A ganância nos afasta da presença de Deus

segunda-feira, 21 de outubro de 2019


Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lucas 12,15).

A advertência de Jesus vale para todos nós, seja para quem tem muitos ou poucos bens, ou para quem tem alguns bens e deseja ter mais. O fato é que a nossa vida não pode ser dirigida pela ganância nem pela gana de possuir as coisas.
Quando somos gananciosos, somos iludidos, enganados, presos e escravos daquilo que queremos ganhar, sobretudo, o sentido da posse material.
É muito bom quando a pessoa trabalha, consegue organizar a sua vida, ter as suas coisas e seus bens, sejam eles poucos ou muitos; no entanto, ela precisa estar sempre atenta, vigilante e sendo cuidadosa, porque, quando os olhos são movidos pela cobiça, esta se torna um desastre, porque a cobiça vai direcionando e levando a pessoa sempre para o desejo de posse.
Comecemos pelos pequenos, comecemos pelas nossas crianças. Não alimentemos em nós o consumismo, porque este é fruto da ganância. São coisas pequenas que nós gananciamos, desejamos, que vamos alimentando em nós, tornando-nos pessoas gananciosas sem perceber.

Não alimentemos em nós o consumismo, porque este é fruto da ganância

A verdade é que, na cabeça de muitos de nós, está sempre o dinheiro, as coisas materiais, a posse, o possuir, o ter, o conseguir e as vantagens materiais.
É verdade que vivemos num mundo muito materialista, e por isso somos presos a este mundo. O Evangelho está nos advertindo: de que adianta termos tantas posses se tivermos de, hoje, prestar conta da nossa vida, se tivermos de sair dessa vida e ir para a eternidade? O que foi que nós acumulamos? O que juntamos?
É trágica a vida de um homem que ajunta tesouros para si, mas não é rico diante de Deus. A riqueza de Deus são os valores espirituais, são os valores da alma e do coração. A riqueza diante de Deus é quem acumula virtudes, quem tem generosidade, bondade, quem se preocupa com o outro. A riqueza diante de Deus é quem vive a caridade, quem pratica o amor, quem é capaz de doar-se para o outro. A riqueza diante de Deus é aquele que tem e sabe repartir o que não tem; é aquele que tem pouco e não pensa só em si, mas sabe pensar também no outro.
Acumulemos virtudes, valores e, sobretudo, uma espiritualidade rica e profunda que nos coloque perto de Deus e nos liberte de qualquer tipo de ganância.
Deus abençoe você!

REZE! Antes de mais nada, interceda

sexta-feira, 18 de outubro de 2019


De acordo com o Dicionário Conciso de Oxford, a intercessão é “uma oração ou petição feita em nome de outro”.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “a oração de intercessão consiste numa petição em favor de outrem” (CIC 2647). “A intercessão é uma oração de petição que nos conforma de perto com a oração de Jesus. É Ele o único intercessor junto do Pai em favor de todos os homens, em particular dos pecadores” (CIC 2634). De alguma forma, o entendimento popular sobre intercessão é de que ela é algo previsto para pessoas especializadas, que possuem um dom ou um chamado para a intercessão ou para aqueles diretamente envolvidos no ministério de intercessão.

Muitas das nossas comunidades, ministérios e grupos de oração possuem um ministério de intercessão, além disso, as pessoas que têm esse chamado especial são as designadas com a responsabilidade de interceder. Tenho ouvido líderes e membros envolvidos em outros ministérios normalmente dizerem: “a intercessão não é a minha praia”. De acordo com eles, somente algumas pessoas recebem um chamado especial para interceder. A compreensão de São Paulo sobre a intercessão é bem diferente dessa noção popular:

“Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e honestidade” (1Tm 2,1-2).

Antes de mais nada, interceda
Foto ilustrativa: Arquivo CN/cancaonova.com

Intercessão como primeira prioridade
São Paulo coloca a intercessão como primeira prioridade. De acordo com ele, todo mundo é chamado a interceder e
devemos interceder por todos. De modo especial, devemos interceder pelos que estão constituídos em autoridade, para que possamos ter uma vida de paz e piedade. Se levarmos a sério essa exortação, nós logo perceberemos a razão pela qual não estamos sendo capazes de ter uma vida em paz e piedade no tempo presente. Nos sentimos bastante tristes ao ver o declínio da fé, a perversão, o materialismo e o crescimento da influência dos poderes das trevas ao nosso redor, isso porque falhamos ao não assumirmos a intercessão com a seriedade que ela merece.

Estamos entristecidos com os escândalos em todas as esferas de liderança – política, social, religiosa etc. A questão
é: estamos rezando suficientemente por aqueles constituídos em autoridade em todas essas esferas? Se, hoje, nós ou nossos irmãos e irmãs somos incapazes de “viver uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e honestidade”, não seria pelo fato de não termos rezado suficientemente “por todos os que estão constituídos em autoridade”?

