Padre comenta o Dia de Finados e indulgência plenária nesta solenidade

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

 No Dia de Finados, é possível oferecer a indulgência plenária a um fiel falecido

No Dia de Finados, católicos rezam por fiéis falecidos / Foto: Paula Dazaró – Canção Nova

Neste sábado, 2, a Igreja comemora o Dia de Finados. A data começou a ser vivida na vida monástica, por ordem de um abade, que decretou que o dia em seguida à Solenidade de Todos os Santos fosse dedicado à oração por todos os falecidos. Com o passar dos anos, as igrejas da região assumiram a prática, e por fim, a Igreja decretou a data a ser comemorada em todo o mundo.

Padre Wagner Souza, da Paróquia Santa Teresinha, em Seropédica (RJ), explica o Dia de Finados. “É preciso compreender que nós não morremos sozinhos. Nós morremos com Cristo, na Sua morte, a morte vira o fim. Por isso, aqueles que morrem, entram em plena posse da Vida Eterna junto com Deus. Então, antes de mais nada, o Dia de Finados não deve nunca ser compreendido como um dia de tristeza”, explica o sacerdote, ressaltando, porém, que nesse dia a liturgia da Missa utiliza paramentos pretos ou roxos, os instrumentos são apenas para sustentar o canto e os fiéis são orientados a viver um dia de recolhimento.

Padre Wagner Souza / Foto: Arquivo Pessoal

“Devemos entender que este dia nos leva a refletir, acima de tudo, sobre a finitude da existência humana e a plenitude da existência divina, que todos aqueles que morreram alcançaram pela Graça da Redenção pela Vida de Jesus Cristo”. 

O padre lembra que todas as práticas de se dirigir aos mortos ou devoção aos mortos não é correta, mas o que acontece neste dia é a oração a Deus pelas almas dos que morreram.

Indulgências no Dia de Finados

No Dia de Finados, é possível receber as indulgências e aplicá-las a si e a algum falecido. Padre Wagner explica seu significado. “A indulgência é um ato que expressa a maternidade da Igreja. A Igreja, como mãe, nos concede a remissão das penas do purgatório através de um esforço humano. Algumas pessoas podem questionar esta simplicidade, perguntando: “mas é só isso?” Sim, porque é um ato de fé.”

Para recebê-las, em qualquer situação, é necessário que o fiel busque a confissão sacramental, participe e comungue na Santa Missa, e reze a oração do Credo, do Pai Nosso, da Ave Maria e do Glória ao Pai nas intenções do Santo Padre, tendo no coração o desejo de receber as indulgências.

Padre Wagner lembra que para se conseguir as indulgências, há momentos específicos, como aconteceu no Ano Santo da Misericórdia, no Jubileu do Ano 2000, ou quando são feitas visitas a Santuários ou locais determinados. Mas que, em qualquer ano, pode-se alcançar a graça das indulgências em algumas ocasiões, como no Dia de Finados. 

“Por exemplo, se o fiel está em estado de Graça, cumprir os requisitos, ao receber a Bênção do Santíssimo Sacramento, ele pode lucrar as indulgências. Também na Sexta-feira Santa, ao participar da Adoração à Santa Cruz; no dia 31 de dezembro, último dia do ano civil, ao rezar o Te Deum; e no Dia de Finados”. 

O padre ressalta que no Dia de Finados, o lucro das indulgências se dá de uma forma especial. “Somente neste dia, além de aplicar a indulgência a si mesmo, o fiel pode aplicá-la a um fiel defunto. Basta cumprir os requisitos e visitar um cemitério. E são oito dias de graça: pode-se aplicar a uma pessoa falecida por dia, de 1º a 8 de novembro, se o fiel participar da eucaristia em todos esses dias”. 

