Os cantos litúrgicos na Missa

quarta-feira, 15 de julho de 2020



“A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene” (SC n 112).
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos falar no programa de hoje sobre “Os cantos litúrgicos na Missa”.

“A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene” (N 112). A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, dedica seu capítulo VI à Música Sacra, destacando sua importância para a Liturgia,  a necessidade da promoção da música sacra, sua adaptação às diferentes culturas , as normas para os compositores. Ao falar sobre os instrumentos sagrados, destaca no número 120: “Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.”

Neste sentido, dando continuidade às suas reflexões sobre a liturgia, padre Gerson Schmidt nos traz hoje o tema “Os cantos litúrgicos dentro da Missa”:

“A renovação litúrgica prevista pela Sacrosanctum Concilium quer buscar também a valorização do canto litúrgico apropriado. Aqui cabe um comentário muito especial sobre a utilização em cada parte da missa dos cantos apropriados e que sejam de fato litúrgicos. A celebração litúrgica na sua forma mais nobre é acompanhada dos cantos. O Apóstolo Paulo, na carta aos colossenses aconselha os fiéis, que se reúnem em Assembleia para aguardar a vinda do Senhor, a cantarem juntos salmos, hinos e cânticos espirituais (cf.Cl 3,16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. At 2,46). A Igreja continua e desenvolve esta tradição: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai e louvai ao Senhor no vosso coração” (Ef 5,19). Por isso, dizia com razão Santo Agostinho: “cantar é próprio de quem ama”. Há um provérbio antigo que reza que “quem canta, reza duas vezes”[1].  A palavra cantar (ou seus derivados) aparece 309 vezes no AT e 36 no NT. A primeira menção bíblica do cantar encontramo-la após a passagem pelo mar vermelho, que recordamos, ano a ano, na solene programação da Vigília Pascal (Ex 15,1). Para Israel, o evento salvífico junto do mar permaneceu sempre a motivação maior para o louvor para o canto novo. Para os cristãos, a Ressurreição de Cristo que passou o “o mar vermelho da morte”, quebrando as portas do cárcere da morte, é o verdadeiro êxodo. O batismo celebrado na vigília pascal integra essas duas realidades, razões para o nosso cantar.


A cada liturgia, cabe à equipe de liturgia de cada comunidade local a escolha de cantos apropriados a cada momento litúrgico, que ajudem o povo a rezar, que não dispersem nem destoem, mas, conforme afirma o Missal Romano, que os cantos tenham em vista “a índole dos povos e as possibilidades de cada assembleia”[2].

A SC orienta assim sobre o canto litúrgico: 113. Os atos litúrgicos revestem-se de forma mais nobre quando os ofícios divinos são celebrados solenemente com canto, com a presença dos ministros sacros e a participação ativa do povo. 114. O tesouro da música sacra seja conservado e favorecido com suma diligência. Promovam-se com empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as “Scholae cantorum”. Procurem os bispos e demais pastores de almas que a assembleia dos fiéis possa prestar sua participação ativa nas funções sagradas que se celebram com canto, de acordo com as normas dos arts. 28 e 30” (que falam do decoro e do justo ordenamento litúrgico de cada ação sagrada).

No oriente, se ficou “fiel à musica puramente vocal em sua dignidade sacral como, também, com o seu conteúdo existente, tocam o coração e tornam a Eucaristia uma festa de fé”[3]. “No Ocidente, o tradicional “salmodiar foi desenvolvido, alcançando no canto gregoriano uma nova altura e uma nova pureza que constitui um critério permanente para a música sacra, a música para a liturgia da Igreja”[4]. Os padres conciliares reconhecem no canto gregoriano o canto próprio da liturgia romana, a ser reservado num lugar principal. Diz assim a SC no número 116: “A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana, o canto gregoriano; portanto, na ação litúrgica, ocupa o primeiro lugar entre seus similares”. Sobre a escolha apropriada dos cantos na liturgia, haveria muitas coisas a serem ditas sem termos aqui o tempo disponível. Os cantos, sobretudo na missa, renderiam um curso de liturgia a parte. Importante ainda dizer aqui que não cabe na escolha dos cantos o gosto ou os critérios pessoais de letra, música e ritmo, mas de seguirmos as orientações daqueles especialistas, os liturgistas que definem melhormente essa questão. Há critérios litúrgicos e orientações seguras para cada momento litúrgico.

