Santo do Dia - São João Maria Vianney

terça-feira, 4 de agosto de 2020



Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D’Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.

Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia “acertar” o passo com o seu batalhão.

Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).

João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação.

Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão). Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

CORAGEM! É preciso mudar de vida

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

São João Maria Vianney, o cura D’Ars, tinha um carisma muito especial no Sacramento da Confissão; ele era um grande confessor.

Conta-se que: uma senhora, que se confessava com ele, todas as vezes dizia o mesmo pecado: falava mal das pessoas. Ele a aconselhava, lhe dava penitência e absolvição. Mas como ela voltou a confessar tantas vezes o mesmo pecado, um dia, ele lhe deu uma penitência especial: “Hoje, a senhora pegará uma galinha viva e sairá pela cidade depenando-a e jogando as penas pela cidade”.

A mulher ficou envergonhada, mas como era penitência, fez o que o padre lhe pediu. Todos acharam muito estranha a atitude dela, andando pela cidade e depenando a galinha, muitos pensaram que ela havia enlouquecido.

Foto Ilustrativa: by Getty Images / martin-dm

Depois que terminou, ela voltou à casa de São João Maria Vianney e mostrou-lhe a galinha depenada. Ele, então, lhe disse: “Ótimo, a senhora fez a primeira parte da penitência. A segunda é a seguinte: volte e reúna todas as penas”.

Para mudar de vida, é preciso mudar as atitudes

É impossível juntar as penas! E ainda mais recolocá-las. Depois que você falou mal de alguém, e até o difamou, não dá mais para reconstruir a imagem dessa pessoa. Mesmo que o irmão tenha errado, ele é “santo” porque pertence ao Senhor, foi Ele quem o escolheu. Santo quer dizer “escolhido“. Não duvide: o Senhor escolheu um por um dos nossos irmãos. Eles são santos, são intocáveis; não pertencem a nós: pertencem ao Senhor. Não somos seus juízes: o juiz deles é unicamente o Senhor. A nós cabe somente a misericórdia. Jesus os resgatou ao preço do sangue d’Ele.

O Espírito Santo é perdão

Depois que você “jogou pelos ares” a eleição do irmão, não dá mais para ajuntar as “penas”. Temos, infelizmente, agido dessa maneira na Igreja, na comunidade, em nosso grupo de oração. Esse, porém, não é o procedimento coerente de pessoas que têm o Espírito Santo, que receberam os dons e foram batizadas n’Ele.

É preciso mudar de vida. Não pode se dizer batizado no Espírito quem procede assim, porque o Espírito Santo de Deus é amor. Ele é misericórdia e perdão.

Todos nós temos falhas e defeitos; mas não se pode jogar no lixo a honra, o nome, o chamado, a eleição e a escolha do irmão. Não se pode fixar o olhar somente nos erros e defeitos dele. Ainda mais quando esse irmão é nosso companheiro de caminhada, companheiro de batalha. Estamos no mesmo combate; na mesma “tropa de elite”… E não estamos prontos. Todos estamos em fase de “treinamento”. O Senhor está nos “adestrando” para sermos seus valentes guerreiros.

Temos de mudar nossa vida para que possamos dar à Igreja a contribuição de que ela precisa. (…) “Não tenhais nenhuma dívida para com quem quer que seja, a não ser a de vos amardes uns aos outros; pois aquele que ama o seu próximo cumpriu plenamente a lei” (Rm 13:8).


Fonte: Canção Nova

Agosto, mês das vocações

domingo, 2 de agosto de 2020

Um mês dedicado as vocações



A cada domingo a celebração litúrgica é dedicada a uma vocação específica Normalmente a própria liturgia da Palavra de cada dia, em especial a dos domingos, dá o tema principal da reflexão e meditação trazida para alimento do povo de Deus. É costume, neste mês, comemorarmos as diversas vocações a cada semana:


Primeiro domingo: é o dia das vocações sacerdotais. Atualmente também se comemora o dia das vocações diaconais, ou melhor dizendo: dia das vocações aos ministérios ordenados. Essa comemoração se deve ao fato de no dia 4 de agosto celebrarmos o dia de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, patrono dos padres; e, no dia 10 de agosto, o dia de São Lourenço, patrono dos diáconos.

Segundo domingo: por imitação do segundo domingo de maio – no qual é comemorado o Dia das Mães – temos o Dia dos Pais. Sabemos que no Brasil esse dia é comemorado porque antigamente no dia 16 de agosto celebrava-se o dia de São Joaquim, pai de Nossa Senhora e, por isso, adotou-se esse dia e depois o domingo para essa comemoração. Devido a esse fato, nesta data é comemorada a vocação matrimonial.

Terceiro domingo: recorda-se a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e também nas novas comunidades. Essa recordação é feita porque no dia 15 de agosto celebramos o Dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte.

Quarto domingo: é nesta data que se comemora o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, domingo de Cristo Rei.

