O coração se torna divino quando é capaz de perdoar

quinta-feira, 15 de agosto de 2019


“’Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’” (Mateus 18,21-22).

Diante dessa pergunta que Pedro dirigiu ao coração do Mestre: “Quantas vezes devemos perdoar o irmão?”, a pergunta pode ser feita em outro sentido: “Senhor, quantas vezes o Senhor deve me perdoar se eu pecar?”. Façamos essa pergunta para Deus: “Quantas vezes você acha que Deus deve nos perdoar se nós pecarmos contra Ele?”.
Só pela quantidade de pecados que nós cometemos, todos nós já estaríamos banidos da graça se levássemos em conta a nossa lógica, a nossa matemática e a dureza do nosso coração. Graças a Deus, Ele não é como nós. Deus é Deus, Ele é amor. Se Deus é amor e está em nós, Deus está dizendo que nós também temos de ser amor uns para com os outros.
Amor e perdão são duas palavras que se conjugam, são duas expressões ou duas realidades evangélicas que jamais andam separadas. Não existe amor sem perdão, como não existe perdão para quem não vive o amor. Só quem ama é capaz de perdoar, e quem perdoa é porque tem muito amor de Deus no seu coração.
Só com nossas condições humanas não conseguimos perdoar quem peca contra nós, mas, graças a Deus, conhecemos o amor de Deus. É o amor d’Ele que vai quebrando esse homem duro que somos, esse homem carrancudo e mundano, e dando-nos um coração como o d’Ele. 

Só quem ama é capaz de perdoar, e quem perdoa é porque tem muito amor de Deus no coração

Eu não peço a Jesus para o meu coração ser semelhante ao d’Ele só para ser divino e habitar as alturas. O coração se torna divino quando é capaz de perdoar.
Eu não conheço algo mais divino que o perdão, porque foi pelo perdão que nós fomos redimidos, pelo perdão que fomos reconciliados com Deus. É o perdão de Deus que nos deu a condição de nos aproximarmos d’Ele.
Se eu experimentei o perdão de Deus de forma tão plena, como posso limitar o perdão? Cada um de nós tem dificuldade em perdoar, e não é por causa do perdão, é por causa da vida mundana que está em nós, é porque a nossa experiência mundana é maior do que a experiência evangélica.
Quem cresce na mística do amor divino vai, cada vez mais, mergulhando no perdão de Deus, e o melhor de Deus que experimentamos, damos aos outros. O melhor de Deus que experimentamos, em nosso coração, é o Seu perdão. Por isso, não podemos viver esse cristianismo, não podemos nos dizer discípulos de Jesus Cristo se nos fecharmos para perdoar quem quer que seja.
Aqui na Terra, enganamos e iludimos; iludimos a nós mesmos e uns aos outros. Fingimos que gostamos, fechamos a cara, comungamos sem perdoar, passamos anos sem falar com a pessoa, desviamos de rotas para não a ver, vivemos ilusões até no campo da fé.
Vou me lembrar um bom confessor que tive: podemos enganar a nós mesmos, mas a Deus ninguém engana. Perdão é perdão, ilusão é ilusão, rancor e ressentimento é rancor e ressentimento. O primeiro passo para perdoar é reconhecer que temos dificuldade de perdoar e mergulhar no amor de Deus, para Ele nos ensinar e nos dar a graça do verdadeiro perdão.
Deus abençoe você!

Façamos da correção fraterna uma norma de vida

quarta-feira, 14 de agosto de 2019



Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão” (Mateus 18,15).

