Que os arcanjos de Deus estejam a nosso serviço e que nós estejamos, acima de tudo, a serviço de Deus

sexta-feira, 29 de setembro de 2017


“Houve uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão lutou juntamente com os seus anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais o seu lugar no céu” (Ap 12,7-8).

Hoje, celebramos a Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, os três grandes arcanjos divinos. A realidade dos anjos é admirável e maravilhosa!

Os anjos são criaturas de Deus, criados para estarem a serviço do Senhor. Anjos são espíritos puros, mensageiros de Deus, ou seja, estão a serviço d’Ele. Na hierarquia angelical, existem várias categorias: anjos, arcanjos, potestades, dominações e tantas outras hierarquias angelicais que ocupam um lugar especial. Os arcanjos são anjos com missões específicas nessa dimensão da vida espiritual que Deus criou e dispôs no relacionamento com Ele.
Os anjos estão a nosso serviço, eles estão a serviço da nossa relação com Deus, por isso não os podemos ignorar, não podemos abrir mão dessa presença angelical no meio de nós.
Olhemos para esses arcanjos. O primeiro deles é Miguel, o grande combatente das batalhas espirituais e o vencedor das forças do mal. “Quem como Deus!”. Miguel é aquele que diz: “A vitória final é a de Deus”. O mal não reina nem tem poder sobre nós quando nos colocamos sobre o domínio de Deus. Miguel é o grande combatente das forças infernais, é aquele que vence todos os anjos inimigos e os coloca aos pés e à sujeição do nosso Deus.
O arcanjo Gabriel foi aquele enviado a Zacarias e Maria para comunicar as graças divinas, as grandes graças do Céu.
A comunicação é uma grande necessidade entre nós seres humanos e na nossa relação com Deus. Queremos nos comunicar com Ele e queremos que Ele, cada vez mais, comunique-se conosco. O arcanjo São Gabriel está a serviço da boa e verdadeira comunicação.
No nosso mundo, com tantas doenças e enfermidades, que sofre, tantas vezes, com epidemias e pandemias, tantas fragilidades da nossa saúde humana, o socorro de Deus chama-se Rafael. Ele é a cura divina. São Rafael deve ser invocado, aclamado, para que não fiquemos passivos diante do crescimento de tantas doenças e enfermidades.
São Rafael é a medicina divina, é a luz divina para iluminar todas as realidades humanas, muitas vezes, contaminadas por doenças, enfermidades e por fraquezas que nos fragilizam, mas Deus é aquele que cuida de nós e de nossa humanidade.
Fiquemos amigos dos arcanjos de Deus, porque ser amigo dos anjos quer dizer ser amigo de Deus, é levar uma vida espiritual, uma vida mística de forma mais pura, verdadeira e autêntica.
Que os arcanjos de Deus estejam a nosso serviço e que nós estejamos, acima de tudo, a serviço de Deus.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova





Procuremos conhecer Jesus

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

 

Procuremos conhecer, ter relação próxima e de intimidade com Jesus e Seu Reino

“Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus” (Lucas 9,9).

Herodes havia mandado matar João Batista, mas ele estava incomodado, porque a fama de Jesus, tudo o que Ele fazia e falava, tornava-O conhecido. As obras de Cristo eram manifestas, e Herodes queria saber quem era Ele. Por isso, de algum modo, procurou ver Jesus, mas ficou apenas na beirada.
Nós, muitas vezes, só ficamos na beirada, porque só procuramos ver Jesus. No entanto, só vê-Lo não basta, só ver as obras de Deus no mundo não basta. Estamos contemplando as maravilhas e a ação de Deus no meio de nós, mas não basta apenas vermos, temos de conhecê-las. Ver e conhecer são diferentes, porque, quando vemos alguma coisa, nós a estamos contemplando. Agora, quando procuramos conhecer, estamos entrando na intimidade e na profundidade de algo ou alguém.
Muitas pessoas estão vendo as coisas de Deus, Seu Reino, mas não estão procurando conhecê-Lo, não estão entrando na lógica e na dinâmica do Reino de Deus. Quando conhecemos Jesus, nós O seguimos, deixamo-nos ser conduzidos pela verdade e pela libertação que o Reino de Deus traz até nós.
Herodes teve a oportunidade de mudar de vida, de ser transformado, um homem novo, mas não procurou ou não se deixou ser tocado nem conduzido pelo Reino de Deus. Herodes preferiu continuar na beirada.
Não fiquemos na beira do caminho, apenas olhando Jesus passar e a graça de Deus acontecer. Procuremos conhecê-Lo, ter uma relação próxima de intimidade com Ele e com Seu Reino, para que não seja uma realidade externa, mas entre em nós, esteja em nós, para que produza frutos em nós e a partir de nós.
Procuremos não somente ver, mas seguir Jesus, tornarmo-nos Seus discípulos, colocarmos em prática Suas palavras e levar o Reino de Deus, que contemplamos, para o mundo que precisa tanto d’Ele.
Não basta ver Jesus, é preciso também conhecê-Lo e segui-Lo.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Ler a Bíblia entendendo que tudo converge para Jesus

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

É preciso ler a Bíblia, entendendo que tudo converge para Jesus

A Bíblia é palavra inspirada, é Deus que se revela aos homens; em contrapartida, uma exigência para ler a Bíblia é a fé de quem a lê. É preciso a adesão da fé para que essa palavra produza frutos na vida de quem se debruça sobre a Palavra de Deus e acredita na ação divina. E para que essa fé exista, é preciso contar com o auxílio do Espírito Santo, que nos direciona a Deus e nos dá o entendimento necessário para aceitar e crer na Revelação.
Ler a Bíblia entendendo que tudo converge para Jesus - 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
Já nos ensinou São Jerônimo: “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Não podemos ignorar Jesus. Temos de contar com o Espírito Santo, que nos conduz na leitura da Sagrada Escritura e nos põe no caminho do Cristo. Ler e acreditar na Sagrada Escritura é caminhar com o Senhor, é ouvir o Seu convite: “Vem e segue-me!”

