Vigilância é estar com o coração em Deus a todo momento

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Se vivermos bem a vigilância a Deus em tudo aquilo que realizamos, a chegada ao Reino de Deus não será surpresa para ninguém 

“Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado” (Lucas 17,34-36).

Quando escutamos esse Evangelho de Jesus o qual fala dos acontecimentos finais, da surpresa definitiva da vinda de Deus para o meio de nós, ficamos assustados porque será de forma inesperada. Na hora em que menos esperarmos, a manifestação definitiva de Deus estará no meio de nós.
Se Deus não vem, nós vamos e a nossa ida para Ele não será com hora e nem dia marcado. Às vezes, vivemos aquela vida improvisada, de qualquer jeito, onde só nos preparamos para uma coisa na hora em que a viveremos.
Temos de estar preparados, temos de estar com as nossas “contas em dia”, com a nossa vida em dia. Não temos de estar preparados para morrer daqui há 10 ou 20 anos. Eu quero ter vida longa e quero que você, também, a tenha.  Mas, a nossa vida é o hoje, o aqui e o agora bem vividos.
Tem um remédio evangélico fundamental que se chama: vigilância, ou seja, cuidar da vida a cada dia e não improvisar a cada momento da vida. Vigilância é estar com o coração em Deus a todo e qualquer momento. Alguns pensam: “Quando eu vou à Igreja, coloco o meu coração em Deus”. Mas, não é assim. Se estamos trabalhando, correndo, fazendo isso e aquilo, não podemos entregar o nosso coração para as práticas erradas, para os vícios, para os erros, para o pecado.
Temos de estar com o nosso coração preparado todos os dias. Por isso, o Evangelho diz que duas pessoas estavam no mesmo lugar, uma estava com o coração em Deus e a outra não estava. Não adianta, é aquela que está com o coração em Deus que vai.
O marido e a esposa dormem na mesma cama. Porém, um deles está o coração honesto, reto e em Deus; mas o outro pode não estar. Então, um será tomado e o outro será deixado.
Você está com seu companheiro e parceiro de trabalho, seu irmão de Igreja e de comunidade; mas estarem juntos não quer dizer que os dois têm o mesmo coração. Entretanto, se estamos juntos com o outro, é importante que o ajudemos a ter um coração em Deus e, aprendamos com ele a ter um coração fiel a Deus. É assim que se vive a espera do Senhor. É assim que vivemos para nos prepararmos para irmos ao encontro d’Ele. 
Se vivermos bem, cada dia da nossa vida a vigilância e fidelidade a Deus em tudo aquilo que realizamos, a morte, a chegada ao Reino de Deus não será surpresa para ninguém .

Deus abençoe você!

Tecnologia, crianças, adolescentes e ansiedade: o que fazer?

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O uso exagerado de tecnologia está afetando o comportamento das crianças e adolescentes

O vício tecnológico é um tema que, cada vez mais, tem preocupado pais, educadores, famílias, profissionais da área da saúde e a sociedade como um todo. É um consenso que smartphones, tablets e computadores são parte de nossas vidas. Mas, um questionamento importante é: será que o uso exagerado dessas tecnologias pode estar favorecendo uma geração de crianças e adolescentes ansiosos? O uso da tecnologia entre crianças e adolescentes pode ter um impacto diferente do que aquele feito por adultos?
Na verdade, a maturação do cérebro, em crianças e adolescentes, acontece até por volta dos 21 anos. Antes disso, áreas como aquela que realiza o controle de impulsos, ainda não estão plenamente formada.  Com isso, o vício se instala de forma mais rápida e prejudicial. Essas e outras perdas têm sido observadas nesta geração que, cada vez mais cedo, acessa a tecnologia.
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Foto Ilustrativa: BrianAJackson by Getty Images

A angustiante espera de uma mensagem

Os acessos feitos em aplicativos, sites e redes sociais podem trazer  ainda mais angustiados. Uma vez que, estamos a todo momento aguardando a chegada de notificações de novas mensagens, curtidas, comentários de admiração daquilo que escrevemos ou mostramos.
É curioso perceber que, o mesmo tipo de dependência causada por drogas é a dependência tecnológica. Pois, as mesmas áreas cerebrais são afetadas quando observados exames de imagem. Isso é curioso e assustador! Basta perceber quão irritado fica um adolescente ou criança quando fica sem o celular ou sem acesso à internet.
As consequências emocionais passam pela ansiedade, depressão, fobia social (isto é, a evitação do contato pessoal com outros), chegando à dependência tecnológica, ou seja, um vício de efetividade instalado, que tem ligação direta com o que chamamos de transtornos do impulso.

Precisamos tomar uma clara consciência de mudança de hábitos

Revela-se que, depois de 8 minutos de uso de tecnologia, inicia-se a liberação de dopamina pelo cérebro. Dopamina é o neurotransmissor responsável por sensações prazerosas e de gratificação. Isso logo permite que uma pessoa, em busca de prazer, passe a acessar cada vez mais.
Explicando de forma bem prática: é o momento em que o vício se instala, então, é onde precisamos tomar uma clara consciência de mudança de hábitos. É como se toda a vida de uma pessoa se concentrasse em um celular, como se sem o celular, não fossem ninguém. Onde ficam as experiências com a natureza, com os animais, com as outras pessoas “de verdade”? Cadê as experiências com os livros, com a terra, com tanta riqueza disposta pelo mundo?

Convívio social

As habilidades sociais requeridas com a experiência real, cara a cara com outro ser humano são muito maiores do que aquelas exigidas pela experiência tecnológica. Se não queremos falar com alguém por uma rede social é muito simples: basta bloquear a pessoa, cancelar a amizade e parece que tudo se resolve. O problema começa quando o jovem precisa encarar a pessoa, desse modo, não sabe o que fazer ou simplesmente explode de raiva por não conseguir lidar com as emoções e toda raiva advinda daquela decepção.
Se a fase da adolescência é aquela que gera as maiores transformações em nosso desenvolvimento, destacando-se a comunicação e a socialização, é nesse campo de transformação que as tecnologias podem dificultar o enfrentamento real das situações. Ganhar uma comunicação efetiva e transpor dificuldades cara a cara são habilidades que sempre serão requeridas.

