Move-te em Mim - O espírito de Deus está neste lugar

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

 

Canceladas celebrações do 110° aniversário nascimento madre Teresa



O motivo do cancelamento foi a quarentena das Missionárias da Caridade residentes na Casa Mãe, em Calcutá, após nove religiosas terem resultado positivo para a Covid-19.

As Missionárias da Caridade de Calcutá tiveram que renunciar este ano às celebrações do 110º aniversário do nascimento de Madre Teresa, no dia 26 de agosto. Nove religiosas da Congregação que residem na Casa mãe tiveram de fato resultado positivo no teste de Covid-19. Sete se recuperaram, mas as cem religiosas residentes devem permanecer em quarentena.

A Congregação - relata a Agência UCA News - cancelou, portanto, a tradicional novena de oração que antecede a festa de Santa Teresa de Calcutá, celebrada em 5 de setembro, um programa marcado após a canonização da fundadora em 2016, e a Casa mãe permanecerá fechada aos peregrinos que todos os anos neste período a ela se dirigem aos milhares para venerar suas relíquias.

Também suspensas as admissões ao noviciado. As religiosas abrem a porta apenas para receber coroas oferecidas por alguns fiéis para serem colocadas no túmulo de Madre Teresa. O aniversário foi celebrado no dia 26 de agosto somente com uma Missa privada, presidida pelo Vigário Geral da Arquidiocese de Calcutá, padre Domingos Gomes, na capela da Casa Mãe.

No entanto, o trabalho das Missionárias da Caridade em suas numerosas casas para órfãos e moribundos não nesses meses de pandemia, graças às religiosas e voluntários que permaneceram nessas estruturas.

As irmãs também providenciaram a distribuição de alimentos para os pobres nas favelas da metrópole de quase 15 milhões de habitantes. Durante o bloqueio, elas percorreram os diferentes bairros com um caminhão e uma ambulância para levar os doentes ao hospital.

Vatican News Service - LZ


Papa Francisco: cada um de nós deve tomar a própria cruz

domingo, 30 de agosto de 2020



 “Se quisermos ser seus discípulos, somos chamados a imitá-Lo, entregando nossas vidas sem reservas por amor a Deus e ao próximo”, palavras do Papa Francisco ao falar sobre o compromisso de cada um de nós de “tomar a nossa própria cruz”


Jane Nogara – Vatican News

Na oração do Angelus deste domingo (30/08) o Santo Padre refletiu sobre o compromisso de cada um de nós de “tomar a própria cruz”. Francisco discorreu sobre o Evangelho de Mateus quando Jesus pela primeira vez falou aos seus discípulos sobre o final que o espera na Cidade Santa:

“Diz que terá que ‘sofrer muito por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, e ser morto e ressuscitar ao terceiro dia’”

A reação dos discípulos a esta predição é considerada imatura por Jesus: “Ainda têm uma fé imatura e muito ligada à mentalidade deste mundo”. Eles não querem que Jesus passe por isso.

“Para Pedro e os outros discípulos - mas também para nós! - a cruz é um ‘escândalo’, enquanto Jesus considera um ‘escândalo’ fugir da cruz, o que significaria fugir da vontade do Pai, da missão que Ele lhe confiou para nossa salvação”

Tomar a própria cruz

Jesus, continua Francisco, aponta o caminho do verdadeiro discípulo mostrando duas atitudes: “A primeira é ‘renunciar a si mesmo’, o que não significa uma mudança superficial, mas uma conversão, uma inversão de valores. A outra atitude é tomar a própria cruz” . Explicando que “não se trata apenas de suportar pacientemente as tribulações diárias, mas de carregar com fé e responsabilidade aquela parte do esforço e do sofrimento que a luta contra o mal implica”.


O Papa aprofunda este ponto exortando:

“Façamos com que a cruz pendurada na parede de casa, ou a pequena que usamos no pescoço, seja um sinal de nosso desejo de nos unirmos a Cristo no serviço a nossos irmãos com amor, especialmente os pequenos e mais frágeis”

Jesus crucificado, verdadeiro Servo do Senhor

Em seguida recorda ainda que a cruz é sinal sagrado do Amor de Deus e do Sacrifício de Jesus, e não deve ser reduzida a um objeto de superstição ou uma joia ornamental.

“Toda vez que fixamos o olhar na imagem de Cristo crucificado, pensamos que Ele, como verdadeiro Servo do Senhor, cumpriu Sua missão dando a vida, derramando Seu sangue para a remissão dos pecados”

Por fim ensina que “se quisermos ser seus discípulos, somos chamados a imitá-Lo, entregando nossas vidas sem reservas por amor a Deus e ao próximo”.


