Nossa Senhora de Fátima, graça e a misericórdia

quarta-feira, 13 de maio de 2015


Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.
O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.
Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.
Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.
Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.
Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.
Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

O Paráclito nos prova que o bem e a verdade nos salvam

terça-feira, 12 de maio de 2015

O Paráclito nos prova que o bem e a verdade nos salvam. Render-se ao Espírito Santo de Deus é ter a convicção de que o mal não tem a última palavra em nós e de que somente Jesus nos liberta das trevas.
E quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo” (João 16, 8).
Abrir-se à graça do Espírito é se abrir à graça da verdade; a verdade que vem ao nosso encontro para nos convencer do que é o erro e do que é a verdade. O Espírito é convincente, porque nós temos as nossas verdades e as nossas convicções, mas, aqui não se trata de uma verdade qualquer nem de uma convicção que vem dos nossos subjetivismos. Não, é a verdade suprema e última de todos nós!
Então, primeiro o Espírito nos convence da existência do pecado; e o maior e grande pecado é não crer que Jesus é o enviado de Deus. O grande pecado é não nos rendermos ao amor de Jesus, porque nós cremos que Jesus é Nosso Senhor, cremos na vinda d’Ele, mas só o Espírito de Deus pode nos convencer de que só há vida quando nos rendemos ao amor de Jesus. E o grande pecado é não nos entregarmos, é não nos rendermos ao amor que Jesus tem por cada um de nós.
O Espírito Santo de Deus nos convence, a cada momento, de nossas fraquezas, dos nossos limites; o Espírito nos convence de que estamos no caminho errado e de que o único caminho é Jesus. Render-se ao Espírito é se render à convicção da existência do mal para aceitar a verdade. Sim, ter a convicção de que o mal não tem a última palavra em nós e de que é Jesus quem nos liberta dele.
O Espírito de Deus nos convence da justiça; e a justiça é conhecer a verdade; ao contrário da injustiça que nega a verdade e prefere ensinar o mundo e as pessoas a permanecerem no erro, na escravidão e fazendo o mal. A grande injustiça é condenar o Senhor do bem à morte; e nós, muitas vezes, caminhamos nas injustiças porque não focamos a nossa vida no senhorio de Jesus.
É o Espírito Santo de Deus quem nos convence das injustiças deste mundo, é o Espírito quem nos convence do juízo; e o juízo é saber e ter a convicção de que o mal já está julgado e condenado. Não há como compartilhar e tentar convencer de que o mal é uma coisa boa, de que há bem no mal. O mal é mal, o erro é erro.
O errado pode sair do erro e conhecer o que é certo; quem está na mentira pode conhecer a verdade e sair dela [a mentira]. O que nós não podemos é ter comunhão com o mal e com o bem, porque o mal já está condenado. Precisamos nos convencer de que o que nos salva é o bem e a verdade. Por isso o Paráclito vem em nosso socorro, em nosso auxílio, para nos convencer destas três realidades: do pecado, da justiça e do juízo. É Ele [Paráclito] quem nós conduz a Jesus, Nosso Senhor e Salvador!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O Espírito Santo de Deus vem em socorro de nossas fraquezas

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O Espírito Santo de Deus vem em socorro de nossas fraquezas. Da nossa parte é preciso colaboração, entrega, disposição e submissão para que Ele realize em nós a obra de Deus!
Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (João 15,26).
Nós não podemos testemunhar Jesus ao mundo sem o auxílio, sem a força e sem a luz do Paráclito, que é o Advogado, o Defensor, o Iluminador, o Espírito Santo de Deus. Ele é a promessa de Jesus, o Prometido do coração do Pai, Aquele que vem para iluminar a face mais obscura da mente e do coração humano.
O Paráclito é aquele que conduz o nosso coração à verdade para que conheçamos e amemos a verdade. O Paráclito é a luz de Deus, que vem em socorro de nossas fraquezas, porque não temos uma só, temos muitas fraquezas: no corpo, na alma, no espírito, na vontade e na mente (cf. Romanos 8, 26). E como precisamos ser fortalecidos e iluminados por Ele!
Quantas vezes estamos em meio às trevas e não sabemos para onde ir; contudo, não estamos sozinhos! Jesus e o Seu Pai, muito amado, conhecem e sabem de nossas fraquezas, da fragilidade humana que nós somos, e para não ficarmos sozinhos (porque Jesus voltou para o seio do Pai), Eles nos enviam do céu o Seu Espírito. Espírito que é Pessoa, não é apenas uma personificação de algo celeste, mas é tão Pessoa quanto o Pai e o Filho. O Paráclito tem o Seu lugar na ação divina de governar, cuidar e reger o mundo, a nossa alma e o nosso coração.
Render-se a Deus é se render ao Seu Santo Espírito; entregar-se a Deus é se entregar ao Seu Santo Espírito. Por este motivo Ele se chama Paráclito, porque Ele é Advogado, é Intercessor, é Consolador, Ele faz e refaz em nós toda a ação de Deus! Da nossa parte é preciso colaboração, entrega, disposição e submissão para que Ele [Paráclito] realize em nós a obra de Deus!
Nós não podemos abrir mão da ação do Espírito de Deus em nós; ação contínua, entrega contínua. O Espírito que nos batizou, que nos crismou, vem em nosso socorro todas as vezes em que O invocamos e vem a nós pela Eucaristia. Nós precisamos no Espírito e pelo Espírito!
Por essa razão, no início desta semana nós nos rendemos, nos entregamos e colocamos toda a nossa vida, tudo aquilo que somos e vivemos à disposição do Espírito Santo de Deus; pedindo que Ele venha a ser realmente nosso Paráclito, nosso Advogado, que venha em auxílio, em socorro e em auxílio da nossa fraqueza para não desanimarmos, para não desistirmos e para não pararmos em nossas fraquezas e nossos fracassos.
Espírito Santo de Deus, vinde em nosso auxílio! Vinde em nosso socorro e apressai-Vos em nos socorrer!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O amor de Deus me ensina a ser mãe

