O amor é o fundamento de todas as coisas

quarta-feira, 12 de junho de 2019


Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus” (Mateus 5,19).

Numa sociedade relativista como a nossa, é comum percebermos nos meios onde estamos, as pessoas relativizarem a própria fé, os próprios mandamentos e ensinamentos de Jesus. As pessoas estão sempre dizendo: “Não é bem assim. Não é daquele jeito”.
É claro que há aqueles que exageram, não têm os pés no chão, não têm caridade nem misericórdia, mas isso não justifica distorcer ou, quanto menos, desconsiderar a Palavra de Deus e os mandamentos do Senhor.
Não matar é não matar, não roubar é não roubar, não cometer adultério é não cometer adultério, não pecar é não pecar. É claro que levamos em consideração a nossa fragilidade humana, mas ela nunca pode ser a justificativa para nos acomodarmos em nossos pecados, nos nossos erros, e partir sempre daquela primícia: “Porque Deus é bom e misericordioso”. Deus será sempre bom e misericordioso, mas isso não pode fazer de nós pessoas sem vergonha ou sem atitudes de mudanças.
O Deus bom e misericordioso nos dá a graça de nos formar e nos alimentar na fé, de nos ajudar a crescer na vivência dessa fé. O que não podemos, em nome de um certo relaxo, de uma sociedade laxista, que tudo facilita, tudo concorda, dizer que tudo está bom e maravilhoso.
O importante é só o amor, pois ele é o fundamento de todas as coisas, ele jamais pode faltar, mas não podemos simplesmente relativizar, tornar o que é importante menos importante, tornar o que é grave como se fosse insignificante e, assim, não corrigirmos uns aos outros, não modificarmos o nosso comportamento, não revermos as nossas atitudes, e vamos levando a vida de qualquer jeito. Por isso, não só temos de cuidar de não desobedecer os mandamentos de Deus como também cuidar para não ensinar os outros a fazer a mesma coisa.

Precisamos crescer no zelo, no amor, na observância, precisamos crescer na conversão a cada dia

Precisamos crescer no zelo, no amor, na observância, precisamos crescer na conversão a cada dia, porque senão vivemos uma conversão relaxada.
Há aquela conversão primeira onde aderimos a Deus, ao Evangelho, e talvez tenhamos nos convertido, porque nascemos numa religião, porque os nossos pais nos deram [ensinamentos cristãos], mas não cuidamos de nossa conversão diária, da nossa revisão de vida, não cuidamos de olhar no espelho da fé e ver como está a vivência dos mandamentos do Senhor na nossa própria vida.
Meus irmãos, nada de relativizar, nada de diminuir ou desconsiderar a Palavra de Deus em vista da sociedade em que estamos, onde tudo pode, tudo é permitido e o que é importante é o amor.
Que o amor seja o fundamento de tudo que vivemos e realizamos. Ele só não pode ser justificativa para relaxarmos, relativizarmos nem desconsiderarmos a ação de Deus que transforma a nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Dom Delson em Pentecostes: “Todos os carismas são dons do Espírito, então, nos unamos!”

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Arquidiocese da Paraíba reuniu uma multidão na manhã deste domingo (9) para a Solenidade de Pentecostes. A Celebração foi realizada no ginásio de esportes O Ronaldão, que tem capacidade para 8 mil pessoa e ficou completamente lotado. O Arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, refletiu sobre os dons do Espírito Santo e a necessidade de amor e união na Igreja e na sociedade.
Dom Delson chamou atenção para a necessidade de união e respeito entre as pessoas. “Vinde espirito santo queimar as resistências dos corações, abrandar os sentimentos, gerar vida nova, capacidade de superar divergências, criar entre nós um ambiente respeitoso e acolhedor”. O Arcebispo ainda refletiu sobre o amor, alertando os cristãos sobre os riscos do egocentrismo: “todos os carismas são dons do Espírito e se submetem ao amor, que é o carisma por excelência. Então qualquer carisma sem amor, não tem valor. Todo carisma destina-se a construir a Igreja, então é dom, é serviço e não autopromoção nem um projeto pessoal individual”.
Para a realização da Solenidade, a Arquidiocese contou com o compromisso de mais de 300 voluntários que trabalharam na organização de cada detalhe, desde a limpeza do ginásio, à decoração e organização de todo o espaço. Além disso, outras centenas de pessoas estavam envolvidas na parte artística, com as apresentações realizadas antes da Missa e antes da bênção final, além do coral, que, acompanhado de orquestra, deu um tom ainda mais solene à toda celebração.


