Estejamos sempre decididos a perdoar

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O perdão de Deus é sem limites, é assim que precisamos aprender a perdoar

“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. (Mateus 18,21-22).

Jesus está nos ensinando como o perdão funciona em nossa vida. Não é um perdão humano, não é perdoar a dívida de alguém, uma situação que ficou mal resolvida. Trata-se do perdão divino, o perdão do coração de Deus, de alguém que pertence ao Reino do Senhor.
Para entrar no Reino de Deus, é necessário seguir Suas exigências, e uma das exigências fundamentais, para permanecer e crescer na adesão ao Reino, é saber perdoar. Isso é muito exigente; não que o perdão em si seja fácil, mas não estamos acostumados a perdoar.
Somos moldados por uma visão mundana, que nos formou para revidarmos e tratarmos as pessoas na mesma medida: se fui ofendido, eu tenho o direito de ofender, mas se fiquei ofendido, fico com minha mágoa, com ressentimento e assim por diante.
Estamos doentes e fraquejamos muito, por isso nossas relações estão contaminadas, azedas e amargas, porque o remédio que salva as relações humanas e o nosso coração, que nos dá a saúde de que tanto precisamos, chama-se perdão.
O perdão é uma medicina de vida, ele está na essência de Deus, que é amor misericordioso, por isso, nosso perdão não é humano, mas divino, e este é revestido de misericórdia.
Como aprendemos a perdoar? Fazendo como Deus faz conosco. Como Ele nos perdoa? De uma forma extremamente misericordiosa. O Senhor não põe limites no Seu perdão, Ele não limita a forma de nos perdoar. Todas as vezes que invocamos a misericórdia de Deus, com sinceridade, com verdade e arrependimento, a misericórdia divina nos perdoa, refaz-nos e levanta-nos.
O perdão de Deus é sem limites, e é assim que precisamos aprender a perdoar. Deus nos perdoa de todo coração; então, se quisermos e precisarmos perdoar alguém, nosso perdão precisa ser também de todo coração.
Precisamos decidir perdoar. Ou decidimos perdoar ou ficamos com a mágoa. Quando eu decido perdoar, decido ser saudável, decido ter um coração bom como o de Deus. Mas quando não decidimos perdoar, ficamos com o coração doente, amargurado, azedo, cheio de traças e ferido por dentro. Nós nos tornamos quem somos, porque, muitas vezes, acumulamos dentro de nós situações não resolvidas, não perdoadas, e fragilizamos a nossa vida.
Deus quer que tenhamos vida em plenitude. O princípio da vida nova, renovada e curada está na força do perdão.

Deus abençoe você!

 Fonte: Canção Nova

Oração a Santa Cruz

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Oração à Santa Cruz

Vós, Santa Cruz da esperança!

Rezemos juntos

Ó, Santa Cruz,
em Vós foi suspenso o meu Senhor
com angústia de morte e cheio de dor.
Aí, com uma lança e pregos,
os membros foram perfurados,
mãos, pés e lado trespassados.
 Quem Vos poderá louvar quanto baste?
Porque, Vós, todo o bem envolvestes
e com ele a nós enchestes.
Vós sois guia seguro
que nos leva à vida,
que Deus eternamente dá.
Vós sois a ponte forte,
sobre a qual todos os fiéis
sobem durante as cheias.
Vós sois a vitória
diante da qual o inimigo,
só de olhar, estremece.
Vós sois o cajado do peregrino,
sobre o qual ondulamos seguros,
não tropeçamos nem caímos.
Vós sois a chave do Céu,
Vós encerrais a vida,
que nos dais.
Mostrai a Vossa força e poder,
protegei-nos a todos,
pelo Vosso santo nome.
Para que nós, filhos de Deus,
possamos morrer em paz,
como herança em Vosso reino.
Amém.
Constança (Alemanha), cerca de 1600.

É pecado imperdoável blasfemar contra o Espírito Santo?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Todo pecado pode ser perdoado, inclusive a blasfêmia contra o Espírito Santo

O Preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão do nosso pecado, é celebrado na Igreja, pois foi graças a Sua Paixão, Morte e Ressurreição que Jesus pode salvar o mundo inteiro. Por isso mesmo, essa devoção é presenciada desde os primórdios da Igreja pelos apóstolos e todo povo de Deus.
O Sangue de Cristo possui um valor infinito. Confere o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Isso implica dizer que não existe pecado que não seja perdoado pelo Sangue de Jesus. Ele mesmo disse: “Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26,28).
-É-pecado-imperdoável-blasfemar-contra-o-Espírito-Santo?- 

Catecismo da Igreja

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina  que, pelo Sangue de Jesus, “não há pecado nenhum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mais culpado que seja, que não deva esperar com segurança o seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero. Cristo, que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado” (CIC n. 982).
Você poderia perguntar: “E o pecado relacionado à blasfêmia contra o Espírito Santo?”. Até mesmo a blasfêmia contra o Espírito pode ser perdoada. “Elenildo, como assim?”. O próprio Jesus disse: “Eu vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” (Mateus 12,31).

