Salvemos a vida dos nossos irmãos

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

 

Quando deixamos que Deus nos corrija, tornamo-nos canais de conversão fraterna amorosa e misericordiosa para nossos irmãos

Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão”. (Mateus 18,15).

O grande apelo do Evangelho de hoje é para que ganhemos o nosso irmão. Não podemos perder nossos irmãos! E como é que os perdemos? Como perdemos nossas amizades e nossos relacionamentos? Muitas vezes, deixando de corrigi-los. É a nossa omissão, pois deixamos as coisas como estão.
Se estamos vendo o irmão indo para o caminho errado, deixamos ele insistindo nesse caminho. Se estamos vendo que aquilo não vai dar bem, não tem problema, pois queremos viver a diplomacia, queremos estar bem com todo mundo. Pode estar bem agora, mas depois vemos o irmão cair no buraco. Poderíamos ter prevenido, mas não fizemos isso.
Se não pecamos pela omissão, pecamos pelo erro de não saber como corrigir, porque toda correção precisa ser fraterna e amorosa. Ninguém ajuda ninguém falando mal da pessoa para outros. Isso nunca é correção. Esse é o primeiro caminho para perder o irmão e a confiança dele, e para perdermos, inclusive, a nossa própria autoridade, porque não confiamos numa pessoa que fala mal de nós, dos nossos problemas e dos nossos pecados para outras pessoas. Se quisermos ganhar o outro, ganhamos pela confiança.
A confiança se faz conversando de forma pessoal quando se trata de questões pessoais. É preciso esse grande exercício de saber pedir a graça de Deus: Quando me aproximar? Quando ajudar? Quando e como corrigir a outra pessoa?
Não podemos fingir viver uma sinceridade quando, na verdade, vivemos espalhando os defeitos, os problemas e as dificuldades que outros vivem para quem não interessa, mas não diretamente para a própria pessoa.
A correção fraterna é evangélica, é um caminho de salvação, de cura e libertação, mas só pode corrigir os outros quem aceita e sabe ser corrigido também. Corrigido e direcionado primeiro por Deus.
Quando deixamos que Deus nos corrija, e Ele vai nos corrigindo pela vida e pelos irmãos, tornamo-nos canais de conversão fraterna amorosa e misericordiosa para eles.
Deus quer que salvemos uns aos outros,e  não que percamos os nossos irmãos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Precisamos de uma mudança de mentalidade a cada dia

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Precisamos olhar para as crianças e encontrar nelas sempre um apelo de conversão e mudança de vida

Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus” (Mateus 18,3).

O Reino dos Céus está no meio de nós, mas não entramos nele, muitas vezes, porque não nos convertemos. Existe a grande conversão da vida, que é o nosso encontro pessoal com Jesus, que transforma nossa vida, porque nos tira do reino das trevas e nos traz para o reino da luz, tira-nos do caminho desse mundo e nos coloca nos caminhos do seguimento do Senhor.

Muitas pessoas não conhecem a graça de Deus, mas passam a conhecê-la; outros já nascem participando da Igreja, da comunidade, e já têm essa primeira conversão. Quem já nasceu no caminho do Reino de Deus ou quem se converteu ao longo do caminho precisa de uma mudança de mentalidade a cada dia. É a conversão mais necessária e exigente, é a conversão que exige de nós uma metanoia, uma mudança de mentalidade.

Para isso Jesus nos coloca, como grande referencial, a criança: “Se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus”. Por que precisamos ter a mente de uma criança? Não é a mentalidade infantil e ingênua de uma criança, mas a mentalidade da menoridade.
Vivemos num mundo em que se cultiva o sentimento de grandeza, onde o importante é ser grande, é o que temos, o que conquistamos e o que somos.

Os homens querem ser sempre melhores uns que os outros, nunca estão satisfeitos com o que têm. A criança, na mentalidade judaica, é um ser que não tem importância, ela é pequena e ainda não está assumida no mundo dos homens.

Temos muita importância para Deus, importância demasiada, grande, mas precisamos viver, no mundo, a menoridade. Não sermos maiores que os outros nem mais importantes, não deixar esse sentimento de grandeza tomar conta de nós.

Temos de nos acostumar com as coisas pequenas, pois, quanto mais tivermos a alma pura e pequena, maior será a grandeza de Deus presente na nossa vida.

Precisamos olhar para as crianças e encontrar nelas sempre um apelo de conversão e mudança de vida. Toda vez que vem esse sentimento de grandeza tomando conta de nós, precisamos suplicar: “Senhor, converta-me e não me deixe viver à mercê no meu sentimento de grandeza”.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Missa em honra a São Lourenço - Missa dos Diáconos na Paróquia Menino Jesus de Praga

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Nesta última sexta-feira aconteceu a missa em honra a São Lourenço, patrono dos diáconos. Os diáconos permanentes celebraram o seu dia na Paróquia Menino Jesus de Praga. O Padre Luiz Júnior, Vigário geral, presidiu a celebração, junto com outros padres que concelebraram. Foi uma noite de muita reflexão e muita oração.O ministério de Música Kairós animou a santa missa.Logo após, os diáconos comemoraram a noite com um delicioso jantar.












