Perdoar o outro é uma tarefa muito difícil, mas necessária

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Aprender a perdoar


Que pena você daria a quem estuprou e matou sua filha? Quantos anos de prisão ele merece? Até “apodrecer” na cadeia? O problema é que, no fim da pena, você também terá “apodrecido”, terá envelhecido mil anos. Temos de concordar que é muito difícil perdoar, mas é necessário para nosso próprio bem. Você entenderá melhor o que estou dizendo quando assistir ao vídeo.

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Foto: LittleBee80 by Getty Images


Nem sempre quem você precisa perdoar é um assassino ou um estuprador, mas, mesmo assim, aprisionamos a pessoa que nos feriu em celas que estão dentro de nós. Coloque-se no lugar de uma esposa que foi abandonada por seu marido, por exemplo. Como você se sentiria vendo esse marido feliz com outra mulher? É difícil ver feliz quem nos feriu, não é mesmo? Talvez, você desejasse que esse marido estivesse “preso” e sofrendo; no fundo, desejaria que ele estivesse sofrendo tanto quanto você. Perdoar a pessoa que mais o machucou, sem ter nenhum sentimento de vingança, é um grande desafio.

Como perdoar e recomeçar a vida novamente?


Quem eu serei se eu perdoar? Talvez, até aqui, eu só tenha sido esposa. E agora, quem sou? Como justificar minha prostração, minha falta de iniciativa, minha vida derrotada? É mais fácil continuar vítima desse vilão. É só permanecer igual, sofrendo. Conheço pessoas que passaram uma vida inteira assim. Com mágoa, rancor e lágrimas alimentam, diariamente, o vilão que continua morando dentro de si e dizendo: “Sem ele não sei viver, mesmo que preso dentro de mim”.


É preciso ter coragem de olhar o outro por trás da máscara de vilão. Mais coragem ainda para ver-se por trás da máscara de vítima. É preciso ter coragem para dizer a quem me machucou (mesmo que em pensamento): “Eu o liberto de dentro de mim. Você está livre para ser feliz. Você não me deve mais nada”.

Assista:

 

 

Todos temos a autoridade de realizar obras de misericórdia

sábado, 28 de abril de 2018

A misericórdia é para todos

Nosso Senhor, no Evangelho de Mateus, capítulo 25, ensina-nos sobre as obras de misericórdia. Tal passagem é famosa, profunda e desafiante. Hoje, são milhares de milhares de pessoas que passam fome, têm sede, não tem onde morar, necessitam de um conselho, um perdão e uma prece por elas. É muito fácil cobrar ou apenas dizer que as autoridades políticas devem erradicar a sede e a fome do mundo, que as pessoas que possuem problemas devem procurar religiosos ou psicólogos, que parem de frescura.
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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Na verdade, Jesus, quando se pronunciou sobre as obras de misericórdia, não falou apenas às autoridades políticas, aos sábios ou aos doze discípulos, não falou apenas aos ricos. Cristo ensinou a todos sobre a prática do bem e deu também autoridade aos seus de fazerem obras grandiosas (Jo 14,12). Jesus nos deu uma autoridade, por isso o convite é de colocarmos a mão na consciência, pensarmos “o que eu posso fazer?”. “Mas eu sou pobre, como posso ajudar alguém?” Jesus orientou pobres e ricos a viverem as obras de misericórdia. Vamos pensar, vamos rezar, vamos abrir o coração e as carteiras e partilhar o que temos com os necessitados.

Obedecer a Deus

Às vezes ou sempre, os pobres batem a nossa porta. O que fazemos? Mentimos e dizemos que não temos nada? Damos algo com medo? Entregamos algo com receio de perder a vida eterna? Às vezes, um rico chora seus problemas ou precisa ser exortado. O que fazemos? Será que pensamos: “Bem feito! Tem que sofrer!?”, ou será que ajudamos por interesse? Em todo e qualquer caso, devemos ajudar, tendo em vista que estamos vivendo uma obra de misericórdia, estamos obedecendo a Deus. Estamos, talvez, contribuindo para a salvação daquela pessoa e para a nossa salvação.
Quando conseguimos parar e pensar “É para fazer a vontade de Deus!”, estamos no caminho certo. Podemos cair na tentação e pensar “uma andorinha não faz verão!”. Ah, que o Senhor afaste de nós esse pensamento! Pois tudo ou quase tudo, em nossa vida, inicia-se de forma pequena. Aliás, Jesus comparou o Reino de Deus a um grão de mostarda, que começa pequena e, depois, torna-se a maior das hortaliças (cf. Mt 13,31). Eu e você não podemos pensar que não tem importância os pequenos trabalhos ou as pequenas obras. O Pai vê tudo e haverá de dar a recompensa (Mt 6,4).

Pequenas obras de misericórdia

Será de pouquinho em pouquinho que tomaremos gosto por viver as obras de misericórdia. Já ouvi testemunhos de pessoas que tinham medo de ir a hospitais, de visitar os doentes, pessoas que passavam mal ao se depararem com os enfermos, mas, com o tempo e com os passos, com as visitas esporádicas e, depois, com as visitas mais frequentes, as pessoas perceberam que já não se sentiam mais mal.
Além de dar os passos, reze: “Vou visitar-Te, Senhor”, “Dá-me, coragem!”, “Vou dar-Te de beber, mas, na verdade, a minha sede é que será saciada”. Isso mesmo! É isso que acontece quando realizamos, por graça de Deus, uma obra de misericórdia.
Assim, de pouco em pouco, de passos e mais passos, com a ajuda do Senhor, o mundo possa ser um pouco melhor. Diria que a minha casa seja um pouco melhor, que da minha casa eu seja um bom vizinho, que o vizinho seja bom para o outro, e assim teremos moradores daquela rua melhores, uma bairro melhor, uma cidade, um país e um mundo melhor. O Pai já realizou maravilhas neste mundo! Sua grande obra foi a salvação que nos foi dada por Seu Filho Jesus. Na força do Espírito Santo, Ele iniciou pequeno Seu trabalho, e hoje somos chamados a continuar Sua obra.
Diante da autoridade que o Senhor nos deu, iniciemos pequenas obras de misericórdia, sem a pretensão de sermos grandes. O Pai vê e se encarrega do resto. Sejamos dóceis e partilhemos o pouco que pensamos ter, pois esse pouco acaba sendo o muito para salvar aquele irmão.

