Deus vê o coração

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos nossos olhos”. Essa frase de Antonine de Saint-Exupéry (autor do livro “O Pequeno Príncipe”) é muito significativa, traz um ensinamento grandioso para a nossa vida. Diz o profeta: “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas Deus vê o coração” (I Sm 16,7).
A tendência humana é parar naquilo que os olhos são capazes de enxergar. Como é bom saber que o olhar de Deus é diferente do nosso, Ele nos vê não somente a partir de nossa aparência, mas principalmente pelo que somos.
Michelangelo, pintor, poeta, escultor e arquiteto italiano, entre as suas obras se destacam algumas esculturas, que se tornaram conhecidas mundialmente, tais como: a Pietá, Moisés e David.
Certa vez, alguém impressionado com a beleza de uma das esculturas, perguntou-lhe: como você, Michelangelo, é capaz de produzir tão bela escultura? Ele sorrindo, respondeu: “Não é tão difícil como você imagina, eu não faço nada, a imagem já está na pedra, eu apenas tiro o excesso”. Veja: Michelangelo ao olhar para a pedra de mármore, via além da aparência da pedra, ele via a Pietá, Moisés, David que, ali, naquela pedra, já estavam, então, precisava apenas retirar os excessos. A partir desse exemplo, podemos compreender como Deus nos vê.
Deus vê o coração
Foto ilustrativa: canva.com by Unsplash

Deus vê o coração e conhece as mais profundas intenções do homem

Muitas vezes, nos confundimos entre o que nós somos e o pecado que cometemos. É comum chamar alguém que comete adultério de adúltero; chamar de prostituta uma mulher que vive na prostituição etc. Perceba que, a pessoa já não mais possui identidade, ou seja, já não é chamada pelo seu nome. O nome dessa pessoa passa a ser o “nome” do seu pecado.
Que triste perceber que, as vezes, esse é o nosso olhar para muitas pessoas; e, em alguns momentos, o olhar para nós mesmos. Em vez de olharmos para frente, ficamos presos no nosso pecado, sendo que deveríamos lutar contra ele.

Somos a imagem e a semelhança de Deus

Na medida em que se olha com o coração, não serão os pecados a terem maior importância, e sim aquilo que a pessoa é, na sua essência. É importante compreendermos isso: somos a imagem e a semelhança de Deus. Temos os nossos defeitos, mas perceba a diferença dos dois verbos “ser” e “ter”. Os pecados nós temos, a essência é diferente, trata daquilo que somos.
Todas as vezes que chamamos uma pessoa de adúltera, de prostituta, na verdade, estamos afirmando que ele é o pecado dele. Não! Eu não sou, você não é o pecado que cometeu ou comete, somos filhos de Deus. Nossas qualidades podem sim dizer algo daquilo que somos, enquanto que, nossos defeitos descrevem simplesmente aquilo que fazemos de errado. Em outras palavras, o pecado é exatamente aquilo que nós não somos.

Só se vê bem com o coração

Retomo a frase do pequeno príncipe: só se vê bem com o coração! Nisto, quando Deus nos olha, Ele não vê nossos pecados, e sim nossas virtudes, aquilo que Ele, por amor, sonhou e criou. Deus ama o pecador. Ao olhar para um pecador, Deus vê não os seus pecados, mas a oportunidade de transformar esse pecador em um santo. Michelangelo olhava para a pedra de mármore e via dentro da pedra a imagem que ele queria esculpir. Não esqueçamos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus.
A pedra do adultério, da prostituição, da droga e de outros pecados, Deus olha e vê não a aparência dessa realidade, mas enxerga a imagem e semelhança do filho que ali se encontra. É um pecador, mas que pode ser santo. É preciso fazer simplesmente como Michelangelo: tirar os excessos e deixar transparecer a imagem escondida na pedra.
Por meio de uma boa confissão, da participação na Santa Missa, que são meios de uma vida de comunhão com Deus, somos capazes de tirar os excessos que são os nossos pecados e voltarmos àquilo que somos de verdade: imagem e semelhança de Deus.