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[1] Missal Romano, 19

Fonte: Vatican News

Os cantos na Liturgia - segunda parte



“A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene” (SC, 112).



Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a falar hoje sobre os “Cantos na Liturgia”.

Com o noticiário focado em grande parte na pandemia que assola a humanidade, deixamos de levar ao ar este espaço dedicado ao resgate do Concílio Vaticano II por quase quatro meses. Na última semana, no entanto, retomamos os programas com padre Gerson Schmidt - que tem nos acompanhado neste percurso dos documentos conciliares - falando sobre “Os cantos litúrgicos na Missa.

O canto na celebração, de fato, constitui um sinal de alegria do coração.  “A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene”, diz o n. 112 da Sacrossanctum Concilium. “A música sacra será, por isso, tanto mais santa quanto mais intimamente unida estiver à ação litúrgica, quer como expressão delicada da oração, quer como fator de comunhão, quer como elemento de maior solenidade nas funções sagradas. A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas.”


No programa de hoje deste nosso espaço, o sacerdote incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre dá continuidade ao tema dos “Cantos na Liturgia”. Padre Gerson Schmidt:

"A renovação litúrgica prevista pela Sacrosanctum Concilium quer buscar também a valorização do canto litúrgico apropriado para cada momento da missa. O documento conciliar aponta, no número 07, as diversas presenças de Cristo na Liturgia e dentre elas, “quando a Igreja ora e salmodia, ele que prometeu: “onde dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,20)[1]. Portanto, quando a Igreja canta e salmodia, Cristo garante sua presença na assembleia. Entendemos que os cantos fazem parte da liturgia e deve contribuir para que Cristo se manifeste por meio da assembleia cantante, que louva ao Senhor.

Por isso, a presença salvadora de Cristo, no mistério do culto cristão, de um modo eminente, acontece não só com a Palavra, mas no conjunto das ações litúrgicas. “O canto da assembleia litúrgica não é, portanto, para os crentes, um rito apenas exterior. Também não pode consistir num puro exercício da arte musical...(...) Constitui um dos sinais de santificação do homem e do culto público da Igreja”[2]. O canto deve se integrar, portanto, no corpo da fé dos fiéis, fazendo parte da ação litúrgica.

A Constituição Sacrosanctum Concilium fala assim sobre o canto sacro e litúrgico: “o canto sacro foi enaltecido pela Sagrada Escritura, quer pelos Padres (entenda-se os santos padres da Igreja Primitiva) e pelos romanos Pontífices, que recentemente, a começar por São Pio X, salientaram, com insistência, a função ministerial da música sacra no culto divino” (SC, 112). Portanto, a equipe de cantos exerce um ministério litúrgico importante que traduz e revela de maneira mais perfeita o momento litúrgico e celebrativo. Continua o número 112 da SC dizendo assim: “Por esse motivo a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver unida à ação litúrgica, quer como expressão mais suave da oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados. A Igreja, porém, aprova e admite no culto divino todas as formas de verdadeira arte, dotadas das qualidades devidas”.

Além da suma diligência da Música Sacra, incentivada também nas casas de formação religiosa, vemos que o concilio abriu largamente as portas às tradições musicais autóctones, ou seja, a música de cada cultura local. Exprime assim a constituição, no número 119: “Em certas regiões, sobretudo nas missões, há povos com tradição musical própria, a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. Estime-se como se deve e dê-se-lhe o lugar que lhe compete, tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à sua mentalidade...”.

Esse aspecto da valorização da música local tem sempre o objetivo da participação mais ativa dos fiéis. Por isso, o concilio pediu aos compositores que façam músicas de acordo com o espírito cristão e litúrgico e que primam pela participação ativa de toda a assembleia dos fiéis, não somente dos coros. Diz assim o número 121 da SC: “Os compositores, imbuídos do espírito cristão, compreendam que foram chamados para cultivar a música sacra e para aumentar-lhe o patrimônio. Que as suas composições se apresentem com as características da verdadeira música sacra, e possam ser cantadas não só pelos grandes coros, mas se adaptem também aos pequenos e favoreçam uma ativa participação de toda a assembleia dos fiéis”. Por isso, repetimos aqui o que já frisamos: não cabe na escolha dos cantos o gosto ou os critérios pessoais de letra, música e ritmo, mas de seguirmos as orientações litúrgicas, nos critérios litúrgicos e orientações seguras para cada momento litúrgico. Como a própria SC diz: “Os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas” (SC, 121)."