Fonte: Canção Nova

Deus quer curar as pequenas coisas que nos atrapalham viver a felicidade

sexta-feira, 27 de abril de 2018

O mais importante não são as curas, mas o cuidado de Deus em cada detalhe do dia a dia

Tenho meditado sobre o processo curador de Jesus em nossa vida e percebido o quanto Ele é detalhista e cuidadoso com todos os Seus filhos, pois quer que sejamos plenamente curados no físico, no espírito, na psique, nas lembranças entre outros.

Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com

Temos realidades pequenas que precisam de cura

Muitas vezes, nós nos prendemos a grandes curas e milagres, e nos esquecemos das pequenas coisas do nosso dia a dia, as quais são tão importantes quanto nossas grandes necessidades. Alguns exemplos disso: uma pessoa cheia de manias, que acaba criando o seu mundinho e é apegada às suas coisinhas, precisa ser curada; uma pessoa apegada às mentiras, que cria um mundo fantasioso, também precisa ser curada. Da mesma forma, alguém que vive fofocando, falando dos outros pelos cotovelos, precisa ser curado. Assim como uma pessoa que vive insatisfeita com tudo e com todos, e só vê o negativo, também necessita de cura. O mesmo vale para as pessoas que vivem sob a ação do medo, apegadas às pessoas e às coisas, consumistas em excesso, todas precisam se deixar curar. A partir disso, poderia citar muitas outras realidades que, muitas vezes, trazemos em nós e que precisariam ser tocadas pelo poder curador do Espírito Santo.

O Senhor quer curar nossa humanidade em várias áreas

Não tenho dúvidas de que o Senhor quer curar o canceroso, o aleijado, o cego, o surdo, o que tem problemas de coração, o doente de AIDS etc. Porém, além de curar o nosso corpo, o Senhor nos quer curar em nossa humanidade, que é tão complexa e linda, contudo, necessitada de ser tocada pela ação de Deus que muda todas as realidades.
A Carta aos Gálatas nos relata os frutos do Espírito: “O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não existe lei” (Gl 5, 22-23). Esses frutos relatados por São Paulo são fontes seguras de reflexão sobre a liberdade e a cura da nossa humanidade. É hora de nos perguntarmos: tenho vivido no amor ou vivo no ódio e na vingança? Vivo a alegria ou minha vida é uma tristeza interminável? Encontro paz no meu interior, mesmo vivendo em realidades muitas vezes sem paz? Sou paciente ou me impaciento facilmente? Sou amável, gentil ou vivo na grosseria? Opto por fazer o bem e por viver na bondade ou faço opções pela maldade, prejudicando as pessoas? Sou leal, fiel ou vivo de infidelidade? Vivo na mansidão, na serenidade ou minha vida é uma constante agitação, até mesmo dormindo? Vivo o autodomínio ou sou uma pessoa descontrolada no comer, no dormir, no comprar, no beber, na sexualidade entre outros?
Já temos uma boa base para um profundo exame de consciência e de uma observação de nós mesmos para detectar em que área precisamos de cura, pois Deus quer curar as pequenas coisas que nos atrapalham viver a felicidade. Deus nos fez para sermos felizes e realizados em tudo. A saudade do céu sempre vai existir dentro de nós, e esse vazio do eterno só vai ser totalmente preenchido quando chegarmos diante do trono de Deus Pai.

O Senhor tem uma promessa a realizar

O profeta Jeremias nos relata algo de suma importância: “Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós oráculo do Senhor! Um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança! Quando me invocardes, ireis em frente, quando orardes a mim, Eu vos ouvirei. Quando me procurardes, vós me encontrareis, quando me seguirdes de todo o coração, Eu me deixarei encontrar por vós oráculo do Senhor” (Jr 29, 11-14). Esse é um trecho da carta do profeta aos exilados, aos que estavam sofrendo, precisando de esperança e cura. Ela [carta] nos dá um sinal de como alcançar de Deus a cura e a libertação de que precisamos: invocá-Lo, orar sempre, procurar, a todo instante, o Senhor e segui-Lo de todo coração! Essa é a receita: permanecer em Deus!
O Senhor está interessado na nossa cura, e nós também não podemos nos conformar com a situação que vivemos atualmente. Precisamos trabalhar nosso interior e nossas reações, e tudo isso se faz pela oração, pela Eucaristia e o jejum, pela Palavra viva e vivida, pela confissão e a busca de uma direção espiritual, pela cura interior e o autoconhecimento. Não tenha medo de entrar nesse processo de cura, por você e por quem você ama. Deus cuida dos mínimos detalhes!
Estamos juntos! Estou orando por você e por sua cura. Ore também pela minha!
Deus o abençoe.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

Façamos o bem ao próximo sem esperar recompensa

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Se fazemos o bem ao outro e queremos recompensa, caímos na frustração, na decepção, pois o coração irá magoar-se facilmente

“Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes” (João 13,17).