Podemos estar envolvidos na administração, no trabalho pastoral, na educação, nas obras sociais, na evangelização, nos serviços sociais, no ministério de cura ou nos apostolados das mídias sociais. Seja qual for o ministério que estejamos envolvidos, antes de tudo, somos chamados a interceder. Um certo palestrante sobre intercessão explica assim:

“Todos os ministérios estão ligados ao ministério da intercessão. Imagine um imenso guarda-chuva representando a Igreja. Ele tem aquelas diversas varetas de sustentação do tecido, sendo que cada vareta dessas representa os diferentes ministérios da Igreja, mas a haste central, aquela à qual estão ligadas todas as varetas dele,
é a intercessão. Assim como a haste central estabiliza as varetas e ajuda o guarda-chuva a realizar a sua missão, da mesma forma os intercessores estabilizam a Igreja e permitem que ela realize sua missão de uma forma toda especial. Os intercessores estabilizam os ministérios, pois é a partir da profunda oração de intercessão que as graças de Deus e o poder de Deus fluem para todos os ministérios.” Porque a intercessão é a usina de força de todos e de cada ministério no qual estamos envolvidos..

Exemplo de Jesus
Quando se fala de intercessão, nós temos o poderoso exemplo do próprio Jesus. Nos dias de Sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, para Aquele que O podia salvar da morte, e foi atendido pela Sua piedade (Hb 5,7).

O ministério de Jesus começou com os quarenta dias de oração e jejum e continuou a ser encharcado de orações. Antes da escolha dos doze discípulos, Jesus passou uma noite inteira em oração (Lc 6,12-13). Jesus orou por Pedro, para que sua fé não fraquejasse (Lc 22,31-32). Jesus orou por mais trabalhadores (Mt 9,37-38). Ele intercedeu pelo mundo inteiro e, portanto, por cada um de nós (Jo 17,6-26). Jesus redimiu os pecados de toda a humanidade por meio da Sua paixão e morte na cruz (Rm 4,25). Esse foi o maior ato de intercessão de Jesus. Até mesmo na cruz, Jesus orou por seus inimigos (Lc 23,34).

Jesus continua sua intercessão:
Ao nosso Sumo Sacerdote, entretanto, compete ministério tanto mais excelente quanto ele é mediador de uma aliança mais perfeita, selada por melhores promessas (Hb 8,6).

São Paulo nos diz que Jesus, sentado à direita de Deus, está, de fato, intercedendo por nós (Rm 8,34). Isso porque Ele “deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4).

A intercessão deveria ser o detonador e o primeiro movimento de todas as nossas iniciativas. O cavalo precisa ser colocado à frente da carroça. O sucesso do nosso ministério vai depender da intensidade com a qual intercedemos por nossos projetos, programas e pelas pessoas que atingimos. São João Paulo II enfatizou o papel da intercessão na eficácia da evangelização: “A oração deveria acompanhar o dia a dia do missionário, de modo que, a proclamação da Palavra seja efetiva por meio da graça de Deus” (Redemptoris Missio 78).

A maior necessidade de hoje é a de intercedermos pela Igreja e pela sua missão no mundo. Sem o crescimento da quantidade de evangelistas, missionários e obreiros cristãos, só veremos a multiplicação do resultado desse trabalho se tratarmos de multiplicar a oração na Igreja. Talvez, não sejam todos capazes de pregar e alcançar o mundo
longínquo evangelizando, mas algo que todos nós podemos fazer é interceder. E essa é a melhor coisa que podemos fazer. A chave para a evangelização do mundo é a sua e a minha oração.

Vamos começar ainda hoje, agora mesmo?

Texto extraído do livro “Intercessão Profética: Resposta aos Sinais dos Tempos“, de Cyril John.

Beatificação, Servo de Deus e Mártir: qual a diferença?

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Imagem ilustrativa: Larissa Ferreira/cancaonova.com

Papa Francisco assinou um decreto que reconhece o martírio da menina brasileira Benigna Cardoso da Silva, natural de Santana do Cariri, no Ceará. Ela foi brutalmente assassinada, aos 13 anos, em 1941, por um jovem da mesma idade que a assediava.

No dia 24 de outubro de 1941, sabendo que ela buscaria água em um poço perto de casa, o jovem assassino decidiu esperá-la escondido. Ao tentar agarrá-la à força, ele a assassinou com um facão após uma tentativa de defesa de Benigna.

Entenda a diferença entre o reconhecimento da Igreja em Mártir, Beato ou Servo de Deus
A declaração do martírio é decisiva para a beatificação, já que assim não é necessário reconhecer um milagre confirmado pela medicina. Conforme a natureza do martírio, o Papa pode também canonizar um mártir sem a necessidade do segundo milagre, normalmente exigido para a canonização. Isso depende de cada caso.

