O que eu preciso para ser feliz?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Se você deseja ser realmente feliz, talvez seja a hora de deixar os atalhos e retomar o caminho

A maneira como cada pessoa vive é uma coisa que sempre chamou minha atenção. Recordo-me de que, quando era criança e tinha a oportunidade de viajar, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era ficar olhando as casas ao longo da estrada e imaginando quem morava nelas e como era a vida daquelas pessoas. Os anos se passaram, já viajei por outros países, mas isso não mudou: é observando as pessoas que aprendo a viver.
O que eu preciso para ser feliz?
Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com

Encanta-me o fato de sermos tantos no planeta, e, mesmo assim, não existir ninguém igual a ninguém. Parece que quanto mais a tecnologia avança nas descobertas científicas, tanto mais fica claro o quanto o ser humano é complexo, misterioso e, ao mesmo tempo, encantador. Basta ficarmos parados em um ponto onde circulam muitas pessoas, por exemplo, que rapidamente identificamos diversos tipos de comportamentos. Vemos pessoas apressadas, sorridentes, pessoas serenas, alegres e também pessoas sérias, tristes e preocupadas. Sem contar com as cores e estilo próprio que cada um expressa nas roupas, no cabelo e no jeito de ser. Soma-se a isso também o universo que cada um de nós carrega no interior e as constantes mudanças que nossos hormônios provocam nos desafiando constantemente a lidar com a arte de viver.
Há dias em que estamos de bem com a vida e conseguimos superar os desafios com leveza. Somos gentis, sorrimos e dizemos palavras doces até mesmo com quem nos tenta ofender. Mas nem sempre é assim, existem também dias cinzentos em que o mundo parece que vai desabar a qualquer hora, e uma “certa” angústia rouba nosso sorriso. Nada parece bom e até evitamos as pessoas com medo que nos magoem ainda mais.
Porém, é bom lembrar que tudo passa! Os dias coloridos e os dias cinzentos passam, e a vida segue e nós precisamos seguir também, pois o tempo é breve. Aliás, o tempo é breve mesmo ou nós é que não estamos sabendo lidar com ele? A pressa constante e o desejo de estar em todos os lugares ao mesmo tempo tem nos nos empurrado sutilmente para o abismo da “felicidade instantânea” que pode resultar na falta de sentido.
A tecnologia que colabora com o progresso, colocando o mundo praticamente na palma da nossa mão, não pode nos condicionar a vivermos no automático. Aqui vale o adágio: “com gente é diferente”, e precisa ser diferente! Nós somos movidos a afeto, temos necessidade de presença, abraços e mãos que nos apoiem enquanto caminhamos. É bom lembrarmos que, embora desempenhemos papéis diferentes, de alguma maneira estamos interligados e precisamos uns dos outros para sermos verdadeiramente felizes. O isolamento, que na maioria dos casos é provocado pelo medo de amar, tem levando muita gente a fazer opção por relações superficiais e interesseiras, que, em vez de edificar, acabam desgastando a pessoa.
Portanto, se você deseja ser realmente feliz, talvez seja a hora de deixar os atalhos e retomar o caminho. A meu ver, o primeiro passo é empenhar-se no cultivo de profundas relações afetivas. Ouse ir ao encontro das pessoas e ofereça amor, simplesmente, porque deseja amar e sabe que precisa amar. Se tiver a coragem de agir assim, tenho a certeza de que não precisará ir muito longe, pois, no trabalho, na rua, nos orfanatos e até mesmo dentro de nossas próprias casas, existem pessoas sedentas de amor.
O segundo passo, não menos importante que o primeiro, é buscarmos Deus de todo coração! Reencontrando Deus, você se encontra com si mesmo e começa a perceber o sentido da vida e de cada acontecimento de um jeito totalmente novo. As práticas de piedade, a participação dos sacramentos e, é claro, tudo isso, unido à firme decisão de mudar de vida, irão lhe conduzir ao encontro da felicidade que você tanto procura. Coragem, dê o primeiro passo, que Deus o ajudará a seguir em frente!

Fonte: Canção Nova

Para todos a reposta de Cristo é uma só: a ressurreição gloriosa

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

 Sigamos a Cristo em Sua Paixão, assim poderemos segui-Lo em Sua glória  

“Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias” (Marcos 8,31).

No evangelho de hoje, vemos a profissão de fé do apóstolo Pedro. É ele quem professa que Jesus é o Messias: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Cristo é o Messias, Ele é o filho do Deus vivo. E, o que não podemos querer é separá-Lo da Sua Cruz; não podemos separar a vida humana do mistério da Cruz, presente na vida de cada um de nós.
Cristo não fala do Messias glorioso, Ele fala do Messias servo e sofredor. Aquele que veio assumir a nossa humanidade e carregar todos os nossos sofrimentos com Ele e n’Ele. Jesus disse que o Filho do Homem devia sofrer muito. E quanto sofrimento há na vida humana! Há pessoas que sofrem até demasiadamente. Por isso, Jesus se associa àqueles que sofrem muito na sua humanidade. Ele carrega todo o sofrimento humano n’Ele.
Cristo Jesus é rejeitado. A rejeição é outra característica da Cruz, da existência humana. Somos rejeitados por várias situações da vida, quando não somos acolhidos, amados. E quantas pessoas são rejeitadas do convívio social! Seja por preconceito, discriminação; seja por não serem amadas ou devido a sociedade ser mesmo seletiva. E nós, muitas vezes, nos tornamos pessoas seletivas até na fé, e acabamos rejeitando a outras pessoas.     
Cristo é Aquele que acolhe a todos os rejeitados, e a rejeição humana paira sobre Ele. A rejeição provoca chagas, dores, é um sofrimento terrível para a alma humana. A dor da rejeição é uma das dores mais cruéis, só quem sofre o preconceito e a discriminação sabe o quanto dói toda espécie de rejeição.
O Filho do Homem deve ser morto. A morte é uma condição inerente à existência humana. Todos nós queremos, de uma forma ou de outra, fugir dela, mas Cristo, não. Pois, Ele abraça a morte como aquela que é a porta para a vida. Ele sabe que muitos sofrem ou morrem de forma indigna, de forma cruel, de forma desumana; e muitos morrem porque outros provocam a morte deles.
A morte de Cristo, também, é provocada; ela é imputada a Ele. Muitas pessoas, também, são imputadas a morrerem nos hospitais; por falta de cuidados; crianças que morrem cedo; e Cristo abraça a todos aqueles que morrem e sofrem.    
Mas para todos, sejam àqueles que sofrem muito, os rejeitados; sejam para os que morrem nas diversas situações da vida, a resposta de Cristo é uma só: a ressurreição gloriosa. Assim como Ele ressuscitou, Ele nos diz que tudo o que sofremos, passamos, não é para finalizar na morte ou no sofrimento e, menos ainda, na rejeição. O capítulo final daqueles que são discípulos de Cristo é a ressurreição gloriosa. Então, sigamos a Cristo em Sua Paixão, para que possamos, também, segui-Lo em Sua glória.   

