É pecado imperdoável blasfemar contra o Espírito Santo?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Todo pecado pode ser perdoado, inclusive a blasfêmia contra o Espírito Santo

O Preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão do nosso pecado, é celebrado na Igreja, pois foi graças a Sua Paixão, Morte e Ressurreição que Jesus pode salvar o mundo inteiro. Por isso mesmo, essa devoção é presenciada desde os primórdios da Igreja pelos apóstolos e todo povo de Deus.
O Sangue de Cristo possui um valor infinito. Confere o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Isso implica dizer que não existe pecado que não seja perdoado pelo Sangue de Jesus. Ele mesmo disse: “Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26,28).
-É-pecado-imperdoável-blasfemar-contra-o-Espírito-Santo?- 

Catecismo da Igreja

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina  que, pelo Sangue de Jesus, “não há pecado nenhum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mais culpado que seja, que não deva esperar com segurança o seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero. Cristo, que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado” (CIC n. 982).
Você poderia perguntar: “E o pecado relacionado à blasfêmia contra o Espírito Santo?”. Até mesmo a blasfêmia contra o Espírito pode ser perdoada. “Elenildo, como assim?”. O próprio Jesus disse: “Eu vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” (Mateus 12,31).

Recusa do perdão e da misericórdia

Eu vos explico, para não achar que estou falando alguma heresia. A primeira coisa a saber: a misericórdia de Deus não tem limites! Porém, ensina-nos o Catecismo que “quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna. (Catecismo, n.1864).
Como nos ensina a Igreja, quem não se arrepende de seus pecados não pode ser salvo. O não arrependimento é o principal requisito da blasfêmia contra o Espírito Santo. Embora existam outros, como usar o nome de Deus para ganhar dinheiro, tomar o nome de Deus em vão, proferir contra Deus palavras de ódio, de ofensa, de desafio, falar mal de Deus, faltar-lhe deliberadamente com o devido respeito (cf. Catecismo n. 2148). Porém, como falei anteriormente, o principal pecado contra o Espírito Santo consiste, exatamente, na recusa do perdão e da misericórdia de Deus.

Ir ao encontro de Jesus

Qual a razão da minha afirmação de que até a blasfêmia contra o Espírito Santo pode ser perdoada? Supomos que alguém, hoje, esteja recusando o perdão e a misericórdia. Não há dúvida de que essa pessoa está em pecado contra o Espírito Santo. Esse pecado pode levá-la à condenação eterna. No entanto, a partir do momento em que essa mesma pessoa reconhece seu pecado, aceita o perdão e a misericórdia de Deus, passando pelo sacramento da confissão, ela é perdoada. Depois do perdão, a pessoa não está mais em situação de pecado. Nesse sentido, podemos afirmar, a partir da fé da Igreja, que não existe pecado que não possa ser perdoado.
Tudo isso para dizer que todos os homens e mulheres podem receber o perdão de seus pecados, desde que os mesmos se arrependam e aceitem que Jesus os perdoem, sobretudo buscando o sacramento da Reconciliação. Portanto, meus irmãos, corramos ao encontro de Jesus para receber dele o perdão de nossos pecados, a fim de alcançarmos a salvação, de modo que o Sangue de Jesus, derramado no alto da cruz, não seja em vão por mim nem por você. Façamos valer a pena cada gota do Sangue de Jesus derramado por nós.

Fonte: Canção Nova

A Cura pelo Perdão

segunda-feira, 14 de agosto de 2017



Pesquisas e estudos vêm comprovando os benefícios, tanto mentais quanto físicos, do ato de perdoar. O significado literal de a palavra perdoar é “aceitar ou pedir desculpas”, se “redimir”. O ato de perdoar envolve isso e muito mais. Porém, não é justo dizer que somente agora o mundo está se dando conta do poder do perdão. No aspecto científico, talvez, mas algumas religiões, sobretudo a Católica Apostólica Romana, já pregam a importância do perdão há muitos anos.

Permitam-me relatar uma experiência pessoal:

- Certa vez, durante uma sessão de terapia, me foi solicitado que pensasse nas pessoas que tinham me ferido, magoado ou me ofendido. Nesse instante, foi registrado o aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da tensão muscular, reações idênticas às que ocorrem quando as pessoas sentem raiva. E quando foi pedido que eu me imaginasse me entendendo e perdoando essas pessoas que me haviam feito mal, me mostrei mais calma, com pressão e batimentos cardíacos menos acelerados.

