3º domingo do Advento: qual o significado da vela roxa?

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A vela roxa e o seu significado

No 3º Domingo, acendemos a vela roxa clara, quase rosa, porque é o domingo da alegria, desde a alegria do rei Davi, que celebrou a aliança e sua perpetuidade. Esta alegria vem da chegada do Salvador prometido por Deus e anunciado pelos profetas. As leituras constituem uma mensagem de consolação e de alívio. Muitas são as passagens bíblicas que nos lembram isso:
“Clama, jubilosamente, filha de Sião, solta gritos de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo coração, filha de Jerusalém. Naquele dia dirão ‘O Senhor teu Deus está no meio de ti como herói que te vem salvar’ ” (Sof 3,14-16). Esse dia tão cheio de gozo é o dia do Nascimento de Jesus em Belém, pois o Senhor se faz presente no mundo de maneira real, feito homem entre os homens para ser o Salvador. Se Jerusalém exulta com esperança “daquele dia”, a Igreja, ano após ano, celebra com alegria infinitamente maior.
3º domingo do Advento qual o significado da vela roxa
Foto Ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com

Confiemos no Senhor

“Dizei aos corações perturbados: ‘Tende coragem. Não vos assusteis; ai está o Vosso Deus. Ele próprio vem salvar-vos. Então os olhos dos cegos hão de abrir-se e descerrar-se os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria” (Is 35,4-6). Essas palavras de Isaías, para confortar os desterrados de Israel, nos animam, para que mesmo em nossa fraqueza, confiemos no Salvador. Ele virá para nos dar coragem, para amparar os fracos, para curar as feridas do pecado e dar a todos a salvação. Animam-nos a confiar no Salvador e se alegrar.
“Exulto de alegria por causa do Senhor; minha alma rejubila por causa de meu Deus, que me revestiu com os trajes da salvação e me envolveu num manto de justiça” (Is 61,10). Este é o canto de alegria de Jerusalém libertada e reconstruída após o desterro da Babilônia; e agora se aplica à Igreja que se alegra e dá graças pela salvação realizada por Cristo.

Alegrai-vos!

Davi é o rei, imagem de Jesus; unificou o povo judeu sob seu reinado, assim como, Cristo unificará o mundo todo sob seu comando. Cristo é Rei e veio para reinar; mas o Seu Reino não é deste mundo; não se confunde com o “Reino do homem”; seu Reino começa neste mundo, mas se perpetua na eternidade, para onde devemos ter os olhos fixos, sem tirar os pés da terra. Com a alegria de quem se sente perdoado, o terceiro domingo se inicia com a seguinte proclamação:
“Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”. Estando já próxima a chegada do Homem-Deus, a Igreja pede que “a bondade do Senhor seja conhecida de todos os homens”. (Fil 4,4) A Igreja coloca diante de nossos olhos a esperança alegre de Israel, que também é nossa, e que Jesus aplica a si: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor. Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias. Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações” (Is 61,1-11).

Presença de Nossa Senhora

Para celebrar essa alegria, a liturgia traz o Magnificat de Nossa Senhora: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Encheu de bens os famintos, despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia” (Lc 1,46-54).
É o tempo de meditar no que São Paulo lembra-nos; essa missão de bondade e de alegria confiada aos cristãos: “Irmãos, vivei sempre na alegria (…) avaliai tudo, mantendo o que é bom. Conservai-vos longe de qualquer espécie de mal” (2Tes5,16-22). Não são reprováveis apenas as más ações, mas, também, a omissão de tantas obras boas que não se concretizam por egoísmo, por frieza ou por indiferença com o próximo necessitado. Fazer o bem faz bem.
Para viver essa alegria é preciso da mortificação do corpo, tendo em vista a fragilidade da nossa natureza. A vida moderna nos oferece inúmeras comodidades e prazeres sensíveis; aceita-los sem qualquer limitação, nos levaria ao enfraquecimento da vontade. O Concilio Vaticano II nos lembra que: “O espírito do homem, mais liberto da escravidão das coisas, pode mais facilmente levantar-se ao culto e contemplação do Criador” (GS, 57).
Nesse tempo, a Igreja nos chama a viver um pouco a “espiritualidade do deserto”, que não consiste apenas de mortificação e de renúncia, podemos incluir: tempo de silêncio, recolhimento e meditação, que nos dão capacidade de amar, servir a Deus e contemplar os seus mistérios.

Fonte: Canção Nova

Deus se manifesta entre nós

 

Reconheça onde Deus se manifesta, em que lugar Ele se faz presente; Ele está bem próximo de você, falando ao seu coração

Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’” (Mateus 11,18-19).

