Nota de Falecimento - Pedro Rocha

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Pedro Rocha, esposo de Raimunda Pereira, casal do ECC da Paróquia Menino Jesus de Praga.

 O Velório acontece na Morada da Paz, ao lado do Dom Ulrico e o sepultamento será hoje(31/01) às 16:00, no Cemitério do Cristo.

Que a alegria do Senhor seja o sustento e a força nesse momento tão difícil!

Parabéns Padre Marcondes!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ontem foi dia de festa na Paróquia Menino Jesus de Praga. O Pároco Pe. Marcondes Meneses comemorou mais uma ano de vida e foi abraçado pelos paroquianos e toda comunidade Cristã após a celebração dominical.


 Na missa das 17hs o Pe. Marcondes recebeu o carinho das crianças que lhe prestaram uma bela homenagem.

 O Diácono Roberto Inocêncio fez questão de saudar o Pe. Marcondes, juntamente com os aniversariantes do dia.

  O carinho das crianças sempre presente

Após a missa as comemorações ficaram por conta do jantar que foi oferecido pelos paroquianos ao Pe. Marcondes, onde parentes e amigos fizeram questão de prestar--lhe homenagens.
O armadura do Cristão esteve presente e registrou os momentos de comemoração ao Natalício

Clique na imagem abaixo e confira as imagens registradas pelo Armadura do Cristão
http://armaduracristaodo.blogspot.com.br/2017/01/parabens-padre-marcondes.html

Como ter fé e colocá-la em prática?

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Conselhos de monsenhor Jonas sobre como ter fé e colocá-la em prática

 Como ter fé e colocá-la em prática?

Baseado na história de Ana, mãe de Samuel, monsenhor Jonas Abib aconselha sobre como ter fé e colocá-la em prática.
“Ana, cheia de amargura, em profusão de lágrimas, orou ao Senhor. Como ela se demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios. Ana apenas murmurava: seus lábios se moviam, mas não se ouvia sua voz. Eli julgou que ela estivesse embriagada. Por isso lhe disse: “Até quando estarás bêbada? Cura esse bebedeira!” Ana, porém, respondeu: “Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho nem bebida forte, mas derramarei a minha alma na presença do Senhor. Não consideres tua serva uma mulher perdida, pois foi por minha excessiva dor e aflição que falei até agora”. Eli então lhe disse: “Vai em paz, e que o Deus de Israel te conceda e o que lhe pediste” (1Sm 1,10-12-17).
Muito pior do que a esterilidade física é a esterilidade espiritual de nossa fé. O pecado, o mundo, o demônio conseguiram fazer de nós homens e mulheres estéreis na fé e na confiança em Deus.
É preciso, assim como Ana, derramar nosso coração diante do Senhor.
Infelizmente, somos homens e mulheres de pouca fé. Quando gastamos apenas um pouco de energia para pedir, já nos cansamos e desanimamos. Dizemos que é impossível e “entregamos os pontos”. Rezamos um “pouquinho” e, com isso, achamos que rezamos muito. É como numa corrida: o corredor precisa ter força nas pernas não somente na descida; ele precisa continuar com firmeza e agilidade, no mesmo ritmo, também na subida. Vence aquele que não arrefece e conserva o ritmo até a chegada.

Todo cristão precisa de firmeza, pois o mundo se tornou um deserto de fé e amor.
Depois de Pentecostes, os apóstolos pregavam, e as pessoas se convertiam e recebiam o derramamento do Espírito Santo. O número de cristãos cresceu de tal forma que somente os apóstolos não eram em número suficiente para atendê-los. Surgiram os diáconos, dentre os quais Estêvão.
O ardor e a força da convicção de Estêvão eram tamanhos que abalaram as estruturas do sinédrio. Por causa disso, muitas pessoas tinham raiva dele. Condenaram-no e o martirizaram a pedradas, para que não pudesse mais falar. Saulo foi quem carregou o manto daqueles que o apedrejaram. A revanche de Deus foi muito maior: o que Estêvão não falou, Paulo falou e fez.
Ninguém pode nos calar diante de nosso testemunho. Nós, cristãos, precisamos reagir. Portanto, proclamemos que Jesus Cristo é o Senhor!
Os apóstolos também sofreram muitas perseguições. Depois de terem sido presos, Pedro, João e os demais apóstolos foram proibidos de pregar em nome de Jesus e realizar milagres. Ao voltar para a comunidade, no entanto, em vez de estarem temerosos e receosos, todos oravam.
“Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus” (At 4,29-30).
É assim que o Senhor prepara Seus valentes guerreiros. Ontem eram Pedro, João Estêvão e Paulo. Hoje, somos você e eu. O método é o mesmo: o Senhor põe diante de nós situações concretas nas quais precisamos pôr nossa fé em ação.

Oração:

Não estranhe se as situações são difíceis,isso acontece porque você precisa de um treinamento mais firme de fé. Peça essa graça ao Senhor.
“Senhor, eu preciso ser uma pessoa de fé, preciso crescer na oração e orar sem cessar, com fé diante do impossível, sabendo que nada é impossível para o Senhor e tudo é possível para aquele que crê. Preciso orar sabendo que tudo pode ser mudado pela oração. Senhor, preciso ser uma pessoa de oração, fé, convicção e determinação em Ti. Muda minha mente, meu coração, minhas atitudes de oração. Renuncio a toda incredulidade e impiedade. Liberta-me pelo Seu Espírito; não posso e não quero permanecer estéril. Preciso desse milagre. Pelo Seu Espírito Santo, renova-me, restaura-me. Que a fecundidade da oração volte a mim e que a esterilidade não permaneça na minha vida, Senhor. Amém!”

Por que preciso rezar?

