Multipliquemos os dons que Deus nos deu

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

 

Deus nos deu talentos, dons e capacidades; Ele nos deu Sua graça, Seu Espírito e luz interior

“O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’” (Lucas 19,17).

Esse Evangelho, com o qual Jesus está, hoje, formando-nos, orientando e conduzindo, conta uma parábola que pode até ser de difícil compreensão, mas é cheia de riquezas e significados para todos nós.
Esse homem nobre, que vai para um país distante, resolve pegar sua riqueza e entregar nas mãos de seus empregados cem moedas de prata, para que façam bom uso delas.
Fico pensando em nossa vida, fico pensando em quantas moedas de pratas Deus já colocou em nossas mãos. Não foram poucas, foram mais de cem moedas de pratas! Deus nos deu talentos, dons e capacidades; Ele nos deu Sua graça, Seu Espírito e luz interior.
Ao voltar, o que entristece aquele homem foi ver que um de seus empregados, que recebeu cem moedas de prata, simplesmente as enterrou e foi viver de forma preguiçosa, relaxada; não foi capaz de multiplicar, não foi capaz de fazer render, de produzir frutos, de fazer com que aquele dinheiro fosse bem aplicado.
Vivemos num mundo capitalista, onde tudo tem retorno. Jesus está falando do retorno dos dons que Ele mesmo confiou a cada um de nós.
Olhamos, neste próprio Evangelho, e vemos um outro empregado que fez render cinco vezes mais, dez vezes mais, porque foi diligente e aplicado, não se acomodou, correu atrás, fez acontecer, não parou nem estagnou, não ficou pensando de forma negativa nem colocou dificuldades, não criou problemas.
Muitas vezes, somos contaminados por uma visão muito negativista da vida, muito pessimista ou acomodada da vida. Vivemos na lamúria, na reclamação, vivemos simplesmente olhando a vida do seguinte prisma: “Tudo vai dar errado! Já tentei, já busquei, mas nunca dá certo!”. Desculpe-me, mas essa é a resposta de uma pessoa relaxada, preguiçosa, que, na verdade, não busca se superar.
Meus irmãos e irmãs, todos temos capacidades para ir mais adiante, mesmo que seja a pessoa mais simples do mundo. O homem do campo, do interior, o homem que não tem nada, pega seu rastelo, sua inchada e, com aplicação e determinação, faz uma pequena “hortinha” se transformar num grande varejo de produção de frutas.
Não precisa ser tão grande. Cada um vai produzir o que é capaz, mas precisa de inteligência e aplicação, é preciso levantar cedo, ter determinação. Quando a pessoa faz isso, ela vai colhendo os frutos ao longo da vida.
Fico pensando na situação atual que nós vivemos, de muitas pessoas desempregadas. Como doí no coração ver esse ou aquele desempregado! Entretanto, costumo dizer: desemprego é uma dureza, mas, muitas vezes, acontece; e pode acontecer com qualquer um de nós. Podemos até ficar desempregados, mas desocupados jamais!
Todos nós temos capacidade de fazer acontecer onde estamos. Se não foi possível produzir aqui, se não tem espaço para mim aqui, eu vou fazer acontecer em outro lugar ou de outra forma. Não pode ter essa vergonha, essa acomodação, não pode dizer: “Eu só sei fazer isso”. É impossível que um ser humano só saiba fazer uma coisa na vida!
Há pouco tempo, fiquei olhando os jogos olímpicos, sobretudo os jogos paralímpicos. Trouxe brilho aos meus olhos ver como aquelas pessoas, que aparentemente eram cheias de limites físicos (os quais nem pensamos em ter: falta os braços, as pernas, não enxergam…), como são proativas, capazes de fazer coisas que nós, com os membros inteiros, não somos capazes de fazer.
Fico pensando numa pessoa que não dá conta, que têm as duas pernas, tem saúde física e diz não ter condição de fazer uma caminhada a cada dia. “Senhor, estou cheia de doenças!”. Contudo, não é capaz de fazer meia hora de caminhada por dia. Muitos dizem: “Dá uma cansaço!”. É claro, pois você está nessa situação de acomodação.
Queremos saúde, mas de forma mágica: “Deus, me dê saúde!”, mas não somos capazes de nos aplicar para buscar a saúde onde ela se encontra. Se não deu certo aqui, busquemos acolá, mas não paremos. Temos que fazer a graça de Deus acontecer!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Dom Genival concelebra com Papa Francisco

quinta-feira, 10 de novembro de 2016


O Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, Dom Genival Saraiva de França, está em Roma cumprindo extensa agenda de trabalho. Hoje, dia 10 de novembro, às 7h, Dom Genival concelebrou com o Papa Francisco a Missa matutina na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.
Em seguida, Dom Genival saudou o Papa e lhe pediu uma bênção especial para a Arquidiocese da Paraíba.

