Deixemos a verdadeira conversão acontecer na nossa vida

domingo, 24 de março de 2019

 

A conversão passa por rever escolhas, por mudar a nossa mentalidade, por investirmos mais na paciência e no amor

Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’’ (Lucas 13,7).

O terceiro domingo da Quaresma celebrado hoje é um convite muito forte para a nossa conversão. O nosso caminhar quaresmal não é simplesmente uma preparação na expectativa da Páscoa que vamos celebrar. Toda a Quaresma é um acontecimento pascal, acontecimento de mudança, mas é, sobretudo, uma reflexão do que, de fato, precisamos nos converter.
Jesus diz que se nós não nos convertermos, pereceremos da mesma maneira. O Evangelho nos aponta algumas tragédias que aconteceram. Olhamos as tragédias relatadas no Evangelho e olhamos as tragédias que têm no mundo de hoje e nos perguntamos: “Por que tamanhas tragédias? O que aquelas pessoas fizeram para merecer isso?”. A maioria não fez nada, foram vítimas inocentes, e é trágico. Lamentamos a morte dessas pessoas, mas é preciso dizer que tragédia pior é a de não nos convertermos.
Se não nos convertermos, perderemos a vida, e não é só a vida humana, pois perderemos também a vida eterna, a vida plena. Ainda que humanamente tirados do nosso meio, os que morreram em tragédias, se estavam em Deus, não perderam a vida.
A grande tragédia é o que acontece com essa figueira, relatada no Evangelho, porque havia três anos que ela não produzia frutos. O que se pode esperar do coração de um cristão? Que ele produza frutos do Reino, que produza frutos do Evangelho, frutos de paz, de reconciliação, de amor, misericórdia e tantas outras coisas.
Nossa vida não pode jamais se resumir naquilo que são as coisas negativas da vida humana, porque, muitas vezes, ela está focada nisso e, por vezes, temos muito mais joio do que trigo no nosso celeiro, pois não produzimos frutos, não deixamos a verdadeira conversão acontecer na nossa vida.
A conversão passa por rever escolhas, por mudar a nossa cabeça e mentalidade, por investirmos mais na paciência, no amor, na misericórdia, na tolerância, na forma de encararmos uns aos outros.
Conversão não é simplesmente rezar mais ou fazer algumas práticas penitenciais, essas são importantes, mas apenas se nos conduzirem a produzir frutos de conversão, mudar atitudes, mudar a nossa forma de lidar com as pessoas, com o mundo em que estamos.
Se ou uma pessoa grossa, mal educada, preciso mudar a minha atitude; se sou uma pessoa que têm hábitos que, muitas vezes, não constroem e nem edificam a convivência humana e fraterna, não podemos dizer: “Nasci assim e vou morrer assim”, pelo contrário, é preciso dizer: “Nasci assim e fiquei um pouco mais duro, mas a graça de Deus converte-me, e preciso deixar-me converter por Deus”.
O nosso esforço não é só o de fazer penitência, o nosso esforço é de ter atitudes que mostram a nossa conversão e os frutos aparecerão. Se eles não aparecerem é porque não estamos deixando a graça de Deus nos converter.

Deus abençoe você!


Sejamos presença de Deus na vida dos pobres

quinta-feira, 21 de março de 2019

 

Precisamos ser presença de Deus na vida dos pobres, precisamos ser anjos para socorrê-los durante a vida na Terra

Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão” (Lucas 16,22).

O relato bíblico de hoje nos mostra uma parábola que é linda e dramática ao mesmo tempo, porque nos coloca diante da situação do mundo presente e da vida futura. No mundo presente, temos um abismo que separa pobres e ricos. Há pobres vivendo uma extrema miséria; e ricos, muitas vezes, vivendo no extremo da avareza, do gozo dos bens materiais, sem se importar com a pobreza, com a indigência e a miséria da pessoa humana.
A Palavra de Deus, hoje, é um convite para que, acima de tudo, combatamos todos os abismos que separam os homens, para que não sejamos, depois, vítimas do abismo que separa o céu do inferno.
Os anjos vêm em socorro do pobre Lázaro, que, aqui na Terra, teve o consolo dos cachorros lambendo suas feridas. O rico vai para o abismo, para a região dos mortos, para a separação definitiva de Deus.
Não basta ser somente uma pessoa boa, ter Deus no coração e rezar, é preciso cuidar da miséria, da pobreza e do sofrimento do outro. A indiferença é um pecado que doí no coração de Deus, pois ela nos afasta d’Ele; não só a indiferença religiosa para com as coisas sagradas, mas a indiferença para com o sofrimento, a pobreza, a indigência e a situação de miséria social na qual vivem milhões de seres humanos em toda a face da Terra.
A fome ainda é uma realidade, a miséria é uma realidade social presente no mundo em que estamos, por isso não podemos simplesmente dizer: “Vou rezar pelos pobres. Vou rezar pelos indigentes”. Precisamos ser presença de Deus na vida dos pobres, porque se os anjos vieram para socorrê-los no final da vida, precisamos ser anjos para socorrê-los durante a vida na Terra. Não nos conformarmos com a pobreza, e cuidar para que a outra pobreza (a pobreza da indiferença, da falta de cuidado com as necessidades do outro) não entre no nosso coração.
Precisamos superar os abismos sociais profundos que existem na sociedade em que vivemos, para não sermos vítimas do abismo definitivo que nos separará de Deus se não soubermos cuidar dos pobres e indigentes que estão no nosso meio.

Deus abençoe você!


São José intercede por todas as famílias

terça-feira, 19 de março de 2019

 

Precisamos da intercessão poderosa de São José para que as famílias tenham paz, saúde e proteção 

José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mateus 1,20).