Fonte: Vatican News

Nomeado o novo Núncio Apostólico para o Brasil

sábado, 29 de agosto de 2020

 Trata-se de Sua Excelência Reverendíssima Dom Giambattista Diquattro, Arcebispo titular de Giromonte, até agora Núncio Apostólico na Índia e Nepal

Vatican news

O Santo Padre nomeou o novo Núncio Apostólico para o Brasil. Trata-se de Sua Excelência Reverendíssima Dom Giambattista Diquattro, Arcebispo titular de Giromonte, até agora Núncio Apostólico na Índia e Nepal.

Giambattista Diquattro nasceu em Bolonha, Emília-Romanha, Itália, em 18 de março de 1954 é arcebispo, diplomata, teólogo e canonista. Foi ordenado sacerdote em 1981.  Recebeu seu mestrado em Direito Civil na Universidade de Catânia, e doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma e mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma.

Entrou para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1º de maio de 1985, e serviu em missões diplomáticas nas representações pontifícias na República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Chade, nas Nações Unidas em Nova York, e mais tarde na Secretaria de Estado do Vaticano, e na Nunciatura Apostólica na Itália. O Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico no Panamá em 2 de abril de 2005. Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia em 21 de novembro de 2008 e em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou Núncio Apostólico na Índia e no Nepal. 

Fonte: Vatican News

O ensinamento de Agostinho ao homem contemporâneo

sexta-feira, 28 de agosto de 2020



 Com ele se aprende a introspecção interior e a busca de Deus através da razão e da fé. Mas Santo Agostinho, que a Igreja lembra hoje, também ensina a ler a história à luz da Providência. O novo Prior da Província agostiniana da Itália afirma: "Agostinho fala muito ao homem de hoje". Carta do Prelado Geral a todos os Agostinianos

"Os Padres da Igreja são justamente chamados os santos que, com a força da fé, a profundidade e a riqueza de seus ensinamentos, regeneraram e fizeram crescer a Igreja nos primeiros séculos", assim escreveu João Paulo II na Carta Apostólica Patres Ecclesiae. E entre os Padres da Igreja está Santo Agostinho, Bispo de Hipona, que com seu ministério pastoral e suas obras contribuiu enormemente para o desenvolvimento da doutrina cristã.

Santo Agostinho pastor

Se com sua experiência de vida o prelado africano nos ensina a percorrer o caminho da interioridade para encontrar Deus e compreender Sua Palavra com fé e razão, através de seus escritos responde também às grandes perguntas do homem sobre a existência, sobre o bem e o mal, sobre a história. Há muitas homilias nas quais Agostinho aborda temas atuais, adverte seus fiéis sobre costumes pagãos, ajuda-os a ler a realidade à luz do Evangelho. Como pastor, durante 35 anos, ele conduziu sua diocese na ortodoxia cristã e, cabendo-lhe a episcopalis audientiae, deve resolver as disputas civis que os cidadãos de Hipona lhe submetem como árbitro de disputas, o que o aproximou ainda mais de seu povo. Tudo isso o levou a lidar com problemas concretos e a lidar com heresias e questões teológicas, enquanto seus sermões apaixonavam tanto os fiéis que ficavam horas ouvindo-o falar.

Entre 413 e 426, quando já tinha idade madura, Agostinho escreveu A Cidade de Deus, oferecendo uma leitura da história através das lentes da fé católica. Nos 22 livros que a compõem, o mundo é descrito como o fruto da "cidade terrestre", marcada pelo pecado e amor próprio do homem, e da "cidade celeste", o lugar da Graça e do amor de Deus. Mas, para o bispo de Hipona, em todas as civilizações há homens que pertencem a uma ou a outra. Além disso, vendo a Providência como um guia para toda a história, cada acontecimento e cada evento pessoal é iluminado por um significado. A Cidade de Deus de Agostinho é uma reflexão filosófica, teológica e política. Padre Giustino Casciano, Prior Provincial da Província Agostiniana da Itália, explica o que podemos recuperar nos dias de hoje desta obra:

Padre Casciano: "A Cidade de Deus" foi escrita por Agostinho quando Roma caiu nas mãos dos Godos. Este evento que marcou época abalou o povo, as consciências de então, e deu origem à acusação contra os cristãos de que eles eram a causa da ruína da cidade de Roma, da cidade eterna. Escrevendo "A Cidade de Deus", Agostinho quer responder precisamente a estas acusações. E ele diz que não é por causa do cristianismo que Roma se tornou fraca e caiu nas mãos dos bárbaros, mas é por causa da corrupção moral, da corrupção dos costumes, que Roma perdeu seu esplendor e sua grandeza.   Tornou-se frágil por causa do homem, que seguiu mais paixões do que sua própria inteligência, o próprio destino eterno. Penso que é interessante refletir sobre a situação atual no mundo, sobre o fato de que estamos passando por esta crise da epidemia global que afetou todos os povos. A reflexão de Agostinho pode ser muito interessante para se ter uma visão da história do mundo, onde o cristianismo pode dar tanta luz, onde a fé cristã pode oferecer tantas saídas.

Como Agostinho se dirigiria ao mundo hoje?