O amor de Jesus cura todo sentimento de culpa

sexta-feira, 7 de junho de 2019


“’Simão, filho de João, tu me amas?’ Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: ‘Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo’. Jesus disse-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas’”. (João 21,17).

Esse é um dos textos bíblicos mais belos que conheço, é o Ressuscitado que se manifesta aos Seus, e agora está se manifestando de forma particular a Pedro. Já faz alguns dias que Jesus está no meio deles, mas Pedro estava se escondendo, estava envergonhado, ainda estava vivendo o sentimento de culpa. Pedro ainda estava na sua vaidade, onde ele sempre se achou o melhor, onde ele tantas vezes disse: “Eu darei a minha vida por ti. Senhor, nada vai te acontecer, eu estarei contigo para o que der e vier”.
A verdade é que as fraquezas foram mais evidentes do que as belas palavras de Pedro. Quando o Senhor mais precisou, Pedro O negou, pelo menos, três vezes. “Não O conheço. Não sei quem é. Não sei do que se trata”. Ele não foi capaz de testemunhar, estava acabrunhado, estava no grupo, mas já não estava mais com aquela evidência, com aquela têmpera de sempre ser o primeiro a falar.
Não tem problema, pois o amor que Jesus tinha por ele era maior do que qualquer pecado, aquela fraqueza, fragilidade ou erro que ele tenha cometido. “Simão, tu me amas?” Ele responde: “Sim, Senhor, eu te amo”, até com a voz baixinha.

Que o amor de Jesus nos surpreenda para curar o nosso amor humano fragilizado

Só o amor faz nova todas as coisas. Ele confirmou que tinha lhe dado antes mesmo da negação. “Pedro, apascenta os meus cordeiros”. Jesus perguntou pela segunda, e quando perguntou pela terceira vez, Pedro se entristeceu. Talvez, tenha se lembrado que três vezes O negou, mas a verdade é uma só: o amor de Jesus cura todo o nosso sentimento de culpa.
O amor que Deus tem por nós jamais joga na cara os nossos pecados. Jesus não veio atrás de Pedro para dizer: “Você pisou na bola. Você não disse que era o cara?”, como nós costumamos fazer. Somos muito vingativos, temos aquele espírito humano misturado com o espírito mundano, que é perverso, e faz com que fiquemos a vida inteira jogando as coisas na cara um do outro.
Sabe por que um casal não se renova, não se santifica nunca? Por que vive sempre mastigando os mesmos erros. Perdoei, mas quando a pessoa falha, jogo na cara de novo. As amizades, os relacionamentos, o nosso amor humano esfacela-se, porque não sabemos viver o amor divino, o amor que tudo renova, que tudo perdoa, supera e surpreende.
O amor de Jesus surpreendeu o próprio Pedro, quando mais O negou, mais Jesus mostrou que o amava. Que o amor de Jesus nos surpreenda para curar o nosso amor humano fragilizado, amor que está obcecado pelas coisas do mundo.
Que Jesus nos ensine o amor verdadeiro a Ele e a também amarmos uns aos outros no amor de Deus. Sem culpa, sem condenação, sempre com o perdão e fazendo novas todas as coisas.
Deus abençoe você!

O Espírito opera a comunhão entre nós

quinta-feira, 6 de junho de 2019


“Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste (João 17,20-21).