Deus abençoe você!           
 
Fonte: Canção Nova   

Reciprocidade: vamos falar sobre troca de sentimentos?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019


Reciprocidade é a base para todo bom relacionamento

Reciprocidade: uma palavra que não ouvimos muito dizerem por aí, mas que se faz presente ao longo de nosso dia a dia e de nossa vida. Reciprocidade ou troca, mutualidade, correspondência… Vamos falar sobre a troca dos bons sentimentos.
Quando ouvimos a expressão “A vida é uma via de mão dupla”, isso fala um pouco dessa troca, desse sentimento presente em nossa rotina. Um agradecimento, uma gentileza trocada, um diálogo cheio de confiança entre as partes, um sentimento de simpatia e carinho mútuo.
Reciprocidade: vamos falar sobre troca de sentimentos?
Foto ilustrativa: Hakase_ by Getty Images

A reciprocidade é importante, pois funciona como uma base, um apoio nos relacionamentos, sejam eles amorosos, profissionais ou sociais. E o sentimento precisa vir do coração, ser genuíno. A recíproca realmente precisa ser verdadeira. As pessoas precisam de laços verdadeiros e relações mais sinceras. A vida corrida, a pressão do imediato, os relacionamentos virtuais, tudo tende a levar as pessoas para um afastamento do calor humano, das conversas e trocas de sentimentos, de gestos trocados, de olho no olho.
Realmente, gentileza gera gentileza, amor gera amor. confiança gera confiança, e por aí vai… Mesmo que, ao longo da vida, decepcionemo-nos com as pessoas e situações, vale a pena nos abrirmos para as coisas boas, gerarmos dentro de nosso coração os bons sentimentos que acabam por ‘escapar’ em nossas ações. Tudo isso contagia as pessoas e os ambientes onde estamos. É uma troca, uma troca real, um dar e receber. Uma mão dupla.
Para viver esse sentimento na prática, podemos tomar algumas atitudes concretas como buscar ser uma pessoa melhor, trabalhar as emoções e os sentimentos bons, desenvolver hábitos que contagiem como sorrir mais, agradecer, cumprimentar… Coisas pequenas e simples, mas que têm grandes efeitos.
Nos relacionamentos, a reciprocidade precisa estar presente tanto nas amizades quanto no namoro e casamento. Não dá para construir uma relação sem a troca de sentimento. As pessoas podem ser diferentes na personalidade, como, por exemplo, uma ser mais tímida e a outra mais extrovertida, mas se no coração há o sentimento recíproco, o amor e o respeito, o relacionamento têm base, tem onde se apoiar. É como uma estrutura de duas pernas, se uma está quebrada ou falta, tudo desmorona.
Os relacionamentos precisam ser inteiros, com trocas mútuas de amor, fidelidade e respeito. Não é utopia. Não é irreal. É verdadeiro, acontece. E começa dentro de cada um de nós. Começa em você e se espalha como sementes ao  vento. E o primeiro a colher os frutos dos bons sentimentos recíprocos somos nós mesmos.

Fonte: Canção Nova

Instruções espirituais e litúrgicas para ministérios de canto litúrgico

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Reflita sobre a missão litúrgica dos ministérios de música

A luz dos holofotes pode seduzir quando se perde de vista o essencial no ministério de música. Todo dom recebido deve sempre ser colocado em comum para o crescimento da comunidade cristã. O que recebemos de Deus deve ajudar todos a crescerem na e na vivência do Evangelho.
Vivemos tempos nos quais a busca pela evidência nos ministérios de música vem roubando o lugar essencial de Cristo na liturgia. Todo dom é presente de Deus, ofertado para compartilharmos com nossos irmãos e irmãs. Contudo, quando nos apropriamos do dom que recebemos, como se fosse nossa propriedade particular, tornamo-nos escravos da soberba.
Instruções-litúrgicas-e-espirituais-para-os-ministérios-de-música
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Esse é um grande risco que o cantor e os instrumentistas correm: deixarem-se seduzir pela ilusória fama acerca do dom que receberam.

