Corpus Christi: Origem e trajetória da procissão mais solene da Igreja Corpus Christi: Origem e trajetória da procissão mais solene da Igreja

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Entre todas as procissões, a do Corpus Christi tornou-se a mais participada e solene, afirma Dom Armando Bucciol

Da redação, com CNBB
Igreja celebra nesta quinta-feira a procissão de Corpus Christi / Foto Canção Nova
Nesta quinta-feira, 31, a Igreja Católica celebra a solenidade do “Corpo e Sangue de Cristo”, mais conhecida com o ‘título’ em latim, Corpus Christi.
O presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol, relembra a origem desta solenidade e todo o caminho percorrido até ela tornar-se a procissão mais solene e com maior participação popular.

Origem da Solenidade de Corpus Christi

Segundo Dom Armando, a origem da Festa de Corpus Christi se coloca num tempo em que refloresce o culto à divina Eucaristia, entre os séculos 11 e 12. A Bélgica – cidade de Liège (ou Lieja) – foi o centro propulsor.
Em 1208, a beata Juliana de Rétine, do mosteiro do Monte Cornélio, teve uma primeira visão que foi interpretada como se faltasse uma solenidade em honra do Santíssimo Sacramento. Muito decisivo foi o apoio do seu diretor espiritual, João de Lausanne, cônego de Liège, de Ugo de São Caro, em seguida cardeal, e de Tiago Pantaleone, arci-diácono de Liège e futuro papa Urbano IV.
Segundo Dom Armando, a celebração da festa em honra do Corpus Domini (Corpo do Senhor) começou pela insistência de João de Lausanne, junto ao bispo de Liège, Roberto de Thorote. Foi aí que o prelado aceitou a proposta e assim, em 1246, na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, a celebração se deu, em Liège. “Urbano IV demorou antes de propor a celebração da festa à Igreja universal. Um fato, talvez foi de incentivo para tomar a decisão, o milagre de Bolsena, uma hóstia sangrando nas mãos de um padre que duvidava da presença eucarística”, conta Dom Armando.
Em junho de 1264, Dom Armando relata que o papa acolheu o corporal ensanguentado de Bolsena, e no dia 11 de agosto, do mesmo ano, instituiu a festa para toda a Igreja, publicando a Bula Transiturus. Nela, lembrava também da visão da beata Juliana. Pouco depois, o papa celebrou a festa na cidade de Orvieto, com grande solenidade e participação popular. “Com rapidez, começando por diversas cidades da Bélgica, da França, da Alemanha e da Itália, a celebração se expandiu. A súbita morte do papa Urbano, em 2 de outubro de 1264 impediu que a celebração tivesse maior e mais repentina difusão”, diz Dom Armando.
presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol / Foto CNBB
Na sequência, em 1314, Dom Armando explica que o papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV e, logo depois, com o papa João 22, a festa foi acolhida pela Igreja toda. Nessa difusão, destaca-se o incentivo provindo dos mosteiros. “Na Bula do papa Urbano, não se fala, de forma explícita, da procissão. O texto pontifício, porém, é tão solene que parece desejar que aconteça. Os historiadores observam que o surpreendente e espontâneo fervor popular, rapidamente, tornou a celebração sempre mais acolhida, ao ponto que, pelo meado do século 14, a festa, com a procissão, é celebrada na Igreja toda”, explica o bispo.

Procissão Eucarística

No início, Dom Armando garante que a procissão era facultativa, mas ao longo do tempo tornou-se “o elemento mais solene da celebração, com o apoio do clero e a participação do povo”: “As crônicas da época relatam que o Santíssimo é levado em procissão, no início, dentro de relicários, junto com as relíquias do Santo da Cidade, ou em cálices ou píxides. Em alguns lugares, isso continuará até o século 18, quando se encontra a proibição de juntar, na procissão, a Eucaristia com as relíquias dos santos”.
Não passou muito tempo e, para a exposição do Santíssimo e a procissão, Dom Armando conta que apareceram os ostensórios que se tornaram artísticos e de grande tamanho. Em Gênova, por exemplo, para carregar o ostensório (de 1553), precisavam oito padres. “A devoção eucarística é alimentada pela presença de numerosas Confrarias do Santíssimo Sacramento, que nascem já no século 13 e se multiplicam no século 14”, diz o bispo.
Entre todas as procissões, Dom Armando afirma que a do Corpus Christi tornou-se a mais participada e solene, apesar das limitações e ambiguidades que comporta tal manifestação popular. “As raízes da ambiguidade se encontram ainda no início. Na época, o desejo de ‘ver a hóstia’ era considerado como o ato de fé mais importante, enquanto o sentido da comunhão ao Corpo do Senhor tinha-se quase perdido. Somente em tempos mais recentes se retoma, na teologia e na vida cristã, a centralidade da celebração eucarística; nela, de fato, o culto à divina Eucaristia deve encontrar seu fundamento. Se desligar de sua nascente, as sagradas espécies perdem a ligação com o mistério pascal, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, afirma o bispo.
Hoje, de acordo com Dom Bucciol, a Igreja recomenda que o culto eucarístico manifeste dependência e referência à celebração, e na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a procissão seja “um sinal de fé e de adoração da comunidade”. “Recomenda-se que a hóstia a ser levada em procissão seja consagrada na mesma missa; os cantos e as orações deverão contribuir para que todos manifestem sua fé em Cristo, atentos somente ao Senhor. Assim, a procissão tornar-se-á um verdadeiro testemunho do Senhor que continua ‘no meio de nós’ e, pela fé dos discípulos, sinal de sua presença em nossa vida do dia-a-dia”, finaliza o bispo.

