Agora e para sempre: como viver o amor verdadeiro?

sábado, 14 de janeiro de 2017

Para vivermos o amor verdadeiro, precisamos primeiro experimentar o amor de Deus

           Assim como uma criança passa pelo parto querendo nascer, nós precisamos passar também por ele em muitas situações de nossa vida, pois se assim não for, poderemos morrer. O verbo “morrer” a que me refiro aqui não é somente a morte física, mas também espiritual e psicológica. O parto é o nascer de uma nova vida.
          Depois do parto, precisamos ter firmeza na decisão de uma nova vida, pois é essa firmeza que vai gerar em nós uma segurança interior. Nunca tivemos, em nossa história, uma geração tão medrosa como a que estamos tendo, por isso precisamos ser mais corajosos e curar o nosso passado para podermos ter essa firmeza em Deus.
             Eu quero lhe perguntar uma coisa: “Até quando você vai procurar culpados, dentro do seu coração, pela situação que você vive hoje?
Para vivermos o verdadeiro amor, precisamos identificar aquilo que precisa ser curado em nossas história e achar o caminho da cura; precisamos passar por esse “parto” de uma vida velha para uma vida nova em Deus. Precisamos ter a convicção de que vamos fazer a experiência do grande amor que Deus tem por nós, pois somente experimentando esse amor seremos capazes de viver o Céu aqui na Terra.
             Precisamos amar o próximo, mas não somente o amar, precisamos que esse amor seja terno; e quando amamos em Deus, nosso amor passa por essa ternura.

Fonte: Canção Nova

Como superar a inquietação?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Assim como o Senhor quer a paz de nosso coração, o adversário promove a inquietação

Santa Teresa D’Ávila compôs uma oração que podia bem se chamar “a oração dos valentes guerreiros”. Nada te perturbe, nada te amedronte, tudo passa, a paciência tudo alcança. A quem tem Deus nada falta! Só Deus basta!
“Nada te perturbe”, essa é a vontade de Deus. Santa Teresa não fez poesia nem romance. Ela era mulher que enfrentava problemas nos carmelos. Foi uma valente guerreira que recebeu de Deus a incumbência de fazer a renovação dos carmelos: ia de mosteiro em mosteiro enfrentando grandes problemas. Foi nessa situação que ela fez esta oração: “Nada te perturbe”. Dizia isso para si mesma em primeiro lugar, e depois para suas irmãs.
A paciência tudo alcança.” Essa virtude é ativa, é força e coragem. Por ela tudo se alcança. A paciência é a virtude do guerreiro que quer ser valente, que deseja fazer parte da tropa de elite do Senhor. “A quem tem Deus, nada falta! Só Deus basta!” Deus é suficiente para suprir tudo, nós é que somos “guerreiros de pouca fé”. Precisamos voltar a crer na plena suficiência do Senhor.
Nossa vida é um “carmelo relaxado” e o Senhor quer que o reformemos. A primeira condição para isso é paz, mas é preciso saber que o inimigo é esperto e sua tática é suja!
História
Certa vez, uma pessoa queria exterminar as formigas que estavam acabando com sua plantação. Ela queria colocar veneno na boca de cada formigueiro, mas não dava conta devido à grande quantidade deles.
Um agrônomo, então, lhe ensinou: “Não precisa se incomodar! Pegue esse veneno e jogue-o em qualquer lugar: ele atrai as formigas com o seu cheiro atraente e sabor agradável. Elas o pegam sem saber do que se trata e o levam para o formigueiro. Lá dentro, num clima favorável, com calor e umidade, o veneno  começa a desprender-se. O gás tóxico acaba matando as formigas”.
É isso que o diabo faz conosco. Ele vai lançando seu veneno e nós não percebemos que é tóxico, pois é atraente, até mesmo saboroso. Já que ele não pode impedir que sejamos filhos de Deus, eleitos do Senhor; já que não pode retirar de nós a efusão do Espírito Santo nem a graça de sermos combatentes, ele tenta infernizar nossa vida. Vamos acumulando tudo dentro de nós sem nenhum discernimento; não percebemos quanto veneno estamos levando para nosso interior. No clima favorável de nosso coração, esse veneno começa a soltar gases tóxicos, envenenando-nos por dentro.
Levamos para nosso coração ressentimentos, enquanto a Palavra de Deus nos alerta: “Não se ponha o sol sobre vossa ira” (Ef 4,26).
Como superar a inquietação?
Reflexão
Se temos de nos lavar todos os dias, também temos de lavar nosso coração diariamente. Não podemos dormir com as bactérias que conviveram conosco o dia inteiro. Da mesma forma, não podemos dormir com as bactérias vindas do próprio inferno. Esses sentimentos nos tiram a paz. Acumulados em nós, torna-se um entulho perigoso que vai, aos poucos, nos envenenando. É preciso convencer-se de que a primeira virtude do guerreiro é a paz do coração; não podemos perdê-la por nada.
Enfrentamos muitos problemas: desemprego, falta de dinheiro, dificuldades com os pais, com os filhos, consumo de drogas, bebidas, doenças… Mas nada disso pode nos tirar a paz. O Senhor nos diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31). Ele quer nos convencer, Ele está no controle de tudo. A tempestade é forte, o vento é impetuoso, mas Jesus está no barco. Mesmo que pareça estar dormindo, Ele está no controle de tudo. Ele está no controle de todos os acontecimentos de nossa vida e no diz: “Nada pode tirar a vossa paz”.
É na paz, na serenidade, que vamos receber a força, a sabedoria de Deus para enfrentar os grandes problemas. O diabo é mestre em aumentar as coisas. Ele abusa de nossa sensibilidade, gosta de dramatizar as coisas e fazer “tempestade num copo de água”. Ele nos incentiva a perder a paz. Mas confie: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8,31-35). A resposta é: ninguém, pois é o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos sustenta.
Assim como o Senhor quer a paz de nosso coração, o adversário quer destruí-la. Ele sabe que é nela que habita o Espírito de Deus. Você precisa fazer de tudo para não perder a paz e, quando perdê-la, readquiri-la logo, imediatamente.
O guerreiro não pode perder a paz do coração: ela é sua principal arma de defesa e de ataque. No momento em que você a perde e os acontecimentos fazem seu barco balançar, grite por socorro. Se você estiver se afogando, estenda a mão, grite, chame pelo Senhor. Tenha a certeza de que Deus virá em seu socorro. Ele lhe devolverá a paz. Você é guerreiro de Deus. Ele virá em seu socorro.
Esteja vigilante! De modo especial, não deixe de passar por uma inspeção as coisas novas que surgem em sua vida: um amor novo, um trabalho, um apostolado… Qualquer coisa nova que entre em sua vida. Não vá pelo primeiro impulso, seja de entusiamos ou medo; passe tudo pela inspeção do Espírito Santo, na oração e na escuta.

