Imploremos a Jesus pelos nossos filhos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

 

Precisamos cuidar dos nossos filhos e levá-los para Jesus 

“Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés” (Marcos 7,5).

Nós nascemos puros! E ainda que tenhamos a marca do pecado original, a graça do batismo nos purifica.
As crianças são puras. E como são belas as nossas crianças! É verdade que, por descuido, por falta de zelo ou por outra circunstância da vida, nossos filhos se sujam com o mundo e, nós, também, nos sujamos.
E, os espíritos impuros, ao longo da caminhada, vão entrando em nossa vida, na nossa história. Às vezes, é dentro de casa mesmo, pois dentro de uma casa onde se fala palavrão, o espírito impuro invade a mente das crianças. Numa casa onde tem gritarias, brigas e tantas outras coisas, tudo isso invade o interior dos filhos e, com toda a certeza, também invade o interior dos adultos.
Hoje permite-se tudo: televisão, internet, redes sociais. São bens necessários, mas trazem um mundo de impureza para dentro das nossas casas e, também, para dentro dos nossos filhos. Nós não podemos ser ingênuos e nem inocentes com aquilo que invade os sentimentos e pensamentos, inclusive, das nossas crianças.
No Evangelho, aquela menina sofre com o espírito impuro, está toda atormentada. E quantas meninas tão cedo se deixam levar pelo espírito deste mundo! Quantas moças e quantos rapazes, cada vez mais cedo, são seduzidos pelo espírito deste mundo. E, mais cedo ainda, é grande a quantidade de jovens querendo se suicidar porque perderam o sentido da vida.
Então, o primeiro remédio é a prevenção. Precisamos cuidar dos nossos filhos com amor, atenção, e ter cuidado com os espíritos impuros, maldosos, imundos. Espíritos mundanos que roubam, cada vez mais cedo, a pureza dos nossos.
No Evangelho, aquela mãe aflita, estava com o coração amargurado por causa do que aconteceu com sua filha. Essa mãe implora a Jesus pela vida da filha. Pede que a liberte daquele espírito impuro que a atormentava, que tirava a paz interior dela, que a deixava sempre agitada, e fazia com que ela perdesse o sentido da vida.
Esse espírito impuro precisava ser expulso da vida dela. Aquela mãe sabia que só Jesus poderia fazer isso por sua filha. E ela implora, inclusive pelas migalhas, pois como ela não era judia e, Jesus estava pregando para os judeus, para o povo da primitiva aliança, ela rompeu toda e qualquer barreira e diz: “Os cães têm direito às migalhas”.
Nós precisamos das migalhas de Jesus para os nossos filhos. Podemos dar o “Pão da Palavra”, o “Pão da Eucaristia”, o “Pão que salva”, mas se rejeitamos o Pão da Palavra, o Pão da Eucaristia, o banquete da vida,  se não os damos aos nossos filhos, o mundo tomará conta deles.
Precisamos mais do que nunca, implorar como aquela mulher: “Jesus, salva os nossos filhos”.
Deus abençoe você!   

Fonte: Canção Nova 

O que torna impuro o homem é o que sai do seu interior

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

 

É de dentro do nosso coração que saem as más intenções

“(…)’Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior’” (Marcos 7,14-15).

Mais um vez, vemos a relação de Jesus com os fariseus. Eles estão preocupados com aquilo que entrará para dentro de nós, com a comida, com os aspectos dos alimentos. Porém, ainda que se tenha preocupação com a questão higiênica dos alimentos, a impureza a qual Jesus se refere é a impureza da alma, do coração e das intenções.
Neste caso, não é o que vem de fora que vai nos sujar, e sim o que já está dentro de nós. É a maldade das nossas intenções e pensamentos; é o mal que, muitas vezes, recheia os nossos pensamentos. Impuro é aquilo que pensamos, que está guardado dentro de nós e, quando soltamos, o veneno se expande, espalha.
Por isso, o homem interior cuida da sua vida interior. Ele cuida de lavar-se, de purificar-se. Ele cuida, acima de tudo, do coração dele.
Há, nos dias de hoje, uma preocupação excessiva com os aspectos externos da vida humana. Uma preocupação excessiva com a beleza, onde a pessoa passa o dia inteiro para cuidar dos seus traços exteriores. E, é muito bom cuidar de si mesmo, dos aspectos da saúde, da aparência. Mas se tivéssemos, pelo menos, a mesma preocupação com o nosso interior, as relações humanas seriam outras.
Não adianta mostrar uma cara boa, limpa, bem cuidada, se não cuidarmos com a mesma ou com maior diligência do nosso coração. Porque, o que estraga a vida humana não é aquilo que vemos, e sim o que está guardado. Pois, quando o que está guardado vem para fora, ele vem como uma artilharia, como veneno, como perigo.
Jesus fala que é de dentro do nosso coração que saem as más intenções, as imoralidades, os roubos, os adultérios, as ambições desmedidas. É de dentro do nosso coração que saem todas essas coisas. Então, cuidemos bem dele, o purifiquemos; cuidemos de lavar a nossa alma. Cuidemos de colocar em ordem os pensamentos que estão na nossa cabeça, pensamentos desordenados, soltos, impuros, maldosos, pois julgamos, condenamos, tudo isso acontece dentro de nós.
Purificando o nosso interior, teremos o melhor de nós para darmos uns aos outros.