A importância dos Evangelhos

Daí a importância de lermos a Sagrada Escritura, em especial os Evangelhos. Toda a Bíblia é revelação de Deus. O Antigo e o Novo Testamento possuem a mesma importância, mas os Evangelhos têm um lugar de excelência, pois ali se encontra a vida de Jesus, e todos os outros livros se convergem para o centro, que é Cristo.
Orienta-nos a Dei Verbum, Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina: Ninguém ignora que, entre todas as Escrituras, mesmo do Novo Testamento, os Evangelhos têm o primeiro lugar, enquanto são o principal testemunho da vida e doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador.
É preciso ler todos os livros da Bíblia, entendendo que tudo converge para Jesus. E quando lemos os quatro Evangelhos não é diferente. É importante ler esses livros para percebermos vários aspectos da vida de Cristo. Os quatro Evangelhos se completam. Cada um possui suas características próprias; e vistos em conjunto; ajudam-nos a conhecer e seguir Jesus.

Peculiaridades

O Evangelho segundo São Marcos, por exemplo, quer nos apresentar a pessoa de Jesus. Precisamos conhecê-Lo, pois decidimos segui-Lo. Com o Evangelho de São Mateus, considerado o mais catequético dos quatro, aprendemos ensinamentos de Jesus, pois só é possível segui-Lo se soubermos como escolher o Seu caminho nas situações da vida. O Evangelista São Lucas nos apresenta a universalidade da mensagem de Cristo. É para todos! E somos chamados a anunciar essa mensagem a todos. Por fim, o Evangelho segundo São João, que possui uma literatura mais simbólica, pois nos propõe a fé nos mistérios de Jesus, que é Deus.
Conhecer Jesus, saber Seus ensinamentos, levar a mensagem de salvação aos outros e experimentar fé nos mistérios divinos, eis alguns dos motivos pelos quais devemos ler e estudar os Evangelhos. Além disso, nos permitir compreender que Jesus é o centro da Sagrada Escritura, e assim ler cada um dos outros livros da Bíblia com suas características próprias e relacionando-os com os demais [livros bíblicos], é um bom caminho para aceitar o convite da Igreja, de que nos debrucemos gostosamente sobre o texto sagrado (Dei Verbum), ou seja, sintamos seu sabor, seu gosto na nossa vida.

Fonte: Canção Nova

Para ser um familiar de Jesus, é necessário ouvir Sua Palavra

terça-feira, 26 de setembro de 2017

 

O discípulo de Jesus é aquele que escuta o Mestre, mas não simplesmente por escutar; ele tem o dom de ouvir, de prestar atenção

Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lucas 8,21).

O Evangelho de hoje nos mostra a graça maravilhosa de sermos chamados a fazer parte da família de Jesus, sermos família com Ele. Para nós, a questão familiar é sanguínea, consanguínea. “Sou filho, pai ou irmão dessa pessoa, porque tenho uma relação consanguínea ou adotiva”.
Deus amplia o conceito de família e chancela o verdadeiro sentido do que é ser família de Deus ou ser, realmente, da família de Jesus. Não quer dizer que o Senhor exclui os Seus; muito pelo contrário, Ele está dizendo que aquela que é sua mãe, aqueles que são Seus parentes próximos, não o são só porque fazem parte mesma família, mas, sobretudo, porque põem em prática a palavra ouvida.
Para ser discípulo e familiar de Jesus, é necessário, primeiro, ouvir Sua Palavra. E como nós temos dificuldades de ouvir, de colocar nossos ouvidos em sintonia com a Palavra do Senhor! Há muitas outras palavras que estão zunindo em nossos ouvidos, dando-nos preocupações, direções e tantas outras questões tão práticas deste mundo; e nós, muitas vezes, não nos colocamos na sintonia da Palavra de Deus.
O discípulo de Jesus é aquele que escuta o Mestre, mas não simplesmente por escutar; ele tem o dom de ouvir, de prestar atenção, meditar, ruminar e deixar que a Palavra ouvida seja aquela que rema, que direciona e dá, realmente, a seta para sua vida. A Palavra de Deus deve ser a direção para tudo aquilo que fazemos.
Se ouvimos, meditamos e ruminamos a Palavra de Deus, como podemos praticá-la? Como podemos vivê-la? Se não a estivermos vivendo plenamente, precisamos saber o que mudar, o que fazer, de que forma direcionar nossa vida, para que ela esteja de acordo com a Palavra de Deus.
Que a Palavra seja um espelho para nos mostrar o que, de fato, somos e estamos vivendo. Que ela seja luz, que direcione como precisamos viver.


Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A luz de Deus nos direciona

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A luz de Deus nos ajuda a caminhar na luz, tira-nos das trevas, porque Ele torna tudo claro e manifesto

Com efeito, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto; e tudo o que está em segredo deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto” (Lucas 8,17).

Deus é luz, e quem está n’Ele permanece na luz. Como essa palavra de Deus se aplica em nossa vida, no nosso coração e nas nossas relações humanas? Quem está em Deus deve ser uma pessoa transparente, que caminha sempre na luz e não na escuridão da vida, mantendo tudo o que faz escondido, sem ninguém saber.
As nossas boas obras devem ser manifestadas e conhecidas. Não é que temos de fazer propaganda, chamar à atenção, pois as obras boas que fazemos claramente aparecem, são perceptíveis; mas as obras ruins também.
Por que conhecemos as obras ruins? Para corrigi-las, para direcioná-las e tirá-las da escuridão e das trevas. Quando não conhecemos as coisas negativas que estão em nós, as pessoas, falam, comentam, não vemos, mas é sinal de que não estamos colocando a nossa vida na luz.
Quando colocamos a nossa vida na luz, vemos, claramente, as inclinações positivas, as boas obras que devemos fazer, porque a luz de Deus nos dá direção e nos mostra por onde devemos caminhar.
Quando estamos em Deus, também temos clareza de nossas fraquezas, dos nossos limites, erros e pecados. Não é para vivermos nos acusando nem acusarmos os outros, é o contrário, é para corrigir aquilo que em nós precisa ser corrigido, é para, com o auxílio da luz de Deus, sair das trevas e caminhar na direção da luz, da vida, e ser luz também para os outros, para ter paciência com os limites e fraquezas do outro. A luz de Deus nos ajuda a caminhar na luz, tira-nos das trevas, porque Ele torna tudo claro e manifesto.
Há muitas coisas escondidas dentro de nós; há coisas que guardamos no interior da nossa alma que nem mesmo nós temos consciência delas. Não é para ficarmos fazendo tempestades no coração e na mente, mas é para deixarmos tudo se iluminar, clarear, tudo vir à luz. Para retirar o que não serve, o que não presta, e curar o que precisa ser curado, transformar o que precisa ser transformado, mas para eliminar aquilo que não nos santifica nem nos torna um verdadeiro filho de Deus.
Que a luz de Deus direcione, encaminhe nossos passos e nos ajude a caminhar na vontade do Senhor.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Jesus é o refúgio dos pecadores

