A vocação de servir deve estar dentro do nosso coração

sexta-feira, 17 de maio de 2019



“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes” (João 13,16-17).

Jesus quer que sejamos felizes, e Ele mesmo nos ensina o que devemos fazer para trilhar o caminho da felicidade. A primeira coisa e a maior de todas elas é que a felicidade consiste em servir, porque o Evangelho começa, justamente, depois que Jesus lava os pés dos Seus discípulos.
Se queremos aprender a ser felizes, precisamos aprender a servir. Devemos aprender a nos colocar aos pés dos irmãos para lavá-los, amá-los e ajudarmos uns aos outros.
A vocação de servir deve estar dentro do coração de cada um de nós como missão primeira e fundamental nessa vida. Estamos aqui para servir uns aos outros. É verdade que, por causa do egoísmo, do orgulho e da soberba, fechamo-nos em nós e queremos que o mundo esteja girando em torno de nós, preferimos que os outros nos sirvam, e quando nos servem parece que é obrigação, nem sabemos mais dizer: “Obrigada! Deus abençoe!”, nos falta até gentileza em agradecer o outro quando ele nos serve qualquer coisa.
O principal é a nossa falta de disposição em estar a serviço dos outros. Estar a serviço dos outros, no sentido evangélico, não é esperar receber nada em troca, nem recompensa, gratidão nem reconhecimento da parte de quem quer que seja. Servimos porque o serviço é próprio do amor e o amor é servir e se colocar a serviço do outro, é fazer o bem ao outro.

Se quisermos aprender a sermos felizes, precisamos aprender a servir. Devemos aprender a nos colocar aos pés dos irmãos

Comecemos servindo em casa, servindo uns aos outros, comecemos com gestos de gentileza, de bondade e ternura. Não deixemos que a acomodação tome conta de nós e simplesmente paremos de ajudar uns aos outros.
Ajude na comunidade, ajude na igreja, ajude no seu serviço. Porque ajudar não é simplesmente a questão de estender uma mão, ajudar é uma questão de se colocar à disposição do outro: “Estou aqui para o que der e vier. Estou aqui para servir as suas necessidades. Estou aqui para te ajudar a ser melhor”.
É nossa vocação de seguidores de Jesus ajudarmos o mundo a ser melhor. E o modo de ajudarmos o mundo a ser melhor é ajudar uns aos outros. Ninguém pode aspirar ser maior do que ninguém, o patrão não é mais importante do que o empregado, mas o empregado também não pode se achar mais importante do que o seu patrão.
Não somos mais importantes do que ninguém, somos servidores uns dos outros como o nosso Mestre Jesus nos ensinou a servir.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Conselho de Segurança Comunitária dos Bancários, Jardim Cidade Universitária, Jardim São Paulo, Anatólia e Água Fria

terça-feira, 14 de maio de 2019


 Hoje, 14 de maio do corrente, aconteceu uma reunião interna do Conselho de Segurança Comunitária da Região Sul, abrangendo os bairros dos Bancários, Jd. Cidade Universitária, Jardim São Paulo, Anatólia e Água Fria. A reunião marcou a integração dos representantes da Igreja Católica da região, através de seus Párocos, bem como Padres de outras regiões. 
O encontro foi dirigido pelo Presidente do Conselho Comunitário, João Eduardo, com o intuito de ampliar a participação de demais Paróquias da Região ao Conselho, e já deixar definido o dia 15 de Junho, às 09:00hs da manhã, na Paróquia Menino Jesus de Praga, nos Bancários a data de retorno dos trabalhos do Conseg Bancários e região sul, com seus representantes de instituições governamentais, igrejas, escolas públicas e privadas, comerciantes da região, associações legítimas dos bairros abrangentes, entre outros representantes da comunidade.


Na reunião estiveram presentes Os Padres: Robson, Paulo Cordeiro, Marcondes Meneses, Luiz Antônio, Frei Evilásio, o integrante do Conselho Abelardo Maia e o Presidente do Conseg João Eduardo.

