Oração do papa São João Paulo II a Deus Pai

terça-feira, 10 de novembro de 2020

 


Bendito sejais, ó Pai, porque, no Vosso amor infinito, nos destes o Vosso Filho Unigênito, que encarnou por obra do Espírito Santo no seio puríssimo da Virgem Maria e nasceu em Belém há dois mil anos. Ele fez-Se nosso companheiro de viagem e deu novo significado à História, que é um caminho a percorrer unidos na aflição e no sofrimento, na fidelidade e no amor, rumo àqueles novos céus e nova terra onde, vencida a morte, Vós sereis tudo em todos.

Louvor e glória a Vós, Trindade Santíssima, único Deus altíssimo!

Sustentai, ó Pai, com a força do Espírito, o empenho da Igreja em prol da nova evangelização e guiai os nossos passos pelas sendas do mundo, para anunciarmos Cristo com a vida, orientando a nossa peregrinação terrena para a Cidade da luz.
Resplandeçam os discípulos de Jesus pelo Seu amor para com os pobres e os oprimidos; sejam solidários com os necessitados e magnânimos nas obras de misericórdia; sejam indulgentes com os irmãos para poderem eles próprios obter de Vós indulgência e perdão.

Louvor e glória a Vós, Trindade Santíssima, único Deus altíssimo!

Concedei, ó Pai, que os discípulos do Vosso Filho, purificada a memória e reconhecidas as próprias culpas, sejam todos um só, para que o mundo creia.
Cresça o diálogo entre os seguidores das grandes religiões, e todos os homens descubram a alegria de serem Vossos filhos.
À voz suplicante de Maria, Mãe dos povos, unam-se as vozes em oração dos apóstolos e dos mártires cristãos, dos justos de todos os tempos e povos.

Louvor e glória a Vós, Trindade Santíssima, único Deus altíssimo!

A Vós, Pai onipotente, origem do mundo e do homem, por Jesus Cristo, o Vivente, Senhor do tempo e da História, no Espírito que santifica o universo, louvor, honra e glória, hoje e pelos séculos sem fim.

Amém!


Fonte: Canção Nova

Você conhece a oração do Magnificat?

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

 Narra as Sagradas Escrituras que, depois que a Santíssima Virgem Maria ficou grávida do Menino Deus por ação do Espírito Santo, ela se dirigiu às montanhas da Judeia em que se encontrava a casa de sua prima Isabel. Isabel, por sua vez, também estava esperando um filho, João Batista.

Assim que Maria entrou na casa de sua prima, Isabel exclama agradecida: “Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre” (Lc 1,42). Ainda por nascer, João Batista, como que percebendo a presença do Redentor da humanidade, estremece no ventre de Isabel. É justamente nesse momento que a Virgem de Nazaré derrama-se em humildade ao proclamar a lindíssima oração do Magnificat (cf. Lc 1, 46-55).

Esse cântico de Maria possui uma singular beleza poética e foi inspirado no segundo capítulo do primeiro livro de Samuel. De modo geral, observam-se no Magnificat três enredos fundamentais: a glorificação do Criador, a predileção de Deus pelos mais humildes e, por fim, a lembrança de que Deus cumpre as suas promessas. Nesse sentido, a nossa oração pessoal pode acompanhar ou até mesmo imitar esta linda oração que brotou do coração de Maria.

É muito significativo quando a Igreja propõe que o Magnificat seja entoado ao final da tarde na oração das Vésperas. Este é justamente o momento em que a luz do dia começa a ceder espaço para as sombras da noite. De maneira analógica e, por que não dizer alegórica, é possível associar a luz que se esvai gradativamente com a força do homem que, depois de um dia longo de labuta, também percorre o mesmo caminho.

Nesse sentido, pode-se considerar o cântico do Magnificat como o gonzo de uma porteira; aquelas que podem ser vistas nas propriedades rurais. Ao se fechar no final do dia, deixam melhor protegidos aqueles bens mais valiosos dos moradores daquela propriedade.

Por outro lado, o início da noite também é a hora do cansaço e das dores do corpo. É o momento de alegrar-se por tudo o que fora possível fazer durante o dia e de inquietar-se pelo que não foi feito. Enfim, é a hora propícia para uma profunda reflexão e, principalmente, reconhecer a presença e ação de Deus em cada circunstância do dia.