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Jesus faz refeição, ceia e está com os pecadores, porque Ele quer tirar o pecado da nossa vida

Enquanto Jesus estava à mesa, na casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos” (Mateus 9,10).

Hoje, celebramos São Mateus, reconhecemos nele o grande evangelista que escreveu o maior Evangelho que nós temos. Acima de tudo, queremos olhar para ele como o cobrador de impostos convertido, o pecador que deixou o pecado e foi abraçado por Deus. Mateus é o pecador que acolhe Jesus e Seus discípulos em sua casa.
Em outras palavras, quando celebramos a festa de São Mateus, entendemos que o coração de Jesus é o refúgio dos pecadores. A casa do Senhor é a casa dos pecadores, e eles têm de encontrar acento e lugar na casa de Deus.
Pode ser que muitos de nós imaginemos uma religião pura ou, muitas vezes, puritana, onde somente os santos, convertidos, somente aqueles que estão com total pureza podem se assentar. Na verdade, nenhum de nós é santo e puro, todos nós somos pecadores. Quem nos purifica e nos liberta do pecado é o Senhor Jesus, e só tem lugar no coração d’Ele quem se reconhece pecador. E não se trata de menor ou maior pecado, de termos falhado menos ou mais, de termos nascido numa família santa, sermos melhores do que o outro que já nasceu em meio ao pecado. Não! Isso são fantasias humanas e mitos religiosos que se criam, porque o Evangelho é, na verdade, a casa do Senhor, a casa dos pecadores.
Na casa do Senhor, todos precisam entrar, e há lugar para todos se sentarem à mesa com Ele. Não pode haver, de forma nenhuma, distinção de pessoas, qualquer preconceito, elevação de uns em detrimento de outros.
Na casa do Senhor, tem de estar quem progrediu na vida espiritual, mas também quem não O conheceu, quem viveu uma vida de mais pecados ou menos pecados. Na casa do Senhor, tem de estar nossos filhos e irmãos, também aqueles que são julgados, condenados, tidos como imprestáveis.
A Igreja precisa ser uma casa de portas abertas, como é o coração de Deus para acolher Seus filhos. Não é simplesmente para acolher e dizer: “Venham pecadores”, mas para dizer que Jesus faz refeição, ceia, e está com os pecadores, porque quer tirar o pecado da nossa vida. Ele veio para libertar a humanidade, o coração dos homens da escravidão do pecado.
Precisamos que cada um de nós se deixe convencer e ser convertido por Jesus, e que, uma vez conhecidos e convertidos, não sejamos frios, indiferentes nem nos achemos melhores do que os outros.
Tenhamos um coração misericordioso como o coração de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: aberto, escancarado para acolher a todos, porque todos são amados por Ele.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Deixemo-nos consumir pela presença de Deus

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Se formos frios e indiferentes para com a presença do Sagrado e do Divino, não seremos tocados pela graça

Não pode haver dúvida de que é grande o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, foi justificado no espírito, contemplado pelos anjos, pregado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória!” (1Tm 3,16).

Aquilo que São Paulo está, hoje, recomendando a Timóteo, em sua carta, é como devemos proceder na casa de Deus, e isso está totalmente ligado ao Evangelho de hoje, que nos fala da frieza e da indiferença daqueles que não ligaram para a manifestação da glória e da presença do Senhor no meio de nós. O Evangelho diz: “Veio João Batista, que não comia nem bebia, e foi visto por muitos como um demônio. Veio o Filho do Homem, que comia e bebia, e foi tido como um comilão, beberrão e assim por diante. Ou vocês são como crianças que tocam flautas nas praças e ninguém liga” (cf. Lc 7,31-35).
Grande é o mistério da graça de Deus manifestada no meio de nós. Uma vez manifestado, não podemos tocar nesse mistério como uma coisa qualquer nem deixar que a apatia, a frieza, a indiferença e o pouco caso tomem conta de nós.
Vivemos num mundo frio e relativista em relação às coisas sagradas e divinas, em relação à manifestação de Deus no meio de nós. Como deveríamos tremer diante da presença de Deus! Como o nosso comportamento, ao entrar numa igreja, numa capela, ao nos colocarmos na presença do Senhor, deveria ser diferente! Deveríamos estar inteiros tomados pela presença d’Ele em nosso meio.
Se formos frios e indiferentes para com a presença do Sagrado e do Divino, não seremos tocados pela graça. Por isso, é de se imaginar que a graça de Deus esteja longe e indiferente de nós, porque somos nós quem nos tornamos, muitas vezes, frios e indiferentes à manifestação da graça e da glória d’Ele. Como nós precisamos nos compenetrar na vida de oração, na vida mística, na contemplação e busca do Sagrado!
Não podemos fazer as coisas de Deus de qualquer jeito, não podemos transformar a nossa relação com Ele numa coisa rotineira, comum ou tratá-la de qualquer jeito, mais ou menos, quando der.
O Espírito não se compenetra da graça, e a graça do Espírito não penetra em nós pela nossa frieza e pela nossa indiferença. É preciso recuperar o gosto, assumir o Sagrado dentro do nosso coração, para que Ele manifeste a Sua glória, o Seu poder, a ação divina no meio de nós. Em outras palavras, é deixar-se consumir e ser tomado pela presença do Senhor.
Não vá de qualquer jeito para a igreja, não se comporte de qualquer jeito, não coloque outras coisas que o distraem e roubam sua atenção e coração da presença de Deus. Se formos inteiros para Deus, Ele será inteiro em nossa vida!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Jesus é o consolo para o sofrimento de todas as mães

terça-feira, 19 de setembro de 2017

 
Jesus quer ser o consolo de todas as mães que sofrem e estão, no dia a dia, tendo de acompanhar as angústias, os ânimos e fracassos de seus filhos.

“Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: 
‘Não chores!’” (Lc 7,13).

Jesus está chegando na cidade de Naim. Quando Ele entra nesse pequeno povoado, há uma procissão, um velório, ali, porque uma mãe perdeu seu filho único. Essa mãe, além de perder o filho, é viúva, e essa é a causa da dor e do sofrimento dela, pois, além de não ter mais o esposo, ela não tem mais seu filho.
Penso que uma das dores mais difíceis e duras de um coração é a dor de uma mãe que tem de enterrar um filho. É uma espada de sofrimento e dor, que passa no coração dessa mãe, que não há modo de explicarmos tamanho sofrimento.
Assim como Jesus teve compaixão dessa viúva de Naim, Ele tem compaixão das dores de nossas mães; sejam mães que precisam enterrar seus filhos, sejam as que precisam chorar por eles, ou aquelas que, muitas vezes, não sabem o que fazer com os sofrimentos, com seus filhos (crianças pequenas ou filhos já crescidos).
Nada é mais importante para o coração de uma mãe do que um filho, pois este sai do coração, sai do ventre, das entranhas dela. Todo filho precisa tomar consciência de que, por mais que seja independente e precise seguir sua vida, ele nunca sai do coração de uma mãe.
A mãe quer ver o filho ir longe, quer vê-lo prosperar e dar certo. A alegria do filho é a alegria da mãe, o sofrimento e a dor dele é o sofrimento e a dor dela. Uma mãe acompanha tudo que o filho passa, tudo o que ele vive.
Os filhos não podem ser indiferentes ao coração, à dor, ao sofrimento e a tudo aquilo que a mãe vive. O coração de uma mãe nunca se desliga do coração do filho. Ele pode morar longe, pode viver o que tem para viver na vida, mas, no coração da mãe, o filho será sempre filho.
Hoje, Jesus quer ser o consolo e o amparo de todas as mães que sofrem e estão, no dia a dia, tendo de acompanhar as angústias, vitórias e derrotas de seus filhos, também os ânimos e fracassos. O mais importante é que cada filho saiba ser consolo para sua mãe, e que cada mãe saiba que tem o consolo de Deus na sua luta de cada dia para amar seus filhos.





Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Por que os jovens se drogam?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O uso de drogas, apesar das sensações de prazer e alívio proporcionadas, sempre resulta em consequências negativas

Sabemos que este é um dos maiores problemas do mundo moderno. E quando falamos mundo, não estamos usando só uma “força de expressão” para evidenciar ainda mais o problema. De fato, o mundo todo está sofrendo as terríveis consequências desse problema, diante do qual surgem muitos questionamentos e algumas pistas de solução.

Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com

A dependência química é a oitava causa de solicitação de internação hospitalar, revela a Organização Mundial da Saúde (OMS). É catalogada pela OMS como doença fatal e primária, ou seja, não decorrente de nenhuma outra. Apenas um pequeno número de dependentes tenta e consegue deixar as drogas permanentemente.
O uso de drogas, apesar das sensações de prazer e alívio proporcionadas, sempre resulta em consequências negativas. O dependente químico é escravo da droga. Apesar do esforço da medicina, não existe fórmula mágica para tratar a dependência química. Por isso, é preciso que a pessoa queira mudar de vida e esteja disposta a deixar as drogas. Essa decisão é pessoal, porém, nem sempre é fácil.
O uso de drogas é uma tentativa de não sentir a dor existencial, uma maneira de não pensar, de não sofrer. É fuga! Para se livrar deste mundo terrível, é preciso aprender a esperar, a abrir mão do desejo, a ter autodisciplina, a pedir ajuda, a melhorar a autoestima e a modificar o vocabulário para evitar a apologia às drogas, além de se afastar dos ambientes que estimulam o uso. O dependente químico volta a usar drogas quando, consciente ou inconsciente, não consegue criar novas saídas em situações de crise, seja em momentos de triunfo ou de fracasso. Por isso, é preciso aprender a trabalhar para descobrir novas possibilidades de existir fora da droga.

A importância de confiar no outro

O primeiro e principal sintoma da dependência é a negação (o usuário nunca assume que é dependente). Daí, a necessidade de quebrar os mecanismos de defesa. O dependente precisa concluir que é impotente diante da droga e que sua vida se tornou ingovernável. Esse é o primeiro momento para a cura. A partir daí, é preciso estimular essa decisão e ajudar no empenho pela mudança. Nesse processo, é muito importante compartilhar a vida com alguém de extrema confiança. Para o dependente, é muito difícil confiar em alguém, pois não confia nem em si mesmo.
Entre os muitos questionamentos que nos fazem, destacamos:
Por que os jovens se drogam?
–Que mecanismos são acionados em sua vida para que se inclinem ao vício?
–Que forças interiores se juntam para levar o dependente químico a essa condição?
Apresentamos algumas tentativas de respostas:
A curiosidade, a pressão do grupo, a satisfação, o vazio espiritual, a fuga do sofrimento, falsa liberdade, dependência e a escravidão.
O que antes significava liberdade agora é escravidão. O usuário torna-se prisioneiro da droga, e esta é  um feitor tirano. No entanto, a partir da nossa experiência, e também de muitos estudos modernos, o que na verdade o dependente químico está procurando é acabar com a rotina quotidiana, e mesmo sem saber, voltar-se para o infinito. Como já afirmamos, a dependência química é a expressão permanente da busca inconsciente de Deus.
(Trecho extraído do livro “Jovens Sarados” de Pe. Léo, scj)

Busquemos alcançar as coisas do Alto

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

 

Buscar as coisas do Alto é ter o coração em Deus e os pés na terra sem perder a dimensão do Céu

“Irmãos, se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres”  (Cl 3,1-2).