Deixemos Deus reinar em nosso coração

O Reino de Deus está entre nós quando assumimos Jesus como o Senhor de nossa vida e O deixamos reinar em nosso coração

“O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós” (Lucas 17, 20-21).

Jesus está respondendo a Seus discípulos a respeito da Sua segunda vinda, da Sua volta definitiva, ou ainda, da instalação de Deus no meio de nós.
Na verdade, precisamos compreender essa resposta fundamental de Jesus – “O Reino de Deus já está no meio de nós!” – quando O assumimos como Senhor da nossa vida e O deixamos reinar em nosso coração, em nossa casa e família. Não adianta vivermos a expectativa simplesmente de um reino futuro, se não vivermos o presente, deixando Jesus reinar entre nós.
Do outro lado, Jesus está tirando toda aquela expectativa de novidades. Vivemos num mundo onde as pessoas querem sempre coisas novas, mas estão sempre em busca de notícias, de coisas dramáticas. O Reino de Deus não vem de forma ostensiva, de uma hora para outra, que se instala e tudo acaba, tudo muda. Não! O Reino de Deus vai se instalando, vai acontecendo de modo que, quando o Reino definitivo chegar, será a consumação daquilo que nós já começamos a viver: a presença de Deus no meio de nós.
O reinado do Senhor é, justamente, a presença e a soberania de Deus em nossas vidas, em nossas relações e em tudo aquilo que nós fazemos.
Não podemos negar que temos sede de um mundo novo, da renovação de toda a face da Terra. Não podemos negar que temos sede de um mundo onde a justiça e a paz prevaleçam acima de todas as coisas. Não podemos negar que ansiamos para que o Reino, prometido por Deus, em plenitude aconteça.
Eu fico pensando numa pessoa que sonha em ter uma casa grande e bonita. Ela não vive em função dessa casa grande e bonita ficar pronta. Ela faz da pequena casinha apertada em que está vivendo, construída no dia a dia, o seu lar. Seja com a casa grande ou com a casinha pequena, esse é o seu lar abençoado e harmonioso.
Não temos o Reino de forma esplendorosa, definitiva e plena como nós aguardamos que um dia se estabeleça para sempre. Mas enquanto o Reino definitivo não vem, nós o vivemos aqui e agora onde estamos. Não podemos deixar que o inferno tenha a palavra final em nossa vida, nas nossas relações, por mais difíceis que sejam as situações, as realidades humanas.
A verdade é que nossa missão é fazer com que o Reino esteja presente, acontecendo nas situações ordinárias de nossa vida. Não precisamos ficar naquela expectativa apenas de coisas extraordinárias, porque a Palavra mesmo já diz: ‘extraordinário’ é aquilo que foge do ordinário.
Às vezes, podemos até contemplar algo excepcional aqui ou ali, mas a nossa vida é no dia a dia, a nossa vida é o arroz com feijão que comemos a cada dia. A nossa vida é a nossa luta diária, são os desafios que temos de enfrentar a cada momento sem desanimar, sem perder a esperança e a confiança.
Precisamos acreditar, a cada dia, que o Reino de Deus está sendo construído, e quando nós O assumimos, ele está no meio de nós!

Deus abençoe você!

Precisamos ter zelo pela casa de Deus

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

 

Precisamos ter o zelo que Jesus teve pela Sua casa; devemos ter zelo e amor para com a nossa relação com Deus

“Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas” (João 2,15).

