Programação da Festa e Romaria da Penha 2017 é divulgada pela Arquidiocese da Paraíba

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Celebração a Nossa Senhora da Penha acontece de 22 a 26 de novembro. Romaria acontece no dia 25, do Centro a Praia da Penha.

A programação da Festa e da Romaria da Penha 2017, que completa 254 anos em João Pessoa, foi divulgada neste domingo (22) pela Arquidiocese da Paraíba. Neste ano, as atividades da celebração da Festa e da Romaria de Nossa Senhora da Penha começam no dia 22 de novembro e têm como tema “No Sim de Maria, Deus restaurou a criação. Ó Mãe, ensina-nos a viver em comunhão e a preservar o meio ambiente”.

Segundo a Arquidiocese, as homenagens à santa começam às 18h30 (horário local) do dia 22 de novembro, uma quarta-feira, com o Terço Mariano, rezado no Santuário, na Praia da Penha. Em seguida, às 19h15, haverá uma procissão com a imagem de Nossa Senhora da Penha, a partir da Santinha até o Santuário. Às 19h30 acontece a celebração eucarística, com o tema “O Sim de Maria” e a programação festiva começa às 20h30, com a encenação do Auto da Penha.
Na quinta-feira (23), acontece o Terço Mariano, às 18h45, seguido da celebração eucarística, com o tema “Deus restaurou a criação”. A partir das 20h30, acontecem apresentações de grupos culturais e shows com artistas regionais. 
Romaria sai da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no Centro, passa pelas avenidas João Machado, Dom Pedro II, Principal dos Bancários, Hilton Souto Maior e termina na Praia da Penha (Foto: Divulgação/Secom-JP/Arquivo) A programação segue na sexta-feira (24), com o Terço Mariano e a celebração eucarística, com o tema “Viver em comunhão e preservar o meio ambiente”, a partir das 18h45. 

Fonte: G1

O que é necessário para ser um homem de fé?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ser homem e mulher de fé é você viver uma única alternativa: aquela de não poder recuar


Deus não decepciona aquele que busca e espera n’Ele. São belíssimas aquelas passagens em que, Moisés, é levado pelo movimento das águas e é encontrado pela filha do faraó, na outra, para o povo sair da escravidão, o mar precisou se abrir. O povo, diante da impossibilidade de vencer as águas, se volta contra o profeta e lhe pergunta por que ele os retirara do Egito, se eles não têm como ultrapassarem o mar. Diante desse acontecimento, o Senhor, disse para Moisés apenas uma frase: “Diga ao povo que caminhe”.

Deus não lhe proferiu uma frase que garantisse o milagre, no entanto, requeria a fé.



A expressão de Deus não é aquela que facilita a vida, e sim, a que encoraja. O Senhor não facilita, pois quem facilita corre o risco de infantilizar o  que foi facilitado, e Ele não nos quer infantis na fé; Deus nos quer amadurecidos, prontos para dar o primeiro passo. é saber acreditar mesmo se tudo estiver ao contrário.  O homem de fé não é aquele que vê, é o que não vê e mesmo assim não desiste.

Na experiência do povo de Israel, um povo que “deduz” que Moisés os mataria, mesmo assim Deus não facilita para ele, entretanto, requer a fé dele. O povo queria uma resposta mágica, mas Deus dá uma ordem que encoraja, que faz crescer dentro deles a lembrança que, aquele Deus que caminhou com eles não os deixaria na mão. Não sabiam como seria, mas não desistimos do que esperamos. Quando tudo indicava que a morte iria chegar, com os pés na água, seguindo a ordem do Senhor, o milagre aconteceu para eles.


Por um lado, eles estavam imobilizados pelo mar que podia afogá-los; por outro, pelo exército que poderia matá-los. Aquele povo estava emparedado. Ser homem e mulher de fé é você viver uma única alternativa: aquela de não poder recuar. É como diz Santo Agostinho: “Deus só nos pede aquilo que Ele já nos deu. Tudo está em nós sob forma de dom”.

O destino do homem é a santidade


A experiência da fé nos movimenta para sermos o que realmente somos. Você não tem outro destino, a não ser a santidade; com ninguém emagrece fazendo novena, para isso é necessário nos disciplinamos ou não emagrecemos, não há outra opção. Do mesmo modo foi com o povo de Israel, eles não tinham outra alternativa a não ser a libertação.

O que faz um homem ser de fé é a resposta que dá diante da insegurança. Isso é Cristianismo. Não é uma postura angelical, é uma forma de se tornar guerreiro, soldado.

Coragem! Vitória é o que Deus quer celebrar na nossa vida por meio da fé.

(Artigo produzido a partir da homilia de 20/fev/2007)





Padre Fábio de Melo



Padre Fábio de Melo, sacerdote da Diocese de Taubaté, mestre em teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa “Direção Espiritual” na TV Canção Nova.