Todos nós temos necessidade de correção, todos nós precisamos ser corrigidos e precisamos corrigir uns aos outros. Aliás, eu não conheço obra maior de caridade e amor do que a correção. A correção é para nos ajudar a ser melhor, correção é para ajudar uns aos outros a ver o que não estão vendo.
Eu vou arrumar a minha blusa e o botão foi colocado na frente do outro, foi abotoado de forma errada, abotoado muito rápido; então, vem o meu irmão e me corrige. “Que bênção! Obrigada, meu irmão”. Às vezes, saio de casa com o sapato trocado, meu irmão viu, ele vai lá e me corrige. Ele não vai querer que eu passe vexame, porque nem presto atenção no sapato que arrumei. Em casa, crescemos com a mãe nos corrigindo. Que bênção, que abençoado o pai e a mãe que corrigem os seus filhos! E ai daquele pai e daquela mãe que não corrige os seus filhos.
O marido tem que corrigir a sua esposa. A esposa tem que corrigir o seu marido, é obra de amor e de caridade. Até os filhos, muitas vezes, corrigem os pais. “Pai, não é assim. Pai, o senhor está dando mal exemplo”. Que beleza os filhos que podem corrigir os seus pais. Que beleza os irmãos que corrigem uns aos outros. Dentro de casa, como os meus irmãos me ajudaram, como me corrigiram!

A correção fraterna é evangélica e a maior obra de amor que podemos ter de uns para com os outros

O problema é quando o orgulho está dentro de nós, quando a soberba toma conta de nós e não aceitamos ser corrigidos por nada. É uma tristeza para a nossa vida não sermos corrigidos, não termos irmãos para nos corrigir. E o pior que pode acontecer em nossa vida é Deus não nos corrigir.
Façamos da correção fraterna uma norma de vida, inclusive, corrigirmos se estivermos pecando, errando e falhando. Apenas não podemos nos esquecer que a correção tem que ser fraterna e evangélica.
Não se corrige na grosseria e na brutalidade. Não se corrige expondo os outros e nem nas redes sociais. Se você quer corrigir o seu irmão, vá em particular, a sós.
Se algum dia, precisarmos corrigir alguém, e isso pode acontecer todos os dias, que ninguém saiba que corrigimos o irmão, porque cometemos um pecado maior se corrigimos alguém e dizemos para os outros que corrigimos. Ninguém precisa saber que você corrigiu o seu marido, seu irmão, ou seja lá quem for.
Se você quer ganhar o seu irmão, aprenda a se corrigir primeiro na forma de falar, na forma de tratar, na forma de ser discreto. Não podemos ficar expondo uns aos outros, inclusive, até ridicularizando os outros e achando que isso é correção.
A correção fraterna é evangélica e a maior obra de amor que podemos ter de uns para com os outros.
Deus abençoe você!

Jesus escuta o clamor do coração de cada mãe

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

“Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: ‘Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!’” (Mateus 15,22).

O grito dessa mãe cananeia é o grito e o clamor de todas as mães, em todos os tempos e lugares da história humana, que estão reclamando “socorro” ao coração de Deus diante da realidade dos seus filhos.
Quando eu olho para o coração de cada mãe, eu vejo um semblante divino, e dentro desse semblante divino sempre um ar de cuidado, amor e preocupação para com seus filhos.
Cada mãe carrega, no coração, na bolsa que leva de um lado para outro, aquilo que tem de preocupação com seus filhos. Não é outra coisa que uma mãe deseja a não ser o bem de seus filhos.

Jesus escuta a sua prece e o seu clamor, e, junto com você, Ele quer socorrer e cuidar dos seus filhos mais do que nunca