Deus abençoe você!  

Fonte: Canção Nova

Papa recorda Dia Mundial do Enfermo, celebrado ontem

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

No Twitter, Francisco destacou que a atitude generosa para com os doentes é sal da terra e luz do mundo

 Da redação
Na mensagem para o Dia Mundial do Enfermo, Papa destaca que o caminho mais credível de evangelização são os gestos de dom gratuito / Foto: Arquivo – Reprodução CTV

Em sua conta no Twitter, o Papa Francisco recordou nesta segunda-feira, 11, o Dia Mundial do Enfermo, que neste ano está em sua 27ª edição.
Em seu tweet, o Santo Padre recordou que “a atitude generosa para com os doentes é sal da terra e luz do mundo”. E rogou que “a Virgem Maria nos ajude a praticá-la, e obtenha paz e alívio para todos os sofredores”.
Na mensagem do Papa Francisco por ocasião da data, o Papa exalta o dom como elemento desafiador ao individualismo, contra a cultura do descarte e da indiferença.
O tema escolhido pelo Pontífice para este ano é do Evangelho de São Mateus: “Recebestes de graça, dai de graça” (Mt 10, 8), e enfatiza que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito, como os do Bom Samaritano.
Ele lembra que todo homem é pobre, necessitado e indigente, de forma que, em cada fase da vida, nunca será possível ver-se livre da necessidade e da ajuda alheia. “O reconhecimento leal desta verdade convida-nos a permanecer humildes e a praticar com coragem a solidariedade, como virtude indispensável à existência”.

Fonte: Canção Nova

Onde Jesus estava, os doentes eram levados a Ele

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Precisamos ser o cuidado do Senhor na vida dos nossos irmãos enfermos, doentes

“Jesus percorria toda aquela região, e levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava” (Marcos 5, 55).

Jesus percorre todos os lugares anunciando o Reino de Deus e pregando o Evangelho. Onde Jesus estava, os doentes eram levados até a Ele.
É Jesus que vai até aos doentes e os doentes que vão até Jesus. É Jesus que vem ao encontro das nossas enfermidades, e nossas enfermidades que precisam ir ao encontro de Jesus.
Hoje, a Igreja celebra o Dia Mundial dos Enfermos. O Sacramento da Unção dos Enfermos é uma graça muito particular, reservada a todos os nossos irmãos e a cada um de nós, que sofremos doenças e enfermidades.
É Jesus que se faz solidário com as nossas doenças e enfermidades, elas revelam a nossa fragilidade humana. Todos nós somos perecíveis e suscetíveis às doenças e enfermidades. Precisamos cuidar da nossa saúde e fazermos todos os esforços possíveis para que ela esteja em dia.
Não podemos simplesmente esperarmos milagres do céu. O grande milagre da vida é cada um de nós saber cuidar da saúde, dando o melhor de nós, nos prevenindo dos males deste mundo, inclusive, dos males que atacam o nosso corpo, a nossa mente, o nosso Espírito, a nossa saúde, nos prevenir para que tenhamos paz e saúde.
Mas, na hora da enfermidade, Deus jamais nos abandona. Na hora da dor, da aflição e da tribulação, o Senhor quer estar muito perto de nós, e nós precisamos estar perto d’Ele. Por isso, hoje, precisamos levar nossos enfermos à presença de Jesus. Precisamos, cada vez mais, associá-los ao Corpo Místico de Jesus pregado na Cruz, o Corpo de Cristo sofredor na Cruz. É ali que Cristo cura a nossa dor e as nossas enfermidades.
Primeira coisa, é preciso sofrer junto. Sofrer com quem sofre; estar ao lado do enfermo, jamais abandoná-lo. Pois, muitas pessoas acabam sofrendo muito mais pela dor da incompreensão, da solidão, do abandono, e da falta de cuidados.
Atenção para com os enfermos dos hospitais, da nossa casa e família, porque, muitas vezes, não conseguimos dar aquela devida atenção que eles precisam.
Então, hoje, o convite de Jesus a nós é para darmos mais atenção aos doentes, enfermos e sofredores. Se, hoje, temos saúde e podemos fazer alguma coisa pelos que sofrem, façamos. Porque, amanhã, a situação pode se inverter, pode ser que sejamos nós que precisaremos do cuidado do outro.
Como é importante sermos a mão, o cuidado e  presença de Jesus na vida do outro. Sobretudo no momento da dor e da fragilidade. Jesus está ao nosso lado e nós precisamos estar ao lado do outro, o socorrendo, o levantando e levando o amor misericordioso do coração do nosso Deus.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Você tem fé que Deus tem um propósito especial para cada pessoa?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