A palavra mártir vem do grego martys, martyros, que significa testemunha. O mártir é uma testemunha qualificada que chega ao derramamento do próprio sangue pela fé católica. Papa Bento XIV assim se exprime: “O martírio é a morte voluntariamente aceita por causa da fé cristã ou por causa do exercício de outra virtude relacionada com a fé”. Só o Papa pode declarar alguém beato ou santo.

O Catecismo da Igreja Católica (§ 2473) retoma o conceito: “O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte”. Não é simplesmente a defesa de uma ação social ou política, ainda que louvável.

Quando a comunidade entende que alguém que faleceu apresenta sinais de santidade, então, a diocese pode começar um processo de canonização, que tem quatro etapas. Qualquer diocese do mundo pode iniciar uma causa de canonização.

Para cada causa é escolhido pelo bispo, um postulador, espécie de advogado que tem a tarefa de investigar, detalhadamente, a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade. Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus.

O primeiro processo é o das virtudes ou martírio
Esse é o passo mais demorado, porque o postulador deve investigar, minuciosamente, a vida do Servo de Deus. Em se tratando de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve, realmente, o martírio. Ao terminar esse processo, a pessoa é considerada Venerável, após aprovação do Papa.

O segundo processo é o milagre da beatificação
Para se tornar beato, é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. O beato pode receber um culto restrito em sua diocese ou congregação.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização
Esse tem de ter ocorrido após a beatificação. Comprovado esse milagre, o beato é canonizado e o novo santo passa a ser cultuado universalmente.

Um milagre para a beatificação ou canonização deve ser confirmado pelos médicos e observar três requisitos:

1 – a cura da pessoa não podia ser conseguida pelo estágio atual da medicina.

2 – a cura foi imediata e não por um processo lento.

3 – a cura é permanente e o mal não voltou.

Canonização de irmã Dulce reuniu milhares de brasileiros no Vaticano

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Natália Jael De Roma

A Praça São Pedro com as fotos dos novos santos, entre eles a brasileira Irmã Dulce /
 Foto: Natalia Jael

A cerimônia de canonização de Irmã Dulce começou às dez horas da manhã em Roma,  cinco horas no horário de Brasília. Segundo o Vaticano, cerca de cinquenta mil pessoas acompanharam a Missa na Praça São Pedro. O grupo de brasileiros foi estimado em 15 mil. Além de irmã Dulce, outros quatro beatos também foram canonizados.
Logo no início da celebração, o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, fez a apresentação dos novos santos e agradeceu ao Papa por ter aceito os pedido de canonização. A saudação aos novos santos foi feita logo no início da missa; seu exemplo de vida foi citado durante a homilia do Papa Francisco. “Peçamos para ser, assim, ‘luzes gentis’ no meio das trevas do mundo”, disse o Santo Padre.
Durante o momento do ofertório, o miraculado José Maurício Bragança Moreira, que recebeu a graça que levou à canonização de Irmã Dulce, entregou ao Papa um terço com a imagem da nova Santa. As palavras de Francisco e a história de Irmã Dulce marcaram quem estava na Praça São Pedro. “Irmã Dulce vai nas periferias existenciais e ali ama o pobre. Ela é aquilo que o Papa falou de insistir no diálogo com justiça aos mais necessitados”, destacou padre Reginaldo Teruel, do Paraná.
Para Emília Coscarele, de oitenta anos, o dia foi um retorno ao passado. Na década de mil novecentos e quarenta ela estudou na escola fundada por Irmã Dulce e chegou a acompanhar a religiosa em seu trabalho de caridade. “Ela ia na sala, depois da aula, e me buscava para acompanhá-la durante a caminhada. Quando eu fiquei sabendo da canonização eu tinha certeza que estaria aqui”, lembra emocionada.
De autoridades brasileiras, também estiveram na cerimônia de canonização o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. 

Festa na Praça São Pedro

A cerimônia de canonização de uma santa baiana não poderia terminar de outra forma, se não com festa. Após a missa, um grupo se reuniu na Praça São Pedro para cantar e comemorar. A cantora Margarete Menezes e o músico Waldonys fizeram uma pequena apresentação. Margarete é embaixadora da obras de Irmã Dulce na Bahia e comemora aniversário nesse dia treze.
“Quando eu fiquei sabendo que a canonização seria no dia do meu aniversário eu fiquei muito emocionada e feliz. Lembrei na hora da minha mãe que gostava muito de Irmã Dulce. Pedia à santa, também, que me ajudasse na missão de levar amor para todos os cantos”, disse emocionada.
Um exemplo de amor incondicional e de fé. Assim os fiéis e devotos de Irmã Dulce se referiam à santa a todo momento. A festa celebrada no Vaticano nesse dia 13 de outubro revelou o que os corações dos católicos brasileiros já sabiam: Irmã Dulce inspira o amor ao próximo.