O Evangelho de hoje é a conclusão do Evangelho onde Jesus lavou os pés dos Seus discípulos. É no final daquela cerimônia linda e transformadora, gesto daquilo que é a vida de Jesus num todo, porque a vida d’Ele foi servir.
Quando Ele colocou-se aos pés dos Seus discípulos, Ele não estava fazendo uma representação, Ele queria nos dizer qual é o segredo, qual é o caminho da felicidade, e se uma profunda tristeza bateu à “porta” do coração de Jesus quando, em seguida, Ele sofre a agonia no Horto das Oliveiras, isso jamais Lhe tirou a alegria, mesmo em meio ao sofrimento e a agonia.
Há uma alegria que toma conta da alma e do coração de quem serve, de quem faz o bem para o outro, de que ama o seu próximo, de quem dedica os seus esforços para fazer o bem, desde que, não seja esperado nada em troca. Porém, se fazemos o bem ao outro e queremos recompensa, caímos na frustração, na decepção, pois o coração irá magoar-se facilmente.
Jesus, nosso Senhor e Mestre, morreu com muitas decepções, mas sem nenhuma frustração e mágoa, porque Ele servia para servir, servia por amor e quem faz por amor não espera, de forma nenhuma, alguma recompensa. O coração torna-se livre e, coração livre encontra felicidade naquilo que realiza.
Muitas vezes, receberemos ingratidão por aquilo que fazemos, por exemplo, uma mãe nem sempre vai receber agradecimento ou reconhecimento dos seus filhos pelo amor que prestou-lhes a vida inteira, desde o momento da concepção até todos os cuidados que a vida exigiu, mas ela é feliz e realizada só pelo fato de ser mãe. Quando ela encontra no “ser mãe” um serviço de amor, não é algo penoso ou doloroso.
Encontramos felicidade quando servimos o próximo, os necessitados, os marginalizados, mas isso pode parecer muito genérico quando não partimos para a prática.
Jesus falou, mas também fez; Ele curou, abençoou e por último mostrou-se. “Mesmo os homens não me amando, eu os amei até o fim”.
Não desista, não se canse de amar! Se o nosso amor é gratuito, verdadeiro e evangélico, nós até nos decepcionamos com as situações que vivemos, mas jamais nos magoamos, porque o amor não guarda mágoa, rancor; o amor é puro, livre e supera-se, porque o amor tudo supera!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Temos a missão de anunciar o Evangelho ao mundo

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Em todos os ambientes, no trabalho que fazemos, nas redes sociais que usamos, precisamos anunciar e proclamar Jesus

“Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: ‘Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!’” (Marcos 16,15).

Hoje, celebramos o evangelista São Marcos. Ele era muito jovem quando começou a seguir Jesus; foi na casa dele que se realizou a última Ceia, segundo o que tradição nos relata. Mas, o que mais conhecemos dele é o seu Evangelho curto, porém, o mais preciso e direto, aquele que nos apresenta quem é Jesus. Ele nos faz entender a verdade fundamental: Jesus é o Filho de Deus.
Uma vez que, reconhecemos em Jesus o Filho de Deus, Ele nos dá uma missão: anunciar o Evangelho a toda criatura. O Evangelho escrito, narrado e testemunhado a nós, foi-nos dado para que tenhamos a vida em Deus. Conhecemos a vida de Cristo e a vida que Ele nos trouxe, porque esse Evangelho chegou aos nossos corações.
A ordem que foi dada aos discípulos é a mesma que nos foi dada: pregar o Evangelho a toda criatura. Talvez, pensemos no mundo globalizado; distante; longe; com pessoas que não conhecem o Evangelho, contudo, o Evangelho precisa ser pregado no mundo em que estamos.
Há muitas pessoas próximas de nós que não conhecem o Evangelho e nós, muitas vezes, estamos próximos dele, mas não o conhecemos. O Evangelho tem de ser pregado, primeiro para nós mesmos, pois somos os primeiros que precisam recebê-lo, e o que recebemos precisamos dar.
Os discípulos receberam muito do Senhor, e o “muito” que receberam, levaram para os outros, porque o discípulo não retém para si, ele leva para o outro aquilo que ele recebeu. A nossa missão no mundo de hoje é a de anunciar o Evangelho!
O que é anunciar o Evangelho? É falar de Jesus, é pregá-Lo, anunciá-Lo. Não é piegas, não é beatice, pelo contrário, é vida transformada.
No mundo em que estamos se fala de tudo: nas redes sociais, nas conversas que levamos aqui e ali, mas falamos pouco ou quase nada de Jesus. Estamos restringindo falar de Jesus quando vamos à Igreja, quando nos reunimos nos grupos de oração, mas a verdade é que, em todos os ambientes: no trabalho que fazemos; nas redes sociais que usamos; precisamos anunciar e proclamar Jesus. 
Não podemos querer nos anunciar e nem nos “aparecermos” às custas de Jesus, precisamos usar o que somos para que, através de nós, Jesus seja conhecido, amado e glorificado, porque só Ele tem palavras que salvam a nossa vida.

Deus abençoe você!

Jesus cuida de nós com amor e ternura

terça-feira, 24 de abril de 2018

Enquanto formos dóceis, obedientes e submissos ao Pastor, Ele cuida de nós e ninguém nos rouba d’Ele

“Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão” (João 10,28).