É verdade que, no tempo em que nós estamos, não é simples, não é fácil criar os filhos. Eles são a maior bênção que Deus pode conceder a um casal, a um pai e uma mãe, mas é verdade que o mundo rouba os nossos filhos, tira-os de nós, tira os filhos de suas mães de diversos modos.
Às vezes, o próprio mundo entra com tanta facilidade dentro de casa! E os excessos que têm acontecido no uso de televisões e smartphones. O uso de mecanismos do mundo tem tirado os nossos filhos da nossa presença e os tem levado para o mundo.
À medida que vão crescendo, vão se deslumbrando com o mundo.
Nenhum pai, nenhuma mãe desejam perder seus filhos. O grito dessa mãe é para que o demônio pare de influenciar a sua filha, pare de atormentá-la, pare de tirá-la da sua família, porque aquilo é muito angustiante e triste para o coração daquela mãe. Ela chega a um ponto de desespero de não saber mais o que fazer.
Hoje, uno-me a todas as mães que rezam, pedem, suplicam e gritam ao coração de Deus em favor de seus filhos.
Mãe, Deus contigo. Ele está do seu lado. Ele sofre e alegra-se com você, mas o seu coração de mãe precisa escutar Deus todos os dias. Você precisa levar seus filhos para Deus, não importa a idade que eles estejam. Não podemos deixar que os demônios do mundo, ora de forma explícita, mas, muitas vezes, de forma implícita nos roube da presença do Senhor.
Quando você leva seus filhos para a igreja, não é para eles brincarem, mas para esterem na presença de Deus. Precisamos orar pelos nossos filhos, estar com eles. Deus escuta o clamor do seu coração de mãe, mas escute o clamor do coração de Deus, desde o ventre que você concebeu o seu filho, não deixe de consagrá-lo um dia sequer ao amor divino.
Jesus escuta a sua prece e o seu clamor, e junto com você quer, mais do que nunca, socorrer e cuidar dos seus filhos.
Deus abençoe você!

Precisamos separar da nossa vida aquilo que é velho

quinta-feira, 1 de agosto de 2019


“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam” (Mateus 13,47-48).

A graça do pescador é poder jogar as suas redes ao mar e dela puxar o que ele precisa, o peixe para a sua sobrevivência. É claro que o pescador vai ter discernimento, porque ele vai saber que, naquela rede, não vieram somente peixes bons, peixes vivos e comestíveis; alguns peixes estão estragados, e algumas coisas estragadas também vieram na rede, e é preciso que o pescador faça a separação.
É verdade que, no fim dos tempos, Deus vai separar o que é bom do que não é bom, mas é também verdade que, no tempo que nós estamos vivendo, precisamos separar o que é bom daquilo que não é bom, o que presta daquilo que não presta.
Vamos comprar livros – e há bons livros, graças a Deus! –, e há livros que não servem, que não nos alimentam, que não fazem bem para a nossa cultura nem para a nossa formação moral. E eu poderia dizer isso de vários outros aspectos da vida, dos filmes que nós assistimos até da comida que nós comemos e de tantas outras coisas.
É muito importante discernirmos o que entra em nosso coração, o que escutamos das pessoas, o que vemos ao nosso redor. Precisamos ter o dom do discernimento, e o dom do discernimento é o dom de separar, o dom de saber escolher: “Isso é bom. Isso não é bom”.

Precisamos separar o que é bom daquilo que não é bom, o que presta daquilo que não presta

A mulher que vai ao supermercado tem um olhar clínico, ela sabe o que presta para levar para a casa e aquilo que não é tão bom. Ela vai à feira e vê todas aquelas frutas e legumes, ela sabe distinguir as que estão boas e as que não estão. Precisamos dessa mesma sabedoria para a vida, a sabedoria de saber discernir e distinguir, saber fazer escolhas, porque, muitas vezes, estamos engolindo o que nos é colocado à frente e não estamos separando o que é bom do que não é bom.
Assim como um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas, precisamos separar também da vida aquilo que é velho, aquilo que se estragou, aquilo que não serve mais. Não podemos ficar acumulando, no guarda-roupa, em casa, coisas que não são mais utilizadas, coisas que já envelheceram com o tempo, como também não podemos deixar permanecer dentro de nós coisas que já estão velhas, estragadas e que já passaram do tempo.
É sempre importante podar. As árvores são podadas, e é preciso podarmos também o nosso coração, as nossas escolhas, aquilo que nós realizamos.
A sabedoria do Evangelho é para ser aplicada na nossa vida cotidiana. Precisamos de sabedoria para saber viver. Não é preciso ter muito conhecimento, mas é preciso muito discernimento para as escolhas que nós fazemos dia a dia na nossa vida. Aquele monte de papéis que vamos juntando, separemos sempre, joguemos fora sempre tudo que recebemos, tudo que ganhamos, mas não nos esqueçamos de olhar o que está dentro do nosso coração, porque tem coisas que não servem para nada e ainda nos destroem por dentro.
Deus abençoe você!