Liturgia da Missa

Tudo é passageiro! A luz dos holofotes não deve ser focada em quem canta ou toca algum instrumento, mas sim no Senhor Jesus. Ele deve ser o foco no qual as luzes dos louvores sejam direcionadas a Ele. Quando a busca pelos elogios se torna maior que o serviço, entra-se no campo da vaidade; e onde a vaidade se enraíza, a soberba cresce progressivamente.
A liturgia da Missa não é propriedade dos ministérios de música; ela pertence à Igreja. Por isso mesmo, cantamos a liturgia. Os cantos escolhidos devem estar em sintonia com a liturgia do dia. Missa não é lugar de cantar a trilha sonora do último CD que o vocalista do ministério de música lançou. A assembleia tem direito de cantar a liturgia e não deve ser induzida a cantar cantos que não estão em sintonia com a liturgia do dia.
Existe um Estudo da CNBB cujo título é: a música litúrgica no Brasil. Esse ainda é um grande desconhecido dos ministérios de música em nosso imenso Brasil. Esse estudo nos alerta para a seguinte questão: “Ainda são frequentes as celebrações em que alguém ou um grupo executa sozinho todos os cantos, não se importando com a participação do povo…” (A música litúrgica no Brasil,24).

Sintonia com o tempo litúrgico

O povo de Deus, reunido para celebrar o Santo Sacrifício da Missa, tem o direito de participar do canto litúrgico. Quando os ministérios de música impedem a assembleia litúrgica de participar da liturgia da Missa, no que se refere aos cantos, estão roubando um direito que pertence ao povo e nenhum ministério de música tem esse direito! Escolha-se sempre cantos em sintonia com o tempo litúrgico, e que as pessoas conheçam e cantem. O ministério de música não é um grupo separado da assembleia litúrgica, que está ali para serem ouvidos e aplaudidos, mas para sustentarem o canto da assembleia.
Esse mesmo estudo da CNBB prescreve um cuidado que deve ser observado com relação a alguns desvios que muitos ministérios de música comentem: “Seja pelo exagerado individualismo, intimista e sentimentalista, muito ‘eu’ e muito ‘meu’, desvirtuando a dimensão comunitária da fé, numa busca de emoções que reduz a relação com Deus a mero jogo de sentimentos, sem a profundidade e a amplitude do compromisso cristão, sem a seriedade da fé como entrega confiante à vontade do Pai, em comunhão com os irmãos e irmãs, para a realização do seu Reino aqui e agora” (A música litúrgica no Brasil, 44).
O canto deve favorecer a participação do povo de Deus reunido em comunidade. O canto na Missa não é um momento para o cultivo de uma atitude individualista entre eu e Deus, mas deve ser um momento em que os laços de vida comunitária sejam reforçados pelo canto litúrgico. Sobre esse ponto, é de fundamental importância que os ministérios de música tenham o discernimento na escolha dos cantos, para que não criem uma mentalidade intimista e superficial, desviando o verdadeiro sentido do canto na Celebração Eucarística. A luz dos holofotes pode seduzir quando se perde de vista o essencial no ministério de música, que é utilizar do seu dom para evangelizar.

Fonte: Canção Nova

O Evangelho nos ensina o caminho da reconciliação com o nosso irmão

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

 

Qual dor maior um filho pode dar aos seus pais, do que aquela em que odeia o seu próprio irmão?

“(…) Caim atirou-se sobre o seu irmão Abel e matou-o. E o Senhor perguntou a Caim: ‘Onde está o teu irmão Abel?’. Ele respondeu: ‘Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?’” (Gênesis 4,8-9).

O relato da Primeira Leitura da Missa de hoje é de um triste acontecimento, o primeiro fratricídio. É a Bíblia narrando a história de um irmão que matou o seu próprio irmão.
Caim e Abel representam toda a humanidade, todos os corações humanos, pois, somos irmãos uns dos outros. Mas, na convivência e na relação humana, os diversos sentimentos tomam conta do coração do homem e da mulher.
Sentimentos mais nobres como o amor, a gratidão, o reconhecimento, a bondade, mas também, os sentimentos mais negativos. Esses nascem, sobretudo, da inveja, do ciúme e, desses, nascem o rancor, o ressentimento, a mágoa. E, quando esses sentimentos se misturam, transformam-se em ódio. E um coração recheado pelo ódio é capaz de fazer as coisas mais horríveis possíveis.
Não é nenhuma novidade, nos tempos de hoje, irmãos que matam irmãos. Mas, quando não há a morte propriamente dita, existem as grandes e pequenas inimizades, as rixas, as brigas, as diferenças de irmão com irmão.
Irmãos que não se aceitam, que falam mal um do outro; irmãos que nem se falam mais e não se vêem mais; irmãos que não sentam na mesma mesma. Qual dor maior um filho pode dar aos seus pais, do que aquela em que odeia o seu próprio irmão?
São diferenças, rixas, situações mal resolvidas e, sobretudo, o orgulho. Porque, o orgulho é o grande veneno da alma humana. É o orgulho que dá origem a todos os sentimentos negativos que se apoderam de nós. As pessoas não se reconciliam por causa do orgulho; as feridas não são curadas por causa do orgulho; os entendimentos não acontecem por causa do orgulho.
Quanto maior for o grau do orgulho no nosso coração, mais ferido ele se encontra e, mais ainda, queremos ferir o coração do outro.  Ou nós somos curados pela humildade do Nosso Senhor Jesus Cristo ou continuaremos nos ferindo, nos atacando, nos agredindo; nos colocando uns contra os outros.
Sejam irmãos da mesma casa ou que convivem em uma comunidade paroquial ou de vivência; seja na sociedade ou no trabalho, o que mais acontece são pessoas falando umas das outras. É irmão matando irmão e isso fere o coração do nosso Deus.
Que o Evangelho nos ensine o caminho da reconciliação, da humildade, do perdão e da misericórdia. E, dessa forma, poderemos superar todo o orgulho, soberba, inveja e ressentimentos que guardamos em nós, para construirmos, enfim, a fraternidade que tanto sonhamos.
Deus abençoe você!  