Hoje, celebramos São José. Ele é o pai adotivo de Jesus, ele é o esposo da Virgem Maria, é o guardião de toda a Igreja Universal, o protetor de nossas famílias e de nossas casas. Por isso, o nosso coração, hoje, dá uma pausa na vivência quaresmal para celebrarmos, de forma solene, aquele que é o pai adotivo ou patrono de toda a Igreja.
Olhemos para José na perspectiva da salvação, aquele que é um colaborador no plano divino, sendo o responsável por cuidar da vida humana de Jesus, garantir que Ele tenha um pai, que tenha segurança, proteção, amor e ternura paterna. Como é necessária essa presença de José!
Deus é Pai e quis que Seu Filho tivesse um pai também aqui na Terra; e José cumpriu esse papel de forma sublime, ele se desdobrou para ser o pai do Filho de Deus, encarnado e humano no meio de nós.
José cuidou do outro tesouro precioso do coração de Deus, que é a Mãe de Jesus, a bem-aventurada, a sempre Virgem Maria. Ele foi o companheiro dela, foi seu protetor, seu amigo e, acima de tudo, seu irmão na fé. José foi aquele que esteve com Maria para ajudá-la a cuidar de Jesus, a ser a Mãe mais viva e mais presente na vida de Cristo, tendo um companheiro ao seu lado.
José é um homem puro, casto, justo e correto, é modelo de obediência a Deus acima de todas as coisas. A Igreja caminha na obediência a Deus, e tem em São José seu inspirador, seu modelo e patrono.
Olhemos para as famílias! Como precisamos da intercessão poderosa de São José para que as famílias tenham paz, saúde, proteção e, sobretudo, o consolo e a proteção divina!
Quando as coisas não estiverem bem, quando tivermos sinais desesperadores, quando não entendermos o que acontece em nossa vida, temos São José, o justo, aquele que se submete à vontade de Deus.
Homem de plena confiança em Deus, ensine nossos pais, ensine a cada um de nós a colocarmos somente em Deus a nossa confiança.
Valei-nos, São José!
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Busquemos sempre a graça da reconciliação

sexta-feira, 15 de março de 2019

 

A reconciliação verdadeira acontece quando procuramos ver e reaver os pensamentos que se perderam por falta de entendimento

Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão” (Mateus 5,23).
A Palavra de Deus que vem, hoje, ao nosso encontro provoca em nós profundas reflexões a respeito das nossas relações com o próximo, principalmente, em relação aos sentimentos negativos que, muitas vezes, tomam conta de nós.
Quem de nós nunca sentiu raiva? Quem de nós nunca se sentiu encolerizado, chateado e magoado com situações negativas que vivemos com o outro? Muitas dessas reações nos levam a nos fecharmos, a dizermos palavras duras – muitas vezes, pior do que duras –, palavras pesadas e malditas, palavras que, uma vez soltas, destroem os laços humanos.
A Palavra de Deus que vem hoje ao nosso encontro é uma palavra de restauração, purificação e reconciliação. Precisamos purificar o que está dentro de nós, cortar da nossa vida as palavras pesadas e malditas, os palavrões, xingamentos e as discussões cada vez mais duras que existem nas casas, nas famílias, onde um diz palavras pesadas para o outro e essas palavras se tornam malditas.
Jesus está dizendo: “Quem chamar o seu irmão de ‘Patife…’”, mas chamamos o irmão de coisas piores, de patife, de tolo e assim por diante. Precisamos purificar as palavras que saem da nossa boca em relação ao nosso próximo.
Quem se encolerizar, quem tiver raiva do seu irmão será réu em juízo. Não devemos ter muitas sentenças no juízo eterno de Deus para nos absorvermos. Precisamos, a cada dia da nossa vida, trabalhar as nossas cóleras, os ímpetos da nossa alma, porque não só matamos o outro com a nossa raiva como vamos também morrendo aos poucos por tantas raivas que acumulamos dentro de nós.
Precisamos trabalhar o interior, para que a alma seja mais serena para lidar com as negatividades dos relacionamentos. O ponto principal do Evangelho é a reconciliação. Não pense que o mais importante, quando vamos procurar Deus, seja levar a nossa oferta, porque a oferta sem um coração reconciliado não tem valor nenhum.
Nos exercícios que vivemos nesta Quaresma, dediquemos um tempo precioso, importante, sério e verdadeiro para buscarmos a graça da reconciliação. Não nos reconciliemos apenas confessando os pecados.
A reconciliação verdadeira é quando procuramos ver e reaver os pensamentos que se perderam por falta de entendimento, sobretudo, quando faltou humildade, quando o orgulho tomou conta dos relacionamentos.
Precisamos rever a forma como estamos vivendo e levando na vida essas situações. A misericórdia que nos perdoa é a mesma que nos impulsiona a vivermos reconciliados uns com os outros.

Deus abençoe você!


Cuidemos dos irmãos de Jesus

segunda-feira, 11 de março de 2019

A Palavra de hoje é um convite para que saiamos da acomodação na qual nos encontramos e cuidemos dos irmãos de Jesus

“Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mateus 25,40).