Fonte: Canção Nova

Papa na catequese: a marca espiritual da Crisma é indelével

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Santo Padre deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre o sacramento da Crisma

Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Na Praça São Pedro, Papa fala semanalmente aos fiéis às quartas-feiras, a tradicional catequese / Foto: Reprodução Yotube – Vatican News
Na catequese desta quarta-feira, 30, o Papa Francisco refletiu sobre a conexão entre o sacramento do Crisma e a iniciação cristã, dando continuidade, assim, ao ciclo de catequeses sobre o sacramento da Confirmação. 
“Antes de receber a unção espiritual que confirma e reforça a graça do Batismo, os crismandos são chamados a renovar as promessas feitas um dia pelos pais e padrinhos”, explicou o Papa, destacando que nesse momento são os próprios crismandos a professar a fé da Igreja.
Uma vez que a vinda do Espírito Santo requer corações recolhidos em oração, Francisco observou o momento em que o bispo estende a mão sobre os crismandos e pede a Deus para infundir o seu santo Espírito Paráclito. Trata-se de um só Espírito, que traz a riqueza dos sete dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.
“O único Espírito distribui os múltiplos dons que enriquecem a única Igreja: é o Autor da diversidade, mas ao mesmo tempo o Criador da unidade. Assim o Espírito dá todas essas riquezas que são diversas, mas do mesmo modo faz a harmonia, isso é, a unidade de todas essas riquezas espirituais que temos nós cristãos”.
Outro ponto abordado pelo Santo Padre foi o significado do óleo – o crisma – utilizado na celebração. O óleo, explicou, é uma substância terapêutica e cosmética, que entra nos tecidos do corpo, cura as feridas e perfuma os membros. Por essas qualidades, foi assumido pelo simbolismo litúrgico para expressar a ação do Espírito Santo que consagra e permeia os batizados.
“Recebendo na fronte o sinal da cruz com o óleo perfumado, o crismando recebe, portanto, uma marca espiritual indelével, o ‘caráter’, que o configura mais perfeitamente a Cristo e lhe dá a graça de espalhar entre os homens o seu ‘bom perfume’”.
O Papa concluiu a catequese destacando o Espírito Santo como um dom a acolher com gratidão. “É um dom a proteger com cuidado, a respeitar com docilidade, deixando-se plasmar, como cera, pela sua caridade ardente, para refletir Jesus Cristo no mundo de hoje”, concluiu.

Fonte: Canção Nova

Como Deus pode nos ajudar na construção da vida espiritual?

Deus investe na nossa santidade, através dos Sacramentos

Nestes próximos artigos da série Caminho Espiritual e as Moradas veremos como Deus, além de não nos deixar sozinhos na construção da vida espiritual, investe enormemente na nossa santidade fornecendo os meios necessários para a santificação.
Lembremo-nos que nas primeiras moradas que já refletimos, a Igreja ensina: “só quando os germes estranhos forem tirados do campo do nosso coração, as sementes da virtude podem ser convenientemente alimentadas em nós”. Essa verdade, aqui registrada nas palavras do Papa São Leão Magno (Sermão XXXIX), nos lembra de que as primeiras moradas são o território em que nos defrontamos com nossas próprias falhas, vícios e paixões. Elas, via de regra, impedem nosso avanço espiritual e constroem aquela imensa fatia de cristãos que, embora fiéis à Igreja e professando uma fé verdadeira, não são tão exemplos de conduta e santidade.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Ressaltamos que, Aquele que nos chama à santidade, não nos abandona no caminho, nem nos deixa sucumbir sobre um pesado fardo (Sl 54,23). Ele também não age com prepotência esperando que tenhamos corrigido plenamente nossa humanidade para depois nos presentear com dons e virtudes espirituais (Rom 5,6). Assim, estar em “estado de graça”, após uma confissão válida, significa que Deus derrama sobre o batizado a Graça Santificante, ou seja, um organismo sobrenatural que nos torna capazes de ouvi-Lo e acatar a Sua vontade para nós. Claro que, como vimos nos artigos anteriores, nossas tendências desregradas e paixões cultivadas por muitos anos, acabam criando uma barreira à ação plena de Deus em nós. Somente com o avanço nas moradas e a retirada dos “germes estranhos” é que as “sementes da virtude” infundidas por Deus em nós, através da Graça Santificante, podem germinar e desenvolver-se com força.

Os Sacramentos que nos impulsionam

Um meio altamente eficaz de aumentar a Graça Santificante e, consequentemente, a recepção de virtudes e dons, é por meio dos Sacramentos. Para a vida espiritual, dois deles colaboram durante todo o percurso rumo à santidade e, também, fornecem um grande impulso para atravessar as primeiras moradas.
O Sacramento da Eucaristia é o mais sublime de todos os sacramentos. É o próprio Cristo em presença real. Chama-se presença real porque além da alma e divindade de Jesus, entramos em contato com o Seu Corpo e Sangue materiais. Temos plenamente Jesus em Sua divindade e humanidade. Isso não quer dizer que a presença de Cristo na comunidade, na oração particular ou na Palavra seja menos verdadeira, somente não tem essa conotação também material e, dessa forma, atua poderosamente no nosso corpo e materialidade.
Para o caminho de perfeição precisamos nos convencer cada vez mais desta certeza: ao comungar, temos um contato direto com Deus e, Ele mesmo, vem habitar em nós. Essa presença real aumenta enormemente a graça santificante e, quanto mais estivermos preparados, abertos e ansiosos por recebê-Lo, mais essa presença real será aumentada. É por essa disposição interior mais perfeita que duas pessoas recebem o mesmo Cristo e uma delas colhe frutos melhores e mais profundos. Assim, quanto melhor é a participação na Santa Missa, quanto melhor está preparado o coração de quem comunga, maior e melhor será a aquisição de graças.
Infelizmente é necessário lembrar aqui que, quem comunga em estado de pecado mortal, não só não recebe nenhuma dessas graças, como se condena acrescentando um novo e mais grave pecado: participar indignamente do Corpo e Sangue de Cristo (1Cor 11,29). Usando uma metáfora, aquele que comunga sem se confessar, atua como Judas Iscariotes e, sob a aparência de um gesto de amor, esconde uma traição.

