O Papa reza pelos enfermeiros, exemplo de heroísmo. A paz de Jesus nos abre aos outros

terça-feira, 12 de maio de 2020



Na Missa esta terça-feira (12/05) na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa pediu a Deus para abençoar os enfermeiros, que neste tempo da pandemia têm sido exemplo de heroísmo e em alguns casos deram a vida. Na homilia, afirmou que a paz de Jesus é um dom gratuito que abre sempre aos outros e dá a esperança do Paraíso, que é a paz definitiva, enquanto a paz do mundo é egoísta, estéril e provisória

Vatican News

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta terça-feira (12/05) da V Semana da Páscoa. Na introdução, dirigiu seu pensamento aos enfermeiros:

Hoje é o Dia do Enfermeiro. Ontem enviei uma mensagem. Rezemos hoje pelos enfermeiros e enfermeiras, homens, mulheres, rapazes e moças que têm essa profissão, que é mais que uma profissão, é uma vocação, uma dedicação. Que o Senhor os abençoe. Neste tempo da pandemia deram exemplo de heroísmo e alguns deram a vida. Rezemos pelos enfermeiros e enfermeiras.


Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Jo 14,27-31) em que Jesus diz a seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo”.

“O Senhor, antes de os deixar, saúda os seus e dá o dom da paz, a paz do Senhor”, disse o Papa. “Não se trata da paz universal, aquela paz sem guerras que todos nós gostaríamos que sempre existisse, mas a paz do coração, a paz da alma, a paz que cada um de nós tem dentro de si. E o Senhor a dá, mas – ressalta –, não como a dá o mundo.” Trata-se de pazes diferentes.

“O mundo – observou Francisco – dá a você paz interior”, a paz da sua vida, este viver com o coração em paz, “uma posse sua, como uma coisa que é sua e isola você dos outros” e “é uma aquisição sua: tenho a paz. E você, sem se dar conta, se fecha naquela paz, é uma paz um pouco para você” e o torna tranquilo e mesmo feliz, mas “o adormenta um pouco”, o anestesia e o faz permanecer consigo mesmo”: é “um pouco egoísta”. O mundo dá a paz desse modo. E é “uma paz cara porque você deve mudar continuamente os instrumentos de paz: quando uma coisa o entusiasma, uma coisa lhe dá a paz, depois acaba e você deve encontrar outra… É cara porque é provisória e estéril”.

“Ao invés, a paz que Jesus dá é outra coisa. É uma paz que coloca você em movimento, não o isola, o coloca em movimento, faz você ir ao encontro dos outros, cria comunidade, cria comunicação. A paz do mundo é dispendiosa, a de Jesus é gratuita, é grátis: a paz do Senhor é um dom do Senhor . É fecunda, leva você sempre avante. Um exemplo do Evangelho que me faz pensar como é a paz do mundo é aquele senhor que tinha os celeiros repletos” e pensou construir outros armazéns para depois viver finalmente tranquilo. “Insensato, diz Deus, esta noite tu morrerás”. “É uma paz imanente, que não lhe abre a porta para o além. Ao invés, a paz do Senhor” é “aberta ao Céu, é aberta ao Paraíso. É uma paz fecunda que se abre e leva também outros com você ao Paraíso”.

O Papa convidou a ver dentro de nós qual é a nossa paz: encontramos a paz no bem-estar, na posse e em tantas outras coisas ou encontro a paz como dom do Senhor? “Devo pagar a paz ou a recebo grátis do Senhor? Como é a minha paz? Quando me falta algo, fico furioso? Esta não é a paz do Senhor. Esta é uma das provas. Estou tranquilo na minha paz, me adormento? Não é do Senhor. Estou em paz e quero comunicá-la aos outros e levar algo avante? Essa é a paz do Senhor. Mesmo nos momentos ruins, difíceis, permanece em mim aquela paz? É do Senhor. E a paz do Senhor é fecunda também para mim porque é repleta de esperança, isto é, olha para o Céu.”

O Papa Francisco contou ter recebido ontem uma carta de um bom sacerdote que lhe disse que ele fala pouco do Céu, que deveria falar mais do Céu: “E tem razão, tem razão. Por isso hoje eu quis ressaltar isto: que a paz, esta que nos dá Jesus, é uma paz para agora e para o futuro. É começar a viver o Céu, com a fecundidade do Céu. Não é anestesia. A outra, sim: você se anestesia com as coisas do mundo e quando a dose dessa anestesia acaba, toma outra, depois outra, depois outra… Essa é uma paz definitiva, também fecunda e contagiosa. Não é narcisista, porque sempre olha para o Senhor. A outra olha para si, é um pouco narcisista”.

“Que o Senhor – concluiu o Papa – nos dê esta paz repleta de esperança, que nos torna fecundos, nos torna comunicativos com os outros, que cria comunidade e que sempre olha a paz definitiva do Paraíso.”