Aquele que canta o Magnificat, mesmo que desacompanhado, não se encontra só. Entoa com Maria e com toda a Igreja um cântico generoso de louvor e de gratidão a Deus. Por meio dele, retribui-se e reconhece-se a generosa bondade de Deus que foi capaz de realizar maravilhas em favor daquela humilde criatura que canta.

Quem reza o Magnificat, portanto, está se colocando junto à Maria e, com ela, testemunhando para o mundo sua condição servil e, ao mesmo tempo, fraterna para com seu Criador e Redentor.

Que tal nos unirmos a Virgem Maria e rezarmos agora?

Minha alma engrandece o Senhor,
e meu espírito exulta em Deus em meu Salvador,
porque olhou para a humilhação de sua serva.
Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada,
pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor.
Seu nome é santo e sua misericórdia
perdura de geração em geração, para aqueles que o temem.
Agiu com a força de seu braço,
dispersou os homens de coração orgulhoso.
Depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou.
Cumulou de bens a famintos e despediu ricos de mãos vazias.
Socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia
conforme prometera a nossos pais em favor de Abraão
e de sua descendência, para sempre!

Deus abençoe você e até a próxima!

Missionário da Comunidade Canção Nova

Quem é fiel no pouco vai ser fiel no muito

sábado, 7 de novembro de 2020

 


“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes” (Lucas 16,10). 

Muitas vezes, olhamos para as grandes coisas e achamos que elas são importantes, mas cada coisa é importante, cada momento é importante, cada situação vivida é importante. Não é porque um foi desonesto com milhões em dinheiro, e você diz: “Não, foi só um real; só dez reais”; seja, por favor, honesto para administrar um milhão de reais e seja muito honesto para administrar um real. Seja muito honesto para administrar uma moeda como também ao administrar cem moedas. Seja muito honesto para cuidar da sua casa, do seu quarto e do seu lar, dê o melhor de si ali como também ao cuidar de uma empresa, de um país, ou seja, o que estiver sob sua responsabilidade.

Às vezes, dizemos: “Tenho muitas responsabilidades”. Todo mundo tem muitas responsabilidades, e é fazendo bem aquilo que nos é colocado que medimos o tamanho, a grandeza da nossa responsabilidade.

O pai que cuida de um filho tem que ter a mesma aplicação de um pai que cuida de dez, ainda que seja mais exigente cuidar de dez, mas é preciso cuidar de um primeiro para depois cuidar de dois, de três, de quatro… E assim por diante. Quem não administra um minuto da vida vai ser difícil administrar uma hora, depois 24 horas; e assim por diante.

Seja fiel no pouco que você tem, pois isso revela a grandeza do seu caráter e da sua personalidade

Estamos nos tempos em que vivemos menosprezando as pequenas coisas, mas são as pequenas coisas que fazem toda a diferença, são elas que nos revelam onde está o melhor de nós, onde está realmente a nossa capacidade de gerir e administrar a nossa própria vida.

Comece pelo seu próprio quarto. Alguém que quer um dia administrar uma casa tem que saber, primeiro, cuidar de um quarto… Inclusive, comece arrumando a sua própria cama, dobrando a sua coberta assim que você levanta. Já vai ser uma primeira responsabilidade assumida na vida. Se uma criança menospreza isso, se um pai não ensina os seus filhos a cuidarem de uma coisa que parece mínima (mas não é, ao contrário, é importante); se não sabe pegar a meia que tirou do meu pé e colocar num cesto porque acha que isso é insignificante (mas não é insignificante) é sinal de que outras coisas importantes na vida também deixará de lado.

Precisamos ser honestos até com o dinheiro que é desonesto. Não vamos compartilhar de dinheiro desonesto, jamais! Mas, muitas vezes, o dinheiro que chegou até nós é gerido no mundo de uma forma desonesta e entraríamos em tantos meios para explicar as injustiças, e assim por diante.

Seja fiel no pouco que você tem, pois isso revela a grandeza do seu caráter e da sua personalidade. Seja fiel com poucos amigos, seja fiel naquele momento em que você está sozinho com a pessoa porque assim você também será tão bom quando estiver diante de tantas pessoas.

