso”, porque Ele é o Pai de todos nós. Quando oramos, não vamos primeiro pedir e suplicar, mas glorificar nosso Deus, colocar-nos na presença d’Ele para amá-Lo, para ficarmos no colo d’Ele, para nos comunicarmos com Ele e comungarmos do Seu amor. É assim que precisamos aprender a rezar a cada dia. Antes mesmo de começar, um dos discípulos de Jesus disse: “Senhor, ensina-nos. Que teu Espírito venha em nosso socorro, em nosso auxílio e nos ensine a rezar, ensine-nos a exaltar o nosso Pai, a pedir que o Reino d’Ele aconteça em nosso meio.
Não precisamos de mais nada em nossa vida além do Reino de Deus acontecendo aqui e agora. O que vamos pedir a Deus? Só precisamos que o Reino d’Ele esteja aqui, que o seu nome seja exaltado, glorificado, e que Ele perdoe os nossos pecados e nossos erros, nossas fraquezas e ofensas. Não podemos deixar de suplicar: “Livra-me do maligno. Liberta-me das tentações persistentes: tentações nos pensamentos, nos sentimentos, tentações que nos levam a sucumbir no mal”.
Só na oração encontramos a comunhão com Deus, para andarmos na presença d’Ele todos os dias. Por isso, eu termino pedindo: “Senhor, ensina-me a rezar, porque preciso, a cada dia, estar em comunhão contigo”. 

Deus abençoe você!

O essencial para um servo é amar o Senhor

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O essencial jamais nos será tirado; pelo contrário, o essencial nos constrói, refaz e redimensiona-nos

Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lucas 10,41-42).

Quando escutamos o Evangelho das irmãs Marta e Maria, sempre achamos que Maria era a calminha e Marta totalmente agitada. A verdade é que as duas eram amigas e discípulas de Jesus Cristo, mas Marta era a dona da casa, e cuidava dela para receber Jesus. Marta era, de fato, atarefada, agitada e não sabia ficar quieta. Não se trata de apenas de ficar quieta nos afazeres, mas, sobretudo, é deixar o coração aquietar-se. Marta tinha dificuldade até para se colocar na presença de Jesus e escutá-Lo.
Pessoas muito atarefadas são agitadas e, mesmo que não tenham muitas ocupações, deixam as ocupações tomarem conta do seu coração. Quando o coração se agita e fica com todas aquelas perturbações, ele não se ocupa do essencial.
Há uma lista de prioridades na nossa vida, mas o essencial para um servo do Senhor é amá-Lo. Com o coração tão repleto, tão cheio de amores, coisas e ocupações, como podemos nos ocupar do essencial? Esvaziando-nos de tantas coisas, de tantas preocupações e tensões, de tantos medos e temores, e focando o nosso coração no Senhor. 
O essencial jamais nos será tirado; pelo contrário, o essencial nos constrói, refaz e redimensiona-nos. Precisamos amar a Deus de todo coração.
A grande tentação dos tempos chama-se ansiedade de se agitar, de viver tenso com as situações da vida. Desprenda-se, respire fundo, acalme a alma e o coração, fixe o olhar em Jesus, fixe os pensamentos n’Ele e deixe que o Senhor e Mestre acalme o coração do discípulo, para que este esteja sempre colado no coração do Mestre.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Usemos de misericórdia para com o próximo

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Em um mundo cercado de misérias como o nosso, estamos ficando mais miseráveis, porque não sabemos usar de misericórdia para com o próximo

“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Ele respondeu: ‘Aquele que usou de misericórdia para com ele’. Então Jesus lhe disse: ‘Vai e faze a mesma coisa’ (Lucas 10,36-37).

Uma das passagens mais belas das Sagradas Escrituras nos ensinam, de forma muito bela e, ao mesmo tempo, com uma reflexão muito profunda quem é o nosso próximo. São três pessoas religiosas, sejam eles os sacerdotes, os levitas ou os samaritanos e, diante desses três, um homem está caído à beira do caminho; ele foi assaltado, roubado e tido como morto à beira da estrada.
Cada um tinha suas ocupações e preocupações; e quando estamos ocupados e preocupados com a nossa vida, não temos tempo para quem está caído, para quem está prostrado, com problemas e dificuldades. Até quando estamos ocupados com as coisas de Deus, com as reuniões, os trabalhos e aquilo que devemos fazer, não temos tempo de nos ocupar com os que estão caídos à beira da estrada.
É incontável a multidão que está caída à beira da estrada. São jovens que estão prostrados por causa das drogas, são pessoas que estão caídas e prostradas por causa da depressão e por tantas enfermidades emocionais, são muitos dos nossos que estão doentes e enfermos nos leitos dos hospitais, em nossas casas e famílias.
Não podemos negar a grande quantidade de indigentes e famintos, pessoas que não têm o que comer, onde dormir e estão passando as mais diversas necessidades que um ser humano pode suportar. O que fazer? A humanidade está carente de bons samaritanos. Todo cristão deveria ser um bom samaritano, mas, muitas vezes, o nosso ser cristão está mais para o levita e o sacerdote do Evangelho de hoje. Demasiadamente ocupados com as nossas coisas, não temos tempo para cuidar dos próximos de nós e nem dos próximos que estão à beira do caminho.
Somos seletivos até para amar, amamos quem queremos e não amamos quem o Evangelho nos ordena amar. É preciso refletir sobre o Evangelho que escolhemos viver ou o Evangelho que pretendemos viver.
Quem é o nosso próximo? É aquele que usamos de misericórdia para com ele. Em um mundo cercado de misérias como o nosso, estamos ficando mais miseráveis do que o mundo, porque não sabemos usar de misericórdia para com o nosso próximo. Que o Senhor nos converta!