A questão principal, porém, é que o ato de perdoar não é uma das tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades, países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e verdadeiras guerras, por causa de diferenças entre as pessoas, ou devido a algum ato que tenha magoado machucado ou prejudicado alguém, espalhando pelo mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz. Entretanto, o perdão não é impossível, nem mesmo nos casos mais graves.

O perdão embora indigesto seja uma decisão que precisa ser tomada o mais rápido possível para a obtenção do bem estar físico, emocional e espiritual.

A “regra de ouro” nos alerta de que se desejamos não ser julgados pelos outros, então é preciso que não o julguemos também; se quisermos ser respeitados e bem tratados pelos outros, é preciso agir da mesma forma para com eles; se queremos ser amados, então precisamos amar, se queremos ser compreendidos e perdoados, então precisamos saber compreender os outros, ter paciência com os seus erros e perdoar as suas ofensas, a fim de sermos perdoados por Deus. A única condição que Deus nos impõe para perdoar o nosso pecado, qualquer que ele seja, é que perdoemos os pecados dos outros. A razão disso é que, sendo Pai de todos nós, Deus não pode perdoar a um filho que, por sua vez, não perdoa ao seu irmão.

Se Deus perdoou os nossos pecados e se nós queremos ser parecidos com Deus, que motivos podemos ter para não perdoar alguém?
Se nós perdoarmos, receberemos perdão, essa é uma verdade que nos deve motivar. Se realmente compreendemos o que Jesus fez na cruz, o perdão deve fluir no nosso coração.
”Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?
Jesus respondeu: “Eu digo à você: Não até sete, mas até setenta vezes sete.
(Mateus, 18, 21-22).


Fonte:Comunidade Betânia

Assuma sua cruz e siga Jesus

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

 

Sua cruz será abençoada, Cristo vai carregá-la com você. Abrace-a, assuma-a e não fuja dela

“Jesus disse aos seus discípulos: ‘Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga’” (Mateus 16,24).

Primeiro, precisamos querer seguir Jesus, ter uma vontade decidida para segui-Lo, tomar uma decisão. Não basta termos uma simples vontade, precisamos ter uma vontade boa, forte, firme e decidida. “Eu quero ser discípulo de Jesus!”
Permita-me dizer uma coisa muito séria ao seu coração: calcule, veja e pense nas consequências da decisão que quer tomar, porque tudo na vida, toda e qualquer decisão, até a decisão de não se decidir, tem suas consequências. Não fique pensando que, decidindo isso ou aquilo, vamos ver somente o paraíso na nossa frente.
Para chegar até o paraíso é preciso passar pela Via Crucis, pela via dolorosa. Ninguém toma decisões na vida baseado em ilusões e fantasias, somente num caminho florido. É por isso que, no mundo, há pessoas iludidas, decepcionadas ou enganadas, não porque foram enganadas, mas porque se deixaram enganar. Muitas vezes, deixamo-nos enganar até na escola de Jesus.
Não é Jesus quem nos engana. Muito pelo contrário! Ele é aquele que nos liberta do engano, porque nos aponta a direção da vida e da verdade. O Senhor está dizendo a verdade nua e crua: “Se você quer mesmo me seguir, preste atenção: primeiro, renuncie a si mesmo”.
Quem quer renunciar a si mesmo? Queremos nos encher de nós mesmos, de vontades e gostos próprios, queremos fazer somente as nossas vontades.
Não conseguimos ser discípulos de Jesus. Podemos ter muita vontade, muito amor por Ele, mas para O seguir ficamos no meio do caminho, porque paramos nas nossas vontades. Não podemos ter muitas vontades quando queremos seguir Jesus, porque nós só seguiremos a vontade d’Ele.
Precisamos decidir: “Queremos fazer a vontade de Deus ou viver segundo nossas vontades?”.
Tomemos nossa cruz, e este é um outro ponto crucial, porque alguns acham que seguir Cristo é não ter mais cruzes. Não! Assumir a cruz que temos não é algo desastroso, pois a cruz é a via que nós carregamos na Terra. Carregar a cruz é assumir a vida como ela é, é assumir a família, os filhos, o trabalho e o que temos. Não é uma cruz qualquer, é a nossa cruz, e ela será abençoada. Abracemos nossa cruz e não fujamos dela.
Se calcularmos bem e tivermos disposição para abrir mão da nossa vontade, sermos contrariado e abraçarmos nossa cruz de cada dia, dá para sermos, de fato, discípulos de Jesus; senão, é preciso refazer as contas.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Santa Clara, rogai por nós!