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

O Senhor antes de os deixar saúda os seus e dá o dom da paz (conf. Jo 14,27-31), a paz do Senhor: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo” (vers. 27). Não se trata da paz universal, aquela paz sem guerras que todos nós gostaríamos que sempre existisse, mas a paz do coração, a paz da alma, a paz que cada um de nós tem dentro de si. E o Senhor a dá, mas, ressalta: “não como a dá o mundo” (vers. 27). Como o mundo dá a paz e como o Senhor a dá? São pazes diferentes? Sim. O mundo lhe dá a “paz interior”, estamos falando desta paz, a paz da sua vida, este viver com o “coração em paz”. Dá a você a paz interior como uma posse sua, como uma coisa que é sua e o isola dos outros, mantém você em você, é uma aquisição sua: tenho a paz. E você, sem se dar conta, se fecha naquela paz, é uma paz um pouco para você, para alguém, para cada um; é uma paz sozinha, é uma paz que o torna tranquilo, também feliz. E nessa tranquilidade, nessa felicidade o adormenta um pouco, o anestesia e o faz permanecer consigo mesmo numa certa tranquilidade. É um pouco egoísta: a paz para mim, encerrada em mim. O mundo dá a paz desse modo (conf. vers. 27). É uma paz cara porque você deve mudar continuamente os “instrumentos de paz”: quando uma coisa o entusiasma, uma coisa lhe dá a paz, depois acaba e você deve encontrar outra… É cara porque é provisória e estéril.

Ao invés, a paz que Jesus dá é outra coisa. É uma paz que coloca você em movimento: não o isola, o coloca em movimento, faz você ir ao encontro dos outros, cria comunidade, cria comunicação. A paz do mundo é dispendiosa, a de Jesus é gratuita, é grátis; é um dom do Senhor: a paz do Senhor. É fecunda, leva você sempre avante. Um exemplo do Evangelho que me faz pensar como é a paz do mundo é aquele senhor que tinha os celeiros repletos e a colheita daquele ano parecia ser muito abundante e ele pensou: “Terei que construir outros armazéns, outros celeiros para colocar isso e depois estarei tranquilo... é a minha tranquilidade, com isso posso viver tranquilo”. “Insensato, diz Deus, esta noite tu morrerás” (conf. Lc 12,13-21). É uma paz imanente, que não lhe abre a porta para o além. Ao invés, a paz do Senhor é aberta, aonde Ele foi, é aberta ao Céu, é aberta ao Paraíso. É uma paz fecunda que se abre e leva também outros com você ao Paraíso.

Creio que nos ajudará pensar um pouco: qual é a minha paz, onde eu encontro paz? Nas coisas, no bem-estar, nas viagens – mas agora, hoje não se pode viajar –, nas posses, em tantas coisas ou encontro a paz como dom do Senhor? Devo pagar a paz ou a recebo grátis do Senhor? Como é a minha paz? Quando me falta algo, fico furioso? Esta não é a paz do Senhor. Esta é uma das provas. Estou tranquilo na minha paz, “me adormento?” Não é do Senhor. Estou em paz e quero comunicá-la aos outros e levar algo avante? Essa é a paz do Senhor! Mesmo nos momentos ruins, difíceis, permanece em mim aquela paz? É do Senhor. E a paz do Senhor é fecunda também para mim porque é repleta de esperança, isto é, olha para o Céu.

Fonte: Vatican News

Telefonema e bênção do Papa Francisco ao povo de São Paulo

segunda-feira, 11 de maio de 2020



Dom Odilo: o Papa manifestou grande preocupação pelo número crescente de doentes e pelas perdas de vidas humanas, prometendo rezar por todos.

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer informou que neste sábado, 9 de maio, às 11h50 teve a grata surpresa de receber, no seu celular, uma ligação do Papa Francisco. Em uma nota dom Odilo  disse que o Papa perguntou “como estamos em São Paulo, pois teve informações sobre a situação grave da pandemia em São Paulo. Manifestou grande preocupação pelo número crescente de doentes e pelas perdas de vidas humanas, prometendo rezar por todos. Também quis saber como estão os pobres e expressou sua preocupação pela situação deles, sabendo que nem sempre eles têm casa, nem condições adequadas para seguir as medidas preventivas contra o contágio. Expressou sua proximidade e solidariedade para com toda a população de São Paulo e disse que estava orando por nós”.

Por fim,  - acrescentou o cardeal Scherer – “ele pediu para transmitir a todos a sua bênção apostólica e também se recomendou às nossas orações por ele. Eu lhe agradeci e disse que sua ligação e suas palavras eram motivo de grande conforto para nós e que eu as transmitiria a todos, juntamente com sua bênção apostólica”.

Fonte: Vatican News

Feliz Dia das mães! A homenagem do Papa Francisco a todas as mães

domingo, 10 de maio de 2020



"Quero lembrar todas as mães com gratidão e afeto, confiando-as à proteção de Maria, nossa Mãe celestial", disse Francisco durante o Regina Coeli.


O Papa recordou o Dia das Mães celebrado neste domingo (10/05) em várias nações, durante a oração mariana do Regina Coeli.
Hoje, em muitos países, celebra-se o Dia das Mães. Quero lembrar todas as mães com gratidão e afeto, confiando-as à proteção de Maria, nossa Mãe celestial. Recordo-me também das mães que passaram para outra vida e nos acompanham do Céu.


Fonte: Vatican News

Relacionamento: como viver de forma madura e saudável?

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Como andam os seus relacionamentos? Como é que você tem se relacionado com as pessoas? Essas são grandes perguntas, mas, às vezes, as pessoas nem conseguem respondê-las.
A psicóloga e colunista do canal de Formação, Aline Rodrigues, pensando sobre as dificuldades das pessoas se relacionarem, preparou um vídeo com o tema relacionamento.

Bate-papo sobre relacionamento: como vivê-lo?