Nossa Senhora nos ensina como restaurar uma alma despedaçada

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos ensina que, mesmo diante das tribulações, precisamos rezar

No dia 16 de maio de 1978, a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sofreu um atentado. Após uma queda de energia elétrica, aproveitando-se da situação, um jovem perturbado mentalmente quebrou o vidro do nicho onde ela se encontrava, na Basílica Velha de Aparecida. Assustado ao ser abordado pelos seguranças, deixou a imagem cair no chão, a qual fica reduzida em mais de duzentos pedaços.
Dentre os pedaços da imagem que restaram, as mãos postas em oração permaneceram intactas. A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida traz a todos um convite à vida de oração. Muitos encontram-se emocional, espiritual e psicologicamente despedaçados. Foram atingidos pelas trevas do medo, da enfermidade, do luto, da tristeza, da depressão, traição, desconfiança, raiva e violência, do abandono, da falta de , do desemprego e da falta de sentido na vida. Em meio a todas essas situações, a alma se encontra despedaçada, em migalhas; e, à primeira vista, parece que nunca mais poderá ser reconstruída.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Processo de restauração da alma

O processo de restauro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi delicado e exigiu um minucioso trabalho, assim nos relata Maria Helena Chartuni em seu livro ‘A história de dois restauros’, publicado pela Editora Santuário. Quando nossa alma se encontra em milhões de pedaços, é necessário passar por um delicado processo de restauração espiritual e humana. E Nossa Senhora Aparecida nos ensina que o processo para restaurar a alma despedaçada passa pela vida de oração.
Suas mãos postas, em sentido orante em meio aos mais de duzentos pedaços, no dia do atentado, indica-nos que a oração pode restaurar um coração despedaçado pelas tempestades da vida. Quando o Arcanjo Gabriel anuncia a Maria que Izabel estava no sexto mês de gravidez, ele diz: “…pois nada é impossível para Deus!”. A confiança em Deus é essencial para que Ele restaure, com perfeição, a história de uma vida despedaçada. A oração nos une Àquele que tem o poder de transformar um coração fragmentado em uma obra de amor.
Todo processo de restauração deixa marcas que não são apagadas com o tempo. Contudo, essas marcas são sinais de que Deus trabalhou na alma com uma ternura misericordiosa, ajuntando os pedaços que impediam a alma de ser plenamente feliz. Cicatrizes da alma são sinais de feridas curadas com o bálsamo da misericórdia divina.

Confiança em Jesus Cristo

As mãos preservadas de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no dia em que a imagem sofreu o atentado, são um convite permanente a confiarmos em Jesus Cristo nosso Salvador e colocarmos nossa vida nas mãos de Seu Divino Filho. Jesus conhece o coração de cada pessoa e sabe das dores que despedaçam a alma humana. Por meio da oração, adentramos no Santuário de Sua infinita misericórdia e somos levados aos Seus cuidados pelas mãos maternais da Virgem Maria, para que Seu Filho cuide de nossa alma e restaure em vida nova o que as trevas outrora despedaçaram.
Não tenhamos medo de nos deixar restaurar por Jesus. Ele é o único que pode devolver ao nosso coração a paz interior que, por vezes, sofre inúmeros atentados diários, roubando-nos o direito de sermos plenamente felizes.
Que Maria, a Senhora de Aparecida, que confiou plenamente em Deus,  ensine-nos a buscar, na oração, o caminho da restauração misericordiosa, permanente e diária de nossa alma em Cristo.

Fonte: Canção Nova

“A Missa é a oração por excelência", enfatiza Papa

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ao continuar o ciclo de catequeses sobre a Eucaristia, Papa lembra que a Missa é o momento privilegiado de estar com Deus e com os irmãos

Da redação, com Rádio Vaticano
Papa Francisco, durante catequese desta quarta-feira, 15./ Foto: Reprodução CTV

“A Missa é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais “concreta”.
Ao dar prosseguimento ao seu ciclo de catequeses sobre a Eucaristia, o Papa Francisco enfatizou na Audiência Geral desta quarta-feira, 15, que a Missa é “o encontro do amor com Deus mediante a sua Palavra e o Corpo e Sangue de Jesus”.
Estar em oração – explicou o Santo Padre –  significa acima de tudo, estar em diálogo, numa relação pessoal com Deus:  “o homem foi criado como ser em relação com Deus, que encontra a sua plena realização somente no encontro com o seu Criador. O encontro da vida é rumo ao encontro definitivo com o Senhor”.

A importância do silêncio

“A Missa, a Eucaristia é o momento privilegiado para estar com Jesus, e por meio d’Ele, com Deus e com os irmãos”, observou o Papa, depois de citar o encontro do Senhor com Moisés, e de Jesus quando chama os seus discípulos:
“Rezar, como todo verdadeiro diálogo, é também saber permanecer em silêncio. No diálogo existem momentos de silêncio, no silêncio junto a Jesus. E quando nós vamos à Missa, talvez chegamos cinco minutos antes e começamos a conversar com quem está ao meu lado. Mas não é o momento de conversa! É o momento do silêncio para nos prepararmos para o diálogo. Momento de se recolher no coração para nos prepararmos para o encontro com Jesus. O silêncio é muito importante”.
“Recordem o que eu disse na semana passada, sublinhou o Papa. Não vamos a um espetáculo. Vamos a um encontro com o Senhor e o silêncio nos prepara e nos acompanha”.

Dirigir-se a Deus como “Pai”

“Jesus mesmo nos ensina como realmente é possível estar com o Pai e demonstra isto com a sua oração”. Ele explica aos discípulos que o veem retirar-se em oração, que a primeira coisa necessária para rezar é saber dizer “Pai”. E faz um alerta:
E prestem atenção: se eu não sou capaz de dizer “Pai” a Deus, não sou capaz de rezar. Devemos aprender a dizer “Pai”. Tão simples. Dizer Pai, isto é, colocar-se na sua presença com confiança filial”.