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Sacramento da Ordem

domingo, 12 de agosto de 2018



Em  Hebreus 5,  vamos ver sobre a teologia do Sacramento da Ordem, de maneira específica do sacerdote e do exercício de seu ministério. Como se sabe o sacerdote da Nova Aliança, não realiza um novo sacrifício, mas atualiza o único Sacrifício da cruz. Ao oferecer os dons e sacrifícios, não o faz pelo perdão dos pecados, como acontecia no Antigo Testamento, em que eram oferecidos com o intuito de se alcançar o perdão para determinada pessoa. O Sacerdote da Nova Aliança é oferecido pela Salvação de todos e pela Santificação de toda a Criação. Sendo assim, na celebração da Missa não acontece novamente o perdão dos pecados, pois essa é finalidade do Sacramento da Reconciliação.

Na celebração Eucarística, em que a comunidade de fé experimenta o acontecimento da Paixão, Morte, Ressurreição e Pentecostes, há a atualização do perdão que já fora concedido uma única vez. No mesmo capitulo outras características importantes desse ministério é apresentado. Fica claro na carta que o chamado para tal missão é feita por Deus Pai. Outro elemento é a oração, feita pelo sacerdote que eleva a Deus preces pelo e com o povo.
Jesus instituiu o sacramento da Ordem por causa do povo que precisa ser conduzido por um pastor que governe, santifique e os ensine. Jesus quis escolher alguns homens, os sacerdotes, para cuidar das comunidades, administrar os mistérios divinos e vigiar sobre a autenticidade da doutrina e os costumes.

O Sacramento da Ordem é divididos em três graus. Os graus de participação sacerdotal (episcopado e presbiterado) e o grau do serviço (diaconato) são todos os três conferidos por um ato sacramental chamado “ordenação”, ou seja, sacramento da Ordem. Os três níveis recebem o todo do sacramento, pois, todos estão inseridos e pertencem ao mesmo Sacramento, entretanto, cada qual no serviço a ele destinado. Portanto, a distinção está na ordem em que o sujeito é inserido e o mandato que indicará o serviço a ser prestado a Deus e a sua Igreja. Então, os graus são níveis diferentes de serviço e não como muitos pensam de que um é mais que o outro. Quem é eleito para o episcopado recebe um nível superior de serviço, por receber a plenitude do sacramento. Aqui pode ser entendido o sentido de plenitude do ministério episcopal.

A “ordenação” é um termo reservado ao ato sacramental que integra na ordem dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos e vai muito além de uma simples designação ou delegação da parte da parte da comunidade eclesial. Trata-se, de fato de um sacramento que confere um dom do Espírito, que consiste em um poder (que atinge o Espírito Santo santificador). É Deus que escolhe os seus ministros (é uma vocação) e dá a eles as capacidades aptas para desenvolver o ministério dado. Assim, a ordenação ou consagração dos ministros é em relação à consagração de Cristo: “Deus o consagrou em Espírito Santo e potência” (cf. At 10,38); e Cristo, a sua vez, faz participante os seus ministros de tal consagração sua, a qual acontece de forma visível: através da imposição das mãos da parte do Bispo, juntamente com a oração de consagração.

Ninguém merece conviver com uma mulher mal-humorada

sábado, 11 de agosto de 2018

É, realmente, uma experiência desagradável e difícil conviver com uma mulher mal-humorada, amarga e rude

Olho para mim mesma e, me faço algumas perguntas, com coragem, mas com uma coragem nova, que me surpreende e desinstala, a qual só pode ser fruto do Espírito Santo me visitando. Essas perguntas são de um tipo que me modifica, simplesmente por enfrentá-las, pois, muitas vezes avalia – se, a qualidade da alma de uma mulher, pelas perguntas que ela é capaz de fazer a si mesma. E quero ser capaz de fazê-las!
Pergunto-me profundamente e quase que com receio: “Sou uma mulher agradável?”. Não dessas que gostam de se sair como “boazinhas” das situações e por isso “queridinhas” por todos; e também não dessas que são sempre azedas e que nada as conquistam para um sorriso largo e leve, pois sempre estão reclamando de alguma coisa. Mas realmente agradável! Será que sou? A pergunta ganha eco em minha alma, e a minha resposta sincera é: “Nem sempre, pois preciso melhorar”. Se você é uma dessas mulheres, seja bem-vinda à luta!

Feliz do homem que encontrou uma mulher agradável

É realmente incrível como a mulher consegue achar que é “justo e louvável” falar dos demais às escondidas e se deixar levar pela falsa sensação de alívio que esses pseudodesabafos trazem. Falamos por falar, reclamamos por reclamar, e gastamos a substância da alma, que é o tempo, inutilmente. Ele vai sendo perdido em banalidades que nos trazem um fruto amargo de digerir: a tristeza.
A Bíblia diz: “Feliz do homem que encontrou uma mulher agradável para conviver!”. E me pergunto outra vez: “Eu sou uma dessas?”. Eis o desafio feminino que encontro: não ser “agradavelzinha” para os outros em nome de ganhos e benefícios sobre a alegria dos demais, mas ser realmente agradável com naturalidade, simplesmente por ser grata, sem perder a firmeza ou a decisão. A gratidão muda tudo; nela encontro um caminho para ser agradável a Deus e, consequentemente, com quem convivo.