Todos nós que, um dia, fizemos a experiência do encontro pessoal com Jesus, precisamos nos deixar transformar por esse encontro, porque ele nos coloca numa dimensão espiritual de vida mística e relacionamento pessoal com Ele.
Onde está o Cristo? Ele está no meio de nós, mas pertence ao Alto, Ele não é da Terra. Ele veio até nós, está no meio de nós, para nos elevar aos Céus e dizer a cada um de nós que, de lá, viemos e para lá voltaremos.
Buscar as coisas do Alto não é ter uma vida desencarnada e longe da vida real, mas viver uma vida concreta e real com as labutas, com os trabalhos, as dificuldades e realidades próprias da vida humana que nós temos, sem, contudo, perder a dimensão espiritual e mística, sem perder a direção para onde estamos caminhando. Viver uma vida espiritual é não se deixar render à matéria, é não viver o materialismo reinante em nossa vida e em nosso coração.
Buscar as coisas do Alto é viver a vida em Deus, em tudo aquilo que fazemos e realizamos, é buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, é dar prioridade a Ele em nossa vida, é permitir que Ele dirija os nossos pensamentos e sentimentos, nossas ações em tudo aquilo que fazemos e realizamos.
Buscar as coisas do Alto quer dizer que Cristo é o Senhor da nossa vida, e a Ele nos entregamos a cada dia. Buscar as coisas do Alto não é fazer oração de vez em quando ou em outra situação se lembrar de Deus, não é rezar quando estamos aflitos nem quando as coisas estão erradas para nós.
Buscar as coisas do Alto é ter o coração no Senhor e os pés na Terra sem perder a dimensão do Céu. Levamos uma vida encarnada, muito concreta e real. Não somos anjos, não vivemos no Céu, vivemos na terra, mas não nos esqueçamos, jamais, de tudo aquilo que fazemos e somos, aquilo que Deus conquistou, que nós pertencemos a Deus e Ele caminha conosco em tudo aquilo que realizamos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Deixemo-nos tocar pelas palavras de Jesus

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Deixemos que a Palavra de Deus entre em nós, porque somente Ele têm palavras de vida eterna

“Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos” (Lucas 6,18-19).

Precisamos ouvir Jesus, porque Suas palavras penetram em nós e descem por todo o nosso ser. Todo o nosso corpo e toda a nossa vida são tocados, beneficiados e transformados quando ouvimos Jesus, quando somos tocados por Ele. Por isso, a grande graça da vida é ouvir o Senhor, deixar que nossos ouvidos O escutem, que as Suas palavras entrem em nossa vida.
Muitas vezes, escutamos ruídos, escutamos o outro falar, mas não deixamos que entre em nós aquilo que nossos ouvidos estão captando. A grande graça que precisamos ter de Deus é saber ouvir Jesus, Suas palavras, ouvir a Palavra de vida e salvação que Ele traz a todos nós.
A palavra de Jesus é salvação, cura, libertação e restauração. Precisamos ter um compromisso de vida, não passar, um dia sequer, sem ouvir a Palavra do Senhor.
Peça a Deus, todos os dias, o dom da escuta, a capacidade de ouvir. Muitas vezes, estamos com a nossa sensibilidade auditiva e espiritual comprometida, incapaz de ouvir o outro e Deus. Quando nós O ouvimos, quando a Sua Palavra entra em nós, ela direciona nosso coração, orienta nossa vida e traz luz para as situações mais obscuras da alma, do coração e da nossa existência.
Deixemos que a Palavra de Deus entre em nós, mexa e remexa com o nosso coração e com a nossa vida, porque somente Ele têm palavras de vida eterna, palavras que nos curam, libertam, restauram e trazem vida nova.
Que nós possamos tocar em Jesus e sermos tocados pelas Suas palavras, que trazem vida em plenitude.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O nome de Maria é doce e suave aos seus devotos

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Saiba como é doce e suave o nome de Maria na vida dos seus devotos, especialmente na hora da morte

Santo Afonso Maria de Ligório afirma que o sublime nome de Maria não foi encontrado na terra nem inventado pela inteligência ou arbítrio dos homens, como se dá com os outros nomes. Seu nome, no entanto, veio de Deus e foi-lhe imposto por ordem Sua, como atestam São Jerônimo, São Epifânio, Santo Antonino entre outros. A esse respeito, Ricardo de São Lourenço diz: “A Santíssima Trindade vos conferiu este nome, ó Maria, que é superior a todo o nome, depois do nome do vosso Filho; ela enriqueceu-o de tanto poder e majestade, que, ao proferi-lo, quer que se dobrem os joelhos dos que estão no céu, na terra e no inferno”1. Entre os vários privilégios que o Senhor concedeu ao nome de Maria, consideremos apenas o quanto Deus o fez suave na vida e na morte, aos servos dessa gloriosa Rainha e Senhora.

O nome de Maria doce e suave aos seus devotos 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O nome de Maria é doce e suave na vida presente

