Cultivemos a semente do Reino em nosso coração

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A semente do Reino chega com força em nosso coração, mas precisa ser regada, cultivada, cuidada e tratada

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Marcos 6, 26-27).

A sabedoria divina ensina-nos a olhar os fatos, os acontecimentos dos tempos e da vida, aprender a lidar com a nossa natureza humana. É por isso que Jesus usa de muitas parábolas para explicar, por meio da vida e da natureza, como o Reino de Deus se manifesta entre nós e como devemos proceder em nossa vida.
O Reino de Deus não acontece de forma ostensiva, ninguém se converte da noite para o dia, ninguém muda de vida de uma hora para outra. Há um momento em que a semente do Reino chega com força em nosso coração, mas ela precisa ser regada, cultivada, cuidada e tratada. E vai crescer ao seu tempo, vai florescer e dar seus frutos.
É preciso saber que tudo tem o tempo de espera e paciência. Imagine a criança que sai do ventre de sua mãe, tão pequena e frágil, e um dia se tornará um grande homem ou uma grande mulher. Que dedicação é preciso ter para cuidar a cada dia, alimentar a cada momento, esperar o tempo! Ele (o bebê) não anda, mas vai andar; não fala, mas vai aprender. Tudo tem seu tempo, tudo é cuidado para que no tempo os frutos aconteçam.
Sabe, muitas vezes, em nossas comunidades e igrejas, queremos que o recém convertido, que conheceu Jesus ontem, fale a todos, seja um modelo. Calma! Ele está conhecendo Jesus. O tempo e a paciência vão ajudar que ele floresça.
Todos nós passaremos por mudanças, sejam elas pequenas ou grandes; se soubermos passar por elas, vamos amadurecer e ser árvores frutíferas no Reino de Deus!
Olhai para árvores que estão ao nosso lado, elas passam pelo inverno, pela secura do verão e do outono, pela beleza da primavera. As árvores enfrentam tempestades, excessos e vigores da natureza, para se tornarem árvores grandes e frondosas.
Assim é a vida, o Reino de Deus cultivado com paciência e espera; ao seu tempo, ele dará frutos. Que saibamos viver cada tempo, esperar e, no Reino de Deus, evitar a ansiedade de querer tudo pronto, que tudo aconteça. Nosso papel é deixar a semente ser semeada, para que, no seu tempo, ela dê seus frutos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Usemos a misericórdia para medir o próximo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016


 

A misericórdia do Senhor está sempre à frente, porque Ele conhece nossas misérias, mazelas e fraquezas

“Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos” (Marcos 4, 24).

Amados irmãos e irmãs, a Palavra de Deus, que penetra nossos corações, chama bastante atenção para as medidas que usamos na vida. Sabemos que todos nós costumamos medir uns aos outros; gostamos de comparar, tachar, julgar e analisar.
Todos somos críticos e temos ponderações a fazer de tudo e todos. Aliás, existem pessoas que passam o dia todo medindo a vida dos outros. Não vou dizer que vivem fofocando ou falando mal, mas vivem na medição. Medem, comentam, analisam e criticam o comportamento do outro e o que ele fala.
É fácil falar da vida dos outros, o difícil é colocar-se no lugar dele e assumir sua vida. É muito simples olharmos com nosso olhar crítico, cheios de comentários, e não sermos capazes de nos colocar no lugar do outro.
Precisamos de uma justa medida sempre que formos falar da vida de alguém; e quem nos deu a justa medida foi o próprio Deus, pois Ele nos mede com Sua justiça e misericórdia.
A misericórdia do Senhor está sempre à frente, porque Ele conhece nossas misérias, mazelas e fraquezas. Por isso, Deus nos mede com uma misericórdia profunda e imensa! É pena que, mesmo sendo medidos com a misericórdia do Senhor, não sabemos medir uns aos outros da mesma forma. Somos muito duros e exigentes, o outro não pode errar conosco; mas nós podemos falhar, errar, ter nossas fraquezas e sempre dar desculpas para o que fazemos.
Permita-me dizer: precisamos aprender a ser justos de verdade, porque, muitas vezes, ao querer ser justos, somos muito justiceiros, queremos a justiça a todo preço, mas não somos capazes de fazer justiça com nós mesmos. Vamos olhar profundamente, verdadeiramente, perceber os erros que os outros cometem. Vamos também perceber que nós cometemos erros piores e maiores, mas não nos enxergamos, não percebemos nossas falhas; por esse motivo, cometemos falhas grosseiras.
Use a boa medida, use a misericórdia divina com o outro, pois é com ela que Deus nos medirá um dia!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Papa convida fiéis a serem mediadores de misericórdia

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Na catequese de hoje, Papa falou da misericórdia de Deus que acompanha o povo, chamado a ser mediador dessa misericórdia através de obras Papa fala da misericórdia divina ao longo da história da humanidade / Foto: Reprodução CTV
Papa fala da misericórdia divina ao longo da história da humanidade / Foto: Reprodução CTV

