A Palavra de Deus transforma o nosso coração

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Não dá para andar com o coração repleto de ressentimentos e mágoas, semeando o ódio, colocando as pessoas umas contra as outras

Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática” (Lucas 8,21).

É uma grande graça fazermos parte da família de Jesus, sermos família com Ele, tornarmo-nos cada vez mais familiarizados com a vida d’Ele. Qual é o caminho para que sejamos familiares, próximos e íntimos de Jesus?
A primeira coisa é ouvir a Palavra de Deus todos os dias da nossa vida. Quando ouvimos a Palavra de Deus, ela vai penetrando o nosso ser, o nosso coração; ela vai transformando os sentimentos da nossa alma e os pensamentos da nossa cabeça.
A Palavra de Deus tem o poder de nos transformar, por isso o grande esforço do nosso ser cristão é para ouvir Jesus, é para ouvir a Sua Palavra. Não escutemos a Palavra de Deus de qualquer jeito nem façamos de qualquer jeito a nossa relação com a Palavra. A primeira característica de um discípulo é a sua relação e intimidade com ela, porque, quando a escutamos, ela realiza a ação de Deus em nossa vida.
A segunda característica é que um discípulo coloca em prática aquilo que ele ouve, pois não basta ouvir, é preciso praticar o que o Senhor nos ensina a viver, é preciso um esforço com o auxílio e a graça do Espírito, para que a Palavra transforme o nosso comportamento, o nosso pensamento e os nossos sentimentos. Precisamos ser concretos.
Muitas vezes, temos pensamentos errados. A própria humildade vai nos demonstrar que nem tudo aquilo que pensamos é pensamento de Deus, pelo contrário, estamos repletos de pensamentos humanos, que colhemos no mundo. Os nossos pensamentos precisam ser transformados com a força da Palavra de Deus, pois estamos com sentimentos em nosso coração que não correspondem aos sentimentos d’Ele. Somos humanos, mas a Palavra transforma a nossa humanidade pela graça divina.
Não dá para andar com o coração repleto de ressentimentos e mágoas, semeando o ódio, colocando as pessoas umas contra as outras. Quando a Palavra penetra em nós, podemos até ter raiva de alguém, mas ela é capaz de arrancar a raiva, e somos capazes de mudar aquilo que pensávamos em relação ao outro.
Para sermos familiares a Jesus, precisamos ter familiaridade com Sua Palavra, capacidade de escuta, colocar-se na posição daquele discípulo que está ouvindo o Mestre falar e depois responde: “É assim que vou fazer. É isso que vai mudar na minha vida. Vou lutar e batalhar”.
O discípulo de Jesus vive uma metanoia e uma conversão constante, é aquele que se permite, dia a dia, com a humildade do coração, ser transformado e convertido pela Palavra que vem do Senhor.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Reflexões da Bíblia com padre Arlon Cristian

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

 

Reflexão do mês da Bíblia sobre João Batista


O mês da Bíblia reforça para os cristãos a importância de conhecermos os ensinamentos deixados por Jesus através dos livros do Antigo e Novo Testamento.

O sacerdote da Comunidade Canção Nova padre Arlon Cristian, que hoje se encontra na Casa de Missão da Canção Nova na Terra Santa, fez uma série de vídeos reflexivos sobre a Bíblia.

1º episódio


Neste primeiro episódio da série, padre Arlon traz uma reflexão sobre João Batista, o precursor de Jesus Cristo, lendo o Evangelho de São Lucas 1,57-66:

“Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. Mas sua mãe interveio: Não, disse ela, ele se chamará João. Replicaram-lhe: Não há ninguém na tua família que se chame por este nome. E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse. 63.Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: João é o seu nome. Todos ficaram pasmados. E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judeia. Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele”.

Reflexão da Bíblia sobre a Virgem Maria 

 

A segunda reflexão da Bíblia com padre Arlon Cristian é sobre a Virgem Maria

Neste segundo vídeo de reflexões sobre o mês da Bíblia, o sacerdote da Comunidade Canção Nova padre Arlon Cristian visita a Basílica da Anunciação, na Terra Santa, reforçando a importância e o papel da Virgem Maria na história de salvação.

2º Episódio

Padre Arlon destaca a importância de rezarmos a “Ave- Maria”, pois é por meio dessa oração que podemos contemplar Nossa Senhora e ver a revelação de Deus a Maria.

Fica a dica

Faça a leitura da Palavra de Deus e veja como é importante sermos fiéis aos ensinamentos de Jesus, assim como Maria deu seu ‘sim’ ao Anjo Gabriel, que também possamos fazer esse gesto de obediência ao Senhor.
“Devemos, neste mês da Palavra, nós que somos filhos de Maria, pedir a graça do ‘sim’ de fazer a vontade de Deus. O anjo visitou Nossa Senhora, por isso, quero pedir que ele também visite você. Não um anjo com asas, mas sim que uma pessoa o visite, ou seja, um anjo de Deus, e que você possa dizer ‘sim’ a vontade do Senhor”, disse padre Arlon.


Partilha da Palavra: a visita de Maria a sua prima Isabel 

A terceira reflexão com padre Arlon é sobre Maria e sua prima Isabel

Neste terceiro vídeo de reflexões sobre o mês da Bíblia, o sacerdote da Comunidade Canção Nova, na Terra Santa, padre Arlon Cristian nos convida a continuar a reflexão sobre a Virgem Maria.