Ao participarmos dessas celebrações não podemos nos esquecer da vocação primeira e mais importante de todas: a vocação à vida cristã e, consequentemente, à santidade! Todos somos vocacionados à santidade e fora desse caminho não temos como viver bem qualquer que seja a nossa vocação pessoal.

O mundo do mar: em agosto, Papa pede oração a marinheiros, pescadores e familiares

sábado, 1 de agosto de 2020




No vídeo de intenção de oração para o mês de agosto, o Papa Francisco pede que rezemos por todas as pessoas que trabalham e vivem do mar. Uma preocupação do Pontífice que também denuncia a difícil situação dessas pessoas: do "abandono em portos distantes" e do "trabalho forçado" até a "pesca industrial e a poluição". Nos últimos 9 anos, particularmente vulneráveis à exploração e ao abuso, 745 trabalhadores do mar morreram e quase 9 mil ficaram feridos num dos serviços mais perigosos do mundo.

“A vida do marinheiro, do pescador e das suas famílias é muito dura. Às vezes, está marcada pelo trabalho forçado ou pelo abandonado em portos distantes. A concorrência da pesca industrial e a poluição tornam o seu trabalho ainda mais complicado. Sem os trabalhadores do mar, muitas partes do mundo passariam fome. Rezemos por todas as pessoas que trabalham e vivem do mar, entre eles os marinheiros, os pescadores e suas famílias.”

Esse é o pedido do Papa Francisco no novo 'O Vídeo do Papa' divulgado nesta terça-feira (4) para que o mês de agosto seja dedicado com orações aos trabalhadores do mar, que diariamente passam por inúmeras dificuldades e desafios. Francisco convida a rezar por todos os sacrifícios dessas pessoas e pela contribuição à humanidade, ao transportar e fornecer diariamente alimentos e produtos de primeira necessidade.

Nos últimos anos, a imprensa internacional tem revelado as duras condições de trabalho da indústria marítima. O livro “Fishers and Plunderers – Theft, Slavery and Violence at Sea” (Pescadores e Piratas – Roubo, Escravidão e Violência no Mar), de 2015, por exemplo, descreve que os pescadores e marinheiros trabalham num dos serviços mais perigosos do mundo e estão particularmente vulneráveis à exploração e ao abuso. Nos piores casos, chegam a ser traficados para viver em condições semelhantes à escravidão.

A própria Agência Europeia de Segurança Marítima declarou em relatório que, entre 2011 e 2020, 745 trabalhadores do mar morreram e quase 9 mil ficaram feridos. Através de imagens disponíveis no vídeo, fornecidas pela Fundação de Justiça Ambiental (EJF), é possível identificar os desafios enfrentados no mundo do mar.

A preocupação do Papa, então, vai do "abandono em portos distantes" e do "trabalho forçado" até a "pesca industrial e a poluição". Francisco também enfatiza, em meio a essa situação alarmante, que “sem os trabalhadores do mar muitas regiões do mundo passariam fome e necessidade”. De fato, mais de três bilhões de pessoas dependem da biodiversidade marinha e costeira para a sua subsistência. A pesca marinha emprega, direta ou indiretamente, mais de 200 milhões de pessoas.

Os 100 anos do Apostolado do Mar

O vídeo de agosto dedicado aos marinheiros, pescadores e suas famílias, que traz a intenção de oração que Francisco confia a toda a Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa (incluindo o Movimento Eucarístico Jovem - MEJ), antecipa as comemorações de outubro do aniversário de 100 anos do Apostolado do Mar/StellaMaris.

A organização promove a pastoral dedicada aos trabalhadores do mar, através da atenção espiritual, informação e amizade, e apoia os esforços dos fiéis chamados a dar testemunho cristão nesse ambiente. O Apostolado do Mar/Stella Maris, sendo um ministério marítimo da Igreja Católica fundado em Glasgow, no Reino Unido, em 1920, chega a mais de 1 milhão de marinheiros e pescadores do mundo inteiro a cada ano. A rede mundial também conta com mais 1.000 capelães e voluntários em cerca de 300 portos.

O trabalho no mar e a pandemia

Mar/Stella Maria no Conselho Pontifício da Santa Sé para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, observa que: “desde a declaração da pandemia pela Organização Mundial da Saúde, é evidente que a vida dos marinheiros, pescadores e suas famílias foi significativamente afetada. À medida que a situação evolui, os capelães e voluntários procuram trabalhar para apoiar as necessidades dos trabalhadores do mar e garantir que eles não sejam maltratados em seu serviço prestado a outras pessoas durante a pandemia".

O Pe. Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, por sua vez, afirma: “sabemos que as pessoas que pertencem ao mundo do mar estão muito expostas. E, neste ano, não apenas às adversidades do trabalho, mas também às dificuldades causadas pela pandemia: o afastamento da família por não poder descer em terra firme, o medo do contágio e a incerteza do trabalho no futuro que está por vir”.