domingo, 10 de maio de 2015

“De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor”. (Jeremias 31, 3).

Meditando esta Palavra fui fazendo memória de tantas coisas, de tantas pessoas, e o Senhor colocou três palavras em meu coração: gratidão, reconciliação e celebração. Precisamos agradecer a Deus, que nós deu Seu Filho para ser nosso Salvador, esse Deus que nos deu Sua Mãe e também o Espírito Santo para nos dar forças.
Minha mãe tinha problemas de desmaios e, desta forma, não cuidava de mim sozinha. Minha família é grande e morávamos perto dos meus avós, dos meus tios; era uma casa numa pequena comunidade. Então, todos cuidavam de mim.
O amor de Deus me ensinou e me ensina a ser uma boa mãe, contudo, minha mãe, minhas tias, minha avó também! Quero agradecer a todas as amigas que me ajudam a cuidar dos meus filhos. Quero também agradecer a Nossa Senhora, a Mulher das mulheres, ela que sempre me abençoa.
Fiquei grávida do meu primeiro filho, Pedro José, e eu e meu esposo recebemos a notícia de que seríamos remanejados para a missão de Portugal.
Após o nascimento do meu primeiro filho, descobri que seria mãe novamente. Eu já tinha um nome para o meu segundo filho, se fosse uma menina se chamaria Maria Clara, mas veio novamente um menino e para ele eu ainda não tinha um nome. Eu já estava de cinco meses quando tivemos a notícia de que voltaríamos para o Brasil. É uma missão maravilhosa e minha alegria foi tão grande,  pois, iríamos para Cuiabá (MT). Recebi a notícia do sexo do bebê, seria mais um menino, o nome dele: Gabriel.
Tive o Gabriel em Cuiabá (MT), uma criança linda, saudável, viveu muitos momentos felizes conosco. Quando o Gabriel completou 4 anos e 6 meses tivemos uma visita de Deus em nossa família. Ele teve a primeira dor de cabeça, sentiu fraquezas e vômitos; o levamos ao médico e foi diagnosticado apenas com uma virose. Após tomar os remédios recomendados, voltamos novamente ao médico para um novo exame e ele estava com sinusite; o médico medicou alguns antibióticos, porém suas dores não passavam.
Por meio de uma ressonância magnética descobrimos que este meu filho estava com um tumor no cérebro, do tamanho de um limão. E ali iniciava-se a nossa luta. O Gabriel veio a óbito, mas nós pudemos amar muito essa criança, e víamos o desígnio do amor de Deus presente entre nós. Eu poderia estar doida, com uma depressão que não voltasse mais, ou, de repente, já tivesse até morrido, mas Deus estava presente e também o monsenhor Jonas Abib que nos manteve e nos mantém sempre de pé.
O amor de Deus me ensina a ser mae
“Agradeça, reconcilie-se com quem é preciso. Peça perdão, hoje é dia de abraçar e celebrar!”, aconselha Angelica Câmara. Foto: Arquivo Canção Nova.
A nossa certeza é a de que, um dia, estaremos todos juntos no céu! Deus nos ama, mesmo estando nas situações mais difíceis, Ele tem um desígnio de amor a cada um de nós! Você, mãe, que perdeu um filho, saiba que antes mesmo de serem nossos, eles são de Deus. Eu não sei da sua história de mãe, o que você já passou, mas, agradeça, porque Deus tem um desígnio de amor para a sua vida!
Voltamos para Cachoeira Paulista (SP), e achávamos que só teríamos os nossos dois filhos Pedro José e Gabriel, porém, eu novamente fiquei grávida. Eu poderia ter ficado com raiva de Deus, por ter levado meu filho Gabriel, mas eu acredito que Ele me ama e tem o melhor para mim. E mais uma linda e maravilhosa notícia, seria uma menina, eu me sentia tão amada, parecia que Deus se derramava de amor por mim. Ela, Maria Clara, é a alegria da nossa casa, é mais um sinal do amor de Deus por nós!
Não paramos na Maria Clara, recentemente, tivemos o Rafael que irá completar um aninho de vida.
O amor de Deus me ensina a ser mãe. Ainda estou aprendendo, mas Ele me ensina cada vez mais! Agradeça, reconcilie-se com quem é preciso. Peça perdão, hoje é dia de abraçar e celebrar!

