intimidade com Deus - A adoração a Cristo nos torna verdadeiros guerreiros

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Prefigurações do mistério da cruz, ato perfeito de adoração

“Como termo e ápice da vida terrestre de Jesus, o sacrifício da cruz é Sua obra por excelência, pela qual glorifica o Pai de maneira completamente única. Esse sacrifício representa a obra que realmente identifica os direitos soberanos que Deus tem sobre o homem e sobre toda a terra.”

Monte Moriá – sacrifício de Abraão

Um dos primeiros montes da Terra Santa citado nas Escrituras, o Moriá ficou conhecido como o Monte da Provação. Foi nesta elevação que Abraão levou seu filho único, Isaac, ao sacrifício por amor a Deus (Gn 22,2-18)
A Adoração a Cristo nos torna verdadeiros guerreiros
Foto ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com

Monte Moriá – sacrifício de Isaac

Foi também no Moriá que o Rei Salomão construiu o Templo de Deus. Hoje, o Moriá é conhecido como “Montanha das Lá- grimas”. Após a destruição do templo, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram seu exílio, o Muro das Lamentações.
No momento mesmo em que tudo parece correr bem na vida de Abraão, isto é, quando, depois de longa espera, pode ele, enfim, gozar da presença do filho da promessa, crescendo sob seus olhos, que quer Deus provar a fidelidade de seu amigo Abraão e assim, sondar-lhe os sentimentos do coração. Como poderia, pois, Deus contradizer-se e exigir que Isaac fosse oferecido em holocausto? Por que tal mudança na vontade de Deus, se Abraão nada fizera para merecer tal castigo?
“Pede Deus a Abraão que imole por Ele, unicamente por Ele, porque esta é a Sua vontade, aquilo que Abraão mais ama, que é mais intimamente ligado ao seu coração de homem, que dá pleno sentido à sua vida de patriarca, que constitui a esperança única de sua velhice, Isaac. Além disso, exige Deus de Abraão a força heroica de executar pessoalmente este sacrifício”.

Amizade com Deus

Deus quer que Sua vontade não seja apenas aceita com resignação; Ele quer, ao contrário, que Sua vontade seja aceita como a vontade de um amigo, que coopera livremente, ainda que o coração se sinta triturado no que tem de mais sensível, de mais íntimo e amável.
Somente Deus pode exigir de um amigo predileto tal holocausto, porque, de um lado, Ele é Deus; de outro lado, Autor da vida e da morte; e ainda de outro lado, o verdadeiro amigo de Deus, preferindo-O aos seus mais excelentes dons, torna-se, por isso mesmo, de tudo sacrificar, de tudo destruir, antes do que causar desprazer a Deus. Somente Abraão, como amigo predileto de Deus, é que podia aceitar semelhante vontade divina sem discutir, unicamente porque era a vontade d’Aquele que ele amava acima de tudo.
Sacrifício verdadeiramente interior, de três dias, que ele oferece a Deus na execução de Sua vontade. Esse holocausto interior de obediência é o do amigo que, em plena lucidez, em plena consciência, na obscuridade total da e no despojamento de uma esperança pobre, oferece a Deus seu tesouro vivo, justamente aquilo que, depois de Deus, ele mais forte e mais intensamente ama.

Atitude daquele que adora

O sacrifício do filho, pedido por Deus a Abraão, é inteiramente gratuito onde Deus exige de Abraão o seu único tesouro, oferecido sem reserva. O amigo de Deus deve, antes de tudo, oferecer interiormente o tesouro do seu coração. E se esta oferta interior é verdadeira, a Deus basta. Isaac foi restituído ao pai. À luz do sacrifício de Isaac no Monte Moriá compreendemos: 1. “Adorar é oferecer a Deus a pérola preciosa do nosso coração”; 2. Somente é capaz de realizar este ato de oferta quem é Amigo de Deus; 3. É necessário um caminho de lucidez e plena consciência da sua verdade interior; 4. Urge trilhar um caminho de conhecimento (experiência) de Deus por meio da oração. “À quem dá tudo, dá a Deus ainda mais”.
“Na adoração não mais me ocupo de mim mesmo, dos meus conflitos interiores, das minhas feridas, mágoas e dos meus problemas; mas, ao contrário, busco estar com os olhos fixos somente para meu Deus. Não me lembro mais de mim mesmo, porque Deus me tomou totalmente, porque, unicamente, ele é importante para mim, ele é o meu Senhor, o meu Salvador. O interessante é que, esquecendo-me de mim mesmo, torno-me presente para mim mesmo, torno-me verdadeiro, totalmente eu mesmo com tudo aquilo que está dentro do meu interior. Diante do Senhor não preciso de máscaras” (p.14).

Espírito Santo: amigo que revela os mistérios do Reino

(…) Nossa primeira atitude deve ser pedir o Espírito Santo e abrir o coração para que Ele nos ensine a falar com Deus. É Ele quem nos inspira a dizer palavras de gratidão ao Senhor. É ele quem nos faz tomar consciência do bem que o Senhor faz por nós. É ele quem nos convence do amor de Deus por nós. Quando vamos ao Senhor de coração sincero, o Espírito Santo organiza as coisas dentro de nós, pois nosso coração, na maioria das vezes, encontra-se agitado com muitos sentimentos, confuso, perdido e sem a intervenção do Espírito, que vem para ordenar e aquietar o nosso ser é impossível agradar a Deus. Só assim posso me tornar livre, voltar para Deus para amá-Lo por meio da oração” (p. 120).

