Benedictus

quinta-feira, 30 de junho de 2022

 


Bendito o Senhor Deus de Israel 
que visitou e redimiu o seu povo, 
e nos deu um Salvador poderoso 
na casa de David, seu servo, 
conforme prometeu pela boca 
dos seus santos, 
os profetas dos tempos antigos, 
para nos libertar dos nossos inimigos, 
e das mãos daqueles que nos odeiam. 
Para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais, 
recordando a sua sagrada aliança, 
e o juramento que fizera a Abraão, 
nosso pai, 
que nos havia de conceder esta graça: 
de O servirmos um dia, sem temor, 
livres das mãos dos nossos inimigos, 
em santidade e justiça, na sua presença, 
todos os dias da nossa vida. 
E tu, menino, serás chamado profeta 
do Altíssimo, 
porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos, 
para dar a conhecer ao seu povo a salvação 
pela remissão dos seus pecados, 
graças ao coração misericordioso 
do nosso Deus, 
que das alturas nos visita 
como sol nascente, 
para iluminar os que jazem nas trevas 
e na sombra da morte 
e dirigir os nossos passos no caminho da paz. 
Glória ao Pai e ao Filho 
e ao Espírito Santo. 
Como era no princípio, 
agora e sempre. Amém.

À Vossa Proteção

segunda-feira, 27 de junho de 2022

À Vossa Proteção recorremos, 
Santa Mãe de Deus.
Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,
mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita.

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

sexta-feira, 24 de junho de 2022


 Solenidade do Sagrado Coração de Jesus - Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes - é celebrada na sexta-feira (16/06), após a Solenidade do Corpus Christi, visto que a Eucaristia/Corpus Christi nada mais é que o próprio Coração Jesus, um "Coração” que “cuida" de nós.

Em 20 de outubro de 1672, o sacerdote francês, João Eudes, celebrou esta festa pela primeira vez. Mas, alguns místicos alemães da Idade Média - Matilde de Magdeburg (1212-1283), Matilde de Hackeborn (1241-1298) e Gertrudes de Helfta (1256-1302) e Beato dominicano Enrico Suso (1295 - 1366), já cultivavam a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. No entanto, as revelações que a religiosa da Visitação, Margarida Maria Alacoque (1647-1690), recebeu do Senhor, contribuíram para uma maior difusão do culto.

Margarida Maria Alacoque viveu no convento francês de Paray-le-Monial, desde 1671. Já tinha fama de grande mística quando, em 27 de dezembro de 1673, recebeu a primeira visita de Jesus, que a convidou a tomar o lugar, na celebração da Última Ceia, que pertencia a João, o único apóstolo que, fisicamente, encostou a cabeça no peito de Jesus. E lhe disse: “Meu divino coração é tão apaixonado de amor pelos homens que, não podendo conter em si as chamas da sua ardente caridade, precisa da tua ajuda para difundi-las. Por isso, escolhi você para este grande desígnio”.

No ano seguinte, Margarida teve outras duas visões: na primeira, viu o coração de Jesus em um trono de chamas, mais brilhante que o sol e mais transparente que o cristal, circundado por uma coroa de espinhos; na segunda, viu o coração de Cristo, fulgurante de glória, que emitia chamas por todos os lados, como uma fornalha. Conversando com ela, Jesus lhe pediu para “comungar, todas as primeiras sextas-feiras do mês”, durante nove meses consecutivos e “se prostrar no chão por uma hora”, na noite entre quinta e sexta-feira. Deste modo, nasceram as práticas das Nove sextas-feiras e da hora Santa de Adoração.

Em uma quarta visão, Cristo pediu a Margarida que fosse instituída uma festa em honra do seu Sagrado Coração e orações em reparação das ofensas por Ele recebidas. Esta festa passou a ser obrigatória em toda a Igreja, a partir de 1856, por ordem de Pio IX. Neste mesmo dia, em 1995, São João Paulo II instituiu o “Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero”, para que o sacerdócio fosse protegido pelas mãos de Jesus, ou melhor, pelo seu Coração, para ser aberto a todos.


Anno AAnno BAnno C

“Naquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e cultos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-Lo. Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso na vossa vida. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt 11,25-30).


Os pequeninos do Evangelho

A liturgia apresenta-nos uma das raras orações em que Jesus "abençoa" o Pai celeste, ou seja, reconhecendo, publicamente, o que Ele fez e faz pelos "pequenos", em detrimento dos sábios e cultos. O conteúdo desta revelação encontra-se na expressão “escondeste estas coisas”. Pelo que se entende dos versículos precedentes, "estas coisas" se referiam à falta de compreensão do próprio Jesus, que, para os "sábios e cultos", era refratária. Por outro lado, os “pequenos” podem ser os “pobres”, aos quais é anunciado o Evangelho, ou os “humildes”, ou seja, os que ouvem e acolhem a Palavra. Esta é uma chave para compreender que o Santíssimo Coração de Jesus pode ser compreendido somente na medida em que nos tornarmos "pequenos", "humildes".