Fonte: Canção Nova

Que tal começar tudo pela Palavra de Deus?

sábado, 7 de janeiro de 2017

A Palavra de Deus é fonte de riqueza e sabedoria para o nosso dia a dia

Jesus é o motivo de todas as coisas existirem. “Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” (Jo 1, 3). Cristo é o Senhor, e tudo Lhe está submetido, tanto o mundo material quanto o angélico, “para que, ao nome de Jesus, dobre-se todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10), também toda matéria e forma, viva ou inanimada, estão sob Seu olhar.
“Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4,12-13). Jesus veio revelar também ser Ele o Verbo Encarnado do Pai, a Palavra criadora (cf. Jo 1,14). Palavra que quis se colocar em meio a nós, perpassando e agindo em nossas realidades. “A palavra que minha boca profere, não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão” (Is 55, 11).
Que tal começar tudo pela Palavra de Deus 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Importância da Palavra de Deus

A Palavra de Deus rege todas as coisas. Se, então, a Palavra pode trazer essa eficácia, por que nos privamos de nos orientar por ela quando vamos empreender algo?
Queira ser um agente que propaga a Sagrada Escritura. A força e a sabedoria ali contidas provêm da boca do Senhor e não de nós. Deus não a deixará cair no descrédito. É do interesse divino que a Bíblia transmita Seus efeitos onde quer que ela seja colocada em prática e proferida, ainda que seja por nosso intermédio, servos fracos e sujeitos ao pecado.
Podemos contar sempre com os efeitos da vontade de Jesus em nossas iniciativas. Leve sempre a Bíblia aonde você for.

Reserve um momento para ler a Palavra de Deus

Comece tudo o que for fazer com a oração de um trecho bíblico, como um Salmo por exemplo. Ao acordar, antes de pegar o trânsito, antes de iniciar um trabalho ou ministério, leia um versículo, busque uma passagem relacionada com a situação que você está vivendo. Com certeza, Deus lhe falará, pois Ele quer participar de sua vida. Destaque textos da Sagrada Escritura e cole-os em lugares por onde for passar, na cabeceira da cama, no interior do carro, na porta da geladeira, nos cadernos e aparelhos de seu trabalho. Se, por vezes, enfeitamos nossos pertences com diversos dizeres, frases de efeito, figurinhas e personagens, por que não fixar também neles um versículo bíblico? Aproveite para lê-los e rezar todas as vezes que os visualizar.
Não se trata de separar textos que mais nos agradam e vivê-los isoladamente. Queira, com essa prática, aprender a amar a Palavra de Deus para ser Evangelho vivo, comungando-O na sua totalidade. Essa sugestão é uma maneira de memorizar trechos ou inspirar-se num lema para vida ou tempo presente.

Viver conforme a Palavra de Deus configura-nos, segundo a Pessoa de Jesus, Verbo Eterno, de forma a permitirmos que Sua voz tenha poder sobre todo o nosso ser: “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4, 12). Assim, também será com nossas ações e sobre o que elas desencadeiam, suas consequências e resultados.

Jesus em primeiro lugar

Todas as realidades contidas na Pessoa da Palavra serão favoráveis em nossa vida, mesmo quando não entendermos o porquê de um fato acontecer daquela maneira. No fim, testemunharemos que tudo concorrerá para um bem maior, pois o Altíssimo quer sempre o melhor para nós, como afirma a Bíblia: “Tudo contribui para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28).
Começar pela Palavra também é colocar Jesus em primeiro lugar.
“Antes de qualquer tarefa, vem a palavra verdadeira” (Eclo 37,20).

Deus o abençoe!

