Papa João Paulo I, milagre reconhecido: será proclamado beato

quinta-feira, 14 de outubro de 2021


 Francisco autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto sobre a cura milagrosa atribuída à intercessão de João Paulo I, um Pontífice que ficou no coração do povo.

VATICAN NEWS

O Papa Francisco, ao receber o Cardeal Marcello Semeraro em audiência na manhã desta quarta-feira (13), autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão de João Paulo I. Trata-se da cura de uma menina de onze anos em Buenos Aires no dia 23 de julho de 2011, que sofria de "encefalopatia inflamatória aguda grave, doença epilética refratária maligna, choque séptico" e que estava em fim de vida. O quadro clínico era muito grave, caracterizado por numerosas crises epiléticas diárias e um estado séptico causado por broncopneumonia. A iniciativa de invocar o Papa Luciani foi tomada pelo pároco da paróquia à qual pertencia o hospital, ao qual ele era muito devoto. Assim abre-se o caminho para a beatificação do Papa Albino Luciani e o próximo passo é apenas aguardar a data, que será fixada por Francisco.

Ao lado dos pobres, sempre

Nascido em 17 de outubro de 1912 em Forno di Canale (hoje Canale d'Agordo), na província de Belluno, norte da Itália, e falecido em 28 de setembro de 1978 no Vaticano, Albino Luciani foi Papa apenas por 34 dias, um dos pontificados mais breves da história. Era filho de um aperário socialista que trabalhava há muito tempo como emigrante na Suíça. No bilhete escrito pelo seu pai, dando-lhe o consentimento para entrar no seminário, lê-se: "Espero que quando você for padre, fique ao lado dos pobres, porque Cristo estava ao lado deles". Palavras que Luciani colocaria em prática durante toda sua vida.

Albino foi ordenado sacerdote em 1935 e em 1958, logo após a eleição de João XXIII que o havia conhecido como Patriarca de Veneza, foi nomeado Bispo de Vittorio Veneto. Filho de uma terra pobre caracterizada pela emigração, mas também muito viva do ponto de vista social, e de uma Igreja caracterizada por grandes sacerdotes, Albino Luciani participou de todo o Concílio Ecumênico Vaticano II e aplicou suas diretrizes com entusiasmo. Passou muito tempo no confessionário e foi um pastor próximo ao seu povo. Durante os anos em que se discutia a legalidade da pílula anticoncepcional, ele se pronunciou repetidamente a favor da abertura da Igreja sobre seu uso, tendo escutado muitas famílias jovens. Após a publicação da encíclica Humanae Vitae, na qual Paulo VI declarou a pílula moralmente ilícita em 1968, o bispo de Vittorio Veneto promoveu o documento, aderindo ao magistério do Pontífice. Paulo VI, que teve a oportunidade de apreciá-lo, nomeou-o patriarca de Veneza no final de 1969 e o criou cardeal em março de 1973.

Papa Paulo VI com Albino Luciani
Papa Paulo VI com Albino Luciani

"Humilitas"

Albino Luciani, que escolheu a palavra "humilitas" para seu brasão episcopal, foi um pastor que viveu sobriamente, firme no que é essencial na fé, aberto do ponto de vista social, próximo aos pobres e aos trabalhadores. Era intransigente quando se tratava do uso inescrupuloso do dinheiro em detrimento do povo, como foi demonstrado por sua firmeza durante um escândalo econômico em Vittorio Veneto envolvendo um de seus sacerdotes. Em seu magistério, ele insistiu particularmente no tema da misericórdia.

Um grande comunicador, ele escreveu um livro de sucesso intitulado "Illustrissimi", com cartas escritas e idealmente enviadas aos grandes do passado com julgamentos sobre o presente. Deu particular importância à catequese e à necessidade de clareza para os que transmitem o conteúdo da fé. Após a morte de Paulo VI, foi eleito em 26 de agosto de 1978 em um conclave que durou um dia.

Homenagem aos Papas precedentes

O nome duplo já é um programa: ao unir João e Paulo, ele não só oferece uma homenagem de gratidão aos Papas que o quiseram como bispo e cardeal, mas também marca um caminho de continuidade na aplicação do Concílio, barrando o caminho tanto para os nostálgicos pela volta ao passado como para saltos descontrolados para futuro. Foi o Papa que abandonou o uso do "nós", do plurale maiestatis, e nos primeiros dias recusou o uso da sedes gestatoria (a liteira para carregar os Papas), curvando-se ao pedido de seus colaboradores somente quando percebeu que ao proceder a pé as pessoas que não estavam nas primeiras filas tinham dificuldade em vê-lo.