O mundo não crê em Deus. O mundo não crê em Jesus. Apenas uma pequena porção, em meio à multidão de bilhões de seres humanos, creem em Deus e em Cristo Jesus. A maioria da humanidade não segue Jesus, e é claro que um dos principais motivos para isso é a falta de amor e comunhão entre os cristãos, entre aqueles que creem no Cristo. Ninguém vai, agora, fazer-se de ingênuo para perceber o quão escandalosa a nossa vida.
Falamos bonito, mas vivemos feio a vida, não temos comunhão uns com os outros. Há cristãos que nem se falam, creem no Cristo, creem na mesma Palavra, pregam-na nos púlpitos, nas igrejas, mas, muitas vezes, não se falam. Digo dos cristãos de denominações diferentes, igrejas diferentes, credos que estão evidenciando as diferenças, mas nós cristãos que seguimos a mesma profissão de fé.
É escandaloso dizer que, muitas vezes, nós católicos evidenciamos nossas diferenças. Há aqueles que querem provocar, mostrar que nós estamos cada vez mais divididos, e mostram isso com toda a evidência. Usam redes sociais, os meios que têm, colocam rótulos quando, na verdade, não passamos de míseros seguidores de Cristo.
Se tivermos alguma briga para ter no mundo, é pela nossa unidade e pela nossa comunhão. “Eu sigo pregador tal. Eu gosto da doutrina de tal”. Cada um pode gostar disso e daquilo, mas o que nos une precisa ser sempre maior do que aquilo que nos separa.
Há aqueles que são semeadores de discórdia por aquilo que falam, pregam e evidenciam. Até tem graça divina neles, mas estão, hoje, semeando separação e divisão. Falam mal do Papa, do bispo, falam mal do padre da paróquia, falam mal uns dos outros.

Falamos bonito, mas vivemos feio a vida, não temos comunhão uns com os outros

Eu tenho a convicção de que aquilo que falamos mais mal do que bem, é porque o mal prevalece mais do que o bem, e onde o mal está, o mal só gera divisão, discórdia, separação, joio e assim por diante.
Quer tragédia maior do que uma família dividida, do que um grupo dividido, do que uma igreja dividida? Por isso, esse espírito que todo mundo deseja e suplica não é simplesmente para orar em línguas, falar coisas diferentes. O Espírito é para operar comunhão, é para que estejamos atendendo a súplica do coração de Jesus, que não suplicou para que sejamos uniformes, mas sim pela unidade.
A unidade se faz no amor, na comunhão, no respeito, na capacidade de não falar mal uns dos outros.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Busquemos viver a unidade entre nós

quarta-feira, 5 de junho de 2019

“Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um” (João 17,11b).

A grande oração sacerdotal de Jesus é uma oração de súplica, de intercessão pelos seus de seu tempo e de todos os tempos, para que estejamos n’Ele.
Permanecer em Jesus não é fácil, porque as forças do mundo nos atraem, puxam-nos, e Ele está suplicando para que sejamos um. O que é “ser um”? É viver a unidade, pois essa é a expressão da comunhão. Veja: o nosso Deus é único, a comunhão de amor que há na Trindade Pai, Filho e Espírito Santo precisa resplandecer em nós, mas só viveremos a unidade com Deus se tivermos comunhão com Ele. 
A palavra “comunhão” precisa ser muito bem vivida, entendida, compreendida e pregada entre nós e no meio de nós. A comunhão é a expressão evangélica mais concreta do amor. Termos comunhão com Deus é termos amor por Ele.
Quando chamamos o sacramento da Eucaristia de “comunhão”, quando a recebemos, na verdade, vivemos a nossa comunhão, nossa união íntima, mística e pessoal com Deus.
Vamos pegar nossa natureza humana frágil, pecadora e corrompida pelo mal e permitir que a graça de Deus unifique aquilo que em nós está dividido, quebrado e dilacerado. Precisamos viver em comunhão com Ele, precisamos nos quebrar, abrir-nos e entregarmo-nos para termos comunhão com Deus, uma comunhão de unidade, de amor e entrega; acima de tudo, união que busca unidade com Deus.
Essa comunhão entre a nossa natureza e a natureza de Deus não é a comunhão que faz com que tudo seja igual, porque não somos iguais a Deus nem podemos ser. Ele é Senhor e Deus da natureza divina. Nós somos essa criatura humana pecadora, mas Deus nos permite viver em comunhão com Ele. Veja a diversidade que todos nós podemos viver na união e na comunhão com Deus.
Precisamos viver a comunhão entre nós. A mais bela expressão da comunhão com Deus é quando temos comunhão uns com os outros, comungamos do mesmo pão, pois, muitas vezes, comungamos do mesmo Espírito, da mesma palavra, mas não conseguimos viver a unidade entre nós.

