A voz de Deus

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

 


A voz de Deus é sempre providencial para nossa vida, ela nos guia, nos liberta e tem a

capacidade de nós orientar diante dos tempos e situações que nós enfrentamos e que
sentimos insuficientes e incapazes de dar uma resposta. O auxílio de Deus por meio de sua
palavra e pela oração é sempre o nutriente essencial para nossa vida.

São José, pai adotivo de Jesus, homem que diante das adversidades e perseguições soube em
cada momento ouvir a voz providencial de Deus. E isto não se aprende imediatamente, mas
com o tempo e muita disponibilidade. O primeiro elemento é a docilidade, que traz a abertura a voz de Deus, o segundo é a atenção ao que Deus nos fala, José rezava com a vida, e a voz de Deus dirigia a sua vida,o terceiro é o
discernimento, ele não apenas ouvia, ele discernia em Deus sobre como a palavra D’Ele precisa
se realizar em sua vida.

Fique atento, Deus tem muito a falar a você no dia de hoje, aprenda com São José.

Fonte: Canção Nova

7 de Janeiro - S. RAIMUNDO DE PENHAFORTE, PRESBÍTERO DOMINICANO, CO-FUNDADOR DOS MERCEDÁRIOS

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021


 Raimundo nasceu em 1175, em Peñafort, Catalunha, em uma família rica e nobre. Estudou filosofia e retórica em Barcelona e, depois, transferiu-se para Bolonha, onde se formou em Direito Civil, tornando-se docente em Direito Canônico. Com o passar dos anos, o Bispo de Barcelona, Dom Berengário IV, em viagem à Itália, fez-lhe a proposta de ser professor no Seminário, que queria instituir na sua diocese. Assim, Raimundo retorna a Catalunha e, quatro anos mais tarde, em 1222, torna-se Dominicano. No ano seguinte, com a ajuda do futuro santo Pedro Nolasco, fundou a Ordem dos Mercedários, com o objetivo de resgatar os escravos cristãos, e escreveu um livro-guia para sacerdotes confessores.

Papa Gregório IX confia a Raimundo uma tarefa gravosa

Em 1238, seus coirmãos Dominicanos insistem para que se torne Mestre Geral da Ordem e Raimundo teve que aceitar. Era o terceiro Superior Geral da Ordem, depois de Domingos de Gusmão e Jordano da Saxônia.

Com seu novo cargo, começa a viajar, sempre a pé, visitando convento por convento por toda a Europa. Suas atividades o debilitaram e, já com setenta anos, foi obrigado a deixar o cargo e voltou a fazer o que mais gostava: rezar e estudar. Dedicou-se, de modo particular, à formação dos novos pregadores da Ordem Dominicana, que se propagava na Europa. Raimundo estava ciente de que, como missionários, seus coirmãos deveriam ser capazes de aproximar, atrair a atenção e convencer as pessoas, às quais deviam anunciar Jesus Cristo.

Logo, a Ordem devia providenciar todos os instrumentos culturais indispensáveis. Eram necessários, por exemplo, testes idôneos para o confronto com pessoas cultas de outras confissões. Por isso, ele se comprometeu em preparar seus coirmãos, pois era preciso também conhecer de perto a cultura daqueles, aos quais deveriam levar o Evangelho. Por isso, Raimundo instituiu uma escola de hebraico, em Múrcia, e uma de árabe, em Túnis.

Faleceu com a idade de 100 anos, em 6 de janeiro de 1275, em Barcelona. Dizem que, durante as suas exéquias, ocorreram muitos milagres.

Foi canonizado, em 1601, pelo Papa Clemente VIII. Seus restos mortais estão custodiados na catedral da capital da Catalunha.

Fonte: Vatican News

Papa: luz de Cristo se difunde com o anúncio, a fé, o testemunho

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

 "Cristo é a estrela, mas também nós podemos e devemos ser a estrela, para os nossos irmãos e irmãs, como testemunhas dos tesouros de bondade e infinita misericórdia que o Redentor oferece gratuitamente a todos."

“Cristo é a estrela, mas também nós podemos e devemos ser a estrela, para os nossos irmãos e irmãs, como testemunhas dos tesouros de bondade e infinita misericórdia que o Redentor oferece gratuitamente a todos.”