A misericórdia de Deus não é indiferente ao sofrimento alheio e age para salvar a humanidade, ensinou o Papa Francisco na audiência geral desta quarta-feira, 27, na Praça São Pedro. O Santo Padre segue no ciclo de catequeses sobre a misericórdia na perspectiva bíblica.
Francisco lembrou que, na Sagrada Escritura, a misericórdia está presente em toda a história do povo de Israel. Um exemplo é quando Deus ouviu o gemido desse povo que sofria com a escravidão no Egito. Deus não é indiferente a esse sofrimento; da mesma forma, a misericórdia não pode ser indiferente diante da dor dos oprimidos.
“Deus escuta e intervém para salvar, suscitando homens capazes de ouvir o gemido do sofrimento e de trabalhar em favor dos oprimidos”. Como mediador da libertação para o seu povo, Deus enviou Moisés e o guia no caminho para a liberdade. O próprio Moisés, quando criança, foi salvo da morte pela misericórdia de Deus nas águas do rio Nilo, lembrou o Papa,e depois se torna mediador daquela mesma misericórdia.
Nesse Ano da Misericórdia, explicou Francisco, todos são convidados a fazer este trabalho de ser mediadores de misericórdia através das obras de misericórdia, aproximando-se dos outros, dando alívio aos que sofrem e promovendo a unidade.
O Santo Padre também lembrou que a misericórdia torna o homem precioso para Deus, uma riqueza pessoal que lhe pertence. “Se nós somos filhos de Deus, temos a possibilidade de ter essa herança, da bondade e da misericórdia, no confronto com os outros. Peçamos ao Senhor que nesse Ano da Misericórdia, também nós façamos obras de misericórdia, abramos o nosso coração para chegar a todos com as obras de misericórdia que é a herança misericordiosa que Deus Pai teve conosco”.

Que a Palavra produza bons frutos em nosso coração

Precisamos ter sede de ouvir a Palavra, para que ela, como boa semente, caía em nossos corações e produza muitos frutos

“Aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um” (Marcos 4, 20).
A Palavra de Deus é semeada em nossos corações e nós a ouvimos em todos os lugares que queremos ou que nos fazemos presente. Para que essa Palavra seja anunciada, vamos à igreja, aos grupos de oração e encontros; ouvimos, pelas redes sociais, pela rádio e até mesmo abrindo um site. É a Palavra de Deus semeada que vem ao nosso encontro. E como precisamos ter sede de ouvir-la! Como precisamos ser sedentos para que ela, como boa semente, caía em nossos corações e produza muitos frutos!
Nós precisamos estar atentos aos inimigos da Palavra, e o primeiro inimigo se chama distração. Nós ouvimos a Palavra de Deus, gostamos dela, mas somos muito distraídos; então, a primeira tentação que vem é a preocupação que nos desvia o pensamento até quando estamos na igreja sentadinhos. Muitas vezes, saímos de uma Missa até sem saber o Evangelho que foi proclamado, não abrimos o nosso coração para que a Palavra produza frutos em nós.
Precisamos ser firmes com o que nos distrai. A igreja não é lugar para prestarmos atenção em outras coisas, para mexermos no celular, para brincarmos com as crianças, fazermos ruídos ou barulhos, porque tudo é distração que rouba a força da Palavra de Deus em nosso coração.
Por outro lado, a Palavra que cai em nosso coração chega com força, mas se o nosso terreno ou o nossocoração é pedregoso, começa a brotar e logo a Palavra vai sumir, porque não temos constância, somos inconstantes às tribulações, às perseguições e elas, com força, tiram a Palavra de Deus do nosso coração. Basta um sofrimento que atormente demais a nossa vida e damos mais ouvido ao sofrimento, ao problema, à preocupação do que a Palavra de Deus.
Outro inimigo que vem com muita força sufocar a Palavra de Deus em nós são as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e os desejos da alma. Gostamos da Palavra de Deus, achamos verdadeira e quanta coisa vem nos sufocar, gerar preocupações em nós e fazer com que nosso coração se deslumbre com riquezas, com prazeres, e a Palavra de Deus fica diluída, sufocada em nosso coração.
Que possamos abrir nosso coração para que seja inteiro, constante e firme, para que ela, caída e semeada em nós, produza muitos frutos!
Deus abençoe você!

Mensagem para Quaresma: sair da alienação existencial, pede Papa

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Na mensagem para a Quaresma 2016, Papa convida a sair da alienação existencial e praticar obras de misericórdia





A Quaresma deste Ano Jubilar é tempo favorável para sair da alienação existencial, diz o Papa Francisco em sua mensagem para o tempo quaresmal. O texto foi publicado nesta terça-feira, 26, pelo Vaticano.
O tema central da mensagem do Papa é a misericórdia, um mistério que se desvenda ao longo da história da aliança entre Deus e o povo de Israel, explica Francisco. Deus sempre se mostra rico em misericórdia, um amor que encontra seu ponto alto em Jesus, a misericórdia encarnada.
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“Em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele”, escreve o Papa. Ele também recorda que a misericórdia de Deus transforma o coração do homem; ao experimentar um amor fiel, também o homem torna-se capaz de misericórdia.
Durante o Jubileu da Misericórdia, Francisco pede que as pessoas reflitam sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual, que são os atos concretos e cotidianos para ajudar o próximo. “Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina”.

