Papa ao Apostolado da Oração: o coração da missão da Igreja é a oração

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Francisco recebeu Apostolado da Oração nesta sexta-feira, 28, em audiência

Da redação, com Vatican News
Papa recebeu em audiência membros do Apostolado da Oração./ Foto: Vatican Media
“Um serviço mais do que nunca necessário, que ressalta o primado de Deus na vida das pessoas, favorecendo a comunhão na Igreja”: assim Francisco definiu a atividade desempenhada pela Rede Mundial de Oração do Papa, ao receber em audiência na Sala Paulo VI, no Vaticano, ao meio-dia desta sexta-feira, 28, seis mil membros do “Apostolado da Oração” provenientes do mundo inteiro, dos quais, 850 do continente americano presentes com doze delegações.
O Santo Padre expressou a alegria de encontrá-los e acolhê-los nesta ocasião dos 175 anos da Rede Mundial, agradecendo pelo empenho de oração e de apostolado em favor da missão da Igreja.

Testemunhos

Agradecendo também pelos testemunhos precedentemente dados, em seu discurso aos presentes o Pontífice ateve-se a estes, nos quais descreveram os vários aspectos do serviço de animação espiritual do “Apostolado da Oração”.
Pe. Matthew, que trabalha em Taiwan, disse Francisco, ofereceu-nos informações interessantes acerca da versão de Clique para rezar em chinês.

Oração cria pontes invisíveis, mas reais e eficazes

“É belo saber que os chineses, para além das dificuldades de diferentes naturezas, podem se sentir realmente unidos na oração, encontrando nela um válido auxílio no conhecimento e no testemunho do Evangelho. A oração suscita sempre sentimentos de fraternidade, abate as barreiras, supera os confins, cria pontes invisíveis, mas reais e eficazes, abre horizontes de esperança.”
Em seguida, o Santo Padre referiu-se ao testemunho de Marie Dominique, que contou a missão do Apostolado da Oração na França, onde esta realidade nasceu 175 anos atrás. Do seu testemunho, ressaltou o Papa, entendemos que as intenções de oração tornam concreta a missão de Jesus no mundo.

Na oração, assumir as alegrias e sofrimentos das pessoas

“A Igreja, através da sua rede de oração e as intenções para cada mês, fala ao coração dos homens e das mulheres do nosso tempo”, acrescentou.
“Todos nós, pastores, consagrados e fiéis leigos, somos chamados a entrar na história concreta das pessoas que estão ao nosso lado sobretudo rezando por elas, assumindo na oração suas alegrias e seus sofrimentos. Desse modo responderemos ao apelo de Jesus que nos pede para abrir nosso coração aos irmãos, especialmente aos que são provados no corpo e no espírito.”
É oportuno, neste dia da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, recordar o fundamento da nossa missão, como fez Betina (Argentina), destacou o Papa referindo-se ao que disse mais uma das pessoas que deram seu testemunho no âmbito da missão realizada pelo “Apostolado da Oração”.

Testemunhas e mensageiros da misericórdia de Deus

“Trata-se de uma missão de compaixão pelo mundo, podemos dizer, um ‘caminho do coração’, ou seja, um itinerário orante que transforma a vida das pessoas. O coração de Cristo é tão grande que deseja acolher-nos todos na revolução da ternura”, frisou Francisco, acrescentado que “somos chamados a ser testemunhas e mensageiros da misericórdia de Deus, para oferecer ao mundo uma perspectiva de luz onde há trevas, de esperança onde reina o desespero, de salvação onde abunda o pecado”.
O Papa aludiu ainda ao testemunho da religiosa etíope, Irmã Selam, que com os jovens do Movimento Eucarístico Juvenil, frisou Francisco, “ajuda a contemplar a ação do Espírito Santo naquela terra. É importante ajudar as novas gerações a crescer na amizade com Jesus através do encontro íntimo com Ele na Oração, na escuta da sua Palavra, recebendo a Eucaristia para ser dom de amor ao próximo”.

Na oração, o encontro entre avôs e netos

O Santo Padre referiu-se ao entusiasmo de Diego (Guatemala) – mais uma das testemunhas – em favorecer o encontro entre avôs e netos na oração pela paz no mundo e pelos grandes desafios da humanidade de hoje.
Na Rede de oração do Papa se encontram várias gerações, disse Francisco, “é bonito pensar como os avôs podem ser exemplo aos jovens, indicando-lhes percorrer o caminho da oração”.