Padre Casciano: Devo dizer que Agostino fala muito ao homem de hoje. O homem contemporâneo se sente muito próximo a ele; ele está a mais de 1600 anos de distância, mas sua linguagem, seu modo de ser e de se colocar, o tornam muito, muito atual. Acredito que Agostinho falaria, acima de tudo, em nível antropológico, falaria ao coração das pessoas, à sua necessidade de felicidade, de segurança. Creio que seria realmente interessante ouvi-lo falar ou escrever na sociedade de hoje. E é nossa tarefa, como agostinianos, torná-lo vivo e atual na nossa sociedade.

Como o senhor vê o futuro das comunidade agostinianas na Itália?

Padre Casciano: Certamente é um futuro com muitas dificuldades, devido sobretudo à falta de vocações, por isso a urgência mais importante é aproximar os jovens, caminhar junto com os jovens, anunciar Jesus às novas gerações e pedir com incessante oração o dom de ter novas e santas vocações para a vida consagrada e para o ministério ordenado. Não gostaríamos de fechar conventos, gostaríamos, com a ajuda de Deus, de abrir novas realidades; mas isto, é claro, só pode ser feito através de novas vocações, sem esquecer que caminhamos juntos com as famílias, junto com os leigos. Somos um só com os leigos e as famílias agostinianas que vivem em nossos contextos. As dificuldades da Igreja são nossas dificuldades.

Há uma frase, um pensamento, de Agostinho que, em sua opinião, pode ser um pouco o lema da província agostiniana italiana para os próximos anos?

Padre Casciano: Posso pensar em várias frases, é claro. Uma se trata da razão e da fé: "Creia para poder compreender e compreenda para poder crer". Acredito que seja importante para nós unirmos cada vez mais todas as capacidades da ciência, tecnologia, inteligência humana, porém, uni-las à fé. Somente se formos capazes de ter estas duas asas, engenhosidade humana e fé em Deus, poderemos realmente voar. Se uma dessas duas asas estiver faltando, há o risco de ficarmos no chão e não sermos capazes de nos levantar. Também gosto muito da frase sobre a Graça de Deus. Unir a liberdade humana e a Graça de Deus, portanto fazer tudo o que for possível com suas forças, mas acima de tudo confiar-se à Graça de Deus com a oração. Creio que Agostinho seja capaz de sempre unir sempre estas realidades entre si; ele é o médico da Graça, mas é também o médico da liberdade.

A carta do Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho

O Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, Padre Alejandro Moral, por ocasião da solenidade que todos os agostinianos celebram hoje, escreveu uma carta para convidar os religiosos a viverem com um só coração e uma só alma prostrados a Deus. "Vamos permanecer (...) fortemente unidos. Demos testemunho da comunhão entre nós e a Cabeça, que é Cristo – pode-se ler na carta - Ele nos ajudará a ler e interpretar a realidade e as necessidades de nossos irmãos. Unidos e em comunhão com Cristo, podemos confiar na segurança da superação das situações difíceis que teremos de viver".

Unidos e orientados para o bem comum diante da pandemia

Recordando a emergência do coronavírus que todos os continentes estão vivendo, Padre Moral acrescenta: "A celebração da solenidade de nosso Padre Santo Agostinho também está envolvida na emergência sanitária que vivemos. Por esta razão, as Santas Missas e outras celebrações terão uma participação reduzida na maioria dos lugares, ou mesmo em outros não poderão sequer ser celebradas publicamente". Por fim, o Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho nos exorta a dirigir nossas mentes e nossos corações para o essencial do carisma agostiniano. “Busquemos o bem comum, a comunhão com nossos irmãos", conclui o Prior, "trabalhando em nossa interioridade e relacionamento com Deus, oferecendo um testemunho de fraternidade e solidariedade com as pessoas afetadas pelos problemas causados pela pandemia".

 Fonte: Vatican News

Dom Hélder Câmara - Religioso e bispo católico

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Data do Nascimento07/02/1909

Data da Morte27/08/1999 (aos 90 anos)


 Dom Hélder Câmara (1909-1999) foi um religioso, bispo católico e arcebispo emérito de Olinda e Recife. Ficou conhecido internacionalmente pela defesa dos direitos humanos. Recebeu diversos prêmios, entre eles, o Prêmio Martin Luther King, nos Estados Unidos e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega.

Dom Hélder Pessoa Câmara nasceu em Fortaleza, estado de Ceará, no dia 07 de fevereiro de 1909. Filho de João Eduardo Torres Câmara Filho, jornalista e bibliotecário, e da professora primária, Adelaide Pessoa Câmara.

Com 14 anos de idade Dom Helder entrou no Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, onde também cursou Filosofia e Teologia.

Em 15 de agosto de 1931, com 22 anos de idade, Dom Hélder Câmara foi ordenado sacerdote, com a autorização da Santa Sé, pois não completara a idade mínima para ordenação, que era de 24 anos. No dia seguinte celebrou sua primeira missa.

