Libertos pela misericórdia do Senhor

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Precisamos dizer: “Jesus, se Tu queres, podes me libertar, me renovar e me curar!”

 “Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero: fica curado!’” (Marcos 1, 41).

Um leproso chegou muito próximo de Jesus e de joelhos suplicou: “Senhor, Tu tens o poder de me curar”. Mais do que curar, fisicamente falando, esse leproso quis dizer: “Tu tens o poder de me limpar, de me purificar, de me renovar e fazer de mim uma nova criatura”. Aquele homem foi ousado ao se aproximar de Jesus, porque a lepra não permitia tal fato.
Como diz a primeira leitura da liturgia de hoje, o leproso tinha que estar afastado e viver às margens do mundo e da sociedade onde ele estava, era visto até como maltrapilho para que se reconhecesse que dele ninguém poderia se aproximar. A visão antiga de que a lepra era contagiosa levou a população a criar este conceito, que afastou tantos do convívio da sociedade e dos irmãos.
Ao se aproximar de Jesus, é como se o leproso pedisse: “Senhor, me inclua, me traga para o meio da sociedade. Senhor, permita-me ser um homem como os outros homens”. Quantas pessoas são condenadas e afastadas da sociedade por aquilo que fazem ou fizeram, pelo mal que possuem e, muitas vezes, têm que viver marginalizadas. Como aconteceu com este leproso há tantos outros casos ao longo da história.
A primeira coisa a ser observada é que o nosso Deus não quer ninguém discriminado ou tratado com diferença. Mesmo com nossos pecados e misérias, Ele nos quer restaurados e integrados na sociedade e no mundo em que vivemos.
Penso em tantas pessoas enfermas, penso nos que estão no mundo das drogas, presos a essa situação da qual não conseguem se libertar. Penso naqueles que foram excluídos por uma sociedade que exclui os pobres, uma sociedade que não sabe cuidar dos seus. Hoje penso de modo particular em todos aqueles que vivem afastados do casa e do coração de Deus por terem escolhido o caminho do pecado e da vida errada, nos milhões de filhos pródigos que já foram do coração de Deus e depois foram viver no mundo.
Jesus, nosso Senhor e Deus, vem ao nosso meio para nos colocar novamente no coração do Seu Pai. Hoje é o dia de também dizermos ao Senhor: “Jesus, se Tu queres, podes me libertar, me renovar e me curar”. Aproximemo-nos de Jesus porque Ele é quem nos aproxima de Deus e nos coloca novamente no coração do Pai que tanto nos ama.
Que o Nosso Deus nos liberte das correntes da opressão e do mal que nos mantêm longe do amor de Deus, tão necessário para a nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Doemos tempo, amor e alimento aos pobres

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Doemos tempo, amor e alimento aos pobres. Quanto mais os repartimos, tanto mais se multiplicam as graças de Deus em nossa vida.
“Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem” (Marcos 8,6).

Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o relato das leituras de hoje nos mostra, primeiramente, a consequência do pecado na vida dos nossos primeiros pais: Adão e Eva, e, ao mesmo tempo, na vida de cada um de nós quando fazemos a opção pelo pecado.
No primeiro momento, quando erramos há o sentimento de culpa, mas depois, defrontando-nos com o pecado, sem querer assumi-lo, arrumamos as desculpas. Colocamos no outro a culpa e não assumimos onde falhamos para podermos nos levantar.
De modo que o pecado gera muitas consequências em nossa vida e nos deixa mais distantes e privados da graça e do amor de Deus e causa mais sofrimento e transtorno em nossa vida e na vida dos outros.
O pecado é fruto do orgulho e do egoísmo humano. Por isso, quando Jesus vem ao nosso meio, para restaurar todas as coisas, Ele nos mostra o caminho da salvação e da restauração da nossa humanidade, enfraquecida por causa do pecado.
Quando o Senhor multiplica os pães pela segunda vez, Ele se preocupa mais uma vez com a fome, com a necessidade de Seu povo e com o sofrimento dos Seus. E nos mostra a direção que devemos tomar nesta vida para nos libertarmos do egoísmo e sermos fonte de amor, de bênção e graça na vida das pessoas.
Para isso, precisamos saber lidar com aquilo que temos, reconhecer que todo alimento é presente do céu e não pode ser somente para saciar a nossa fome. A coisa mais triste na humanidade é permitir que se desperdice comida enquanto milhões de filhos de Deus morrem de fome!
Agradeça a Deus por cada refeição que você faz. Dê graças e reconheça que é dom do alto Deus nos dar a natureza abundante de onde podemos tirar o pão nosso de cada dia. Não se esqueça de abençoar seu alimento, que ele não seja somente para saciar a fome, mas que seja um alimento regenerador da nossa própria saúde e para o bem dos que estão conosco.
O terceiro ponto a ser observado é que nossos alimentos precisam ser distribuídos, repartidos com vizinhos e amigos, sem nos esquecermos dos mais pobres e necessitados. Quanto mais reparto, tanto mais se multiplica o que tenho e as graças de Deus em minha vida. Não pense somente em você! Tudo o que você tem de bens, de posses e de alimentos pertence também aos pobres.
Restaurando nossa imagem e semelhança do Deus de amor, retiremos do nosso coração o egoísmo e saibamos distribuir os bens que Deus nos dá.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Abra seu coração ao amor de Deus

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O pecado nos afasta de Deus e faz com que nos afastemos d’Ele.
“Adão e sua mulher esconderam-se do Senhor Deus no meio das árvores do jardim” (Gênesis 3, 8).