A multidão não quis acolher a presença de Deus, não abriram o coração para reconhecer a visita de Deus, a presença d’Ele em seu meio. Pessoas demasiadamente ocupadas, fechadas em si mesmas, ocupadas com: seus negócios; afazeres; seu trabalho; com seu crescimento; com os investimentos; enfim, pela vida que levam. Não são capazes de reconhecer as manifestações de Deus.
Os sinais estão por aí, é bonito ver o próprio sinal que Jesus nos dá. A questão não é só comer e beber ou estar neste ou naquele lugar, a questão é uma só: abrir o coração para o novo de Deus, para a novidade, para a Boa Nova que se manifesta no meio de nós.
João Batista era um homem de ascese, levava uma vida penitente. Às vezes as pessoas vivem a penitência, levam uma vida penitente, chamam atenção para a conversão, à mudança de vida, para rever as próprias atitudes. Vendo o exemplo de João, percebemos que simplesmente acusaram a ele de ser um endemoniado, um louco ou assim por diante. Desse modo que tratam as pessoas que querem levar uma vida mais penitente, mas desses “penitentes” cada um reconhece a vida que teve, a vida que levou.
São Francisco de Assis precisou ser aplicadíssimo na vivência da penitência, para se purificar da vida velha que teve. Jesus já veio cuidando dos pecadores, acolhendo os pecadores, estando no meio deles, abraçando-os, amando a cada um deles. Mas disseram: “Não. Ele está com os pecadores; deve ser somente mais um”.
A verdade é que, o critério humano, o juízo humano, julga tudo segundo as suas próprias aparências e interesses. Se não nos purificamos dos nossos critérios humanos, da nossa sutileza e maldade, não conseguimos enxergar a presença de Deus no meio de nós, e essa presença se faz de diversas maneiras.
Deus não cessa de visitar-nos e de fazer-se presente no meio de nós. Reconheça onde Deus se manifesta, em que lugar Ele se faz presente; Ele está bem próximo de você, falando ao seu coração e visitando a sua vida. Não deixe que, os critérios que a nossa cabeça humana colocaram à frente, coloque-nos cegos e fechados para não reconhecer que Ele está no meio de nós.
Eles não reconheceram e, nós, muitas vezes, também não reconhecemos Deus no meio de nós, porque, não nos abrimos para reconhecê-Lo.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Alegria no Sofrimento

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Para ter alegria em meio ao sofrimento, é preciso experimentar a verdadeira transformação no Espírito

Nesse tempo do Advento nos preparamos para a vinda do Senhor. A vinda se dá por três formas. A primeira é a vinda física d’Ele a este mundo; a segunda é Ele conosco todas as vezes em que participamos da Eucaristia; a terceira forma é a Sua segunda vinda para encontrar a Sua Igreja e, é para essa que nós estamos nos preparando.
Eu e você somos fracos, nossas misérias e limites são imensos, somos indignos diante da santidade de Deus. Nos confessamos e voltamos a cair no mesmo pecado; nossa natureza é falha, mas Ele é perfeito, e a santidade deve ser o nosso objetivo.

A forma de trabalhar de Deus

Esse Senhor que vem é forte, digno, santo e transformador, então, devemos apresentar a Ele a nossa necessidade de transformação, a nossa indignidade e confiar que Ele é poderoso para nos transformar.
Fascinante é a forma de trabalhar do nosso Deus, contrariando a forma de pensar do homem, que diante do poder d’Ele espera que Ele se apresente em majestade, mas Ele escolhe se manifestar de forma simples.

Boa árvore dá bons frutos

Diferente do que pensavam os religiosos do tempo d’Ele, Jesus nos ensina que a árvore se reconhece pelos frutos, ou seja, autoridade não vem de palavras eloquentes, mas do exemplo e propriedade no Espírito. Isso não é fruto de vestimentas ou títulos, mas de uma santificação que se demonstra por obras.
Como tem sido nossas obras? Como tem sido nossas palavras? Devemos ter cuidado com os frutos que temos apresentados, pois se estamos transformados, se o amor de Deus está em nós, como vamos apresentar algo que não seja amor?
Jesus nos convida a viver em comunhão com Ele, e essa comunhão é compreender que nossas palavras devem ser as palavras d’Ele. Quem não se compreende isso, não consegue ser “árvore boa” na vida das pessoas, e assim, sua vida não é exemplo.
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Advento é tempo de despertar e se converter

Vamos abrir nossos olhos, vamos deixar Ele trabalhar em nós, nos transformar. Vamos sair de nós mesmos, enxergar o outro. Nunca a palavra foi tão mal usada, quanto nos tempos de hoje, mas se seguirmos o exemplo de Jesus, que é a própria Palavra, seremos portadores de frutos de vida para aqueles que estão a nossa volta.
Temos que buscar falar como Jesus falou, agir como Jesus agiu. Ser cristão é isso, é imitar a Cristo! Neste tempo do Advento devemos nos lembrar que é tempo de conversão, de santificação. Cuidado com suas palavras, cuidado com suas atitudes, o autoexame nos faz calar quando necessário e esperar o melhor momento de falar. Vamos buscar discernimento e conversão.
Deixar-se conduzir pelo Espírito é surpreender no amor, o Natal não é despender dinheiro, não é presentear com presentes caros; Natal é demonstração de amor. Vamos nos inspirar em Jesus que é a suprema demonstração de amor.