O diretor, então, lembra que o próprio Papa Francisco recordou isso em junho, em uma mensagem em vídeo de agradecimento e consolo, quando reforçou que os trabalhadores do mar “não estão sozinhos e não foram esquecidos”. O trabalho no mar, ainda disse o Pontífice, “geralmente os mantém afastados, mas vocês estão presentes em minha oração e em meu pensamento”.

O Vídeo do Papa

O Vídeo do Papa, que conta com o apoio do Vatican Media, só é possível de ser produzido e divulgado graças à contribuição de muitas pessoas. A doação pode ser feita em modalidade on-line através do site internacional ovideodopapa.org, disponível em língua portuguesa.


Fonte: Vatican News



Pandemia revela histórias de superação

quinta-feira, 30 de julho de 2020


Com o isolamento social em tempo de pandemia, famílias revelam histórias de superação. Reinventar um jeito novo e desafiador de ser igreja. A educação dos filhos, saber colocar limites e ao mesmo tempo procurar ajudar nas aulas que passarão a ser on-line. O que parecia um desafio revelou uma adaptação e a consciência dos cuidados desse tempo de Pandemia.
Ricardo Gomes – Diocese de Campos

Verônica Gusmão da Silva Morgado residente na cidade do Rio de Janeiro revela as experiências que vivencia desde o inicio do isolamento social e a preocupação com o filho Pedro Gusmão Morgado, 8 anos que é autista. E o que seria um desafio acabou revelando as superações do filho em compreender o que está acontecendo e o isolamento social e como seriam as aulas com o menino. Pedro está no Terceiro ano do Fundamental I

“Quando iniciou o isolamento nós ficamos preocupados com a mudança na rotina, mas Pedro é um autista de grau leve e uma das principais questões é a socialização e logo se adaptou a não ter de participar das questões sociais. Procuramos deixar ele informado do que estava acontecendo no pais e no mundo. Conversamos e deixamos ele assistir os noticiários e ele compreender o porque de não poder sair, não ir a escola, de não fazer as terapias. Ele ficou 15 dias sem ter as aulas. A Psicóloga não parou e a Psicomotricidade teve de parar por ser uma terapia de movimento”, reflete a mãe.



Verônica Gusmão com o filho Pedro

A adaptação às aulas aconteceram de imediato pelo fato do menino gostar de tecnologia, celular, tablet e computador e foi mais fácil revela a mãe que ficou ajudando e acompanhando e incentivando participando e as aulas iniciaram com vídeos curtos e aos poucos as terapias foram sendo adaptadas.

“A gente incentivando as atividades físicas leves, uma corridinha com obstáculos e a principio ele aceitou bem e agora esta resistindo e só aceita as atividades do terapeuta e da escola e fazemos um trabalho para ele não ficar limitado a televisão e as tecnologias. Não sentiu muita falta do convívio dos amigos e estão sempre se falando pelos grupos pelas redes sociais e a escola iniciou as aulas remotas e com professores e alunos ao vivo e ele gostou muito desse contato com os amigos e as provas passaram a ser pela plataforma digital e estamos sempre junto dele, estudando e tirando as dúvidas do conteúdo, porque fica difícil da professora fazer isso e estou sempre participando. Ele está muito bem e a gente brinca esse é o nosso momento e ele concorda, mesmo com resistência e participa e o pai sai com ele para caminhar para ter esse desgaste físico e ajuda ele a dormir, já que ele toma medicação para pegar no sono, mas esta tudo fluindo muito bem. Ele reclamou que estava cansado da quarentena e queria muito poder sair, passear e ver os amigos. Esta muito tempo dentro de casa e estamos cumprindo o isolamento dentro do possível e Pedro sabe que não pode abraçar, não pode beijar e não pode demorar muito tempo num determinado lugar e já tem consciência do uso de máscara e estamos vivendo esse desafio, disse Verônica.

Fonte:

Papa Francisco: procuremos o contágio do amor, transmitido de coração a coração

quarta-feira, 29 de julho de 2020


O Papa Francisco escreveu o prefácio do livro organizado pelo cardeal Walter Kasper “Comunhão e esperança”. Testemunhar a fé em tempo de coronavírus. Francisco recorda que a pandemia “é um momento de provação e escolha para que possamos dirigir nossas vidas a Deus de uma maneira renovada.

Vatican News

O Papa Francisco escreveu o prefácio do livro 

"A crise do coronavírus surpreendeu a todos como uma tempestade repentina, mudando de repente e em todos os lugares do mundo a nossa vida familiar, o nosso trabalho e a vida pública. Muitos lamentam a morte de parentes e amigos próximos. Muitas pessoas se encontram em dificuldades financeiras ou perderam seus empregos. Em vários países, justamente na Páscoa, a principal solenidade do cristianismo, não foi possível celebrar a Eucaristia de maneira comunitária e pública e receber a força e consolo dos sacramentos.