A importância da Eucaristia

A Eucaristia repercute em nós como a oração; quanto mais, melhor. Mas, exatamente como a oração, a Eucaristia não pode ser um gesto mecânico, sob o risco de perder a eficácia. Assim, ir à Missa diariamente e comungar frequentemente por puro “hábito”, sem atenção e reverência ao que se está fazendo, é um caminho certo para lugar nenhum. Pior, podemos desenvolver uma impermeabilidade à e uma insensibilidade aos nossos próprios pecados. Comungar, portanto, precisa ser sempre um ato consciente de fé e amor. Sendo assim, se for diário e bem feito, é melhor.
Outro ponto importante para o crescimento da vida espiritual com a Eucaristia é nos lembrarmos de sempre realizarmos uma completa e eficiente ação de graças após a comunhão. Durante o tempo em que as espécies ainda não se dissolveram no nosso organismo, temos em nós o Cristo, em uma união tão íntima como jamais poderíamos tê-Lo se Ele estivesse andando entre nós, como fez com o discípulos d’Ele. É o momento de amá-Lo e treinar esse contato com Ele. Sim, isso mesmo, treinar. Precisamos ter cada vez mais consciência desse contato e mantê-lo ativo em nós. É um treinamento porque, mais tarde, quando tivermos em adoração ou simples oração, precisamos nos lembrar de que estamos estabelecendo um verdadeiro contato com o Senhor e nesse novo contato, precisamos amá-Lo da mesma forma que O amamos na ação de graças após a comunhão.
Como relatado no artigo anterior, precisamos crescer e evoluir nos nove graus de oração até a santidade perfeita e, este artigo é uma espécie de caminho, equivalente o das Moradas, mas com outra divisão. É o contato com o Senhor na Eucaristia e o treino em amá-Lo durante essa presença real em nós, que nos prepara para o terceiro grau de oração: a oração afetiva. Nesse tipo de oração, mais do que falar com Deus (primeiro grau ou oração vocal), mais do que pensar em Deus (segundo grau de oração, oração mental ou meditação), precisamos amar a Deus cada vez mais e nos afeiçoar a Ele (oração afetiva). Esse grau de oração só é alcançado plenamente, nas segundas moradas. Mas é necessário uma prévia aqui, para que possa ficar claro a importância do Sacramento da Eucaristia nesse treinamento para um grau mais elevado de oração.
O padre Antonio Royo Marín, OP, lembra que, nunca expulsamos uma visita que recebemos na nossa casa. Esperamos que ela vá embora sozinha. E, se a amamos, se ela é importante para nós, se for uma alta autoridade, pedimos para que fique o máximo de tempo possível em nossa companhia. Do mesmo modo, ao receber Jesus na comunhão, não devemos sair correndo, começar a conversar ou nos distrair com qualquer coisa. A hora é de acolhê-Lo e amá-Lo o máximo de tempo que nos for permitido.

Os sacramentos que fortalecem a alma contra o pecado

O outro Sacramento que serve de impulso nas primeiras moradas é o sacramento da Reconciliação, da Penitência ou da Confissão. Já tratamos dele como condição fundamental para habitar o Castelo Interior da própria alma e avançar nas moradas rumo à santificação pessoal. No entanto, além de nos restituir a graça santificante com o perdão dos pecados mortais, ele tem uma outra ação eficaz na santificação: fortalecer a alma contra o pecado.
É fato que, mesmo com grande esforço para levar a vida espiritual com seriedade e desejo sincero de não errar, acabamos caindo e cometendo um pecado mortal. O Sacramento da Reconciliação, nesse caso, não só restabelece em nós a Graça Santificante, como também infunde uma fortaleza especial contra aquele pecado em particular. Assim, se ao cair, existir um arrependimento imediato e sincero; e, o mais breve possível, realizamos uma confissão válida, com verdadeiro desejo de conversão, também recebemos uma virtude infusa para nos tornarmos mais fortes diante daquele tipo de pecado.
Isso também é verdadeiro para os pecados veniais. Assim, embora não seja necessário confessar os pecados veniais, se mesmo assim os confessarmos com o sacerdote, o Sacramento da Reconciliação nos ajuda a nos livrarmos mais rapidamente do risco de voltar a cair nesses mesmos pecados. Os que se confessam regularmente, experimentam esta eficácia: as quedas (no mesmo tipo de pecado) tornam-se cada vez mais espaçadas, até que tornam-se raras e desaparecem.
Nas primeiras moradas vimos que devemos combater os dois vícios principais: a ira e a concupiscência. A utilização frequente do Sacramento da Reconciliação, focando principalmente em todos os pecados dessas áreas, mesmo os veniais, ajuda a rapidamente vencê-los e a desenvolver solidamente a virtude da paciência e a virtude da temperança.
Na via ascética, embora pareça que todo o esforço para sermos santos parte de nós, fica evidente que Deus atua com todos os meios possíveis para nos santificar e nos renovar segundo a imagem daquele que Ele enviou (Cl 3,9). Aqui vimos, detalhadamente, os dois sacramentos: a Eucaristia e a Reconciliação. Nos próximos artigos desta série “Caminho Espiritual e as Moradas”, veremos como as três virtudes teologais devem ser vividas e aumentadas nas primeiras moradas. Logo depois, veremos como os dons do Espírito Santo se apresentam e se desenvolvem em nós, um após o outro, seguindo uma ordem bem clara e sucessiva, para nos levar até as segundas moradas.

Fonte: Canção Nova

Em sintonia com Deus: novo álbum do padre Jonas com padre Zezinho

terça-feira, 29 de maio de 2018

O álbum: Em sintonia com Deus, resgata gravações do período de 1976 até 1986 


As gravadoras Canção Nova e Paulinas-COMEP têm a imensa alegria de apresentar, ao público, mais um álbum do monsenhor Jonas Abib e padre Zezinho, scj. “Em sintonia com Deus” é uma coletânea com dez canções que dá sequência ao álbum celebrativo: “Por causa de um certo Reino”, lançado em 2016, que homenageou esses dois sacerdotes no jubileu de ordenação sacerdotal.














Imagem ilustrativa – Capa do álbum

Monsenhor Jonas Abib, 84 anos; e padre Zezinho, 76 anos; fazem memória de uma trajetória musical de missão, evangelização e entrega ao Reino de Deus.  E, assim, nasce o álbum “Em sintonia com Deus”. A coletânea será lançada nas plataformas digitais (deezer e spotify) no dia 08 de junho, aniversário de vida do padre Zezinho.

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Monsenhor Jonas Abib e padre Zezinho estão entre os primeiros na Igreja Católica, no Brasil, a assumir a evangelização com a canção. Ainda que seus estilos musicais e a forma de comunicar sejam diversos, esses sacerdotes transmitem ao povo de Deus o mesmo conteúdo do Evangelho, com a fé que se faz canção e, principalmente, nesta coletânea, oração.

