Três cuidados para não perder a produtividade no fim do ano

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Dicas para não perder a produtividade


As festas de fim de ano vão chegando, fim de aulas, fim de ciclos, férias para alguns, filhos em casa para outros, mudanças no trabalho, Natal, desejo de um novo tempo para o ano que se inicia. Quantas coisas, não é mesmo? Para muitos, as várias atividades para terminar o ano parecem não ter fim: muitas rotinas, necessidades, coisas por fazer, prazos que vão vencendo. Porém, muitas vezes, tomamos um susto ao perceber que, de repente, já chegou o fim do ano. Com esse susto, podemos nos questionar: como fazer para não perder o foco e a produtividade e conseguir realizar tudo o que precisamos até dia 31 de dezembro?

Três cuidados para não perder a produtividade no fim do ano
Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com


Uma forma prática é fazer uma divisão em três importantes pontos a serem considerados e revisados por cada um de nós:

Como usar o tempo?


Um dia tem 24 horas e uma hora tem 60 minutos. Não temos dias maiores nem menores. O que muda é a forma como organizamos nossas tarefas ao longo do dia. Muitas vezes, queixamo-nos de cansaço por trabalhar horas e mais horas. Mas será que essas horas estão sendo bem aproveitadas? Quais rotinas estabelecemos para ver e-mails, conversar com as pessoas, parar efetivamente e sem distrações para resolver uma tarefa? Você é daquelas pessoas que se distraem facilmente? Se sim, comece a desabilitar os avisos sonoros de redes sociais, de mensagens do celular e outros. Silencie os milhares grupos do WhatsApp e, inclusive, selecione os que você deseja fazer parte. Assim, perceberá quanto tempo será economizado para as tarefas que realmente necessitam de tempo. Essa atitude muda efetivamente seu dia. Experimente fazer!

Se você tem muita energia e foco, mas não sabe administrar seu tempo, acabará dedicando muitas horas às tarefas erradas e não vai conseguir muitas coisas. Se você não sabe para onde vai, qualquer direção serve. Faça uma lista de tarefas que possui, separe aquelas urgentes, as não-urgentes, as que precisam ser feitas imediatamente, as que podem esperar, aquelas que outra pessoa pode fazer por você.

Ao que damos atenção?


Você é capaz de dedicar atenção ao que faz? Tarefa por tarefa, meta por meta, sem desviar? Quer um exemplo? Quando almoçamos, lendo e-mails ou vendo mensagens de WhatsApp, fazemos as três coisas de uma forma ruim, ou seja, não conseguimos perceber o que nem como respondemos as mensagens. Alguma coisa na atenção sempre falha.

Tire as coisas que atrapalham seu trabalho, limpe sua mesa de trabalho, separe as coisas que vai usar para aquela tarefa. Tudo isso ajudará sua atenção estar mais direcionada. Isso vale também para outros ambientes: por vezes, precisamos, efetivamente, limpar nossos armários, pastas, ambientes, para que tudo possa correr bem.


Como você mantém seus níveis de energia?


Energia significa disposição. Para manter a boa disposição, é importante avaliar como está seu ciclo de sono, sua alimentação, atividade física e como você está direcionando sua energia disponível. Por vezes, preocupamo-nos demais com algo desnecessário. Nossa revisão de hábitos passa também por avaliar e tomar novas decisões com relação a como aplicamos nossa energia.

Nossa produtividade poderá ser melhorada, e muito, se pararmos para revisar algumas formas de conduzir nossas atividades e demandas. Não deseje um dia maior: este tipo de pensamento só lhe trará mais ansiedade e dificuldade para concentrar-se naquilo que precisa fazer. Adote uma nova postura de vida; certamente, você terá uma melhor produtividade em tudo o que precisa fazer e ser nos ambientes em que vive.

Fonte: Canção Nova

Como se dividem as festas e os tempos litúrgicos especiais?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Reflita sobre os tempos litúrgicos vivenciados pela Igreja

Com este artigo, chegamos ao fim de uma série de artigos em que tratamos da Santa Missa, seus vários atributos e significados. Eles nos ajudaram a entendê-la um pouco mais, para que assim possamos viver melhor tão grande mistério. Neste último artigo, vamos tratar das festas e dos tempos especiais durante o Ano Litúrgico.
Os tempos litúrgicos são divididos em Tempo do Advento, Tempo do Natal, Tempo da Quaresma e Tempo Pascal. Para que servem esses tempos e suas divisões? A Igreja divide o ano em tempos litúrgicos, a fim de deixá-los o mais claro possível, para que o povo entre na dinâmica salvífica do mistério pascal, que é celebrado em cada Santa Missa.
Como se dividem as festas e os tempos litúrgicos especiais
Foto ilustrativa: Bruno Marques/cancaonova.com
Se você não sabia, o ano litúrgico começa no Tempo do Advento, que é a preparação para o Natal do Senhor, um dos momentos mais importantes para nós católicos. O documento do Concílio Vaticano II Sacrosanctum Concilium, no número 102, expõe o seguinte sobre o Ano Litúrgico: “A santa mãe Igreja considera seu dever celebrar, em determinados dias do ano, a memória sagrada da obra de salvação do seu divino Esposo. Em cada semana, no dia a que chamou domingo, celebra a da Ressurreição do Senhor, como a celebra também uma vez no ano na Páscoa, a maior das solenidades, unida à memória da sua Paixão”.
Cada tempo também traz uma graça própria, sendo assim, o Advento é o tempo das alegrias moderadas e preparação para a chegada de Jesus no Natal. Sua espiritualidade é de esperança e purificação da vida. Por esse motivo, o Advento se torna tão importante e distinto dos demais, pois prepara o católico para viver bem o nascimento do Senhor. O Tempo do Natal é comemorado com muita alegria, porque é a natividade do Senhor, sua espiritualidade é de fé, alegria e acolhimento. O Tempo Comum é acompanhado de um espírito de esperança, de escuta da Palavra e vivência do Reino de Deus. A Quaresma é tempo forte de conversão, penitência, jejum, esmola e oração. A Páscoa não se refere apenas ao domingo da Ressurreição, mas vai até Pentecostes, é carregado de uma espiritualidade de alegria, porque Cristo Ressuscitou.