Precisa-se de mais conexão para uma falsa satisfação

Mais que do que “achismos” e situações sem uma explicação clara, existem evidências científicas que lotam, cada vez mais, os consultórios médicos e clínicas de psicologia. São queixas das mais variadas: falta de atenção; enxaquecas motivadas pela exposição à luz vinda dos equipamentos; problemas de aprendizagem (incluindo escrita, leitura, compreensão, dentre outros); irritabilidade; dificuldades em sono; dificuldade no relacionamento interpessoal com isolamento social; falta de tolerância e de suportar frustração; uma falsa sensação de controle sobre os ambientes e, até mesmo, a dificuldade em lidar com as coisas simples e rotinas cotidianas.
Precisa-se de mais conexão para uma falsa satisfação nunca vinda. As atividades podem ficar de lado ou, ainda, apenas se consegue estar bem quando conectados. Dentre tantos outros prejuízos, contamos ainda com a intensidade da divisão da atenção que estressa a capacidade cognitiva ao sobrecarregá-la de informações, reduzindo aprendizado e compreensão das situações. Deixando conhecimentos, de certa forma, rasos sobre os assuntos, uma vez que, a “aquisição de informação” não necessariamente é aprendizado. Muitas vezes, temos “volume” de conteúdo, mas sabe-se pouco o que fazer com tudo aquilo.

Então, a partir deste cenário, o que fazer?

É muito importante, enquanto pais, perguntarem-se: “Por que estou dando um celular ou tablet a uma criança de 1 ou 2 anos? Esse hábito é constante? Quais hábitos estamos construindo em nossas famílias a partir dos meus próprios hábitos?”.
Um dos segredos importantes nisso tudo é adotar um uso coerente das tecnologias adequadas à cada faixa etária, inserindo atividades ao ar livre, jogos, atividade física, redução no uso e substituição por outras tarefas. É válido, também, que seja limitado o tempo de uso dos recursos tecnológicos e que o equilíbrio entre vida real, vida virtual, laços afetivos reais e todo este cenário seja incluído.
Se é hora de brincar com jogos físicos, brinque com eles. Se é hora de esportes, deixe o celular de lado. Se é hora da refeição (e acaba sendo um grande problema, pois muitos de nós comemos em frente ao computador, celular ou tv), que seja o horário para comer, para que possamos prestar atenção no que estamos ingerindo.
Crianças com menos de 2 anos não deveriam ter contato com telas, porque não possuem a sustentação completa de sua cabeça. Isso pode a levar a desenvolver problemas posturais sérios e, também, ao fazer contato com brinquedos, objetivos físicos e interação humana, desenvolvem habilidades importantes de cognição, coordenação motora fina dentre outros.
Aos jovens que possuem celular: é importante que possam desligar para dormir ou, ainda, usar o “modo avião” para que as notificações não cheguem durante o sono e procurem deixar o celular longe cama.
Em resumo, precisamos adotar novos hábitos não descartando os benefícios da tecnologia, mas usando-a com qualidade e quantidade adequadas. Tenhamos a certeza de que a vida é muito mais do que a interação tecnológica.

Fonte: Canção Nova

Tenhamos um coração grato a Deus

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

 

Nesta vida, nada mais nos cura do que ter um coração grato, um coração que louva e exalta

Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano” (Lucas 17,15).

Jesus estava aproximando-se de um povoado e, quando se aproximava desse povoado entre a Samaria e a Galileia, dez leprosos saíram ao seu encontro e suplicaram: “Mestre, tenha compaixão de nós”. Esses leprosos queriam ficar curados, queriam ficar limpos daquela condição, queriam estar no meio dos homens. A lepra era considerada uma impureza e afastava essas pessoas do convívio social e, eles, queriam voltar.
Jesus acolhe toda e qualquer impureza, seja ela de ordem física, moral, social. Porque, Jesus é Aquele que, com Seu amor, cura todas as suas realidades; é Aquele quem traz para o coração de Deus aqueles que foram afastados pelos homens ou pelos Seus próprios pecados.
Veja: dos dez leprosos que pediram a graça, um deles que não era judeu, era samaritano, e voltou para glorificar a Deus em alta voz e, mais ainda, ele caiu com o rosto por terra para agradecer aquilo que Jesus fez por ele.
A expressão “agradecer em alta voz” é a expressão de um coração que vive um entusiasmo sem igual, de reconhecimento e gratidão por aquilo que Deus realizou na sua vida.
Somos, muitas vezes, cristãos mal-agradecidos, passamos boa parte do nosso tempo reclamando, murmurando, falando mal da vida dos outros. Não temos um coração agradecido, entramos numa oração e a coisa mais difícil é alguém conseguir levantar as mãos e dizer: “Obrigada, Senhor. Eu Te agradeço por aquilo que o Senhor realizou na minha vida”.
Nesta vida, nada mais nos cura do que ter um coração grato, um coração que louva e exalta, mas não adianta louvar e nem agradecer da boca para fora. O louvor vem do reconhecimento e do engrandecimento de Deus na nossa vida.
Quando rebaixamos o nosso orgulho e a nossa autossuficiência, a humildade que há em nós, leva-nos a louvarmos, agradecermos, bendizermos e glorificarmos o Deus maravilhoso que cuida de nós, nos purifica, nos perdoa e nos renova.
Não podemos ser como aqueles noves leprosos, pois eles não foram salvos. Ser salvo é, acima de tudo, ser liberto daquele coração pernicioso que eles tinham. E, nós, muitas vezes, não nos livramos desse coração pernicioso, porque não sabemos ser agradecidos.
“Eu te louvo, meu Senhor, meu Deus e meu Salvador, porque na minha vida realiza maravilhas. Ao Teu nome o louvor, a ação de graças. Ao Teu nome bendigo e engradeço eternamente. Porque, na minha vida, o Senhor realiza maravilhas a cada dia”.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Peçamos a Deus um coração generoso

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Que Deus nos dê um coração generoso, desprendido e, acima de tudo, com muita gratuidade para fazermos as nossas obrigações

Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer” (Lucas 17,10).

