Você sabe qual foi o primeiro acontecimento do Advento?

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Reflita sobre o silêncio do primeiro Advento

O Advento é a espera de Alguém que sabemos que virá e a quem amamos. Aí estão as três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade, ou, na nossa linguagem diária, a confiança, o abandono e o amor.
O primeiro Advento foi vivido plenamente e no mais profundo silêncio por uma menina, uma jovem aparentemente “comum” para a sua época, que devia ter mais ou menos 14 anos.
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Ela vivia em Nazaré, uma pequena aldeia do Norte da Palestina, com uma fonte no centro do povoado rodeado de um campo relativamente fértil, no vale do Esdrelon.
Naquele tempo, quando as meninas completavam doze anos de idade, eram consideradas aptas para serem dadas em casamento pelos pais, que exerciam o poder de escolher-lhes o futuro marido, na maioria das vezes, sem consultá-las a respeito.
Aceito o casamento pelas duas famílias, marcava-se a festa dos “esponsais”, com o pagamento do dote ao pai da futura esposa e selava-se o solene compromisso do casamento, geralmente realizado ao fim de um ano. Tais “esponsais” não podem ser comparados ao noivado dos nossos tempos, pois eram um compromisso definitivo, selado com a honra das famílias e a vida da “noiva”, já que o “noivo” se tornava dono da futura esposa, senhor e proprietário dela e de sua vida.
Transcorrido mais ou menos um ano, a “noiva” era “conduzida”, solenemente, pela família à casa do “noivo” ou a casa onde iriam morar daquele dia em diante.
Caso a “noiva” aparecesse grávida ou fosse constatada “violada” (na linguagem da época, “harufah”), o esposo e senhor poderia lhe dar imediatamente um libelo de divórcio e a família a entregaria para ser apedrejada até a morte, na praça do povoado, sem a menor piedade, “lavando assim a honra” dos envolvidos no ultraje.
Este é o pano de fundo, o cenário da cultura hebraica da época do primeiro Advento, do episódio definitivo da história da nossa salvação.

Vamos refletir juntos

Quando recebeu a visita do Anjo, Maria já era a esposa-prometida de José, com todas as implicações que vimos antes: não era simplesmente noiva, como se diz hoje: já era propriedade dele. E o que faz Maria? Vai falar com seus pais e pedir-Ihes conselhos? Tenta explicar tudo a José? Mas, quem acreditaria nela e no inusitado milagre?
Não: Maria se cala e se abandona nas mãos de seu único Senhor, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó.
Agora, dá para se perceber melhor a extensão da fé heroica de Maria? Abandonando-se a cada dia, Maria mergulha, cada vez mais, fundo no Mistério de Deus e na sua Paz. No Mistério de Deus a se realizar n’Ela: o Filho de Deus gerando-se em seu corpo virginal, pela virtude do Espírito Santo, que a “cobriu com sua sombra” é o mesmo Verbo Eterno, que assume sua carne imaculada e dela se forma, dia a dia, um ser humano perfeito.
Maria corre o risco de vida em silêncio, mas se lança confiante no Senhor “que n’Ela faz maravilhas” e se abisma no Mistério que traz em si. A fé confiante do pobre, atrai o Senhor e, Ele, vela por sua filha, que se tornou a real esposa do Espírito, para ser a Mãe do Filho Unigênito. Novamente o Anjo é enviado à terra, agora para libertar o homem justo -José- da dúvida e do sofrimento em que se encontrava, também, em silêncio, sem nada falar.
Esclarecido e livre, José organiza, então, a “condução” da esposa prometida ao novo lar e a recebe em casa. Aos olhos de todos os habitantes do lugar, Maria passa a ser a senhora em sua casa e José assume a paternidade social do bebê que vai nascer.
Maria está definitivamente salva e protegida e, Seu Filhinho, também. Desde este dia, José se torna o pai da Igreja, pois, salvou a cabeça do Corpo Místico, que é o Cristo Jesus e sua bendita Mãe.
Todos nós ouvimos esses trechos do Evangelho, ano após ano, mas a distância no tempo são mais de 2000 anos! Na época, com toda a carga de emoção que eles tiveram, faz com que seja difícil meditar nestes acontecimentos.
Podemos passar ligeiramente sobre o heroísmo de Maria, a fé inquebrantável e o confiante abandono com que ela se atirou nos braços do Pai e do cuidado preveniente com que Ele cuidou do Seu projeto salvífico e da confiança e da magnanimidade de José, o colaborador essencial da Salvação.

Reflita diante do presépio

Tendemos a ver o presépio com um olhar açucarado, esquecendo-nos de que, Maria e José creram que Aquele Menino era o Filho de Deus, apesar de todas as aparências e circunstâncias em contrário.
Eles creram em Belém, creram durante a fuga insólita para o Egito, que o Egito pagão e de língua desconhecida, seria o refúgio para o Rei de Abraão, Isaac e Jacó!
Maria e José creram durante os 30 anos da vida “oculta”, aparentemente monótona e obscura em Nazaré, onde nada viram que pudesse servir de apoio à crença para os olhos humanos, de que Aquele rapaz era mesmo o Filho de Deus. Trata-se de fé heroica sem o menor apoio e consolação.
Maria, no Evangelho, fala poucas palavras, mas fala muito pelo exemplo e pela atitude. Não é possível pensarmos no Advento, sem percorrermos, com o coração, o caminho Daquele que veio, que vem e que virá um dia, cheio de glória, no final dos tempos e que virá para cada um de nós, em particular, para chamar-nos à sua Presença.
Neste dia, seremos julgados no Amor e pelo Amor Misericordioso.
A fé não nos será mais necessária, a esperança desaparecerá e, se desde agora passarmos o Advento implorando com o coração, seremos, neste dia, consumidos na fornalha do eterno Amor, que é a Luz e a Vida para sempre. Amém!

Fonte: Canção Nova

Um novo tempo para as Paróquias Menino Jesus de Praga e Santa Júlia

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

 
Padres Marcondes Meneses e Luiz Antônio -  Foto: Abelardo (Armadura do Cristão)

Na manhã de segunda-feira(10/12), o Armadura do Cristão registrou encontro dos Padres Marcondes Meneses (Hoje Pároco da Menino Jesus de Praga - Bancários ) e Luiz Antônio (Pároco da Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro - bairro do Altiplano).  