Esta dramática situação tornou evidente toda a vulnerabilidade, inconsistência e necessidade de redenção de nós homens e colocou em questão muitas certezas nas quais confiamos em nossa vida diária para nossos planos e projetos. A pandemia levanta questões fundamentais sobre a felicidade em nossas vidas e o tesouro de nossa fé cristã.

Deus, nosso apoio e nossa meta

Esta crise é um sinal de alarme para refletir sobre onde se apoiam as raízes mais profundas que nos sustentam na tempestade. Nos lembra que esquecemos e ignoramos algumas coisas importantes da vida e nos faz refletir sobre o que é realmente importante e necessário e o que é menos importante ou o seja só na aparência. É um momento de provação e escolha para que possamos dirigir nossas vidas a Deus, que é nosso apoio e nossa meta, de uma maneira renovada. Esta crise nos mostrou que precisamente em situações de emergência dependemos da solidariedade dos outros e nos convida a colocar nossas vidas ao serviço dos outros de uma nova maneira. Ela deve nos fazer agir contra da injustiça global para que possamos despertar e ouvir o grito dos pobres e de nosso planeta tão gravemente doente.

"Contágio" do amor

Em meio à crise do coronavírus, celebramos a Páscoa e ouvimos a mensagem da Páscoa da vitória da vida sobre a morte. Esta mensagem sublinha que, como cristãos, não devemos nos permitir a ficar paralisados pela pandemia. A Páscoa nos dá esperança, confiança e coragem, ela nos fortalece na solidariedade. Nos diz para superar as rivalidades do passado e nos reconhecermos como membros de uma grande família que vai além de todas as fronteiras e na qual cada um carrega o fardo do outro. O perigo de ser infectado por um vírus deve nos ensinar outro tipo de "contágio", o do amor, que é transmitido de coração para coração. Sou grato pelos muitos sinais de prontidão para ajuda espontânea e  pelo compromisso heróico dos profissionais da saúde, médicos e sacerdotes. Nessas semanas sentimos a força que vinha da fé.

Jejum eucarístico

A primeira fase da crise do coronavírus, na qual as celebrações públicas da Eucaristia não foram possíveis, representou para muitos cristãos um tempo de doloroso jejum eucarístico. Muitos experimentaram que o Senhor está presente em todos os lugares, onde dois ou três estão reunidos em Seu nome. A transmissão das celebrações eucarísticas pela mídia foi uma solução de emergência pela qual muitos ficaram gratos. Mas a transmissão virtual não pode substituir a presença real do Senhor na celebração eucarística. Portanto, me alegro porque agora podemos voltar à vida litúrgica normal. A presença do Senhor Ressuscitado em sua Palavra e na celebração eucarística nos dará a força necessária para enfrentar os difíceis problemas que nos esperam após a crise.

Meu desejo e minha esperança é que as reflexões teológicas contidas neste livro inspirem reflexão e despertem em muitas pessoas uma nova esperança e uma nova solidariedade. Como com os dois discípulos no caminho de Emaús, também no futuro o Senhor nos acompanhará pelo caminho com sua Palavra e, repartindo o Pão eucarístico, nos dirá: 'Não tenhais medo! Eu venci a morte'".   

Fonte:


São Tiago Maior: reconstrução artística do rosto de um dos apóstolos mais próximos de Jesus

terça-feira, 28 de julho de 2020


Neste dia 25 de julho, da Festa de São Tiago, o Departamento de Arqueologia Sacra da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI) através de um dos seus fundadores, o perito em relíquias sagradas Fábio Tucci Farah, apresentou uma iconografia revisitada do Apóstolo. A reconstrução artística facial foi encorajada por dom Julián Barrio Barrio, arcebispo de Santiago de Compostela, onde estão depositadas as relíquias sagradas de São Tiago Maior, ligadas às origens apostólicas, que continuam atraindo multidões de devotos.

O especialista em relíquias da Arquidiocese de São Paulo, Fábio Tucci Farah, em audiência com Dom Odilo Scherer, arcebispo local, já apresentou uma pesquisa que vai orientar a reconstrução artística do rosto de São Paulo, patrono da cidade. A ideia segue mais um projeto idealizado por Farah, um dos fundadores do Departamento de Arqueologia Sacra da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI), que, pela ciência forense e mesmo sem acesso aos crânios dos santos, já recriou o retrato artístico mais fidedigno de Santa Joana d’Arc e, agora, está apresentando em primeira mão a reconstrução facial artística de São Tiago Zebedeu, um dos apóstolos mais próximos de Jesus e testemunha de Sua Transfiguração.