Hoje, Jesus está nos mostrando que seus irmãos são todos os menores. Ele não se refere aos menores de idade, mas aos sofredores, aos pobres e doentes, aos enfermos, os encarcerados, os que não têm roupa para vestir, aqueles que estão vivendo como peregrinos neste mundo.
Todas as vezes que cuidamos deles, estamos cuidando de Jesus como Ele precisa ser cuidado. O julgamento final é a retribuição pela justiça e pela misericórdia que praticamos nesta vida.
Muitas vezes, centramo-nos em amar Jesus. Nós O amamos no sacrário, na adoração, amamos Jesus ao falarmos palavras de amor para Ele: “Jesus, eu te amo. Jesus, eu te quero” mas, na verdade, não nos exercitamos em querer Jesus cuidando d’Ele.
Cuidar de Jesus é cuidar onde Ele está sofrendo, é dar pão a quem não tem o que comer, é dar roupa a quem não tem o que vestir, é visitar os nossos doentes e ver os nossos irmãos que estão presos, é abrir-se para acolher as pessoas que, muitas vezes, não têm onde se abrigar.
Neste tempo especial da Quaresma, tempo de conversão para a nossa vida, precisamos nos converter para as obras de misericórdia, praticar a misericórdia, ter um coração misericordioso como o de Jesus. Esse precisa ser o anseio da nossa alma e do nosso coração.
Não basta penitências que nos afastam disso e daquilo, de uma coisa que gostaríamos, precisamos aprender a fazer até aquilo que não gostamos, que não temos tempo ou opção de realizar.
É preciso encontrar na nossa prática cristã o encontro com Jesus nos pobres e sofredores. A Palavra de Deus, hoje, é um convite para que saiamos dessa acomodação que nos encontramos e cuidemos dos irmãos de Jesus. Os irmãos d’Ele estão nas ruas, nos hospitais, estão próximos a nós. Jesus está precisando ser cuidado e o jeito é cuidar dos Seus irmãos, porque eles são também nossos irmãos e somos filhos do mesmo Pai.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Quando olhamos para uma mulher, entendemos um pouco mais de Deus

sexta-feira, 8 de março de 2019

Ser mulher é ter atitude

“Exijo a sorte comum das mulheres nos tanques, das que jamais verão seu nome impresso e no entanto sustentam os pilares do mundo”.*
Oito de março, e lá vem aquela enxurrada de textos, vídeos e fotos exaltando o Dia Internacional da Mulher. Neste texto, quero refletir, porém, a partir de dois momentos da história que, sob meu ponto de vista, exalam a feminilidade nas suas raízes, sem afetação nem vitimismo, mas de maneira bem objetiva.
Em 8 de março de 1857, 129 operárias que buscavam melhores condições de trabalho entraram em uma fábrica em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e foram mortas em um incêndio a mando dos donos da fábrica. Essas mulheres eram exploradas no trabalho e tinham uma pauta legítima de reivindicação. Elas se mobilizaram, agiram, não deixaram para depois nem esperaram que algum anjo descesse do céu e alterasse aquela situação. Elas sofreram, mas não ficaram inertes ao sofrimento; morreram e mudaram a história, tanto que este fato se tornou mundialmente conhecido como o Dia Internacional da Mulher.
Quando olhamos para uma mulher, entendemos um pouco mais de Deus
Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Algumas várias centenas de anos antes, em Caná da Galileia, em uma festa de casamento, uma mulher percebe que o vinho, a alma da festa, acabou. Não é possível saber como Maria, a Mãe de Jesus, percebeu isso, já que o único evangelista que narra a história, João, não traz detalhes. Não sabemos se ela ouviu as reclamações dos convidados, se quis provar a bebida e não havia mais, se percebeu a movimentação dos empregados naquele local sem saber o que fazer. Isso é o que menos importa.
O essencial é reconhecer que Maria não foi espectadora daquela possível tragédia para um momento tão feliz como um casamento. Ela agiu. Sem alarde, sem desespero, mas de maneira objetiva e discreta, a mãe de Jesus comenta essa falta com seu filho. E mesmo em meio ao questionamento de Jesus, Maria toma outra atitude importante, de instrução dos que estavam servindo: “Fazei tudo o que ele vos disser!”, confiante de que Jesus agiria a partir do seu pedido.

Maria teve atitude

Sem que ninguém pedisse a ela, a festa nem era dela, mas certamente de alguém querido, afinal, no casamento, a gente convida pessoas queridas. Maria observa a situação e faz o que está ao seu alcance. Ela mobiliza quem pode resolver o problema. Essa mulher agiu e mudou a história daquele casamento, evitou o constrangimento dos noivos e o descontentamento dos convidados; de quebra, Jesus fez Seu primeiro milagre, transformando água em vinho.
Nas duas situações acima, a atitude das mulheres alterou o curso da história. Em ambas, podemos nos colocar no lugar dessas mulheres, trazendo suas histórias para o nosso cotidiano feminino. Será que estamos dispostas a buscar as condições ideais no trabalho, na família, nos relacionamentos, mesmo que haja adversidades? Temos a sensibilidade e a docilidade de agir quando percebemos que alguma situação precisa de nós, naquilo que sabemos e podemos fazer? Ou somos dos grupo que assiste ao bonde andando, ao trem descarrilhar, ao circo pegar fogo e, apáticas, queimamo-nos juntos?
As mulheres não devem se acomodar, ao contrário, elas conseguem perceber e se compadecer de situações de uma maneira genuína, própria da feminilidade. Inclusive, um dos discursos do Papa Francisco nos alerta que “a mulher tem uma sensibilidade particular pelas coisas de Deus, sobretudo, para nos ajudar a compreender a misericórdia, a ternura e o amor que Deus tem por nós.”

Misericórdia, ternura e amor

Ao olharmos para as mulheres, conseguimos entender um pouco mais de Deus. Quando falamos que Deus é misericórdia, ternura e amor, ou seja, que Ele tem piedade, compaixão e solidariedade para conosco, fica mais fácil entender se observarmos aquelas mães que fazem de tudo pelos seus filhos, que não desistem, que estão sempre prontas a perdoar os erros deles, suas malcriações e também dispostas a dar a mão toda vez que a criança (ou o adulto, seu filho ou não) cai.
Não somos iguais aos homens. Somos diferentes. Nem melhores nem piores. Temos papéis diferentes, e nos completamos. Precisamos ser mulheres de atitude, sem esperar que outros façam por nós o que nós devemos fazer. Para isso, esteja atenta ao seu redor, às suas necessidades, da sua família, dos seus colegas de trabalho e amigos, e aja conforme a sua possibilidade. Eu não sei qual é a sua situação, mas cada dia é um novo dia com seus desafios, suas urgências e seus imprevistos. Peça a Deus, diariamente, que você tenha sabedoria para discernir todas as situações em que você deve agir, e agir rápido.
Que, neste 8 de março, e em todos os demais dias do ano, nós mulheres saibamos agir em favor do bem, da beleza e da verdade. Que os homens nos honrem, cuidem de nós e nos valorizem; e que Deus nos abençoe nesta jornada feminina, cada uma com a sua particularidade e vocação de vida, rumo ao céu.
Feliz Dia da Mulher!