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[1] SC, 07.

[2] GELINEAU, Joseph. Renovação do Canto e tradição, o papel dos coros, Revista Concilium – Revista Internacional de Liturgia, 1965, Dilsar, 5 de outubro,297-1, Lisboa, p.43. 

Fonte: Vatican News

Busquemos os verdadeiros milagres de Deus para a nossa vida

terça-feira, 14 de julho de 2020



“Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido” (Mateus 11,20).

É preciso dizer, em primeira mão, que o grande milagre é a conversão. Ninguém experimenta milagre na vida se não se converte ou não é convertido pela Palavra e pela graça de Deus.
Você quer milagre maior do que uma pessoa que é vingativa se tornar amorosa? Do que uma pessoa que era mundana se tornar santificada? Do que uma pessoa que cultivava só o mal dentro de si, mas, hoje, semeia o bem nas almas?
Olhemos para dentro de nós: qual é o milagre que experimentamos de Deus em nós? Por exemplo, se você ainda continua com aquela velha mágoa – às vezes, escuto a pessoa dizer: “Até hoje não consegui perdoar a minha mãe” –, você precisa de um milagre, pois passou por um trauma na sua infância e está com ele até hoje. Você precisa de um milagre, muitas vezes, no seu casamento, pois passou por decepções na noite de ontem ou há anos, e está com essa decepção até hoje!
Milagre é mudar a visão, o coração e a direção. Não pode uma pessoa ver o que Jesus realiza no meio de nós, e o coração ser sempre o mesmo, ser sempre aquele coração duro e fechado, ser aquela pessoa azeda e amarga. Aquela pessoa onde ela se faz não traz a graça, mas a presença dela é muito incômoda, porque só traz o negativo. Por isso, Jesus está censurando a maior parte das cidades, onde Seus milagres foram realizados porque as pessoas pararam no espetáculo, e não na graça.

Milagre é converter, é transformar a mente fechada num lugar onde a graça de Deus entra

Tomemos cuidado para a nossa fé não ser um espetáculo, onde vamos em busca de ver algo extraordinário acontecer, onde estamos com uma doença, enfermidade e essa doença saiu de nós, e vimos sair do outro.
Busco um milagre a cada dia, esse milagre sou eu. Sei que não sou mais aquele homem velho que já fui, mas também sei que não sou o homem que preciso ser. Eu preciso viver, querer e buscar, com toda a intensidade da minha alma, o milagre de Deus na minha vida. Mudar essa mentalidade, mudar pensamentos, arrancar ressentimentos, tirar todo esse azedume, amargura e essa visão retrógrada que, muitas vezes, temos. Tirar de cada um de nós toda e qualquer agressividade, todo esse espírito de querer combater, ter a razão, de querer mandar e fazer as coisas do nosso jeito.
Experimente, o grande milagre da vida é aquele que vence seu orgulho, soberba, suas vaidades e deixa-se conduzir pela humildade de Jesus. Se não formos convertidos, não entramos no Reino dos Céus. Por isso, milagre é converter, é transformar o que era velho em novo, é transformar a mente fechada num lugar onde a graça de Deus entra.
Milagre é transformar atos, atitudes e comportamentos. Milagre é vermos uma pessoa que fica no sofá o tempo inteiro, e essa pessoa é capaz de se levantar, mover-se, cuidar da sua própria saúde. Milagre é uma pessoa que fica o tempo inteiro com celular, com internet, com a televisão, e é capaz de deixar isso de lado para escutar a Deus e meditar a Sua Palavra.
Busquemos os milagres verdadeiros de Deus para a nossa vida.
Deus abençoe você!

Fátima: «Precisamos uns dos outros», sublinha bispo auxiliar do Porto

segunda-feira, 13 de julho de 2020



D. Vitorino Soares presidiu à peregrinação internacional aniversária do 13 de julho na Cova da Iria.
Domingos Pinto - Lisboa

“Ainda debaixo da nuvem da pandemia, que nos escondeu e nos trouxe incerteza e preocupação, e ainda continua a esconder, a mensagem de Fátima recorda-nos o desafio que a história e a humanidade tanto esquecem: precisamos uns dos outros. Precisamos uns dos outros”.

