O perdão é o melhor testemunho que podemos dar

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

 

O que nunca pode faltar na vida de um cristão é o testemunho do perdão

“O Senhor respondeu: ‘Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: Arranca-te daqui e planta-te no mar, e ela vos obedeceria’” (Lucas 17,6).

Hoje, o Evangelho nos apresenta três elementos fundamentais para a vida de um discípulo, de um seguidor de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Mestre. O primeiro desses elementos é o testemunho de vida. É só pelo testemunho que evitamos escandalizar os pequenos.
Jesus é muito repressivo e duro àqueles que praticam escândalo. Praticar escândalos quer dizer, justamente, tirar a fé do coração das pessoas, não testemunhar aquilo que nós acreditamos.
O discípulo de Jesus deve, de todas as formas, primeiro, evitar escandalizar e, segundo, testemunhar com a vida aquilo que nós acreditamos.
Uma das melhores formas de testemunharmos é pela força do perdão. Um discípulo de Jesus que não perdoa, não testemunha o amor de Deus no seu coração. O discípulo de Jesus que vive cultivando ódio, ressentimento, mágoa contra o seu irmão e não consegue perdoar, escandaliza. Um casal que vive junto e não se perdoa, não se reconcilia, causa escândalo para os filhos e para outros. Às vezes, a pessoa está testemunhando na Igreja, está rezando, mas não vive o testemunho do perdão e da misericórdia.
Se o irmão pecar contra nós sete vezes num só dia, sete vezes devemos perdoá-lo. Mas, como vamos perdoar? Pela experiência com a Palavra de Deus.
Quando eu digo perdoar, não é ser complacente com o erro do outro. Perdoar quer dizer: não viver com ódio e ressentimento com o erro que o outro fez, porque é o nosso coração que ficará magoado.
O perdão reconstrói e levanta o outro. O perdão exige, com certeza, reconsideração das atitudes, dos fatos, da convivência e assim por diante. Mas, o que nunca pode faltar na vida de um cristão é o testemunho do perdão. Talvez, você possa perguntar: “Como vou conseguir perdoar se nem tamanha fé para isso eu tenho?”. Não é preciso ter muita fé.
Jesus está nos dizendo que se nossa fé for pequena como um grão de mostarda, diremos para esse ressentimento: “Sai daqui, se não consigo pelas minhas forças humanas, que eu consiga pela fé, arrancar as “plantas” que estão dentro do meu coração. Plantas venenosas e perigosas para a minha vida e para a minha saúde”.
Essas plantas são, com certeza, as plantas que temos de perdoar nesta vida. Se não conseguimos perdoar pelas nossas forças, que perdoemos pela fé e pelo amor. Se não conseguimos, é preciso buscar em Deus essa força.
O melhor testemunho que podemos dar ao mundo, é o de testemunhar como perdoamos e amamos uns aos outros.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Caminhos para a felicidade baseados nas bem-aventuranças

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A verdadeira felicidade está na busca pela santidade

No Evangelho, vemos retratada a proposta de santidade de Jesus por meio das “bem-aventuranças”. De fato, é somente em Jesus, por meio do Seu ensinamento e da Sua vivência, como verdadeiro “homem-novo” recriado segundo Deus, que podemos entender o que é ser santo diante do Senhor e dos homens.
Papa Francisco, na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, apresenta cada uma das bem-aventuranças como um caminho de felicidade para todo o cristão. São oito caminhos que nos indicam que: a verdadeira felicidade está em buscar a santidade. Vejamos cada um desses caminhos propostos pelo Papa, inspirado nas bem-aventuranças.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O Desapego

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do céu” (Mt 5,3). A bem-aventurança alerta para a tentação de buscarmos a felicidade fora de nós mesmos e do nosso relacionamento com Deus. É uma falsa sensação de liberdade que nos é dada pela posse de bens materiais, porém, não consegue nos fazer felizes.
Onde temos buscado a segurança de nossa vida? Verdadeiramente, o que deixa nosso coração seguro e em paz? É preciso cultivar a pobreza de coração, colocando a esperança e a segurança de nossa vida em Deus, nosso único bem e, desse modo, seguir a Cristo, assim como propõe o Evangelho.

 A mansidão

Num mundo povoado de discussões, agressões, violências veladas ou diretas, o caminho da felicidade, proposto por Jesus, indica outra direção. “Felizes os mansos, porque possuirão a terra” (Mt 5,5).  A herança da terra, dada por Deus, não é prometida àqueles que exercem autoridade arrogante ou àqueles que gritam, ou mesmo, àqueles que se fazem ouvir por meio das armas e da opressão dos fracos.
O caminho do Evangelho pede mansidão. Como Jesus é manso e humilde de coração, assim deve ser todo cristão, mesmo ao reagir ao desrespeito e à ironia do outro, mesmo ao expressar-se ou defender sua opinião. A atitude de mansidão daquele que respeita a sacralidade do outro é, também, um caminho de felicidade.

A compaixão

Atualmente, as pessoas fazem grandes esforços para escapar do sofrimento. Passa-se muito tempo buscando conforto, boa vida e luxo. Até mesmo o sofrimento e a angústia, quando aparecem, devem ser logo superados e escondidos. Por exemplo, o “luto” por um ente querido que se foi, caiu em amplo desuso na nossa cultura.
Entretanto, o caminho proposto por Jesus pede que compreendamos bem o sofrimento e, mais do que isso, pede que sejamos solidários com os que sofrem. Sabendo “chorar com os que choram”, compartilhando de suas dificuldades e de suas dores. Saber sentir com o outro, ter compaixão; e essa atitude de vida conduz à felicidade de, quem sabe um dia, também ser consolado em suas tribulações.