O delírio da onipotência

Francisco observa ainda na mensagem que, diante do amor de Deus, fica evidente que a pessoa mais miserável é aquela que não se reconhece como tal. São pessoas que se acham ricas, mas não colocam a riqueza a serviço de Deus e dos outros, acabam tomadas pelo delírio da onipotência.
“Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar”.
Com essas reflexões, o convite do Santo Padre nessa Quaresma, no Ano da Misericórdia, é que cada pessoa possa sair da sua alienação existencial e praticar as obras de misericórdia, tanto corporais quanto espirituais. É no amor de Deus, enfatiza o Papa, que está a resposta à sede de felicidade que o homem tem a ilusão de poder saciar com os ídolos do poder.
“Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez, confessando-Se a humilde serva do Senhor”.

Papa dá conselhos a seminaristas sobre ser um bom sacerdote

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016



Em encontros com seminaristas no Vaticano, Papa deu conselhos sobre  ser um bom sacerdote, o que inclui simplicidade e misericórdia

Que os padres sejam simples, evitem todo tipo de duplicidade e não procurem o próprio interesse. Essas foram algumas das palavras que o Papa Francisco dirigiu aos seminaristas do Pontifício Seminário Lombardo, recebidos em audiência nesta segunda-feira, 25, no Vaticano, por ocasião dos 50 anos de fundação. 
O Papa deu a eles conselhos sobre ser um bom sacerdote. Francisco convidou os padres a serem pastores para o povo, principalmente para os mais pobres; devem ser padres segundo o coração de Deus, não segundo as preferências de cada um ou as “modas” do momento. 
O Santo Padre também alertou sobre algumas tentações que se colocam aos sacerdotes, como aquela de se conformar com a normalidade. “A ‘normalidade’ para nós é a santidade pastoral, o dom da vida. Se um sacerdote escolhe ser só uma pessoa normal, será um sacerdote medíocre ou pior”. 
Como modelo para os seminaristas, o Papa indicou São Carlos Borromeu, padre jesuíta cuja vida foi um constante movimento de conversão. O santo dizia que só pode anunciar palavras de vida quem faz da própria vida um diálogo constante com a Palavra de Deus.“Nestes anos, foi confiada a vocês a missão de treinar para este diálogo de vida, de forma que o conhecimento das várias disciplinas que vocês estudaram não são fins em si mesmas, mas devem ser concretizadas no diálogo da oração e no encontro real com as pessoas”.
Na formação dos padres, o Papa destacou que oração, cultura e pastoral são pedras de um único edifício e devem estar sempre unidas para que os sacerdotes de hoje e de amanhã sejam homens espirituais e pastores misericordiosos. Além disso, a simplicidade da vida também é um caminho essencial. “Simplicidade de vida, que evite toda forma de duplicidade e mundanidade, à qual baste a comunhão genuína com o Senhor e com os irmãos; simplicidade de linguagem; não pregadores de doutrinas complexas, mas anunciadores de Cristo, morto e ressuscitado por nós”. 
Outro ponto destacado pelo Papa foi a necessidade, para um bom padre, do contato e da proximidade com o bispo. “Um sacerdote que não tenha uma relação assídua com o seu bispo lentamente se isola do corpo diocesano e a sua fecundidade diminui, justamente porque não exercita o diálogo com o Pai da Diocese”.
Francisco encorajou os seminaristas a cultivar a beleza da amizade e a arte de estabelecer relações, para criar uma fraternidade sacerdotal mais forte que as adversidades particulares. 



Ciúme e inveja são pecados que matam com palavras, diz Papa

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Na Missa de hoje, Papa alertou sobre o perigo do ciúme e da inveja, que causam fofocas e, assim, matam com as palavras
Da Redação, com Rádio Vaticano

 Papa durante celebração eucarística na Casa Santa Marta / Foto: Reprodução CTV 

Papa durante celebração eucarística na Casa Santa Marta / Foto: Reprodução CTV

 O Papa Francisco celebrou a Missa na Casa Santa Marta nesta quinta-feira, 21, dia em  que a Igreja celebra a memória de Santa Inês, virgem e mártir. Na homilia, alertou sobre o ciúme e a inveja, pecados existentes também nas comunidades cristãs e que usam a língua para matar os outros.

Francisco comentou a Primeira Leitura do dia, que fala do ciúme de Saul em relação a Davi depois da vitória contra os filisteus, chegando a pensar em matá-lo. O ciúme, segundo o Papa, é uma doença que leva à inveja.

“Coisa ruim é a inveja! É um comportamento, um pecado ruim. E no coração o ciúme e a inveja crescem como erva daninha. É um coração atormentado, é um coração ruim! Mas também o coração invejoso leva a matar, leva à morte. E a Escritura o diz claramente: por inveja do diabo entrou o mal no mundo”.

Inveja que mata nas comunidades


A inveja mata, afirmou o Papa, ressaltando que o coração do invejoso e do ciumento sofre. Trata-se de um sofrimento que deseja a morte dos outros. Francisco admitiu que não é preciso ir muito longe nas comunidades cristãs para ver que, por ciúme, se mata com a língua. Quem tem inveja dos outros começa a fofocar e as fofocas matam.


“E eu, pensando e refletindo sobre este trecho da Escritura, convido a mim mesmo e a todos a procurar se no meu coração há ciúme, se há inveja, que sempre leva à morte e não me faz feliz. E isso é um pecado ruim! É o início de tanta, tanta criminalidade. Peçamos ao Senhor que nos dê a graça de não abrir o coração ao ciúme, à inveja, porque essas coisas sempre levam à morte”.

