Crisma - Paróquia Menino Jesus de Praga

domingo, 17 de junho de 2018


Nesta último sábado(16), a Paróquia Menino Jesus de Praga teve a alegria de receber Dom Delson, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese da Paraíba, que veio confirmar os crismandos, com o sacramento da Crisma.





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A grande oferta para Deus é um coração reconciliado

quinta-feira, 14 de junho de 2018

 

O que podemos dar, de verdade, a Deus é a busca de um coração pacificado e reconciliado uns com os outros

“Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão” (Mateus 5,23).

A melhor, a grande oferenda que podemos apresentar a Deus é um coração reconciliado. Essa é a oferta verdadeira que Ele deseja de nós. Peço perdão se, muitas vezes, em nossas igrejas e comunidades, priorizam a oferta material, o dinheiro, a ajuda disso e daquilo. São ajudas, são ofertas mais do que necessárias, mas, antes da oferta material, Deus quer o nosso coração verdadeiro, sincero, um processo de conversão autêntico.
A conversão autêntica acontece quando o nosso coração se reconcilia com quem não conseguimos conviver, com quem está magoado e ressentido conosco. Não relativizemos, não ignoremos as coisas mal resolvidas dentro do coração. Não fiquemos pensando que, porque trabalhamos muito para Deus, participamos da pastoral, cantamos, dançamos, ajudamos na igreja, fazemos a nossa oferta, fazemos muitas caridades. Tudo isso é digno da nossa vida cristã, mas não podemos negligenciar o coração, enganar e distorcer aquilo que está embrulhado. E fica embrulhado, porque, quando ignoramos situações mal resolvidas na vida, criamos um embrulho, empacotamos esse embrulho e o jogamos no canto, não mexemos mais com isso.
Acontece que ficamos doentes de tantos embrulhos e coisas velhas que estão guardadas dentro de nós, situações mal resolvidas, lixos que são acumulados, raivas, ressentimentos, mágoas, coisas que não fazem bem à nossa saúde.
Muitas vezes, vamos às Missas, celebrações e cultos, e pedimos: “Senhor, cura-me. Traga a cura para mim”. Muitas vezes, são curas profundas que nós precisamos, mas a grande cura não deixamos acontecer. Um coração verdadeiramente curado é reconciliado com o seu irmão, com toda a força da sua alma e do seu coração. Não é ficar como se nada tivesse acontecido. Um coração acende alerta quando não estamos bem, quando as coisas não estão resolvidas com o outro. O pior é quando o coração nem alerta acende mais, ficou naquele estado de estagnação com tantos ressentimentos e inimizades, que nem com a reconciliação ele se importa mais.
Lembre-se que a grande oferta a Deus não é simplesmente o que damos a Ele,pois o que podemos dar de verdade a Deus é a busca de um coração pacificado e reconciliado uns com os outros, é a oferta que Deus espera de nós.

Deus abençoe você!

Precisamos nos aprofundar na Palavra de Deus

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Precisamos nos aprofundar mais na Palavra, conhecê-la com mais intensidade e deixar que ela caia em nosso coração

Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus” (Mateus 5,19). 

Há uma tendência no mundo e na sociedade de vivermos o relativismo das coisas: “Não é bem assim. Não é desse jeito”. Se há aqueles que têm a tendência de exagerar, de levar as coisas para além da medida, há aqueles que, realmente, querem levar as coisas de qualquer forma, até interpretando de forma errada a Lei de Deus, a Palavra d’Ele e Seus ensinamentos.
Podemos ter dificuldades para colocar em prática a Palavra do Senhor, pois nós temos uma luta dentro de nós: há um homem novo, que brotou do Evangelho, e há um homem velho lutando dentro de nós. Não podemos deixar prevalecer o homem velho, mandando e orientando a nossa vida, para, dessa forma, também ensinarmos os outros.
Tratamos o relativismo como se fosse sinônimo de misericórdia. No entanto, ser misericordioso é compadecer-se da fraqueza e da dificuldade do outro, misericórdia não é transformar o errado em coisa certa, não é simplesmente olhar para o mundo e ver tudo de errado que está acontecendo e dizer: “É assim mesmo. Todos somos filhos de Deus”.
Os filhos de Deus precisam conhecer o caminho reto que salva, cura, liberta e transforma; e não relativizar a Palavra do Senhor, as coisas d’Ele e Seus mandamentos de forma nenhuma! Pelo contrário, precisamos nos aprofundar mais na Palavra, conhecê-la com mais intensidade e seriedade, deixar que ela caia em nosso coração, realize a obra de Deus em nós e vá nos convencendo daquilo que o mundo não quer se convencer, de que só a Palavra transforma a nossa vida.
Não vivamos errado os mandamentos nem a Palavra de Deus. E se algo em nossa vida estiver no erro, permitamo-nos ser corrigidos por Deus, permitamo-nos ser corrigidos por uma consciência reta, serena, verdadeira. Não aplaudamos, ensinemos nem conduzamos ninguém para a prática do erro, para aquilo que não está de acordo com a vontade de Deus.
A misericórdia do Senhor socorre todas as nossas fraquezas e nos conduz para a verdade; ela não nos deixa atolados no erro. Levantemo-nos de uma consciência frouxa, para termos a consciência reta e direcionada de acordo com a Palavra do Senhor. 