Professemos a nossa fé no Senhor

segunda-feira, 29 de julho de 2019


Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro d’Ele. Maria ficou sentada em casa” (João 11,20).

Hoje, na liturgia, temos a alegria de celebrarmos Santa Marta: a irmã de Lázaro e Maria. Marta, na sua casa, em Betânia, tinha a graça de receber e servir ao Senhor.
Muitos pensam que Maria era mais santa do que Marta e que Jesus não deu importância para ela. Muito pelo contrário, Marta é a grande amiga de Jesus; e amigo é aquele que podemos corrigir e falar de todo o coração.
Jesus chama atenção de Marta: “Tu te preocupas com muitas coisas”, é porque Marta era muito amorosa, preocupada em dar o melhor para o Mestre, por isso, o Senhor quis lhe ensinar qual é a forma de darmos o melhor para Ele. Essa forma Maria já tinha feito: escolher estar aos pés e escutar o Senhor.
No Evangelho de hoje, acompanhamos o drama da morte de Lázaro, onde Jesus vai chorar a morte de Seu amigo. Marta adiantou-se; ela foi ao encontro do Mestre, enquanto que Maria ficou chorando, mas Marta foi atentamente atender ao Seu Senhor. Ela foi ouvi-Lo, apresentar as suas dores e sofrimentos: “Senhor, se estivesse aqui meu irmão não teria morrido”.
Ela sabia quem era Jesus, sabia que Ele era o Senhor da vida. Marta é aquela que crê firmemente que Jesus é o Filho de Deus, Aquele que deveria vir ao mundo. Marta é aquela que professa a sua fé no Senhor; ela não mantém apenas uma amizade com Jesus no nível humano. Ela sabia que Jesus era divino e Salvador.

Precisamos crescer na mística do relacionamento, da fé, da confiança, da acolhida de Jesus em nossa vida

Como precisamos, na nossa espiritualidade, crescer na intimidade do Senhor, ter amizade com Ele, mas crescer na mística do relacionamento, da fé, da confiança, da acolhida de Jesus em nossa vida em todas as situações. Amigo é aquele que vem ao nosso encontro ou que nos colocamos na casa dele em tudo aquilo que vivemos.
Na alegria desta passagem, Jesus passava várias vezes ali, e Marta O acolhia. E, num momento de profunda dor, seu irmão morreu e Marta colocou-se novamente aos pés de Jesus para poder escutá-Lo e professar a sua fé e o seu amor pelo Mestre Salvador, Jesus o Senhor.
Hoje, como Marta, queremos professar a nossa fé no Senhor. Como Marta queremos crer que Jesus é o nosso consolador. Na alegria, na tristeza, na saúde, na doença, na vida e na morte, pertencemos a Jesus e professamos: “Tu és o nosso Mestre e Salvador”.
Deus abençoe você!

São Joaquim e Sant'Ana

sexta-feira, 26 de julho de 2019



Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant’Ana. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”. 
Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus. O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José. A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI. 
 São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!