Recusa do perdão e da misericórdia

Eu vos explico, para não achar que estou falando alguma heresia. A primeira coisa a saber: a misericórdia de Deus não tem limites! Porém, ensina-nos o Catecismo que “quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna. (Catecismo, n.1864).
Como nos ensina a Igreja, quem não se arrepende de seus pecados não pode ser salvo. O não arrependimento é o principal requisito da blasfêmia contra o Espírito Santo. Embora existam outros, como usar o nome de Deus para ganhar dinheiro, tomar o nome de Deus em vão, proferir contra Deus palavras de ódio, de ofensa, de desafio, falar mal de Deus, faltar-lhe deliberadamente com o devido respeito (cf. Catecismo n. 2148). Porém, como falei anteriormente, o principal pecado contra o Espírito Santo consiste, exatamente, na recusa do perdão e da misericórdia de Deus.

Ir ao encontro de Jesus

Qual a razão da minha afirmação de que até a blasfêmia contra o Espírito Santo pode ser perdoada? Supomos que alguém, hoje, esteja recusando o perdão e a misericórdia. Não há dúvida de que essa pessoa está em pecado contra o Espírito Santo. Esse pecado pode levá-la à condenação eterna. No entanto, a partir do momento em que essa mesma pessoa reconhece seu pecado, aceita o perdão e a misericórdia de Deus, passando pelo sacramento da confissão, ela é perdoada. Depois do perdão, a pessoa não está mais em situação de pecado. Nesse sentido, podemos afirmar, a partir da fé da Igreja, que não existe pecado que não possa ser perdoado.
Tudo isso para dizer que todos os homens e mulheres podem receber o perdão de seus pecados, desde que os mesmos se arrependam e aceitem que Jesus os perdoem, sobretudo buscando o sacramento da Reconciliação. Portanto, meus irmãos, corramos ao encontro de Jesus para receber dele o perdão de nossos pecados, a fim de alcançarmos a salvação, de modo que o Sangue de Jesus, derramado no alto da cruz, não seja em vão por mim nem por você. Façamos valer a pena cada gota do Sangue de Jesus derramado por nós.

Fonte: Canção Nova

A Cura pelo Perdão

segunda-feira, 14 de agosto de 2017



Pesquisas e estudos vêm comprovando os benefícios, tanto mentais quanto físicos, do ato de perdoar. O significado literal de a palavra perdoar é “aceitar ou pedir desculpas”, se “redimir”. O ato de perdoar envolve isso e muito mais. Porém, não é justo dizer que somente agora o mundo está se dando conta do poder do perdão. No aspecto científico, talvez, mas algumas religiões, sobretudo a Católica Apostólica Romana, já pregam a importância do perdão há muitos anos.

Permitam-me relatar uma experiência pessoal:

- Certa vez, durante uma sessão de terapia, me foi solicitado que pensasse nas pessoas que tinham me ferido, magoado ou me ofendido. Nesse instante, foi registrado o aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da tensão muscular, reações idênticas às que ocorrem quando as pessoas sentem raiva. E quando foi pedido que eu me imaginasse me entendendo e perdoando essas pessoas que me haviam feito mal, me mostrei mais calma, com pressão e batimentos cardíacos menos acelerados.

A questão principal, porém, é que o ato de perdoar não é uma das tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades, países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e verdadeiras guerras, por causa de diferenças entre as pessoas, ou devido a algum ato que tenha magoado machucado ou prejudicado alguém, espalhando pelo mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz. Entretanto, o perdão não é impossível, nem mesmo nos casos mais graves.

O perdão embora indigesto seja uma decisão que precisa ser tomada o mais rápido possível para a obtenção do bem estar físico, emocional e espiritual.