Fonte: Canção Nova

Somos chamados a levar a luz de Deus ao mundo

sábado, 9 de maio de 2015

Somos chamados a levar a luz de Deus ao mundoNão podemos nos render à lógica do pecado, do egoísmo, do orgulho; nem podemos nos conformar com as desigualdades deste mundo! 

Se o mundo vos odeia, sabei que odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus” (João 15, 18-19).

Nós estamos, vivemos e trabalhamos no mundo em que estamos, mas não somos dele e não pertencemos a ele, porque este mundo, criado bom por Deus, se corrompeu e pereceu diante do mal. No entanto, nós vivemos aqui e não podemos abrir mão de trabalhar neste mundo. Na verdade, temos que trabalhar com os pés aqui e o nosso coração em Deus e exclamar a cada dia: “Corações ao alto! O nosso coração está em Deus!“.
Contudo, por viver neste mundo, só não podemos nos esquecer de que ele tem sua lógica, suas regras e seus preceitos e de que nós não podemos nos render à lógica dele: a lógica da ambição desmedida, da injustiça e de que quem pode mais chega mais longe e de que quem tem menos tem que ser menos.
Não podemos nos render à lógica do pecado, do egoísmo, do orgulho. Nós não podemos nos conformar com as desigualdades deste mundo! Nós precisamos ser luz para este mundo! E sabemos que, no mundo que caminha em meio às trevas, a luz quando chega é para iluminar, é para mostrar o tudo que está obscuro e que está nas trevas a luz de que precisa.
No entanto, as trevas não aceitam a luz, preferem viver na escuridão, por isso a luz é rejeitada. E assim somos nós também, há muitos que preferem viver na escuridão, no seu pecado, no seu orgulho, no seu egoísmo e na vida errada que estão vivendo.
Quando a Palavra de Deus e a luz de Deus chegam para nos convencer do mal em que estamos vivendo, muitas vezes, nós nos fechamos. E o mundo se fecha à Palavra de Deus porque não quer ser iluminado pelo Senhor e por Sua Palavra.
Nós não podemos desistir de ser luz e de caminhar na luz, porque senão, no mundo em que vivemos, só vamos tropeçar. E então o mundo vai nos odiar, mas, na verdade, não é a nós a quem o mundo odeia, ele odeia a Palavra de Deus. O mundo odiou Jesus, por isso, O crucificou, porque preferiram viver nas trevas a aceitar a luz que é Jesus.
A luz de Cristo continua iluminando os corações, continua nos tirando das trevas deste mundo e nos mostrando a direção. Só não pode, quem é da luz, desistir de caminhar na luz. Precisa, cada vez mais, deixar-se ser mais iluminado por Jesus para também iluminar este mundo.
O mundo pode nos odiar, mas continuaremos a ser o sal, o fermento e a luz a que fomos chamados a ser!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

O verdadeiro amor é concreto e se comunica, diz Papa

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Na homilia, Francisco explicou os critérios do amor verdadeiro, que está mais nas obras que nas palavras