Em 1936, Dom Hélder Câmara foi nomeado diretor do Departamento de Educação do Estado do Ceará, onde permaneceu por cinco anos. Foi um dos organizadores da Ação Católica que atuava junto às pessoas carentes.

CNBB

Em 1950, Dom Hélder apresentou seu plano ao Monsenhor Montini (que viria a ser o Papa Paulo VI, em 1963) para fundar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

dom hélder
Dom Hélder Câmara e o papa Paulo VI

A CNBB é uma instituição permanente que reúne os Bispos católicos do Brasil que foi fundada em 14 de outubro de 1952.

Em 1952, Dom Hélder foi transferido para o Rio de Janeiro, onde permaneceu durante 28 anos. Nessa época desenvolveu diversas obras sociais. Fundou a Cruzada São Sebastião e o Banco da Providência, com o objetivo de atender os mais necessitados.

Exerceu funções na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e no Conselho Nacional de Educação. Foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Foi nomeado secretário geral da CNBB, onde organizou congressos para adaptação da Igreja Católica aos tempos modernos e a integração da Igreja na defesa dos direitos humanos. Permaneceu no cargo até 1964.

Arcebispo de Olinda e Recife

Em 1962, Dom Hélder participou das reformas de base do governo João Goulart. Em 12 de abril de 1964, pouco antes do golpe militar, Dom Hélder Câmara foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife. Foi secretário da Ação Social entre 1964 e 1968.

Ditadura militar

Além das atividades pastorais de sua Arquidiocese Dom Hélder atuou em movimentos estudantis, operários e ligas comunitárias contra a fome e a miséria.

Teve significativa participação contra o autoritarismo praticado pelos militares durante a ditadura militar. Após escrever um manifesto de apoio à ação católica operária, foi acusado de comunista, sendo proibido de se manifestar publicamente.

Na madrugada de 26 para 27 de maio de 1969 o assessor de Dom Hélder, o padre Henrique, foi preso e torturado até a morte.

Nesse mesmo ano, Dom Hélder recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos. Em 1970, em um pronunciamento em Paris, Dom Hélder denunciou a prática de tortura e a situação dos presos políticos no Brasil. Em 1972, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Dom Hélder Câmara criou organizações pastorais em prol da valorização dos pobres, criou projetos para atender as comunidades do Nordeste, que viviam em situação de miséria.

O religioso recebia apoio e convites para proferir palestras, presidir ou receber homenagens das universidades brasileiras e instituições internacionais.

Publicou 23 livros, sendo 19 deles traduzidos para 16 idiomas. Recebeu 30 títulos de Cidadão Honorário, 28 de cidades brasileiras, um da cidade de São Nicolau, na Suíça em 1985, e outro de Rocamadour, na França em 1987. Ao todo foram 716 títulos de homenagens e condecorações.

Em 1985 Dom Hélder foi substituído pelo bispo conservador Dom José Cardoso, porém continuou atuando em favor dos pobres. Em 1991, iniciou um movimento contra a fome.

No final da década de 90, com o apoio de diversas instituições filantrópicas, lançou oficialmente a campanha “Ano 2000 Sem Miséria”.

Dom Hélder Câmara faleceu na cidade do Recife, no estado de Pernambuco, no dia 27 de agosto de 1999, de parada cardíaca.

Frases de Dom Hélder Câmara

  • Feliz de quem entende que é preciso mudar muito pra ser sempre o mesmo.
  • Quando os problemas se tornam absurdos, os desafios se tornam apaixonantes.
  • Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista.
  • O verdadeiro cristianismo rejeita a ideia de que uns nascem pobres e outros ricos, e que os pobres devem atribuir a sua pobreza à vontade de Deus.
  • É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca.

Santo do dia - Nossa Senhora Rainha

sábado, 22 de agosto de 2020

 

Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: “Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar”.

Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: “É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).

Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: “Maria, a mãe de Jesus” (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: “Salve Rainha” e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam (à Rainha do Céu): “A Jesus por Maria. Não há outro caminho”.

Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

Boletim ARQUIPB | 22 de Agosto


Fonte: YouTube ArqPB 

Assista ao filme "Tomé" neste domingo no Cinema da Fé

 Cinema da Fé exibe neste domingo (23), às 13h, o filme "Tomé", na TV Aparecida. O filme conta a história do discípulo de Jesus que, atormentado por suas dúvidas e desconfiado de todos, se oferece para morrer ao lado de Jesus a caminho de Betânia.

Mais tarde, encontra-se com Maria Madalena e os outros apóstolos que lhe asseguram ter visto Cristo. Entretanto, Tomé apenas difundirá a palavra de seu mestre depois que o reencontra e crê na sua ressurreição.


Cinema da Fé, neste domingo (23), às 13h


Fonte: A12.com

Igreja celebra neste 21 de agosto São Pio X, o Papa que pregava e vivia a pobreza

sexta-feira, 21 de agosto de 2020


 “Nasci pobre, vivi na pobreza e quero morrer pobre”, deixou escrito em seu testamento. Ao longo de seu pontificado ficou conhecido por incentivar a comunhão diária de todos os fiéis, além de permitir que as crianças comunguem – desde que entendam quem está na Hóstia Consagrada.