Meus queridos irmãos e irmãs, quando meditamos a Palavra de Deus no capítulo 3 do livro do Gênesis, entendemos melhor a origem do mal, que é a origem do pecado na vida da humanidade com todas as consequências e desastres que ele provoca em nós.
A serpente é o símbolo do tentador e do mal, astuta, silenciosa e calma no primeiro momento. Quando ela pode, dá o seu bote e nos atinge com seu veneno. Sabemos que o veneno da cobra é realmente perigoso, se não nos purificarmos dele, ele nos levará à morte. Por isso de forma astuta a serpente chega até a mulher para lhe oferecer o fruto da árvore que Deus a havia proibido de comer.
A malícia do mal chega em nós para, primeiramente, criar questionamentos em nosso coração para desobedermos a Deus, duvidarmos de Sua Palavra e para interpretarmos de forma bem “light” aquilo que Deus disse, sempre que afirmamos: “Não, não é bem assim não!”. Dessa forma astuta e maliciosa a serpente chega ao coração da mulher fazendo-lhe outra proposta e apresentando-lhe outras coisas. O pecado, a tentação, nunca chega em nossa vida como uma coisa negativa. É sempre uma desfiguração daquilo que é real, é o mal que vem revestido de bem, é o erro que vem como se fosse algo certo. É sempre uma ilusão toda e qualquer forma de pecado. A tentação tem a meta de nos enganar e de nos tirar do coração de Deus.
Muitas vezes, nós somos serpentes na vida dos outros e até nos colocamos acima de Deus ao fazer-lhes propostas para os iludir e para os enganar, e para parecer que somos uma coisa, quando, no fundo, somos outra. E sempre que lhes dizemos: “Deixe de ser bobo! Deixe de ser quadrado! Faça o que vai lhe fazer bem!”. Assim, as pessoas se iludem e acabam se entregando aos devaneios, às paixões, às ilusões, ao pecado e ao que é errado, crendo que finalmente se libertaram e encontraram o sentido para viver. Mais tarde, o preço que se paga é muito alto, não porque Deus nos castiga, mas sim porque o pecado por si mesmo já traz seu preço e suas consequências.
Adão e Eva se escondem de Deus, envergonhados. Quantas vezes nós também nos escondemos d’Ele e O ignoramos porque os pecados vão se acumulando em nós! Nós, muitas vezes, tornamos o pecado algo normal e comum, e já não temos mais consciência do que ele provoca em nós. Desse modo, nós não somos mais capazes de entrar em confronto com Deus e com Sua Palavra para que melhoremos. O pecado nos afasta e nos leva a nos escondermos do Senhor.
No paraíso, os olhos de Eva e Adão se abriram, perderam a inocência e começaram a ver a maldade que não conheciam. As crianças pequenas são felizes, choram quando são contrariadas, mas não conhecem a maldade do mundo. E quando os olhos dela começam a se abrir outros desejos começam a fazer parte de seu coração. E assim acontece conosco à medida que abrimos nossa mente não para a verdade, mas sim para aquilo que o mundo nos apresenta como ilusão, como engano e sedução; quando a maldade e outros desejos entram em nossa alma.
A causa primeira do pecado é a desobediência a Deus, o que significa viver o contrário do que Ele nos ensina e vivermos do jeito que o mundo nos ensina.
Que Deus nos liberte e abra os nossos olhos para enxergarmos o mal que o mundo nos fez e para que  enxerguemos também o bem, a verdade e o amor de Deus. Que não tenhamos mais vergonha e não fujamos mais de Deus.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O amor no matrimônio é sinal da presença divina

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O amor que une homem e mulher é mais sublime, vem do coração de Deus


“Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gênesis 2,24).

Queridos irmãos e irmãs em Jesus Cristo, Nosso Salvador, o livro do Gênesis, no capítulo 2, narra o que foi a criação do homem e da mulher. A primeira conclusão que vem do coração do próprio Deus é que não é bom que o homem esteja só. Em outras palavras: não é bom que nenhum de nós seja sozinho nesta vida. Nenhum de nós pode fazer da solidão uma companheira de nossa vida. Ninguém foi criado para viver sozinho.
Muitos podem questionar: “Mas, padre, o senhor é um homem sozinho, porque não se casou!” Se há uma pessoa que não pode ser sozinha é o sacerdote, é o consagrado, a consagrada. Precisamos, primeiramente, ter Deus como companheiro, depois os irmãos de caminhada e os amigos autênticos. O que não podemos é ser sozinhos nesta vida.
No entanto, existe uma forma de companheirismo, por excelência, no coração de Deus, que multiplica a humanidade e dá sentido à vida humana: a união entre o homem e a mulher. Deus criou o homem e a mulher para se completarem. A atração que um sente pelo outro não é algo diabólico e simplesmente carnal; mas se os dois ficarem apenas na atração física haverá um desvirtuamento.
Homem e mulher deixarão seu pai e sua mãe para se unirem um ao outro e já não serão dois, mas uma só carne. A primeira coisa necessária é deixar, pois muitos querem se casar, mas não querem deixar a casa dos pais. Para que outra família nasça, para que essa união no amor aconteça é preciso deixar algo que é bom para abraçar algo novo. É preciso que essa união nas diferenças e nas dificuldades aconteça.
Muitos casais que se casaram, há muitos anos, mas são verdadeiros solitários, pois não há comunhão de vida e de espírito. Não se case nem se una com alguém só por atração física, carnal, porque isso passa. O que permanece é a união e a comunhão de coração. Quando isso acontece, as outras coisas são secundárias, pois o amor que une o homem à mulher e a mulher ao homem é algo mais sublime e mais profundo porque vem do coração de Deus. Se investirmos nele o amor será mais perene e nossos casamentos serão mais estáveis e verdadeiros.