Covid-19: Assessores dos juízes de primeiro grau do TJPB lançam a Campanha Corrente do Bem

quinta-feira, 7 de maio de 2020


Com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba e da Diretoria do Fórum Criminal de João Pessoa, os assessores dos juízes de Primeiro Grau de jurisdição deram início à Campanha “Corrente do Bem – Em tempo de pandemia, a hora é de solidariedade!”. A partir desta terça-feira (5), qualquer pessoa pode participar dessa ação, com depósito ou transferência em dinheiro, na Agência do Banco do Brasil, nº 40.207, conta corrente nº 540.455, CPF 980.081.294-68, que tem como titular um dos idealizadores do projeto, o assessor da 1ª Vara Criminal da Capital, Alisson de Sá Ponce Leon.
“As primeiras pessoas que serão beneficiadas com a arrecadação são os moradores de rua da Capital, com distribuição de agasalhos, quentinhas e máscaras. Também vamos atuar juntos às instituições de acolhimento de idosos, com doação de material de limpeza, leite e gêneros que eles mais necessitam”, adiantou Alisson de Sá, informando que no Fórum Criminal da Capital está instalado um ponto para arrecadar leite desnatado, leite sem lactose, água sanitária, desinfetante, sabão e outros materiais de higiene pessoal e de limpeza para destinação às instituições de acolhimento de idosos, grupo de risco da Covid-19. “Tudo será em prol dos mais necessitados”, acrescentou.
O diretor do Fórum Criminal de João Pessoa e titular da 1ª Vara Criminal, juiz Adilson Fabrício, parabenizou a comissão organizadora pela iniciativa. “Nós sabemos que o isolamento social forçou muitos trabalhadores a ficarem em casa e, por conta disso, a principal fonte de renda para a manutenção da família foi prejudicada. Então, estamos dando todo o apoio possível para o sucesso da Campanha e chamo a todos a participar”, comentou o magistrado.
 
Os resultados da Campanha Corrente do Bem serão divulgados periodicamente @assessores1grau_tjpb. Os organizadores também disponibilizaram o e-mail assessoresjuiztjpb@gmail.com para outras informações e eventuais dúvidas.
Por Fernando Patriota/Gecom-TJPB

Fonte: TJPB

Em tempos de pandemia, é necessário gastar bem o seu tempo

Sim, eu tenho meus medos, como todo ser humano os tem. Sim, eu tenho sonhos, como todo ser humano os tem. Sim, eu tenho as minhas vontades, como todo ser humano as tem. Sim, eu tenho frustrações, como todo ser humano os tem. Nesta época de pandemia, tenho percebido que é normal eu não ficar muito bem, ter atitudes meio descompensadas e, às vezes, ficar confusa, tocando nas minhas fragilidades, retraindo-me, porque estamos todos envolvidos numa situação fora do nosso “plano da normalidade”.
Diante dessas realidades tão humanas, percebo também que viver na graça de Deus, na presença d’Ele, conversando com Ele, falando-Lhe desses sentimentos, dessas dúvidas, desses medos, nos tempos de hoje, é o mais urgente, o mais necessário, o mais consolador e encorajador. Assim, aquele amor gratuito, confiante, aquela fé expectante contra toda expectativa e aquela esperança que vem do Céu vão retornando ao coração.
Em tempos de pandemia, é necessário gastar bem o seu tempo
Foto ilustrativa: Zinkevych by Getty Images

Mesmo em meio à pandemia, reavive sua fé em Deus

Para os cristãos, mais do que para qualquer outro, é necessário reavivar a fé na ressurreição, na vida que vence a morte, e ter a coragem de se alegrar quando tudo parece não estar bem. Deus é Senhor e também é amigo. Um amigo consolador e provedor. Não deixe de pedir a Ele o conselho, a consolação, a coragem, o sustento e a fé na vivência dessas realidades. Você irá perceber que, milagrosamente, tudo vai se transformando no seu interior e ao seu redor, porque o bem que vem do Céu se expande sem ninguém perceber, e quando nos damos conta, esse bem divino já contagiou toda a nossa vida.
Não perca tempo! Gaste seu tempo com quem vale a pena gastar tempo. Gaste com Deus, gaste com quem você ama, gaste com quem você precisa amar mais. Que Deus nos dê sempre a Sua graça e a Sua bênção!

Tarciana Matos Barreto

Missionária da Comunidade Canção Nova, graduada em Direito, Teologia e mestranda em Direito Canônico.

O Papa: Deus ajude os agentes da mídia a trabalhar sempre a serviço da verdade

quarta-feira, 6 de maio de 2020



Na Missa esta quarta-feira (06/05) na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa dirigiu seu pensamento aos agentes dos meios de comunicação que neste tempo de pandemia trabalham e correm muitos riscos. Na homilia, exortou a deixar-nos iluminar, por Jesus, as trevas que temos dentro de nós, os vícios, o espírito mundano, a soberba, para que sua luz entre e nos salve: “Não tenhamos medo do Senhor, é muito bom, é manso, é próximo de nós. Veio para salvar-nos. Não tenhamos medo da luz de Jesus”

VATICAN NEWS

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira (06/05) da IV Semana da Páscoa. Na introdução, dirigiu seu pensamento aos profissionais da mídia:

Rezemos hoje pelos homens e mulheres que trabalham nos meios de comunicação. Neste tempo de pandemia, correm muitos riscos e há muito trabalho. Que o Senhor os ajude neste trabalho de transmissão sempre da verdade.

Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Jo 12,44-50) em que Jesus afirma: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia”.

“Esta passagem do Evangelho de João – afirmou o Papa – nos mostra a intimidade que havia entre Jesus e o Pai. Jesus fazia aquilo que o Pai lhe disse para fazer.” E precisa a sua missão: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”. “Apresenta-se como luz. A Missão de Jesus é iluminar” e Ele mesmo disse: “Eu sou a luz do mundo”. O profeta Isaías tinha profetizado esta luz: “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz”. É “a promessa da luz que iluminará o povo. E também a missão dos apóstolos é levar a luz”, como Paulo disse ter sido escolhido para iluminar, para levar esta luz” que não é sua, mas de outro. É a missão de Jesus e dos apóstolos: iluminar, porque o mundo se encontra nas trevas.

“O drama da luz de Jesus – ressaltou o Papa Francisco – é que foi rejeitada”, como diz João no início do Evangelho: “Veio aos seus e os seus não a acolheram. Amavam mais as trevas do que a luz”. Acostumar-se com as trevas, viver nas trevas: “Não sabem aceitar a luz, não podem; são escravos das trevas. E esta será a luta de Jesus, contínua: iluminar, trazer a luz que mostra como estão as coisas, como são; mostra a liberdade, mostra a verdade” – com a luz de Jesus.

“Paulo teve essa experiência da passagem das trevas à luz, quando o Senhor o encontrou no caminho de Damasco. Ficou cego”. Com o batismo recobrou a luz: “Teve essa experiência da passagem das trevas, nas quais se encontrava, para a luz. É também a nossa passagem, que sacramentalmente a recebemos no batismo: por isso o batismo se chamava, nos primeiros séculos, ‘a iluminação’, porque lhe dava a luz” e por isso no batismo se dá uma vela acesa aos pais porque o menino, a menina, são iluminados. “Jesus traz a luz”.

Mas “o seu povo – observou o Papa – a rejeitou. Está tão acostumado com as trevas que a luz o encandeia” e “este é o drama do nosso pecado: o pecado nos cega e não podemos tolerar a luz. Temos os olhos doentes”. Jesus diz isso claramente, no Evangelho de Mateus: “Se teu olho estiver doente, todo o teu corpo estará doente”. E “se teu olho vê somente as trevas, quantas trevas existirão dentro de ti?” “A conversão é passar das trevas à luz. Mas quais são as coisas que adoecem os olhos, os olhos da fé” e “os cegam? Os vícios, o espírito mundano, a soberba”.

Essas três coisas – observou o Papa – o impelem a associar-se a outros “para permanecer seguros nas trevas. Nós habitualmente falamos das máfias: é isso. Mas existem máfias espirituais, existem máfias domésticas”: é um “buscar outra pessoa para proteger-se e permanecer nas trevas. Não é fácil viver na luz. A luz nos mostra muitas coisas ruins, dentro de nós, que não queremos ver: os vícios, os pecados... Pensemos em nossos vícios, pensemos em nossa soberba, pensemos em nosso espírito mundano: essas coisas nos cegam, nos distanciam da luz de Jesus”.

Mas se pensarmos nessas coisas – acrescentou Francisco – “não encontraremos um muro, não: encontraremos uma saída”, porque Jesus mesmo diz que Ele é a luz: “Vim ao mundo não para condenar o mundo, mas para salvar o mundo”. Jesus mesmo, a luz, diz: “Tende coragem, deixai-vos iluminar, deixai-vos ver por aquilo que tendes dentro, porque sou eu a conduzir-vos adiante, a salvar-vos. Não vos condeno. Eu vos salvo”. É “o Senhor que nos salva das trevas que temos dentro, das trevas da vida cotidiana, da vida social, da vida política, da vida nacional, internacional... tantas trevas” e “o Senhor nos salva. Mas, antes, pede que as vejamos; ter a coragem de ver as nossas trevas para que a luz do Senhor entre e nos salve. Não tenhamos medo do Senhor – concluiu o Papa –, é muito bom, é manso, é próximo de nós. Veio para salvar-nos. Não tenhamos medo da luz de Jesus”.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Esta passagem do Evangelho de João (conf. Jo 12,44-50) nos mostra a intimidade que havia entre Jesus e o Pai. Jesus fazia aquilo que o Pai lhe disse para fazer. E por isso diz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou” (vers. 44). Depois, precisa a sua missão: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (vers. 46). Apresenta-se como luz. A missão de Jesus é iluminar: a luz. Ele mesmo disse: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12). O profeta Isaías tinha profetizado esta luz: “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz (Mt 4,16 e conf. Is 9,1). A promessa da luz que iluminará o povo. E, também, a missão dos apóstolos é levar a luz. Paulo disse isso ao rei Agripa: “Fui eleito para iluminar, para levar esta luz – que não é minha, é de outro –, mas para levar a luz” (conf. At 26,18). É a missão de Jesus: trazer a luz. E a missão dos apóstolos é levar a luz de Jesus. Iluminar. Porque o mundo se encontrava nas trevas.

Mas o drama da luz de Jesus é que foi rejeitada. Já no início do Evangelho, João diz isso claramente: “Veio aos seus e os seus não a acolheram. Amavam mais as trevas do que a luz” (conf. Jo 1,9-11). Acostumar-se às trevas, viver nas trevas: não sabem aceitar a luz, não podem; são escravos das trevas. E esta será a luta de Jesus, contínua: iluminar, trazer a luz que mostra como estão as coisas, como são; mostra a liberdade, mostra a verdade, mostra o caminho sobre o qual trilhar, com a luz de Jesus.