Fonte: Canção Nova

Irmã Dulce é santa: a fé faz milagres quando saímos de nós mesmos

domingo, 13 de outubro de 2019




"O motivo para agradecer hoje são os novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores", afirmou o Papa na cerimônica de canonização de Ir. Dulce.
Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano



Irmã Dulce é santa. A celebração litúrgica com o rito da canonização reuniu cerca de 50 mil pessoas na Praça São Pedro. Com o “Anjo bom da Bahia”, foram canonizados também João Henrique Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, e Margarida Bays.
A cerimônica teve início com o rito da canonização: o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, acompanhado dos postuladores, foi o Santo Padre e pediu que se procedesse à canonização dos beatos.
O Cardeal apresentou brevemente a biografia de cada um deles, que foram então declarados santos. Seguiu a ladainha dos santos e o Pontífice leu a fórmula de canonização.
O prefeito da Congregação, sempre acompanhado dos postulares, agradeceu ao Santo Padre e o coral entoou o canto do Glória.

Invocar

Na homilia, o Papa Francisco comentou o Evangelho deste 28º Domingo do Tempo Comum, que narra a cura de 12 leprosos.
"A tua fé te salvou" (Lc 17, 19): este é o ponto de chegada do Evangelho de hoje, que nos mostra o caminho da fé. Neste percurso, afirmou o Papa, vemos três etapas cumpridas pelos leprosos curados, que invocam, caminham e agradecem.
Primeiro, invocar. Assim como hoje, os leprosos sofrem, além pela doença em si, pela exclusão social. No tempo de Jesus, eram considerados impuros e, como tais, deviam estar isolados, separados. Eles invocam Jesus "gritando" e o Senhor ouve o grito de quem está abandonado.
“ Também nós – todos nós – necessitamos de cura, como aqueles leprosos. Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos; dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, à opinião dos outros. O Senhor liberta e cura o coração, se O invocarmos. ”
A fé cresce assim, prosseguiu o Papa, com a invocação confiante. “Invoquemos diariamente, com confiança, o nome de Jesus: Deus salva. Repitamo-lo: é oração. A oração é a porta da fé, a oração é o remédio do coração.”

Caminhar

Caminhar é a segunda etapa. Os leprosos são curados não quando estão diante de Jesus, mas depois enquanto caminham.
“ É no caminho da vida que a pessoa é purificada, um caminho frequentemente a subir, porque leva para o alto. A fé requer um caminho, uma saída; faz milagres, se sairmos das nossas cômodas certezas, se deixarmos os nossos portos serenos, os nossos ninhos confortáveis. ”
Outro aspecto ressaltado pelo Papa foi o plural dos verbos: “a fé é caminhar juntos, jamais sozinhos”. Mas, uma vez curados, nove continuam pela sua estrada e apenas um regressa para agradecer. E Jesus então pergunta: "Onde estão os outros nove?".
“Constitui nossa tarefa ocuparmo-nos de quem deixou de caminhar, de quem se extraviou: somos guardiões dos irmãos distantes. Quer crescer na fé? Ocupa-se dum irmão distante.”
Papa Francisco ao final da celebração
Papa Francisco ao final da celebração

Agradecer

Agradecer é a última etapa. Ao leproso curado, Jesus diz: "A tua fé te salvou".
“ Isto diz-nos que o ponto de chegada não é a saúde, não é o estar bem, mas o encontro com Jesus. ”
O ponto culminante do caminho de fé é viver dando graças. O Papa então questionou:
Nós, que temos fé, vivemos os dias como um peso a suportar ou como um louvor a oferecer? Ficamos centrados em nós mesmos à espera de pedir a próxima graça, ou encontramos a nossa alegria em dar graças? Agradecer não é questão de cortesia, de etiqueta, mas questão de fé.
Dizer "obrigado, Senhor", ao acordar, durante o dia, antes de deitar, é antídoto ao envelhecimento do coração.
O motivo pelo qual agradecer hoje são os novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores. Três deles, disse o Papa, são freiras, como Irmã Dulce, e mostraram que a vida religiosa é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo.