“A disciplina gera santos” (D. Gambino)

(…) Nesta escola, é preciso disciplinar-se, pois “a disciplina gera santos” (D. Gambino). Para que a disciplina aconteça, é necessário que haja organização. Precisamos organizar a nossa vida em todos os sentidos: organizar nossa vida com Deus, nossa vida de trabalho, nosso interior, nossa casa. Enfim, faz-se necessário começar por essa retomada pela organização das mínimas às grandes coisas que envolvem a nossa vida. Na nossa vida nada deve ficar entulhado. A revisão de vida nos leva a uma maior intimidade com o Senhor, acalma nosso interior agitado, faz-nos perceber a ação da providência Divina em nossas vidas.” (p 112).

Fonte: Canção Nova

O cristão precisa compreender a fortaleza do amor de Deus por nós

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O amor de Deus por nós é infinito

Toda a vida cristã tem um centro: o amor.  São João Paulo II o explica incomparavelmente: “Ser cristãos não é, primeiramente, assumir uma infinidade de compromissos e obrigações, mas sim deixar-se amar por Deus”. E completa: “Quem quer que sejas tu, qualquer que seja tua condição existencial, Deus te ama. Te ama totalmente. Deus ama a todos sem distinção e sem limites. Nos ama a todos com um amor incondicional e eterno”.
Deus nos ama como somente Ele pode fazê-lo: infinitamente. Deus nos envolve, por amor, com Sua Graça, apesar de nossas negligências e imperfeições. Por mais indignos que sejamos, Ele nos inspira, ilumina nossos caminhos e se difunde em nossos corações. Novamente, São João Paulo II nos recorda que “o amor de Deus até os homens não conhece limites”, não se detém ante nenhuma barreira de raça ou cultura: é universal, é para todos. Só pede disponibilidade e acolhida; só exige um terreno humano para fecundar, feito com consciência honrada e de boa vontade”.
O cristão precisa compreender a fortaleza do amor de Deus por nós
Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

A plenitude do amor de Deus

O amor de Deus é tão grande, que se fez homem. Isso para algumas criaturas é impensável. Um Deus que se faz homem? Um Deus que, do estado de onipotência absoluta, reduz-se à pequenez de um ser humano? Deus fez por nós, mais do que podemos compreender. Há, por acaso no mundo, um amor assim, apesar dos nossos defeitos, faltas e ofensas?
Deus tem chegado até nós a extremos inesperados, ao grado de fazer-se homem para salvar-nos. Santo Agostinho disse que era tão grande a soberba humana que precisou da humildade divina para curar-se.
E o amor com amor se paga. O amor que Deus tem por nós é a saúde da alma. Uma alma sem amor está morta. Não podemos ver o Criador com tibieza enquanto Ele nos ama com tanto ardor. Se Deus nos ama, nos recorda São Bernardo, nós devemos amá-Lo, sabendo que isso nos faz felizes.

Mandamentos

O primeiro mandamento é amar a Deus com todo o coração, com todas as forças. Devemos consagrar a Ele todo pensamento, inteligência e o trabalho de cada dia. A medida do amor a Deus é amá-lo sem medida. Devemos desejar amá-lo mais. Quem não quiser amar a Deus mais do que Ele ama, de nenhuma maneira cumprirá o preceito do amor. Dizia o Beato José Maria: “Senhor: que tenha peso e medida em tudo… menos no Amor” (Caminho, n. 427).
O homem nunca pode amar a Deus tanto como Ele deve ser amado, porque Deus é infinitamente amável. Devemos pedir a Deus que nos deixe conhecê-Lo, para amá-Lo profundamente, que nos deixe vê-Lo em todas as coisas.
Só Deus basta para acalmar nossos desejos. “Deus é maior que o nosso coração” (1 Jo 3, 20). Por isso, diz Agostinho no Livro Primeiro das Confissões: “Senhor, nos tem feito para Ti e nosso coração está intranquilo até que descanse em Ti”.
Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina os dois mandamentos fundamentais: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo. E todos sabemos o quanto é difícil amar aos que nos ofendem.
João Paulo, nos expõe maravilhosamente: “A algumas pessoas é fácil amá-las; a outras, é difícil: não são simpáticas, nos tem ofendido ou feito mal; somente se amo a Deus na seriedade, chego a amá-las enquanto filhas de Deus e porque Ele me ordena. Jesus tem fixado, também, como amar o próximo, isto é, não somente com o sentimento, mas com os fatos: (…) tive fome na pessoa de meus irmãos pequeninos, tens me dado de comer? Me visitastes quando estava enfermo?”.

Amamos ao próximo por Deus, porque quem ama a Deus, é inevitável não amar ao próximo

Santa Teresa de Lisieux explica: “Entendi que somente o amor é que impulsiona… se faltasse este amor, nem os apóstolos anunciariam o Evangelho, nem os mártires derramariam seu sangue. O amor encerra em si todas as vocações, o amor é tudo, abarca todos os tempos e lugares: o amor é eterno. Então, cheia de alegria transbordante ‘Oh, Jesus, meu amor, por fim tenho encontrado minha vocação: minha vocação é o amor!'”.
No mais, o amor defende-nos das adversidades. O sofrimento, o abandono, a contradição, quando se levam pelo amor, cobram um sentido totalmente diferente. Até os reveses e dificuldades passageiros para aquele que ama.
“Tudo o que é difícil, que pode ter nos mandamentos, faz-se conduzido pelo amor. O que o amor não faz? Veja como trabalham os que amam; os que padecem não sentem, redobrando seus esforços ao tom das dificuldades”, nos recorda Santo Agostinho.
“Em vossas dificuldades, nos momentos de prova e desalento, quando parece que toda dedicação está como vazia de interesses e valores, tenha presente que Deus conhece vossos afanes! Deus os ama um por um, está perto de vós, os compreende! Confiai Nele e, nesta certeza, encontrai a coragem e a alegria para cumprir com amor e com gozo vosso dever!” (São João Paulo II).