Vatican News

Seu nome era Giuseppe Sarto e nasceu em Risse, povoado de Veneza, Itália, em 1835. Ainda menino sofreu a perda de seu pai e quis deixar os estudos para ajudar sua mãe. Ela, porém, o impediu. Então, Giuseppe continuou estudando no seminário graças a uma bolsa.

Papa Pio X

Após ser ordenado, foi nomeado vigário, pároco, cônego, bispo de Mantua e cardeal de Veneza, estando nove anos em cada cargo. Brincando, dizia que só lhe faltavam nove anos de Papa. Em 1903, Sarto, tomou o nome de Pio X. Um de seus primeiros atos como pontífice foi recorrer à constituição “Commissum nobis”, a fim de terminar com o suposto direito de qualquer poder civil para interferir em uma eleição papal.

Mais adiante, redigiu e aprovou decretos sobre o Sacramento da Eucaristia, nos quais recomendava e elogiava a comunhão diária, com a possibilidade de que as crianças se aproximassem para recebê-la a partir do momento que entendessem quem está na Santa Hóstia Consagrada. Isto foi o suficiente para que passasse a ser chamado de o “papa da Eucaristia”.

Pio X sempre defendeu os fracos e oprimidos como fez ao denunciar os maus entendimentos aos quais eram submetidos os indígenas nas plantações de borracha do Peru. Visitava cada domingo os pátios, esquinas ou praças do Vaticano para pregar e explicar o Evangelho do dia. Durante uma audiência pública, um participante lhe mostrou seu braço paralisado e lhe pediu que o curasse. O Papa se aproximou sorridente, tocou o braço e disse: “Sim, sim”. E o homem ficou curado. Entretanto, sempre foi modesto e singelo.

Quando alguém o chamava de “padre santo”, ele corrigia sorrindo: “Não se diz santo, mas Sarto”, em referência ao seu sobrenome de família. Em 1914, depois de tê-la profetizado, eclodiu a Primeira Guerra Mundial. “Esta será a última aflição que me manda o Senhor. Com gosto daria minha vida para salvar meus pobres filhos desta terrível calamidade”, disse. Poucos dias mais tarde, sofreu uma bronquite e morreu em 20 de agosto.

Foi canonizado em 1954 pelo papa Pio XII e foi o primeiro a ser elevado os altares depois de Pio V em 1672.

Curiosidades

Primeiro a abrir o refeitório papal às visitas – No século XIX foi um escândalo que o Papa Pio X deixasse de jantar sozinho e convidasse amigos e conhecidos para comer com ele. Embora hoje em dia vemos essas atitudes no Papa Francisco, foi Pio X quem rompeu a tradição de que os Pontífices comessem sozinhos.

Muitos anos antes, quando era patriarca de Veneza, dispensou grande parte de seus empregados e não tolerou que ninguém, exceto suas irmãs, preparasse sua comida.

Redigiu um catecismo para a Itália – “Outro ramo importante foi o da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, tinha redigido pessoalmente um catecismo e, durante o Episcopado em Mântua, trabalhara a fim de que se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano”, comentou Bento XVI em 2010.

Em seguida, destacou que, como autêntico pastor, o Papa Pio X tinha compreendido que a situação da época, entre outras coisas pelo fenômeno da emigração, “tornava necessário um catecismo ao qual cada fiel pudesse fazer referência, independentemente do lugar e das circunstâncias de vida”.

“Como pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, depois se difundiu em toda a Itália e no mundo. Este Catecismo, chamado ‘de Pio X’ foi para muitas pessoas uma guia segura na aprendizagem das verdades relativas à fé pela sua linguagem simples, clara e específica, e pela eficácia da sua exposição”, acrescentou.

Iniciou a redação do Código de Direito Canônico – Até o ano de 1917, a Igreja só contava com um conjunto disperso e sem codificar de normas jurídicas, inclusive, as compilações realizadas por Pio IX e Leão XIII eram insuficientes. Entretanto, desde o início de seu pontificado, Pio X se dedicou à reorganização da cúria romana e, depois, iniciou os trabalhos de redação do Código de Direito Canônico, promulgado por seu sucessor Bento XV.

Fonte: Vatican News

“Educação” será o tema da CF 2022

 

O próximo passo a ser dado é a constituição da equipe motivadora que ajudará a pensar o texto base, os editais e outros encaminhamentos. Em 2022 completam-se 25 anos da CF 1997 cujo tema e lema foram “Fraternidade e os encarcerados – Cristo liberta de todas as prisões” e 30 anos da CF 1992, “Fraternidade e Juventude – Juventude caminho aberto”.