A nossa vida tem um propósito escolhido por Deus

Eu acredito que Deus tem um chamado especial para a vida de cada um de nós, justamente porque somos únicos, e Ele não nos teria criado assim por um acaso. O problema é que nem sempre conseguimos discernir e aceitar esse chamado, e aí está uma das maiores fontes de tensão para muita gente em nossos dias.

Alguns não querem nem saber qual seria a proposta de Deus para sua vida, pois estão ocupados demais com seus afazeres ou envolvidos demais na busca de riqueza e fama, por isso, simplesmente, não têm tempo para ouvir Deus. Existem outros que até escutam o chamado, mas têm medo que Deus lhes peça algo insignificante, fora do seu projeto pessoal e, por isso, preferem a indiferença. Há ainda quem escute, claramente, a vós do Senhor, mas têm uma opinião tão negativa de si próprio, que não acredita que Ele lhe escolheria para algo grande, por isso acredita que o chamado é para outra pessoa, e não responde.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
O problema é que enquanto não paramos para, pelo menos, pensarmos no sentido de Deus ter nos enviado a este mundo, corremos o risco de “vivermos por viver”, sem acharmos o nosso lugar de fato. Isso gera uma sensação constante de vazio e insatisfação com a vida, o que aliás, em nossos dias, têm levado muita gente, principalmente os jovens, a perderem completamente o sentido de viver. É algo sutil que pode se tornar grandioso se não aprendermos a lidar com a situação desde o início.

Os planos de Deus

Recordo-me de que, quando eu era criança, mesmo sem compreender o que seria um chamado de Deus, eu acreditava que Ele havia me criado para algo maior do que meus planos. Hoje, porém, olhando para minha história, percebo claramente como a mão de Deus sempre conduziu minha vida. O interessante é perceber também que Ele me chamou e deu-me a opção de segui-Lo ou não. Graças a sua Misericórdia, escolhi segui-Lo, e cada vez mais percebo que fui criada justamente para estar onde estou sendo quem eu sou e fazendo o que faço, o que, aliás, é sempre uma consequência do que sou. Porém, percebo que se eu tivesse parado nos meus medos, nos meus projetos pessoais e nas minhas incapacidades, jamais teria dito sim ao chamado de Deus. Portanto, se você também percebe que Ele lhe chama para algo maior, independente da sua condição, tenha a coragem de dizer sim de todo coração, pois Ele mesmo irá providenciar o necessário para que a vontade d’Ele se cumpra em sua vida, e assim sua alegria seja completa.

Vamos rezar pedindo essa graça?


Oração: Senhor, eu sei que tens um propósito para minha vida, porque eu não sou fruto de um acaso. Eu sei que o Senhor pensou em mim mesmo antes do meu nascimento, como diz Sua Palavra. Por isso, peço: coloca o meu coração em sintonia com Teu coração e ajuda-me a ouvir o Teu chamado. Se minhas expectativas e planos não estão alinhados com os Teus propósitos, eu quero submetê-los a Tua autoridade; e comprometo-me a andar contigo. Quero que a Tua vontade se cumpra em mim e desejo que, com a minha vida, eu possa glorificar o Teu santo nome. Amém!