Deus abençoe você! 

As drogas nos trazem uma vida de liberdade ou de escravidão?

As drogas são a morte em vida

Drogas são tudo aquilo que nos priva de viver. Elas não nos trazem a morte; elas são a morte. Uma vez, ouvi alguém dizer que a pior morte é a que experimentamos em vida; e é isso que a maconha, a cocaína, o cigarro, o álcool e afins fazem conosco; assim também a sexualidade desregrada, as novelas, os remédios, anabolizantes etc.
Vende-se um ideal de falsa alegria ou falsa paz, que bem devagar vai desgastando o sujeito, impedindo-o de se conhecer, de desfrutar das possibilidades que a vida oferece; enfim, as drogas vão matando a esperança. E há tanto a esperar da vida! No entanto, usamos as dificuldades e os conflitos como desculpas por um modo de vida “mais fácil”. Trocamos nossa liberdade por comodidades. Pior ainda, é quando se abre mão dessa liberdade apenas por uma mera curiosidade.
As drogas nos trazem uma vida de liberdade ou de escravidão?
Foto ilustrativa: tolgart by Getty Images

Como se perde essa liberdade?

Quantas vezes, por usar drogas, você perdeu a oportunidade de descobrir aquilo que, realmente, lhe faria escolher seu caminho: sua força, capacidade e seu potencial? Quantas vezes você deixou sua vida ser decidida por aqueles que alimentam seus vícios? Quantas vezes você mudou sua rotina ou prejudicou seus contatos afetivos por causa do horário de uma novela ou da necessidade de fumar um cigarro? Quem está decidindo a sua vida? As coisas que você faz são dirigidas a uma meta, a se tornar uma pessoa melhor a cada dia, ou você se deixa levar pela “fissura”, pelo efeito que a droga produz?
A incapacidade de fazer escolhas, e, consequentemente, controlar o que se faz, torna-o uma pessoa compulsiva. Você não consegue mais ficar sem um “trago”, não consegue perder o capítulo de uma novela, não consegue decidir o que é melhor na sua vida afetiva por causa de uma dependência sexual. Já parece não haver mais esperança de vida sem aquele vício. E o pior é que tudo aquilo que você faz, justifica-se por aquilo que sente; só consegue se relacionar com as pessoas a partir da “segurança” que a droga oferece; diz que ninguém tem nada a ver com sua vida, e começa a experimentar o pior prejuízo que a droga traz: a solidão.

Como sair dessa?

Em primeiro lugar, é preciso uma decisão radical de romper com o vício, com a escravidão. Para isso, é preciso mudança de vida. É preciso quebrar a autossuficiência, arrepender-se, ter humildade, submissão, disciplina, entrega e, principalmente, acreditar em Deus. O trabalho feito, a partir da tradição dos grupos de ‘Anônimos’, indica algumas medidas importantes, estruturando esses passos por meio da promoção de uma reconciliação com Deus, com si mesmo e com os outros. A decisão, no entanto, precisa ser radical. A recompensa? Esperança, vida, liberdade e a certeza de que o melhor da vida ainda está por vir.
Que tal, agora, você pensar nos vícios que fazem parte da sua vida? Cocaína? Maconha? Álcool? Cigarro? Remédios? E se você acha que não é viciado, apenas usuário, vale a pena lembrar a atitude de autoengano e justificação contidos na frase “quando quiser, eu paro”, usada por tantos que, hoje, precisam de ajuda e orações. Pelo que você acha mais importante viver: Pelos enganos oferecidos por esses meios de entorpecimento da vida ou pela esperança de viver a vida que Deus sonhou para você? Lembre-se: Jesus quer dar-lhe a vida, e vida em abundância.
Cláudia May Philippi – Psicóloga Clínica – CRP 2357/1

Tudo começa no namoro

terça-feira, 12 de junho de 2018

Conquistar e cultivar a pessoa que se ama leva a vida inteira

No mês de junho comemora-se o “Dia dos Namorados”. Ainda menina, já ouvia que Santo Antônio era o santo casamenteiro e que podia-se invocar a sua intercessão para conseguir um bom namoro e um bom casamento. Creio que muitas moças continuam a suplicar seu auxílio para conseguir um namorado.
Santo Antônio não é um santo casamenteiro, mas ele, como todos os santos, intercede pelas nossas causas diante de Deus, porque não basta rezar para arrumar um namorado, é preciso pedir orientação de Deus para saber escolher uma pessoa para namorar, pois, para um casamento feliz, é necessário aprender a colocar Deus no centro do relacionamento.
Não nos enganemos! Até mesmo entre cristãos, muitos casais se separam ao viver uma crise conjugal, desistem, não enfrentam a crise com fé e coragem; ao contrário, preferem ir pelo caminho mais fácil, da separação. Para quem namora: é necessário acreditar que é possível fazer escolhas definitivas.
Na minha experiência de casada, fui descobrindo que todo dia é Dia dos Namorados, embora haja uma data comemorativa. Conquistar e cultivar a pessoa que se ama leva a vida inteira, mas tudo tem início na fase do namoro. Casais, em qualquer época, pensam algumas vezes não ser possível superar as crises do cotidiano, mas com prudência, diálogo, perseverança, fé, oração e amor é possível ultrapassar as tempestades.
O amor e a amizade entre marido e esposa devem ser os principais pilares para que o relacionamento perdure.
Feliz dia dos Namorados!