O álbum “Em sintonia com Deus” resgata gravações do período de 1976 a 1986, realizadas pela Paulinas-COMEP, com o tema central da vivência espiritual, da oração e do desejo de estar sempre “em sintonia com Deus” e fazer “da vida uma oração, um só louvor”. As canções apresentadas alternando a voz desses dois sacerdotes, procuram indicar um roteiro de oração para ser vivido ao longo do dia.

“Graças pela manhã tão linda” é uma oração de gratidão pelo novo dia. “Quietude” e “O céu, a terra e o mar” ensinam que a oração se aprende na contemplação da ação de Deus na natureza e no cotidiano, com suas alegrias e sofrimentos, que podem nos levar ao louvor e à gratidão ao Senhor.

O desejo de unir-se ao Senhor


As músicas “Se o mundo soubesse, Senhor”, “Da minha vida quero fazer uma oração” e “Em sintonia com Deus” nos falam do desejo de Deus impresso mais profundamente no ser humano: o desejo de unir-se ao Senhor e fazer da vida uma oração, um ato de amor. Essas canções proclamam a alegria de sentir-se habitado pelo Espírito Santo, repousando n’Ele, deixando-O agir e acolhendo, assim, a paz profunda e permanente.

“Livre, me deixaste livre” e “O Deus em quem espero” apresentam a oração que nos leva ao encontro do Senhor, que nos liberta de tudo o que nos escraviza e aprisiona, do pecado, do egoísmo e da toda força do mal. Recordando o povo de Deus escravizado no Egito, essa oração de confiança leva a abrir-se à ação do Senhor, o Libertador, na certeza de que Ele não abandona quem a Ele recorre. É uma oração que transforma a vida e as estruturas que escravizam.

“Ó Senhor, aceita o louvor” apresenta a alegria e a libertação que têm sua origem na oração de louvor, de reconhecimento dos dons recebidos de Deus. Por fim, encerra o roteiro de oração proposto por este álbum a canção “Oração da noite”, uma prece ao entardecer que é uma conversa íntima com o Senhor, para agradecer-Lhe, para falar do que se viveu durante o dia, sobretudo, do amor doado e recebido, do perdão concedido e acolhido. Uma oração de gratidão e reconhecimento de que ao longo do dia todos somos chamados a sermos instrumentos do amor e da misericórdia do Senhor.

O álbum “Em sintonia com Deus” é um convite a contemplar a oração fecunda do monsenhor Jonas Abib e do padre Zezinho, scj. Essas canções utilizam os recursos, as linguagens e as influências musicais da época retratada e, comunicam que a oração sempre foi a fonte da fidelidade e do dinamismo criativo e missionário desses dois sacerdotes. De fato, a oração deve vir “antes de tudo, estar acima de tudo, ser vida de tudo” (padre Tiago Alberione, fundador da Família Paulina).

  • Mais informações com imprensa@paulinas.com.br

Fonte: Canção Nova

Deixemo-nos santificar pela presença de Deus

Deixemo-nos santificar por Deus e que a presença d’Ele santifique tudo aquilo que nós realizamos

“Antes, como é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: ‘Sede santos, porque Eu sou santo’” (1Pd 1, 15).

O Senhor Nosso Deus é santo e não deseja que sejamos menos do que isso, Ele deseja que, também, sejamos santos. A santidade, infelizmente, tornou-se algo ridicularizado, desprezado e concedido apenas a uma casta privilegiada, aqueles que habitam no Céu e que nós os invocamos: os santos da nossa devoção e predileção.
É um engano, uma visão distorcida, pois a santidade é uma obrigação de todos, é um privilégio de nos aproximar de Deus. Vamos nos santificando cada vez mais e levando a vida em Deus.
A santidade não é outra coisa a não ser tornar nossa vida humana digna, justa, honesta e, acima de tudo, uma vida no Espírito. Entretanto, não podemos nos iludir, achar que a vida no Espírito é a vida daquela pessoa que reza o tempo inteiro, sem parar.
A vida no Espírito Santo é fazer todas as coisas na presença do Senhor sem ignorá-Lo em nada do que realizamos. Podemos nos enganar e achar que estamos diante do Senhor quando estamos na Igreja, quando vamos rezar, e lá ganhamos uma carga de santidade e voltamos para viver de qualquer jeito.
É óbvio que, o momento é santificante e especial, é hora de estarmos orantes diante da presença do Senhor, porque Deus, por via da oração, nos santifica, renova e fortalece a nossa disposição interior, mas santidade se faz na vida, se faz vivendo. Se faz com a mãe que carrega o filho no colo, que cuida das enfermidades, das suas obrigações de mãe e esposa. A santidade se faz no homem que leva a sério o casamento, o seu trabalho e as suas responsabilidades.
A santidade não é para ser vivida somente no âmbito daqueles que estão na Igreja rezando, porque, muitas vezes, o excesso das orações pode ser uma fuga da vida presente. E, não se foge da vida presente, dos compromissos e das responsabilidades, pois assim, não nos santificamos e nem santificamos o mundo em que vivemos.
A santidade se faz no dia a dia, por vezes caindo, porém levantando; deixando Deus iluminar-nos, guiar-nos e conduzir-nos, porque Ele nos santifica. Deixemo-nos santificar por Deus e, que a presença d’Ele, santifique tudo aquilo que nós realizamos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A solução para o Brasil é o Espírito Santo

segunda-feira, 28 de maio de 2018


Homilia realizada por Monsenhor Jonas Abib, na Comunidade Canção Nova, onde ele destacou a importância de vivermos conduzidos pelo Espírito Santo. De modo especial, ele se dirigiu aos brasileiros e afirmou – profeticamente – que a necessidade mais urgente do Brasil é o derramamento do Espírito de Deus. “O Senhor quer que aconteça para o Brasil um novo Pentecostes, um novo avivamento como aconteceu naquele lugar [no Cenáculo]. Por mais incrível que isso pareça, a solução para o Brasil se chama derramamento do Espírito Santo, avivamento do Espírito Santo”