Hoje, celebramos a Dedicação da Basílica do Latrão, a catedral de Roma, onde o Santo Padre precede a Igreja de Roma, a mãe de todas as igrejas.
Lembrando dessa Igreja Mãe, a Igreja de Latrão lembra-nos de cada igreja, capela, santuário, lugar do nosso encontro com Deus. Como nossas igrejas merecem respeito, consideração e veneração, merecem ser cuidadas da melhor maneira possível!
Essa é uma das poucas situações em que vemos Jesus bravo, porque estão transformando a casa de Seu Pai numa casa de comércio, fazendo negócios, trocando animais, estão vendendo isso e aquilo. A igreja, o templo, não são lugares para isso!
Templo é um lugar sagrado, lugar de encontro com Deus. Lembremos a Escritura quando o salmista diz: “O zelo pela tua casa me consome!” (João 2,17).
Sabe, meus irmãos, quem tem zelo pelas coisas de Deus, quem tem amor pelas coisas divinas, amor para com o Senhor, precisa ter zelo pela casa d’Ele. E o zelo pela casa de Deus não é a igreja somente, porque o templo exterior é reflexo do interior, que somos nós.
Como é difícil fazermos silêncio em nossa casa nos dias de hoje! Não coloquemos a culpa nas crianças, nisso ou naquilo. A culpa, muitas vezes, vem de nós mesmos, pois não sabemos viver sem esses elementos, sem as redes sociais etc. Somos nós quem vivemos uma inquietação interior, que levamos bolsas demais para nossas igrejas. Somos nós que não esvaziamos o nosso interior, para que Deus nos preencha. Já estamos cheios demais de coisas na cabeça e no coração, e não sabemos silenciar, ter zelo por nossa alma e coração.
Esse é um aspecto importante: igreja é sinal de silêncio, pois é no silêncio que Deus habita e fala conosco. Igreja é casa de oração. Impossível pensar que vamos a uma igreja, um templo ou uma capela, para nos encontrarmos com Deus e não rezamos. Estamos com a mente em devaneios, estamos voando, com a mente ocupada de tantas coisas, e não colocamos a nossa cabeça em Deus.
Igreja não é lugar de vaidades nem de desfiles. Imagino que você deva ter a melhor roupa para ir à casa de Deus, mas lá não é lugar de desfilar suas roupas, não é lugar para desfilar aquilo que comprou ou ganhou. É preciso ter discrição, porque não vamos até lá para chamar à atenção sobre nós, mas para sermos chamados à atenção por Deus, para que Ele fale conosco, fale ao nosso coração.
Se quisermos crescer na intimidade com Deus, precisaremos ter o zelo que Jesus teve pela Sua casa; devemos ter zelo e amor para com a nossa relação com Deus!
Quanto mais zelosos e respeitosos formos, mais vivermos essa intimidade com Deus em Sua casa, mais crescerá a nossa relação com Ele.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Comunicado de Falecimento

terça-feira, 8 de novembro de 2016


Comunicamos o falecimento de Seu Elias, pai de Ângela, ministra da Sagrada comunhão e avô de Andrezza, dirigente do ECC da Paróquia Menino Jesus de Praga.

O velório está acontecendo no Parque das Acácias e o sepultamento será às 17:00 no mesmo local.

Que o Senhor possa confortar os corações dos familiares e amigos. 

Comemoração dos Fiéis Defuntos

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações

Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: “Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança” ( 1 Tes 4, 13). 

Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.
O convite à oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da “comunhão dos santos”, onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrificios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.
A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois “santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que “a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” (Catecismo da Igreja Católica).
Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, “o Céu não tem portas” (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial ‘ante-sala’.

“Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!”

Fonte: Canção Nova

Deus preparou uma grande festa para nós

terça-feira, 1 de novembro de 2016

 

O Reino dos Céus é uma grande festa que o Pai preparou para nós, Seus filhos. Cada um de nós somos convidados para este grande banquete

“Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo” (Lucas 14, 18).

O Evangelho de hoje mostra-nos a parábola do grande banquete, onde Jesus está comparando o Reino dos Céus com um grande banquete de festa. Quem é que não gosta de ser convidado para um banquete? Quem é que não gosta de ser convidado para aquela festa onde vai comer de tudo?
O Reino dos Céus é uma grande festa que o Pai preparou para nós, Seus filhos. Cada um de nós somos convidados para este grande banquete! Mas não pense em banquete apenas no sentido do alimento material e substancial, onde comemos frutas, verduras e aquelas coisas saborosas que se tem num banquete. É muito mais do que isso, porque os alimentos que comemos são necessárias para a nossa subsistência aqui na terra, mas comemos e voltamos a ter fome.
Jesus está falando do grande banquete que o Pai preparou para nós, onde ninguém mais terá fome e sede, onde todos nós somos saciados, e o próprio Cristo é o alimento que nos sacia.
A presença de Deus nos enche e nos preenche, de modo que a nossa fome e nossa sede interior são saciadas por essa presença de Deus. Para este banquete todos nós fomos convidados mas, infelizmente, como na parábola do Evangelho houve aqueles que se portaram com indiferença e fizeram vista grossa, colocaram dificuldade, deram desculpa, cada um tinha uma ocupação, um trabalho, uma coisa para fazer, cada um tinha um compromisso. A vida vai se enchendo de ocupações, ocupamo-nos com tanta coisa e deixamos perder o essencial.
Sabe meus irmãos, Reino de Deus é questão de prioridade, não é “hobby”, nem é para quando sobrar um tempo ou quando der. Vivemos numa sociedade atolada de compromissos, agendas e de pessoas que estão sempre ocupadas com suas coisas.
Quanto mais você se ocupar com suas coisas, menos tempo você terá para outras coisas importantes e essenciais da sua vida. Com certeza, uma delas é se ocupar com o Reino de Deus. É lamentável que uma pessoa não tenha tempo de ir à missa semanal, não tenha tempo para se dedicar a uma oração, não tem tempo para fazer uma oração pessoal a cada dia, e quando tem é rápido e rasteiro, está sempre agonizado, com pressa e sempre priorizando outras coisas. Ainda mais no mundo em que vivemos, onde tantas parafernálias ocupam nossa mente: televisão, computador, redes sociais, nossos compromissos e trabalhos. Caímos numa rotina de vida, de modo que a vida se torna uma loucura e o tempo para Deus é o que sobra.
Como hoje quase não se sobra tempo, Deus acaba não tendo tempo na vida de muitos de nós.
Quais são as suas desculpas? Quais são as desculpas que nós inventamos a cada dia, para não nos ocuparmos com o Reino de Deus?
Temos que prestar bastante atenção, porque assim como na parábola trouxeram os pobres, os aleijados, os coxos e marginalizados que viviam às margens da vida e tomaram posse do Reino, corremos também um sério risco de ficarmos de fora se não dermos prioridade, se não dermos tempo àquilo que realmente merece tempo, se o sagrado não for essencial e primordial na nossa vida.
Reino de Deus é questão de prioridade! Não é questão de dizer: “Eu amo o Senhor! Ele é importante para mim!”.
Deus não é importante para nós pelas palavras que saem de nossa boca, mas de acordo com o tempo que damos às Suas coisas.
O banquete está posto, a mesa está à nossa frente, é preciso aceitar o convite, não colocar desculpas nem ocupações na frente. Demos a Deus o que é de Deus!