Fonte: Canção Nova

Referências:
*retirado do poema Dolores, no livro Poesia Reunida, da poetisa mineira Adelia Prado.

O que é a Quaresma?

quinta-feira, 7 de março de 2019

Assista ao vídeo com Padre Xavier sobre o que é a Quaresma

A Quaresma é um tempo especial da liturgia, onde nos preparamos para viver bem a Semana Santa e o Tríduo Pascal –Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
Esse tempo, para aqueles que não são batizados, é o tempo próprio de preparação; e para os que já são batizados, é um tempo de recuperação das disposições do seu coração. Então, é um tempo de ascese para quem já é batizado, um tempo de penitência, e um tempo de conhecimento e grande conversão para aquele que se prepara.
Liturgicamente, a Quaresma se encerra na Quinta-feira Santa, e logo depois se inicia o Tríduo Pascal.
Padre Xavier, da Comunidade Canção Nova, faz uma reflexão sobre esse tempo litúrgico chamado Quaresma, que a Igreja propõe para vivermos. Assista ao vídeo para entender melhor!


Qual é o convite que a Quarta-feira de Cinzas nos faz?

quarta-feira, 6 de março de 2019

Entramos no tempo da Quaresma com a Quarta-feira de Cinzas, período que antecede a Semana Santa

Ocasião de nos prepararmos para a maior de todas as celebrações da Igreja: a Ressurreição de Cristo, nossa Páscoa. E este tempo de preparação se inicia, hoje, na Quarta-feira de Cinzas. Na celebração deste dia, cinzas são colocadas na nossa cabeça ou na testa para que nos lembremos de onde viemos e para onde vamos: “Como um pai tem piedade de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem, porque ele sabe de que é que somos feitos, e não se esquece de que somos pó” (Sl 102,14).
Este é um tempo favorável a nós. Mas para que possamos ressuscitar com Cristo, talvez seja necessário mudarmos a direção da nossa vida. Por isso, no momento em que recebemos as cinzas, ouvimos o seguinte versículo bíblico: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (cf. Mc 1,15). Mas vamos, antes, entender onde está situado esse importante alerta de conversão.

Assista ao vídeo:

 

No Evangelho de São Marcos, esse trecho está no capítulo 1 (um). O livro tem uma abertura, na qual apresenta o objetivo principal do Evangelho: a afirmação de que Jesus é o Filho de Deus (1,1). Segue com a apresentação de João Batista (1,2-8). No versículo 9, Cristo aparece, pela primeira vez, no Evangelho para ser batizado por João (1,9-11). Por fim, Ele passa 40 dias no deserto onde é tentando pelo demônio (1,12-13).
No Evangelho de São Marcos, todas essas passagens são apresentadas sem que se ouça a voz de Jesus. Todos os diálogos d’Ele, nessas cenas que conhecemos de outros Evangelhos, São Marcos suprime. A primeira fala de Jesus colocada por esse evangelista é a primeira pregação feita pelo Mestre, e é sobre conversão: “Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus e dizia: ‘Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; convertei-vos e crede no Evangelho’” (Mc 1,15).

Essa primeira fala de Jesus, no Evangelho de São Marcos, pode ser divida em três partes:

1) Cumpriu-se o tempo – a espera das promessas do Antigo Testamento relacionadas à vinda do salvador acabou, pois, Ele está no meio de nós.
2) O Reino de Deus está próximo – este reino é o próprio Jesus. Ele que vem ao encontro de cada um de nós.
3) Convertei-vos e crede no Evangelho – mas para que nós experimentemos essa presença real de Jesus, para que vivamos o Seu reino, precisamos de conversão.
Converter-se significa mudar de caminho. É necessário assumir o caminho proposto no Evangelho, que é o próprio Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Cf. Jo,14,6).
Assim, começamos a Quaresma na Quarta-feira de Cinzas, ouvindo, segundo o Evangelho de Marcos, a primeira pregação de Jesus, um convite à conversão. Um convite para que, nestes 40 dias, possamos refletir por quais caminhos temos andado. Um convite para conhecermos e seguirmos pelo caminho que é o próprio Cristo. Um convite para, no caminho que é Cristo, encontrarmos uma vida nova, a ressurreição.



 

O dom da alegria - Carnaval é tempo de alegria também para o cristão

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A alegria do Carnaval

Nem sempre essa festa foi sinônimo de desregramento, pois a palavra Carnaval vem de currus navalis, o que significa que entre os gregos e romanos era feito um desfile em torno de um enorme carro em forma de navio, o qual era dedicado ao deus Dionísio ou Baco. Depois dos gregos, entre os romanos e os antigos celtas e germanos, havia solenidades pela entrada do ano civil.

Quando surgiu o Cristianismo, este deparou-se com tais comemorações, as quais, inclusive, tinham um caráter penitencial, ou seja, os pagãos queriam expiar faltas cometidas no ano anterior. “A Igreja procurou dar uma nova mentalidade a tais festas, expurgando toda mitologia e superstição, bem como a orgia, que, muitas vezes, predominava”, diz o Cônego José Geraldo (cf. cleofas.com/carnaval).

A alegria do Carnaval
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A Igreja, então, colocou o Carnaval em seu calendário, antes da Quaresma, para que, anterior ao tempo de penitência em que fazemos memória ao Cristo, o qual peregrinou pelo deserto e privou-se das necessidades de Seu corpo, os cristãos tenham um período de gozo e festa pelos dons da alegria e dos prazeres lícitos dados por Deus.

Percebemos assim, que o grande problema das festas de Carnaval de hoje não está no anseio das pessoas pela alegria, mas nos excessos e na permissividade que praticam.