A Semana Santa

É durante a Semana Santa ou como também é conhecida de Semana Maior que a Igreja celebra a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Ela tem início no Domingo de Ramos e se estende até o Domingo de Páscoa. Durante essa semana, celebra-se a Missa do Crisma, onde o Bispo, reunido com os padres que formam o seu presbitério, abençoa os Santos Óleos. Na mesma quinta-feira, acontece a instituição da Eucaristia e a cerimônia do Lava-pés. Na sexta-feira, celebra-se a Paixão e Morte de Jesus, quando a Igreja se dedica ao silêncio, jejum e oração, vivendo com respeito a morte do Senhor. No Sábado Santo, acontece a Vigília Pascal, com a bênção do fogo novo e do Círio Pascal, a proclamação da Páscoa. Nessa celebração, é lida uma série de leituras, passando por toda a história da salvação; e acontece a renovação das promessas do batismo. Por fim, no Domingo de Páscoa, quando se comemora a Ressurreição de Jesus, esse é o ponto central da fé cristã.

O Corpus Christi

A Solenidade de Corpus Christi é a celebração que a Igreja festeja o Sacramento da Eucaristia. É o momento em que o Santíssimo Sacramento sai em procissão pelas ruas. Neste momento, todo o povo de Deus é convidado a adorar o Senhor na Santa Eucaristia e agradecer por tão grande dom. A festa é celebrada desde o século XIII, quando o próprio Jesus aparece em visões, pedindo uma festa litúrgica em honra à Sagrada Eucaristia.
É importante que todo fiel católico participe da procissão de Corpus Christi, pois ela é a mais significativa das procissões, porque é a única que o próprio Senhor sai às ruas. Criou-se o hábito de confeccionar tapetes ornamentados para homenagear o Senhor, assim como enfeites nas casas e oratórios.

A festa do Santíssimo Nome de Jesus

A festa do Santíssimo Nome de Jesus é celebrada oito dias depois do Natal, em 2 de janeiro, pois foi oito dias depois do nascimento de Jesus que São José realizou a circuncisão no Menino, dando-Lhe o nome de Jesus. Nome escolhido pelo próprio Deus e anunciado por anjo Gabriel em sonho a São José.
Conforme o próprio significado do Nome de Jesus, ele exprime toda a sua missão. Em hebraico Yeshua quer dizer “Deus salva”, assim, entende-se, desde o momento que foi dado esse nome, que o Senhor seria, de alguma forma, aquele que salvaria o mundo. Dessa forma, o Apóstolo Paulo escreve em Fl 2,9-11: “Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome, para que, em Nome de Jesus, todo o joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda a língua confesse: ‘Jesus Cristo é o Senhor’, para a glória de Deus Pai”.

A festa da Divina Misericórdia

O Domingo da Divina Misericórdia corresponde ao Segundo Domingo de Páscoa. Acordo aprovado por São João Paulo II com um decreto assinado em 2000 pela Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Nessa data, é celebrada a instituição do Sacramento da Penitência, ou confissão, encontrado no trecho o Evangelho de Jo 20,22-23: “Então, soprou sobre eles e falou: ‘recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos’”.
Mediante a experiência mística de Santa Faustina Kowalska, a Igreja entende que foi desejo do próprio Jesus que acontecesse esta festa. Jesus diz o seguinte a Santa: “Na Minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (D. 206); “Pede ao Meu servo fiel que, nesse dia, fale ao mundo inteiro desta Minha grande misericórdia, que aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas” (D. 300a;). Dessa forma, todo cristão pode e deve celebrar essa festa com a confiança de alcançar as graças específicas que Deus deseja derramar sobre Seu povo.
Que todos os dias possamos tomar cada vez mais consciência da dinâmica litúrgica da nossa Igreja, para que possamos tirar os proveitos que o Senhor tem para nós.

Fonte: Canção Nova

Você sabe qual foi o primeiro acontecimento do Advento?

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Reflita sobre o silêncio do primeiro Advento

O Advento é a espera de Alguém que sabemos que virá e a quem amamos. Aí estão as três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade, ou, na nossa linguagem diária, a confiança, o abandono e o amor.
O primeiro Advento foi vivido plenamente e no mais profundo silêncio por uma menina, uma jovem aparentemente “comum” para a sua época, que devia ter mais ou menos 14 anos.
-Você-sabe-qual-foi-o-primeiro-acontecimento-do-Advento
Ela vivia em Nazaré, uma pequena aldeia do Norte da Palestina, com uma fonte no centro do povoado rodeado de um campo relativamente fértil, no vale do Esdrelon.
Naquele tempo, quando as meninas completavam doze anos de idade, eram consideradas aptas para serem dadas em casamento pelos pais, que exerciam o poder de escolher-lhes o futuro marido, na maioria das vezes, sem consultá-las a respeito.
Aceito o casamento pelas duas famílias, marcava-se a festa dos “esponsais”, com o pagamento do dote ao pai da futura esposa e selava-se o solene compromisso do casamento, geralmente realizado ao fim de um ano. Tais “esponsais” não podem ser comparados ao noivado dos nossos tempos, pois eram um compromisso definitivo, selado com a honra das famílias e a vida da “noiva”, já que o “noivo” se tornava dono da futura esposa, senhor e proprietário dela e de sua vida.
Transcorrido mais ou menos um ano, a “noiva” era “conduzida”, solenemente, pela família à casa do “noivo” ou a casa onde iriam morar daquele dia em diante.
Caso a “noiva” aparecesse grávida ou fosse constatada “violada” (na linguagem da época, “harufah”), o esposo e senhor poderia lhe dar imediatamente um libelo de divórcio e a família a entregaria para ser apedrejada até a morte, na praça do povoado, sem a menor piedade, “lavando assim a honra” dos envolvidos no ultraje.
Este é o pano de fundo, o cenário da cultura hebraica da época do primeiro Advento, do episódio definitivo da história da nossa salvação.