Só viveremos a unidade se tivermos comunhão com Deus

Cada um quer puxar para um lado e o grande contratestemunho que nós cristãos damos, no mundo em que vivemos, é não testemunharmos a comunhão.
Fazemos questão de colocar em evidência as nossas diferenças, nossas opções e nossos rótulos. Rotulamo-nos e rotulamos os outros quando só existe uma graça que nos salva: a graça da comunhão com Cristo, a graça de estarmos unidos ao Pai, Filho e Espírito Santo.
Tudo que passa da comunhão é invenção humana do egoísmo, do individualismo que quer prevalecer sobre aquilo que Cristo veio nos trazer: a comunhão com Ele e nossa comunhão uns com os outros.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Como falar da doutrina católica com os filhos adolescentes?

terça-feira, 4 de junho de 2019

 Alguns princípios precisam existir para que as pessoas cumpram sua vocação paterna e materna de educarem seus filhos na fé crista. O primeiro princípio (para aqueles que querem ser catequistas dos seus filhos) é ter um encontro pessoal com Deus, porque só se pode falar daquilo que se ama; e, para amar, é preciso conhecer. O mundo atual é permeado de muitas igrejas e ideologias diferentes, sendo assim, como podem ensinar se não estudam a doutrina católica? É preciso ter coração e mente abertos para fundamentar a fé individual, sanar as dúvidas dos filhos e iniciá-los no caminho da salvação.

O segundo princípio é fazer aquilo que prega, porque, em especial, os adolescentes se espelham em atos, e não em palavras. Muitos falam de virtudes a serem adquiridas, mas no fundo possuem uma falsa modéstia, um rigor excessivo nas leis divinas e aderem às falsas profecias. Como os filhos podem aderir a essa doutrina, se não enxergam coerência entre o falar e agir dos pais? É imprescindível preocupar-se com o que estão repassando para as futuras gerações.

Como falar da doutrina católica com os filhos adolescentes?
Foto ilustrativa: Larissa Carvalho/cancaonova.com

Filhos não vivem em uma bolha


Uma das características da adolescência é questionar o “status”, por isso, são indispensáveis aos pais a busca de diferentes pontos de vista para entender e refutar os questionamentos, baseando sua argumentação sempre nas Sagradas Escrituras. É bom lembrar de que os filhos não vivem em uma bolha, eles estão expostos aos conceitos e costumes diferentes da doutrina católica. Portanto, precisam conhecer sobre diversos assuntos e ter confiança naquilo que foi ensinado. A credibilidade vem da certeza na fala e aderência na ação; não adianta mandar os filhos para a Missa e ficar vendo TV em casa. É preciso ser um cristão que cumpra os preceitos não por obrigação, mas por gratidão a Deus.

Os pais devem ter respostas para as perguntas difíceis que os filhos são obrigados a responder diante de um mundo tão secularizado. Professores ateus, geralmente são bem preparados para refundar as verdades da fé; se os adolescentes também estiverem preparados na doutrina católica, eles terão argumentos para enfrentar esses mestres e seus discípulos.

Os adolescentes podem criticar quando os pais dizem que estão rezando por eles na Missa ou na oração do terço e, ainda, quando oram diante de uma dificuldade ou para alcançarem uma graça que necessitam. Entretanto, é necessário rezar com eles para que aprendam e criem o hábito de entregarem suas vidas a Deus. Um exemplo bonito é da família que reza antes das refeições, quando o adulto esquece, normalmente a criança o lembra. Essa criança será um adulto que não terá vergonha de professar a sua fé.