Deus abençoe você!

Nossa Senhora de Lourdes, Rogai por Nós!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015



A Virgem Maria se apresentou como a Imaculada Conceição, confirmando assim o dogma decretado anos antes.

Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.
“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.
Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.
Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.
Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Francisco para nos alertar sobre este chamado.

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

Filhos são alegria da família e da sociedade, diz Papa

Nas catequeses sobre família, Francisco refletiu hoje sobre os filhos, um presente que revela a dimensão mais gratuita do amor. Sociedades sem filhos são deprimidas, disse ele. Francisco exalta importância dos filhos, presente de Deus / Foto: Reprodução CTV
Francisco exalta importância dos filhos, presente de Deus / Foto: Reprodução CTV

Seguindo o ciclo de catequeses sobre família, o Papa Francisco refletiu, nesta quarta-feira, 11, sobre os filhos. O Santo Padre já havia falado das mães e dos pais, e hoje ofereceu uma reflexão sobre o grande dom que os filhos são para a família e para a sociedade como um todo.
“Os filhos são a alegria da família e da sociedade, não um problema de biologia reprodutiva, um modo de se realizar nem uma posse dos pais; os filhos são um dom, um presente”.
Segundo o Papa, ser filho, no projeto de Deus, é levar consigo a memória e a esperança de um amor que realizou a si mesmo dando a vida a outro ser humano. E cada filho é único para os pais. Como exemplo, recordou sua própria família: ele contou que sua mãe, quando questionada sobre qual era seu filho preferido, dizia que seus cinco filhos eram como seus cinco dedos, qualquer um que lhe fosse tirado faria falta. “Os filhos são diferentes, mas são todos filhos”, explicou o Pontífice.
Francisco destacou ainda que é na profundidade do “ser filho” que se descobre a dimensão mais gratuita do amor, já que os filhos já são amados antes mesmo de nascerem.  Um exemplo disso é o gesto de tantas mulheres grávidas, na Praça de São Pedro, que pedem que o Papa abençoe a barriga delas.
Os filhos, por sua vez, ressaltou o Papa, precisam honrar o pai e a mãe, como ensina o quarto mandamento, que contém algo de sagrado, de divino e está na raiz de todo tipo de respeito entre os homens. “Uma sociedade de filhos que não honram os pais é uma sociedade sem honra; quando não se honra os pais, perde-se a própria honra”.
Sociedade sem filhos
O Pontífice mencionou ainda, na catequese, a realidade de pais que não querem ter filhos. Segundo ele, uma sociedade que não quer ser rodeada pelos filhos, porque os considera um peso ou uma preocupação, é deprimida.
Ele citou, por exemplo, a realidade da Europa, onde a taxa de nascimento não chega a 1%. Nesse contexto, citou a encíclica Humanae vitae, de Paulo VI, que dizia que ter mais filhos não pode se tornar automaticamente uma escolha irresponsável. Mas não os ter é uma escolha egoísta. “A vida rejuvenesce e conquista energia multiplicando-se”, disse Francisco.


No fim das reflexões, Francisco expressou sua satisfação ao ver tantos pais e mães levantando seus filhos na Praça de São Pedro para que sejam abençoados. Trata-se de um gesto quase divino, disse o Papa. “Obrigado por fazerem isso!”, conclui.

Fonte: Canção Nova

O coração cheio de maldades está longe de Deus

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O coração cheio de maldades está longe de Deus! Se queremos ser menos fariseus na vida, precisamos nos aproximar de Deus e deixar de ser fofoqueiros!

“Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim” (Marcos 7, 6).

Queridos irmãos e irmãs, os fariseus estão incomodados, porque Jesus e Seus discípulos comem e bebem sem lavar as mãos. Sabemos que, por uma tradição oral que recebemos de outros, a qual foi passando de boca em boca, os judeus não comem sem bem lavar as mãos, sem bem lavar os copos, as jarras, as vasilhas de cobre e todos os utensílios para a alimentação; e que há um excesso de rigor para lavar as mãos e assim por diante.
Existe até hoje, no meio de nós, muitas pessoas que têm um excesso de cuidado com a limpeza. Todos nós precisamos ser limpos, higiênicos, mas cuidado porque os excessos viram uma obsessão! E a obsessão por limpeza é algo muito terrível, porque a pessoa vê sujeira em tudo; para tudo o que ela olha parece que há sujeira. E ela vai criando dentro de si preconceitos e conceitos errados, desconfia da limpeza de qualquer copo, de qualquer prato.
Os fariseus, descritos no Evangelho de hoje, fazem isso com Jesus com certa dose de maldade. Sabe aquelas pessoas que não falam, mas pensam [algo contra alguém]? Sabe aquelas pessoas que, às vezes, o cumprimentam e o olham sempre desconfiadas, com vontade de lhe dizer isso ou aquilo? Julgando-o, interpretando-o segundo os conceitos e preconceitos dela.
Nós, muitas vezes, fazemos assim também! E que risco e que perigo de sermos rejeitados por Deus, porque O honramos com os nossos lábios, O louvamos, O glorificamos, O bendizemos e esticamos a nossa mão e a nossa língua para receber a Eucaristia, mas, muitas vezes, o nosso coração está longe d’Ele!
Não podemos negar, mas até entre nós, seguidores de Jesus, quantas vezes nós deixamos maldades crescerem em nós! Maldades contra os outros, contra as situações; nós só conseguimos olhar as coisas sob a ótica da maldade. E daí sabemos que nascem as detrações, as acusações, mas, sobretudo, a maldita da fofoca.
Fofoca é algo para pessoas que têm caráter meio duvidoso. É para quem não tem coragem, nem disposição de falar o que precisa ser falado ou de calar quando é necessário. Essa pessoa fica futricando, vive criando situações para falar disso ou daquilo. Das fofocas nascem as maiores maldades, nascem as más interpretações, nascem os rótulos que nós jogamos e criamos sobre as pessoas. Não é nenhuma comparação distante, mas é muito próxima por nos ajudar a entender que o farisaísmo dá origem aos fofoqueiros e às fofoqueiras de plantão. São os fariseus que julgam Jesus. Os fofoqueiros de hoje julgam Jesus de outra forma: o fazem por intermédio dos filhos, dos irmãos, dos seguidores e dos discípulos d’Ele.
Então, se queremos ser menos fariseus na vida, precisamos nos tornar menos fofoqueiros, nem digo menos: precisamos deixar de ser fofoqueiros! E não podemos permitir que essa maldade, que se chama “fofoca” ou “maledicência”, faça parte da nossa vida.
Jesus amou e acolheu a todos, os piores pecadores, segundo os nossos conceitos, mas não teve nenhuma forma de acolher a quem era fariseu por maldade ou quem era fofoqueiro por maldade.
Que Deus purifique o nosso coração! Não basta honrá-Lo com os lábios, pois o nosso coração cheio de maldades está longe do Senhor.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A natureza precisa de nossos cuidados