Vamos refletir juntos

Quando recebeu a visita do Anjo, Maria já era a esposa-prometida de José, com todas as implicações que vimos antes: não era simplesmente noiva, como se diz hoje: já era propriedade dele. E o que faz Maria? Vai falar com seus pais e pedir-Ihes conselhos? Tenta explicar tudo a José? Mas, quem acreditaria nela e no inusitado milagre?
Não: Maria se cala e se abandona nas mãos de seu único Senhor, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó.
Agora, dá para se perceber melhor a extensão da fé heroica de Maria? Abandonando-se a cada dia, Maria mergulha, cada vez mais, fundo no Mistério de Deus e na sua Paz. No Mistério de Deus a se realizar n’Ela: o Filho de Deus gerando-se em seu corpo virginal, pela virtude do Espírito Santo, que a “cobriu com sua sombra” é o mesmo Verbo Eterno, que assume sua carne imaculada e dela se forma, dia a dia, um ser humano perfeito.
Maria corre o risco de vida em silêncio, mas se lança confiante no Senhor “que n’Ela faz maravilhas” e se abisma no Mistério que traz em si. A fé confiante do pobre, atrai o Senhor e, Ele, vela por sua filha, que se tornou a real esposa do Espírito, para ser a Mãe do Filho Unigênito. Novamente o Anjo é enviado à terra, agora para libertar o homem justo -José- da dúvida e do sofrimento em que se encontrava, também, em silêncio, sem nada falar.
Esclarecido e livre, José organiza, então, a “condução” da esposa prometida ao novo lar e a recebe em casa. Aos olhos de todos os habitantes do lugar, Maria passa a ser a senhora em sua casa e José assume a paternidade social do bebê que vai nascer.
Maria está definitivamente salva e protegida e, Seu Filhinho, também. Desde este dia, José se torna o pai da Igreja, pois, salvou a cabeça do Corpo Místico, que é o Cristo Jesus e sua bendita Mãe.
Todos nós ouvimos esses trechos do Evangelho, ano após ano, mas a distância no tempo são mais de 2000 anos! Na época, com toda a carga de emoção que eles tiveram, faz com que seja difícil meditar nestes acontecimentos.
Podemos passar ligeiramente sobre o heroísmo de Maria, a fé inquebrantável e o confiante abandono com que ela se atirou nos braços do Pai e do cuidado preveniente com que Ele cuidou do Seu projeto salvífico e da confiança e da magnanimidade de José, o colaborador essencial da Salvação.

Reflita diante do presépio

Tendemos a ver o presépio com um olhar açucarado, esquecendo-nos de que, Maria e José creram que Aquele Menino era o Filho de Deus, apesar de todas as aparências e circunstâncias em contrário.
Eles creram em Belém, creram durante a fuga insólita para o Egito, que o Egito pagão e de língua desconhecida, seria o refúgio para o Rei de Abraão, Isaac e Jacó!
Maria e José creram durante os 30 anos da vida “oculta”, aparentemente monótona e obscura em Nazaré, onde nada viram que pudesse servir de apoio à crença para os olhos humanos, de que Aquele rapaz era mesmo o Filho de Deus. Trata-se de fé heroica sem o menor apoio e consolação.
Maria, no Evangelho, fala poucas palavras, mas fala muito pelo exemplo e pela atitude. Não é possível pensarmos no Advento, sem percorrermos, com o coração, o caminho Daquele que veio, que vem e que virá um dia, cheio de glória, no final dos tempos e que virá para cada um de nós, em particular, para chamar-nos à sua Presença.
Neste dia, seremos julgados no Amor e pelo Amor Misericordioso.
A fé não nos será mais necessária, a esperança desaparecerá e, se desde agora passarmos o Advento implorando com o coração, seremos, neste dia, consumidos na fornalha do eterno Amor, que é a Luz e a Vida para sempre. Amém!

Fonte: Canção Nova

Um novo tempo para as Paróquias Menino Jesus de Praga e Santa Júlia

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

 
Padres Marcondes Meneses e Luiz Antônio -  Foto: Abelardo (Armadura do Cristão)

Na manhã de segunda-feira(10/12), o Armadura do Cristão registrou encontro dos Padres Marcondes Meneses (Hoje Pároco da Menino Jesus de Praga - Bancários ) e Luiz Antônio (Pároco da Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro - bairro do Altiplano).  

No dia 06 de janeiro do novo ano, os Padres assumirão suas novas Paróquias:  
  
  •  Padre Marcondes tomará posse na Paróquia de Santa Júlia às 11hs;
  •  Padre Luiz  tomará posse na Menino Jesus de Praga às 17hs.

  Que o Deus de bondade os conduza e ilumine nesta nova missão.

Como se livrar da procrastinação e organizar-se?

Procrastinação é doença?