Humildade e condição filial

Mas para poder aprender isto, “é necessário reconhecer humildemente que temos necessidade de ser instruídos e dizer com simplicidade: Senhor, ensina-me a rezar”:
“Este é o primeiro ponto: ser humildes, reconhecer-se filhos, repousar no Pai, confiar n’Ele. Para entrar no Reino dos Céus é necessário fazer-se pequenos como crianças, no sentido de que as crianças sabem entregar-se, sabem que alguém se preocupará com elas, com o que irão comer, o que vestirão e assim por diante”.

Deixar-se surpreender

A segunda condição, também ela própria das crianças – continuou Francisco – “é deixar-se surpreender”:
“A criança sempre faz mil perguntas porque deseja descobrir o mundo; e se maravilha até mesmo com as coisas pequenas, porque tudo é novo para ela. Para entrar no Reino dos céus, é preciso deixar-se maravilhar”.
“Em nossa relação com o Senhor, na oração, deixamo-nos maravilhar? Ou pensamos que a oração é falar a Deus como fazem os papagaios?”, pergunta Francisco. “Não! É entregar-se e abrir o coração para deixar-se maravilhar”.
“Deixamo-nos surpreender por Deus que é sempre o Deus das surpresas? Porque o encontro com o Senhor é sempre um encontro vivo. Não um encontro de Museu. É um encontro vivo e nós vamos à Missa, não a um Museu. Vamos a um encontro vivo com o Senhor”.

Nascer de novo

O Papa então recorda o episódio envolvendo Nicodemos, a quem o Senhor fala sobre a necessidade de “renascer do alto”. “Mas o que significa isto? Se pode “renascer”? Voltar a ter o gosto, a alegria, a maravilha da vida, é possível?”:
“Esta é uma pergunta fundamental de nossa fé e este é o desejo de todo verdadeiro fiel: o desejo de renascer, a alegria de recomeçar. Nós temos este desejo? Cada um de nós tem desejo de renascer sempre para encontrar o Senhor? Vocês têm este desejo? De fato, se pode perdê-lo facilmente, por causa de tantas atividades, de tantos projetos a serem concretizados, e no final, resta pouco tempo e perdemos de vista o que é fundamental: a nossa vida de coração, a nossa vida espiritual, a nossa vida que é um encontro com o Senhor na oração”.

Na Comunhão, Deus vai de encontro a minha fragilidade

O Senhor nos surpreende – disse o Papa – mostrando-nos que “Ele nos ama também em nossas fraquezas”, tornando-se “a vítima de expiação pelos nossos pecados” e por aqueles do mundo inteiro:
“E este dom, fonte da verdadeira consolação – mas o Senhor nos perdoa sempre, isto consola, é uma verdadeira consolação, é um dom que nos é dado por meio da Eucaristia, aquele banquete nupcial em que o Esposo encontra a nossa fragilidade. Posso dizer que quando faço a comunhão na Missa o Senhor encontra a minha fragilidade? Sim, podemos dizer isto porque isto é verdade! O Senhor encontra a nossa fragilidade para nos levar de volta àquele primeiro chamado: o de ser a imagem e semelhança de Deus. Este é o ambiente da Eucaristia, esta é a oração”.

Fonte: Canção Nova

Firmes na Fé

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Firmes na fé significa: acreditar na vitória do Senhor por meio de nós

O Senhor quer nos ensinar que, para acontecer o “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”, é preciso de nossa parte, uma contínua reação contra: o pecado, a tentação e as forças do mal. Podemos pensar que a nossa posição é defensiva, mas o Senhor vem nos ensinar o contrário.
Nossa atitude é a de reação: reagir firmes e na fé. São Pedro nos exorta: “Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor como um leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé” […] (1Pd 5,8-9a). Venceremos o demônio se resistirmos firmes na fé.
Firmes na fé significa acreditar na vitória do Senhor por meio de nós. Sabemos das nossas fraquezas, das tentações que nos aflige e da facilidade com que erramos. Pecamos. Resvalamos. Mas, o Senhor é fiel e poderoso. O poder de Deus é soberano sobre nós e nossa vida.
Não cremos em nós, nas nossas forças ou condições. Cremos no Senhor! Acreditamos no poder d’Ele, na Tua vitória, no poder da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, no poder do Teu sangue derramado e, por isso, resistimos ao pecado. Reagir firmes na fé: esta é a vitória de Deus na nossa casa, família; a vitória do Senhor sobre o demônio e todo o mal.
Deus o abençoe!

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova

A fé em Deus dirige e governa nossos passos

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Se a fé dirigir os nossos passos: viveremos de forma correta, justa e teremos forças para perdoar e evitar escândalos

“Se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo” (Lucas 17,3-4).