Fonte: Canção Nova

Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A fé aproxima o homem de Deus

A fé do cristão é o combustível que o faz transcender os obstáculos e permanecer firmes em Deus. Todo ser humano enfrenta lutas e sofrimentos, mas existe uma diferença entre o crente e o não crente: o sentido da existência humana. O cristão crê que após vivenciar as provações terrenas, em Deus ele será recompensado com a salvação eterna. O não crente vive fugindo das provações, pois deseja viver uma vida terrena sem lutas, somente com bonança, saúde, dinheiro e felicidade. A vida sem fé conduz a pessoa à perda do sentido de sua existência.
Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer 
Foto: Arquivo Pessoal

Afinal, o que é a fé?

Na Palavra de Deus, encontra-se a seguinte definição: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1). Ou seja, a pessoa espera com uma certeza que não tem explicação humana, por algo que não é palpável.
O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 153, afirma: “A fé é uma graça, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele”. Portanto, é um presente do Senhor para Seus filhos. É a via que conduz o homem a Deus.

Tentações contra a fé

Se a fé é essencial para alcançar o céu, então o inimigo fará de tudo para arrancá-la das pessoas. “A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos, muitas vezes, parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova; podem abalar a fé e tornar-se para ela uma tentação” (CIC número 165).
As doenças, divórcios, sofrimentos, desempregos podem ser algumas das tentações que o inimigo se utiliza para fazer as pessoas duvidarem da ação amorosa de Deus. Inicia-se um processo de afastamento do Senhor, experimenta-se uma crise de fé na qual a existência de Deus é questionada.

Passos para superar a crise de fé

Primeiro: pedir ajuda para pessoas que sejam maduras na fé como um padre, um diretor espiritual ou alguém que é referência para você. Ser muito transparente e livre em seus questionamentos e abrir-se para ouvir os seus conselhos.

Segundo: Sair do foco para viver nos bastidores o combate espiritual. Para quem é líder na Igreja, é tempo de talvez ceder o “cargo” para outra pessoa exercer sua função, enquanto você passa por essa crise. Não é deixar de viver as prática religiosas, atividades missionárias, mas é tempo de ser cuidado para que a luta contra o inimigo não seja desleal.
Terceiro: Contar com o apoio de pessoas que realmente o amam e não o julgam. É uma crise que passará, se for bem vivida, e que produzirá bons frutos de salvação. Deixe as pessoas falarem o que elas quiserem, não se deixe levar pelos comentários e julgamentos, mas compreenda que, no fim da vida, seu julgamento será você e Deus.
Quarto: é importante compreender que Deus jamais violará as leis humanas e a liberdade que Ele mesmo deu para os seus filhos. Exemplo: para o marido voltar para casa, após ter abandonado a esposa, é preciso que ele queira voltar e faça esse caminho de volta. Deus não vai forçá-lo a fazer isso.
Outro exemplo: para que a doença seja curada, é preciso que o tratamento pedido pelos médicos seja realizado. Se Deus quiser curar instantaneamente, é mistério de fé. Mas é importante que o doente, na sua liberdade, escolha fazer todo o processo solicitado pelos médicos.

Deus me ama e consola

Mediante todas as orações não atendidas, as lutas vivenciadas, tenha uma certeza de fé: Deus o ama e consola. A maturidade na fé acontece quando nós crentes aprendemos que Deus não é obrigado a fazer as nossas vontades na hora que desejamos. O que precisamos é do Seu amor e consolo, pois “o justo viverá pela fé” e “perseveramos na fé para a nossa salvação” (Hb 10, 38-39).
 
Fonte: Canção Nova

Na 1º catequese de 2017, Papa fala de lágrimas que geram esperança

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Na Catequese, Papa explica que para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu

Dando continuidade ao ciclo de Catequeses sobre a esperança cristã, nesta quarta-feira, 4, o Papa Francisco refletiu sobre o “choro de Raquel por seus filhos”, uma mulher que demonstra a esperança vivida no pranto. Milhares de peregrinos lotaram a Sala Paulo VI, no Vaticano, para participar da Audiência Geral.
Raquel foi esposa de Jacó e mãe de José e de Benjamim. Aquela que, como ilustra o livro do Gênesis, morreu ao dar à luz ao segundo filho.
“Um clamor se ouve em Ramá, de lamento, de choro, de amargura. É Raquel que chora seus filhos e recusa ser consolada, porque eles já não existem!” (Jer 31, 15), cita o profeta Jeremias ao se dirigir aos israelitas, exilados na Babilônia.
Francisco explica que para falar de esperança a quem está desesperado é preciso compartilhar o seu desespero. “Para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu. Só assim podem as nossas palavras ser realmente capazes de dar um pouco de esperança”.
O Pontífice lembra que Raquel morreu precisamente ao dar à luz ao seu segundo filho: morreu para que Benjamim vivesse. Segundo ele, o profeta Jeremias imagina Raquel, ou seja, um povo deportado em lágrimas pelos filhos que já não existem, desapareceram para sempre. Mas Deus, na sua delicadeza e no seu amor, responde ao pranto de Raquel com a promessa: ‘Haverá recompensa para as tuas penas. Eles voltarão do país inimigo’.  
“Descansa tua voz do gemido, poupa os olhos das lágrimas! Pois há uma paga por teus trabalhos: – oráculo do Senhor – eles voltarão da terra inimiga! Há esperança para tua descendência: – oráculo do Senhor – teus filhos voltarão para a terra que é deles” (Jer 31,16-17).
O Papa explica que justamente pelo pranto da mãe, há ainda uma esperança para os filhos. Suas lágrimas geraram esperança: o povo retornará do exílio e poderá livremente viver, na fé, a sua relação com Deus.
“Como sabemos, o evangelista Mateus (cf. 2,16-18) vê estas lágrimas de Raquel nos rostos das mães de Belém que choram os filhos mortos pelos sicários de Herodes, quando este se propôs matar Jesus. As crianças de Belém morreram por causa de Jesus. Mas Ele haveria, por sua vez, de morrer por todos”.
Francisco destacou que o Filho de Deus entrou na dor dos homens, compartilhou e aceitou a morte; a sua palavra é definitivamente palavra de consolação, porque nasce do pranto. E, na cruz, será Ele, o Filho moribundo, a dar uma nova fecundidade à sua Mãe, confiando-Lhe o discípulo João e tornando-A mãe do povo dos crentes.
A morte está vencida e a profecia de Jeremias chega assim ao seu pleno cumprimento. Também as lágrimas de Maria, como as de Raquel, geram esperança e nova vida.