Rezar é muitas vezes é a direção e tem seu valor

 

Uma das maiores descobertas que já fiz na vida foi saber que Deus me ama e me acolhe independente do que faço, pois Ele me ama a partir do que sou. Nesse caso, se eu rezo ou não rezo, Ele continua me amando com a mesma intensidade. No mundo, existem milhões de pessoas que nunca oraram, no entanto, não deixam de viver. Trabalham, estudam, viajam, fazem descobertas, constroem prédios, vão à praia, ao shopping e vivem naturalmente. 
Daí, vem a pergunta, que já ouvi várias vezes: “Por que preciso rezar?”
 A resposta pode ser dada de inúmeras formas, mas acredito que a vida diz mais que as palavras. Enquanto escrevo, recordo-me de tantos momentos nos quais, sem saber o que fazer, procurei uma direção da parte de Deus por meio da oração e fui ajudada. Certamente, você também já viveu experiências assim, e é nessas horas que percebemos o valor da oração em nossa vida.

Aproximação de Deus

Padre Kentenich, autor do livro ‘Santidade de todos os dias’, diz que, quando oramos, além de nos assemelharmos a Cristo, que é orante por excelência, e nos aproximarmos do Pai, que nos ama em Cristo, tornamo-nos também possuidores das riquezas divinas, já que a vida dos santos e cristãos piedosos confirma que os tesouros de Deus estão à disposição daqueles que rezam. Na verdade, existe algo que não podemos nos esquecer jamais: Não é Deus quem precisa de nossas orações, somos nós que precisamos de Sua graça, e esta costuma manifestar-se quando a Ele recorremos por meio da oração.
A oração também tem o poder de despertar nossos sentidos para percebermos os presentes que Deus nos dá, mas que, por uma razão ou outra, não conseguimos reconhecê-los. É que quando oramos, o Espírito Santo nos devolve a calma; assim, temos condições de ver o outro lado da história, tirando os olhos de nós mesmos e do problema em si. Aliás, essa é uma das maiores graças alcançadas pela oração. Já que quando estamos com dificuldades, naturalmente acabamos colocando o problema no centro da vida, e isso nos impede de encontrarmos solução para ele.

A oração é o socorro

Já ouvi dizer que a oração é como um grito, um pedido de socorro, mesmo que seja no silêncio, pois Deus vê o coração e não deixa quem ora sem resposta. Existe até uma história que pode ilustrar essa afirmativa:
“Conta-se que um navio, estando há vários dias no mar, havia esgotado sua reserva de água potável. O capitão não avistava margem nenhuma no horizonte, e os viajantes sentiam cada vez mais sede… Até que avistaram um barco, que navegava ao seu encontro e, aos gritos, pediram que os socorressem com água doce.
No entanto, obtiveram, também aos gritos, a resposta: ‘Ora, tirai a água do mar e bebei, não veem que é água doce?’ Experimentaram. E recolhendo a água do mar, notaram que, já havia tempo, navegavam em água doce, no imenso estuário de um rio”.
Podemos concluir que se os tripulantes do navio não pedissem ajuda, poderiam morrer de sede estando tão próximos da água doce. Em nosso caso, quando não oramos, corremos o mesmo risco. Ou seja, de estarmos bem próximos da solução, mas não conseguirmos percebê-la.

Sintonia com Deus

Por essas e outras razões, considero a oração como algo importante e, até diria, fundamental para uma vida plena. Ela nos coloca em sintonia com Deus, e esta é a maior graça que podemos almejar como cristãos. Também é verdade que, quando oramos, o brilho da vida divina, que está em nós, brota do interior, como que transfigurando nosso rosto. Não sei se você já observou que as pessoas idosas, que levaram uma vida pura e agradável a Deus, têm uma aparência sobrenatural; um exemplo claro disso é o inesquecível e saudoso João Paulo II. Pessoas santas, independente da idade que têm, às vezes nos parecem seres de um outro mundo. É que a oração nos transfigura e nos torna, aos poucos, semelhantes Àquele a quem buscamos. Portanto, apesar de saber que Deus nos ama e nos acolhe, independente de rezarmos ou não, temos muitas razões para recorrer a Ele por meio da oração.
Se, hoje, você passa por alguma situação difícil, se está atribulado e não sabe a quem recorrer, estou convidando você para rezarmos juntos. É o próprio Senhor quem nos fala: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11,28). Jesus chama para si todas as nossas dores, aflições e angústias, Ele nos dá a certeza de que, se crermos na Sua Palavra e guardarmos os Seus mandamentos, seremos libertos do mal.

Rezemos juntos

Coloquemo-nos, agora, na presença de Jesus Cristo e oremos juntos:
“Senhor Jesus Cristo, eu tomo posse do Teu amor, acolho a salvação que nos trouxeste pela Tua morte na cruz e ressurreição gloriosa. Convido-te para entrar agora na minha vida, tocar o meu coração e possuir todo o meu ser. Vem curar minhas feridas, Senhor, lava com Teu Sangue o meu coração sofrido e restaura minha esperança, minha fé e minha alegria. Eu só tenho a Ti, Senhor, e hoje Te busco de todo meu coração. Obrigada por Teu amor infinito, Senhor, obrigada por acolher a minha oração e a de tantos que rezam nesta hora. A Ti toda honra, glória e louvor para sempre!

Você pode dar continuidade à oração. Eu também estarei orando por você.
 
Fonte: Canção Nova


Como lidar com o desânimo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Não deixe o desânimo atrapalhar seus planos

Você já deve ter ouvido alguém, na última semana, lhe dizer: “Nossa, estou desanimado, não tenho vontade para nada!
Para avaliarmos as situações que geram desânimo, convido você a perceber o quanto consegue ter habilidade para lidar com as dificuldades e as situações delicadas em sua vida.
Atribuímos essa capacidade ao que chamamos de resiliência, ou seja, a capacidade de conviver com as situações da vida, superar dificuldades e dar um novo sentido para a vida.