No Angelus na Solenidade da Epifania, rezado na Biblioteca do Palácio Apostólico, o Papa invocou a proteção de Maria sobre a Igreja universal, “para que possa difundir no mundo inteiro o Evangelho de Cristo, luz de todos os povos.”

“A salvação operada por Cristo – começou explicando Francisco - não conhece fronteiras, é para todos. A Epifania não é outro mistério, é sempre o mesmo mistério da Natividade, mas visto na sua dimensão de luz: luz que ilumina cada pessoa, luz para ser acolhida na fé e luz para ser levada aos outros na caridade, no testemunho, no anúncio do Evangelho.”

Luz de Deus é mais poderosa que as trevas deste mundo


Falando da atualidade da visão do Profeta Isaías narrada na primeira leitura, o Santo Padre recorda que a luz dada por Deus a Jerusalém é destinada a iluminar o caminho de todos os povos. “Esta luz tem o poder de atrair todos, próximos e distantes, e todos se põem a caminho para a alcançar”:

É uma visão que abre o coração, que alarga o respiro, que convida à esperança. Certamente, as trevas estão presente e ameaçadoras na vida de cada pessoa e na história da humanidade, mas a luz de Deus é mais poderosa. Trata-se de a acolher acolher a fim de que possa resplandecer para todos. Onde está esta luz? O profeta vislumbrou-a de longe, mas já era suficiente para encher o coração de Jerusalém de uma alegria incontrolável.

Já a narrativa de Mateus, no Evangelho do dia, mostra que a luz “é o Menino de Belém, é Jesus, mesmo que sua realeza não seja aceita por todos. Alguns a rejeitam, como Herodes”. Por meio dele, “Deus realiza o seu reino de amor, seu reino de justiça e paz. Ele nasceu não só para alguns mas para todos os homens, para todos os povos,” sua luz "é para todos os povos, a salvação é para todos os povos.

A encarnação, "método" de Deus a ser seguido


O Papa então pergunta “como se difunde a luz de Cristo em todos os lugares e tempos”, explicando que "ela tem o seu método":

Não o faz por meio dos poderosos meios dos impérios deste mundo, que procuram sempre apoderar-se do domínio sobre ele. Não, a luz de Cristo se difunde pelo anúncio do Evangelho. O anúncio, a palavra, o testemunho.  E com o mesmo “método” escolhido por Deus para vir no meio de nós: a encarnação, isto é, aproximar-se do outro, conhecendo-o, assumir a sua realidade e levar o testemunho de nossa fé, cada um. Somente assim a luz de Cristo, que é Amor, pode brilhar naqueles que a acolherem e atrair os outros. A luz de Cristo não se expande somente com as palavras, com falsos métodos empreendedores. Não, não. A fé, a palavra, o testemunho.

“Cristo é a estrela, mas também nós podemos e devemos ser a estrela, para os nossos irmãos e irmãs, como testemunhas dos tesouros de bondade e infinita misericórdia que o Redentor oferece gratuitamente a todos. A luz de Cristo não se expande por proselitismo, mas pelo testemunho, pela confissão da fé. Também pelo martírio.”

Deixar-se fascinar e converter por Cristo


E a condição para isso, observou – “é acolher em nós esta luz, acolhê-la cada vez mais”. E advertiu:

Ai de nós se pensarmos que a possuímos, ai de nós se pemsamos que devemos somente “geri-la”! Também nós, como os Magos, somos chamados a deixar-nos sempre fascinar, atrair, guiar, iluminar e converter por Cristo: é o caminho da fé, através da oração e da contemplação das obras de Deus, que nos enche continuamente de alegria e de admiração sempre nova. O fascínio é sempre o primeiro passo para seguir em frente.

Fonte: Vatican News

Evangelho de 24 de dezembro

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

 

Após a circuncisão de João Batista, seu pai, Zacarias, louvou a Deus: Bendito seja o Senhor Deus de Israel que a seu povo visitou e libertou. E voltando-se para João Batista, disse: E tu menino, serás chamado profeta do Altíssimo para preparar o caminho do Senhor.