Paulo teve esta experiência da passagem das trevas para a luz, quando o Senhor o encontrou no caminho da Damasco. Ficou cego. Cego. A luz do Senhor o cegou. E depois, passados alguns dias, com o batismo, recobrou a luz (conf. At 9,1-19). Ele teve esta experiência da passagem das trevas, nas quais se encontrava, para a luz. É também a nossa passagem, que sacramentalmente recebemos no batismo: por isso o batismo se chamava, nos primeiros séculos, “a iluminação” (conf. São Justino, Apologiae, 1, 61, 12), porque lhe dava a luz, lhe “permitia entrar”. Por isso na cerimônia do batismo damos um vela acesa ao pai e à mãe, porque o menino, a menina é iluminado, é iluminada. Jesus traz a luz.

Mas o povo, as pessoas, o seu povo a rejeitou. Está tão acostumado com as trevas que a luz o encandeia, não sabe caminhar (conf. Jo 1,10-11). E este é o drama do nosso pecado: o pecado nos cega e não podemos tolerar a luz. Temos os olhos doentes. E Jesus diz isso claramente, no Evangelho de Mateus: “Se o teu olho estiver doente, todo o teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quando grandes serão as trevas! (conf. Mt 6,22-23) As trevas... e a conversão é passar das trevas para a luz. Mas quais são as coisas que adoecem os olhos, os olhos da fé? Nossos olhos estão doentes: quais são as coisas que “os abatem”, que os cegam? Os vícios, o espírito mundano, a soberba.

Os vícios que “o abatem” e também, estas três coisas – os vícios, a soberba, o espírito mundano – o levam a associar-se com outros para permanecer seguros nas trevas. Nós muitas vezes falamos das máfias: é isso. Mas existem “máfias espirituais”, existem “máfias domésticas”, sempre, buscar outra pessoa para proteger-se e permanecer nas trevas. Não é fácil viver na luz. A luz nos mostra muitas coisas ruins dentro de nós que não queremos ver: os vícios, os pecados... Pensemos em nossos vícios, pensemos em nossa soberba, pensemos em nosso espírito mundano: essas coisas nos cegam, nos distanciam da luz de Jesus. Mas se começarmos a pensar nessas coisas, não encontraremos um muro, não: encontraremos uma saída, porque Jesus mesmo diz que Ele é a luz e: “Vim ao mundo não para condenar o mundo, mas para salvar o mundo” (conf. Jo 12,46-47). Jesus mesmo, a luz, diz: “Tende coragem: deixai-vos iluminar, deixai-vos ver por aquilo que tendes dentro, porque sou eu a conduzir-vos adiante, a salvar-vos. Não vos condeno. Eu vos salvo” (conf. vers. 47). O Senhor nos salva das trevas que nós temos dentro, das trevas da vida cotidiana, da vida social, da vida política, da vida nacional, internacional... há muitas trevas, dentro. E o Senhor nos salva. Mas, antes, nos pede para vê-las; ter a coragem de ver nossas trevas para que a luz do Senhor entre e nos salve.

Não tenhamos medo do Senhor: é muito bom, e manso, é próximo de nós. Veio para salvar-nos. Não tenhamos medo da luz de Jesus.

O Papa convidou a fazer a Comunhão espiritual com a seguinte oração:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Francisco terminou a celebração com adoração e a bênção eucarística. Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!



Mais um passo para a Beatificação dos pais de São João Paulo II


Inicia a fase diocesana do processo para a beatificação dos Servos de Deus, Emília Kaczorowska e Karol Wojtyla, pais de São João Paulo II. A cerimônia será realizada amanhã, 7 de maio, em Wadowice, na Basílica da Apresentação da Bem-Aventurada Virgem Maria

Cidade do Vaticano
No dia 7 de maio em Wadowice na Polônia, com a constituição dos tribunais, abre-se a fase diocesana do processo de Beatificação da Serva de Deus Emília Wojtyla e do Servo de Deus Karol Wojtyla, pais de São João Paulo II. A notícia doi publicada pelos bispos no site do Episcopado polonês.
A tarefa dos tribunais é a de demonstrar que Emília e Karol Wojtyla praticaram as virtudes de modo heroico, que gozam a fama de santidade, e que pela sua intercessão as pessoas pedem uma graça ao Senhor. O postulador da causa é o padre Sławomir Oder, que foi também postulador do processo de Beatificação e Canonização de João Paulo II. A primeira sessão solene dos tribunais realiza-se em 7 de maio na Basílica da Apresentação da Bem-Aventurada Virgem Maria em Wadowice com a presença de todos os Decanos da Arquidiocese de Cracóvia. Depois do início formal do processo, o arcebispo Marek Jędraszewski, presidirá a Santa Missa para o bom andamento e os pedidos das graças através da intercessão dos Servos de Deus.