A mensagem deixada em Fátima por D. Vitorino Soares, bispo auxiliar do Porto na homilia da missa de encerramento da peregrinação internacional aniversária do 13 de julho.
O prelado reafirmou os pedidos de Nossa Senhora de Fátima na terceira aparição, em julho de 1917, e falou da promessa deixada em Fátima da vitória definitiva do “coração da Paz, do Bem, da Bondade”.
“Queremos sacrificar-nos uns pelos outros? Queremos ser oferenda e oferta, uns pelos outros? Não se trata de sacrifícios de vítimas, ou bodes expiatórios, mas irmãos que por amor se oferecem uns aos outros, nos gestos pequenos do dia a dia”, disse o prelado.
“Hoje também o quereis dizer a cada um de nós: ‘O meu Imaculado Coração triunfará, o meu Imaculado Coração triunfará!’. No meio desta pandemia, no meio das nossas incertezas; no meio dos nossos sofrimentos; no meio das nossas dificuldades laborais e económicas; no meio das nossas inseguranças e medos. Tu, Senhora de Fátima, continuas a dizer-nos: ‘O meu Imaculado Coração triunfará’”, precisou o bispo auxiliar do Porto.
Já na celebração de véspera, na vigília desta peregrinação D. Vitorino Soares evocou as questões e sofrimentos gerados pela atual pandemia e desafiou à confiança em Deus, perante interrogações face ao futuro.
A celebração das aparições do 13 de julho de 1917 centrada na descrição da Irmã Lúcia, lembra “o pedido de Nossa Senhora de voltarem, no dia 13 seguinte; a insistência na oração do terço, para o abrandamento da guerra; os pedidos da Lúcia para a cura de algumas pessoas próximas; e a promessa de Nossa Senhora de fazer um milagre, em outubro, para que todos acreditassem”.

 Fonte: Vatican News

Boletim ARQUIPB | 11 de Julho - Arquidiocese da Paraíba

sábado, 11 de julho de 2020

Parabéns Dom Delson! 66 Anos de Vida

sexta-feira, 10 de julho de 2020



Muita saúde e sabedoria para guiar o seu rebanho!
Vida longa!

Julho, mês de nossos pais e mestres espirituais: os idosos

quinta-feira, 9 de julho de 2020


Que o Senhor de todas as gerações e idades, preserve a vida e saúde de nossos amados idosos. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano de Campos
Nesta segunda fase do combate ao COVID 19, com a abertura gradual de muitas atividades, inclusive as celebrativas, aplica-se o isolamento vertical. Recomenda-se aos idosos e demais integrantes do grupo de risco que fiquem em casa, que participem das Missas transmitidas pela mídia. Não deixa de ser uma orientação prudente, cautelosa e eficiente para controlar riscos.
No entanto, a Igreja, como comunidade de fé, assembléia litúrgica, perde muito com este distanciamento físico. A Igreja, como Povo de Deus e família dos filhos de Deus, sente muito este afastamento que, embora temporal, nos empobrece e limita na fraternidade e convivência espiritual e sacramental. A Igreja prolonga a encarnação de Cristo na história, sendo, como afirma São Paulo, o Corpo de Cristo, esta ausência, por razões sanitárias, nos debilita.
É verdade que a comunhão espiritual e a oração superam, certamente, distâncias e comunicam e fazem circular graças e bênçãos, no entanto, para os idosos, resulta em provação e sofrimento. É importante que, tanto para Viktor Frankl como para Aaron Antonovsky, a salutogênese, geração de saúde, depende da percepção do sentido e significado da vida que, nas observações feitas em campos de concentração, confirma que essa coerência espiritual determinava a resistência e a vitória. Digo isto, porque não basta o isolamento vertical, senão damos conforto, consolação e ternura aos nossos idosos.
Por outra parte, sem oportunismo leviano, nós precisamos dos idosos para sair da pandemia, pois eles, com a sua sabedoria (sabor de viver), nos ensinam a sermos simples, essenciais, enraizados na história e na terra, guardiães da Casa Comum e das tradições espirituais e rituais mais profundas. Um mundo sem idosos adoece, fica febril, correndo fora dos trilhos para a autodestruição. Pensemos em como podemos preservar espaços de troca, comunicação e celebração sem colocá-los em risco. Que o Senhor de todas as gerações e idades, preserve a vida e saúde de nossos amados idosos. Deus seja louvado!
Fonte: Vatican News

Missa de 7º Dia do falecimento de Edvânia Marinho - Comunidade Casa da Paz Maria de Nazaré

Terra Santa, a falta de peregrinos não apaga a esperança

quarta-feira, 8 de julho de 2020


"Estamos na terra onde Jesus ressuscitou e somos nós que devemos preservar a visão pascal da vida, feita da cruz, mas também da ressurreição”. São palavras do arcebispo Pierbattista Pizzaballa, Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, ao relatar o estado de espírito da Igreja empenhada em apoiar com oração e caridade as milhares de famílias em crise por causa da pandemia.