Luzia Santiago
Cofundadora da Comunidade  Canção Nova

O assunto é namoro

O amor verdadeiro traz em si o segredo da transformação

Namorar, namoro e namorados vêm de “enamorar”. Esse é um verbo interessantíssimo! Veja que a palavra é en+amor+ar. A raiz e o centro é “amor” e esse amor está precedido da partícula grega en, que indica ação de envolver.
Portanto, enamorar é envolver o outro em amor. Você entendeu? É um verbo lindo, uma palavra forte! Enamorar é envolver o outro em um amor puro e desinteressado.
Namorados são aqueles que “se enamoram”, que se envolvem um ao outro nesse amor. Você já percebeu como rapazes e moças mudam radicalmente quando começam um verdadeiro namoro?
Há namoros que conseguem verdadeiros milagres de transformação. O que antes nada havia conseguido, um namoro consegue. Por quê? Porque o amor verdadeiro traz em si o segredo da transformação.
No namoro verdadeiro, um envolve o outro e tantas coisas são mudadas, corrigidas, amadurecidas; o namoro verdadeiro faz crescer, transformar, converter e consegue verdadeiros milagres.

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova

Como podemos aplicar as virtudes da fortaleza na nossa vida?

As virtudes aliadas à fortaleza

Na semana passada, nós tratamos da virtude cardeal da fortaleza. Comentamos que, junto às virtudes cardeais, existem as virtudes anexas, ou seja, aquelas que só se realizam se estiverem ligadas à primeira. Esse é o tema dessa semana: as virtudes anexas à virtude da fortaleza.
A essa virtude andam anexas quatro outras virtudes: duas que nos ajudam a praticar coisas árduas – a saber: a magnanimidade e a magnificência –; e duas que nos auxiliam a bem sofrer: paciência e constância. É o próprio São Tomás que as classificam como partes integrantes e anexas à fortaleza.
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Foto Ilustrativa: MarioGuti by Getty Images

Magnanimidade

É chamada também disposição nobre e generosa para fazer grandes coisas para Deus e para o próximo. É exatamente o oposto do egoísmo, que é um elevar-se acima dos outros. O desinteresse é a marca do magnânimo.
Trata-se de uma alma nobre, com o ideal elevando em ideias generosas; é corajoso, sabe colocar sua vida em harmonia com seus ideais elevados.
São nobres sentimentos e ações. O magnânimo faz grandes ações de benevolência na liderança de equipes e pessoas. Nas coisas de Deus, tem metas elevadas de perfeição, que fica a todo custo procurando realizar. Tem uma busca incessante das virtudes. Tudo sem medo de comprometer seus bens, saúde, reputação e a própria vida.
O defeito oposto é a pusilanimidade, um temor excessivo de reveses, hesitação e falta de ação. Para evitar situações desagradáveis, a pessoa fica na inércia, fazendo nada ou quase nada, tendo assim uma vida inútil.
Vale mais expor-se a pequenas humilhações que ficar sem ação.

Magnificência

É empreender obras grandiosas, mesmo que resulte em grandes despesas.
Quando se pretende a Glória de Deus e o bem de nossos semelhantes, sobrenaturalizamos o desejo natural da realização de grandezas. Assim se vence o orgulho. Gastamos o que for preciso em bens públicos, obras de arte, construções de igrejas, hospitais, escolas e tudo o que favorecer o bem público. Busca-se superar o apego ao dinheiro e o desejo de aumentar os rendimentos. Uma excelente virtude para os que têm muitas posses! Também aos administradores, mostrando-lhes que o melhor emprego das riquezas, que a providência lhes confiou, é imitar a liberalidade e magnificência de Deus nas Suas obras.
São Vicente de Paulo não era rico. No entanto, quem pôde se igualar a ele em obras pelos necessitados?

Paciência

A paciência é a virtude que nos faz suportar, por amor de Deus e em união com Jesus Cristo, os sofrimentos físicos e morais.
Todos nós padecemos o suficiente para sermos santos, se o soubermos fazer corajosamente e por motivos sobrenaturais. Pelo contrário, preferimos reclamar, queixar-nos e praguejamos, às vezes, até a própria providência. Sofrer por orgulho ou cobiça também é o oposto da paciência. O verdadeiro motivo deve ser sempre a submissão à vontade de Deus.
Um poderoso estímulo é meditar sobre como Jesus sofreu e morreu por nós. Ele, o inocente, suportou as maiores torturas físicas e morais para nos resgatar, e nós, culpados, não nos rebaixamos a sofrer por conta dos próprios pecados e ainda para completar a Paixão do Divino Salvador. Eis aqui o segredo da paciência heroica dos santos e do seu amor à cruz.