Missa em honra à Nossa Senhora - 13 de maio - Paróquia Santa Júlia

Noite de muita reflexão e oração na Paróquia Santa Júlia no dia 13 de maio. Dia dedicado à Nossa Senhora de Fátima, onde a Virgem nos convida a vivermos a graça e a misericórdia.

  
 Momento em que todos os fiéis colocaram aos pés de Nossa Senhora todos os seus pedidos

 Adoração ao Santíssimo Sacramento


 Bênção do Santíssimo

 Povo de Deus colocando nas mãos do Jesus Eucarístico as suas vidas

O Armadura do Cristão fez o registro dessa noite linda na Paróquia Santa Júlia.

Clique na imagem abaixo e confira todas as fotos da noite


Nossa Senhora de Fátima, graça e misericórdia

segunda-feira, 13 de maio de 2019


Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.
O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.
Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.
Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.
Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.
Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.
Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Saboreamos a vida eterna quando nos alimentamos de Jesus

quinta-feira, 9 de maio de 2019



“Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo (João 6,51).

A afirmação de Jesus é essa: “Eu sou o pão da vida”. Até agora, conhecemos apenas o pão – e existe pão de mel, pão doce e salgado, tem pão para muitos gostos –, mas só há um que é o Pão da vida, só há um Pão que dá a vida e preenche a nossa vida, e esse pão se chama Jesus.
Jesus alimenta aquele que O recebe e acolhe. Se acolhemos e recebemos Jesus, somos também alimentados por Ele, e Ele nos alimenta para vivermos eternamente.
A ciência até trabalha para prolongar a vida humana, para que ela possa durar mais, mas todo o esforço da ciência será inútil para eternizar a vida humana. Aquele que nos deu a vida deu-nos a chave da ciência para cuidar das próprias doenças que vieram macular a vida humana, mas o Deus da ciência, a imortalidade pertence somente a Ele, como a eternidade feliz e bem-aventurada só pertence a Ele. Não é uma questão de viver para sempre na Terra, a questão é vivermos para sempre na presença de Deus.
A eternidade não é vida após a morte. A eternidade é começar a viver em Deus e jamais morrer, pois quem come deste pão não conhecerá a morte, nunca morrerá. Todos nós estamos atribulados, preocupados e medrosos, com um verdadeiro temor de enfrentar a morte, mas só tem medo dela quem não tem a vida em Deus, porque a vida de Deus em nós não nos permite experimentar a morte, mas permite adormecer e acordar para sempre nos braços d’Ele, permite-nos viver, já aqui na Terra, a eternidade que Ele trouxe para nós.

A vida eterna é o acréscimo, porque Jesus é o Pão da vida, que nos preenche e dá razão e sentido à nossa vida

Saboreamos as primícias da vida eterna quando nos alimentamos de Jesus, quando nos saciamos e nos preenchemos d’Ele. A vida eterna é o acréscimo, porque o Senhor preenche, dá razão e sentido à nossa vida.
Aqui é uma promessa: “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo”. É claro que, quando Jesus fez esse discurso, estava se referindo à carne d’Ele, que Ele mesmo daria. A carne que Ele deu na Eucaristia é a mesma carne, o mesmo corpo que foi pregado na cruz. É a mesma carne e o mesmo corpo que ressuscitou glorioso.
O corpo que estava no ventre de Maria, que nasceu para ser o nosso salvador, tornou-se alimento na Eucaristia e na cruz. É por isso que a missa é o sacrifício não cruento do próprio Cristo, é o próprio altar, é o próprio calvário onde Jesus está se doando, onde o Seu corpo está sendo entregue e Seu sangue sendo derramado para nos encher e alimentar.
Precisamos nos alimentar de Jesus, precisamos recebê-Lo, para que a vida de Deus esteja em nós.
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Jesus tem Palavras de vida eterna

quinta-feira, 2 de maio de 2019



“De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão (João 3,34-35).