Se questione

Qual é o sentido da vida? De que forma posso encontrar propósito, realização e satisfação? Consigo construir algo que tenha duração plena?
Muitas pessoas jamais pararam para pensar no sentido da vida e, um dia, depois de muitos anos, começam a questionar por que seus relacionamentos não deram certo e por que se sentem tão vazias, mesmo tendo alcançado algum objetivo anteriormente estabelecido. Um jogador de baseball, que alcançou sucesso neste esporte, foi questionado sobre o que gostaria que lhe tivessem dito quando ainda estava começando a jogar baseball. Ele respondeu: “Eu gostaria que alguém tivesse me dito que, quando você chega ao topo, não há nada lá.” Ou seja, muitos propósitos para os quais nos voltamos não fazem sentido pleno. Vamos atrás de propósitos que nos completem, tais como sucesso no trabalho, prosperidade, relacionamentos, entretenimento, entre outros; no entanto, muitos de nós, quando conseguimos tudo isso, ainda sentimos que nada parece nos preencher.
O sentido da vida é descobrir qual é seu sentido, ou seja, descobrir quem somos, de onde viemos e para onde vamos, sobre a procura da felicidade, sobre o amor ao próximo e outros. O sentido da vida é também o progresso material e especialmente espiritual, pois no crescimento individual nesses campos a pessoa se faz e consegue compreender.
Muitas vezes, paramos em situações até mesmo simples, dando-lhes mais importância do que elas realmente merecem, maximizando problemas ou vendo situações que nem sempre são adequadas, e nisso acabamos por cair no desânimo.
Nem todos temos uma vida perfeita, mas o mais importante é entendermos que, por vezes, precisamos parar, colocando-nos de forma ativa diante das dificuldades, de modo a compreender que a vida se faz a cada momento que superamos as dificuldades. Confiar, aceitar suas capacidades e limitações, aceitar algumas coisas e dar passos na mudança de outras será muito importante neste caminho.

Fonte: Canção Nova

Deus quer você como luz no mundo

domingo, 22 de janeiro de 2017

Entenda por que Deus quer você como luz no mundo

Nós estamos sob a graça de Deus, estamos no tempo da graça, no Kairos. O Espírito Santo repousa sobre nós e nos fala ao coração. Deixe a voz do Senhor entrar em sua vida e revelar o que Ele realmente quer de você neste dia. Ele não veio para os justos, mas para os pecadores, pois estes precisam do Reino de Deus.
Jesus escolheu os pecadores quando ninguém queria contato com eles. Naquela época, os discípulos escolhiam o mestre a quem queriam seguir, mas com Jesus foi diferente, pois Ele mesmo foi buscar Seus discípulos.
Toda escolha de Deus traz uma graça. Quando Ele conquistou seu coração e cultivou em você o desejo de segui-Lo, deu-lhe capacidade para fazê-lo. Nós, fracos que aqui estamos, seremos testemunhas da força do Altíssimo que vai se manifestar.
São Paulo sabia da fraqueza que tinha, por isso diz: “Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim, mas Ele me disse: ‘Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força'” (cf. II Cor. 12,8-9a).
Talvez você seja o mais fraco de sua família e nem tenha ideia do que fazer para mudar a realidade de seu lar, mas, a partir de agora, quando você olhar para a “montanha” de suas dificuldades, poderá dizer: “Glória a Deus, é na fraqueza que sou forte!”. Deus está ao seu lado na luta. Você não sofre sozinho, o Senhor o orienta.
Santo Agostinho foi muito perspicaz. Ele queria seguir Jesus, mas sabia que era fraco e que a tentação o vencia constantemente. Um dia, percebeu que não seria com suas forças nem com sua astúcia que venceria os problemas. A partir desse momento, ele mudou sua oração, passando a dizer: “Senhor, dai-me o que mandas e manda-me o que queiras!”.
Não tenha medo de “seus gigantes”, pois Deus escolheu você para que seja luz entre os homens. Às vezes, a gente cai na tentação de pensar que o Senhor poderia pedir a outro o que nos pede, mas somos nós os escolhidos para aquela tarefa, naquele momento.
Temos um jardim secreto em nosso coração, no qual só entra quem nós permitimos e dentro dele há um lugar mais secreto ainda, no qual só Deus consegue adentrar. Esses locais são os sagrados de nosso coração. Não sei o que você guarda em seu interior, mas o Todo-poderoso sabe. É preciso ser sincero com o Senhor, ou seja, “sem máscaras”. Deus é o único com o qual você pode ser quem realmente é, pois Ele nunca vai condená-lo. Diante d’Ele, não tenha medo de arrancar as máscaras, independentemente do que você viveu no passado.
Existe uma passagem bíblica que me ajuda muito e pode ajudá-lo também: “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação” (cf. Eclo. 2,1) Todos nós, que somos do Senhor, sofremos provações, somos humilhados e traídos, mas não desistimos, pois somos d’Ele.
Venha seguir Jesus, pois o que o espera não é sabedoria humana, mas a ação poderosa do Espírito Santo!