A paciência tem graus que correspondem à vida espiritual

O primeiro grau seria o sofrimento aceito como dom de Deus, sem murmurar nem se revoltar, com esperança nos bens celestes à lucrar. Aceitar querendo a própria conversão. Independente do que ocorrer, sujeita-se à vontade de Deus.
O segundo grau trata-se de abraçar, de tal modo, o sofrimento, que a alegria estará aí. Acompanha Jesus em cada etapa de seu Calvário. Admira-O, louva-O, ama-O em todos os estados dolorosos em que se encontrou no mundo. No seu presépio, na solidão, no seu exílio, nos trabalhos da vida oculta, nas humilhações e fadigas da vida pública, sobretudo em sua longa e dolorosa paixão. Imbuídos dessas motivações, sentimo-nos mais corajosos frente à dor ou tristeza; estendemo-nos amorosamente sobre a cruz, ao lado de Jesus e por amor d’Ele. A esperança do céu torna mais suportável e alegre os sofrimentos.
Assim, chega-se ao terceiro grau. O desejo e amor do sofrimento por Deus, que desejamos assim glorificar, e pelas almas, por cuja santificação queremos trabalhar. É o que convêm àqueles chamados à vida apostólica. Assim como Nosso Senhor, que ofereceu a própria vida como vítima de expiação pelos nossos pecados. Oferecer-se como vítima e pedir a Deus mais sofrimentos, quer para reparar a glória divina, quer para obter algum favor para o outro. É preciso cuidar para que não se façam esses pedidos por meio de uma generosidade irrefletida que vem da presunção. Fazem-se em momentos de fervor sensível, e uma vez passado o fervor, sente-se a alma fraca para executar atos heroicos de submissão e aceitação que se tinha feito com tanta energia. Daí provém grandes tentações de desalento e até de murmúrios contra a providência. Não se deve pedir sofrimentos se não houver o acompanhamento de um diretor espiritual prudente.

A constância

É a virtude de lutar e sofrer até o fim, sem sucumbir ao cansaço, ao desalento ou à moleza.
A virtude não será sólida enquanto não tem a sanção do tempo, enquanto não está consolidada por hábitos profundamente arraigados.
Esse sentimento de cansaço produz, muitas vezes, o desânimo e a moleza. Então, o amor do prazer e a saudade de estar dele privado retomam o predomínio, e a alma deixa-se ir ao sabor das suas más tendências.
Para combater essa fraqueza, é preciso oração. Pedir a Deus a graça da constância, assim como Ele foi constante. Em seguida, é bom meditar sobre a vida eterna: vale a pena sofrer um pouco nesta vida, tendo em vista os bens que vamos adquirir para gozar de toda uma eternidade de delícias. Lembrar-se que Deus pede de nós os esforços e não os resultados. Mesmo, então, que os frutos não sejam grandes e aparentes. A constância não exclui, pois, o descanso legítimo. Tudo está em tomá-lo em conformidade com a vontade de Deus, segundo as prescrições da regra ou de um prudente diretor espiritual.

Meios de adquirir ou aperfeiçoar a virtude da fortaleza

Àqueles que são orgulhosos e presunçosos, é preciso insistir na desconfiança de si mesmos; aos tímidos e pessimistas, propõe-se com insistência a confiança em Deus: “O que era fraco aos olhos do mundo, escolheu-o Deus para confundir os fortes. O que era nada, para reduzir a nada o que era forte” (I Cor. 1, 27).
Fortalecer sempre a convicção das grandes verdades, tais como o nosso fim último e a necessidade de sacrificar tudo para alcançar esse fim. O horror ao pecado, único obstáculo ao nosso fim.
Não se deixar arrastar pelos sentimentos de momento, muitas vezes, resultado de nossas más inclinações, rotina ou interesse pessoal. Antes de tudo, pensar na eternidade. Diga para si mesmo: “Essa ação que vou praticar aproxima-me de Deus, da minha eternidade bem-aventurada?”.
É bom prever as dificuldades e encará-las, armar-se contra elas. Dificuldade prevista é dificuldade meio vencida.
Enfim, não nos esqueçamos de que não há nada que nos torne intrépidos como o amor de Deus. Se o amor torna a mãe forte e corajosa, quando se trata de defender seus filhos, que não fará o amor de Deus, quando se encontra profundamente enraizado na alma? Não foi ele que fez os mártires, as virgens, os missionários e santos?
Conteúdo baseado no livro COMPÊNDIO DE TEOLOGIA ASCÉTICA E MÍSTICA – Autor Adolf Tanquerey

Fonte: Canção Nova

Sejamos submissos ao Espírito Santo de Deus

segunda-feira, 11 de junho de 2018


Um homem cheio do Espírito Santo não realiza mágicas, mas ele faz o poder de Deus acontecer à submissão da vontade divina

“Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração” (At 11,23).
Celebramos, hoje, o apóstolo São Barnabé, companheiro de Paulo e importante na viagem que este realizou para evangelizar parte da Ásia, sobretudo, na missão evangelizadora que ele realizou na Antioquia.
O que chama à atenção na figura de Barnabé? Ele era um homem cheio do Espírito Santo, intrépido, audacioso, corajoso, um homem de muita fé. O apostolado de Barnabé aconteceu na submissão ao Espírito Santo. Ele era um homem cheio do Espírito.
Para realizarmos o apostolado divino, para sermos apóstolos de Jesus Cristo, no mundo em que vivemos, não podemos abrir mão, de forma nenhuma, em ação nenhuma que realizamos, da força do Espírito Santo. É ele quem nos inspira, dirige-nos e ilumina. Um homem cheio do Espírito Santo não realiza mágicas, mas faz o poder de Deus acontecer à submissão da vontade divina.
Barnabé passou por muitas provações, privações e dificuldades, por momentos de muitas tempestades. Em todas elas, no entanto, ele foi um homem submisso a Deus no poder do Espírito Santo.
Precisamos, nos dias de hoje, de apóstolos, homens e mulheres que sejam submissos ao Espírito Santo de Deus. Olhamos para nós e, muitas vezes, somos submissos à nossa própria vontade, ao que queremos realizar. Queremos que as coisas andem da nossa forma, do nosso jeito, não estamos preparados para enfrentar as contrariedades quanto mais as grandes adversidades que nos advém na vida, na evangelização, no trabalho apostólico e missionário. Ou nos tornamos apóstolos submissos ao Espírito, dóceis ao Espírito para enfrentarmos as amarguras, as tempestades, adversidades da vida ou seremos apóstolos tristes, amargurados, frustrados e derrotados.
O êxito na evangelização não está na quantidade de pessoas que evangelizamos, não está nos resultados que nos advêm. O êxito na evangelização está na submissão ao Espírito Santo. Ele é a alma da Igreja, é Ele que inspira, traz, dirige e coordena os tempos em que vivemos.
Precisamos da audácia de Barnabé, audácia de submeter-se ao Espírito para que ele conduza, dirija, ilumine, coordene aquilo que nós devemos fazer. Mandar não é tão difícil, mas obedecer é a grande obra de Deus em nossa vida. Aqui se trata, sobretudo, de obedecer a Deus, de ouvi-Lo e ser dócil com Ele.
Um homem audacioso no Espírito só se torna, realmente, intrépido quando sabe submeter e obedecer à voz do Espírito.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O amor divino nos ensina a amar o próximo

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Quando amamos Deus sobre todas as coisas, o amor divino nos ensina a amar o próximo


Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!” (Marcos 12,29-30). 
Deus está dizendo a cada um de nós: “Ouve, padre Roger. Ouve, José. Ouve, Maria. Ouve, Pedro. Ouve, Paulo”. Deus está nos chamando pelo próprio nome, mas escutemos com bastante atenção, porque o que mais precisamos na vida é saber ouvi-Lo.

O filho é ligado com seu pai e com sua mãe pela capacidade de ouvir, pois o que ele vai falar aprende escutando.

Quem não desenvolve a audição não é capaz de desenvolver a fala. Para falar de Deus é preciso, acima de tudo, escutar o Senhor. Precisamos deixar que os nossos ouvidos (ouvido interior, ouvido da alma e do coração), todo o nosso entendimento vibre para escutar o Senhor.

Deus é o único Senhor, precisamos amá-Lo de todo o coração, de toda a alma e entendimento, com toda inteligência e vontade, ou seja, de forma inteira amarmos o Senhor, e assim estaremos cumprindo todo e qualquer mandamento.

A vida humana provém da desordem da vivência da Lei Divina. Quando amamos o Senhor, o coração anda em ordem, porque o amor a Deus coloca ordem dentro do nosso coração.

Há amores que entram em nós e provocam verdadeiras revoluções. Só o amor a Deus pode colocar ordem nas desordens da nossa alma, só amando a Deus podemos fazer escolhas acertadas na vida.

Quando o amor de Deus é relativizado, colocado em segundo ou terceiro lugar, não fazemos escolhas acertadas e iluminadas. Aqui, não é somente fanatismo religioso, pelo contrário, é amor religioso, é amor divino, é amor correspondência, quando correspondemos ao amor que Deus tem por nós. Quando amamos a Deus sobre todas as coisas, o amor divino nos ensina a amar o próximo, porque o segundo mandamento é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

O segundo mandamento tem duas faces, não é separado, amamos a nós mesmos, queremo-nos bem, cuidamos de nós, mas amamos o nosso próximo com o mesmo amor e a mesma intensidade.

Fonte: Canção Nova

Vídeo do Papa de junho fala sobre o uso das redes sociais

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Temática da internet foi abordada pelo Pontífice em mensagem

Da redação
Foi divulgado nesta terça-feira, 05, o vídeo do Papa com as intenções de oração para o mês de junho.
O Santo Padre pede, na mensagem, que a internet seja usada com sabedoria, para o bem: “Que as redes sociais favoreçam a solidariedade e o respeito pelo outro na sua diferença”, diz o Papa.
Francisco lembra que a Internet é um dom de Deus, mas também uma grande responsabilidade, e que o cristão deve aproveitar as oportunidades de encontro que há no ambiente virtual, capaz de ampliar horizontes.
Confira a mensagem completa:


A bênção de Deus

terça-feira, 5 de junho de 2018

É próprio daquele que é humilde pedir a bênção de Deus para sua vida e suas atividades