Fonte: Canção Nova

Receba Maria em sua casa

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Receba a Virgem Maria em sua vida, ela é a portadora da graça de Deus para cada um de nós

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?” 
 (Lucas 1,42-43).

Maria é a mãe e a mulher que visita os seus filhos. Ela visita e, é, acima de tudo, a portadora – aqu’Ela que leva a presença de Deus onde quer que esteja.
O Evangelho narra para nós, Maria visitando Isabel, essa não recebe “somente” a presença de Maria, recebe, também, o menino que Maria traz consigo, recebe a presença divina de Deus em sua vida por meio da Virgem Maria.
Hoje, celebramos Nossa Senhora de Guadalupe. Quando olhamos para a história da humanidade, percebemos o quanto Deus visita os Seus filhos. Deus usa, justamente, da Sua mãe e a Sua presença amorosa é a visita de Deus para a humanidade.
São diversas aparições: em Aparecida, em Fátima e tantas outras. Hoje, olhamos para o rosto de Maria no rosto de um índio. Ela tem a face dos povos indígenas, ela assume as dores, os sofrimentos, os alentos, as expectativas; ela alimenta a fé do seu povo quando ela visita e se faz presente.
Maria está nos visitando, está trazendo Deus para o nosso meio. Receba Maria em sua casa, receba a Virgem Maria em sua vida, ela é a portadora da graça de Deus para cada um de nós. Onde a presença dela se faz, a transformação divina se realiza, porque Deus transformou o seu interior, transformou o seu ventre, fez dele o lugar da morada de Deus.
Maria quer fazer da nossa vida, da nossa casa, do nosso lar e de onde quer que estejamos o lugar da presença de Deus: um lugar divino, sagrado, abençoado e iluminado, lugar onde Deus quer se fazer presente.
Não ignore, acolha, ame, reconheça e, acima de tudo, valorize com toda a sua alma e coração, Deus que nos visita pela presença de Maria. Deus se faz presente no meio de nós pela intercessão fecunda da Sua mãe no meio de nós.
Que a Virgem Mãe, a Senhora de Guadalupe, interceda, suplique e seja um sinal para o nosso povo Latino Americano, sofrido, que passa por tantas aflições, que Ela traga para os nossos povos a certeza de que Deus está conosco.
Que os nossos povos saibam que não caminham sozinhos, pois Deus caminha lado a lado.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A coroa do Advento e seu significado

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal

Deus se faz presente na vida de todo ser humano, e de todas as formas deixa-nos sentir Seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do Advento abrange quatro semanas antes do Natal.
Atualmente, há uma grande preocupação em reavivar esse costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.
A coroa do Advento e seu significadoFoto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Velas do Advento

No centro do círculo, colocam-se as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração, e simbolizam as quatro manifestações de Cristo:
1° Encarnação, Jesus Histórico;
2° Jesus nos pobres e necessitados;
3° Jesus nos Sacramentos;
4° Parusia: Segunda vinda de Jesus.
No Natal, pode-se adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino; e, se quisermos, podemos pôr a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.

História da coroa do Advento

Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.
Simbolismos esses que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que, por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se converteram rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã, para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.
O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal, e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: o Menino Jesus é o nosso grande presente!
Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar, com sua família, à luz da nossa fé, a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. A cada domingo, pode acender as velas, convidando seus familiares para rezar.

Oração

Senhor Jesus, celebrar o Teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa, um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Ao acender cada vela desta coroa do Advento, queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a salvação, que é o grande presente que queremos dar a todos os que amamos por intermédio do Menino Jesus, que vai nascer em nossa família.
Como você se prepara para celebrar essa grande festa do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo? Clique em comentários e diga: Como você vive esse tempo litúrgico?. 
Natal feliz é Natal com Cristo!

Fonte: Canção Nova

Advento, tempo de preparação para a vinda do Senhor

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A nossa alma também está à espera, nesta expectativa pela vinda do Senhor; uma alma aberta que chama: “Vem, Senhor”

Quando falamos do mês de dezembro, vem logo à nossa mente a celebração do natal. Este mês de dezembro inteirinho, a liturgia nos prepara para a grande festa, o nascimento do Menino Jesus. As quatro semanas que antecedem o Natal, geram em nossos corações a feliz expectativa para a vinda do Senhor que irá nascer.

Foto: Gama5 / by Getty Images
Tendo em vista esta função do Advento: preparar para o Senhor Jesus que virá; vale recordar as maneiras que Cristo vem até nós.
São Bernardo define em três. “A primeira, quando Ele veio por Sua Encarnação; a segunda é cotidiana, quando Ele vem a cada um de nós, pela sua graça; e a terceira, quando virá para julgar o mundo” (São Bernardo de Claraval, Obras completas de São Bernardo, Madrid: BAC, 1953, p. 177).
Vejamos então, a partir do pensamento de São Bernardo em consonância com o Magistério da Igreja sobre as “vinda do Senhor”.