Para seguir Jesus é preciso ser um servidor

quinta-feira, 25 de julho de 2019

“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mateus 20,26-28).
Temos a grande graça de celebrarmos, na Liturgia do dia de hoje, o apóstolo São Tiago. Filho de Zebedeu e Salomé, o apóstolo São Tiago era irmão do apóstolo João, autor do Evangelho que nós tanto amamos nas Sagradas Escrituras.
O que chama à atenção, na Palavra que a Igreja nos dá hoje para celebrarmos o apóstolo São Tiago, é a atitude da mãe dele, Salomé. Ela se aproximou de Jesus com a intenção de fazer um pedido, uma súplica. Sabe aquela mãe que quer ver os filhos bem colocados, bem guardados? Todas as mães, graças a Deus, são cheias de boas intenções, mas mesmo as boas intenções precisam ser purificadas e direcionadas.
Hoje, olhando para o seu coração de pai, coração de mãe, coração de filhos, Deus quer direcionar as suas intenções por melhor que elas sejam, para que sejamos discípulos do Senhor como Tiago era, como o seu irmão João também era.
Para seguir Jesus é preciso ser um servidor, servo dos homens, da humanidade, servo da Igreja e da evangelização
O fato é que o pedido da mãe gerou um mal estar no grupo, porque a mãe foi pedir para que um filho sentasse à direita e outro à esquerda de Jesus no Seu Reino. Que coisa boa! Qual mãe não quer um filho bem ali do ladinho de Jesus? A intenção que a mãe teve foi essa: “Coloca meus dois filhos como Seus discípulos, Seus seguidores, mas os colocar bem perto de você”.
Eu vejo, no pedido de Salomé, a súplica que cada mãe tem no coração. Como a mãe deseja que cada filho esteja bem perto de Jesus, esteja ao lado d’Ele, esteja reinando com Jesus aqui e na sua vida futura! Não há problema nenhum na súplica da mãe, há apenas na compreensão.
Jesus diz que para sentar à esquerda ou à direita não cabe a Ele, porque foi o Pai que reservou o lugar de cada um no seu coração, mas o mais importante é que não podemos nos esquecer: o discípulo de Jesus precisa ser servidor, aquele que serve.
Quem quer servir Jesus não pode ter preocupações com lugares, com importância, com títulos, reconhecimentos e valorização. Muitas pessoas acabam se afastando do caminho do discipulado, porque querem ser valorizadas, reconhecidas, aplaudidas e, realmente, se decepcionam para seguir Aquele que morreu na cruz pregado, Aquele que carregou sua cruz noite e dia.
Para seguir Jesus é preciso ser um servidor, servo dos homens, da humanidade, servo da Igreja e da evangelização. Servo é aquele que está a serviço, é o trabalhador, o operário, é aquele que opera e coloca a mão na massa, é aquele que tem disposição para trabalhar e não quer ser reconhecido, valorizado nem assalariado. Mas não é o salário do mundo, onde trabalhamos numa empresa e ganhamos pelo que fazemos. O que ganhamos seguindo Jesus é nos tornarmos Seu servidor.
Se você quer se tornar discípulo de Jesus, peça, todos os dias, o dom e a graça de servir sem nada esperar em troca.
Deus abençoe você!

Como o artista católico deve se vestir?

terça-feira, 23 de julho de 2019

Dicas e orientações de como o artista católico deve se vestir

“Sabe,
É tanta coisa pra gente saber 
O que cantar, como andar, onde ir 
O que dizer, o que calar, a quem querer…”

 Os versos de Gilberto Gil abrem esta reflexão sobre como nos apresentamos visualmente enquanto artistas.
A música está cada vez mais visual! Ouve-se música, mas principalmente, “vê-se” música. Plataformas como YouTube, redes sociais e compartilhamentos em aplicativos de mensagenstornam, cada vez mais, importante a atenção que todo artista deve ter com os aspectos visuais da sua arte.
 
Se a música popular nasceu com o rádio e a indústria fonográfica, o gênero POP nasceu junto com a TV. Podemos relembrar o impacto que, nos anos 50 e 60, Elvis Presley e Os Beatles tiveram ao aparecer no programa de Ed Sullivan, na TV americana. Foram, também, responsáveis pela primeira transmissão mundial via satélite com a canção “All You Need Is Love”. A geração nascida nos anos 70 viu a onipresença da MTV nos anos 80 transformar o videoclipe em material obrigatório na divulgação de qualquer trabalho musical. Utilizando sempre novas linguagens e tecnologias a serviço da mensagem musical.
 