Fonte: Canção Nova

Solenidade de todos os Santos

domingo, 1 de novembro de 2020



 “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

 

Apresentação da 257ª Festa de Nossa Senhora da Penha

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

 

Fonte: Youtube do Santuário de Nossa Senhora da Penha

CNBB divulga mensagem sobre as Eleições municipais 2020

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Mensagem foi divulgada em reunião on-line do Conselho Permanente da CNBB

Da redação, com CNBB

Eleições neste ano serão municipais./ Foto: Wesley Almeida-CN

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após reunião virtual de seu Conselho Permanente, realizada na quarta-feira, 28, divulgou uma mensagem sobre as Eleições municipais deste ano

O Conselho Permanente da CNBB é o órgão de orientação e acompanhamento da atuação da Conferência e dos organismos a ela vinculados, bem como órgão eletivo e deliberativo, nos limites do Estatuto da entidade. É constituído pela presidência da CNBB, pelos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais (CONSEP) e os membros eleitos dos Conselhos Episcopais Regionais (CONSER), os 18 regionais da entidade.

Confira, abaixo, a íntegra da mensagem:

MENSAGEM POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2020

1. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio do Conselho Permanente, reunido na modalidade virtual, dirige ao povo brasileiro, uma mensagem de esperança, coragem e chamamento à participação responsável no processo eleitoral de 2020. Os cristãos são convidados a testemunharem a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise social, econômica, política e ética que atravessa o Brasil.

2. As eleições que se aproximam serão realizadas em meio a uma grave crise sanitária, com números estarrecedores de mortes e adoecimentos. Portanto, a primeira palavra dos bispos do Brasil é dirigida aos que sofrem as consequências da COVID-19 e às famílias que perderam seus entes queridos. É tempo de erguer aos céus o nosso olhar esperançoso. (Cf. Is 1,11-18).

3. A política, do ponto de vista ético, é o conjunto de ações pelas quais se busca uma forma de convivência entre indivíduos, grupos e nações que ofereçam condições para a realização do bem comum. Do ponto de vista da organização, a política é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo, a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço. (Cf. CNBB, Doc. 40, 184). Por isso, os cristãos, leigos e leigas, não podem “abdicar da participação na política” (Christifideles Laici, 42). Esse protagonismo é próprio do laicato. Cabe a ele, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir no mundo o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. O clero, guiado pela Doutrina Social da Igreja e atendo-se às normas da igreja quanto à sua participação na vida político-partidária, assume o que lhe é específico nas suas responsabilidades políticas quando cuida da formação, incentiva e acompanha o laicato.

4. Para os católicos que disputam as eleições, é importante recordar que “a política não é mera busca de eficácia, estratégia e ação organizada. A política é vocação de serviço” (Papa Francisco, Discurso a jovens líderes da América Latina, 4 de março de 2019). A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. Gaudium et Spes, 75).

5. Os prefeitos e vereadores que serão eleitos têm o dever de contribuir com ações eficazes, nos campos da saúde, educação, segurança, transporte, assistência social, moradia, direito à alimentação e proteção da família, entre outros. Darão bons frutos os políticos que priorizarem o bem comum e a vida plena, desde a concepção até a morte natural, de todos dos cidadãos, sem quaisquer discriminações, nunca buscando seus próprios interesses pessoais e corporativos.

6. Não pode produzir bons resultados o político que atenta contra a vida, trabalhando por políticas públicas que favoreçam o aborto, fazendo campanha eleitoral com discursos de ódio, defendendo o uso da violência, o recurso às armas e se atrelando ao tráfico de drogas e às milícias. Quem não se compromete com os excluídos e se mostra indiferente diante da morte de pessoas e das graves feridas do meio ambiente não merece o voto de quem deseja uma sociedade justa e democrática.

7. Muito preocupa na disputa eleitoral o uso de notícias falsas. Elas contaminam o debate, desviam a atenção dos eleitores de temas importantes e desvirtuam o resultado do pleito. Pessoas comprometidas com a verdade, a ética, a paz e a justiça não podem compartilhar notícias espetaculosas e de fontes desconhecidas, notadamente as que ajudam na difusão da mentira e do ódio.