Santa Clara, destacou-se desde cedo pela caridade e respeito para com os pequenos

“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.
Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.
Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.
Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.

Santa Clara, rogai por nós!

São Lourenço, servia a Deus na Igreja de Roma

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

São Lourenço era responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados

Festejamos, neste dia, a vida de santidade e martírio do Diácono que nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III.
Conta-nos a história que São Lourenço como primeiro dos Diáconos tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: “Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?”. E o Papa respondeu: “Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!”. São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.
Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos… todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.
Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou no Espírito Santo força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”.
Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.

Homenageamos o Diácono Roberto neste dia!
São Lourenço, rogai por nós!

Em Deus, todos os nossos medos são vencidos

terça-feira, 8 de agosto de 2017

 

Nossos medos são maiores que nós mesmos, mas em Deus todos eles são vencidos

“Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’” (Mateus 14, 27).

Jesus mandou Seus discípulos seguirem na barca, porque Ele foi se ocupar do essencial: retirou-se para estar a sós com o Pai, para abastecer-se da graça do Alto. Ele tinha cuidado de toda uma multidão sofrida e machucada, precisava restabelecer-se na graça.
A graça da oração é o alimento que coloca a alma em pé e na comunhão plena com Deus. Sem ela, perdemos o elo e a direção por onde devemos seguir. Quando nos falta oração, os fantasmas da vida tomam conta de nós. Os fantasmas do medo, da ansiedade, da agitação e da preocupação corroem e consomem o nosso dom mais precioso: a fé.
Nós tememos, apavoramo-nos, porque os mares da vida se agitam, as situações nos tornam pessoas agitadas; e quando o agito é grande demais, começamos a ver fantasmas, começamos a nos apavorar, temos medo, desesperamo-nos, perdemos a fé e a esperança.
Quando Jesus vem ao nosso encontro, nem sempre somos capazes de reconhecê-Lo, porque, quando o medo toma conta da alma humana, ela enxerga todas as coisas de forma distorcida e errada. Temos medo das pessoas, medo de nós, temos medo até de Deus, por isso não nos aproximamos d’Ele com a fé e a confiança de que precisamos.
Não alimentemos nossos medos, pelo contrário, aniquilemos toda força do medo que há em nós. E como aniquilamos a força do medo? Estes, muitas vezes, são maiores do que nós mesmos, mas em Deus todos eles são vencidos; e nós o aniquilamos quando tendo uma relação próxima com o Senhor, quando vivemos uma vida de comunhão com Ele na oração e na Palavra; assim, o medo vai se aniquilando da nossa vida. Ele não desaparece, mas é vencido e fica em seu lugar quando a fé e a graça de Deus ocupam o primeiro lugar em nossa vida e no nosso coração.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A compaixão cura e transforma nossa natureza humana

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

 

Nossos sofrimentos se tornam pequenos, porque a compaixão cura e transforma nossa natureza humana

“Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes” (Mateus 14,14).