3º Episódio

Padre Arlon faz uma breve reflexão sobre o que Maria fez após a anunciação do Anjo Gabriel. Ela se dirigiu para a casa de sua prima Isabel. Logo no momento que chegou, a criança, que estava no ventre da sua prima, pulou, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
Essa passagem bíblica nos reforça a importância da vida desde o ventre materno como destaca padre Arlon: “Quem contou para Isabel que Maria estava grávida? Ela acabou de sair de Nazaré e o menino Jesus tinha duas semanas de vida no máximo, ou seja, 11 dias, do tamanho de um grão de arroz! Essa passagem também é contra o aborto, pois, com 11 dias, já tem vida, e Isabel já chama Maria de mãe, a Mãe do Meu Senhor”.

Fica a dica

Após esta reflexão da Palavra de Deus, que cada um de nós também possamos pedir a graça de sermos tocados pelo Espírito Santo.
Leia mais:
.: A leitura da Bíblia transforma radicalmente a vida de um jovem

Fonte: Canção Nova




Busquemos seguir Jesus

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

 

Seguir quer dizer deixar o que estamos fazendo de errado para irmos atrás de Jesus 


Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mateus 9,13).

Hoje, celebramos a festa do apóstolo São Mateus. Talvez, gostemos muito de Mateus por causa do Evangelho, tão rico são os conteúdos e ensinamentos que este evangelista deixou para nós. Hoje, a Palavra, a Liturgia e a Igreja nos convidam para olharmos para Mateus, o convertido e muito amado por Jesus.

Mateus estava na coletoria de impostos; em outras palavras, ele estava no campo do pecado, porque era tido como pecador, pois cobrava impostos. Ele estava no seu trabalho, mas realizava muitas coisas desonestas; ele cobrava impostos indevidos e duros para aquele povo.

Não importa onde nós estamos nem o que estamos fazendo, é Jesus quem está passando e nos dizendo: “Segue-me”. E seguir quer dizer deixar o que estamos fazendo de errado para irmos atrás d’Ele.

Jesus não quer nos condenar, não quer jogar nada em nossa cara nem quer nos repreender. Ele quer nos salvar e libertar. O olhar misericordioso de Jesus, que chamou Mateus naquele dia, salvou-o para sempre. Mateus deixou a coletoria de impostos e foi atrás do Mestre, e o seu coração e toda a sua vida foram transformados.

Queremos olhar para Jesus e pedir que Ele nos dê a consciência dos nossos pecados, porque, muitas vezes, perdemos a consciência do quanto somos pecadores. Se tivermos consciência do quanto somos pecadores, vamos buscar, todos os dias, seguir Jesus. Precisamos nos levantar como um discípulo para querer segui-Lo.

Não adianta ignorarmos nosso chamado, porque o mundo nos chama todos os dias. Precisamos responder ao mundo que não vamos segui-lo, pois queremos seguir Jesus. E à medida que seguimos Jesus e nos tornamos seus discípulos, a conversão acontece em nós, vamos abandonando a banca do pecado e assumindo a graça que vem do coração de Jesus que nos liberta e nos converte.

O primeiro sinal de uma pessoa convertida é, de fato, deixar a vida velha, os pecados, os vícios e as coisas erradas que fazia. O grande sinal de uma pessoa convertida ou um passo importantíssimo para que a conversão se consolide no coração é ter e tornar-se um coração misericordioso, capaz de ter o coração como o do Mestre Jesus, que olha para os pecadores nunca julgando nem condenando, mas sempre amando e tendo a esperança de que o amor, como chegou ao nosso coração, pode chegar no coração do próximo.


Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova


Jesus, perdoa todos os nossos pecados

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

 

A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão

Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor” 
(Lucas 7,47).

O Evangelho de hoje é lindo e merece toda a nossa atenção. Uma mulher era conhecida, na cidade, como pecadora. Eu não sei, de fato, quais eram os pecados dessa mulher, mas ela recebeu o adjetivo de “pecadora”, e todos a conheciam assim.
As pessoas gostam de rotular umas as outras, mas, infelizmente, rotulam-se pelo negativo. Alguém que cometeu essa ou aquela falha, alguém que tem algo que não nos agrada… Muitas vezes, até esquecemos o nome da pessoa, mas em nós está o rótulo que temos dela. Se aquela pessoa tem um pecado, maior é o nosso pecado quando a rotulamos pelos seus defeitos, pelas suas fraquezas, pelos seus pecados e assim por diante.
Jesus não rotula ninguém; pelo contrário, Ele acolhe a todos. Por esse motivo, os pecadores se aproximam d’Ele, vão ao encontro d’Ele. Essa mulher, que oficialmente ninguém a tinha bem, que queriam distância dela, não encontrava o acolhimento que precisava.
Todos nós precisamos mudar de vida, mas não mudamos, porque achamos que o outro tem vida errada, o outro que é pecador. “Eu não faço o que ele faz.”
A nossa relação com Deus não se mede por comparação, mas pela proximidade, por um coração que reconhece sua miséria e necessita do amor misericordioso do Senhor.
Os religiosos da época de Jesus não O acolheram nem foram acolhidos por Ele. Não foi Jesus quem não os acolheu, mas foram eles que não sentiram necessidade d’Ele, pois já estavam justificados. Essa mulher era muito pecadora, assim a rotularam, mas ela tinha muita sede de amor, de cura e libertação. Ela se jogou aos pés de Jesus e passou nos pés d’Ele o melhor perfume e demonstrou todo o seu amor, por isso todos os seus pecados foram perdoados.
A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão e da Sua misericórdia; e vamos crescendo no orgulho, na soberba espiritual de nos acharmos santos, justificados e melhores que os outros.
Que perigo de vida nós corremos! Que Deus nos dê juízo, sabedoria e humildade.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Reencontrar sua essência : Volte a lutar pelos seus sonhos e reencontre a felicidade