Há um Salmo na Bíblia que nos dá um dos mais preciosos ensinamentos: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, debalde vigiam as sentinelas” (Sl 126,1).
Não é por acaso que o título desse salmo é “A fonte de todo bem”, isto é, a bênção de Deus. Muitas vezes, nosso trabalho não produz o que esperamos e nossas obras não dão o fruto que planejamos, porque confiamos apenas em nós mesmos e nos esquecemos de pedir a bênção d’Aquele que é o Senhor de tudo e de todos, e que tem o mundo em Suas mãos. Tantas vezes, Deus permite que nossos projetos fracassem, para que aprendamos que sem a Sua bênção nada podemos fazer.
Foto ilustrativa: Paula Dizaró / cancaonova.com
É próprio daquele que é humilde pedir a bênção de Deus para sua vida e suas atividades. Da mesma forma, é próprio daquele que é orgulhoso e autossuficiente contar apenas consigo mesmo e esquecer-se da graça de Deus. Muitos, após inúmeros sofrimentos e insucessos, acabam, pela própria graça de Deus, encontrando a face do Senhor entre os acontecimentos da vida. Outros, lamentavelmente, persistem em não querer ver a face d’Aquele que tudo criou. Diz um autor anônimo que “Deus não fala, mas que tudo fala de Deus”. Basta olharmos a natureza e ouviremos Sua voz. “São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras” (Sb 13,1).
Ser humilde é reconhecer que “toda dádiva boa e todo dom perfeito vem de cima: desce do Pai das luzes” (Tg 1,17a) e que, portanto, não temos motivo nenhum para orgulho, vaidade e autossuficiência. Da mesma forma, ser humilde é não se desesperar com a própria fraqueza, miséria ou impotência, uma vez que se reconhece que toda força vem da bênção de Deus. O livro dos Provérbios ensina que “Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (2Pe 5,5; Pr 3,34). Ele não ouve a oração do soberbo e, consequentemente, não lhe dá a Sua bênção. Por outro lado, Deus ama aquele que reconhece a própria fraqueza, e lhe dá a graça.
Somente quando reconhecemos nossa pequenez é que podemos experimentar em nós o poder de Deus. Foi o que o Senhor disse a São Paulo: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (2Cor 12,9). Foi essa grande verdade, fruto da humildade, que levou o apóstolo a exclamar: “Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo” (II Cor 12,9b).

Temos nos esquecido da bênção de Deus?

Vivemos grande parte da vida preocupados com nossas responsabilidades como pais, como profissionais etc. Quando nos sentimos abalados e amedrontados com nossas tarefas diárias, não será porque contamos apenas com nós mesmos, esquecendo-nos da bênção de Deus? Nossos fardos são por demais pesados para que os carreguemos sozinhos. É preciso deixar que Deus os carregue para nós. De que forma? Confiando-Lhe nossas obras, entregando-Lhe nossas preocupações, confessando-Lhe nossa fraqueza e pedindo-Lhe a bênção para tudo o que fizermos.
Além disso, a melhor maneira de sermos copiosamente abençoados por Deus é fazendo a Sua santa vontade, realizando todas as coisas para Ele e por amor a Ele. É exatamente o que São Paulo ensinou quando disse: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor” (Cl 3,23-24). O mesmo Salmo 126 ensina que: “Inútil levantar-vos antes da aurora, e retrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono” (Sl 126,2).
Quando estivermos cansados e oprimidos pelo peso das nossas atividades, é o momento de pararmos e perguntarmos a nós mesmos se não nos está faltando a bênção de Deus. Se a resposta for ‘sim’, devemos olhar para o céu e dizer ao Senhor do fundo do coração: “Dai-me a Vossa bênção! Não me oculteis a Vossa face, para que eu não pereça”.
“Apressai-vos em me atender, Senhor, pois estou a ponto de desfalecer” (Sl 142,7a).

Celebrar a Eucaristia é experimentar plena comunhão com Deus, diz Papa

segunda-feira, 4 de junho de 2018

No Angelus deste domingo, 3, Francisco recordou a solenidade de Corpus Christi, celebrada hoje em muitos países, e a instituição da Eucaristia

Da redação, com Boletim da Santa Sé
Papa Francisco durante o Angelus deste domingo, 3/ Foto: Reprodução Youtube Vatican News

No Angelus deste domingo, 3, Papa Francisco recordou a solenidade de Corpus Christi – Corpo de Cristo – vivida na última quinta-feira, 31, e celebrada hoje em muitos países. Com as palavras de Jesus, pronunciadas na Última Ceia com seus discípulos, Francisco relembrou a instituição da Eucaristia e afirmou que celebrá-la é experimentar plenamente a comunhão com Deus. “Recebemos o amor de Jesus em nós e compartilhamos com os outros. Esta lógica está inscrita na Eucarística”, completou.
O Santo Padre aproveitou para enfatizar o valor do Corpo e Sangue de Cristo para os cristãos na tradição da Igreja:“Por causa desse testemunho de amor, a comunidade cristã se reúne todos os domingos e todos os dias, em volta da Eucaristia, o sacramento do sacrifício redentor de Cristo. Atraídos por sua presença real, os cristãos o adoram e o contemplam através do sinal humilde do pão que se tornou seu Corpo”.
Segundo o Pontífice, ao nutrir-se com o Corpo e Sangue de Cristo os fiéis recebem o amor e a presença de um Deus capaz de purificar a humanidade e transformá-la. Diante deste fato, Francisco denotou Corpus Christi como um mistério de atração em Cristo e de transformação Nele.
“É uma escola de amor concreto, paciente e sacrificado, como Jesus na cruz. Ensina-nos a tornar-nos mais acolhedores e disponíveis àqueles que buscam compreensão, ajuda, encorajamento e são marginalizados e se encontram sozinhos. A presença de Jesus vivo na Eucaristia é como uma porta, uma porta aberta entre o templo e a estrada, entre a fé e a história, entre a cidade de Deus e a cidade do homem”, explicou.
Por fim, o Papa recordou a tradicional procissão popular com o Santíssimo Sacramento e convidou os católicos a participarem, mesmo espiritualmente, de suas atividades neste domingo. “Assim como o Beato Paulo VI fez há 50 anos, celebrarei a missa, que será seguida pela procissão com o Santíssimo Sacramento”, concluiu.