Fonte: Canção Nova

Você sabe quanta riqueza existe no 1º mandamento da Lei de Deus?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Viva, todos os dias, o 1º mandamento da Lei de Deus

Semana passada, iniciamos a fase final de nossa série de textos voltados para o “Sacramento da Confissão”, tratando do primeiro mandamento da Lei de Deus. A sua profundidade nos obriga a esmiuçá-lo um pouco mais. Quanta riqueza nele! Como um quebra-cabeça, podemos juntar todas as peças que lançamos durante todos esses meses.
Leia o texto da semana passada, pois, como já fizemos outras vezes nesta série, este está estritamente ligado àquele.
Você sabe quanta riqueza existe no 1º mandamento da Lei de Deus
Foto Ilustrativa: LoveTheWind by Getty Images

A busca pelo conhecimento teológico

A finalidade dos estudos sobre a moral cristã é nos ajudar, em primeiro lugar, a evitar os pecados graves. Em um segundo sentido, desenvolver em nós a virtude da prudência, que nos ajuda a agir sabiamente. Passamos a organizar a vida da gente para o nosso fim: o encontro pessoal e definitivo com Nosso Senhor. Também não estamos dispensados de procurar conhecimento teológico, como já comentamos.
Para amar a Deus acima de todas as coisas, nós precisamos do desenvolvimento das três virtudes teologais: fé, esperança e caridade.
Precisamos juntar a fé e a caridade para termos uma vida unida a Deus. Sim, Ele nos criou, mas o pecado que cometemos nos afasta d’Ele. Quando iniciamos uma vida séria de conversão, evitando a todo custo os pecados graves, buscando a confissão sacramental, a Eucaristia e uma vida de oração, com o tempo, brota uma esperança crescente dessa união a Ele. Aqui está a virtude da esperança! Ela que nos apressa, junto com a prudência, a fazer de tudo para unir a fé com a caridade.
Quando temos a certeza de que Ele recompensa aos que o procuram, isso já é o fundamento da esperança. Se o procurar, Ele vai recompensar. São duas coisas necessárias para agradar a Deus.
A fé e a esperança estão dentro do fundamento do amor.

O que seria um pecado contra a fé?

Seria não acreditar nos mistérios que Deus nos revela quando elas já estão suficientemente reveladas a nós, por meio da Sua graça.
Para crer é preciso uma ajuda da graça de Deus. E Deus dá a graça de crer a todas as pessoas. Se Ele nunca tivesse dado, nunca poderíamos ser condenados pela falta de fé. Não haveria culpa em não crer.
O fato de ter crido, ao menos uma vez, já nos prova que temos a graça de crer. Crer nas coisas que a Igreja nos diz para crermos: os sacramentos, os dogmas, a Sagrada Escritura, a existência do céu e do inferno, da presença real de Cristo na Eucaristia, da interpretação da Igreja das Sagradas Escrituras, a indissolubilidade do matrimônio, que a Igreja tem o poder de ligar e desligar.
Aquele que nunca teve contato nenhum com a revelação, de modo que se tornasse impossível crer pelo simples fato de não conhecer absolutamente nada, nesse não está o pecado contra o primeiro mandamento. Ao passo que uma pessoa que tenha tido contato suficiente das coisas da fé e não acreditou, esse está incorrendo em pecado grave.
O extremo oposto também é preciso considerar. Não é preciso que a pessoa tenha acesso a todos os conteúdos filosóficos, teológicos, epistemológicos, para assim começar a crer. Deus já fez a Sua parte, dando a graça à pessoa. É excelente estudar, mas a fé não precisa de que se conheça absolutamente tudo, ponto por ponto, para se passar a acreditar.
Se o católico acredita em algumas coisas e outras não, esse precisa se rever, estudar seriamente para não viver sua fé mais ou menos.  Negar os mistérios da fé, com suficiente revelação interna e externa, é pecado grave. Ensinar o erro é mais grave ainda.

O que seria um pecado contra a esperança?

A esperança é aquela certeza e expectativa de que poderemos alcançar santidade e a salvação eterna se entrarmos na aliança com Deus. Aderindo ao Senhor, fazendo nossa parte, teremos a possibilidade de chegar no céu. Se a pessoa corresponder à graça de Deus, com certeza ela chegará lá!
São pecados contra a esperança seus excessos ou sua falta.
Por excesso, seria ter uma certeza absoluta da própria salvação, mesmo descuidando de observar e viver os mandamentos. Seria errado também, viver todos os mandamentos menos um e ter certeza mesmo assim da salvação. Seria uma deturpação dos ensinamentos sobre a Misericórdia Divina.
Excesso também seria achar que vai se salvar sem ter méritos ou não querendo se arrepender de alguns pecados, mesmo sabendo que são graves. Seria presunção.
O oposto seria a falta da esperança, sentir-se 100% perdido e jogar a toalha, condenar-se ao inferno e não querer mais se aproximar de Deus. Tudo isso seria ir contra a Misericórdia Divina. Um exemplo é um filho achar que é tão ruim para seus próprios pais, que prefere se matar para deixar de dar trabalho a ele. Isso chega até a causar uma doença de loucura aos pais.
Isso é semelhante ao pecado da desesperança. Condenar-se e deixar de viver uma vida de busca de Deus.
Também é pecado deixar de crer no amor de Deus. Jamais podemos desesperar da própria salvação. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças” (Mc 12,30).

Quais pecados são contra a caridade?