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Os sonhos estão intimamente ligados à vida e não há como seguir em busca da felicidade sem os considerar

Felicidade é a grande meta de todo ser humano e como encontrá-la é o desafio que nos une a milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Aliás, vale a pena lembrar que, buscar a felicidade é condição para encontrá-la, pois costuma-se encontrar o que se procura.
Se você busca a felicidade, encontrará razões para ser feliz, mesmo em meio as adversidades. Porém, se não a busca, mesmo quando ela vier ao seu encontro, não a reconhecerá. Conheço um provérbio popular que diz: “Para o barqueiro que não sabe onde quer chegar, nenhum vento lhe é favorável”.
Ou seja, quem não sabe o que quer, dificilmente chega a alguma conquista. E, até mesmo, quando acontecem coisas boas, nada parece favorecê-lo.
Volte a lutar pelos seus sonhos e reencontre a felicidade
Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
É claro que, existem pedras no caminho e nem todos os ventos sopram ao nosso favor, mas quando temos uma meta definida, algumas pedras nos servem de degraus e alguns ventos fazem nosso barco avançar mar adentro com maior velocidade. Então, se você deseja ser feliz, é preciso dar passos firmes em direção à felicidade.
E, uns dos passos que considero essenciais são: reencontrar suas essências; fazer as pazes com os acontecimentos que marcam sua história e voltar a sonhar. Porque os sonhos estão intimamente ligados à vida e não há como seguir em busca da felicidade sem os considerar.

Não deixe de sonhar

Talvez, você tenha deixado de sonhar por inúmeras razões, entre elas, a decepção por não ter alcançado aquilo que tanto desejou no seu tempo, do seu jeito e na sua hora. Mas, é preciso confiar que Deus vê além e, quando não permite que algo que tanto desejamos nos aconteça, só pode ser por um motivo: amor. Ele vê além e sabe o que é o melhor para nós. Como Ele é o Senhor de tudo, Ele sabe o melhor tempo para nos dar aquilo que desejamos.
Entretanto, Ele quer que sonhemos, Ele sonha conosco, caminha ao nosso lado e nos incentiva, porque sabe que sonhar para nós é viver. De nossa parte é preciso reconhecer esse amor incondicional e confiar n’Ele, aconteça o que acontecer. Experimente, hoje, olhar para as marcas da sua história com gratidão, considerando que nada é fruto de um acaso; nem mesmo os sonhos. Na verdade, eles são inspirações divinas plantadas por Deus em sua alma desde o seu nascimento.
Lembre-se de que, você é único e tem um valor fundamental neste mundo. Portanto, siga seu coração e procure agir de acordo com aquilo que você sonha e deseja; e não de acordo com o que os outros pensam e querem para você. Nessa busca, você precisa ter calma consigo mesmo e respeitar o seu processo de mudança.
É verdade que o mundo pede urgência, mas o coração tem seu próprio ritmo; é necessário respeitá-lo se quiser ser feliz. Converse com o seu coração sobre seus sonhos e não tenha medo de dar passos, mesmo que sejam lentos, na direção em que ele indicar.
“O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Se você prestar atenção na sua voz, vai ouvi-lo dizer: “Volte a sonhar, pois assim você encontrará a felicidade!”.

Fonte: Canção Nova

Quais são os inimigos do cristão no caminho à santidade?

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Os perigos que podemos encontrar

Como vimos no artigo anterior, o Papa Francisco, em seu documento Gaudete et Exsultate, que trata sobre o chamado à santidade, apresenta ao povo de Deus um código de conduta. Francisco, com sua maneira direta,  simples e prática de ensinar, orienta a cada um em particular para que tenham atitudes que o torne santo.
O objetivo do documento é fazer que cada pessoa possa refletir no seu interior o chamado universal à santidade, com os riscos, desafios e oportunidades, tudo isso em meio à cotidianidade dos afazeres de uma vida normal, e que o mundo não nos ausenta (Cf. n. 2).
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Neste artigo, que é o segundo em que estamos tratando sobre o chamado de todo homem à santidade, iremos notar os dois inimigos citados pelo Papa Francisco que atrapalham o homem de atingir a vocação universal. No referido documento “Alegrai-vos e exultai”, o Papa Francisco aponta duas heresias ou, por assim dizer, erros que podem levar um descaminho no processo de santidade, ou o que ele mesmo disse: “falsificações da santidade”. Falsificações que são verdadeiros inimigos nesse caminho à santidade. Estes erros são: o gnosticismo e o pelagianismo. Essas duas formas de pensar o cristianismo são oriundas dos primeiros séculos da Igreja, porém, atualizam-se de maneira inconsciente nos dias de hoje.