Sabe aquele famoso hábito de sempre deixar para fazer as coisas depois, e, na última hora, sair atropelando tudo que está pela frente para realizar as tarefas? Pois é, isso tem um nome: “procrastinação”, e trata-se de uma “doença” que tem atingido mais gente do que imaginamos. Motivados por uma razão ou outra, muita gente tem escolhido deixar para depois, e como todo efeito tem sua causa, o resultado disso é o aumento de estresse, que vai deixando todo mundo acelerado e ansioso, correndo de um lado para o outro sem saber para onde vai.
A definição de procrastinar em si não é tão ruim: é escolher fazer amanhã e não agora. O problema é que o amanhã é aquele lugar que ninguém conhece nem tem certeza se ele existe. E em todo caso, se ele existir, estará tão sobrecarregado com as coisas que não foram feitas no hoje, que talvez não sobre tempo para vivê-lo; então, “deixar para amanhã”, neste contexto, definitivamente não é uma boa ideia.
Como se livrar da procrastinação e organizar-se?
Foto ilustrativa: Bruno Marques/cancaonova.com
De minha parte, acredito que a procrastinação vai muito além de uma escolha aleatória que fazemos motivados pelo cansaço. Penso que ela faz parte da luta espiritual que travamos diariamente mesmo sem perceber. A Palavra de Deus nos ensina, em eclesiástico 3, que “não há nada melhor para o homem do que viver bem cada coisa em seu devido tempo”, ou seja, viver a disciplina. Por outro lado, o inimigo de Deus, sugere sutilmente deixar para depois as inspirações que temos, como mudanças de vida por exemplo. Embora não seja reconhecido pela Igreja por falta de dados históricos, popularmente falando, Santo Expedito, é um modelo de quem viveu esta luta espiritual e venceu a procrastinação por uma atitude de .
Segundo a tradição, ele era um militar romano, comandante da legião encarregada de proteger o império das invasões dos bárbaros orientais. Expedito era cristão, como a maior parte dos seus subordinados, porém antes de se tornar cristão, ele teria relutado e adiado a conversão com muitas desculpas. O demônio o tentava para que resistisse, e, em forma de corvo, o inspirava a repetir “Cras! Cras!” que em latim significa “amanhã”.
Até que, certo dia, Expedito, tocado pela graça de Deus, teria pisado decididamente a cabeça do corvo e retrucado com “Hodie!”, que quer dizer “hoje”, assumindo, assim, a disposição de se converter, imediatamente, e viver a fé com radicalidade, chegando inclusive ao ato heroico do martírio. Verdade ou não, o certo é que quem quer, realmente, dar a vitória às inspirações divinas, não pode deixar para amanhã, é no “hodie” que Deus se manifesta. Diante disso, deixo cinco dicas para combater a procrastinação e ter uma vida harmoniosa:

1- Priorize o que vale a pena

Certamente, você já ouviu dizer que a vida é feita de escolhas, e é isso mesmo! O que escolhemos plantar, mais cedo ou mais tarde, é exatamente o que iremos colher. Então, que tal plantar atitudes para colher resultados? Se seu objetivo é estudar para a prova, por exemplo, remover as distrações deve ser sua atitude. Se a internet é o problema, desligar seu wi-fi é a solução. Estabeleça uma prazo para finalizar determinada tarefa e priorize ir em frente até conclui-la antes de começar outra. Atitudes assim farão de você um vencedor.

2- Não faça pequenas concessões

Geralmente, as primeiras decisões que tomamos no dia influenciam todas as outras que iremos tomar, portanto, quando o despertador tocar, levante-se. Não caia na tentação de tirar uma soneca, pois ela não vai acabar com seu sono, e, por outro lado, vai lhe atrasar, provocando um “efeito cascata” no decorrer do seu dia.

3- Dê passos concretos

Uma excelente ideia que não é colocada em prática não passa de uma ideia. É por isso que mais importante do que elaborar uma lista de tarefas é fazer alguma coisa concreta. Vamos supor que você deseje correr uma maratona e tenha tudo planejado, porém, se não tiver a coragem de dar o primeiro passo, a maratona nunca sairá do papel.

4- Comece com o que tem

Não espere estar tudo pronto para começar a agir, porque isso dificilmente vai acontecer. Lembre-se de que você pode ir melhorando conforme avança no projeto. Então, diminua seu grau de autoexigência e comece fazendo o que é possível agora, no momento seguinte faça o mesmo; e assim, dando um passo após outro, siga em frente sem parar.

5- Tenha metas claras e lute por elas

Ter clareza do que realmente queremos é fundamental para quem deseja vencer a procrastinação. Existe um provérbio popular que diz: “Para um barqueiro que não sabe onde vai nenhum vento é favorável”. Portanto, tente  definir o que você quer como prioridade e canalize seus esforços para isso. Não fique “atirando para todos os lados”, isso só irá lhe cansar e não o levará a lugar nenhum.
Em todo caso, tenha paciência com você mesmo e nunca pare de lutar. Lembre-se de que você não está sozinho, de alguma forma todos nós somos procrastinadores, uns mais outros menos, mas estamos no mesmo barco e devemos remar juntos para vencer. Acredito que a disciplina unida à graça de Deus é o caminho para a vitória contra a procrastinação e contra muitos outros males, pois quem vive a fé de forma ordenada, sabe priorizar o que é bom a cada tempo e não se dá por vencido após a queda.
Porém, se o problema é a falta de disciplina, recorramos a Deus pedindo essa maravilhosa graça agora mesmo, pois é no momento presente que Ele se revela e quer nos livrar de todo mal, inclusive a procrastinação, concedendo-nos uma vida harmoniosa, plena e feliz, porque é exatamente isso que Ele sonhou para nós!

Fonte: Canção Nova

Deixemos a luz da graça de Deus entrar em nossa vida

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018


 

É o momento, é a hora da graça, de deixarmos Deus abrir os nossos olhos e nos mostrar a luz da vida

Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: ‘Faça-se conforme a vossa fé’” (Mateus 9,29).