Vivemos num tempo onde as pessoas querem ser reconhecidas, agraciadas, curtidas, lembradas e aplaudidas por aquilo que realizam. Quando buscamos isso, quando esse espírito mundano entra em nós, perdemos a dimensão evangélica da vida.
“Evangelho” quer dizer gratuidade e amor que são entregues sem esperar nada em troca.
Quando olho para Jesus Crucificado e abandonado na Cruz, fico pensando no bem que Ele realizou para os Seus. Quantas vezes multiplicou os pães, curou os doentes e enfermos; quantos amou e entregou; as vidas que transformou; quantos foram tocados pela graça do Evangelho.
Mas, quando Ele estava vivendo o auge do Seu sofrimento, só e abandonado; Ele não estava cobrando: “Cadê os que me seguiam? Cadê aqueles para os quais eu fiz milagre?”. A mentalidade evangélica não é como a mentalidade mundana. No mundo esperam reconhecimento por tudo que fazem.Ser uma pessoa boa e honesta não merece prêmio.
Esses dias, alguém estava sendo condecorado porque foi bom, honesto e praticou a justiça. Isso é uma obrigação e um dever. Porém, chegamos a tal cúmulo que, ser bom e honesto é algo tão raro que precisamos condecorar as pessoas quando fazem aquilo que era para ser, ou seja, o dever e a obrigação de cada um de nós.
Ser misericordioso, cumprir nossas tarefas é o óbvio que devemos praticar. Precisamos corrigir-nos quando não estamos vivendo; quando não estamos praticando; quando não estamos testemunhando; quando não estamos fazemos aquilo que é o nosso dever e a nossa obrigação.
Não espere e nem busque aplausos quando fizer aquilo que precisa fazer. Não espere e nem busque reconhecimento quando realizar as suas obrigações e a sua missão neste mundo, na sua vida, naquilo que você faz.
É claro que, às vezes, se alguém ajudar, der aquela “força amiga”, receba isso com humildade e não com o coração envaidecido ou com aquele sentimento de grandeza, e não com o título de “Eu sou o melhor”. Não com aquilo que são as práticas humanas do “Sou mais. Posso mais”. Que tudo seja feito no coração de Deus, com Ele, para Ele e n’Ele, assim, não sofreremos por não ter o reconhecimento dos homens.
Que Deus nos dê um coração generoso, desprendido e, acima de tudo, com muita gratuidade para fazermos as nossas obrigações.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O perdão é o melhor testemunho que podemos dar

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

 

O que nunca pode faltar na vida de um cristão é o testemunho do perdão

“O Senhor respondeu: ‘Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: Arranca-te daqui e planta-te no mar, e ela vos obedeceria’” (Lucas 17,6).

Hoje, o Evangelho nos apresenta três elementos fundamentais para a vida de um discípulo, de um seguidor de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Mestre. O primeiro desses elementos é o testemunho de vida. É só pelo testemunho que evitamos escandalizar os pequenos.
Jesus é muito repressivo e duro àqueles que praticam escândalo. Praticar escândalos quer dizer, justamente, tirar a fé do coração das pessoas, não testemunhar aquilo que nós acreditamos.
O discípulo de Jesus deve, de todas as formas, primeiro, evitar escandalizar e, segundo, testemunhar com a vida aquilo que nós acreditamos.
Uma das melhores formas de testemunharmos é pela força do perdão. Um discípulo de Jesus que não perdoa, não testemunha o amor de Deus no seu coração. O discípulo de Jesus que vive cultivando ódio, ressentimento, mágoa contra o seu irmão e não consegue perdoar, escandaliza. Um casal que vive junto e não se perdoa, não se reconcilia, causa escândalo para os filhos e para outros. Às vezes, a pessoa está testemunhando na Igreja, está rezando, mas não vive o testemunho do perdão e da misericórdia.
Se o irmão pecar contra nós sete vezes num só dia, sete vezes devemos perdoá-lo. Mas, como vamos perdoar? Pela experiência com a Palavra de Deus.
Quando eu digo perdoar, não é ser complacente com o erro do outro. Perdoar quer dizer: não viver com ódio e ressentimento com o erro que o outro fez, porque é o nosso coração que ficará magoado.
O perdão reconstrói e levanta o outro. O perdão exige, com certeza, reconsideração das atitudes, dos fatos, da convivência e assim por diante. Mas, o que nunca pode faltar na vida de um cristão é o testemunho do perdão. Talvez, você possa perguntar: “Como vou conseguir perdoar se nem tamanha fé para isso eu tenho?”. Não é preciso ter muita fé.
Jesus está nos dizendo que se nossa fé for pequena como um grão de mostarda, diremos para esse ressentimento: “Sai daqui, se não consigo pelas minhas forças humanas, que eu consiga pela fé, arrancar as “plantas” que estão dentro do meu coração. Plantas venenosas e perigosas para a minha vida e para a minha saúde”.
Essas plantas são, com certeza, as plantas que temos de perdoar nesta vida. Se não conseguimos perdoar pelas nossas forças, que perdoemos pela fé e pelo amor. Se não conseguimos, é preciso buscar em Deus essa força.
O melhor testemunho que podemos dar ao mundo, é o de testemunhar como perdoamos e amamos uns aos outros.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Caminhos para a felicidade baseados nas bem-aventuranças

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A verdadeira felicidade está na busca pela santidade

No Evangelho, vemos retratada a proposta de santidade de Jesus por meio das “bem-aventuranças”. De fato, é somente em Jesus, por meio do Seu ensinamento e da Sua vivência, como verdadeiro “homem-novo” recriado segundo Deus, que podemos entender o que é ser santo diante do Senhor e dos homens.
Papa Francisco, na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, apresenta cada uma das bem-aventuranças como um caminho de felicidade para todo o cristão. São oito caminhos que nos indicam que: a verdadeira felicidade está em buscar a santidade. Vejamos cada um desses caminhos propostos pelo Papa, inspirado nas bem-aventuranças.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O Desapego

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do céu” (Mt 5,3). A bem-aventurança alerta para a tentação de buscarmos a felicidade fora de nós mesmos e do nosso relacionamento com Deus. É uma falsa sensação de liberdade que nos é dada pela posse de bens materiais, porém, não consegue nos fazer felizes.
Onde temos buscado a segurança de nossa vida? Verdadeiramente, o que deixa nosso coração seguro e em paz? É preciso cultivar a pobreza de coração, colocando a esperança e a segurança de nossa vida em Deus, nosso único bem e, desse modo, seguir a Cristo, assim como propõe o Evangelho.