Quem é fiel no pouco é quem, de verdade, vai ser fiel no muito, e é esse quem receberá a recompensa pela sua fidelidade.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Jesus é o Verbo Eterno, o Filho Unigênito de Deus

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

 Os Evangelhos, todos eles, registram uma intenção maior que aparece em todas as suas páginas: mostrar quem era Jesus. Empenharam-se em mostrar, sobretudo, que Jesus era o Verbo Eterno, o Filho Unigênito de Deus que assumiu uma natureza humana.

Por mais que Jesus fosse um homem perfeito, um homem maravilhoso, cheio de qualidades humanas, o que iria fazer entender, em definitivo, quem era ele, seria o fato maior, o de ser Filho de Deus. Tudo o mais, em Jesus, só poderia ser cabalmente entendido nessa perspectiva.

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Foto Ilustrativa: pcess609 by Getty Images

Com efeito, a identidade de qualquer coisa é evidenciada pelo seu lado mais nobre, mais alto, mais decisivo e determinante. Por isso, o que é primeiro e determinante é quem dá sentido a tudo mais. O determinado tem sua importância, mas não é o que caracteriza a coisa. Assim, a natureza humana de Jesus é de absoluta importância. Por ela, o Verbo se fez nosso Salvador. Mas o imenso valor, o inaudito, não consiste em que o homem Jesus seja perfeito, maravilhosamente humano, mas consiste em que o Verbo Eterno, o Filho de Deus se tenha feito homem. João não disse que o homem se fez Verbo Eterno, mas disse que o Verbo se fez homem.

Jesus se fez homem para nos salvar

Hoje em dia, com o fascínio que o humanismo veio exercendo sobre toda a cultura, acredita-se que o importante seria evidenciar o humano. Todo o movimento filosófico dos últimos séculos constituiu-se num imenso esforço por endeusar o homem, o humano.

Entretanto, a intenção maior dos evangelistas foi de evidenciar a encarnação do Verbo, do Filho de Deus. São Mateus começa o Evangelho, é verdade, mostrando a descendência humana de Jesus. Para logo, entretanto, registra sua verdadeira e estupenda descendência divina: “… o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados…” (Mt 1,20-21).

Marcos é incisivo: “Princípio da Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1,1). Também com Marcos, em todo o Evangelho, só faz mostrar a origem divina de Jesus. Sobre o fim do Evangelho, registra o testemunho do oficial romano, como se fosse a conclusão de tudo o que escrevera anteriormente: “O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: ‘Este homem era realmente o Filho de Deus'” (Mc 15,39).

Lucas, por sua vez, empreende relatar pormenorizadamente os acontecimentos, a fim de que seu amigo Teófilo “conheça a solidez daqueles ensinamentos que ele tinha recebido” (Lc 1,3-4). A solidez diz respeito à fé, de vez que o sentido bíblico de fé é precisamente solidez, firmeza, pois tratava-se precisamente “do ente santo que nasceria de Maria e seria chamado de Filho de Deus” (Lc 1,35).

João, o evangelista teólogo, não deixa dúvidas. Começa com a origem eterna do Verbo, porque é disso mesmo que se tratava: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…” (Jo 1,1,14). Entre os evangelistas foi quem mais pôs em destaque a identidade divina de Jesus.

Leia mais:

Diante de tudo isso, a grande, a imensa pergunta, a maior pergunta de todos os tempos é aquela que Jesus fez aos discípulos: “… quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15).

E a maior resposta de todas quantos foram dadas, foi a de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Tão grande foi a resposta que superava de muito todas as possibilidades humanas de Pedro e de toda a humanidade. Ninguém poderia ter forjado, sequer imaginado, uma resposta semelhante. Ela veio simplesmente do Pai. Não tivesse vindo do Pai, Pedro nada teria respondido, ou, na melhor das hipóteses, teria respondido que Jesus era o melhor amigo. Mas não. Jesus lhe disse donde lhe viera tal resposta: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus” (Mt 16,17).

Essa é a solidez da fé das primeiras comunidades cristãs que, hoje, importa revigorar novamente entre os cristãos mais que nunca, pois trata-se da solidez do próprio fundamento último da vida cristã.

Padre Achylle Alexio Rubin


Fonte: Canção Nova

Padre comenta o Dia de Finados e indulgência plenária nesta solenidade

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

 No Dia de Finados, é possível oferecer a indulgência plenária a um fiel falecido

No Dia de Finados, católicos rezam por fiéis falecidos / Foto: Paula Dazaró – Canção Nova

Neste sábado, 2, a Igreja comemora o Dia de Finados. A data começou a ser vivida na vida monástica, por ordem de um abade, que decretou que o dia em seguida à Solenidade de Todos os Santos fosse dedicado à oração por todos os falecidos. Com o passar dos anos, as igrejas da região assumiram a prática, e por fim, a Igreja decretou a data a ser comemorada em todo o mundo.