Vida de santidade

O amor conduz à felicidade. Só aos que o tem, Ele lhes promete a bem-aventurança eterna. E, sem Ele, tudo mais tem resultado insuficiente. O amor produz no homem a perfeita alegria.
Voltemos a encontrar o caminho que leva a Deus. Não a um deus qualquer, mas ao Deus que tem se manifestado Pai no rosto amabilíssimo de Jesus de Nazaré. Recordemos o abraço terno e afetuoso do Pai quando volta a encontrar o filho “pródigo”. Se deixarmo-nos encontrar por Ele, nosso coração falará de paz. Será fácil responder ao Seu amor com amor. Para entender, basta pensar em Jesus sobre a Cruz e no ladrão crucificado com Ele, ao lado d’Ele. Jesus lhe garantiu: “Hoje, estarás comigo no paraíso!”.
Provavelmente, não há quem ame mais no mundo do que uma mãe. Nos encontremos com a Santíssima Virgem e peçamos a Ela que nos ensine a amar mais o Seu Filho. Ela o teve entre os braços, quando nasceu em um presépio e quando O desceram da Cruz. Maria, modelo perfeito do Amor a Deus, nos mostrará o caminho para entregar, por inteiro, nosso coração a Deus.

Ano do Laicato - Documentário: 'Leigos, protagonistas de uma Igreja em saída'

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Documentário apresenta histórias de pessoas a serviço do bem ao próximo

“O amor é sempre um compromisso para com os outros, porque o amor se vê nas obras, não nas palavras”, publicou Papa Francisco no 15 de julho deste ano em seu Twitter.
Em seu Pontificado, Papa Francisco tem reiterado o convite para uma Igreja em missão, tendo em vista que é considerada ‘Igreja’ não só aqueles que estão à frente de serviços pastorais, mas todos os que comungam da cristã. 
O termo “leigo” deriva do Latim “laicus“, cuja origem vem do Grego “laikós“. É considerado leigo todo aquele que não recebeu ordens sacras, mas participam de atividades em prol do bem ao próximo.

Leigos: protagonistas de uma Igreja em saída

Em busca de histórias de pessoas comuns que façam o bem ao próximo, o Portal Canção Nova produziu um documentário com três personagens que narram suas histórias e os desafios enfrentados pela prática do bem.
José Antônio Resende, 59, é servidor público na cidade de Aparecida (SP) e dedica parte de seu tempo a trabalhos voluntários como visitar pessoas enfermas e financeiramente desfavorecidas, atuando também como Ministro da Eucaristia.
Aposentada, Rosi Figueiredo, 70, dedica-se ao trabalho voluntário com crianças em vulnerabilidade social.
Já a jornalista Julia Beck, 24, é coordenadora do Movimento de Cursilhos de Cristandade, da cidade de Lorena (SP), e relata o trabalho de evangelização realizado com jovens.
O documentário conta com a participação da psicóloga Juliana Albuquerque, que apresenta os efeitos gerados por atitudes positivas na dimensão humana e nos relacionamentos interpessoais.
Professor Felipe Aquino aprofunda seus conhecimentos ao explicar o posicionamento da Igreja perante a vocação leiga e a importância do serviço leigo na construção de uma sociedade com valores e princípios cristãos.


O documentário foi produzido em dois meses, e contou com uma equipe de produção composta por três jornalistas, três cinegrafistas, um fotógrafo, dois editores e um diretor.
Leia mais: .: A missão dos leigos na Igreja .: Deus chama todo homem à santidade .: O exercício da caridade .: O exato dever da caridade

Ano do Laicato

Ao encontro do chamado de Papa Francisco, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil instituiu, em  2017, o Ano do Laicato.
Com o tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”,  o Ano do Laicato tem como objetivo geral estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas como “sal, luz e fermento” na Igreja e na sociedade.
O calendário cristão dedica um dia para os leigos. O Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas é comemorado na Festa de Cristo Rei desde 1991.
Os fiéis leigos têm como vocação própria buscar o Reino de Deus, iluminando e ordenando as realidade temporais segundo Deus.

Por João Paulo Santos e Letícia Barbosa

Fonte: Canção Nova

Tenha a coragem de abrir-se ao amor incondicional de Deus

terça-feira, 28 de agosto de 2018

O amor de Deus

É comum, nos tempos de hoje, dúvidas do tipo: “Deus é uma força? É uma natureza? É cada um de nós? Quem é Deus?”. Deparamo-nos com caricaturas d’Ele criadas pelo próprio homem; com isso, muitos caminham acompanhados por falsos deuses e se afastam da esplêndida experiência de conhecer profundamente o verdadeiro Deus e Seu amor. Ele nos ensina, por meio das palavras do profeta Oseias: “Eu quero conhecimento de Deus e não holocausto”. É exatamente na Palavra o lugar por excelência para conhecer melhor o Senhor.
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Foto ilustrativa: Daniel Mafra / cancaonova.com
O Livro Sagrado nos revela os anseios do coração de Deus (conf. Pr 23, 26); os mandamentos d’Ele (cf. Mc 12, 30-31); Suas promessas para nós (cf. Mc 9,37). Em I João 4,8, deparamo-nos com a definição mais perfeita sobre Ele: “Deus é amor”.