Vatican News

O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reunido virtualmente na manhã da última quarta-feira, 19 de agosto, escolheu, por unimidade, “Educação” como tema da Campanha da Fraternidade (CF) 2022. Integram o Consep da CNBB os quatro bispos da presidência da entidade e os 16 bispos que presidem as suas comissões episcopais pastorais.

O secretário-executivo das Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, informou, antes da votação dos bispos do Consep, que chegaram 19 sugestões de temas, sendo oito vindas do próprio Consep da CNBB: educação, economia de Francisco e trabalho, migração e mobilidade urbana, adoção, educação sanitária e preventiva, castidade, povo negro e realidade do trabalho.

Os outros 11 temas foram sugeridos pelos representantes dos 18 regionais da CNBB que participaram do Seminário Nacional da CF, realizado em outubro de 2019: educação, trabalho, migração e mobilidade urbana, adoção, cultura urbana, cuidados paliativos, cultura do Bem Viver, compromisso social, mulher, trânsito e periferias existenciais.

O arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros, manifestou sua alegria pela decisão do Consep. “Essa notícia chega num momento que traz grande alegria. Fiquei muito feliz com a decisão de dedicar a CF de 2022 ao tema da educação”, disse. Ele reforçou que haverá um longo processo de preparação da campanha, incluindo a decisão sobre que ênfases serão abordadas no horizonte desta campanha, contudo adiantou que a perspectiva é trabalhar a educação para o humanismo solidário.

Para o presidente da Comissão para a Cultura e Educação da CNBB, a CF tem o papel de traduzir a vivência da fé cristã para construir relações fraternas e um mundo justo e solidário. “Esta notícia vem num momento muito bom quando estamos vivendo o apelo do Papa Francisco para a reconstrução do Pacto Global Educativo”, disse.

Próximos passos

O secretário-executivo das Campanhas da CNBB também demonstrou seu contentamento. “Para nós é uma imensa alegria receber esta notícia do Consep. Essa foi uma das indicações que vieram do Seminário Nacional da CF no ano passado”, disse. Padre Patriky lembrou que em 2022 celebra-se os 40 anos da CF de 1982 que teve como tema “Fraternidade e Educação” e como lema “A verdade vos libertará”.

O próximo passo, segundo o padre Patriky, é constituição da equipe motivadora que ajudará a pensar o texto base, os editais e outros encaminhamentos. Dom João Justino colocou toda a Comissão para a Cultura e Educação da CNBB à disposição para trabalhar na preparação e organização da CF de 2022 com a intenção de que renda muitos frutos para as comunidades eclesiais, para a Igreja e para o povo brasileiro.

Em 2022, como lembrou o padre Patriky antes da votação, também completam-se 25 anos da CF 1997 cujo tema e lema foram “Fraternidade e os encarcerados – Cristo liberta de todas as prisões” e 30 anos da CF 1992, “Fraternidade e Juventude – Juventude caminho aberto”.

Fonte: Vatican News

Papa defende vacina anti-Covid acessível a todos

quarta-feira, 19 de agosto de 2020


 Palavras do Papa encontram ressonância em vários organismos e iniciativas, a começar pela Organização Mundial da Saúde. A Itália e a União Europeia abraçam as palavras do Papa Francisco com os fatos. Os investimentos públicos "irão garantir que esta vacina possa ser distribuída a todos, não apenas aos europeus", afirma Walter Ricciardi, professor de Higiene da Universidade Católica de Roma e assessor do ministro da Saúde italiano. “Haverá quantidades significativas de doses que serão dadas aos países mais pobres, a começar pela África”.

Amedeo Lomonaco - Vatican News

Na terceira Audiência Geral dedicada à pandemia, o Papa Francisco afirmou que seria triste se uma vacina contra a Covi-19 fosse dada a prioridade aos ricos e que a assistência econômica com dinheiro público deveria ser dada a indústrias que observam quatro critérios:

“Seria triste se essa vacina contra a Covid-19 fosse dada a prioridade aos mais ricos! Seria triste se esta vacina se tornasse propriedade desta ou daquela nação e não universal para todos. E que escândalo seria se toda a assistência econômica que estamos a observar - a maior parte dela com dinheiro público - se concentrasse no resgate das indústrias que não contribuem para a inclusão dos excluídos, para a promoção dos últimos, para o bem comum ou para o cuidado da criação.  São critérios para escolher quais são as indústrias a serem ajudadas: aquelas que contribuem para a inclusão dos excluídos, para a promoção dos últimos, para o bem comum e com o cuidado da criação. Quatro critérios!”

OMS: não aos nacionalismos

 

Na qualidade de órgão supranacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está em sintonia com as convicções do Pontífice, como reiterado no encontro de terça-feira, 19, com os jornalistas, e na carta com a qual o Diretor-Geral entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, claramente exorta os países membros a "prevenir o nacionalismo da vacina".

Por esta razão, afirmou Ghebreyesus, a OMS "está trabalhando com os governos e o setor privado, quer para acelerar a pesquisa científica com o ACT-Accelerator, quer para garantir que as novas inovações estejam disponíveis para todos, em qualquer lugar, a começar por aqueles com maior risco".