Como exemplo, o Papa falou de Jesus, entregue à morte por inveja. “Peçamos ao Senhor a graça de nunca entregar à morte, por inveja, um irmão, uma irmã da paróquia, da comunidade, nem mesmo um vizinho do bairro: cada um tem os seus pecados, cada um tem as suas virtudes. São próprios de cada um. Olhar o bem e não matar com as fofocas por inveja ou por ciúme”.

Fonte: Canção Nova

Abramos nosso coração e ajudemos o próximo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Não podemos deixar que a religião e os preceitos religiosos endureçam nosso coração, torne-nos cegos e fechados ao sofrimento do outro
“E Jesus perguntou: É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer? Mas eles nada disseram” (Marcos 3,4).
Aquele homem de mão seca foi colocado no meio da sinagoga por Jesus e as pessoas estavam preocupadas, observando se o Senhor seria capaz de curá-lo no dia de sábado.
Veja, a escravidão da Lei era uma coisa muito séria, muito grave, pois ela havia endurecido o coração daqueles homens, e estavam tão preocupados em guardar e observá-la, que não eram mais capazes de compreender o coração humano, de se compadecerem do sofrimento e da necessidade do outro.
Eles [os fariseus] estavam não só com as mãos, mas com o coração e a cabeça enfaixados. Eram duros demais, e para Jesus ficar irado, porque é assim que nos diz a Palavra, é porque a dureza do coração deles era grande demais. Ninguém se importou com o coração daquele homem, estavam todos preocupados com as Leis, com os preceitos divinos.
Meus irmãos, estamos, muitas vezes, preocupados com as toalhas do altar, com as velas, com tantos preceitos e regras, com incensos, e querendo que tudo seja bem feito, mas com o ser humano a preocupação é mínima. “Que o Governo cuide! Que tal pessoa cuide!”. Quem tem de cuidar do sofrimento e da dor do outro somos nós! Não podemos deixar que a religião e os preceitos religiosos endureçam nosso coração, torne-nos cegos e com o coração fechado ao sofrimento do outro.
Existem muitas pessoas com a mão e o coração seco, muitas sofridas, caídas e machucadas ao nosso lado; estamos, muitas vezes, preocupados com a Igreja, se ela é tradicional, conservadora, se reza em latim ou grego e nos esquecemos do essencial: a religião está a serviço do ser humano, a serviço de salvar e libertar os corações!
O Ano da Misericórdia não é somente para buscarmos os confessionários e nos arrependermos do pecado. O Ano da Misericórdia precisa fazer de nós homens e mulheres misericordiosos, precisa fazer da Igreja um coração misericordioso como é o de Jesus.
Nós não podemos viver a religião dos preceitos, e sim a religião da vida e da misericórdia! O lugar do coração humano, de a pessoa humana ser cuidada é dentro da Igreja, é no coração da Igreja.
A Igreja precisa sair e, como o Papa Francisco diz, uma Igreja “em saída” para cuidar do outro, para se desgastar pelos outros, porque têm muitas pessoas sofridas, machucadas, precisando mais de cuidados do que conhecedores de preceitos canônicos e leis divinas.
Deus abençoe você!

O significado de cada parte da Ave-Maria

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição

A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.

“Ave, cheia de graça”

Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.

                                                         Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O Senhor é convosco

“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.

Bendita entre todas as mulheres

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).
O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.
Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.
Leia mais:

Santa Maria, Mãe de Deus

O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte

E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto a monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.
A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).
“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)
A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Fonte: Canção Nova

Qual a maior riqueza que você pode ter?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Deus nos fez filhos d’Ele, essa é a grande riqueza da vida

Deus tem uma missão para você, e ela é só sua. Se você não a realizar, ninguém poderá realizá-la em seu lugar, não do mesmo jeito que você fará isso, como no plano original de Deus. Você e sua missão são imprescindíveis ao plano do Senhor.
Justiça é dar a cada um o que lhe cabe, o que lhe é próprio. Por isso, Deus, que é justo, deu a você o plano de vida que lhe cabe. Foi Ele quem o fez e sabe para o que fez, com todas as características para cumprir essa missão.
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No que investir a vida?

Você é do Senhor. Então, também é justo que Ele tenha o que é d’Ele. É justo que você se entregue a Ele e viva inteiramente para Seus interesses. E o interesse do Senhor são as almas.
Infelizmente, as pessoas investem a vida em busca de lucro, de riquezas mundanas, vivem em função do dinheiro. Investem no consumo daquilo que provoca morte: tanto a morte para esta vida, como a morte eterna. Investem no consumo daquilo que mais lhes agrada, naquilo que provoca morte. Esquecem-se de quem são.
A Palavra de Deus é clara: “Quem investe a vida no Reino e na justiça d’Ele recebe, já neste mundo, o cêntuplo; no futuro, a vida eterna” (cf. Mt 19,29).