Amor incondicional

Pode parecer vago ou até muito relativa a afirmação de que “Deus é Amor”, mas essa afirmação não se encerra em si, trata-se de um convite para embarcar em uma grande aventura. Se pararmos no texto da primeira carta de São João e, a partir dela, pensar que já descobrimos quem é Deus, corremos o risco de viver no relativismo, pois se Deus é amor e isso basta para entendê-Lo, vou defini-Lo segundo a minha visão do amor. Frequentemente, a definição que se tem do amor é imatura e egoísta, ou seja, não é verdadeiramente o Deus/Amor conforme nos aponta São Paulo em Coríntios 13,1-13.
A declaração de João – “Deus é amor” – é um convite do Senhor a um caminho de descoberta. Ele deseja que nos aventuremos nessa jornada em busca do amor, porque só conhecendo profundamente o que é o amor, conheceremos quem é Deus.
“O amor me explicou todas as coisas”. Essa frase célebre de São João Paulo II expõe a experiência profunda que, ainda na sua juventude, ele fez com o amor de Deus. O santo, durante sua vida, buscou revelar ao mundo a beleza que é aventurar-se no amor do Pai. E é exatamente isso que a afirmação “Deus é amor” nos porta: um convite a trilhar uma aventura esplêndida de conhecimento do Senhor e conhecimento pessoal.

A Palavra nos direciona

O livro Imitação de Cristo, na página 206, define os efeitos que essa aventura traz para o homem: “Quem ama corre, voa, vive alegre, é livre e nada o embaraça”. E ainda: “Só quem ama é que pode compreender a voz do amor”. Sim, o amor tem voz, tem vontade, tem gestos, por que Deus é amor. É impossível conhecê-Lo de outra forma que não seja pelo amor, é impossível conhecer o verdadeiro amor se não o conhecermos em Deus.
É uma grande aventura repleta de conhecimento e descobertas, onde tocamos em um Deus amor e no amor de Deus. Não se trata somente de um jogo de palavras, é uma máxima que a Bíblia nos revela; mais ainda, diria que é uma direção que a Palavra de Deus nos aponta.
O homem que não experimenta o amor de Deus torna-se incapaz de amar verdadeiramente. Aqui tratamos de uma experiência concreta de amor filial, que só na presença do Senhor podemos tocar. No livro de Isaías, no capítulo 49, o autor sagrado faz uma comparação do amor de Deus com o amor de uma mãe por seu filho: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca”.

Amor incondicional

“Eu não o esqueceria nunca”. É assim que o Senhor nos ama, um amor eterno (cf. Jeremias 31,3). Um amor concreto, que se manifesta no dia a dia, que nos conduz nos momentos de trevas e nos auxilia nas tribulações. A grande ausência que se manifesta na atualidade é a ausência do amor de Deus; não porque Ele parou de nos amar, mas porque nós não encaramos a aventura de conhecer esse território do amor.
O Senhor nos criou para o amor e Seu desejo é nos conduzir pelas vias do amor. Diante de tantos discursos de ódio, divisões, brigas pelo poder e destruição da dignidade do homem, Ele quer que Seus filhos experimente com mais e mais clareza o amor, uma energia que nos leva adiante, mesmo com diferenças; é a ponte que liga as pessoas, mesmo com discordâncias.
O Senhor nos convida, hoje, a irmos mais adiante nessa jornada de conhecimento do amor. É uma jornada em direção a Ele, em direção ao nosso próximo e a nós mesmos. Só conhecendo profundamente o amor do Pai conheceremos Deus, conheceremos a nós mesmos e, enfim, contribuiremos para uma sociedade justa e unida. Abra-se ao amor.

Fonte: Canção Nova

Papa preside Missa de encerramento do Encontro Mundial das Famílias

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Papa reiterou pedido de perdão por abusos cometidos por membros do clero na Irlanda e deixou palavras de encorajamento às famílias de todo o mundo

Jéssica Marçal Da Redação
Papa Francisco na Missa deste domingo, 26, no encerramento do Encontro Mundial das Famílias / Foto: REUTERS/Hannah McKay

O Papa Francisco presidiu neste domingo, 26, a Missa de encerramento do 9º Encontro Mundial das Famílias, que é realizado em Dublin, na Irlanda, desde a última terça-feira, 21. O Santo Padre deixou às famílias palavras de encorajamento, convidando-as a “partilhar o Evangelho da família como alegria para o mundo”.


No momento do ato penitencial, o Papa reiterou o pedido de perdão diante dos casos de abusos (de poder, de consciência e sexuais) cometidos por membros do clero na Irlanda. Ontem, o Papa se encontrou com oito sobreviventes desses abusos e, recorrendo ao que as vítimas lhe disseram, quis colocar diante da misericórdia do Senhor esses crimes e pedir perdão por isso.
“Pedimos perdão pelos abusos na Irlanda, abusos de poder, de consciência, abusos sexuais por parte de membros qualificados da Igreja. De maneira especial, pedimos perdão por todos os abusos cometidos em vários tipos de instituições dirigidas por religiosos e religiosas e outros membros da Igreja e pedimos perdão pelos casos de exploração no trabalho a que foram submetidos muitos menores”. 
O Santo Padre pediu perdão também pelas vezes em que, como Igreja, não se ofereceu aos sobreviventes de abusos compaixão, busca de justiça e de verdade, com ações concretas; bem como pelos casos em que membros da hierarquia se silenciaram; e ainda pelos filhos que foram tirados de suas mães.
“Que o Senhor mantenha e faça crescer este estado de vergonha e arrependimento e nos dê a força para nos comprometermos a trabalhar para que nunca mais aconteçam e para que se faça justiça. Amém”.
Na homilia, Francisco desenvolveu sua reflexão a partir do Evangelho do dia, em que Jesus falava aos discípulos e muitos deles ficavam perplexos, hesitando em aceitar as “palavras duras” de Jesus, contrárias à sabedoria do mundo. Em resposta aos discípulos, Jesus diz: “As palavras que vos disse são espírito e são vida”, palavras que, segundo o Papa, transbordam vida para quem as acolhe na fé. 
“Indicam a fonte última de todo o bem que experimentamos e celebramos aqui nestes dias: o Espírito de Deus, que sopra constantemente nova vida sobre o mundo, nos corações, nas famílias, nos lares e nas paróquias. Cada dia novo na vida das nossas famílias e cada nova geração trazem consigo a promessa dum novo Pentecostes, um Pentecostes doméstico, uma nova efusão do Espírito, o Paráclito, que Jesus nos envia como nosso Advogado, nosso Consolador e Aquele que verdadeiramente nos dá coragem”.
Vista parcial do Phoenix Park em Dublin; milhares de pessoas se reuniram para a Missa com o Papa / Foto: REUTERS/Stefano Rellandini