Tudo que é do Pai, tudo que Ele é e criou entregou nas mãos do Seu Filho único, Jesus; e entregou de tal forma, que Deus O enviou a nós com um Espírito sem medida, enviou-O repleto do Espírito, para que Ele comunicasse a nós o Seu Espírito.
Primeiro, Ele fala as palavras de Deus. Jesus é a própria Palavra de Deus encarnada, e da boca d’Ele a Palavra sai ao nosso encontro. Por isso, precisamos ouvir Jesus, acolhê-Lo e acolher as Suas Palavras.
Alguém pode dizer: “Eu acolhi Jesus. Eu aceitei Jesus na minha vida. Eu aceitei Jesus como meu único Senhor e Salvador”. Mas não basta dizer que O acolheu, é preciso acolhê-Lo na sua totalidade e plenitude.
Quando aceitamos alguém, nós o acolhemos como ele é, do jeito dele, com aquilo que ele tem; e se acolhemos Jesus, precisamos acolher a Palavra d’Ele, precisamos ouvir as Palavras que saem d’Ele, porque é por meio dela que Ele vai permanecer em nós.

Abramos o nosso coração para acolher Jesus, pois só Ele tem Palavras de vida

Só Ele tem Palavras de vida eterna. Como nós temos sede de eternidade, de vida e de Deus! E essa nossa sede só é alimentada quando nos alimentamos de Jesus, quando nos abrimos à Palavra d’Ele e permitimos que ela entre e permaneça no nosso coração.
Escutemos, meditemos e nos debrucemos sobre a Palavra para que ela entre em nós. Não é perda de tempo, pelo contrário, é bênção e salvação para o nosso tempo dedicar um tempo precioso para ouvir Jesus por meio da Sua Palavra, deixar que ela penetre nos nossos ouvidos, porque somos distraídos, turbinados por problemas, dificuldades, aflições e preocupações.
Precisamos da Palavra d’Ele nos curando, libertando-nos e restaurando-nos como pessoas e como filhos de Deus.
Tornamo-nos verdadeiramente filhos de Deus quando a Palavra d’Ele está em nós. A Palavra d’Ele em nós tem nome e se chama Jesus, por isso o Pai nos deu o Seu Filho Jesus, para que Ele nos trouxesse a Palavra que nos liberta de tudo aquilo que nos prende, a Palavra que nos traz luz em meio a tanta escuridão que vivemos nesta vida.
Abramos o nosso coração para acolher Jesus, pois só Ele tem Palavras de vida.
Deus abençoe você!

Tríduo Pascal

sábado, 20 de abril de 2019

CLIQUE NAS IMAGENS E CONFIRA OS MOMENTOS DO TRÍDUO PASCAL



VIGÍLIA PASCAL - MENINO JESUS DE PRAGA

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CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO - PARÓQUIA SANTA JÚLIA

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OFÍCIO DA AGONIA - PARÓQUIA SANTA JÚLIA


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MISSA DA SANTA CEIA DO SENHOR - PARÓQUIA SANTA JÚLIA

Apresentemos nossas fraquezas ao Mestre Jesus

terça-feira, 16 de abril de 2019


Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes” (João 13,37).

A liturgia de hoje nos coloca diante da fraqueza dos seguidores de Jesus. Nela, cada um de nós pode também se espelhar. Seguimos Jesus com aquilo que somos e não com aquilo que queremos ser; as nossas fraquezas nos acompanham durante toda a nossa vida. Ou permitimos que Ele transforme e cuide de nossas fraquezas ou elas se dilatam nas nossas opções de vida nos momentos cruciais da nossa existência.
O primeiro que esbarramos é Judas Iscariotes. Ele era um discípulo, um apóstolo de Jesus, mas um homem muito ganancioso e avarento. Judas foi convidado para cuidar das finanças do grupo para aprender a lidar com o dinheiro, mas aconteceu o contrário, o dinheiro tomou conta do seu coração.
Uma vez que o dinheiro toma conta do coração da pessoa, ela se torna não só mesquinha, mas cobiçosa e avarenta, e o demônio toma conta do coração que é movido pelo dinheiro, ele faz dessa pessoa uma pessoa gananciosa em tudo aquilo que faz.
Mesmo Judas tendo recebido o Pão eucarístico, o Pão que Jesus deu, naquele mesmo momento satanás entrou no coração dele, e sabemos quais foram os sentimentos que tomaram conta do seu coração.