As audiências das quartas-feiras durante seu breve pontificado foram encontros de catequese: o Papa falava sem um texto escrito, citava poemas de memória, convidou um menino e um acólito a se aproximarem dele e falou com eles. Em um discurso improvisado, ele recordou ter passado fome quando criança e repetiu as palavras corajosas de seu predecessor sobre os "povos da fome" que questionam os "povos da opulência".

Fama de santidade

Faleceu repentinamente na noite de 28 de setembro de 1978. O Papa foi encontrado sem vida pela irmã que levava café para seu quarto todas as manhãs. Em apenas algumas semanas de seu pontificado, ele entrou no coração de milhões de pessoas, por sua simplicidade, sua humildade, suas palavras em defesa dos pobres e por seu sorriso evangélico. Muitas teorias foram construídas em torno de sua morte súbita e inesperada, com supostas conspirações usadas para vender livros e produzir filmes. Uma pesquisa documentada sobre a morte, que encerra definitivamente o caso, foi assinada pela vice-postuladora do processo de beatificação, Stefania Falasca (Cronaca di una morte, Libreria Editrice Vaticana).

A fama de santidade de Albino Luciani se espalhou muito rapidamente. Muitas pessoas rezaram e rezam por ele. Muitas pessoas simples e até mesmo um episcopado inteiro - o do Brasil - pediram a abertura do processo que agora, após um procedimento ponderado e bem pensado, chegou à sua conclusão.

Fonte: Vatican News


Terra de Santa Cruz - Vida Reluz

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

 

Festa da Padroeira - TV Aparecida - AO VIVO

terça-feira, 12 de outubro de 2021

 

Nossa Senhora Aparecida Música - A Padroeira

 

Tradição da Consagração à Mãe Aparecida

 A tradicional Consagração à Nossa Senhora Aparecida completa, neste ano de 2020, 65 anos. Ao longo deste período, diversos missionários redentoristas continuaram a rezar a oração escrita pelo padre Vítor Coelho de Almeida e, por meio dela, milhares de devotos de todo o Brasil se confiam à intercessão da Mãe Aparecida.

Thiago Leon
Thiago Leon


O costume começou com o padre Laurindo Häuber, redentorista que trabalhava na Rádio Aparecida. A primeira exibição da Consagração foi num programa da mesma rádio no dia 30 de maio de 1955, mas se popularizou um ano depois, em 1956, com o Padre Vítor Coelho de Almeida, que havia escrito a primeira fórmula da oração.

O momento passou a ganhar grandes dimensões e, por este motivo, tornou-se uma celebração paralitúrgica realizada no Altar da Basílica de Aparecida a partir de 1957. E naquele ano, diariamente às 15h, o povo devoto passou a ouvir a voz rouca, mas firme do Padre Vítor, que junto à multidão de romeiros, dizia:

"Ó Maria Santíssima, que em vossa imagem milagrosa de Aparecida...".

Como o sacerdote tinha a quarta-feira como dia livre, quem o substituía neste dia da semana era o padre Agostinho Frasson, que também realizava a Consagração nos dias em que Pe. Vítor ia pregar as Missões com a imagem de Nossa Senhora. Padre Vítor continuou realizando o programa por 31 anos, até o dia de sua morte, em 21 de julho de 1987. 

Com a morte do missionário redentorista, quem assumiu a oração foi o padre Alberto Pasquoto. Ele continuou realizando-a até o ano de 1981, dando lugar depois ao padre Agostinho Frasson, que atuou por nove anos como “substituto” e seis como “titular” do momento religioso, até 1996. O sacerdote se lembra deste tempo com carinho: “Era uma responsabilidade enorme, afinal era um programa marcante e de muita audiência que marcou a Rádio Aparecida. É, até hoje, um dos programas mais ouvidos da Rádio Aparecida.”

Santuário Nacional - CDM
Santuário Nacional - CDM

Desde a primeira versão, a fórmula da Consagração passou por duas mudanças, sendo a última por ocasião da visita do Papa Francisco a Aparecida, em 2013.  O texto modificado foi enviado a Roma para constar no missal utilizado pelo Papa Francisco, durante sua visita ao Brasil. O Santo Padre foi a primeira pessoa a rezar publicamente a oração reformulada.  

