São José, o nosso pai

quinta-feira, 19 de março de 2020

Não é sem razão que a Igreja, no meio da Quaresma, tira o roxo no dia 19 de março e coloca o branco na Liturgia para celebrar a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Entre todos os homens do seu tempo, Deus escolheu o glorioso São José para ser pai adotivo do Seu Filho divino e humanado. E Jesus lhe era submisso, como mostra São Lucas.
Santo Gertrudes (1256-1302), um grande místico da Saxônia, afirmou que “viu os Anjos inclinarem a cabeça quando no Céu pronunciavam o nome de São José”.
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), a primeira doutora da Igreja, a reformadora do Carmelo, disse: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. E declarava que: em todas as suas festas lhe fazia um pedido e que nunca deixou de ser atendida. Ensinava ainda que cada santo nos socorre em uma determinada necessidade, mas que São José nos socorre em todas.
São José, o nosso pai
Foto ilustrativa: Arquivo CN/cancaonova.com

São José foi um homem humilde e justo

O Evangelho fala pouco de sua vida, mas o exalta por ter vivido segundo “à obediência da fé” (cf. Rm 1,5). Deus nos dá a graça para viver pela fé (cf. Rm, 5,1.2; Hb 10,38) em todas as circunstâncias. São José, um homem humilde e justo, “viveu pela fé”, sem a qual “é impossível agradar a Deus” (cf. Hab 2,3; Rm 1,17; Hb 11,6).
O grande doutor da Igreja, Santo Agostinho, compara os outros santos às estrelas, e São José ele o compara ao Sol. Para esse grande santo, Deus confiou Suas riquezas: Jesus e a Virgem Maria. Por isso, o Papa Pio IX, em 1870,  declarou São José Padroeiro da Igreja Universal com o decreto “Quemadmodum Deus”. Leão XIII, na Encíclica “Quanquam Pluries”, propôs que ele fosse tido como “advogado dos lares cristãos”. Pio XII o declarou como “exemplo para todos os trabalhadores” e fixou o dia 1º de maio como festa ao José Trabalhador.
São José foi pai verdadeiro de Jesus, não pela carne, mas pelo coração; protegeu o Menino das mãos assassinas de Herodes, o Grande, e ensinou-lhe o caminho do trabalho. O Senhor não se envergonhou de ser chamado “filho do carpinteiro”. Naquela rude carpintaria de Nazaré Ele trabalhou até iniciar Sua vida pública, mostrando-nos que o trabalho é redentor.

Vida exemplar

Na história da salvação coube a São José dar a Jesus um nome, fazendo-O descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. A José coube a honra e a glória de dar o nome a Jesus na Sua circuncisão. O Anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21).
A vida exemplar desse grande santo da Igreja é exemplo para todos nós. Num tempo de crise de autoridade paterna, na qual os pais já não conseguem “conquistar seus filhos” e fazerem-se obedecer, o exemplo do Menino Jesus submisso a seu pai torna-se urgente. Isso mostra-nos a enorme importância do pai na vida dos filhos. Se o Filho de Deus quis ter um pai, ao menos adotivo, neste mundo, o que dizer de muitos filhos que crescem sem o genitor? O que dizer de tantos “filhos órfãos de pais vivos” que existem no Brasil, como nos disse (aqui mesmo, em 1997) o Papa João Paulo II? São José é o modelo de pai presente e atencioso, de esposo amoroso e fiel.

Celebrar a festa de São José significa…

Celebrar a festa de São José é lembrar de que a família é fundamental para a sociedade e que não pode ser destruída pelas falsas noções de  família, “caricaturas de família”, que nada têm a ver com o que Deus quer. É lutar para resgatar a família segundo a vontade e o coração de Deus. Em todos os tempos difíceis os Papas pediram aos fiéis que recorressem a São José; hoje, mais do que nunca é preciso clamar: “São José, valei-nos!”.
Ao falar desse santo, o Papa João Paulo II, na  exortação apostólica “Redemptoris Custos” (o protetor do Redentor), de 15 de agosto de 1989, declarou: “Assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja” (nº1). “Hoje ainda temos motivos que perduram, para recomendar todos e cada um dos homens a São José (nº 31).
Celebrar a festa de São José é celebrar a vitória da fé e da obediência sobre a rebeldia e a descrença que hoje invadem os lares, a sociedade e até a Igreja. O homem moderno quer liberdade; “é proibido proibir!”; e, nesta loucura, lança a humanidade no caos.