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Assim como cuidamos da casa onde moramos, temos que cuidar da casa maior, que se chama terra. A natureza está gritando e exigindo cuidados!
“No princípio, Deus criou o céu e a terra. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas” (Gn 1, 1-4).
Nós hoje começamos, na liturgia, a leitura do primeiro livro das Sagradas Escrituras: Gênesis. Este é o livro da origem, do começo, por isso a primeira expressão do livro diz: “no princípio, no começo de tudo”. E o que no começo de tudo Deus fez? Deus criou o céu e a terra. Não o céu onde Deus mora; é o céu firmamento, ao qual Ele encheu de estrelas, criou o sol, a lua e todas as belezas que nós contemplamos, que são os astros que compõem, que enfeitam e que fazem com que a criação fique mais bela.
No princípio Deus criou a terra e a encheu de coisas belas, abençoadas e maravilhosas. Deus fez o mar, a união das águas; fez a beleza da natureza, a flora, a fauna, os animais que correm para lá e para cá, aqueles que estão no cantinho das diversas florestas e vegetações existentes na face da terra. Enfim, quando fazemos uma viagem, mesmo que seja só com os nossos olhos ao lado do que nos cerca, se esquecêssemos um pouco as grandes metrópoles e contemplássemos apenas a criação, veríamos como é muito bom, como é belo demais tudo aquilo que Deus criou.
Quando nós voltamos às origens, voltamos à nossa própria origem. Deus Todo-poderoso, do caos, do nada, fez tudo! Do nosso caos, do nosso nada, Ele também nos cria, recria, nos faz e nos refaz! Apenas precisamos deixar que o Senhor nos molde e nos modele; como moldou e modelou toda a criação.
Nós hoje precisamos falar, com muita sinceridade, do cuidado que todos nós precisamos ter com a criação. A terra que Deus criou, Ele a colocou aos nossos cuidados e, quando falo “nossos cuidados e nossa responsabilidade”, não me refiro a somente às autoridades e aos governantes; eles têm a sua competência e suas responsabilidades, se as cumprem ou não as cumprem, nós precisamos cobrar deles, assim como também serão cobrados por Deus.
Precisamos assumir a nossa responsabilidade para com a criação de Deus! Existe um ditado que diz: “Deus perdoa sempre, os homens de vez em quando, mas a natureza nunca!” e, aqui podemos pegar natureza no sentido menor ou mais amplo da palavra.
Hoje falo da natureza como criação de Deus, quando nós a desrespeitamos ela reage; se existe poluição no ar, se existem desmatamentos, se existe excesso de calor é porque, como nós vemos, a natureza está desregulada. Deus criou tudo com perfeição, mas o que mais há no mundo em que vivemos é agressão à natureza criada por Ele.
Vamos, em breve, receber um belo presente, uma encíclica do Papa Francisco sobre ecologia, natureza. Nós achamos que isso não tem nada a ver conosco, que isso é coisa de ecologistas. Isso não é verdade, pois a terra é nossa casa, é o lugar em que nós moramos, é o nosso habitat. Assim como cuidamos da casa onde moramos, da qual deveríamos cuidar bem, temos que cuidar da casa maior, que se chama terra. A natureza está gritando, exigindo cuidados!
Eu não creio que Deus vá, um dia, destruir essa terra, mas nós, humanos, estamos destruindo aquilo que Ele criou. Algumas palavras deveriam fazer parte sempre do nosso vocabulário, como por exemplo: reciclagem, não desperdiçar água, cuidar das coisas criadas pelo Senhor, respeito pelos animais e pela natureza. Enfim, responsabilidade para com tudo aquilo que Deus nos confiou!
Assim como temos obrigações de amar e de respeitar uns aos outros, a natureza, igualmente criada por Deus, exige nosso cuidado, nosso respeito e nossa ternura!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Papa: não há lugar no clero para quem abusa de menores

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Francisco envia carta sobre Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, pedindo colaboração de bispos e religiosos para combater a chaga do abuso sexual contra menores Francisco pede colaboração para acabar com o abuso de menores / Foto: Arquivo
Francisco pede colaboração para acabar com o abuso de menores / Foto: Arquivo 

O Papa Francisco pede a colaboração de bispos e religiosos com a Comissão para a Proteção dos Menores, a fim de que seja garantida a segurança de crianças e adultos vulneráveis. Em carta divulgada nesta quinta-feira, 5, Francisco reitera a firme posição sobre o assunto: “não há lugar no ministério para aqueles que abusam dos menores”.