Padre Wagner Souza, da Paróquia Santa Teresinha, em Seropédica (RJ), explica o Dia de Finados. “É preciso compreender que nós não morremos sozinhos. Nós morremos com Cristo, na Sua morte, a morte vira o fim. Por isso, aqueles que morrem, entram em plena posse da Vida Eterna junto com Deus. Então, antes de mais nada, o Dia de Finados não deve nunca ser compreendido como um dia de tristeza”, explica o sacerdote, ressaltando, porém, que nesse dia a liturgia da Missa utiliza paramentos pretos ou roxos, os instrumentos são apenas para sustentar o canto e os fiéis são orientados a viver um dia de recolhimento.

Padre Wagner Souza / Foto: Arquivo Pessoal

“Devemos entender que este dia nos leva a refletir, acima de tudo, sobre a finitude da existência humana e a plenitude da existência divina, que todos aqueles que morreram alcançaram pela Graça da Redenção pela Vida de Jesus Cristo”. 

O padre lembra que todas as práticas de se dirigir aos mortos ou devoção aos mortos não é correta, mas o que acontece neste dia é a oração a Deus pelas almas dos que morreram.

Indulgências no Dia de Finados

No Dia de Finados, é possível receber as indulgências e aplicá-las a si e a algum falecido. Padre Wagner explica seu significado. “A indulgência é um ato que expressa a maternidade da Igreja. A Igreja, como mãe, nos concede a remissão das penas do purgatório através de um esforço humano. Algumas pessoas podem questionar esta simplicidade, perguntando: “mas é só isso?” Sim, porque é um ato de fé.”

Para recebê-las, em qualquer situação, é necessário que o fiel busque a confissão sacramental, participe e comungue na Santa Missa, e reze a oração do Credo, do Pai Nosso, da Ave Maria e do Glória ao Pai nas intenções do Santo Padre, tendo no coração o desejo de receber as indulgências.

Padre Wagner lembra que para se conseguir as indulgências, há momentos específicos, como aconteceu no Ano Santo da Misericórdia, no Jubileu do Ano 2000, ou quando são feitas visitas a Santuários ou locais determinados. Mas que, em qualquer ano, pode-se alcançar a graça das indulgências em algumas ocasiões, como no Dia de Finados. 

“Por exemplo, se o fiel está em estado de Graça, cumprir os requisitos, ao receber a Bênção do Santíssimo Sacramento, ele pode lucrar as indulgências. Também na Sexta-feira Santa, ao participar da Adoração à Santa Cruz; no dia 31 de dezembro, último dia do ano civil, ao rezar o Te Deum; e no Dia de Finados”. 

O padre ressalta que no Dia de Finados, o lucro das indulgências se dá de uma forma especial. “Somente neste dia, além de aplicar a indulgência a si mesmo, o fiel pode aplicá-la a um fiel defunto. Basta cumprir os requisitos e visitar um cemitério. E são oito dias de graça: pode-se aplicar a uma pessoa falecida por dia, de 1º a 8 de novembro, se o fiel participar da eucaristia em todos esses dias”. 

Fonte: Canção Nova

Solenidade de todos os Santos

domingo, 1 de novembro de 2020



 “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

 

Apresentação da 257ª Festa de Nossa Senhora da Penha

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

 

Fonte: Youtube do Santuário de Nossa Senhora da Penha

CNBB divulga mensagem sobre as Eleições municipais 2020

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Mensagem foi divulgada em reunião on-line do Conselho Permanente da CNBB

Da redação, com CNBB

Eleições neste ano serão municipais./ Foto: Wesley Almeida-CN

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após reunião virtual de seu Conselho Permanente, realizada na quarta-feira, 28, divulgou uma mensagem sobre as Eleições municipais deste ano

O Conselho Permanente da CNBB é o órgão de orientação e acompanhamento da atuação da Conferência e dos organismos a ela vinculados, bem como órgão eletivo e deliberativo, nos limites do Estatuto da entidade. É constituído pela presidência da CNBB, pelos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais (CONSEP) e os membros eleitos dos Conselhos Episcopais Regionais (CONSER), os 18 regionais da entidade.