Deus abençoe você! 
 
Fonte: Canção Nova

"Catedral de Lund - Uma celebração histórica"

segunda-feira, 31 de outubro de 2016



"Apelamos a todas as paróquias e comunidades luteranas e católicas para que sejam corajosas e criativas, alegres e cheias de esperança no seu compromisso de prosseguir na grande aventura que nos espera. Mais do que os conflitos do passado, há de ser o dom divino da unidade entre nós a guiar a colaboração e a aprofundar a nossa solidariedade. Estreitando-nos a Cristo na fé, rezando juntos, ouvindo-nos mutuamente, vivendo o amor de Cristo nas nossas relações, nós, católicos e luteranos, abrimo-nos ao poder de Deus Uno e Trino. Radicados em Cristo e testemunhando-o, renovamos a nossa determinação de ser fiéis arautos do amor infinito de Deus por toda a humanidade"

31 de outubro de 2016. O Papa Francisco participa na Catedral de Lund de uma oração ecumênica com forte caráter penitencial, para curar a memória e avançar decididamente rumo a um futuro comum.

Fonte: Rádio Vaticano - Programa Brasileiro

Os mais importantes são os humildes

Não nos acostumemos com as festanças que o mundo faz para os grandes e importantes, porque os mais importantes são os sem importância para este mundo

Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir” (Lucas 14, 13-14).
      
É importante lembrarmos do que Jesus está nos dizendo hoje. Ele está na casa de um dos chefes dos fariseus que o convidou para estar em sua casa. Não é porque ele convidou Jesus que a partir de agora ele será importante.
Pelo contrário, Jesus não quer ser convidado pela importância que Ele tem, porque a pessoa pode sentir-se recompensada: “Jesus, esteve em minha casa!”. Não é porque o Papa foi na sua casa, não é porque o padre, o bispo, aquele cantor foi na sua casa que vai torná-la salva, santa, ainda que essas pessoas possam trazer graças para sua casa. Mas isso faz de você uma pessoa orgulhosa.
Quando nos encontramos com pessoas importantes logo tiramos uma foto, estampamos na parede, colocamos para todo mundo ver. A pessoa sente-se importante porque tal pessoa esteve com ela. Não é que não tenhamos que receber aquela pessoa, que um dia foi importante na nossa vida, ou que foi um referencial para nossa vida. A recompensa acontece quando você convida alguém pela importância que ela tem.
Que na sua casa, no seu coração e, sobretudo, na sua casa interior tenha espaço para você acolher, festejar e celebrar com quem nunca poderá te recompensar. Deus estará te abençoando muito se você tiver espaço no seu coração para os pobres, coxos, aleijados, doentes, sofredores, para aqueles que estão à beira da vida, onde ninguém tem tempo para eles.
A falta de tempo é tão grande que o máximo que podemos fazer, para nos vermos livres deles é jogarmos uma moeda.
É muito mais importante a atenção que você dá do que a moeda que você joga para aquela pessoa ou para aquela situação. É muito mais importante você fazer festa e visitar uma família necessitada, que está sofrendo, do que fazer aqueles banquetes que você dá para celebrar algo.
Faça diferente, faça a sua própria comida e leve para quem não tem o que comer. Façamos com que o nosso cristianismo, o nosso jeito de ser cristão seja operante, vivo e dinâmico! Não nos acostumemos somente com aquelas festas, com aqueles churrascos que promovemos para amigos, familiares e para pessoas importantes.
Às vezes, encontro com algumas pessoas que me dizem: “Adivinha quem almoçou em minha casa?”. Ela lista o número de pessoas importantes para se sentir orgulhosa, para ter vantagem naquilo que ela fez.
Jesus que não fazia isso, está dizendo a mim e a você que não devemos nem precisamos fazer o mesmo. Precisamos, de fato, ir ao encontro daqueles que ninguém quer se encontrar. Precisamos fazer festa com aqueles que nunca tem festa na vida ou que festejam com pouco coisa. Nestes está a presença de Deus, nestes seremos um dia lembrados pelo bem, pela festa que promovemos; eles serão os verdadeiros donos da festa e do banquete eterno dos Céus!
Não nos acostumemos com as festanças que o mundo faz para os grandes e importantes, porque os mais importantes são os sem importância para este mundo!