O risco do gnosticismo e do pelagianismo

O Sumo Pontífice alerta para o que o gnosticismo e o pelagianismo, de maneira ampla, dão origem “a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar. Em ambos os casos, nem Jesus Cristo nem os outros interessam verdadeiramente” (n. 35). Acontece uma elevação exagerada do homem, a realização do homem aconteceria tão somente no aqui e no agora.
Para compreender melhor o que o Papa esclarece no documento a respeito desses dois erros, analisemos ambos e vejamos o que realizam no homem e suas consequências, para isso primeiramente exploremos o gnosticismo.
O gnosticismo carece de uma fé fechada no subjetivismo, levando o homem a uma prisão na própria razão ou nos sentimentos. O gnóstico não é capaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros. Acontece assim, um desencarnar do mistério, eles preferem “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo”. (Cf. n. 37). Essa ideologia quer domesticar o mistério de Deus e da sua graça, assim como fazem na vida dos outros. Contudo, Francisco, orienta que quando nos deixamos guiar mais pelo Espírito do que pelos raciocínios, nós encontraremos o Senhor em cada vida humana.
Quando o Papa explora o pelagianismo, ele afirma que os pelagianos tiraram o lugar que a inteligência e a graça ocupavam no mistério e colocaram a vontade. Mas uma vontade sem humildade, surgia aí uma prepotência da vontade, uma espécie de “tudo é possível” pela vontade (Cf. 49). Atualmente, existem cristãos que buscam a justificação pelas próprias forças, no que se pode chamar de adoração da vontade, da própria capacidade, caindo em um egocentrismo, sem nenhum aspecto verdadeiro de amor (Cf. 57).

As virtudes teologais como antídoto

Com a sabedoria de quem governa a Igreja, o Papa Francisco deixa a saída para os erros do gnosticismo e do pelagianismo. Ele apresenta para o povo de Deus uma hierarquia das virtudes, levando-nos a buscar o essencial. A precedência está nas virtudes teologais (Fé, Esperança e Amor), que trazem Deus como objeto e motivo. E o centro de tudo é a caridade. Francisco apresenta a passagem que está em Romanos 13,8.10: “Quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei […] Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.” (Cf. n. 60).
Deixemos que o Espírito Santo nos conduza para águas mais profundas no conhecimento de nós mesmos e na imagem de Deus em nós. Que possamos manifestar o amor pleno e verdadeiro pelos que mais precisam, pelos preferidos de Deus, nunca perdendo de vista a fé, a esperança e a caridade. Se nos munirmos com essas virtudes, estaremos nos protegendo de cairmos em erros e ainda estaremos protegendo os nossos irmãos que trilham o mesmo caminho que nós à santidade.
Quem não ama não chega a conhecer a Deus, pois Deus é amor. (1 Jo 4,8)

Fonte: Canção Nova

Falta ao nosso coração a bondade necessária

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Somos pessoas religiosas, mas, muitas vezes, falta ao nosso coração a bondade necessária, o amor e o cuidado com o próximo

“Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado” (Lucas 7,6-7).

Esse oficial romano causa-me uma profunda admiração. Primeiro, porque ele não era um membro da religião judaica, ele até representava aquilo que os judeus odiavam e repeliam, que era o domínio do império romano. No entanto, esse homem tinha um coração extremamente bom, ele tinha as sementes do Evangelho no seu coração.
É na bondade que Deus se revela. Quando Ele vem a nós, traz bondade ao nosso coração. O Senhor construiu até uma sinagoga para os judeus, mas não foi só a sinagoga templo.
O oficial estava preocupado, porque um dos seus empregados, a quem ele amava e estimava muito, estava doente e à beira da morte. Não era porque ele perderia mais um empregado, mais um trabalhador, um soldado para o combate, porque outros poderiam se alistar, mas o oficial amava o seu funcionário.
Quem ama cuida, compadece-se e importa-se; e aquele oficial está se importando demasiadamente com o seu empregado, como se fosse consigo mesmo ou mais do que a si mesmo. Ele sabia que, com todo o seu poder e autoridade, não podia fazer nada, nem pagando os melhores médicos nem dando ordem, ele podia fazer algo. Mas ele tinha fé, por isso o Evangelho estava no coração deste homem. O oficial tinha amor, bondade, fé e confiança naquilo que Jesus podia fazer. “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas eu creio que basta uma palavra tua”. Quem crê em Jesus crê que Ele é a Palavra, o Verbo encarnado e presente; crê que a Palavra d’Ele tem o poder de curar, libertar e salvar.
Veja que junção maravilhosa: um homem bom, amoroso, um homem de fé e humildade. O que faltou a muitos fariseus, doutores da Lei e homens da religião da época foi, justamente, humildade, amor e confiança em Cristo.
Somos pessoas religiosas, mas, muitas vezes, falta ao nosso coração a bondade necessária, o amor e o cuidado com o próximo. Falta-nos a fé extrema de que é Cristo quem cuida de nós, falta a entrega a Ele, o despir-se de si mesmo pela humildade. Isso Jesus encontrou em um pagão, um homem que não era religioso. A nossa religião precisa fazer de nós pessoas melhores e não pessoas religiosamente desqualificadas.
Que a nossa relação com Deus nos torne pessoas melhores com Ele, conosco e com o próximo.

Deus abençoe você!

Exaltemos o mistério da Santa Cruz

sexta-feira, 14 de setembro de 2018


Na Festa da Exaltação da Santa Cruz, queremos exaltar o Cristo Crucificado, o Senhor Nosso Deus que morreu na cruz dando a vida por nós

“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna” (João 3,14).

