O nome de Maria é doce e suave aos seus devotos

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Saiba como é doce e suave o nome de Maria na vida dos seus devotos, especialmente na hora da morte

Santo Afonso Maria de Ligório afirma que o sublime nome de Maria não foi encontrado na terra nem inventado pela inteligência ou arbítrio dos homens, como se dá com os outros nomes. Seu nome, no entanto, veio de Deus e foi-lhe imposto por ordem Sua, como atestam São Jerônimo, São Epifânio, Santo Antonino entre outros. A esse respeito, Ricardo de São Lourenço diz: “A Santíssima Trindade vos conferiu este nome, ó Maria, que é superior a todo o nome, depois do nome do vosso Filho; ela enriqueceu-o de tanto poder e majestade, que, ao proferi-lo, quer que se dobrem os joelhos dos que estão no céu, na terra e no inferno”1. Entre os vários privilégios que o Senhor concedeu ao nome de Maria, consideremos apenas o quanto Deus o fez suave na vida e na morte, aos servos dessa gloriosa Rainha e Senhora.

O nome de Maria doce e suave aos seus devotos 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O nome de Maria é doce e suave na vida presente

O santíssimo nome de Maria é cheio de divina doçura. Santo Antônio de Pádua encontrava tanta doçura no nome de Maria quanto São Bernardino no de Jesus. O nome da Virgem Santíssima é alegria para o coração, mel para a boca, melodia para o ouvido de seus devotos, dizia Santo Antônio.
No momento da Assunção de Nossa Senhora, os anjos perguntaram três vezes pelo seu nome: “Quem é esta que sobe pelo deserto, como uma varinha de fumo composta de mirra e de incenso?” (Ct 3,6). “Quem é esta que vai caminhando como a aurora quando se levanta?” (Ct 6,9). “Quem é esta que sobe do deserto inundando delícias?” (Ct 8,5). E para que perguntam com tanta insistência o seu nome? Perguntavam para terem o prazer de ouvi-lo mais vezes, tão suavemente lhes soava aos ouvidos o seu nome.
Não tratamos aqui de uma doçura sensível, pois esta não é concedida comumente a todos. Mas da salutar doçura de conforto, amor, alegria, confiança e fortaleza que o nome de Maria dá, ordinariamente, àqueles que o pronunciam com devoção. Esse nome é tão rico de bênçãos, que, depois do nome de Jesus, nem no Céu nem na Terra há outro pelo qual as almas devotas recebam tanta graça, tanta esperança, tanta doçura, pois o nome de Maria contém em si uma virtude tão admirável, tão doce e tão divina, que deixa nos corações amigos de Deus um odor de santa suavidade. Os seus servos sempre encontram nele novos encantos, e essa é a coisa mais maravilhosa deste nome. Embora eles o pronunciem e ouçam pronunciar muitas e muitas vezes, sempre saboreiam a mesma doçura.
O Beato Henrique Suso experimentava essa doçura. Quando pronunciava o nome de Maria, sentia-se animado de grande confiança e era tomado de jubiloso amor. Por isso, mal podia proferir seu nome por entre lágrimas de alegria. Abrasado de amor por Nossa Senhora, assim falava-lhe ternamente São Bernardo:
“Ó excelsa, ó bondosa e veneranda Virgem Maria! Como é vosso nome tão cheio de doçura e amabilidade! Ninguém o pode proferir sem que se veja abrasado de amor para com Deus e para convosco. Perpasse ele pela mente dos que vos amam, e eis o quanto basta para consolá-los e incitá-los a vos amarem cada vez mais”2.
As riquezas materiais consolam os pobres, porque os aliviam de suas misérias. Entretanto, incomparavelmente, muito mais o nome da beatíssima Virgem Maria nos consola e nos alivia das angústias desta vida do que todas as riquezas da Terra.
Este nome é doce para os devotos de Maria, mas é terrível para os demônios. Tomás de Kempis diz que estes têm tanto medo da Virgem Santíssima, que fogem de quem invoca o seu poderosíssimo nome. A própria Rainha do Céu revelou isso a Santa Brígida: “Por endurecido que seja um pecador, imediatamente o abandona o demônio, se invoca o meu santo nome. Assim que o ouvem invocar, largam de pronto a alma presa em suas garras”3. Se os anjos maus se afastam dos pecadores que chamam pelo nome de Maria, ao contrário, os anjos bons se aproximam muito mais dos justos que o pronunciam com devoção.