8. O uso interesseiro da religião e de discursos religiosos oportunistas tem se tornado um elemento mobilizador nas eleições. Esse tipo de prática perverte o sentido e o autêntico valor das tradições religiosas. Serve apenas a interesses particulares e de grupos políticos.

9. A aplicação das Leis da Ficha Limpa e da Compra de Votos, conquistadas com a efetiva participação da Igreja, é condição necessária para que a eleição seja justa e legítima. O abuso do poder econômico corrompe o processo eleitoral. A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crimes eleitorais que atentam contra a honra do eleitor e a cidadania. Os eleitores são chamados a fiscalizarem os candidatos e, constatando esses atos de corrupção, denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral.

10. A vigilância das eleições democráticas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade as instituições públicas, como a Justiça Eleitoral, nos níveis federal, estadual e municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, o uso indevido do dinheiro e a utilização de fake news como estratégia eleitoral.

11. Após as eleições, é de fundamental importância que a comunidade eclesial se organize para acompanhar os mandatos dos eleitos e eleitas. Concretamente, dentre tantas iniciativas possíveis, promovam-se encontros que, valorizando a democracia participativa, aproximem vereadores e prefeitos das comunidades. As experiências para formação de Fé e Política e das Comissões Justiça e Paz são práticas que merecem ser incentivadas nos contextos diocesano e paroquial.

12. Os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho e é explicitada na Doutrina Social da Igreja, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos conselhos de participação popular, como o da Educação, Criança e Adolescente, Saúde, Juventude e Assistência Social. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais, onde se votam projetos e leis para os municípios, permanecendo atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e, particularmente, os pobres.

13. Em tempos de crescente desvalorização da política, o povo brasileiro precisa fazer das Eleições 2020 uma verdadeira festa da democracia, de forma que se concretize “a política melhor, a política colocada ao serviço do verdadeiro bem comum” (Fratelli Tutti, 154). Que Nossa Senhora Aparecida interceda pelo povo brasileiro!

Brasília-DF, 28 de outubro de 2020.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB


Fonte: Canção Nova

A oração é o elo entre o nosso coração e Deus

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

 Primeiro, é bom nos lembrarmos de que toda oração, quando a fazemos com o coração e com a mente abertos à vontade de Deus, torna-se eficaz porque Deus sempre ouve a nossa voz.

A oração eficaz não resulta de seguirmos fórmulas ou certos princípios. Pelo contrário, a oração eficaz baseia-se na Palavra de Deus . Ela é simples, sincera, cheia de fé e não tem nada a ver com regras e formas. Mas ela precisa vir de um coração sincero e dependente, porque ela é o elo entre Deus e nós, além disso, precisa ser feita em nome de Jesus.

Nossas orações devem ser feitas em harmonia e de acordo com a vontade do Senhor. Devem ser feitas com o coração aberto e não com respostas prontas ou com pedidos fechados. Devemos sempre estarmos abertos à vontade de Deus para que Ele nos ouça e nos atenda.

Foto Ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com

É preciso estar sempre pronto para escutar a Deus

Tenho vivido muitas experiências com relação a Deus. Com isso, percebo que, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes. Vejamos o exemplo de Moisés: somente quando ele perseverava, em oração e com suas mãos erguidas a Deus, foi que os israelitas venceram a batalha.

A oração eficaz é aquela em que levantamos as mãos, como o livro do Êxodos nos mostra: eles levantaram as mãos e venceram. O povo já sentia-se derrotado pela força de Amaleque, o próprio demônio, porém, a oração eficaz de Moisés, sustentada pelas mãos de Arão e Ur, deu àquele povo a vitória.

Então, a oração eficaz não é aquela que fazemos sozinhos, e sim a que fazemos apoiados nos irmãos e sustentados por eles. Sobre a oração, na Bíblia, lemos muitas outras situações de perseverança. Temos de nos manter vigilantes à oração e estarmos sempre prontos para escutar a Deus, isso é uma oração.