Oração a São Miguel Arcanjo para alcançar libertação

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Poderosa Oração de Libertação a São Miguel Arcanjo

Oração de Libertação à São Miguel Arcanjo
Foto ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com
Glorioso São Miguel Arcanjo,
poderoso vencedor das batalhas espirituais,
vinde em auxílio das minhas necessidades
espirituais e temporais.

Afugentai de minha presença todo mal
e todo ataque e ciladas do inimigo.
Com sua poderosa espada de luz,
derrotai todas as forças malignas
e iluminai meus caminhos
com a luz de tua proteção.

Arcanjo Miguel,
do mal: libertai-me;
do inimigo: livrai-me;
das tempestades: socorrei-me;
dos perigos: protegei-me;
das perseguições: salvai-me!

Glorioso São Miguel Arcanjo,
pelo poder celeste a vós conferido,
sê para mim o guerreiro valente
e conduzi-me nos caminhos da paz.

Amém!

Reze a oração ao Anjo da Guarda, poderoso protetor

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Tenha uma vida de intimidade com o Anjo da Guarda, invocando-o constantemente e colocando-se debaixo de sua proteção

Santo Anjo da Guarda, meu poderoso protetor,
guardai-me sempre na paz de vosso amor.

Dos perigos, livrai-me;
do mal, libertai-me;
e nos momentos de angústia, consolai-me!

Reze-a-oração-ao-Anjo-da-Guarda,-poderoso-protetor
Créditos: Arquivo CN
Durante o sono, velai sobre o meu descanso,
não deixais o mal de mim se aproximar.
Sob as asas do seu amor,
possa meus sonhos habitar!

Nesta noite de luz, afugentai as trevas do medo,
afastai também as tentações,
para que minha alma tranquila
descanse sem aflições.

E que no alvorecer de um novo dia,
eu acorde feliz e restaurado,
e seja para o mundo
testemunha de ser sempre por vós amado!

Reze com confiança a novena da Divina Misericórdia

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Novena à Divina Misericórdia

É tradição que a novena seja rezada, principalmente, antes da Festa da Misericórdia, iniciando na Sexta-feira da Paixão. “Em cada dia da novena, conduzirás ao meu coração um grupo diferente de almas e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai. Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que Tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás ao meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas.” A Novena é rezada junto com o Terço da Divina Misericórdia.
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Foto: Daniel Mafra/Arte: Wesley Almeida/cancaonova.com

Primeiro dia

Hoje, traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores, e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso, vais consolar-me na amarga tristeza em que me afunda a perda das almas.
Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós Vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no coração compassivo de Jesus, mas, especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa Misericórdia, para que glorifiquemos Sua onipotência por toda a eternidade. Amém.

Segundo dia

Hoje, traze-me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na minha insondável Misericórdia. Elas me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como que por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.
Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que, aqueles que olham para nós glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu.
Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa Misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e, pelos sentimentos do coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da Vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Terceiro dia

Hoje, traze-me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Essas almas consolaram-me na Via-Sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.
Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente todas as graças do tesouro da Vossa Misericórdia, acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o Vosso coração para com o Pai Celestial.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho. Pela Sua dolorosa Paixão, concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa , mas, com toda a multidão dos anjos e santos, glorifiquem a Vossa imensa misericórdia por toda a eternidade. Amém.

Quarto dia

Hoje, traze-me os pagãos e aqueles que ainda não me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.
Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai, na mansão do Vosso compassivo coração, as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da Vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo coração.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no coração compassivo de Jesus. Atrai-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.

Quinto dia

Hoje, traze-Me as almas dos cristãos separados da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da minha Misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.
Misericordiosíssimo Jesus que sois a própria bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do vosso compassivo coração as almas dos nossos irmãos separados, e atrai-os pela vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da Vossa Misericórdia.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do vosso Filho e para a sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.