Francisco explica como identificar o verdadeiro amor: este é marcado pela concretude e pela comunicação / Foto: L'Osservatore Romano
Francisco explica como identificar o verdadeiro amor: este é marcado pela concretude e pela comunicação / Foto: L’Osservatore Romano
Na Missa desta quinta-feira, 7, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco centralizou sua homilia nos critérios do verdadeiro amor, que deve ser concreto e se comunicar. Ele ressaltou que mesmo os monges e as monjas de clausura não se isolam, mas comunicam e muito.
A reflexão sobre o amor surgiu do Evangelho do dia, em que Jesus pede que permaneçam em seu amor. O Santo Padre explicou que há dois critérios que ajudam a distinguir o verdadeiro amor do não-verdadeiro. O primeiro é que o amor está mais nos fatos que nas palavras, não é um “amor de telenovela”, uma “fantasia”.
“O verdadeiro amor é concreto, está nas obras, é um amor constante. Não é um simples entusiasmo. Também, tantas vezes é um amor doloroso: pensemos no amor de Jesus levando a cruz. Mas as obras do amor são aquelas que Jesus nos ensina no trecho do capítulo 25 de São Mateus. Quem ama faz isso: o protocolo do julgamento. Tive fome, destes-me de comer etc. Concretude. Também as bem-aventuranças, que são o ‘programa pastoral’ de Jesus, são concretas.
Francisco lembrou que uma das primeiras heresias do Cristianismo foi aquela do pensamento gnóstico, que falava de um Deus distante e não havia concretude. Em vez disso, amor do Pai foi concreto, ele enviou o Seu Filho feito carne para salvar a humanidade.
Comunicação
O segundo critério do amor, mencionou o Papa, é que ele se comunica, não permanece isolado. O amor dá a si mesmo e recebe, faz aquela comunicação que é entre o Pai e o Filho.
“Não há amor sem comunicar-se, não há amor isolado. Mas alguém de vocês pode me perguntar: ‘Padre, os monges e as monjas de clausura são isolados?’. Eles se comunicam e tanto com o Senhor, também com aqueles que vão para encontrar uma palavra de Deus. O verdadeiro amor não pode se isolar. Se está isolado, não é amor. É uma forma espiritualista de egoísmo, de permanecer fechado em si mesmo, buscando o próprio bem. É egoísmo”.
Permanecer no amor de Jesus significa, então, “fazer” e ter a coragem de se comunicar, de dialogar, seja com Deus, seja com os irmãos, disse o Papa. Ele fez a ressalva de que essa é uma tarefa difícil, porque o egoísmo atrai o homem para que não faça e não se comunique.
O Santo Padre concluiu a homilia com esta oração: “Que o Senhor nos dê a graça da alegria, aquela alegria que o mundo não pode dar”.

Como superar a falta de uma mãe

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Como a vida é um ciclo, em algum momento não teremos mais a presença de nossa mãe conosco

Mãe, uma pequena palavra de um significado imenso na vida de cada um de nós. Aquela com quem passamos nove meses de gestação. Ainda mais: antes de gestação do ventre – para as mães biológicas –, a gestação na alma, nos desejos e nas expectativas da vivência materna para as mães adotivas. Nosso papel de filhos começa nesses sonhos de concretização da maternidade.
Como superar a falta de uma mãe
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
No ciclo da vida, temos a graça de conviver com uma mulher que dá a vida por nós a cada dia. Cada gesto de amor, aquele olhar carinhoso, ou mesmo as duras atitudes e palavras que machucam, querem, no fundo, nos orientar, na certeza de que a presença materna é muito importante na vida de cada um de nós.
Nem sempre nossa experiência foi ou será positiva com nossa mãe, mas, acima de tudo, cabe a nós o exercício do perdão e da superação nesses momentos.
Como a vida é um ciclo, em algum momento não teremos mais a presença dela conosco. Os relatos da perda de mães são os mais variados possíveis: “Como sinto sua falta!”, “Deixei de fazer algo por ela, sinto-me culpado por seu falecimento”, “Não sei viver sem ela”. Num ciclo de vida, nós ocidentais sabemos comemorar os nascimentos, mas ainda temos muita dificuldade de lidar com a morte, diferente das culturas orientais. Será que, nesse sentido, precisamos nos rever na forma como nos relacionamos com nossas mães?
Perdas, na maioria das vezes, não se explicam. Quando buscamos excessivamente essa explicação, colocamo-nos num labirinto sem saída. É neste momento que a aceitação da perda, que é algo gradual, deve ser elaborada com a ajuda de uma rede de apoio de amigos ou familiares; se necessário, com a ajuda de profissional em terapia.
A culpa por não ter falado algo a tempo, por ter tido atitudes duras, enfim, a culpa de modo geral, se houver, deve ser amadurecida, repensada para que o processo de perda seja melhor vivenciado.
É claro que essa dor não passa rapidamente, mas da dor passamos a viver a saudade; melhor que isso, passamos a viver as memórias, as heranças positivas deixadas por essa mãe, os bons exemplos e também o perdão por aquilo que não vivemos de forma agradável com ela.
Um outro ponto importante é que cada um sente a dor à sua maneira. Frases como: “Não fique assim”, “Sua mãe não gostaria de te ver desse jeito” e outras tantas frases podem até ter uma intenção positiva, mas temos de compreender o tempo de cada um para viver a perda.
Depois do momento inicial de confusão pela perda, as etapas seguintes vão nos dando uma melhor compreensão do que se passou, uma reorganização da vida sem a pessoa querida (especialmente quando somos muito dependentes da mãe para tudo. Aí, cabe uma postura nossa, durante a vida, de criar autonomia e liberdade para que essa perda não seja tão brusca). Nesta fase de reorganização, podem aparecer novamente sentimentos de revolta e incompreensão, até que, num momento posterior, a aceitação para uma nova vida esteja presente efetivamente.
A dor da perda não vai mudar; ela é para sempre, mas o que mudará em nós é a intensidade, bem como o sentido que damos à perda e aos sentimentos que carregamos conosco neste novo momento da vida e de seu ciclo que se renova.
 