A “regra de ouro” nos alerta de que se desejamos não ser julgados pelos outros, então é preciso que não o julguemos também; se quisermos ser respeitados e bem tratados pelos outros, é preciso agir da mesma forma para com eles; se queremos ser amados, então precisamos amar, se queremos ser compreendidos e perdoados, então precisamos saber compreender os outros, ter paciência com os seus erros e perdoar as suas ofensas, a fim de sermos perdoados por Deus. A única condição que Deus nos impõe para perdoar o nosso pecado, qualquer que ele seja, é que perdoemos os pecados dos outros. A razão disso é que, sendo Pai de todos nós, Deus não pode perdoar a um filho que, por sua vez, não perdoa ao seu irmão.

Se Deus perdoou os nossos pecados e se nós queremos ser parecidos com Deus, que motivos podemos ter para não perdoar alguém?
Se nós perdoarmos, receberemos perdão, essa é uma verdade que nos deve motivar. Se realmente compreendemos o que Jesus fez na cruz, o perdão deve fluir no nosso coração.
”Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?
Jesus respondeu: “Eu digo à você: Não até sete, mas até setenta vezes sete.
(Mateus, 18, 21-22).


Fonte:Comunidade Betânia

Assuma sua cruz e siga Jesus

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

 

Sua cruz será abençoada, Cristo vai carregá-la com você. Abrace-a, assuma-a e não fuja dela

“Jesus disse aos seus discípulos: ‘Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga’” (Mateus 16,24).

Primeiro, precisamos querer seguir Jesus, ter uma vontade decidida para segui-Lo, tomar uma decisão. Não basta termos uma simples vontade, precisamos ter uma vontade boa, forte, firme e decidida. “Eu quero ser discípulo de Jesus!”
Permita-me dizer uma coisa muito séria ao seu coração: calcule, veja e pense nas consequências da decisão que quer tomar, porque tudo na vida, toda e qualquer decisão, até a decisão de não se decidir, tem suas consequências. Não fique pensando que, decidindo isso ou aquilo, vamos ver somente o paraíso na nossa frente.
Para chegar até o paraíso é preciso passar pela Via Crucis, pela via dolorosa. Ninguém toma decisões na vida baseado em ilusões e fantasias, somente num caminho florido. É por isso que, no mundo, há pessoas iludidas, decepcionadas ou enganadas, não porque foram enganadas, mas porque se deixaram enganar. Muitas vezes, deixamo-nos enganar até na escola de Jesus.
Não é Jesus quem nos engana. Muito pelo contrário! Ele é aquele que nos liberta do engano, porque nos aponta a direção da vida e da verdade. O Senhor está dizendo a verdade nua e crua: “Se você quer mesmo me seguir, preste atenção: primeiro, renuncie a si mesmo”.
Quem quer renunciar a si mesmo? Queremos nos encher de nós mesmos, de vontades e gostos próprios, queremos fazer somente as nossas vontades.
Não conseguimos ser discípulos de Jesus. Podemos ter muita vontade, muito amor por Ele, mas para O seguir ficamos no meio do caminho, porque paramos nas nossas vontades. Não podemos ter muitas vontades quando queremos seguir Jesus, porque nós só seguiremos a vontade d’Ele.
Precisamos decidir: “Queremos fazer a vontade de Deus ou viver segundo nossas vontades?”.
Tomemos nossa cruz, e este é um outro ponto crucial, porque alguns acham que seguir Cristo é não ter mais cruzes. Não! Assumir a cruz que temos não é algo desastroso, pois a cruz é a via que nós carregamos na Terra. Carregar a cruz é assumir a vida como ela é, é assumir a família, os filhos, o trabalho e o que temos. Não é uma cruz qualquer, é a nossa cruz, e ela será abençoada. Abracemos nossa cruz e não fujamos dela.
Se calcularmos bem e tivermos disposição para abrir mão da nossa vontade, sermos contrariado e abraçarmos nossa cruz de cada dia, dá para sermos, de fato, discípulos de Jesus; senão, é preciso refazer as contas.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Santa Clara, rogai por nós!

Santa Clara, destacou-se desde cedo pela caridade e respeito para com os pequenos

“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.
Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.
Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.
Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.

Santa Clara, rogai por nós!

São Lourenço, servia a Deus na Igreja de Roma

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

São Lourenço era responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados

Festejamos, neste dia, a vida de santidade e martírio do Diácono que nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III.
Conta-nos a história que São Lourenço como primeiro dos Diáconos tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: “Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?”. E o Papa respondeu: “Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!”. São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.
Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos… todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.
Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou no Espírito Santo força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”.
Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.

Homenageamos o Diácono Roberto neste dia!
São Lourenço, rogai por nós!