No Evangelho de hoje, escutamos o milagre da multiplicação dos pães, mas o grande milagre não foi a multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes. O grande milagre da vida é a compaixão, é compadecer-se da dor e das lágrimas do outro. Se ficarmos só esperando a multiplicação dos pães, o que acontecerá em nós é o contrário, ou seja, crescerá em nós o egoísmo, e vamos querer que tudo se multiplique para nós, não dividiremos nada do que temos com os outros.
O grande milagre que Deus faz em nós é dar-nos a graça de termos comunhão com os sentimentos. E quais são os sentimentos de Cristo Jesus? Ele se compadece da nossa humanidade sofrida, machucada, empobrecida; Ele se compadece de nossas dores.
Os nossos sofrimentos se compadecem do doente, do enfermo e necessitado, mas se ficarmos insensíveis, não ligaremos mais para essas realidades, deixaremos que nossa humanidade seja desviada, equivocada do seu estado de graça.
A humanidade passa fome, as doenças e enfermidades só crescem no meio de nós, as pessoas estão sofrendo, porque, infelizmente, nossa humanidade foi desconfigurada, perdeu a capacidade da compaixão.
Quando o coração humano é movido pela compaixão, não olhamos para o outro como ‘coitadinho’: “Tadinho dele. Olha que sofrimento!”. Não! Somos tomados pelos sentimentos de Cristo Jesus. Olhamos n’Ele e enxergamos no irmão o sofrimento de cada um, enxergamos o Cristo sofrido, desprezado e desconfigurado. O sofrimento maior é de quem não sabe se compadecer do sofrimento dos outros, porque perdeu a sensibilidade, o ar da graça e os sentimentos de Cristo Jesus.
Deixemos, irmãos e irmãs, que a graça de Deus toque em nós para que possamos olhar para quem sofre, para quem está ao nosso lado. O sofrimento do outro é cura para nós. Só sofremos e murmuramos demais, porque nossa sensibilidade é egoísta e só se volta para os nossos problemas, para as nossas dificuldades e sofrimentos.
Quando temos sensibilidade para entender o que o outro sofre, nossos sofrimentos se tornam pequenos, porque a compaixão cura e transforma a nossa natureza humana.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Celebrar a vida - Dia do Padre

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. 
Parabéns pelo seu dia, Padre Marcondes!

A fé é uma atitude de confiança em Deus

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

 

Fé é deixar-se ser absolvido, tomado por essa atmosfera da graça que Deus traz até nós

“Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família! E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé” (Mateus 13,57-58).

Jesus estava na terra d’Ele, na casa d’Ele, onde foi criado e todos O viram crescer, mas eles não pararam no essencial, pararam no superficial e acidental, olharam Jesus apenas na Sua aparência humana, na Sua “casca”.
“De onde vem essa sabedoria? Ele não é do nosso meio? Não conhecemos todos os seus parentes, sua mãe, seu pai? Como Ele pode ser dotado de tanta capacidade e sabedoria?”. Eles pararam nas dúvidas, nos questionamentos e na incredulidade. Não pararam na graça que Jesus tinha, não pararam na graça que pairava sobre Ele nem no poder do Espírito que agia sobre Jesus, por isso não puderam absorver a graça nem o Reino de Deus, não puderam ser agraciados, porque não fizeram por merecer, não se deixaram absorver pela graça.
Deixamos de ser tocados, transformados e renovados por Deus, não deixamos Sua graça agir em nós, porque paramos nos nossos questionamentos humanos, no nosso excesso de racionalismo. Racionalizamos demais nossa fé e a tiramos da sua pureza, tiramos de nós a confiança que deveríamos ter no Senhor.
Ter fé não é simplesmente crer em Deus, porque até os demônios creem n’Ele. Fé é atitude de confiança, de comunhão relacional com Deus; fé é deixar-se ser absolvido, tomado por essa atmosfera da graça que Deus traz até nós.
Você pode chegar para participar de uma celebração, de um acontecimento religioso e ver ali apenas aspectos humanos: ver os pecados do padre, as falhas das pessoas e tudo ficar por isso mesmo. Você entra e sai da mesma forma ou pior, porque entrou nos aspectos acidentais e não essenciais, que é a graça dada, transmitida, a graça que Deus faz agir independente da fraqueza da natureza humana.
Se eles [parentes de Jesus] não foram capazes de enxergar a graça de Cristo, muitos de nós, hoje, não enxergamos a graça de Deus agindo no meio de nós, porque damos mais ouvidos à incredulidade do que à graça do Reino.

Deus abençoe você!
Fonte: Canção Nova

Deus deseja que nós sejamos boas sementes do Seu Reino

terça-feira, 1 de agosto de 2017

 

Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração

“O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno” (Mateus 13,38).