A justiça

Numa realidade povoada pela corrupção que, desde a política até as relações sociais mais corriqueiras, nos permeia, é difícil não ouvir falar de justiça. O caminho do cristão é, também, o caminho de quem tem “fome e sede de justiça” e não se cansa de buscar saciar-se.
No entanto, a justiça deve ser experimentada, primeiro na própria vida, porque “O Senhor é justo em Seus caminhos” e, por isso, “É santo em toda a obra que Ele faz” (Sl 144,17), como afirma o salmista. Um caminho de verdadeira felicidade é daquele que busca ser justo naquilo que realiza. Isto é, dando a cada um aquilo que lhe é devido e preservando o mais fraco, aquele que mais sofre. Buscar a justiça deixando de lado os interesses mesquinhos e “os jeitinhos”, no dia a dia, ou seja, buscar a santidade.

A misericórdia

“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7), afirma a bem-aventurança. Para além da justiça, ao cristão é proposto o “plus” do amor, ou seja, dar àquele que não fez por merecer e compreender àquele que errou, porque assim escolheu fazer.
Para além da meritocracia, o cristão, em suas relações particulares, deve ser pautado pela misericórdia, compreendendo que seu coração (cordis) é, também, miserável e necessitado (miserere). Aquele que segue a Jesus é chamado a acolher, perdoar e fazer o bem; isso também é possível àquele que não fez bem a sua parte.
Todos somos uma “multidão de perdoados”, de reconciliados pelo Senhor, com o Senhor e no Senhor. É desse modo que  devemos tratar uns aos outros. O julgamento e a calúnia, por exemplo, são sinais claros de quem não escolheu o caminho evangélico da santidade e da felicidade. Aquele que olha e age com misericórdia sabe que, em seu será colocada uma medida que ele próprio poderá suportar.

A pureza

A pureza nada mais é do que ter um coração simples no qual a intenção primeira e primordial é sempre amar. O coração puro é aquele que não está dividido em si mesmo e que busca uma única coisa: amar a Deus e aos irmãos. Além disso, não permite que nada fira essa sua opção fundamental.
A atenção aos outros e a oração sincera a Deus brotam sempre de um coração puro. Aquele que não consegue direcionar-se interiormente para o amor e enche-se de outras “riquezas interiores”, não pode ser verdadeiro, ser santo ou ser feliz. Quem cuida do seu coração para que esteja sempre presente somente o desejo verdadeiro de amar, preservando-o da imundície mesquinha de outros desejos, esse é um santo.

A paz

A paz definha quando, do coração, surgem o desejo de destruição e de calúnia do outro. É assim que se iniciam as discussões, as divisões, as guerras e toda a espécie de violência. Nos ambientes em que se privilegia somente o negativo, isto é, espalha-se o negativo e se dá credibilidade à fofoca e à mentira, nesse ambiente não pode haver paz.
As pessoas pacificadas interiormente, aqueles colocam os “óculos da bondade” para olhar para as outras pessoas, são automaticamente fonte de paz por onde passam. Somente quem olha para o mundo e para as pessoas, buscando ver o bem que lá se encontra, valorizando os outros, esse pode estar pacificado interiormente.
Essas pessoas conseguem tirar bondade onde aparentemente não há e, por isso, olham para a vida de forma diferente. Não é fácil construir a paz. Não basta negar ou esconder-se dos conflitos, é necessário buscar sempre uma nova proposta de superação, por meio do diálogo,  da escuta, do respeito e da compreensão. Não há receita pronta para isso, mas é “um caminho que se faz caminhando”. O verdadeiro filho e filha de Deus é pacificador e, por isso, é santo e feliz.

A autenticidade

Aquele que escolhe buscar a santidade e ser feliz aos moldes de Jesus,é o mesmo que anda contra a corrente da lógica seguida por grande parte das pessoas. Então, surgem a incompreensão, a perseguição, a chacota e ironia, num momento ou noutro essas coisas se apresentarão ao cristão verdadeiro. Pois, trata-se da comum preocupação das pessoas de, primeiro condenar, desacreditar e desconsiderar aquele que busca viver uma vida coerente com os princípios do Evangelho.
Mesmo em meio a essas reações, o cristão é chamado a ser autêntico e, como discípulo e missionário, anunciar a proposta e a mensagem de Jesus. Na vida do que busca ser santo, nunca se pode esquecer da cruz cotidiana e das perseguições inevitáveis que o testemunho acarretará. Ser santo, neste sentido, é abraçar uma vida condizente com o Evangelho todos os dias da vida, mesmo que isso nos acarrete problemas e incompreensões.
A felicidade advém daquela convicção interna que, ninguém, nos pode tirar. Aquela convicção de estarmos sendo coerentes com o projeto de Jesus, autor e consumador de nossa e razão de nossa esperança.

Procure viver esse caminho

Cada uma das atitudes interiores e exteriores apresentadas nas bem-aventuranças – o desapego, a mansidão, a compaixão, a justiça, a misericórdia, a pureza, a paz, a autenticidade (Cf. Mt 5,1-12) – conduz-nos à nossa integração, à essência mais profunda que restabelece, em nós, uma relação positiva e amorosa com Deus, com os outros e conosco mesmos. Seguindo esse caminho, nossa “santidade” será fecunda e tornar-se-á felicidade para nós e para todos que encontrarmos.

Diácono Josimar Baggio, scj

Fonte: Canção Nova

Sejamos discípulos autênticos e verdadeiros

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O discípulo autêntico e verdadeiro é aquele que ama a Deus sobre todas as coisas, sobre todas as pessoas e situações, sobre tudo o que possa existir

Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” (Lucas 14,33).