A carta foi enviada aos presidentes das Conferências Episcopais e superiores dos institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica, falando a respeito da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, instituída em março de 2014.

Em julho do mesmo ano, o Pontífice se encontrou com pessoas que sofreram abusos sexuais por parte de sacerdotes (Leia aqui). “Isso me confirmou na convicção de que é preciso continuar a fazer tudo possível para erradicar da Igreja a chaga dos abusos sexuais de menores e abrir um caminho de reconciliação e de cura em favor daqueles que foram abusados”, escreve o Santo Padre na carta.

Francisco acredita que a Comissão será um instrumento eficaz para ajudá-lo a animar e promover o empenho de toda a Igreja em colocar em ação medidas necessárias para garantir a proteção dos menores e adultos vulneráveis.

O Santo Padre quer que as famílias saibam que a Igreja não economiza esforços para proteger seus filhos e têm o direito de dirigir-se a ela com confiança, porque ela é uma casa segura. “Não poderá, portanto, ser dada prioridade a outro tipo de consideração, de qualquer natureza que seja, como, por exemplo, o desejo de evitar o escândalo, porque não há, absolutamente, lugar no ministério para os que abusam dos menores”.

Também é preciso, segundo o Papa, cuidar para que se dê plena atuação à Carta Circular da Congregação para a Doutrina da Fé, de 3 de maio de 2011, para ajudar as conferências episcopais em preparar orientações para o tratamento dos casos de abusos sexuais contra menores por parte dos clérigos.

Aos bispos e superiores, Francisco indica a tarefa de verificar que nas paróquias e outras instituições da Igreja seja garantida a segurança dos menores e adultos vulneráveis. Ele pede programas de assistência pastoral, que possam contar com serviços psicológicos e espirituais.

“Os pastores e os responsáveis pelas comunidades religiosas sejam disponíveis ao encontro com as vítimas e seus entes queridos: trata-se de ocasiões preciosas para escutar e para pedir perdão a quantos sofreram tanto”.

Fonte: Canção Nova

Não desvie o seu olhar do Senhor

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Não desvie o seu olhar do Senhor!  As pessoas podem ser setas para nós, mas estas podem se quebrar e mudar de rota, só o Senhor vai ser sempre o mesmo!

Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade” (Hebreus 13, 8). 

Irmãos e irmãs em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, meditando a Carta aos Hebreus, no dia de hoje, vemos que ela nos faz dois importantes convites. O primeiro deles: “Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a Palavra de Deus, considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé” (Hebreus 13,7). Ou seja, lembremo-nos de nossos líderes, pastores, padres e catequistas que nos pregaram a Palavra de Deus. E aqui somos convidados a fazer memória a tantos homens e mulheres que foram importantes em nossa vida para nos catequizar, nos evangelizar e nos formar na fé. Para quantas pessoas nós olhamos e dizemos: “Essa pessoa é um exemplo para a minha fé! É um modelo!”. Quantas pessoas jogaram a semente do Evangelho em nossos corações! É claro que nem todos conseguiram perseverar ou ser fiéis àquele propósito que um dia nos ensinaram, mas nós não podemos negar que muitos, sacrificando a própria vida, são para nós referenciais de fé.
Eu não gosto de olhar somente para os santos que são canonizados. Eu gosto muito de ver, apreciar e valorizar os santos que estão no meio de nós! Lembro-me dos meus avós, da minha querida mãe, que, mesmo com a idade que tem, é um exemplo, um testemunho vivo de uma fé ardente em seu coração. Quantos padres, bispos, catequistas e homens foram importantes para a formação da minha fé. Quantas mulheres testemunharam e testemunham com a própria vida como é bom seguir Jesus Cristo e ser fiel aos Seus ensinamentos!
Hoje fazemos memória aos homens e às mulheres que, segundo a Palavra de Deus, foram instrumentos para que esta chegasse ao nosso coração. Do mesmo modo essas pessoas são convites a nós para que mantenhamos viva a chama da fé, a chama do amor e a chama do coração de Jesus acesas dentro de nós. Porque Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e será sempre o mesmo! Nós mudamos, algumas vezes, o nosso comportamento, a nossa forma de pensar e as pessoas mudam também. Muitas vezes, há pessoas que seguem o Senhor e depois não prosseguem, não perseveram na caminhada, mas Nosso Senhor não muda não! Ele é o mesmo Senhor, é o mesmo Deus e a Sua Palavra também não muda. Pode ser que pessoas deixem de se guiarem por essa Palavra e não continuem fiéis e obedientes a ela; mas a Palavra do Senhor é a mesma.
O coração, ou seja, o amor de Jesus por nós, é o mesmo sempre; por isso que se acontecer de alguém nos escandalizar na fé ou se nós nos desviarmos da fé, Jesus Cristo vai estar ali sendo o mesmo Senhor, sendo o mesmo Deus e nos amando da mesma forma! Se, de um lado, reconhecemos as pessoas que foram importantes para a nossa fé, de outro lado, não devemos parar nas pessoas; nós paramos em Deus, olhamos sempre para Jesus Cristo e d’Ele não tiramos o nosso olhar.
As pessoas, para nós, podem ser setas, mas estas podem se quebrar, podem mudar a rota, mas o Senhor vai estar lá, vai ser sempre o mesmo. Por isso de Jesus Cristo não tiramos o nosso olhar, Ele é Nosso Senhor ontem, hoje e queremos que o seja por toda a eternidade! Peçamos a graça da perseverança, da fidelidade e que jamais os nossos olhos se desviem do Senhor.