Sexto dia

Hoje, traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Essas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; as almas humildes favoreço com a minha confiança.
Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”, aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Essas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas cantem juntamente a glória à Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Sétimo dia

Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Essas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Essas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.
Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Essas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Essas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: “As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória.” Amém.
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Oitavo dia

Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas essas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha justiça.
Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à vossa justiça; que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da vossa Misericórdia.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma santíssima, mostreis vossa Misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da vossa Justiça; não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e Misericórdia são incomensuráveis. Amém.

Nono dia

Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Essas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai, afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.
Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia. Amém.

Quais são os efeitos da Misericórdia?

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Pode-se perceber os efeitos da misericórdia na vida do homem, à partir de experiências práticas

A Igreja Católica prepara um percurso de grande importância: a celebração do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco. Trata-se de um momento especial, celebrado no âmbito das comunidades de fé, que deve ecoar em todo o mundo, para vencer as muitas violências – física e moral, a corrupção e também a permissividade que contracena com a rigidez de grupos, alimentando fundamentalismos religiosos, políticos e culturais. A vivência desse tempo é oportunidade para tratar feridas que atingem a sociedade como um todo, inclusive a própria Igreja. O remédio para essas enfermidades é a prática da misericórdia.
1200 x 1600 - Os efeitos da Misericórdia
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A misericórdia não é sinal de fraqueza, é qualidade da onipotência divina

A audaciosa convocação do Ano Santo da Misericórdia comprova a intuição singular do Papa Francisco no exercício de sua missão. É pelo caminho da misericórdia que a humanidade alcançará as mudanças e respostas que a contemporaneidade espera, com urgência. É remédio incidente. Pode ocorrer de se pensar, equivocadamente, que agir de modo misericordioso se trata de fraqueza e conivência. Mas, assinala o Papa Francisco, reportando-se a palavras de Santo Tomás de Aquino, que a misericórdia não é sinal de fraqueza, é qualidade da onipotência divina.

Efeitos da misericórdia

O início do Ano Santo da Misericórdia será marcado pela abertura da Porta Santa em Roma, pelo Papa, no dia 8 de dezembro. Nas dioceses do mundo inteiro, no domingo seguinte, dia 13. Essa Porta será aberta para que qualquer pessoa possa entrar e experimentar o amor de Deus que perdoa, consola e dá esperança. Isso significa que a vivência da misericórdia permite regeneração e nova compreensão da vida, um olhar compassivo sobre a humanidade, na direção de cada pessoa. Torna efetiva a possibilidade de se alcançar novos sentimentos e um jeito de viver capazes de desenhar cenários na contramão da violência, da corrupção, da luta insana pelo poder e pelo lucro.

A experiência da misericórdia alimenta a esperança. Permite a compreensão lúcida da fraternidade e da solidariedade como pilares indispensáveis da sociedade. Bases que devem substituir a lógica perversa da economia que gera ganância, raiz de um “desenvolvimento” que recai como peso sobre os ombros de todos, particularmente dos pobres e indefesos. Para encontrar um rumo novo, todos são convocados a compreender que Deus é misericordioso, fonte da misericórdia. E Jesus Cristo é o rosto dessa misericórdia do Pai porque n’Ele, Jesus, a misericórdia se tornou viva, visível e chegou ao seu ápice. Esse é o mistério da fé cristã.

Ato último e supremo pelo qual Deus vem ao encontro de todos

Ser cristão é, portanto, contemplar o mistério da misericórdia, revelado por Jesus Cristo, fonte da alegria, da serenidade e da paz. Uma interpelação incidente, pois permite reconhecer que a misericórdia é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao encontro de todos. Pertinente é a indicação do Papa Francisco, quando sublinha que “a misericórdia é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação de nosso pecado”.