A Palavra de Deus dirigida ao nosso coração, hoje, é uma exortação para que deixemos de ser joio e para que tudo o que há de joio em nós seja dissipado do nosso coração, porque o Reino de Deus é para quem é trigo; e as trevas ou o joio são para aqueles que pertencem ao maligno.
Não pertencemos ao maligno e não podemos permitir que o nosso coração seja tomado pelo mal e por aquilo que é maligno, porque, para entrarmos definitivamente e fazermos parte do Reino de Deus, precisamos ser o bom trigo de Cristo. Precisamos, de fato, ser a boa semente, pois não somos a semente velha e estragada; somos a boa semente do Reino de Deus. Se até agora a boa semente e o joio convivem, no Reino definitivo o Senhor há de separá-los, e nós não queremos nem podemos ficar de fora.
A Palavra está nos dizendo que os anjos de Deus retirarão do Reino aqueles que fazem os outros pecarem e praticarem o mal. É justamente essa a característica do joio: ele não só peca, não só vive no pecado, mas também leva os outros a pecarem. Então, não nos acostumemos nem nos tornemos cegos diante das situações pecaminosas. Há pessoas, por exemplo, que gostam de falar palavrão, mas nem percebem, e ainda levam outros a falarem; há pessoas que falam mal da vida dos outros e levam outras pessoas a também falarem mal do próximo, elas não se acostumam a falar mal sozinhas, têm de levar os outros a falarem. Sem contar todo espírito de sedução e maldade que há no mundo, onde a pessoa faz o mal, ensina os outros a fazerem o mal e o disseminam pelo mundo.
Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração. Pensar e querer o mal dos outros, praticar as ações para que outros se deem mal, falar mal, entregar os outros e assim por diante são os joios que estão presente em nosso coração.
Deus quer nos lavar, Ele quer nos purificar, renovar-nos por mais joios que possamos ser. A graça de Deus transforma o joio obediente a Deus na boa semente da Palavra, e tudo o que Ele quer é que sejamos sementes no Seu Reino.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Deixemo-nos tocar pelo Reino de Deus

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Reino e a Palavra de Deus dão consistência, fermentam e transformam toda a nossa vida

“O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo” (Mateus 13,31).

Jesus continua falando conosco por meio de Suas parábolas e, hoje, Ele vai comparar o Seu Reino com dois elementos interessantes da natureza que eram usados no cotidiano da época d’Ele: o grão de mostarda, uma semente pequeníssima, quase que não cabe na palma de nossa mão, quase que não dá para se ver a olho nu; a outra comparação que Ele faz é com o fermento.
Veja, o grão de mostarda é pequeno e insignificante, mas quando cresce torna-se até maior do que as outras hortaliças. O Reino dos Céus é assim, ele parece que não significa nada para a sociedade, quando não conhecemos dizemos: “Aquelas coisas da Igreja…”, mas quando essa semente pequena, insignificante e sem importância para as pessoas cresce, transforma toda a sociedade.
Veja, não nos tornamos grandes. Eu não me tornei nem um pouco grande, importante ou melhor por causa da Palavra de Deus, mas ela se tornou grande na minha vida, tornou-se o grande tesouro da minha vida. No início não entendia, eu era um livro entre tantos outros, mas quando eu descobri esse tesouro, ele entrou na minha vida e a transformou.
Pode ser que a Palavra e o Reino de Deus sejam uma coisa pequena para você, mas deixe ele entrar com força, para valer. O que parecia insignificante será aquilo que vai transformar a sua vida. E assim acontece com muitas coisas na nossa vida; coisas que nós não damos valor, coisas que nós olhamos como insignificantes. As pessoas que parecem significantes podem se transformar na grandeza do amor de Deus.
O Reino de Deus é comparado ao fermento que leveda e dá consistência a toda massa. O Reino e a Palavra de Deus dão consistência, fermentam e transformam toda a nossa vida quando nos deixamos levedar, transformar e tocar-nos pelo Reino de Deus, pela Sua Palavra, que faz nova todas as coisas.
O Reino de Deus está no meio de nós. Acolhamos como um grão de mostarda, como o fermento, e seremos transformados pela Palavra que Jesus semeia no meio de nós.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A sabedoria é revelada aos humildes

quinta-feira, 27 de julho de 2017

 

A sabedoria é revelada aos simples e humildes. Estes entram na dinâmica e na lógica do Reino de Deus, porque Ele fala em todas as coisas

“Os discípulos disseram a Jesus: ‘Por que tu falas ao povo em parábolas?’ Jesus respondeu: ‘Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado’” (Mateus 13,10-11).