Fonte: Canção Nova

Após o Pentecostes - Novo ciclo de catequeses do Papa é dedicado ao sacramento da Crisma

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Iniciando reflexões sobre o sacramento, Papa falou sobre o testemunho cristão

Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Às quartas-ferias, Praça São Pedro recebe peregrinos de várias partes do mundo para a catequese com o Papa / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

O Papa Francisco iniciou nesta quarta-feira, 23, um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Confirmação ou Crisma.
“Depois das catequeses sobre Batismo, estes dias que seguem a solenidade de Pentecostes nos convidam a refletir sobre o testemunho que o Espírito suscita nos batizados, colocando em movimento a sua vida, abrindo-a ao bem dos outros”, disse Francisco iniciando a reflexão.
O Santo Padre explicou que o sacramento se chama “Confirmação” porque confirma o Batismo e reforça sua graça, e também é conhecido como “Crisma” pelo fato de que se recebe o Espírito mediante a unção com o “crisma”, óleo consagrado pelo bispo. “Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada: é o Espírito que nos dá a força para seguir adiante”, frisou.
A solenidade de Pentecostes, celebrada no último domingo, 20, é para a Igreja o que foi para Cristo a unção do Espírito recebida no Jordão, ressaltou o Papa. Ou seja, o Pentecostes é o impulso missionário a gastar a vida para a santificação dos homens e para a glória de Deus.
“O Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia na vida para que nos tornemos sal e luz justos aos homens. Se no Batismo é o Espírito Santo a nos imergir em Cristo, na Confirmação é o Cristo a nos encher do seu Espírito, consagrando-nos suas testemunhas, partícipes do mesmo princípio de vida e de missão, segundo o desígnio do Pai celeste”, concluiu.

Fonte: Canção Nova

Juizado Criminal da Capital e ONG vão instalar escola de música na Comunidade do Timbó em João Pessoa

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Crianças e adolescentes com até 17 anos de idade da Comunidade do Timbó, em João Pessoa, serão beneficiados com aulas de instrumentos, a partir da inauguração do Conservatório de Música no local, nesta sexta-feira (25), às 15h. Na ocasião, serão entregues cerca de 25 instrumentos de percussão, cordas e eletrônico, como alfaias, tamborins, atabaques, violões e teclado. Até o momento, há 63 alunos inscritos no projeto, que é fruto de uma parceria entre o Juizado Especial Criminal da Capital (Jecrim) e a ONG ‘Vem Cuidar de Mim’.
Para o juiz titular do Juizado Criminal, Hermance Gomes Pereira, o projeto surgiu da necessidade de se retirar a criança das ruas nos turnos em que não estão na escola. “A comunidade é servida por duas escolas públicas, com boa frequência. Entretanto, no turno oposto ao das aulas, não é oferecida atividade alguma, o que deixa as crianças ociosas e expostas a atividades não ideais”, argumentou.
O juiz disse que o Instituto ‘Vem Cuidar de Mim’ já atua na Comunidade do Timbó, com aulas de reforço escolar e jiu-jitsu. “Decidimos ampliar esse leque de opções, agora, com música”, acrescentou. Ele explicou, ainda, que o Juizado Especial Criminal viabilizou a aquisição dos instrumentos e do material para realização das aulas, como carteiras, lousa, ar-condicionado, entre outros. Também contribuiu com a construção da sala e arcará com a remuneração dos professores. Tudo com recursos oriundos das transações penais.
O Conservatório funcionará nos dois turnos (manhã e tarde), diariamente, e as turmas terão duas aulas semanais. Para se inscrever, é necessário ser morador da comunidade, estar matriculado e frequentando a escola pública, conforme ressaltou o magistrado.
As aulas serão ministrados pelos professores Gilson Machado (bateria e percussão) e David Martins (teclados e violão), bacharéis em Música pela UFPB, e musicistas atuantes em bandas de João Pessoa.
Por Gabriela Parente

Fonte: TJPB

Precisamos nos manter na humildade

 

Se vivermos intensamente a cada dia, movidos pelo sentimento de humildade, a vida não nos surpreenderá

“No entanto, não sabeis nem mesmo o que será da vossa vida amanhã! Com efeito, não passais de uma neblina que se vê por um instante e logo desaparece” (Tg 4,14).

A Palavra de Deus, no dia de hoje, adverte-nos a respeito da arrogância humana. Quem está de pé tem que tomar cuidado para não cair. Não nos deixemos iludir pela vaidade, pela ganância da vida, pelo pensamento de que tudo podemos, que tudo vamos conseguir, que vamos fazer o que quisermos da vida. Ninguém pode determinar se estaremos vivos hoje, amanhã ou depois; a única coisa que podemos responder é pelo agora. Enchemo-nos de planos e pretensões humanas; e quando menos esperamos, nossa vida se vai. Se nos deixarmos levar pela vaidade, perderemos a nossa vida.
Se vivermos intensamente a cada dia, movidos pelo sentimento de humildade, a vida não nos surpreenderá de forma negativa. Ela até pode nos surpreender, mas com bênçãos e graças; mesmo a morte chegando de forma repentina, porque nenhum de nós está preparado para receber uma surpresa desagradável. Apliquemo-nos em viver bem.
Viver bem a vida tem um remédio muito importante a ser aplicado: não vivermos “arrotando” arrogância e superioridade, sentindo-nos melhores que os outros, sentindo que somos senhores da vida e fazemos dela o que quisermos. Nossa vida está na mão de Deus e queremos que Ele a abençoe a cada dia, que seja conduzida e iluminada por Ele.
Às vezes, corremos o risco de cair numa armadilha ou ilusão. Muitos pensam: “Eu sou uma pessoa correta. Não faço nada de errado, então, a vida não vai me surpreender. Olha aquele que só apronta, faz o que faz na vida e nada acontece com ele. Por que vai acontecer comigo?”.
Deus não quer que aconteça o mal com ninguém, porque Ele é inacessível ao mal, e o mal jamais virá d’Ele. O correto é fazermos o bem, porque é assim que devemos fazer e viver, cuidando bem da nossa vida, não permitindo que a arrogância direcione os nossos passos, para não sermos surpreendidos pelas coisas desagradáveis.
Quando nos mantemos na humildade, quando não nos colocamos em atitude superior a nada nem a ninguém, podemos ter a certeza de que, venha o que vier, Deus guarda, protege e ilumina nossos passos. Aquele que sabe fazer o bem, mas não o faz, peca.
Todos os dias da nossa vida, o bem tem de estar dentro de nós; ele precisa estar em nossas atitudes, pois assim viveremos bem a nossa vida, não desejando o mal para ninguém nem o praticando, mas fazendo o bem em todas as nossas atitudes.