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

Ser ouvido, mas não compreendido

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017


Saiba como lidar com o desafio de ser ouvido, mas não compreendido

Relacionamento, ao mesmo tempo em que é sentido de vida, preenchimento interior, é ponto de conflitos entre os seres humanos. Somos predispostos a viver próximos, mas quem nunca se desapontou na vida? É natural esse tipo de sentimento quando temos boa imagem de uma pessoa, seja à primeira vista ou pela impressão causada no convívio, mas que, de repente, se desfaz quando somos surpreendidos por uma atitude contrária à que causava nossa admiração.
Faz parte de um relacionamento maduro, fundamentado na verdade, quando houver essa ruptura no sentimento, o recorrer ao diálogo. Quanto maior a proximidade das pessoas, mais deveriam ser óbvias a transparência e a liberdade em dizerem o que não foi bom. Assim avançamos em diversos tipos de convívio: no trabalho, na amizade, no namoro, no casamento.
O problema é quando, mesmo com diálogo, ainda não se chega a um termo satisfatório para ambos os lados.
Você já teve a sensação de ser ouvido, mas não ser entendido? Por mais que fale, argumente e esteja certo, nada parece penetrar o entendimento, a razão e o perdão do outro.
Quando as partes dialogam, mas num primeiro instante não existe consenso, é imprescindível saber que ao se procurar entender com alguém é mais importante ouvir do que falar. Exercite a arte da escuta. Mesmo que seja você quem tenha de dar explicações, deixe que a outra parte primeiro esgote sua indignação.
Tanto para passar a sua ideia quanto para absorver o conteúdo do outro é importantíssimo notar o que as palavras não dizem. No desabafo de uma pessoa existe muito mais que argumentos, aí também estão seus sentimentos, os quais nem sempre são completamente expressos por palavras. É preciso buscar fora daquilo que simplesmente ela aparenta ser, quais os seus anseios, planos, cultura e até sua concepção e história de vida. Experiências do passado condicionam-nos a agir e a pensar segundo o que aprendemos, cada qual com seu conceito.
É preciso detectar os sentimentos presentes em você e no outro e nomeá-los, para saber o que está acontecendo no interior de quem está envolvido. Por vezes, será necessário simplesmente chegar a esta conclusão: “suas emoções são diferentes das minhas diante do fato acontecido”. E a partir daí, buscar um meio-termo. Por fim, é normal que seres humanos não estejam de acordo em tudo.
A perfeição do amor não está em juntar o que é igual, mas em transcender a expectativa mesmo sabendo que se é diferente. O que é verdadeiro supera as barreiras da incompreensão, traz a certeza de ser assumido, mesmo sabendo que na alma da outra pessoa existe a consciência de que aquele com quem se caminha junto não é perfeito. Somos mais amados quando somos acolhidos, apesar de nossas deficiências, não pelas nossas belezas. Amar quem não está pronto é amar verdadeiramente, pois não busca compensações em dar de si.
Abra o coração para aqueles que você ama, vá disposto, no diálogo, a ouvir e a se desfazer dos próprios conceitos em favor da reconciliação.
E então? Está pronto a abrir os ouvidos?
Deus o abençoe.

Fonte: Canção Nova

Ao nos decidirmos por Jesus Cristo, passamos a pertencer a Ele

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

“Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de boi; ele mesmo conduzia a última. Ao passar perto de Eliseu, Elias lançou sobre ele o seu manto” (1Rs 19,19). Era da maneira descrita nessa passagem bíblica que um profeta ou mestre chamava alguém para segui-lo.
Assim aconteceu com Eliseu quando Elias jogou o manto sobre ele. Eliseu, que trabalhava na terra, não era profeta, tampouco pessoa dedicada ao serviço de Deus: era apenas um simples lavrador. Por isso ficou tão surpreso com a escolha. Mas Elias o estava chamando em nome do Senhor. “Então, Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: ‘Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei’. Elias respondeu: ‘Vai e volta! Lembra o que te fiz”‘ (1Rs 19,20).
Elias disse-lhe o seguinte: “Sabes muito bem o meu feito: agora pertences a Deus, mas se quiseres fugir, arcarás com as consequências”. É assim que o Senhor faz conosco: amorosamente, Ele joga Seu manto sobre nós. Não tenha dúvidas de que Deus também faz isso com você, que é o escolhido d’Ele. Com sua história, seus defeitos e problemas, o  Senhor lança Seu manto e você passa a pertencer a Ele.
Deus lhe diz o mesmo que Elias disse a Eliseu: “Sabes muito bem o meu feito: se quiseres fugir, arcarás com as consequências. Nunca vou deixar de te amar, porque ninguém te ama como eu. Mais que te cobrir com o meu manto, eu te marquei com o meu amor. Só poderás seguir-me por amor. Eu te fiz livre. A escolha é tua”.
Pertencemos ao Senhor
Leia o que fez Eliseu: “Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga, assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço” (1Rs 19,21).
Eliseu não o seguiu imediatamente. Primeiro, pediu licença para despedir-se dos seus pais. Voltou, tomou a junta de bois com a qual estava trabalhando como agricultor e ofereceu tudo o que possuía em sacrifício. Consagrou seu patrimônio ao Senhor. Despojou-se do que era dele, deixou de servir a si mesmo. Então, pôde colocar-se a serviço do Senhor.
Aquele momento entre Elias e Eliseu foi tão marcante, que, depois de sacrificar a junta de bois, ele reuniu todo o equipamento que usava para arar a terra, os varais, a madeira do carro, o couro das tiras e as cordas e os utiliza como lenha, para fazer fogo e cozinhar a carne. Depois, dá de comer ao povo. Ele sacrifica tudo. Eliseu fez o que Jesus pedira ao jovem rico, cujo episódio está narrado no Evangelho de Mateus: “Jesus respondeu: ‘Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro ao pobres, e terás no céu. Depois, vem e segue-me”‘ (Mt 19,21).
Infelizmente, o jovem rico desse episódio olhou o que tinha, calculou seu patrimônio e não seguiu Jesus. Ele foi chamado, o Senhor passou e jogou o manto sobre ele. Quando se aproximou de Jesus, este o olhou, viu sinceridade nele e sentiu que desejava verdadeiramente servir a Deus. Mas, infelizmente, importou-se mais com o seu patrimônio. Ele não teve coragem de sacrificar seus bens e entregá-los aos pobres. Você e eu nos posicionamos entre o jovem rico e Eliseu.
Reflexão
A voz de Deus é poderosa nessa passagem: Elias chama Eliseu e joga sobre ele seu manto. Não há como questionar. O Senhor passa e jogo o manto sobre você, dizendo: “Você me pertence”. Com muito amor, Ele diz: “Vem e segue-me” (Mt 19,21b).
Jesus precisa ser levado por pessoas que sejam para Ele como os Seus pés, braços e olhos, como Suas mãos e Sua face, e que O apresente às pessoas necessitadas. Em nosso tempo, o Senhor precisa de uma tropa de resgate, de braços capazes de libertar pessoas de situações concretamente ruins, como envolvimento com bebidas alcoólicas, drogas, prostituição, adultério e rebeldia. Vidas sem sentido, depressivas, precisam ser resgatadas.
Muitos precisam ser vistos pelo Senhor. Por isso, Ele precisa de pessoas que tenham a Sua face para acolher e amar os irmãos. Em Seu imenso amor, Deus nos chama, é Ele quem nos dá a graça de não sermos como aquele jovem rico, mas sim como Eliseu que, consagrando todo o seu patrimônio, segue Elias. Muito mais que seu patrimônio e posição, consagre-se ao Senhor. Você é seu maior patrimônio, seu maior bem.
Artigo extraído do livro ‘O Espírito sopra onde quer’, de monsenhor Jonas Abib. 