Já deu para ver e ouvir que é muito exigente ser discípulo de Jesus. O Mestre exige a medida certa. Acima de tudo, é essa a verdade que precisamos saber. O Mestre quer que sejamos discípulos autênticos e verdadeiros. Quem é discípulo autêntico e verdadeiro? É aquele que ama a Deus sobre todas as coisas; sobre todas as pessoas e situações; sobre tudo o que possa existir. O amor a Deus está em primeiro lugar para aquele que é discípulo do Senhor.
O amor a Deus exige de nós desapego, porque temos apego as coisas. Por exemplo, eu gosto demais de uma caneta e me apego a ela com tanta força, que não a solto para nada. Eu sou capaz de perder a minha vida, mas não perco essa caneta, porque ela representa tudo para mim.
Essa caneta é importante, ela me ajuda; mas não posso ter um apego demasiado a ela, de modo que nela eu coloque todas as forças do meu coração. Quando falo da caneta, posso me referir a qualquer coisa, como carro ou bens materiais.
Somos apegados demais as pessoas, até naquelas que são próximas a nós. Pais que são apegados em demasia aos seus filhos e vice-versa. Não temos de amar os nossos? É óbvio que sim! E temos de amar com muita força, com amor verdadeiro e autêntico, mas o amor que passa da medida, chama-se apego. É o amor em demasia, é o amor excessivo. Esse amor acaba sendo um amor doentio que gera muitos conflitos interiores dentro de nós.
Quem ama, cuida; e quem ama quer o bem de si e do outro. Podemos viver com ele, mas fisicamente longe.
Os pais não criam seus filhos para si, criam seus filhos para que sigam a vida deles. O homem deixa seu pai e sua mãe; a mulher deixa seu pai e sua mãe e, às vezes, a pessoa não consegue se casar, porque não conseguem “deixar”. Os pais não deixam; os filhos também não querem deixar e ,criam uma situação tão dependente, que não conseguem seguir o caminho da própria independência.
Independência não quer dizer falta de amor, pelo contrário, quer dizer amor livre, amor que deixa o coração livre para seguir e progredir. Isso é referente a todas as coisas. Se me é necessário, então, eu valorizo isso hoje; agora já deu tempo, mas preciso ir sempre me desapegando da vida. Quando não fazemos isso, a morte se torna o maior dos dramas da vida, porque somos tão apegados a esse mundo e as coisas dele que, quando a morte nos puxa, ela nos faz morrer para sempre.
Se não somos apegados, se amamos tudo o que temos, se amamos as pessoas que Deus colocou na nossa vida, nunca as perdemos, porque elas estarão sempre no coração de Deus e, no coração d’Ele, sempre estaremos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova


Ter tempo para Deus é uma questão de prioridade

terça-feira, 6 de novembro de 2018

 

O Reino de Deus pertence a quem quer se ocupar com Deus, com as coisas d’Ele e com quem não faz pouco-caso

“Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete” (Lucas 14,24).
Jesus concluiu o Evangelho com uma sentença muito dura, mas ao mesmo tempo, muito verdadeira e real: “Nenhum daqueles que foram convidados, provará do meu banquete”.
Muitos convidados simplesmente se comportam com indiferença. Sentem que o convite é um privilégio para fazerem pouco-caso: vão quando podem, quando dá. O privilégio de não terem tempo de ocupar-se com aquele que os convidou.
Somos os primeiros convidados para participarmos do banquete do Senhor, não podemos participar de qualquer jeito, responder de qualquer jeito e nem nos ocupar d’Aquele que nos chamou.
Os que foram convidados para esse banquete fizeram pouco-caso, arrumaram desculpa e estavam ocupados com outras coisas.
O Reino de Deus pertence a quem quer se ocupar com Deus e com as coisas d’Ele, com quem não faz pouco-caso ou tem pouco tempo para dedicar-se a Ele. No mundo em que vivemos, as ocupações, as tarefas, as obrigações são muitas; e ter tempo para Deus é uma questão de prioridade.
Se alguém me convida para um acontecimento, só poderei ir se for prioridade para mim, porque, se tenho outras prioridades preciso, de fato, corresponder a elas.
Só participa do Reino de Deus: quem tem Deus em primeiro lugar; quem O prioriza em sua vida.
“De manhã eu não rezei”, talvez a oração não seja prioridade para você. “Não deu tempo de rezar porque eu tinha muitas coisas”, talvez a oração da noite não seja prioridade para a sua vida. “Domingo não deu para ir à Missa”, talvez a Missa não seja prioridade para você. “Eu não pude adorar o Senhor”, talvez a adoração não seja prioridade para a sua vida.
Não adianta falarmos que amamos a Deus, se não temos tempo para Ele. Quando amamos, damos prioridade e colocamos isso em primeiro lugar.
Quem ama a Deus dá prioridade para Ele e para as coisas d’Ele. Não deixemos as nossas coisas de lado, as nossas obrigações e responsabilidades, pelo contrário, façamos as nossas responsabilidades na graça de Deus. Só não caia naquela desculpa de dizer que faz tudo com Deus, sendo que, de verdade, você não tem tempo para se ocupar de Deus, para silenciar, para rezar, para se colocar na presença d’Ele e, sobretudo, ir à casa d’Ele para participar do banquete.
Amemos a Deus com prioridade e seremos prioridade no coração d’Ele.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Você sabe quais são as partes da Missa e seus elementos?

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A Missa e a sua estrutura

Caros leitores, este é o nosso segundo artigo da série sobre a “Santa Missa”. No primeiro artigo, vimos sobre a Liturgia da Missa, o sacramento da Eucaristia e as partes nas quais se divide a Santa Missa. Neste artigo, trabalharemos a estrutura, os elementos, as partes, as funções e os ministérios da Missa.
Antes de falarmos dos elementos da Missa, é preciso saber que a Liturgia traz um aspecto de beleza, por isso, é necessário compreender que a beleza é encontrada na harmonia e na ordem. Existe um valor estético na Liturgia da Missa, pois, a beleza encontrada na ordem, é uma maneira de elevar a alma para Deus. Contudo, a estética nunca pode ser considerada como finalidade da Missa. Sabemos que, Deus é a beleza infinita e o belo do Rito leva a beleza de Deus.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