A capacidade de sentir sabores, ter sensações, o riso, a dança, a celebração, a sociabilidade… Tudo isso é lícito perante a lei do Senhor e agrada muito a Ele ver Seus filhos podendo desfrutar a felicidade nessas formas. Encontramos, na Sagrada Escritura, o incentivo do Altíssimo para todos essas atividades.

Desvirtuação dos valores e da moral


Contudo, o que acontece nos eventos de Carnaval é quase sempre a desvirtuação dos valores e da moral, sem contar as ofensas a Deus.

Neste Carnaval, antes de decidir para onde vai ou o que vai fazer, devemos nos questionar: “O ambiente que pretendo ir promove, de alguma forma, a promiscuidade, o adultério e a dissolução da moral?”, “As demais pessoas que lá estarão, incluem Jesus Cristo em suas atividades?”, “Serei tentado a desrespeitar os mandamentos do Senhor?”.

Graças a Deus, existe a opção de vários retiros espirituais pelo nosso país, nos quais encontramos, além de intimidade com Deus em orações, pregações, adorações, muita música de qualidade, bailes, diversão, amigos e, quem sabe, boa comida, cores e luzes.

A personificação da felicidade


O cristão não é um alienado no mundo, não vive recolhido em penitência como é a imagem que muitos têm de nós. Pelo contrário, somos pessoas que se encontram com a felicidade em Pessoa, pois Cristo é a personificação da felicidade!

O Carnaval é o tempo que a Igreja nos deu para celebrarmos o dom da alegria de forma virtuosa, encontrando toda a graça de sermos seres humanos por meio das coisas boas que trazem sabor à vida.

É bom celebrarmos agora, para melhor adentrarmos na Quaresma depois.

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus. Tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar” (Ecl 3,1-4).

Deus abençoe seu Carnaval!

É papel do cristão acolher e cuidar das crianças

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

 

Há uma multidão de crianças que precisam de nós, tornemo-nos servos! 

“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas Aquele que me enviou” (Marcos 9, 37).

O Evangelho de hoje trás muitos ensinamentos do Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas pegarei aquele que é essencial: quem quiser se tornar o primeiro, o maior: torne-se servo, o último de todos.

É uma lição para a vida. Pois, num mundo de competições, (onde vale quem é o mais lembrado, quem se sente grande) o discípulo de Cristo não pode buscar as grandezas do mundo. O que enobrece um discípulo de Cristo é saber servir ao outro; é a vida da humildade — a “pequena via”—  como nos ensina Santa Teresinha do Menino Jesus.

A pequena via, na verdade, é o caminho da alma que se contenta com as coisas pequenas e não está em busca das grandezas humanas. O caminho da pequena via é se fazer criança. A criança que se conforma com a beleza da existência, que não se deixa levar pelo orgulho, pelas vaidades da vida.

Por isso, Jesus pega uma criança, a coloca no meio deles e lhe abraça. Abraçar uma criança quer dizer abraçar a pureza, abraçar a via e o caminho da humildade. “Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, é a Mim que estará acolhendo”.

Somos hoje chamados pela Palavra de Deus não só a converter o nosso coração para a pureza, para a inocência, para os valores que as crianças nos ensinam a viver, mas também, somos chamados a acolhê-las e jamais as desprezar.

Pense em quantas crianças precisam do nosso amor, acolhimento e ajuda. Não pense só nas crianças que são seus filhos, as acolha em primeiro lugar. Mas saibamos que, no mundo em que vivemos, há uma multidão enorme de crianças que não têm infância, não têm o que comer, como estudar e nem como viver.

É papel nosso, cristãos e discípulos do Mestre Jesus, acolher, ajudar, encaminhar e cuidar das nossas crianças. Todas a vezes que assim fizermos, estaremos cuidando, acolhendo e amando o Mestre Jesus.

Deus abençoe você!            

Fonte: Canção Nova

Existe relação entre o carnaval e o Cristianismo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O carnaval surgiu antes do Cristianismo? 

Vários autores explicam que o nome “carnaval”, a partir da palavra latina “carne vale”, isto é, “adeus, carne” ou “despedida da carne”, significa que, nesta festa, o consumo de carne era considerado lícito pela última vez, antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, ou seja, suspender ou retirar a carne.
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Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
O Papa São Gregório Magno (590-604) teria dado ao último domingo, antes da Quaresma (domingo da Quinquagésima), o título de dominica ad carnes levandas, o que teria gerado “carneval” ou “carnaval”.
Já um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs dessa festividade. Entre os gregos e romanos, costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, festa que chamavam em latim de currus navalis, cujo significado, em português, é nave carruagem, de onde teria vindo a forma carnavale. Não é fácil saber a real origem do nome.

Fantasias e alegorias são anteriores à era cristã

As mais antigas notícias do que hoje chamamos de “carnaval” datam, como se crê, do século VI antes de Cristo, na Grécia. Há pinturas gregas em vasos, com figuras mascaradas, desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias certamente anteriores à era cristã.
Outras festividades semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno.
Eram festas religiosas dentro da concepção pagã e da mitologia, cuja intenção era a de, com esses ritos, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior, e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano.
Para exprimir o cancelamento das culpas passadas, por exemplo, encenava-se a morte de um boneco, o qual, depois de haver feito seu testamento e um transporte fúnebre, era queimado ou destruído. Em alguns lugares, havia a confissão pública dos vícios.
A denúncia das culpas, muitas vezes, tornava-se algo teatral, como o cômico Arlequim, que, antes de ser entregue à morte, confessava os seus pecados e os alheios.

Festividades carnavalescas

Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro entre outros. As religiões ditas “de mistérios”, provenientes do Oriente, muito difusas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Essas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou ainda “lupercais”.
Como essas demonstrações de alegria, tornaram-se subversivas da ordem pública, o Senado Romano, no século II a.C., resolveu combater os bacanais e seus adeptos foram acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.
Essas festividades populares podiam ser no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano) ou outras datas religiosas pagãs.