São pecados contra a virtude da caridade ter ódio das coisas divinas e realizar práticas de superstição, certos procedimentos que não têm relação nenhuma de causa e efeito para aquilo que se quer conquistar, e ainda insistir na coisa. Assim como às práticas adivinhatórias.
Por exemplo, se há tem um mapa meteorológico, com dados pesquisáveis e comprovados, capazes de prever as condições de clima, isso não se trata de uma prática adivinhatória. Tanto como prever a situação clínica de um doente após a administração de remédios. Essas são situações que tem relação entre causa e efeito.
Aparentemente, essas coisas não teriam ligação com o primeiro mandamento, mas Santo Tomás explica que as práticas adivinhatórias tem relação com maus espíritos. Estar em contato com eles é renegar a Deus e preferi-los. Deus abomina esse tipo de prática, inclusive isso está claro nas Sagradas Escrituras: “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo…” (Dt 18,10);  “fizeram passar pelo fogo seus filhos e filhas, entregaram-se à adivinhação, à bruxaria; enfim, abandonaram-se inteiramente a tudo o que desagradava ao Senhor, irritando-o” (II Reis 17,17); “A adivinhação do erro, os augúrios mentirosos e os sonhos dos maus, tudo isso não passa de vaidade” (Eclo 34,5).
Encerramos, então, nossa fase de textos que se referem aos mandamentos da Lei de Deus. Semana que vem, vamos falar sobre os mandamentos da Igreja.

Fonte: Canção Nova

Imploremos a Jesus pelos nossos filhos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

 

Precisamos cuidar dos nossos filhos e levá-los para Jesus 

“Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés” (Marcos 7,5).

Nós nascemos puros! E ainda que tenhamos a marca do pecado original, a graça do batismo nos purifica.
As crianças são puras. E como são belas as nossas crianças! É verdade que, por descuido, por falta de zelo ou por outra circunstância da vida, nossos filhos se sujam com o mundo e, nós, também, nos sujamos.
E, os espíritos impuros, ao longo da caminhada, vão entrando em nossa vida, na nossa história. Às vezes, é dentro de casa mesmo, pois dentro de uma casa onde se fala palavrão, o espírito impuro invade a mente das crianças. Numa casa onde tem gritarias, brigas e tantas outras coisas, tudo isso invade o interior dos filhos e, com toda a certeza, também invade o interior dos adultos.
Hoje permite-se tudo: televisão, internet, redes sociais. São bens necessários, mas trazem um mundo de impureza para dentro das nossas casas e, também, para dentro dos nossos filhos. Nós não podemos ser ingênuos e nem inocentes com aquilo que invade os sentimentos e pensamentos, inclusive, das nossas crianças.
No Evangelho, aquela menina sofre com o espírito impuro, está toda atormentada. E quantas meninas tão cedo se deixam levar pelo espírito deste mundo! Quantas moças e quantos rapazes, cada vez mais cedo, são seduzidos pelo espírito deste mundo. E, mais cedo ainda, é grande a quantidade de jovens querendo se suicidar porque perderam o sentido da vida.
Então, o primeiro remédio é a prevenção. Precisamos cuidar dos nossos filhos com amor, atenção, e ter cuidado com os espíritos impuros, maldosos, imundos. Espíritos mundanos que roubam, cada vez mais cedo, a pureza dos nossos.
No Evangelho, aquela mãe aflita, estava com o coração amargurado por causa do que aconteceu com sua filha. Essa mãe implora a Jesus pela vida da filha. Pede que a liberte daquele espírito impuro que a atormentava, que tirava a paz interior dela, que a deixava sempre agitada, e fazia com que ela perdesse o sentido da vida.
Esse espírito impuro precisava ser expulso da vida dela. Aquela mãe sabia que só Jesus poderia fazer isso por sua filha. E ela implora, inclusive pelas migalhas, pois como ela não era judia e, Jesus estava pregando para os judeus, para o povo da primitiva aliança, ela rompeu toda e qualquer barreira e diz: “Os cães têm direito às migalhas”.
Nós precisamos das migalhas de Jesus para os nossos filhos. Podemos dar o “Pão da Palavra”, o “Pão da Eucaristia”, o “Pão que salva”, mas se rejeitamos o Pão da Palavra, o Pão da Eucaristia, o banquete da vida,  se não os damos aos nossos filhos, o mundo tomará conta deles.
Precisamos mais do que nunca, implorar como aquela mulher: “Jesus, salva os nossos filhos”.
Deus abençoe você!   

Fonte: Canção Nova 

O que torna impuro o homem é o que sai do seu interior

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

 

É de dentro do nosso coração que saem as más intenções

“(…)’Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior’” (Marcos 7,14-15).

Mais um vez, vemos a relação de Jesus com os fariseus. Eles estão preocupados com aquilo que entrará para dentro de nós, com a comida, com os aspectos dos alimentos. Porém, ainda que se tenha preocupação com a questão higiênica dos alimentos, a impureza a qual Jesus se refere é a impureza da alma, do coração e das intenções.
Neste caso, não é o que vem de fora que vai nos sujar, e sim o que já está dentro de nós. É a maldade das nossas intenções e pensamentos; é o mal que, muitas vezes, recheia os nossos pensamentos. Impuro é aquilo que pensamos, que está guardado dentro de nós e, quando soltamos, o veneno se expande, espalha.
Por isso, o homem interior cuida da sua vida interior. Ele cuida de lavar-se, de purificar-se. Ele cuida, acima de tudo, do coração dele.
Há, nos dias de hoje, uma preocupação excessiva com os aspectos externos da vida humana. Uma preocupação excessiva com a beleza, onde a pessoa passa o dia inteiro para cuidar dos seus traços exteriores. E, é muito bom cuidar de si mesmo, dos aspectos da saúde, da aparência. Mas se tivéssemos, pelo menos, a mesma preocupação com o nosso interior, as relações humanas seriam outras.
Não adianta mostrar uma cara boa, limpa, bem cuidada, se não cuidarmos com a mesma ou com maior diligência do nosso coração. Porque, o que estraga a vida humana não é aquilo que vemos, e sim o que está guardado. Pois, quando o que está guardado vem para fora, ele vem como uma artilharia, como veneno, como perigo.
Jesus fala que é de dentro do nosso coração que saem as más intenções, as imoralidades, os roubos, os adultérios, as ambições desmedidas. É de dentro do nosso coração que saem todas essas coisas. Então, cuidemos bem dele, o purifiquemos; cuidemos de lavar a nossa alma. Cuidemos de colocar em ordem os pensamentos que estão na nossa cabeça, pensamentos desordenados, soltos, impuros, maldosos, pois julgamos, condenamos, tudo isso acontece dentro de nós.
Purificando o nosso interior, teremos o melhor de nós para darmos uns aos outros.