O que torna uma mulher feia

É uma experiência desagradável e difícil conviver com uma mulher mal-humorada, amarga e rude. Ela se torna realmente feia quando a leveza e a alegria, não são suas marcas notáveis. E eu não escapo de ter de me perguntar se realmente apresento aos outros uma proposta de vida que provoque, sim, um agrado às suas almas e um sorriso encorajador nos rostos que me rodeiam. Pois, ser agradável não é agradar inconsequentemente sempre, mas provocar algo melhor na vida do outro, algo que seja muito além das minhas reclamações, é apresentar com minha forma de viver, o próprio Deus.
Pergunto-me, mais uma vez, e com uma porção redobrada de coragem, se me sinto realmente uma mulher agradável e bela. A resposta fica aqui atravessada em minha garganta e percebo que preciso confiar muito em Deus para assumir a melhor resposta. Uma mulher não é bela somente por suas curvas, por seu olhar estonteante ou seus cabelos que mais se parecem com propaganda de TV, muito menos por uma beleza física forjada e artificial. Mas uma mulher que, realmente, se sente bela tem um brilho no olhar todo especial, uma originalidade, uma liberdade interior única, uma segurança rara. É muito mais uma beleza espiritual, interior, do que uma beleza comprada no shopping. Uma mulher bela é leve e tem uma alegria nobre, sem excessos nem falta. É uma alegria confiante que vai além da sua presença arredondada e perfumada. Ela inspira o eterno com sua leveza e alegria.

A alegria em uma mulher é sinal de elegância

A alegria verdadeira não é um contentamento qualquer, mas fruto de um relacionamento sagrado com Deus, uma decisão que precisa ser revista e reassumida diariamente. A alegria em uma mulher é sinal de elegância, de uma boa escolha, e não de adereços comprados ou fabricados. Uma mulher é capaz de ser realmente feliz sem ao menos usar um brinco de bolinha na orelha.
“A alegria do Senhor é a minha força!”, é o que diz a Palavra de Deus. E a alegria numa mulher é sinal de que ela escolheu o melhor dos melhores, pois o pior vem sem nem ao menos desejarmos. Para piorar a vida, só se ela deixar de decidir, nem é preciso esforço. A alegria é uma escolha inteligente e também exigente, que precisa ser baseada numa realidade que a mulher não pode perder de vista: a esperança. Uma mulher que espera em Deus não pode perder tempo murmurando, reclamando. Esse não é um conselho qualquer, mas o melhor cosmético que existe, a melhor coisa que pode acontecer na alma feminina: ser grata, segura de sua esperança em Deus. Agradecer por tudo, pelo bom e pelo ruim, pelo demorado ou rápido, pelo difícil e pelo fácil. A gratidão muda um rosto e abre a porta da alegria verdadeira.
A felicidade vem de dentro para fora, desse terreno sagrado que deve ser cuidado diariamente. É uma escolha de vida, uma escolha por um jeito sagrado de viver, pois é um “jeito” de quem confia, silencia e agradece. Isso muda tudo. Uma mulher grata experimenta realmente o que é ser feliz.
Não há mulher mais bela do que aquela que é grata. Gratidão é sinônimo de felicidade. A consequência? Uma beleza imbatível.

Fonte: Canção Nova

Viver a vocação é consagrar a nossa vida a um ideal

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Quando refletimos sobre a vocação, chegamos à conclusão de que o Senhor nos criou para um objetivo específico

Agosto é considerado o Mês Vocacional, dedicado à reflexão sobre as vocações em geral. Neste mês, costuma-se celebrar as diferentes vocações por semana:
Foto ilustrativa: Arquivo CN

Primeiro domingo: vocação sacerdotal;

Segundo domingo: vocação familiar, dos pais;

Terceiro domingo: vocação à vida consagrada dos religiosos e das religiosas;

Quarto domingo: vocação do laicato na Igreja, ministérios leigos e catequistas.

Deus quis precisar de nós. Como em Jeremias 1,5: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes do teu nascimento, eu já te havia consagrado”. Deus espera de nós uma resposta a Seu chamado. É esta a vocação de cada um.

Agosto, mês de reflexão sobre as vocações

No mês dedicado por excelência à reflexão sobre o serviço na Igreja, tomamos consciência de que o Reino de Deus se faz pela providência infinita do Pai, mas também com a participação de cada um de nós.
Quando refletimos sobre a vocação, chegamos à conclusão de que o Senhor nos criou para um objetivo específico: todos nós somos chamados a participar, com nossos dons e talentos, na edificação do Reino.
O mais profundo e tocante em tudo isso é que, mesmo Deus não precisando de nossa ajuda, Ele quis precisar, quis contar conosco.
Se formos sensíveis em perceber esse desejo de Deus, é impossível sermos indiferentes.