O Bom Pastor nos dá a vida eterna; a ovelha que está em Jesus jamais se perde; não há possibilidade alguma de nos perdermos se formos cuidados por Jesus, direcionados e iluminados por Ele.
Não podemos ser enganados e iludidos porque, muitas vezes, achamos ou criamos a sensação de que estamos em Jesus, mas não temos comunhão com Ele. Não escutamos a voz de Jesus; escutamos as nossas convicções, colocamos certas coisas na cabeça e no coração, coisas que nem “Deus” tira e achamos que isso é de Deus.
Uma ovelha se engana e se ilude quando ela não tem a humildade e a submissão à voz, à condução e à direção do Pastor. Quando o Pastor nos direciona, jamais nos perdemos; e a perdição não entra em nós, porque a salvação que Ele nos trouxe está em nós e, ninguém tem forças para nos arrancar das mãos de Deus.
Não podemos dizer que tem sido uma fraqueza: “Foi mais forte do que eu”. Eu sei que temos nossas fraquezas, somos fracos, mas o mal não tem mais poder do que a graça de Deus, em hipótese alguma.
O orgulho tem um poder destrutível e mortal, podemos ter as maiores virtudes do mundo, mas se elas forem contaminadas pela força do orgulho e da soberba, enfraquecemos sem perceber. É como um “vírus” ou um “câncer” que entra em nossa alma e aniquila a nossa relação de comunhão com Deus.
Ovelhas que somos, do redil de Jesus, não permitamos ser roubados das mãos d’Ele. Enquanto formos dóceis, obedientes e submissos ao Pastor, Ele cuida de nós e ninguém nos rouba d’Ele.
Quando nos deixamos iludir e somos levados pelo nosso egoísmo e pela nossa soberba, nos perdemos de forma muito desastrosa. Não nos iludamos, não permitamos que o nosso coração se engane. Sejamos dóceis a Jesus, porque Ele cuida de nós com todo amor e ternura.

Deus abençoe você!

O Bom Pastor protege Suas ovelhas

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Permitamos que o Bom Pastor cure as nossas feridas e que a Sua vida esteja em nós

“O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,10).

Continuamos escutando a voz do Bom Pastor que orienta, conduz, direciona, a vida de Suas ovelhas. Hoje, o Bom Pastor nos adverte que há um ladrão que rouba as ovelhas. E para que esse ladrão rouba as ovelhas? Ele mata, rouba e destrói as ovelhas.
É importante entendermos que o inimigo de nossa alma é ladrão, ele rouba as almas que pertencem a Deus. Ele quer nos roubar para não pertencemos mais a Deus, e depois ele mata e destrói a vida de Deus que há em nós. O ladrão arranca a graça de Deus que está dentro de nós, mas ele só faz isso se a ovelha se deixa seduzir, se ela se deixa ser roubada do colo de Deus.
Quando estamos em Jesus, o ladrão deste mundo não tem o poder de nos roubar, matar e nem de nos destruir, porque o Bom Pastor cuida e não se descuida de nós. Às vezes, os pastores estão distraídos e deixam-se iludir com outras ocupações e preocupações, mas o nosso Bom Pastor, não. Ele vigia, cuida de nós a todo tempo, até quando fugimos d’Ele.
O Bom Pastor nos espera, Ele corre atrás de nós. Ele quer nos buscar, quer nos arrancar das mãos do maligno, daquele que nos rouba de Deus, daquele que apresenta atrativos ilusórios, enganosos, que nos arrancam, que nos puxam.
Não permitamos ser roubados do colo de Jesus, não permitamos ser levados do redil de Jesus porque o ladrão não chega como ladrão, pelo contrário, ele chega com opções para nos atrair. E quando desejamos voltar, o coração está arruinado, quebrado, perdeu a graça, o gosto, o sabor pelas coisas do Céu.
Permitamos que o Bom Pastor, que veio para nos dar a vida em abundância, em plenitude, cuide de nós, cure as nossas feridas e que a Sua vida esteja em nós.

Deus abençoe você!


O Sangue de Cristo purifica a nossa vida

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O sangue de Jesus não só nos purifica dos nossos pecados, mas fortifica a nossa vida para que tenhamos fé, sentido e direção

Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (João 6,53).

Precisamos e queremos ter a vida, mas para tê-la é preciso que a vida eterna de Deus entre em nós. Não negligenciemos a comunhão com Deus, não negligenciemos o Corpo e o Sangue do Senhor (…) e  queiramos a vida no sentido mais pleno, no sentindo mais glorioso, a glória eterna.
A glória é contemplar Deus para sempre, mas a glória começa quando vivemos a comunhão com Ele. Talvez tenha sido duro para os judeus compreenderem o significado disso.
Fomos acostumados a comer a carne dos animais: do frango, do peixe; a carne bovina; mas todas elas são apenas um alimento que nos sacia (…), mas quando pensamos na Carne do Filho de Deus, devemos pensar na vida que nela está, que viveu a santidade, na Carne que viveu a vida plena de Deus no meio de nós.
É algo muito divino, muito sublime, pois por meio dessa Carne, o Eterno entra no nosso ser corporal, mortal, inflamado de pecados, de erros, de incoerências, mas quando permitimos que a Carne de Cristo entre em nós, Ele nos transfigura, nos transforma, e a nossa vida assume outro sentido.
Não podemos esperar estarmos plenamente santos para recebermos a Carne do Senhor, pelo contrário, a nossa fraqueza tem de ser do Senhor. A nossa carne para ser santificada, precisa da Carne do Senhor; o nosso corpo precisa do Corpo do Senhor. Por isso, é preciso ter fome da Eucaristia, precisamos fazer do Corpo do Senhor o alimento da nossa vida, precisamos mergulhar n’Ele, tomar consciência de que Ele nos santifica da ponta dos pés até o fios do nosso cabelo. Quando vivemos essa comunhão, Ele santifica os nossos pensamentos e sentimentos. 
O Sangue de Cristo é o símbolo maior da vida; o Sangue vertendo é a vida que perece. O Sangue que recebemos é a vida que ganhamos como dom do Alto. A vida nunca mais nos será tirada quando nos saciamos do Sangue do Senhor. O Sangue de Jesus não só nos purifica dos nossos pecados, como também, fortifica a nossa vida para que tenhamos fé, sentido e direção.
Que sejamos tomados pela presença do Corpo e Sangue do Senhor, que santificam o nosso corpo e a nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O corpo do Senhor trouxe razão para a nossa vida

quinta-feira, 19 de abril de 2018

 

Deus nos deu a Sua carne, o Seu corpo inteiro para nos “alimentar”

Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (João 6,51).