Fonte: Canção Nova

Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às sextas-feiras, está à frente do programa “Florescer”, que apresenta às 18h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000 do portal cancaonova.com. Também é autora do livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar” pela Editora Canção Nova.

Seja um evangelizador para as pessoas de dentro da sua casa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

 

Não podemos nos omitir e deixar de levar a presença de Deus aos nossos, para os de dentro da nossa casa

Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga” (Marcos 6,1).

É muito belo acompanhar quando Jesus voltou a Jerusalém, para a terra em que foi criado. Ele volta ali para fazer-Se presente e para levar, aos seus, aquilo que Ele veio trazer.
Nós não podemos nos omitir e deixar de levar a presença de Deus aos nossos. Muitas vezes, levamos Deus para os de fora, para o mundo, até porque, é mais fácil e, o mundo, às vezes, nos acolhe melhor. Pois, os nossos, nos olham, conhecem as nossas fraquezas, nos vêem simplesmente como o “comum”, e não vêem a graça que precisamos levar.
Mas, nós precisamos assumir a nossa missão, seja dentro de casa, na família, onde vivermos, pois, ali, deveremos proclamar a presença de Deus. Veja: Jesus não se omitiu; Ele voltou à Sua terra, foi à sinagoga e, o mais importante, ali Ele ensinava a Palavra de Deus.
Não seja catequista apenas para fora; não seja evangelizador só para os de fora. Seja um evangelizador dentro da sua casa. Com humildade e sabedoria evangélica fale de Deus para os seus, essa é a nossa primeira missão.
Depois que Jesus ensinou na sinagoga, ali Ele não pôde fazer tantos milagres, não pôde espalhar a graça. Saibamos que ouvir já é uma graça, mas o milagre é quando escutamos a Palavra de Deus e ela nos penetra. Pois é, então, que se realiza o Reino de Deus em nós, porque ela muda as nossas convicções e transpõe a nossa maneira de pensar. Queremos milagre maior do que isso?
Sabemos que, quando acolhemos a Palavra de Deus, permitimos que ela entre nós, que mude aqueles sentimentos negativos que cultivamos em nosso coração e mude, também, a nossa maneira de agir. Mas, ali em Jerusalém, muitos não souberam. Eles olharam para Jesus apenas como mais um e ficaram escandalizados com Ele.
Por isso, Jesus curou apenas a alguns doentes e admirou-Se com a falta de fé deles. É preciso ter fé para acolhê-Lo, amá-Lo; é preciso ter fé para que a Sua Palavra não seja apenas ouvida, e sim ruminada, guardada e vivida. Então, veremos o milagre acontecer dentro da nossa própria vida.

Deus abençoe você!     

Fonte: Canção Nova 

Os pais precisam ser presentes e atuantes na vida de seus filhos

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

 

Os pais precisam ser presentes. Inclusive, gostaria que as mulheres não tomassem somente para elas a responsabilidade de cuidar dos filhos

Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, e pediu com insistência: ‘Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!’” (Marcos 5,22-23).
O Evangelho de hoje tem duas preciosidades: a primeira é Jairo, chefe da Sinagoga; a segunda é a mulher que estava atormentada há doze anos por uma hemorragia crônica.
Jairo era um pai de família. Talvez olhemos para ele apenas como um chefe da sinagoga, mas o importante nas pessoas não é o cargo que elas têm, mas aquilo que elas são. Pai é pai, mãe é mãe, nada é mais sublime do que isso. Queremos rotular as pessoas: “Olha o chefe. Ele é isso. Ele faz aquilo”. Ele é um pai. E que beleza o coração desse pai! Geralmente, estamos vendo somente as mães, são elas que pedem, que suplicam, que correm atrás. Aqui é o pai que deixa para trás toda a arrogância do título, da importância que ele possa ter de chefe da sinagoga para assumir o seu lugar de pai.
Preciso dizer que os pais precisam ser presentes e atuantes. Inclusive, gostaria que as mulheres dissessem isso, que elas não tomassem somente para si a responsabilidade de cuidar dos filhos, porque é uma divisão errada das tarefas que foram dadas.
Dizem assim: “O homem trabalha e cuida de trazer o sustento para a casa, e a questão dos filhos é da mãe”. Isso não é verdade, porque tanto o pai quanto a mãe precisam ser presentes na vida de seus filhos.
O que fez diferença na vida dessa criança do Evangelho foi, justamente, a presença do pai. Jairo estava dizendo: “Minha filhinha está nas últimas. Senhor, coloque as mãos sobre ela, para que ela sare e viva”. Quantos filhos estão doentes e enfermos, perdendo a vida pela falta da presença paterna!
A presença não se faz somente comprando presentes, cuidando das coisas da casa. A presença tem de ser ativa e efetiva. O pai precisa ir à Missa rezar e suplicar pelos seus filhos. O pai tem de estar em casa orando pelos seus filhos, tem de colocar as mãos sobre a cabeça, sobre os ombros deles e rezar, ser afetuoso, carinhoso, porque, às vezes, o pai só levanta a voz para brigar com o filho, para chamar à atenção.
A Palavra de Deus está dizendo que o pai tem de ser presente, inclusive, espiritualmente. Acabemos de uma vez por todas com essa divisão errada que foi feita em nossas casas. A responsabilidade da criação, seja ela educacional, espiritual e emocional, é do pai e da mãe.
Puxemos os nossos pais para que se façam vivos e presentes. Alguns podem dizer: “Eu não tenho jeito!”, mas para o que não tem jeito, aprendemos a ter jeito. Todo mundo pode rezar e suplicar, porque Deus escuta a oração que vem do coração do pai.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Abu Dhabi: Papa se reúne com Conselho Muçulmano de Anciãos