Confira, abaixo, a íntegra da mensagem:

MENSAGEM POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2020

1. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio do Conselho Permanente, reunido na modalidade virtual, dirige ao povo brasileiro, uma mensagem de esperança, coragem e chamamento à participação responsável no processo eleitoral de 2020. Os cristãos são convidados a testemunharem a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise social, econômica, política e ética que atravessa o Brasil.

2. As eleições que se aproximam serão realizadas em meio a uma grave crise sanitária, com números estarrecedores de mortes e adoecimentos. Portanto, a primeira palavra dos bispos do Brasil é dirigida aos que sofrem as consequências da COVID-19 e às famílias que perderam seus entes queridos. É tempo de erguer aos céus o nosso olhar esperançoso. (Cf. Is 1,11-18).

3. A política, do ponto de vista ético, é o conjunto de ações pelas quais se busca uma forma de convivência entre indivíduos, grupos e nações que ofereçam condições para a realização do bem comum. Do ponto de vista da organização, a política é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo, a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço. (Cf. CNBB, Doc. 40, 184). Por isso, os cristãos, leigos e leigas, não podem “abdicar da participação na política” (Christifideles Laici, 42). Esse protagonismo é próprio do laicato. Cabe a ele, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir no mundo o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. O clero, guiado pela Doutrina Social da Igreja e atendo-se às normas da igreja quanto à sua participação na vida político-partidária, assume o que lhe é específico nas suas responsabilidades políticas quando cuida da formação, incentiva e acompanha o laicato.

4. Para os católicos que disputam as eleições, é importante recordar que “a política não é mera busca de eficácia, estratégia e ação organizada. A política é vocação de serviço” (Papa Francisco, Discurso a jovens líderes da América Latina, 4 de março de 2019). A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. Gaudium et Spes, 75).

5. Os prefeitos e vereadores que serão eleitos têm o dever de contribuir com ações eficazes, nos campos da saúde, educação, segurança, transporte, assistência social, moradia, direito à alimentação e proteção da família, entre outros. Darão bons frutos os políticos que priorizarem o bem comum e a vida plena, desde a concepção até a morte natural, de todos dos cidadãos, sem quaisquer discriminações, nunca buscando seus próprios interesses pessoais e corporativos.

6. Não pode produzir bons resultados o político que atenta contra a vida, trabalhando por políticas públicas que favoreçam o aborto, fazendo campanha eleitoral com discursos de ódio, defendendo o uso da violência, o recurso às armas e se atrelando ao tráfico de drogas e às milícias. Quem não se compromete com os excluídos e se mostra indiferente diante da morte de pessoas e das graves feridas do meio ambiente não merece o voto de quem deseja uma sociedade justa e democrática.

7. Muito preocupa na disputa eleitoral o uso de notícias falsas. Elas contaminam o debate, desviam a atenção dos eleitores de temas importantes e desvirtuam o resultado do pleito. Pessoas comprometidas com a verdade, a ética, a paz e a justiça não podem compartilhar notícias espetaculosas e de fontes desconhecidas, notadamente as que ajudam na difusão da mentira e do ódio.

8. O uso interesseiro da religião e de discursos religiosos oportunistas tem se tornado um elemento mobilizador nas eleições. Esse tipo de prática perverte o sentido e o autêntico valor das tradições religiosas. Serve apenas a interesses particulares e de grupos políticos.

9. A aplicação das Leis da Ficha Limpa e da Compra de Votos, conquistadas com a efetiva participação da Igreja, é condição necessária para que a eleição seja justa e legítima. O abuso do poder econômico corrompe o processo eleitoral. A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crimes eleitorais que atentam contra a honra do eleitor e a cidadania. Os eleitores são chamados a fiscalizarem os candidatos e, constatando esses atos de corrupção, denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral.

10. A vigilância das eleições democráticas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade as instituições públicas, como a Justiça Eleitoral, nos níveis federal, estadual e municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, o uso indevido do dinheiro e a utilização de fake news como estratégia eleitoral.

11. Após as eleições, é de fundamental importância que a comunidade eclesial se organize para acompanhar os mandatos dos eleitos e eleitas. Concretamente, dentre tantas iniciativas possíveis, promovam-se encontros que, valorizando a democracia participativa, aproximem vereadores e prefeitos das comunidades. As experiências para formação de Fé e Política e das Comissões Justiça e Paz são práticas que merecem ser incentivadas nos contextos diocesano e paroquial.