Leia mais:

A vontade de Deus na nossa vida

“Meu Deus, curai e libertai a todos aqueles que tomam a decisão de manterem suas mãos levantadas e de orar sem cessar. Curai aqueles que tomam a firme decisão de não querer o seu próprio interesse e nem o que os outros querem, e sim o querer de Deus. Eu levanto minhas mãos, Senhor, sobre a vida de cada um desses filhos, sustentadas pela Sua Palavra que diz: ‘Orai sem cessar’ e, em todas circunstâncias, apresentai a Deus as vossas preocupações.”

Uma oração eficaz é aquela que temos um pé nas nuvens e o outro no chão, ou seja, é aquela que caminhamos determinadamente, mesmo sem sentir ou ver o resultado. Mesmo sendo olhado como alguém derrotado, perdido na visão humana, mas jamais alguém que desiste. Pois, sabe que a vitória de Deus é certa!

A oração eficaz é sua “escravidão” absoluta ao Espírito Santo. Todos os dias, ao acordar, devemos dizer: “Bom dia, Espírito Santo, o que vamos fazer juntos hoje?”. A cada passo da nossa vida, perguntemos ao Espírito Santo qual palavra, atitude ou decisão tomaremos juntos. À noite, antes de dormir, devemos nos ajoelhar e pedir perdão ao Espírito Santo por tudo o que fazemos sem consultá-Lo, sem pedir um novo Pentecostes. E que, quando o dia raiar, em todas as situações, possamos caminhar com Ele.

Fonte: Canção Nova

Orientações sobre o dia de Finados - Arquidiocese da Paraíba

terça-feira, 27 de outubro de 2020

 








Fonte: Instagram ArquiPB

Revistamos o nosso coração da misericórdia de Jesus

segunda-feira, 26 de outubro de 2020



 “Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: ‘Mulher, estás livre da tua doença’” (Lucas 13,11-12).

Estamos contemplando a ação de Jesus endireitando a nossa vida, contemplamos a ação de Jesus no meio da nossa humanidade para nos curar, para nos abençoar, libertar e restaurar. Imagina o drama dessa mulher que, há dezoito anos, um espírito atormentava a sua cabeça, seus pensamentos e seus sentimentos. O tormento era tanto, que aquilo ia encurvando a mulher, deixando-a pesada, doente, e ela mal conseguia ficar em pé.

Quantos espíritos imundos atormentam a nossa vida, a nossa cabeça e a nossa mente! Estamos vivendo uma era de profundas doenças emocionais, espirituais e mentais agindo em nossa vida e nos deixando deformados. Cada um do seu jeito está se encurvando, todos estamos nos encurvando diante dos dramas e dos sofrimentos, que estão virando verdadeiros tormentos dentro de nós.

Tem gente que não consegue mais nem se levantar, erguer a cabeça, nem olhar mais nos olhos dos outros. Quanta tristeza tomando conta da alma e do coração!

Jesus quer nos curar e nos libertar. Jesus está olhando para a nossa dor, para o nosso sofrimento, para a nossa enfermidade, para tudo que estamos vivendo e passando. Precisamos, mesmo encurvados como estamos, olhar para Jesus, porque Ele está olhando para nós.

Jesus quer que usemos de misericórdia para com o outro

Assim como Ele olhou para essa mulher há dezoito anos, tão sofrida e dela teve compaixão e misericórdia, Ele também está olhando para nós com compaixão e misericórdia. Saiamos dos nossos dramas, desse sentimentalismo de culpa ou de desculpa, nem culpando os outros nem desculpando a nós próprios, mas nos permitindo entrar na dinâmica de renovação de Jesus, saindo estado em que nos encontramos, porque Ele não quer que estejamos encurvados.