O Rosto da Europa
O projeto nasceu há 2 anos e foi intitulado “O Rosto da Europa”, em referência à afirmação do autor alemão Goethe - a Europa se fez a caminho de Santiago – e à tradição por onde o Apóstolo teria levado a Boa Nova do Reino. Tanto que, no século IX, a descoberta das relíquias de São Tiago na Espanha começou a arrastar multidões ao seu sepulcro. Naquela época, como lembra Farah – também curador adjunto da Regalis Lipsanotheca, em Ourém/PA, um dos maiores acervos de relíquias fora do Vaticano – “se aproximar das relíquias de um Apóstolo era estar em sua presença”:

“Com o passar dos séculos, as relíquias se perderam dentro da catedral até a redescoberta, em fevereiro de 1879.  Em uma audiência privada com dom Julián Barrio Barrio, arcebispo da cidade, manifestei o desejo de reconstruir o rosto do Apóstolo. Seus restos mortais, incluindo o crânio, estão ali. Porém, o relicário está lacrado e há uma interdição papal impedindo sua abertura: a bula Deus Omnipotens, de Leão XIII. Diante disso, surgiu a ideia de fazer a recriação artística do rosto do Apóstolo, usando os mesmos princípios empregados no trabalho de Santa Joana d’Arc.”


O pesquisador brasileiro em audiência com Dom Julián Barrio Barrio, arcebispo de Santiago de Compostela

Um projeto de ponte-área Brasil-Espanha
O rosto de São Tiago foi recriado pela artista espanhola Girleyne Costa, e a pesquisa, uma etapa fundamental do projeto, contou com a parceria de Farah e Mariana de Assis Viana Mansur, “que já percorreu oito vezes o Caminho de Santiago e conhece bem a iconografia do Apóstolo”, explica o especialista brasileiro. Farah comenta que “não seria suficiente retratar um pescador galileu do século I”, com suas características étnico-raciais. Era preciso ir além, buscando traços em referências já consagradas e em iconografias pouco conhecidas.

“A ideia não seria apresentar o rosto de um pescador galileu do século I e dizer: ‘eis aí São Tiago’. Mas apresentar o rosto de um provável pescador galileu do século I que fizesse as pessoas se lembrarem do Apóstolo: o irmão de São João, retrato nas catacumbas nos primeiros séculos, o primo de Jesus Cristo, o apóstolo que saúda os peregrinos em sua imagem mais célebre – a do Pórtico da Glória. Um homem que chegou ao ‘fim do mundo’ para pregar o Evangelho. Com o dossiê histórico, a Girleyne iniciou os esboços. Acompanhei o processo do primeiro esboço ao retrato final; essa etapa durou aproximadamente seis meses.”

A importância do culto religioso
A imagem nunca esteve tão valorizada como nos últimos tempos. O próprio João Paulo II, em carta apostólica sobre a veneração das imagens (Duodecimum Saeculum de 1987), enfatizava a importância da representação de Jesus, de Nossa Senhora, dos Mártires e dos Santos para “favorecer a oração e a devoção dos fiéis”. E conhecer um rosto fidedigno à realidade de personagens históricos, como o de São Tiago Maior, finaliza Farah, é um instrumento eficaz para reavivar e fortalecer a fé dos devotos:

“O rosto realista de um santo se prestaria apenas à satisfação da curiosidade de nossa época? Para muitos devotos, a apresentação do rosto mais fidedigno de um santo a partir da reconstrução forense é acompanhada pelo fortalecimento da fé, pelo interesse renovado em imitar sua vida e seus costumes. E o mais importante, ajuda a erguer os olhos em direção ao Reino dos Céus. Ao contemplar a face humana de São Tiago, os devotos de hoje podem alcançar a Boa Nova que o Apóstolo carregou aos ‘confins da terra’. E são capazes de descortinar o que os aguarda no fim da peregrinação por este mundo.”


Em frente à Catedral de Santiago de Compostela, Fábio Tucci Farah com Mariana Mansur (à direita), coordenadores do projeto “O Rosto da Europa”.

Semana da Família - Missa de Abertura - Paróquia Santa Júlia

segunda-feira, 27 de julho de 2020



Está chegando mais uma edição da Semana da Família, que este ano tem como tema "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24, 15) .
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Diante do cenário da pandemia mundial do coronavírus, este ano a programação na nossa Arquidiocese também inclui transmissões pela internet, além das atividades nas paróquias.
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A Missa de abertura será dia 07 de agosto, às 19, na Igreja Santa Júlia. E a transmissão será através do canal da ArquiPB no YouTube.
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O Papa: olhemos para necessidades dos outros, não estamos sós no mundo

domingo, 26 de julho de 2020


Com uma mensagem em vídeo o Papa Francisco se dirige a cerca de 600 participantes do quarto Curso de Espiritualidade organizado pela diocese argentina de Comodoro de Rivadavia na Patagônia centralizado no tema da "Coversão à diaconia social", do cuidar de quem está ao lado, segundo o exemplo evangélico do Bom Samaritano.
Colocar-se a serviço dos outros, levando em consideração suas necessidades e compreender que não estamos sozinhos no mundo: este é o coração da mensagem em vídeo enviada pelo Papa Francisco na sexta-feira, 24 de julho, ao quarto Curso de Espiritualidade organizado pela Diocese de Comodoro de Rivadavia, na região argentina da Patagônia.