Sem o Espírito nem saberemos quem somos

Gênesis, capítulo primeiro, versículo dois, diz: “O Espírito de Deus pairava sobre as águas”. Isso significa que o Espírito Santo, ao pairar sobre o caos – água e mar, na Bíblia, quer dizer o caos–, fez dele um lugar de ordem e beleza. “Pairar”, no Gênesis, é o mesmo que “repousar” (Is 61,1).
O Espírito Santo repousa sobre nós para fazer a mesma coisa que fez lá no começo da criação, ou seja, para dar ordem à nossa vida, lembrar-nos qual o nosso verdadeiro motivo de existir, o “para que” o Senhor nos criou.
Precisamos do Espírito Santo para ter a coragem de investir a vida não em bens passageiros e ilusões, mas na conquista dos bens eternos. Só pelo Espírito Santo, que é sabedoria, discernimento e inteligência, tomamos consciência de quem somos e no que devemos investir a vida.
Muitos pensam que ser feliz é viver como mostram as novelas. Deus, no entanto, é a nossa verdadeira alegria. No sistema em que vivemos, temos uma falsa liberdade e alegria. Assim, esse sistema vai tirando Deus de nosso interior.
Problemas e tristezas tendem a nos afastar do Senhor, mas deve ser o contrário, porque só Ele é capaz de nos devolver a verdadeira alegria e paz.
Podemos ser santos quando damos um “Não!”, todos os dias, ao pecado, sendo dóceis ao Senhor e Seus planos.

Deus quer falar conosco

A sabedoria de Deus é como uma emissora de rádio, emitindo sinal vinte e quatro horas por dia. Quando nos sintonizamos com o Senhor, Ele começa a nos mostrar o que devemos fazer, por onde quer nos conduzir, a fim de que cumpramos Seus desígnios.
Como ouvir a mensagem, a voz, o mandamento do Senhor? No coração. Pode ser que, num caso especial, o Senhor nos fale ao ouvido, mas não é comum. O normal é Ele falar lá no fundo da nossa consciência.
Para entendermos Deus com clareza, temos de ser íntimos d’Ele e assíduos na oração. Conversemos com Ele sobre nossa vida! Perguntemos tudo ao Senhor, para que Ele fale em nosso interior. Depois de falarmos com Deus, fiquemos em silêncio.
No começo, somos ruins de ouvido, mas, com a prática, vamos aprendendo a ouvi-Lo com o coração. No começo, vai parecer que o Senhor não responde, mas quanto mais Lhe fizermos perguntas e estivermos dispostos em escutá-Lo, tanto mais Ele nos ensinará. A nossa consciência é a voz do Espírito, que é sutil, mas penetrante e regenerador.

Rompendo com todo tipo de medo

A arma que o demônio mais usa para nos atormentar e atribularmos, a fim de que não ouçamos o Senhor é o medo: medo do futuro, da morte, da traição… medo de tudo.
Hoje, Deus nos exorta a renunciar qualquer tipo de medo. Peçamos a Ele a graça da coragem na fé para cumprirmos Seus planos.
O mundo é ingrato e nos faz descartáveis. Servimos ao mundo pensando que ele nos dará “o tudo”, mas ele nos joga fora. É Deus quem nos resgata. Quando o mundo ao qual servimos nos jogou fora, Deus pegou o “descartável” do mundo, que somos nós, e fez-nos filhos d’Ele. Essa é a riqueza do Senhor.
“Possuis muita riqueza se temes a Deus, se evitas toda a espécie de pecado, e se fazes o que é bom aos olhos do Senhor teu Deus” (Tobias 4,23b).

Deus prefere os pequenos

O mundo rejeita os pequenos, mas o Senhor faz grandes coisas por intermédio deles. É para o pequeno e para o humilde que Ele manifesta a Sua glória. É difícil o orgulhoso acolher sua pequenez, assumir que é pequeno. Por isso, assuma-se e ame-se.
Deus se agrada de sua pequenez.


Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova

Como ajudar os filhos a viverem o Ano da Misericórdia?

domingo, 17 de janeiro de 2016

Saiba como ajudar os filhos a viverem o Ano da Misericórdia

O Papa Francisco nos convida à misericórdia de Deus. Do dia 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016, somos chamados a refletir, vivenciar e ensinar nossos filhos a obterem as graças deste ano e ajudarem o mundo a ser mais cristão nos anos vindouros. Nossa bússola é o documento do Papa, que nos recorda as obras de misericórdia corporais e espirituais.
Como ajudar os filhos a viver o Ano da Misericórdia - 1600x1200 
 
Convido os pais a seguirem a trilha. Em primeiro lugar, “não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e nos impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói”. Precisamos acordar desse torpor que nos invade e adormece a consciência de muitos. Quantas notícias, em jornais e televisão, de catástrofes com nossos irmãos, e continuamos a nossa vida normalmente! Diante da lama derramada numa cidade de Minas Gerais, quem contribuiu para alimentar os famintos e enviar água para os sedentos, ou preferiu apenas discursar na mesa sobre o fato?
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Continuando a nossa caminhada, o Papa nos convida a irmos ao encontro dos irmãos. “Abramos nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda.” Abramos nossos armários de comida e de louças, e ensinemos nossos filhos a abrirem os seus armários de roupas e brinquedos, para dividir com quem não os tem, ou seja, viver o Evangelho.
Nessa trilha, no entanto, nossas obras não se restringem apenas às coisas materiais, mas nos pede que “as nossas mãos apertem suas mãos e os estreitemos a nós, para que sintam o calor da nossa presença, amizade e fraternidade”. Precisamos aprender a sair do individualismo e levar nossos filhos a auxiliar os enfermos, visitar presos e enterrar os mortos. A maioria dos pais querem poupar os filhos da dor do mundo, mas com isso os isolam dos acontecimentos que fazem parte do ciclo da vida familiar. Imagine se querem os filhos em contato com as dores do mundo! Com isso, nossas consciências estão adormecidas e as de nossos filhos nem foram despertadas.