Deus abençoe você!  

Fonte: Canção Nova

Papa recorda Dia Mundial do Enfermo, celebrado ontem

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

No Twitter, Francisco destacou que a atitude generosa para com os doentes é sal da terra e luz do mundo

 Da redação
Na mensagem para o Dia Mundial do Enfermo, Papa destaca que o caminho mais credível de evangelização são os gestos de dom gratuito / Foto: Arquivo – Reprodução CTV

Em sua conta no Twitter, o Papa Francisco recordou nesta segunda-feira, 11, o Dia Mundial do Enfermo, que neste ano está em sua 27ª edição.
Em seu tweet, o Santo Padre recordou que “a atitude generosa para com os doentes é sal da terra e luz do mundo”. E rogou que “a Virgem Maria nos ajude a praticá-la, e obtenha paz e alívio para todos os sofredores”.
Na mensagem do Papa Francisco por ocasião da data, o Papa exalta o dom como elemento desafiador ao individualismo, contra a cultura do descarte e da indiferença.
O tema escolhido pelo Pontífice para este ano é do Evangelho de São Mateus: “Recebestes de graça, dai de graça” (Mt 10, 8), e enfatiza que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito, como os do Bom Samaritano.
Ele lembra que todo homem é pobre, necessitado e indigente, de forma que, em cada fase da vida, nunca será possível ver-se livre da necessidade e da ajuda alheia. “O reconhecimento leal desta verdade convida-nos a permanecer humildes e a praticar com coragem a solidariedade, como virtude indispensável à existência”.

Fonte: Canção Nova

Onde Jesus estava, os doentes eram levados a Ele

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Precisamos ser o cuidado do Senhor na vida dos nossos irmãos enfermos, doentes

“Jesus percorria toda aquela região, e levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava” (Marcos 5, 55).

Jesus percorre todos os lugares anunciando o Reino de Deus e pregando o Evangelho. Onde Jesus estava, os doentes eram levados até a Ele.
É Jesus que vai até aos doentes e os doentes que vão até Jesus. É Jesus que vem ao encontro das nossas enfermidades, e nossas enfermidades que precisam ir ao encontro de Jesus.
Hoje, a Igreja celebra o Dia Mundial dos Enfermos. O Sacramento da Unção dos Enfermos é uma graça muito particular, reservada a todos os nossos irmãos e a cada um de nós, que sofremos doenças e enfermidades.
É Jesus que se faz solidário com as nossas doenças e enfermidades, elas revelam a nossa fragilidade humana. Todos nós somos perecíveis e suscetíveis às doenças e enfermidades. Precisamos cuidar da nossa saúde e fazermos todos os esforços possíveis para que ela esteja em dia.
Não podemos simplesmente esperarmos milagres do céu. O grande milagre da vida é cada um de nós saber cuidar da saúde, dando o melhor de nós, nos prevenindo dos males deste mundo, inclusive, dos males que atacam o nosso corpo, a nossa mente, o nosso Espírito, a nossa saúde, nos prevenir para que tenhamos paz e saúde.
Mas, na hora da enfermidade, Deus jamais nos abandona. Na hora da dor, da aflição e da tribulação, o Senhor quer estar muito perto de nós, e nós precisamos estar perto d’Ele. Por isso, hoje, precisamos levar nossos enfermos à presença de Jesus. Precisamos, cada vez mais, associá-los ao Corpo Místico de Jesus pregado na Cruz, o Corpo de Cristo sofredor na Cruz. É ali que Cristo cura a nossa dor e as nossas enfermidades.
Primeira coisa, é preciso sofrer junto. Sofrer com quem sofre; estar ao lado do enfermo, jamais abandoná-lo. Pois, muitas pessoas acabam sofrendo muito mais pela dor da incompreensão, da solidão, do abandono, e da falta de cuidados.
Atenção para com os enfermos dos hospitais, da nossa casa e família, porque, muitas vezes, não conseguimos dar aquela devida atenção que eles precisam.
Então, hoje, o convite de Jesus a nós é para darmos mais atenção aos doentes, enfermos e sofredores. Se, hoje, temos saúde e podemos fazer alguma coisa pelos que sofrem, façamos. Porque, amanhã, a situação pode se inverter, pode ser que sejamos nós que precisaremos do cuidado do outro.
Como é importante sermos a mão, o cuidado e  presença de Jesus na vida do outro. Sobretudo no momento da dor e da fragilidade. Jesus está ao nosso lado e nós precisamos estar ao lado do outro, o socorrendo, o levantando e levando o amor misericordioso do coração do nosso Deus.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Você tem fé que Deus tem um propósito especial para cada pessoa?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

A nossa vida tem um propósito escolhido por Deus

Eu acredito que Deus tem um chamado especial para a vida de cada um de nós, justamente porque somos únicos, e Ele não nos teria criado assim por um acaso. O problema é que nem sempre conseguimos discernir e aceitar esse chamado, e aí está uma das maiores fontes de tensão para muita gente em nossos dias.