No dia 06 de janeiro do novo ano, os Padres assumirão suas novas Paróquias:  
  
  •  Padre Marcondes tomará posse na Paróquia de Santa Júlia às 11hs;
  •  Padre Luiz  tomará posse na Menino Jesus de Praga às 17hs.

  Que o Deus de bondade os conduza e ilumine nesta nova missão.

Como se livrar da procrastinação e organizar-se?

Procrastinação é doença?

Sabe aquele famoso hábito de sempre deixar para fazer as coisas depois, e, na última hora, sair atropelando tudo que está pela frente para realizar as tarefas? Pois é, isso tem um nome: “procrastinação”, e trata-se de uma “doença” que tem atingido mais gente do que imaginamos. Motivados por uma razão ou outra, muita gente tem escolhido deixar para depois, e como todo efeito tem sua causa, o resultado disso é o aumento de estresse, que vai deixando todo mundo acelerado e ansioso, correndo de um lado para o outro sem saber para onde vai.
A definição de procrastinar em si não é tão ruim: é escolher fazer amanhã e não agora. O problema é que o amanhã é aquele lugar que ninguém conhece nem tem certeza se ele existe. E em todo caso, se ele existir, estará tão sobrecarregado com as coisas que não foram feitas no hoje, que talvez não sobre tempo para vivê-lo; então, “deixar para amanhã”, neste contexto, definitivamente não é uma boa ideia.
Como se livrar da procrastinação e organizar-se?
Foto ilustrativa: Bruno Marques/cancaonova.com
De minha parte, acredito que a procrastinação vai muito além de uma escolha aleatória que fazemos motivados pelo cansaço. Penso que ela faz parte da luta espiritual que travamos diariamente mesmo sem perceber. A Palavra de Deus nos ensina, em eclesiástico 3, que “não há nada melhor para o homem do que viver bem cada coisa em seu devido tempo”, ou seja, viver a disciplina. Por outro lado, o inimigo de Deus, sugere sutilmente deixar para depois as inspirações que temos, como mudanças de vida por exemplo. Embora não seja reconhecido pela Igreja por falta de dados históricos, popularmente falando, Santo Expedito, é um modelo de quem viveu esta luta espiritual e venceu a procrastinação por uma atitude de .
Segundo a tradição, ele era um militar romano, comandante da legião encarregada de proteger o império das invasões dos bárbaros orientais. Expedito era cristão, como a maior parte dos seus subordinados, porém antes de se tornar cristão, ele teria relutado e adiado a conversão com muitas desculpas. O demônio o tentava para que resistisse, e, em forma de corvo, o inspirava a repetir “Cras! Cras!” que em latim significa “amanhã”.
Até que, certo dia, Expedito, tocado pela graça de Deus, teria pisado decididamente a cabeça do corvo e retrucado com “Hodie!”, que quer dizer “hoje”, assumindo, assim, a disposição de se converter, imediatamente, e viver a fé com radicalidade, chegando inclusive ao ato heroico do martírio. Verdade ou não, o certo é que quem quer, realmente, dar a vitória às inspirações divinas, não pode deixar para amanhã, é no “hodie” que Deus se manifesta. Diante disso, deixo cinco dicas para combater a procrastinação e ter uma vida harmoniosa:

1- Priorize o que vale a pena

Certamente, você já ouviu dizer que a vida é feita de escolhas, e é isso mesmo! O que escolhemos plantar, mais cedo ou mais tarde, é exatamente o que iremos colher. Então, que tal plantar atitudes para colher resultados? Se seu objetivo é estudar para a prova, por exemplo, remover as distrações deve ser sua atitude. Se a internet é o problema, desligar seu wi-fi é a solução. Estabeleça uma prazo para finalizar determinada tarefa e priorize ir em frente até conclui-la antes de começar outra. Atitudes assim farão de você um vencedor.

2- Não faça pequenas concessões

Geralmente, as primeiras decisões que tomamos no dia influenciam todas as outras que iremos tomar, portanto, quando o despertador tocar, levante-se. Não caia na tentação de tirar uma soneca, pois ela não vai acabar com seu sono, e, por outro lado, vai lhe atrasar, provocando um “efeito cascata” no decorrer do seu dia.

3- Dê passos concretos

Uma excelente ideia que não é colocada em prática não passa de uma ideia. É por isso que mais importante do que elaborar uma lista de tarefas é fazer alguma coisa concreta. Vamos supor que você deseje correr uma maratona e tenha tudo planejado, porém, se não tiver a coragem de dar o primeiro passo, a maratona nunca sairá do papel.

4- Comece com o que tem

Não espere estar tudo pronto para começar a agir, porque isso dificilmente vai acontecer. Lembre-se de que você pode ir melhorando conforme avança no projeto. Então, diminua seu grau de autoexigência e comece fazendo o que é possível agora, no momento seguinte faça o mesmo; e assim, dando um passo após outro, siga em frente sem parar.

5- Tenha metas claras e lute por elas

Ter clareza do que realmente queremos é fundamental para quem deseja vencer a procrastinação. Existe um provérbio popular que diz: “Para um barqueiro que não sabe onde vai nenhum vento é favorável”. Portanto, tente  definir o que você quer como prioridade e canalize seus esforços para isso. Não fique “atirando para todos os lados”, isso só irá lhe cansar e não o levará a lugar nenhum.
Em todo caso, tenha paciência com você mesmo e nunca pare de lutar. Lembre-se de que você não está sozinho, de alguma forma todos nós somos procrastinadores, uns mais outros menos, mas estamos no mesmo barco e devemos remar juntos para vencer. Acredito que a disciplina unida à graça de Deus é o caminho para a vitória contra a procrastinação e contra muitos outros males, pois quem vive a fé de forma ordenada, sabe priorizar o que é bom a cada tempo e não se dá por vencido após a queda.
Porém, se o problema é a falta de disciplina, recorramos a Deus pedindo essa maravilhosa graça agora mesmo, pois é no momento presente que Ele se revela e quer nos livrar de todo mal, inclusive a procrastinação, concedendo-nos uma vida harmoniosa, plena e feliz, porque é exatamente isso que Ele sonhou para nós!