Viver a vocação

Viver a vocação é consagrar a nossa vida a um ideal. A nossa realização pessoal reside em entender qual é a nossa vocação e agir de acordo com os ditames de Deus que fala ao nosso coração.
Que Ele nos fortaleça para que tenhamos a disponibilidade e a coragem de dizer “sim” ao Seu projeto, mesmo diante de nossas limitações, das nossas dificuldades, do nosso comodismo e medos.
Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

A paternidade na construção de filhos fiéis, honestos e justos

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A maior herança deixada pelos pais aos filhos é a formação da personalidade destes

Como os pais podem colaborar na formação dos filhos, para que se tornem homens e mulheres compromissados com a fidelidade, a honestidade e a justiça?
A fidelidade é uma escolha e uma atitude que serve muito mais para quem a exerce do que para quem é presenteado por ela. Fidelidade é uma virtude, ou seja, ela passa, primeiramente, pela escolha em ser e, depois, pela repetição de atos de fidelidade, até que não a fazer se torna inadmissível. Da mesma forma, a infidelidade é uma escolha e uma atitude que servirá muito mais para quem a exerce do que para quem é penalizado ao recebê-la. É um vício, ou seja, escolhe-se praticá-la e, pela repetição de atos infiéis, ela se torna quase que maior que a pessoa que a comete, e assim começa a dominar a pessoa.

Exemplo de pais

Escolhi ser fiel, pois vi o resultado da fidelidade na vida dos meus pais. Fidelidade esta que não é fácil de ser vivida, mas que nos integra, fazendo-nos pessoas melhores, mais filhos de Deus, pois é na fidelidade ao outro que seremos fiéis a Deus e ao Seu projeto de vida para nós.
Aprendi a escolher ser fiel vendo o meu pai, que exercia essa atitude não somente com a minha mãe, mas também com todas as mulheres que estavam ao seu redor: suas irmãs, suas amigas etc. Essa fidelidade do meu pai não era apenas de respeito ou de não ter segundas intenções, mas sim uma verdadeira convivência sadia. Durante minha infância e juventude, enquanto eu ainda morava com meus pais, várias pessoas passaram pela nossa casa, dentre elas muitas mulheres, como minhas primas, tias, tias da minha mãe, minha própria avó materna, que morou conosco por algum tempo, e muitas outras. E o que eu via era uma sadia convivência do meu pai com todas elas. Se por algum tempo da minha vida fui machista, não respeitei as mulheres e fui cafajeste, com certeza, não aprendi em casa, pois o que eu aprendi dentro do meu lar foi a fidelidade e o respeito, por isso, hoje, escolho isso para minha vida.
Cada homem só será integrado no seu corpo, alma e espírito quando souber que a mulher é fundamental para essa integração. E cada mulher só será integrada no seu corpo, alma e espírito quando souber que o homem é fundamental para essa integração. Mas, infelizmente, hoje, somos resultado de uma enxurrada de ideologias passadas e presentes.
Por isso devemos aprender e escolher ser fiel, pois entendi com meu pai e com minha comunidade que, para ser um homem por inteiro, é preciso trilhar o caminho da fidelidade.

A honestidade e a justiça

Outro ponto importante é que, além de sermos fiéis, também precisamos escolher ser honesto, mesmo aos trancos e barrancos, como se dizem por aí, porque as sementinhas plantadas pelos exemplos do meu pai estiveram e estão presentes no meu coração. E, também, porque, com minhas experiências vividas, pude constatar que correto era o Seu Ribamar, que, tenho certeza, nunca deitou no seu travesseiro com peso na consciência por ter sido desonesto, que sempre agiu com honestidade e, por isso, sempre foi livre para falar com todos, para agir da mesma maneira onde quer que estivesse, que não levou para seu caixão a marca da corrupção, nem do “jeitinho brasileiro”, mas a certeza de ter deixado um grande legado de honestidade não somente para nós, seus familiares, mas para todos que o conheceram.
Escolhi ser honesto não para tentar mudar o mundo ou o nosso Brasil, pois esse é um discurso político barato, mas porque diz de mim, diz de nós e da nossa natureza. Ser honesto é ser capaz de viver no mundo decaído e dizer: sou de Deus e de ninguém mais.
A honestidade é boa para cada um de nós e precisa ter bases profundas, fortes e duradouras. Com ela, gera-se uma sociedade melhor, pois, primeiramente, não são criados vícios, mas virtudes. E é em uma sociedade virtuosa que são gerados bons cidadãos.
Ser honesto é uma escolha, e precisamos aprender a escolher pela honestidade se quisermos deixar para as futuras gerações um mundo melhor. Eu tive os dois exemplos: da honestidade e da desonestidade. Se hoje escolho ser honesto, é porque vi um homem de caráter e honestidade dando-me exemplos claros de que o crime nunca compensa, que não existe crime perfeito, e que ser honesto é saber honrar os dons que o Criador nos deu.
Ser justo também é uma escolha, e hoje escolho ser justo por ver meu pai, um homem justo e honesto, ser capaz de dar ao outro não aquilo que ele merecia, mas aquilo de que ele necessitava.
Se nós não fortalecermos as escolhas feitas, as escolhas que não fazemos é a que vai se fortalecer dentro de nós. Por isso, pais, aprendam a passar para seus filhos que é possível, sim, ser fiel, honesto e justo. Para ensiná-los é preciso criar neles que eles podem aprender a escolher.