Como viver esse Evangelho no dia de hoje?

Chegamos ao ponto alto do advento: a expectativa pelo nascimento do Messias. Zacarias passou por uma conversão e agora é capaz de ver Deus agindo na sua família. Então, cresce a fé, a alegria e a gratidão. Será mais natal, quanto mais percebermos Deus vivo entre os membros de nossa família.

Dom Mário Spaki comenta o Evangelho de Lucas 1, 67-79.

Fonte: Vatican News

É Natal - Comunidade Shalom

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

 

É Natal!
Um menino nos foi dado
E a nós foi revelado
O Plano de amor do Pai
É Natal!
E Jesus se faz criança
E em nós nasce a esperança
De reaprender a amar
É Jesus, o Príncipe da Paz
Sinal para os perdidos
Astro que brilha mais
É Jesus, mão forte do Senhor
Consolo e ternura
Do Pai olhar de amor

O Papa: a oração é o nosso coração, quem não ama, faz de conta de rezar

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

 


"A oração preocupa-se pelo homem. Simplesmente pelo homem. Aquele que não ama o irmão não reza seriamente", disse Francisco na catequese da Audiência Geral.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

“A oração de intercessão” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral, desta quarta-feira (16/12), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.  

“Quem reza nunca deixa o mundo para trás. Se a oração não recolhe as alegrias e tristezas, as esperanças e angústias da humanidade, torna-se uma atividade “decorativa”, um comportamento superficial, um teatro, um comportamento intimista”, disse o Pontífice.

Segundo o Papa, “todos precisamos de interioridade: de nos retirarmos para um espaço e um tempo dedicados ao nosso relacionamento com Deus. Mas isto não significa fugir da realidade. Na oração, Deus “nos toma, nos abençoa, e depois nos reparte e nos oferece”, pela fome de todos”. “Todo cristão é chamado a tornar-se, nas mãos de Deus, pão repartido e partilhado. Uma oração concreta, que não seja uma fuga”, frisou o Papa.

A oração é o nosso coração


“Assim, homens e mulheres de oração procuram a solidão e o silêncio, não para não serem incomodados, mas para ouvir melhor a voz de Deus. Por vezes retiram-se do mundo, na intimidade do seu quarto, como o próprio Jesus recomenda, mas onde quer que estejam, mantêm sempre a porta do seu coração bem aberta”, disse o Papa, acrescentando:

Qualquer pessoa pode bater à porta de um orante e encontrar nele ou nela um coração compassivo, que reza sem excluir ninguém. A oração é o nosso coração, e a nossa voz se torna coração e voz de muitas pessoas que não sabem rezar, não rezam, não querem rezar, ou estão impossibilitadas de rezar. Somos o coração e a voz dessas pessoas que sobe a Jesus, e sobe ao Pai, como intercessores. Na solidão nos separamos de tudo e de todos para encontrar tudo e todos em Deus.

Segundo Francisco, desta forma “o orante reza pelo mundo inteiro, carregando sobre os ombros as suas dores e os seus pecados".

“Reza por todos e por cada pessoa: é como se ele fosse a “antena” de Deus neste mundo. Em cada pobre que bate à porta, em cada pessoa que perdeu o sentido das coisas, aquele que reza vê o rosto de Cristo.”

Catecismo escreve: «Interceder, pedir a favor de outrem, é próprio,  [...] dum coração conforme com a misericórdia de Deus». "Isso é belissimo! Quando rezamos, estamos em sintonia com a misericórdia de Deus. Misericórdia em relação aos nossos pecados. Deus é misericordioso conosco, mas também misericórdia com todos aqueles que pediram para rezar por eles ou por quem queremos rezar. Em sintonia com o coraçao de Deus. Esta é a verdadeira oração. Em sintonia com a misericórdia de Deus. Quando intercedo por alguém, rezo por alguém é porque Cristo diante do Pai é intercessor, reza por nós fazendo ver ao Pai as chagas de suas mãos. Jesus está fisicamente com o seu corpo diante do Pai. Está fisicamente diante do Pai. Rezar é fazer como Jesus, interceder em Jesus ao Pai pelos outros. Isso é muito bonito”, disse o Papa.