A Missa e seus elementos

Um dos elementos na Santa Missa são as leituras. Essas realizadas dentro da Liturgia são momentos imprescindíveis que Deus fala ao povo. Um grande mestre nas Sagradas Escrituras, São Jerônimo, nos ensinou que: “Ter contato com os textos Sagrados é essencial para o crente, pois, ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”. Assim, como São Jerônimo, todos os santos dão ênfase no contato com as Sagradas Escrituras e o “lugar” solene de proclamação das leituras bíblicas é na Santa Missa.
Outro elemento da Missa é a Oração Eucarística. Essa pertence ao sacerdote, nem diáconos ou leigos podem fazê-la. A Oração Eucarística é o ápice e centro da ação litúrgica e deve-se ter toda a atenção, porque o sacerdote está fazendo as vezes de Cristo, dirigindo as orações a Deus em nome do povo e de todos os presentes.
A Oração Eucarística ainda se divide em: Prefácio (convidando os fiéis a elevarem os corações a Deus, o prefácio introduz a assembleia no Mistério Eucarístico), o Santo (aclamação a Deus realizada pelo céu e terra, ou seja, por todo o universo), a invocação do Espírito Santo e Consagração (através d’Ele Cristo realiza a sua obra na terra e transforma o pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo), as Preces e intercessões (a Igreja pede pela unidade, intercede pelo Papa e seus auxiliares e intercede pelos fiéis) e a Doxologia final (é usada apenas pelo sacerdote para glorificar a Deus).

As partes da Missa

A Missa é dividida em várias partes, além das duas principais (Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística já faladas no artigo anterior) quero abordar mais detalhadamente as demais partes. São elas: os Ritos Iniciais, o Rito da Comunhão, o Rito da Paz e os Ritos Finais.
Os Ritos Iniciais são compostos pela entrada do sacerdote, pelo sinal da Cruz e saudação aos fiéis, pelo Ato Penitencial, pelo Glória e pela Oração da Coleta. A entrada do sacerdote acontece com o cântico inicial, entram juntamente com o padre: o diácono (caso tenha) e os ministros que ajudarão o sacerdote. A procissão de entrada acontece solenemente, pois significa o trajeto feito por Cristo até o Calvário. Essa solenidade é porque, na Missa, acontece o mesmo sacrifício de Jesus, porém, agora, sobre o altar que se encontra no presbitério.
O sinal da Cruz e saudação aos fiéis são os ritos introdutórios da Santa Missa, pois toda a celebração acontece no espaço da Santíssima Trindade, afirma o Papa Francisco. Tem-se, também, o Ato Penitencial que é um convite ao fiel para reconhecer-se pecador e necessitado da misericórdia de Deus; terminando com a absolvição do padre, no entanto, sem a mesma eficácia do sacramento da penitência.
O Glória é um hino perfeito de louvor, porque dirige-se ao Pai e a Jesus Cristo pela unidade do Espírito Santo. E, finalizando os ritos iniciais, temos a Oração da Coleta, convite do sacerdote à oração e, nesse momento, cada fiel pode colocar interiormente suas intenções. Essa oração feita pelo sacerdote sempre é dirigida a Deus, por Cristo, na unidade do Espírito Santo.
O Rito da Comunhão é composto pela oração do Pai-Nosso que tem sentido comunitário; pela Oração da Paz que é um pedido de paz às pessoas e para a Igreja. Nessa parte da Santa Missa, a Igreja reunida pede a paz e a unidade para si e para toda a humanidade. Exemplo seguido de Cristo que, após a ressurreição, deu aos seus apóstolos a saudação da paz: “A paz esteja convosco”.
Passado esse momento, vem a fração do Pão (gesto realizado na última Ceia) onde o sacerdote mergulha uma fração do Pão no cálice, representando a união do Corpo e Sangue de Cristo. Logo após, temos a Comunhão, onde cada fiel recebe Jesus, é um momento importantíssimo, sendo assim, é necessário a consciência de tal atitude.
Por fim, acontecem os Ritos Finais com a saudação do sacerdote que diz: “O Senhor esteja convosco” e a assembleia responde: “Ele está no meio de nós” e, logo em seguida, se dá a bênção e o envio feito pelo diácono (caso tenha) ou pelo presidente da celebração.

Funções e ministérios da Missa

Agora iremos definir as funções do diácono, do povo de Deus, do acólito, do leitor, do salmista e do coral. Como estamos entendendo que a Missa é, também, um banquete de Deus e somos todos convidados d’Ele, nada melhor do que entender a função de cada um na celebração.
As funções do diácono na Missa são: proclamar o Evangelho, pregar a Palavra, indicar as intenções da oração do fiéis, ajudar o sacerdote, preparar o altar, distribuir a Eucaristia e, quando necessário, indicar ao povo os gestos e atitudes corporais. Sua participação é importantíssima e remontam o tempo dos primeiros cristãos que foram escolhidos sete para auxiliar os Apóstolos.
Os fiéis representam o povo resgatado, a nação santa, que dá graças a Deus, oferecendo, juntamente com o sacerdote, o santo sacrifício. Eles formam um corpo, ora ouvindo a Palavra de Deus, ora respondendo com orações e cânticos, gerando uma unidade própria da Liturgia da Missa.
O acólito, instituído pelo bispo para ajudar o sacerdote e o diácono, tem as funções de preparar o altar, vasos sagrados e a função de distribuir a Eucaristia. É importante a formação espiritual do acólito, pois, muitas vocações sacerdotais surgiram com o serviço de acólitos. Além da formação, possibilitar a ele uma melhor participação na Missa e nas devidas funções.
O leitor, também é instituído pelo bispo para realizar as leituras das Sagradas Escrituras. Com exceção do Evangelho, ele pode recitar as intenções da Oração dos Fiéis e, na falta do salmista, recitar o salmo. Na falta do acólito, pode ajudar o sacerdote e o diácono no serviço do altar; na falta do leitor instituído, pode-se convocar outra pessoa para realizar as leituras.
O salmista tem como competência proferir o salmo ou o cântico entre as leituras. Esse deve proclamar as leituras com boa pronúncia e dicção, proporcionando a todos a boa compreensão do que é lido.
Ao coral compete a função de executar os cânticos, as partes musicais devidas e a animação como, também, a participação dos fiéis, para tal, é necessário observar as rubricas. O cantor deve ter como característica uma espiritualidade relacionada com a sua função na Missa.