Na Festa da Exaltação da Santa Cruz, queremos exaltar o Cristo Crucificado, o Senhor Nosso Deus que morreu na cruz dando a vida por nós. Não podemos ignorar o mistério da cruz, a redenção operada por Jesus no calvário, por isso, hoje, exaltamos a cruz de Cristo, a cruz sagrada e bendita, a cruz redentora e salvadora.
Sabemos que a cruz pela cruz é um sinal de maldição, e o livro do Deuteronômio diz: “Maldito aquele que for pregado no madeiro”. O castigo mais severo, a pena de morte mais brutal que a humanidade conheceu foi pregar um ser humano no madeiro, e ali Ele passou todo o tempo crucificado, pregado, exposto ao ridículo. E todos que ali passavam zombavam ou eram indiferentes. Para todos ficava claro que, ali, estava um criminoso, um bandido ou malfeitor.
Cristo Jesus não fez mal nenhum. Ele veio recuperar o bem e a bondade que se perderam por causa do pecado, e Ele se sujeitou a tal ponto para viver a nossa humanidade, que experimentou, na própria carne, o castigo da maldade humana, aquilo que os homens fizeram de mal uns aos outros. Cristo não aceitou ser pregado na cruz para dizer se era certo ou não, é óbvio que Ele foi injustiçado como tantos outros são na história da humanidade. O fato é que a prova de amor de Deus para conosco chegou a sua plenitude no alto da cruz.
Deus nos ama de diversas maneiras, desde a criação do mundo, a encarnação de Cristo, mas um Deus morrer na cruz tornou-se escândalo para os judeus, tornou-se loucura para os pagãos, entretanto, para nós é o poder salvador do nosso Deus.
Que poder é esse? É o poder de quem se humilha para viver a profundidade da humildade somada com amor que salva, resgata e cura. Por isso, todo aquele que olha para o Cristo Crucificado encontra não somente a cura física, encontra n’Ele a cura da alma, dos sentimentos, porque o que nos deixa doentes, enfermos e estragados é a maldita soberba, o orgulho e o egoísmo.
Quando olhamos o despojamento pleno de Deus, aprendemos a ser despojados, e a alma vai se despindo de toda essa soberba, de toda vaidade que nos envolve; e encontramos em Cristo a razão da nossa vida e o sentido para a nossa existência.
Cristo Crucificado, nosso Deus amado, louvado e exaltado seja no mistério da Santa Cruz.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Tenhamos a bondade de Deus em nosso coração

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

 

Que o bem, a bondade, o perdão e a misericórdia sejam os ingredientes que conduzam o nosso coração

“Amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca” (Lucas 6,35).

O coração do discípulo precisa ser semelhante ao coração do Mestre. Quando olhamos para o coração de Jesus, encontramos n’Ele somente amor; não há espaço para a vingança, para o ódio nem o ressentimento.
A nossa união com Jesus leva o nosso coração a ser divino e sagrado, porque o coração humano profanado pelo pecado foi santificado pela graça de Deus. Por isso, os sentimentos da nossa alma não podem ser conduzidos pelos sentimentos do pecado.
Quando o pecado está em nós, ele inclina o nosso coração para o mal, para fazer o mal a quem nos fez mal, a nos vingarmos de quem nos prejudicou, a desejarmos o mal para o outro, a fazermos algo sempre esperando alguma coisa em troca daquilo que estamos realizando.
Quando a nossa alma e o nosso coração são purificados pelo Sagrado Coração de Jesus, o nosso coração tem sentimentos de amor, ele não mistura o bem com o mal; pelo contrário, temos rejeição ao mal, não permitimos que ele entre em nós. Fazer o bem é próprio daquele que está com o bem no coração. Quem tem a bondade de Deus na sua alma terá também a bondade em suas atitudes e naquilo que realiza.
Precisamos reencontrar em nossa vida o sentido da gratuidade, porque, no mundo em que vivemos, tudo se faz para receber algo em troca. Perdemos aquele sentido genuíno de fazer o bem pelo bem, ainda que não recebamos nem um “muito obrigado”. Há muitas pessoas reclamando: “Eu fui bom com fulano, mas nem um “muito obrigado” ele me deu”. O ruim é quem tem um coração ingrato, porque a ingratidão é um mal, mas é ruim também quem faz algo, por melhor que seja, e espera gratidão e reconhecimento. O nosso reconhecimento é do Alto, é o Céu que nos abençoa. Procuremos seguir os passos do Mestre, que fez o bem sem olhar para quem, e nunca se cansou de fazer o bem.
Que o bem, a bondade, o perdão e a misericórdia sejam os ingredientes que conduzam o nosso coração; assim, teremos sempre saúde e paz na nossa alma.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A espiritualidade precisa ser um exercício diário de fé e reconhecimento da presença de Jesus

Cultivar a espiritualidade ainda não faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Pouco se compreende que esse exercício é um pilar determinante na sustentação da interioridade e de uma qualificada participação na vida social. Por isso, muitas dinâmicas estão comprometidas. Ilusoriamente, pensa-se – talvez por forças de secularismos, excesso de racionalizações ou imediatismos – que a espiritualidade é opcional, mais apropriada para alguns mais devotos.
Na verdade, a espiritualidade é indispensável para sustentar a vida de todos em parâmetros qualificados. Assim, um permanente desafio é estar em sintonia com o que diz o salmista nas Sagradas Escrituras: “Desde a minha concepção me conduzistes, e no seio maternal me agasalhastes. Desde quando vim à luz vos fui entregue, desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus”.
A humanidade, mesmo emoldurada por diferentes manifestações confessionais e religiosas, não prioriza o hábito de cultivar a espiritualidade. As consequências são o comprometimento da vida, com equívocos nos critérios que regem discernimentos e escolhas, a prevalência da mediocridade na emissão de juízos e nas iniciativas que deveriam corresponder à dignidade própria do ser humano, na sua inteireza.
Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?
Foto ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com
A cultura da dimensão espiritual no cotidiano significa reconhecer a presença de Deus no lugar que Lhe é próprio, conforme ensina o salmista em oração: “Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. Vosso louvor transborda nos meus lábios, cantam eles vossa glória o dia inteiro. Não me deixeis quando chegar minha velhice, não me falteis quando faltarem minhas forças. Eu, porém, sempre em vós confiarei, sempre mais aumentarei vosso louvor”.