A oração preocupa-se pelo homem. Simplesmente pelo homem. Aquele que não ama o irmão não reza seriamente. Alguém pode dizer: no sumo do ódio não se pode rezar. No sumo da indiferença não se pode rezar.

“A oração se encontra no espírito de amor. Quem não ama, faz de conta de rezar ou pensa que reza, mas não reza, pois falta o espírito que é o amor.”

Na Igreja, aquele que conhece a tristeza ou a alegria do outro vai mais a fundo do que aquele que investiga os “sistemas máximos”. É por isso que existe uma experiência do humano em cada oração, porque as pessoas, por muitos erros que possam cometer, nunca devem ser rejeitadas nem descartadas.

Somos todos folhas da mesma árvore

Segundo o Papa, quando uma pessoa movida “pelo Espírito Santo, reza pelos pecadores, não faz seleções, não emite juízos de condenação: reza por todos. E também reza por si. A lição da parábola do fariseu e do publicano é sempre viva e relevante: não somos melhores do que qualquer outra pessoa, somos todos irmãos numa afinidade de fragilidade, de sofrimento e de pecado”. O fariseu rezava de uma forma soberba: “Eu te agradeço senhor por que não sou como eles”. “Isso não é oração. É olhar-se no espelho. Olhar-se no espelho mascarado pela soberbia”, disse Francisco.

O mundo avança graças à "cadeia de orantes que intercedem, e que na sua maioria são desconhecidos, mas não a Deus! A Igreja, em todos os seus membros, tem a missão de praticar a oração de intercessão. Em particular, é dever de todos aqueles que têm um papel de responsabilidade: pais, educadores, ministros ordenados, superiores de comunidades. Tal como Abraão e Moisés, devem por vezes “defender” perante Deus as pessoas que lhes foram confiadas. Na realidade, trata-se de olhar para elas com os olhos e o coração de Deus, com a sua mesma invencível compaixão e ternura. Rezar com ternura pelos outros.”

O Papa concluiu, dizendo que “somos todos folhas da mesma árvore: cada desprendimento nos lembra a grande piedade que devemos nutrir, na oração, uns pelos outros. Rezemos uns pelos outros, fará bem a nós e a todos”.

Fonte: Vatican News

Padre Marcondes Meneses - 20 Anos de Sacerdócio

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

 

Você foi planejado com muito amor e cuidado por Deus. E hoje faz vinte anos que Ele te consagrou como sacerdote, sabendo do teu amor por seu Filho Jesus.
Viva intensamente o seu ministério, mesmo diante dos desafios e dificuldades, pois só assim descobrir-se-á o seu propósito que é de te fazer instrumento como pastor para cuidar do seu rebanho...
Parabéns!!! Que teus olhos estejam sempre aberto para conhecer mais e mais os caminhos de Jesus...
Diácono Roberto Inocêncio
#20anosdesacerdcio

ALEGRAI-VOS, ELE ESTÁ BEM PERTO! | Tempo do Advento - 3º Domingo

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

 

SENHOR, VEM SALVAR TEU POVO | Tempo do Advento - Canto de Entrada

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

 

OUVE-SE NA TERRA UM GRITO | Canto de Entrada (Advento)

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

 

Cânticos para o Advento

domingo, 6 de dezembro de 2020

 

Parabéns Padre Luiz Antônio! 45 Anos de Sacerdócio!

 


Parabéns Padre Luiz Antônio! 

Vida longa e muita saúde para conduzir o rebanho que Deus o confiou!


Um abraço fraterno, 
Armadura do Cristão 

Vigia Esperando a Aurora

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020


 Vigia, esperando a aurora, qual noiva esperando o amor

É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor
É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor

Ao longe, um galo vai cantar seu canto
O Sol, no céu, vai estender seu manto
Na madrugada eu estarei desperto
Que já vem perto o dia do Senhor

Vigia, esperando a aurora, qual noiva esperando o amor
É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor
É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor

A minha voz vai acordar meu povo
Louvando a Deus que faz um mundo novo
Não vou ligar se a madrugada é fria
Que um novo dia logo vai chegar

Vigia, esperando a aurora, qual noiva esperando o amor
É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor
É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor

Se é noite escura, acendo a minha tocha
Dentro do peito o Sol já desabrocha
Filho da luz, não vou dormir: Vigio
Ao mundo frio vou levar o amor!