Fonte: Canção Nova

“Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” - Nossas mães são mulheres de fé

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Precisamos ter amor e compaixão por nossas mães, porque elas são verdadeiras guerreiras e mulheres de fé

Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: ‘Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!’” (Mateus 15,21).

Hoje, olho para essa mulher do Evangelho, uma mãe aflita e desesperada, que estava suplicando, com toda a confiança, para que Jesus viesse em seu auxílio, em socorro da sua filha sofrida e atormentada por um demônio. A filha não conseguia mais viver.
Olhando para a aflição dessa mãe, quero agora olhar para o coração de tantas mães que sofrem aflitas, mães que me procuram, muitas vezes, dizendo: “Padre, eu não sei mais o que fazer com os meus filhos!”.
Olho para as mães que perderam seus filhos para as drogas e para o alcoolismo. Olho para as mães que estão vendo seus filhos serem atormentados por todas as espécies de demônios, que tiram a paz dos filhos e os deixam rebeldes. Olho para as mães que têm filhos pequenos, e, de alguma forma, ficam aflitas com esse ou aquele comportamento que o filho começa a ter.
Não precisamos ter grandes problemas para nos preocuparmos com nossos filhos. Precisamos ter amor e compaixão de nossas mães, porque elas são verdadeiras guerreiras e mulheres de fé. Eu aplaudo, a cada dia, as nossas mães, porque são mulheres de fibra, mulheres que, muitas vezes, estão sozinhas lutando pelos seus filhos. Muitas vezes, as mães precisam do apoio do marido, e acaba sendo aquela divisão errada de responsabilidade. O homem acha que só porque ele trabalha o dia todo, a responsabilidade de cuidar dos filhos é só da mãe; entretanto, é por conta de ambos. A mãe é aquela que carrega a aflição no seu coração.
Hoje, Jesus está respondendo para essa mulher: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” (Mateus 15,28).
Mãe, que grande seja a sua fé no Senhor Jesus. Se você não está podendo comer da mesa, coma das migalhas, pois estas vão lhe trazer luz, fé, esperança, e jamais vão o deixar desanimar. Mamães, olhem para Jesus, todos os dias, para criar seus filhos. Não há tarefa mais difícil do que criar filhos. É a mais bela, nobre e abençoada tarefa, e talvez a mais atormentada e perseguida pelo maligno.
Nossos filhos pertencem a Deus. Que Ele abençoe nossas mães, e que elas sejam fortalecidas no Espírito e na graça para criarem seus filhos e que Deus sempre as auxilie.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Nossos medos enfraquecem nossa fé

terça-feira, 7 de agosto de 2018

 

Quando alimentamos os medos, eles crescem em nós e viram verdadeiros fantasmas dentro do nosso coração

Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’” (Mateus 14,30).

No Evangelho de hoje, estamos encontrando os discípulos temerosos, em outras palavras, discípulos medrosos. Eles tinham fé, por isso seguiam o Senhor, e nós também temos fé.
Existe a fé confiança e a fé temerosa: cremos e confiamos em Deus, mas temos nossos medos e receios. Às vezes, dentro de nós, nossos medos estão maiores do que nossa própria fé. Quando alimentamos os medos, eles crescem em nós, apoderam-se de nós e viram verdadeiros fantasmas dentro da nossa mente e do nosso coração. Temos medo de sair de casa, medo do futuro, da morte, da doença, medo do que pode ou não acontecer.
Os medos são terríveis, são verdadeiros “diabos” que apavoram a nossa vida e a nossa existência. Precisamos deixar de lado a fé temerosa.
Jesus disse a Pedro: “Homem fraco na fé”. Reconhecemos que somos homens fracos na fé, mas pedimos: “Senhor, socorre a nossa fraqueza. Vem em nosso auxílio e nos dê uma fé confiança e verdadeira”. É pela fé confiança e verdadeira que vamos vencendo os medos. Não quer dizer que deixamos de ter medos, porque eles fazem parte da nossa fragilidade humana, mas nós os combatemos. A fé vai derrubando os medos da nossa vida, ela vai nos colocando de pé na presença do Senhor, vamos enfrentando todas as situações.
O mundo em que estamos é pavoroso, dependendo do que lemos e assistimos, não dá para fechar os olhos diante de tantas barbaridades, crimes e coisas assustadoras.
Vamos entregar a nossa alma, a nossa mente e o nosso coração para as más notícias ou vamos entregar a nossa mente e o nosso coração para a boa nova, para a boa notícia? Vamos deixar que todos esses males entrem em nós e façam de nós pessoas pavorosas, medrosas e tensas o tempo inteiro ou vamos alimentar a nossa fé?
Ter fé não é nos submetermos aos perigos da vida e dizer que nada vai nos acontecer. Há muitas pessoas que tiveram fé, mas foram desastrados, deixaram-se sucumbir, entregaram-se aos perigos da vida e, muitas vezes, nem mesmo Deus pôde os socorrer. Não se trata disso, trata-se de ter um coração, uma mente que coloca em Deus a sua confiança e, por onde anda, pede sabedoria e discernimento.
A fé nos leva para muitos lugares! E em alguns lugares não podemos ir, mas para outros devemos ir. É uma fé que não nos permite viver no medo, mas nos leva adiante, superando os obstáculos da vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Busquemos, na via de oração, a transfiguração da nossa vida

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

 

Na transfiguração e na via da adoração, o nosso ser deixa resplandecer a presença de Deus em nossa vida

Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles” (Marcos 9,2).