O Corpo do Senhor foi pregado na Cruz para dar vida ao mundo. Quando olhamos para o Cristo crucificado na Cruz, temos piedade e dó, entretanto, não é uma coisa e nem outra, é um amor profundo.
O pai e a mãe trabalham para dar vida aos seus filhos. Penso na mãe que dá o leite do seu seio para alimentar a vida que gerou, dá o seu próprio corpo para alimentar os seus filhos.
Deus nos deu a Sua Carne, o Seu Corpo inteiro para nos “alimentar”. Aquele Corpo que foi colocado na Cruz, pareceu para alguns um espetáculo ridículo, porque para eles alguém ser pregado numa cruz e nu era digno de condenação. Mas, Jesus não tinha nenhum motivo para ser condenado, permitiu ser condenado para ser alimento, Ele mesmo quis ser a nossa salvação, a nossa redenção. O “Pão” que Ele nos deu é o Seu próprio Corpo para salvar a vida do mundo.
Não permitamos que a nossa vida pereça por falta de significados e sentidos. A cada minuto uma pessoa se suicida, tira a própria vida. Só tira a própria vida quem não tem sentido para a sua vida. Não é um julgamento daqueles que se suicidaram, cada um tem as suas razões psicológicas. A verdade é que a nossa vida precisa de sentido (…) precisamos de uma razão para viver; o Corpo do Senhor é a razão da nossa própria vida. É preciso comer, alimentar-se, permitir sermos alimentados pela presença d’Ele.
Volto-me para a Eucaristia e não vejo nela apenas um sentido de “memória”, no sentido de lembrança, mas a própria Carne e Sangue do Senhor foram dados como alimento para nós. Para mergulharmos na Eucaristia, permitamos que a nossa vida seja mergulhada no Corpo e Sangue do Senhor, permitamos ser inebriados por essa presença transformadora e santificadora, que transcende a nossa própria capacidade humana.
A Eucaristia é um sacramento belo e profundo para a nossa própria compreensão. Se não podemos compreender, creiamos, vivamos da fé, mas deixemos que a Eucaristia transforme a nossa maneira de pensar.

Deus abençoe você!

Papa: o Batismo acende a vocação pessoal a viver como cristãos

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Nesse tempo pascal, Santo Padre segue com catequeses dedicadas ao Batismo

Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Catequese com o Papa Francisco na Praça São Pedro nesta quarta-feira, 18 / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

Nesse tempo de Páscoa vivido pela Igreja, o Papa Francisco deu continuidade nesta quarta-feira, 18, às catequeses sobre o Batismo, desta vez com foco voltado para o tema “sinal da fé cristã”.
“Retornar à fonte da vida cristã nos leva a compreender melhor o dom recebido no dia do nosso Batismo e a renovar o empenho de corresponder na condição em que hoje nos encontramos”, explicou Francisco, atentando novamente para a necessidade de cada um saber a data do seu batismo, uma “tarefa de casa” que ele deixou aos fiéis na catequese da semana passada.
Entrando no rito do Batismo, a começar pelo acolhimento, o Papa explicou que, antes de tudo, pergunta-se o nome do candidato, uma vez que o nome indica a identidade de uma pessoa; Deus chama cada um pelo nome, amando cada um na concretude de sua história. O Batismo acende a vocação pessoal a viver como cristãos, implicando uma resposta também pessoal, observou o Santo Padre, frisando ainda que Deus continua a pronunciar o nome de cada um ao longo dos anos e portanto o nome é tão importante.
“Os pais pensam no nome para dar ao filho já antes do nascimento: também isto faz parte da espera de um filho que, no nome próprio, terá a sua identidade original, também para a vida cristã ligada a Deus”.
Outro momento do Batismo destacado pelo Santo Padre foi o sinal da cruz. Nesse ponto, ele observou que tantas crianças ainda não sabem fazê-lo. “Vocês, pais, mães, avós, padrinhos, madrinhas, devem ensinar a fazer bem o sinal da cruz porque é repetir aquilo que foi feito no Batismo”.
“A cruz é o distintivo que manifesta quem somos”, disse o Papa concluindo a catequese, chamando atenção uma vez mais para a importância de fazer o sinal da cruz. “Fazer o sinal da cruz quando acordamos, antes das refeições, diante de um perigo, em defesa contra o mal, à noite antes de dormir, significa dizer a nós mesmos e aos outros a quem pertencemos, quem queremos ser. Por isso é tão importante ensinar as crianças a fazer bem o sinal da cruz”.

Fonte: Canção Nova

Jesus é o alimento que sacia a nossa fome

É preciso nos “alimentar” de Jesus para saciarmos essa “sede” profunda de eternidade que todos nós temos

Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (João 6,35).