Fonte: Canção Nova

Cristo nos convida a permanecermos conectados a Ele

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A Palavra de Deus hoje é um convite à retomada: à retomada de vínculos, à retomada da união mística e espiritual para que possamos abrir o coração e os ouvidos e permanecer ligados e conectados ao Senhor!
Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim” (João 15, 4).
O convite insistente do Senhor é que permaneçamos n’Ele. Permanecer quer dizer ficar, não sair, não desligar e não cortar a união que temos com o Senhor, porque vamos perceber, ao longo da vida, que esta é nossa grande tentação: nos desvincular de Deus. Não é deixar de crer n’Ele, porque crer todos podem crer, a questão é voltar-se a Ele e permanecer unido a Ele.
Quantos conheceram Deus, Sua graça e Seu amor e hoje não têm mais tempo, não têm mais vínculo nem gosto para viver essa graça, porque conheceram outras coisas que lhes pareceram ser mais prazerosas e vantajosas. Talvez nem tenham desprezado Deus, nem tenham dito: “Não quero mais saber de Deus!”, mas se afastaram, foram para longe do Senhor e pode ser até estejam indo bem naquilo que fazem, mas não produzem mais frutos para o Reino de Deus.
Há também aqueles que ficaram e permaneceram até hoje em Deus, mas ficaram por ficar, porque talvez não tenham encontrado outra coisa mais vantajosa para fazer, contudo, muitas vezes, não têm produzido frutos. Estamos em Deus, mas o nosso coração está no mundo; estamos em Deus, mas o nosso coração está longe d’Ele. Trabalhamos para Ele, mas a nossa cabeça, muitas vezes, não está n’Ele.
A Palavra de Deus hoje é um convite à retomada: à retomada de vínculos, à retomada da união mística e espiritual para que possamos abrir o coração e os ouvidos e permanecer ligados e conectados ao Senhor!


Hoje a palavra “conexão” diz tudo no mundo virtual e no mundo das relações humanas: só se estivermos conectados em tal ferramenta é que poderemos acessar o conteúdo desejado. Da mesma forma, para continuarmos “acessados” a Cristo, nós temos que estar conectados e unidos a Ele, porque, senão, nós não vamos nos conectar à graça nem usufruir da graça. E não vamos perceber a ação amorosa de Deus entre nós se perdermos essa união com Ele.
É hora de retomar a nossa vida de oração, é hora de retomar a nossa intimidade com Deus, mesmo que seja na aridez, na luta e no desafio, mas nos afastar de Deus jamais!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Aprenda a cultivar a vida interior