Fonte: Canção Nova

Agora e para sempre: como viver o amor verdadeiro?

sábado, 14 de janeiro de 2017

Para vivermos o amor verdadeiro, precisamos primeiro experimentar o amor de Deus

           Assim como uma criança passa pelo parto querendo nascer, nós precisamos passar também por ele em muitas situações de nossa vida, pois se assim não for, poderemos morrer. O verbo “morrer” a que me refiro aqui não é somente a morte física, mas também espiritual e psicológica. O parto é o nascer de uma nova vida.
          Depois do parto, precisamos ter firmeza na decisão de uma nova vida, pois é essa firmeza que vai gerar em nós uma segurança interior. Nunca tivemos, em nossa história, uma geração tão medrosa como a que estamos tendo, por isso precisamos ser mais corajosos e curar o nosso passado para podermos ter essa firmeza em Deus.
             Eu quero lhe perguntar uma coisa: “Até quando você vai procurar culpados, dentro do seu coração, pela situação que você vive hoje?
Para vivermos o verdadeiro amor, precisamos identificar aquilo que precisa ser curado em nossas história e achar o caminho da cura; precisamos passar por esse “parto” de uma vida velha para uma vida nova em Deus. Precisamos ter a convicção de que vamos fazer a experiência do grande amor que Deus tem por nós, pois somente experimentando esse amor seremos capazes de viver o Céu aqui na Terra.
             Precisamos amar o próximo, mas não somente o amar, precisamos que esse amor seja terno; e quando amamos em Deus, nosso amor passa por essa ternura.

Fonte: Canção Nova

Como superar a inquietação?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Assim como o Senhor quer a paz de nosso coração, o adversário promove a inquietação

Santa Teresa D’Ávila compôs uma oração que podia bem se chamar “a oração dos valentes guerreiros”. Nada te perturbe, nada te amedronte, tudo passa, a paciência tudo alcança. A quem tem Deus nada falta! Só Deus basta!
“Nada te perturbe”, essa é a vontade de Deus. Santa Teresa não fez poesia nem romance. Ela era mulher que enfrentava problemas nos carmelos. Foi uma valente guerreira que recebeu de Deus a incumbência de fazer a renovação dos carmelos: ia de mosteiro em mosteiro enfrentando grandes problemas. Foi nessa situação que ela fez esta oração: “Nada te perturbe”. Dizia isso para si mesma em primeiro lugar, e depois para suas irmãs.
A paciência tudo alcança.” Essa virtude é ativa, é força e coragem. Por ela tudo se alcança. A paciência é a virtude do guerreiro que quer ser valente, que deseja fazer parte da tropa de elite do Senhor. “A quem tem Deus, nada falta! Só Deus basta!” Deus é suficiente para suprir tudo, nós é que somos “guerreiros de pouca fé”. Precisamos voltar a crer na plena suficiência do Senhor.
Nossa vida é um “carmelo relaxado” e o Senhor quer que o reformemos. A primeira condição para isso é paz, mas é preciso saber que o inimigo é esperto e sua tática é suja!
História
Certa vez, uma pessoa queria exterminar as formigas que estavam acabando com sua plantação. Ela queria colocar veneno na boca de cada formigueiro, mas não dava conta devido à grande quantidade deles.
Um agrônomo, então, lhe ensinou: “Não precisa se incomodar! Pegue esse veneno e jogue-o em qualquer lugar: ele atrai as formigas com o seu cheiro atraente e sabor agradável. Elas o pegam sem saber do que se trata e o levam para o formigueiro. Lá dentro, num clima favorável, com calor e umidade, o veneno  começa a desprender-se. O gás tóxico acaba matando as formigas”.
É isso que o diabo faz conosco. Ele vai lançando seu veneno e nós não percebemos que é tóxico, pois é atraente, até mesmo saboroso. Já que ele não pode impedir que sejamos filhos de Deus, eleitos do Senhor; já que não pode retirar de nós a efusão do Espírito Santo nem a graça de sermos combatentes, ele tenta infernizar nossa vida. Vamos acumulando tudo dentro de nós sem nenhum discernimento; não percebemos quanto veneno estamos levando para nosso interior. No clima favorável de nosso coração, esse veneno começa a soltar gases tóxicos, envenenando-nos por dentro.
Levamos para nosso coração ressentimentos, enquanto a Palavra de Deus nos alerta: “Não se ponha o sol sobre vossa ira” (Ef 4,26).
Como superar a inquietação?
Reflexão
Se temos de nos lavar todos os dias, também temos de lavar nosso coração diariamente. Não podemos dormir com as bactérias que conviveram conosco o dia inteiro. Da mesma forma, não podemos dormir com as bactérias vindas do próprio inferno. Esses sentimentos nos tiram a paz. Acumulados em nós, torna-se um entulho perigoso que vai, aos poucos, nos envenenando. É preciso convencer-se de que a primeira virtude do guerreiro é a paz do coração; não podemos perdê-la por nada.
Enfrentamos muitos problemas: desemprego, falta de dinheiro, dificuldades com os pais, com os filhos, consumo de drogas, bebidas, doenças… Mas nada disso pode nos tirar a paz. O Senhor nos diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31). Ele quer nos convencer, Ele está no controle de tudo. A tempestade é forte, o vento é impetuoso, mas Jesus está no barco. Mesmo que pareça estar dormindo, Ele está no controle de tudo. Ele está no controle de todos os acontecimentos de nossa vida e no diz: “Nada pode tirar a vossa paz”.
É na paz, na serenidade, que vamos receber a força, a sabedoria de Deus para enfrentar os grandes problemas. O diabo é mestre em aumentar as coisas. Ele abusa de nossa sensibilidade, gosta de dramatizar as coisas e fazer “tempestade num copo de água”. Ele nos incentiva a perder a paz. Mas confie: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8,31-35). A resposta é: ninguém, pois é o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos sustenta.
Assim como o Senhor quer a paz de nosso coração, o adversário quer destruí-la. Ele sabe que é nela que habita o Espírito de Deus. Você precisa fazer de tudo para não perder a paz e, quando perdê-la, readquiri-la logo, imediatamente.
O guerreiro não pode perder a paz do coração: ela é sua principal arma de defesa e de ataque. No momento em que você a perde e os acontecimentos fazem seu barco balançar, grite por socorro. Se você estiver se afogando, estenda a mão, grite, chame pelo Senhor. Tenha a certeza de que Deus virá em seu socorro. Ele lhe devolverá a paz. Você é guerreiro de Deus. Ele virá em seu socorro.
Esteja vigilante! De modo especial, não deixe de passar por uma inspeção as coisas novas que surgem em sua vida: um amor novo, um trabalho, um apostolado… Qualquer coisa nova que entre em sua vida. Não vá pelo primeiro impulso, seja de entusiamos ou medo; passe tudo pela inspeção do Espírito Santo, na oração e na escuta.