São José, tal como a Virgem Maria, com o seu “sim” a Deus, no meio da noite, preparou a chegada do Salvador. Deus Pai contou com ele e não foi decepcionado. Que o Altíssimo possa contar também conosco! Cada um de nós também tem uma missão a cumprir no plano divino. E o mais importante é dizer “sim” a Deus como São José. “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado” (Mt 1,24).
Celebrar a festa de São José é celebrar a santidade, a espiritualidade, o silêncio profundo e fértil. O pai adotivo de Jesus entrou mudo e saiu calado, mas nos deixou o Salvador pronto para começar a Sua missão. É como alguém destacou: “O servo que faz muito sem dizer nada; o especial agente secreto de Deus”. Ele é o mestre da oração e da contemplação, da obediência e da fé. Com ele aprendemos a amar a Deus e ao próximo.
São José viveu o que ensinou João Batista: “É preciso que Ele [Jesus] cresça e eu diminua” (Jo 3,30). 

Missa: Papa reza pelos detentos e convida à Comunhão espiritual

Na homilia de hoje, Santo Padre dirigiu novo pensamento aos detentos; na Solenidade de São José, recordou a importância da adoração, convidando os fiéis à Comunhão espiritual.

Da Redação, com Vatican News 
Papa Francisco preside Missa na Solenidade de São José, rezando pelos detentos nesses tempos de pandemia / Foto: Reprodução Youtube Vatican News
O Papa Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta nesta quinta-feira, 19, aniversário de sete anos do início de seu ministério petrino e Solenidade de São José, patrono universal da Igreja. Na homilia, a oração pelos detentos neste momento de emergência caracterizado por tantas restrições devido à pandemia do coronavírus.
“Rezemos hoje pelos irmãos e as irmãs que se encontram no cárcere: eles sofrem muito, pela incerteza daquilo que acontecerá dentro do cárcere, e também pensando em suas famílias, como estão, se alguém está doente, se falta alguma coisa. Estejamos hoje próximos dos encarcerados, que sofrem muito neste momento de incerteza e de dor.
Comentando o Evangelho do dia, recordou a importância da oração de adoração. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:
“O Evangelho (Mt 1,16.18-21.24) nos diz que José era “justo”, ou seja, um homem de fé, que vivia a fé. Um homem que pode ser incluído na lista de todas aquelas pessoas de fé que recordamos hoje no Ofício das leituras. Aquelas pessoas que viveram a fé como fundamento daquilo que se espera, como garantia daquilo que não se vê, e a prova não se vê. José é homem de fé: por isso era “justo”. Não somente porque acreditava, mas também vivia esta fé. Homem “justo”. Foi eleito para educar um homem que era verdadeiro homem, mas também era Deus: era preciso um homem-Deus para educar um homem assim, mas não havia. O Senhor escolheu um “justo”, um homem de fé. Um homem capaz de ser humano e também capaz de falar com Deus, de entrar no mistério de Deus. E essa foi a vida de José. Viver a sua profissão, a sua vida de homem e entrar no mistério. Um homem capaz de falar com o mistério, de dialogar com o mistério de Deus. Não era um sonhador. Entrava no mistério. Com a mesma naturalidade com a qual levava adiante a sua profissão, com essa precisão de sua profissão: ele era capaz de ajustar milimetricamente uma quina na madeira, sabia fazê-lo; era capaz de rebaixar, de diminuir um milímetro na madeira, na superfície de uma madeira. Justo, era preciso. Mas também era capaz de entrar no mistério que ele não podia controlar.
São José, patrono universal da Igreja / Foto: Wesley Almeida
Esta é a santidade de José: levar adiante a sua vida, o seu trabalho com justeza, com profissionalismo; e no momento, entrar no mistério. Quando o Evangelho nos fala dos sonhos de José nos faz entender isto: entra no mistério.
Penso na Igreja, hoje, nesta solenidade de São José. Os nossos fiéis, nossos bispos, nossos sacerdotes, nossos consagrados e consagradas, os Papas: são capazes de entrar no mistério? Ou precisam ajustar-se segundo as prescrições que os defendem daquilo que não podem controlar? Quando a Igreja perde a possibilidade de entrar no mistério, perde a capacidade de adorar. A oração de adoração é possível somente quando se entra no mistério de Deus.
Peçamos ao Senhor a graça que a Igreja possa viver na concretude da vida cotidiana e também na concretude – entre aspas – do mistério. Se não puder fazê-lo, será uma Igreja pela metade, será uma associação piedosa, levada adiante por prescrições, mas sem o sentido da adoração. Entrar no mistério não é sonhar; entrar no mistério é precisamente isto: adorar. Entrar no mistério é fazer aquilo que faremos no futuro, quando chegaremos à presença de Deus: adorar. Que o Senhor conceda à Igreja essa graça”.