Encarnação

A primeira vinda do Senhor é a mais conhecida, por se tratar do Natal. “Revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”. (prefácio do Advento I). Esta oração rezamos no tempo do Advento como forma de celebrar o mistério da encarnação. Deus totalmente Espírito, assume um corpo humano, uma alma humana. É um Deus que não quis permanecer inacessível; não restringiu-se à sua Glória celestial, mas quis passar pela experiência humana, a ponto de ser em tudo igual a nós, exceto no pecado (Hb 4, 15).
O Concílio de Nicéia acontecido no século IV esclareceu essa realidade. Jesus possui duas natureza, a humana e a divina. Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
Podemos nos perguntar, por qual razão ele se fez homem? Poderíamos nomear várias razões pelas quais Deus se fez homem e veio habitar no meio de nós, mas uma merece destaque particular, para nossa salvação.
No Credo Niceno-Constantinopolitano rezamos: “Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem”.
Como vimos, essa é a principal razão: à nossa salvação. Por isso, na Solenidade de Natal somos convidados a mergulhar nossa vida neste mistério. Deus por seu imenso amor se humanizou para nos divinizar.

Cotidiano

A segunda vinda do senhor, conforme São Bernardo, é aquela que acontece no cotidiano da vida, em especial, por meio dos sacramentos.
Nos ensina o Papa Francisco: “O Senhor todos os dias visita a sua Igreja! Visita cada um de nós e, também, a nossa alma. Ela se assemelha à Igreja, a nossa alma se assemelha a Maria. Os Padres do deserto dizem que Maria, a Igreja e a nossa alma são femininas e o que se diz sobre uma, analogamente, se pode dizer da outra. A nossa alma também está à espera, nesta expectativa pela vinda do Senhor; uma alma aberta que chama: ‘Vem, Senhor’ ”.
A segunda vinda dá-se cotidianamente. Podemos dar, aqui, um destaque todo particular para três realidades: a Eucaristia, a escuta atenta da Palavra de Deus e Santa Missa.
Sobre essa segunda vinda podemos falar de um “Natal permanente”.

Vinda gloriosa

A terceira vinda do Senhor deve ser compreendida no plano escatológico, isto é, na consumação dos tempos onde Jesus virá revestido de poder e glória para julgar os vivos e os mortos. “Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda”. (CATECISMO, n. 524).
Nos recorda o prefácio do Advento que, Jesus “revestindo de Sua glória, Ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos, que hoje, vigilantes esperamos” (Prefácio do Advento I).
Portanto, a vigilância assume um papel importante no advento definitivo do Senhor.
É preciso estar vigilante, porque o senhor pode chegar a qualquer instante.
Em cada Santa Missa, quando respondemos a Oração Eucarística, recordamos esta realidade escatológica: “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!”. (Oração Eucarística IV).

Os sinais dos últimos tempos

O Papa Francisco, no dia 15 de Novembro de 2015, no Angelus disse: “Sobre quando acontecerão os sinais dos últimos tempos não devemos nos preocupar, mas sim nos prepararmos diariamente para nos encontrarmos com Jesus. O núcleo central em torno do qual gira o discurso de Jesus é Ele mesmo, o mistério da sua pessoa e da sua morte e ressurreição, e o seu retorno no fim dos tempos. A nossa meta final é o encontro com o Senhor ressuscitado”.
Em complemento a essas palavras sua Santidade, o Papa, ainda fez algumas perguntas: “Gostaria de perguntar-lhes quantos de vocês pensam nisso? Haverá um dia em que eu encontrarei o Senhor face a face. Esta é a nossa meta, esse encontro. Não esperamos um tempo ou um lugar, mas caminhamos ao encontro de uma pessoa: Jesus.”
Portanto, explicou o papa, “o problema não é ‘quando’ acontecerão esses sinais premonitórios dos últimos tempos, mas o fazer-se encontrar preparados para o encontro. E não se trata nem mesmo de saber ‘como’ se darão essas coisas, mas ‘como’ devemos comportar-nos, hoje, à espera desse encontro”.
Por fim, vale recordar que a segunda vinda, conforme São Bernardo, por meio dos sacramentos nos preparam para a terceira e definitiva vinda de Jesus.
Aqueles que vivem santamente os sacramentos estão preparados para se encontrarem com Jesus na sua vinda gloriosa.
Neste Advento, que nosso coração esteja preparado para receber Jesus que vai nascer, com a certeza que Ele já está no meio de nós por meio dos sacramentos, porém, esperançoso de sua vinda definitiva, onde virá com poder e glória para julgar os vivos e os mortos.
Juntos possamos rezar:
Maranatha, vinde Senhor Jesus!

Os perigos de trocar os símbolos cristãos pelos pagãos no Natal

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Quase sem perceber, muitas pessoas estão entrando na cultura pagã da celebração do Natal


Aproxima-se o Natal, tempo que marca as nossas vidas. Nossas cidades ficam mais iluminadas, nossas casas bem ornamentadas, diversos símbolos apontam o mistério que celebramos e tornam o ambiente mais alegre e festivo.