O Cordeiro de Deus vence o pecado no mundo

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Precisamos apontar para Jesus e saber que Ele é o Cordeiro de Deus que vence os pecados no mundo

“João viu Jesus aproximar-se dele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’” (João 1, 29).

João, com toda sabedoria e docilidade a Deus, sabia que era o mensageiro da vontade do Senhor, ele sabia que estava ali para preparar os caminhos para que o Senhor pudesse passar. João apontou, viu e reconheceu quem era Jesus, o Messias, que Ele era o Cordeiro de Deus, Aquele que veio para nos salvar, resgatar-nos e tirar das garras e do domínio do pecado.
Duas coisas são importantes daquilo que João está nos dizendo. Primeiro, Ele é o Cordeiro de Deus, uma simbologia bonita, rica em significados, porque os judeus sacrificavam muitos cordeiros. Em cada Páscoa, imolavam aquele cordeiro em reparação aos seus pecados, mas eram sacrifícios humanos. A intenção do coração sacrificava animais, mas não era aquilo que tirava e reparava o pecado.
O cordeiro que vai ser imolado e sacrificado por causa de nós é o próprio Deus, que envia Seu filho. É o próprio Deus que toma a iniciativa e nos dá Seu filho, Ele se imola por nós, sacrifica-se por nós para nos libertar da tirania e da escravidão do pecado.
Outro elemento que devemos prestar bastante atenção: é Ele quem tira o pecado do mundo. O mundo é muito vasto, há uma imensidão de pecados por todo lugar, mas o primeiro mundo para o qual precisamos olhar é o nosso mundo interior, nosso coração, nossa vida. Vamos perceber que dentro de nós há muitos pecados a serem vencidos, dominados, há muitos pecados a serem eliminados e combatidos dentro do nosso próprio interior.
Não podemos desistir nem desanimar diante da força do pecado que rodeia nossa vida e o mundo em que vivemos. Precisamos apontar para Jesus e saber que Ele é o Cordeiro de Deus, que vence o pecado no mundo.
As pessoas estão em busca de soluções, de caminhos para trilhar, para resolver suas vidas, dificuldades e assim por diante. Precisamos olhar para Jesus, fixar n’Ele o olhar, precisamos até, como coisa emergencial na nossa vida, vencer o pecado que nos rodeia, que está ao nosso lado e, inclusive, é o pecado que não nos permite enxergar o próprio mal que há em nós.
Jesus é luz, força e vitória contra o mal e o pecado! Rendemo-nos a Ele e Ele mesmo proclama a vitória em nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte:Canção Nova

Quem quer férias?

domingo, 1 de janeiro de 2017

O tempo de férias é propício para a restauração da pessoa por inteiro, não só do corpo, mas também da alma

Acredito que, se você teve interesse pelo tema, é porque já está contando os dias para gozar do merecido descanso. Daí faço-lhe outra pergunta: O que pretende fazer nas férias? Se você tem trabalhado bastante nos últimos dias, talvez responda-me logo que deseja dormir, dormir e dormir mais um pouco. Tenha calma! Férias são mais que isso. É claro que dormir um pouco mais é um privilégio desse tempo merecido, mas quem disse que só se descansa dormindo?
O tempo de férias é propício para a restauração da pessoa por inteiro, não só do corpo, mas também da alma, da essência do que somos. Por isso que esse período é também favorável para estarmos mais perto dos que amamos, e viajar em família é uma ótima dica. Eu sei que isso não é fácil, afinal, cada um tem uma ideia diferente do destino a ser seguido e o dinheiro nem sempre dá para ir aonde vão os nossos sonhos. Porém, com uma boa conversa e muita calma, podemos conseguir grandes conquistas, inclusive boas férias para todos.