São dois cegos que estão gritando: “Jesus, tende piedade de nós! Filho de Davi, tenha compaixão de nós!”. Esses cegos querem ser curados, estão clamando para que Jesus se compadeça deles. Jesus está perguntando se eles têm fé, se eles acreditam que Ele pode fazer algo por eles; então dizem: “Sim, eu creio”. É por isso que Jesus tocou nos olhos deles e disse: “Faça-se segundo a vossa fé”.
Essa é a grande graça que a fé nos concede, ela abre os nossos olhos. A fé nos abre para enxergarmos o que a incredulidade, o orgulho e o pecado não nos permitem enxergar.
Todos nós vivemos a insensatez de não enxergarmos a verdade. Os nossos olhos estão como que cobertos por escamas e não enxergamos a vida e a realidade como de fato ela é, porque não temos os olhos da fé.
A graça que esses dois homens alcançaram é muito mais do que a graça da visão física, propriamente dito. A graça de enxergar é aquilo que eles, como cegos, já estavam enxergando, que Jesus era a luz da vida deles.
É preciso dizer que para nós, que caminhamos, muitas vezes, em meio à escuridão, às obscuridades na alma, na mente, nos relacionamentos e em todas as situações da vida, Jesus é a luz da vida. É Ele quem ilumina os nossos olhos, é Ele quem clareia o nosso coração diante de tantas coisas obscuras que nos cegam.
Acalme o seu coração, silencie a sua alma e busque, com toda intensidade do seu ser, a confiança e a fé n’Ele, porque Ele há de abrir os nossos olhos, vai nos ajudar a enxergar o que não conseguimos.
O cego é aquele que não enxerga a si mesmo. Achamos que enxergamos bem, mas nem óculos nós usamos! Nossa mente, no entanto, está, muitas vezes, obscurecida e ofuscada, nem nos enxergamos, não percebemos quando estamos fazendo mal aos outros, estamos sendo ridículos com nós mesmos, estamos nos enganando, iludindo-nos com tantas coisas que não percebemos. Estamos falhando com o outro.
É o momento, é a hora da graça, de deixarmos Deus abrir os nossos olhos, nos mostrar a luz da vida, para que não morramos na cegueira sem enxergar a luz da vida e ver a vida com a luz da graça, para que a nossa vida caminhe na direção do Céu e da eternidade.

Deus abençoe você!

Coloquemos a nossa confiança no Senhor

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

 

Somos pessoas frágeis, sujeitos a falhas e erros, por isso a nossa confiança sempre tem de estar em Deus Nosso Senhor


“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha” (Mateus 7,24-25).

Onde você está alicerçando a sua vida? Sobre qual fundamento você está colocando a sua existência? Viver não é fácil para ninguém, pois a existência humana é condicionada a tantas situações problemáticas, emblemáticas, que vem de todos os lados. Seja a chuva que vem de cima, sejam as enchentes que vêm debaixo, sejam os ventos que vêm do lado, em todas as proporções estamos tendo os enfrentamentos da vida.

Se edificarmos a nossa casa sobre a rocha firme, que é Jesus, Ele nos manterá de pé, Ele nos sustentará. Muitas vezes, abalamo-nos, caímos, prostramo-nos e temos quedas que arrasam toda a nossa vida. Primeiro, porque colocamos uma confiança muito grande em nós. É verdade que temos de ter confiança em nós, não podemos ser movidos por um sentimento de coitadinhos, de fracasso, mas tomemos cuidado com o excesso de confiança em nós mesmos. Somos pessoas frágeis, estamos sujeitos a falhas e erros, por isso nossa confiança sempre tem de estar em Deus Nosso Senhor.

Depois, confiamos nos homens, confiamos demais nas pessoas. Não seja aquela pessoa doentia que desconfia de tudo e de todos, porque, assim, caímos numa neura, e a vida se torna muito mais problemática. Isso não quer dizer que todos mereçam nossa desconfiança; a verdade é que colocamos excesso de confiança nas pessoas, e há momentos em que esse excesso de confiança se torna algo tão pesado, que a pessoa não corresponde às expectativas, ela falha e nós ficamos desapontados.

Olho para Deus, é n’Ele que coloco a minha confiança e esperança, e Ele jamais há de me decepcionar. Eu já me decepcionei comigo, já me decepcionei com as pessoas, já me iludi, eu já confiei mais do que deveria.

A maturidade da vida e a Palavra de Deus nos dão sempre o norte e a direção. É no Senhor que devemos alicerçar a nossa vida e o nosso coração!

O Senhor nos ensina como devemos nos relacionar com as pessoas, com aqueles que estão ao nosso lado, até que ponto devemos chegar, mas sem jamais sair dessa direção: alicerçados firmemente no Senhor, pois é Ele quem nos sustenta e leva para frente.

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Cuidemos daqueles que estão padecendo de fome

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

 Olhemos para o mundo em que estamos, onde muitos padecem, seja pela fome da Palavra de Deus, seja pela fome de alimento

Jesus chamou seus discípulos e disse: ‘Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho’” (Mateus 15,32).