Por outro lado, quase sem perceber, muitas pessoas estão entrando na cultura pagã da celebração do Natal.


















Foto ilustrativa: Nadianb/by Getty Images

Objetos que estão ocupando o lugar do presépio


No lugar do Menino Deus, do presépio e das imagens sagradas, tem se dado lugar para o papai noel, presentes, duendes, gnomos, e etc.. Estamos até, decorando as nossas casas com símbolos que não têm nada de cristão. Cuidado!

Fui vitrinista de uma loja de calçados infantis e sei de como a ”Nova Era” usa essa festa cristã para paganizar as nossas casas e as nossas cidades.

No lugar de símbolos que expressam o mistério do Verbo, que se fez carne, colocam-se símbolos que esvaziam e descristianizam o significado do Natal.

Andando pelas ruas e pelos shopping centers, não é difícil encontrar duendes, gnomos, bruxas, fadas, pirâmides, e principalmente “anjos” afeminados e com expressões um tanto sensuais para chamar atenção de crianças, jovens e adultos na hora das compras.

Pior do que isso são os objetos que, sem saber, estamos levando para decorar as nossas casas, atraindo todo tipo de contaminação e trocando os símbolos cristãos pelos pagãos.


Movimento de descristianização da sociedade


Existe na nossa sociedade um movimento de descristianização da sociedade e, alguns meios de comunicação estão a serviço deste movimento.

Assim como há sites ensinando como montar uma árvore de natal mágica, chamada de árvore cabalística ou sefirótica.

Certa vez uma apresentadora famosa de TV ensinava a queimar incenso e a decorar a casa com velas mágicas para trazer boas energias, além de várias simpatias para um Natal de “paz”.

Pensei comigo, naquele momento: “Quantos cristãos estão sendo enganados por essa falsa doutrina? Quantos cristãos estão comprando as idéias do diabo via satélite?”

Na busca da dita “paz” muitos estão trocando o verdadeiro Príncipe da Paz, que é Jesus Cristo, por magia cósmica, bons fluídos, e todo tipo de esoterismo. Como diz São Paulo: “Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (…)” (1Cor 10).

O mistério de Deus


Os símbolos expressam o inefável, o mistério de Deus. Os símbolos natalinos evangelizam sem palavras, é arte, é dom de Deus.

Um simples presépio, na sua casa, diz do mistério do Verbo que se fez carne. Lâmpadas ou velas acesas expressam, sem palavras, que a Luz venceu as trevas; a árvore de Natal com seu colorido aponta para o céu, nossa pátria celeste.

Os sinos exprimem o desejo de nosso coração quando chegar Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Que neste Natal você seja cristão, inclusive na decoração do seu lar! Diga não aos símbolos da Nova Era na sua casa! E como bem nos alerta o Papa João Paulo II: O simples fato de sermos de Deus nos obriga a ser diferentes”.

Objetos que não apontam para Deus? Na minha casa, não!


Um bom, santo e feliz Natal!

Fonte: Canção Nova

Reflita sobre as quatro semanas do Tempo do Advento

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Advento é tempo de preparação para a grande festa do Natal de Jesus


O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Esse foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. O Natal de Jesus, precisa ser preparado e celebrado a cada ano. São quatro semanas de preparação e no decorrer delas, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e virá no final dos tempos.

Por isso é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor considerada sob diversos aspectos. Em primeiro lugar, a expectativa do Antigo Testamento pela vinda do Messias, do que falaram os profetas, agradecendo a Deus o dom inefável da salvação, que se realizou na vinda do divino Redentor. Agora, a vinda do Salvador deve atualizar-se no coração de todos os homens, enquanto a história se encaminha para a Parusia, ou seja, a vinda gloriosa do Senhor. É nesta perspectiva que devem ser escutadas as leituras do Advento. “Vinde, caminhemos à luz do Senhor!”



 

Reflita-sobre-as-quatro-semanas-do-Tempo-do-Advento

      Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele, também, está marcado para logo após a morte.

Nas duas últimas, lembramos a espera dos profetas e de Maria. Nos preparamos mais (especialmente), para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes; nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi e seu Reino não terá fim. Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

A coroa do Advento


A Guirlanda ou Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. A coroa é verde, sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que nos envolve, e também, a manifestação do nosso amor que, espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.


A Coroa do Advento é composta por quatro velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e, à medida que, vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. Os ramos em círculo, são de cipreste, de pinheiro ou de outra árvore ornamental, esses ramos são para lembrar a esperança cristã, alimentada com a proximidade do Natal. O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno e também da nossa ininterrupta dileção ao Criador e ao próximo.

Durante o advento prevalece a cor roxa, símbolo da conversão, que é fruto da revisão de vida, ou seja, a metanoia. As velas querem representar as várias etapas da salvação, sobretudo para significar, a espera Daquele que é “a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo” (João 1,9), e que está para chegar, então, nós, O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.