Pouco antes, recordando o trabalho realizado pela agência, o diretor havia constatado a presença do problema ainda nos últimos meses, quando o surto do coronavírus desencadeara "uma onda enorme de pedidos de equipamentos de proteção individual". “Alguns países - observou Ghebreyesus - implementaram restrições à exportação e houve diversos casos de requisição de suprimentos médicos essenciais para uso nacional”. Em essência, é sua análise, "o nacionalismo de fornecimentos exacerbou a pandemia e contribuiu para o fracasso total da cadeia de suprimentos" em escala global.

Pesquisa mundial em busca da vacina

 

Depois daquela da Rússia, produzida pelo Instituto Gamaleya, também a China registrou em tempo recorde sua primeira vacina contra a pandemia Covid-19. Do outro lado do mundo, o governo brasileiro autorizou o teste de uma vacina anti-Covid desenvolvida por um laboratório estadunidense. O governo australiano também anunciou que quer tornar obrigatória a vacina contra a Covid-19, após a assinatura de um acordo com a empresa anglo-sueca AstraZeneca, para adquirir o medicamento em desenvolvimento nos laboratórios de pesquisa da Universidade de Oxford.

Ricciardi: objetivo principal é a pessoa, não o lucro

 

A Itália e a União Europeia abraçam as palavras do Papa Francisco com os fatos: “O que realizamos é uma aliança sobretudo entre Itália, França, Alemanha e Holanda para fazer da vacina um bem comum a ser dado a todos”.

Quem destaca isso esse aspecto é Walter Ricciardi, professor de Higiene da Universidade Católica de Roma e assessor do ministro da Saúde italiano, acrescentando que o primeiro contrato mais avançado ligado à vacina, assinado pela Comissão Europeia na semana passada, "vai nessa direção". Os investimentos públicos "irão garantir que esta vacina possa ser distribuída a todos, não apenas aos europeus".  “Haverá quantidades significativas de doses que serão dadas aos países mais pobres, a começar pela África”.

Sobre os critérios indicados pelo Papa na escolha das indústrias, o professor Ricciardi destaca que esta visão é acertada, "sobretudo em um momento pós Covid". A pandemia – explica ele - demonstrou “toda a fragilidade do modelo de desenvolvimento econômico baseado exclusivamente no lucro, na exploração dos mais pobres e na exploração dos trabalhadores de baixo custo”. Em vez disso, devemos "visar à centralidade da pessoa".

Para Ricciardi, não se trata de "uma utopia", mas da "única possibilidade para garantir um modelo de desenvolvimento que preserva simultaneamente as pessoas e o meio ambiente em que vivemos". É preciso, no entanto, recordar que alguns países seguem "o caminho comercial", uma via que fortalece exclusivamente "a possibilidade de enriquecer-se com a vacina" e garantindo-a somente aos povos "que podem pagar". Este, conclui, “não é o caminho que a Europa irá seguir”.

Cooperação internacional e solidariedade

 

Aquele indicado pelo Papa, portanto, é um caminho que não prevê distinções, como também sublinhou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em recente entrevista ao Osservatore Romano e ao Vatican News. “Esse vírus - declarou ela - mostra como o mundo está interligado. Encontramo-nos diante de uma pandemia global e a única maneira de derrotar o vírus é por meio da cooperação e da solidariedade internacional”.

Uma vacina para todos

 

Em outra recente entrevista aos meios de comunicação vaticanos, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que “a pandemia deve ser um sinal de alerta. As ameaças globais mortais exigem uma nova unidade e solidariedade ”.

"Em um mundo interligado - afirmou ele - ninguém está seguro até que todos estejam seguros. Foi esta, em resumo, a essência da minha mensagem no lançamento do ACT-Accelerator, ou seja, a colaboração global para acelerar o desenvolvimento, a produção e igualdade de acesso a novos diagnósticos, tratamentos e vacinas para Covid-19. Deve ser visto como um bem público. Não uma vacina ou tratamento para um país ou região ou metade do mundo - mas uma vacina e um tratamento que são acessíveis, seguros, eficazes, facilmente administrados e universalmente disponíveis para todos, em todos os lugares. Esta vacina deve ser a vacina das pessoas."

Fonte: Vatican News

Hoje, queremos e desejamos a luz para a sociedade

terça-feira, 18 de agosto de 2020

 Desejar a luz faz lembrar o coração inquieto de Agostinho de Hipona que, ao sentir-se confrontado pelo mal, perguntava-se: “Quem desembaraçará este nó tão enredado e emaranhado?” – “É asqueroso, não o quero fitar nem ver. Quero-vos a Vós ó justiça e Inocência tão bela e tão formosa, com puros resplendores e insaciável saturação!”.