Francisco destacou que o mundo precisa desse encorajamento e convidou as famílias ali presentes a voltar para suas casas tornando-se fonte de encorajamento para os outros, a fim de partilhar as “palavras de vida eterna” de Jesus. E a família, acrescentou, é um lugar privilegiado para que isso aconteça. 
A tarefa de testemunhar a Boa Nova de Jesus não é fácil, ressaltou o Papa, recordando, porém, que esses desafios não são mais difíceis que aqueles enfrentados pelos primeiros missionários irlandeses, citando como exemplo de São Columbano, que realizou essa missão evangelizadora na Europa em uma época de obscuridade e decadência cultural. 
O Santo Padre considerou que sempre haverá pessoas que vão se opor à Boa Nova, mas isso não deve influenciar nem desanimar os fiéis. “Contudo reconheçamos humildemente que, se formos honestos com nós mesmos, poderemos também nós achar duros os ensinamentos de Jesus. Como permanece difícil perdoar àqueles que nos magoam! Que grande desafio continua a ser o acolhimento do migrante e do estrangeiro! Como é doloroso suportar a desilusão, a rejeição ou a traição! Como é incómodo proteger os direitos dos mais frágeis, dos nascituros ou dos mais idosos, que parecem estorvar o nosso sentido de liberdade!”. 
Por fim, o Papa lembrou o envio missionário que cada cristão tem a partir dos sacramentos do Batismo e da Confirmação. “A Igreja, no seu conjunto, é chamada a ‘sair’ para levar as palavras de vida eterna às periferias do mundo. Que a nossa celebração de hoje confirme cada um de vós – pais e avós, crianças e jovens, homens e mulheres, frades e freiras, contemplativos e missionários, diáconos e sacerdotes – na partilha da alegria do Evangelho! Possais partilhar o Evangelho da família como alegria para o mundo”.

Próximo compromisso do Papa

A Missa no Phoenix Park não encerra a agenda de atividades do Papa Francisco na Irlanda. Ainda hoje, ele se encontra com os bispos no Convento das Irmãs Dominicanas e só depois segue para o aeroporto para a cerimônia de despedida. Francisco deve chegar a Roma às 23h (hora local, 19h em Brasília). 

Fonte: Canção Nova

Deus nos conhece e nos ama como somos

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Deus conhece nossas angústias, nossos sofrimentos e desejos mais secretos. Ele conhece nossa intimidade e nos ama do jeito que somos

“Natanael perguntou: ‘De onde me conheces?’ Jesus respondeu: ‘Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi’. Natanael respondeu: ‘Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel’” (João 1,48-49).

Hoje, a Igreja nos dá a graça de celebrarmos o apóstolo São Bartolomeu, também chamado de Natanael, aquele que, para mim, é o apóstolo da sinceridade e da verdade, aquele que perguntou se de Nazaré poderia vir alguma coisa boa.
O que quero destacar, neste apóstolo, é o questionamento que ele mesmo faz: “De onde me conheces, Senhor?”, e a resposta de Jesus é: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Antes que procuremos o Senhor ou possamos ir atrás d’Ele, Ele já nos viu e nos amou.
Deus é aquele que nos conhece desde o ventre de nossa mãe. Ele conhece nossas entranhas mais profundas, conhece os anseios da nossa alma e do nosso coração, conhece nossas angústias, nossos sofrimentos e desejos mais secretos. Ele conhece nossa intimidade e nos ama do jeito que somos.
Às vezes, queremos nos esconder até de Deus. Adão, quando pecou, escondeu-se do Senhor. Este, no entanto, conhece-nos nus, do jeito que somos. Às vezes, não nos conhecemos nem nos damos a conhecer; vivemos nos escondendo atrás de máscaras, fantasias, roupas clichês, redes sociais, fotografias bonitas que não revelam a nossa essência nem aquilo que, de fato, somos.
Precisamos entrar no nosso coração para escutar o nosso interior, para nos deixar conhecer. Precisamos nos conhecer e sermos conhecidos como somos por Deus. E por que precisamos nos conhecer? Para nos amarmos, cuidarmo-nos, sermos cuidados e deixarmos que a presença amorosa do Senhor não nos condene, mas nos cure.
Tudo aquilo que escondemos, não permitimos a Deus redimir, curar nem salvar, mas aquilo que assumimos, que apresentamos diante de Deus na miséria mais profunda, podemos ter a certeza de que a graça d’Ele vai curar, restaurar, vai nos dar condição de assumirmos aquilo que somos, sem termos vergonha de sermos quem, de fato, somos.
Deus nos conhece do jeitinho que somos. Diante d’Ele, apresentamo-nos com nossas alegrias, entusiasmos e motivações, mas também com nossas fraquezas e misérias, porque Ele caminha conosco, e nós precisamos caminhar com Ele para sermos curados, libertos e restaurados a cada dia.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Encontremos o tesouro do Reino de Deus em nosso coração

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

 

É preciso que, no encontro pessoal com Deus, o nosso coração esteja envolvido e tomado pela presença do Senhor

O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mateus 13,44).