Jesus quer que usemos da mesma misericórdia para com o outro. O chefe da sinagoga ficou muito furioso porque, num dia de sábado, Jesus libertou uma mulher que estava dominada por um mal há dezoito anos. Que hipocrisia religiosa, que hipocrisia maldita aquela que se preocupa com os preceitos religiosos, com as normas religiosas, mas não se preocupa com o sofrimento humano, com a dor humana, não se preocupa com o outro que está sofrendo. Está colocando os dogmas, os dias sagrados e as práticas acima do cuidado e da pessoa humana.

Assim como Jesus repreendeu e chamou de hipócrita esse chefe da sinagoga, esse líder religioso, Ele chama a minha atenção, porque o líder religioso aqui sou eu, mas chama a atenção de todos nós religiosos.

Deixemos a hipocrisia de lado, deixemos de viver essa religião farisaica, que se preocupa somente com o jejum, com o dízimo, com os dogmas, com as conceituações religiosas, e vivamos a religião do cuidado.

Tem muita gente doente, encurvada, sofrida, maltratada, vivendo dramas; e não importa se a pessoa é da Igreja ou não, não importa se a pessoa tem essa ou aquela opção na sexualidade.  

Jesus não foi procurar essa mulher para saber se ela não pagava o dízimo, se ela ia na sinagoga todos os dias. Ele olhou para o sofrimento dela, e sofrimento não tem religião, identidade religiosa nem qualquer outra coisa, o sofrimento que bate à porta do ser humano precisa ser cuidado, e essa é a religião de Jesus; precisamos cuidar do sofrimento humano não importa quem esteja sofrendo.

Deixemos a hipocrisia que enche o nosso coração religioso e nos revistamos da misericórdia do coração de Jesus.

Deus abençoe você!  

Fonte: Canção Nova

Silencie o seu coração para ouvir o Bom Pastor

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

 Vivemos em tempos difíceis, em que a todo momento somos bombardeados por notícias tristes. Muitas vezes, até desesperadoras e deixam-nos perturbados. Não podemos deixar que o desespero tome conta de nós. É necessário reduzir o tempo lendo as inúmeras informações sobre Covid-19, a fim de nos dedicarmos à leitura da Palavra de Deus, pois é dela que vem o nosso refúgio e esperança.

Jesus nos diz: “Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim” (Jo,14,1-2). Que você tome posse dessa Palavra, confie no Senhor, pois Ele está no controle de tudo. Que, neste tempo de reclusão, você possa silenciar o teu coração, para ouvir Jesus que apresenta-Se como o Bom Pastor, Aquele que dá a vida pelas suas ovelhas, que vai à procura da ovelha perdida, não desistindo de encontrar-lá. Aquele que escolheu as suas ovelhas, que cuida de cada uma delas guiando-as pela sua voz, como Ele mesmo disse: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, Eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10,27).

Silencie o teu coração para ouvir o bom pastor

Foto Ilustrativa: by getty Images / Zolnierek

Que hoje você busque silenciar o seu interior para escutar-Lo. Deixe de lado tudo aquilo que rouba a sua quietude, para concentrar-se na voz do Bom Pastor, Ele fala com você. Converse com Ele, conte suas angústias, medos e preocupações, após contar o que você está passando, cale-se para ouvir o que seu amigo, Jesus, tens para ti.

E, se você questionar-se: “Como que Jesus está comigo, se estou com tantos problemas?”. Lembre-se de quando os discípulos e Jesus navegavam e aconteceu d’Ele dormir, enquanto isso, veio um vento tão forte que o barco ia enchendo-se de água e eles corriam perigo. Os discípulos acordaram Jesus, então, Ele acalmou o vento. Que você confie em Cristo, Ele dorme, mas vela por nós, é um Amigo e Pai que está cuidando dos seus.

Que você corra para os braços do Bom Pastor e se permita ser conduzido por Ele. Salve Maria!