Deus abençoe você!
Fonte: Canção Nova

Sejamos cuidadosos com nossa vida

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

 

Peçamos a Deus para recobrar, para estarmos atentos e vigilantes, cuidadosos e responsáveis por esse dom maravilhoso que é a nossa vida

“A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” (Lucas 12, 48).

A Palavra de Deus, que vem hoje ao nosso encontro, mostra-nos a necessidade de estarmos preparados, vigilantes e cuidadosos com a nossa vida.
Foi Deus quem nos confiou este dom, recebemos como presente o dom de viver e precisamos viver bem a cada dia. Precisamos cuidar da nossa vida e aplicar o melhor para que cada dia seja único.
Não podemos levar a vida de qualquer jeito, deixar que ela nos leve para qualquer lugar, de qualquer forma. Uma vez que nos foi dado juízo e responsabilidade, apliquemos o juízo que recebemos. E se nos falta o juízo, porque parece, muitas vezes, que o juízo foge, vai longe. Peçamos a Deus para recobrar, para acordar, para estarmos atentos e vigilantes, cuidadosos e responsáveis por esse dom maravilhoso que é a vida de cada um de nós.
A quem muito foi dado? A cada um de nós! Você está vendo ou ouvindo essa palavra que está sendo anunciada ao seu coração, porque você é um privilegiado, porque muito foi dado a você. Se você tem oportunidade de ouvir essa pregação, de ir à igreja, tem oportunidade de fazer tantas coisas na vida, outros não têm a mesma oportunidade.
As riquezas do Evangelho são semeadas no seu coração. Por favor, não seja aquela pessoa que faz as coisas de qualquer jeito, mais ou menos. Não nos aplicamos em viver o que meditamos, em dar rumo ao que nos propusemos a viver. Cuidar da vida com responsabilidade é, de fato, sermos aplicados a cada dia em melhorar a nossa vida.
É um tremendo engano, é uma ilusão de ótica, de mente, de vida, de coração, essa história de ficarmos adiando a nossa conversão e a nossa mudança de vida.
Há coisas que eram para ontem e não colocamos muito em prática, não mudamos o rumo. Muitos dizem: “Amanhã talvez”, mas pode ser que esse amanhã não chegue ou que amanhã também não demos conta, porque vamos levando e empurrando com a barriga, vivendo de qualquer jeito.
“Eu sou assim mesmo! Uma hora eu mudo!”. Pode ser que a nossa vida passe e, então, não fizemos o que era para ser feito. Aplicamo-nos nesta ou naquela coisa e não fomos diligentes, para com a graça de Deus, mudarmos o que precisa ser mudado na nossa vida.
Por isso, o Evangelho de hoje, está nos pedindo serenidade de espírito. A serenidade de espírito é essa capacidade de reflexão, de voltar-se para dentro da alma e perceber os passos que são dados, de realmente ter convicções daquilo que se quer viver. Se temos fraquezas, dificuldades, isso não é problema. O problema é não darmos passos para sermos melhores.
Deus nos deu muito e o que nos deu precisamos viver com responsabilidade.
 
Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

A ganância nos afasta dos caminhos de Deus

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

 

No mundo em que vivemos, a ganância tende a crescer no coração dos homens. É uma tentação constante para a vida de todos nós

“Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lucas 14, 15).