Deus abençoe você!

Fonte:  Canção Nova

Precisamos ganhar almas para o Reino de Deus

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

 

Quando vamos anunciar o Reino de Deus, precisamos ganhar almas para Jesus, pessoas para o Reino de Deus

Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’” (Lucas 10,4-5).

Os discípulos de Jesus levavam o Reino de Deus a todos os lugares. E como precisamos levar o Reino para as nossas casas, famílias, povoados, grandes cidades, para as metrópoles e a zona rural! O Reino de Deus tem que ser anunciado. Mas como anunciá-lo? Com desprendimento e sem preocupações humanas. Que preocupações humanas são essas? São aquelas da nossa humanidade, que está sempre tensa com as coisas. “O que vou conseguir? O que vou fazer?”
Quando anunciamos o Reino de Deus, ocupamo-nos com ele e não com as coisas materiais nem com as vantagens que vamos levar. Quando anunciamos o Reino, precisamos ganhar almas para Jesus, pessoas para Ele. Não há nada que se compare a uma alma convertida e evangelizada. Por isso, anuncie com desprendimento, tenha tempo na sua vida para anunciar o Evangelho.
Se o coração precisa estar desprendido, o que vamos levar para a casa ou para as pessoas ao anunciarmos o Reino de Deus? Levamos a paz. Em qualquer casa que entrarmos, dizemos: “A paz esteja nesta casa!”, porque as casas do mundo inteiro estão necessitando de paz. O que entra pela televisão e pelas redes sociais, o que entra no meio em que estamos, são os conflitos, as guerras, disputas e os desentendimentos por qualquer coisa.
Quem é de Deus promove a paz, faz a paz acontecer. Pode ser que você não saia da sua casa para ir pessoalmente à casa de outra pessoa, mas, hoje, no mundo em que estamos das redes sociais e os vários mecanismos para se evangelizar, como televisão, rádio e internet, precisam promover a paz.
Se você é um homem e uma mulher de Deus, não promovam a guerra, porque não é com guerra que levamos o Reino de Deus. Não coloquem as pessoas umas contra as outras, não promovam acusações. Sejam, de fato, promotores da paz. Desprendam-se de si mesmos, das suas convicções, opiniões políticas e partidárias, desprendam-se daquilo que vocês acham ser certo ou errado do outro. Tenham, no coração, a paz verdadeira, a paz que vem do coração de Deus.
Não há dom maior que possamos oferecer ao outro do que a paz que vem de Deus. Onde quer que entremos com uma mensagem, com um link que enviamos, com o que temos para enviar ao outro, enviemos, sobretudo, a paz; e não promovamos a guerra.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Seguir Jesus é uma condição de amor

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Para seguir Jesus é preciso ter disposição de alma, de coração e vontade

“Enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: ‘Eu te seguirei para onde quer que fores’” (Lucas 9,57).