Veja abaixo como ficou a Consagração Oficial à Nossa Senhora Aparecida após a mudança. O texto em negrito destaca as inserções.

“Ó Maria Santíssima, 
pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo
em vossa querida imagem de Aparecida,
espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. 

Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas,
mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia,
prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento,
para que sempre pense no amor que mereceis;
consagro-vos a minha língua,
para que sempre vos louve e propague a vossa devoção;
consagro-vos o meu coração,
para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, ó Rainha incomparável,
vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe,
no ditoso número de vossos filhos e filhas;
acolhei-me debaixo de vossa proteção;
socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais,
sobretudo na hora de minha morte.

Abençoai-me, ó celestial cooperadora,
e com vossa poderosa intercessão,
fortalecei-me em minha fraqueza,
a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida,
possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade.

Assim seja!”


Fonte: A12

Consagre sua vida a Nossa Senhora Aparecida



Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. 

Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, ó Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte. Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida,possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade.

Assim seja!

Amém.


Fonte: A12

🙏 Consagração a Nossa Senhora Aparecida

#NossaSenhora #consagração #PadroeiraDoBrasil

Conheças algumas frases impactantes de Santa Faustina

terça-feira, 5 de outubro de 2021

 Quando falamos da Divina Misericórdia, vem-nos à memória frases que Jesus disse a Santa Faustina e também as promessas que Ele fez a ela. Por isso, hoje, quero compartilhar com você alguns escritos de Santa Faustina que revelam um pouco do seu coração e sua busca de santidade.

Confira alguns relatos do Diário de Santa Faustina

(D.31) Podemos dizer que Irmã Faustina teve a imagem de sua canonização

Em determinado momento, vi multidões de pessoas em nossa capela, em frente dela e na rua, porque não cabiam nela [43] . A capela estava solenemente ornamentada. Junto ao altar, havia um grande número de membros do clero; em seguida, as nossas irmãs e também muitas de outras congregações. Todos aguardavam a pessoa que devia tomar o seu lugar no altar. De repente, ouvi uma voz que me dizia que era eu quem devia ocupar esse lugar do altar. Mas logo que saí de casa, isto é, do corredor, para atravessar o pátio e ir à capela, atendendo à voz que me chamava, todas as pessoas começavam a atirar em mim o que podiam: lama, pedras, areia, vassouras, de modo que, a princípio, hesitei, não sabendo se devia ir adiante. No entanto, aquela voz me chamava com mais força ainda e, apesar de tudo, comecei a andar corajosamente. Enquanto entrava na capela, as superioras, as irmãs e as educandas [44] , e até mesmo os meus pais, começaram a atingir-me com o que tinham à mão, de maneira que, quer quisesse quer não, tive que me dirigir ao lugar que estava reservado para mim no altar. Logo que ocupei o lugar reservado, (13) o mesmo povo, as educandas, as irmãs, as superioras e os meus pais começaram a estender suas mãos para mim e a pedir graças. Eu não estava zangada com eles por terem jogado contra mim todas aquelas coisas. Surpreendentemente, sentia de modo estranho um amor mais especial, justamente para com aquelas pessoas que me obrigaram a entrar mais depressa no lugar reservado. Naquele momento, a minha alma foi inundada por uma felicidade inconcebível e ouvi estas palavras: “Faz o que te aprouver, distribui graças como quiseres, a quem quiseres e quando quiseres”. Rapidamente, a visão desapareceu.

Conheças algumas frases impactantes de Santa Faustina

Foto Ilustrativa: Arquivo CN/ cancaonova.com

(D. 47-48) Pedido de Jesus para pintar a Imagem; em silêncio, irmã Faustina contemplava o Senhor

† 1931, dia 22 de fevereiro.

47 À noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco. Uma das mãos erguida para abençoar, enquanto a outra tocava-Lhe a túnica sobre o peito. Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido. Em silêncio, eu contemplava o Senhor. A minha alma estava cheia de temor, mas também de grande alegria. Logo depois, Jesus me disse: pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que essa Imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois no mundo inteiro [63] .

48 Prometo que a alma que venerar essa Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre os inimigos, e especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória.