Em Deus, todos os nossos medos são vencidos

terça-feira, 8 de agosto de 2017

 

Nossos medos são maiores que nós mesmos, mas em Deus todos eles são vencidos

“Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’” (Mateus 14, 27).

Jesus mandou Seus discípulos seguirem na barca, porque Ele foi se ocupar do essencial: retirou-se para estar a sós com o Pai, para abastecer-se da graça do Alto. Ele tinha cuidado de toda uma multidão sofrida e machucada, precisava restabelecer-se na graça.
A graça da oração é o alimento que coloca a alma em pé e na comunhão plena com Deus. Sem ela, perdemos o elo e a direção por onde devemos seguir. Quando nos falta oração, os fantasmas da vida tomam conta de nós. Os fantasmas do medo, da ansiedade, da agitação e da preocupação corroem e consomem o nosso dom mais precioso: a fé.
Nós tememos, apavoramo-nos, porque os mares da vida se agitam, as situações nos tornam pessoas agitadas; e quando o agito é grande demais, começamos a ver fantasmas, começamos a nos apavorar, temos medo, desesperamo-nos, perdemos a fé e a esperança.
Quando Jesus vem ao nosso encontro, nem sempre somos capazes de reconhecê-Lo, porque, quando o medo toma conta da alma humana, ela enxerga todas as coisas de forma distorcida e errada. Temos medo das pessoas, medo de nós, temos medo até de Deus, por isso não nos aproximamos d’Ele com a fé e a confiança de que precisamos.
Não alimentemos nossos medos, pelo contrário, aniquilemos toda força do medo que há em nós. E como aniquilamos a força do medo? Estes, muitas vezes, são maiores do que nós mesmos, mas em Deus todos eles são vencidos; e nós o aniquilamos quando tendo uma relação próxima com o Senhor, quando vivemos uma vida de comunhão com Ele na oração e na Palavra; assim, o medo vai se aniquilando da nossa vida. Ele não desaparece, mas é vencido e fica em seu lugar quando a fé e a graça de Deus ocupam o primeiro lugar em nossa vida e no nosso coração.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A compaixão cura e transforma nossa natureza humana

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

 

Nossos sofrimentos se tornam pequenos, porque a compaixão cura e transforma nossa natureza humana

“Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes” (Mateus 14,14).

No Evangelho de hoje, escutamos o milagre da multiplicação dos pães, mas o grande milagre não foi a multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes. O grande milagre da vida é a compaixão, é compadecer-se da dor e das lágrimas do outro. Se ficarmos só esperando a multiplicação dos pães, o que acontecerá em nós é o contrário, ou seja, crescerá em nós o egoísmo, e vamos querer que tudo se multiplique para nós, não dividiremos nada do que temos com os outros.
O grande milagre que Deus faz em nós é dar-nos a graça de termos comunhão com os sentimentos. E quais são os sentimentos de Cristo Jesus? Ele se compadece da nossa humanidade sofrida, machucada, empobrecida; Ele se compadece de nossas dores.
Os nossos sofrimentos se compadecem do doente, do enfermo e necessitado, mas se ficarmos insensíveis, não ligaremos mais para essas realidades, deixaremos que nossa humanidade seja desviada, equivocada do seu estado de graça.
A humanidade passa fome, as doenças e enfermidades só crescem no meio de nós, as pessoas estão sofrendo, porque, infelizmente, nossa humanidade foi desconfigurada, perdeu a capacidade da compaixão.
Quando o coração humano é movido pela compaixão, não olhamos para o outro como ‘coitadinho’: “Tadinho dele. Olha que sofrimento!”. Não! Somos tomados pelos sentimentos de Cristo Jesus. Olhamos n’Ele e enxergamos no irmão o sofrimento de cada um, enxergamos o Cristo sofrido, desprezado e desconfigurado. O sofrimento maior é de quem não sabe se compadecer do sofrimento dos outros, porque perdeu a sensibilidade, o ar da graça e os sentimentos de Cristo Jesus.
Deixemos, irmãos e irmãs, que a graça de Deus toque em nós para que possamos olhar para quem sofre, para quem está ao nosso lado. O sofrimento do outro é cura para nós. Só sofremos e murmuramos demais, porque nossa sensibilidade é egoísta e só se volta para os nossos problemas, para as nossas dificuldades e sofrimentos.
Quando temos sensibilidade para entender o que o outro sofre, nossos sofrimentos se tornam pequenos, porque a compaixão cura e transforma a nossa natureza humana.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Celebrar a vida - Dia do Padre

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. 
Parabéns pelo seu dia, Padre Marcondes!