O vídeo do Pontífice foi difundido pela Igreja local através de seu canal no YouTube. O curso, realizado de modo virtual, foi centralizado no tema “Conversão à diaconia social”, que se inspira no documento da Comissão Teológica Internacional “A Sinodalidade na vida e na missão da Igreja”.

Efetivamente, o quarto capítulo deste texto é dedicado à “Conversão por uma renovada sinodalidade”. “‘Conversão à diaconia social’ é um título sugestivo, ou seja, significa dar-se conta de que devo servir aos outros, perceber que não sou o único no mundo, que devo olhar para o que o outro precisa, suas necessidades materiais, para suas necessidades espirituais”, afirma o Papa em sua mensagem em vídeo.

E acrescenta: “Por egoísmo, estamos acostumados a passar sem ver aqueles que sofrem, olhando para outro lugar”, mas “Jesus nos pede para sermos servos dos outros como o Bom Samaritano cujo nome não conhecemos: um homem anônimo que cuidou daquele que estava à beira do caminho”.

"Coragem, façam bater seus corações"
“À beira do caminho da vida há homens e mulheres como nós, há idosos e crianças que nos pedem, com um olhar, que lhes demos uma mão”, ressalta o Papa Francisco.

Daí, o encorajamento do Pontífice a “um processo de conversão à diaconia, a ser diáconos, servos dos outros”, porque “Jesus diz: ‘Nem mesmo quem tiver dado um copo de água em meu nome ficará sem recompensa’ (Mt 10,42)”.

“Coragem! – exorta o Papa. Peço a vocês somente que façam bater seus corações, nada mais, e que olhem bem. O mais virá por si mesmo”. A mensagem em vídeo conclui-se com a bênção, a invocação à Virgem Maria e o pedido de orações.

Cerca de 600 agentes de pastoral de toda a diocese participaram virtualmente do curso de espiritualidade. O bispo local, dom Joaquin Gimeno Lahoz, recordou que, desde quando era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Bergoglio demonstrou interesse pela Patagônia, expressando proximidade e ajuda ao Seminário Patagônico. Esta mensagem em vídeo, portanto, é mais um encorajamento a não esquecer esta região.


Boletim ARQUIPB | 25 de Julho

sábado, 25 de julho de 2020





435ª Festa das Neves

sexta-feira, 24 de julho de 2020













A fé é luz para os sofrimentos

quinta-feira, 23 de julho de 2020

À luz do dia é possível ver o Senhor? Não. À noite você O vê? Não. Mas crê em Sua presença? Sim, creio.

Essa fé que não ocupa espaço e não pode ser guardada no bolso, mas quer habitar o seu coração e inteligência é a mesma que precisamos lançar mão nas “noites escuras” da alma. E é exatamente essa fé que quer ser tirada de nós; é sobre ela toda a investida do demônio.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O demônio quer que você acredite: Deus me abandonou à própria sorte! Que Deus é este que me abandona quando eu mais preciso? Ele não dizia: “Eu Sou a Luz?” (Jo 8,12); e por que me deixa nessa escuridão?

Acenda a sua luz

O Deus, que permite que você passe por isso, é o mesmo que caminha silencioso ao seu lado, para deixar acender em ti a Sua luz. Ele quer que tu sejas luz: “Não basta que sejas meu servo, vou fazer de Ti luz das nações(…)” (Is 49,6).

Se entendermos a dinâmica do amor de Deus, tudo fica mais simples. Pois, o amor permite o sofrimento, logo, o amor não exclui o sofrimento. Nessa dinâmica do amor de Deus, amor e sofrimento são companheiros de missão e não inimigos.

Se, em Sua suma bondade e inteligência, sabedoria e misericórdia, Deus permite um sofrimento, é porque desse Ele poderá promover a salvação. Dar sentido ao sofrimento seja, talvez, o caminho menos doloroso e mais fecundo desta “via crucis” inevitável de nossas vidas.

Para isso, a importância de saber ser amado e sentir-se amado por Deus. Pois, é isso que manterá, na circunstância que for, a chama da fé acesa. Então, a escuridão mais densa dará lugar à Luz mais clara.

Não deixe a sua luz apagada. Acenda-a!