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(D.57) Experiência com o sofrimento

O sofrimento é uma grande graça. Pelo sofrimento, a alma assemelha-se ao Salvador. No sofrimento, cristaliza-se o amor. Quanto maior o sofrimento, tanto mais puro torna-se o amor.

(D.65) A dificuldade com a panela de batatas

Em determinado momento, no noviciado, quando a madre mestra me designou para a cozinha [84] das crianças, fiquei imensamente preocupada com isso, porque não podia dar conta das panelas, pois eram muito grandes. O mais difícil era escoar a água das batatas; algumas vezes, a metade das batatas caía fora. Quando contei isso à madre mestra, ela me respondeu que, aos poucos, eu me acostumaria e adquiriria prática. Contudo, essa dificuldade não desaparecia, visto que as minhas forças diminuíam dia a dia e, em consequência da falta de forças, eu me esquivava quando era preciso escoar a água das batatas. As irmãs começaram a perceber que eu me furtava a esse trabalho, e ficaram muito admiradas; não sabiam que eu não podia ajudar, apesar de me esforçar com todo o meu zelo e de não poupar a mim mesma. Ao meio-dia, no exame de consciência, queixei-me a Deus daquela falta de forças. Então, ouvi na alma estas palavras: De hoje em diante, farás isso com grande facilidade. Fortalecerei as tuas forças. Ao anoitecer, quando chegou a hora de despejar a água das batatas — apressei-me por primeira, confiante nas palavras do Senhor. Com toda a facilidade, peguei a panela e derramei a água perfeitamente bem. Mas quando tirei a tampa, para deixar sair o vapor das batatas, em vez de batatas vi dentro da panela ramalhetes inteiros de rosas vermelhas, tão belas que é difícil descrevê-las. Nunca tinha visto rosas assim. Fiquei atônita com o fato, sem compreender o seu significado, [85] mas, nesse momento, ouvi uma voz na alma: Estou transformando o teu trabalho tão pesado em buquês das mais belas flores, e o seu perfume eleva-se até o Meu trono. A partir daí, eu procurava tirar a água das batatas não somente durante a minha semana [86] , designada (27) para eu cozinhar, mas também na semana [87] das outras irmãs, substituindo-as nesse trabalho. Não apenas nesse trabalho, mas em todo trabalho pesado procurava vir em auxílio por primeiro, visto que verifiquei quanto isso era agradável a Deus.

(D.70) Não me atrasarei nem um só passo na caminhada para Vós

Só Jesus sabe como é pesado e difícil cumprir as obrigações quando a alma se encontra nesse estado de tormentos interiores; as forças físicas diminuem e a inteligência se obscurece. No silêncio do meu coração repetia a mim mesma: “Ó Cristo, para Vós as delícias, a honra e a glória, e para mim o sofrimento. Não me atrasarei nem um só passo na caminhada para Vós, ainda que os espinhos firam meus pés”.

(D.72) O céu e a terra poderão mudar, mas não se esgotará a misericórdia de Deus

Embora o pecado seja um abismo de maldade e ingratidão, o preço ofertado por nós é sempre incomparável — por isso, que toda alma confie na Paixão do Senhor, e tenha esperança na Misericórdia. Deus a ninguém nega a Sua misericórdia. O céu e a terra poderão mudar, mas não se esgotará a misericórdia de Deus.

Gabrielle Sanchotene
Missionária da Comunidade Canção Nova

Oração de São Francisco

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

 


Mês das Missões - “Jesus Cristo é missão”: Igreja no Brasil inicia Campanha Missionária

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Campanha Missionária mobiliza fiéis na conscientização de que a missão é o DNA que dá identidade à Igreja

Jéssica Marçal
Da Redação

cartaz da campanha missionária 2021

Cartaz da Campanha Missionária 2021 / Foto: Divulgação

Com o tema “Jesus Cristo é missão”, a Igreja no Brasil inicia nesta sexta-feira, 1º, a Campanha Missionária. As Pontifícias Obras Missionárias são o órgão que se encarrega da campanha que, ao longo de todo o mês, promove a animação através da oração, testemunho e ajuda material.

“O objetivo do mês missionário é despertar em medida maior a consciência missionária universal em todo povo de Deus, através da oração, da ajuda material e do testemunho de missionários e missionárias que doam suas vidas na missão que não tem fronteiras”. Quem explica é o diretor nacional das POM, padre Maurício da Silva Jardim.