Não menospreze práticas simples, porque aprendemos que “o hábito faz o monge”. É preciso que o ambiente dentro de casa seja visto como um altar, como um espaço de honra, não só como lugar físico, e sim cheio de diálogos que propiciem aprofundamentos espirituais. Invista seu tempo lendo a Palavra com ele, porque são histórias que cativam e que podem ser oportunidades de evangelizar e introjetar verdades que farão diferença diante das seduções do mundo.

A primeira Igreja é a família


Incentive seu filho a praticar os ensinamentos de amar o próximo, de doar aos mais necessitados e de perdoar. O Papa nos ensina a sermos uma Igreja em saída, porém, a primeira Igreja é a família. Para sairmos precisamos, primeiro, praticar. O lar é um lugar por excelência para aprendermos. O Evangelho deve ser exercitado, primeiramente, entre os seus como uma semente plantada desde a infância que florescerá na adolescência diante de tantas incertezas.

Adolescentes gostam de assumir e defender causas, então, quando veem os pais comprometidos com ações na Igreja, acabam engajando-se para ajudar e, depois, tomam para si essas questões. Filhos catequizados podem até se afastarem da Igreja, entretanto, diante das dificuldades saberão buscar ajuda no lugar certo, porque sempre voltarão às raízes diante das incertezas.

Fonte: Canção Nova

Revestidos de coragem, vencemos o mundo

segunda-feira, 3 de junho de 2019


“Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!” (João 16,33).

Uma verdade que não podemos negar é que, no mundo, nós temos tribulações. É Jesus quem está dizendo que nós as teremos, e Ele sabe tudo aquilo que causa tribulação neste mundo em que estamos.
É um mundo de muita instabilidade! É uma instabilidade emocional, econômica, nas relações humanas… E tudo isso gera conflitos, atritos e muitas situações de tribulações no meio de nós. A palavra final não é da tribulação, da tentação nem das dificuldades. A palavra final precisa ser a do Senhor.
A coragem é fruto da fortaleza, e a fortaleza é a força de Deus em nós. O Espírito que estamos suplicando, o Espírito que nos rendemos, que recebemos por graça do batismo e precisamos cultivar, em nossas relações, é o Espírito que nos dá a força que vem do Alto, a força para enfrentarmos, para lidarmos com as tribulações da vida e do mundo.
Eu tenho a convicção de que sozinhos não podemos, não vencemos nem conseguimos. Precisamos da força do Alto, precisamos, mais do que nunca, da força do Espírito. Eu tenho convicção de que não somos super-homens, mas, muitas vezes, queremos ser, precisamos tomar consciência das nossas fraquezas, mas não é para ficarmos nos lamentando, nos fazendo de coitadinhos.

O Espírito nos dá a força que vem do Alto, para lidarmos com as tribulações da vida e do mundo

Na nossa fragilidade, a força de Deus vai nos socorrer, mas quando não admitimos por causa do nosso orgulho, da nossa soberba, do nosso egoísmo ou das nossas vaidades. Quando estamos na pior, jogados e prostrados o que Deus pode fazer por nós?
Na situação em que nos encontramos, revistamo-nos da força de Deus e do Espírito. Humildemente, prostremo-nos na presença d’Ele e reconheçamos: “Senhor, eu sou fraco. Senhor, as minhas fragilidades são muitas. Revista-me da sua coragem, porque só assim posso vencer o mundo”. É um mundo enorme para ser vencido, é o mundo que está dentro de nós, nossas aflições, nossos medos, temores e receios.
Há um mundo a ser vencido e enfrentado a cada dia. Como vamos vencê-los? Como vamos vencer a vida? Como vamos caminhar adiante sem a força que vem de Deus? Por isso, a coragem de se abrir para se revestir da força do Alto, para que a paz de Deus esteja em nós mesmo em meio a todas as tribulações, aflições e dificuldades que enfrentamos na vida.
Deus abençoe você!

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