Deus abençoe você!

O significado dos 7 dons do Espírito Santo

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Qual é a diferença entre sabedoria, entendimento e ciência? E por que o “temor de Deus” é diferente do medo?

FORTALEZA
Com o dom da fortaleza, Deus nos dá a coragem necessária para enfrentarmos as circunstâncias desafiadoras da vida e a firmeza de caráter para suportarmos as perseguições e tribulações decorrentes do nosso testemunho cristão, rejeitado e combatido pelo mundo. Foi graças ao dom da fortaleza que os santos recusaram as falsas promessas e enfrentaram as ameaças da mundanidade, muitos com o sacrifício da própria vida.

SABEDORIA
O dom da sabedoria nos leva a distinguir entre o que é essencial e o que não é; entre o que realmente importa e o que é meramente secundário. Ser sábio é saber escolher e apreciar o bem em meio às muitas alternativas sedutoras que se colocam diante do nosso livre arbítrio, confundindo o nosso julgamento com aparências que precisam ser desmascaradas. A sabedoria não necessariamente envolve inteligência, cultura e entendimento: é outro tipo de conhecimento; é a capacidade singela de enxergar ou intuir o bom, o belo e o verdadeiro a partir da referência do Absoluto, não do relativo. É o dom de “saber viver” em Deus, na bondade, na verdade e na beleza, ainda que não se entendam muitas coisas no sentido intelectual do termo “entender” – aliás, o entendimento é outro dom divino, que veremos em seguida.

ENTENDIMENTO
Este dom torna a nossa inteligência capaz de compreender e assimilar os conteúdos das verdades reveladas, auxiliando-se também da ciência, que ilumina a razão a fim de conhecermos melhor a criação e chegarmos assim ao Criador. Pode parecer um tanto confuso, à primeira vista, distinguir entre a sabedoria, o entendimento e a ciência. De fato, são dons complementares entre si, mas há distinção entre eles. Expliquemos dando um exemplo: há pessoas simples que, mesmo sem entenderem o vasto significado da liturgia, dos dogmas e das orações, sabem apreciar o sabor das coisas de Deus e dão testemunho de intensa devoção e piedade, sendo capazes de inspirar e ajudar os outros a viverem uma vida espiritual mais profunda, ainda que esses outros tenham maiores talentos intelectuais. Essas pessoas simples possuem o dom da sabedoria, mas lhes falta o entendimento – que é o dom de compreender o sentido das coisas de Deus. Com o dom do entendimento, o cristão contempla com mais lucidez e consciência o mistério da Santíssima Trindade, o amor de Cristo pela humanidade, o significado da Sagrada Eucaristia, dos sacramentos, dos ritos litúrgicos, da moral católica etc. E onde é que entra o dom da ciência? A ciência nos ajuda nessa compreensão fornecendo-nos um tesouro crescente de informações sobre a criação como precisamente isso: criação, obra do Criador.

CIÊNCIA
É o dom divino que aperfeiçoa as nossas faculdades intelectivas e nos ajuda a compreender a realidade como obra do Criador, iluminados, simultânea e harmoniosamente, pela fé e pela razão – “as duas asas que elevam o espírito humano à contemplação da Verdade”, conforme a bela descrição apresentada pela encíclica “Fides et Ratio”, do Papa São João Paulo II. O dom da ciência, portanto, nos abre à contemplação do Criador mediante o conhecimento da criação. É importante observar que se trata do dom da ciência de Deus, não da ciência das coisas do mundo; ele envolve o reconhecimento da criação como meio para a contemplação de Deus. Graças ao dom da ciência, os santos, por exemplo, souberam ver Deus atrás das criaturas como que através de um espelho. São Francisco de Assis compôs o “cântico das criaturas” ao Senhor porque todos os seres criados, desde as flores até as aves, desde a água até o fogo e o sol, lhe eram ocasião para contemplar e amar a Deus, Criador de tudo o que há. O dom da verdadeira ciência nos leva, mediante o reto conhecimento e reconhecimento das criaturas como criaturas, a vislumbrar o Criador. Entre as criaturas não se incluem apenas os demais seres tangíveis, mas também as próprias ações e comportamentos humanos, que fazem parte do mundo criado: o dom da ciência, portanto, nos ajuda ainda a saber como agir – e, neste sentido, evoca o dom do conselho.

CONSELHO
É o dom que permite à alma o reto discernimento sobre como responder às circunstâncias da existência, tanto no tocante às próprias decisões quanto na hora de orientar os irmãos a trilharem o caminho do bem.

PIEDADE
É a graça de Deus na alma que proporciona o relacionamento filial e profundo com Deus, mediante a oração e as práticas piedosas ensinadas pela Igreja. É o dom da devoção, do fervor, da experiência de viver em comunhão permanente com Deus.

TEMOR DE DEUS
O nome deste dom pode causar estranheza e confusão, pois muitos o entendem em sentido negativo, como se devêssemos ter medo de Deus. Na verdade, trata-se do dom divino que nos leva a “temer” por Deus no sentido de não querer que Ele seja desprezado e deixado de lado, nem pelos outros, nem por nós mesmos. É o santo temor de que Deus seja ofendido; ao mesmo tempo, é o sadio temor das consequências do afastamento de Deus – consequências que não consistem num castigo imposto por Deus, mas sim na decorrência natural da nossa própria possibilidade de optar por viver longe d’Ele: Deus respeita a nossa liberdade a tal ponto que não nos impede de odiá-lo se assim escolhermos; por isso mesmo, Ele tampouco impede as consequências desse ódio voluntário, que se resumem no afastamento eterno de Deus decretado por nós próprios com a nossa liberdade e arbítrio. O dom do santo temor de Deus nos ajuda, assim, a evitar tudo o que nos afasta d’Ele – ou seja, o pecado; e não por medo de castigo, mas pela justa consciência de que, ao nos afastarmos d’Ele, nós próprios O perdemos voluntariamente.
__________
Imagens ilustrativas via blog Almas Castelos

Fonte: Aleteia

O que é a Festa de Pentecostes?

domingo, 20 de maio de 2018

 
Pentecostes, do grego, pentekosté, é o quinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão.
A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16).
No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, “como se soprasse um vento impetuoso”. “Línguas de fogo” pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.
Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos.
Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): “Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos”. O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.
Dada sua importância, a celebração do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma vigília, no sábado. É a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente.
O Pentecostes é, portanto, a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal.