Fonte: Canção Nova

Audiências Públicas com o Papa Francisco sobre a missa

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Missa não é espetáculo para foto, é o encontro com Cristo
  08/11/2017 10:51 





Papa: Se não digo Pai a Deus, não sei rezar
  15/11/2017 10:51 


Papa: Ir à Missa é como ir ao Calvário
  22/11/2017 10:51 

254ª Romaria de Nossa Senhora da Penha

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

 Aconteceu entre a noite do sábado (25) e a madrugada deste domingo (26) a 254ª Romaria da Penha, em João Pessoa. Os fiéis caminharam por 14 quilômetros durante cinco horas, das 22h às 3h, com orações, louvores, pagamento de promessas e homenagens a Nossa Senhora da Penha.
O percurso dos romeiros teve início na Igreja de Lourdes, no Centro de João Pessoa, às 22h. Em seguida, eles seguiram em caminhada até o Santuário de Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha, onde chegaram por volta das 3h. Logo em seguida, a missa campal foi celebrada pelo arcebispo metropolitano da Paraíba, Dom Manoel Delson.
 A Arquidiocese da Paraíba não divulgou um número oficial de quantos fiéis participaram da Romaria da Penha 2017, porém, afirmou que compareceram mais pessoas que na edição anterior. A Polícia Militar, que considerou o evento tranquilo, confirmou a informação. 
O tema deste ano foi “No Sim de Maria, Deus restaurou a criação. Ó Mãe, ensina-nos a viver em comunhão e a preservar o meio ambiente”. “Juntamos no tema a importância do ‘Sim’ de Maria a Deus, ao ser escolhida para ser a mãe de Jesus, e a necessidade de seguirmos falando sobre a preservação do meio ambiente”, explicou o organizador geral da Festa da Penha e da Romaria, o pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Padre Luiz Antônio de Oliveira.

Formação sobre Advento e Natal na Paróquia Menino Jesus de Praga

sábado, 25 de novembro de 2017

 
Nesta noite de Sexta-feira, aconteceu a formação sobre Advento e Natal, na Paróquia Menino Jesus de Praga com os Padres Marcondes Meneses e Samuel da Paróquia Jesus Ressuscitado.
Estiveram presentes paroquianos da Jesus Ressuscitado, Menino Jesus de Praga, São Francisco e Santo Antônio do Menino Deus.



 



http://armaduracristaodo.blogspot.com.br/2017/11/fomracao-advento-e-natal-na-paroquia.html
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Explicação sobre o tema da Festa da Penha 2017

sexta-feira, 24 de novembro de 2017



Na noite desta quarta-feira, dia 22 de novembro, às 19h, começou a 254ª Festa de Nossa Senhora da Penha, no Santuário dedicado à Santa, na Praia da Penha, em João Pessoa. Houve um Tríduo (três noites de celebração) em Honra e Preparação para a grande Romaria na noite do dia 25 de novembro.

O tema da Festa este ano é: “No Sim de Maria, Deus restaurou a criação. Ó Mãe, ensina-nos a viver em comunhão e a preservar o meio ambiente”. “Cada ano temos um tema específico para a Festa. Esse tema é elaborado sempre levando em consideração dois pontos: um é a comemoração especial do ano feita pela Igreja, instituída sempre pelo Papa, que em 2017 é o ‘Ano Mariano’; e o outro é a temática da Campanha da Fraternidade, que agora em 2017 é ‘Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida’, com o lema ‘Cultivar e guardar a criação’ (Gn 2, 15). Então juntamos no tema a importância do “Sim” de Maria a Deus, ao ser escolhida para ser a mãe de Jesus, e a necessidade de seguirmos falando sobre a preservação do meio ambiente”, explica o organizador geral da Festa e da Romaria, Pe. Luiz Antônio de Oliveira, que é o Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Altiplano Cabo Branco, da qual o Santuário Nossa Senhora da Penha faz parte.

Completa o Pe. Luiz: “Nós entendemos que a Festa, que inclui a Romaria, é um momento de forte evangelização promovido pelo Santuário, pela Paróquia e pela Arquidiocese. O povo cristão, católico, leva Maria para casa, para a vida, para as comunidades, para a sua religiosidade. Ela é Mãe. Mãe de Jesus e também a Mãe de todos nós. Temos um carinho especial por Maria”.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A ROMARIA DA PENHA

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A Romaria da Penha está completando quantos anos?
A Capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha, na Orla de João Pessoa, foi construída em 1763, ou seja: há 254 anos. Desde então, a cada ano, fiéis rendem graças à Santa. Por isso dizemos que em 2017 a Romaria completa 254 anos. Mas a caminhada, como conhecemos hoje, com um número maior de participantes, saindo do Centro da Capital e indo até o Santuário, tem menos tempo. Segundo relatos, ela é realizada há cerca de 120 anos.
 