Transformar o carnaval com princípios do Evangelho

Quando o Cristianismo surgiu, já encontrou esses costumes pagãos. Como o Evangelho não é contra as demonstrações de alegria, desde que não se tornem pecaminosas, os missionários, em vez de se oporem formalmente ao carnaval, procuraram cristianizá-lo, no sentido de depurá-lo das práticas supersticiosas e do mitológico.
Aos poucos, as festas pagãs foram sendo substituídas por solenidades do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro).
Por fim, as autoridades da Igreja parecem ter conseguido restringir a celebração oficial do carnaval aos três dias que precedem a Quarta-feira de Cinzas. Portanto, a Igreja não instituiu essa festa; ela teve, porém, de reconhecê-la como fenômeno existente, para isso, procurou subordiná-la aos princípios do Evangelho.
A Igreja procurou também incentivar os retiros espirituais e a adoração das “Quarenta Horas” nos dias anteriores à Quarta-feira de Cinzas; sobretudo, fortaleceu a Quaresma.

Fonte: Canção Nova

Faça do Carnaval um espetáculo diferente em sua vida

Daremos um espetáculo diferente, mas transformador

Nosso povo gosta de festas e de se divertir, como os dias passados nos mostraram o ensaio de Carnaval, ou tudo o que acontecerá neste final de semana e até a terça-feira. Em muitos lugares, esta é uma ocasião para espalhar pelas ruas as críticas sociais, inclusive aos políticos que nós mesmos elegemos e cujos nomes até já escaparam de nossa memória.
Para tantas pessoas, carnaval é tempo para desafogar as mágoas acumuladas, para “tudo acabar na quarta-feira”. Não pouca gente abusará de bebidas, drogas, sexo desenfreado. Pode acontecer que aumente a violência, os crimes e acidentes se multipliquem. Para muitas famílias, é ocasião para uma agradável viagem, cultivo do relacionamento, descanso sadio.
[15:56:52] Elisangela: Faça do Carnaval um espetáculo diferente em sua vida
Por todo o Brasil multiplicam-se ainda os encontros e retiros espirituais, nos quais uma porção considerável da população se dedica à oração, escuta e meditação da Palavra de Deus, formação e um pouco de diversão, sem os excessos correntes. Seja qual for a opção que fizermos, é bom pensar nas consequências, a fim de que o último dia de carnaval não deixe o gosto amargo do pecado, pois o divertimento é legítimo e importante!
O sadio equilíbrio no uso do tempo indica que deveríamos dividir em três partes o tempo do dia que nos é dado pelo Senhor, a saber, oito horas para o trabalho, oito horas para o sono e oito horas para outras atividades. Certa vez, um sábio Diretor Espiritual me aconselhou dedicar pelo menos a décima parte das vinte e quatro horas do dia à oração, em suas várias formas, como um dízimo diário a ser devolvido ao Senhor, para não acumular atividades que esgotem as capacidades humanas e não correspondam à grande dignidade com que Deus nos criou.
Certamente existem outras propostas para a organização do tempo, a serem seguidas de acordo com os valores que norteiam a vida das pessoas. Homens e mulheres muito santos e equilibrados foram capazes de fazer muito e com competência, nas respectivas áreas de atividades e competência, aprendendo e ensinando, ao formar discípulos na arte do bem viver, a disciplina pessoal, o uso adequado das forças físicas, o sustento da mente que passa pelos bons pensamentos, boas leituras e bons ambientes.
Por outro lado, quantas foram as vezes em que nos foi recomendado não perder tempo, fugir da ociosidade, que é mãe de tantos vícios, planejar, rever, avaliar, reconhecer com humildade e realismo os erros e acertos, pedir perdão, recomeçar! São atitudes humanas a serem fecundadas com a unção de uma vida cristã autêntica, que não cancela, mas revigora, tudo o que é “de gente”.
Permitamo-nos verificar de forma crítica o que atualmente nos é oferecido, por exemplo, pelos Meios de Comunicação. Se temos excelentes jornalistas e analistas da situação social e política, no entretenimento nosso país vive uma estação fraca de bons humoristas. Não sei se existe hoje um programa televisivo nesta área que possa ser visto sem que pelo menos um pouco de vergonha apareça em nosso rosto. Pena é que muitas vezes as pessoas prefiram ficar “amarelas” de acomodamento ou de omissão!
E que dizer do atual e deprimente espetáculo de pornografia deslavada que entra em nossas casas durante este período do ano, com um programa cujo nome nem merece ser citado por quem deseja cultivar um mínimo de dignidade. E a participação do público votante nas várias etapas não é melhor do que vem diretamente do meio de comunicação.
Podemos ampliar o leque, se quisermos fazer um levantamento dos filmes e novelas disponíveis. Como se sabe que sexo e violência “vendem”, continua a exploração das várias faixas da população, todas envolvidas até transbordarem em moda, trejeitos, costumes de vida.

Seríamos nós da Igreja adeptos da censura?