Meu jugo é suave

O jugo ou canga é uma peça de madeira que liga dois bois para puxar o arado: colocada na frente do corpo (pescoço) de um ou mais animais de tração, permite a sua submissão, a possibilidade do ataque a um engenho e a manobra por parte de um agente. Partindo deste exemplo da vida agrícola, Jesus convida os “pequenos” a confiar nele, garantindo descanso, paz e libertação, porque seu jugo não é opressor. Jesus não sobrecarrega os que se aproximam dele, não os oprime com os pesos dos senhores da época, que não mexiam sequer um dedo. Jesus, humilde e puro de coração, é Aquele que diz, faz e acolhe a vontade do Pai, vivendo em primeira pessoa e partilhando com os “pequenos”. Por isso, o jugo de Jesus é suave, não porque foi "diminuído", mas porque foram removidas as incrustações legalistas e a lei de Deus voltou às suas origens, revelando que Deus é Amor misericordioso. Amor para sempre, recorda o Salmo.


O Coração

Quando ouvimos falar de “coração”, pensamos logo em âmbito afetivo, sentimental. Mas, na linguagem bíblica, adquire um significado bem mais amplo, porque engloba toda a pessoa na sua unidade de consciência, inteligência, liberdade. O coração indica a interioridade do homem, como também a sua capacidade de pensar: é a sede da memória, centro de escolhas e projetos.


Com seu peito transpassado, Jesus quer nos dizer: “Você me cativa”, “Levo a sério a sua vida”. Mas diz também: “Faça isto em memória de mim; cuide dos outros, com o coração; tenha meus mesmos sentimentos; tome minhas próprias decisões, com humildade e pureza de coração”.


Oração

Sagrado Coração de Jesus ofereço-vos, através do Coração Imaculado de Maria, mãe da Igreja, em união com o Sacrifício Eucarístico, as orações, obras, sofrimentos e alegrias deste dia, em reparação das nossas ofensas e pela salvação de todos os homens, com a graça do Espírito Santo, para a glória do Pai Divino. Amém.

Fonte: Vatican News

A Natividade de São João Batista

quinta-feira, 23 de junho de 2022

 “Preparai o caminho do Senhor” (Mt 3, 3)

Jesus disse: “Entre os nascidos de mulher, nenhum foi maior do que João Batista” (Mt 11,11). Todos os anos, no dia 24 de junho, a Igreja Católica homenageia o nascimento de João refletindo sobre seu papel único como precursor de Jesus. A solenidade celebrada nesta data enaltece João como um digno exemplo do que significa ser seguidor de Cristo. 

“A solenidade da Natividade de João Batista é uma das celebrações mais antigas da Igreja” | Foto: CNBB

Uma solenidade é a festa mais significativa que a Igreja pode estabelecer. Enquanto outros santos são lembrados com dias de festa para lembrar suas mortes, São João Batista, como Nossa Senhora, é homenageado com uma solenidade para lembrar tanto seu nascimento quanto sua morte. 

Por que João e Maria recebem tais honras? A Igreja comemora o nascimento de Nossa Senhora, em parte, como um reconhecimento de que Ela nasceu sem pecado. E por qual motivo também João recebe essa honra? 

No relato do Evangelho de Lucas, Maria, grávida, foi visitar a sua parente Isabel, que estava com seis meses de gravidez de João. Na saudação de Maria, Isabel ficou “cheia do Espírito Santo” (1, 41) e seu filho ainda não nascido “pulou de alegria” (v. 44) em seu ventre. Tanto Isabel quanto seu filho estavam respondendo à incrível realidade de estar na presença de Deus encarnado. Como resultado, tem sido comumente mantida, desde os tempos antigos, a crença de que naquele momento João foi santificado, isto é, ele foi purificado do pecado original, como se tivesse sido “batizado” no ventre de sua mãe. 

Note que isso significaria que João foi liberto do pecado original no útero e, mais tarde, nasceu sem pecado, mas não que ele foi concebido sem pecado. A Imaculada Conceição é um privilégio único de Nossa Senhora entre os santos; Ela foi preservada do pecado original desde o primeiro momento de sua existência. Claro, a outra grande diferença entre João e Nossa Senhora é que Ela também foi preservada de todos os pecados reais ao longo de sua vida, enquanto João não foi. 

Na data de seu nascimento, então, homenageamos São João Batista, que ficou cheio do Espírito Santo no ventre de sua mãe, foi escolhido por Deus para anunciar Seu Filho, viveu uma vida modelo de santidade e foi martirizado por sua fé.

Embora nunca ofusque o Pai ou o Filho, os mistérios do nascimento de João e seu papel proeminente na vida de Cristo recebem um significado especial na Igreja. 