Hoje, celebramos a Festa da Transfiguração do Senhor, uma antecipação da Ressurreição, a festa que nos mostra que, mesmo caminhando em meio à grande Via-sacra da vida, em meio às flores e os espinhos, às dores e alegrias humanas, o Senhor nos quer transfigurados e transformados. O Senhor se transfigura diante de nós para dizer que o Reino d’Ele está presente em nosso meio.
A Palavra diz que Ele pegou pela mão Pedro, Tiago e João, para os levar a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. O ‘alto’ é o lugar do nosso encontro com Deus. No alto, nós nos rebaixamos e vemos a grandeza de Deus.
Só contemplamos a presença amorosa de Deus entre nós quando nos deixamos conduzir por Jesus. Ele pegou Pedro, Tiago e João pela mão, e deseja pegar todos nós sem nos retirar de tudo o que fazemos para estarmos a sós com Ele. Precisamos permitir que Jesus nos tire daquilo que fazemos, que seja por um tempo, por uma hora ou meia hora.
Que bênção quando tiramos aquele tempo, aquele momento do dia para procurar uma igreja e ali fazer a nossa adoração silenciosa e amorosa. Não vá para fazer vários pedidos, vá para ser transfigurado pela presença de Jesus. Que bênção quando alguém decide fazer um retiro, seja em grupo ou pessoalmente! Que bênção quando alguém se retira para uma montanha, para algum lugar deserto para estar na presença de Deus! A presença d’Ele em nossa vida nos transfigura, transforma-nos e retira de nós tudo aquilo que nos mantêm ligados a esse mundo.
A transfiguração é a transformação dos nossos sentidos; os nossos olhos contemplam Deus, os nossos ouvidos O escutam e a nossa boca fala com Ele. Na oração somos transfigurados e transformados, e os nossos sentidos se voltam para o Senhor. Na transfiguração e na via da adoração, nosso ser deixa resplandecer a presença de Deus em nossa vida.
Que, na Festa da Transfiguração do Senhor, possamos buscar, no caminho da oração, a transformação e a transfiguração da nossa própria vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Hino à Nossa Senhora das Neves

domingo, 5 de agosto de 2018




C     G              F  C
Aceita mae soberana
C.                                G            
Os cantos simples e breves
      C      G      F  C
Da terra paraibana
    Dm.   G.                C
Excelsa virgem das neves

G
Da tua proteção me ufano
G
Recebe mãe divinal
      F.     G.       C Am
Do povo paraibano
    D.              G
O coração filial

Mês vocacional

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Estamos em agosto, conhecido tradicionalmente na Igreja Católica como mês vocacional. Esta celebração acontece desde 1981, quando a data foi instituída através da 19ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Durante esse período as paróquias, instituições, grupos e comunidades preparam atividades de orações ou formações para que os fieis possam intensificar ou descobrir a sua responsabilidade e compromisso com a Igreja e a sociedade e, assim, atender ao chamado de Deus.

Por isso, cada domingo do mês de agosto é reservado para se trabalhar e celebrar uma vocação em especial.

No primeiro domingo destacamos o dia do padre, a motivação é a festa de S. João Maria Vianey, lembrada no dia 04 de agosto, padroeiro dos párocos e, a partir do ANO SACERDOTAL(2009-2010), também padroeiro de todos os padres.

No segundo domingo celebramos o dia dos pais, recordamos, então, o chamado a gerar vida, a continuar com a obra criadora de Deus. Ser pai e ser mãe, constituir família, assumir um estado de vida na Igreja. Inicia-se neste Domingo a SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA.

No terceiro domingo celebramos a vocação consagrada, feminina e masculina, motivados pela festa da Assunção de Maria, modelo de todos aqueles que dizem sim ao chamado de Deus para um entrega total.

No quarto domingo trazemos presente todos os ministérios leigo, a vocação de todos os batizados.

No quinto domingo celebramos e agradecemos a Deus a generosidade dos catequistas.
A vocação é a resposta de Deus providente a uma comunidade que reza. Rezemos pelas vocações e façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para cumprir o mandato de Jesus: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe” (Mt 9,38). Existem muitos subsídios que ajudam as comunidades a celebrar o mês de agosto, destacamos, porém, que o mais importante é a criatividade da equipe vocacional.

Durante este mês destacamos vários santos ligados à vocação: São João Maria Vianney (o Santo Cura d’Ars, patrono dos padres, dia 04), São Domingos (dia 08), São Lourenço, padroeiro dos diáconos (dia 10), Santa Clara (dia 11), Santo Ezequiel Moreno (dia 19), São José de Calasanz (dia 25), Santa Mônica (dia 27) e Santo Agostinho (dia 28).