A fé é uma atitude de confiança em Deus

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

 

Fé é deixar-se ser absolvido, tomado por essa atmosfera da graça que Deus traz até nós

“Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família! E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé” (Mateus 13,57-58).

Jesus estava na terra d’Ele, na casa d’Ele, onde foi criado e todos O viram crescer, mas eles não pararam no essencial, pararam no superficial e acidental, olharam Jesus apenas na Sua aparência humana, na Sua “casca”.
“De onde vem essa sabedoria? Ele não é do nosso meio? Não conhecemos todos os seus parentes, sua mãe, seu pai? Como Ele pode ser dotado de tanta capacidade e sabedoria?”. Eles pararam nas dúvidas, nos questionamentos e na incredulidade. Não pararam na graça que Jesus tinha, não pararam na graça que pairava sobre Ele nem no poder do Espírito que agia sobre Jesus, por isso não puderam absorver a graça nem o Reino de Deus, não puderam ser agraciados, porque não fizeram por merecer, não se deixaram absorver pela graça.
Deixamos de ser tocados, transformados e renovados por Deus, não deixamos Sua graça agir em nós, porque paramos nos nossos questionamentos humanos, no nosso excesso de racionalismo. Racionalizamos demais nossa fé e a tiramos da sua pureza, tiramos de nós a confiança que deveríamos ter no Senhor.
Ter fé não é simplesmente crer em Deus, porque até os demônios creem n’Ele. Fé é atitude de confiança, de comunhão relacional com Deus; fé é deixar-se ser absolvido, tomado por essa atmosfera da graça que Deus traz até nós.
Você pode chegar para participar de uma celebração, de um acontecimento religioso e ver ali apenas aspectos humanos: ver os pecados do padre, as falhas das pessoas e tudo ficar por isso mesmo. Você entra e sai da mesma forma ou pior, porque entrou nos aspectos acidentais e não essenciais, que é a graça dada, transmitida, a graça que Deus faz agir independente da fraqueza da natureza humana.
Se eles [parentes de Jesus] não foram capazes de enxergar a graça de Cristo, muitos de nós, hoje, não enxergamos a graça de Deus agindo no meio de nós, porque damos mais ouvidos à incredulidade do que à graça do Reino.

Deus abençoe você!
Fonte: Canção Nova

Deus deseja que nós sejamos boas sementes do Seu Reino

terça-feira, 1 de agosto de 2017

 

Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração

“O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno” (Mateus 13,38).

A Palavra de Deus dirigida ao nosso coração, hoje, é uma exortação para que deixemos de ser joio e para que tudo o que há de joio em nós seja dissipado do nosso coração, porque o Reino de Deus é para quem é trigo; e as trevas ou o joio são para aqueles que pertencem ao maligno.
Não pertencemos ao maligno e não podemos permitir que o nosso coração seja tomado pelo mal e por aquilo que é maligno, porque, para entrarmos definitivamente e fazermos parte do Reino de Deus, precisamos ser o bom trigo de Cristo. Precisamos, de fato, ser a boa semente, pois não somos a semente velha e estragada; somos a boa semente do Reino de Deus. Se até agora a boa semente e o joio convivem, no Reino definitivo o Senhor há de separá-los, e nós não queremos nem podemos ficar de fora.
A Palavra está nos dizendo que os anjos de Deus retirarão do Reino aqueles que fazem os outros pecarem e praticarem o mal. É justamente essa a característica do joio: ele não só peca, não só vive no pecado, mas também leva os outros a pecarem. Então, não nos acostumemos nem nos tornemos cegos diante das situações pecaminosas. Há pessoas, por exemplo, que gostam de falar palavrão, mas nem percebem, e ainda levam outros a falarem; há pessoas que falam mal da vida dos outros e levam outras pessoas a também falarem mal do próximo, elas não se acostumam a falar mal sozinhas, têm de levar os outros a falarem. Sem contar todo espírito de sedução e maldade que há no mundo, onde a pessoa faz o mal, ensina os outros a fazerem o mal e o disseminam pelo mundo.
Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração. Pensar e querer o mal dos outros, praticar as ações para que outros se deem mal, falar mal, entregar os outros e assim por diante são os joios que estão presente em nosso coração.
Deus quer nos lavar, Ele quer nos purificar, renovar-nos por mais joios que possamos ser. A graça de Deus transforma o joio obediente a Deus na boa semente da Palavra, e tudo o que Ele quer é que sejamos sementes no Seu Reino.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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