 Mas e o artista católico? Está à margem de tudo isso? Não! No final do século XX tivemos um longo papado de uma das figuras que melhor se comunicava por meio dos novos meios de comunicação. Toda vivência e paixão de São João Paulo II pelo teatro manifestava-se de forma espontânea nos grandes encontros transmitidos pela TV para o mundo todo. A figura simples e carismática se tornaria ainda mais próxima, fosse rodando sua bengala como Carlitos, fosse criando gestos que se repetiriam constantemente como o beijo no solo de cada país visitado.
Cada vez mais, com a facilidade de acesso à produção de vídeos e às transmissões em tempos reais, é exigido do artista católico um cuidado com aquilo que se canta, e também como isso é apresentado visualmente. E, no aspecto visual do músico, destacamos as roupas, adereços, maquiagem etc.
 
Foto: istock

Como o artista católico deve se vestir?

“Com vocês sou cristão e para vocês sou bispo”, disse Santo Agostinho. O que resume a dinâmica do serviço por meio da música. Somos artistas para o povo, mas somos também povo de Deus. Se há exagero no ditado popular que “o hábito faz o monge”, também é verdade também todo monge não se descuida de como se veste. Quais os maiores riscos?
 
1 – Nossa aparência não concordar com a nossa mensagem
Se canto paz, esperança e amor, não posso transmitir agressividade, intolerância ou preconceito.
 
2 – Nossa aparência não concordar com a nossa identidade
Se sou jovem devo vestir-me como um jovem. Se sou um artista identificado com meu público, muito provavelmente nos vestiremos parecidos.
 
3 – Nossa aparência não concordar com a nossa música 
Se canto rock, um smoking parecerá deslocado. Se canto musica pop, calças rasgadas e adereços de metais pareceram discordar das minhas canções.
 
4 – Nossa aparência não concordar com a nossa vida
“Reza-se como se vive e vive-se como se reza”, novamente Santo Agostinho nos alerta que nossos valores morais e religiosos devem ser visíveis, não só nos gestos mas em toda nossa presença. 
 
Dou uma sugestão: conheçamos o jeito como nossos santos se vestiam, como as ordens religiosas escolhem seus hábitos, e como a Igreja orienta as vestes no serviço religioso. A partir daí, com o olhar de artistas que recriam a partir do que existe, podemos compor o nosso jeito de nos apresentarmos. É assim na música POP.
 
Lembram de que falei, logo acima, sobre os Beatles? Em oito anos eles foram das roupas de couro das turnês de Hamburgo para os terninhos encomendados por seu empresário, e terminaram aderindo toda estética multicolorida do final dos anos 60. Não tenhamos medo das mudanças. Tenhamos medo, e muito, de permanecermos imóveis na janela como Carolina vendo a vida passar por nós. Nada menos artístico do que não tomar as rédeas da vida e desbravarmos novos caminhos.


Afinação com afinidade

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Afinidade e afinação andando juntas, tornam o trabalho do ministério muito melhor 

Um dia você decide juntar uns amigos, formar um ministério de música e ajudar nas Missas e encontros paroquiais da sua comunidade. Depois de alguns ensaios e desafios, o entrosamento aumenta, os laços que uniram vocês se apertam, e o grupo já sabe se comunicar apenas com os olhos. Um acabou de pensar num arranjo e o outro já está executando os acordes. E tudo isso desperta um sentimento de satisfação no grupo e na própria comunidade. Afinal, ela também sente-se parte do ministério e vibra com cada canção bem executada na Santa Missa, no grupo de oração ou naquele encontro conjugal, onde muitos casais descobrem a alegria de servir na Igreja.