A advertência de Jesus é para falar diretamente ao nosso coração, porque a ganância é uma tentação, para pobres, para ricos, para todos nós. Ela, na verdade, cega os nossos olhos, nossa visão de vida e nos mantêm direcionados apenas para um lado: ganhar, obter lucros, vantagens, acumular bens e assim por diante.
No mundo em que vivemos, tão capitalista, consumista e voltado para os bens materiais, a ganância tende a crescer no coração dos homens. É uma tentação constante para a vida de todos nós.
Muito cuidado, porque a ganância tira da nossa vida o foco do essencial. Mas, o que é essencial para a nossa vida? O amor, a caridade, viver os mandamentos, ter Deus como meta da nossa vida. Porque tudo mais torna-se secundário, quando aquilo que move a nossa vida é somente lucrar, ganhar, enriquecer e obter.
Seja uma pessoa realmente batalhadora, cresça cada vez mais na sua vida, naquilo que você faz, naquilo que você empreende, dê o melhor de você! Mas não gaste a sua vida, suas energias e capacidade de fazer tantas coisas, simplesmente, focado em uma única: ganhar dinheiro, tornar-se ambicioso e avarento.
Não! Primeiro, porque isso nos empobrece, porque muitas pessoas que se enriquecem de bens materiais, são empobrecidas nas virtudes. Isso faz de você uma pessoa orgulhosa, soberba, que fecha os olhos para as necessidades dos outros.
Deus semeou em nosso coração a semente da humildade. Com ela vamos longe, conquistamos muito e, sobretudo, as virtudes da alma que são as maiores riquezas que nós podemos deixar.
Por outro lado, é importante escutar o que Jesus está dizendo, porque a nossa vida não consiste nos bens que temos. Às vezes, a pessoa gasta tudo que tem na vida para construir uma bela casa, para juntar isso e tantas outras coisas, e no outro dia, essa pessoa parte (falece).
E o que levamos desta vida? Só levamos desta vida a boa semente que plantamos, as virtudes que cultivamos. Só vamos levar daqui o amor que semeamos, que vivenciamos e colocamos em prática!
Se o nosso coração tem alguma tendência a ser ganancioso, que seja para amar, para fazer o bem, para trabalhar de forma justa e honesta, mas sem vivermos de extrapolações nesta vida.
Sua família e sua casa, precisam muito mais de você, amando, cuidando, dando atenção, do que ter você se desgastando, ficando impaciente, nervoso, trabalhando sem parar e não tendo amor para dar aos seus. Isso vale também para todas as outras áreas da vida.
Que o pouco ou muito que você ganhar, seja fruto do seu trabalho e não da sua ganância!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Aprendendo com a Virgem Maria

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A Virgem Maria é exemplo de humildade


Todo esse trabalho de evangelização, que estamos realizando, hoje, deve ser feito com a força e o poder de Deus. Mas, para que isso aconteça, ele [trabalho] só pode ser feito na humildade. A eficácia sobrenatural está intimamente ligada à humildade. Você pode e deve ser muito humilde e, por isso mesmo, muito eficaz.

Confunde-se muito eficácia com altivez, orgulho, auto-suficiência… Contudo, isso é pensamento mundano. É daquele que é o soberbo, o orgulhoso, ou seja, o maligno. Para ele é assim. Mas para Deus, não! Aprenda por meio do sinal da pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida o exemplo de humildade e a sua eficácia. Não houve no mundo eficácia e humildade como as de Maria. Ela gerou no seu ventre e deu ao mundo o Salvador. Ela trouxe a salvação a toda humanidade. Maria tudo realizou na humildade. Não encontramos na Bíblia alguém mais pobre e humilde de coração. Justamente porque foi a mais pobre, a mais humilde, a mais simples é que Deus fez dela a maior maravilha: o ponto de ligação entre a terra e o céu.

A humildade não é sinônimo de ineficiência. As pessoas pensam que os humildes são ineficientes, incapazes. Não! Os orgulhosos, os vaidosos, os auto-suficientes fazem estardalhaço. São iguais ao bumbo – fazem um barulhão, mas são vazios. O segredo da eficácia está na humildade! Você quer alguém mais eficaz do que Maria?! Ela trouxe o Salvador e a salvação a este mundo: a essência. Precisamos aprendê-la [eficácia] com a Santíssima Virgem.

”Debaixo da vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus.
Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades.
Mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita!”

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib

Deus quer que sejamos santos

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Deus nos escolheu para sermos santos, e é para isso que precisamos nos esforçar

Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor” (Efésios 1, 4).