12. Os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho e é explicitada na Doutrina Social da Igreja, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos conselhos de participação popular, como o da Educação, Criança e Adolescente, Saúde, Juventude e Assistência Social. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais, onde se votam projetos e leis para os municípios, permanecendo atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e, particularmente, os pobres.

13. Em tempos de crescente desvalorização da política, o povo brasileiro precisa fazer das Eleições 2020 uma verdadeira festa da democracia, de forma que se concretize “a política melhor, a política colocada ao serviço do verdadeiro bem comum” (Fratelli Tutti, 154). Que Nossa Senhora Aparecida interceda pelo povo brasileiro!

Brasília-DF, 28 de outubro de 2020.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB


Fonte: Canção Nova

A oração é o elo entre o nosso coração e Deus

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

 Primeiro, é bom nos lembrarmos de que toda oração, quando a fazemos com o coração e com a mente abertos à vontade de Deus, torna-se eficaz porque Deus sempre ouve a nossa voz.

A oração eficaz não resulta de seguirmos fórmulas ou certos princípios. Pelo contrário, a oração eficaz baseia-se na Palavra de Deus . Ela é simples, sincera, cheia de fé e não tem nada a ver com regras e formas. Mas ela precisa vir de um coração sincero e dependente, porque ela é o elo entre Deus e nós, além disso, precisa ser feita em nome de Jesus.

Nossas orações devem ser feitas em harmonia e de acordo com a vontade do Senhor. Devem ser feitas com o coração aberto e não com respostas prontas ou com pedidos fechados. Devemos sempre estarmos abertos à vontade de Deus para que Ele nos ouça e nos atenda.

Foto Ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com

É preciso estar sempre pronto para escutar a Deus

Tenho vivido muitas experiências com relação a Deus. Com isso, percebo que, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes. Vejamos o exemplo de Moisés: somente quando ele perseverava, em oração e com suas mãos erguidas a Deus, foi que os israelitas venceram a batalha.

A oração eficaz é aquela em que levantamos as mãos, como o livro do Êxodos nos mostra: eles levantaram as mãos e venceram. O povo já sentia-se derrotado pela força de Amaleque, o próprio demônio, porém, a oração eficaz de Moisés, sustentada pelas mãos de Arão e Ur, deu àquele povo a vitória.

Então, a oração eficaz não é aquela que fazemos sozinhos, e sim a que fazemos apoiados nos irmãos e sustentados por eles. Sobre a oração, na Bíblia, lemos muitas outras situações de perseverança. Temos de nos manter vigilantes à oração e estarmos sempre prontos para escutar a Deus, isso é uma oração.

Leia mais:

A vontade de Deus na nossa vida

“Meu Deus, curai e libertai a todos aqueles que tomam a decisão de manterem suas mãos levantadas e de orar sem cessar. Curai aqueles que tomam a firme decisão de não querer o seu próprio interesse e nem o que os outros querem, e sim o querer de Deus. Eu levanto minhas mãos, Senhor, sobre a vida de cada um desses filhos, sustentadas pela Sua Palavra que diz: ‘Orai sem cessar’ e, em todas circunstâncias, apresentai a Deus as vossas preocupações.”

Uma oração eficaz é aquela que temos um pé nas nuvens e o outro no chão, ou seja, é aquela que caminhamos determinadamente, mesmo sem sentir ou ver o resultado. Mesmo sendo olhado como alguém derrotado, perdido na visão humana, mas jamais alguém que desiste. Pois, sabe que a vitória de Deus é certa!

A oração eficaz é sua “escravidão” absoluta ao Espírito Santo. Todos os dias, ao acordar, devemos dizer: “Bom dia, Espírito Santo, o que vamos fazer juntos hoje?”. A cada passo da nossa vida, perguntemos ao Espírito Santo qual palavra, atitude ou decisão tomaremos juntos. À noite, antes de dormir, devemos nos ajoelhar e pedir perdão ao Espírito Santo por tudo o que fazemos sem consultá-Lo, sem pedir um novo Pentecostes. E que, quando o dia raiar, em todas as situações, possamos caminhar com Ele.

Fonte: Canção Nova

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