Fonte: Canção Nova

Deixemos a luz da graça de Deus entrar em nossa vida

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018


 

É o momento, é a hora da graça, de deixarmos Deus abrir os nossos olhos e nos mostrar a luz da vida

Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: ‘Faça-se conforme a vossa fé’” (Mateus 9,29).

São dois cegos que estão gritando: “Jesus, tende piedade de nós! Filho de Davi, tenha compaixão de nós!”. Esses cegos querem ser curados, estão clamando para que Jesus se compadeça deles. Jesus está perguntando se eles têm fé, se eles acreditam que Ele pode fazer algo por eles; então dizem: “Sim, eu creio”. É por isso que Jesus tocou nos olhos deles e disse: “Faça-se segundo a vossa fé”.
Essa é a grande graça que a fé nos concede, ela abre os nossos olhos. A fé nos abre para enxergarmos o que a incredulidade, o orgulho e o pecado não nos permitem enxergar.
Todos nós vivemos a insensatez de não enxergarmos a verdade. Os nossos olhos estão como que cobertos por escamas e não enxergamos a vida e a realidade como de fato ela é, porque não temos os olhos da fé.
A graça que esses dois homens alcançaram é muito mais do que a graça da visão física, propriamente dito. A graça de enxergar é aquilo que eles, como cegos, já estavam enxergando, que Jesus era a luz da vida deles.
É preciso dizer que para nós, que caminhamos, muitas vezes, em meio à escuridão, às obscuridades na alma, na mente, nos relacionamentos e em todas as situações da vida, Jesus é a luz da vida. É Ele quem ilumina os nossos olhos, é Ele quem clareia o nosso coração diante de tantas coisas obscuras que nos cegam.
Acalme o seu coração, silencie a sua alma e busque, com toda intensidade do seu ser, a confiança e a fé n’Ele, porque Ele há de abrir os nossos olhos, vai nos ajudar a enxergar o que não conseguimos.
O cego é aquele que não enxerga a si mesmo. Achamos que enxergamos bem, mas nem óculos nós usamos! Nossa mente, no entanto, está, muitas vezes, obscurecida e ofuscada, nem nos enxergamos, não percebemos quando estamos fazendo mal aos outros, estamos sendo ridículos com nós mesmos, estamos nos enganando, iludindo-nos com tantas coisas que não percebemos. Estamos falhando com o outro.
É o momento, é a hora da graça, de deixarmos Deus abrir os nossos olhos, nos mostrar a luz da vida, para que não morramos na cegueira sem enxergar a luz da vida e ver a vida com a luz da graça, para que a nossa vida caminhe na direção do Céu e da eternidade.

Deus abençoe você!

Coloquemos a nossa confiança no Senhor

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

 

Somos pessoas frágeis, sujeitos a falhas e erros, por isso a nossa confiança sempre tem de estar em Deus Nosso Senhor


“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha” (Mateus 7,24-25).

Onde você está alicerçando a sua vida? Sobre qual fundamento você está colocando a sua existência? Viver não é fácil para ninguém, pois a existência humana é condicionada a tantas situações problemáticas, emblemáticas, que vem de todos os lados. Seja a chuva que vem de cima, sejam as enchentes que vêm debaixo, sejam os ventos que vêm do lado, em todas as proporções estamos tendo os enfrentamentos da vida.

Se edificarmos a nossa casa sobre a rocha firme, que é Jesus, Ele nos manterá de pé, Ele nos sustentará. Muitas vezes, abalamo-nos, caímos, prostramo-nos e temos quedas que arrasam toda a nossa vida. Primeiro, porque colocamos uma confiança muito grande em nós. É verdade que temos de ter confiança em nós, não podemos ser movidos por um sentimento de coitadinhos, de fracasso, mas tomemos cuidado com o excesso de confiança em nós mesmos. Somos pessoas frágeis, estamos sujeitos a falhas e erros, por isso nossa confiança sempre tem de estar em Deus Nosso Senhor.

Depois, confiamos nos homens, confiamos demais nas pessoas. Não seja aquela pessoa doentia que desconfia de tudo e de todos, porque, assim, caímos numa neura, e a vida se torna muito mais problemática. Isso não quer dizer que todos mereçam nossa desconfiança; a verdade é que colocamos excesso de confiança nas pessoas, e há momentos em que esse excesso de confiança se torna algo tão pesado, que a pessoa não corresponde às expectativas, ela falha e nós ficamos desapontados.

Olho para Deus, é n’Ele que coloco a minha confiança e esperança, e Ele jamais há de me decepcionar. Eu já me decepcionei comigo, já me decepcionei com as pessoas, já me iludi, eu já confiei mais do que deveria.

A maturidade da vida e a Palavra de Deus nos dão sempre o norte e a direção. É no Senhor que devemos alicerçar a nossa vida e o nosso coração!

O Senhor nos ensina como devemos nos relacionar com as pessoas, com aqueles que estão ao nosso lado, até que ponto devemos chegar, mas sem jamais sair dessa direção: alicerçados firmemente no Senhor, pois é Ele quem nos sustenta e leva para frente.

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Cuidemos daqueles que estão padecendo de fome

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

 Olhemos para o mundo em que estamos, onde muitos padecem, seja pela fome da Palavra de Deus, seja pela fome de alimento

Jesus chamou seus discípulos e disse: ‘Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho’” (Mateus 15,32).