Nessa reflexão, temos de nos lembrar não só das pessoas de fora, mas também de dentro dos lares e “que o seu grito se torne nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo”. Isso acontece, porque o egoísmo está sendo gestado dentro dos lares, com o “discurso do meu”, onde as crianças não estão sendo ensinadas a partilhar com os irmãos de sangue. Como ensiná-las e fazê-las partilharem com estranhos?

Somos chamados neste ano a buscar a perfeição, abrir mão dos pecados e confessá-los para sermos perdoados, mas também a buscar a indulgência plenária para a reparação desse mal. Muitas famílias não conhecem o que significa isso, mas precisam aprender a partilhar com os filhos essa encíclica de acordo com a faixa etária. Para os filhos pequenos, nossa ação será a melhor forma de eles entenderem ou não sobre a Misericórdia de Deus. Para filhos maiores, é preciso conscientizá-los, a fim de que conheçam e busquem a misericórdia de Deus e do Evangelho, em especial a oferecida neste ano.
Se nos colocarmos como peregrinos, com o coração aberto e a mente transformada, com certeza estaremos mostrando aos nossos filhos a meta a ser alcançada: “Sermos misericordiosos como o Pai é misericordioso”, motivá-los à conversão e ao mergulho neste Ano da Misericórdia.

Fonte: Canção Nova
 

Como educar crianças como crianças

sábado, 16 de janeiro de 2016

Educar crianças como crianças e não  lotar a agenda delas com muitos afazeres

A infância é uma época de formação da criança com forte impacto na vida futura. É natural que os pais se perguntem o que podem fazer para que os filhos aproveitem essa fase de forma sadia. Para isso, eles precisam incentivar os pequenos a brincar, porque a brincadeira é fonte de aprendizado e descoberta do mundo. Naturalmente, a criança gosta e procura brincar, mas, no mundo atual, pode não encontrar condições ideais.

O que fazer quando se tem pouco espaço

Dicas para criar “crianças como crianças” - 1600x1200
Hoje, a falta de segurança e os apartamentos menores acabam restringindo as brincadeiras de rua, ao ar livre, que permitem maior liberdade e exigem criatividade. Os pais podem resolver isso levando os filhos aos parquinhos e piqueniques, à praia em tempo de sol; e, em dias chuvosos, brincar de fazer arte plástica, contar histórias e assistir a filmes com pipoca.
Outro pronto é deixar a criança aproveitar a infância sem lotar sua agenda com muitos afazeres e pouco tempo para o ócio criativo. As atividades pedagógicas e físicas, com orientação de professores, aumentam o conhecimento, mas as brincadeiras livres contribuem para o bom humor.

Criar vínculo afetivo

Crianças e bichos de estimação podem ser uma combinação importante, pois elas gostam de ter alguém para chamar de seu, amar e ser amado, criar vínculo afetivo e aprender a cuidar de outro ser.

Arte para trabalhar as emoções

Arte é fonte de desenvolvimento, principalmente a música. Desde cedo, as crianças são atraídas pelo canto ou barulho de um instrumento. Motivá-las a aprender a cantar ou tocar um instrumento pode ajudá-los a trabalhar suas emoções.
Vocês já viram a cara de uma criança diante de massinha, tinta, colagem, recorte e pintura? A alegria e a tranquilidade são as consequências após brincarem com esses itens, que marcam o compasso da vida. A bagunça os pais arrumam depois, mas os sentimentos de alegria ficam para vida toda.

Combate à solidão

A maioria das pessoas gosta de companhia; portanto, as crianças precisam de amigos para dividir as brincadeiras, os aprendizados e sentimentos. São vínculos que ajudam no desenvolvimento afetivo e no combate à solidão.

A presença dos familiares

A família, estendida para além do lar, ajuda a criança a escrever no livro da vida as lembranças que o acompanharão na vida adulta. Quantas lembranças dos avós, que são pais com açúcar; de tios e primos que tiveram contribuição importante e marcaram a infância! Hoje, os pais enfrentam o vício das crianças com os joguinhos eletrônicos. Esses jogos ajudam no desenvolvimento motor e mental, mas podem levá-las a viverem num mundo virtual e não real. O limite de tempo desses jogos é importante, pois evita o sedentarismo, a obesidade e o isolamento infantil.
Criança é criança quando brinca para valer e com prazer. O segredo é buscar a simplicidade das brincadeiras e investir tempo para ensinar de uma forma lúdica.
 
Fonte: Canção Nova

Papa abre Porta Santa e dá início ao Jubileu da Misericórdia

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Papa confia as intenções de oração para janeiro

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Papa: a oração faz milagres e impede que o coração endureça

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016


Em homilia, Papa se concentrou no poder da oração, capaz de fazer milagres e mudar a vida dos fiéis

Da Redação, com Rádio Vaticano
Francisco durante celebração eucarística na Casa Santa Marta / Foto: L'Osservatore Romano
Francisco durante celebração eucarística na Casa Santa Marta / Foto: L’Osservatore Romano
A oração faz milagres e impede que o coração endureça, disse o Papa Francisco em homilia nesta terça-feira, 12, na Casa Santa Marta.
Podemos ser pessoas de fé e perder o sentido da piedade sob as cinzas do juízo, das infinitas críticas. Este é o sentido da narração comentada pelo Papa. Os protagonistas são Ana – mulher angustiada com a própria esterilidade, que suplica a Deus o dom de um filho – e um sacerdote, Eli, que a observa distraidamente de longe, sentado numa cadeira do templo.
A cena descrita no livro de Samuel relata primeiro as palavras de Ana e, depois, os pensamentos do sacerdote, que não conseguindo ouvir o que ela diz, sentencia que se trata de uma “bêbada”. Mas, ao invés, aquele choro copioso faz com que Deus realize o milagre suplicado.