No Evangelho de hoje, temos três ensinamentos de Jesus. Bem práticos à nossa vida cotidiana, aos nossos relacionamentos e tudo aquilo que vivemos inseridos na sociedade. O primeiro deles é evitar o escândalo. O que é o escândalo? É aquilo que fazemos e causa pecado no outro e o leva a pecar.
Devemos de todas as maneiras evitar escandalizar o outro, tendo comportamentos e atitudes que não edificam o próximo, ou seja, é preciso vigilância sobre os nossos atos, sobre aquilo que nós fazemos. Muitos podem pensar: “O outro não tem nada a ver com a minha vida”. Tem! Se a nossa missão é testemunhar, não podemos ser um contratestemunho do Evangelho, daquilo que cremos e acreditamos.
A segunda coisa é a necessidade do perdão, como regra fundamental de vida. O Evangelho, hoje, ensina-nos que antes do perdão existe a chamada: correção fraterna, correção com amor, a correção com a caridade. “Se o seu irmão pecar, corrige-o. Se ele se converter por aquilo que cometeu, perdoa-lhe, mas se o seu irmão sete vezes no dia pecar contra ti e sete vezes pedir perdão, não negue jamais o perdão a ele” (cf. Lucas 17,3-4).
Aqui está uma coisa muito importante: Deus não se cansa de nos perdoar, Ele nunca nega o Seu perdão, quando arrependidos vamos buscar o perdão. Só não existe perdão para o pecado que não é lamentado. Se não nos arrependemos daquele pecado, ele não está perdoado. Não é automático: “Já peguei, Deus me perdoou”. Não é assim! Precisamos nos arrepender e na contrição buscar o perdão de Deus, e Ele nos dará.
Quando pecamos contra o outro, precisamos nos arrepender. Se fizermos algo errado com o próximo, não é simplesmente dizer: “Me desculpa. Foi sem querer”. Precisamos demonstrar arrependimento por aquilo que fizemos, porque só o arrependimento nos leva a correção. O mesmo acontece com o outro, se ele falha conosco precisamos ver o arrependimento dele, porque é nesse arrependimento que ele se corrige e não negaremos o perdão.
 E a terceira é a fé, viveremos isso se formos regados e cuidados pela fé. Ela pode ser pequena como um grão de mostarda, mas não importa o tamanho, o que importa mesmo é que tenhamos fé.
 Com a fé, viveremos de forma correta, justa; teremos forças para perdoar e evitar escândalo, pois a fé dirige, governa e direciona os nossos passos.
Alimentemos a nossa fé para vivê-la e dar um verdadeiro testemunho dela, não para sermos a causa de queda de alguém, e sim, com o auxílio da fé perdoarmos uns aos outros.

Deus abençoe você!

Retiremos do nosso coração toda indiferença

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Há uma indiferença, uns dando desculpas para não se comprometer com Deus, para não participar do banquete da vida

Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo’(Lucas 14,16-18). 

Que tristeza para esse homem que deu um grande banquete! Ele preparou o melhor banquete e mandou convidar os amigos, as pessoas mais próximas, para que viessem ao seu banquete, mas as respostas foram as desculpas que cada um tinha que dar, de modo que nenhum daqueles que foram convidados puderam ir a esse banquete.
É verdade que o homem ficou muito triste, indignado, mandou chamar aqueles que ninguém chamaria: os coxos, os aleijados, aqueles que viviam nas praças e ninguém dava nada por eles.

Cuidado com a frieza e a indiferença de uns para com os outros. Qualquer um de nós fica chateado quando fazemos algo, chamamos o irmão, e ele simplesmente dá desculpas esfarrapadas, uma desculpa qualquer para nem dar atenção ao convite, a atenção que nós tivemos
para com essa ou aquela pessoa.
Do mesmo jeito, há uma frieza, uma indiferença, há sempre uns dando desculpas para não se comprometer com Deus, para não participar do banquete da vida, para não participar do banquete que Deus preparou para nós.
Depois que nós estamos um tempo na caminhada, sentimo-nos diplomados, sentimos que fizemos tudo que podíamos para Deus. Não temos que fazer nada para Deus, foi Ele quem fez para nós, foi Ele quem nos preparou o banquete, de modo que a artimanha da vida é ir nos arrancando, arrefecendo nosso coração, esmorecendo nossa vontade, de maneira que, com o tempo, não nos comprometamos, sempre arrumamos desculpas para isso ou para aquilo que Deus quer e precisa de nós.
Precisamos ser prudentes? Sim! Precisamos ver o que podemos e o que não podemos, mas ser indiferente, frio ou tratar as coisas de Deus de qualquer jeito, jamais!
Que não percamos o nosso lugar no coração de Deus, porque muitos daqueles que não damos nada para eles, ocuparão lugares melhores ou os nossos lugares no coração de Deus, no Reino definitivo, por causa da nossa frieza ou da nossa indiferença.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Façamos o bem sem esperar reconhecimento

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

 

Façamos o bem para o outro sem esperar reconhecimento ou algo em troca

“Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos” (Lucas 14,13-14).

Buscamos, muitas vezes, ser recompensados naquilo que realizamos, queremos um prêmio, um mérito; então, recebemos méritos e palmas humanas, reconhecimentos humanos. Ficamos até chateados quando fazemos alguma coisa para o outro e ele não agradece, não nos exalta por aquilo que fazemos ou assim por diante.
Não busquemos os méritos humanos, não busquemos os reconhecimentos nem as palmas deste mundo. Busquemos somente o reconhecimento de Deus. Não é que não podemos fazer uma festa para os amigos, para os parentes; é bom fazer a festa, o almoço, o jantar, porque é maravilhoso confraternizar!
O Evangelho traz para nós uma outra tônica: façamos o bem para o outro sem esperar reconhecimento ou algo em troca, e façamos o bem para aqueles que precisam tanto do bem, aqueles que são os esquecidos da vida, que não podem nos dar nada.
Se convidarmos alguém para o almoço, a pessoa sentirá a necessidade de, depois, fazer um almoço para nos convidar também. Isso é da convivência humana. Mas temos de cuidar do pobre, fazer algo por aquele irmão que não tem nada, dar atenção para o indigente, para o infeliz, o necessitado, aquele que, talvez, nem muito obrigado nos dirá.
Santa Madre Teresa de Calcutá, muitas vezes, saía pelas ruas da Índia para levar alimentos, e muitos daqueles pobres pegavam o alimento e jogavam na cara dela; outros o rejeitavam, eram frios. Ela dizia: “Esses são os meus preferidos. É para esses que vou com mais amor e dedicação, porque eles não enchem o meu ego, não me engradecem por aquilo que eu faço e até me humilham! É para eles que eu gosto, em primeiro lugar, de dar o melhor de mim”.
Gostamos de ser reconhecidos, mas quem será verdadeiramente reconhecido por Deus na Sua glória, na eternidade, é quem deu o melhor de si para o outro sem esperar nada em troca. Fez por amor, por caridade e por ter um coração generoso.
Que o nosso coração seja cada vez mais bondoso, dedicando-se e cuidando de quem não pode nos retribuir, porque a verdadeira retribuição é na casa do Pai.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A fidelidade de Deus e seus desdobramentos