 Fonte: Vatican News

Homilia do Papa Francisco na canonização de Irmã Dulce e outros beatos

HOMILIA Santa Missa com o rito da canonização dos beatos: John Henry Newman, Giuseppina Vannini, Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan, Margherita Bays e a brasileira irmã Dulce Lopes Pontes Praça São Pedro – Vaticano Domingo, 13 de outubro de 2019
Boletim da Santa Sé
«A tua fé te salvou» (Lc 17, 19). É o ponto de chegada do Evangelho de hoje, que nos mostra o caminho da fé. Neste percurso de fé, vemos três etapas, vincadas pelos leprosos curados, que invocam, caminham e agradecem.
Primeiro, invocar. Os leprosos encontravam-se numa condição terrível não só pela doença em si, ainda hoje difusa e devendo ser combatida com todos os esforços possíveis, mas pela exclusão social. No tempo de Jesus, eram considerados impuros e, como tais, deviam estar isolados, separados (cf. Lv 13, 46). De facto, quando vão ter com Jesus, vemos que «se mantêm à distância» (Lc 17, 12). Embora a sua condição os coloque de lado, todavia diz o Evangelho que invocam Jesus «gritando» (17, 13) em voz alta. Não se deixam paralisar pelas exclusões dos homens e gritam a Deus, que não exclui ninguém. Assim se reduzem as distâncias, e a pessoa sai da solidão: não se fechando em auto lamentações, nem olhando aos juízos dos outros, mas invocando o Senhor, porque o Senhor ouve o grito de quem está abandonado.
Também nós – todos nós – necessitamos de cura, como aqueles leprosos. Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos; dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, à opinião dos outros. O Senhor liberta e cura o coração, se O invocarmos, se lhe dissermos: «Senhor, eu creio que me podeis curar; curai-me dos meus fechamentos, livrai-me do mal e do medo, Jesus». No Evangelho de Lucas, os primeiros a invocar o nome de Jesus são os leprosos. Depois fá-lo-ão também um cego e um dos ladrões na cruz: pessoas carentes invocam o nome de Jesus, que significa Deus salva. De modo direto e espontâneo chamam Deus pelo seu nome. Chamar pelo nome é sinal de confidência, e o Senhor gosta disso. A fé cresce assim, com a invocação confiante, levando a Jesus aquilo que somos, com franqueza, sem esconder as nossas misérias. Invoquemos diariamente, com confiança, o nome de Jesus: Deus salva. Repitamo-lo: é oração. A oração é a porta da fé, a oração é o remédio do coração.
Caminhar é a segunda etapa. Neste breve Evangelho de hoje, aparece uma dezena de verbos de movimento. Mas o mais impressionante é sobretudo o facto de os leprosos serem curados, não quando estão diante de Jesus, mas depois enquanto caminham, como diz o texto: «Enquanto iam a caminho, ficaram purificados» (17, 14). São curados enquanto vão para Jerusalém, isto é, palmilhando uma estrada a subir. É no caminho da vida que a pessoa é purificada, um caminho frequentemente a subir, porque leva para o alto. A fé requer um caminho, uma saída; faz milagres, se sairmos das nossas cômodas certezas, se deixarmos os nossos portos serenos, os nossos ninhos confortáveis. A fé aumenta com o dom, e cresce com o risco. A fé atua, quando avançamos equipados com a confiança em Deus. A fé abre caminho através de passos humildes e concretos, como humildes e concretos foram o caminho dos leprosos e o banho de Naaman no rio Jordão, que ouvimos na primeira Leitura (cf. 2 Re 5, 14-17). O mesmo se passa conosco: avançamos na fé com o amor humilde e concreto, com a paciência diária, invocando Jesus e prosseguindo para diante.
Outro aspeto interessante no caminho dos leprosos é que se movem juntos. Refere o Evangelho, sempre no plural, que «iam a caminho» e «ficaram purificados» (Lc 17, 14): a fé é caminhar juntos, jamais sozinhos. Mas, uma vez curados, nove continuam pela sua estrada e apenas um regressa para agradecer. E Jesus desabafa a sua mágoa assim: «Onde estão os outros nove?» (17, 17). Quase parece perguntar pelos outros nove, ao único que voltou. É verdade! Constitui tarefa nossa – de nós que estamos aqui a «fazer Eucaristia», isto é, a agradecer –, constitui nossa tarefa ocuparmo-nos de quem deixou de caminhar, de quem se extraviou: somos guardiões dos irmãos distantes. Somos intercessores por eles, somos responsáveis por eles, isto é, chamados a responder por eles, a tê-los a peito. Queres crescer na fé? Ocupa-te dum irmão distante, duma irmã distante.
Invocar, caminhar e… agradecer: esta é a última etapa. Só àquele que agradece é que Jesus diz: «A tua fé te salvou» (17, 19). Não se encontra apenas curado; também está salvo. Isto diz-nos que o ponto de chegada não é a saúde, não é o estar bem, mas o encontro com Jesus. A salvação não é beber um copo de água para estar em forma; mas é ir à fonte, que é Jesus. Só Ele livra do mal e cura o coração; só o encontro com Ele é que salva, torna plena e bela a vida. Quando se encontra Jesus, brota espontaneamente o «obrigado», porque se descobre a coisa mais importante da vida: não o receber uma graça nem o resolver um problema, mas abraçar o Senhor da vida.
É encantador ver como aquele homem curado, que era um samaritano, manifesta a alegria com todo o seu ser: louva a Deus em voz alta, prostra-se, agradece (cf. 17, 15-16). O ponto culminante do caminho de fé é viver dando graças. Podemos perguntar-nos: Nós, que temos fé, vivemos os dias como um peso a suportar ou como um louvor a oferecer? Ficamos centrados em nós mesmos à espera de pedir a próxima graça, ou encontramos a nossa alegria em dar graças? Quando agradecemos, o Pai deixa-Se comover e derrama sobre nós o Espírito Santo. Agradecer não é questão de cortesia, de etiqueta, mas questão de fé. Um coração que agradece, permanece jovem. Dizer «obrigado, Senhor», ao acordar, durante o dia, antes de deitar, é antídoto ao envelhecimento do coração. E o mesmo se diga em família, entre os esposos: lembrem-se de dizer obrigado. Obrigado é a palavra mais simples e benéfica.
Invocar, caminhar, agradecer. Hoje, agradecemos ao Senhor pelos novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores. Três deles são freiras e mostram-nos que a vida religiosa é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo. Ao passo que Santa Margarida Bays era uma costureira e revela-nos quão poderosa é a oração simples, a suportação com paciência, a doação silenciosa: através destas coisas, o Senhor fez reviver nela o esplendor da Páscoa. Da santidade do dia a dia, fala o Santo Cardeal Newman quando diz: «O cristão possui uma paz profunda, silenciosa, oculta, que o mundo não vê. (…) O cristão é alegre, calmo, bom, amável, educado, simples, modesto; não tem pretensões, (…) o seu comportamento está tão longe da ostentação e do requinte que facilmente se pode, à primeira vista, tomá-lo por uma pessoa comum» (Parochial and Plain Sermons, V, 5). Peçamos para ser, assim, «luzes gentis» no meio das trevas do mundo. Jesus, «ficai connosco e começaremos a brilhar como brilhais Vós, a brilhar de tal modo que sejamos uma luz para os outros» (Meditations on Christian Doctrine, VII, 3). Amen.