Planejar bem as férias

Para quem tem filhos pequenos, antes de planejar seu passeio pense se este será agradável também para eles. Crianças têm interesses diferentes dos nossos, têm muita energia para gastar, precisam brincar em liberdade, ter contato com a natureza, com a terra e principalmente com os pais. Talvez contar histórias do lugar que você sonha em conhecer, para eles, seja mais interessante do que ir propriamente lá.
Que tal perguntar para seus filhos, sem induzi-los à resposta desejada, o que eles gostariam de viver nas férias? Pode ser que você tenha surpresas.
Se você não tem filhos e pode curtir um passeio a seu gosto, faça isso com prazer e não perca nenhuma oportunidade de viver bem cada instante.
Eu sei que cada um descansa de um jeito, convivo com muitas pessoas em casa e observo que algumas gostam de assistir televisão, outras de dormir, outras ainda de passear ou fazer compras. Enfim, cada um tem sua maneira de sentir-se mais à vontade. O que todos nós temos em comum, no entanto, é a necessidade do descanso; e é justamente por isso que existe esse período de pausa. É um tempo privilegiado e, como todos os demais, deve ser bem vivido para alcançar a meta.

Qual é seu objetivo nas próximas férias?

Viajar é maravilhoso, mas é claro que essa não é a única opção para se ter boas férias. Dormir um pouco mais, cuidar da saúde, visitar parentes e amigos, praticar esportes, fazer uma boa leitura, caminhar no parque ou simplesmente nas ruas mais tranquilas da cidade, passear no campo, pescar, tomar banho de chuva, nadar no rio e tantas outras opções de lazer podem ser adotadas sem que seja preciso muito gasto.
Na Canção Nova, comunidade da qual faço parte, brincamos com a ideia de que um dos dons proporcionados pela pobreza é o da criatividade. E isso já foi provado, é verdade! Precisamos fazer uso desse dom maravilhoso e saborear a alegria que se esconde muitas vezes na simplicidade dos fatos.
Que tal, nesse período de descanso, voltar ao lugar onde você nasceu e reencontrar suas raízes, ouvir as histórias do seu povo, pisar na terra onde você cresceu? Sentir o cheiro desse lugar pode curar sua alma de muitas dores. Se puder fazer isso na companhia de quem você ama, será ainda melhor. Dar-se a conhecer é também uma forma de reconciliação com nossa história. Por outro lado, também temos mais condições de conhecer as pessoas quando pisamos em seu chão de origem, quando conhecemos sua história retratada no seu povo, na sua terra, na sua cultura.
No entanto, o mais importante acredito que seja viver bem esse tempo e, no fim, voltar para o trabalho refeito, descansado e pronto para recomeçar.
Ainda outra dica, e talvez a mais importante: lembre-se de que Deus está sempre conosco, portanto, também nas férias. Quem puder visitar lugares santos, fazer um retiro espiritual e dedicar mais tempo à oração fará uma excelente opção.
Ótimas férias para todos! Diz a Palavra de Deus que ““Há um tempo para cada coisa debaixo dos céus”” (Eclesiastes 3,1ss).
Se para você chegou o tempo de descanso, então descanse para valer!
 
Fonte: Canção Nova

Como examinar a consciência

sábado, 31 de dezembro de 2016

 

Precisamos viver nossa vida para Deus, por isso a necessidade de examinarmos a nossa consciência

Hoje, voltamo-nos a Jesus para experimentarmos o poder da Sua Palavra. Você acredita que Jesus está presente na Palavra?
A Palavra meditada está no Evangelho de São Lucas 18, 9-14: “Para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: “Dois homens subiram ao templo para orar. Um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, de pé, orava assim em seu íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de toda a minha renda’. O publicano, porém, ficou a distância e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!’ Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, mas o outro não. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.
O Evangelho nos ajuda contando a história de dois homens. O evangelista São Lucas nos conta essa parábola, mas sabemos que as histórias de Jesus não eram invenções.

As histórias de Jesus contam a verdade!

Esses dois homens vão até Jesus para dizer o que estavam vivendo. O fariseu diz: “Deus, eu te agradeço, porque não sou como os outros. Eu jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo”. Ele se gaba das suas atitudes, diz a todos o que faz. Já o publicano dizia a Jesus da sua miséria, batia no peito pedindo misericórdia.
A nossa justificação não deve ser diante dos outros, mas diante de Deus. Precisamos viver a nossa vida para Ele, por isso a necessidade de examinarmos a nossa consciência.

Sejamos transparentes!

Estamos a três dias de um novo ano, é a oportunidade de fazermos um bom exame de consciência, pois precisamos fazer o melhor para Deus. A nossa vida precisa ser colocada diante da transparência do Senhor!
Imagine se entrássemos em uma máquina de transparência e pudéssemos mostrar aquilo que verdadeiramente somos. O que será que essa máquina mostraria sobre nós?
Quando estamos diante de Deus, a nossa consciência precisa acusar aquilo que não pertence a Ele em nós. Não é apontar o dedo e dizer: “Você fez isso e aquilo!”, não é para mostrar aos outros o que estamos fazendo de bom ou de ruim.
Terminando essa parábola, Jesus conta que foi o publicano quem voltou justificado para casa.
É diante de um sacerdote que precisamos levar a nossa vida e as atitudes contrárias ao Evangelho. Existe uma lei natural que nos acusa quando cometemos algo errado. É só pararmos por dois minutinhos e pensarmos nas coisas erradas, que elas vêm. A nossa consciência nos acusa pelas coisas erradas, mas também nos aplaude quando fazemos coisas certas.

 Fonte: Canção Nova

Feliz Ano Novo!!!!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016


Guardemos os mandamentos do Senhor

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

 

Os mandamentos da Lei de Deus são equilíbrio, graça e bênção para a nossa vida, são libertação para todos nós

“Aquele que diz: ‘Eu conheço a Deus’, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele” (1João 2, 4).