Enviado por: Paula Roberta Peixoto Nobre, da cidade de Morada Nova (CE)


Fonte: Canção Nova

Francisco: "Cristãos chamados a ser presença viva na sociedade"

domingo, 18 de outubro de 2020



 “Cada um, em virtude do Batismo, é chamado a ser uma presença viva na sociedade, animando-a com o Evangelho e com a força vital do Espírito Santo”. Palavras do Papa Francisco na reflexão do Angelus deste domingo 18 de outubro

Jane Nogara – Vatican News

A passagem do Evangelho de São Mateus, na qual Jesus luta contra a hipocrisia de seus adversários que o elogiam, inspirou a reflexão do Papa no Angelus deste XXIX Domingo do Tempo Comum, quando recordou que Jesus sabia que queriam “colocá-lo em apuros ao fazer-lhe a pergunta insidiosa: ‘É lícito, ou não, pagar imposto a César?’”. “Porém Jesus, conhece a malícia e sai da armadilha. Pede a eles que lhe mostrem a moeda do imposto, ele a toma em suas mãos e pergunta: de quem é esta imagem impressa. Eles respondem que é de César, ou seja, do Imperador. Então Jesus responde: "Devolvei o que é de César a César e a Deus o que é de Deus".

Então o Papa explica:

“Com esta resposta, Jesus coloca-se acima da polêmica. Por um lado, ele reconhece que o imposto a César deve ser pago, porque a imagem na moeda é sua; mas, acima de tudo, ele lembra que cada pessoa traz dentro de si uma outra imagem, a de Deus, e por isso é a Ele, e somente a Ele, que todos estão endividados com sua própria existência”

Francisco pondera que nesta sentença “encontramos não apenas o critério da distinção entre as esferas política e religiosa, mas também diretrizes claras para a missão dos crentes de todos os tempos, até mesmo para nós hoje". Assim como o pagamento de impostos é um dever do cidadão, continua o Pontífice, o mesmo acontece com a afirmação da “primazia de Deus na vida e na história humana, respeitando o direito de Deus ao que lhe pertence”.

Presença viva na sociedade

Francisco pondera: “Disso deriva a missão da Igreja e dos cristãos: falar de Deus e dar testemunho dele aos homens e mulheres de seu tempo”.

Afirmando em seguida:

“Cada um, em virtude do Batismo, é chamado a ser uma presença viva na sociedade, animando-a com o Evangelho e com a força vital do Espírito Santo”

Fazendo um caloroso apelo aos cristãos: “Trata-se de comprometer-se com humildade e, ao mesmo tempo, com coragem, dar sua própria contribuição para a construção da civilização do amor, onde reina a justiça e a fraternidade”.

Que Maria Santíssima ajude a todos a fugir de toda hipocrisia e a serem cidadãos honestos e construtivos. E sustente a nós, discípulos de Cristo na missão de testemunhar que Deus é o centro e o sentido da vida”.

Fonte: Vatican News

Dia Mundial das Missões: "Por um Mali pacífico, eis-me aqui, envia-me Senhor"

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

 


Trata-se de uma iniciativa para ajudar cada batizado, cada cristão a sentir-se enviado em missão em nome de sua fé para o retorno da paz e coesão social na República de Mali, afirma o diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias, padre Hervé Tienou, ressaltando que as iniciativas para o Dia Mundial das Missões, que a Igreja celebra este domingo, 18 de outubro, já estão em andamento há algum tempo no país do oeste da África

Vatican News

“Extraímos do tema do Dia Mundial das Missões um tema adaptado à situação atual em Mali, que permanecerá válido não somente para o Mês Missionário de outubro de 2020, mas também para todos os eventos das POM em Mali no período de outubro de 2020 a setembro de 2021. O tema é: ‘Por um Mali pacífico, eis-me aqui, envia-me Senhor’.”

Foi o que disse diz à agência missionária Fides o diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias na República de Mali, país do oeste da África, padre Hervé Tienou.