Fonte: Canção Nova

Que tal começar tudo pela Palavra de Deus?

sábado, 7 de janeiro de 2017

A Palavra de Deus é fonte de riqueza e sabedoria para o nosso dia a dia

Jesus é o motivo de todas as coisas existirem. “Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” (Jo 1, 3). Cristo é o Senhor, e tudo Lhe está submetido, tanto o mundo material quanto o angélico, “para que, ao nome de Jesus, dobre-se todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10), também toda matéria e forma, viva ou inanimada, estão sob Seu olhar.
“Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4,12-13). Jesus veio revelar também ser Ele o Verbo Encarnado do Pai, a Palavra criadora (cf. Jo 1,14). Palavra que quis se colocar em meio a nós, perpassando e agindo em nossas realidades. “A palavra que minha boca profere, não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão” (Is 55, 11).
Que tal começar tudo pela Palavra de Deus 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Importância da Palavra de Deus

A Palavra de Deus rege todas as coisas. Se, então, a Palavra pode trazer essa eficácia, por que nos privamos de nos orientar por ela quando vamos empreender algo?
Queira ser um agente que propaga a Sagrada Escritura. A força e a sabedoria ali contidas provêm da boca do Senhor e não de nós. Deus não a deixará cair no descrédito. É do interesse divino que a Bíblia transmita Seus efeitos onde quer que ela seja colocada em prática e proferida, ainda que seja por nosso intermédio, servos fracos e sujeitos ao pecado.
Podemos contar sempre com os efeitos da vontade de Jesus em nossas iniciativas. Leve sempre a Bíblia aonde você for.

Reserve um momento para ler a Palavra de Deus

Comece tudo o que for fazer com a oração de um trecho bíblico, como um Salmo por exemplo. Ao acordar, antes de pegar o trânsito, antes de iniciar um trabalho ou ministério, leia um versículo, busque uma passagem relacionada com a situação que você está vivendo. Com certeza, Deus lhe falará, pois Ele quer participar de sua vida. Destaque textos da Sagrada Escritura e cole-os em lugares por onde for passar, na cabeceira da cama, no interior do carro, na porta da geladeira, nos cadernos e aparelhos de seu trabalho. Se, por vezes, enfeitamos nossos pertences com diversos dizeres, frases de efeito, figurinhas e personagens, por que não fixar também neles um versículo bíblico? Aproveite para lê-los e rezar todas as vezes que os visualizar.
Não se trata de separar textos que mais nos agradam e vivê-los isoladamente. Queira, com essa prática, aprender a amar a Palavra de Deus para ser Evangelho vivo, comungando-O na sua totalidade. Essa sugestão é uma maneira de memorizar trechos ou inspirar-se num lema para vida ou tempo presente.

Viver conforme a Palavra de Deus configura-nos, segundo a Pessoa de Jesus, Verbo Eterno, de forma a permitirmos que Sua voz tenha poder sobre todo o nosso ser: “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4, 12). Assim, também será com nossas ações e sobre o que elas desencadeiam, suas consequências e resultados.

Jesus em primeiro lugar

Todas as realidades contidas na Pessoa da Palavra serão favoráveis em nossa vida, mesmo quando não entendermos o porquê de um fato acontecer daquela maneira. No fim, testemunharemos que tudo concorrerá para um bem maior, pois o Altíssimo quer sempre o melhor para nós, como afirma a Bíblia: “Tudo contribui para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28).
Começar pela Palavra também é colocar Jesus em primeiro lugar.
“Antes de qualquer tarefa, vem a palavra verdadeira” (Eclo 37,20).

Deus o abençoe!

Fonte: Canção Nova

Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A fé aproxima o homem de Deus

A fé do cristão é o combustível que o faz transcender os obstáculos e permanecer firmes em Deus. Todo ser humano enfrenta lutas e sofrimentos, mas existe uma diferença entre o crente e o não crente: o sentido da existência humana. O cristão crê que após vivenciar as provações terrenas, em Deus ele será recompensado com a salvação eterna. O não crente vive fugindo das provações, pois deseja viver uma vida terrena sem lutas, somente com bonança, saúde, dinheiro e felicidade. A vida sem fé conduz a pessoa à perda do sentido de sua existência.
Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer 
Foto: Arquivo Pessoal

Afinal, o que é a fé?

Na Palavra de Deus, encontra-se a seguinte definição: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1). Ou seja, a pessoa espera com uma certeza que não tem explicação humana, por algo que não é palpável.
O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 153, afirma: “A fé é uma graça, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele”. Portanto, é um presente do Senhor para Seus filhos. É a via que conduz o homem a Deus.

Tentações contra a fé

Se a fé é essencial para alcançar o céu, então o inimigo fará de tudo para arrancá-la das pessoas. “A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos, muitas vezes, parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova; podem abalar a fé e tornar-se para ela uma tentação” (CIC número 165).
As doenças, divórcios, sofrimentos, desempregos podem ser algumas das tentações que o inimigo se utiliza para fazer as pessoas duvidarem da ação amorosa de Deus. Inicia-se um processo de afastamento do Senhor, experimenta-se uma crise de fé na qual a existência de Deus é questionada.