Fonte: Canção Nova

Precisamos nos revestir da armadura de Deus para vencermos o mal

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Precisamos nos revestir da armadura de Deus, tomar a nossa fé como escudo para que possamos combater o inimigo da nossa fé

“Revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus” (Ef 6,11-12).

Este é o convite que Deus faz, hoje, ao nosso coração: revestir-nos da Sua graça e da Sua armadura, porque estamos em um combate espiritual. Quando falamos em combate, as primeiras palavras que vêm a nossa mente são guerra e conflito, então, começamos a entrar em conflito conosco e com os outros.
Não é deste conflito que a Palavra de Deus se refere. A Palavra de Deus combate o conflito dos homens contra os homens. 
O nosso grande erro é nos colocarmos contra os outros. Eu fico impressionado como os cristãos estão contra os cristãos, estão brigando uns com os outros, discutindo e desmerecendo o valor do outro, criando guerras e combates nas conversas e nas redes sociais. O nosso combate não é contra os homens de carne e sangue, pelo contrário, o nosso combate é contra o maligno, contra aquele que nos seduz e inspira o mal, é contra aquele que, de fato, coloca, em nosso coração, acusações contra os nossos irmãos. É ele que precisamos combater, ele é o nosso inimigo comum!
O nosso irmão não é nosso inimigo, o nosso irmão deve ser nosso irmão. Ele pode ter valores diferentes, opiniões diferentes das nossas, escolhas que até divergem das nossas, mas ele é nosso irmão, é tão filho de Deus quanto nós. Podemos estar sentidos, ressentidos e magoados, mas não podemos combater a pessoa que nos deixou ressentidos ou magoados. Precisamos combater o ressentimento e a mágoa, não os podemos deixar se avolumar dentro do nosso coração nem tomar conta de nós.
Precisamos nos revestir da armadura de Deus, tomar a nossa fé como escudo, para que possamos, com a fé robustecida, mais forte e firme combater o inimigo da nossa fé.
A Palavra nos diz que são os espíritos espalhados pelos ares, porque eles são muitos. Eles semeiam discórdia, inimizade, orgulho e tudo quanto é tipo de coisas malignas em nosso meio. Por isso, na graça de Deus, combatemos o mal e nos revestimos da fortaleza divina.
O silêncio, a humildade de coração, a sobriedade da alma são elementos essenciais para o combate espiritual que se trava na mente, como maus pensamentos e sentimentos malignos. A batalha espiritual que se instala dentro do nosso coração está recheada de coisas negativas.
Combatamos o maligno que deseja nos ver enfraquecidos e brigados com os irmãos.
Que a paz esteja em nosso coração!

Deus abençoe você

Fonte: Canção Nova

Sejamos justos em todas as nossas ações

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

 

Se não nos convertermos nem buscarmos em Jesus um coração manso e humilde, nunca seremos justos

“Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça! Ali haverá choro e ranger de dentes’” (Lucas 13,26-28).

Talvez possamos nos gloriar de pertencermos à Igreja, de sermos cristãos e seguidores de Jesus. Você pode até dizer: “Eu sou batizado. Eu tenho a cruz. Eu trago a medalha, porque sou consagrado a Nossa Senhora. Trago símbolos em mim”. Isso não quer dizer nada, ao mesmo tempo, pode sinalizar alguma coisa. Pode sinalizar que estamos no caminho de conversão ou na hipocrisia.
As vestes não traduzem o que, de fato, a pessoa é; como eu afirmo, elas podem sinalizar sim, que você vive um caminho de adesão a Deus e assim por diante. O que sinaliza se alguém é de Deus mesmo é aquilo que o Evangelho está dizendo, é aquele que nas suas ações, nas suas obras, naquilo que ele faz, testemunha o amor de Deus na sua vida. E, acima de tudo, ele é justo nas suas obras e nas suas ações, jamais comunga com as injustiças da vida, do mundo e com o seu próximo; não acusa ninguém nem se coloca acima dos outros.
Uma pessoa justa é primeiro humilde. Quando vemos uma pessoa orgulhosa e soberba, a justiça de Deus não está nela, porque o orgulho cega toda a visão, ele faz justiça segundo a sua visão justiceira, mas nunca segundo a justiça de Deus. O que ele acha que é certo é segundo a sua visão fechada, e não segundo a visão humilde que vem do Evangelho.
Se não nos convertermos nem buscarmos em Jesus um coração manso e humilde, nunca seremos justos, e se não formos justos nunca seremos reconhecidos por Deus como da família d’Ele.
Alguns dizem: “Senhor, eu estava nas praças pregando o teu nome. Eu estava nas redes sociais brigando por causa de você, mas eu estava defendendo a sua causa, a sua Igreja”. Será duro ouvir: “Não vos conheço”.
Não basta falar em nome de Jesus, pregar em nome d’Ele ou defender a causa d’Ele. Se praticamos a injustiça naquilo que fazemos, o preço que pagaremos acima de qualquer coisa é muito duro.
É tempo de nos corrigirmos, queremos muito corrigir os outros, perdemos muito tempo com discussões tolas que não levam a nada. Aliás, levam a provocar a discórdia, as divisões e assim por diante. O nosso chamado é para revermos onde estamos sendo injustos na vida.
Você pode dizer: “Eu sou sempre justo”, mas você está sendo injusto com você mesmo, porque não é nem capaz de reconhecer a maior das injustiças que é o pecado.
Qualquer pecado é um atentado contra o Deus justo, soberano e misericordioso que nos deu a vida.
Voltemo-nos neste tempo que Deus nos dá para nos olharmos, para reconhecermos onde falhamos e erramos para que a injustiça não cresça e domine as nossas ações.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A semente da Palavra produz bons frutos em nossa vida

terça-feira, 30 de outubro de 2018

 Permita que essa pequena semente, desprezível aos olhos humanos, cresça na nossa vida e produza muitos frutos

“A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos” (Lucas 13,18-19).