Alguns não querem nem saber qual seria a proposta de Deus para sua vida, pois estão ocupados demais com seus afazeres ou envolvidos demais na busca de riqueza e fama, por isso, simplesmente, não têm tempo para ouvir Deus. Existem outros que até escutam o chamado, mas têm medo que Deus lhes peça algo insignificante, fora do seu projeto pessoal e, por isso, preferem a indiferença. Há ainda quem escute, claramente, a vós do Senhor, mas têm uma opinião tão negativa de si próprio, que não acredita que Ele lhe escolheria para algo grande, por isso acredita que o chamado é para outra pessoa, e não responde.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
O problema é que enquanto não paramos para, pelo menos, pensarmos no sentido de Deus ter nos enviado a este mundo, corremos o risco de “vivermos por viver”, sem acharmos o nosso lugar de fato. Isso gera uma sensação constante de vazio e insatisfação com a vida, o que aliás, em nossos dias, têm levado muita gente, principalmente os jovens, a perderem completamente o sentido de viver. É algo sutil que pode se tornar grandioso se não aprendermos a lidar com a situação desde o início.

Os planos de Deus

Recordo-me de que, quando eu era criança, mesmo sem compreender o que seria um chamado de Deus, eu acreditava que Ele havia me criado para algo maior do que meus planos. Hoje, porém, olhando para minha história, percebo claramente como a mão de Deus sempre conduziu minha vida. O interessante é perceber também que Ele me chamou e deu-me a opção de segui-Lo ou não. Graças a sua Misericórdia, escolhi segui-Lo, e cada vez mais percebo que fui criada justamente para estar onde estou sendo quem eu sou e fazendo o que faço, o que, aliás, é sempre uma consequência do que sou. Porém, percebo que se eu tivesse parado nos meus medos, nos meus projetos pessoais e nas minhas incapacidades, jamais teria dito sim ao chamado de Deus. Portanto, se você também percebe que Ele lhe chama para algo maior, independente da sua condição, tenha a coragem de dizer sim de todo coração, pois Ele mesmo irá providenciar o necessário para que a vontade d’Ele se cumpra em sua vida, e assim sua alegria seja completa.

Vamos rezar pedindo essa graça?


Oração: Senhor, eu sei que tens um propósito para minha vida, porque eu não sou fruto de um acaso. Eu sei que o Senhor pensou em mim mesmo antes do meu nascimento, como diz Sua Palavra. Por isso, peço: coloca o meu coração em sintonia com Teu coração e ajuda-me a ouvir o Teu chamado. Se minhas expectativas e planos não estão alinhados com os Teus propósitos, eu quero submetê-los a Tua autoridade; e comprometo-me a andar contigo. Quero que a Tua vontade se cumpra em mim e desejo que, com a minha vida, eu possa glorificar o Teu santo nome. Amém!

Fonte: Canção Nova

Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às sextas-feiras, está à frente do programa “Florescer”, que apresenta às 18h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000 do portal cancaonova.com. Também é autora do livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar” pela Editora Canção Nova.

Seja um evangelizador para as pessoas de dentro da sua casa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

 

Não podemos nos omitir e deixar de levar a presença de Deus aos nossos, para os de dentro da nossa casa

Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga” (Marcos 6,1).

É muito belo acompanhar quando Jesus voltou a Jerusalém, para a terra em que foi criado. Ele volta ali para fazer-Se presente e para levar, aos seus, aquilo que Ele veio trazer.
Nós não podemos nos omitir e deixar de levar a presença de Deus aos nossos. Muitas vezes, levamos Deus para os de fora, para o mundo, até porque, é mais fácil e, o mundo, às vezes, nos acolhe melhor. Pois, os nossos, nos olham, conhecem as nossas fraquezas, nos vêem simplesmente como o “comum”, e não vêem a graça que precisamos levar.
Mas, nós precisamos assumir a nossa missão, seja dentro de casa, na família, onde vivermos, pois, ali, deveremos proclamar a presença de Deus. Veja: Jesus não se omitiu; Ele voltou à Sua terra, foi à sinagoga e, o mais importante, ali Ele ensinava a Palavra de Deus.
Não seja catequista apenas para fora; não seja evangelizador só para os de fora. Seja um evangelizador dentro da sua casa. Com humildade e sabedoria evangélica fale de Deus para os seus, essa é a nossa primeira missão.
Depois que Jesus ensinou na sinagoga, ali Ele não pôde fazer tantos milagres, não pôde espalhar a graça. Saibamos que ouvir já é uma graça, mas o milagre é quando escutamos a Palavra de Deus e ela nos penetra. Pois é, então, que se realiza o Reino de Deus em nós, porque ela muda as nossas convicções e transpõe a nossa maneira de pensar. Queremos milagre maior do que isso?
Sabemos que, quando acolhemos a Palavra de Deus, permitimos que ela entre nós, que mude aqueles sentimentos negativos que cultivamos em nosso coração e mude, também, a nossa maneira de agir. Mas, ali em Jerusalém, muitos não souberam. Eles olharam para Jesus apenas como mais um e ficaram escandalizados com Ele.
Por isso, Jesus curou apenas a alguns doentes e admirou-Se com a falta de fé deles. É preciso ter fé para acolhê-Lo, amá-Lo; é preciso ter fé para que a Sua Palavra não seja apenas ouvida, e sim ruminada, guardada e vivida. Então, veremos o milagre acontecer dentro da nossa própria vida.

Deus abençoe você!     