Jesus tem compaixão do ser humano, Ele tem compaixão e misericórdia da nossa humanidade e, por isso, Ele, primeiro, nos alimenta por dentro. Alimenta o nosso interior, a nossa alma, alimenta-nos com o pão da Palavra. E, a Palavra d’Ele, chegando ao nosso coração, preenche aquele vazio, aquela sede e fome de eternidade que todos nós sentimos. Jesus tem compaixão da nossa alma enfraquecida que, muitas vezes, está desanimada, sem alento e sem gosto. 
Todo ser humano precisa se alimentar, precisa cuidar das suas necessidades fundamentais e, uma delas, não tenha dúvidas, é a de se alimentar bem. Por isso, Ele teve compaixão daquele povo que O escutava e não tinha alimento para comer. Ele chamou os discípulos e manifestou a sua preocupação. “O que vamos fazer com essas pessoas? Não podemos mandá-las embora”. A ordem de Deus para nós é essa: não mandemos ninguém embora com fome. Que ninguém saia da nossa frente, da nossa vista e da nossa vida com fome de Deus e nem fome de alimento.
Olhemos para o mundo em que estamos, onde muitos padecem, seja pela fome da Palavra de Deus, seja pela fome de alimento. A Igreja de Deus não tem uma forma pequena e nem reduzida, quanto mais egoísta de ver o ser humano. Ela vê o ser humano num todo e vê que precisamos levar a Palavra de Deus aos corações, mas precisamos despertar, no coração dos que ouvem a Palavra de Deus, o cuidado e a atenção para com os mais pobres, mais necessitados e sofridos.
Não faça uma evangelização pela metade, não se preocupe em apenas levar a Palavra. Leve a Palavra, evangelize pela Palavra, proclame a Palavra, mas leve o pão, o alimento, leve aquilo que o outro está precisando para alimentar as suas necessidades básicas e fundamentais, inclusive, para viver e sobreviver.
Que ninguém passe fome e nem necessidades, que ninguém morra ao nosso lado porque não demos atenção às suas necessidades fundamentais de sobrevivência.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Quais são as características da alma que ora?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A oração transforma a alma


Quando um cristão mantém uma vida de oração constante e ela se torna eficaz na sua vida, os efeitos são transformadores na alma dele. Essa mudança começa a ser verificada nos impulsos que a sua própria alma a leva ter. Dessa forma, mais um vez, podemos entender o que é a oração para então verificarmos os seus efeitos. A santa da pequena via, Terezinha do Menino Jesus, expressa claramente que a oração “é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao Céu, um grito de reconhecimento e amor em meio a provação ou no meio da alegria”.

Podemos, tranquilamente, parafrasear Santa Terezinha e dizer que a oração é um grito da alma na alegria ou na provação, que é um olhar da alma para Deus, para o Céu, é um movimento de amor. Algumas são as características vistas em uma pessoa que se mantém constantemente em oração, vejamos estas características a seguir.

Quais são as características da alma que ora?
Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com

A confiança da alma


A confiança é experimentada, de maneira mais própria, quando nos deparamos com uma tribulação. Essa é a primeira qualidade da alma orante, a confiança. Uma criança confia plenamente nos seus pais, porque, ela, durante sua vida, experimentou que pode lançar-se numa confiança filial por conta das atitudes dos pais. Essa é a confiança que devemos ter com Deus, pois precisamos confiar da mesma forma com que uma criança entrega-se aos pais.

O que podemos nos perguntar é o porquê do Pai não ter atendido ao nosso pedido no momento de dificuldade. E, isso, acabou prejudicando a nossa confiança em Deus. Antes de pensarmos pelo único lado de que Deus não nos atendeu, precisamos ter em mente o que a Carta aos Romanos (cf.: Rm. 8,26) nos diz: ‘Pois não sabemos o que pedir nem como pedir”. Deus sabe o que precisamos, da forma que precisamos e no momento que precisamos. Isso é uma verdade!

É por isso que: a alma que ora, mesmo quando não é atendida na sua oração, não perde a confiança. Porque sabe que Deus conhece as suas necessidades. Deus é Pai e como Pai não daria algo que não fosse levar seu filho à salvação. A Carta de Tiago continua a nos ensinar quando diz que não possuímos, porque não pedimos. E, quando pedimos e não recebemos, é porque pedimos mal (cf.: Tg 4,2-3). A oração deve lançar a alma ao abandono confiante à vontade do Pai.

A esperança da alma


Uma alma alimentada pela oração é cheia de esperança, mesmo quando aos olhos humanos não há esperança alguma. Isso é fruto da oração, porque quem ora sabe em quem deposita a confiança que gera a esperança. A Carta aos Romanos (cf.: Rm 5,5) ajuda-nos a entender o porquê dessa característica surgir na pessoa orante: “A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nosso corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. É fruto do amor do Pai, Deus nos ama e, por isso, nos enche de esperanças. O Espírito Santo é quem age na alma orante.

Quando Adão e Eva pecaram, eles deixaram de escolher pelo amor de Deus e ficaram presos em um amor egoísta, voltados para eles mesmos. A oração nos convence de quem somos: filhos amados! E, por isso, podemos esperar de Deus, porque Ele nos Ama. Ele prometeu, Ele há de cumprir. O Catecismo da Igreja Católica, no n° 1821, traz o seguinte: “Podemos esperar, pois a glória do céu prometida por Deus aos que o ama e fazem sua vontade. Em qualquer circunstância, cada qual deve esperar, com a graça de Deus, ‘perseverar até o fim’ e alcançar a alegria do céu como recompensa eterna de Deus pelas boas obras praticadas com a graça de Cristo”.

A humildade da alma


A humildade é o fundamento da oração, pois a alma humilde reconhece a sua necessidade e a sua pequenez. Santo Agostinho chega a dizer que o homem é um mendigo de Deus. Ele é e sempre será necessitado de Deus. A parábola daqueles dois homens que subiram ao templo para rezar, retrata bem a diferença da oração humilde e da oração soberba.

Enquanto o fariseu batia no peito e exclamava que não era como os outros, ladrões desonestos, adúlteros e nem como aquele publicano. Ao contrário, o publicano nem tinha coragem de levantar os olhos e batia no peito pedindo perdão pelos pecados. Jesus diz que o último voltou para casa justificado e o outro não, pois aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado (cf. Lc 18,9-14). Somente os humildes estão abertos para receber algo, porque os soberbos já estão cheios e não precisam de nada. O humilde é sempre mendigo de Deus e de seus dons.

Leia mais:
::Quantas vezes você mesmo foi o seu maior inimigo?
::Orar significa falar com Deus
::Como deve ser a sua relação com Deus?
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A vigilância da alma


A alma orante é dominadora de si mesma, por isso, não se deixa possuir pelos desejos desordenados da carne. Quem contribui para esse domínio é a vigilância, essa, também alcançada pela oração. O Catecismo da Igreja Católica, n° 2730, compara a vigilância com a sobriedade do coração.

O evangelho de Mt 26,41 nos ordena: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. A vigilância, também, está associada à vinda de Cristo, pois, a alma que ora espera a plenitude da manifestação de Deus na segunda vinda de Jesus, assim como as virgens que se mantiveram vigilantes à espera do noivo que viria no meio da noite.