O exercício da espiritualidade

O lado espiritual não é apenas uma parte da existência. Trata-se de alicerce para a vida, cultivado pelo desenvolvimento da competência de se contemplar, isto é, tornar-se capaz de mergulhar no sentido mais profundo de cada ser, de cada criatura, superando superficialidades. E a oração é, por excelência, a experiência do exercício da espiritualidade. Causa empobrecimento considerar a oração como um recurso de poucos, para momentos passageiros de aflições maiores.
As preces possibilitam o enraizamento de si mesmo na verdade e na fonte do amor que é Deus. Tertuliano, reconhecido escritor dos primeiros anos da era cristã, destaca a força da oração ao comentar: “Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome. Agora, a oração cristã não faz descer o orvalho sobre as chamas ou fechar a boca de leões, nem impede o sofrimento. Mas, certamente, vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, acalma tempestades, detém ladrões, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam e confirma os que estão de pé”.
A oração possibilita ao humano experimentar o deserto de seu próprio ser. Leva-o a reconhecer sua condição solitária e pobre, para explicitar sua dependência de Deus. O lado espiritual de cada pessoa é que lhe permite assumir e conquistar a humanidade verdadeira e integral. Na espiritualidade, cultiva-se o silêncio que faz da própria vida um ouvir determinante, gera-se a competência para o diálogo, que promove a cultura do encontro e quebra, com propriedade, a rigidez da mesquinhez.

O caminho para a solução de muitos problemas

A experiência espiritual qualificada é que nos permite cultivar e aproveitar os nossos dons, edificando a unidade interior básica, que permite a inteireza moral e existencial. Quando se compromete essa unidade, a conduta pessoal sofre com reflexos negativos. E o caminho da espiritualidade, que possibilita uma condição humana qualificada, não pode ser trilhado apenas com a própria força, nem mesmo unicamente com a luz da razão. Trata-se de percurso impulsionado pelo Espírito Santo, que está presente em cada um dos que cultivam a abertura para receber seus dons.
A humanidade carrega um fardo pesado por não compreender a importância de cultivar a espiritualidade. Por isso, o cidadão contemporâneo fica moralmente enfraquecido, gerando os descompassos que degradam o mundo. Assim, o investimento para transformar a realidade exige de cada um cultivar o lado espiritual. Eis o caminho que é fonte de soluções para os muitos problemas enfrentados pela humanidade.

Fonte: Canção Nova

O Espírito de Deus direciona nossas decisões

terça-feira, 11 de setembro de 2018

 

A oração não traz respostas mágicas para a nossa vida, mas ela nos dá discernimento e sobriedade de Espírito

“Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos” (Lucas 6,12-13).

O Mestre Jesus é para nós modelo de oração. Por que precisamos da oração? Porque ela nos dá sabedoria, discernimento e direção num mundo onde, muitas vezes, nós perdemos em tantas setas que nos apontam para cá e para lá. Qual é a escolha a ser feita? Qual é a direção a ser tomada?
Precisamos, a todo momento, da sabedoria do Alto na nossa vida, sobretudo, quando precisamos fazer escolhas. Não escolha nada na sua vida sem antes voltar o seu coração para Deus, pois pode ser que estejamos muito inquietos com as escolhas que precisamos fazer.
Num mundo onde se tem pressa para tudo, onde a síndrome da ansiedade toma conta dos corações, onde tudo precisa ser decidido para ontem, precisamos nos situar no hoje, não ser tomado pela fúria do amanhã, para que Deus possa conduzir os nossos passos. Não se trata de procrastinar, de se atrasar ou de ser uma pessoa indecisa. Trata-se de ser uma pessoa prudente.
A oração não traz respostas mágicas para a nossa vida, mas ela nos dá discernimento e sobriedade de Espírito. A oração nos dá a capacidade de fazer escolhas de forma sensata porque, muitas vezes, falta-nos sensatez na vida e vamos fazendo escolhas como se faz num final de feira, chega lá tem todas aquelas mercadorias jogadas e está todo mundo gritando, falando dessa ou daquela promoção, saímos colhendo isso ou aquilo e depois quando vamos fazer o balanço final, vemos que compramos coisas que nem serviam para nada ou coisas que pareciam boas mas não eram tão boas quanto pareciam ser.
A oração é sempre o melhor remédio para a alma. Jesus passou a noite inteira em oração. Às vezes, precisamos nos dedicar mais ainda, colocar mais o nosso joelho no chão, dobrar mais ainda o nosso coração para sermos incisivos conosco, para contermos esse espírito que, muitas vezes, tarda demais as coisas ou as decide com muita pressa.
Calma, serenidade e sobriedade, no Espírito da oração, tem a capacidade de fazer escolhas mais acertadas, iluminadas, direcionadas, e abençoadas na vida. Que o Espírito de Deus esteja conosco nos direcionando para que tenhamos sabedoria nas decisões e escolhas que fazemos nesta vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Quais os traços de mulheres fortes da Bíblia que precisamos ter?

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

As mulheres da Bíblia têm muito a nos ensinar

Culturalmente, dedica-se mês ou dia para comemorar algo considerado importante. Precisamos olhar no espelho do passado que reflete o presente, para aprender, com os exemplos bíblicos, os traços e as atitudes de mulheres fortes que podem nos ajudar a sermos melhores.