A Comunhão espiritual

Antes de concluir a Missa, o Papa convidou à Comunhão espiritual neste tempo difícil devido à pandemia do coronavírus, que causou na Itália a suspensão das Missas com a participação dos fiéis para evitar todo contágio. Francisco terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística. A seguir, as palavras do Santo Padre seguidas da oração para a Comunhão espiritual:
“A todos aqueles que estão longe e acompanham a Missa por televisões, convido a fazer a comunhão espiritual. 
Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no vosso e na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Eu vos amo. Assim seja”.

CORONAVÍRUS: ARQUIDIOCESE DA PB DIVULGA ORIENTAÇÕES DO ARCEBISPO

segunda-feira, 16 de março de 2020

Diante da realidade de pandemia que estamos enfrentando e seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde, a Arquidiocese da Paraíba resolve dar as seguintes orientações ao Clero, a todos os fieis católicos e às pessoas de boa vontade:

  1. Prevalecem as orientações publicadas no dia 27 de fevereiro de 2020 para as celebrações: evitar o abraço da paz, evitar dar as mãos na oração do Pai-Nosso e que a Sagrada Comunhão seja recebida na mão.

  1. A partir desta data, estão suspensas todas as atividades que reúnam grande número de fieis, a saber: encontros (catequese, escola da fé, ECC, EJC, etc), assembleias, Vias-Sacras públicas, procissões, festas de padroeiro e aglomerações acima de 100 pessoas em ambiente fechado e 200 pessoas em ambiente aberto;

  1. As celebrações da Eucaristia não podem reunir mais de 100 pessoas em ambiente fechado ou 200 pessoas em ambiente aberto;

  1. Durante as celebrações, as igrejas permaneçam com portas e janelas abertas, facilitando a circulação da ventilação;

  1. Redobrar a atenção com a higienização, tomando os seguintes cuidados: oferecer área para lavagem das mãos e/ou sempre que possível, disponibilizar álcool em gel para os fieis e manter com rigor a limpeza do ambiente celebrativo;

  1. Os idosos e as pessoas que se enquadram nos grupos de risco estão dispensados de participar presencialmente das Missas, podendo acompanha-las a partir dos meios de comunicação, como rádio, tv e redes sociais;

  1. Ao clero: suspender os mutirões de confissão, aumentando os dias e horários de atendimentos aos fieis. Recomendamos, ainda, aumentar o número de Missas visando diminuir a quantidade de pessoas nas celebrações;

  1. Ficam suspensas as próximas Visitas Pastorais.

A todos reafirmamos nosso compromisso de zelar pastoralmente pelo bem comum e a proteção da vida. Além dessas medidas, convidamos a todos a viver este período quaresmal em oração e procurando descobrir a vontade de Deus em todas as coisas. Certos de que, unidos a Ele, venceremos este tempo tão desafiador.

Estas orientações têm vigência de 30 dias.