 A mansidão

Num mundo povoado de discussões, agressões, violências veladas ou diretas, o caminho da felicidade, proposto por Jesus, indica outra direção. “Felizes os mansos, porque possuirão a terra” (Mt 5,5).  A herança da terra, dada por Deus, não é prometida àqueles que exercem autoridade arrogante ou àqueles que gritam, ou mesmo, àqueles que se fazem ouvir por meio das armas e da opressão dos fracos.
O caminho do Evangelho pede mansidão. Como Jesus é manso e humilde de coração, assim deve ser todo cristão, mesmo ao reagir ao desrespeito e à ironia do outro, mesmo ao expressar-se ou defender sua opinião. A atitude de mansidão daquele que respeita a sacralidade do outro é, também, um caminho de felicidade.

A compaixão

Atualmente, as pessoas fazem grandes esforços para escapar do sofrimento. Passa-se muito tempo buscando conforto, boa vida e luxo. Até mesmo o sofrimento e a angústia, quando aparecem, devem ser logo superados e escondidos. Por exemplo, o “luto” por um ente querido que se foi, caiu em amplo desuso na nossa cultura.
Entretanto, o caminho proposto por Jesus pede que compreendamos bem o sofrimento e, mais do que isso, pede que sejamos solidários com os que sofrem. Sabendo “chorar com os que choram”, compartilhando de suas dificuldades e de suas dores. Saber sentir com o outro, ter compaixão; e essa atitude de vida conduz à felicidade de, quem sabe um dia, também ser consolado em suas tribulações.

A justiça

Numa realidade povoada pela corrupção que, desde a política até as relações sociais mais corriqueiras, nos permeia, é difícil não ouvir falar de justiça. O caminho do cristão é, também, o caminho de quem tem “fome e sede de justiça” e não se cansa de buscar saciar-se.
No entanto, a justiça deve ser experimentada, primeiro na própria vida, porque “O Senhor é justo em Seus caminhos” e, por isso, “É santo em toda a obra que Ele faz” (Sl 144,17), como afirma o salmista. Um caminho de verdadeira felicidade é daquele que busca ser justo naquilo que realiza. Isto é, dando a cada um aquilo que lhe é devido e preservando o mais fraco, aquele que mais sofre. Buscar a justiça deixando de lado os interesses mesquinhos e “os jeitinhos”, no dia a dia, ou seja, buscar a santidade.

A misericórdia

“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7), afirma a bem-aventurança. Para além da justiça, ao cristão é proposto o “plus” do amor, ou seja, dar àquele que não fez por merecer e compreender àquele que errou, porque assim escolheu fazer.
Para além da meritocracia, o cristão, em suas relações particulares, deve ser pautado pela misericórdia, compreendendo que seu coração (cordis) é, também, miserável e necessitado (miserere). Aquele que segue a Jesus é chamado a acolher, perdoar e fazer o bem; isso também é possível àquele que não fez bem a sua parte.
Todos somos uma “multidão de perdoados”, de reconciliados pelo Senhor, com o Senhor e no Senhor. É desse modo que  devemos tratar uns aos outros. O julgamento e a calúnia, por exemplo, são sinais claros de quem não escolheu o caminho evangélico da santidade e da felicidade. Aquele que olha e age com misericórdia sabe que, em seu será colocada uma medida que ele próprio poderá suportar.

A pureza

A pureza nada mais é do que ter um coração simples no qual a intenção primeira e primordial é sempre amar. O coração puro é aquele que não está dividido em si mesmo e que busca uma única coisa: amar a Deus e aos irmãos. Além disso, não permite que nada fira essa sua opção fundamental.
A atenção aos outros e a oração sincera a Deus brotam sempre de um coração puro. Aquele que não consegue direcionar-se interiormente para o amor e enche-se de outras “riquezas interiores”, não pode ser verdadeiro, ser santo ou ser feliz. Quem cuida do seu coração para que esteja sempre presente somente o desejo verdadeiro de amar, preservando-o da imundície mesquinha de outros desejos, esse é um santo.

A paz

A paz definha quando, do coração, surgem o desejo de destruição e de calúnia do outro. É assim que se iniciam as discussões, as divisões, as guerras e toda a espécie de violência. Nos ambientes em que se privilegia somente o negativo, isto é, espalha-se o negativo e se dá credibilidade à fofoca e à mentira, nesse ambiente não pode haver paz.
As pessoas pacificadas interiormente, aqueles colocam os “óculos da bondade” para olhar para as outras pessoas, são automaticamente fonte de paz por onde passam. Somente quem olha para o mundo e para as pessoas, buscando ver o bem que lá se encontra, valorizando os outros, esse pode estar pacificado interiormente.
Essas pessoas conseguem tirar bondade onde aparentemente não há e, por isso, olham para a vida de forma diferente. Não é fácil construir a paz. Não basta negar ou esconder-se dos conflitos, é necessário buscar sempre uma nova proposta de superação, por meio do diálogo,  da escuta, do respeito e da compreensão. Não há receita pronta para isso, mas é “um caminho que se faz caminhando”. O verdadeiro filho e filha de Deus é pacificador e, por isso, é santo e feliz.