Critério para reconhecer os verdadeiros filhos de Deus

Coluna mestra de sustentação da Igreja, a experiência da misericórdia é indispensável para conseguir respostas novas e transformadoras, diante dos desafios da atualidade. Sem o remédio da misericórdia, crescerão os fundamentalismos, não se controlará a intolerância, haverá sempre mais polarização de grupos políticos e religiosos, um contínuo desgaste da cultura da vida e da paz. Investir na misericórdia começa pela competência indispensável de perdoar, como Jesus indicou a Pedro, ao responder a sua pergunta a respeito de quantas vezes deve-se perdoar. O perdão é núcleo central do Evangelho e da autenticidade da fé cristã. Por isso, Jesus mostra que a misericórdia não é apenas o agir de Deus Pai, mas é o verdadeiro critério para reconhecer quem são os verdadeiros filhos de Deus.
O Ano da Misericórdia, experiência de fé na Igreja, com incidência na vida das famílias e comunidades, marcado por testemunhos, significativos gestos de reconciliação e perdão, é necessário para se alcançar nova etapa no cuidado das fraquezas e dificuldades dos irmãos. Um convite para que se busque a sabedoria da misericórdia. Em lugar de violência e disputas, que surja um tempo novo, pela força da misericórdia e da compaixão.

Permitamos que Jesus realize a separação entre nós

quinta-feira, 24 de outubro de 2019





Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão” (Lucas 12,50).

O bom e justo juiz está desejoso, está com o seu coração inflamado para que o seu fogo esteja incendiando toda a Terra. E para que serve o fogo senão para queimar, destruir aquilo que é nocivo, mas, ao mesmo tempo, para acender a graça, para inflamar o amor e fazer o Reino de Deus acontecer? Quando o Reino de Deus está acontecendo, ele provoca uma cisão, uma divisão, uma separação.
Quando era menino, pegávamos arroz – porque vinha misturado o arroz bom e aquele outro que não era bom, e já víamos pela cor e fazíamos a separação –, tirávamos o arroz que prestava, e separávamos o bem branquinho daquele que estava estragado, com lixos, com as coisas que se misturaram com ele.
Em tudo na vida precisamos saber separar as coisas, porque vivemos em um mundo onde tudo está muito junto e misturado; e quando as coisas se misturam, pensamos que tudo é bom e maravilhoso.
Foi isso que Jesus veio fazer no meio de nós, Ele veio separar o joio do trigo. Ainda que entendamos, na parábola, que a separação definitiva do joio e do trigo acontecerá nos fim dos tempos, a semente do joio tem que ser separada, porque não podemos ser joio e trigo ao mesmo tempo.
O Reino começa a acontecer no nosso coração quando o nosso irmão, nosso pai, nossa mãe, nosso amigo e até irmão da igreja vêm trazer para nós aquilo que não edifica, que não é de Deus, que provoca confusão, divisão, e não é de Jesus.
Precisamos fazer a separação. Não é o caso de as pessoas se colocarem umas contra as outras, famílias se dividirem, o pai ir para um lado e a mãe para outro. É permitir que Jesus realize e separe aquilo que não é d’Ele, aquilo que não edifica uma casa nem uma família.

Quando o Reino de Deus está acontecendo, ele provoca uma cisão, uma separação

Na mesma casa estamos meu irmão e eu. Eu quero o amor, mas meu irmão quer o ódio; eu quero a paz, mas meu irmão quer a guerra. Eu quero aquilo que edifica, que é de Deus, mas o meu irmão quer aquilo que é mundano. Não preciso brigar com meu irmão, mas não posso, em nome do amor fraterno, de tudo que o meu irmão traz, aceitar como se estivesse tudo bem.
Eu preciso do fogo de Deus em mim para que a separação aconteça. E mesmo dentro de uma casa, se as pessoas decidem que vão assistir a um filme que não edifica, alguém tem de ter juízo para dizer que o filme não edifica a casa, não faz bem para os filhos, não é uma escolha sadia, madura nem sensata.
O fogo do Espírito é necessário não para causar confusão nem acusar ninguém, mas para fazer separação daquilo que convém do que não convém, do que edifica daquilo que não edifica, para separar aquilo que leva para Deus e aquilo que nos afasta d’Ele. 
A sabedoria do Espírito conduz os nossos passos para que sejamos semeadores da paz, fazendo separação daquilo que não é de Deus.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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