O percurso e o horário mudaram ao longo dos anos?
Sim. A Romaria começava à meia-noite, o que fazia com que os romeiros só terminassem a caminhada no início da manhã, sob sol forte. Muitos passavam mal. Desde 2006 ela começa às 22h. O percurso já mudou. Antes, muitos romeiros não passavam pela hoje conhecida avenida principal dos Bancários. Muitos devotos cortavam caminho passando por dentro do bairro para, mais à frente, chegar à avenida que leva ao Santuário. Outra mudança aconteceu em 2015 após a construção do Trevo das Mangabeiras. Os romeiros desde então passam atrás e ao lado do Mangabeira Shopping. Ela sai da igreja de Lourdes, no Centro da Capital, porque essa igreja era a Matriz da Paróquia da qual o Santuário da Penha fazia parte.
 
Existe uma data certa para a Romaria?
A Romaria da Penha é realizada sempre na noite do último sábado para o último domingo de novembro.
 
Quantas pessoas trabalham na organização da Romaria?
São cerca de 600 pessoas trabalhando. Isso só pessoas ligadas à Igreja, distribuídas por equipes, como: Equipe de Coordenação, Equipe de Apoio, Equipe de Liturgia, Equipe do Andor e Equipe de Coleta. A Romaria é realizada com o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa e do Governo do Estado da Paraíba, através de órgãos como Secretaria de Segurança Pública, Semob, Sedurb, Emlur e equipes médicas. E ainda tem o apoio de empresas privadas e dos meios de comunicação.
 
O que é proibido na Romaria?
Os organizadores pedem que os romeiros não comprem e não bebam álcool ao longo da caminhada. Pedem aos vários comerciantes ambulantes que trabalham na Romaria que vendam água, água de coco, suco, refrigerante... mas não bebida alcoólica! Isso para não colocar em risco a tranquilidade e a segurança dos devotos. Obs.: que as bebidas sejam comercializadas em embalagens plásticas - que sejam evitados produtos em garrafas de vidro.
 
O que é recomendado aos devotos?
Os caminhantes devem hidratar-se durante a Romaria, que tem um longo percurso: quase 14 quilômetros. A maioria dos fiéis atendidos pelas equipes médicas socorristas é por desidratação ou com sintomas de fraqueza devido à falta de alimentação no fim da Romaria. Os caminhantes levam, no mínimo, 4 horas para percorrer todo o trajeto - isso num ritmo mais intenso e sem parar. Por isso é necessário beber bastante água ou suco e se alimentar com frutas ou barras de cereal, por exemplo. Também é importante usar um calçado confortável e uma roupa leve.
Outras recomendações: evitar sair do percurso e não passar por locais escuros e sem a cobertura da Polícia; evitar usar objetos como celular, joias e relógios; os romeiros que vão com crianças não devem se distanciar das mesmas - uma dica: deixe com os meninos e meninas um número de telefone para contato, para facilitar o encontro caso alguém se perca; evitar passar muito perto ou permanecer por muito tempo ao lado dos trios elétricos.
Este ano, numa referência ao tema da Romaria, pede-se que os romeiros tomem cuidado para não destruir a vegetação presente durante o percurso e que não joguem lixo no chão.
 
Quantos trios elétricos e mini-trios participam?
São mais de 10, com Ministérios de Música das Paróquias e Comunidades que formam a Arquidiocese da Paraíba. Eles vão ajudar na animação espiritual da Romaria. Todos os veículos passam por vistoria.
 
Qual o percurso da Romaria?
Ela começa em frente à igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no Centro de João Pessoa, e termina no Santuário da Penha, na Orla da Capital. Saiba, quilômetro a quilômetro, por onde os romeiros vão passar:
 
Início: a Romaria começa depois da Bênção de Envio, feita pelo Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Delson, com a participação do organizador geral da Romaria, Pe. Luiz Antônio de Oliveira, às 22h, em frente à igreja de Nossa Senhora de Lourdes, na Av. João Machado, no Centro da Capital (Obs.: a caminhada começa neste local porque a igreja de Lourdes era a Igreja Matriz da Paróquia da qual o Santuário da Penha fazia parte. Hoje o Santuário pertence à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Altiplano Cabo Branco).
 
1km: os romeiros seguem pela Av. João Machado. Eles completam 1 quilômetro de percurso quando passam em frente ao Instituto Cândida Vargas.
 
2km: após a Av. João Machado, os romeiros seguem pela Av. Dom Pedro II e no início da Mata do Buraquinho completam 2 quilômetros de caminhada.
 
3km: na entrada do Jardim Botânico.
 
4km: após o viaduto do trevo universitário, na chegada à Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
 
5km: quando passam em frente ao Centro de Tecnologia da UFPB, os romeiros completam 5 quilômetros de percurso. Em seguida entram nos Bancários pela principal do bairro: a Avenida Walfredo Macedo Brandão.
 
6km: Praça da Paz, no bairro dos Bancários.
 
7km: quando os romeiros passam em frente ao antigo INSS, na principal avenida do bairro dos Bancários, vão estar no meio do percurso.
 
8km: no novo INSS.
 
9km: em frente ao CNEC, já na Estrada da Penha.
 
10km: na entrada do Quadramares os romeiros completam 10 quilômetros de caminhada.
 
11km: na subida para a Penha.
 