Coloquemos nossas fraquezas diante do Mestre. Não permitamos as seduções deste mundo aniquilem o nosso coração

O coração de Judas não estava em Jesus, o coração dele estava no dinheiro. “Onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração”(Mateus 6,21). Hoje, pensemos muito onde nós, de fato, colocamos o nosso coração, até mesmo quando estamos na Igreja.
Do outro lado, a figura de Pedro, o mais impetuoso, líder daquele grupo, disposto a derramar o seu sangue e a dar a  vida por causa de Jesus. Na forma de falar, Pedro era sempre o primeiro que se manifestava. Quando Jesus profetizou que ele O negaria antes que o galo cantasse, é porque Jesus conhecia as fraquezas daquele homem.
Quem muita fala, quem é muito impetuoso, quem muito diz, às vezes, pouco faz; por isso, Pedro O negou. Porque o coração dele não estava firme e nem alicerçado no Senhor. Os outros discípulos O abandonaram, fugiram e assim por diante.
Coloquemos nossas fraquezas diante do Mestre a quem seguimos. Não permitamos que o dinheiro, o prazer, o poder, o medo ou as seduções deste mundo aniquilem o nosso coração de discípulo, mas nos purifiquemos pela verdade para que nos tornemos discípulos autênticos do Mestre Jesus.
Deus abençoe você!

SEMANA MAIOR - Semana Santa: a semana da vitória da vida sobre a morte

segunda-feira, 15 de abril de 2019

É a semana da nossa reconciliação com Deus. É a semana da vitória da vida sobre a morte
Iniciamos ontem a Semana Santa. Semana na qual celebramos a centralidade da nossa fé, que teve início na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, ou seja, a  subida de Jesus Cristo ao Monte Calvário, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo para a nossa salvação; para nos resgatar das mãos do demônio e nos transferir para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Jesus morreu na cruz para reconciliar o homem com o Pai. É a semana da nossa reconciliação com o Senhor, é a semana da vitória da vida sobre a morte, do pecado sobre a graça.
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Quando os fiéis são batizados, aplica-se a cada um deles os efeitos redentores da Morte e Ressurreição de Cristo. Por isso, o cristão católico convicto celebra com alegria cada função litúrgica da Semana Santa, que começa hoje e termina na celebração do Tríduo Pascal e da Páscoa.
Assim recomenda a Santa Mãe Igreja que todos os seus filhos se confessem, para que, correndo com Cristo do pecado, possam com Ele ressuscitar, na madrugada do Domingo da Páscoa para a vida eterna.
O tempo da Quaresma se prolonga até a Quinta-feira da Semana Santa. A Missa Vespertina da Ceia do Senhor é a grande introdução ao Santo Tríduo Pascoal. E este [Tríduo Pascoal] tem início na Sexta-feira da Paixão, prossegue com o Sábado Santo e chega ao ponto mais alto na Vigília Pascoal, terminando com as vésperas do Domingo da Ressurreição.
O Evangelho proposto para a Semana Santa, neste primeiro dia, é o de Jesus que volta a Betânia, seis dias antes da Páscoa, para manifestar Seu amor e carinho pelos amigos. Comove ver como o Senhor tem essa amizade, tão divina e tão humana, manifestada num convívio frequente. Nessa visita de Cristo a Lázaro, Maria e Marta, vejo-me também na condição de acolhê-Lo e recebê-Lo em minha casa e vida. Jesus vem me visitar hoje e eu quero recebê-Lo com o coração aberto, alegre e agradecido por merecer Sua amizade e confiança, assim como Ele foi sempre muito bem recebido por esses amigos de Betânia, em qualquer dia e a qualquer hora, com alegria e afeto. Como havia grande respeito, atenção e caridade entre eles, assim me comprometo a fazê-lo.
São milhares os que negam hospedagem para Cristo Jesus em seu coração, mas para o mundo e suas vaidades escancaram-nos; esses vivem com a alma cheia de vícios: a alma, sem a presença de seu Deus e dos anjos que nela se jubilavam, cobre-se com as trevas do pecado, de sentimentos vergonhosos e de completa ignomínia.
“Ai da alma se lhe falta Cristo! Que a cultive com diligência, para que possa germinar os bons frutos do Espírito! Deserta, coberta de espinhos e abrolhos, terminará por encontrar, em vez de frutos, a queimada. Ai da alma, se seu Senhor, o Cristo, nela não habitar! Abandonada, encher-se-á com o mau cheiro das paixões, virará moradia dos vícios”, diz São Macário.
Era costume da hospitalidade do Oriente honrar um hóspede ilustre com água perfumada depois de se lavar. De forma que, mal se sentou Jesus, Maria tomou um frasco de alabastro que continha uma libra de perfume muito caro, de nardo puro. Aproximou-se por detrás do divã onde estava o Mestre recostado e ungiu os pés e secou-lhes com os seus cabelos: Trata-se de Maria Madalena que, pela segunda vez, unge o Corpo Santíssimo do Nosso Divino Salvador. O nardo era um perfume raríssimo, de grande valor, que, ordinariamente, encerrava-se em pequenos vasos, de boca estreita e apertada. Quebrá-lo e derramar o conteúdo sobre a cabeça de alguém era, entre os antigos, sinal de grande honra e distinção.
Maria ofereceu o melhor para Cristo Jesus. Ela não ofereceu um perfume
barato, mas o melhor e o mais caro. E você? O que tem oferecido ao seu Senhor? Façamos também nós o mesmo; ofereçamos para Nosso Senhor aquilo que temos de melhor e mais precioso: o melhor cálice, a mais bela patena, o mais piedoso ostensório, os melhores paramentos, a nossa vida, tudo o que somos e temos. Pois, todo o luxo, majestade e beleza são poucos perante a tamanha grandeza de Jesus, nosso Mestre.