Seríamos nós da Igreja adeptos da censura? Desejaríamos fazer uma cruzada pelo bem vestir, o bem falar e o bem agir? Interessa-nos uma camisa de força a ser oferecida aos pais e mães? É claro que este não é o caminho.
Certa vez, Papa Francisco perguntou com sabedoria: “O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invasiva dos pais, mas ao contrário a sua ausência, o seu afastamento. Por vezes os pais estão tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho ou então nas próprias realizações pessoais, que se esquecem até da família. E deixam as crianças e os jovens sozinhos. Muitas vezes perguntava aos pais se brincavam com os seus filhos, se tinham a coragem e o amor de perder tempo com os filhos. E a resposta era feia, na maioria dos casos: ‘Mas, não posso, porque tenho tanto trabalho’. E o pai estava ausente daquele filho que crescia, não brincava com ele, não, não perdia tempo com ele…
Gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos estar mais atentos: a ausência da figura paterna da vida das crianças e dos jovens causa lacunas e feridas que podem até ser muito graves. Com efeito os desvios das crianças e dos adolescentes em grande parte podem estar relacionados com esta falta, com a carência de exemplos e de guias respeitáveis na sua vida de todos os dias, com a falta de proximidade, com a carência de amor por parte dos pais.
É mais profundo de quanto pensamos o sentido de orfandade que vivem tantos jovens. São órfãos na família, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado pelas palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida das quais precisam como do pão… É verdade que deves ser companheiro do teu filho, mas sem esquecer que és o pai! Se te comportas só como um companheiro igual ao teu filho, isto não será bom para o jovem… E vemos este problema também na comunidade civil.
Os jovens permanecem órfãos de caminhos seguros para percorrer, órfãos de mestres nos quais confiar, órfãos de ideais que aqueçam o coração, órfãos de valores e de esperanças que os amparem diariamente. Talvez sejam ídolos em abundância mas é-lhes roubado o coração; são estimulados a sonhar divertimentos e prazeres, mas não lhes é dado trabalho; são iludidos com o deus dinheiro, mas são-lhes negadas as verdadeiras riquezas” (Audiência Geral do dia 28 de janeiro de 2015). A resposta do Papa é uma luz impressionante, para que ninguém se lamente, como muitos pais e mães o fazem em nossos dias.
Parece um refrão repetido, mas não há outra estrada, senão começar em casa, de novo, a formar, educar para as escolhas a serem feitas, ensinar a rezar, amar de verdade. E um caminho simples é o da vivência da Palavra de Deus, pouco a pouco, sem pressa. Daremos um espetáculo diferente, quem sabe, silencioso, mas transformador. Comece de novo em casa!

Fonte: Canção Nova

O que eu preciso para ser feliz?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Se você deseja ser realmente feliz, talvez seja a hora de deixar os atalhos e retomar o caminho

A maneira como cada pessoa vive é uma coisa que sempre chamou minha atenção. Recordo-me de que, quando era criança e tinha a oportunidade de viajar, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era ficar olhando as casas ao longo da estrada e imaginando quem morava nelas e como era a vida daquelas pessoas. Os anos se passaram, já viajei por outros países, mas isso não mudou: é observando as pessoas que aprendo a viver.
O que eu preciso para ser feliz?
Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com

Encanta-me o fato de sermos tantos no planeta, e, mesmo assim, não existir ninguém igual a ninguém. Parece que quanto mais a tecnologia avança nas descobertas científicas, tanto mais fica claro o quanto o ser humano é complexo, misterioso e, ao mesmo tempo, encantador. Basta ficarmos parados em um ponto onde circulam muitas pessoas, por exemplo, que rapidamente identificamos diversos tipos de comportamentos. Vemos pessoas apressadas, sorridentes, pessoas serenas, alegres e também pessoas sérias, tristes e preocupadas. Sem contar com as cores e estilo próprio que cada um expressa nas roupas, no cabelo e no jeito de ser. Soma-se a isso também o universo que cada um de nós carrega no interior e as constantes mudanças que nossos hormônios provocam nos desafiando constantemente a lidar com a arte de viver.
Há dias em que estamos de bem com a vida e conseguimos superar os desafios com leveza. Somos gentis, sorrimos e dizemos palavras doces até mesmo com quem nos tenta ofender. Mas nem sempre é assim, existem também dias cinzentos em que o mundo parece que vai desabar a qualquer hora, e uma “certa” angústia rouba nosso sorriso. Nada parece bom e até evitamos as pessoas com medo que nos magoem ainda mais.
Porém, é bom lembrar que tudo passa! Os dias coloridos e os dias cinzentos passam, e a vida segue e nós precisamos seguir também, pois o tempo é breve. Aliás, o tempo é breve mesmo ou nós é que não estamos sabendo lidar com ele? A pressa constante e o desejo de estar em todos os lugares ao mesmo tempo tem nos nos empurrado sutilmente para o abismo da “felicidade instantânea” que pode resultar na falta de sentido.
A tecnologia que colabora com o progresso, colocando o mundo praticamente na palma da nossa mão, não pode nos condicionar a vivermos no automático. Aqui vale o adágio: “com gente é diferente”, e precisa ser diferente! Nós somos movidos a afeto, temos necessidade de presença, abraços e mãos que nos apoiem enquanto caminhamos. É bom lembrarmos que, embora desempenhemos papéis diferentes, de alguma maneira estamos interligados e precisamos uns dos outros para sermos verdadeiramente felizes. O isolamento, que na maioria dos casos é provocado pelo medo de amar, tem levando muita gente a fazer opção por relações superficiais e interesseiras, que, em vez de edificar, acabam desgastando a pessoa.
Portanto, se você deseja ser realmente feliz, talvez seja a hora de deixar os atalhos e retomar o caminho. A meu ver, o primeiro passo é empenhar-se no cultivo de profundas relações afetivas. Ouse ir ao encontro das pessoas e ofereça amor, simplesmente, porque deseja amar e sabe que precisa amar. Se tiver a coragem de agir assim, tenho a certeza de que não precisará ir muito longe, pois, no trabalho, na rua, nos orfanatos e até mesmo dentro de nossas próprias casas, existem pessoas sedentas de amor.
O segundo passo, não menos importante que o primeiro, é buscarmos Deus de todo coração! Reencontrando Deus, você se encontra com si mesmo e começa a perceber o sentido da vida e de cada acontecimento de um jeito totalmente novo. As práticas de piedade, a participação dos sacramentos e, é claro, tudo isso, unido à firme decisão de mudar de vida, irão lhe conduzir ao encontro da felicidade que você tanto procura. Coragem, dê o primeiro passo, que Deus o ajudará a seguir em frente!

Fonte: Canção Nova

Para todos a reposta de Cristo é uma só: a ressurreição gloriosa

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

 Sigamos a Cristo em Sua Paixão, assim poderemos segui-Lo em Sua glória  

“Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias” (Marcos 8,31).