Um tempo depois, você e o restante do ministério precisam seguir o curso da vida. Uns precisam estudar e avançar na vida profissional, outros precisam avançar para novas missões que o Senhor os confia. O detalhe é que, onde quer que cada um esteja, a canção não é esquecida e a música precisa continuar. Interessante que o desejo de continuar a servir é como uma chama que não se apaga. O problema é que os “parceiros” dos velhos acordes já não estão por perto, mas Deus te convida a conjugar o verbo perseverar.

A principal meta de um ministério de música cristão deve ser a de rasgar os corações fechados e fazer com que eles voltem a bater forte por Jesus

Em alguns casos, a perseverança é tanta que o ministério se transforma em “eunistério”, o ministério de um só, onde você e seu violão são chamados a animar aquela Missa na capelinha do interior, onde nem todo mundo quer tocar, aquela pequena celebração na casa de algum enfermo. O mais bonito disso tudo é saber que, mesmo naquela simplicidade de violão e voz, a graça acontece profundamente! É porque não é a quantidade de instrumentistas e cantores, de instrumentos e microfones, de pessoas para ouvir e cantar com o grupo de músicos que fazem a diferença. O que realmente fez o momento ser inédito e inesquecível é a forma com que o músico se abre à ação do Espírito Santo e a liberdade com que ele se deixa ser conduzido por esse Espírito!
Tenho presenciado algumas situações, nesta estrada estreita, onde muitos são os instrumentos afinadíssimos e impecáveis, onde a sonoridade tem modulação linda, daquelas que não fere, mas cura os ouvidos de quem quer ouvir. Mas nos rostos de quem toca e canta, sobra vontade de conquistar popularidade e fama, e falta sorriso sincero de satisfação em colocar os dons a serviço de quem precisa de seu ministério. Sobra disposição para cantar novidade atrás de novidade, numa infinidade de “lançamentos” em que só o cara canta e o povo ouve. E falta ânimo de tocar “velhas” canções de um jeito novo, onde a principal meta é rasgar os corações fechados e fazer com que eles voltem a bater forte por Jesus.

O ministério de música precisa ser a ponta da lança

Um dia ouvi de um padre muito importante em minha vida, que o ministério de música precisa ser a ponta da lança, capaz de executar a canção na unção e rasgar o coração de quem ouve. Fazer com que Jesus entre definitivamente na vida dessa pessoa. Esse mesmo padre disse que o bom ministério de música é aquele que executa as canções de cor, ou seja, de coração! E quem ouve, também, precisa saber cantar o que ouve ou, pelo menos, aprender a cantar. Então, entra a velha e boa prática de ministrar a música que anda ameaçada de extinção.
Serei ousado em dizer isso, mas preciso dizer: “Cantar a beleza da vida, ensinada por Jesus Cristo, requer gravar a canção, primeiro, no coração; e, depois, no “cabeção”! É isso gente, com o músico cristão a letra e os acordes são gravados primeiro na experiência que se faz com aquela canção no coração, onde tudo é tão profundo que, ao sair daquele momento, a letra e a música estão decoradas, ou seja, de cor, de coração.

Nenhum obstáculo é intransponível para o músico que se apoia no tripé da humildade, obediência e fidelidade a Deus!

Afinidade e afinação irão andar juntas e da melhor forma possível, se você cantar e tocar com os mesmos “parceiros” de cada Missa, de cada grupo de oração ou encontro paroquial. São esses caras que vão saber se, hoje, você está muito bem ou muito mal, se está disposto a um “G” às 6h da manhã ou se só dá mesmo para um “C” bem “arrastadão”.
E, se um dia for desafiado a cantar ou tocar com pessoas que não esteja acostumado, precisará seguir uma via, que para muitos é dolorosa, porque requer humilhação e paciência. E se eles forem “profissionais” de longa estrada, seu exercício vai ser ainda mais puxado. Mas nenhum obstáculo é intransponível para o músico que se apoia no tripé da humildade, obediência e fidelidade a Deus!