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Encontro privado com o Conselho Muçulmano de Anciãos aconteceu na Grande Mesquita do Xeique Zayed

Da redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Francisco, na chegada à Grande Mesquita do Xeique Zayed, em Abu Dhabi./ Foto: Tony Gentile- Reuters
O Papa Francisco se dirigiu, nesta segunda-feira, 4, por volta das 17h, horário local (11h em Brasília), à Grande Mesquita do Xeique Zayed, em Abu Dhabi, para o encontro privado com os membros do Conselho Muçulmano de Anciãos.
O Pontífice foi recebido na entrada do Mausoléu do Xeique Zayed pelo Grande Imã de Al- Azhar, Ahmad Al- Tayyeb e pelos ministros das Relações Exteriores, da Tolerância, e da Cultura.
.: Todas as matérias sobre a viagem do Papa aos Emirados Árabes Unidos
Após visitar o túmulo do Xeique, o Papa se dirigiu ao pátio da Mesquita, onde acontece a reunião privada com os membros do Conselho.
Ao final do encontro, Francisco irá participar do Encontro Inter-religioso, juntamente com as autoridades locais, no Memorial do Fundador.

Fonte: Canção Nova

O Reino de Deus está presente no meio de nós

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019


 

O Reino de Deus anunciado por Jesus é comparado com alguém que espalha a semente sobre a terra

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra” (Marcos 4,26).

Jesus nos conta uma série de parábolas para compreendermos o Reino de Deus. Jesus usa de uma linguagem figurada para entendermos uma realidade que é presente. O Reino de Deus está presente no meio de nós.
O Reino de Deus anunciado por Jesus é comparado com alguém que espalha a semente sobre a terra. Veja o trabalho do semeador, aquele que planta diversas coisas que precisamos para a nossa alimentação, ele “joga” uma pequena semente que para o olhar humano é desprezível, não tem valor algum.
A semente é jogada e, de repente, ela vinga. Então, vem os frutos, o alimento, mas tudo era uma pequena semente. O Reino de Deus também é assim, pode ser que, no primeiro momento, não demos importância e seja irrisório, insignificante. Porém, a semente que é cuidada, vai crescer e, ao seu tempo, dará tantos frutos que outras pessoas virão para estarem debaixo dos frutos, da sombra, da árvore que brotou de uma pequena semente.   
Cuide da semente! Nós fomos, um dia, uma pequena semente. Nós estávamos lá no ventre da nossa mãe e, com a união do espermatozoide com o óvulo, formou-se a vida.  A semente cresceu e deu a vida a nós.
Precisamos tratar do que é pequeno e jamais o tratar como algo sem significado para a vida. Muitas coisas em nossa vida perdem o significado porque não damos valor às pequenas coisas. Uma palavra no meio de tantas confusões faz toda a diferença. Um pequeno detalhe, pequeno carinho, uma pequena atenção que damos para os nossos fazem toda a diferença.  
Não fique apenas buscando as coisas grandes, como se fossem as mais importantes da vida. Nada se torna grande da noite para o dia, por exemplo, hoje estamos com essa estatura, porque nossos pais cuidaram de nós, nos alimentaram, então, crescemos, e na vida também é assim. Cuidemos dos pequenos detalhes, a cada dia peguemos a Palavra de Deus, cuidemos dela e deixemos que ela cresça com o tempo.   
Nós iremos colher os melhores frutos de Deus se dermos atenção aos pequenos detalhes, às coisas que estamos desprezando, então, prestaremos mais atenção nas pequenas coisas da vida, que é onde Deus fala ao nosso coração.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Com a medida da paciência tratemos os nossos e desse mesmo modo seremos tratados

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019




“Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais” (Marcos 4,24).