Essa resposta de Jesus causa uma estranheza ao saber que a alguns é dado o conhecer e entender, mas a outros não. A compreensão não é essa! A verdade é que alguns querem compreender e acolher, mas outros não; alguns fazem esforços para entrar na lógica, na dinâmica do Reino de Deus, mas outros se comportam com total frieza e indiferença.
Jesus está dizendo aos discípulos e a nós: “Felizes os olhos que veem o que vocês veem e os ouvidos que ouvem o que vocês estão ouvindo, porque muitos profetas desejaram ver tudo isso e não puderam ver”. A verdade é que a quem muito está sendo dado muito está sendo rejeitado ou  indiferente. “Eu não consigo compreender o que o padre fala. Não consigo compreender o que está na Bíblia”.
A Bíblia, a Palavra de Deus, a Igreja, a vida em si é uma parábola. As coisas não são dadas a nós picotadas, é a sabedoria do querer saber, conhecer e aplicar-se em correr atrás que nos dá a verdadeira compreensão.
Todo pai, toda mãe começam a explicar a vida para um filho por meio de parábolas. É assim que se começa a explicar como é o mundo, como são as coisas; com o passar do tempo, aquilo que explicamos em significados mais simples vai se tornando mais compreensível.
O Reino de Deus também é da mesma forma. Certas coisas não são explicadas por ensinamentos enigmáticos, mas de uma forma que todos possam compreender, usando a lógica, o raciocínio, os elementos da natureza. Essa é a riqueza das parábolas, das comparações e dos ensinamentos. Um bom entendedor para, reflete, medita e entende: “Para mim, é isso que essa Palavra quer dizer”. Essa é a sabedoria, pois alguns querem apenas conhecimentos históricos, querem apenas dizer: “Eu aprendi isso e aquilo”.
A Palavra de Deus é um ensinamento que se aplica a nossa vida. Quando eu me abro para viver o que isso quer dizer a mim, é assim que eu aprendo com a vida. Se acontece uma tragédia, um acidente, o que eu estou aprendendo? Que eu não devo andar assim, que eu devo cuidar para não fazer a mesma coisa. Quando eu vejo uma coisa boa acontecendo com aquela pessoa eu penso: “Olha o exemplo dela”. Ninguém precisa copiar ninguém, mas o que é bom tem de ser aprendido, refletido e meditado.
Vemos tantas coisas boas e ruins acontecerem! E há pessoas que não aprendem com nada. Ou seja, quem não busca compreender, de fato, não vai compreender, mas quem se abre para compreender, por mais simples e mais humilde que seja, a sabedoria é revelada aos simples e humildes, estes entram na dinâmica e na lógica do Reino de Deus, porque Ele fala em todas as coisas.
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora

quarta-feira, 26 de julho de 2017

 

São Joaquim e Sant’Ana foram abençoados por Jesus com o nascimento da Virgem Maria

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant’Ana. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”.
Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.
O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José.
A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.
São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

A riqueza da leitura meditada e orante da Palavra de Deus

terça-feira, 25 de julho de 2017

A leitura da Palavra de Deus deve ser meditada diariamente

Descrevemos, com curiosa naturalidade, nosso cotidiano como “corrido”, em uma rotina na qual não nos sobra muito tempo. Mas há uma preocupação em especial à qual devemos nos atentar: será que nossas orações diárias fazem parte da nossa rotina como qualquer outra tarefa?
Sabemos, com certeza, que a oração é importante para nos fortalecer diante dos desafios do dia a dia. É preciso entregar-se à Providência Divina, confortar o coração com as palavras de clamor e afastar as preocupações, entregando o futuro nas mãos de Deus. Mas não somos apenas nós que falamos com Deus, dirigindo a Ele nossas orações, também Ele fala conosco nas Sagradas Escrituras. A leitura meditada e orante da Palavra nos ajuda a nos entregarmos, de coração manso e humilde, a ouvir Deus falar conosco.
-A-riqueza-da-leitura-meditada-e-orante-da-Palavra-de-Deus- 
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Jesus Cristo nos ensina: “Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada” (Lc 10,42). Essas palavras foram dirigidas a Marta, que acolheu Jesus Cristo em sua casa e pôs-se a providenciar todo o tipo de afazer doméstico; enquanto sua irmã, Maria, estava sentada aos pés de Jesus e ouvia Suas Palavras.