Fonte: Canção Nova

Círio de Nazaré: fenômeno religioso católico e mariano inigualável

O Círio de Nazaré nos reforça o convite para a festa da vida verdadeira

Vivemos mais uma vez o Círio de Nazaré, com o mar de gente que se estendeu sobre nossas ruas e praças. Mais uma vez ressoou por nossa terra uma canção que tenta dizer o que vivemos:
“Eu sou de lá, onde o Brasil verdeja a alma e o rio é mar. Eu sou de lá! Terra morena que eu amo tanto, meu Pará. Eu sou de lá, onde as Marias são Marias pelo céu, e as Nazarés são germinadas pela fé, que irá gravada em cada filho que nascer. Eu sou de lá! Se me permites, já te digo quem sou eu: filha de tribos, índia, negra, luz e breu, marajoara, sou cabloca, assim sou eu. Eu sou de lá, onde o Menino Deus se apressa pra chegar, dois meses antes já nasceu, fica por lá, tomando chuva, se sujando de açaí.
-Círio-de-Nazaré:-fenômeno-religioso-católico-e-mariano-inigualável-
Foto: Arquivo CN/cancaonova.com
Eu sou de lá, terra onde o outubro se desdobra sem ter fim, onde um só dia vale a vida que eu vivi, domingo santo que não posso descrever. Pois há de ser mistério agora e sempre, nenhuma explicação sabe explicar! É muito mais que ver um mar de gente, nas ruas de Belém a festejar! É fato que a palavra não alcança, não cabe perguntar o que ele é! O Círio é o coração do paraense, é coisa que não sei dizer… Deixa pra lá! Terá que vir pra ver com a alma o que o olhar não pode ver. Terá que ter simplicidade pra chorar sem entender! Quem sabe assim verá que a corda entrelaça todos nós, sem diferenças, costurados num só nó, amarra feita pelas mãos da Mãe de Deus. Estranho, eu sei, juntar o santo e o pecador num mesmo Céu puro e profano, dor e riso, livre e réu.
Seja bem vindo ao Círio de Nazaré, pois há de ser mistério agora e sempre, nenhuma explicação sabe explicar, é muito mais que ver um mar de gente nas ruas de Belém a festejar É fato que a palavra não alcança, não cabe perguntar o que ele é. O Círio é o coração do paraense, é coisa que não sei dizer, pois há de ser mistério agora e sempre, nenhuma explicação sabe explicar. É muito mais que ver um mar de gente, nas ruas de Belém
a festejar. É fato que a palavra não alcança, não cabe perguntar o que ele é. O Círio é o coração do paraense, é coisa que não sei dizer… Deixa pra lá!” (Letra de Padre Fábio de Melo, interpretada por Fafá de Belém, gravação com os direitos doados à Arquidiocese de Belém)