Deus abençoe você! 


Somos chamados a ser apóstolos de Cristo

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Jesus hoje reveste os Seus apóstolos de poder e autoridade para que, em Seu nome, operem graças no meio da humanidade! 

“Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo” (Marcos 6,12-13).

A unção que um dia recebemos de Deus nos chama e nos envia para sermos apóstolos do Senhor, para sermos mensageiros em Seu nome, para levarmos a outros o conhecimento de Deus e da Sua vontade.
Você sabe que existem muitas maneiras de exercer o seu apostolado: o apostolado do bem, do cuidar do outro, de rezar pelo outro, o apostolado da oração, de sermos intercessores, mediadores; o apostolado da caridade, o apostolado da Palavra, o apostolado litúrgico. Enfim, existem muitos caminhos, meios e maneiras de sermos apóstolos de Jesus! Contudo, no exercício deste apostolado jamais pode faltar da nossa parte a pregação da Palavra de Deus, porque a conversão vem disso [da pregação da Palavra], por isso precisamos pregá-la para que outros conheçam a verdade.
Quando deixamos o Senhor falar em nós e por intermédio de nós, vamos tocar, atingir e chegar a muitos corações, desde que não preguemos a nós mesmos, não preguemos a nossa palavra, mas sim a Palavra do Senhor com o poder e a autoridade que ela tem! Então, você, meu irmão e minha irmã, e todos nós somos chamados a ser autoridades no nome do Senhor!
O apóstolo é aquele que, com sua autoridade, não humana, mas divina, expulsa os espíritos malignos, expulsa os demônios que atormentam e tiram a nossa paz interior, que nos desviam do caminho certo e nos conduzem para as trevas. Nós precisamos denunciá-los [demônios], vencê-los e exterminá-los do meio de nós, porque eles, muitas vezes, agem em nossa vontade, em nossos pensamentos e em nossos sentimentos de modo a não conseguirmos fazer a vontade do Senhor. Por isso quem se propõe a pregar deve também se propor a expulsar os espíritos malignos!
Quando eu chego a uma casa e pedem que eu a abençoe, eu faço isso com muito amor, mas eu o faço com a água benta também, usando o sal exorcizado, os sacramentais de cura, de libertação, de restauração e de salvação. Todos nós precisamos usá-los em nossas casas, em nossas famílias, precisamos usá-los na casa de amigos a quem visitamos, precisamos usá-los no carro que compramos. Enfim, nós sempre precisamos da direção e da mão de Deus nos conduzindo.
Por isso, não tenhamos medo de exercer o nosso apostolado onde estamos. Não podemos e não precisamos ter medo de levantar as mãos para orar e suplicar as bênçãos e as graças de Deus; e para pedir ao Senhor que nos dê o dom da Palavra para falarmos em Seu nome, para agirmos em Seu nome, para proclamarmos o Seu Reino no meio de nós.
Os apóstolos, além de expulsarem os demônios, curavam numerosos doentes, muitos enfermos, porque, uma vez que eles estão revestidos desse poder do alto, podem e devem orar por aqueles que estão doentes e que estão sofrendo.
Algumas vezes, nós fazemos atos de bondade com aqueles que sofrem; levamos comida, bebida, frutas a algumas pessoas, mas não oramos com eles e por eles. Por vezes, isso ocorre por receio, vergonha e falta de prática, mas se Deus quer e precisa curar os nossos doentes, Ele precisa de mãos, precisa de pessoas que ajam e falem em Seu nome. É por isso que Jesus hoje reveste os Seus apóstolos de poder e autoridade para que, em Seu nome, operem essas graças no meio da humanidade.

Deus abençoe você! 

Fonte: Canção Nova

Animemos uns aos outros na luta contra o pecado

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015


Quando invocamos o nome do Senhor, a proteção d’Ele vem em nosso socorro. Por isso não podemos desanimar, precisamos encorajar uns aos outros na luta contra o pecado!

Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho” (Hebreus 12, 5-6).

Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que leitura maravilhosa nós hoje fazemos da Carta aos Hebreus! A primeira coisa necessária é termos a certeza e a convicção de ainda não termos lutado contra o pecado com todas as forças da nossa alma e com todo o nosso ser.
Nós ainda não resistimos “até o sangue” na luta contra o pecado, pois, muitas vezes, é preciso colocar nosso sangue para fora. Primeiramente para sermos duros com a carne, com as aptidões e com as tendências do pecado que há dentro de nós. Essa é uma luta feroz, é uma luta para combatentes, é uma luta para aqueles que são humildes e se colocam debaixo da confiança e da proteção do Senhor!
Quando invocamos o nome do Senhor, a proteção e o auxílio d’Ele vêm em nosso socorro. É por isso que nós não podemos desanimar e precisamos encorajar uns aos outros nessa luta e nesse combate contra o pecado! A melhor maneira de vencermos o pecado em nós é deixar que o Senhor realize isso em nós e nos abrirmos para essa graça de Deus.
E como é que o Senhor vem a nós? Primeiramente Ele nos corrige. Ninguém gosta de ser corrigido, mas os pais têm obrigação de corrigir seus filhos. Isso não precisa ser feito de forma áspera, agressiva, mas a correção precisa acontecer, porque os filhos estão formando sua personalidade e sua conduta e, por vezes, são influenciados por pessoas que não os levam para o caminho do bem e lhes ensinam a fazer coisas erradas no mundo.
Por isso a casa é o lugar da correção! Deus castiga aquele a quem Ele tem como filho, mas não entenda castigo como uma forma pobre, fria, como se o Senhor fosse um castigador. O castigo de Deus é a correção d’Ele, é a privação que, muitas vezes, precisamos e devemos passar de muitas coisas que nos tiram dos caminhos d’Ele; que não nos ajudam a viver a santidade de vida, tão necessária, para que a nossa vida corresponda à graça d’Ele.
Meus irmãos, não tenhamos receio, não tenhamos medo, mas sim confiança no Senhor, que só quer o nosso bem, que nos corrige, que nos puxa a orelha, que nos chama a atenção, que nos mostra que a obstinação, o orgulho e a autossuficiência cegam a nossa vontade e nossas decisões de vida. E assim não somos capazes de enxergar, muitas vezes, a vontade do Senhor ou não temos forças suficientes para lutar contra o pecado.
Que a graça de Deus venha em nosso auxílio, que a graça d’Ele nos forme, nos modele, nos faça e nos refaça de novo, para que possamos em tudo viver e fazer a vontade de Deus!