Alimentados pela oração, que Deus conceda a cada cristão cultivar, cada vez mais, as características da alma que é apaixonada pelo seu Senhor, por isso, se mantém em oração sem desanimar. Vivamos sempre na confiança, na esperança, na humildade e na vigilância à espera do Senhor que vem.
 
Fonte: Canção Nova

Nascimento do Menino Jesus Advento: viva o tempo de espera pelo Menino Jesus em família

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Reflita com o padre Arlon sobre o tempo do Advento

Para os cristãos, o mês de dezembro é um tempo de preparação para o nascimento do Menino Jesus. Logo, neste domingo, 2, estamos iniciando tempo do Advento.
As quatro semanas do Advento é o tempo litúrgico em que os cristãos se preparam liturgicamente para a vinda do Salvador, portanto, somos convidados a vigiar e a esperar.
Para simbolizar este tempo litúrgico, a cada domingo uma vela é acesa, assim, anuncia que a chegando do Menino Jesus está se aproximando.

Assista



 

O sacerdote da Comunidade Canção Nova, padre Arlon Cristian, que hoje se encontra na Casa de Missão de Canção Nova, na Terra Santa, fez uma breve reflexão sobre o Advento.

Padre Arlon faz um convite especial a todos. O convite é para que reúnam suas famílias e se preparem para a chegada do Salvador. Que tenha ornamentos natalinos, mas, principalmente, preparem o interior para que o Salvador possa nascer no coração de cada um.
Leia mais:
Por Alessandra Borges

Fonte: Canção Nova

Como deve ser a sua relação com Deus?

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O discípulo e o seu Mestre

Você já se perguntou como deve ser a sua relação com Deus? Partindo dessa pergunta quero junto com você refletir a maneira como deveríamos nos relacionarmos com o Senhor. E para isso o melhor exemplo é do discípulo João, de quem o próprio Jesus denominou como sendo aquele que Ele mais amava. O laço que ligava João a Jesus era muito maior do que o laço próprio da missão e existia entre eles uma verdadeira amizade.
Antes, é preciso entender uma das origens da palavra “amizade”. O filósofo de Estagira, Aristóteles, define a amizade com o termo “philia”. Aristóteles escrevendo para o seu filho Nicômaco diz que a amizade perfeita é “Aquela que existe entre os homens que são bons e semelhantes na virtude, pois tais pessoas desejam o bem um do outro de modo idêntico e são bons em si mesmos […].
Como deve ser a sua relação com Deus?
Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Aqueles que desejam o bem aos seus amigos por eles mesmos, são amigos no sentido mais próprio, porque o fazem em razão de sua natureza e não por acidente”. Com isso, podemos entender o verdadeiro sentido da amizade, pensemos, principalmente, nas figuras de Jesus e do Seu amigo João.
Jesus, em um dos seus momentos mais dramáticos, estavam de pé junto à Cruz d’Ele,  Sua Mãe, Maria de Cléofas e Maria Madalena. Jesus vê ao lado de Sua Mãe o discípulo que Ele amava e disse à Sua mãe: “Mulher, eis o Teu filho!”. E, depois, olhando para o discípulo disse: “Eis a Tua mãe!” (cf. Jo 19,25-27). Jesus, nesse momento, confia a Sua querida Mãe aquele para quem Ele confiava e tinha a certeza de que cuidaria com o mesmo amor, como Ele mesmo faria. Podemos, com atitude de Jesus, compreender o grau de intimidade que tanto Ele quanto João tinham um com o outro.

Sigamos o exemplo de João

O discípulo João não criou essa intimidade com o Senhor de maneira automática, mas certamente ele a cultivou. A amizade que você precisa ter com Deus requer esforço, perseverança e, acima de tudo, confiança. Como Aristóteles disse, a amizade é uma virtude, então precisa ser buscada, exercitada. Um amigo sempre vai querer o bem para o outro, não havendo busca de prazer ou interesse. E, quem melhor entende de amizade se não Aquele que foi chamado de “bom mestre?”.
Sim, meu caro! Jesus é esse especialista em amizade, pois o maior desejo d’Ele é o seu bem. Se podemos dizer que Jesus tem algum interesse, esse seria o seu bem e a sua salvação. Isso acontecerá cada vez que você tornar-se amigo de Jesus, quando você for verdadeiramente um discípulo aos pés do Mestre. Vejamos, agora, como João cultivou e fez em relação ao Seu mestre, para que passasse de um seguimento como o dos demais discípulos para ser uma relação de amor.

É preciso entender Jesus por dentro

Existe uma palavra que define bem a atitude de João em relação a Jesus, quando João reclinou a cabeça no peito do seu Mestre. A palavra é “auscultar”, que significa escutar por dentro, examinar o interior, muitas vezes, utilizando aparelhos. Com isso, podemos entender o movimento de João em direção a Jesus. Pois, o reclinar a cabeça era o desejo dele de examinar o Senhor por dentro, de conhecer o mais íntimo e profundo de Jesus. Essa atitude já era o discípulo dando sinais do desejo que tinha o seu coração, o de ter uma amizade verdadeira com o seu Mestre.
Mais uma vez nos deparamos com um momento de extremo sofrimento para Jesus. Contudo, o desfecho foi diferente do momento da Cruz. Agora, é João, o amigo do Senhor, que vem em socorro de Jesus no momento da traição. O Senhor anuncia a sua traição: um daqueles que Ele convidara para estar mais próximo, iria o trair.
Após Jesus ficar interiormente perturbado Ele diz: “Em verdade, em verdade vos digo: um de vós Me entregará” (cf. Jo 13,21). O fato do escritor sagrado ter feito questão de dizer que a perturbação foi interior, quer retratar que o coração do Senhor estava aflito. João, querendo o bem para Jesus, tenta com uma atitude de quem ama, confortar o Senhor: “O discípulo, então, recostando-se sobre o peito de Jesus, perguntou: ‘Senhor, quem é?’” (cf. Jo 13,25). O discípulo que Jesus mais amava quis, de alguma forma, amenizar o sofrimento do Senhor. João quis entender o Senhor por dentro, ele quis fazer parte da sua intimidade. E, com essa atitude, João ausculta o coração de Jesus usando o melhor equipamento, o próprio coração.