Mundo digital: missão da Igreja nos areópagos modernos

O Pontífice agradeceu o testemunho de Pe. António (Portugal), que disse como o Apostolado da Oração, entrando no mundo digital, aproxima anciãos e jovens, ajudando-os a dar nova vitalidade ao tradicional apostolado da oração.
“É preciso que a missão da Igreja se adeque aos tempos e utilize os instrumentos modernos que a técnica coloca à disposição. Trata-se de entrar nos areópagos modernos para anunciar a misericórdia e a bondade de Deus.”

Servir-se da Internet sem tornar-se servos

O Papa disse por fim que é preciso, porém, prestar atenção, a servir-se destes meios, especialmente da rede de Internet, sem tornar-se servos dos meios. É preciso evitar tornar-se reféns de uma rede que nos prende, ao invés de ‘pescar peixes’, ou seja, atrair almas para levá-las o Senhor.
“O apostolado da Oração, com a sua Rede mundial de oração pelo Papa e em comunhão com ele, recorda que o coração da missão da Igreja é a oração”, concluiu Francisco.

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração, de um modo visível, aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: no gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23); e, na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34).
Em um acontecimento, temos o consolo de Cristo pela dor na véspera de Sua morte. No outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade. Esses dois exemplos do Evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus feito, em 1675, a Santa Margarida Maria Alacoque:
“Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando, neste dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino amor sobre os que tributem essa divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada.”
As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus
Foto ilustrativa: sedmak by Getty Images

São João Paulo II e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

São João Paulo II sempre cultivou essa devoção e sempre a incentivou a todos que desejam crescer na amizade com Jesus. Em 1980, no dia do Sagrado Coração, ele afirmou: “Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno do mistério do Coração de Cristo. Quero, hoje, dirigir, juntamente convosco, o olhar dos nossos corações para o mistério desse coração. Ele falou-me desde a minha juventude. A cada ano, volto a esse mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja.”

Conheça agora as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;
2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”;

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”;

4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”;

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”;
6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;
7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias”;
8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”;
9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;
10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”;
11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;
12ª Promessa: “A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Oração de São João Paulo II à Sagrada Eucaristia

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Oração de São João Paulo II na adoração perpétua à Sagrada Eucaristia

1. “Senhor, ficai conosco”

Essas palavras pronunciaram-nas pela primeira vez os discípulos de Emaús. Em seguida, no decurso dos séculos pronunciaram-nas, vezes infinitas, os lábios de tantos discípulos e confessores vossos, ó Cristo.
Oração de João Paulo II à Sagrada Eucaristia - 1600x1200
As mesmas palavras pronuncio eu hoje como Bispo de Roma e primeiro servo deste templo, que surgiu no lugar do martírio de São Pedro.
Pronuncio-as para convidar-vos, Cristo, na Vossa presença eucarística, a acolher a quotidiana adoração, prolongada pelo dia inteiro, neste templo, nesta basílica e nesta capela.
Ficai conosco hoje e ficai, daqui em diante, todos os dias, conforme o desejo do meu coração, que satisfaz o apelo de tantos corações de várias partes, por vezes afastadas, e sobretudo de tantos que habitam nesta Sé Apostólica.
Ficai! A fim de podermos nos encontrar convosco na prece de adoração e de ação de graças, na prece de expiação e de súplica, a que são convidados todos os visitantes desta basílica.
Ficai! Vós que estais ao mesmo tempo coberto no mistério eucarístico da fé e juntamente descoberto sob as espécies do pão e do vinho, as quais tomastes neste sacramento. Ficai! para que se reconfirme incessantemente a Vossa presença neste templo, e todos aqueles que nele entram notem que ele é a Vossa casa, “o tabernáculo de Deus entre os homens” (Apoc 21, 3) e, visitando esta basílica, encontrem nela a fonte mesma “de vida e de santidade que brota do Vosso coração eucarístico”.

2. Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição

Damos início a essa adoração perpétua, cotidiana, do Santíssimo Sacramento no princípio do Advento do Ano do Senhor de 1981, ano em que foram celebrados jubileus e aniversários importantes para a Igreja, ano de relevantes acontecimentos.
Tudo isso se realizou e se realiza entre a Vossa primeira e Vossa segunda vinda.
A Eucaristia é o testemunho sacramental da Vossa primeira vinda, com a qual foram reconfirmadas as palavras dos profetas e satisfeitas as expectativas. Deixastes-nos, ó Senhor, o Vosso Corpo e o Vosso Sangue sob as espécies do pão e do vinho, para que afirmem a sucedida redenção do mundo — a fim de que o Vosso Mistério Pascal atinja todos os homens, como sacramento de vida e salvação. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, constante prenúncio da Vossa segunda vinda, o sinal do Advento definitivo e, ao mesmo tempo, da expectativa de toda a Igreja:
“Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”
Desejamos, cada dia e cada hora, adorar-Vos, escondido sob as espécies do pão e do vinho, para renovar a esperança da “chamada para a glória” (cf. 1 Ped 5,10), cujo início Vós constituístes, com o Vosso corpo glorificado, “à direita do Pai”.

3. Um dia, Senhor, perguntastes a Pedro: “Amas-Me?”.

Perguntaste-lo por não menos de três vezes — e por três vezes respondeu o apóstolo: “Senhor, Vós sabeis que Vos amo” (Jo 21,15-17).
A resposta de Pedro, sobre cujo sepulcro foi erguida essa basílica, exprima-se mediante essa adoração de cada dia e do dia inteiro, que hoje iniciamos.
O indigno sucessor de Pedro na Sé romana — e todos aqueles que participam na adoração da Vossa Presença Eucarística — atestem mediante cada visita sua e façam de novo ressoar aqui a verdade encerrada nas palavras do Apóstolo:
“Senhor, Vós sabeis tudo, Vós bem sabeis que Vos amo”.

O amor é a grande exigência da nossa fé

terça-feira, 18 de junho de 2019


Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’” (Mateus 5,44).

A vivência do amor é a grande exigência da nossa fé. Ter fé em Deus não é o mais difícil, mas amarmos a Deus e amarmos uns aos outros é a grande demonstração do nosso grau de fé, porque amar é muito exigente, amar não é simples.
Só conseguimos amar verdadeiramente se nós temos uma verdadeira experiência de fé com o Deus vivo e verdadeiro. Quando a nossa fé n’Ele é autêntica, nós O amamos de verdade, prostramo-nos na presença d’Ele e Ele injeta o Seu amor em nós.
É o amor que nos leva a amar os nossos inimigos. Talvez, não tenhamos inimigos declarados, mas há aqueles que se comportam como nossos inimigos, não nos querem bem, falam mal de nós, tramam contra nós, não comungam conosco, não gostam de nós.
Amemos, mas não é amar com amor bajulação, amor falso e hipócrita: “Nossa, eu gosto tanto de você!”. Não precisa nem falar nada. Ame com obras, com atitudes, e a primeira e verdadeira atitude de amor que podemos ter é orarmos por quem nós precisamos amar.
Temos de amar com o sentimento e o afeto do coração, porque a oração é aquilo que brota da nossa alma e do nosso interior, do nosso coração. Por isso, a oração é a uma resposta de amor.
Há pessoas que me fizeram mal. Em algum momento da minha vida, deixaram uma marca negativa dentro de mim. Lembrar-me daquelas pessoas me fazia muito mal, então, eu peguei a Palavra do Evangelho e comecei a rezar nominalmente por aquelas pessoas e situações. Talvez, tenha uma boa vantagem alguém não me querer bem, porque receberá a minha oração de uma forma até mais intensificada. E como eu orei de verdade, como me fez bem, como me libertou, como me redimiu, como colocou o meu coração na vanguarda da fé!

Amarmos a Deus e amarmos uns aos outros é a grande demonstração do nosso grau de fé

É preciso orar, mas não é para rezar uma Ave-Maria por quem não nos quer bem, precisamos orar nominalmente. A pessoa tem nome, reze para que ela seja abençoada, porque o que, no fundo, exprimimos é maldição para quem nos prejudicou em alguma situação da vida.
O Evangelho precisa ser muito concreto em nós. Precisamos ter decisão de oração, porque isso vai ser uma libertação para nós. E essa bênção vai atingir, desfazer o mal feito, vai dar uma direção, seja lá o que for. É importante que, evangelicamente falando, não nutramos ódio por ninguém, mas amemos por todos.
Vamos gostar de pessoas mais afins, mas existe um amor diferenciado, é o amor cáritas, amor caridade, é o amor de Deus para conosco. Não podemos negar esse amor para ninguém nem para quem nos prejudicou da pior forma nessa vida. É só esse amor que salva.
O amor é a maior exigência da vida, e para bem viver a vida, precisamos amar.
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O amor é o fundamento de todas as coisas

quarta-feira, 12 de junho de 2019


Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus” (Mateus 5,19).