Celebramos no terceiro Domingo, a ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA. 
E rezemos, especialmente neste mês a NOSSA SENHORA DAS DIVINAS VOCACÕES. 
Rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

Após recesso de verão, Papa retoma catequeses alertando sobre idolatria

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Os ídolos prometem vida, mas na verdade a tiram, disse o Papa, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Mandamentos

Da Redação, com Boletim da Santa Sé 
Santo Padre na Sala Paulo VI para a catequese desta quarta-feira, 1º / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News
Após um recesso nesse período de verão na Itália, o Papa Francisco retomou nesta quarta-feira, 1º, as catequeses, seu encontro semanal com os peregrinos de várias partes do mundo. O Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os mandamentos, concentrando-se hoje no tema da idolatria. Segundo Francisco, esse é um tema de grande importância e atualidade. 
“Não terás outros deuses diante de minha face”. A partir dessa passagem do livro do Êxodo, o Papa explicou que esse mandamento proíbe ídolos ou imagens de todo tipo. Citando o Catecismo da Igreja Católica, lembrou que a idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo, mas a uma constante tentação da fé, divinizar aquilo que não é Deus. 
“Estamos falando de uma tendência humana, que não poupa nem crentes nem ateus. Por exemplo, nós cristãos podemos nos perguntar: qual é realmente o meu Deus? É o Amor Uno e Trino ou é a minha imagem, o meu sucesso pessoal, talvez dentro da Igreja?”. 
Francisco observou que o mundo oferece um “supermercado” de ídolos, que podem ser objetos, imagens, ideias, papéis. Nesse ponto da reflexão, o Papa alertou sobre a “oração que se faz aos ídolos”. Ele falou de uma recordação sua dos tempos de Buenos Aires: quando se deslocava a pé para uma Missa, passou por um parque e viu pessoas jogando tarô. “Iam ali para ‘rezar’ ao  ídolo. Em vez de rezar a Deus que é providência do futuro, iam ali porque liam as cartas para ver o futuro. Esta é uma idolatria dos nossos tempos”. 
A palavra “ídolo”, em grego, deriva do verbo “ver”. O Santo Padre explicou que um ídolo é uma “visão” que tende a se tornar uma obsessão. “O ídolo é na realidade uma projeção de si mesmo nos objetos ou nos projetos”. E os ídolos exigem um culto, os rituais. O Papa lembrou que na antiguidade se faziam sacrifícios humanos aos ídolos, mas também hoje isso acontece.
“Pela carreira se sacrificam os filhos, negligenciando-os ou simplesmente não os gerando; a beleza pede sacrifícios humanos. Quantas horas diante do espelho! Certas pessoas, certas mulheres, quanto gastam para se maquiar?! Também esta é uma idolatria. Não é ruim maquiar-se; mas de modo normal, não para se tornar uma deusa. (…) Também a droga é um ídolo. Quantos jovens arruínam a saúde, até mesmo a vida, adorando este ídolo da droga”. 
Por fim, o Papa mencionou o estágio mais trágico da idolatria: os ídolos escravizam, prometem felicidade, mas não a dão, e a pessoa fica presa à espera de um resultado que nunca chega. 
“Queridos irmãos e irmãs, os ídolos prometem vida, mas na realidade a tiram. O Deus verdadeiro não pede a vida, mas a doa, a presenteia. O Deus verdadeiro não oferece uma projeção do nosso sucesso, mas ensina a amar. O Deus verdadeiro não pede filhos, mas doa o seu Filho por nós”. 
Francisco convidou os fiéis a pensarem em quantos ídolos eles têm, porque reconhecer as próprias idolatrias é um início de graça e coloca no caminho do amor. “Qual é o meu ídolo? Tirem-no e joguem-no pela janela!”, finalizou. 

Precisamos separar os peixes bons dos que estão estragados

Se acumularmos muitos peixes velhos e estragados dentro do nosso coração, ele não vai aguentar viver assim

“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam” (Mateus 13,47-48).

O “mar” referido no Evangelho é o nosso coração. Ele é um verdadeiro mar, dentro dele há tantas coisas belas e preciosas, mas dentro de nós há também muitas coisas velhas e estragadas que não servem para nada. Assim como nós precisamos pescar para viver, precisamos pescar dentro do nosso coração para que tenhamos vida.
Há uma coisa importante nesta parábola de hoje: se, no fim dos tempos, Deus vai separar de vez os peixes bons dos que se estragaram e não servem para mais nada, precisamos nos preparar para esse fim. O fim dos tempos é o fim da nossa vida, e não podemos deixar a nossa vida chegar ao fim sem cuidar desse mar que é o nosso coração.
Jogue as redes, todos os dias, sobre o seu coração, mas jogue com muito amor, para puxar tudo o que tem dentro, pois, graças a Deus, temos muita coisa boa, temos bondade, generosidade, virtudes, valores e muito amor de Deus. Porém, existem muitos peixes velhos e estragados que estão corroendo o nosso coração. Joguemos fora aquilo que não presta, separemos o que é ruim do que é bom.
O melhor caminho se chama: exame de consciência. Examine, todos os dias, a sua consciência. Esse é o grande momento de lançarmos a rede sobre o nosso coração. Não deixemos para fazer o exame de consciência apenas quando estivermos indo nos confessar ou quando for o tempo da Quaresma. Temos vida todos os dias, e todos os dias precisamos cuidar da nossa mente e do nosso coração. Temos uma vida muito corrida e agitada, passamos por muitas situações, vamos acumulando muita poeira ao longo da caminhada.
Não precisamos tirar, todos os dias, a poeira do corpo? Não precisamos tomar aquele banho para nos lavar das impurezas que acumulamos durante o dia de trabalho? Da mesma forma, precisamos lavar a nossa consciência, purificar o nosso coração, tirar as coisas estragadas que acabaram entrando em nós. Se acumularmos muita sujeira no corpo, ninguém vai aguentar o nosso cheiro, nem mesmo nós. Se acumularmos muitos peixes velhos e estragados dentro do nosso coração, ele não vai aguentar viver assim.
Precisamos, todos os dias, lançar as redes para puxar e separar os peixes bons daqueles que estão estragados.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Qual deve ser o papel do pai e da mãe na criação do filho?