Jesus tem compaixão do ser humano, Ele tem compaixão e misericórdia da nossa humanidade e, por isso, Ele, primeiro, nos alimenta por dentro. Alimenta o nosso interior, a nossa alma, alimenta-nos com o pão da Palavra. E, a Palavra d’Ele, chegando ao nosso coração, preenche aquele vazio, aquela sede e fome de eternidade que todos nós sentimos. Jesus tem compaixão da nossa alma enfraquecida que, muitas vezes, está desanimada, sem alento e sem gosto. 
Todo ser humano precisa se alimentar, precisa cuidar das suas necessidades fundamentais e, uma delas, não tenha dúvidas, é a de se alimentar bem. Por isso, Ele teve compaixão daquele povo que O escutava e não tinha alimento para comer. Ele chamou os discípulos e manifestou a sua preocupação. “O que vamos fazer com essas pessoas? Não podemos mandá-las embora”. A ordem de Deus para nós é essa: não mandemos ninguém embora com fome. Que ninguém saia da nossa frente, da nossa vista e da nossa vida com fome de Deus e nem fome de alimento.
Olhemos para o mundo em que estamos, onde muitos padecem, seja pela fome da Palavra de Deus, seja pela fome de alimento. A Igreja de Deus não tem uma forma pequena e nem reduzida, quanto mais egoísta de ver o ser humano. Ela vê o ser humano num todo e vê que precisamos levar a Palavra de Deus aos corações, mas precisamos despertar, no coração dos que ouvem a Palavra de Deus, o cuidado e a atenção para com os mais pobres, mais necessitados e sofridos.
Não faça uma evangelização pela metade, não se preocupe em apenas levar a Palavra. Leve a Palavra, evangelize pela Palavra, proclame a Palavra, mas leve o pão, o alimento, leve aquilo que o outro está precisando para alimentar as suas necessidades básicas e fundamentais, inclusive, para viver e sobreviver.
Que ninguém passe fome e nem necessidades, que ninguém morra ao nosso lado porque não demos atenção às suas necessidades fundamentais de sobrevivência.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Quais são as características da alma que ora?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A oração transforma a alma


Quando um cristão mantém uma vida de oração constante e ela se torna eficaz na sua vida, os efeitos são transformadores na alma dele. Essa mudança começa a ser verificada nos impulsos que a sua própria alma a leva ter. Dessa forma, mais um vez, podemos entender o que é a oração para então verificarmos os seus efeitos. A santa da pequena via, Terezinha do Menino Jesus, expressa claramente que a oração “é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao Céu, um grito de reconhecimento e amor em meio a provação ou no meio da alegria”.

Podemos, tranquilamente, parafrasear Santa Terezinha e dizer que a oração é um grito da alma na alegria ou na provação, que é um olhar da alma para Deus, para o Céu, é um movimento de amor. Algumas são as características vistas em uma pessoa que se mantém constantemente em oração, vejamos estas características a seguir.

Quais são as características da alma que ora?
Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com

A confiança da alma


A confiança é experimentada, de maneira mais própria, quando nos deparamos com uma tribulação. Essa é a primeira qualidade da alma orante, a confiança. Uma criança confia plenamente nos seus pais, porque, ela, durante sua vida, experimentou que pode lançar-se numa confiança filial por conta das atitudes dos pais. Essa é a confiança que devemos ter com Deus, pois precisamos confiar da mesma forma com que uma criança entrega-se aos pais.

O que podemos nos perguntar é o porquê do Pai não ter atendido ao nosso pedido no momento de dificuldade. E, isso, acabou prejudicando a nossa confiança em Deus. Antes de pensarmos pelo único lado de que Deus não nos atendeu, precisamos ter em mente o que a Carta aos Romanos (cf.: Rm. 8,26) nos diz: ‘Pois não sabemos o que pedir nem como pedir”. Deus sabe o que precisamos, da forma que precisamos e no momento que precisamos. Isso é uma verdade!

É por isso que: a alma que ora, mesmo quando não é atendida na sua oração, não perde a confiança. Porque sabe que Deus conhece as suas necessidades. Deus é Pai e como Pai não daria algo que não fosse levar seu filho à salvação. A Carta de Tiago continua a nos ensinar quando diz que não possuímos, porque não pedimos. E, quando pedimos e não recebemos, é porque pedimos mal (cf.: Tg 4,2-3). A oração deve lançar a alma ao abandono confiante à vontade do Pai.

A esperança da alma


Uma alma alimentada pela oração é cheia de esperança, mesmo quando aos olhos humanos não há esperança alguma. Isso é fruto da oração, porque quem ora sabe em quem deposita a confiança que gera a esperança. A Carta aos Romanos (cf.: Rm 5,5) ajuda-nos a entender o porquê dessa característica surgir na pessoa orante: “A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nosso corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. É fruto do amor do Pai, Deus nos ama e, por isso, nos enche de esperanças. O Espírito Santo é quem age na alma orante.

Quando Adão e Eva pecaram, eles deixaram de escolher pelo amor de Deus e ficaram presos em um amor egoísta, voltados para eles mesmos. A oração nos convence de quem somos: filhos amados! E, por isso, podemos esperar de Deus, porque Ele nos Ama. Ele prometeu, Ele há de cumprir. O Catecismo da Igreja Católica, no n° 1821, traz o seguinte: “Podemos esperar, pois a glória do céu prometida por Deus aos que o ama e fazem sua vontade. Em qualquer circunstância, cada qual deve esperar, com a graça de Deus, ‘perseverar até o fim’ e alcançar a alegria do céu como recompensa eterna de Deus pelas boas obras praticadas com a graça de Cristo”.

A humildade da alma


A humildade é o fundamento da oração, pois a alma humilde reconhece a sua necessidade e a sua pequenez. Santo Agostinho chega a dizer que o homem é um mendigo de Deus. Ele é e sempre será necessitado de Deus. A parábola daqueles dois homens que subiram ao templo para rezar, retrata bem a diferença da oração humilde e da oração soberba.

Enquanto o fariseu batia no peito e exclamava que não era como os outros, ladrões desonestos, adúlteros e nem como aquele publicano. Ao contrário, o publicano nem tinha coragem de levantar os olhos e batia no peito pedindo perdão pelos pecados. Jesus diz que o último voltou para casa justificado e o outro não, pois aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado (cf. Lc 18,9-14). Somente os humildes estão abertos para receber algo, porque os soberbos já estão cheios e não precisam de nada. O humilde é sempre mendigo de Deus e de seus dons.