Jesus continua nos formando a respeito do Pão da Vida. Quando falamos do Pão da Vida, o nosso olhar deve voltar-se para Jesus, porque é Ele quem diz: “Eu sou o Pão da Vida”.
Tiremos o nosso olhar das abstrações que fazemos, até do simbolismo escancarado em tantas outras coisas que não sejam diretamente o próprio Jesus.
Precisamos nos “alimentar” de Jesus, recebê-Lo, permitir que Ele esteja em nós e não olhemos o pão apenas como alimento material, porque aí está o perigo do materialismo, que nos faz olhar as coisas somente no sentido material e não nos transcende para o espiritual. O espiritual não pode ser algo distante da nossa vida real, porque o espiritual transfigura a nossa vida material e traz a eternidade para junto de nós.
Jesus diz: “Eu sou o Pão da Vida. Quem vem a mim […]”, por isso, nós vamos ao encontro de Jesus para saciara nossa fome. Quem já passou fome sabe a dureza que é; como aquilo desequilibra a vida física e psicológica de uma pessoa. É uma fome gritante na alma, é uma fome de eternidade, de sentido da vida; é uma fome de se encontrar com a razão da existência. Quando não encontramos, nos saciamos com os alimentos deste mundo.
Por isso alguns se refugiam nos alimentos, outros se refugiam nas drogas, outros se refugiam numa vida afetiva desregrada, outros se refugiam em filosofias, concepções de vida que trazem um consolo psicológico para alma fugaz e errada quando o único que preenche verdadeiramente essa fome e sede que a alma tem é Jesus.
Precisamos nos alimentar d’Ele, permitir que Ele alimente os pensamentos da nossa alma, os sentimentos que temos no nosso coração, as razões que não temos. É preciso nos alimentar de Jesus para que saciemos essa sede profunda de eternidade que todos nós temos.
Deus abençoe você!

Oração para educar o filho no caminho da obediência

terça-feira, 17 de abril de 2018

Educar o filho no caminho da obediência requer oração

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
Senhor, dai-nos a graça da sabedoria para educarmos os nossos filhos no  caminho da
obediência. Dai-nos a graça de não termos medo de corrigi-los. Nós Lhe pedimos, Senhor, 
a sabedoria de uma pedagogia inspirada, a fim de formarmos nossos filhos; 

e sabedoria para utilizarmos a correção,  segundo o  Seu coração.
Dai-nos a graça de não nos omitirmos quando eles precisarem de correção.
Senhor, liberta-nos de toda omissão, porque não queremos cruzar os nossos braços diante dos erros dos nossos filhos, mas sim, os chamar a uma vida de obediência e justiça, como Sua Palavra nos ensina.
Senhor, dai a sabedoria a todos os pais, àqueles que se sentem perdidos na formação de seus filhos; ilumina-os com Seu Espírito Santo, tira do coração deles todo sentimento de fracasso e derrota. Liberta-os, Senhor.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Salette Ferreira, missionária da Comunidade Canção Nova.

Na catequese, Papa reflete sobre o sacramento do Batismo

quarta-feira, 11 de abril de 2018

O Batismo é o aniversário do renascimento, explicou o Papa, convidando os fiéis a comemorarem também essa data

Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Na Praça São Pedro, Papa fala semanalmente aos fiéis às quartas-feiras, a tradicional catequese / Foto: Reprodução Yotube – Vatican News

A catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 11, foi dedicada ao sacramento do Batismo. O Santo Padre enfatizou a importância desse sacramento que é um ponto de partida para reavivar a consciência sobre a vida cristã, que por sua natureza provém do próprio Cristo, uma reflexão em evidência nesses 50 dias do tempo pascal.
Francisco explicou que o verbo grego “batizar” significa “imergir”, sendo que o banhar-se com água é um rito comum em várias crenças para exprimir a passagem de uma condição a outra, como sinal de purificação para um novo começo. Para os cristãos, o Papa destacou a necessidade de lembrar que, se o corpo é imerso na água, a alma é imersa em Cristo, para receber o perdão do pecado.
Assim como já fez em outras ocasiões, o Papa reiterou aos presentes a necessidade deles saberem o dia em que foram batizados e comemorar essa data. “Todos devemos saber a data do nosso batismo. É um outro aniversário: o aniversário do renascimento”.
Francisco recordando ainda que o Batismo torna a pessoa membro do Corpo de Cristo, que é a Igreja, e partícipe de sua missão no mundo. “Nós batizados não somos isolados: somos membros do Corpo de Cristo”.
O Santo Padre explicou, por fim, o porquê batizar uma criança, sendo que algumas pessoas pensam que se deveria esperar a criança crescer, entender e ela mesma pedir o Batismo. Segundo Francisco, isso significa não ter confiança no Espírito Santo, porque quando se batiza uma criança, o Espírito Santo entra nela e faz crescer as virtudes cristãs que depois florescerão. “Sempre se deve dar esta oportunidade a todos, a todas as crianças, de ter dentro delas o Espírito Santo que as guia durante a vida. Não se esqueçam de batizar as crianças!”.

Permitamos renascer do Alto

terça-feira, 10 de abril de 2018

 

Permitamos renascer de novo, permitamos que a nossa vida seja moldada por Deus

“Jesus a Nicodemos: ‘Vós deveis nascer do alto’ (João 3,7b).