Hoje, celebramos a Virgem Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina. Uma jovem terceira dominicana, filha de imigrantes espanhóis que, na sua juventude, uma beleza esplêndida, consagrou toda a sua vida a Deus.
Sabe por que Santa Rosa consagrou sua vida a Deus? Pela paixão que ela descobriu, no seu coração, pelo Reino de Deus, um amor excelso pelas coisas do Céu. Rosa foi a jovem que encontrou esse campo, onde está o tesouro mais precioso. Ela encontrou o Reino dos Céus, por isso abriu mão de todas as outras coisas, para dedicar-se, exclusivamente, a esse tesouro.
Você precisa descobrir qual é o tesouro da sua vida, precisa descobrir o que, de fato, dá sentido a sua vida e sua existência. Ao descobrir esse tesouro, você vai dedicar-se a ele, vai deixar que ele ilumine e direcione todos os passos da sua vida.
Podemos nos encontrar com Jesus, mas não basta nos encontrarmos com Ele, é preciso nos enamorarmos pelo Senhor e por Seu Reino. É preciso que, nesse encontro pessoal com Deus, o nosso coração e os nossos afetos estejam todos envolvidos e tomados pela presença do Senhor. Você pode ser um jovem solteiro, pode ser uma pessoa já casada, não importa, o importante é que encontremos esse tesouro e nele o nosso coração.
Nesse tesouro, estará a nossa motivação, a nossa razão de viver, alegria e contentamento a cada dia. Passamos pelas decepções e pelas dificuldades da vida, mas não nos prostramos, porque temos uma razão maior de viver. Essa razão maior de viver, essa paixão da nossa vida não nos deixa prostrados, mesmo diante das decepções que temos com os amores deste mundo, com as situações que nos decepcionam com essa ou aquela situação.
O nosso tesouro maior não é essa pessoa nem esse bem, o nosso tesouro maior é Jesus, é n’Ele que colocamos o nosso coração, é n’Ele que colocamos a nossa vida, a razão do nosso viver, da nossa existência, daquilo que fazemos. Busque esse tesouro, entregue o seu coração para ele, coloque em Jesus a sua razão de viver.
Rosa tinha uma paixão extraordinária pela Virgem Maria e por Jesus na Eucaristia. Quando nós descobrimos o tesouro escondido por trás da Eucaristia, o nosso coração se rejubila e se deixa consumir pela presença real e amorosa de Jesus no meio de nós.

Deus abençoe você! 

Fonte: Canção Nova

Maria nos ensina o caminho da humildade

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Queremos a humildade da Virgem Maria, pois só com ela vamos configurar para sempre a constelação do Céu, brilhando com Cristo para sempre

Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lucas 1,38).

Hoje, celebramos Nossa Senhora Rainha, aquela que está à direita de Deus, coroada como Rainha do Céu e da Terra. Quem é essa mulher? Quem é essa que avança como aurora? Quem é essa a quem os anjos servem? É Maria, a serva do Senhor!
Deus é aquele que exalta os humilhados e humilha aqueles que se exaltam. Maria, por toda a sua vida, foi uma mulher que se colocou como serva, comportou-se como uma discípula do Senhor Jesus, a filha de Deus Pai que seguiu os passos do Mestre Jesus. Ela é a Mãe do Senhor, a Mãe do Salvador. 
Maria não se deixou engrandecer por nada deste mundo, não deixou que o seu coração fosse tomado pelo orgulho, pelo sentimento de grandeza, pelas exaltações e os louvores humanos. Pelo contrário, ela é a humilde serva do Senhor.
Quando contemplamos a Festa da Coroação de Maria, os méritos dela estão nas suas virtudes e, entre essas virtudes, podemos admirar tantas que brilham no Céu. Eu destaco, hoje, a virtude da humildade. Como a humildade é agradável aos olhos de Deus, pois encanta e faz bem, melhora os relacionamentos humanos, destrói todo o egoísmo e soberba que se apoderam do nosso coração.
Precisamos investir num coração humilde, porque o orgulho se apodera de nós, gera todos os descontentamentos humanos, gera as disputas, as competições, as brigas e rivalidades. O orgulho é o veneno do inferno na vida humana, e a humildade é o remédio de salvação.
Olhamos, hoje, para a bem-aventurada, a sempre Virgem Maria, e queremos aprender dela a sermos humildes. Aquela que nós aplaudimos como Rainha do Céu e da Terra, brilha no meio de nós por toda a excelência de humildade que ela viveu no seu coração. Sempre serva, somente serviu a Deus e não buscou nenhuma ostentação humana.
No mundo onde vivemos, onde é tão importante aparecer, estar à frente dos outros, querer ser melhor – até nas igrejas as pessoas querem brilhar, querem reconhecimento, aplausos, destaque e likes –, o que nós queremos é a humildade da Virgem Maria. É só com ela que vamos configurar para sempre a constelação do Céu, brilhando com Cristo para sempre.
Ó bem-aventurada, sempre Virgem Maria, Rainha do Céu e da Terra, ensine-nos o caminho da humildade.

Deus abençoe você!


O Reino dos Céus é o maior tesouro que temos

terça-feira, 21 de agosto de 2018

O Reino dos Céus é o tesouro que não perece, que ninguém rouba nem tira de nós

Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mateus 19,23-24).