Maria

Maria, escolhida para ser Mãe de Jesus, aceita fazer a sua parte no plano de salvação, porque confia no Senhor. Essa menina mulher, com sua humildade cantada no Magnífica, ensina-nos que esse é um traço importante para uma cristã, pois reconhece que tudo é grandeza e bondade de Deus. Num mundo de vaidades, de egos e luta de poder, a realeza acontece na humilde de Nazaré, porque a vida humana se realiza no cotidiano da existência.
Quais os traços de mulheres fortes da Bíblia que precisamos ter
Foto Ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com

Ana

Ana, mãe do profeta Samuel, durante anos viveu a esterilidade, mas nunca desistiu de clamar ao Senhor. Sua perseverança na oração precisa ser apreciada e seguida por quem quer caminhar na estrada da conversão. Venceu o preconceito da cultura, as perseguições da outra esposa de seu marido e a desconfiança do sacerdote sobre sua sobriedade. Seu foco na misericórdia de Deus e sua persistência lhe trouxeram a vitória, mas, após desmamar, ela entregou o filho tão esperado para o serviço no templo. Ela pode não ter vivido para ver, porém, a história nos mostra que Samuel se transformou num grande sacerdote e profeta. Tudo começou com a atitude corajosa de uma dona de casa.

Maria Madalena

Marginalizada e endemoninhada, Maria Madalena nos mostra a importância de um encontro pessoal com Jesus. A coragem de recomeçar de forma diferente nos ensina que nunca é tarde para vivermos um processo de conversão. Essa mulher não só mudou a sua vida, mas, como discípula, contribuiu com a missão de Jesus, tanto que foi recompensada, sendo a primeira a vê-Lo ressuscitado. Não importa de onde veio nem onde está, mas sim para aonde vai.

Ester

Ester, uma órfã judia, por mais um golpe duro da vida se encontra dentro do palácio de Assuero, rei da Pérsia. Ela se torna esposa dele sem que ele saiba de sua nacionalidade. Porém, ao descobrir as armações contra seu povo, ela não se acovarda diante de situações difíceis, entra no seu quarto e se prepara espiritualmente com orações e jejuns. Ester nos ensina a não sermos intempestivas, pois mulher sábia busca soluções em Deus. A sabedoria é um dom do Senhor e precisa ser cultivada no relacionamento pessoal com Ele.

Raab

A prostituta Raab nos ensina a temermos Deus. No livro de Josué, na Bíblia, essa mulher faz a maior profissão de fé diante dos espiões que escondeu. Apesar de ser pagã, ela já tinha ouvido falar do poder de Deus, o seu coração já tinha se submetido a esse poderio. Essa personagem bíblica nos leva a uma reflexão, pois, muitas vezes, enquanto cristã, duvidamos do que Deus pode fazer na vida de uma pessoa.
O livro dos Provérbios nos fala da mulher virtuosa, ela não tem nome, pois é cada uma de nós. O autor faz uma pergunta: “A mulher de valor, quem a encontrará?”. Ele mesmo responde, listando as características confiável, alegre, trabalhadeira, generosa, comerciante, forte, digna e sábia. E encerra com uma frase: “O encanto é enganador e a beleza passageira, a mulher que teme o Senhor, essa sim merece elogios”.

Fonte: Canção Nova

Pais, saibam como despertar o valor da Santa Missa nas crianças

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Qual é o significado da Santa Missa?

A Santa Missa é o ponto central da nossa fé. É a celebração da Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão de Cristo, que se presentifica sobre o altar. É importante relembrar que não é uma “lembrança” apenas do que se passou com Jesus, e sim a “presentificação” do mesmo e único Calvário. Isso se faz presente pela ação do próprio Cristo, uma vez que, Ele atua por meio do sacerdote celebrante.
Não é um ato de “multiplicação” do Calvário, mas o mesmo e único sacrifício do Senhor que se renova. As ações de Cristo são “teândrica”, isto é, divinas e humanas. Por isso, não podem ser destruídas pelo tempo, como acontece com nossas ações meramente humanas. Nós, criaturas, estamos sujeitas ao tempo, Deus não; pois Ele é o Senhor do tempo.
Pais, saibam como despertar o valor da Santa Missa nas crianças
Foto ilustrativa: Arquivo CN/cancaonova.com
A finalidade da Santa Missa é oferecer a Deus Pai o sacrifício de Cristo, único e perfeito para:
1-Honrar e glorificar a Majestade Divina;
2-Agradecer os dons e graças que recebemos de Deus a cada instante;
3- Pedir perdão dos nossos pecados;
4- Pedir as graças para chegarmos à vida eterna com Deus.

Os pais precisam ser exemplo

Outras intenções podem ser colocadas. Por Cristo, no Espírito Santo, oferecemos a Deus toda honra e glória devidas. Pela importância fundamental da Santa Missa, a Igreja obriga que a criança, após a Primeira Comunhão, participe da Missa ao menos no domingo; e os pais devem cuidar disso com esmero. Nessa idade, a criança já tem o uso da razão e pode entender as explicações sobre a celebração. Evidentemente, não é fácil fazer uma criança entender isso com profundidade e, consequentemente, participar da Santa Missa com a devida atenção e devoção. Isso deve ser atingido em processo lento de catequese, que deve se iniciar com os pais e se completar na preparação para a Primeira Comunhão.
Em primeiro lugar, os pais precisam conhecer bem o que é a Santa Missa. Entender as partes da Missa (entrada do sacerdote; ato penitencial; oração da coleta; liturgia da Palavra; homilia; o Credo; oração da comunidade; oração Eucarística e consagração; transubstanciação do pão e do vinho; ação de graças e conclusão). Há bons livros que explicam, detalhadamente, a Missa para os pais e catequistas. O melhor que eu conheço é o do Bispo italiano Dom Raffaello Martinelli, “Eucaristia, pão da vida eterna” (Editora Cultor, SP). Posso também indicar um livro para explicar a Missa para as crianças: “A História da Missa”, de Filipe Santos (Ed. Cléofas, Lorena, SP).