O santíssimo nome de Maria é cheio de divina doçura. Santo Antônio de Pádua encontrava tanta doçura no nome de Maria quanto São Bernardino no de Jesus. O nome da Virgem Santíssima é alegria para o coração, mel para a boca, melodia para o ouvido de seus devotos, dizia Santo Antônio.
No momento da Assunção de Nossa Senhora, os anjos perguntaram três vezes pelo seu nome: “Quem é esta que sobe pelo deserto, como uma varinha de fumo composta de mirra e de incenso?” (Ct 3,6). “Quem é esta que vai caminhando como a aurora quando se levanta?” (Ct 6,9). “Quem é esta que sobe do deserto inundando delícias?” (Ct 8,5). E para que perguntam com tanta insistência o seu nome? Perguntavam para terem o prazer de ouvi-lo mais vezes, tão suavemente lhes soava aos ouvidos o seu nome.
Não tratamos aqui de uma doçura sensível, pois esta não é concedida comumente a todos. Mas da salutar doçura de conforto, amor, alegria, confiança e fortaleza que o nome de Maria dá, ordinariamente, àqueles que o pronunciam com devoção. Esse nome é tão rico de bênçãos, que, depois do nome de Jesus, nem no Céu nem na Terra há outro pelo qual as almas devotas recebam tanta graça, tanta esperança, tanta doçura, pois o nome de Maria contém em si uma virtude tão admirável, tão doce e tão divina, que deixa nos corações amigos de Deus um odor de santa suavidade. Os seus servos sempre encontram nele novos encantos, e essa é a coisa mais maravilhosa deste nome. Embora eles o pronunciem e ouçam pronunciar muitas e muitas vezes, sempre saboreiam a mesma doçura.
O Beato Henrique Suso experimentava essa doçura. Quando pronunciava o nome de Maria, sentia-se animado de grande confiança e era tomado de jubiloso amor. Por isso, mal podia proferir seu nome por entre lágrimas de alegria. Abrasado de amor por Nossa Senhora, assim falava-lhe ternamente São Bernardo:
“Ó excelsa, ó bondosa e veneranda Virgem Maria! Como é vosso nome tão cheio de doçura e amabilidade! Ninguém o pode proferir sem que se veja abrasado de amor para com Deus e para convosco. Perpasse ele pela mente dos que vos amam, e eis o quanto basta para consolá-los e incitá-los a vos amarem cada vez mais”2.
As riquezas materiais consolam os pobres, porque os aliviam de suas misérias. Entretanto, incomparavelmente, muito mais o nome da beatíssima Virgem Maria nos consola e nos alivia das angústias desta vida do que todas as riquezas da Terra.
Este nome é doce para os devotos de Maria, mas é terrível para os demônios. Tomás de Kempis diz que estes têm tanto medo da Virgem Santíssima, que fogem de quem invoca o seu poderosíssimo nome. A própria Rainha do Céu revelou isso a Santa Brígida: “Por endurecido que seja um pecador, imediatamente o abandona o demônio, se invoca o meu santo nome. Assim que o ouvem invocar, largam de pronto a alma presa em suas garras”3. Se os anjos maus se afastam dos pecadores que chamam pelo nome de Maria, ao contrário, os anjos bons se aproximam muito mais dos justos que o pronunciam com devoção.

O doce e suave nome de Maria e a salvação eterna

Assim como a respiração é sinal de vida, a invocação frequente do nome de Maria é sinal da posse ou da breve aquisição da graça divina, dizia São Germano. Pois esse poderoso nome tem a virtude de alcançar auxílio e vida a quem o invoca devotamente. O nome de Maria é como torre fortíssima, que livra o pecador da morte eterna. Até os maiores pecadores encontram proteção e salvação nessa celeste fortaleza.
Essa torre fortíssima não só livra os pecadores de castigos, mas também defende os justos contra as tentações diabólicas. Depois do nome de Jesus, em nenhum outro existe socorro e salvação para os homens como no excelso nome de Maria. Especialíssima é a força desse nome para vencer as tentações contra a castidade. Os devotos da Virgem Maria fazem essa experiência todos os dias. Quando São Lucas diz: “E o nome da Virgem era Maria” (Lc 1,27), o faz para nos dar a entender que o nome da puríssima Virgem é inseparável da virtude da castidade. Nesse sentido, São Pedro Crisólogo diz: “O nome de Maria é indício de castidade, querendo dizer: quem duvida se pecou nas tentações impuras, tem um sinal certo de não ter ofendido a castidade, quando se lembra de haver invocado a Maria”4. Por isso, sigamos sempre o belo e memorável conselho de São Bernardo:
“Nos perigos, nos apuros, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca a Maria; nunca se aparte seu nome de teus lábios, de teu coração. Em todos os perigos de perder a graça divina, pensemos em Maria, invoquemos seu nome e o de Jesus, para que andem sempre unidos esses dois nomes. Nunca se apartem nem do nosso coração, nem da nossa boca, esses dois dulcíssimos e poderosíssimos nomes. Pois eles nos darão forças para não cairmos e para vencermos sempre todas as tentações”5.
Jesus Cristo prometeu graças inestimáveis aos devotos do nome de Maria, afirmava claramente Santa Brígida. Disse Ele a sua Mãe Santíssima:
“Quem invocar o teu nome com o propósito de emenda e confiança, receberá três graças particulares: perfeita dor dos seus pecados e satisfação por eles, força para progredir na perfeição e finalmente a glória do paraíso. Ó minha Mãe, acrescentou o Senhor, nada posso vos negar de quanto me pedis, porque vossas palavras são tão doces e agradáveis a meu coração”6.
Santo Efrém dizia que o nome de Maria é a chave da porta do Céu, para quem o invoca com devoção. Com razão, São Boaventura chamava Maria de salvação dos que a invocam, como se invocar o seu nome fosse o mesmo que obter a salvação eterna. Na devota invocação do doce e santo nome de Maria, recebemos graças superabundantes nesta vida e sublime glória na que há de vir. Desejamos ser consolados em todos os sofrimentos? A esta questão, responde Tomás de Kempis:
“Recorrei a Maria; invocai a Maria, a ela servi e recomendai-vos. Alegrai-vos com Maria, caminhai com Maria; com ela procurais a Jesus, e, finalmente, com Jesus e Maria aspirai viver e morrer. Assim fazei e prosseguireis no caminho do Senhor, pois Maria se comprazerá em rogar por vós, e o Filho com certeza atenderá à sua Mãe”7.