Quando escutamos esse Evangelho de Jesus, parece uma sentença condenatória que exclui os ricos do Reino dos Céus, entretanto, o problema não é ser rico, mas a maneira de lidar com as riquezas. O maior tesouro que podemos ter na vida é o Reino dos Céus, é o tesouro que não perece, que ninguém rouba nem tira de nós, mas quando colocamos o nosso coração em outros tesouros, não abraçamos o Reino dos Céus.
A verdade é que o Reino dos Céus não exclui ninguém, são as pessoas que excluem o Reino dos Céus, porque têm preferência por outras riquezas.
Graças a Deus, conheço pessoas ricas e pobres, que mantêm a graça essencial do Reino dos Céus: a simplicidade de vida. Elas trabalham, dedicam-se, têm os seus empreendimentos, mas não colocam ali o seu coração; elas não desprendem o coração de Deus, porque Ele é a maior riqueza da sua vida.
Há pessoas que trabalham para progredir na vida de forma justa, honesta e correta, é assim que Deus quer que todos possamos progredir. O problema é quando a riqueza faz crescer dentro de nós a cobiça e o desejo desenfreado pelos bens; a partir disso, o coração se anela àquilo que ele anseia. “Onde está o tesouro, ali estará o seu coração” (Mateus 6,21). Portanto, se a sua riqueza são os bens deste mundo, é aqui que você vai colocar o seu coração, mas se a sua riqueza é o Reino de Deus e as coisas d’Ele, se a sua riqueza é o bem e os valores eternos, pode ter a certeza de que, sendo rico ou pobre, Deus estará no seu coração.
Não se prenda aos bens deste mundo, não coloque sua confiança nos bens materiais, porque tendo posse ou não, seja uma pessoa desprendida, aguerrida, trabalhadora e dedicada, mas saiba ter ordem e valores. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e todas as coisas vos serão acrescentados na nossa vida” (cf. 6,33). 

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Papa alerta sobre três perigos nas famílias

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

 

Exortação Amoris Laetitia: a alegria do amor na família

Amoris Laetitia (A alegria do amor) é o título da Exortação Apostólica Pós-sinodal do Papa Francisco. O documento, que tem nove capítulos, reúne os resultados dos dois Sínodos sobre a Família realizados em 2014 e 2015.
Neste artigo, destacamos três alertas que nos são apresentados, na Amoris Laetitia, sobre os perigos nas famílias.
  

Individualismo

O individualismo exagerado desvirtua os laços familiares e acaba por considerar cada membro da família como uma ilha, fazendo prevalecer, em certos casos, a ideia de um sujeito que se constrói segundo os seus próprios desejos assumidos com caráter absoluto.
As tensões causadas por uma cultura individualista exagerada da posse e fruição geram, no seio das famílias, dinâmicas de impaciência e agressividade.

Independência

A liberdade de escolher permite projetar a própria vida e cultivar o melhor de si mesmo, mas, se não se tiver objetivos nobres e disciplina pessoal, degenera numa incapacidade de se dar generosamente.
Se estes riscos se transpõem para o modo de compreender a família, esta pode transformar-se num lugar de passagem, onde uma pessoa vai quando parecer conveniente para si mesma ou para reclamar direitos, enquanto os vínculos são deixados à precariedade volúvel dos desejos e das circunstâncias.

Amor provisório

Refiro-me à rapidez com que as pessoas passam duma relação afetiva para outra. Creem que o amor, como acontece nas redes sociais, possa-se conectar ou desconectar ao gosto do consumidor, inclusive bloquear rapidamente.
Penso também no medo que desperta a perspectiva de um compromisso permanente, na obsessão pelo tempo livre, nas relações que medem custos e benefícios e mantêm-se apenas se forem um meio para remediar a solidão, ter proteção ou receber algum serviço.
Faz impressão ver que as rupturas ocorrem, frequentemente, entre adultos já de meia-idade, que buscam uma espécie de «autonomia», e rejeitam o ideal de envelhecer juntos cuidando-se e apoiando-se.
Correndo o risco de simplificar, poderemos dizer que vivemos numa cultura que impele os jovens a não formarem uma família, porque nos privam de possibilidades para o futuro.
Papa Francisco

Caminhada da Família dia 18 de agosto às 15h

sexta-feira, 17 de agosto de 2018



Setor Família da Arquidiocese da Paraíba promove a VI Caminhada da Família em João Pessoa. 

O tema desta nova edição é: “O Evangelho da família, alegria para o mundo”. Será no dia 18 de agosto, a partir das 15h, com concentração na Av. Epitácio Pessoa (próximo ao Posto Freeway) e encerramento no Busto de Tamandaré, na Orla da Capital. O Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Delson, confirmou presença no evento, que terá também como atrações musicais: Pe. Puan Ramos e Laus Deo.


A família é uma graça que brota do coração de Deus

 

A família, acima de tudo, nasce do amor do homem e da mulher, do amor que brota de dois corações que se tornam uma só realidade

“‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (Mateus 19,5-6).