O acréscimo da nossa medida será um pouco maior do que a medida convencional que nós temos para medir os outros. Porque nós recebemos muito; recebemos a graça, o Evangelho e as advertências de Deus.
E, se a nossa medida for a misericórdia, com ela seremos medidos; se for a bondade, ou seja, a forma como olhamos, tratamos e julgamos o outro, assim, também, seremos julgados.
Porém, se a nossa medida for a dureza e, muitas vezes, até a maldade, Deus não nos julgará pela maldade, pois, ela nos julgará por si mesma. Em Deus não subsiste o mal, mas esse por si mesmo nos destrói. Por isso, tenhamos a boa medida, isto é, a medida de Deus.
Deixemos que a luz de Deus ilumine o nosso coração, para percebermos as coisas que estão escondidas dentro de nós mesmos, aquelas que precisam de mais luz.
Existem, muitas vezes, tendências, comportamentos, formas de lidar com o outro que nós não prestamos a atenção. Deus é muito paciente conosco, e nós não sabemos ser pacientes uns com os outros. Nós não estamos percebendo o quanto a impaciência tem nos corroído, destruído os nossos relacionamentos mais próximos. Até a nossa convivência familiar e a convivência em casa vão se ruindo por falta da paciência, do amor e da misericórdia.
Sabemos que nos amamos uns aos outros, sabemos que dentro de uma casa os membros se amam. Porém, esse amor vai se ruindo, quando deixamos que a impaciência tome conta das atitudes.
A luz de Deus quer iluminar o que tem causado tamanha impaciência e tamanha falta de misericórdia dentro de nós. Basta ver que, muitas vezes, sabemos ser bons e pacientes com as pessoas de fora, mas não conseguimos ser pacientes com os de dentro da nossa casa. Isso é sinal de que tem uma “lâmpada” que está apagada dentro do nosso coração. A Palavra de Deus quer acendê-la para que, com a medida da paciência, tratemos os nossos, então, desse mesmo modo seremos tratados.

Deus abençoe você!           

É preciso frutificar a semente da Palavra de Deus lançada a nós

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Não desperdicemos a Palavra de Deus semeada em nosso coração

“O semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram” (Marcos 4,3-4).

A Palavra de Deus é semeada em nossos corações e vemos o quanto Deus a tem semeado. Ele tem usado de nossa Igreja, das nossas Capelas e nossos Santuários; tem usado de todos os meios: rádio, televisão, redes sociais, para que a Palavra d’Ele chegasse ao seu coração.
Nós precisamos semear muito a Palavra de Deus, precisamos ser incansáveis em semeá-la para que, assim, ela possa chegar aos corações. E, digo mais, não é “só” semear, mas também, deixar que ela seja semeada em nosso coração. Porque, pode ser que você semeie a Palavra, que leve o Evangelho às outras pessoas, porém, pode ser que você não permita que essa Palavra seja semeada em seu coração.
E, se é semeada, talvez, esteja acontecendo da forma negativa, como nos apresentou as três situações do Evangelho. Tem a situação onde a semente [a Palavra] cai no meio do caminho; vieram os pássaros e a “roubaram”. Estão roubando a Palavra de Deus do nosso coração? 
Outra situação em que a Palavra cai num coração onde o “terreno” é muito pedregoso, ou seja, a Palavra até chega, começa a brotar, mas ela não frutifica. Porque não temos profundidade, ficamos na berlinda, na superficialidade. 
E, ainda, pode ser que a Palavra chegue ao nosso coração e até caia, mas os espinhos a sufoca, pois somos pessoas muito preocupadas com as coisas da vida, com os prazeres do mundo, então, a Palavra é sufocada.
A começar em mim, em você, em cada um de nós, essa Palavra tem de cair em nosso coração e começar a produzir frutos. E não importa o tamanho desse fruto e nem o compare a outro. É preciso que a Palavra de Deus frutifique a nossa vida.
Não desperdicemos a Palavra de Deus semeada em nosso coração e que ela produza muitos frutos para a nossa salvação.