Federico Piana- Vatican News
As peregrinações à Terra Santa estão quase completamente paradas". O arcebispo Pierbattista Pizzaballa, administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, explica com dor que a emergência causada pela pandemia continua impossibilitando a chegada dos peregrinos. "Primeiro – explica o Arcebispo - porque as fronteiras ainda estão fechadas. A maioria dos países com os quais ainda existem relações requer quarentena, o que naturalmente desencoraja os peregrinos. Também, na última semana, em Israel e na Palestina, houve uma segunda onda de contágios muito forte que realmente assustou”.

O vírus não apaga a oração

O que também põe à prova a fé nestes lugares santos é o fato de que em muitos casos os sacerdotes ainda são forçados a transmitir as celebrações litúrgicas pela internet e a se encontrar com os fiéis somente através de redes sociais. No entanto, o arcebispo Pizzaballa assegura, não falta a intensidade da oração: "Estamos no Oriente e no Oriente existe uma Igreja tradicional - no sentido belo do termo - onde a participação na liturgia é muito sentida. Um dos problemas atuais das famílias é o de não poder participar, ou participar de forma limitada, das liturgias. Para superar as dificuldades, nossos párocos se equiparam para concretizar formas alternativas de oração, fazer visitas sempre que possível, treinar os chefes de família, para que possam levar a comunhão aos seus familiares quando o pároco não puder ir até lá. Sem dúvida alguma, a oração é um apoio humano e espiritual absolutamente necessário”.

Novos sacerdotes para a Terra Santa: sinal de esperança

E a oração também se torna um sinal tangível de esperança. Porque, é o pensamento de Pizzaballa, "estar diante do Senhor para oração de intercessão, neste momento, é o pão que precisamos extremamente, além de nosso pão cotidiano". Estamos na terra onde Jesus ressuscitou e somos nós que devemos preservar a visão pascal da vida, feita da cruz, mas também da ressurreição". Na Terra Santa, foram ordenados até agora onze sacerdotes e dezoito diáconos, isso é mais um sinal de otimismo para o futuro. "Apesar de todo o trabalho duro e apesar de todas as divisões, mesmo políticas, o Senhor nos abençoa com vocações e por tudo isso Lhe agradecemos", diz o Arcebispo.

A Igreja se aproxima dos que sofrem

A dureza do vírus atingiu o coração de milhares de famílias na Terra Santa, que durante vários meses se viram sem trabalho, especialmente nas áreas mais pobres como a Palestina e a Jordânia. A Igreja não está recuando e, diz-nos Pizzaballa, pôs em marcha um mecanismo que permite concretamente atender às necessidades do povo. "Fazemos através do apoio de muitas instituições. Refiro-me em particular aos Cavaleiros do Santo Sepulcro. Com eles abrimos pontos de emergência, especialmente na região de Belém, no norte da Palestina e em Jerusalém Oriental, bem como na Jordânia. Os pontos de emergência são usados para ajudar as famílias que ficaram sem nada e que acabaram na pobreza. Ativamos o apoio alimentar, escolar e sanitário. Isto é o melhor que podemos fazer neste momento difícil".

O futuro próximo

O arcebispo Pizzaballa condensou a visão do futuro próximo em um pensamento concreto: "Calculamos que por cerca de um ano viveremos como estamos vivendo agora. Estamos cientes de que o número de peregrinos não será mais o mesmo de antes. As viagens serão mais complicadas, mesmo no pós-covid, serão necessárias medidas que não eram tomadas no passado. A peregrinação terá que se adaptar a novas situações com diferentes formas, modalidades e itinerários. Porém, não podemos esquecer que na Terra Santa, a peregrinação terá sempre a característica fundamental do encontro com Jesus em seus lugares. Isto nunca vai mudar".