Estamos nas Oitavas de Natal, celebrando o nascimento de Cristo na nossa vida. Não podemos fazer dos acontecimentos natalinos, acontecimentos de uma vida passada; precisamos fazer com que o Natal seja cada vez mais vivido dentro de nós.
Quando olhamos para o nascimento de Jesus e O contemplamos e celebramos como nosso Salvador, vamos percebendo de que forma Ele nasce e nos liberta. A primeira coisa é saber que Ele nos liberta da mentira, porque não é só contá-la, mas viver uma vida de mentiras, uma vida que não corresponde à realidade daquilo que cremos, daquilo que falamos ou professamos. Chamamos isso de hipocrisia ou de uma vida mentirosa.
Deus não quer que tenhamos uma vida hipócrita, não quer que a nossa vida seja uma farsa. Se eu perguntar: “Você conhece Deus?” Todos nós diremos: “Sim, eu conheço Deus! Eu sirvo a Deus! Eu sou de Deus!”.
A primeira coisa: quem conhece Deus e O ama guarda Seus mandamentos; e os mandamentos da Lei de Deus são equilíbrio, graça e bênção para a nossa vida, são libertação para todos nós! Por isso precisamos guardar os mandamentos do Senhor e fazer com que eles sejam o fio condutor de toda a nossa vida aqui na Terra.
É importante olharmos para a nossa vida e vermos como o amor de Deus está sendo vivido dentro de nós. É bom sentir-se amado! Deus nos ama de forma infinita, única e soberana. Mas para que este amor de Deus esteja plenamente em nós, precisamos guardar Seus mandamentos. Não podemos amar a Deus somente com palavras: “Jesus me ama tanto! E eu O amo tanto!”. Você nem precisa dizer que ama a Deus, nem fique preocupado em verbalizar isso. Preocupe-se em expressar com sua vida. Preocupemo-nos em, a cada dia, revisarmos nossa vida e vermos os ajustes que ela precisa.
Não vá dormir, não passe um dia sem fazer o seu exame de consciência. Um bom exame de consciência é um bom remédio para que a nossa vida encontre o seu equilíbrio! Jesus é a nossa luz, Ele ilumina a nossa mente, a nosso coração, para percebermos onde nossa vida não está sendo vivida de acordo com a vontade de Deus.
Que Jesus Nosso Senhor nos mostre sempre a direção, quando nos distanciarmos da reta que Ele nos ajude novamente a encontrarmos o caminho reto por onde devemos caminhar.

Deus abençoe você!
 

Precisamos lutar a favor da vida

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

 

Precisamos lutar pela nossa vida e pela vida de todos! Não podemos expor nossa vida à morte

“Herodes mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo” (Mateus 2, 16).
Herodes, o maldoso, o perverso, queria matar Jesus. Na verdade, queria eliminar a criança que havia nascido de Maria e José. Seus planos perversos não se cumpriram, ele não conseguiu chegar a tempo para pegar Jesus e eliminá-Lo já no Seu nascimento.
Ele foi mais perverso ainda, porque mandou matar todas as crianças do sexo masculino, de dois anos para baixo, que viviam em Belém e nos territórios vizinhos.
Crianças que foram martirizadas, que derramaram seu sangue por causa de Jesus. Não que o Senhor quisesse ou quer que alguma criança morra, mas a perversidade humana chega a esse ponto.
Hoje, celebramos essas crianças como santas – como todas são –, e todas as crianças que, muitas vezes, já nascem mortas ou estão no ventre da mãe, mas não conseguem se desenvolver, ou até aquelas que são abortadas, porque o pai, a mãe e a sociedade a rejeitaram, pois causariam algum incômodo. Seja porque não esperavam que aquela criança nascesse ou porque ela tem alguma deficiência. Infelizmente, chamamos o ato de Herodes de perversidade, mas também devemos chamar de perversidade todos os atentados contra a vida.
Celebrar o Natal é celebrar a vida no sentido mais pleno que ela tem. Nós refletimos sobre a vida na homilia de ontem; hoje, estamos aqui para manifestar a Palavra de Deus e denunciar profeticamente tudo aquilo que é um atentando contra a vida, desde o momento que ela é concebida até seu instante final.
Estamos deixando que a sociedade faça o que quer com a vida humana, desde o aborto, à eutanásia e outras implicações que encurtam e tiram a vida humana de forma tão desproporcional e desumana.
Precisamos realmente dizer que Jesus veio para que todos tenham vida em abundância! Primeiro, porque a vida que Deus trouxe é para todos, e temos que nos preocupar não só com nossa saúde, pois saúde é direito de todos, é uma necessidade para toda humanidade, para todos os filhos e filhas de Deus.
Deus não está contente com as filas nos hospitais que não cuidam de nossos doentes. Não está satisfeito quando uma criança morre de forma indesejada, quando morre por falta de cuidado. Deus não é nem um pouco feliz com os desastres que acontecem na própria natureza, com os acidentes que acontecem nas estradas da vida e assim por diante.
Meus irmãos e irmãs, não podemos ter uma atitude passiva e dizer: “Era a vontade de Deus! Chegou o dia da pessoa!”. Isso é conformismo barato, é simplesmente deixar que a morte esteja agindo no meio de nós, provocando desastres. É óbvio que chega o dia de uma pessoa morrer, é óbvio que a luta não é suficiente para salvar uma vida ou já valeu aquela luta até aquele instante. Já valeu a luta da mãe que rezou, do pai que brigou e que foi atrás, que fez tudo o que era possível.
Não podemos ter uma atitude passiva, deixar a “deus-dará” e simplesmente não lutarmos pela vida. O nosso Deus lutou para viver, os anjos agiram para que Ele não morresse ainda criança, porque Ele tinha muito o que fazer na vida.
Precisamos lutar pela nossa vida e pela vida de todos! Não podemos expor nossa vida à morte, não podemos dispô-la às tragédias deste mundo, mas a vida deve ser vivida com equilíbrio e sobriedade. Temos de lutar, para que nossa vida seja mais plena e bem vivida!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Sua Família Pertence a Deus!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016



“Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17,10).

Alguns me chamam de ““Jonas da Bíblia”,” e esse contato com a Palavra me faz entender que nenhum servo é insubstituível, mas é uma tendência nossa achar que o somos. E porque  somos substituíveis, temos de fazer bem o que o Senhor quer que façamos.
Se não realizarmos com perfeição aquilo que nos é pedido, o Senhor vai nos substituir. Isso Ele diz também a você. Seja em que área for, você é mais do que um profissional, é um servo. Você não precisa ser melhor que os outros, mas melhor para os outros.
Hoje, Deus me diz que eu não fiz mais do que minha obrigação.
As famílias precisam de esposos que sejam fiéis. Nas nossas televisões, as novelas somente mostram infidelidade, e os casais se sentam diante delas para aprender essas lições que nunca são vontade de Deus. O povo começa a torcer pelas tramas da novela sem se preocupar com a família. Hoje, é preciso reverter isso. Eu sei que as palavras ajudam, mas é o exemplo que arrasta.
Pelo sacerdócio que me foi confiado, peço ao Senhor que os esposos sejam fiéis. Peço a graça e a coragem da fidelidade. Peço também pelas mulheres o dom, a graça e a coragem da fidelidade, porque, muitas vezes, hoje, elas é quem têm sido infiéis.
O Senhor quer pessoas fiéis, a nossa sociedade está precisando de esposas e mães fiéis. Que você queira e não tenha medo de ser melhor para os outros.
Também os políticos, médicos, juízes, advogados, em todas as áreas, no campo da educação, precisam ser os melhores para Deus e para a sociedade.
Meu avô Pacheco tinha uma oficina de ferreiro, e ele não era só bom, mas ótimo no que fazia. Também minha avó Benedita Fogaça era uma excelente dona de casa. Todas as profissões são necessárias para a sociedade, e você precisa ser o melhor. Não é com palavras e discursos que o Brasil vai se transformar, mas com pessoas, com homens e mulheres fiéis.
Repita: “Eu me comprometo, diante de Deus, a ser uma pessoa honesta, muito honesta”.

O Natal é tempo de acender a luz no seu coração

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

 

Papa Francisco nos ensina a importância de acender sua luz neste Natal

O Papa Francisco ensina que Natal sem luz não é Natal. Não se trata, obviamente, de referência às luzes dos centros comerciais. Nem mesmo se refere às lâmpadas que integram o cenário dos presépios e ornamentam as árvores, indicando o genuíno sentido do Natal, a chegada do Salvador do mundo. O Santo Padre faz, na verdade, um interpelante convite a cada pessoa: acenda a sua luz.
Oportuno é fazer um exercício de imaginação usando a imagem simbólica das luzes nas árvores de Natal, nos enfeites das casas, edifícios, tantas outras decorações que provocam alegria e emoção. Todas essas luzes poderiam ser a multidão – a humanidade da cidade da gente, do bairro, da rua, de sua casa, do seu prédio, do ambiente de trabalho, das escolas, das instâncias de governos e dos segmentos todos da sociedade. Assim seria possível formar uma grande procissão da humanidade com a luz que dissipa a escuridão. Não haveria mais as sombras que embaçam a vista, confundem entendimentos, induzem a escolhas equivocadas, geram indiferença e as muitas formas de violência – como o aborto e o “descarte das pessoas”. Se houvesse uma luz nas mãos de cada indivíduo, uma grande tocha se formaria, fazendo brilhar os olhos da esperança. Surgiriam novos caminhos a serem percorridos e os rostos de cada pessoa revelariam encantamento pelos rumos reencontrados. Haveria um verdadeiro fenômeno de luz, que faz raiar um novo dia.

A festa da luz

O Papa Francisco diz que o Natal é a festa da luz – muito mais do que um efêmero espetáculo produzido com impacto visual, mas sem efeitos duradouros. A falta de saídas para as crises e a carência de entendimentos humanitários que podem devolver ao ser humano a sua mais nobre condição indicam que o mundo atual, com suas tantas outras “luzes”, nunca esteve tão obscurecido. A humanidade sofre com percalços dolorosos, potencializados pelas brutalidades, ganâncias, ódio e desejo de vingança. Por tudo isso, a convocação é urgente: acenda a sua luz interior. O verdadeiro Natal é luz. É o evento da luz que brilha nas trevas. Vale guardar a narrativa de São João na introdução do seu Evangelho: “E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Veio um homem, enviado por Deus, seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos pudessem crer, por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina”. A Palavra de Deus possibilita essa compreensão a respeito da luz verdadeira que, se recebida, faz crescer um brilho interior. Quem a acolhe e cultiva sua luminosidade passa a orientar-se nos parâmetros da verdade e do amor.
Acender a luz, sua luminosidade interior, antes e acima de tudo é, deliberada e amorosamente, receber a Cristo, a luz que vem ao mundo. A luz que pode brilhar no interior de cada pessoa depende dessa luz, fonte inesgotável de luminosidade, que é o amor infinito de Jesus. Acender a própria luz é acolher Cristo Luz dos Povos e conseguir caminhar nas trilhas do bem, da verdade e da justiça. Diante das muitas incertezas vividas por toda a sociedade, só há uma saída possível: empreender o acendimento da própria luz.