O fenômeno

“Juntar num mesmo Céu puro e profano, dor e riso, livre e réu”. De fato, nenhuma explicação sabe explicar o que é. Um fenômeno religioso católico e mariano inigualável no mundo, que atrai misteriosamente multidões e pode expressar o chamado de Deus, que quer acolher no seu desígnio de salvação a todos os povos. De fato, o Senhor quer dizer, com a força de sua Palavra e a ação da Igreja, que todos são chamados!
“Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus, que se entregou como resgate por todos” (1 Tm 2,3-5). Jesus expressa o convite e a consequente responsabilidade através da parábola dos convidados para uma festa de casamento (Mt 22,1-14). O Rei que casa o seu filho mandou seus emissários e uma e mais vezes avisarem: “Vinde para a festa… A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Os servos saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons” (Mt 22,4.8-10).

Conversão

Na Bíblia, para anunciar os bens da salvação, com frequência se usa a imagem de um banquete (Cf. Is 25,6-10). Até nisso nossa festa tem algo semelhante, pois é dia da família, no “almoço do Círio”, preparado e participado com esmero, acolhendo parentes e amigos. E festa é coisa séria! Deixa marcas profundas no coração, convida para o ano seguinte, atrai outras pessoas!
No entanto, a parábola contada por Jesus acrescenta um detalhe: é preciso ter a veste própria. Tratando-se de reino de Deus, a veste é um nome para a conversão. Na linguagem bíblica, mudar de roupa quer dizer mudar o estilo de vida! (Cf. Rm 13,14; Gl 3,37; Ef 4,20-24). É necessário corresponder à generosidade do Rei que chama para a festa e também levar a sério as exigências do Reino de Deus. Lições do Círio!

A festa foi preparada!

Desde o mês de agosto, as peregrinações realizadas em mais de sem mil famílias espalharam a mensagem do Círio, olhando para Maria, “Estrela da Evangelização”. E a Imagem peregrina visitou mais de quatrocentos lugares diferentes, com pregação da Palavra de Deus e oração. Percorremos paróquias, repartições públicas, escolas e universidades e presídios, para indicar, junto com a Virgem de Nazaré, aquele que é Caminho, Verdade e Vida.
No dia do Círio, rostos molhados de suor, o sorriso, o aperto de mão, a vitória da meta alcançada ao final de tanto esforço. Raças, situações sociais, diferentes idades e mentalidades, todos são acolhidos. Trata-se de trazer para o dia a dia da vida cristã o mesmo empenho. Quem dera este mar de gente acolhesse o convite para ser fermento de uma
humanidade reconciliada e pacificada! A solidariedade tantas vez testemunhada pode ensinar muito e deve traduzir-se em gestos fraternos que se multipliquem durante o ano!

Ainda há lugar

Uma preciosa experiência feita pelos Bispos no Círio é a acolhida e a bênção, com a aspersão da água benta, num relacionamento maravilhoso, feito de olhares agradecidos, sorriso, aperto de mão. Nós aprendemos a valorizar tal encontro, para muitas pessoas o único durante o ano com um Bispo. Não podemos jogar fora instantes tão preciosos! Após as grandes procissões do final de semana do Círio, a Igreja de Belém se dedica a duas semanas de pregação da Palavra de Deus, celebrações da Santa Missa, momentos fortes de oração, presença de Bispos de várias partes do Brasil, além das sucessivas procissões, que desdobram a mesma mensagem do Círio.
No entanto, trata-se para nós da colheita do Círio, especialmente através do Sacramento da Reconciliação, celebrado por pessoas que acorrem à Basílica de Nazaré em longas e piedosas filas. É que desejamos lavar nossas vestes no Sangue do Cordeiro (Ap 7,14) na graça da reconciliação. Ainda há lugar, pois o Círio de Nazaré volta sempre e deixa marcas indeléveis! Nele, ressoa de novo o convite para a festa da vida verdadeira, promovida pelo Pai do Céu.