Começo com a última expressão: foi no “amor” que o Pai nos escolheu. Antes de nos escolher, foi no amor que o Pai nos criou à Sua imagem e semelhança.
Para que o Pai nos criou? Deus nos fez para que fôssemos santos e irrepreensíveis, porque Ele é todo santo e irrepreensível, e não se deixa levar por nenhum erro ou mal. É verdade que nossa natureza ficou indisciplinada, mal inclinada e, muitas vezes, deixamos de ser santos, não conseguimos ser puros como precisamos ser.
A graça de Deus nos purifica e nos renova. E onde está a graça de Deus? A graça está em Cristo Jesus, Ele é o Senhor da graça. É a renovação que nossa alma e nosso coração precisam!
Por isso, se queremos ser santos, isso é muito importante: santidade é uma escolha, uma opção, uma decisão de luta, de empenho e entrega à vontade de Deus. Não é aquela preocupação de ser o “santo do altar”, como foi São Francisco, São Paulo, Santo Inácio de Loyola e tantos outros santos que a Igreja e o povo canonizaram e aclamaram.
Sejamos santos na medida em que podemos e devemos ser santos. Um pai santo, uma mãe santa, um padre santo, um jovem santo, uma moça santa. Isso não é beatice, pelo contrário, é apenas corresponder à graça que um dia fomos chamados a ter, aquela mesma graça que recebemos em nosso batismo.
Não podemos fazer da santidade uma questão de brincadeira, não podemos ficar tirando sarro, menosprezando as pessoas que procuram ser virtuosas, crescerem na oração, na piedade e na vontade de Deus, porque isso é obrigação de todos nós.
É verdade que a santidade não é simplesmente levar uma vida beatíssima, em altíssimo grau de oração. Ainda que seja imprescindível para que a graça da santidade cresça em nós. A via da oração é a via de união e comunhão com Jesus, é a via pela qual o Espírito age e nos liberta!
A santidade precisa ser vivida nos atos, nos gestos e atitudes. Há santidade no querer fazer o bem aos outros, há também a santidade daqueles que rezam muito e fazem tanto mal aos outros. Isso não é santidade! Há outros que falam e escutam a Deus, têm diálogos intermináveis com Ele, mas não sabem dialogar com o próximo, na sua casa, não sabem ouvir a pessoa do outro… isso também não é santidade.
Santidade é ser justo, é saber dar a Deus o que é d’Ele. É saber tratar com amor, com ternura e com muito respeito o seu próximo!
Deus quer e Sua graça em nós age para que sejamos santos. Foi para isso que Deus nos escolheu e é para isso que precisamos nos esforçar! Para este grande empreendimento divino de nos fazermos, de fato, à imagem e semelhança desse Deus que é santo e irrepreensível.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A mãe Aparecida ajuda-nos a caminhar na fé

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

 

À mãe Aparecida confiamos o povo brasileiro, sobretudo, o povo mais sofrido, desempregado, que passa por momentos difíceis

Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apóstolo 12,1).

Hoje, temos a imensa alegria de celebrar o dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil e de todos nós brasileiros.
Aquela imagem sagrada, encontrada no fundo das águas do rio Paraíba, é um sinal de Deus para nós! É sinal de esperança, de fé, de confiança. É sinal da intervenção e do amor de Deus pela nação brasileira. Numa época de escravidão, em que a pobreza era reinante, a mãe de Deus apareceu através de uma imagem para ser a mãe: a Aparecida de todos nós.
A Palavra de Deus nos dá este referencial: no céu aparecerá um grande sinal, uma mulher vestida do sol (mais poderosa que o sol, porque não há astro em todo o universo que simbolize melhor o poder do que o sol), tendo a lua debaixo de seus pés (a lua como símbolo da beleza e da formosura). Toda a beleza que há na face da terra fica sob os pés dessa mulher coroada, reconhecida e glorificada por Deus com o número da perfeição: doze estrelas estão na coroa sobre sua cabeça.
Queremos sempre ter em Maria um sinal e um referencial. Primeiro, um sinal, pois ela é a presença de Deus no meio de nós!
Quando dizemos que Maria é um sinal, queremos dizer que quando há sinal de fumaça, há fogo ali. E quando há sinal de Maria, há fogo do Espírito, há graça e intervenção de Deus.
Maria é aquela Aurora luminosa que vem preceder Seu filho para nos dizer: “Ele está chegando! Ele está no meio de nós!”.
A presença materna e amorosa de Maria em meio a todos nós é a certeza de que não estamos sozinhos. Deus está conosco pelos caminhos que Ele escolheu. E continua a escolher durante toda a história da salvação.
Maria, pela humildade, obediência e entrega que fez de todo o seu ser a Deus é para nós este sinal do amor e da presença d’Ele entre nós. Maria é para nós um referencial de fé, de entrega e submissão à vontade de Deus!
É Maria quem está dizendo hoje: “Fazei tudo o que Jesus vos disser!”. Ela como a boa mãe que é, ensina-nos o caminho da salvação que é a submissão à vontade do Seu Filho.
Queremos olhar para Maria em tantas aparições, imagens e sinais da presença do céu entre nós. Queremos olhar para Ela na imagem da Senhora Aparecida. Aquele barro negro e sujo pelo fundo do rio é símbolo de que Deus não faz acepção de pessoas, pelo contrário, escolhe os mais esquecidos, sofridos e marginalizados para dizer: “Eu estou neles e com eles!”.
Maria é o retrato do povo brasileiro, é o amparo e o socorro do povo sofrido, muitas vezes, desvalido mas de muita fé.
Que a mãe Aparecida ajude-nos a caminhar na fé e sob a luz da fé para não desanimarmos nos tempos difíceis que enfrentamos. Por isso, à mãe Aparecida confiamos o povo brasileiro, sobretudo, o povo mais sofrido, desempregado, que passa por momentos difíceis, as aflições que nosso povo têm, as lutas dos trabalhadores, daqueles que querem dias melhores.
Que a mãe Aparecida estenda o seu manto de proteção, amor e ternura sob todo o povo brasileiro!