Entender cada parte da Missa é fundamental

As crianças só participarão da Santa Missa com a devida atenção e devoção se entenderem o seu profundo significado para a nossa salvação, se lhes explicarmos, detalhadamente, o significado de cada gesto, ato e palavra da liturgia da celebração da Missa. Os livros citados acima dão uma boa explicação de cada parte da Missa. É fundamental que a criança entenda cada parte da liturgia e seu significado, e isso exige dos pais um zelo carinhoso e paciente para com ela.

Ajuda dos santos

Os santos nos ensinam o valor fundamental da Santa Missa, e isso pode e deve ser ensinado às crianças, numa linguagem adequada à idade delas. Coloco aqui alguns pensamentos importantes que os pais podem usar neste trabalho:
“Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens” (Santo Tomás de Aquino).
“Uma só Missa, a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte” (Santo Agostinho).
“Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa” (São Lourenço de Bríndise).
“Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória” (São Jerônimo).
“A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é, de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz” (São Boaventura).
“A Missa é o sol da Igreja” (São Francisco de Sales).
“Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos” (São João Crisóstomo).
“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição” (São Francisco de Sales).
“Como nós devemos ouvir a Santa Missa? Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da Cruz” (São Pio de Pietrelcina).
“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à Igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício).
“Você diz que a Missa é longa, mas eu acrescento: porque seu amor é curto” (São Josemaría Escrivá).

No que consiste a comunhão espiritual?

Santo Afonso Maria de Ligório nos explica muito claramente: “consiste no desejo de receber a Jesus Sacramentado e em dar-Lhe um amoroso abraço, como se já o tivéssemos recebido”. Essa devoção é muito mais proveitosa do que se pensa e muito fácil de realizar. Há fórmulas que nos ajudam a fazê-la como, por exemplo, esta, que é da lavra do mesmo santo:
“Ó Jesus meu, creio que estais presente no Santíssimo Sacramento, Te amo sobre todas as coisas e desejo receber-Te em minha alma. Já que, agora, não posso fazê-lo sacramentalmente, venha, ao menos, espiritualmente a meu coração. Como se já tivesse recebido, abraço-Te e me uno todo a Ti. Não permitais, Senhor, que volte jamais a abandonar-Te. Amém”.

Fonte: Canção Nova

Lancemos nossas redes em águas mais profundas

quinta-feira, 6 de setembro de 2018


Jesus quer que lancemos nossas redes em águas mais profundas, a começar por esse mar, que é o nosso coração

Simão respondeu: ‘Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes’” (Lucas 5,5).

O desânimo toma conta dos discípulos do Senhor, o desânimo que vem do desalento de terem tentado, de passarem a noite tentando pescar e nada dos peixes virem. Quando, no entanto, Jesus se aproxima deles e, também quando se aproxima de nós, tem uma ordem: é preciso avançar para águas mais profundas.
Os discípulos estavam somente na beira do lago, lançando as redes nos lugares que sempre lançaram, mas até os peixes cansaram daquele lugar e de lá saíram!
Muitas vezes, acostumamo-nos a fazer uma coisa na vida e até temos uma forma de dizer: “Sempre foi assim. Eu sempre fiz assim. Por que vou mudar?”. Quando não mudamos, o mundo muda; e não é que temos de acompanhar ou fazer o mesmo que o mundo faz, mas temos que transpor a mudança no mundo. Se as águas mudam de direção, temos de acompanhar a direção que elas estão indo para lançarmos nossas redes.
A sabedoria divina sabe em qual direção o vento está indo e qual direção a barca tem que andar; e, muitas vezes, precisamos andar na direção contrária. Precisamos dar atenção à Palavra do Mestre, pois Ele quer que lancemos nossas redes em águas mais profundas, a começar por esse mar que é o nosso coração. Muitas vezes, cuidamos da nossa vida de maneira muito superficial, e não aprofundamos as coisas.
Fico impressionado como os nossos relacionamentos ficam apenas na berlinda, e não os aprofundamos. Preferimos ficar no superficial, do jeito que está, e chega um tempo em que o mar não está para peixe, e é preciso dar muita atenção à Palavra do Mestre.
Às vezes, você está desanimado, porque seu emprego está do mesmo jeito. Você não consegue produzir nada de novo, a criatividade não vem. O Espírito é o vento criativo, é aquele que sopra o novo, mas é preciso ter a disposição de sair da zona de conforto, da comodidade, de ter a coragem de avançar na vida.
Muitas vezes, dizemos: “Eu posso afundar. Não vou dar conta. Eu não tenho mais forças”. Se, realmente, entrarmos na Palavra do Senhor e deixarmos que ela direcione nossa vida, Ele vai nos apontar outros mares e outras direções para onde a nossa vida precisa andar.
Não fiquemos estagnados no ponto em que estamos, não fiquemos parados naquilo que sempre fomos acostumados a fazer. Não nos acostumemos só com o “arroz e feijão”. Podemos muito mais, basta que não abaixemos a cabeça nem digamos: “É assim mesmo. Eu já tentei várias vezes”. A graça da vida é morrer tentando, buscando e avançando, ainda que, algumas vezes, tenhamos de regredir para depois progredir, mas Deus sempre nos dá a graça de avançarmos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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