“Quero a luz” é a expressão de um desejo a ser operado pela força de princípios inegociáveis, a exemplo da preciosa recomendação do apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos: “Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem”. É incontestável, sabe-se muito bem, que em toda tentativa de vencer o mal com o mal o resultado da batalha é a derrota ainda maior. Nesse horizonte, desenha-se preciosa lição com força de remédio ante os dramáticos cenários que pesam sobre os ombros da humanidade: somente o bem pode derrotar o mal. É essa também a receita terapêutica para sanar realidades feridas pelos constantes combates fratricidas que enfraquecem instituições no seu interno, multiplicam as violências, validam preconceitos, a exemplo das posturas racistas e excludentes.

Hoje queremos e desejamos a luz para a sociedade

Foto Ilustrativa: by Getty images / marchmeena29

Que a luz chegue em todos os setores da sociedade

Nesse cenário, põe-se a discussão acalorada a respeito de razões. Mas razões não podem ser desvinculadas de princípios. E os princípios são inegociáveis. Ao contrário disso, corre-se o risco de se permitir tudo. Não se pode simplesmente considerar que a batalha em curso seja um conjunto de meras acareações, apenas para deliberar a perspectiva de quem tem razão, agindo como se o conjunto da vida pudesse ser tratado em partes estanques. Em questão está o jogo que envolve o mal, o bem e o amor.

Diante de trágicas experiências, é próprio do comportamento humano procurar identificar as raízes do mal, explicar suas causas e fazer valer dinâmicas para a sua superação. Desafio que se torna ainda mais complexo no contexto da administração do dom precioso da liberdade humana. Assim, incontestavelmente, o bem e o mal ganham o rosto e o nome daqueles que os escolheram livremente. “Quero a luz” deve representar o desejo de, humildemente, abrir-se e aprender a gramática da lei moral universal. Na gramática da lei moral está inscrito o compromisso intocável da responsabilidade para com a vida de cada pessoa, considerada dom sagrado, defensável e promovido em qualquer que seja a circunstância, por ser um bem acima de todo e qualquer bem.

Os males sociais e políticos

Ao contemplar os cenários da sociedade mundial, não se pode camuflar a efetiva difusão de numerosas manifestações sociais e políticas da maldade – da desordem social à anarquia, da injustiça à violência contra o outro – fecundadas pela indiferença e amparadas em relativizações dos valores e dos princípios intocáveis da lei moral. O mundo está afligido por muitos males sociais e políticos, com a eclosão das violências. O investimento permanente na aprendizagem, na prática dos princípios e valores da gramática da lei moral contracena com o exercício do poder. O poder que todos têm, em medidas diferentes, como parte da composição do tecido de sua cidadania, de sua confissão de fé e nos contextos de sua representatividade e responsabilidades interage com os cenários da vida social e política.

Ensinava, com simplicidade, um mestre a seus neófitos que o poder é exercício vinculado ao desempenho de uma autoridade que lhe compete. E a autoridade, vinculada à capacidade de ser autor do bem, fruto da verdade e da consideração de princípios intocáveis que inspiram legislações, fomentam hábitos, que definem práticas e constituem o tecido da cultura, tendo a vida sempre como um dom precioso e intocável. Incontestavelmente, os grandes equívocos da humanidade nascem do uso inadequado, injusto e confuso do poder individual, a partir de sua condição ou advindo do exercício que a profissão lhe compete – na vivência cidadã e nos serviços públicos.

O exercício do poder

No conjunto das muitas obscuridades encontram-se, pois, exercícios equivocados no uso e desempenho do poder. Ora, porque se tem excessivo poder, em instâncias que tomam decisões estreitadas por interesses próprios – não há vontade política de preservar a vida e defendê-la -, ora porque, não raramente, um poder é exercido sem a esperada competência humanística, apenas com o objetivo de usufruir das benesses. Há uma gama de descompassos em andamento no exercício do poder, sem poupar qualquer que seja a instância, da religiosa à judiciária, da instância familiar à política, com passagem pelos desencontros cotidianos de civilidade. Revela-se, assim, a fonte de desmandos, a falta de pudor em fazer valer o que, subjetivamente, se considera oportuno.

As sociedades mundial e local encontram-se numa travessia marcada por muitas agruras, dentre elas as feridas expostas de um poder fragilizado pelas muitas práticas equivocadas, pela incapacidade de se efetivar o que se configura na legislação, a começar pela Constituição Federal. Esse horizonte dos descompassos que envolvem desde opiniões aos seus resultados, comprometendo a vida no seu conjunto, pede uma aprendizagem nova. Isso, para conter a exorbitância no uso do poder, evitando-se a relativização do intocável, a mistura do que é imiscível – dinâmicas que atrasam processos, adoecendo o planeta e as pessoas em disputas figadais por interesses que comprometem o inegociável princípio da solidariedade. À luz da inquietação de Agostinho de Hipona, ante o mal crescente e os descompassos, todos estão desafiados a um mea culpa e a um anseio renovado por deixar ecoar no coração o desejo-experiência de querer a luz.

Fonte: Canção Nova

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