O mês celebrativo acontece no Brasil desde 1972, 46 anos depois que o Papa Pio XI instituiu o Dia Mundial das Missões. A data é celebrada no penúltimo domingo do mês de outubro (neste ano, 24 de outubro). Também em 1972 foi criado Conselho Missionário Nacional (COMINA), o projeto Igreja Irmãs da CNBB e o CIMI.

“Desde então, as POM organizam a Campanha Missionária, realizada sempre no mês de outubro. Colaboram nesta ação a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA)”, explica padre Maurício.

Leia também
.: Música de Dom Pedro Brito animará Campanha Missionária 2021

O tema “Jesus Cristo é Missão”

O tema do mês missionário 2021 – “Jesus Cristo é Missão” – é uma continuidade do ano passado – “A vida é missão”. E a perspectiva é abordar, em 2022, o tema “A Igreja é missão”. A intenção, de acordo com padre Maurício, é destacar a missão como eixo fundamental que perpassa toda vida eclesial.

“O destaque ao verbo ser enfatiza a natureza missionária da Igreja. A missão não se reduz a atividades, a uma dimensão, mas a missão é o DNA que dá identidade à Igreja”, destaca o sacerdote.

Mensagem do Papa

Desde 1963, os Papas escrevem uma mensagem para motivar o Dia Mundial das Missões, o que dá um norte para a produção de subsídios que animam a Campanha Missionária.

Nesse ano de 2021, a mensagem do Papa Francisco traz como tema “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4,20). Segundo padre Maurício, uma temática que evidencia o testemunho de missionários e missionárias da compaixão e da esperança.

O sacerdote lembra que o Papa fala da necessidade desses missionários nesse tempo de pandemia, diante da tentação de mascarar e justificar a indiferença. “Por isso queremos ouvir o testemunho de missionários que estão na linha de frente no combate à pandemia. O que vimos e ouvimos das famílias, no campo da saúde, na educação, com pessoas na situação de rua e abandono, dos migrantes, dos indígenas, no mundo do trabalho, nos gestos de compaixão, e o que vimos e ouvimos dos missionários além fronteiras”, reforça o diretor das POM.

A coleta mundial: apoio à missão

Em meio à Campanha, é realizada uma coleta nos dias 23 e 24 de outubro, como um gesto concreto. O objetivo é mobilizar os fiéis em ajuda concreta para apoiar a missão em várias partes do mundo.

“Oitenta por cento dos recursos são enviados à Congregação para Evangelização dos Povos que faz circular um fundo universal de caridade, mantendo 1050 dioceses nas periferias mais necessitadas do mundo. Os vinte por cento que ficam no Brasil mantêm os trabalhos das Pontifícias Obras Missionárias que são uma rede mundial de oração e caridade a serviço do Papa e da Missão da Igreja locais”.

A contribuição pode ser feita em cada comunidade através do envelope da campanha missionária ou através do PIX (chave e-mail) pom@pom.org.br

Articulação em nível nacional

Os Conselhos Missionários Diocesanos e Paroquias (COMIDIs e COMPIPAs), são os responsáveis pela articulação da campanha missionária nas arquidioceses, dioceses e prelazias do país. Os órgãos recebem todo o material de animação – cartaz, santinhos, envelopes, novenas e mensagem do Papa – e distribuem para as comunidades.

As POM sugerem que seja feito um lançamento da campanha em âmbito diocesano. A proposta é uma Missa de abertura, refletindo a temática em questão. No âmbito nacional, a abertura acontece no Santuário Nacional de Aparecida na missa das 9h. Quem preside é o bispo de Chapecó e presidente da Comissão Episcopal Missionária da CNBB, Dom Odelir José Magri.

Em 2021, uma novidade nessa articulação é um curso gratuito e de curta duração com emissão de certificado de extensão universitária sobre a Campanha Missionária 2021. Uma parceria entre as POM e a União Brasileira de Educação Católica (UBEC).

“O curso é ofertado pela Universidade Católica de Brasília, por meio da Católica EaD. O objetivo do curso é de apresentar a história, os objetivos, os conteúdos e articulação do mês missionário e da iniciativa da Campanha Missionária 2021 a ser desenvolvida na Igreja do Brasil”, explica padre Maurício.

Os interessados poderão se inscrever através do link: https://ead.catolica.edu.br/esperancar/campanha-missionaria

 

Fonte: Canção Nova

 

 

Santa Teresinha do Menino Jesus

 

“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.”