Fonte: Canção Nova

Vaticano divulga documento sobre Missão e Evangelização nas Paróquias

terça-feira, 21 de julho de 2020

Novo documento canônico-pastoral, de autoria da Congregação para o Clero, traz projetos de reforma da comunidade paroquial e de reestruturação diocesana

Da redação, com Vatican News
Na Igreja, há lugar para todos e todos podem encontrar seu lugar, respeitando a vocação de cada um. Este é o sentido do novo documento da Congregação para o Clero, do Vaticano, denominado “A conversão pastoral da comunidade paroquial a serviço da missão evangelizadora da Igreja”, que foi divulgado nesta segunda-feira, 20. O documento, que é uma instrução, propõe modalidades para favorecer a corresponsabilidade dos batizados e promover uma pastoral de proximidade e cooperação entre as paróquias. O que emerge, sobretudo, é a urgência de uma renovação missionária, de uma conversão pastoral da paróquia, para que ela redescubra o dinamismo e a criatividade que a levam a ser sempre “em saída”, com a contribuição de todos os batizados.
Composta de onze capítulos, a instrução pode ser dividida em duas grandes áreas: a primeira (cap. 1-6) oferece uma reflexão ampla sobre a conversão pastoral, o sentido missionário e o valor da paróquia no contexto contemporâneo; a segunda (cap. 7-11) se detém nas repartições das comunidades paroquiais, nas diferentes funções presentes nelas e nas modalidades de aplicação das relativas normas.
Sinal permanente do Ressuscitado no meio do povo, “a paróquia é uma casa em meio às casas”, lê-se na primeira parte do documento, e o seu sentido missionário é fundamental para a evangelização. A globalização e o mundo digital mudaram o laço específico com o território, que não é somente um espaço geográfico, mas um espaço existencial. É justamente neste contexto que surge a “plasticidade” da paróquia, capaz de entender as exigências dos tempos e adaptar seu serviço aos fiéis e à história. Por isso, a instrução sublinha a importância de uma renovação missionária das estruturas paroquiais: longe de se tornar autorreferencial e de esclerosar-se, elas deverão investir no dinamismo espiritual e na conversão pastoral baseada no anúncio da Palavra de Deus, na vida sacramental e no testemunho da caridade.
A “cultura do encontro” é o contexto que promove o diálogo, a solidariedade e a abertura a todos: a comunidade paroquial é chamada a desenvolver uma verdadeira e própria “arte da proximidade”. É recomendado o testemunho da fé na caridade e a importância da atenção aos pobres que a paróquia evangeliza, mas pelos quais se deixa evangelizar. Todo batizado deve ser um “protagonista ativo da missão evangelizadora”, reitera a Congregação para o Clero, e isso exige “uma mudança de mentalidade e uma renovação interior” para que haja uma reforma missionária da pastoral. Naturalmente, estes processos de mudança deverão ser flexíveis e graduais, porque cada projeto deve estar situado na vida real de uma comunidade, sem ser imposto de cima e sem “clericalizar” o serviço pastoral.

As repartições paroquiais e o pároco

A segunda parte do documento se abre com a análise das repartições paroquiais: elas deverão seguir o “fator chave” da proximidade, considerando a homogeneidade da população e as características comuns do território. O documento se detém nos procedimentos específicos relativos à incorporação, a fusão ou a divisão de uma comunidade paroquial em paróquias autônomas, e nos Vicariatos forâneos que reúnem várias unidades paroquiais, e as áreas pastorais que reagrupam mais Vicariatos forâneos.
Em seguida, é abordado o tema da atenção ao cuidado pastoral das comunidades paroquiais, tanto na forma ordinária quanto extraordinária: em primeiro lugar, é sublinhado o papel do pároco como “pastor próprio” da comunidade. Ele está a serviço da paróquia, e não o contrário, recorda a instrução, e cuida plenamente das almas. Consequentemente, o pároco deve ter recebido a Ordem do presbiterado; qualquer outra possibilidade está excluída. Administrador dos bens da paróquia e representante jurídico da mesma, o pároco deve ser nomeado por tempo indeterminado, pois o bem das almas exige estabilidade e requer o conhecimento da comunidade e sua proximidade.
No entanto, o documento recorda que, quando uma Conferência Episcopal estabelece por decreto, o bispo pode nomear um pároco por um período determinado, desde que não seja inferior a cinco anos. Além disso, uma vez atingida a idade de 75 anos, o pároco tem o “dever moral” de apresentar a sua renúncia, mas não deixará o cargo enquanto a renúncia não for aceita e comunicada pelo bispo por escrito. Em todo caso, a aceitação será sempre por uma “causa justa e proporcional”, de modo a evitar uma concepção “funcionalista” do ministério.

Diáconos: ministros ordenados, não “meio padres e meio leigos”

Uma parte do oitavo capítulo é dedicada aos diáconos: colaboradores dos bispos e dos presbíteros na única missão evangelizadora, são ministros ordenados e participam, ainda que de forma diferente, do Sacramento da Ordem, especialmente no âmbito da evangelização e da caridade, incluindo a administração dos bens, a proclamação do Evangelho e o serviço à mesa eucarística. Não devem ser considerados “meio padres e meio leigos”, afirma a instrução, citando o Papa Francisco, nem devem ser vistos na perspectiva do clericalismo e do funcionalismo.