Os afazeres diários não podem nos afetar

Ora, devemos pensar no quanto nós mesmos nos deixamos ocupar por diversos afazeres, deixando de sentar, ouvir e meditar o Evangelho. Nossas orações e nossas leituras das Sagradas Escrituras não podem se tornar mais um dos afazeres diários que realizamos sem a devida espiritualização. E uma forma de entrega à Palavra de Deus, por meio de uma leitura atenta e profunda, é chamada de Lectio Divina.

Deus fala conosco

Nas palavras do Santo Papa João Paulo II: “Elemento essencial da formação espiritual é a leitura meditada e orante da Palavra de Deus (lectio divina), é a escuta humilde e cheia de amor d’Aquele que fala”. A Lectio Divina é uma leitura que se faz da Bíblia, de uma passagem um pouco mais longa, que se acolhe de coração como a Palavra de Deus dirigida a nós. Se, na oração, falamos com Deus, na leitura da bíblia, Deus fala conosco.
Pode ser realizada de uma forma pessoal, tomando a Palavra como um encontro particular com Deus, que escutamos enquanto lemos e respondemos em oração. Em grupo, a leitura orante deve trazer consigo a inspiração das práticas da comunidade, como exercícios espirituais, retiros, devoções e experiências religiosas.
Não nos deixemos enganar, pensando que a Lectio Divina é uma leitura direcionada apenas às pessoas consagradas, para as comunidades paroquiais ou para as associações e movimentos da Igreja. Sendo certo que a leitura orante representa um encontro íntimo com a Palavra de Deus, ela se mostra uma importante prática para fortalecimento da fé do mais culto clérigo até o mais simples paroquiano.
É bem verdade que exige uma catequização adequada para que se possa compreender bem do que se trata a lectio divina, e que contribua para esclarecer seu sentido litúrgico. Mas, de forma nenhuma, isso deve afastar o cristão de sua prática.

Meditação da Palavra

O ideal seria que cada comunidade organizasse um grupo de leitura orante da Palavra, que pudesse levar a prática de lectio divina a um número cada vez maior de cristãos. Para que haja uma correta orientação, o Sínodo dos Bispos, em sua XII Assembleia Geral Ordinária, tratou da “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, dedicando um capítulo para abordar a lectio divina. Também podemos facilmente encontrar, no site da Santa Sé, as meditações da prática da leitura orante pelo Papa Bento XVI, que servirão de inspiração àqueles que desejam aderir à prática.
Nas mensagens do Papa Francisco, também podemos descobrir que “A lectio divina introduz a conversação direta com o Senhor e desvela os tesouros da sabedoria. A amizade íntima com Aquele que nos ama torna-nos capazes de ver com os olhos de Deus, de falar com Sua Palavra no coração, conservar a beleza dessa experiência e partilhá-la com quantos têm fome de eternidade”.
Ao realizarmos a leitura da Palavra de Deus com o coração calmo e entregue a ouvir o que Deus tem a nos dizer diretamente, estamos nos fortalecendo em uma fé consistente, que nenhum desafio cotidiano possa abalar, nem por um minuto. Desejo que nossas comunidades e cada um de nós tenha a clareza e ocasião de “escolher a melhor parte”.
Sugestão para prática: “Lectio Divina” do Papa Bento XVI na Capela do Seminário em 15 de fevereiro de 2012 (texto e vídeo) disponíveis aqui.

REFERÊNCIAS

A BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. 86 ed. São Paulo: Paulus. 2012.
SÍNODO DOS BISPOS. XII Assembleia geral ordinária. A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Instrumentum Laboris. 2008. Disponível em:
<http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20080511_instrlabor-xii- assembly_po.html>
JOÃO PAULO II. Exortação Apostólica pós-sinodal pastores Dabo Vobis ao episcopado ao clero e aos fiéis sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias actuais. 25 mar. 1991. Disponível em: <http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_25031992_pastores- dabo-vobis.html>
FRANCISCO. Mensagem ao Prior-geral dos irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo por ocasião do capítulo geral. 2013. Disponível em:
<http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2013/documents/papa-francesco_20130822_ordine- carmelitano.html>