João Pessoa, 16 de março de 2020

Dom Manoel Delson Pedreira  da Cruz, OFMCap
Arcebispo da Paraíba




Quais são os efeitos da Misericórdia?

quinta-feira, 5 de março de 2020

Pode-se perceber os efeitos da misericórdia na vida do homem, à partir de experiências práticas

A Igreja Católica prepara um percurso de grande importância: a celebração do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco. Trata-se de um momento especial, celebrado no âmbito das comunidades de fé, que deve ecoar em todo o mundo, para vencer as muitas violências – física e moral, a corrupção e também a permissividade que contracena com a rigidez de grupos, alimentando fundamentalismos religiosos, políticos e culturais. A vivência desse tempo é oportunidade para tratar feridas que atingem a sociedade como um todo, inclusive a própria Igreja. O remédio para essas enfermidades é a prática da misericórdia.
1200 x 1600 - Os efeitos da Misericórdia
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A misericórdia não é sinal de fraqueza, é qualidade da onipotência divina

A audaciosa convocação do Ano Santo da Misericórdia comprova a intuição singular do Papa Francisco no exercício de sua missão. É pelo caminho da misericórdia que a humanidade alcançará as mudanças e respostas que a contemporaneidade espera, com urgência. É remédio incidente. Pode ocorrer de se pensar, equivocadamente, que agir de modo misericordioso se trata de fraqueza e conivência. Mas, assinala o Papa Francisco, reportando-se a palavras de Santo Tomás de Aquino, que a misericórdia não é sinal de fraqueza, é qualidade da onipotência divina.

Efeitos da misericórdia

O início do Ano Santo da Misericórdia será marcado pela abertura da Porta Santa em Roma, pelo Papa, no dia 8 de dezembro. Nas dioceses do mundo inteiro, no domingo seguinte, dia 13. Essa Porta será aberta para que qualquer pessoa possa entrar e experimentar o amor de Deus que perdoa, consola e dá esperança. Isso significa que a vivência da misericórdia permite regeneração e nova compreensão da vida, um olhar compassivo sobre a humanidade, na direção de cada pessoa. Torna efetiva a possibilidade de se alcançar novos sentimentos e um jeito de viver capazes de desenhar cenários na contramão da violência, da corrupção, da luta insana pelo poder e pelo lucro.
A experiência da misericórdia alimenta a esperança. Permite a compreensão lúcida da fraternidade e da solidariedade como pilares indispensáveis da sociedade. Bases que devem substituir a lógica perversa da economia que gera ganância, raiz de um “desenvolvimento” que recai como peso sobre os ombros de todos, particularmente dos pobres e indefesos. Para encontrar um rumo novo, todos são convocados a compreender que Deus é misericordioso, fonte da misericórdia. E Jesus Cristo é o rosto dessa misericórdia do Pai porque n’Ele, Jesus, a misericórdia se tornou viva, visível e chegou ao seu ápice. Esse é o mistério da fé cristã.

Ato último e supremo pelo qual Deus vem ao encontro de todos

Ser cristão é, portanto, contemplar o mistério da misericórdia, revelado por Jesus Cristo, fonte da alegria, da serenidade e da paz. Uma interpelação incidente, pois permite reconhecer que a misericórdia é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao encontro de todos. Pertinente é a indicação do Papa Francisco, quando sublinha que “a misericórdia é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação de nosso pecado”.

Critério para reconhecer os verdadeiros filhos de Deus

Coluna mestra de sustentação da Igreja, a experiência da misericórdia é indispensável para conseguir respostas novas e transformadoras, diante dos desafios da atualidade. Sem o remédio da misericórdia, crescerão os fundamentalismos, não se controlará a intolerância, haverá sempre mais polarização de grupos políticos e religiosos, um contínuo desgaste da cultura da vida e da paz. Investir na misericórdia começa pela competência indispensável de perdoar, como Jesus indicou a Pedro, ao responder a sua pergunta a respeito de quantas vezes deve-se perdoar. O perdão é núcleo central do Evangelho e da autenticidade da fé cristã. Por isso, Jesus mostra que a misericórdia não é apenas o agir de Deus Pai, mas é o verdadeiro critério para reconhecer quem são os verdadeiros filhos de Deus.
O Ano da Misericórdia, experiência de fé na Igreja, com incidência na vida das famílias e comunidades, marcado por testemunhos, significativos gestos de reconciliação e perdão, é necessário para se alcançar nova etapa no cuidado das fraquezas e dificuldades dos irmãos. Um convite para que se busque a sabedoria da misericórdia. Em lugar de violência e disputas, que surja um tempo novo, pela força da misericórdia e da compaixão.