Deus abençoe você!      
 
 Fonte: Canção Nova

O que me faz íntimo de Jesus é colocar em prática a vontade do Pai

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

 Os laços que nos prendem a Deus é fazer a vontade d’Ele

“Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Marcos 3, 34).

A graça do Evangelho de hoje é ver que os parentes de Jesus queriam vê-Lo. Nós, também, somos assim. Pois, se chegar um parente nosso nos procurando, queremos logo dar atenção a ele, afinal de contas, é nossa família.  
Mas, Jesus mostra que o conceito de parentesco no Evangelho acontece de outra forma. Porque, não são os laços sanguíneos que mantêm as pessoas em comunhão com Ele. Visto que até essas pessoas colocaram-se contra Jesus, tentaram o eliminar e, inclusive, expulsaram Jesus da Sua cidade natal.   
No Evangelho, não são os laços sanguíneos os mais importantes, já que, os laços que nos prendem a Deus é fazer a vontade d’Ele.
“Aqui estão meus irmãos, aqui estão minhas irmãs, são todos aqueles que fazem a vontade de Deus”. Talvez, você possa pensar que Jesus diminuiu a Sua mãe e Seus parentes mais próximos, de forma nenhuma. Ele apenas reconheceu que não basta ter laços sanguíneos, é preciso ter laços evangélicos, laços no amor, laços em Deus.
Laços sanguíneos se rompem, laços em Deus se eternizam. Os laços sanguíneos se separam com a morte ou com alguma outra circunstância, mas os laços em Deus são eternos. Por isso, Deus nos quer laçados a Ele, quer que tenhamos comunhão com Ele. Mas não por aquilo que faço ou por aquilo que sou, e sim por aquilo que vivo.
Se levam a linguagem para o sentido da vida, as pessoas se acham importantes por conta dos trabalhos que fazem na Igreja. “Olha, Jesus, o ministro da Eucaristia está aí”. “Olha, Jesus, os Seus cantores estão aí”. “Olha, Jesus, aquelas beatas estão aí”. “Mas quem são Meus cantores, quem são Meus beatos, quem são Meus seguidores”? São aqueles que fazem a vontade de Deus, porque, podemos cantar, pregar, celebrar, rezar e, mesmo assim, não fazermos a vontade de Deus. Pois, o que me faz íntimo de Jesus é colocar em prática a vontade do Pai.    
   
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Vençamos a divisão entre nós

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Se uma família se destrói por causa da divisão, imagina o Reino de Deus, Sua causa e Igreja!

“Como é que satanás pode expulsar a satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se” (Marcos 3,24-26).
Eu quero pegar a última afirmação de Jesus para torná-la muito concreta no meio de nós. Uma família que se divide contra si mesma não subsiste e, caso subsista, imagina que inferno é essa família: dividida, as pessoas se colocam umas contra as outras, brigam, atacam-se, mordem e acusando-se.
A vida em família é uma beleza e uma graça, e é mais belo quando a família tem diferenças, pensamentos e modos de ver a vida diferentes. As diferenças não são problemas, o problema está na divisão, pois algumas pessoas, em vez de semear a união no meio das diferenças, propõem cada vez mais a divisão.
diabulus é aquele que divide, é aquele que separa. Não é simplesmente separar, um vem para cá e outro para lá. O separar-se é colocar um contra o outro, é realmente criar entre nós aqueles espíritos de brigas, ataques, confusões, onde as pessoas estão acusando umas as outras. Isso é próprio do diabo.
Se uma família se destrói por causa da divisão, imagina o Reino de Deus, Sua causa e Igreja! Não podemos ser causa de divisão no Reino de Deus.
O grande amor que temos à Igreja é por ela ser una, católica e apostólica, aquelas notas que caracterizam a igreja da qual fazemos parte. Essa unidade na diversidade é a riqueza mais bela que conhecemos, é o espírito que faz congregar pensamentos divergentes que se tornam tão convergentes quando se vive no diálogo e na comunhão com Deus.
Não podemos negar que há aqueles que trabalham para dividir, para atacar e colocar uns contra os outros, para colocar as pessoas para falar mal umas das outras. Elas usam as redes sociais e os meios que estão aí para, em vez de semear a concórdia, semear bons reflexos, saber colher o que há de bom em cada um. Estão colocando as pessoas para falar mal dos padres, dos bispos, do Papa.
Esse espírito não é de Deus. O Espírito de Deus é aquele que leva a concórdia, é aquele que leva as pessoas a saberem conviver na unidade da Igreja do Senhor.
Deus abençoe você!