Numa sociedade relativista como a nossa, é comum percebermos nos meios onde estamos, as pessoas relativizarem a própria fé, os próprios mandamentos e ensinamentos de Jesus. As pessoas estão sempre dizendo: “Não é bem assim. Não é daquele jeito”.
É claro que há aqueles que exageram, não têm os pés no chão, não têm caridade nem misericórdia, mas isso não justifica distorcer ou, quanto menos, desconsiderar a Palavra de Deus e os mandamentos do Senhor.
Não matar é não matar, não roubar é não roubar, não cometer adultério é não cometer adultério, não pecar é não pecar. É claro que levamos em consideração a nossa fragilidade humana, mas ela nunca pode ser a justificativa para nos acomodarmos em nossos pecados, nos nossos erros, e partir sempre daquela primícia: “Porque Deus é bom e misericordioso”. Deus será sempre bom e misericordioso, mas isso não pode fazer de nós pessoas sem vergonha ou sem atitudes de mudanças.
O Deus bom e misericordioso nos dá a graça de nos formar e nos alimentar na fé, de nos ajudar a crescer na vivência dessa fé. O que não podemos, em nome de um certo relaxo, de uma sociedade laxista, que tudo facilita, tudo concorda, dizer que tudo está bom e maravilhoso.
O importante é só o amor, pois ele é o fundamento de todas as coisas, ele jamais pode faltar, mas não podemos simplesmente relativizar, tornar o que é importante menos importante, tornar o que é grave como se fosse insignificante e, assim, não corrigirmos uns aos outros, não modificarmos o nosso comportamento, não revermos as nossas atitudes, e vamos levando a vida de qualquer jeito. Por isso, não só temos de cuidar de não desobedecer os mandamentos de Deus como também cuidar para não ensinar os outros a fazer a mesma coisa.

Precisamos crescer no zelo, no amor, na observância, precisamos crescer na conversão a cada dia

Precisamos crescer no zelo, no amor, na observância, precisamos crescer na conversão a cada dia, porque senão vivemos uma conversão relaxada.
Há aquela conversão primeira onde aderimos a Deus, ao Evangelho, e talvez tenhamos nos convertido, porque nascemos numa religião, porque os nossos pais nos deram [ensinamentos cristãos], mas não cuidamos de nossa conversão diária, da nossa revisão de vida, não cuidamos de olhar no espelho da fé e ver como está a vivência dos mandamentos do Senhor na nossa própria vida.
Meus irmãos, nada de relativizar, nada de diminuir ou desconsiderar a Palavra de Deus em vista da sociedade em que estamos, onde tudo pode, tudo é permitido e o que é importante é o amor.
Que o amor seja o fundamento de tudo que vivemos e realizamos. Ele só não pode ser justificativa para relaxarmos, relativizarmos nem desconsiderarmos a ação de Deus que transforma a nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Dom Delson em Pentecostes: “Todos os carismas são dons do Espírito, então, nos unamos!”

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Arquidiocese da Paraíba reuniu uma multidão na manhã deste domingo (9) para a Solenidade de Pentecostes. A Celebração foi realizada no ginásio de esportes O Ronaldão, que tem capacidade para 8 mil pessoa e ficou completamente lotado. O Arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, refletiu sobre os dons do Espírito Santo e a necessidade de amor e união na Igreja e na sociedade.
Dom Delson chamou atenção para a necessidade de união e respeito entre as pessoas. “Vinde espirito santo queimar as resistências dos corações, abrandar os sentimentos, gerar vida nova, capacidade de superar divergências, criar entre nós um ambiente respeitoso e acolhedor”. O Arcebispo ainda refletiu sobre o amor, alertando os cristãos sobre os riscos do egocentrismo: “todos os carismas são dons do Espírito e se submetem ao amor, que é o carisma por excelência. Então qualquer carisma sem amor, não tem valor. Todo carisma destina-se a construir a Igreja, então é dom, é serviço e não autopromoção nem um projeto pessoal individual”.
Para a realização da Solenidade, a Arquidiocese contou com o compromisso de mais de 300 voluntários que trabalharam na organização de cada detalhe, desde a limpeza do ginásio, à decoração e organização de todo o espaço. Além disso, outras centenas de pessoas estavam envolvidas na parte artística, com as apresentações realizadas antes da Missa e antes da bênção final, além do coral, que, acompanhado de orquestra, deu um tom ainda mais solene à toda celebração.