Aquilo que, o Mestre Jesus disse ao velho Nicodemos, num primeiro momento pareceu estranho. Também parece estranho para nós dizer que “devemos nascer do Alto” quando, na verdade, nascemos aqui na Terra, nascemos do ventre da nossa mãe.
Aquele que nasce da carne é carne; aquele que nasce da humanidade é apenas homem; e Deus não nos quer sendo somente homens e mulheres; Ele quer que sejamos homens e mulheres do Céu, sem tirarmos os nossos pés daqui; Ele quer que tenhamos um coração divinizado pela Sua presença entre nós.
Jesus veio habitar no meio de nós para que habitemos e tenhamos o Céu presente em nossa vida.
Nascer do Alto tem um sentido espiritual muito profundo, porque, quando nós temos apenas uma visão de vida: humana, mundana, cercada dos conceitos que aprendemos nas escolas, nas situações que vivemos na vida e até mesmo na nossa própria casa; se vivermos cercados pelos conceitos do mundo que nos rodeia, desculpem, mas nossos pensamentos e sentimentos serão apenas humanos e mundanos.
Precisamos vencer essa mundanidade. O mundo entra em nós com as coisas horríveis que há nele e, muitas vezes, entramos de cheio nas coisas do mundo e, por causa disso, a nossa mentalidade é guiada por este mundo.
Ou nascemos do Alto, ou vamos pensar somente como o mundo, entretanto, se nascemos do Alto podemos pensar como Deus. Os sentimentos de Deus salvam e renovam aqueles sentimentos que trazem paz e renovação para a nossa mente e para o nosso coração, renascem quando nós renascemos do Alto.
Permitamos renascer de novo, permitamos que a nossa vida seja moldada por Deus.
Neste tempo maravilhoso da Páscoa, Deus quer nos permitir renascer, quer permitir que a nossa vida seja ressurgida n’Ele. Ele quer dar um novo sabor, um novo sentido à nossa vida, um colorido novo à vida de cada um de nós.
Desapeguemos dessa forma de pensar na vida para que, uma nova mentalidade e um novo coração ressurjam a partir do coração de Deus.

Deus abençoe você!  

Fonte: Canção Nova

O Ressuscitado está presente no meio de nós

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Professamos a nossa fé no Ressuscitado que, fez-se presente no meio de nós, no ventre da Virgem Maria

O anjo entrou onde ela estava e disse: ‘Alegra-Te, cheia de graça, o Senhor está Contigo!’” (Lucas 1,28).

Nesta segunda-feira, estamos celebrando a Solenidade da Anunciação do Senhor. Esta Solenidade é sempre celebrada no dia 25 de março, nove meses antes do Natal de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Neste ano, o dia 25 caiu em um domingo da Quaresma, por este motivo, a Igreja o transferiu para a segunda-feira após a Oitava da Páscoa.
Na alegria Pascal, este tempo que estamos vivendo, entramos na alegria que vem de Deus. Entramos na alegria de contemplarmos o Senhor que se encarna. Professamos a nossa fé no Ressuscitado que, encarnou-se no meio de nós, fez-se presente no meio de nós no ventre da Virgem Maria. Por isso, a presença de Deus traz alegria aos nossos corações.
A presença do Ressuscitado alegrou os discípulos. O anjo está dizendo a Maria: “Alegra-te, cheia de graça”. E por que Maria se alegrou? Porque Deus estava nela; Ele estava presente, encarnou-se nela. É este mistério lindo, maravilhoso e sublime que celebramos hoje.
Queremos a mesma alegria que o anjo trouxe a Maria, queremos a mesma alegria que os anjos trouxeram a Madalena e aos discípulos, por ocasião da Ressurreição do Senhor. Que os mesmos anjos tragam alegria ao nosso coração. A alegria de saber que Deus está entre nós, que Ele se encarnou no ventre de Maria e ela trouxe Jesus para ser o grande presente da nossa vida.
Deus quer estar vivo, encarnado e presente na vida de cada um de nós. Onde Deus está, podem ter muitos motivos para tristezas, desânimos, porém, jamais um coração que tem Deus é um coração triste. Esse coração passa por situações tristes na vida, por dificuldades e problemas, mas não permanece, porque, é uma alegria maior, plena; é uma alegria do Céu, alegria da presença divina, alegria da certeza de que Deus está entre nós.
Um coração só é arrasado pela tristeza, quando sai de Deus e sede lugar à tristeza na sua vida. Permitamos ser tomados por essa alegria de que Deus está entre nós. O anjo disse: “Maria, o Senhor é Contigo”. Isso tomou conta, incendiou plenamente o coração da Virgem Maria. Hoje, Deus está olhando para nós e está nos dizendo: “O Senhor está contigo. Alegra o seu coração”.
Não permita que nenhuma tristeza, decepção, nenhuma situação na qual possamos ser decepcionados ou tirado de nós a alegria de viver, possam tomar conta de nós. Há uma alegria única que ninguém pode nos roubar, porque Maria guardou para sempre; Ela é a mulher alegre, porque Deus entrou n’Ela e nunca mais saiu.
Que Deus esteja conosco e que seja a razão e a alegria da nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Em meio às frustrações, é preciso escutar a voz do Mestre

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Em meio às frustrações, decepções e ilusões que passamos nesta vida, é preciso escutar a voz do Mestre, dar atenção a Ele

Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu” (João 21,11).