domingo, 5 de novembro de 2017


Transmito-te de forma um tanto esquemática, uma reflexão sobre a fidelidade de Deus. Que te seja útil de modo a te ajudares a ser fiel também tu.

  • Quem é Deus? O Santo e por isso Ele é o fiel:
    • Fiel é aquele que vos chama, e o cumprirá.1 Tessalonicenses5:24
    • Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.1 Coríntios 1:9
    • “Vi ainda o céu aberto: eis que aparece um cavalo branco. Seu cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e é com justiça que ele julga e combate com justiça”.Apocalipse 19:11 
     
  • Fidelidade: brota da confiança e se transforma em atitude (uma realidade ativa, comprometida). Atitude de quem assume o plano de Deus e por isso participa de sua santidade.
    • Quem é, pois, o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu sobre os de sua família, para dar-lhes o alimento no momento oportuno?Mateus 24:45
     
  • Com qual frequência? Cotidiana, a cada momento:
    • Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes.Lucas 16:10
    • Uma fidelidade que é eficaz: ser luz, ser sal (ver Mt 5, 13-16).
    • Buscando a glória de Deus nas boas obras feitas: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 16).
     
  • Uma graça a ser pedida:
    • Protegei minha alma, pois vos sou fiel; salvai o servidor que em vós confia. Vós sois meu Deus; Salmo 86 (85):2
     
  • Parte do autoconhecimento: “Onde estás?” (Gn 3, 9). Não é somente saber localizar-se, mas pôr-se diante de Deus. Quando Deus se revela também nos revela. Por isso, minha filha (Tobit dizendo para Sara, esposa de Tobias e Deus diz a tua alma:) “Entra em tua casa” (Tb 11, 17)
 
  • Onde estou? Há um lugar seguro e estável: a vontade de Deus que é fiel. A confiança: dar passos na certeza que Deus ajuda e cuida: Ou seja, as provas e as tentações pode conspirar em nosso favor:
    • “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8, 28)
    • “O volume insignificante de uma tribulação momentânea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável” (2Cor 4, 17)
    • Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela.1 Coríntios 10:13
     
  • Uma fidelidade que, sendo participação da fidelidade divina, redunda em frutos abundantes de santidade, fazendo-nos membros da família de Jesus (e não meros funcionários da Igreja, do Shalom, da paróquia, da diocese, etc):
    • “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 35)
    • “Vós sereis os meus amigos se fizerdes do que vos mando” (Jo 15, 14).
    • “Queira ele confirmar os vossos corações numa santidade irrepreensível, aos olhos de Deus, nosso Pai” (1Ts 3, 13).
    • “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48)
     
  • Jesus ensina que o caminho da felicidade-fidelidade é o caminho das bem-aventuranças:
    • (Mt 5, 3-11): os pobres de espírito, os aflitos, os mansos, o famintos e sedentos de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os perseguidos por causa da justiça, os injuriados, perseguidos, caluniados e alvos de mentira por causa de Jesus. A esses cristãos fieis o que Jesus diz? “Alegrai-vos e exultai porque será grande a vossa recompensa nos céus” (v. 12).
  • Segredo para isso? A nossa união com Jesus: de mente (memória e inteligência), coração (vontade), envolvendo os afetos (paixões, emoções) nesta grande causa: permanecer nele, Jesus, a videira verdadeira, para produzirmos frutos, pois sem ele nada poderemos fazer, observando seus mandamentos e assim permanecendo no seu amor (ver Jo 15, 5.7.10).
Que Deus te abençoe e te faça feliz na fidelidade cotidiana a Ele.
Pe. Marcos.

Lâmpadas e rins precisam de luz e proteção, para iluminar e proteger

sábado, 4 de novembro de 2017


Jesus diz no evangelho que devemos aguardar sua vinda de “Lâmpadas acesas e rins cingidos” Lc 12,35.
 