Fonte: Canção Nova 

Os pais precisam ser presentes e atuantes na vida de seus filhos

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

 

Os pais precisam ser presentes. Inclusive, gostaria que as mulheres não tomassem somente para elas a responsabilidade de cuidar dos filhos

Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, e pediu com insistência: ‘Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!’” (Marcos 5,22-23).
O Evangelho de hoje tem duas preciosidades: a primeira é Jairo, chefe da Sinagoga; a segunda é a mulher que estava atormentada há doze anos por uma hemorragia crônica.
Jairo era um pai de família. Talvez olhemos para ele apenas como um chefe da sinagoga, mas o importante nas pessoas não é o cargo que elas têm, mas aquilo que elas são. Pai é pai, mãe é mãe, nada é mais sublime do que isso. Queremos rotular as pessoas: “Olha o chefe. Ele é isso. Ele faz aquilo”. Ele é um pai. E que beleza o coração desse pai! Geralmente, estamos vendo somente as mães, são elas que pedem, que suplicam, que correm atrás. Aqui é o pai que deixa para trás toda a arrogância do título, da importância que ele possa ter de chefe da sinagoga para assumir o seu lugar de pai.
Preciso dizer que os pais precisam ser presentes e atuantes. Inclusive, gostaria que as mulheres dissessem isso, que elas não tomassem somente para si a responsabilidade de cuidar dos filhos, porque é uma divisão errada das tarefas que foram dadas.
Dizem assim: “O homem trabalha e cuida de trazer o sustento para a casa, e a questão dos filhos é da mãe”. Isso não é verdade, porque tanto o pai quanto a mãe precisam ser presentes na vida de seus filhos.
O que fez diferença na vida dessa criança do Evangelho foi, justamente, a presença do pai. Jairo estava dizendo: “Minha filhinha está nas últimas. Senhor, coloque as mãos sobre ela, para que ela sare e viva”. Quantos filhos estão doentes e enfermos, perdendo a vida pela falta da presença paterna!
A presença não se faz somente comprando presentes, cuidando das coisas da casa. A presença tem de ser ativa e efetiva. O pai precisa ir à Missa rezar e suplicar pelos seus filhos. O pai tem de estar em casa orando pelos seus filhos, tem de colocar as mãos sobre a cabeça, sobre os ombros deles e rezar, ser afetuoso, carinhoso, porque, às vezes, o pai só levanta a voz para brigar com o filho, para chamar à atenção.
A Palavra de Deus está dizendo que o pai tem de ser presente, inclusive, espiritualmente. Acabemos de uma vez por todas com essa divisão errada que foi feita em nossas casas. A responsabilidade da criação, seja ela educacional, espiritual e emocional, é do pai e da mãe.
Puxemos os nossos pais para que se façam vivos e presentes. Alguns podem dizer: “Eu não tenho jeito!”, mas para o que não tem jeito, aprendemos a ter jeito. Todo mundo pode rezar e suplicar, porque Deus escuta a oração que vem do coração do pai.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Abu Dhabi: Papa se reúne com Conselho Muçulmano de Anciãos

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Encontro privado com o Conselho Muçulmano de Anciãos aconteceu na Grande Mesquita do Xeique Zayed

Da redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Francisco, na chegada à Grande Mesquita do Xeique Zayed, em Abu Dhabi./ Foto: Tony Gentile- Reuters
O Papa Francisco se dirigiu, nesta segunda-feira, 4, por volta das 17h, horário local (11h em Brasília), à Grande Mesquita do Xeique Zayed, em Abu Dhabi, para o encontro privado com os membros do Conselho Muçulmano de Anciãos.
O Pontífice foi recebido na entrada do Mausoléu do Xeique Zayed pelo Grande Imã de Al- Azhar, Ahmad Al- Tayyeb e pelos ministros das Relações Exteriores, da Tolerância, e da Cultura.
.: Todas as matérias sobre a viagem do Papa aos Emirados Árabes Unidos
Após visitar o túmulo do Xeique, o Papa se dirigiu ao pátio da Mesquita, onde acontece a reunião privada com os membros do Conselho.
Ao final do encontro, Francisco irá participar do Encontro Inter-religioso, juntamente com as autoridades locais, no Memorial do Fundador.

Fonte: Canção Nova

O Reino de Deus está presente no meio de nós

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019


 

O Reino de Deus anunciado por Jesus é comparado com alguém que espalha a semente sobre a terra

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra” (Marcos 4,26).

Jesus nos conta uma série de parábolas para compreendermos o Reino de Deus. Jesus usa de uma linguagem figurada para entendermos uma realidade que é presente. O Reino de Deus está presente no meio de nós.
O Reino de Deus anunciado por Jesus é comparado com alguém que espalha a semente sobre a terra. Veja o trabalho do semeador, aquele que planta diversas coisas que precisamos para a nossa alimentação, ele “joga” uma pequena semente que para o olhar humano é desprezível, não tem valor algum.
A semente é jogada e, de repente, ela vinga. Então, vem os frutos, o alimento, mas tudo era uma pequena semente. O Reino de Deus também é assim, pode ser que, no primeiro momento, não demos importância e seja irrisório, insignificante. Porém, a semente que é cuidada, vai crescer e, ao seu tempo, dará tantos frutos que outras pessoas virão para estarem debaixo dos frutos, da sombra, da árvore que brotou de uma pequena semente.   
Cuide da semente! Nós fomos, um dia, uma pequena semente. Nós estávamos lá no ventre da nossa mãe e, com a união do espermatozoide com o óvulo, formou-se a vida.  A semente cresceu e deu a vida a nós.
Precisamos tratar do que é pequeno e jamais o tratar como algo sem significado para a vida. Muitas coisas em nossa vida perdem o significado porque não damos valor às pequenas coisas. Uma palavra no meio de tantas confusões faz toda a diferença. Um pequeno detalhe, pequeno carinho, uma pequena atenção que damos para os nossos fazem toda a diferença.  
Não fique apenas buscando as coisas grandes, como se fossem as mais importantes da vida. Nada se torna grande da noite para o dia, por exemplo, hoje estamos com essa estatura, porque nossos pais cuidaram de nós, nos alimentaram, então, crescemos, e na vida também é assim. Cuidemos dos pequenos detalhes, a cada dia peguemos a Palavra de Deus, cuidemos dela e deixemos que ela cresça com o tempo.   
Nós iremos colher os melhores frutos de Deus se dermos atenção aos pequenos detalhes, às coisas que estamos desprezando, então, prestaremos mais atenção nas pequenas coisas da vida, que é onde Deus fala ao nosso coração.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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