Jesus quer que sejamos íntimos d’Ele

Depois de perceber o modo como Jesus quer estar com você, isto é, numa relação entre dois verdadeiros amigos. Você pode ainda se perguntar: “Como faço para chegar à intimidade com o Senhor?”.
Sem dúvida de errar, falo a você que: o meio para se tornar íntimo e amigo de Jesus é a oração. E uma das mais belas definições do que é oração, é a que Santa Teresa de Jesus nos deixou: “Oração é um íntimo diálogo de amor, estando, muitas vezes, a sós com Aquele que nos ama”. Você, assim como eu, só conseguirá ser próximo de Jesus quando se dedicar à oração. E, quando falo em rezar, não digo de muitas horas e nem muitos recursos, mas de qualidade na oração.
O que você precisa saber é que, no momento que você se coloca em oração, você entra em diálogo íntimo com Aquele que te ama. É na oração que conhece o Senhor por dentro. Quando você ora, você volta o seu coração na direção do coração de Jesus e, assim, experimenta o amor de uma verdadeiro amigo.

Fonte: Canção Nova

Cremos na segunda vinda gloriosa de Jesus

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

 

Não podemos perder a expectativa da eternidade, não podemos perder a perspectiva da parusia

Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando essas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lucas 21,27-28).

Talvez, você pare nas tragédias, nas coisas negativas, nos medos e pavores que o Evangelho de hoje nos relata. Não pare aí, vá adiante. Porque, quando essas coisas começarem a acontecerem; e essas coisas já acontecem no mundo: pavores, guerras, combates, nações contra nações e, assim por diante, mantenhamos, ainda mais firmes, o nosso olhar em Jesus.
A nossa fé é movida pela esperança, pela certeza de que o Senhor virá. Ele não tardará! Cremos na segunda vinda gloriosa de Jesus. E que Ele venha no Seu tempo, no tempo em que foi designado pelo Pai por toda a eternidade para operar a libertação de toda a humanidade. Por isso, não me apavoro.
Mas algumas pessoas dizem: “O mundo não tem mais jeito. O mundo vai acabar”. Se o mundo não tem mais jeito, se vai se acabar, que encontre o seu jeito, o seu tempo. Eu vivo na esperança, na certeza de que tem um Deus que cuida dos Seus e eu mantenho n’Ele o meu olhar. Mantenho firme a minha esperança, a minha fé; e creio que o Senhor virá para julgar os vivos e os mortos. Eu vivo dessa fé que o Senhor virá para instaurar para sempre o Seu Reino glorioso.
Não podemos perder a expectativa da eternidade, não podemos perder a perspectiva da parusia, que é a segunda vinda gloriosa de Jesus. Mas, não podemos cair nas fantasias que muitos querem lançar no meio de nós, que o Senhor já está vindo.
Ele está vindo, São Paulo já proclamou isso há vinte séculos. Ele está vindo esse ano, pode ser no próximo ano e pode ser daqui a 100 anos. Quem somos nós para determinar quando o Senhor virá. Temos de viver a espiritualidade da vigilância. Pois, o Senhor, vindo hoje ou daqui a cem anos, temos de estar prontos para aguardá-Lo.
Vem, Senhor Jesus, eu Te aguardo e Te espero. É isso que eu preciso viver a cada dia; e não ficar entrando nas pesquisas, juntando os fatos daqui e acolá; e, assim, determinando que o Senhor está vindo, apressando a todos. Lançamos medo em outros, não vivemos a conversão verdadeira e nem semeamos a conversão de coração autêntica.
Muitos esperavam o Senhor no passado e Ele não veio, então, caíram na decepção e no desânimo. O Senhor virá e o dia em que Ele vier, que o nosso coração esteja firme, aguardando a sua chegada. Quando as tais coisas (citadas no Evangelho) começarem a acontecerem, a esperança e a expectativa da vinda do Senhor nunca poderão nos jogar no desânimo e na descrença.
Temos de esperar o Senhor de cabeça erguida, firmes na fé, sem desanimar. Porque a presença do Senhor, a proximidade do Senhor não é pavor, é libertação.
Quanto mais próximos estamos do Senhor e, Ele, mais próximo de vir a nós, maior é a graça da libertação na vida de cada um de nós. Maranathá, vem Senhor Jesus.

Deus abençoe você!

É permanecendo firmes que ganharemos a vida eterna

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

 

É permanecendo firmes e perseverantes, permanecendo no caminho e sem dele nos desviarmos, que ganharemos a vida

Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!” (Lucas 21,17).

O Evangelho de hoje apresenta tantas realidades de perseguições; de divisão em casas, em famílias, mas sobretudo, a realidade da não aceitação de Jesus, do Evangelho e dos seguidores d’Ele.
Ainda que a expressão evangélica seja ódio, o melhor entendimento para ela é a rejeição. Eu rejeito aquilo que não gosto, que não amo, que não acolho e nem aceito. Podemos odiar, sermos indiferentes, mas não aceitarmos.
No mundo de hoje, o modo de odiar é não aceitar o Evangelho. É não aceitar, muitas vezes, a vida de quem se converte, de quem serve a Deus de forma autêntica e verdadeira. Quem está no mundo prefere o que é do mundo, e o mundo odeia aquilo que é de Deus.
Não tenhamos receio, de forma nenhuma, quando não formos aceitos, acolhidos, louvados e engrandecidos por causa do Evangelho que seguimos… Estamos no caminho. Mas, fiquemos tranquilos pois nenhum fio do nosso cabelo cai sem que Deus saiba e sem que Ele cuide de nós. É permanecendo firmes e perseverantes, permanecendo no caminho e sem dele nos desviarmos por causa das tribulações, dificuldades e rejeições das pessoas, que ganharemos a vida.
A vida é para quem persevera na graça, é para quem não desanima diante das dificuldades, tribulações, perseguições e contradições que enfrentamos ao longo dessa vida.
Não é fácil servir a Deus, aliás, não é fácil viver, não é fácil estar nesta vida. Ela é bela e como eu amo viver, existir e ser um homem de Deus. Mas, sabemos de tudo que são as contradições dentro de nós, ao nosso lado. E, quantas vezes sentimos a grande tentação do desânimo? Queremos tudo abandonar e perdermos a perspectiva da vida. Muitas vezes, nos enganamos, nos iludimos, achamos que o mundo por fora é melhor, é mais prazeroso. Outras vezes, é porque vivemos uma religião desencarnada, longe da realidade, vivemos mais pelas alturas, para os anjos do que para a vida real e concreta.
E, quando caímos em si, percebemos que somos pessoas humanas, limitadas; temos fragilidades, temos situações a serem enfrentadas, então, bate aquele desânimo total.
É preciso se manter firme, é preciso se manter na perseverança, porque é só permanecendo com os olhos fixos em Jesus e sem d’Ele desviar o nosso coração, que ganharemos a vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O Senhor cuida de nós diante de qualquer tribulação

terça-feira, 27 de novembro de 2018

No coração, semeemos a certeza e a confiança de que temos um Deus que cuida de nós, mesmo diante de um mundo cercado de pavores e temeridades

Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim” (Lucas 21,9).