Depois do Angelus

Após o Angelus, Francisco se uniu em oração aos bispos e a todo o povo da Nicarágua e expressou tristeza pela grave violência, com mortos e feridos, levada a cabo por grupos armados para reprimir protestos sociais. “Eu rezo pelas vítimas e suas famílias. A Igreja é sempre para o diálogo, mas isso requer um compromisso ativo de respeitar a liberdade e, acima de tudo, a vida. Rezo para que toda a violência cesse e que haja os mais breve possível, condições para a retomada de um diálogo”, pediu o Pontífice.
O Papa recordou a proclamação neste sábado, 2, em Nápoles, da Irmã Maria Crocifissa do Amor Divino, Maria Gargani, fundadora das Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, como bem-aventurada, e saudou todos os peregrinos da Itália, e de diferentes países, reunidos na Praça São Pedro na manhã deste domingo.
Ao final, Francisco dirigiu uma saudação especial aos fiéis reunidos hoje em Sotto il Monte, com o bispo de Bérgamo, no aniversário da morte de São João XXIII. “A peregrinação na região de Bérgamo dos despojos deste Pontífice, tão amado pelo povo, pode despertar generosas boas intenções em todos”, afirmou.

Fonte: Canção Nova

Solenidade de Corpus Christi - Paróquia Menino Jesus de Praga

sexta-feira, 1 de junho de 2018

 A solenidade de Corpus Christi na Paróquia Menino Jesus de Praga aconteceu às 08 da manhã no dia 31/05, nos Bancários. Os paroquianos se reuniram em para participar da Santa Missa e logo em seguida adoração ao Santíssimo Sacramento.




http://armaduracristao.blogspot.com/2018/06/solenidade-de-corpus-christi-paroquia.html

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Corpus Christi: Origem e trajetória da procissão mais solene da Igreja Corpus Christi: Origem e trajetória da procissão mais solene da Igreja

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Entre todas as procissões, a do Corpus Christi tornou-se a mais participada e solene, afirma Dom Armando Bucciol

Da redação, com CNBB
Igreja celebra nesta quinta-feira a procissão de Corpus Christi / Foto Canção Nova
Nesta quinta-feira, 31, a Igreja Católica celebra a solenidade do “Corpo e Sangue de Cristo”, mais conhecida com o ‘título’ em latim, Corpus Christi.
O presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol, relembra a origem desta solenidade e todo o caminho percorrido até ela tornar-se a procissão mais solene e com maior participação popular.

Origem da Solenidade de Corpus Christi

Segundo Dom Armando, a origem da Festa de Corpus Christi se coloca num tempo em que refloresce o culto à divina Eucaristia, entre os séculos 11 e 12. A Bélgica – cidade de Liège (ou Lieja) – foi o centro propulsor.
Em 1208, a beata Juliana de Rétine, do mosteiro do Monte Cornélio, teve uma primeira visão que foi interpretada como se faltasse uma solenidade em honra do Santíssimo Sacramento. Muito decisivo foi o apoio do seu diretor espiritual, João de Lausanne, cônego de Liège, de Ugo de São Caro, em seguida cardeal, e de Tiago Pantaleone, arci-diácono de Liège e futuro papa Urbano IV.
Segundo Dom Armando, a celebração da festa em honra do Corpus Domini (Corpo do Senhor) começou pela insistência de João de Lausanne, junto ao bispo de Liège, Roberto de Thorote. Foi aí que o prelado aceitou a proposta e assim, em 1246, na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, a celebração se deu, em Liège. “Urbano IV demorou antes de propor a celebração da festa à Igreja universal. Um fato, talvez foi de incentivo para tomar a decisão, o milagre de Bolsena, uma hóstia sangrando nas mãos de um padre que duvidava da presença eucarística”, conta Dom Armando.
Em junho de 1264, Dom Armando relata que o papa acolheu o corporal ensanguentado de Bolsena, e no dia 11 de agosto, do mesmo ano, instituiu a festa para toda a Igreja, publicando a Bula Transiturus. Nela, lembrava também da visão da beata Juliana. Pouco depois, o papa celebrou a festa na cidade de Orvieto, com grande solenidade e participação popular. “Com rapidez, começando por diversas cidades da Bélgica, da França, da Alemanha e da Itália, a celebração se expandiu. A súbita morte do papa Urbano, em 2 de outubro de 1264 impediu que a celebração tivesse maior e mais repentina difusão”, diz Dom Armando.
presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol / Foto CNBB
Na sequência, em 1314, Dom Armando explica que o papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV e, logo depois, com o papa João 22, a festa foi acolhida pela Igreja toda. Nessa difusão, destaca-se o incentivo provindo dos mosteiros. “Na Bula do papa Urbano, não se fala, de forma explícita, da procissão. O texto pontifício, porém, é tão solene que parece desejar que aconteça. Os historiadores observam que o surpreendente e espontâneo fervor popular, rapidamente, tornou a celebração sempre mais acolhida, ao ponto que, pelo meado do século 14, a festa, com a procissão, é celebrada na Igreja toda”, explica o bispo.