Biografia

Emilia Kaczorowska, nasceu em uma família de artesãos, era filha de Feliks Kaczorowski e Maria Scholz. Nasceu em Cracóvia no dia 26 de março de 1884 e foi batizada na igreja de São Nicolau. Sua mãe faleceu quando tinha apenas 13 anos.
Enquanto que Karol Wojtyla nasceu em 18 de julho de 1879 em Lipnik, perto de Biala, filho de Maciej Wojtyla e Anna Przeczek: era uma família de alfaiates. Foi batizado na Igreja da Divina Providência em Biala. Perdeu sua mãe quando tinha dois anos de idade. Em 1900 foi chamado para o serviço militar de base em Wadowice. Em 1903 terminou o serviço militar como sargento e pode voltar para casa. Todavia, decidiu ficar no exército como soldado profissional e serviu como suboficial em Cracóvia e depois em Wadowice.
Casaram-se em 10 de fevereiro de 1906 na igreja de São Pedro e Paulo em Cracóvia e tiveram três filhos: Edmund (nascido em 1906), Olga, que faleceu logo depois do nascimento e batismo (1916) e Karol (nascido em 1920), que se tornou Papa. Até 1913 moraram em Krowodrza, e depois se transferiram para Wadowice.
Emília faleceu em 1929 depois de ter recebido os últimos sacramentos com a presença do marido ao seu lado e foi enterrada no cemitério de Rakowicki em Cracóvia. O viúvo ficou cuidando dos filhos e da casa, transferindo-se, junto com o filho Karol, a Cracóvia em 1938. Faleceu em 1941, aos 63 anos, por uma insuficiência cardíaca. Está enterrado ao lado de sua esposa.

Sobre o processo

Pe. Andrzej Scąber, secretário para a canonização da Arquidiocese de Cracóvia, afirmou que serão realizados dois processos de canonização separados, nos quais se deverá demonstrar que Emília e Karol praticaram virtudes heroicas, que disfrutam da reputação de santidade e, por sua intercessão, as pessoas receberam os favores de Deus.
"Esse processo não será fácil devido ao pequeno número de testemunhas oculares, mas já podemos dizer que a documentação que foi compilada, especialmente em relação a Karol Wojtyła, é muito extensa e mostra que esse homem, ao longo de sua vida, evoluiu em seu relacionamento com Deus e levou essa amizade de Deus ao filho, o futuro Papa”, explicou o presbítero.
Finalmente, Pe. Scąber comentou que, em meio a uma sociedade em crise como a de hoje, com "muitos divórcios, relações de convivência, crianças abandonadas", a família Wojtyla, "como diz o Papa Francisco, são santos do bairro, normais, ordinários, que nos mostram que, em uma situação econômica muito difícil, durante a doença, a morte de dois filhos, é possível confiar e estar perto de Deus ".
Em 2018, o então Arcebispo de Cracóvia e ex-secretário pessoal de São João Paulo II, Cardeal Stanislaw Dziwisz, disse que levava em seu coração a possibilidade de iniciar o processo de beatificação e canonização dos pais de São João Paulo II.

Fonte: Vatican News

Guardiões da Igreja: em maio, Francisco pede orações pelos diáconos

terça-feira, 5 de maio de 2020



Em O Vídeo do Papa” de maio, o Papa Francisco coloca em destaque uma figura especial dentro do clero: os diáconos. E pede que rezemos para que eles “sejam um sinal vivificante para toda a Igreja”.

Cidade do Vaticano
Pelos diáconos, guardiões do serviço da Igreja: por esta intenção, o Papa Francisco pede as orações dos fiés neste mês de maio.
No vídeo produzido mensalmente pela Rede Mundial de Oração do Papa, Francisco afirma que “os diáconos não são sacerdotes de segunda categoria”. Pelo contrário, “formam parte do clero e vivem sua vocação em família e com a família”.
Os diáconos se dedicam ao serviço dos pobres e são “os guardiões do serviço na Igreja”.
“Rezemos para que os diáconos, fiéis ao serviço da Palavra e dos pobres, sejam um sinal vivificante para toda a Igreja.”
O ministério eclesiástico, que é o ministério dos homens dedicados ao serviço de Deus, compreende três graus do sacramento da Ordem sacerdotal: os bispos, os presbíteros e os diáconos.
“Os diáconos participam de uma maneira especial da missão e da graça de Cristo. O sacramento da Ordem os marca com um selo (caráter) que ninguém pode fazer desaparecer e que os configura com Cristo, que se fez ‘diácono’, isto é, servo de todos.”
A palavra grega diakonia significa serviço, e este é o espírito que os define em sua função: eles auxiliam no serviço da Palavra, no serviço da liturgia e no serviço aos mais pobres e desfavorecidos. Nas palavras do Papa: “Eles estão dedicados ao serviço dos pobres que carregam em si a face do Cristo Sofredor”.
Antes da ordenação sacerdotal, os padres são ordenados diáconos em vista do serviço comunitário. Há também os diáconos permanentes, que vivem segundo o carisma e a vocação de servir os outros, são casados e vivem “sua vocação em família e com a família”. Hoje são mais de 46 mil em todo o mundo.