Desde que somos pessoas humanas e fazemos uso da razão, vemos rumores de guerras no passado e no presente. E, já têm guerras até para o futuro. Desde que sou pessoa humana, vejo destruição em toda a face da Terra. E, há aqueles que aproveitam dessas situações e criam a religião do pavor, do desespero, semeiam no coração das pessoas o medo. É a religião que quer converter as pessoas com medo.
Se eu anunciar que Jesus está voltando daqui a cinco dias ou daqui a algum tempo e quem não se converter se perderá, a sua conversão não será verdadeira, porque será a conversão da pressa e do medo.
A conversão autentica é aquela que se converte por amor e não por medo e nem por receio; e não para ser aquilo que vai fugir dessa ou daquela calamidade, pelo contrário, quando esse rumor de coisas negativas acontecerem, não iremos nos apavorar, porque o servo do Senhor não se apavora diante das tribulações, ele sabe a quem está servindo.
Se está tudo em paz, o coração procura viver em paz, mesmo com tantas inquietudes. Se são tempos difíceis e complicados, se estamos vivendo tempos dessas ou daquelas situações, o coração não se apavora. Porque sabe que o Senhor cuida dele e não o deixa desanimar e nem se desesperar diante de qualquer situação.
Não pregamos a religião do pânico, do pavor, do medo e dos escândalos, a religião onde do “quanto pior melhor”, para que as pessoas fiquem atemorizadas, com medo e receosas.
Semeamos a esperança, tendo os pés no chão. Sabemos dos conflitos, dos abalos sísmicos, das dificuldades, das guerras entre as nações, não ignoramos esses fatos, mas, também, sabemos do Senhor a quem servimos. Ele é o Rei e Senhor deste mundo e daqueles que se submetem e servem a Ele. O Senhor cuida deles diante de qualquer tribulação.
Ainda que um pavor humano, uma morte humana possa atingir um servo do Senhor, eles atingem a primeira morte ou a primeira prova, mas, jamais a morte eterna, porque Deus cuida daqueles que são seus.
Semeemos esperança, semeemos, no coração humano, a certeza e a confiança de que temos um Deus que cuida de nós, mesmo diante de um mundo cercado de pavores e temeridades. O nosso Deus cuida de nós.

Deus abençoe você!



“Oh, Senhora da Penha!”