Assista:
   

“Ana rezava em seu coração e somente os lábios se moviam, mas não se escutava a voz. Esta é a coragem de uma mulher de fé que, com a sua dor, com as suas lágrimas, pede a graça ao Senhor. Tantas mulheres corajosas são assim na Igreja, muitas! Que rezam como se fosse uma aposta…. Pensemos somente numa grande mulher, Santa Mônica, que com as suas lágrimas conseguiu obter a graça da conversão do seu filho, Santo Agostinho. Existem muitas mulheres assim”.
Eli, o sacerdote, é “um pobre homem” pelo qual Francisco admitiu ter certa simpatia, uma vez que vê em si mesmo defeitos que o aproximam de Eli e, assim, o Papa consegue entendê-lo melhor. As pessoas, com facilidade, julgam as outras, falta piedade no coração e compreensão em relação àqueles que rezam com dor e angústia e confiam suas orações a Deus.
“Jesus conheceu esta oração no Jardim das Oliveiras, quando eram tamanhas a dor e a angústia que Jesus suou sangue e não repreendeu o Pai: ‘Pai, se quiser, tire-me isto, mas seja feita a sua vontade’. E Jesus respondeu do mesmo jeito que a mulher: com a mansidão. Às vezes, nós rezamos, pedimos ao Senhor, mas muitas vezes não sabemos chegar à luta com o Senhor, às lágrimas, a pedir a graça”.
O Papa recordou ainda a história do homem de Buenos Aires que, com a filha de 9 anos hospitalizada em fins de vida, ia à Virgem de Lujàn e passou a noite grudado nos portões do Santuário para pedir a graça da cura para a menina. E na manhã seguinte, ao voltar ao hospital, encontrou a filha curada.
“A oração faz milagres, faz milagres também para os cristãos, sejam leigos, como sacerdotes e bispos que perderam a devoção e a piedade. A oração dos fiéis muda a Igreja: não somos nós, os Papas, os bispos, os sacerdotes, as religiosas a levar avante a Igreja… são os santos! E os santos são estes, como esta mulher. Os santos são aqueles que têm a coragem de crer que Deus é o Senhor e que tudo pode fazer”.