Quando pegamos um grão de mostarda em nossas mãos, ele se torna tão pequeno que, diante das curvas das mãos, esse grão pode até desaparecer, pois é insignificante.
O Reino de Deus é pequeno, e à vista humana, ele também parece insignificante. O cristianismo nasceu desprezado, renegado, perseguido e marginalizado, mas cresceu e se tornou a grande árvore que trouxe a luz e a graça de Deus para toda a humanidade. Mesmo essa árvore sendo perseguida e combatida, ela é o fermento que ilumina e salva toda a humanidade.
A Palavra de Deus transforma vidas e corações onde ela chega, mas é preciso acolher essa semente, que é um grão de mostarda que parece insignificante.
Muitas coisas, na nossa vida, pareciam insignificantes, mas eram essenciais para mudar a nossa vida, os nossos pensamentos e sentimentos. Do mesmo modo, hoje, temos de prestar atenção nas coisas que não parecem importantes, pois certos detalhes fazem a diferença.
O detalhe maior, que talvez não tenhamos dado a devida atenção, é o poder que a Palavra de Deus tem para transpor montanhas, para mudar pensamentos e sentimentos. Não podemos ignorar a Palavra de Deus.
Muitas vezes, vemos crescer a desesperança, as coisas negativas. A pergunta, então, é: O que vamos fazer? Como vamos lidar com tamanha situação? É a Palavra de Deus que faz nova todas as coisas, não ignoremos o poder dela. Eu sou testemunha viva do que a Palavra de Deus faz em minha vida e de como ela transforma pessoas no mundo inteiro ao longo de toda a história da humanidade.
Permita que essa pequena semente, desprezível aos olhos humanos, cresça na nossa vida e produza muitos frutos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

As nossas mãos precisam ser instrumentos de bênção

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

 

Precisamos ser instrumentos da bênção de Deus com as nossas mãos, e jamais instrumentos que afastam as pessoas

“Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: ‘Mulher, estás livre da tua doença’. Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus” (Lucas 13,12).

Aquela mulher padecia de um encurvamento há dezoito anos. E à medida que ela ficava encurvada, não podia enxergar direito as coisas e as situações, porque aquela situação era incômoda para ela. Quanto mais o tempo passava, mais encurvada aquela mulher ficava. Imagine as dores que ela carregava sobre as costas!
O pior é a mentalidade daquele época, que se reflete na mentalidade de muitos hoje: “Uma coitada! Está pagando o preço pelos seus pecados, por isso tem de passar por essa situação”.
Essa mulher era uma rejeitada, ninguém podia por ela, nem mesmo a própria religião a acolhia como ela merecia ser acolhida. 
Vivemos num tempo onde muitas pessoas estão encurvadas, e diante das curvas que sofreram da vida – doenças, enfermidades, situações emblemáticas ou problemáticas, sofrimentos que muitas mães e pais passam, situações de opressão que muitos vivem na mente, no espírito e no coração – elas se mantêm à margem da sociedade. A quem recorrer? A quem procurar? Quem pode por elas?
Essa mulher viu em Jesus a luz para sua vida, ela viu em Jesus o que ela podia ter de esperança para uma vida melhor e mais digna. É o próprio Jesus que, misericordiosamente, se aproxima dela e diz: “Mulher, esteja livre dessa doença, dessa enfermidade, desse mal que pesa sobre ti”. Ele impôs as mãos sobre ela, e ela se endireitou.
As nossas mãos não são para brigar, para bater nem condenar. Nossas mãos precisam ser usadas como as mãos de Jesus para abençoar, para suplicar a graça, a cura, a libertação e a restauração. Quando assim fazemos, estamos endireitando a humanidade tão encurvada diante de tantos males.
Precisamos ser instrumentos da bênção de Deus com as nossas mãos, e jamais instrumentos que afastam as pessoas.
Os judeus ficaram incomodados, porque Jesus fez isso no dia de sábado, mas não importa qual seja o dia da semana nem a situação da pessoa, precisamos comunicar a graça de Deus a quem está afastado d’Ele.
Rezemos uns pelos outros, coloquemos nossas mãos para semear bênçãos e graças na vida das pessoas, e não nos permitamos ser instrumentos para semear a divisão, a confusão, a separação, a discriminação nem a marginalização.
O nosso Deus é Aquele que inclui, ama e cuida de tudo que está encurvado nesta vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Retiremos as coisas velhas do nosso coração

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Muito cuidado com os embrulhos do coração, aquelas coisas mal resolvidas ou cuidadas de qualquer jeito

“Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão, ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo” (Lucas 12,58-59).

A linguagem alegórica que Jesus está usando, hoje, para nos contar como devemos proceder com a nossa vida para combatermos, sobretudo, a hipocrisia, é cuidarmos das coisas com o cuidado necessário que elas precisam ter. Muito cuidado com os embrulhos do coração, aquelas coisas mal resolvidas ou cuidadas de qualquer jeito! Se devemos algo para alguém, precisamos pagar o que devemos, não podemos arrumar desculpas, porque vamos vivendo uma cultura onde deixamos de resolver as coisas.
Se ofendemos alguém, precisamos pedir perdão e desculpas. É preciso ter humildade de coração, porque, se não temos, é pior ainda, porque não só a ofensa vai ficar como ofensa, como o orgulho vai crescer e a soberba tomará conta da alma. Se estamos com coisas pendentes em relação ao próximo, precisamos resolver, não podemos ser movidos pela vida ou por aquilo que diz a expressão popular: “Deixa a vida me levar”.
Não podemos levar a vida de qualquer jeito, temos de lidar com sabedoria e discernimento, mas cuidando dos embrulhos que vamos acumulando ao longo da vida: irmãos que não se falam, pessoas que não se entendem, mal-entendidos que não procuram bom entendimento, dívidas que não são pagas, pessoas que ficam de mal umas com as outras sem se revolver.
“Entra em acordo com o seu adversário enquanto está a caminho, senão será jogado na cadeia e de lá não saíra enquanto não pagar o último centavo” (cf. Lucas 12,58-59). É baseada nesta palavra que a Igreja fundamenta o purgatório, onde as pessoas estão purgando para purificarem a alma daquilo que não se purificaram nesta vida.
O que é purificar e purgar, senão reparar os males que cometemos e ignoramos?
Não negligencie a sua consciência. Situações que foram mal resolvidas, procure resolvê-las com um bom direcionamento espiritual, com muita humildade no coração, com muita correção dentro de si mesmo, para que não fiquemos com aquele entulho de coisas velhas ajuntadas e acumuladas, onde a nossa vida acaba virando um lixo, porque não cuidamos de resolver bem as coisas.
Que Deus nos dê essa graça e sabedoria tão necessária para bem vivermos!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Adolescentes: como educá-los para que não deixem os valores cristãos?