Passos para superar a crise de fé

Primeiro: pedir ajuda para pessoas que sejam maduras na fé como um padre, um diretor espiritual ou alguém que é referência para você. Ser muito transparente e livre em seus questionamentos e abrir-se para ouvir os seus conselhos.

Segundo: Sair do foco para viver nos bastidores o combate espiritual. Para quem é líder na Igreja, é tempo de talvez ceder o “cargo” para outra pessoa exercer sua função, enquanto você passa por essa crise. Não é deixar de viver as prática religiosas, atividades missionárias, mas é tempo de ser cuidado para que a luta contra o inimigo não seja desleal.
Terceiro: Contar com o apoio de pessoas que realmente o amam e não o julgam. É uma crise que passará, se for bem vivida, e que produzirá bons frutos de salvação. Deixe as pessoas falarem o que elas quiserem, não se deixe levar pelos comentários e julgamentos, mas compreenda que, no fim da vida, seu julgamento será você e Deus.
Quarto: é importante compreender que Deus jamais violará as leis humanas e a liberdade que Ele mesmo deu para os seus filhos. Exemplo: para o marido voltar para casa, após ter abandonado a esposa, é preciso que ele queira voltar e faça esse caminho de volta. Deus não vai forçá-lo a fazer isso.
Outro exemplo: para que a doença seja curada, é preciso que o tratamento pedido pelos médicos seja realizado. Se Deus quiser curar instantaneamente, é mistério de fé. Mas é importante que o doente, na sua liberdade, escolha fazer todo o processo solicitado pelos médicos.

Deus me ama e consola

Mediante todas as orações não atendidas, as lutas vivenciadas, tenha uma certeza de fé: Deus o ama e consola. A maturidade na fé acontece quando nós crentes aprendemos que Deus não é obrigado a fazer as nossas vontades na hora que desejamos. O que precisamos é do Seu amor e consolo, pois “o justo viverá pela fé” e “perseveramos na fé para a nossa salvação” (Hb 10, 38-39).
 
Fonte: Canção Nova

Na 1º catequese de 2017, Papa fala de lágrimas que geram esperança

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Na Catequese, Papa explica que para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu

Dando continuidade ao ciclo de Catequeses sobre a esperança cristã, nesta quarta-feira, 4, o Papa Francisco refletiu sobre o “choro de Raquel por seus filhos”, uma mulher que demonstra a esperança vivida no pranto. Milhares de peregrinos lotaram a Sala Paulo VI, no Vaticano, para participar da Audiência Geral.
Raquel foi esposa de Jacó e mãe de José e de Benjamim. Aquela que, como ilustra o livro do Gênesis, morreu ao dar à luz ao segundo filho.
“Um clamor se ouve em Ramá, de lamento, de choro, de amargura. É Raquel que chora seus filhos e recusa ser consolada, porque eles já não existem!” (Jer 31, 15), cita o profeta Jeremias ao se dirigir aos israelitas, exilados na Babilônia.
Francisco explica que para falar de esperança a quem está desesperado é preciso compartilhar o seu desespero. “Para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu. Só assim podem as nossas palavras ser realmente capazes de dar um pouco de esperança”.
O Pontífice lembra que Raquel morreu precisamente ao dar à luz ao seu segundo filho: morreu para que Benjamim vivesse. Segundo ele, o profeta Jeremias imagina Raquel, ou seja, um povo deportado em lágrimas pelos filhos que já não existem, desapareceram para sempre. Mas Deus, na sua delicadeza e no seu amor, responde ao pranto de Raquel com a promessa: ‘Haverá recompensa para as tuas penas. Eles voltarão do país inimigo’.  
“Descansa tua voz do gemido, poupa os olhos das lágrimas! Pois há uma paga por teus trabalhos: – oráculo do Senhor – eles voltarão da terra inimiga! Há esperança para tua descendência: – oráculo do Senhor – teus filhos voltarão para a terra que é deles” (Jer 31,16-17).
O Papa explica que justamente pelo pranto da mãe, há ainda uma esperança para os filhos. Suas lágrimas geraram esperança: o povo retornará do exílio e poderá livremente viver, na fé, a sua relação com Deus.
“Como sabemos, o evangelista Mateus (cf. 2,16-18) vê estas lágrimas de Raquel nos rostos das mães de Belém que choram os filhos mortos pelos sicários de Herodes, quando este se propôs matar Jesus. As crianças de Belém morreram por causa de Jesus. Mas Ele haveria, por sua vez, de morrer por todos”.
Francisco destacou que o Filho de Deus entrou na dor dos homens, compartilhou e aceitou a morte; a sua palavra é definitivamente palavra de consolação, porque nasce do pranto. E, na cruz, será Ele, o Filho moribundo, a dar uma nova fecundidade à sua Mãe, confiando-Lhe o discípulo João e tornando-A mãe do povo dos crentes.
A morte está vencida e a profecia de Jeremias chega assim ao seu pleno cumprimento. Também as lágrimas de Maria, como as de Raquel, geram esperança e nova vida.

O Cordeiro de Deus vence o pecado no mundo

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Precisamos apontar para Jesus e saber que Ele é o Cordeiro de Deus que vence os pecados no mundo

“João viu Jesus aproximar-se dele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’” (João 1, 29).