Vigia, esperando a aurora, qual noiva esperando o amor
É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor
É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor

Advento, tempo de espera!

257ª Festa da Penha 2020 | 1º dia

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

 

Advento, viagem ao encontro de Cristo

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

 No domingo, 29 de novembro, iniciou o Advento, um tempo que nos prepara para o Natal e, especialmente neste momento difícil de pandemia, renova nossa esperança, pois a certeza da vinda de Cristo nos leva a olhar para o futuro com confiança.

Maria Milvia Morciano – Vatican News

Quando pensamos no Advento, nos sentimos imersos em uma atmosfera especial de luzes e penumbra, de silêncio e ao mesmo tempo música, maravilha e alegria interior. São as quatro semanas que nos aproximam do Natal. Nos leva ao caminho e ao mesmo tempo nos coloca à espera. Esperar pelo Senhor significa preparar nossos corações, nossas intenções, dar um novo rumo à nossa vida. Papa Francisco nos explica: “O Advento convida-nos a um compromisso de vigilância, olhando para fora de nós mesmos, ampliando a mente e o coração, para nos abrirmos às necessidades das pessoas, dos irmãos, ao desejo de um mundo novo. É o desejo de muitos povos martirizados pela fome, pela injustiça e pela guerra; é o desejo dos pobres, dos frágeis, dos abandonados. Este tempo é oportuno para abrirmos o nosso coração, para fazermos perguntas concretas sobre como e por quem despendemos a nossa vida” ( Angelus 2 de dezembro de 2018).

adventus antes do Advento

A palavra Advento vem do latim adventus, que na Roma antiga indicava a chegada em forma solene do imperador ou de um alto funcionário a uma determinada cidade. Trata-se de uma cerimônia já em uso nos tempos helenísticos e conhecida na iconografia até a Idade Média. O momento mais culminante era o sacrifício do imperador no templo dedicado aos deuses tutelares mais importantes, demonstrando uma profunda interpenetração entre o poder e a religião. Esta prática foi interrompida por Constantino, que se recusou a sacrificar para a Tríade Capitolina (Júpiter, Juno e Minerva). Isto foi fundamental, pois o culto capitolino representava a unidade política e religiosa da própria Roma e celebrava seu poder. O ato de Constantino dividiu claramente a esfera civil da religiosa. Com a afirmação da nova religião, o caminho do imperador de triunfal passa a ser peregrino. O itinerário seguido pela procissão desloca seu eixo em direção à Basílica de São Pedro. O primeiro atestado é o de Honório, em 403, e recontado de forma animada por Santo Agostinho em uma homilia onde ele se perguntava onde o imperador teria se detido. De fato, Honório, avançando, toca o túmulo de Adriano, o atual Castel Sant'Angelo, mas vai além dele e finalmente chega à "memória do pescador" ˗ que é a atual Basílica de São Pedro. (Sermo 360 B , Cum pagani ingrederentur 26).

Adventus cristológico

Alguns episódios da vida de Cristo estão ligados aos significados simbólicos do adventus pagão, especialmente os incluídos nos evangelhos gnósticos, sempre redundantes de detalhes. No entanto, o exemplo verdadeiramente apropriado continua sendo a entrada em Jerusalém representada de forma semelhante nas cenas com os imperadores retratados em relevos e moedas. Tendo como fundo paisagens urbanas, os imperadores caminham solenemente, muitas vezes a cavalo, entre a multidão. O episódio é narrado por todos os Evangelhos canônicos, mas em João (12, 12-19) aparece a palavra grega ὑπάντησιj (upàntesis), correspondente ao adventus latino.

Na iconografia Jesus aparece semelhante a um imperador, representado de perfil e com uma postura régia montado em um burro, perto da entrada principal de Jerusalém, entre pessoas festivas acenando ramos de palmeira ou estendendo mantos enquanto ele passa. Esta representação muito bem sucedida e aparece em obras desde o final do século IV, por exemplo nos afrescos de Sant'Angelo in Formis em Capua, e nas obras de Giotto na Capela Scrovegni em Pádua assim como em Pietro Lorenzetti na Basílica Inferior de Assis. Esta representação foi posteriormente herdada e retomada nos desfiles dos dignitários medievais e renascentistas.