terça-feira, 5 de maio de 2015

Nas fontes batismais, cultivamos a vida interior que norteia nossas escolhas no cotidiano
A Páscoa é celebrada durante as semanas que se seguem ao dia da Ressurreição do Senhor, nas quais procuramos conhecer mais os sacramentos, as orações e a própria vida da Igreja. Trata-se de um tesouro inesgotável, do qual desejamos continuamente haurir a seiva que sustenta a presença cristã no mundo. A fonte é sempre o Senhor Jesus Cristo, Cabeça do Corpo que é a Igreja, com Sua graça comunicada a todos os cristãos. Nele fomos enxertados pelo batismo, nele desejamos permanecer e produzir frutos (Cf. Jo 15, 1-8). A vida cristã é uma divina aventura, conduzida pela graça de Deus, a fim de que nós manifestemos visivelmente a obra que o Senhor realiza em nossas almas, fazendo a nossa parte na construção do Reino de Deus. Sim, a cada cristão, renascido nas fontes batismais, cabe a tarefa de desenvolver a vida divina que lhe foi concedida.
Aprenda a cultivar a vida interior
Começa por dentro, no cultivo daquilo que chamamos vida interior, por meio do cuidado com a semente de vida plantada por Deus em nosso coração. Vale uma pergunta a respeito das ocasiões em que nos encontramos sozinhos, olhando no espelho da própria consciência, para verificar se estamos cuidando com carinho do que Deus mesmo plantou em nós. Como é a nossa oração pessoal? Como utilizamos o tempo livre? Para que exista coerência em nossa existência, há que se cuidar do lado de dentro, a ser continuamente examinado, com o que a Igreja chama de exame de consciência, feito no confronto o que Deus pensa para nós. É fácil perguntar o que penso sobre minha vida, até porque podemos ser juízes tendenciosos em causa própria. Muito mais exigente e libertador é deixar que a luz de Deus ilumine o recôndito de nossa alma. De fato, a Escritura ensina: “Feliz o homem a quem Deus corrige! Não rejeites, pois, a repreensão do Poderoso, porque ele fere, mas trata da ferida; golpeia, mas suas próprias mãos curam” (Jó 5, 17-18).
O cuidado com a vida interior pode contar com duas fontes preciosas, que se completam maravilhosamente. Trata-se da Palavra de Deus, lida, ouvida e praticada, e mais a vida de oração. Como estamos tratando de cristãos desejosos de aprofundar sua vivência pessoal da fé, vale para todos a insistência em rezar mais e rezar melhor. É escolher mesmo um tempo para rezar. A sabedoria da Igreja nos indica as orações da manhã e da noite, a leitura orante da Palavra de Deus, a participação na Eucaristia como ponto alto da semana, além do Rosário e as devoções pessoais, cultivadas com carinho. E a história dos santos nos legou pequenas flechas, dardos de amor dirigidos ao Senhor, chamados “jaculatórias”, começando da invocação do nome de Jesus.
Quantos “peregrinos” aprenderam a dizer “Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tem piedade de mim, que sou pecador”, invocação repetida inúmeras vezes durante o dia, a chamada “Oração de Jesus”. Impressionante é a força libertadora da memória que se enche de coisas boas, das quais a melhor é o cultivo da amizade com Deus. O que importa é nortear o programa de vida com escolhas claras, priorizando o que passa na frente, que é seguir a Jesus Cristo.
Toda planta frutífera vem a ser podada de tempo em tempo. Daí vem a magnífica afirmação do Senhor: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda” (Jo 15, 1-2). Como acontece com a parreira de uva, também nossa vida cristã precisa ser podada e purificada. “Nossos pais humanos nos corrigiam, como melhor lhes parecia, por um tempo passageiro; Deus, porém, nos corrige em vista do nosso bem, a fim de partilharmos a sua própria santidade. Na realidade, na hora em que é feita, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados” (Hb 12, 10-11). Certamente não é fácil suportar os golpes de cinzel do divino escultor, que quer esculpir em nós uma obra de arte. Algumas podas permitidas pelo Senhor, como o sofrimento, o cansaço, as tribulações, a perseguição ou as crises pessoais não nos façam perder a esperança.
E chega a nossa vida o tempo dos frutos (Mt 7, 17-12): “Pelos seus frutos os conhecereis”. Nossa união com o tronco, de onde recebemos a seiva da graça, manifesta-se na caridade vivida, na atenção ao próximo, nos gestos e palavras correspondentes à fé professada. Não cabem na vida do cristão a insensibilidade diante do sofrimento nem a desatenção com aquilo que ocorre ao nosso redor. Nos dias que correm dos desastres naturais noticiados, como o terrível terremoto no Nepal, passando pelos vulcões e outros fenômenos, chegamos aos problemas criados pelos homens e mulheres de nossa geração. Há poucos dias, os bispos do Brasil, reunidos em sua 53ª Assembleia Geral, alertaram nosso povo para algumas das muitas mazelas que pedem o testemunho corajoso dos cristãos: “A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (Cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade.
Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão. Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética. A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis”.
Nosso relacionamento com a família, o ambiente de trabalho e todos os níveis de contato com as pessoas e a sociedade devem transformar-se a partir de dentro do coração humano, para gerar uma nova cultura, aquela que o Papa Francisco chama de “cultura do encontro”. O Papa se relaciona com os outros como pessoa que encontra pessoas e que coloca profundamente em jogo a sua vida e busca que seu interlocutor coloque em jogo a si mesmo. É uma metodologia muito pessoal e envolvente, manifesta seu carisma, sua capacidade de ir ao coração do outro e convidá-lo a dar passos, a colocar-se em caminho pelo bem da humanidade. No grande vinhedo do mundo, há alguém que sabe vir de dentro do coração de Deus para que a cultura do Evangelho se espalhe!
 
Fonte: Canção Nova

Parabéns Diácono Roberto!!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Celebramos hoje o dom da vida do nosso querido Diácono Roberto!

Homem de fé, exemplo de humildade, amizade e companheirismo...
Que Deus continue te abençoando, te iluminando...

Obrigada por fazer parte de nossas vidas!!!!!

O cuidado que deve se ter com a celebração da Santa Missa

A Santa Missa não pode se transformar num palanque de comício social ou político
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A cada celebração, Cristo Jesus é o celebrante, é Ele quem se oferece ao Pai, quem ora e intercede por nós. O sacerdote é o seu representante, cabendo a nós a participação como parte do Corpo de Cristo.
A Missa não pode servir apenas para pedir pelas almas dos nossos falecidos. Apesar do seu grande valor para a purificação das almas dos nossos entes queridos, que ainda estão no purgatório, precisamos estar cientes de que isso é o mínimo diante do valor profundo da celebração. As necessidades do mundo inteiro estão presentes em cada Missa. Cristo as assume.
A Missa não pode se transformar num palanque de comício social ou político. Ela tem a capacidade de mudar as estruturas sociais, mas não é fazendo do altar um palanque que isso acontecerá. Esse não é o caminho. A Missa precisa ser Missa para que as estruturas sociais sejam transformadas.
O inimigo quer denegrir, desmoralizar e esvaziar o valor do sacrifício da Missa. Por isso, nós sacerdotes e fiéis não podemos profanar, banalizar nem esvaziar o sentido da Santa Missa.
Deus abençoe você!