Normalmente, quando a festa ou solenidade de um santo cai em um domingo, ela é substituída pela liturgia dominical. Mas a solenidade em homenagem ao nascimento de São João Batista é uma das exceções. Se ocorrer no Domingo, as orações, leituras e Salmos associados à solenidade de João não são substituídos por uma liturgia dominical diferente. 

João morreu como um mártir que testemunhou a verdade da intenção de Deus de que o casamento deveria ser um compromisso vitalício entre um homem e uma mulher. Esse martírio é celebrado pela Igreja com um memorial em 29 de agosto. No entanto, mesmo que João não tivesse sido um mártir, a Igreja, sem dúvida, ainda teria celebrado sua vida e ministério como o precursor de Jesus. 

A solenidade da Natividade de João Batista é uma das celebrações mais antigas da Igreja introduzidas tanto nas liturgias orientais (gregas) quanto ocidentais (latinas) para homenagear um santo. Há relatos de que já era celebrada publicamente no século IV. 

O dia 24 de junho acabou sendo escolhido como a data da solenidade porque a a Palavra nos diz que João foi concebido seis meses antes de Jesus (Lc 1, 36). Presumivelmente, então, João nasceu cerca de seis meses antes de Cristo, e o nascimento de Cristo era celebrado na véspera de Natal, 24 de dezembro. 

Mas houve ainda outro fator importante para fixar a data de nascimento de São João Batista. Séculos antes de Cristo, algumas culturas pagãs celebravam anualmente o solstício de verão, que ocorre no final de junho. Eles reconheciam que, após o solstício, os dias começavam a ficar mais curtos. Por várias razões, eles tradicionalmente reconheciam a mudança das estações acendendo fogueiras que ficavam acesas durante a noite toda. 

Esse acender de fogueiras era um ritual difundido entre diferentes grupos de não-cristãos que migraram para a Europa nos primeiros séculos da Igreja. A Igreja reconhecia a importância de aceitar, de alguma forma, essa tradição antiga e muito popular entre as pessoas convertidas, mas não queria que fosse associada a um ritual pagão.

Os eventos da vida de Cristo não ofereciam uma conexão óbvia com esse festival de verão, então, os primeiros líderes da Igreja se voltaram para a vida de João Batista. Assim como o nascimento de Cristo era celebrado no solstício de inverno, no final de dezembro, o nascimento de João Batista seria celebrado no solstício de verão. Foi e é um ajuste perfeito: a natividade de João Batista pressagia natividade de Jesus. 

A solenidade do nascimento de João foi oficialmente estabelecida no Concílio da Igreja de Agde, em 506. A partir de então, os católicos celebraram o nascimento de João Batista em 24 de junho. 

Para ter uma noção de quão bem essa celebração já foi considerada, pense nas circunstâncias em torno da Batalha de Fontenay, no que é hoje a França, no ano de 841: dois exércitos francos rivais, encontrando-se face a face em 23 de junho, não queriam arriscar lutar no dia da festa de São João. Então, eles concordaram em adiar a batalha até o dia seguinte! 

Hoje, o antigo costume de acender fogueiras na véspera do dia de São João pode ser visto em lugares de todo o mundo, especialmente na Europa. Dessa forma, reconhecem João e seu anúncio de Jesus, que é “a luz do mundo” (Jo 8, 12). Que essas fogueiras tenham as suas raízes em um ritual pagão não tira em nada a honra que a maioria dos participantes, hoje, presta a São João Batista. 

João foi o arauto de Cristo, “uma voz que clama no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor’” (Mt 3, 3). Mas ele também era muito mais. O Batista forneceu um modelo de santidade heroica. Ele condenou publicamente a hipocrisia e a imoralidade, chamando a todos ao arrependimento. Ele desafiou a ganância e o materialismo de sua época, seguindo uma vida de pobreza, simplicidade e abnegação que inspirou não apenas os seus contemporâneos, mas também os pioneiros posteriores do monaquismo cristão. 

Onde quer que João fosse, ele estava cercado por grandes multidões e seguidores, alguns pensavam até que ele era o Messias. No entanto, ele não se aproveitou dessas pessoas. Em vez disso, ele lhes disse claramente que não era quem pensavam que ele era, e que eles deveriam experimentar uma conversão de coração em preparação para o Messias (Jo 1, 19-27).

Quando Jesus começou Seu ministério, João enviou seus discípulos a Ele; e, depois, desapareceu em segundo plano, aceitando humildemente seu papel decrescente com as palavras: “É necessário que Ele [Cristo] cresça; e eu diminua” (Jo 3, 30). Ele se esqueceu de si mesmo e viveu para Jesus. 

A mensagem de João Batista para o povo há tantos anos era que o Senhor é iminente, então, devemos estar preparados. Na solenidade da Natividade de São João Batista, a Igreja renova essa mensagem.

Kaique Duarte
Seminarista da Comunidade Canção Nova

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