Leia mais:
::Quantas vezes você mesmo foi o seu maior inimigo?
::Orar significa falar com Deus
::Como deve ser a sua relação com Deus?
::Você tem coragem para seguir a vontade de Deus?

A vigilância da alma


A alma orante é dominadora de si mesma, por isso, não se deixa possuir pelos desejos desordenados da carne. Quem contribui para esse domínio é a vigilância, essa, também alcançada pela oração. O Catecismo da Igreja Católica, n° 2730, compara a vigilância com a sobriedade do coração.

O evangelho de Mt 26,41 nos ordena: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. A vigilância, também, está associada à vinda de Cristo, pois, a alma que ora espera a plenitude da manifestação de Deus na segunda vinda de Jesus, assim como as virgens que se mantiveram vigilantes à espera do noivo que viria no meio da noite.

Alimentados pela oração, que Deus conceda a cada cristão cultivar, cada vez mais, as características da alma que é apaixonada pelo seu Senhor, por isso, se mantém em oração sem desanimar. Vivamos sempre na confiança, na esperança, na humildade e na vigilância à espera do Senhor que vem.
 
Fonte: Canção Nova

Nascimento do Menino Jesus Advento: viva o tempo de espera pelo Menino Jesus em família

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Reflita com o padre Arlon sobre o tempo do Advento

Para os cristãos, o mês de dezembro é um tempo de preparação para o nascimento do Menino Jesus. Logo, neste domingo, 2, estamos iniciando tempo do Advento.
As quatro semanas do Advento é o tempo litúrgico em que os cristãos se preparam liturgicamente para a vinda do Salvador, portanto, somos convidados a vigiar e a esperar.
Para simbolizar este tempo litúrgico, a cada domingo uma vela é acesa, assim, anuncia que a chegando do Menino Jesus está se aproximando.

Assista



 

O sacerdote da Comunidade Canção Nova, padre Arlon Cristian, que hoje se encontra na Casa de Missão de Canção Nova, na Terra Santa, fez uma breve reflexão sobre o Advento.

Padre Arlon faz um convite especial a todos. O convite é para que reúnam suas famílias e se preparem para a chegada do Salvador. Que tenha ornamentos natalinos, mas, principalmente, preparem o interior para que o Salvador possa nascer no coração de cada um.
Leia mais:
Por Alessandra Borges

Fonte: Canção Nova

Como deve ser a sua relação com Deus?

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O discípulo e o seu Mestre

Você já se perguntou como deve ser a sua relação com Deus? Partindo dessa pergunta quero junto com você refletir a maneira como deveríamos nos relacionarmos com o Senhor. E para isso o melhor exemplo é do discípulo João, de quem o próprio Jesus denominou como sendo aquele que Ele mais amava. O laço que ligava João a Jesus era muito maior do que o laço próprio da missão e existia entre eles uma verdadeira amizade.
Antes, é preciso entender uma das origens da palavra “amizade”. O filósofo de Estagira, Aristóteles, define a amizade com o termo “philia”. Aristóteles escrevendo para o seu filho Nicômaco diz que a amizade perfeita é “Aquela que existe entre os homens que são bons e semelhantes na virtude, pois tais pessoas desejam o bem um do outro de modo idêntico e são bons em si mesmos […].
Como deve ser a sua relação com Deus?
Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Aqueles que desejam o bem aos seus amigos por eles mesmos, são amigos no sentido mais próprio, porque o fazem em razão de sua natureza e não por acidente”. Com isso, podemos entender o verdadeiro sentido da amizade, pensemos, principalmente, nas figuras de Jesus e do Seu amigo João.
Jesus, em um dos seus momentos mais dramáticos, estavam de pé junto à Cruz d’Ele,  Sua Mãe, Maria de Cléofas e Maria Madalena. Jesus vê ao lado de Sua Mãe o discípulo que Ele amava e disse à Sua mãe: “Mulher, eis o Teu filho!”. E, depois, olhando para o discípulo disse: “Eis a Tua mãe!” (cf. Jo 19,25-27). Jesus, nesse momento, confia a Sua querida Mãe aquele para quem Ele confiava e tinha a certeza de que cuidaria com o mesmo amor, como Ele mesmo faria. Podemos, com atitude de Jesus, compreender o grau de intimidade que tanto Ele quanto João tinham um com o outro.

Sigamos o exemplo de João

O discípulo João não criou essa intimidade com o Senhor de maneira automática, mas certamente ele a cultivou. A amizade que você precisa ter com Deus requer esforço, perseverança e, acima de tudo, confiança. Como Aristóteles disse, a amizade é uma virtude, então precisa ser buscada, exercitada. Um amigo sempre vai querer o bem para o outro, não havendo busca de prazer ou interesse. E, quem melhor entende de amizade se não Aquele que foi chamado de “bom mestre?”.
Sim, meu caro! Jesus é esse especialista em amizade, pois o maior desejo d’Ele é o seu bem. Se podemos dizer que Jesus tem algum interesse, esse seria o seu bem e a sua salvação. Isso acontecerá cada vez que você tornar-se amigo de Jesus, quando você for verdadeiramente um discípulo aos pés do Mestre. Vejamos, agora, como João cultivou e fez em relação ao Seu mestre, para que passasse de um seguimento como o dos demais discípulos para ser uma relação de amor.