Acolhendo o mistério redentor de Cristo e Sua Palavra, meditando os acontecimentos da nossa redenção, só poderemos crescer na alegria e na paz do Deus que nos ofertou a vida. Deixemos, pois, que o Espírito de Deus tome conta de nossa existência, para que sejamos conduzidos à eterna alegria da salvação e da ressurreição.
Acolhendo o mistério central da nossa fé, desejo boa Semana Santa para você e a toda a sua família.

SEMANA MAIOR - A importância do Domingo de Ramos

domingo, 14 de abril de 2019

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir Cristo é renunciarmos a nós mesmos

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitarLázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
A importância do Domingo de Ramos-artigo
Foto ilustrativa: Arquivo CN/cancaonova.com
Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Os ramos lembram nosso batismo

Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.
Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos!
O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.
Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”.
O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo.

Nascemos para as coisas do Alto

terça-feira, 9 de abril de 2019


“Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados” (João 8,23-24).

A primeira verdade é essa: Jesus não é daqui debaixo; e “debaixo” quer dizer do mundo em que estamos, o mundo que já é sobre o maligno, sobre o pecado e as trevas.
Jesus é do Alto, Ele é da luz e da graça, mas desceu à nossa baixeza, desceu à nossa condição humana para nos iluminar, resgatar-nos, e para que não fiquemos embaixo, mas para que busquemos as coisas do Alto.
Para que Jesus nos resgate do mal desse mundo é preciso que morramos para o pecado para nascermos na graça, porque morreremos nos nossos pecados se não acreditarmos em Jesus, se não colocarmos n’Ele nossa confiança, nossa esperança e o sentido da nossa salvação. 
Vivemos no mundo, mas não podemos deixar que ele esteja dentro de nós. Viver no mundo é responsabilidade, entregar-se para o mundo é pecado e perdição. Iluminar o mundo é nossa missão, deixar-se conduzir pelo mundo é a nossa perdição.