O amor de Jesus cura todo sentimento de culpa

sexta-feira, 7 de junho de 2019


“’Simão, filho de João, tu me amas?’ Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: ‘Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo’. Jesus disse-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas’”. (João 21,17).

Esse é um dos textos bíblicos mais belos que conheço, é o Ressuscitado que se manifesta aos Seus, e agora está se manifestando de forma particular a Pedro. Já faz alguns dias que Jesus está no meio deles, mas Pedro estava se escondendo, estava envergonhado, ainda estava vivendo o sentimento de culpa. Pedro ainda estava na sua vaidade, onde ele sempre se achou o melhor, onde ele tantas vezes disse: “Eu darei a minha vida por ti. Senhor, nada vai te acontecer, eu estarei contigo para o que der e vier”.
A verdade é que as fraquezas foram mais evidentes do que as belas palavras de Pedro. Quando o Senhor mais precisou, Pedro O negou, pelo menos, três vezes. “Não O conheço. Não sei quem é. Não sei do que se trata”. Ele não foi capaz de testemunhar, estava acabrunhado, estava no grupo, mas já não estava mais com aquela evidência, com aquela têmpera de sempre ser o primeiro a falar.
Não tem problema, pois o amor que Jesus tinha por ele era maior do que qualquer pecado, aquela fraqueza, fragilidade ou erro que ele tenha cometido. “Simão, tu me amas?” Ele responde: “Sim, Senhor, eu te amo”, até com a voz baixinha.

Que o amor de Jesus nos surpreenda para curar o nosso amor humano fragilizado

Só o amor faz nova todas as coisas. Ele confirmou que tinha lhe dado antes mesmo da negação. “Pedro, apascenta os meus cordeiros”. Jesus perguntou pela segunda, e quando perguntou pela terceira vez, Pedro se entristeceu. Talvez, tenha se lembrado que três vezes O negou, mas a verdade é uma só: o amor de Jesus cura todo o nosso sentimento de culpa.
O amor que Deus tem por nós jamais joga na cara os nossos pecados. Jesus não veio atrás de Pedro para dizer: “Você pisou na bola. Você não disse que era o cara?”, como nós costumamos fazer. Somos muito vingativos, temos aquele espírito humano misturado com o espírito mundano, que é perverso, e faz com que fiquemos a vida inteira jogando as coisas na cara um do outro.
Sabe por que um casal não se renova, não se santifica nunca? Por que vive sempre mastigando os mesmos erros. Perdoei, mas quando a pessoa falha, jogo na cara de novo. As amizades, os relacionamentos, o nosso amor humano esfacela-se, porque não sabemos viver o amor divino, o amor que tudo renova, que tudo perdoa, supera e surpreende.
O amor de Jesus surpreendeu o próprio Pedro, quando mais O negou, mais Jesus mostrou que o amava. Que o amor de Jesus nos surpreenda para curar o nosso amor humano fragilizado, amor que está obcecado pelas coisas do mundo.
Que Jesus nos ensine o amor verdadeiro a Ele e a também amarmos uns aos outros no amor de Deus. Sem culpa, sem condenação, sempre com o perdão e fazendo novas todas as coisas.
Deus abençoe você!

O Espírito opera a comunhão entre nós

quinta-feira, 6 de junho de 2019


“Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste (João 17,20-21).