As visitas de Jesus à humanidade

Na meditação patrística grega e latina, o adventus Domini não era apenas a vinda de Cristo entre os homens na encarnação (adventus in carne ou in humilitate), mas também a vinda definitiva no julgamento final (adventus in maiestate).

Há também uma vinda intermediária, da qual alguns padres e especialmente São Bernardo de Claraval falam: "Oculta, ao invés, é a vinda intermediária, na qual somente os eleitos o veem dentro de si, e suas almas são salvas. Na primeira vinda, portanto, ele entra na fraqueza da carne, nesta intermediária vem no poder do Espírito, na última virá na majestade da glória. Assim, esta vinda intermediária é, por assim dizer, um caminho que une o primeiro ao último" (Disc. 5 sobre o Advento, 1-3).

O Papa Francisco, referindo-se a estas palavras explica as três visitas de Jesus à humanidade: a primeira visita - todos sabemos - ocorreu com a Encarnação, o nascimento de Jesus na gruta de Belém; a segunda ocorre no presente: o Senhor nos visita continuamente, todos os dias, Ele caminha ao nosso lado e é uma presença de consolo; por fim, haverá a terceira, a última visita, que professamos cada vez que recitamos o Credo: "De novo há-de vir na glória a julgar os vivos e os mortos".

E o Papa continua, lembrando que a vinda será inesperada, no meio da vida diária de cada um. Desta perspectiva, continua Francisco “vem também um convite à sobriedade, a não sermos dominados pelas coisas deste mundo, pelas realidades materiais, mas antes a governá-las. Se, ao contrário, nos deixarmos condicionar e dominar por elas, não podemos perceber que há algo muito mais importante: o nosso encontro final com o Senhor: e isto é importante. Aquele, aquele encontro. E as coisas de todos os dias devem ter este horizonte, devem ser orientadas para aquele horizonte”. (Angelus, 27 de novembro de 2016 ).

Precisamente por ocasião do Advento, o Papa Francisco recorda mais uma vez o seu verdadeiro significado: "Vigiar e rezar: eis como viver este tempo, a partir de hoje até ao Natal. O Advento convida-nos a um compromisso de vigilância, olhando para fora de nós mesmos, ampliando a mente e o coração, para nos abrirmos às necessidades das pessoas, dos irmãos, ao desejo de um mundo novo"  ( Angelus 2 de dezembro de 2018).

Fonte: Vatican News

Pesquisar neste Blog

Liturgia Diária

Liturgia Diária
Canção Nova

Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba - Dom Delson

Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba - Dom Delson
Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz

Fale conosco

Nome

E-mail *

Mensagem *

Visitantes

A ARMADURA DO CRISTÃO

A ARMADURA DO CRISTÃO
Leia Efésios 6, 10-20

Conselhos do Papa Francisco

Oração de exaltação a Santa cruz

Como Retornar?

Como Retornar?
Dicas para voltar a ter intimidade com Deus

Mensagem

Mensagem
Monsenhor Jonas Abib

Terço

Terço
Mãe da Divina Misericórdia

Mensagem

Reflexão

Frei Galvão

Frei Galvão
História

O Papa Francisco

O Papa Francisco
Vatican

Bíblia Católica On Line

Seja um Padrinho Vem Cuidar de Mim

Missa de Cinzas - Fotos

Missa de Cinzas - Fotos
Paróquia Menino Jesus de Praga

Mensagem

Mensagem
Monsenhor Jonas Abib

Ajude o Laureano

Campanha Vem Cuidar de Mim

Campanha Vem Cuidar de Mim
Assine aqui o abaixo assinado!

ANUNCIE AQUI

ANUNCIE AQUI
armaduradocristao@gmail.com

Adoração ao Santíssimo

Adoração ao Santíssimo

Salmos on Line

Menino Jesus de Praga

Arquivos Obras Timbó