O doce e suave nome de Maria e a salvação eterna

Assim como a respiração é sinal de vida, a invocação frequente do nome de Maria é sinal da posse ou da breve aquisição da graça divina, dizia São Germano. Pois esse poderoso nome tem a virtude de alcançar auxílio e vida a quem o invoca devotamente. O nome de Maria é como torre fortíssima, que livra o pecador da morte eterna. Até os maiores pecadores encontram proteção e salvação nessa celeste fortaleza.
Essa torre fortíssima não só livra os pecadores de castigos, mas também defende os justos contra as tentações diabólicas. Depois do nome de Jesus, em nenhum outro existe socorro e salvação para os homens como no excelso nome de Maria. Especialíssima é a força desse nome para vencer as tentações contra a castidade. Os devotos da Virgem Maria fazem essa experiência todos os dias. Quando São Lucas diz: “E o nome da Virgem era Maria” (Lc 1,27), o faz para nos dar a entender que o nome da puríssima Virgem é inseparável da virtude da castidade. Nesse sentido, São Pedro Crisólogo diz: “O nome de Maria é indício de castidade, querendo dizer: quem duvida se pecou nas tentações impuras, tem um sinal certo de não ter ofendido a castidade, quando se lembra de haver invocado a Maria”4. Por isso, sigamos sempre o belo e memorável conselho de São Bernardo:
“Nos perigos, nos apuros, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca a Maria; nunca se aparte seu nome de teus lábios, de teu coração. Em todos os perigos de perder a graça divina, pensemos em Maria, invoquemos seu nome e o de Jesus, para que andem sempre unidos esses dois nomes. Nunca se apartem nem do nosso coração, nem da nossa boca, esses dois dulcíssimos e poderosíssimos nomes. Pois eles nos darão forças para não cairmos e para vencermos sempre todas as tentações”5.
Jesus Cristo prometeu graças inestimáveis aos devotos do nome de Maria, afirmava claramente Santa Brígida. Disse Ele a sua Mãe Santíssima:
“Quem invocar o teu nome com o propósito de emenda e confiança, receberá três graças particulares: perfeita dor dos seus pecados e satisfação por eles, força para progredir na perfeição e finalmente a glória do paraíso. Ó minha Mãe, acrescentou o Senhor, nada posso vos negar de quanto me pedis, porque vossas palavras são tão doces e agradáveis a meu coração”6.
Santo Efrém dizia que o nome de Maria é a chave da porta do Céu, para quem o invoca com devoção. Com razão, São Boaventura chamava Maria de salvação dos que a invocam, como se invocar o seu nome fosse o mesmo que obter a salvação eterna. Na devota invocação do doce e santo nome de Maria, recebemos graças superabundantes nesta vida e sublime glória na que há de vir. Desejamos ser consolados em todos os sofrimentos? A esta questão, responde Tomás de Kempis:
“Recorrei a Maria; invocai a Maria, a ela servi e recomendai-vos. Alegrai-vos com Maria, caminhai com Maria; com ela procurais a Jesus, e, finalmente, com Jesus e Maria aspirai viver e morrer. Assim fazei e prosseguireis no caminho do Senhor, pois Maria se comprazerá em rogar por vós, e o Filho com certeza atenderá à sua Mãe”7.

O nome de Maria é doce e suave na hora da morte

O nome santíssimo de Maria é dulcíssimo na vida dos seus devotos, porque ela lhes alcança graças extraordinárias. No entanto, este nome será muito mais doce para eles na última hora, proporcionando-lhes uma suave e santa morte. Por isso, pronunciemos frequentemente o nome de Maria aos que estão no leito de morte. Pois, este nome de vida e de esperança, proferido na hora da morte, basta para afugentar os demônios e confortar os doentes em todas as suas angústias e sofrimentos.
Os nomes de Jesus e de Maria são fáceis de conservar na memória, doces para meditar e fortes para defender os que lhes são fiéis contra os inimigos da salvação. “Bem-aventurado aquele, exclama São Boaventura, que ama teu doce nome, ó Mãe de Deus! É ele tão glorioso e admirável, que quem se lembra de o invocar em artigo de morte, não teme os assaltos dos inimigos”8.
Oh! Que felicidade morrer como Fulgêncio d’Ascoli, frei capuchinho, que expirou cantando: “Ó Maria, ó Maria, a mais bela dentre as criaturas, quero ir em vossa companhia!”9 Ou como o Beato Henrique de Marcy, abade cisterciense, do qual se conta, nos escritos da Ordem, que terminou seus dias na Terra pronunciando devotamente o nome de Maria.
Assim, roguemos a Deus que nos conceda a graça de ser o nome de Maria a última palavra que a nossa língua pronuncie nesta vida. Roguemos a Deus, como pedia um São Germano, dizendo: “Ó doce e segura morte, a que é acompanhada e protegida com este nome de salvação, o qual Deus só concede proferir àqueles a quem quer salvar!”10

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório a Virgem Maria

“Ó minha doce Mãe e Senhora, eu vos amo, e porque vos amo, amo também o vosso nome. Proponho e espero com o vosso socorro invocá-lo sempre na vida e na morte. Concluo, pois, com a terna oração de S. Boaventura: Para glória do vosso nome, ó bendita Senhora, quando minha alma sair deste mundo, vinde-lhe ao encontro e tomai-a em vossos braços. Dignai-vos de vir consolá-la com a vossa doce presença; sede o seu caminho para o céu, alcançai-lhe a graça do perdão e o eterno descanso. Ó Maria, advogada nossa, a vós pertence defender os vossos devotos, e tomar à vossa conta a sua causa diante do tribunal de Jesus Cristo”11.

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