A autenticidade

Aquele que escolhe buscar a santidade e ser feliz aos moldes de Jesus,é o mesmo que anda contra a corrente da lógica seguida por grande parte das pessoas. Então, surgem a incompreensão, a perseguição, a chacota e ironia, num momento ou noutro essas coisas se apresentarão ao cristão verdadeiro. Pois, trata-se da comum preocupação das pessoas de, primeiro condenar, desacreditar e desconsiderar aquele que busca viver uma vida coerente com os princípios do Evangelho.
Mesmo em meio a essas reações, o cristão é chamado a ser autêntico e, como discípulo e missionário, anunciar a proposta e a mensagem de Jesus. Na vida do que busca ser santo, nunca se pode esquecer da cruz cotidiana e das perseguições inevitáveis que o testemunho acarretará. Ser santo, neste sentido, é abraçar uma vida condizente com o Evangelho todos os dias da vida, mesmo que isso nos acarrete problemas e incompreensões.
A felicidade advém daquela convicção interna que, ninguém, nos pode tirar. Aquela convicção de estarmos sendo coerentes com o projeto de Jesus, autor e consumador de nossa e razão de nossa esperança.

Procure viver esse caminho

Cada uma das atitudes interiores e exteriores apresentadas nas bem-aventuranças – o desapego, a mansidão, a compaixão, a justiça, a misericórdia, a pureza, a paz, a autenticidade (Cf. Mt 5,1-12) – conduz-nos à nossa integração, à essência mais profunda que restabelece, em nós, uma relação positiva e amorosa com Deus, com os outros e conosco mesmos. Seguindo esse caminho, nossa “santidade” será fecunda e tornar-se-á felicidade para nós e para todos que encontrarmos.

Diácono Josimar Baggio, scj

Fonte: Canção Nova

Sejamos discípulos autênticos e verdadeiros

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O discípulo autêntico e verdadeiro é aquele que ama a Deus sobre todas as coisas, sobre todas as pessoas e situações, sobre tudo o que possa existir

Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” (Lucas 14,33).

Já deu para ver e ouvir que é muito exigente ser discípulo de Jesus. O Mestre exige a medida certa. Acima de tudo, é essa a verdade que precisamos saber. O Mestre quer que sejamos discípulos autênticos e verdadeiros. Quem é discípulo autêntico e verdadeiro? É aquele que ama a Deus sobre todas as coisas; sobre todas as pessoas e situações; sobre tudo o que possa existir. O amor a Deus está em primeiro lugar para aquele que é discípulo do Senhor.
O amor a Deus exige de nós desapego, porque temos apego as coisas. Por exemplo, eu gosto demais de uma caneta e me apego a ela com tanta força, que não a solto para nada. Eu sou capaz de perder a minha vida, mas não perco essa caneta, porque ela representa tudo para mim.
Essa caneta é importante, ela me ajuda; mas não posso ter um apego demasiado a ela, de modo que nela eu coloque todas as forças do meu coração. Quando falo da caneta, posso me referir a qualquer coisa, como carro ou bens materiais.
Somos apegados demais as pessoas, até naquelas que são próximas a nós. Pais que são apegados em demasia aos seus filhos e vice-versa. Não temos de amar os nossos? É óbvio que sim! E temos de amar com muita força, com amor verdadeiro e autêntico, mas o amor que passa da medida, chama-se apego. É o amor em demasia, é o amor excessivo. Esse amor acaba sendo um amor doentio que gera muitos conflitos interiores dentro de nós.
Quem ama, cuida; e quem ama quer o bem de si e do outro. Podemos viver com ele, mas fisicamente longe.
Os pais não criam seus filhos para si, criam seus filhos para que sigam a vida deles. O homem deixa seu pai e sua mãe; a mulher deixa seu pai e sua mãe e, às vezes, a pessoa não consegue se casar, porque não conseguem “deixar”. Os pais não deixam; os filhos também não querem deixar e ,criam uma situação tão dependente, que não conseguem seguir o caminho da própria independência.
Independência não quer dizer falta de amor, pelo contrário, quer dizer amor livre, amor que deixa o coração livre para seguir e progredir. Isso é referente a todas as coisas. Se me é necessário, então, eu valorizo isso hoje; agora já deu tempo, mas preciso ir sempre me desapegando da vida. Quando não fazemos isso, a morte se torna o maior dos dramas da vida, porque somos tão apegados a esse mundo e as coisas dele que, quando a morte nos puxa, ela nos faz morrer para sempre.
Se não somos apegados, se amamos tudo o que temos, se amamos as pessoas que Deus colocou na nossa vida, nunca as perdemos, porque elas estarão sempre no coração de Deus e, no coração d’Ele, sempre estaremos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova


Ter tempo para Deus é uma questão de prioridade

terça-feira, 6 de novembro de 2018

 

O Reino de Deus pertence a quem quer se ocupar com Deus, com as coisas d’Ele e com quem não faz pouco-caso

“Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete” (Lucas 14,24).
Jesus concluiu o Evangelho com uma sentença muito dura, mas ao mesmo tempo, muito verdadeira e real: “Nenhum daqueles que foram convidados, provará do meu banquete”.
Muitos convidados simplesmente se comportam com indiferença. Sentem que o convite é um privilégio para fazerem pouco-caso: vão quando podem, quando dá. O privilégio de não terem tempo de ocupar-se com aquele que os convidou.
Somos os primeiros convidados para participarmos do banquete do Senhor, não podemos participar de qualquer jeito, responder de qualquer jeito e nem nos ocupar d’Aquele que nos chamou.
Os que foram convidados para esse banquete fizeram pouco-caso, arrumaram desculpa e estavam ocupados com outras coisas.
O Reino de Deus pertence a quem quer se ocupar com Deus e com as coisas d’Ele, com quem não faz pouco-caso ou tem pouco tempo para dedicar-se a Ele. No mundo em que vivemos, as ocupações, as tarefas, as obrigações são muitas; e ter tempo para Deus é uma questão de prioridade.
Se alguém me convida para um acontecimento, só poderei ir se for prioridade para mim, porque, se tenho outras prioridades preciso, de fato, corresponder a elas.
Só participa do Reino de Deus: quem tem Deus em primeiro lugar; quem O prioriza em sua vida.
“De manhã eu não rezei”, talvez a oração não seja prioridade para você. “Não deu tempo de rezar porque eu tinha muitas coisas”, talvez a oração da noite não seja prioridade para a sua vida. “Domingo não deu para ir à Missa”, talvez a Missa não seja prioridade para você. “Eu não pude adorar o Senhor”, talvez a adoração não seja prioridade para a sua vida.
Não adianta falarmos que amamos a Deus, se não temos tempo para Ele. Quando amamos, damos prioridade e colocamos isso em primeiro lugar.
Quem ama a Deus dá prioridade para Ele e para as coisas d’Ele. Não deixemos as nossas coisas de lado, as nossas obrigações e responsabilidades, pelo contrário, façamos as nossas responsabilidades na graça de Deus. Só não caia naquela desculpa de dizer que faz tudo com Deus, sendo que, de verdade, você não tem tempo para se ocupar de Deus, para silenciar, para rezar, para se colocar na presença d’Ele e, sobretudo, ir à casa d’Ele para participar do banquete.
Amemos a Deus com prioridade e seremos prioridade no coração d’Ele.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Você sabe quais são as partes da Missa e seus elementos?