Que vem a significar Lâmpadas acesas? Nos tempos que não havia luz elétrica, iluminava-se a casa com lâmpadas a óleo (equivalentes à nossa lamparina). No meio daquela escuridão da noite, era aquela pobre chama que permitia ver algo dentro da casa. E vendo, ao menos de forma limitada, era possível se orientar e caminhar, fazer as coisas e não cair, nem tropeçar ou errar o caminho. Mais ainda: não era mais necessário ficar se sentindo vítima das trevas, parados, inertes.
Assim é a fé: uma luz que permite dar passos, orientar por onde devemos andar em meio à escuridão desta vida. Por vezes, o vento da tribulação tenta apagar a chama da fé, mas é preciso cuidar para deter o vento. Caso contrário, na escuridão do desânimo e do pecado, pereceremos na tristeza da escuridão. E se o vento do pecado, do desânimo ou sei lá o que extinguiu a chama da sua lâmpada, vá até Aquele que é luz do mundo que ele acenderá de novo aquela que se apagou.
Os rins devem estar cingidos. Os rins são, na bíblia, o símbolo dos sentimentos, das emoções, dos afetos e de todos os impulsos. Tanto a agressividade quanto as energias afetivo-sexuais se enquadram nestes sentimentos que são simbolizados pelos rins. Assim sendo, é preciso manter cingidos os rins, ou seja, é preciso ter controle, saber direcionar adequadamente os afetos e impulsos emocionais para que não sejam fonte de destruição, de desordem, de desequilíbrio. Não é uma questão de reprimir quando se fala de cingir, mas de proteger para que não se perca na força energética da irradiação que lhe é própria.
Ter grande fé e manter-se na vigilância própria de quem tem o controle de si e usa do seu melhor (sua inteligência, sua vontade, seus afetos) para servir o Senhor aguardando a sua chegada (Ele chega a cada momento e não só no dia da morte ou no juízo final) é algo que gera felicidade (não tranquilidade e acomodação) nesta vida e plenitude na outra.
Fica a dica!
 
 

Com a guerra, tudo se perde

sexta-feira, 3 de novembro de 2017



O Papa Francisco celebrou a santa missa no cemitério de Nettuno no Dia de Finados. O Pontífice deixou o Vaticano na parte da tarde e de carro percorreu cerca de 50 km até a cidade que fica na Diocese de Albano.

Antes da celebração, Francisco se deteve em oração entre os túmulos, onde estão sepultados os soldados estadunidenses que combateram a II Guerra Mundial na Itália, em memória de todos os caídos em combates.
Em sua homilia pronunciada sem um texto escrito, o Papa repetiu as palavras de Paulo na segunda leitura, “A esperança não decepciona” e comentou: “Mas a esperança muitas vezes nasce e finca raízes em muitas chagas humanas, em muitas dores humanas. Esses momentos de dor nos fazem olhar o céu e dizer ‘creio que o Redentor está vivo, mas chega Senhor, não mais a guerra. Nunca mais esse massacre inútil, como disse Bento XV”.
Seria melhor esperar o reencontro com Deus, prosseguiu Francisco, sem essa destruição, sem ver milhares e milhares de jovens mortos, de esperanças despedaçadas.
“Não mais, Senhor. Isso devemos dizer hoje, rezemos por todos os mortos, mas de modo especial por esses jovens. Hoje que o mundo mais uma vez está em guerra e se prepara ainda mais fortemente para a guerra. Nunca mais Senhor. Com a guerra, tudo se perde.”
O Papa citou uma idosa entre as ruínas de Hiroshima, que dizia com resignação sapiencial: “Os homens fazem de tudo para declarar e fazer uma guerra. E no final, destroem a si mesmos”.
“Esta é a guerra. A destruição de nós mesmos”, comentou o Pontífice, afirmando que a humanidade não pode esquecer hoje as lágrimas derramadas em guerras, as lágrimas das mães e esposas quando recebiam a notícia da morte de seus filhos e maridos.
“Mas a humanidade não aprendeu a lição e parece que não quer aprendê-la”, constatou o Papa:

“Quando muitas vezes na história os homens pensam em fazer uma guerra, estão certos de levar um mundo novo, de fazer uma primavera e tudo acaba num inverno cruel, reino do terror e de morte. Hoje, rezemos por todos os defuntos, mas de modo especial por esses jovens. Num momento onde muitos morrem nas batalhas de todos os dias, nesta guerra em pedaços, rezemos também pelos mortos de hoje em guerra, inclusive crianças inocentes. Este é o fruto da guerra: a morte. Que o senhor nos dê a graça de chorar.”
Após a celebração, Francisco visitou o sacrário-monumento nacional italiano “Fossas Ardeatinas”, onde se deteve brevemente em oração pelas vítimas do excídio de 24 de março de 1944, no qual 335 civis e militares italianos foram trucidados pelas tropas de ocupação alemãs.
Ao regressar ao Vaticano, o Pontífice vai à cripta da Basílica Vaticana para um momento de oração em sufrágio dos Papas ali sepultados e de todos os defuntos.





Você sabe qual é o significado das exéquias para os cristãos?

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O Catecismo da Igreja Católica nos ajuda a compreender o que são as exéquias

A palavra exéquias provém do verbo latino exsequi, que significa “seguir” e refere-se ao cortejo fúnebre que segue o corpo do defunto até o túmulo. Para entender o significado cristão disso, encontramos uma profunda explicação das exéquias no Catecismo da Igreja Católica. A primeira parte do Catecismo nos apresenta as verdades da fé, o Credo. A segunda parte se refere à Celebração do Mistério Cristão; a terceira parte à moral cristã, definida como “vida em Cristo”; e a última parte à oração cristã (na qual se destaca o comentário sobre o ‘Pai-Nosso’).
A reflexão sobre as exéquias se encontra na segunda parte, depois da explicação sobre os sacramentos (Batismo, Confirmação, Eucaristia etc.).
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Foto: davidford by Getty Images

É bom lembrar que todo o Catecismo da Igreja Católica está disponibilizado na Internet e, no seguinte site, encontra-se a parte que se refere às “Exéquias Cristãs” (números 1680-1690): http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap4_1667-1690_po.html

Reflexões

Destacam-se, a seguir, algumas reflexões do Catecismo sobre as Exéquias.
Antes de tudo, há um item sobre “A última Páscoa do cristão”. Aqui, lembra-se que a Morte e a Ressurreição de Cristo revelam para nós o sentido da nossa morte: o cristão que morre em Cristo Jesus “abandona este corpo para ir morar junto do Senhor” (2 Coríntios 5,8).
A Igreja, como mãe, acompanha o cristão no termo da sua caminhada para entregá-lo ‘nas mãos do Pai’. Em seguida, fala-se explicitamente sobre “A celebração das exéquias”.