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Adolescentes de famílias católicas

Bem, a primeira resposta é que: nós também estamos aprendendo e descobrindo. Uma mãe nos testemunhou: “Quando meus filhos se tornaram adolescentes (cronologicamente falando) aos 12 anos, comentei com meu esposo: ‘Sinto que temos de aprender de novo a sermos pai e mãe. Tudo está ficando diferente: as perguntas; os assuntos; as orientações a serem dadas. As correções e como fazê las; as amizades; as influências’. Então, percebi que a missão de catequizar não podia parar, mas tinha de ser renovada; quase que reinventada”.
Adolescentes: como educá-los para que não deixem os valores cristãos?
Foto ilustrativa: sturti by Getty Images
Sendo assim, a primeira coisa que percebi ser a mais importante, foi acolher esses adolescentes. Acolhê-los sem afugentá-los diante das escorregadas, deslizes e dificuldades que começam a ter e nem eles mesmos sabem o porquê. Acolher de que forma? Corrigindo sim, mas não esbravejando diante do erro ou deslize, a tal ponto deles sentirem tanto medo e passarem a fazer de tudo para esconder; não trazendo para nós as suas dificuldades.
Aprendi e estou aprendendo a ouvir uma confissão respirando fundo, pedindo o Espírito Santo para me controlar e saber me orientar, para que eu possa mostrar com firmeza as consequências e aplique a devida correção, mostrando (com a graça de Deus) que estamos juntos, mas é preciso arcar com as consequências. Os lugares, companhias, os vídeos, filmes, a internet. Além de tudo isso, os hormônios a flor da pele, faz desses adolescentes “católicos”, adolescentes normais.

Injeção de valores

Aprendemos com o monsenhor Jonas que eles são como uma criança. Isto é, durante toda a infância, receberam uma orientação de fé, de valores cristãos e uma educação sadia, como se recebessem as peças de um lindo quebra-cabeças. Mas, na adolescência, podem querer, por um ímpeto, desmontar todo esse quebra-cabeça e deixá-lo de lado.
Veja, monsenhor Jonas nos dizia: “Mantenham-se firmes, pois quando acalmarem e, já maiores, chegar o momento de organizarem a vida; as peças-chaves que terão para essa reconstrução, são aquelas que você deixou”.

Então, seja em qualquer estágio que o adolescente católico se encontre, na fase de rebeldia; ou simplesmente na fase da indiferença com o que você ensinou, mantenha-se de um jeito novo; porém, firme com a  injeção de valores, de fé e traga-o sempre para sua confiança. Como o monsenhor Jonas nos diz: “Não basta orar pelos nossos filhos, temos de orar com os nossos filhos”.
Deus têm nos inspirado alguns meios para chegar até esses adolescentes, um deles é a produção de livros que falem do que vivem. Entre eles, o livro #adolescente de quase tudo um pouco, onde se fala de: sexualidade, esporte, religião, curiosidades da fé, amizade etc., tudo numa linguagem direta para eles.
O adolescente de uma família católica pode e deve manter-se firme na fé, mas a escolha que ele fará, passa pelo seu livre arbítrio e, também, pela nossa intercessão e coragem de não abandoná-lo a mercê do que o mundo lhe oferece.

Que o Senhor mesmo nos ajude!

Fonte: Canção Nova

Como limitar o uso da internet dentro da nossa casa?

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O uso da internet em casa precisa ser analisado com carinho e atenção

Em fevereiro de 2018, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou uma pesquisa mostrando que o Brasil finalizou o ano de 2016 com 116 milhões de pessoas conectadas à internet, equivalente a 64,7% da população com idade acima de 10 anos.
As novas tecnologias chegaram para nos ajudar em muitas coisas. No ambiente corporativo, facilitou e muito a comunicação entre equipes e a divulgação de informações, chegando com mais agilidade aos usuários.
Para nós que evangelizamos pelos meios de comunicação, esse avanço só cooperou para que a Boa Nova do Evangelho chegasse mais rápido e para mais pessoas. Agora em casa, como pais, educadores e também usuários, é preciso analisar com carinho e atenção o uso da internet.

Babá eletrônica

Vemos que, atualmente, as crianças e jovens “já nasceram conectados”, porque é com muita facilidade que vemos os pequenos já usando a internet, vemos os pais distraindo seus filhos na hora do almoço com os aparelhos móveis em cima da mesa. E muitas famílias se ausentam, porque os celulares e tabletes acabam virando uma babá eletrônica.
E qual família que, possuindo esses aparelhos, já não caiu, ao menos uma vez ou por algumas horas, no comodismo de liberar totalmente o uso da internet para as crianças? Bem mais fácil e prático do que dar atenção, brincar, abraçar, correr com os pequenos, é entregar em suas mãos os jogos eletrônicos, o acesso a vídeos que distraem mesmo! Até as televisões já vêm com a possibilidade de serem conectadas às redes; e ao acesso às plataformas, que nos disponibilizam vídeos de todos os tipos de filmes e séries, são possibilidades dentro de nossas casas.