A vida está perecendo por falta de misericórdia

sexta-feira, 19 de julho de 2019


“Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mateus 12,7).

Os fariseus estavam preocupados, porque os discípulos de Jesus, tendo fome, começaram a apanhar espigas para comer, e era dia de sábado. A preocupação deles, no entanto, não era com a fome dos discípulos, mas com o sábado. A preocupação deles não era com a situação da pessoa humana, mas era a preocupação da lei pela lei.
Não podemos fazer pouco-caso das leis humanas nem das leis divinas, que são sagradas para a existência das relações humanas e da nossa própria relação com Deus.
As leis do Senhor são sagradas, mas nada é mais sagrado do que a lei da vida; mas a lei da vida não é só a vida enquanto o direito de nascer. Não, não podemos impedir que a vida humana nasça. A união do óvulo com o espermatozoide gera uma nova vida, e essa vida tem de ser respeitada, acolhida e amada. A vida, desde o momento de sua concepção até o entardecer, quando um irmão nosso está no leito de uma cama, de um hospital, padecendo à enfermidade, ele tem vida.

A vida humana está perecendo por falta de amor, de cuidado e misericórdia

É nossa responsabilidade cuidarmos da vida, é nossa responsabilidade darmos o melhor para a vida. Não importa se é sexta-feira, sábado ou domingo, não importa que dia seja, o que importa é a vida acima de toda e qualquer situação.
Façamos o melhor de nós. Demos o melhor de nós por causa da vida, porque se o Senhor está dizendo: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”, é porque nós podemos fazer muitos sacrifícios para agradar a Deus.
Quando queremos, fazemos promessas, penitências e cumprimos preceitos religiosos – que os façamos! –, mas que tudo isso esteja a serviço da vida. Se temos tempo para rezar, para fazer penitência, façamos as nossas orações, mas não descuidemos da vida humana. Não descuidemos daquele que passa fome, daquele que passa necessidade e aflição, porque a vida humana está perecendo por falta de amor, de cuidado e misericórdia.
Se o irmão morre de frio, não é porque faltou cobertor, mas é porque faltou o calor humano para cuidar dele. Se o irmão padece de fome, não é porque falta alimento no mundo, mas falta misericórdia, bondade e cuidado. Estamos preocupados com os nossos preceitos religiosos, estamos preocupados apenas em cumprir as nossas obrigações religiosas, ficamos no devocionismo, mas não voltamos a cuidar uns dos outros.
É nossa missão cuidarmos dos nossos irmãos, é nossa missão não restringirmos a nossa religião às leis e aos preceitos religiosos. “Vou à missa todo domingo. Rezo meu terço. Faço a minha adoração”. Mas como fazemos adoração e não fazemos adoração para cuidar de Jesus sofredor? Como rezamos, como fazemos jejum, mas não nos preocupamos com quem não tem o que comer nenhum dia da vida?
A religião de Jesus é a religião da vida em Deus, que nos leva a cuidar do próximo seja qual for a necessidade que ele passe.
Deus abençoe você!

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Comunidade do Timbó recebe Arcebispo Dom Delson

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Bênção da reforma da Capela Santo Antônio

Missa de Cinzas - Fotos

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Paróquia Menino Jesus de Praga

Mensagem

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Monsenhor Jonas Abib

Projeto "Igreja no Cinema" - Fotos

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Paróquia Menino Jesus de Praga

Missa da Véspera de Natal

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Paróquia Menino Jesus de Praga

10 Anos de Ordenação Diaconal - Fotos da Comemoração

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Campanha Vem Cuidar de Mim

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Horário das Missas na Paróquia Menino Jesus de Praga - Bancários

  • Quinta-feira - 19:30hs
  • Sábado - 19:00hs
  • Domingo - 8:00 , 11:00 e 17:00hs
  • Telefone: (83) 3235.5120

Adoração ao Santíssimo

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