Jesus tem o poder de arrancar o mal que há em nós

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

 

Toquemos em Jesus e deixemos que Ele nos toque

“Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre Ele para tocá-Lo. Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a Seus pés, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus!’” (Marcos 3,10-11).

Jesus curava as pessoas; Jesus cura as pessoas. Quando nos jogamos a seus pés, Ele nos cura daquilo que causa o mal em nós. O maligno, com suas obras, vem infiltrar a maldade dentro de nós. E não há enfermidade maior do que essa, onde o mal age em todo o nosso ser, penetra a nossa vontade nos fazendo pessoas rebeldes, inclinadas para o mal, seduzidas pelo pecado, criando todo tipo de tormento em nossa cabeça. Então, só pensamos no que é mal, negativo e destrutivo.
O maligno quer agir em nossa vontade para nos fazer ter má vontade. Má vontade para com os outros, má vontade em fazer até a coisas de Deus. Pois, ele inclina a nossa vontade para o mal, desejamos o mal, queremos o mal, porque o maligno semeia as suas obras em nosso coração e, assim, temos maus sentimentos uns pelos outros e vivemos de ressentimentos, mágoas e rancores.     
Mas, quando nos aproximamos de Jesus, Ele arranca, Ele expulsa o mal de dentro de  nós, e nos restitui àquela primeira imagem na qual Deus nos criou. Onde fomos criados puros e à semelhança de um Deus que é três vezes Santo. Porém, o mal, destrói essa imagem d’Ele em nós.    
Toquemos em Jesus e deixemos que Ele nos toque, que a graça d’Ele nos cure. Deixemos que o espíritos maus caíam a Seus pés e se afastem de nossa vida. Permitamos que a graças de Deus realize a Sua obra nova em nós.       

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Não seja o motivo da tristeza do coração de Jesus

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

 

Há tristeza no coração de Jesus, quando não temos compaixão pelo sofrimento do outro

“Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: ‘Estende a mão’” (Marcos 3,5).

O que causa tristeza ao coração de Deus, senão a dureza do coração do homem? Um coração duro, coração fechado. E o coração humano se torna duro para a graça de Deus, quando não deixa a graça de Deus penetrar, porque a graça de Deus quer entrar em nós, ela quer penetrar na nossa vida, mas o coração se tornou rígido, pedregoso, de um modo que a graça não penetra, de tão duro que está o nosso coração.
Nós nem saímos da presença de Deus, mas não conseguimos deixar que a graça de Deus mergulhe em nós. Porém, nos tornamos muito secos em relação aos outros. Um homem está ali com a mão seca, todo fragilizado e, Jesus, quer cuidar daquele homem, mas aquelas pessoas com coração delas tão duros, olham a Jesus com desconfiança, porque ele iria fazer aquilo no sábado.  
Isso despertou uma profunda ira e tristeza no coração de Jesus, porque não são capazes de ver mais o sofrimento do outro; e há a perda da sensibilidade humana. Ter um coração fechado é não se abrir à graça de Deus e perder a sensibilidade pelo sofrimento do outro.
Nós não podemos ser aquelas pessoas indiferentes, frias, onde pensamos: “O problema não é meu, o mais importante é que eu sou de Deus e as minhas orações”; não me preocupo com o sofrimento do outro e nem com sofrimento do mundo, apenas digo: “Ele está recebendo o que merece”; não é assim, pois Jesus olhou para todas as realidades humanas e teve compaixão.
Onde está a compaixão do nosso coração? Pois não conseguimos mais nos sensibilizar com o sofrimento do mundo, das pessoas, dos mais pobres, dos doentes, dos enfermos, dos nossos jovens que têm se perdido nas drogas, com o sofrimento das famílias que estão se desfazendo. Não podemos dizer que esses problemas não são nossos, porque seria um sinal de que o nosso coração está enrijecido, está fechado para a graça.
Quando a graça de Deus está em mim, eu tenho sensibilidade pela dor e pelo sofrimento do outro. E peço não só para o outro estender a mão, mas estendo a minha mão para o sofrimento do próximo. Que Deus cure toda a insensibilidade, que não sejamos o motivo nem da ira e nem da tristeza do Seu coração.

Deus abençoe você!

 Fonte: Canção Nova

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