Deus abençoe você! 

Fortaleça a sua fé em Deus

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A nossa fé opera e faz milagres acontecerem; a fé tranquila, consciente, responsável, fé que sabe invocar Deus e n’Ele colocar a confiança!

“Não tenhas medo. Basta ter fé!” (Marcos 5, 35).

Hoje duas filhas de Deus são apresentadas a Jesus, pedindo d’Ele a intervenção em favor de suas vidas. A primeira delas é ainda uma menina, filha do chefe da sinagoga, Jairo. E é o próprio pai quem vai pedir a Jesus por sua filha. Ela está prostrada, praticamente dada como morta, vive os seus últimos momentos, mas Jairo crê que, se Jesus apenas colocar as mãos sobre a filha, ela ficará sarada e voltará a viver.
Por outro lado, a segunda é uma mulher que, por doze anos, sofria com uma hemorragia. E como essa hemorragia crônica a fazia sofrer! Ela já gastara todo o seu dinheiro e tudo o que possuira para procurar os melhores médicos, mas nada resolvera seu problema. Dentro do coração dela havia fé, a certeza e a convicção de que bastava tocar em Jesus para que a sua realidade mudasse. E é nisso que ela confia plenamente e por isso ela vai ao encontro do Senhor.
Sabem, meus irmãos, essa mulher não podia nem se aproximar de Jesus e das pessoas, primeiremente porque, uma vez que ela sofria desse mal era tida como impura, e alguém no seu estado de impureza não podia se aproximar das pessoas. Por isso ela precisava ficar afastada, distante dos outros, mas ela foi corajosa, foi audaciosa ao ir encontro ao Senhor e dizer a Ele: “Basta eu tocar na orla do Seu manto e eu serei curada!”.
Nessa fé e nessa convicção ela vai ao encontro de Jesus, passa no meio daquela multidão e toca n’Ele. No mesmo instante Jesus sentiu uma força sair d’Ele e ir ao encontro de alguém e Ele mesmo exclama: “Alguém no meio desse povo me tocou!”. E quantas pessoas tocavam em Jesus, quantas pessoas se aproximavam d’Ele, contudo, essa mulher tinha uma fé sublime, suprema naquilo que Ele podia fazer por ela. Por isso a graça foi alcançada, por isso ela ficou curada! É Jesus mesmo quem diz: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença” (Marcos 5, 34).
Do mesmo jeito o chefe da sinagoga exclama: “Jesus, a minha filha morreu!”. Jesus, sabendo disso, responde a Jairo: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” (Marcos 5, 35).
A fé, como diz a Palavra de Deus na Carta aos Hebreus, é a posse daquilo que ainda não possuímos, é ter a convicção daquilo que ainda não temos. Só a fé e a confiança em Deus nos dão a vitória naquilo que fazemos ou queremos! A nossa fé opera e faz milagres acontecerem. A fé tranquila, consciente, responsável, fé que sabe invocar Deus e n’Ele colocar a sua confiança!
É essa a fé que move o coração desses dois filhos de Deus. Seja a fé de Jairo, que alcança a graça para sua filha; seja a fé dessa mulher, que havia doze anos que sofrera com uma hemorragia crônica. Jesus não só concede a ela a cura, como também a recuperação da sua dignidade, do seu lugar na sociedade, porque ela acreditou. Jairo, como um chefe da sinagoga – e quantos chefes da sinagoga, quantos doutores da lei já se opuseram a Jesus – sabe quem é Jesus, ele crê que só o Senhor pode fazer isso por sua filha. É a tamanha a fé que o faz alcançar tamanha graça!
Que nós, meus irmãos, sejamos revigorados em nossa fé e em nossa confiança no Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Que não percamos o olhar d’Ele nem a confiança no Seu poder salvador e restaurador!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Rezemos pela nossa consagração a Deus

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Fomos chamados pelo Papa Francisco a viver, neste ano, o “Ano da Vida Consagrada”. Rezemos para que possamos viver bem a nossa consagração batismal e pela vida religiosa e consagrada!

Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor” (Lucas 2, 22).

