Carnaval X Quaresma

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Se de um lado o conceito que temos hoje do carnaval no Brasil, especialmente começando pelo Rio de Janeiro e seguido por São Paulo, com as tradicionais escolas de samba, com mulheres bonitas, carros alegóricos e fantasias luxuosas, somados a uma enxurrada de estrangeiros que aportam no país para assim sambarem, poderíamos até achar que esta festa é tipicamente Brasileira. Tem até um ditado popular que diz; o ano no Brasil só começa após o carnaval.

 Porém a sua biografia é bem outra. Nos anais da história da humanidade vamos encontrar relatos que desde a civilização antiga, na sociedade Greco-romana, existiam traços dessa festividade, que passou por grandes transformações até nascer o verdadeiro carnaval, durante a Idade Média, como apontam alguns historiadores. Em Veneza a tradição das máscaras fazia a alegria principalmente dos jovens que utilizava a de urso ou de homem selvagem em peças teatrais, e faziam questão de desfilarem por toda a cidade. Na França, o rei Luis XIV o comandava ele próprio os bailes nos salões reais. Em Paris com o passar do tempo a burguesia parisiense passou a patrocinar os maiores bailes de fantasia da temporada. Fazendo também com isto, uma maior aproximação entre classes sociais. E no século XIX em meados de 1830 os bailes e desfiles de fantasias que conhecemos hoje foram adotados mais tarde pelo Brasil recém colonizado. Onde as brincadeiras tinham o nome de “entrudo”, que consistiam em jogar; água, pó, perfumes, ovos, sacos de areia, entre outras coisas. A brincadeira era considerada violenta e de mau gosto e provocava muitas brigas, ao ponto de acontecer crimes com mortes. Já a partir do XX, e querendo se livrar do passado português, e do costume do entrudo, a burguesia do Rio de Janeiro achou por bem copiar a tradição de Paris. Mais, de uma forma bastante inovada. Nem só da elite, bem como não só popular. Criam-se então grupos organizados que seriam mais tarde aqueles que tornariam modelos para o resto do País; blocos, clubes, cordões e ranchos. Fazendo assim um modelo de carnaval que vem ser a cara do brasileiro.

   Por outro lado a “Quaresma” nasce de um desejo da comunidade cristã. Para conhecê-la melhor é preciso entender que logo após o inicio do cristianismo e até os três primeiros séculos na igreja a celebração Pascoal não tinha um período de preparação, limitava-se apenas a dois dias de Jejum anterior ao dia pascal. Também não podemos esquecer que a Igreja cristã vivia um período de intensa perseguição.  Era o tempo do testemunho do martírio, fazendo assim uma constante conversão já que ela acontecia no batismo.

 Logo após a paz de Constantino em 303 e a diminuição da tensão, começou-se a perceber que era preciso um maior tempo para admoestar os fies sobre a coerência do batismo junto a celebração pascal. Sobre tudo também para dar resposta àqueles que extrapolavam, na comida e bebida e todo o tipo de excesso do carnaval. Dando adeus à carne, que em Italiano quer dizer “Carne vale” que depois passou a ser chamado de “carnevale” A palavra Quaresma tornou-se o antônimo da palavra carnaval para o cristão.

   A quaresma inicia-se na quarta feira de cinza com um convite a conversão: “Convertam-se ao evangelho.”(Mc 1,15). Durante a quaresma a Igreja também é chamada, enquanto povo sacerdotal e sacramento de salvação, a empenha-se, de maneira diferente na obra de reconciliação, que lhe foi confiada pelo Senhor. E pelas obras da penitência quaresmal: O jejum e esmola, a oração e a caridade.

   Santo Agostino no diz no grande mistério pascal de Cristo: A história do nosso destino tem duas fases; uma que transcorre agora em meio às tentações e tribulações desta vida; e a outra que serão a segurança e alegria eterna. Ou seja, em dois tempos. Antes da páscoa e o tempo depois da páscoa.

 

Diác. Roberto Inocêncio de Araújo

Bacharel em Teologia

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