Seu irmão,

A Palavra de Deus salva, liberta e transforma todas as coisas

A Palavra de Deus salva, cura, liberta e transforma todas as coisas. Quando nos propomos a vivê-la e a guardá-la no coração, o Pai, o Filho, o Espírito Santo vêm habitar em nós!
 
Se alguém me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (João 14, 23). 

Primeiro Jesus diz: “Se alguém me ama”, pois não são todos que amam o Senhor. Amar é uma opção de vida, amar é uma decisão, é muito mais do que um sentimento. É o assentimento da vontade, isto é, é querer viver de acordo com aquilo que é a convicção da mente e do coração. Por isso se alguém ama Jesus não precisa dizer muitas palavras, basta guardar a Sua Palavra!
A prova de que nós amamos o Senhor e de que Ele é importante para nós é levarmos a sério Sua Palavra. A primeira coisa necessária para isso: é preciso dedicar-se a ser um bom ouvinte da Palavra, ser um assíduo ouvinte da Palavra de Deus. Não só “ouvir” de alguém falar, mas o ouvir de aplicar-se. Quando lemos a Palavra, ela fala a nós, fala ao nosso ouvido e ao nosso coração e nós nos abrimos para ouvir o que ela quer nos dizer.
Só há uma Palavra, é a Palavra de salvação! E toda palavra que sai da boca de Jesus salva, restaura, cura, liberta, transforma e faz novas todas as coisas. Mas não basta só ouvi-la, é preciso guardá-la, é preciso ter o zelo de querer colocar em prática aquilo que nós ouvimos da Palavra a cada dia.
Não podemos semear os ouvintes, os espectadores, que até acham bonito o que o Senhor fala, pois, se não nos dispusermos a colocar em prática Suas palavras, elas vão se perder dentro de nós. Não podemos deixar que a Palavra de Deus se perca em nós, porque nós é que vamos nos perder sem ela!
Como nós precisamos da Palavra de Deus, porque dela é que vem a transformação da nossa vida e da nossa existência! E aí vem a parte mais bela: quando nos propomos a viver a Palavra do Senhor e a guardá-la, o Pai, o Filho, o Espírito Santo vêm morar em nós, habitar em nós! Nós não vamos viver sozinhos essa Palavra, pois a força, o auxílio e o cuidado virão do alto, e mais do que vir: essas graças permanecerão em nós. Cada vez que nos aplicamos, lutamos, resistimos ao mal e procuramos praticar o bem, viver a justiça e a verdade, Deus está entre nós e em nós.
Desse modo, nós não nos tornamos deuses, mas nos tornamos templos, o lugar da morada de Deus! A Palavra eterna de Deus se fez carne no ventre da Virgem Maria e está entre nós! E quando nos propomos a viver de acordo com a Palavra d’Ele, Ele também faz moradia no meio de nós!

Deus abençoe você! 

Fonte: Canção Nova

O que não pode faltar na vida de uma pessoa?

domingo, 3 de maio de 2015

Temos necessidade de muitas coisas, mas tem algo muito importante que não pode faltar em nossa vida
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““Quanto a nós, sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos”” (1 Jo 3,14). 

Em nossa vida não pode faltar amor. E é para o amor que o Senhor quer nos ressuscitar. Deus quer nos curar profundamente de tudo aquilo que acabou matando o amor em nós. Talvez, diante do próximo mais próximo, isto é, nossos familiares, filhos, irmãos, pais, esposo etc., tenhamos de dizer: “”Meu Deus do céu, eu não o amo, não sinto amor””. Justamente por causa disso, o Senhor quer fazer uma ressurreição em nossa vida.
Existe amor em você, mas, infelizmente, não sentindo esse amor, você acaba dizendo para si mesmo que não ama. Você se acusa e se condena por isso.
Quando estamos voltados para o Senhor, sentimos Seu amor e começamos a amar; voltamos à vida. Sabemos que passamos da morte para a vida, porque o amor de Deus está em nós. Porque estamos voltados para Ele, começamos a amar o próximo.