Aprenda a rezar o Terço da Misericórdia

quarta-feira, 4 de março de 2020

Inicie rezando:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Reza-se: Pai-Nosso; Ave-Maria e o Creio.

Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas das Ave-Marias, reza-se:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)

Ao fim do terço, reza-se:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Esse terço foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de setembro de 1935: “Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus, a ponto de atingir a terra. Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição”.

Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:

“Pela recitação desse terço, agrada-Me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isso para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Essas almas têm sobre meu coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a Minha misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame”.
“Quando rezarem esse terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso.”





A Quaresma vivida como tempo forte da Misericórdia

terça-feira, 3 de março de 2020

Que a Quaresma deste ano seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia

O ritmo da vida cristã é marcado pelos tempos litúrgicos, com os quais o mesmo mistério de Cristo, Morto e Resuscitado, se descortina diante dos olhos da fé, sempre rico e fecundo, de modo a alimentar todos os homens e mulheres de fé. Como numa dança sublime, este ritmo é marcado por tempos mais fortes, como acontece agora com a Quaresma que se inicia. Queremos entrar numa quarentena especial e receber o remédio advindo da penitência, revendo corajosamente os rumos de nossa existência. É oportunidade preciosa para refazer as nossas escolhas, tendo como ponto de referência o fato de que Deus nos ama de verdade. A prova é o envio de seu Filho amado, que se abaixou, visitando todas as profundezas do mistério humano, para iluminar-lhes todos os recantos, resgatando os que foram feitos escravos do pecado, a fim de viverem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. “Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimos pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (Cf. Lc 1, 48), confessando-se a humilde serva do Senhor” (Cf. Lc 1, 38) (Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2016).
1600 x 1200 - A Quaresma vivida como tempo forte da Misericórdia
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Na Bula de proclamação do Jubileu, o Papa fez o convite para que “a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus” (Misericordiae Vultus, 17). Com efeito, ensina o Papa, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo, mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Assim, o primeiro apelo é dirigido a cada pessoa que professa a fé, no sentido de tomar a peito a caminhada quaresmal, abrindo-se ao convite da Igreja, acolhendo as propostas de jejum, mortificação, oração intensa e caridade ativa.

A Quaresma começa na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, quando acorremos ao gesto simbólico e tão forte que é a imposição das cinzas, com o qual queremos dizer que sem Deus nós nos tornamos pó da terra, cinza! O ponto de chegada será o ressurgir com Cristo na Páscoa, saindo do pó do sepulcro dos pecados, para viver a vida nova, com o Senhor Jesus, no coração da Igreja. “Convertei-vos e crede no Evangelho!” “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar!” São as palavras fortes e positivamente provocantes que a Igreja nos dirige na abertura da Quaresma.
A Quaresma é vivida com a Bíblia nas mãos e no coração. É tempo privilegiado e textos abundantes e ricos, oferecidos pela Igreja para a nossa edificação. Nossa Arquidiocese oferece os textos do “Retiro Popular”, com roteiros de leitura orante da Palavra de Deus tirada do Evangelho de São Lucas, proclamado na maior parte das celebrações litúrgicas do ano em curso. E se trata do Evangelho da Misericórdia, com narrativas ricas de conteúdo, para nos abrirmos ao amor de Deus, que nos ama de verdade!