Fonte: Canção Nova

Papa: o primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor

sexta-feira, 18 de maio de 2018


Na capela da Casa Santa Marta, o Pontífice celebrou a missa comentando o trecho do Evangelho de João dedicado ao último diálogo entre o Senhor e Pedro.
“Amar, apascentar e preparar-se para a cruz”, mas sobretudo não cair na tentação de “se intrometer na vida dos outros”. Na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco traduz em comportamentos concretos o “segue-me” que Jesus dirige aos seus discípulos. O ponto de partida é o trecho do Evangelho de João, em que descreve o último diálogo entre o Senhor e Pedro. Um colóquio repleto de recordações de “Simão, filho de João”: desde que mudou o seu nome, passando por momentos de fraqueza até o “canto do galo”. Um itinerário mental que o Senhor quer para cada um de nós, para que “se faça memória do caminho realizado” com Ele.

O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor

Na homilia, o Pontífice recordou as três indicações que o Senhor dirige a Pedro: “ama-me, apascenta e prepara-te”. Antes de tudo, o amor, a gramática essencial para ser verdadeiros discípulos do Filho de Deus; e, depois, apascentar, cuidar, porque a verdadeira identidade do pastor é apascentar, “a identidade de um bispo, de um padre, é ser pastor”.
“‘Ama-me, apascenta e prepara-te. Ama-me mais do que os outros, ama-me como puder, mas me ama. É o que o Senhor pede aos pastores e também a todos nós. ‘Ama-me.’ O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor”.

A bússola de um pastor

O Papa recordou que quem abraça o Senhor está destinado ao “martírio”, a “carregar a cruz”, a ser conduzido para onde não deseja. Esta é a bússola que orienta o caminho do pastor.
“Preparar-se para as provações, a deixar tudo para que venha outro e faça coisas diferentes. Prepare-se para esta aniquilação na vida. E o levarão na estrada das humilhações, talvez para a estrada do martírio. E aqueles que quando você era pastor o louvavam e falavam bem de você, agora falarão mal, porque o outro que vem parece melhor. Prepare-se. Prepare-se para a cruz quando o levarem para onde você não quer. ‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Esta é a rota de um pastor, a bússola”.

Não às alianças eclesiásticas

A última parte do diálogo permite a Francisco falar da última tentação, tão comum: o desejo de se intrometer na vida dos outros, sem se contentar em olhar para a própria vida.
“Coloque-se no seu lugar, não enfie o nariz na vida dos outros. O pastor ama, apascenta e se prepara para a cruz, para o despojamento e não enfia o nariz na vida dos outros, não perde tempo em alianças, em alianças eclesiásticas. Ama, apascenta e se prepara e não cai na tentação”.

Fonte: Shalom

Como barro nas mãos do oleiro

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Deixe Deus agir na sua vida!

A Sagrada Escritura utiliza-se de muitas figuras e expressões para revelar Deus e Seu modo peculiar de agir. Um deles, por exemplo, é a figura do oleiro, citada em Jeremias 18, 1-6. Tais versículos, relatam a manifestação de Deus como um oleiro, moldando, como a argila, àqueles que a Ele pertencem. Essa figura é rica em expressão e em significado, pois desvela Deus em Sua ação e amor. Faz-nos compreender o “singelo jeito” com que Ele nos acompanha e nos faz crescer.
Crédito: artisteer / by Getty Images
Deus sabe, melhor do que nós mesmos, o que realmente precisamos e que nos fará felizes. Ele nos convida ao abandono total em Seus cuidados, os quais sempre nos proporcionam o melhor, mesmo quando não compreendemos.
Por isso, para caminhar no território da fé, a confiança é mais necessária do que a compreensão. Confiança “filial” de alguém que se descobre como filho amado e cuidado e, sendo assim, crê que Deus está sempre agindo e realizando o melhor.

Deus enxerga muito além das nossas capacidades

Deus vê além, Ele contempla as surpresas que, ao futuro, pertencem. E, na Sua providência, cuida de nós, moldando-nos como um Oleiro, ora retirando de nosso caminho o que nos será prejudicial, ora acrescentado aquilo que nos falta.
Não podemos ter a pretensão de querer condicionar a ação de Deus à nossa limitada maneira de enxergar e compreender as coisas; antes, precisamos confiar naquilo que Ele faz.
O Senhor sabe retirar nossos excessos na hora certa, sabe o que nos fará crescer (e, crescer, às vezes dói). É preciso que saibamos perder sem apegos, para que Deus nos despoje do que não é essencial.
Leia mais:
:: O projeto de Deus para humanidade
:: Em tempos difíceis como viver da Divina Providência?
:: A Providência de Deus e a obediência de Tobias
:: Ordem e beleza perdida e restaurada na criação de Deus

Só quem aceita (sabe) perder poderá ganhar

Não existe arte sem amor; quadro sem pintor; vaso sem oleiro. A obra mais bela é aquela tecida pelas mãos do artista, do oleiro que tem em Seu coração os belos sonhos e esses retirarão um rude barro de sua “não-existência”. O barro não pode moldar a si mesmo, para vir a ser algo ele precisa se confiar aos sonhos e à sensibilidade do oleiro. As mãos desse, comportam a medida certa entre firmeza e delicadeza, para trabalhar essa substância e transformá-la em uma linda obra de arte.
Não existe parto sem dor; maturidade sem perdas; felicidade sem se ater ao essencial. É necessário confiar n’Aquele que nos molda, mesmo quando a firmeza de Suas mãos parecer pesar fortemente sobre nós. Confiemo-nos ao amor e à criatividade do Oleiro Divino, que nos ama e sempre realiza em nós o melhor.
A felicidade faz morada em nosso coração conforme nos assumimos como aquilo que somos: “Barro, apenas barro, nas mãos do Oleiro!”