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

26/11/2018 - Histórias de fé na 2ª maior Romaria do Brasil


A palavra peregrinar vem do latim, peregrinus, que significa “que viaja ao; que anda por terras distantes”. Na Romaria da Penha, muitos peregrinam ao longo da noite e madrugada, debaixo do sereno, no asfalto morno, ao lado de milhares de outras pessoas, carregando pequenos símbolos materiais: casinhas de papelão, imagens, terços, bíblias, ao lado de rostos desconhecidos do dia a dia, tendo como destino final um Santuário aconchegante na Praia da Penha.
Há quem diga também que esses peregrinos caminham por suas próprias terras distantes, por seus santuários interiores; necessitados de transformação, de mudança. Clamando pela libertação de antigos sentimentos, desejando uma reforma íntima, o perdão ou compreensão, que muitas vezes só a Mãe Santíssima assegura. Os olhares estranhos se encontram e, entre um verso e outro, um louvor e outro, se saúdam como velhos amigos.
 “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?, perguntou ele”. Mt 12, 48.
“Minha mãe e meus irmãos são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam" Lc 8, 21.
Somos essa fraternidade universal, somos todos filhos e filhas de Deus, somos todos abençoados pela Mãe da Penha.
“Hoje eu só tenho que agradecer”
Mãezinha do céu, eu não sei rezar, só sei te dizer, que quero te amar...”, a música parecia estar sendo entoada para aqueles olhinhos brilhantes do pequeno menino de um ano de idade, nos braços do tio, vestido de branco, que balançava as mãozinhas sem saber muito o que acontecia, mas contagiado pela energia da fé.
Arthur nasceu aos oito meses, pré-maturo, e com um sério problema nos pulmões. Aline, sua mãe, uma jovem de apenas 22 anos, rogava a Senhora da Penha pela vida de seu filho. Após participar de algumas missas, prometeu que se o pequeno melhorasse ela o levaria a Romaria com roupinha branca, e depositaria a vestimenta na Sala dos Milagres, no Santuário da Penha. “Foram momentos difíceis depois que soube do seu problema no pulmão, mas eu pedi a Mãe da Penha e ela me ajudou”, disse a jovem.
Observando mãe e filho, relembro o Salmo 66 que inspira a gratidão pelas bênçãos concedidas, “Venham e ouçam, todos vocês que temem a Deus; vou contar-lhes o que ele fez por mim. A ele clamei com os lábios; com a língua o exaltei. Deus me ouviu, deu atenção à oração que lhe dirigi. Louvado seja Deus, que não rejeitou a minha oração nem afastou de mim o seu amor”. Aline abraça o filho e diz “Hoje, moça, eu só tenho que agradecer”.
“Em primeiro lugar, pela minha saúde...”
Para se viver com saúde, é preciso mais que só um corpo são. Para se viver com saúde é preciso mover-se pela fé, é preciso acreditar no amor, na vida, e na felicidade. E tenho certeza que Zélia, obedece todos esses termos. Sua alegria contagiava no trajeto da Av. Pedro II, na Romaria da Penha. Pés descalços, lencinho jogado pro ar, e sorriso estampado no rosto. Louvava em gratidão pela saúde, e ao longo de 11 anos acompanhando a Romaria, disse sempre manter essa alegria. “É importante agradecer com alegria. Hoje busco o sonho da casa própria, mas sempre mantenho a gratidão e a oração pela minha saúde”, e abanava o lencinho sorrindo.
A felicidade de Zélia é representada pelo bem-estar daqueles que acreditam que tudo é possível, sejam um bem material, seja a saúde do corpo, seja a alegria de espírito. Já nos dizia a Madre de Calcutá que “sempre nos conheçamos sorrindo, pois o sorriso é o começo do amor”. Zélia ama sua vida, sorri em vitalidade de corpo e alma, espera provisões materiais, acredita no poder da fé, e nos faz compreender que saúde é um complexo de bem-estar físico e emocional e é sorrindo pra vida que ela nos sorri de volta, “A minha alegria é poder agradecer em primeiro lugar pela minha saúde, pela minha vida, e com um tempo as outras coisas virão. Quem sabe próximo ano estarei aqui agradecendo por uma casa própria”, disse gargalhando.
“Todo ano eu venho, eu nunca falhei”
A vida não nos promete sucessos instantâneos. Na maior parte do tempo, as conquistas exigem de nós atravessarmos caminhos mais íngremes. A força, a coragem, e a fé, são provas terrenas que nos oferecem verdadeiros aprendizados e dialogam conosco sobre o a coragem de se manter a paciência e continuar caminhando.
Maria de Lourdes estava agarrada a uma casinha pequena feita de isopor e papelão. Celebrava a vitória do lar. “Eu alcancei a graça que pedi a Santa. Construir minha casa. Era de Taipa e eu construí uma de tijolo e Ela me ajudou, me deu essa graça, ai eu vim agradecer a ela, com muito orgulho, o presente que ela me deu”.
Tudo em nossas vidas parte de grande decisões, de grande sonhos, de metas importantes. Maria plantou no seu coração um sonho e movido pela incrível energia da fé, foi encorajada por Nossa Senhora da Penha a iniciar sua peregrinação de paciência, luta e coragem até atingir seu objetivo. Os milagres e os triunfos são parte de uma mistura de fé, trabalho e amor. Fé em si, fé nos outros, fé em Deus.  Maria de Lourdes, que sorria timidamente por fora, parecia explodir de amor por dentro. Relembro essa linda frase de Santo Agostinho, que provavelmente teria amado conhecer a tímida, porém, corajosa, Maria de Lourdes. Disse ele, “Enquanto houver vontade de lutar, haverá esperança de vencer”. A fé dela e a de tantas Marias, é a fé que não falha, é a fé que persevera, é a fé que não deixa cair. Olhando para o andor da Penha, que seguia a frente, Maria, a de Lourdes, a da fé inabalável, completa: “Todo ano eu venho, eu nunca falhei”.
Na Romaria da Penha nós encontramos toda a gente de fé, nós nos encontramos, nós nos abraçamos, desconhecidos uns dos outros, desconhecidos até de si mesmos. A paz, que tanto foi clamada neste ano nos quase 14km de caminhada, é a paz que silencia o egoísmo e coloca em ação o amor. Como nos disse em sua fala o Arcebispo, Dom Delson, “a paz que motiva nosso coração é encontrada nas atitudes do Cristo, amando e se doando como ele fez. A potência do amor de Deus nunca subjuga, ela só sabe se dá e redimir. A Virgem Maria, Nossa Senhora da Penha, aprendeu de Jesus essa potência de amor. Devemos ingressar na escola de Maria, leigos e todo o povo de Deus, para aprender tudo a partir de Jesus, e aprender a viver com alegria as virtudes do Evangelho”. Hoje podemos sim clamar, como a gratidão de Aline, a alegria de Zélia e a Fé corajosa de Maria de Lourdes, “Oh, Senhora da Penha, abrandai as dores, de todos os dias, de nós pecadores”!
Por: Polyanna Gomes

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Arquidiocese da Paraíba

255ª Romaria da Penha: Programação oficial

sexta-feira, 23 de novembro de 2018


Romaria da Penha completa 255 anos em 2018 e deve levar novamente milhares de fiéis para as ruas de João Pessoa na noite do dia 24 de novembro.

Este ano, o tema da Festa e da Romaria de Nossa Senhora da Penha é: “Maria, Mãe dos leigos e leigas na Igreja, ajuda-nos a superar a violência e construir um mundo de paz”. A programação tem início com o Tríduo (três noites de celebração) em Honra e Preparação para a Romaria, que será no Santuário da Penha, localizado na Praia da Penha, em João Pessoa.

Programação detalhada:

1ª noite do Tríduo: (dia 21) às 18h30 tem a Recitação do Santo Terço. Às 19h15 terá o Hasteamento da Bandeira na Santinha localizada na rua que dá acesso ao Santuário, seguido de procissão até Santuário. Às 19h30, começa a primeira Celebração. O tema da 1ª noite é “Superação da violência”. Programação social: às 20h30 será encenada o espetáculo “Alto da Penha”.

2ª noite do Tríduo (dia 22): Recitação do Santo Terço às 18h30. E Celebração Eucarística às 19h30, com o tema: “Leigos e leigas, protagonistas da missão no mundo”. Programação social: apresentações de grupos culturais às 20h30 e shows às 22h.

3ª noite do Tríduo (dia 23): Recitação do Santo Terço às 18h30 e Celebração às 19h30. Tema da noite: “Façam tudo o que ele vos disser”.

Romaria (dia 24 – sábado): Ofício à Nossa Senhora da Penha, às 6h. Às 16h, Oração do Ângelus e recitação do Terço. Uma carreata, às 17h, vai levar a imagem de Nossa Senhora da Penha para a igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no Centro da Capital, de onde, às 22h, começa a Romaria. A Bênção de Envio dos Romeiros vai ser feita pelo Arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, que também vai celebrar a Missa campal no fim da caminhada. O percurso será o mesmo do ano passado. No Domingo, dia 25, às 3h30, previsão de chegada dos romeiros ao Santuário e celebração da Santa Missa presidida por Dom Manoel Delson.

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Arquidiocese da Paraíba

255ª Romaria da Penha

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