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A Missa e a sua estrutura

Caros leitores, este é o nosso segundo artigo da série sobre a “Santa Missa”. No primeiro artigo, vimos sobre a Liturgia da Missa, o sacramento da Eucaristia e as partes nas quais se divide a Santa Missa. Neste artigo, trabalharemos a estrutura, os elementos, as partes, as funções e os ministérios da Missa.
Antes de falarmos dos elementos da Missa, é preciso saber que a Liturgia traz um aspecto de beleza, por isso, é necessário compreender que a beleza é encontrada na harmonia e na ordem. Existe um valor estético na Liturgia da Missa, pois, a beleza encontrada na ordem, é uma maneira de elevar a alma para Deus. Contudo, a estética nunca pode ser considerada como finalidade da Missa. Sabemos que, Deus é a beleza infinita e o belo do Rito leva a beleza de Deus.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

A Missa e seus elementos

Um dos elementos na Santa Missa são as leituras. Essas realizadas dentro da Liturgia são momentos imprescindíveis que Deus fala ao povo. Um grande mestre nas Sagradas Escrituras, São Jerônimo, nos ensinou que: “Ter contato com os textos Sagrados é essencial para o crente, pois, ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”. Assim, como São Jerônimo, todos os santos dão ênfase no contato com as Sagradas Escrituras e o “lugar” solene de proclamação das leituras bíblicas é na Santa Missa.
Outro elemento da Missa é a Oração Eucarística. Essa pertence ao sacerdote, nem diáconos ou leigos podem fazê-la. A Oração Eucarística é o ápice e centro da ação litúrgica e deve-se ter toda a atenção, porque o sacerdote está fazendo as vezes de Cristo, dirigindo as orações a Deus em nome do povo e de todos os presentes.
A Oração Eucarística ainda se divide em: Prefácio (convidando os fiéis a elevarem os corações a Deus, o prefácio introduz a assembleia no Mistério Eucarístico), o Santo (aclamação a Deus realizada pelo céu e terra, ou seja, por todo o universo), a invocação do Espírito Santo e Consagração (através d’Ele Cristo realiza a sua obra na terra e transforma o pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo), as Preces e intercessões (a Igreja pede pela unidade, intercede pelo Papa e seus auxiliares e intercede pelos fiéis) e a Doxologia final (é usada apenas pelo sacerdote para glorificar a Deus).

As partes da Missa

A Missa é dividida em várias partes, além das duas principais (Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística já faladas no artigo anterior) quero abordar mais detalhadamente as demais partes. São elas: os Ritos Iniciais, o Rito da Comunhão, o Rito da Paz e os Ritos Finais.
Os Ritos Iniciais são compostos pela entrada do sacerdote, pelo sinal da Cruz e saudação aos fiéis, pelo Ato Penitencial, pelo Glória e pela Oração da Coleta. A entrada do sacerdote acontece com o cântico inicial, entram juntamente com o padre: o diácono (caso tenha) e os ministros que ajudarão o sacerdote. A procissão de entrada acontece solenemente, pois significa o trajeto feito por Cristo até o Calvário. Essa solenidade é porque, na Missa, acontece o mesmo sacrifício de Jesus, porém, agora, sobre o altar que se encontra no presbitério.
O sinal da Cruz e saudação aos fiéis são os ritos introdutórios da Santa Missa, pois toda a celebração acontece no espaço da Santíssima Trindade, afirma o Papa Francisco. Tem-se, também, o Ato Penitencial que é um convite ao fiel para reconhecer-se pecador e necessitado da misericórdia de Deus; terminando com a absolvição do padre, no entanto, sem a mesma eficácia do sacramento da penitência.
O Glória é um hino perfeito de louvor, porque dirige-se ao Pai e a Jesus Cristo pela unidade do Espírito Santo. E, finalizando os ritos iniciais, temos a Oração da Coleta, convite do sacerdote à oração e, nesse momento, cada fiel pode colocar interiormente suas intenções. Essa oração feita pelo sacerdote sempre é dirigida a Deus, por Cristo, na unidade do Espírito Santo.
O Rito da Comunhão é composto pela oração do Pai-Nosso que tem sentido comunitário; pela Oração da Paz que é um pedido de paz às pessoas e para a Igreja. Nessa parte da Santa Missa, a Igreja reunida pede a paz e a unidade para si e para toda a humanidade. Exemplo seguido de Cristo que, após a ressurreição, deu aos seus apóstolos a saudação da paz: “A paz esteja convosco”.
Passado esse momento, vem a fração do Pão (gesto realizado na última Ceia) onde o sacerdote mergulha uma fração do Pão no cálice, representando a união do Corpo e Sangue de Cristo. Logo após, temos a Comunhão, onde cada fiel recebe Jesus, é um momento importantíssimo, sendo assim, é necessário a consciência de tal atitude.
Por fim, acontecem os Ritos Finais com a saudação do sacerdote que diz: “O Senhor esteja convosco” e a assembleia responde: “Ele está no meio de nós” e, logo em seguida, se dá a bênção e o envio feito pelo diácono (caso tenha) ou pelo presidente da celebração.