Fonte: Canção Nova

O inimigo da vida de oração

terça-feira, 12 de janeiro de 2016


Há uma grande escolha na vida cotidiana de oração: é a leviandade, a inconstância natural do homem.
Essa inconstância tem a sua origem na inteligência e engendra, quando não combatida, a apatia da vontade e termina infalivelmente na tibieza.
O espírito leviano é oposto ao espírito refletido. A inteligência superficial não permite à ideia penetrar em si e aí deitar raízes. Além disso, como está completamente coberta pelos matos dos pensamentos vãos, das preocupações fúteis e dos apegos às coisas criadas, a semente da graça, apenas recebida, é logo sufocada.
Uma alma leviana vive na superfície das coisas. Mesmo durante a oração, não reflete, não penetra a verdade proposta, não se prende à consideração das coisas do além.
Nunca foi tocada pelas máximas do Evangelho, pelas perfeições de Deus, pelos direitos imprescritíveis de seu soberano domínio, pelos pensamentos salutares dos santos.
Não considerou o amor do qual tem sido objeto por parte de Jesus, nem a alegria íntima que lhe poderia causar, por sua vez, dando-se a Ele, nem a glória eterna que uma pequena criatura poderia dar ao grande Deus da eternidade.
Tal alma também nunca pensou seriamente no perigo de não conseguir a sua salivação, nem no furor dos demônios contra ela, nem na indizível fraqueza humana, ante a tentação.
A alma irrefletida é, pois, semelhante a uma barqueta frágil, lançada sem leme no vasto oceano.
As ondas das impressões, dos acontecimentos, dos sucessos e dos contratempos, lançam-na continuamente para cá e para lá, chocam-se contra ela, empurram-na, sacodem-na em todos os sentidos, sem que ela possa resistir e, cedo ou tarde, acabará por soçobrar.
Assim, a alma leviana deixa vagar o seu espírito ao acaso. Não tem nem ordem nem nexo na sua vida, na sua oração e nas suas ocupações. Falta-lhe um fim único, uma ideia-mestra, um polo capaz de atrair e de fixar seus pensamentos, os seus desejos e toda a sua atividade.
Este polo é Jesus, o seu amor soberano. Mas a alma leviana não aproveitou o tempo para se deixar fascinar por Ele. Ainda não pôde impor-se o esforço de fixar o espírito nesse divino Mestre; nos mistérios da sua vida e nas torturas da sua morte. Também não alcançará a santidade.
Todavia, não confundamos essa infeliz disposição com o estado das almas sinceras, atormentadas sem descanso pelas distrações involuntárias, durante a meditação e os exercícios de piedade. Estas frequentemente sofrem bastante e às vezes deixam-se invadir pelo desânimo. Parece-lhes não poderem chegar a gozar do santo recolhimento tão necessário à sua santidade.
Almas confiantes: não vos causeis inútil mágoa! Podeis chegar à perfeição apesar de vossas distrações. Deus quis fazer para São Luís Gonzaga de libertá-lo de toda divagação do espírito durante a oração, mas teria podido também santifica-lo, inspirando-lhe simplesmente de tirar partido de sua fraqueza natural e dando-lhe a força de nunca se deter nas distrações voluntariamente.
Os maiores santos tiveram divagações do espírito e da imaginação, mas, como disse Cassiano, não deram mais importância a elas do que às moscas que esvoaçam ao redor de nós.
Segundo São Pedro Damião, o profeta Elias, que por sua oração impediu o céu de lançar um pingo de chuva durante três anos, não foi isento de distrações. É, com efeito, mais fácil, diz ele, fechar o céu do que nossa alma, e torna-la impenetrável às distrações (cf. Sermo In Vig. Nativ.).
Muitas vezes, as almas inexperientes imaginam orar mal por que têm uma divagação de espírito. Não sabem que as distrações são uma consequência da nossa instabilidade natural.
Recebemos de Deus uma vontade livre. É a soberana das outras faculdades. Mas seu império é imperfeito. Tem pouco poder sobre a imaginação, não pode evitar todas as apresentações, todas as lembranças do passado, não pode mesmo impor sempre um objetivo à inteligência.
A nossa inteligência, aliás, também é limitada. Inteiramente absorvida por uma ocupação, não a deixa facilmente para abordar outra. Quando a corda de um arco foi violentamente esticada, pode imediatamente recuperar sua primeira posição e cessar de vibrar?
Sem dúvida, a nossa inteligência é uma faculdade espiritual, mas tira seu objetivo dos sentidos, da imaginação. Não pode, pois, subtrair-se inteiramente às leis da matéria. A vontade nem sempre poderia, por uma simples ordem, a força-la à obediência.
A este motivo ajunta-se outro: um grande número de distrações provém da doença, da indisposição, da fadiga do corpo. Quando este está amolecido ou esgotado ou simplesmente mal disposto, a alma não se pode servir dele à sua vontade. Então as distrações molestam-na.
Que deve fazer, pois, a alma confiante perseguida pelas distrações?
Antes de tudo, de nada serve exasperar-se contra si, impacientar-se ou mesmo afligir-se. Nem o corpo, nem a alma são responsáveis pelas divagações.
É preciso transformar a necessidade em virtude, aceitar pela vontade o estado de impotência, alegrar-se perante Deus por ser incapaz por si só de todo bom pensamento, refugiar-se na alma da Santíssima Virgem, e encarrega-la de amar nosso Senhor no seu lugar. Ao mesmo tempo, é necessário levar a luta contra as distrações, com denodo e sem se cansar.
Assim que percebemos que a inteligência ou a imaginação fugiram, é necessário reconduzi-las com mansidão, porém resolutamente. Devêssemos recomeçar cem vezes durante uma meditação, sem nos queixarmos nem lamentarmos.
Cada olhar voluntário para Deus é um ato de amor, conquistado a ponta de espada. Cada um deles produz na alma o seu fruto, como sejam suaves colóquios com Deus.
Devemos persuadir-nos bem: a única coisa que desagrada a Deus é a vontade afastando-se d’Ele voluntariamente.
A distração, não aceita voluntariamente, não afasta a alma de Deus.
Não é pelas ideias que agradamos a Deus, mas pela conformidade da nossa vontade ao seu beneplácito.
Diante de Deus só a vontade vale, em bem ou em mal. Quem não chega a compreender esse princípio, nunca terá paz.
Deus não pode pedir contas do que está em nós, porque é justo. Não quer pedir-nos conta, porque é bom e cheio de misericórdia.
Se fosse a vontade de Deus ser servido sem distrações, ter-nos-ia dado uma natureza semelhante à dos anjos, uma natureza espiritual livre das necessidades do corpo e liberta de toda impressão sensível. Não o fez, encontrando tanta glória em ser adorado e amado por uma criatura feita de barro, como pelos puros espíritos livres de distrações.
É necessário mesmo, por delicadeza, não se queixar a Nosso Senhor de ter distrações involuntárias no seu serviço.
Queixar-se, afligir-se, significaria um desejo de ser diferente, e uma certa vergonha de estar sujeito às enfermidades humanas, o que insinuaria que serviríamos mais perfeitamente a Deus e com mais glória para Ele, se fôssemos anjos.
Não digamos isto! Não o pensemos; não contristemos Jesus fazendo-lhe crer que não estamos contentes.
Sirvamo-lo onde Ele nos colocou, de boa vontade, da maneira que uma criatura de barro pode servi-lo, porém com o coração alegre e o rosto sereno.
Demos-lhe a satisfação de fazer desse verme da terra um serafim de amor, chamado para ocupar dignamente seu lugar entre os mais elevados espíritos.
Que alegria para uma alma humildemente confiante ver as misérias da sua natureza humana e poder dizer-se objeto de uma solicitude infinita por parte de Deus todo poderoso; saber que esse soberano Senhor fica tão comovido vendo nossos pobres esforços para afastar as distrações como escutando o arrebatador concerto dos anjos no céu!

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