Tenhamos convicção de que nascemos do Alto e para as coisas do Alto

Estar em Jesus é viver no mundo sem ser do mundo, é estar no mundo sem se deixar escravizar por ele. Estar em Jesus é cumprir a nossa obrigação e a nossa missão sem nos prendermos a esse mundo, porque não somos dele. Estamos aqui de passagem. Não tenhamos dúvidas sobre isso, mas convicção de que nascemos do Alto e para as coisas do Alto. E o Alto é o Céu, é o lugar da morada de Deus.
Nascemos para ser de Deus, mas, às vezes, podemos desviar a rota, perdermos o caminho, mas para nós, que andávamos perdidos como aqueles escoteiros que se perderam em meio à expedição, Ele desceu para vir nos encaminhar ao caminho que nos salva, à estrada que nos leva à vida.
Jesus é a estrada, Ele é a verdade e a vida. Deixemo-nos ser conduzidos por Cristo, para não morrermos nos nossos pecados, para não sermos escravos do pecado, para que não sejamos escravizados por este mundo, mas salvos e resgatados pelo amor misericordioso do Senhor.
Deus abençoe você!

Via Sacra das Crianças na Paróquia Menino Jesus de Praga

domingo, 7 de abril de 2019

Aconteceu neste último sábado, 06 de abril, a via sacra das crianças na Paróquia Menino Jesus de Praga. O ECRI(Encontro de Crianças com Cristo) fez o registro das fotos e o Armadura do Cristão, através de "Tio Carlos" está disponibilizando o registro tão lindo e singelo dessas crianças. Parabéns a todos que se empenharam nesse tradicional acontecimento.

https://armaduracristao.blogspot.com/2019/04/via-sacra-das-criancas-na-paroquia.html
CLIQUE NA IMAGEM ACIMA E CONFIRA AS FOTOS

A corrupção nos afasta dos caminhos do Senhor

quinta-feira, 4 de abril de 2019

A melhor forma de amarmos é cuidarmos uns dos outros, porque a corrupção é uma tentação para todos nós

“O Senhor falou a Moisés: ‘Vai, desce, pois se corrompeu o teu povo, que tiraste da terra do Egito’” (Êx 32,7).
Moisés está na montanha sagrada diante da presença de Deus. É o próprio Senhor que ordena que ele desça para ver a situação que se encontra o povo corrompido por causa dos pecados.
O povo que Deus conduziu pela mão e tirou da escravidão, deixou-se corromper pelo mal e pelo pecado, afastando-se das leis e mandamentos divinos. Eles fizeram um bezerro de metal fundido, inclinaram-se diante dele e o adoraram. Cometeram o pecado mais abominável aos olhos de Deus, que é a idolatria, criar ídolos de humanos, ídolos de metal, criar ídolos sobre todas as formas. Ídolo é, justamente, aquele que vem ocupar o lugar de Deus no coração do homem.
Como Moisés, nós também nos colocamos na presença de Deus, porque a presença d’Ele nos ilumina e traz às claras aquilo que, muitas vezes, está escondido sobre as trevas.
Precisamos da luz divina do Senhor iluminando e clareando o nosso coração para enxergarmos, para vermos onde a corrupção do mal nos atingiu, para ver onde estamos nos afastando dos caminhos do Senhor.
Deus chamou Moisés e ordenou que ele descesse para mostrar ao povo que estava se afundando na escuridão da corrupção, do pecado e da morte, para que ele pudesse ser um farol para iluminar aquele povo. Quando Moisés desceu, ele ficou decepcionado, porque era um povo de cabeça dura. O Senhor mesmo disse: “Vejo que este é um povo de cabeça dura”. Moisés foi suplicar e interceder pelo seu povo.
Precisamos descer às profundezas do nosso coração, do nosso interior e do nosso ser para conhecermos o que está obscuro, para expulsarmos as idolatrias, para sarar e sanar o nosso coração das inclinações pecaminosas, daquilo que nos corrompeu, mas é preciso também descer até o povo e suas realidades.
Muitos pais se fecham em seus quartos, rezam pelos seus filhos, pedem por eles, mas não descem, não vão ao quarto dos próprios filhos, muitas vezes, ali estão vivendo situações de pecados, estão se corrompendo dentro da própria casa e muitos pais não estão enxergando.
Precisamos descer onde se encontram os nossos, não é para vigiar, mas, sobretudo, para cuidar. A melhor forma de amarmos é cuidarmos uns dos outros, porque a corrupção é uma tentação para todos nós. Por isso, desça, vá ao encontro dos seus, vá ao encontro dos irmãos.
Quando vemos que uma pessoa está afastada, quando a pessoa era do Senhor e se afasta, precisamos ter a preocupação de olhar, porque quando não cuidamos, os irmãos se afastam e se corrompem pelo mal.
Quando não cuidamos de nós, cada um não cuida de si, a alma também se corrompe, porque faltou o cuidado. É preciso descer a alma, mas é preciso também descer ao encontro dos filhos, dos irmãos e de todos os que Deus nos mandar, porque a corrupção tem corroído as nossas almas.
Deus abençoe você!