Onde acontecem as exéquias?

A Celebração das Exéquias, aqui no Brasil, acontece, frequentemente, em três lugares: o velório municipal, onde os parentes recebem os amigos do falecido; o cemitério, onde se sepulta o corpo do falecido; e a Igreja onde se celebra a Missa do sétimo dia.
Nesses três lugares, muitos cristãos escutam a Palavra de Deus, especialmente os Evangelhos, e rezam. A Palavra nos transmite o sentido da morte para o cristão, como acima lembrado. E a oração expressa a nossa fé na “comunhão dos santos”. “Santos” são os santificados pelo batismo, que procuram viver sua fé de maneira coerente. A morte não nos separa dos falecidos: nós permanecemos “em comunhão” com eles. Eles estão em Deus e rezam por nós; e vice-versa. Na vida presente, muitas vezes, a fé é misturada com pecados de fraqueza e egoísmo, que, mesmo assim, não rompem de maneira radical a comunhão com Deus e com os irmãos. Então, logo após a morte, os cristãos vão completar sua conversão: e aqui encontramos a fé católica na existência do Purgatório. Vivos e falecidos permanecem, pois, unidos, e rezam reciprocamente uns pelos outros, para que a conversão total a Cristo seja completa.
A esse respeito, é bom lembrar a origem da palavra “cemitério”. Na língua grega koimeterion (κοιμητήριον) significa “lugar de repouso”, dormitório. Sim, mas quem vai dormir, depois do descanso, levanta. E nós levantaremos, no dia da ressurreição: para viver com Cristo, que destruirá a morte para sempre. A palavra “cemitério” aponta, pois, para o sentido profundamente cristão da morte.
Quanto à Missa de sétimo dia, é importante lembrar que a Eucaristia é a celebração mais solene dos cristãos, na qual anunciamos a morte do Senhor que ressuscitou, que nos ressuscitará e está presente na Eucaristia como semente de ressurreição. Podemos, então, afirmar que este é o “momento forte” das exéquias cristãs.
Nos três lugares das exéquias, nós cristãos somos chamados a ser missionários, quer dizer, anunciadores da morte-ressurreição de Cristo, que dá um novo sentido à vida e à morte. As exéquias são, pois, um “momento de graça” para renovar a nossa fé e para proclamá-la.

Fonte: Canção Nova

Vaticano emite selo comemorativo pelos 500 anos da Reforma

quarta-feira, 1 de novembro de 2017


Cidade do Vaticano (RV) – O Departamento Filatélico do Vaticano recorda os 500 anos da Reforma Protestante com a emissão de um selo comemorativo.

Em primeiro plano, Jesus crucificado, tendo ao fundo um céu dourado sobre a cidade de Wittenberg, onde em 31 de outubro de 1517 foram fixadas pelo frei agostiniano as 95 teses.
De joelhos, à esquerda, Martinho Lutero com uma Bíblia, enquanto à direita está seu amigo Filippo Melantone - um dos maiores divulgadores da Reforma – tendo em mãos a Confissão de Augsburgo, o primeiro documento oficial dos princípios do protestantismo.
A tiragem do selo, no valor de 1,00 euro, é de 120 mil séries completas. (JE)

Por que a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos?



Saibamos quais são os fins principais para que a Santa Igreja celebre a solenidade de Todos os Santos

Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, mais conhecida como Redentoristas, afirma que são três os fins principais que a Santa Mãe Igreja tem em mente ao mandar celebrar a solenidade de Todos os Santos:
Em primeiro lugar, a Igreja pede que honremos seus filhos que já triunfam nos Céus, especialmente aqueles que, no decorrer do Ano Litúrgico, não tiveram uma festa própria. Para que as nossas homenagens nos tenham proveito espiritual, ela quer, em segundo lugar, que nos animemos à prática do bem, pela esperança do Céu. E, finalmente, a nossa boa Mãe quer aumentar a nossa confiança, dando-nos a entender que esses nossos bem-aventurados irmãos se empenhem para obter-nos os favores divinos. Que fins tão nobres e consoladores tem a solenidade de Todos os Santos!
-Por-que-a-Igreja-celebra-a-solenidade-de-Todos-os-Santos

Meditações sobre os três fins da solenidade de Todos os Santos

Consideremos os fins nobilíssimos que a Igreja quer alcançar, fazendo-nos celebrar, hoje, a solenidade de Todos os Santos. Ela quer, em primeiro lugar, que honremos seus Filhos, que já estão de posse do Céu, em companhia do Esposo Divino, especialmente àqueles que, no decorrer do ano, não tiveram uma festa própria. Ao mesmo tempo, a Mãe Igreja quer que demos graças a Deus em nome dos santos.
A Liturgia dessa solenidade convida-nos a compartilhar o júbilo celeste dos santos, a saborear a sua alegria. Os santos não são uma exígua casta de eleitos, mas uma multidão inumerável, para a qual a Liturgia de hoje nos exorta a levantar o olhar, como fez o Apóstolo e Evangelista São João: “Vidi turbam magnam, quam dinumerare nemo poterat, ex omnibus gentibus, et tribubus et populis et linguis — Vi uma grande multidão, que ninguém poderia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).
Nessa multidão, não estão somente os santos oficialmente reconhecidos pela Igreja Católica, mas também os batizados de todos os tempos, de todas as nações, que procuraram cumprir, com amor e fidelidade, a vontade de Deus. “De uma grande parte deles não conhecemos os rostos nem sequer os nomes, mas, com os olhos da , vemo-los resplandecer, como astros repletos de glória, no firmamento de Deus”1.