Estamos celebrando a beleza do amor conjugal, a união do homem e da mulher. Eu não queria que nós analisássemos a vida matrimonial e familiar a partir dos aspectos negativos, porque, se formos olhar para eles, vamos perceber que a família é uma tragédia, quando, na verdade, a família é uma graça que brota do coração de Deus. Lá do princípio, criando o homem e a mulher, Deus os uniu para que fossem uma só carne.
Precisamos resgatar os valores do matrimônio e da vida conjugal. A família, acima de tudo, nasce do amor do homem e da mulher, do amor que brota de dois corações que se tornam uma só realidade. É claro que cada um com as suas diferenças: o homem é homem com as suas características próprias, e ele não precisa se anular. A mulher é essa graça divina, com toda a sua alma feminina. Os dois se unindo, complementam-se e formam essa linda potência, que faz brotar e gerar a vida humana. Então, vêm os filhos, que enriquecem a convivência e a união conjugal. Eles são brotos que nascem dessa união maravilhosa.
Sem querermos desconsiderar todas as dificuldades que possam haver na união conjugal, podemos dizer que só superamos as dificuldades quando voltamos para a origem da nossa própria vida, da nossa história e a origem de todas as coisas.  É Jesus quem está dizendo que Deus, no princípio, fez uma só carne, portanto, aquilo que Deus uniu não é o homem quem vai determinar nem separar.
Não quero me deter apenas no aspecto de um casal que se separa, pois não podemos aderir, de forma nenhuma, à mentalidade do mundo em que vivemos, que trata a união conjugal como algo descartável e momentâneo, e esquecer que fomos feitos para a eternidade.
A eternidade começa quando aprendemos a viver, na Terra, escolhas definitivas. Quando pensamos em casar, não pensamos fazê-lo por um dia ou um mês, pois se vierem circunstâncias contrárias, não é nelas que vamos nos deter, mas é em ter sempre na mente o que é essencial: o que Deus uniu o homem vai lutar, trabalhar e rezar, para que seja sempre sagrado e jamais separar aquilo que Deus fez uma só carne.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Deus nos ensina a perdoar verdadeiramente

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Precisamos aprender do coração de Deus a não colocar limites para perdoar o irmão

“Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”
 (Mateus 18,32).
A grande questão do Evangelho de hoje é Pedro perguntando ao Senhor quantas vezes deveria perdoar o irmão. Essa pergunta também se cala dentro do coração de cada um de nós: Quantas vezes precisamos perdoar? Quantas vezes conseguimos perdoar? Quantas vezes perdoamos, verdadeiramente, o nosso irmão?
Todos nós temos um limite de suporte e capacidade, inclusive, de perdoar, mas não fomos formados para o perdão. Com a mentalidade mundana que, muitas vezes, está dentro do nosso coração, deixamos crescer a mentalidade do ressentimento, da mágoa, da ofensa, do cara a cara, do “dar a face, mas pagar na mesma moeda” e assim por diante.
Acontece que nós, que nos convertemos ao Evangelho, precisamos ter a mentalidade do Evangelho, porque a conversão se faz à medida que aprendemos a ter as atitudes de Deus em nós. Somos os mais necessitados da Misericórdia Divina!
Quando nos aproximamos do Senhor, vamos buscar d’Ele o perdão de todos os nossos pecados; e Deus, com toda clemência e misericórdia, perdoa-nos sem condição. Eu já cai uma vez, duas vezes, três vezes em tantos pecados, e em todos eles busquei a misericórdia divina e ela me perdoou, lavou-me e deu-me a dignidade de deixar a minha vida restaurada. Entretanto, quando o irmão me ofende, eu não sei dar a mesma resposta, eu coloco limites e condições para que eu possa perdoá-lo. 
Jesus chama o empregado de perverso e maldoso. Deus, sem condicionamento, perdoa-nos. Nós, no entanto, sempre colocamos condicionamentos para perdoar os outros, por isso a matemática divina não é aquela em que colocamos um mais um. Já perdoei duas vezes e está bom. A matemática divina é aquela da infinita misericórdia, onde Deus não coloca limites para nos perdoar.
Precisamos aprender do coração de Deus a não colocar limites para perdoar o irmão.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Salvemos a vida dos nossos irmãos

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

 

Quando deixamos que Deus nos corrija, tornamo-nos canais de conversão fraterna amorosa e misericordiosa para nossos irmãos

Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão”. (Mateus 18,15).

O grande apelo do Evangelho de hoje é para que ganhemos o nosso irmão. Não podemos perder nossos irmãos! E como é que os perdemos? Como perdemos nossas amizades e nossos relacionamentos? Muitas vezes, deixando de corrigi-los. É a nossa omissão, pois deixamos as coisas como estão.
Se estamos vendo o irmão indo para o caminho errado, deixamos ele insistindo nesse caminho. Se estamos vendo que aquilo não vai dar bem, não tem problema, pois queremos viver a diplomacia, queremos estar bem com todo mundo. Pode estar bem agora, mas depois vemos o irmão cair no buraco. Poderíamos ter prevenido, mas não fizemos isso.
Se não pecamos pela omissão, pecamos pelo erro de não saber como corrigir, porque toda correção precisa ser fraterna e amorosa. Ninguém ajuda ninguém falando mal da pessoa para outros. Isso nunca é correção. Esse é o primeiro caminho para perder o irmão e a confiança dele, e para perdermos, inclusive, a nossa própria autoridade, porque não confiamos numa pessoa que fala mal de nós, dos nossos problemas e dos nossos pecados para outras pessoas. Se quisermos ganhar o outro, ganhamos pela confiança.
A confiança se faz conversando de forma pessoal quando se trata de questões pessoais. É preciso esse grande exercício de saber pedir a graça de Deus: Quando me aproximar? Quando ajudar? Quando e como corrigir a outra pessoa?
Não podemos fingir viver uma sinceridade quando, na verdade, vivemos espalhando os defeitos, os problemas e as dificuldades que outros vivem para quem não interessa, mas não diretamente para a própria pessoa.
A correção fraterna é evangélica, é um caminho de salvação, de cura e libertação, mas só pode corrigir os outros quem aceita e sabe ser corrigido também. Corrigido e direcionado primeiro por Deus.
Quando deixamos que Deus nos corrija, e Ele vai nos corrigindo pela vida e pelos irmãos, tornamo-nos canais de conversão fraterna amorosa e misericordiosa para eles.
Deus quer que salvemos uns aos outros,e  não que percamos os nossos irmãos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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