Fonte: Canção Nova

A família foi criada por Deus para ser a base da sociedade

terça-feira, 15 de maio de 2018

A família é a base de tudo


O Dia Internacional da Família, 15 de maio, é uma boa oportunidade para lembrarmos da importância fundamental da família para a vida de cada pessoa e da sociedade. A família é sagrada, porque foi criada por Deus para ser a base de toda a sociedade. Ninguém jamais destruirá sua força, por ser ela uma instituição divina.



O Concílio Vaticano II chamou a família de “Igreja doméstica” (LG, 11), onde Deus reside e é reconhecido, amado, adorado e servido; e ensinou que “a salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS,47).

São João Paulo II chamou a família de “Santuário da vida” (Carta às Famílias,11) e “patrimônio da humanidade” (LG,11). Ele disse: “A família é uma comunidade insubstituível por qualquer outra”. Jesus habita com a família cristã, nascida no Sacramento do Matrimônio; Sua presença, nas Bodas de Caná da Galileia, significa que o Senhor quer estar no meio da família, ajudando-a a vencer todos os seus desafios.

Imagem e semelhança


Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança (Gen 1,26), Ele os quis em família. Tal qual o próprio Deus, que é uma família em três Pessoas Divinas, assim também, o homem, criado à imagem do seu Criador, deveria viver em uma família,  em uma comunidade de amor, já que ‘Deus é amor’ (1 Jo 4,8) e o homem lhe é semelhante.

A família é o eixo da humanidade, a sua célula mater, é a sua pedra angular. O futuro da sociedade e da Igreja passam inexoravelmente por ela. É ali que os filhos e os pais devem ser felizes. Quem não experimentou o amor no seio do lar terá dificuldade para conhecê-lo fora dele.

A família é a comunidade, na qual, desde a infância, os filhos podem assimilar os valores morais, em que pode começar a honrar a Deus e usar corretamente da liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade (cf. CIC 2207). Depois de ter criado a mulher da costela do homem (Gen 1, 21), Deus a levou para ele. Este, ao vê-la, suspirou de alegria: “Eis agora aqui, disse o homem, o osso dos meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher” (Gen 1,23). Após essa declaração de amor tão profunda – a primeira na história da humanidade – Deus, então, mostra-lhes toda a profundidade da vida conjugal: “Por isso, o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gen 1,24).

A família é sagrada


Deus lhes disse: “Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1,28). Por isso, a única e verdadeira família, segundo a vontade de Deus, é aquela fruto da união matrimonial de um homem com uma mulher. Não existe outro tipo de família no plano de Deus.

Este é o desígnio de Deus para o homem e para a mulher, juntos, em família: crescer, multiplicar, encher a terra, submetê-la. E, para isso, Deus deu ao homem a inteligência para projetar e as mãos para construir o seu projeto. O Senhor vive no lar nascido de um matrimônio. Nessas palavras de Deus – “crescei e multiplicai-vos” – encerra-se todo o sentido da vida conjugal e familiar. Dessa forma, Deus constituiu a família humana a partir do casal, para durar para sempre, por isso, A FAMÍLIA É SAGRADA!

Vemos aí, também, a dignidade baseada no amor mútuo, que leva o homem e a mulher a deixarem a própria casa paterna, para se dedicarem um ao outro totalmente. Esse amor é tão profundo, que dos dois faz-se uma só carne, para que possam juntos realizar um grande projeto comum: a família.

União


Daí, podemos ver que sem o matrimônio, forte e santo, indissolúvel e fiel, não é possível termos uma família forte e santa, segundo o desejo do coração de Deus. Tudo isso mostra como o Senhor está implicado nesta união absoluta do homem com a mulher, de onde surgirá, então, a família. Por isso, não há poder humano que possa eliminar a presença de Deus no matrimônio e na família. Deus vive no lar nascido de um matrimônio, e a Virgem Maria também.

Isso nos faz entender que, a celebração do sacramento do matrimônio, é a garantia da presença de Jesus no lar ali nascente. Como é doloroso perceber, hoje, que muitos jovens, nascidos em famílias católicas, já não valorizam mais esse sacramento e acham, por ignorância religiosa, que já não é importante subir ao altar para começar uma família!

Toda essa reflexão nos leva a concluir que, cada homem e cada mulher, que deixam o pai e a mãe, para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família, não o podem fazer levianamente, mas devem o fazer somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total, até a morte.


Marcada pelo sinete divino, a família, em todos os povos, atravessou todos os tempos e chegou inteira até nós, no século XXI. Só uma instituição de Deus tem essa força. Cristo entrou na nossa história pela família; fez o primeiro milagre numa festa de casamento e viveu 30 anos numa família. O Concilio Vaticano II disse: “Se é certo que Cristo ‘revela plenamente o homem a si mesmo’, faz através da família onde escolheu nascer e crescer” (GS,2). “Desta maneira, a família constitui o fundamento da sociedade” (GS,52). “A salvação da pessoa e da sociedade humana está intimamente ligada à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS,47).

Papa João Paulo II


O Papa São João Paulo II dizia: “A família é o âmbito privilegiado para fazer crescer todas as potencialidades pessoais e sociais que o homem leva inscritas no seu ser”.

São João Paulo II disse: “Em torno da família se trava hoje o combate fundamental da dignidade do homem” (FC,18). Há uma ameaça tremenda contra a família: aborto, ideologia de gênero, divórcios, casamentos de pessoas do mesmo sexo, drogas, adultérios, inseminação artificial, e toda uma campanha internacional contra a família, o casamento e a maternidade.

Quando a família é destruída, os filhos sofrem, e muitos deles se encaminham para a criminalidade. Por isso, se a família – segundo a vontade de Deus – for destruída, então, a sociedade sofrerá suas consequências. Todos os cristãos são obrigados a lutar pela preservação da família segundo o coração de Deus.

Fonte: Canção Nova

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