No evangelho de hoje, vemos a profissão de fé do apóstolo Pedro. É ele quem professa que Jesus é o Messias: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Cristo é o Messias, Ele é o filho do Deus vivo. E, o que não podemos querer é separá-Lo da Sua Cruz; não podemos separar a vida humana do mistério da Cruz, presente na vida de cada um de nós.
Cristo não fala do Messias glorioso, Ele fala do Messias servo e sofredor. Aquele que veio assumir a nossa humanidade e carregar todos os nossos sofrimentos com Ele e n’Ele. Jesus disse que o Filho do Homem devia sofrer muito. E quanto sofrimento há na vida humana! Há pessoas que sofrem até demasiadamente. Por isso, Jesus se associa àqueles que sofrem muito na sua humanidade. Ele carrega todo o sofrimento humano n’Ele.
Cristo Jesus é rejeitado. A rejeição é outra característica da Cruz, da existência humana. Somos rejeitados por várias situações da vida, quando não somos acolhidos, amados. E quantas pessoas são rejeitadas do convívio social! Seja por preconceito, discriminação; seja por não serem amadas ou devido a sociedade ser mesmo seletiva. E nós, muitas vezes, nos tornamos pessoas seletivas até na fé, e acabamos rejeitando a outras pessoas.     
Cristo é Aquele que acolhe a todos os rejeitados, e a rejeição humana paira sobre Ele. A rejeição provoca chagas, dores, é um sofrimento terrível para a alma humana. A dor da rejeição é uma das dores mais cruéis, só quem sofre o preconceito e a discriminação sabe o quanto dói toda espécie de rejeição.
O Filho do Homem deve ser morto. A morte é uma condição inerente à existência humana. Todos nós queremos, de uma forma ou de outra, fugir dela, mas Cristo, não. Pois, Ele abraça a morte como aquela que é a porta para a vida. Ele sabe que muitos sofrem ou morrem de forma indigna, de forma cruel, de forma desumana; e muitos morrem porque outros provocam a morte deles.
A morte de Cristo, também, é provocada; ela é imputada a Ele. Muitas pessoas, também, são imputadas a morrerem nos hospitais; por falta de cuidados; crianças que morrem cedo; e Cristo abraça a todos aqueles que morrem e sofrem.    
Mas para todos, sejam àqueles que sofrem muito, os rejeitados; sejam para os que morrem nas diversas situações da vida, a resposta de Cristo é uma só: a ressurreição gloriosa. Assim como Ele ressuscitou, Ele nos diz que tudo o que sofremos, passamos, não é para finalizar na morte ou no sofrimento e, menos ainda, na rejeição. O capítulo final daqueles que são discípulos de Cristo é a ressurreição gloriosa. Então, sigamos a Cristo em Sua Paixão, para que possamos, também, segui-Lo em Sua glória.   

Deus abençoe você!           
 
Fonte: Canção Nova   

Reciprocidade: vamos falar sobre troca de sentimentos?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019


Reciprocidade é a base para todo bom relacionamento

Reciprocidade: uma palavra que não ouvimos muito dizerem por aí, mas que se faz presente ao longo de nosso dia a dia e de nossa vida. Reciprocidade ou troca, mutualidade, correspondência… Vamos falar sobre a troca dos bons sentimentos.
Quando ouvimos a expressão “A vida é uma via de mão dupla”, isso fala um pouco dessa troca, desse sentimento presente em nossa rotina. Um agradecimento, uma gentileza trocada, um diálogo cheio de confiança entre as partes, um sentimento de simpatia e carinho mútuo.
Reciprocidade: vamos falar sobre troca de sentimentos?
Foto ilustrativa: Hakase_ by Getty Images

A reciprocidade é importante, pois funciona como uma base, um apoio nos relacionamentos, sejam eles amorosos, profissionais ou sociais. E o sentimento precisa vir do coração, ser genuíno. A recíproca realmente precisa ser verdadeira. As pessoas precisam de laços verdadeiros e relações mais sinceras. A vida corrida, a pressão do imediato, os relacionamentos virtuais, tudo tende a levar as pessoas para um afastamento do calor humano, das conversas e trocas de sentimentos, de gestos trocados, de olho no olho.
Realmente, gentileza gera gentileza, amor gera amor. confiança gera confiança, e por aí vai… Mesmo que, ao longo da vida, decepcionemo-nos com as pessoas e situações, vale a pena nos abrirmos para as coisas boas, gerarmos dentro de nosso coração os bons sentimentos que acabam por ‘escapar’ em nossas ações. Tudo isso contagia as pessoas e os ambientes onde estamos. É uma troca, uma troca real, um dar e receber. Uma mão dupla.
Para viver esse sentimento na prática, podemos tomar algumas atitudes concretas como buscar ser uma pessoa melhor, trabalhar as emoções e os sentimentos bons, desenvolver hábitos que contagiem como sorrir mais, agradecer, cumprimentar… Coisas pequenas e simples, mas que têm grandes efeitos.
Nos relacionamentos, a reciprocidade precisa estar presente tanto nas amizades quanto no namoro e casamento. Não dá para construir uma relação sem a troca de sentimento. As pessoas podem ser diferentes na personalidade, como, por exemplo, uma ser mais tímida e a outra mais extrovertida, mas se no coração há o sentimento recíproco, o amor e o respeito, o relacionamento têm base, tem onde se apoiar. É como uma estrutura de duas pernas, se uma está quebrada ou falta, tudo desmorona.
Os relacionamentos precisam ser inteiros, com trocas mútuas de amor, fidelidade e respeito. Não é utopia. Não é irreal. É verdadeiro, acontece. E começa dentro de cada um de nós. Começa em você e se espalha como sementes ao  vento. E o primeiro a colher os frutos dos bons sentimentos recíprocos somos nós mesmos.

Fonte: Canção Nova

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