Resgate valores

Este grave momento da história, quando a sociedade se submerge nas escuridões produzidas por desmandos e relativizações dos parâmetros ético-morais, torna se urgente um gesto humilde e simples, mas significativo: reunir os restos e os cacos da própria lamparina interior e acendê-la, de novo, com a acolhida de Cristo que vem, a luz que todos ilumina. Esse compromisso exige resgatar valores na interioridade, assumir novos propósitos, arcar com o peso indispensável de recomeçar, abrir mão de privilégios. Assim torna-se forte a luz da esperança de um novo tempo, com a escuta de Cristo, o messias Salvador. O que está quebrado pode ser reparado. Os erros, corrigidos. E o que foi retirado indevidamente pode ser reposto.
Reacendam os corações para iluminar um caminho diferente e, assim, com esperança, que possa ser vista no horizonte a realização da profecia de Isaías quando diz que “o Povo que andava nas trevas viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu”. Sem esperar milagres dos “salvadores da pátria”, a única saída é o gesto pessoal capaz de provocar efeito revolucionário sobre a sociedade, um convite interpelante e transformador: acenda sua luz!

Fonte: Canção Nova


Missa da Noite de Natal na Paróquia Menino Jesus de Praga - Fotos

domingo, 25 de dezembro de 2016

Nasceu-nos hoje um menino e um filho nos foi dado. Grande é este pequenino, Rei da paz será chamado. 
ALELUIA, ALELUIA!!!!!!







http://armaduracristaodo.blogspot.com.br/2016/12/missa-da-noite-de-natal-paroquia-menino.html
Para ver mais fotos clique na imagem acima

Oremos por nossas crianças

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Oremos por nossas crianças, para que elas cresçam na bênção e na proteção do Senhor

“Eis que envio o meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim” (Malaquias 3,1).

Estamos a dois dias de celebrarmos o Natal de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A liturgia, no dia de hoje, aponta-nos o nascimento de João Batista, aquele que será o precursor de Jesus. É João Batista quem vai preparar os caminhos do Senhor. Por isso, a narrativa bíblica faz questão de nos mostrar o nascimento dele.
Estamos acompanhando esse menino, desde o momento em que ele foi anunciado pelo arcanjo Gabriel ao seu pai Zacarias, porque ele tem uma importância fundamental nos caminhos de Deus. Ele será um instrumento da graça de Deus, para que o próprio amor do Senhor chegue aos corações.
Quando queremos ser usados por Deus e queremos que os nossos também sejam instrumentos nas mãos d’Ele, é importante que toda a vida já esteja envolvida nesse processo. Não passamos a ser instrumento de Deus somente quando vivemos a conversão na vida. Esse momento é importante, mas precisa abraçar até a nossa vida passada.
Se pudermos, entreguemos, consagremos nossas crianças desde que estão sendo concebidas, para que sejam realmente de Deus. Não fiquemos pensando que consagrar e entregar a Deus quer dizer que o filho terá de ser freira ou padre. Que cada um de nós, onde quer que estejamos, com o que estejamos fazendo nessa vida, sejamos instrumentos nas mãos do Senhor. É uma graça fundamental que todos nós precisamos ter na nossa vida!
A mão do Senhor estava com João desde o momento de sua concepção. Quando esse menino nasceu, quando cresceu, a mão do Senhor o conduzia. A mão do Senhor quer também estar sobre nós, sobre nossos filhos, sobre nossas crianças! Por isso, é fundamental, desde o momento da concepção, que rezemos por elas. Estou falando diretamente para quem é pai e mãe, para que coloquem sua mão abençoada sobre seu ventre, ore pela sua criança, peça a bênção, peça a graça, a cura e a libertação.
Pessoalmente, oro demais pelas mães grávidas, por aquelas que querem engravidar, oro para que cada dia da gravidez seja vivido realmente com a intensidade de amor, de oração e entrega. Depois que a criança nasce, como é importante orar por ela a cada dia! Como é importante que o pai e a mãe deem a bênção a essa criança! Isso é um gesto sacramental e não pode ser feito de qualquer jeito.
Primeiro, existem pais que não ensinam os filhos nem a pedirem a bênção; às vezes, quando elas pedem, os pais não abençoam no sentido literal da palavra, ou seja, com amor, ternura e devoção.
Oremos por nossas crianças! Você, que é pai e mãe, têm uma graça única. A oração do padre é boa e maravilhosa, mas a oração da graça procede da mão do papai e da mamãe. Oremos por nossas crianças, para que elas cresçam na bênção e na proteção do Senhor!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

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