Dicaconato e promoção da ecologia integral

O Pe. Frédéric Fornos S.J., diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa (inclui o MEJ - Movimento Eucarístico Jovem), lembra que “Jesus, nas suas últimas horas com seus discípulos, revelou-se como servo de Deus por excelência. Suas últimas palabras, concretizadas com o gesto de lavar os pés aos seus discípulos, revelam-no assim no Evangelho segundo São João. Foi seu testamento. Ele se revela como o Servo sofredor (cf. Is 52,13–53,12). Toda sua vida foi serviço, serviço aos mais pobres e vulneráveis. Jesus entende sua vida assim, como diz São Mateus: “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate por muitos” (Mt 20, 17-28).
O Sínodo dos Bispos para a Amazônia, no nº 104 de seu Documento Final, diz claramente: “O diaconato de hoje deve também promover a ecologia integral, o desenvolvimento humano, a pastoral social, o serviço dos que se encontram em situação de vulnerabilidade e pobreza, configurando-o ao Cristo Servo, tornando-se uma Igreja misericordiosa, samaritana, solidária e diaconal”.
Rezemos, como Francisco nos convida em “O Vídeo do Papa”, para que todos os diáconos, “fiéis ao serviço da Palavra e dos pobres, sejam um sinal vivificante para a Igreja”.
Fonte: Vatican News

Além da crise: "Com que olhar voltaremos a nos encontrar?"

sábado, 2 de maio de 2020


Padre Lombardi inicia um novo ciclo de artigos para olhar além, ao futuro que nos espera: Jesus não foi uma manifestação virtual de Deus, mas a sua encarnação, para que pudéssemos encontrá-lo. Disse-nos que Ele está presente e nos espera no outro

FEDERICO LOMBARDI
Dias atrás li a afirmação de um pensador russo: “A simples relação entre as pessoas é a coisa mais importante do mundo!”. Isso me fez recordar uma linda canção cheia de alegria de algumas décadas atrás, lançada por um simpático movimento de jovens que promovia a amizade e a fraternidade entre os povos: “Viva a gente”. Certamente alguns devem se lembrar. Falava das muitas pessoas que encontramos todas as manhãs indo trabalhar; dizia entre outras coisas: “Com mais gente/ A favor da gente/ Haveria menos gente difícil/ E mais gente com coração…” e inspirava muito pensamentos sábios e positivos. Pensei muito nisso nos últimos anos, ao caminhar pelas ruas, encontrando tantas pessoas atarefadas e praticamente fechadas em si mesmas, e muitas outras com fios que saem pelas orelhas, completamente concentradas em seus celulares ou que falavam para o ar em voz alta sabe lá com quem, sem considerar as pessoas que estavam no ônibus a poucos centímetros. Parecia-me que o prazer de olhar para os outros com benevolência e atenção estivesse se tornando mais raro e a intrusão cada vez mais penetrante das novas formas de comunicação na vida diária nos tornasse quase estranhos.
Depois de várias semanas fechado em casa sinto muita vontade de encontrar de novo pelas ruas muitos rostos diferentes. Espero que mais cedo ou mais tarde, no devido tempo, isso possa acontecer mesmo sem máscara e sem barreiras de acrílico, e espero poder trocar algumas palavras cordiais, ou mesmo um sorriso sincero. Muitos de nós nestes meses provaram com surpresa positiva as possibilidades oferecidas pela comunicação digital e esperamos que sejam uma riqueza também para o futuro, mas com a prolongação dos isolamentos entendemos que não bastam.
Como voltaremos a nos encontrar em um amanhã pelas ruas ou no metrô? Conseguiremos repovoar com serenidade os espaços comuns das nossas cidades? Seremos condicionados pelo medo e suspeita, ou com a ajuda da necessária sabedoria dos cientistas e governantes, saberemos equilibrar a justa prudência com a vontade de reencontrar e restabelecer a qualidade de convivência diária que – como dizíamos no início – “é a coisa mais importante do mundo”, a imagem do mundo humano? Nos daremos conta (mais ou menos do que antes?) que somos uma família humana que caminha na casa comum que é o nosso único planeta Terra?
Agora que a pandemia nos fez provar um aspecto problemático da globalização da qual todos devemos considerar no futuro, saberemos reencontrar o impulso da fraternidade entre os povos além e acima das fronteiras, a acolhida benévola e curiosa da diversidade, a esperança de viver juntos em um mundo de paz?
Como será conviver com o nosso corpo e como veremos o corpo dos outros? Como uma possível via de contágio, um risco ao qual devemos estar alertas, ou a expressão da alma de uma irmã ou de um irmão? Porque no fundo, este é o corpo humano: a manifestação concreta de uma alma – única, digna. Preciosa, criatura de Deus, imagem de Deus… Que maravilha o timbre da voz, o ritmo dos passos, sobretudo o sorriso das pessoas queridas!... E isso não deveria valer para todas as pessoas que encontramos? Então, recuperar a liberdade do coronavírus nos ajudará a nos livrar de outros vírus do corpo e da alma que nos impedem ver e encontrar o tesouro que está na alma do outro, ou nos tornaremos ainda mais individualistas?  
A tecnologia digital pode mediar e acompanhar de modo útil nossa relação, porém a presença física e recíproca das pessoas, dos seus corpos como transparência das almas, a sua proximidade e o seu encontro, permanecem sendo o ponto de partida e de referência originário da nossa experiência e do nosso caminho. Jesus não foi uma manifestação virtual de Deus, mas a sua encarnação, para que pudéssemos encontrá-lo. E Jesus nos disse que Ele está presente e nos espera no outro, no pobre (e quem não é pobre de algum modo, o saiba ou não?), e que no rosto do outro podemos e devemos saber reconhecer o seu rosto.
Com que olhos, com que coração, com que sorriso voltaremos a caminhar pelas ruas e a cruzar o caminho de tantas pessoas, que mesmo aparentemente desconhecidas, no fundo, neste meses nos fizeram falta, e que como nós sentiram o desejo de nos encontrar de novo pelos caminhos diários de suas vidas, do nosso mundo comum?
Fonte: Vatican News

Intensificar a reza do Terço em maio: Papa propõe duas orações

sexta-feira, 1 de maio de 2020



O Papa Francisco reforça a tradição de rezar o Terço em família no mês de maio, revelando um "segredo": sozinho ou em companhia, o importante é rezar com simplicidade.

Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano
Duas orações a serem rezadas no final do Terço em maio: esta é a proposta do Papa Francisco a todos os fiéis com a chegada do mês mariano.
É tradição, escreve o Pontífice, rezar o Terço em casa, em família, no mês de maio. “Uma dimensão que as restrições da pandemia nos obrigaram’ a valorizar, inclusive do ponto de vista espiritual.”

A simplicidade

Por isso, Francisco propõe a todos redescobrir no mês de maio a beleza de rezar o Terço em casa: juntos ou sozinhos, o importante é levar em consideração “um segredo”: a simplicidade.
O Papa recorda que é fácil encontrar, inclusive na internet, bons esquemas de oração a seguir, mas oferece dois textos que ele mesmo rezará ao final do Terço, espiritualmente unido a nós.
“Queridos irmãos e irmãs, contemplar juntos a face de Cristo com o coração de Maria, nossa Mãe, nos tornará ainda mais unidos como família espiritual e nos ajudará a superar esta provação. Eu rezarei por vocês, especialmente pelos mais sofredores, e vocês, por favor, rezem por mim. Eu lhes agradeço e os abençoo de coração.”
Eis as orações propostas pelo Santo Padre:
ORAÇÃO A MARIA (I)
Ó Maria,
Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho
como um sinal de salvação e de esperança.
Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos,
que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus,
mantendo firme a vossa fé.
Vós, Salvação do Povo Romano,
sabeis do que precisamos
e temos a certeza de que no-lo providenciareis
para que, como em Caná da Galileia,
possa voltar a alegria e a festa
depois desta provação.
Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor,
a conformar-nos com a vontade do Pai
e a fazer aquilo que nos disser Jesus,
que assumiu sobre Si as nossas enfermidades
e carregou as nossas dores
para nos levar, através da cruz,
à alegria da ressurreição. Amen.
À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova
mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.


ORAÇÃO A MARIA (II)
«À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus».
Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.
Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.
Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.
Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.
Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.
Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.
Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade.
Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do género no futuro.
Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.
Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.
Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amém.
Fonte: Vatican News

A oração do Papa Francisco: Maria, nós nos entregamos a Ti

quarta-feira, 29 de abril de 2020



Numa videomensagem, o Papa pede à Virgem Milagrosa do Santuário de Castel di Leva “proteção” neste momento de emergência devido ao coronavírus. O vídeo de Francisco abriu a celebração da missa presidida pelo vigário do Santo Padre para a Diocese de Roma, cardeal Angelo De Donatis, para o dia de oração e jejum.
VATICAN NEWS
Confiar “a cidade, a Itália e o mundo à proteção da Mãe de Deus, como sinal de salvação e esperança” nesses “dias de emergência de saúde”. Este é o pensamento do Papa Francisco expresso na vídeomensagem para a missa que será celebrada, nesta quarta-feira (11/03), às 19h locais, no Santuário do Divino Amor no anunciado dia de oração e jejum. 

A Oração do Papa

Ó Maria, Tu sempre brilhas em nosso caminho como sinal de salvação e esperança. Nós nos entregamos a Ti, Saúde dos Enfermos, que na Cruz foste associada à dor de Jesus, mantendo firme a Tua fé. Tu, Salvação do povo romano, sabes do que precisamos e temos a certeza de que garantirás, como em Caná da Galiléia, que a alegria e a celebração possam retornar após este momento de provação. Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor, a nos conformarmos com a vontade do Pai e a fazer o que Jesus nos disser. Ele que tomou sobre si nossos sofrimentos e tomou sobre si nossas dores para nos levar, através da Cruz, à alegria da Ressurreição. Amém. Sob a Tua proteção, buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus. Não desprezes as nossas súplicas, nós que estamos na provação, e livra-nos de todo perigo, Virgem gloriosa e abençoada.

A missa do Papa e do vigário 

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, anunciou a participação espiritual do Papa Francisco na oração à Virgem, a cujos pés, em 1944, Pio XII e os romanos imploraram a salvação de Roma durante a retirada das tropas nazistas. Mais de 75 anos depois, outra emergência, invisível e também ameaçadora, leva o Papa a se voltar para a Mãe Deus, partilhando os sentimentos do cardeal vigário que, como o Papa, na missa desta quarta-feira, inaugurou a celebração eucarística cotidiana das 19h, que foi transmitida ao vivo pela TV2000 em streaming através do Facebook da diocese. Uma escolha para ir ao encontro dos fiéis obrigados a ficar em casa para evitar o contágio do coronavírus.

Coleta de fundos para os agentes de saúde

“Na missa de hoje”, recorda uma nota do Vicariato de Roma, “será feita uma coleta diocesana extraordinária de ofertas para ajudar os agentes de saúde que estão trabalhando com generosidade e sacrifício no atendimento aos doentes”. “Será um momento de graça, em que unidos, estaremos em comunhão espiritual, nos sentiremos irmãos e irmãs na fé, solidários e não desconfiados uns dos outros”, escreve o cardeal De Donatis na carta em que instituiu o Dia de oração e jejum.

Fonte: Vatican News

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