Procissão Eucarística

No início, Dom Armando garante que a procissão era facultativa, mas ao longo do tempo tornou-se “o elemento mais solene da celebração, com o apoio do clero e a participação do povo”: “As crônicas da época relatam que o Santíssimo é levado em procissão, no início, dentro de relicários, junto com as relíquias do Santo da Cidade, ou em cálices ou píxides. Em alguns lugares, isso continuará até o século 18, quando se encontra a proibição de juntar, na procissão, a Eucaristia com as relíquias dos santos”.
Não passou muito tempo e, para a exposição do Santíssimo e a procissão, Dom Armando conta que apareceram os ostensórios que se tornaram artísticos e de grande tamanho. Em Gênova, por exemplo, para carregar o ostensório (de 1553), precisavam oito padres. “A devoção eucarística é alimentada pela presença de numerosas Confrarias do Santíssimo Sacramento, que nascem já no século 13 e se multiplicam no século 14”, diz o bispo.
Entre todas as procissões, Dom Armando afirma que a do Corpus Christi tornou-se a mais participada e solene, apesar das limitações e ambiguidades que comporta tal manifestação popular. “As raízes da ambiguidade se encontram ainda no início. Na época, o desejo de ‘ver a hóstia’ era considerado como o ato de fé mais importante, enquanto o sentido da comunhão ao Corpo do Senhor tinha-se quase perdido. Somente em tempos mais recentes se retoma, na teologia e na vida cristã, a centralidade da celebração eucarística; nela, de fato, o culto à divina Eucaristia deve encontrar seu fundamento. Se desligar de sua nascente, as sagradas espécies perdem a ligação com o mistério pascal, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, afirma o bispo.
Hoje, de acordo com Dom Bucciol, a Igreja recomenda que o culto eucarístico manifeste dependência e referência à celebração, e na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a procissão seja “um sinal de fé e de adoração da comunidade”. “Recomenda-se que a hóstia a ser levada em procissão seja consagrada na mesma missa; os cantos e as orações deverão contribuir para que todos manifestem sua fé em Cristo, atentos somente ao Senhor. Assim, a procissão tornar-se-á um verdadeiro testemunho do Senhor que continua ‘no meio de nós’ e, pela fé dos discípulos, sinal de sua presença em nossa vida do dia-a-dia”, finaliza o bispo.

Fonte: Canção Nova

Papa na catequese: a marca espiritual da Crisma é indelével

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Santo Padre deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre o sacramento da Crisma

Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Na Praça São Pedro, Papa fala semanalmente aos fiéis às quartas-feiras, a tradicional catequese / Foto: Reprodução Yotube – Vatican News
Na catequese desta quarta-feira, 30, o Papa Francisco refletiu sobre a conexão entre o sacramento do Crisma e a iniciação cristã, dando continuidade, assim, ao ciclo de catequeses sobre o sacramento da Confirmação. 
“Antes de receber a unção espiritual que confirma e reforça a graça do Batismo, os crismandos são chamados a renovar as promessas feitas um dia pelos pais e padrinhos”, explicou o Papa, destacando que nesse momento são os próprios crismandos a professar a fé da Igreja.
Uma vez que a vinda do Espírito Santo requer corações recolhidos em oração, Francisco observou o momento em que o bispo estende a mão sobre os crismandos e pede a Deus para infundir o seu santo Espírito Paráclito. Trata-se de um só Espírito, que traz a riqueza dos sete dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.
“O único Espírito distribui os múltiplos dons que enriquecem a única Igreja: é o Autor da diversidade, mas ao mesmo tempo o Criador da unidade. Assim o Espírito dá todas essas riquezas que são diversas, mas do mesmo modo faz a harmonia, isso é, a unidade de todas essas riquezas espirituais que temos nós cristãos”.
Outro ponto abordado pelo Santo Padre foi o significado do óleo – o crisma – utilizado na celebração. O óleo, explicou, é uma substância terapêutica e cosmética, que entra nos tecidos do corpo, cura as feridas e perfuma os membros. Por essas qualidades, foi assumido pelo simbolismo litúrgico para expressar a ação do Espírito Santo que consagra e permeia os batizados.
“Recebendo na fronte o sinal da cruz com o óleo perfumado, o crismando recebe, portanto, uma marca espiritual indelével, o ‘caráter’, que o configura mais perfeitamente a Cristo e lhe dá a graça de espalhar entre os homens o seu ‘bom perfume’”.
O Papa concluiu a catequese destacando o Espírito Santo como um dom a acolher com gratidão. “É um dom a proteger com cuidado, a respeitar com docilidade, deixando-se plasmar, como cera, pela sua caridade ardente, para refletir Jesus Cristo no mundo de hoje”, concluiu.

Fonte: Canção Nova

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