Tempo especial de oração

A Quaresma é tempo especial de oração. Uma das manifestações da fé é a capacidade de olhar para o alto e para dentro, para entrar em comunhão profunda com Deus. Oração se faz no silêncio interior do diálogo com Deus. Oração se faz com a liberdade concedida pelo Espírito Santo, que vem em auxílio de nossa fraqueza. Oração se faz com as palavras aprendidas ao colo de nossos pais, assim como muitas preces feitas por pessoas inspiradas, que se tornaram mestres e mestras no relacionamento com o Senhor. Oração se faz, e este é seu ponto mais alto, quando o culto verdadeiro e completo é prestado ao Pai, no Espírito Santo, pelo amor infinito de Cristo, que se oferece por nós na Eucaristia, renovação de seu Sacrifício. A Missa é o cume e a fonte de nossa vida cristã.
Quaresma é tempo especial de caridade. Toca o coração a força com que o Papa Francisco quer fazer de todos nós, nesta Quaresma, homens e mulheres banhados na Misericórdia: “A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. No pobre, a carne de Cristo torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga, a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós. É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (Cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé” (Mensagem Quaresmal 2016).

A Quaresma deve nos levar à conversão, penitência e misericórdia

segunda-feira, 2 de março de 2020

O caminho quaresmal deve nos levar à conversão, penitência e misericórdia

“Chegaram algumas pessoas trazendo a Jesus notícias a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando o sangue deles com o dos sacrifícios que ofereciam. Ele lhes respondeu: ‘Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu, por terem sofrido tal coisa? Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo'” (Lc 13,1-15).
1600 x 1200 - A quaresma deve nos levar a conversão, penitência e a misericórdia
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Alguém pode até pensar que se trata de crônica policial, com fatos hoje corriqueiros e incapazes de nos assustar, tal a frequência de massacres, violência e acidentes! Mas aqui se trata de uma proposta séria de reação inteligente, baseada na fé, diante dos acontecimentos. Não dá para passar ao largo de todas as muitas provocações vindas do dia a dia, sem acolher a misteriosa e efetiva mensagem que Deus quer efetivamente nos oferecer, exigindo nossa reação. Deus nos fala continuamente e pede sempre o mesmo, a conversão, palavrinha provocante que significa mudar de mentalidade e de rota.

Todos devem sair da confissão com alegria no coração

Mudar de mentalidade! A Campanha da Fraternidade em curso remete os cristãos que dela participam e apela a todas as pessoas de boa vontade ao cuidado com a nossa casa comum, a partir do intrigante tema do saneamento básico. Impressiona o fato de que se torna necessário que os responsáveis pela vida eclesiástica tenham de vir a público, quase a suplicar que alguém se desperte e tome providências efetivas quanto ao cuidado com a água, o recolhimento do lixo, o esgoto sanitário e daí por diante! São elementos tão “escondidos” até debaixo da terra, cujo cuidado já deveria ser dado por descontado pela cidadania e pelos responsáveis pela administração pública! Só que a mente precisa ser mudada para que as ações a ela correspondam. O bem dos outros e o bem comum, no qual cada um de nós está incluído, há de passar na frente do escandaloso prazer de sujar ruas e praças ou desperdiçar água ou ainda destruir o patrimônio público! Mais ainda, há de mudar a banalização da vida, vilipendiada e destruída diante dos olhos de todos.
Podemos ir mais a fundo na questão, com a coragem de perguntar ao conjunto da sociedade a respeito dos motivos para tanta inversão de valores! É que começamos a plantar há muito tempo. Quando Deus deixa de ser o centro e o polo de referência, todo o resto desmorona. O ser humano, a natureza ou qualquer outro ideal, jogam fora o próprio sentido, quando Deus é excluído! Não somos fruto do acaso. Quando a humanidade “escolheu o acaso”, gerou o individualismo, espalhou-se como relativismo, confundiu as peças do tabuleiro da sociedade e da vida! Reconstruir tudo, ajuntando os cacos, já está dando trabalho e pedirá muito esforço do conjunto da sociedade.