Funções e ministérios da Missa

Agora iremos definir as funções do diácono, do povo de Deus, do acólito, do leitor, do salmista e do coral. Como estamos entendendo que a Missa é, também, um banquete de Deus e somos todos convidados d’Ele, nada melhor do que entender a função de cada um na celebração.
As funções do diácono na Missa são: proclamar o Evangelho, pregar a Palavra, indicar as intenções da oração do fiéis, ajudar o sacerdote, preparar o altar, distribuir a Eucaristia e, quando necessário, indicar ao povo os gestos e atitudes corporais. Sua participação é importantíssima e remontam o tempo dos primeiros cristãos que foram escolhidos sete para auxiliar os Apóstolos.
Os fiéis representam o povo resgatado, a nação santa, que dá graças a Deus, oferecendo, juntamente com o sacerdote, o santo sacrifício. Eles formam um corpo, ora ouvindo a Palavra de Deus, ora respondendo com orações e cânticos, gerando uma unidade própria da Liturgia da Missa.
O acólito, instituído pelo bispo para ajudar o sacerdote e o diácono, tem as funções de preparar o altar, vasos sagrados e a função de distribuir a Eucaristia. É importante a formação espiritual do acólito, pois, muitas vocações sacerdotais surgiram com o serviço de acólitos. Além da formação, possibilitar a ele uma melhor participação na Missa e nas devidas funções.
O leitor, também é instituído pelo bispo para realizar as leituras das Sagradas Escrituras. Com exceção do Evangelho, ele pode recitar as intenções da Oração dos Fiéis e, na falta do salmista, recitar o salmo. Na falta do acólito, pode ajudar o sacerdote e o diácono no serviço do altar; na falta do leitor instituído, pode-se convocar outra pessoa para realizar as leituras.
O salmista tem como competência proferir o salmo ou o cântico entre as leituras. Esse deve proclamar as leituras com boa pronúncia e dicção, proporcionando a todos a boa compreensão do que é lido.
Ao coral compete a função de executar os cânticos, as partes musicais devidas e a animação como, também, a participação dos fiéis, para tal, é necessário observar as rubricas. O cantor deve ter como característica uma espiritualidade relacionada com a sua função na Missa.

Fonte: Canção Nova

Precisamos nos revestir da armadura de Deus para vencermos o mal

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Precisamos nos revestir da armadura de Deus, tomar a nossa fé como escudo para que possamos combater o inimigo da nossa fé

“Revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus” (Ef 6,11-12).

Este é o convite que Deus faz, hoje, ao nosso coração: revestir-nos da Sua graça e da Sua armadura, porque estamos em um combate espiritual. Quando falamos em combate, as primeiras palavras que vêm a nossa mente são guerra e conflito, então, começamos a entrar em conflito conosco e com os outros.
Não é deste conflito que a Palavra de Deus se refere. A Palavra de Deus combate o conflito dos homens contra os homens. 
O nosso grande erro é nos colocarmos contra os outros. Eu fico impressionado como os cristãos estão contra os cristãos, estão brigando uns com os outros, discutindo e desmerecendo o valor do outro, criando guerras e combates nas conversas e nas redes sociais. O nosso combate não é contra os homens de carne e sangue, pelo contrário, o nosso combate é contra o maligno, contra aquele que nos seduz e inspira o mal, é contra aquele que, de fato, coloca, em nosso coração, acusações contra os nossos irmãos. É ele que precisamos combater, ele é o nosso inimigo comum!
O nosso irmão não é nosso inimigo, o nosso irmão deve ser nosso irmão. Ele pode ter valores diferentes, opiniões diferentes das nossas, escolhas que até divergem das nossas, mas ele é nosso irmão, é tão filho de Deus quanto nós. Podemos estar sentidos, ressentidos e magoados, mas não podemos combater a pessoa que nos deixou ressentidos ou magoados. Precisamos combater o ressentimento e a mágoa, não os podemos deixar se avolumar dentro do nosso coração nem tomar conta de nós.
Precisamos nos revestir da armadura de Deus, tomar a nossa fé como escudo, para que possamos, com a fé robustecida, mais forte e firme combater o inimigo da nossa fé.
A Palavra nos diz que são os espíritos espalhados pelos ares, porque eles são muitos. Eles semeiam discórdia, inimizade, orgulho e tudo quanto é tipo de coisas malignas em nosso meio. Por isso, na graça de Deus, combatemos o mal e nos revestimos da fortaleza divina.
O silêncio, a humildade de coração, a sobriedade da alma são elementos essenciais para o combate espiritual que se trava na mente, como maus pensamentos e sentimentos malignos. A batalha espiritual que se instala dentro do nosso coração está recheada de coisas negativas.
Combatamos o maligno que deseja nos ver enfraquecidos e brigados com os irmãos.
Que a paz esteja em nosso coração!

Deus abençoe você

Fonte: Canção Nova

Sejamos justos em todas as nossas ações

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

 

Se não nos convertermos nem buscarmos em Jesus um coração manso e humilde, nunca seremos justos

“Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça! Ali haverá choro e ranger de dentes’” (Lucas 13,26-28).