O nome de Maria é doce e suave na hora da morte

O nome santíssimo de Maria é dulcíssimo na vida dos seus devotos, porque ela lhes alcança graças extraordinárias. No entanto, este nome será muito mais doce para eles na última hora, proporcionando-lhes uma suave e santa morte. Por isso, pronunciemos frequentemente o nome de Maria aos que estão no leito de morte. Pois, este nome de vida e de esperança, proferido na hora da morte, basta para afugentar os demônios e confortar os doentes em todas as suas angústias e sofrimentos.
Os nomes de Jesus e de Maria são fáceis de conservar na memória, doces para meditar e fortes para defender os que lhes são fiéis contra os inimigos da salvação. “Bem-aventurado aquele, exclama São Boaventura, que ama teu doce nome, ó Mãe de Deus! É ele tão glorioso e admirável, que quem se lembra de o invocar em artigo de morte, não teme os assaltos dos inimigos”8.
Oh! Que felicidade morrer como Fulgêncio d’Ascoli, frei capuchinho, que expirou cantando: “Ó Maria, ó Maria, a mais bela dentre as criaturas, quero ir em vossa companhia!”9 Ou como o Beato Henrique de Marcy, abade cisterciense, do qual se conta, nos escritos da Ordem, que terminou seus dias na Terra pronunciando devotamente o nome de Maria.
Assim, roguemos a Deus que nos conceda a graça de ser o nome de Maria a última palavra que a nossa língua pronuncie nesta vida. Roguemos a Deus, como pedia um São Germano, dizendo: “Ó doce e segura morte, a que é acompanhada e protegida com este nome de salvação, o qual Deus só concede proferir àqueles a quem quer salvar!”10

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório a Virgem Maria

“Ó minha doce Mãe e Senhora, eu vos amo, e porque vos amo, amo também o vosso nome. Proponho e espero com o vosso socorro invocá-lo sempre na vida e na morte. Concluo, pois, com a terna oração de S. Boaventura: Para glória do vosso nome, ó bendita Senhora, quando minha alma sair deste mundo, vinde-lhe ao encontro e tomai-a em vossos braços. Dignai-vos de vir consolá-la com a vossa doce presença; sede o seu caminho para o céu, alcançai-lhe a graça do perdão e o eterno descanso. Ó Maria, advogada nossa, a vós pertence defender os vossos devotos, e tomar à vossa conta a sua causa diante do tribunal de Jesus Cristo”11.

Salve a bem-aventurada sempre Virgem Maria

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Celebrarmos a Natividade de Maria é celebrarmos a vida daquela que se tornou bem-aventurada e abençoada por Deus por excelência

“Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo” (Mateus 1, 18).

Hoje, temos a graça de celebrar a Natividade de Nossa Senhora, o nascimento da Bem-aventurada, a sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, Senhora nossa. Aquela que foi moldada no Espírito ainda no ventre de sua mãe, escolhida e predileta por Deus, predita no Livro do Gênesis quando Deus mesmo disse que, da descendência de uma mulher, viria aquele que pisaria na cabeça da serpente. Ela é a Mãe do Salvador.
Não é por méritos próprios que nós a exaltamos, mas exaltamos aquilo que Deus realizou nela, aquilo que Ele fez na pobre e humilde serva. Maria não teve os méritos pessoais, ela não é uma deusa ou semideusa; ela é a Mãe do Salvador, é a Mãe do Deus encarnado, vivo e presente no meio de nós.
Celebrarmos a Natividade de Maria é celebrarmos a vida dela, é celebrarmos a vida daquela que se tornou bem-aventurada e abençoada por Deus por excelência. Celebrarmos a vida de Maria é celebrarmos as virtudes que ela carrega sobre si: a entrega e a fidelidade a Deus, a harmonia com o plano d’ele à serva do Senhor, que se fez toda de Deus.
Celebrar o nascimento de alguém não é simplesmente fazer memória ao dia em que a pessoa nasceu, mas é, acima de tudo, reconhecer que, desde o nascimento, aquela pessoa representa uma bênção e uma graça, e à medida em que ela cresce, sua vida vai se tornando mais plena, e mais nós podemos tocar nos sinais da presença de Deus na vida dela.
Assim é a vida de cada um de nós. Há, em cada um de nós, sinais da graça de Deus, as quais, muitas vezes, levamos adiante; outras vezes, enterramos, mas Maria, em toda a sua vida, fez florescer a graça de Deus que estava sobre ela.
Quando o anjo a saldou cheia de graça, plena de graça, a graça total estava sobre ela, porque correspondeu à graça divina que lhe foi dada e conferida. Ela correspondeu à ação do Espírito Santo que pairava sobre ela.
Salve a bem-aventurada sempre Virgem Maria, uma escola de vida, uma vida toda voltada para a graça do Senhor!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Com Jesus, celebre a vitória

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

“O Senhor está perto de quem o invoca” (Sl 144)

O Senhor está comigo, porque eu O invoco. Tenho a certeza de que Ele está perto de mim, e é Ele quem me socorre nas tribulações.
Jesus nos disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (João 16,33)
Diante do mundo, nós somos bobos, porque estamos perdendo a vida. Somos desprezados até mesmo pelas pessoas da nossa casa. Quantas esposas são desprezadas por causa de Jesus! Saiba, no entanto, que o seu sofrimento será matéria-prima para a salvação dos seus. O Senhor nos dá a vitória da eternidade. Somos mais que vencedores, porque Jesus Cristo venceu o mundo.
Foto: Arquivo CN/cancaonova.com

Até o presente momento, padecemos. E quantas necessidades passamos, porque somos contra o mundo, porque, para ele, vivemos como errantes, somos fracos e injuriados, mas sabemos da vitória de Deus.
Somos caluniados e quantas vezes apunhalados pelas costas! Hoje, Deus quer nos consolar. Sabemos e acreditamos que tudo podemos naquele que nos fortalece. Nós suportamos, queremos continuar a ser cristãos, e queremos rezar pelos nossos perseguidores, rezamos pelos nossos inimigos, e tudo isso pela graça de Deus.
Chegamos a ser como que o “lixo do mundo”, a “escória” até agora (I Cor 4,13). Você sabe o quanto o adubo e o estrume são preciosos para que a terra produza frutos? Não posso desanimar, não quero nem vou desanimar; pelo contrário, vou lutar mais, vou me doar mais.
Em I Coríntios 4,  São Paulo nos encoraja, mostra-nos o que ele viveu. Ele fala do seu sofrimento para nos encorajar. Por isso, vá em frente e seja cristão, siga seu ministério. Pais e mães, tirem seus filhos das garras do lobo! Vocês vão gerar seus filhos para salvação. O lobo está aí para roubar os seus e levá-los à perdição, mas você precisa tirá-los do mundo. Há muitas pessoas que serão geradas pelos seus joelhos dobrados em oração.
Tudo pode ser mudado pela oração.
“Porque guardaste a palavra de minha paciência, também eu te guardarei da hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro, para provar os habitantes da terra. Venho em breve. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Farei do vencedor uma coluna no templo de meu Deus, de onde jamais sairá, e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, que desce dos céus enviada por meu Deus, assim como o meu nome novo.” (Apocalipse 3,10-15)
Com Jesus, celebre a vitória. Você é vitorioso, porque você está suportando.
Deus o abençoe!
Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova

O Senhor nos conhece por inteiro, Ele sabe tudo de nós

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Qual caminho trilhar? O Senhor no surpreende com Suas surpresas

“Senhor, tu me examinas e me conheces, sabes quando me sento e quando me levanto. Penetras de longe meus pensamentos, distingues meu caminho e meu descanso, sabes todas as minhas trilhas.” Sl 139(138),1-3.
Muitas vezes, preocupamo-nos com muitas coisas, com nosso futuro, nossa posição na sociedade, nosso profissionalismo etc. A própria Palavra já diz: “pré-ocupar-se, ocupar-se de algo que não aconteceu e que, provavelmente, nem vai acontecer como imaginamos, pois 90% de nossas preocupações não acontecem; e se acontecem, geralmente, não é como tínhamos pensado. Então, por que se preocupar? Para ficar estressado, desanimado, sem tempo nem vida.
O-Senhor-nos-conhece-por-inteiro,-Ele-sabe-tudo-de-nós 
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Vamos mudar essa história: “Deus penetra meus pensamentos, sabe tudo de mim”. Por isso devemos viver o hoje e nos preparar para o amanhã, que só a Ele pertence.

Lançar-se em Deus

Se acreditássemos mais em Deus e tomássemos posse desse amor que Ele tem por nós, viveríamos de forma diferente como pessoas livres, abertas ao novo que o Senhor tem para nós a cada amanhecer.
“Ainda embrião, teus olhos me viram e tudo estava escrito no Teu livro; meus dias estavam marcados antes que chegasse o primeiro” (Sl 139(138), 16).
“Tudo estava escrito no Teu livro.” Meu irmão e minha irmã, Deus tem planos para sua vida, Ele sabe tudo o que se passa com você. É tempo novo, tempo de graça, tempo de recomeçar e acolher o amor de Deus em sua vida.

Abrir-se às surpresas de Deus

Junto com a primavera que acontece vamos embelezar o ambiente em que vivemos. Sejamos espelhos de paz, alegria, amor e fé. Evangelizar com atos concretos vale muito mais que palavras jogadas ao vento.
Assim como a flor que desabrocha na primavera e embeleza a natureza, nós também precisamos desabrochar para o novo que Deus quer realizar em nossa vida. Somos pessoas muito amadas por Deus e podemos contribuir muito para formar uma sociedade nova, mais justa e fraterna.
Se tomarmos posse dessa verdade, vivendo o hoje e dando nosso 100%, o restante virá com o tempo e receberemos o cêntuplo do Senhor.

Padre João  Marcos
Comunidade Canção Nova

Deixemo-nos converter por Jesus

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

 A Palavra que chega até nós nos convence e converte. Deixemo-nos convencer e transformar por ela

“Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: ‘Não é este o filho de José?’” (Lucas 4,22).

Jesus entra na Sinagoga e toma posse da unção de Deus sobre Ele: “O Espírito de Deus está sobre mim, porque Ele me ungiu, consagrou-me com essa unção para levar a Boa Nova aos pobres”.
Muitos ficaram admirados com a pregação, com a fala e a sabedoria que vinha de Jesus. Quero chamar a atenção para uma coisa: muitos ficaram apenas admirados, mas não tinham fé nem se convertiam; alguns eram até tomados pela incredulidade, duvidavam, questionavam e olhavam apenas para o aspecto humano de Jesus: “Nossa, Ele é um dos nossos! Ele é o filho do carpinteiro. Conhecemos o Seu pai. Ele viveu no meio de nós”, de modo que Jesus não pôde fazer muitos milagres na Sua própria terra.
Quando Cristo dá os exemplos do que aconteceu com Elias, que apenas aquela viúva o acolheu, e também o testemunho do profeta Eliseu, onde havia muitos leprosos em Israel, mas apenas Naamã, o sírio, foi curado, Ele está dizendo que não basta ser da Igreja, do povo eleito, do grupo de oração; não basta ir à Missa todos os dias, admirar-se das coisas de Deus. Duas coisas são importantes. Primeiro, é necessário acreditar, levar a vida em nome daquilo que acreditamos. A segunda: converter-se. A Palavra que chega até nós nos convence e converte. Deixemo-nos convencer e transformar por ela.
Jesus tem muitos admiradores! Muitos admiram o que Ele prega e ensina, muitas pessoas dizem: “Padre, aquilo que o senhor prega é muito bom!”. Mas não precisamos de admiradores, porque admiração por admiração não leva ninguém a lugar nenhum. Precisamos colocar fé na Palavra de Jesus, deixarmo-nos tocar por ela, ser transformados por ela, deixar que sua vida seja levada; senão, seremos como esse povo. Inclusive, muitos deles eram parentes de Jesus, eram da família d’Ele. Os conterrâneos de Jesus eram de Nazaré, cidade onde Ele viveu, cresceu e levou sua vida, mas muitos ali não creram, não se converteram nem mudaram de vida.
Jesus está dizendo que, muitas vezes, o profeta não é bem aceito em sua pátria. Muitas vezes, na própria igreja, nos próprios seguidores de Jesus, nos próprios grupos de oração, Deus não faz muitas coisas, porque muitos admiram, acham bonito, ficam edificados, mas muitos não se deixam converter, convencer e, sobretudo, mudar de vida.
Não basta admirar Jesus, é preciso amá-Lo, segui-Lo e ser convertido por Ele.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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