Fonte: Vatican News

Teus Planos - Juninho Cassimiro

Missa de 7º dia - Edvânia Marinho

terça-feira, 7 de julho de 2020


Fiéis usam App para reservar lugar nas missas, retomadas no final de semana no Rio


O App “Igrejas ArqRio” está disponível para download tanto na Apple Store como no Google Play para “agendar Comunhão” e “marcar Confissão”. A ferramenta facilita a retomada das missas com a presença de fiéis na Arquidiocese do Rio de Janeiro, já que as igrejas precisam limitar o acesso ao local devido à pandemia. Na Catedral Metropolitana na capital, por exemplo, também há um sensor para contar o número de pessoas na entrada e voluntários medem a temperatura e orientam o distanciamento social, o uso de máscaras e álcool em gel.

No primeiro final de semana de maior flexibilização da quarentena no Rio de Janeiro, foram retomadas as atividades religiosas e as igrejas também voltaram a receber a comunidade. Depois de 3 meses com restrição à presença dos fiéis, as missas foram retomadas em grande parte das dioceses do Regional Leste 1 da CNBB.
A celebração na Catedral Metropolitana do último sábado (4), presidida pelo cardeal Orani João Tempesta, foi especial por comemorar tanto o jubileu de prata de um grande grupo de padres, como as paróquias que completavam 75 e 100 anos de atividades. O templo, porém, estava adaptado às novas regras dos protocolos sanitários dos governos e também instituídas pela CNBB para a missa.
As orientações litúrgico-pastorais foram respeitadas já na entrada: os fiéis precisaram usar higienizador para as mãos e medir a temperatura; dentro da igreja, a sinalização no chão e nos bancos indicaram o distanciamento social e tinha disponível álcool em gel para uso da comunidade; todos, sacerdotes e fiéis, usaram máscaras de proteção.

Reserve seu lugar pelo App Igrejas ArqRio

Outra novidade que a comunidade católica, das mais de 280 igrejas na capital devem seguir, é reservar lugar nas celebrações se inscrevendo pela internet. O App “Igrejas ArqRio”, desenvolvido para facilitar a integração entre o fiel e a paróquia de maneira moderna e pela segurança em tempos de pandemia, dá a possibilidade de “agendar Comunhão” e “marcar Confissão”. Dá para fazer download pelo Apple Store e Google Play.
O Pe. Arnaldo Rodrigues explica que o aplicativo disponibilizado pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro foi uma ferramenta pensada para contingenciar o número de fiéis, já que, na Catedral Metropolitana, por exemplo, com capacidade para 5 mil pessoas sentadas, só está sendo permitida a entrada de 1.500 fiéis. Um sensor logo na porta de entrada ajuda a controlar a quantidade:
“A cada pessoa, para participar das missas, a Arquidiocese do Rio criou um aplicativo que se chama ‘Igrejas ArqRio’: a pessoa acessa pelo telefone celular e ali ela escolhe a paróquia; ao escolher a paróquia, ela vê o horário das missas; e ela reserva e agenda a sua participação naquela celebração. Não somente para as missas, mas também para confissões. É um modo como a arquidiocese encontrou, além dos sites das paróquias, para organizar para que sempre tenham – no máximo – 30% das pessoas em cada celebração, respeitando o devido cuidado exigido para a preservação e o cuidado com as vidas das pessoas que participam das celebrações.”
Os próprios folhetos usados para a liturgia diária não são mais impressos, mas digitais, precisando ser seguidos pelo celular. E o Pe. Arnaldo finaliza:
“Então foi um momento realmente de renovação, de trazer novamente a esperança e ver essas portas abertas das nossas igrejas nos traz, também, a alegria de uma Igreja que caminha diante de todas as diversidades, mas caminha com esperança, olhando para Cristo – aquele que realmente nos sustenta nos conduz.”

Fonte: Vatican News 

Papa: alívio oferecido por Jesus não é apenas psicológico ou esmola

segunda-feira, 6 de julho de 2020


O mundo exalta o rico e o poderoso, não importa com que meios, e por vezes espezinha a pessoa humana e a sua dignidade. E nós vemos isso todos os dias, os pobres espezinhados. E é uma mensagem para a Igreja, chamada a viver obras de misericórdia e a evangelizar os pobres, ser mansos, humildes. Assim o Senhor quer que seja a sua Igreja, isto é, nós.

Vatican News



Antes de rezar o Angelus neste XIV Domingo do Tempo Comum, o Papa Francisco propôs a seguinte reflexão aos peregrinos presentes na Praça São Pedro:

Queridos  irmãos e irmãs, bom dia!