O mundo não crê em Deus. O mundo não crê em Jesus. Apenas uma pequena porção, em meio à multidão de bilhões de seres humanos, creem em Deus e em Cristo Jesus. A maioria da humanidade não segue Jesus, e é claro que um dos principais motivos para isso é a falta de amor e comunhão entre os cristãos, entre aqueles que creem no Cristo. Ninguém vai, agora, fazer-se de ingênuo para perceber o quão escandalosa a nossa vida.
Falamos bonito, mas vivemos feio a vida, não temos comunhão uns com os outros. Há cristãos que nem se falam, creem no Cristo, creem na mesma Palavra, pregam-na nos púlpitos, nas igrejas, mas, muitas vezes, não se falam. Digo dos cristãos de denominações diferentes, igrejas diferentes, credos que estão evidenciando as diferenças, mas nós cristãos que seguimos a mesma profissão de fé.
É escandaloso dizer que, muitas vezes, nós católicos evidenciamos nossas diferenças. Há aqueles que querem provocar, mostrar que nós estamos cada vez mais divididos, e mostram isso com toda a evidência. Usam redes sociais, os meios que têm, colocam rótulos quando, na verdade, não passamos de míseros seguidores de Cristo.
Se tivermos alguma briga para ter no mundo, é pela nossa unidade e pela nossa comunhão. “Eu sigo pregador tal. Eu gosto da doutrina de tal”. Cada um pode gostar disso e daquilo, mas o que nos une precisa ser sempre maior do que aquilo que nos separa.
Há aqueles que são semeadores de discórdia por aquilo que falam, pregam e evidenciam. Até tem graça divina neles, mas estão, hoje, semeando separação e divisão. Falam mal do Papa, do bispo, falam mal do padre da paróquia, falam mal uns dos outros.

Falamos bonito, mas vivemos feio a vida, não temos comunhão uns com os outros

Eu tenho a convicção de que aquilo que falamos mais mal do que bem, é porque o mal prevalece mais do que o bem, e onde o mal está, o mal só gera divisão, discórdia, separação, joio e assim por diante.
Quer tragédia maior do que uma família dividida, do que um grupo dividido, do que uma igreja dividida? Por isso, esse espírito que todo mundo deseja e suplica não é simplesmente para orar em línguas, falar coisas diferentes. O Espírito é para operar comunhão, é para que estejamos atendendo a súplica do coração de Jesus, que não suplicou para que sejamos uniformes, mas sim pela unidade.
A unidade se faz no amor, na comunhão, no respeito, na capacidade de não falar mal uns dos outros.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Busquemos viver a unidade entre nós

quarta-feira, 5 de junho de 2019

“Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um” (João 17,11b).

A grande oração sacerdotal de Jesus é uma oração de súplica, de intercessão pelos seus de seu tempo e de todos os tempos, para que estejamos n’Ele.
Permanecer em Jesus não é fácil, porque as forças do mundo nos atraem, puxam-nos, e Ele está suplicando para que sejamos um. O que é “ser um”? É viver a unidade, pois essa é a expressão da comunhão. Veja: o nosso Deus é único, a comunhão de amor que há na Trindade Pai, Filho e Espírito Santo precisa resplandecer em nós, mas só viveremos a unidade com Deus se tivermos comunhão com Ele. 
A palavra “comunhão” precisa ser muito bem vivida, entendida, compreendida e pregada entre nós e no meio de nós. A comunhão é a expressão evangélica mais concreta do amor. Termos comunhão com Deus é termos amor por Ele.
Quando chamamos o sacramento da Eucaristia de “comunhão”, quando a recebemos, na verdade, vivemos a nossa comunhão, nossa união íntima, mística e pessoal com Deus.
Vamos pegar nossa natureza humana frágil, pecadora e corrompida pelo mal e permitir que a graça de Deus unifique aquilo que em nós está dividido, quebrado e dilacerado. Precisamos viver em comunhão com Ele, precisamos nos quebrar, abrir-nos e entregarmo-nos para termos comunhão com Deus, uma comunhão de unidade, de amor e entrega; acima de tudo, união que busca unidade com Deus.
Essa comunhão entre a nossa natureza e a natureza de Deus não é a comunhão que faz com que tudo seja igual, porque não somos iguais a Deus nem podemos ser. Ele é Senhor e Deus da natureza divina. Nós somos essa criatura humana pecadora, mas Deus nos permite viver em comunhão com Ele. Veja a diversidade que todos nós podemos viver na união e na comunhão com Deus.
Precisamos viver a comunhão entre nós. A mais bela expressão da comunhão com Deus é quando temos comunhão uns com os outros, comungamos do mesmo pão, pois, muitas vezes, comungamos do mesmo Espírito, da mesma palavra, mas não conseguimos viver a unidade entre nós.