João, com toda sabedoria e docilidade a Deus, sabia que era o mensageiro da vontade do Senhor, ele sabia que estava ali para preparar os caminhos para que o Senhor pudesse passar. João apontou, viu e reconheceu quem era Jesus, o Messias, que Ele era o Cordeiro de Deus, Aquele que veio para nos salvar, resgatar-nos e tirar das garras e do domínio do pecado.
Duas coisas são importantes daquilo que João está nos dizendo. Primeiro, Ele é o Cordeiro de Deus, uma simbologia bonita, rica em significados, porque os judeus sacrificavam muitos cordeiros. Em cada Páscoa, imolavam aquele cordeiro em reparação aos seus pecados, mas eram sacrifícios humanos. A intenção do coração sacrificava animais, mas não era aquilo que tirava e reparava o pecado.
O cordeiro que vai ser imolado e sacrificado por causa de nós é o próprio Deus, que envia Seu filho. É o próprio Deus que toma a iniciativa e nos dá Seu filho, Ele se imola por nós, sacrifica-se por nós para nos libertar da tirania e da escravidão do pecado.
Outro elemento que devemos prestar bastante atenção: é Ele quem tira o pecado do mundo. O mundo é muito vasto, há uma imensidão de pecados por todo lugar, mas o primeiro mundo para o qual precisamos olhar é o nosso mundo interior, nosso coração, nossa vida. Vamos perceber que dentro de nós há muitos pecados a serem vencidos, dominados, há muitos pecados a serem eliminados e combatidos dentro do nosso próprio interior.
Não podemos desistir nem desanimar diante da força do pecado que rodeia nossa vida e o mundo em que vivemos. Precisamos apontar para Jesus e saber que Ele é o Cordeiro de Deus, que vence o pecado no mundo.
As pessoas estão em busca de soluções, de caminhos para trilhar, para resolver suas vidas, dificuldades e assim por diante. Precisamos olhar para Jesus, fixar n’Ele o olhar, precisamos até, como coisa emergencial na nossa vida, vencer o pecado que nos rodeia, que está ao nosso lado e, inclusive, é o pecado que não nos permite enxergar o próprio mal que há em nós.
Jesus é luz, força e vitória contra o mal e o pecado! Rendemo-nos a Ele e Ele mesmo proclama a vitória em nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte:Canção Nova

Quem quer férias?

domingo, 1 de janeiro de 2017

O tempo de férias é propício para a restauração da pessoa por inteiro, não só do corpo, mas também da alma

Acredito que, se você teve interesse pelo tema, é porque já está contando os dias para gozar do merecido descanso. Daí faço-lhe outra pergunta: O que pretende fazer nas férias? Se você tem trabalhado bastante nos últimos dias, talvez responda-me logo que deseja dormir, dormir e dormir mais um pouco. Tenha calma! Férias são mais que isso. É claro que dormir um pouco mais é um privilégio desse tempo merecido, mas quem disse que só se descansa dormindo?
O tempo de férias é propício para a restauração da pessoa por inteiro, não só do corpo, mas também da alma, da essência do que somos. Por isso que esse período é também favorável para estarmos mais perto dos que amamos, e viajar em família é uma ótima dica. Eu sei que isso não é fácil, afinal, cada um tem uma ideia diferente do destino a ser seguido e o dinheiro nem sempre dá para ir aonde vão os nossos sonhos. Porém, com uma boa conversa e muita calma, podemos conseguir grandes conquistas, inclusive boas férias para todos.

Planejar bem as férias

Para quem tem filhos pequenos, antes de planejar seu passeio pense se este será agradável também para eles. Crianças têm interesses diferentes dos nossos, têm muita energia para gastar, precisam brincar em liberdade, ter contato com a natureza, com a terra e principalmente com os pais. Talvez contar histórias do lugar que você sonha em conhecer, para eles, seja mais interessante do que ir propriamente lá.
Que tal perguntar para seus filhos, sem induzi-los à resposta desejada, o que eles gostariam de viver nas férias? Pode ser que você tenha surpresas.
Se você não tem filhos e pode curtir um passeio a seu gosto, faça isso com prazer e não perca nenhuma oportunidade de viver bem cada instante.
Eu sei que cada um descansa de um jeito, convivo com muitas pessoas em casa e observo que algumas gostam de assistir televisão, outras de dormir, outras ainda de passear ou fazer compras. Enfim, cada um tem sua maneira de sentir-se mais à vontade. O que todos nós temos em comum, no entanto, é a necessidade do descanso; e é justamente por isso que existe esse período de pausa. É um tempo privilegiado e, como todos os demais, deve ser bem vivido para alcançar a meta.

Qual é seu objetivo nas próximas férias?

Viajar é maravilhoso, mas é claro que essa não é a única opção para se ter boas férias. Dormir um pouco mais, cuidar da saúde, visitar parentes e amigos, praticar esportes, fazer uma boa leitura, caminhar no parque ou simplesmente nas ruas mais tranquilas da cidade, passear no campo, pescar, tomar banho de chuva, nadar no rio e tantas outras opções de lazer podem ser adotadas sem que seja preciso muito gasto.
Na Canção Nova, comunidade da qual faço parte, brincamos com a ideia de que um dos dons proporcionados pela pobreza é o da criatividade. E isso já foi provado, é verdade! Precisamos fazer uso desse dom maravilhoso e saborear a alegria que se esconde muitas vezes na simplicidade dos fatos.
Que tal, nesse período de descanso, voltar ao lugar onde você nasceu e reencontrar suas raízes, ouvir as histórias do seu povo, pisar na terra onde você cresceu? Sentir o cheiro desse lugar pode curar sua alma de muitas dores. Se puder fazer isso na companhia de quem você ama, será ainda melhor. Dar-se a conhecer é também uma forma de reconciliação com nossa história. Por outro lado, também temos mais condições de conhecer as pessoas quando pisamos em seu chão de origem, quando conhecemos sua história retratada no seu povo, na sua terra, na sua cultura.
No entanto, o mais importante acredito que seja viver bem esse tempo e, no fim, voltar para o trabalho refeito, descansado e pronto para recomeçar.
Ainda outra dica, e talvez a mais importante: lembre-se de que Deus está sempre conosco, portanto, também nas férias. Quem puder visitar lugares santos, fazer um retiro espiritual e dedicar mais tempo à oração fará uma excelente opção.
Ótimas férias para todos! Diz a Palavra de Deus que ““Há um tempo para cada coisa debaixo dos céus”” (Eclesiastes 3,1ss).
Se para você chegou o tempo de descanso, então descanse para valer!
 
Fonte: Canção Nova

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