É preciso entender Jesus por dentro

Existe uma palavra que define bem a atitude de João em relação a Jesus, quando João reclinou a cabeça no peito do seu Mestre. A palavra é “auscultar”, que significa escutar por dentro, examinar o interior, muitas vezes, utilizando aparelhos. Com isso, podemos entender o movimento de João em direção a Jesus. Pois, o reclinar a cabeça era o desejo dele de examinar o Senhor por dentro, de conhecer o mais íntimo e profundo de Jesus. Essa atitude já era o discípulo dando sinais do desejo que tinha o seu coração, o de ter uma amizade verdadeira com o seu Mestre.
Mais uma vez nos deparamos com um momento de extremo sofrimento para Jesus. Contudo, o desfecho foi diferente do momento da Cruz. Agora, é João, o amigo do Senhor, que vem em socorro de Jesus no momento da traição. O Senhor anuncia a sua traição: um daqueles que Ele convidara para estar mais próximo, iria o trair.
Após Jesus ficar interiormente perturbado Ele diz: “Em verdade, em verdade vos digo: um de vós Me entregará” (cf. Jo 13,21). O fato do escritor sagrado ter feito questão de dizer que a perturbação foi interior, quer retratar que o coração do Senhor estava aflito. João, querendo o bem para Jesus, tenta com uma atitude de quem ama, confortar o Senhor: “O discípulo, então, recostando-se sobre o peito de Jesus, perguntou: ‘Senhor, quem é?’” (cf. Jo 13,25). O discípulo que Jesus mais amava quis, de alguma forma, amenizar o sofrimento do Senhor. João quis entender o Senhor por dentro, ele quis fazer parte da sua intimidade. E, com essa atitude, João ausculta o coração de Jesus usando o melhor equipamento, o próprio coração.

Jesus quer que sejamos íntimos d’Ele

Depois de perceber o modo como Jesus quer estar com você, isto é, numa relação entre dois verdadeiros amigos. Você pode ainda se perguntar: “Como faço para chegar à intimidade com o Senhor?”.
Sem dúvida de errar, falo a você que: o meio para se tornar íntimo e amigo de Jesus é a oração. E uma das mais belas definições do que é oração, é a que Santa Teresa de Jesus nos deixou: “Oração é um íntimo diálogo de amor, estando, muitas vezes, a sós com Aquele que nos ama”. Você, assim como eu, só conseguirá ser próximo de Jesus quando se dedicar à oração. E, quando falo em rezar, não digo de muitas horas e nem muitos recursos, mas de qualidade na oração.
O que você precisa saber é que, no momento que você se coloca em oração, você entra em diálogo íntimo com Aquele que te ama. É na oração que conhece o Senhor por dentro. Quando você ora, você volta o seu coração na direção do coração de Jesus e, assim, experimenta o amor de uma verdadeiro amigo.

Fonte: Canção Nova

Cremos na segunda vinda gloriosa de Jesus

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

 

Não podemos perder a expectativa da eternidade, não podemos perder a perspectiva da parusia

Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando essas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lucas 21,27-28).

Talvez, você pare nas tragédias, nas coisas negativas, nos medos e pavores que o Evangelho de hoje nos relata. Não pare aí, vá adiante. Porque, quando essas coisas começarem a acontecerem; e essas coisas já acontecem no mundo: pavores, guerras, combates, nações contra nações e, assim por diante, mantenhamos, ainda mais firmes, o nosso olhar em Jesus.
A nossa fé é movida pela esperança, pela certeza de que o Senhor virá. Ele não tardará! Cremos na segunda vinda gloriosa de Jesus. E que Ele venha no Seu tempo, no tempo em que foi designado pelo Pai por toda a eternidade para operar a libertação de toda a humanidade. Por isso, não me apavoro.
Mas algumas pessoas dizem: “O mundo não tem mais jeito. O mundo vai acabar”. Se o mundo não tem mais jeito, se vai se acabar, que encontre o seu jeito, o seu tempo. Eu vivo na esperança, na certeza de que tem um Deus que cuida dos Seus e eu mantenho n’Ele o meu olhar. Mantenho firme a minha esperança, a minha fé; e creio que o Senhor virá para julgar os vivos e os mortos. Eu vivo dessa fé que o Senhor virá para instaurar para sempre o Seu Reino glorioso.
Não podemos perder a expectativa da eternidade, não podemos perder a perspectiva da parusia, que é a segunda vinda gloriosa de Jesus. Mas, não podemos cair nas fantasias que muitos querem lançar no meio de nós, que o Senhor já está vindo.
Ele está vindo, São Paulo já proclamou isso há vinte séculos. Ele está vindo esse ano, pode ser no próximo ano e pode ser daqui a 100 anos. Quem somos nós para determinar quando o Senhor virá. Temos de viver a espiritualidade da vigilância. Pois, o Senhor, vindo hoje ou daqui a cem anos, temos de estar prontos para aguardá-Lo.
Vem, Senhor Jesus, eu Te aguardo e Te espero. É isso que eu preciso viver a cada dia; e não ficar entrando nas pesquisas, juntando os fatos daqui e acolá; e, assim, determinando que o Senhor está vindo, apressando a todos. Lançamos medo em outros, não vivemos a conversão verdadeira e nem semeamos a conversão de coração autêntica.
Muitos esperavam o Senhor no passado e Ele não veio, então, caíram na decepção e no desânimo. O Senhor virá e o dia em que Ele vier, que o nosso coração esteja firme, aguardando a sua chegada. Quando as tais coisas (citadas no Evangelho) começarem a acontecerem, a esperança e a expectativa da vinda do Senhor nunca poderão nos jogar no desânimo e na descrença.
Temos de esperar o Senhor de cabeça erguida, firmes na fé, sem desanimar. Porque a presença do Senhor, a proximidade do Senhor não é pavor, é libertação.
Quanto mais próximos estamos do Senhor e, Ele, mais próximo de vir a nós, maior é a graça da libertação na vida de cada um de nós. Maranathá, vem Senhor Jesus.

Deus abençoe você!

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