“Em termos concretos, esta é uma contextualização do tema global ‘Eis-me aqui, envia-me!’ (Is 6, 8)”, explica o sacerdote. Trata-se de uma iniciativa para ajudar cada batizado, cada cristão a sentir-se enviado em missão em nome de sua fé para o retorno da paz e coesão social em Mali", continua o sacerdote, também dirigindo um pensamento às pessoas ainda nas mãos dos jihadistas no país africano.

Iniciativas para o Dia Mundial das Missões

O diretor nacional das POM em Mali ressalta que as iniciativas para o Dia Mundial das Missões já estão em andamento há algum tempo: “em agosto começou a preparação e distribuição nas seis dioceses de Mali dos cartazes e opúsculos de animação POM 2020 – 2021, em ‘Bambara’ (a língua mais usada em Mali) e em francês”.


“Os cartazes são feitos com o logotipo do Mês Missionário de outubro de 2020, que é caracterizado por quatro elementos constitutivos: o mapa de Mali, as mãos entrelaçadas em um círculo com a bandeira nacional ao fundo, a pomba carregando um ramo de oliveira em seu bico. Os dois missionários a caminho, cada um com seu cajado de peregrino, por fim as palavras: ‘Por um Mali pacífico, eis-me aqui, envia-me Senhor’.”


Padre Tienou lembra que “Os subsídios são feitos para: ajudar nossas comunidades cristãs a viver mais intensamente o Dia Mundial das Missões, o Mês Missionário de outubro e todos os momentos marcantes das POM ao longo do ano, na oração do Terço e na meditação diária da Palavra de Deus; sensibilizar os fiéis para apoiar material e financeiramente as responsabilidades missionárias da Igreja através de uma maior contribuição nas coletas organizadas durante o mês de outubro e para cada uma das quatro obras das POM; e promover o espírito missionário em cada batizado através de um maior envolvimento nas atividades da Igreja em nossas comunidades cristãs de base”.

Iniciativas voltadas à promoção do Mês Missionário

Para promover o Mês Missionário, todos os sábados e domingos de outubro são transmitidos programas especiais no rádio e na televisão nacional. O conteúdo das transmissões inclui: a apresentação do tema global e do tema adaptado ao contexto atual de Mali, a conscientização e o chamado à oração e animação durante uma primeira semana para o apostolado dos leigos a fim de que eles possam se engajar mais na missão.


Durante a segunda semana, a oração e a animação são para o apostolado das crianças e por uma preparação mais intensa e direta para a celebração do Dia Mundial das Missões. A semana sucessiva coincide com o Dia Mundial das Missões e a ênfase está na apresentação, leitura e meditação da Mensagem do Santo Padre enquanto reza e se anima por “uma Igreja missionária a serviço da paz e do bem comum”.


Na última semana do mês missionário de outubro, a oração e a animação são para o apostolado das pessoas consagradas, ressaltando a importância do compromisso deles com a animação permanente das quatro obras missionárias pontifícias em nível de paróquias, Movimentos de Ação Católica, escolas e seminários – grupos vocacionais.

Fonte: Vatican News

Juliana de Paula - Milagre de Amor (Clipe Oficial)

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

 

Carlos Acutis é Beato: “Hoje o céu está mais perto”

sábado, 10 de outubro de 2020

“Concedemos que o Venerável Servo de Deus Carlos Acutis, leigo, que, com o entusiasmo da juventude cultivou amizade com o Senhor Jesus, a partir de agora seja chamado Beato e que seja celebrado todos os anos em 12 de outubro, dia de seu nascimento ao céu”: esta foi a fórmula lida pelo cardeal Vallini, que presidiu à missa de beatificação de Carlos Acutis.

Nem mesmo a pandemia e suas restrições foram capazes de ofuscar um dos eventos eclesiais mais aguardados deste ano: a beatificação de Carlos Acutis.