Silenciemos o nosso coração para ouvir a voz de Deus

quinta-feira, 28 de março de 2019

Busquemos Deus onde Ele se encontre! No profundo silêncio, Ele quer falar ao nosso coração, e nós precisamos ouvir a Sua voz

Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes” (Jeremias 7,23).

A graça que precisamos buscar, neste tempo que se chama Quaresma, é ouvir Deus. Não pense que ouvir seja uma coisa simples – de forma nenhuma! –, porque estamos perdendo, cada vez mais, a audição espiritual, ou seja, a capacidade de ouvir Deus.
Escutamos muito a nós mesmos, escutamos muito os outros, escutamos os barulhos de onde estamos, até porque os barulhos aumentaram. Redes socais e tantas outras coisas, às vezes, são necessárias, mas barulhentas demais, a ponto de não escutarmos a voz do Senhor nosso Deus que quer falar ao nosso coração.
Há muito barulho dentro de nós, estamos muito ansiosos e agitados com as inquietações e preocupações da vida presente. O nosso coração e o nosso ouvido interior se entregam a todas essas agitações, e, no meio da confusão, escutamos uma voz aqui e acolá, e achamos que é a voz de Deus.
A voz do Senhor está no silêncio da alma, no coração que se liberta das excitações da vida para se colocar debaixo da mão poderosa do Senhor para escutá-Lo. Se ouvirmos a Sua voz, Ele será o nosso Deus e seremos o Seu povo, e Ele há de nos conduzir pelo caminho da felicidade.
Estamos lutando e, muitas vezes, gladiando-nos uns com os outros em nome de uma dita felicidade. Estamos nos maltratando, atacando-nos, estamos cada um buscando o seu jeito de ser feliz.
Não há caminho para a felicidade, a não ser um coração que silencia, uma alma que se torna humilde, que se coloca verdadeiramente na presença de Deus para escutá-Lo em verdade.
Há muitas coisas que, por aí, está se falando que é Deus que está dizendo, e Ele é aquele que silencia para falar ao coração que sabe silenciar para escutá-Lo.
O Evangelho de hoje mostra-nos justamente o mudo que é curado por Jesus; e quando o demônio da mudez sai desse homem, expulso por Jesus, ele começa, de fato, a falar.
Só podemos falar de Deus se tivermos a capacidade de escutá-Lo verdadeiramente.
Nossas igrejas estão muito barulhentas, não sabemos nem fazer silêncio depois da comunhão. Há barulhos, agitações terríveis onde estamos. Na nossa casa, nem se fala! O tempo inteiro estamos escutamos a nós, ao mundo e as vibrações que estão ao nosso redor.
Busquemos Deus onde Ele se encontra. No profundo silêncio, Ele quer falar ao nosso coração, e precisamos ouvir a Sua voz. “Eles não ouviram nem prestaram atenção; deixaram-se guiar pelas más inclinações e andaram para trás em vez de andar para a frente” (cf. Jeremias 7,24).
Queremos caminhar na direção de Deus, por isso, queremos deixar de ouvir as más inclinações da alma para podermos ouvir o Senhor nosso Deus.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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