Os discípulos estão experimentando a frustração e, não foi somente por terem perdido o Senhor que morreu na Cruz (essa foi a grande decepção e frustração da vida deles), e parece que quando estamos decepcionados e frustrados com alguma coisa em que colocamos grande expectativa, tudo o que vem a partir disso é também decepcionante.
Os discípulos fizeram aquilo que tinham mais experiência: pescar. Eles jogaram as redes com desânimo, cansaço, com um marasmo que movia o coração deles e nada conseguiram. Talvez você pergunte: “Mas Jesus já não tinha ressuscitado?”. Ele já tinha ressuscitado, mas dentro do coração deles havia medo, muitos desalentos e incertezas.O Ressuscitado tinha as marcas da paixão no corpo, mas os discípulos tinham a marca da paixão no coração, estavam feridos.
Algumas feridas nos acompanham por toda a vida, por mais que nos levantemos, que deixemos para trás as frustrações passadas, não deixamos as feridas que nos marcaram naquela situação; elas voltam em forma de mágoa, de sentimento de culpa, de dúvida. Por isso, os discípulos ainda tinham medo, e quando eles tinham medo, não tinham esperança e nada conseguiam.
Os discípulos estavam pescando, mas não conseguiam nada. Jesus apareceu e disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Eles deram atenção ao que Jesus falou e lançaram as redes; quando as lançaram, veio tamanha quantidade de peixes que parecia que as redes não suportariam. Foram cento e cinquenta e três grandes peixes que os discípulos pescaram.
Em meio às frustrações, decepções e ilusões que passamos nesta vida, é preciso escutar a voz do Mestre, dar atenção a Ele, primeiro, para sermos curados; segundo, para sermos revigorados; e terceiro, para não ficarmos na frustração, e sim, para encontrarmos o caminho de onde estão os peixes da vida. A vida vai para a frente, porque o Ressuscitado não nos deixa no túmulo, mas Ele nos levanta e nos leva adiante.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A paz do Ressuscitado está entre nós

quinta-feira, 5 de abril de 2018

 

Temos a paz do Ressuscitado para enfrentarmos todas as situações atribuladas e difíceis da vida

Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: ‘A paz esteja convosco!’” (Lucas 24,36).

O grande dom do Ressuscitado no meio de nós chama-se “paz”. A paz que vem de Deus cura os nossos medos, as nossas inquietações e vence toda a ansiedade do nosso coração. Precisamos da paz que vem de Deus, é por isso que Ele nos dá a paz.
A paz não é apenas uma saudação: “A paz esteja contigo”; a paz é um dom, é aquilo que vem do mais profundo do coração de Deus. Quem está em Deus, vive em paz.
Talvez você possa pensar: “Como vou ter paz em meio a tantas chateações, problemas, dificuldades, tormentos, situações dolorosas, enfermidades, dificuldades?”. Poderíamos enumerar tantas coisas negativas, mas no meio de tantas coisas obscuras da vida, a luz de Deus traz paz para enfrentarmos as adversidades que estão na nossa frente.
A questão é que nos deixamos perturbar, deixamos os problemas falarem mais alto, as situações obscuras tomarem conta dos nossos sentimentos, porém, precisamos da paz de Jesus para enfrentarmos todas as situações da vida.
Só somos derrotados pelas situações emblemáticas da vida, porque nos deparamos diante dessas circunstâncias com agressividade e não com a paz que é necessária para enfrentá-las. Às vezes, somos agressivos, nos agitamos, nos perturbamos, nos desesperamos.
O desespero é perder a esperança, e, quem não tem esperança, não tem paz. A nossa esperança está n’Ele. Uma vez que Jesus é a nossa esperança, Ele acalenta, acalma e silencia o nosso coração. Ele coloca ordem nas coisas que estão bagunçadas dentro de nós para que, movidos pela paz, instruídos e plenos da paz, tenhamos a serenidade para enfrentar as dificuldades e tormentos da nossa vida.
Pode ser que os tormentos da nossa vida até aumentem, alguns até dizem: “Deus está me castigando”. Entretanto, Deus está nos abençoando, pois, temos a paz do Ressuscitado para enfrentarmos todas as situações atribuladas e difíceis da vida.
Que a paz do Ressuscitado esteja em nós para que, semeemos a paz e sejamos cheios da paz que transforma o nosso coração e a nossa vida.
Deus abençoe você!

Fonte: canção Nova

Papa conclui ciclo de catequeses sobre a Santa Missa

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Na reflexão de hoje, Papa deu destaque para os frutos da Missa na vida cotidiana: “cristãos não vão à Missa para cumprir uma tarefa semanal”

Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Na catequese de hoje, Papa concluiu ciclo de catequeses sobre a Santa Missa / Foto: Reprodução Youtube-Vatican News
O Papa Francisco concluiu nesta quarta-feira, 4, o ciclo de catequeses sobre a Santa Missa, iniciado em novembro do ano passado. A reflexão de hoje foi dedicada aos ritos finais da Missa: a benção concedida pelo padre e a despedida do povo. 
“Os cristãos não vão à Missa para cumprir uma tarefa semanal e depois se esquecem, não. Os cristãos vão à Missa para participar da Paixão e Ressurreição do Senhor e depois viver mais como cristãos: abre-se o compromisso do testemunho cristão”, disse.
Francisco acrescentou que, ao sair da Igreja, o compromisso é “ir em paz”, levar a benção de Deus nas atividades cotidianas; cada vez que a pessoa sai da Missa ela deve sair melhor do que entrou, ponderou o Santo Padre, com mais vida, mais força e vontade de dar testemunho cristão.
“Não devemos esquecer que celebramos a Eucaristia para a prender a tornar homens e mulheres eucarísticos. O que isso significa? Significa deixar Cristo agir nas nossas obras”, observou o Papa, acrescentando que os frutos da Missa são destinados a amadurecer na vida de cada dia.
“Agradeçamos ao Senhor pelo caminho de redescoberta da Santa Missa que nos deu para percorrermos juntos e deixemo-nos atrair com fé renovada a este encontro real com Jesus morto e ressuscitado por nós. E que a nossa vida seja sempre ‘florida’ assim como a Páscoa, com as flores da esperança, da fé, das boas obras”, concluiu.
E tendo em vista que nessa semana a Igreja celebra a oitava de Páscoa, logo no início da reflexão de hoje o Papa convidou os fiéis aos votos de Feliz Páscoa, inclusive ao Papa Emérito Bento XVI, que acompanhava a catequese pela televisão. “Ao Papa Bento, todos demos a Boa Páscoa. E um aplauso forte”.

Fonte: Canção Nova

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