A santa de hoje nasceu em Alençon (França), no dia 02 de janeiro de 1873; e morreu no dia 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos e 271 dias. Nascida em uma família de ótimas condições financeiras e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula, Teresa; quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa, que também se tornaram freiras (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Com a autorização do Papa Leão XIII, Teresinha pode entrar no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com apenas 15 anos de idade.

À primeira vista, parece que Teresinha foi santa desde a sua infância, porém, sua história revela um caminho de amadurecimento à custa de muitos sofrimentos, como por exemplo: A perda de sua mãe quando tinha 4 anos e 8 meses, por conta do câncer; a ida de suas irmãs para o carmelo; separar-se de seu pai e vê-lo sofrer de problemas psiquiátricos; por fim, a tuberculose e outros problemas de enfermidade nos seus últimos anos de vida. Tudo isso levou essa mulher a oferecer-se em holocausto à Misericórdia Divina, dia após dia de sua vida, com muita simplicidade e pequenez.

Depois da morte de sua mãe, a menina desenvolveu uma grande sensibilidade e se achava sempre entristecida e abatida, chorava muito. Porém, aos 10 anos, ela fez uma experiência com Nossa Senhora que ficou em sua vida: “No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, do meu leito, virei meu olhar para a imagem de Maria, e, de repente, a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Todas as minhas penas se foram naquele momento, e lágrimas escorreram de meus olhos, de pura alegria. Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, foi por causa das orações que eu tive a graça do sorriso da Rainha do Céu” (História de uma alma).

Teresinha também fez uma profunda experiência com o natal, tendo o menino Jesus como doador de uma “total conversão”, aos seus 13 anos de idade, no ano de 1883. Depois disso, sua vida foi transformada e ela começou a dar grandes passos na vida espiritual. Esse fato foi tão importante a ponto de levá-la a assumir o nome de Teresinha do Menino Jesus.

Ao entrar no Carmelo, dedicou-se a rezar pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Porém, trazia em seu coração o grande desejo de ser missionária, queria anunciar o evangelho aos cinco continentes do mundo. Até que descobriu no amor um caminho de perfeição: “no coração da Igreja, serei o amor. Assim, serei tudo, e nada impossibilitará meu sonho de tornar-se realidade” (História de uma alma). Logo após a sua morte, seria colocada como padroeira universal das missões católicas pelo Papa Pio XI.

Através do amor, desenvolveu a infância espiritual ou pequena via. Essa consiste na extrema confiança em um Deus que é Pai, o que foi consequência do seu relacionamento com seu pai Luís. Ele levou sua filha a olhar a Deus como um pai bondoso, amoroso e misericordioso. Por isso, pôde confiar e se lançar sem reservas nos braços d’Aquele que a leva como um elevador através de sua graça. Esse relacionamento filial gerou um transbordar de caridade, generosidade e gratuidade, por parte da santa que desembocou na vivência com suas irmãs religiosas. Em sua extrema humildade, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, assim buscava sempre rebaixar-se na vida fraterna e amar sem reservas. Tudo isso, levou-a a renovar a espiritualidade carmelita de João da Cruz (Doutor do “tudo ou nada”), vendo nessa caridade gratuita o caminho perfeito. “No crepúsculo desta vida aparecerei diante de vós (Deus) com as mãos vazias” (História de uma alma), ou seja, nem apresentar méritos ou obras, simplesmente confiando no amor gratuito de Deus, que é Pai e nos salva (Cf. 1 Jo 4, 17). Essa experiência fez com que o Papa João Paulo II a proclamasse doutora da Igreja, no dia 19 de outubro de 1997.

Em seu leito de morte, com apenas 24 anos, disse suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”. Após a sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos que se tornaram mundialmente reconhecidos. Assim realizou a sua promessa de espalhar uma chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. Sua beatificação aconteceu em 1923; e foi canonizada por Pio XI em 1925, que a chamava de “uma palavra de Deus”.

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por nós!

Oração:

Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. Quero santificar as batidas do meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na Fornalha de seu Amor Misericordioso. Oh, meu Deus! Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, para que estejamos um dia reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja.” (Obras completas de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, Oração 10).

Referências:

Vatican News
Livro: “História de uma alma” – Santa Teresinha
Livro: “De mãos vazias” – Conrado de Meester

Fonte: Canção Nova

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