É um desafio constante educar essa geração

Não sei como é na sua família, mas na minha casa, com uma criança e duas adolescentes, a vigilância é constante. Demoramos o máximo que conseguimos para dar um celular para as nossas filhas maiores, e sempre conversamos que a internet é um grande perigo para as famílias. Começamos sentindo as meninas, observando qual seria o interesse de cada uma com essas ferramentas.
É um desafio constante educar esta geração, pois, mesmo controlando, colocando regras, é praticamente impossível impedir que os conteúdos que não correspondem aos valores que acreditamos cheguem até elas. Então, vamos sempre ensinando, com o nosso exemplo de vida, o caminho que achamos o melhor para eles; e quando estes conteúdos chegarem, elas estarão preparadas para este mundo.
Não sou uma mãe que impede o uso das redes sociais, e não coloco minhas filhas em uma redoma, até porque isso é ilusão, é impossível, pois este mundo é difícil, e as crianças precisam estar preparadas para enfrentar a vida real.
O melhor caminho para a família, quanto ao uso da internet, os horários e os conteúdos que estão entrando no seu lar, só você e seu cônjuge poderão encontrar. Que Deus nos ajude a organizar nossa casa, transformá-la em um lugar abençoado de paz.
Como diz minha mãe: “Tudo que é demais faz mal”. Então, o nosso desafio é achar o equilíbrio de todas as coisas.

Fonte: Canção Nova

Estejamos sempre atentos e vigilantes com a nossa vida

terça-feira, 23 de outubro de 2018

 

Que Deus nos dê a graça de vivermos sempre mais vigilantes, atentos e cuidadosos

“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas” (Lucas 12,35).

Os rins cingidos significam que devemos estar atentos, vigilantes. Distraímo-nos com muita facilidade, até porque vivemos na sociedade da distração. Olhe o exemplo de um motorista, já que, cada vez mais, as pessoas estão na estrada dirigindo.
Por mais que seja uma estrada conhecida, que passemos por ela todos os dias e que ela tenha pouco ou muito movimento, toda atenção é necessária de um lado e de outro, saber o que vem por trás, o que vem pela frente.
Distraímo-nos com aquilo que rouba a nossa atenção. Hoje, os carros têm até televisão! E com o telefone na mão, queremos dirigir e dizemos: “Eu dou conta. Eu sei fazer muitas coisas”. Até conseguimos fazer várias coisas, mas nos distraímos e a vida deles se foi, e, muitas vezes, a vida de outro também se foi.
Estar com os rins cingidos quer dizer estar, inteiramente, atentos àquilo que estamos realizando. Com as lâmpadas acesas, com o caminho e a nossa mente iluminada e guiada pela verdade, pela razão e, sobretudo, pela nossa fé.
Não nos deixemos levar pelos emocionalismos da vida, não nos deixemos levar pelas circunstâncias de fraquezas que, muitas vezes, vivemos nesta vida. É preciso sempre dar aquele chacoalhão em nós: “Acorde. Preste atenção! O que estou fazendo? O que estou pensando? O que estou sentindo? Por um segundo podemos nos distrair do essencial, mudar o rumo da nossa vida e nos perdermos ao longo da estrada. Por isso, a vigilância é em relação a tudo que realizamos nesta vida.
Muitas vezes, deixamos de crescer ou perdemos o que é essencial, porque não vigiamos o nosso coração.
Que Deus nos dê a graça de vivermos sempre mais vigilantes, atentos, cuidadosos, e que a Sua graça e o Espírito Santo sejam a luz a iluminar os caminhos da nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A ganância rouba o sentido da nossa vida

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

 

Que a ganância nunca seja o carro-chefe dos nossos impulsos, mas sim o amor, a caridade, o desprendimento e a generosidade

Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lucas 12,15).

Toda a questão do Evangelho de hoje é, justamente, porque alguém, do meio da multidão, pediu a Jesus: “Mestre, pede ao meu irmão que reparta a sua herança comigo”. Esse homem foi pedir a Jesus que desse um jeito de o irmão dividir com ele a questão financeira.
Sabemos que o dinheiro é o “senhor” deste mundo, é o senhor das situações e relações. O dinheiro aproxima as pessoas por interesse e também as repele quando não tem mais interesse. Com dinheiro, as pessoas se compram, vendem-se, comercializam-se; as pessoas se tornam mais importantes quando têm mais dinheiro, e perdem total importância quando não o têm mais. Deixamos a nossa vida ser movida justamente por aquele que é o senhor deste mundo.
O Evangelho está dizendo hoje: cuidado contra todo tipo de ganância. A vida do homem não consiste nos bens que ele possui.
Podemos passar a vida toda alimentando a ganância do ter e possuir, e quando achamos que possuímos, que juntamos e acumulamos, a vida nos é tirada. E nenhum centavo do que juntamos restitui a nossa vida nem nos dá a vida eterna, a não ser que o dinheiro que tenhamos ganhado honestamente tenha sido usado para promover o bem e a caridade.
Se deixarmos a nossa vida ser movida somente pela ganância, a própria vida vai nos roubar quando menos esperarmos.
A morte não avisa quando vem; e quando ela vem, leva-nos mesmo! Quando formos nos apresentar diante do Senhor da nossa vida, nenhum dos bens materiais que acumulamos nos dará lugar na eternidade, pelo contrário, veremos uma multidão de pobres, aqueles que, nesta vida, não possuíram nada, cuidando das entradas do Céu.
Acumulemos os verdadeiros tesouros desta vida, trabalhemos, apliquemos, vamos dar o melhor de nós, mas que a ganância nunca seja o carro-chefe dos nossos impulsos, mas sim o amor, a caridade, o desprendimento e a generosidade. Assim, nosso coração vai ter paz para viver e também morrer.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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