Seu irmão,

A eficácia de clamar o Espírito Santo

sábado, 2 de maio de 2015

O Espírito Santo repousa sobre nós para fazer a mesma coisa que fez no começo da criação
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“O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção” (Is 61,1a). Essa palavra ““repousa”” tem o mesmo significado do termo “pairar” que está em Gênesis: “O Espírito de Deus pairava sobre o caos no começo da criação” (Gn 1,2b). O Espírito Santo, ao pairar sobre o caos, fez dele um lugar de ordem e beleza. E a criação toda veio a partir disso. O “pairar” do Gênesis tem o mesmo sentido do “repousar” de Isaías.
O Espírito Santo repousa sobre nós para fazer a mesma coisa que fez lá no começo da criação. Tudo era um caos. Era tudo escuro, confuso. Então, Ele pousou sobre essa confusão, sujeira e desordem. E, pousando ali, transformou tudo. Pôs ordem em tudo. E da morte veio a vida. A criação surgiu dali. Infelizmente, cada um de nós é como esse caos, pois existe um caos dentro de nós. Muitas vezes, nós nem nos entendemos.
Tantas vezes, nossa vida se transforma em uma verdadeira desordem e, por causa disso, nossa cabeça não entende os nossos sentimentos e estes não entendem as coisas da nossa cabeça. Agimos pelos sentimentos e emoções e fazemos coisas erradas. Aí acontece o caos, porque somos criaturas humanas, feitas de barro e ainda não se completou a nossa criação. Por isso a necessidade de clamarmos o Espírito Santo para que repouse sobre nós e coloque ordem em todas as coisas.


Seu irmão,

Que a bênção de Deus esteja sobre todos os trabalhadores

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Que a bênção de Deus esteja sobre todos os trabalhadores, porque todo trabalho é sagrado e todo trabalhador é digno de respeito e de consideração no exercício do seu ofício! 

“Não é ele o filho do carpinteiro?” (Mateus 13, 55).


A Igreja nos dá a alegria de celebrarmos no dia de hoje a memória de São José Operário. O pai adotivo de Jesus, o esposo da Virgem Maria, tinha uma nobre profissão: ele era um carpinteiro. Da carpintaria de José saía o sustento daquela família; ele trabalhava todos os dias com dedicação e afinco. Até hoje, quando vamos a Nazaré, podemos contemplar o lugar onde era a carpintaria dele. O quão honrada, valorizada e importante era essa profissão naquela época; assim como o é até nos dias de hoje.
Queremos olhar para o exemplo de São José trabalhador, ele ensinou seu Filho também a trabalhar. Jesus também ia para a carpintaria de José e ali aprendeu da mesma forma a fazer trabalhos manuais. Afinal de contas, o trabalho dignifica o homem e dá honra à natureza humana, porque a vida na Terra só é melhorada e só evolui graças ao trabalho do homem, que aproveita as matérias-primas existentes e faz delas coisas esplêndidas! É da madeira que vem o banco em que sentamos, é da madeira que vem os móveis que usamos.
É usando os bens da própria natureza, com respeito e com prudência, que o homem faz o seu bem-estar acontecer e o progresso da sociedade evoluir. Por isso hoje, em toda a Terra, se celebra o Dia do Trabalho, o dia do homem, da mulher, do trabalhador, daquele que usa das suas faculdades mentais, intelectuais e das próprias mãos para melhorar a vida humana e conceder mais dignidade à nossa existência.
Todo trabalho é sagrado, todo trabalhador é digno de respeito e de consideração no exercício do seu ofício, por isso nós hoje louvamos a Deus e Senhor da criação, porque o Pai foi o primeiro a trabalhar de forma árdua para criar todas as coisas. Quando lemos o relato da criação, nós contemplamos a beleza de Deus ao criar uma coisa a cada dia, mostra-nos a forma como o Senhor trabalhava. E, depois, no mesmo relato diz que, no sétimo dia, Ele descansou.
Todo aquele que trabalha é digno do seu sustento e da retribuição pelo seu trabalho; assim como também é digno do justo descanso e do justo repouso.
Nós hoje queremos pedir a bênção de Deus a todos os trabalhadores. Queremos também suplicar que os direitos trabalhistas sejam respeitados em todos os lugares e que a humanidade avance nesses direitos. Que seja concedido a cada trabalhador o direito de poder ganhar de forma mais digna, que sejam concedidos seus direitos não só à remuneração justa, como também ao descanso, que é mais do que justo, ao descanso anual, às férias anuais e ao descanso semanal, dos quais nenhum de nós pode abrir mão!
Se Deus, que não se cansa, quis um dia descansar, imagine nós que nos cansamos com tanta coisa! Para que tenhamos mais vida e mais dignidade, é importante que as leis trabalhistas sejam garantidas e respeitadas!
Hoje a nossa oração se dirige também àqueles que estão desempregados. Todo homem, todo ser humano merece ter direito ao trabalho; no entanto, devido ao andar da economia de tantos lugares no mundo, muitas vezes, esse direito não é garantido, por isso também pedimos que Deus abençoe todos os nossos desempregados.

Deus abençoe você! 
Fonte: Canção Nova

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