A Basílica superior de São Francisco, em Assis, pôde conter poucas centenas de pessoas, mas a missa foi acompanhada ao vivo em telões instalados fora da igreja e por milhões de fiéis em todo o mundo através das redes sociais.

Logo no início, na presença dos pais – Andrea e Antonia – e dois irmãos do jovem, foi lida uma breve biografia do novo beato e o presidente da celebração e representante pontifício - cardeal-vigário do Papa para a Diocese de Roma, Agostino Vallini - leu a carta do Papa Francisco com a fórmula de beatificação:

“Concedemos que o Venerável Servo de Deus Carlo Acutis, leigo, que, com o entusiasmo da juventude, cultivou amizade com o Senhor Jesus, colocando a Eucaristia e o testemunho da caridade no centro da própria vida, a partir de agora seja chamado Beato e que seja celebrado todos os anos nos locais e de acordo com as regras estabelecidas pelo direito, em 12 de outubro, dia de seu nascimento ao céu.”

Oração e missão

A seguir, sob calorosos aplausos, foi revelada a imagem do beato, enquanto uma relíquia foi levada em procissão até ao altar.

Já na homilia, o cardeal Vallini repercorreu os momentos de uma curta, mas intensa existência.

“Espontaneamente surge a pergunta: o que havia de especial nesse jovem de apenas quinze anos? Ele tinha o dom de atrair e era visto como exemplo. Desde criança, sentia a necessidade da fé e tinha o olhar voltado para Jesus", disse o cardeal.

Jesus era para ele Amigo, Mestre e Salvador, era a força da sua vida e o propósito de tudo o que fazia, inclusive na internet.

“Oração e missão: estes são os dois traços distintivos da fé heroica do Beato Carlos Acutis, que no decorrer da sua breve vida o levou a confiar-se ao Senhor em todas as circunstâncias, especialmente nos momentos mais difíceis.”

O novo Beato representa ainda um modelo de força, alheio a toda forma de pactos, consciente de que, para permanecer no amor de Jesus, é necessário viver o Evangelho de forma concreta (cf. Jo 15,10), mesmo à custa de ir contracorrente.

A sua vida é um modelo particularmente para os jovens, a não encontrar gratificação somente nos sucessos efêmeros, mas nos valores perenes que Jesus sugere no Evangelho.

"Acutis testemunhou que a fé não nos afasta da vida, mas nos mergulha mais profundamente nela, indicando-nos o caminho concreto para viver a alegria do Evangelho. Cabe-nos percorrê-lo, atraídos pela fascinante experiência do Beato Carlos, para que também a nossa vida possa resplandecer de luz e esperança", concluiu o cardeal.

Hoje o céu está mais perto

O arcebispo de Assis-Nocera Umbra–Gualdo, Dom Domenico Sorrentino, tomou a palavra ao final da missa para uma série de agradecimentos e afirmou:

“Hoje o céu está mais perto. Aquela "estrada" eucarística que Carlos amava percorrer velozmente para chegar ao Céu, hoje ele a percorreu em sentido contrário para voltar a nós com o rosto radiante de bem-aventurança, e para se fazer, também por meio do culto da Igreja, nosso intercessor e nosso modelo de vida.”

Anúncio de um Prêmio Internacional

Os seus restos mortais repousam no Santuário do Despojamento, onde o jovem Francisco expressou entre os braços do Bispo Guido a radicalidade da sua escolha de Deus.

Neste santuário, afirmou Dom Sorrentino, “por um desígnio especial da Providência, Francisco e Carlo são agora indissociáveis”.

O arcebispo então anunciou uma “iniciativa de caridade que pretende ser um estímulo para a renovação da própria economia”.

“Tem início hoje o ‘Prêmio Internacional Francisco de Assis e Carlos Acutis por uma Economia de Fraternidade". É a nossa primeira, pequena, mas generosa resposta à Encíclica ‘Fratelli tutti’ que o Papa Francisco assinou há exatamente uma semana neste lugar de graça.” 

Fonte: Vatican News

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