12km: na entrada da Penha.
 
13km: na rua que leva ao Santuário. A Romaria termina no Santuário de Nossa Senhora da Penha, na Praia da Penha, na Orla da Capital. Uma Missa Campal vai ser celebrada pelo Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Delson, no campo de futebol que fica ao lado do Santuário. A Missa começa assim que o carro-andor chegar ao Santuário, o que deve acontecer por volta das 3h30 da madrugada do domingo, dia 26 de novembro.
 
Existem recomendações para a imprensa?
A Bênção de Envio dos Romeiros vai ser dada pelo Arcebispo Dom Delson. Será a primeira vez que ele vai proferir essa Bênção. Dom Delson, antes de subir no trio elétrico onde a Bênção vai ser dada, vai atender à imprensa. Será pertinho do trio, no chão, na área em frente a Embratel. Isso por volta das 21h20/21h30.
Após atender aos jornalistas e radialistas, Dom Delson vai subir no trio elétrico posicionado em frente à igreja de Nossa Senhora de Lourdes para desejar uma tranquila caminhada aos romeiros. Atenção: esse deverá ser um trio grande, para garantir também o acesso da imprensa (cinegrafistas, repórteres, fotógrafos...). Mas, se houver limitação de espaço, por questões de segurança, será dada prioridade aos cinegrafistas e fotógrafos, podendo ter um revezamento dos profissionais.
Outra observação importante: não há necessidade de credenciamento para a imprensa. Durante a Romaria os profissionais vão poder subir nos trios, desde que autorizados na hora pelo responsável de cada um. Pede-se cuidado para evitar acidentes, como quedas e choques elétricos (cuidado com os fios de alta tensão).
No campo de futebol na Penha, os profissionais da imprensa, devidamente identificados, vão poder ter acesso ao palco montado para a Missa campal, que vai ser presidida por Dom Delson. Pede-se cuidado para não atrapalhar a Celebração. Evitar falar alto e ficar passando em frente ao altar. Nesse momento não será possível gravar entrevista.
 
Qual o tema da Romaria em 2017?
O tema este ano é: “No Sim de Maria, Deus restaurou a criação. Ó Mãe, ensina-nos a viver em comunhão e a preservar o meio ambiente”.
 
Qual a programação do dia da Romaria?
Dia 25 (sábado), às 16h, Recitação do Terço no Santuário da Penha. 17h: carreata de Nossa Senhora da Penha, que vai levar a imagem da Santa da Penha para a igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no Centro da Capital, de onde, às 22h, começa a Romaria de Nossa Senhora da Penha. A Bênção de Envio dos Romeiros vai ser feita pelo Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Delson. O percurso será o mesmo do ano passado - da igreja de Lourdes até o Santuário. Às 22h, no Santuário, terá uma Noite de Louvor. Domingo: dia 26, às 3h30 (previsão de chegada da Romaria): Celebração Eucarística campal presidida por Dom Delson.
 
Qual a história de Nossa Senhora da Penha?
De acordo com historiadores, existia, no norte da Espanha, uma serra muito alta e íngreme chamada Penha de França, na qual o Rei Carlos Magno teria vencido a batalha contra os mouros. Por volta de 1434, um monge francês, chamado Simão Vela, sonhou com uma imagem de Nossa Senhora que lhe aparecia no topo dessa montanha cercada de luz e acenando para que ele fosse procurá-la. Durante cinco anos, o monge peregrinou, procurando a mencionada serra, até que um dia teve uma indicação de sua localização e para lá se dirigiu. Após três dias de intensa caminhada, escalando penhas (pedras) íngremes, o monge parou para descansar. Nesse momento, ele viu, sentada perto dele, uma formosa senhora com o filho ao colo que lhe indicou o lugar onde encontraria o que procurava. Auxiliado por alguns pastores da região, conseguiu achar a imagem que tinha visto em sonho. No local, Simão Vela construiu uma ermida, que logo se tornou célebre pelo grande número de milagres alcançados por intermédio da Senhora da Penha. Mais tarde, foi construído ali um dos mais ricos e grandiosos santuários da Cristandade.
 
Qual a história da Romaria da Penha em João Pessoa?
O português Sílvio Siqueira, em 1763, comandava uma embarcação que saíra do norte em direção à Europa. No litoral paraibano ele enfrentou uma grande tormenta. Em um momento de aflição, ele reuniu a tripulação e pediu proteção à Nossa Senhora da Penha, prometendo erguer uma ermida em sua honra no local em que aportasse em segurança. Minutos depois, todos conseguiram desembarcar com tranquilidade na então Praia de Aratú - hoje Praia da Penha. Como prometido, a construção foi feita. E essa foi a terceira capela construída no Brasil para Nossa Senhora da Penha. A primeira foi erguida em Vila Velha, na então Capitania do Espírito Santo, entre os anos de 1558 e 1570. A segunda foi construída em 1635, pelo capitão Baltazar Abrel Cardoso, na Freguesia de Irajá, no Rio de Janeiro.

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