O testemunho dos consagrados e o compromisso dos leigos

A Congregação para o Clero reflete também sobre os consagrados e os leigos dentro das comunidades paroquiais: dos primeiros, se recorda não tanto “o fazer”, mas “o ser testemunhas de um seguimento radical de Cristo”, enquanto dos leigos, se enfatiza a participação na ação evangelizadora da Igreja e pede-lhes “um compromisso generoso” para um testemunho de vida conforme ao Evangelho e a serviço da comunidade paroquial. Os fiéis leigos podem também ser instituídos leitores e acólitos (ou seja, para o serviço do altar) de forma estável, com um rito especial, desde que estejam em plena comunhão com a Igreja Católica, haja uma formação adequada e uma conduta pessoal e pastoral exemplar. Além disso, em circunstâncias excepcionais, podem receber outros funções do Bispo, “a seu prudente juízo”: celebrar a Liturgia da Palavra e o rito das exéquias, administrar o Batismo, auxiliar nos matrimônios, com a permissão prévia da Santa Sé, e pregar na igreja ou no oratório em caso de necessidade. Não poderão, em nenhuma circunstância, fazer a homilia durante a missa.

Incêndio da Catedral de Nantes: comunicado dos bispos franceses

segunda-feira, 20 de julho de 2020



“Não é apenas um patrimônio religioso que é destruído, mas também um símbolo da fé católica que é danificada, ferindo o coração dos católicos que ali encontram abrigo espiritual, ponto de referência para sua fé". Declaração dos Bispos da França depois do incêndio criminoso da Catedral de Nantes.
Alessandro Guarasci – Vatican News

Segundo o canal de notícias francês BFM, foi detido um homem que estaria envolvido no incêndio da Catedral de Nantes. Esta pessoa era um voluntário que teria recebido ordens para fechar a igreja na véspera do incêndio. Estão sendo feitas investigações sobre o caso, mas o promotor Pierre Sennès afirmou que "qualquer interpretação que possa implicar o envolvimento desta pessoa no que aconteceu é prematura e precipitada".

Continuam as investigações
Sennes anunciou que será feita uma investigação por incêndio criminoso, mas até o momento não foi encontrado "nenhum sinal de entrada forçada". O Primeiro Ministro Jean Castex e vários ministros foram imediatamente ao local, prometendo que o Estado fará todos os esforços para a reconstrução e para esclarecer o caso. As chamas - circunscritas pelos bombeiros - se desenvolveram perto do órgão, que ficou destruído, e em ambos os lados da nave.

Fogo iniciou no órgão
Segundo as primeiras reconstruções as chamas se desenvolveram por volta das 7h30 da manhã. Logo depois os habitantes da área deram o alarme: através da janela rosácea gótica, viram o impressionante fogo dentro da catedral. Cerca de 100 bombeiros vieram de toda a região, os primeiros não hesitaram em arrombar a porta para intervir imediatamente. Todos os esforços foram concentrados no objeto de maior risco, o grande órgão que havia pegado fogo primeiro. Em seguida, cuidaram de proteger as obras de arte que enriquecem as paredes da catedral.

Os bispos: ferido o coração de todos os fiéis
Em um comunicado, a Conferência Episcopal Francesa deu voz aos sentimentos de todos os católicos do país, salientando que "após o incêndio de Notre-Dame em Paris em abril de 2019 e o desta mesma catedral em Nantes em 1972, não é apenas uma parte do patrimônio religioso que é destruído, mas também um símbolo da fé católica que é danificada, ferindo o coração de todos aqueles para quem estes edifícios são lugares de oração, abrigos espirituais, pontos de referência para sua fé".

Os católicos da França em oração
Os bispos franceses convidam os católicos franceses a se unirem em oração em apoio aos católicos de Nantes e comunicaram que, de Bruxelas, o Presidente da República, Emmanuel Macron, falou com o Presidente da Conferência Episcopal da França, Dom Eric de Moulins-Beaufort, exprimindo "sua compaixão". "Macron quis expressar o vínculo que une a comunidade nacional com a comunidade católica diante deste novo drama".

Fonte: Vatican News

Oração à Nossa Senhora do Carmo

sexta-feira, 17 de julho de 2020


Nossa Senhora do Carmo que deixastes o Santo Escapulário como sinal do Vosso amor e proteção.
Sois reconhecida como assistência na vida e consoladora amável na hora da morte, eu, vosso filho e devoto, pronto a Vos servir, disposto a Vos amar, me apresento a Vós e nesta Novena faço o meu pedido:
(Peça a graça que você necessita)
Nossa Senhora do Carmo, nunca se ouviu dizer que alguém necessitado, tendo recorrido a Vós, tenha ficado desamparado.
Com confiança, Mãe do Escapulário, intercedei junto ao Vosso Filho Jesus Cristo, por mim, por aqueles por quem devo rezar sempre e por aqueles que se confiam às minhas orações.
Mãe amável, sede-nos propícia e rogai por nós a Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.
Mãe do Santo Escapulário, rogai por nós.
Amém

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