O trecho evangélico deste domingo articula-se em três partes: primeiro, Jesus eleva um hino de bênção e ação de graças ao Pai, pois revelou aos pobres e ao simples o mistério do Reino dos céus; depois manifesta a relação íntima e única entre ele e o Pai; e por fim convida-nos a estar com ele e segui-lo para encontrar alívio.


Em primeiro lugar, Jesus louva o Pai, porque escondeu os segredos do seu Reino, da sua Verdade, escondidos «aos sábios e aos entendidos». Chama-os assim com um véu de ironia, porque presumem ser sábios, entendidos e por isso têm o coração fechado, tantas vezes. A verdadeira sabedoria vem também do coração, não é somente entender ideias. A verdadeira sabedoria também entra no coração. E se tu sabes tantas coisas e tens o coração fechado, tu não és sábio. Jesus fala sobre os mistérios do seu Pai revelando-os aos «pequeninos», àqueles que confiantemente se abrem à sua Palavra de salvação, abrem o coração à Palavra da salvação, sentem necessidade d'Ele e esperam tudo d'Ele. O coração aberto e confiante em relação ao Senhor.


Jesus explica que recebeu tudo do Pai e chama-lhe “meu Pai”, para afirmar a singularidade da sua relação com Ele. De facto, só entre o Filho e o Pai existe reciprocidade total: um conhece o outro, um vive no outro. Mas esta comunhão única é como uma flor que desabrocha, para revelar gratuitamente a sua beleza e bondade. E assim, eis o convite de Jesus: «Vinde a mim...». Ele quer dar o que provém do Pai. Quer dar-nos a Verdade, e a Verdade de Jesus é sempre gratuita, é um dom, é o Espírito Santo, a Verdade.

Tal como o Pai tem preferência pelos «pequeninos», também Jesus se dirige aos «cansados e aos oprimidos». Com efeito, Ele coloca-se entre eles, porque é «manso e humilde de coração»: diz para ser assim. Como na primeira e terceira bem-aventuranças, a dos humildes ou pobres de espírito; e a dos mansos: a mansidão de Jesus.

Assim, Jesus, «manso e humilde», não é um modelo para os resignados nem simplesmente uma vítima, mas é o Homem que vive «de coração» esta condição em plena transparência ao amor do Pai, ou seja, ao Espírito Santo. Ele é o modelo dos “pobres em espírito” e de todos os outros “bem-aventurados” do Evangelho, que fazem a vontade de Deus e dão testemunho do seu Reino.

E depois Jesus diz que se formos até ele encontraremos alívio: o “alívio” que Cristo oferece aos cansados e oprimidos não é apenas psicológico ou esmola, mas a alegria dos pobres de serem evangelizados e construtores da nova humanidade: este é o alívio. A alegria. A alegria que nos dá Jesus. É única. É a alegria que ele mesmo tem. É uma mensagem para todos nós, para todas as pessoas de boa vontade, que Jesus transmite ainda hoje no mundo que exalta aqueles que se tornam ricos e poderosos. Mas, quantas vezes dizemos: “Ah, eu gostaria de ser como aquele, como aquela, que é rico, tem tanto poder, não lhe falta nada..”. O mundo exalta o rico e o poderoso, não importa com que meios, e por vezes espezinha a pessoa humana e a sua dignidade. E nós vemos isso todos os dias, os pobres espezinhados. E é uma mensagem para a Igreja, chamada a viver obras de misericórdia e a evangelizar os pobres, ser mansos, humildes. Assim o Senhor quer que seja a sua Igreja, isto é, nós.

Maria, a mais humilde e nobre das criaturas, implore de Deus a sabedoria do coração – a sabedoria do coração -  para nós, para que possamos discernir os seus sinais na nossa vida e participar daqueles mistérios que, escondidos aos soberbos, são revelados aos humildes.

Fonte: Vatican News

Dom Delson: 40 Anos de Vida Sarcedotal

domingo, 5 de julho de 2020


No dia 5 de julho de 1980, o Frei Delson era ordenado Presbítero na Arquidiocese de Feira de Santana. Já são 40 anos de um sacerdócio frutuoso e, de sim em sim, ele hoje pastoreia esta porção do povo de Deus na Arquidiocese da Paraíba.

Rezemos por nosso pastor! A Missa em Ação de Graças aconteceu às 9h, com transmissão ao vivo pelo Facebook Arquipb.

Parabéns, Dom Delson!



Música - Eu quero me apaixonar por Ti - Ministério Amor e Adoração


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