A Palavra de Deus e a experiência sofrida e maravilhosa dos cristãos suscitaram alguns passos. É incrível, mas começa quando paramos, tomamos consciência de nossos inúmeros erros, temos a coragem de reconhecê-los como “pecados”, descobrimos que prejudicar os outros ou a própria vida e ainda a natureza toca na raiz de nossa existência! E lá vai o pecador, arrependido e suplicante, corajoso para se enrubescer de vergonha no confessionário, pedir perdão e sair disposto a recomeçar pela enésima vez, levantar a cabeça e melhorar! Vem da sabedoria do Papa Francisco uma magnífica palavra: “A confissão não deve ser uma tortura. Todos devem sair da confissão com a alegria no coração, com o rosto radiante de esperança, mesmo se, às vezes, como sabemos, molhado pelas lágrimas da conversão e da alegria”. Sim, o mundo já mudou para melhor quando alguém começou a ser diferente!

Ao sair da confissão é preciso mudar de rota

Ao sair dos muitos confessionários à disposição, trata-se de mudar a rota! Começar a amar o próximo que está ao nosso redor, tratar os bens da natureza com maior carinho, privilegiar o bem que é feito, diminuir a amargura com a qual se comentam os fatos da sociedade, fazer menos propaganda dos crimes correntes, relatar experiências positivas, participar de iniciativas comunitárias, quem sabe reaprender a sorrir e cumprimentar com maior delicadeza, fazer-se um com os outros, sem pretender justificar as opções egoístas de quem quer ficar “na sua” e ainda afirma que ninguém tem nada com isso!
A quem considera irreais tais propostas, aqui está o resto da conversa de Jesus, por sinal à disposição dos interessados nas Missas do terceiro domingo da Quaresma. Vale a pena acolhê-la e ainda ir à Missa para ouvir a Boa Nova proclamada e celebrada na Igreja: “Jesus contou esta parábola: ‘Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi lá procurar figos e não os encontrou. Então disse ao agricultor: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Para que está ocupando inutilmente a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano. Vou cavar em volta e pôr adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então a cortarás'” (Lc 13, 6-9). O tempo não perdoa quem não o respeita! Há que aproveitá-lo e transformá-lo em oportunidade de salvação. Não desperdiçar a paciência de Deus, que oferece de tudo para o nosso crescimento e a conversão. Fazer penitência para afofar a terra de nosso coração, acreditar nas graças que são oferecidas! Temos tempo!

Peça a Deus o dom das lágrimas, o dom da conversão

Há poucos dias, em Ciudad Juarez, no México, o Papa Francisco, referindo-se à pregação do profeta em Nínive, assim se expressou: “Jonas ajudou a ver, a tomar consciência. Que se passa depois? O seu apelo encontra homens e mulheres capazes de se arrependerem, capazes de chorar: deplorar a injustiça, deplorar a degradação, deplorar a opressão. São as lágrimas que podem abrir o caminho à transformação; são as lágrimas que podem abrandar o coração, são as lágrimas que podem purificar o olhar e ajudar a ver a espiral de pecado em que, muitas vezes, se está enredado. São as lágrimas que conseguem sensibilizar o olhar e a atitude endurecida, sobretudo adormecida perante o sofrimento alheio. São as lágrimas que podem gerar uma ruptura capaz de nos abrir à conversão. Foi assim com Pedro, depois de ter renegado Jesus; chorou e as lágrimas abriram-lhe o coração. Hoje, essa palavra ressoa vigorosamente no meio de nós; essa palavra é a voz que clama no deserto e nos convida à conversão. Neste Ano da Misericórdia, quero implorar convosco, neste lugar a misericórdia divina, pedir convosco o dom das lágrimas e o dom da conversão”. Pedindo o dom da conversão, deixemo-nos envolver com o manto da misericórdia!

O que é penitência?

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Quaresma é o período de 40 dias de penitência que precede a festa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo

Como 40 dias se, contando, medeiam 46 entre a Quarta-feira de Cinzas e a Páscoa? Simplesmente, porque os domingos não podem ser dias de penitência, de modo que são excluídos da contagem. Cada domingo é uma pequena Páscoa, “dia em que, por tradição apostólica, celebra-se o mistério pascal” (cânon 1.246 do Código de Direito Canônico), devendo ser evitada qualquer atitude que exprima tristeza. Assim, descontados os domingos entre a Quarta-feira de Cinzas e a Páscoa da Ressurreição medeiam 40 dias.
Segundo São Roberto Belarmino e Cornélio a Lápide, foram os próprios apóstolos quem instituíram a Quaresma, para nos prepararmos dignamente a fim de celebrar a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a máxima festa do Cristianismo.