Grandes pecadores

Em segundo lugar, a Igreja quer que essas homenagens nos sejam proveitosas, que nos sirvam para elevarmos o nosso espírito aos Céus e nos estimulem à prática das virtudes pela contemplação dos bens eternos que nos esperam, se perseverarmos. Entre os incontáveis santos que veneramos nesta Solenidade, há muitos de nossa idade e condição, e talvez, como nós, foram grandes pecadores. Com isso, parece que a Igreja nos diz hoje com Santo Agostinho: “Não poderás tu fazer o que puderam fazer eles? – Tu non poteris quod isti et istae?”2
A contemplação do exemplo luminoso dos santos deve despertar em nós o grande desejo de ser como eles: “felizes por viver próximos de Deus, na sua luz, na grande família dos amigos de Deus. Ser santo significa: viver na intimidade com Deus, viver na sua família”3. A santidade é a vocação de todos nós e não somente de uma elite, recordou-nos o Concílio Vaticano II 4 e nos propõe a Igreja nesta solenidade.

Dogma da comunhão

Por fim, com a solenidade de Todos os Santos, a Igreja quer aumentar a nossa confiança, recordando-nos o dogma da comunhão dos santos e ensinando-nos que todos esses bem-aventurados irmãos exercem, em nosso favor, todo poder de que gozam junto de Jesus Cristo, o Rei da glória celeste.
“Oh, que verdade tão consoladora! Os santos do céu, lá no meio do seu triunfo, não se esquecem das nossas misérias e oferecem-nos o seu auxílio. No dizer de São Bernardo, já que os santos nada mais têm que pedir para si mesmos, porque são plenamente felizes, têm um vivo desejo de interceder por nós; e se não nos tornamos indignos pelas nossas faltas, obtêm-nos de Deus tudo o que querem. Que verdade tão consoladora! Que fins sublimes da parte da Igreja na instituição da festa de todos os Santos!” 5

A nossa atitude na solenidade de Todos os Santos

Apresentando-nos à Santa Mãe Igreja, elevemos, hoje, nossos corações aos Céus, onde reina o Deus onipotente, todo solícito em santificar as almas, suas queridas filhas. Contemplemos como esses bem-aventurados compreensores – aqueles que, gozando da visão beatífica, compreendem os mistérios divinos – experimentam delícias tais, que a nossa inteligência não pode compreender, e a nossa linguagem é incapaz de exprimir.
Alegremo-nos com todos os santos! Por eles, rendamos graças a Deus e animemo-nos ao pensar que, um dia, também poderão terminar para nós os temores, as doenças, as perseguições e as cruzes. Mais ainda, se nos salvarmos, tudo isso será para nós motivo de júbilo e glória eterna no Reino dos Céus.
Animados pela certeza de fé de que os santos desejam nos ajudar, lancemo-nos em espírito aos seus pés e exponhamos, confiantemente, a esses nossos amigos celestes as nossas necessidades. Ademais, não nos esqueçamos de pedir a eles pelos pobres pecadores. Roguemos também pelas almas do purgatório, a fim de que, no dia da sua comemoração, possam entrar em grande número na glória dos Céus.

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório aos Santos e Santas de Deus

“Ó santos e santas de Deus, ó bem-aventurados espíritos angélicos, que estais abismados nos resplendores da glória divina! Eu, vosso humilde servo, saúdo-vos deste vale de lágrimas, venero-vos com amor e dou graças ao Senhor vos ter sublimado a tão alta beatitude. Mas vós, lá dos vossos tronos excelsos, dignai-vos volver a mim vossos olhos piedosos. Vede os perigos que corro de me perder eternamente. Pelo amor de Deus, que é a vossa grande recompensa, obtende-me a graça de seguir fielmente as vossas pegadas, de imitar corajosamente os vossos exemplos, de copiar em mim as vossas virtudes; afim de que, de admirador que sou, chegue a ser, um dia, o vosso companheiro na glória imortal.
‘Onipotente e eterno Deus, que me concedeis a graça de venerar em uma só festividade os méritos de todos os vossos santos, concedei-me também que, multiplicados os meus intercessores, obtenha a plenitude das vossas misericórdias’. Fazei-o pelo amor de Jesus e de Maria” 6 .
Amém!
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós!
Referências:
1 PAPA BENTO XVI. Homilia na celebração da Santa Missa na Solenidade de Todos os Santos, 1 de Novembro de 2006. 2 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Meditações para todos os dias e festas do ano – Tomo III, p. 383. 3 PAPA BENTO XVI. Op. cit. 4 CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, 39-42. 5 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Op. cit., p. 383. 6 Idem, p. 384.

Fonte: Canção Nova

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