As pessoas pelo caminho desejavam seguir Jesus, e nós, hoje, também desejamos segui-Lo. Jesus deseja que nós O sigamos, que sejamos Seus discípulos, que trilhemos o caminho da salvação, mas O seguir é uma condição de amor. Somente amando muito Jesus, amando-O, de todo o coração, podemos segui-Lo de verdade.
Não dá para seguir Jesus somente gostando d’Ele, não dá para segui-Lo tendo apenas consideração por aquilo que Ele diz ou aquilo que a Sua vida significa. Para seguir Jesus, é preciso ter disposição de alma, de coração e vontade.
O seguimento de Jesus é o mais amoroso, mas é exigente. De onde vêm as exigências? Elas vêm da nossa própria natureza, que precisa se desprender para segui-Lo. Se estamos presos a nós, às nossas coisas, de fato, não conseguiremos O seguir de todo coração. As desculpas e ocupações serão várias! Precisamos cuidar de muitas coisas, cuidar da nossa casa com responsabilidade, cuidar daquilo que são as nossas tarefas e obrigações na vida. Façamos com que aquilo que realizamos seja feito como sinal e entrega a Jesus de toda nossa vida.
Seja você pai e mãe, seja você jovem chamado para o seguimento mais radical de Jesus, saiba que, para segui-Lo, em qualquer situação, é preciso ter desapego. Quem é apegado a si e às suas coisas, quem é apegado às pessoas e ao que tem não consegue seguir Jesus, pois se prende às coisas pequenas e mínimas da vida. Mas as coisas passam, as pessoas também, e só fica aquilo que amamos com o coração desprendido. Até as pessoas precisamos amar – os pais amarem seus filhos, o esposo amar a sua esposa e assim por diante –, com um amor intenso, mas desprendido, porque, se não for desprendido, o coração sofre muitas penúrias.
Para seguir Jesus é preciso ter determinação. Não podem colocar a mão no arado, e, quando aparecem problemas e dificuldades, dizermos: “Eu deixo os meus compromissos com o Senhor, e quando der, eu volto”. Para seguir Jesus é preciso ser determinado, é preciso colocar as duas mãos no arado e não ficar olhando para trás.
Para seguir Jesus é necessário perseverar, e a perseverança é a qualidade dos fortes, para aqueles que têm fortaleza de alma, porque começar é fácil, mas seguir e prosseguir até o fim é só com determinação no coração de amar Jesus com toda a vida. Sigamos os passos do Senhor, porque somente Ele tem palavras de vida eterna para todos nós.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Dia do Anjo da Guarda - Rezemos sempre a oração aos Santos Anjos da Guarda

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Consagre o seu dia ao Anjo da Guarda

Este dia 2 de outubro é consagrado pela Igreja ao culto dos Santos Anjos da Guarda.
Deus, em Sua misericórdia, atribui a cada homem um anjo, que o acompanha em todos os passos da vida, reza por ele, protege-o contra os perigos do corpo e da alma, mas, infelizmente, a maior parte dos homens não se beneficia devidamente desse celeste protetor.

Rezemos a oração ao Anjo da Guarda

Rezemos, a cada dia, ao nosso Anjo da Guarda a tradicional oração: ‘Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém’.

O Reino dos Céus pertence aos pequenos

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Precisamos ser pequenos, porque o Reino dos Céus não é dos grandes, dos poderosos ou dos que muito sabem

Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”. (Lucas 9,48).

Os discípulos de Jesus estavam discutindo pelo caminho quem era o maior entre eles. A pretensão do coração humano levado pelo orgulho, pela soberba, pelos sentimentos de grandeza é prevalecer-se sobre os outros.
As pessoas estão disputando cargos, importâncias, e essas disputas vêm nas conversas, nas falas, nas trocas de acusações que há nas redes sociais e em todos os lados. É gente querendo saber mais, querendo ter toda a razão, todo o conhecimento e achando que sabem mais que todo mundo.
O que diz Jesus diante de tantas disputas e discussões sobre quem é maior, quem sabe mais e pode mais? Primeiro, Jesus se cala, Ele não entra em discussões, acusações, brigas, onde um se coloca acima do outro, porque a razão estará no coração que sabe escutar. Quando as pessoas brigam e discutem, tornam-se incapazes de escutar o outro.
Segundo, no silêncio, Jesus se refugia nas crianças, porque ninguém dá atenção para elas. A criança é um ser que vamos imaginar que nunca sabe nada, mas, na simplicidade e na minoridade delas, está a verdadeira sabedoria. Por isso, Jesus acolheu e abraçou a criança, para nos dizer que precisamos ser crianças, no sentido de que não precisamos ser os maiores, sabermos mais, sermos os mais importantes nem os mais considerados.
A humildade é o remédio que salva a humanidade, é o remédio que salva a nossa própria humanidade, decaída e corrompida pelos desejos mais egoístas. Uma criança, quanto mais criança for, mais pura e simples ela será.
Precisamos redescobrir o sentido da pureza, da simplicidade e da humildade. Não podemos ceder à guerra dos egos no mundo em que nós vivemos. Desgastamo-nos, brigamos uns com os outros, criamos disparidades, tendemos a criar divisões e confusões no meio de nós. Olhemos para uma criança, pois precisamos aprender com ela. Precisamos ser pequenos, porque o Reino dos Céus não é dos grandes, dos poderosos, dos que muito sabem, dos que se acham mais inteligentes e capazes. O Reino dos Céus é dos pequenos, é de quem tem a alma com a humildade de coração recheada com a mansidão do Evangelho.
Que Deus nos torne como as crianças, para podermos entrar no Seu Reino.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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