Só viveremos a unidade se tivermos comunhão com Deus

Cada um quer puxar para um lado e o grande contratestemunho que nós cristãos damos, no mundo em que vivemos, é não testemunharmos a comunhão.
Fazemos questão de colocar em evidência as nossas diferenças, nossas opções e nossos rótulos. Rotulamo-nos e rotulamos os outros quando só existe uma graça que nos salva: a graça da comunhão com Cristo, a graça de estarmos unidos ao Pai, Filho e Espírito Santo.
Tudo que passa da comunhão é invenção humana do egoísmo, do individualismo que quer prevalecer sobre aquilo que Cristo veio nos trazer: a comunhão com Ele e nossa comunhão uns com os outros.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Como falar da doutrina católica com os filhos adolescentes?

terça-feira, 4 de junho de 2019

 Alguns princípios precisam existir para que as pessoas cumpram sua vocação paterna e materna de educarem seus filhos na fé crista. O primeiro princípio (para aqueles que querem ser catequistas dos seus filhos) é ter um encontro pessoal com Deus, porque só se pode falar daquilo que se ama; e, para amar, é preciso conhecer. O mundo atual é permeado de muitas igrejas e ideologias diferentes, sendo assim, como podem ensinar se não estudam a doutrina católica? É preciso ter coração e mente abertos para fundamentar a fé individual, sanar as dúvidas dos filhos e iniciá-los no caminho da salvação.

O segundo princípio é fazer aquilo que prega, porque, em especial, os adolescentes se espelham em atos, e não em palavras. Muitos falam de virtudes a serem adquiridas, mas no fundo possuem uma falsa modéstia, um rigor excessivo nas leis divinas e aderem às falsas profecias. Como os filhos podem aderir a essa doutrina, se não enxergam coerência entre o falar e agir dos pais? É imprescindível preocupar-se com o que estão repassando para as futuras gerações.

Como falar da doutrina católica com os filhos adolescentes?
Foto ilustrativa: Larissa Carvalho/cancaonova.com

Filhos não vivem em uma bolha


Uma das características da adolescência é questionar o “status”, por isso, são indispensáveis aos pais a busca de diferentes pontos de vista para entender e refutar os questionamentos, baseando sua argumentação sempre nas Sagradas Escrituras. É bom lembrar de que os filhos não vivem em uma bolha, eles estão expostos aos conceitos e costumes diferentes da doutrina católica. Portanto, precisam conhecer sobre diversos assuntos e ter confiança naquilo que foi ensinado. A credibilidade vem da certeza na fala e aderência na ação; não adianta mandar os filhos para a Missa e ficar vendo TV em casa. É preciso ser um cristão que cumpra os preceitos não por obrigação, mas por gratidão a Deus.

Os pais devem ter respostas para as perguntas difíceis que os filhos são obrigados a responder diante de um mundo tão secularizado. Professores ateus, geralmente são bem preparados para refundar as verdades da fé; se os adolescentes também estiverem preparados na doutrina católica, eles terão argumentos para enfrentar esses mestres e seus discípulos.

Os adolescentes podem criticar quando os pais dizem que estão rezando por eles na Missa ou na oração do terço e, ainda, quando oram diante de uma dificuldade ou para alcançarem uma graça que necessitam. Entretanto, é necessário rezar com eles para que aprendam e criem o hábito de entregarem suas vidas a Deus. Um exemplo bonito é da família que reza antes das refeições, quando o adulto esquece, normalmente a criança o lembra. Essa criança será um adulto que não terá vergonha de professar a sua fé.

Não menospreze práticas simples, porque aprendemos que “o hábito faz o monge”. É preciso que o ambiente dentro de casa seja visto como um altar, como um espaço de honra, não só como lugar físico, e sim cheio de diálogos que propiciem aprofundamentos espirituais. Invista seu tempo lendo a Palavra com ele, porque são histórias que cativam e que podem ser oportunidades de evangelizar e introjetar verdades que farão diferença diante das seduções do mundo.

A primeira Igreja é a família


Incentive seu filho a praticar os ensinamentos de amar o próximo, de doar aos mais necessitados e de perdoar. O Papa nos ensina a sermos uma Igreja em saída, porém, a primeira Igreja é a família. Para sairmos precisamos, primeiro, praticar. O lar é um lugar por excelência para aprendermos. O Evangelho deve ser exercitado, primeiramente, entre os seus como uma semente plantada desde a infância que florescerá na adolescência diante de tantas incertezas.

Adolescentes gostam de assumir e defender causas, então, quando veem os pais comprometidos com ações na Igreja, acabam engajando-se para ajudar e, depois, tomam para si essas questões. Filhos catequizados podem até se afastarem da Igreja, entretanto, diante das dificuldades saberão buscar ajuda no lugar certo, porque sempre voltarão às raízes diante das incertezas.

Fonte: Canção Nova

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