Talvez possamos nos gloriar de pertencermos à Igreja, de sermos cristãos e seguidores de Jesus. Você pode até dizer: “Eu sou batizado. Eu tenho a cruz. Eu trago a medalha, porque sou consagrado a Nossa Senhora. Trago símbolos em mim”. Isso não quer dizer nada, ao mesmo tempo, pode sinalizar alguma coisa. Pode sinalizar que estamos no caminho de conversão ou na hipocrisia.
As vestes não traduzem o que, de fato, a pessoa é; como eu afirmo, elas podem sinalizar sim, que você vive um caminho de adesão a Deus e assim por diante. O que sinaliza se alguém é de Deus mesmo é aquilo que o Evangelho está dizendo, é aquele que nas suas ações, nas suas obras, naquilo que ele faz, testemunha o amor de Deus na sua vida. E, acima de tudo, ele é justo nas suas obras e nas suas ações, jamais comunga com as injustiças da vida, do mundo e com o seu próximo; não acusa ninguém nem se coloca acima dos outros.
Uma pessoa justa é primeiro humilde. Quando vemos uma pessoa orgulhosa e soberba, a justiça de Deus não está nela, porque o orgulho cega toda a visão, ele faz justiça segundo a sua visão justiceira, mas nunca segundo a justiça de Deus. O que ele acha que é certo é segundo a sua visão fechada, e não segundo a visão humilde que vem do Evangelho.
Se não nos convertermos nem buscarmos em Jesus um coração manso e humilde, nunca seremos justos, e se não formos justos nunca seremos reconhecidos por Deus como da família d’Ele.
Alguns dizem: “Senhor, eu estava nas praças pregando o teu nome. Eu estava nas redes sociais brigando por causa de você, mas eu estava defendendo a sua causa, a sua Igreja”. Será duro ouvir: “Não vos conheço”.
Não basta falar em nome de Jesus, pregar em nome d’Ele ou defender a causa d’Ele. Se praticamos a injustiça naquilo que fazemos, o preço que pagaremos acima de qualquer coisa é muito duro.
É tempo de nos corrigirmos, queremos muito corrigir os outros, perdemos muito tempo com discussões tolas que não levam a nada. Aliás, levam a provocar a discórdia, as divisões e assim por diante. O nosso chamado é para revermos onde estamos sendo injustos na vida.
Você pode dizer: “Eu sou sempre justo”, mas você está sendo injusto com você mesmo, porque não é nem capaz de reconhecer a maior das injustiças que é o pecado.
Qualquer pecado é um atentado contra o Deus justo, soberano e misericordioso que nos deu a vida.
Voltemo-nos neste tempo que Deus nos dá para nos olharmos, para reconhecermos onde falhamos e erramos para que a injustiça não cresça e domine as nossas ações.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A semente da Palavra produz bons frutos em nossa vida

terça-feira, 30 de outubro de 2018

 Permita que essa pequena semente, desprezível aos olhos humanos, cresça na nossa vida e produza muitos frutos

“A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos” (Lucas 13,18-19).

Quando pegamos um grão de mostarda em nossas mãos, ele se torna tão pequeno que, diante das curvas das mãos, esse grão pode até desaparecer, pois é insignificante.
O Reino de Deus é pequeno, e à vista humana, ele também parece insignificante. O cristianismo nasceu desprezado, renegado, perseguido e marginalizado, mas cresceu e se tornou a grande árvore que trouxe a luz e a graça de Deus para toda a humanidade. Mesmo essa árvore sendo perseguida e combatida, ela é o fermento que ilumina e salva toda a humanidade.
A Palavra de Deus transforma vidas e corações onde ela chega, mas é preciso acolher essa semente, que é um grão de mostarda que parece insignificante.
Muitas coisas, na nossa vida, pareciam insignificantes, mas eram essenciais para mudar a nossa vida, os nossos pensamentos e sentimentos. Do mesmo modo, hoje, temos de prestar atenção nas coisas que não parecem importantes, pois certos detalhes fazem a diferença.
O detalhe maior, que talvez não tenhamos dado a devida atenção, é o poder que a Palavra de Deus tem para transpor montanhas, para mudar pensamentos e sentimentos. Não podemos ignorar a Palavra de Deus.
Muitas vezes, vemos crescer a desesperança, as coisas negativas. A pergunta, então, é: O que vamos fazer? Como vamos lidar com tamanha situação? É a Palavra de Deus que faz nova todas as coisas, não ignoremos o poder dela. Eu sou testemunha viva do que a Palavra de Deus faz em minha vida e de como ela transforma pessoas no mundo inteiro ao longo de toda a história da humanidade.
Permita que essa pequena semente, desprezível aos olhos humanos, cresça na nossa vida e produza muitos frutos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

As nossas mãos precisam ser instrumentos de bênção

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

 

Precisamos ser instrumentos da bênção de Deus com as nossas mãos, e jamais instrumentos que afastam as pessoas

“Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: ‘Mulher, estás livre da tua doença’. Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus” (Lucas 13,12).

Aquela mulher padecia de um encurvamento há dezoito anos. E à medida que ela ficava encurvada, não podia enxergar direito as coisas e as situações, porque aquela situação era incômoda para ela. Quanto mais o tempo passava, mais encurvada aquela mulher ficava. Imagine as dores que ela carregava sobre as costas!
O pior é a mentalidade daquele época, que se reflete na mentalidade de muitos hoje: “Uma coitada! Está pagando o preço pelos seus pecados, por isso tem de passar por essa situação”.
Essa mulher era uma rejeitada, ninguém podia por ela, nem mesmo a própria religião a acolhia como ela merecia ser acolhida. 
Vivemos num tempo onde muitas pessoas estão encurvadas, e diante das curvas que sofreram da vida – doenças, enfermidades, situações emblemáticas ou problemáticas, sofrimentos que muitas mães e pais passam, situações de opressão que muitos vivem na mente, no espírito e no coração – elas se mantêm à margem da sociedade. A quem recorrer? A quem procurar? Quem pode por elas?
Essa mulher viu em Jesus a luz para sua vida, ela viu em Jesus o que ela podia ter de esperança para uma vida melhor e mais digna. É o próprio Jesus que, misericordiosamente, se aproxima dela e diz: “Mulher, esteja livre dessa doença, dessa enfermidade, desse mal que pesa sobre ti”. Ele impôs as mãos sobre ela, e ela se endireitou.
As nossas mãos não são para brigar, para bater nem condenar. Nossas mãos precisam ser usadas como as mãos de Jesus para abençoar, para suplicar a graça, a cura, a libertação e a restauração. Quando assim fazemos, estamos endireitando a humanidade tão encurvada diante de tantos males.
Precisamos ser instrumentos da bênção de Deus com as nossas mãos, e jamais instrumentos que afastam as pessoas.
Os judeus ficaram incomodados, porque Jesus fez isso no dia de sábado, mas não importa qual seja o dia da semana nem a situação da pessoa, precisamos comunicar a graça de Deus a quem está afastado d’Ele.
Rezemos uns pelos outros, coloquemos nossas mãos para semear bênçãos e graças na vida das pessoas, e não nos permitamos ser instrumentos para semear a divisão, a confusão, a separação, a discriminação nem a marginalização.
O nosso Deus é Aquele que inclui, ama e cuida de tudo que está encurvado nesta vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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