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O pai e a mãe precisam exercer, cada um, sua função na vida do filho

Todos nós precisamos de um pai e de uma mãe espiritual. A mãe tem uma disponibilidade afetiva, está sempre com os braços abertos. A figura paterna está necessariamente ligada à lei. E isso é fácil para a gente entender. A mãe e a criança estão ligadas, pois, primeiro, ela tem de segurar a criança no útero, depois, mantê-la em casa. É natural que a criança tenha mais cumplicidade com quem lhe deu à luz, porque elas viveram juntas nove meses. E o pai põe um limite na ligação entre ambas, sem quebrar essa união.
Muitas vezes, pensamos que o genitor entra para separar o filho da mãe, mas o papel dele é o equilíbrio; isso faz com que os nossos filhos cresçam nessa virtude [equilíbrio].
Qual deve ser o papel do pai e da mãe na criação do filho
Foto Ilustrativa: BraunS by Getty Images
No entanto, acontece, hoje, na sociedade, uma crise, pois ninguém mais quer ser pai e ninguém quer ser controlado. Mas alguém precisa assumir o encargo de colocar limites; e sabemos o quanto isso é necessário. É importante para você que é pai assumir essa missão de ser “lei”, ou seja, de ser limite em ser lar.
Outra coisa importante: mesmo onde não exista um pai biológico, alguém precisa assumir o papel paterno, e deve ser alguém do sexo masculino. Faz parte do desígnio de Deus, dentro da família real, que a figura masculina seja aquele que estabeleça esse limite; e alguém precisa assumir a realidade de pai.

E como colocar esses limites?

É importante compreender esse limite, para isso o pai precisa de uma virtude fundamental: a magnanimidade, que quer dizer “alma grande”. O genitor precisa ser magnânimo: “A águia não se alimenta de mosca”, essa ave de alma grande não come animais pequenos, somente os grandes.
Uma dica aos pais. Um excelente educador disse: “Não dê mais de uma ordem por mês nem explique muito”. O pai não deve se preocupar com pequenos defeitos, mas sim com os grandes. Você não deve encher a vida do seu filho de regrinhas, porque as regras desgastam a autoridade paterna. Não mande demais; faça-o somente para coisas importantes. Existe aí uma sabedoria de não gastar a autoridade do pai. É como uma faca: se a usarmos demais, ela se gastará; e quando precisarmos, ela não vai funcionar.
Talvez, você não tenha planejado ter filho naquele momento, mas Deus planejou o nascimento deste, e você agora o tem. Então, saiba que, desse momento em diante, sua vida está mudada. Você precisa dedicar tempo a ele. Quer um filho bom? Gaste tempo com ele. Vá ao cinema com seu filho, ao parque, você precisa investir tempo com ele. Se você não tem tempo, então, é porque colocou outras prioridades na frente dele.
A tendência dos filhos é querer a liberdade dos adultos, mas não querem as responsabilidades destes. Se o seu pai não lhe impuser as regras, a sociedade lhe colocará limites. É preciso também ir dando, aos poucos, responsabilidades para ele. Se o filho quer liberdade de adulto e responsabilidade de criança, algo está errado; enquanto ele estiver dentro de casa, será preciso assumir responsabilidades.
Você foi criado na lei de Deus; o filho quando se revolta na adolescência, sai de casa. Muitas vezes, aqueles que não têm coragem de fazer isso, concretamente, o fazem espiritualmente, vivem de cara emburrada, porque querem liberdade, mas não querem responsabilidades.
Quanto à formação espiritual: se seu filho diz não querer ir à Santa Missa, por exemplo, como pais, como vão educá-lo? Veja o que acontece: seu filho nasceu e você diz: “Não vou ensinar língua nenhuma, nem português, nem inglês. Quando ele crescer, resolve se quer falar português ou inglês ou a língua que ele quiser”. Ninguém faz isso, você mora no Brasil, todos falam português, então, todos aprendemos a falar português naturalmente. Da mesma forma, enquanto o seu filho estiver na sua casa, ele vai ser católico. Quando ele crescer, for um jovem adulto, se ele quiser mudar, ele muda [de religião]. Então, você que é pai: saiba recuperar sua autoridade, e isso se faz obedecendo a Deus, pois, quando as pessoas perceberem que você é o primeiro a obedecer ao Senhor, então elas vão começar a respeitá-lo como autoridade.

Fonte: Canção Nova

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