Fonte: Canção Nova

Procissão resgata a história e a importância de Nossa Senhora Aparecida

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

As celebrações em honra a Nossa Senhora Aparecida reúnem muitos devotos durante os dias da novena e Festa da Padroeira no Santuário Nacional.
Um dos momentos mais aguardados pelos devotos de Aparecida e pelos romeiros dos diversos estados brasileiros é o dia 11 de outubro, quando acontece a Procissão Memória

Thiago Leon
Thiago Leon

A Procissão parte do 
Santuário Nacional, iluminada pelas luzes das velas dos devotos, com destino ao Porto Itaguaçu, local onde aconteceu a pesca milagrosa do encontro da imagem de Nossa Senhora (Saiba mais). 
Procissão celebra o nascimento de Nossa Senhora sob o título Aparecida
O missionário redentorista padre Domingos Sávio atuou por mais de cinco anos em Aparecida. No entanto, há pelo menos 10 anos participa da procissão que celebra o nascimento de Nossa Senhora sob o título Aparecida. Para ele, a celebração significa muito, afirmando que sua participação como sacerdote se mescla com o ser fiel e devoto: “Eu não sei se eu fiz essa romaria como sacerdote ou como fiel, devoto de Nossa Senhora, mas sei que sempre fiz isso com muito gosto”, diz.
primeira Procissão Memória foi realizada no ano de 1994. Nesse período, o missionário redentorista padre Jadir Teixeira da Silva era reitor do Santuário Nacional.
Documento - Procissão Memória
De acordo com o Centro de Documentação e Memória do Santuário Nacional de Aparecida, a procissão sempre acompanhou os festejos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, mas acontecia ao redor do Santuário e, anteriormente, no largo da Matriz Basílica. Somente no ano de 1994 foi que a procissão começou a ir para o Porto Itaguaçu, conforme relata o trecho abaixo, extraído do Livro do Tombo do Santuário do ano de 1994.

Padre Jadir, reitor da época, explica que procissão rumo ao Porto Itaguaçu nasceu da necessidade de promover uma ligação do Santuário e a comunidade do entorno, visando resgatar a cultura, a fé e a história dos moradores de Aparecida.
“Uma primeira preocupação foi a revitalização do que é o Santuário de Nossa Senhora Aparecida e a história da cidade de Aparecida. Nós percebemos que precisávamos revitalizar a festa de Nossa Senhora, tendo em vista essa ligação do Santuário com os moradores da cidade.”
Padre Jadir conta que, além dos missionários redentoristas, esse processo de revitalização do que é o Santuário teve a participação de diversas equipes de leigos, entre eles uma professora da cidade de Aparecida que contribuiu bastante para o resgate da história. “Quando nós começamos esse trabalho de revitalização envolvendo equipes e leigos, nós contamos com a colaboração da Professora Zilda Ribeiro, que participou ativamente nessa época, com todo esse processo de resgate da história para a realização da Procissão Memória”.
Para o primeiro ano da Procissão, foi realizada uma divulgação que, segundo o padre, foi bastante agressiva. “Nós começamos a fazer uma propaganda para o primeiro ano. E nós fizemos uma propaganda um tanto 'agressiva', porque colocamos nas ruas o serviço de alto-falante, convidando o povo de Aparecida”.
Outra preocupação para a Procissão foi a programação, que seria desenvolvida durante o trajeto até o Porto Itaguaçu. “Nós tivemos um esquema para não deixar o povo só caminhando, porque nós queríamos, nesse percurso, ir jogando os pontos históricos. Então nós fizemos o seguinte: a cada 8 ou 10 minutos, no máximo, preparamos uma parada com uma mensagem histórica, e assim foi realizado”, narra o padre Jadir.
Há mais de 40 anos vivendo em Aparecida e acompanhado desde o início a Procissão Memória, o missionário redentorista padre Antonio Augustinho Frasson coloca que a Procissão do dia 11 é uma oportunidade de reviver o passado, fazendo uma ligação para os dias de hoje. “Para quem vai para a Procissão Memória, seu próprio caminhar na procissão já é uma reflexão sobre o marco inicial, fazendo uma ligação para os dias de hoje”.
Padre Jadir afirma que a Procissão, criada para resgatar a história dos moradores de Aparecida, foi ganhando a participação de muitos romeiros, mas que tudo aconteceu naturalmente. “A expectativa nossa era mesmo o povo de Aparecida, mas a procissão ganhou uma dimensão que nós não esperávamos, tendo a participação grande dos Romeiros”.
Nos dias de hoje, a Procissão Memória continua a arrastar multidões, unindo moradores de Aparecida e Romeiros de muitos estados, para seguirem em oração até o Porto Itaguaçu, revivendo a história do encontro da imagem de Nossa Senhora.
“Eu vejo tudo isso como um resultado muito importante, porque foi a partir de então que o Porto Itaguaçu passou a ser um referencial para os romeiros, sendo muitas as romarias e grupos que primeiro param no Porto Itaguaçu, para depois virem até o Santuário a pé, revivendo esse fato e colocando sua vida à Nossa Senhora”, conclui o sacerdote.
Procissão em 2019
partida será do Santuário, perto da saída da rampa de visitação do nicho da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O destino é o Porto Itaguaçu, local onde aconteceu a pesca milagrosa da imagem, seguindo pelo Caminho do Rosário

A Procissão Memória acontece logo após a Novena Solene, às 20h30.

Fonte: Santuário Nacional de Aparecida

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