Prática penitencial da Igreja

Assim, a Quaresma é um tempo favorável à prática penitencial da Igreja. Conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC), “esses tempos são particularmente apropriados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, peregrinações em sinal de penitência, privações voluntárias como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras de caridade e missionárias)” (CIC, número 1.438). É um tempo de renascimento espiritual e de renovação na , no qual se pede aos fiéis maior interesse pelas coisas divinas, uma frequência mais assídua à Santa Missa e aos ofícios litúrgicos, maior correção nas próprias ações e um treinamento no controle de suas próprias paixões e sentimentos.
Lamentavelmente, hoje em dia, a palavra “penitência” provoca mal-estar em muita gente. Entretanto, se consultarmos os Evangelhos, veremos que Jesus começou a Sua pregação nos exortando à penitência: «Poenitentiam agite: appropinquavit enim Regnum caelorum» (Mt 4,17) – “Fazei penitência, porque está próximo o Reino dos Céus”. Rejeitar a penitência é rejeitar a pregação de Cristo desde o princípio.
A palavra “penitência” significa simultaneamente duas coisas que, embora distintas, estão indissociavelmente ligadas: uma virtude e um sacramento, a virtude da penitência e o sacramento da penitência. Sobre o sacramento da penitência e a reconciliação, falaremos em outra oportunidade, se assim Deus o quiser. Pretendemos, hoje, dizer algumas palavras sobre a penitência como virtude, ilustrando o significado do tempo quaresmal.

Quando se fala de penitência, as pessoas logo imaginam práticas exteriores ou pior: coisas como autoflagelação, numa visão totalmente distorcida. Na verdade, a essência da penitência é interior e não se confunde com práticas exteriores como o jejum, a esmola e a mortificação. As práticas exteriores pouco ou nada valem sem a penitência interior. «Rasgai os vossos corações e não os vossos vestidos, convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque Ele é benigno e compassivo» (Jl 2,13). Tampouco a virtude da penitência pode ser confundida com um desejo mórbido de infligir sofrimento a si mesmo.

A virtude da penitência

A virtude da penitência é uma disposição moral que inclina o pecador a destruir e reparar os seus próprios pecados por constituírem ofensas a Deus. A penitência é uma dor espiritual, interior: é o sofrimento por haver pecado. É um querer não ter pecado, é um querer não ter querido o mal que se quis no passado. O pecado é um ato da vontade humana e só pode ser destruído por um novo ato da vontade que o revogue. É por isso que a virtude da penitência está indissociavelmente ligado ao sacramento de mesmo nome: a validade deste depende da sinceridade daquele. Mas não basta o arrependimento.
A virtude da penitência exige também o propósito de reparar o mal cometido e de não mais tornar a pecar no futuro. Assim, a penitência se projeta nos sentidos do tempo: para o passado, o arrependimento; para o presente, a reparação; e para o futuro, o propósito de emenda. Os hereges protestantes pregam que não é necessário aos que se arrependem reparar o mal que fizeram no passado de sua vida. O fulano mata, rouba, estupra e acha que basta “aceitar Jesus” para ficar com a “ficha limpa”. Por isso, os protestantes escarnecem da necessidade de penitência. Ora, isso é uma distorção do Evangelho, pois é preciso reparar: quem roubava deve restituir o que roubou; quem professava publicamente uma falsa doutrina deve também se retratar em público.
Tenhamos todos, então, uma boa e santa Quaresma. «Desde então começou Jesus a pregar e a dizer: “Fazei penitência, porque está próximo o Reino dos céus”» (Mt 4,17). E se está próximo, é porque não está distante: «O Senhor está perto de toda pessoa que o invoca» (Sl 144,18).
Rodrigo R. Pedroso
O autor é advogado graduado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (FD/USP)



Fonte: Canção Nova

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