Deus abençoe você!
 

Tenhamos atitude de gratidão para com Deus

domingo, 9 de outubro de 2016

 

Mesmo que estejamos em meio às tribulações e situações complicadas da vida, aprendamos a ter atitude de gratidão para com Deus

“Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz” (Lucas 17, 15).
No Evangelho que meditamos no dia de hoje, dez leprosos foram curados por Jesus. Que bênção! Pois eles viviam numa situação de penúria e discriminação já que a lepra os deixava marginalizados e longe de todos.
Os leprosos aproximaram-se de Deus, a graça de Deus aproximou-se deles por meio de Jesus e, assim, eles ficaram curados. Dos dez leprosos curados, nove foram para o seu canto, entretanto, apenas um levantou os braços para o céu e em alta voz louvou e agradeceu o santo nome do Senhor, porque reconheceu que foi Ele quem fez maravilhas em sua vida.
Que dureza de coração. Que coração insano e ingrato que não reconhece e valoriza o bem que os outros nos fazem.
Meus irmãos, precisamos de fato aprender a ter a virtude do reconhecimento. Reconhecer a grandeza e o poder de Deus, reconhecer como Ele tem sido bondoso conosco e como tem agido em nosso meio.
Aquele que tem a virtude do reconhecimento, terá no seu coração, também, a gratidão. Às vezes, as pessoas nos fazem o bem, querem nos ver bem, querem nos ajudar nesta ou naquela situação, mas não sabemos nem dizer “Muito obrigado!”’.
Deus habita no coração que sabe agradecer. Deus não precisa do nosso agradecimento ou está esperando que possamos agradecê-Lo. A atitude de gratidão é uma atitude de oração, que liga o nosso coração ao coração de Deus.
Não estamos fazendo comércio com Deus nem Ele faz comércio conosco. O que Ele quer, acima de tudo, mais do que uma doença curada, do que um bem recebido ou uma graça alcançada, é que o nosso coração esteja em sintonia e conectado a Ele.
Para o nosso coração estar ligado em Deus precisa da oração de ação de graças, do agradecimento e do louvor. Precisamos exaltar e exultar o Senhor naquele que cuida de nós e só nos faz o bem.
Mesmo que estejamos em meio às tribulações e situações complicadas da vida, aprendamos a ter atitude de gratidão para com Deus. Não há oração mais poderosa, que liberta a nossa alma, o nosso coração, o nosso ser do que a oração do louvor e da ação de graças!
Deus não precisa do nosso louvor, somos nós quem precisamos louvar, engrandecer e agradecer ao nome d’Ele! Quando fazemos isso a nossa alma se liberta, o nosso coração torna-se mais livre e não nos prendemos ao mal.
Quando estamos louvando a Deus, estamos dizendo que é ao príncipe deste mundo que queremos voltar o nosso coração: ao Senhor e Nosso Deus!
Precisamos parar, ter a sensatez, olhar para a nossa vida e reconhecer quão grande, bondoso e poderoso tem sido o Senhor Nosso Deus em nosso favor.
A Deus todo louvor, toda honra, toda a glória e ação de graças! Não seja um filho insensato e ingrato, não pertença ao número daqueles que só querem receber; não seja do número daqueles que são somente ‘venha ao vosso reino’ e não vão ao Reino de Deus louvar, bendizer e agradecer.
Que as bênçãos de Deus só cresçam em nossa vida!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

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