Seguindo a lei mosaica (lei que Moisés recebeu das mãos de Deus), que diz que todo primogênito do sexo masculino deve ser entregue e consagrado ao Senhor, os pais de Jesus, completados os quarenta dias do Seu nascimento, levaram-No ao Templo para que Ele fosse entregue nas mãos de Deus, para que Ele fosse consagrado ao Senhor.
Talvez você deva se perguntar: “Mas como um consagrado vai ser novamente consagrado?” Jesus já é eternamente consagrado, mas Ele assumiu a natureza humana, assumiu ser um de nós e estar no meio de nós e, uma vez que o Senhor está no meio de nós, Ele vive essa condição e assume a nossa humanidade, por isso Ele se entrega e se consagra, em Sua inteira humanidade, ao coração do Pai.
A Igreja, devido à consagração de Nosso Senhor neste dia, nos chama a viver o Dia dos Consagrados, que são aqueles que se consagraram a Deus para realizar uma especial missão, um especial chamado. Todos os consagrados e as consagradas do Senhor, presentes nas comunidades religiosas, presentes nos vários institutos de vida consagrada e todos nós padres, que entregamos a nossa vida a Deus, celebramos hoje o Dia da Vida Consagrada!
Quando alguém se consagra a alguma coisa, essa pessoa se entrega àquilo a que se consagrou; ela coloca a sua vida e tudo aquilo que é nas mãos do Senhor Nosso Deus. Consagrar-se quer dizer: “oferecer-se”. Alguns vivem isso de forma mais radical. Como eu já me lembrei, anteriormente, de tantos membros da vida religiosa, da vida presbiteral, das nossas diversas comunidades de vida e de aliança [ou segundo elo]. Essas são algumas formas de nos consagrarmos a Deus, mas a verdade é que todo batizado é um consagrado, pois a unção paira sobre nós no dia do nosso batismo; e o óleo santo do crisma unge a nossa fronte, somos imbuídos no nosso peito pelo óleo catecumenal, que nos consagra, nos unge e nos entrega para sermos de Deus!
Queremos, no dia de hoje, assumir a nossa consagração, a nossa entrega a Deus! Existem pessoas que se consagram, se entregam e se propõem a viver diversas coisas do mundo. Deus tem o direito de ter os Seus consagrados; homens e mulheres que O servem de coração reto e sincero e se entregam inteiramente a Ele.
Rezemos hoje para que eu e você possamos viver bem a nossa consagração batismal e pela vida religiosa, pela vida consagrada. Fomos chamados pelo Papa Francisco a viver neste ano o “Ano da Vida Consagrada”. Que Deus dê perseverança, santidade e renovação espiritual a todos nós, que, de qualquer lugar deste mundo, resolvemos viver a entrega e a total consagração ao Senhor Nosso Deus!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Jesus tem poder e autoridade para vencer as forças do mal

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Hoje, mais do que nunca, precisamos acreditar no poder de Jesus e invocar o Seu nome e Sua autoridade para expulsar o mal de nossa vida!

“Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu” (Marcos 1, 26).


Jesus estava numa sinagoga cumprindo Seus preceitos religiosos, quando um homem, possuído por um espírito maligno, de repente começou a gritar. Diante do grito e do desespero daquele espírito maligno Jesus ordenou: “Cala-te! Sai dele, abandona este corpo, essa alma, porque não lhe pertence!”.
Nós queremos com este fato observar duas coisas. A primeira delas é que os espíritos malignos temem e tremem com a presença de Jesus, sabem quem Ele é, sabem da autoridade e do poder que Ele tem para derrubar as forças do mal e o poder satânico. Uma vez que eles sabem quem é Jesus, eles precisam fugir da presença d’Ele, por isso sacodem e gritam!
Do outro lado nós observamos a autoridade de Jesus, primeiro a autoridade de vida; Ele ensinava com autoridade, não como os mestres da lei que conheciam de forma bem clara a Lei de Deus, mas não viviam de acordo com ela. A autoridade de Jesus ocorre porque Sua vida correspondia àquilo que Ele falava, por isso a Sua presença provoca temor, tremor; por isso os espíritos do mal temem a presença do Senhor.
Sabem, meus irmãos, hoje mais do que nunca, precisamos acreditar no poder de Jesus e precisamos invocar o Seu nome e Sua autoridade para expulsar o mal de nossa vida!
É verdade que muitos de nós não somos atormentados pelas possessões diabólicas, mas somos tentados pelas ações do maligno, que deixam seus rastros, suas sombras, suas faíscas na vida de cada um de nós; em nossos corações, quando ele semeia a divisão, a discórdia, quando semeia a briga entre os irmãos. Quando o espírito do maligno semeia no meio de nós suas obras, nós, muitas vezes, nos permitimos ser enveredados pelas intrigas do mal! Nós nos deixamos ser seduzidos e, uma vez que o mal nos seduz, ele nos mantém reféns dele.
Mas se essa é a parte triste dessa verdade, existe a parte mais linda, mais bonita, da qual nós devemos nos apossar dela: Jesus tem poder e autoridade sobre os espíritos do mal! Por isso não podemos, nem devemos, ficar tristes e abatidos, quanto mais nos rendermos ao poder do mal!
Não importa a influência da ação do maligno no meio de nós, não importa o tamanho do estrago que ele possa ter provocado em nossa vida. O que precisamos é ter a certeza, a confiança e a convicção de que Jesus Cristo tem poder e autoridade para vencer as forças do mal em nossa vida. É por isso que nos rendemos ao senhorio de Jesus, nos colocamos debaixo da Sua proteção e do Seu poder para que Ele nos livre do mal, para que não nos deixe ser possuídos em nossas vontades, em nossas intenções, em nossos desejos pela força do maligno.
Na autoridade de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nós renunciamos ao mal, renunciamos às ações do maligno no meio de nós e nos submetemos à autoridade e ao poder de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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