Deus quer a misericórdia em primeiro lugar

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Tudo o que for observar da Lei de Deus coloque em primeiro lugar a misericórdia e o amor para com o próximo

“Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mateus 12,7-8).
Os discípulos de Jesus caminharam em meio à plantação, sentiram fome, arrancaram as espigas de milho, debulharam e começaram a comer. Os fariseus olharam e os repreenderam, não porque estavam comendo, mas porque arrancaram, no dia de sábado, as espigas de milho para comer. Eles queriam, na verdade, chamar à atenção de Jesus, pois não estavam preocupados com a Lei de Deus ou com o coração d’Ele, porque o coração de Deus preocupa-se, acima de tudo, com a criatura que Ele mesmo fez: eu e você.
O coração de Deus é tão misericordioso, que, acima de tudo, está voltado para cuidar de nós. Muitas vezes, somos hipócritas até na vivência da religião, estamos cobrando dos outros que obedeçam mandamentos, que vivam alguma prática, porque não rezam; condenamos as pessoas e não nos preocupamos com o coração delas.
Preocupar-se com o coração das pessoas é saber da vida e da história delas, é saber o que elas passam, o que estão sofrendo. Preocupamo-nos com a fome do mundo? Preocupamo-nos com a doença das pessoas? Preocupamo-nos com o sofrimento do outro?
Não podemos viver uma religião só de preceitos, leis e mandamentos. Não precisamos mudar nenhum preceito da Lei de Deus, pelo contrário, temos de vivenciar o Espírito de toda a Lei de Deus, de todos os mandamentos d’Ele. Não precisamos mudar nenhuma página do Catecismo, porque ele é rico no ensinamento da Doutrina. Não podemos fazer uma religião que apenas explique leis e preceitos, normas, direito canônico, uma religião voltada para dogmas e ensinamentos.
Todos esses ensinamentos que aprendemos da Igreja, como nossa Mãe, têm um valor imenso, único e são caminho de salvação para nós, mas todas as Leis e mandamentos, se não forem revestidos do amor e da misericórdia, não nos salvam. Não pense que, porque cumprimos os mandamentos, não faltamos à Missa, que somos um observante da Lei de Deus.
Tudo o que for observar da Lei de Deus coloque, em primeiro lugar, a misericórdia e o amor para com o próximo. Essas brigas e disputas que existem em redes sociais, nas conversas e discussões humanas, para prevalecer quem sabe mais, quem pode mais, quem está certo, quem tem mais dogmatismo, quem tem mais conhecimento… Jesus não perdeu tempo com essas discussões. Ele gastou Seu tempo para cuidar da pessoa humana no dia de sábado, de domingo, de segunda. Todo dia é dia de salvar e resgatar o ser humano, filho de Deus sofrido, necessitado de salvação, de pão para comer, de cuidado da doença ou enfermidade. É assim que vivemos a Lei de Deus em nossa vida.

Pesquisar neste Blog

Liturgia Diária

Liturgia Diária
Canção Nova

Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba - Dom Delson

Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba - Dom Delson
Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz

Fale conosco

Nome

E-mail *

Mensagem *

Visitantes

A ARMADURA DO CRISTÃO

A ARMADURA DO CRISTÃO
Leia Efésios 6, 10-20

Conselhos do Papa Francisco

Oração de exaltação a Santa cruz

Como Retornar?

Como Retornar?
Dicas para voltar a ter intimidade com Deus

Mensagem

Mensagem
Monsenhor Jonas Abib

Terço

Terço
Mãe da Divina Misericórdia

Mensagem

Reflexão

Frei Galvão

Frei Galvão
História

O Papa Francisco

O Papa Francisco
Vatican

Bíblia Católica On Line

Seja um Padrinho Vem Cuidar de Mim

Missa de Cinzas - Fotos

Missa de Cinzas - Fotos
Paróquia Menino Jesus de Praga

Mensagem

Mensagem
Monsenhor Jonas Abib

Ajude o Laureano

Campanha Vem Cuidar de Mim

Campanha Vem Cuidar de Mim
Assine aqui o abaixo assinado!

ANUNCIE AQUI

ANUNCIE AQUI
armaduradocristao@gmail.com

Adoração ao Santíssimo

Adoração ao Santíssimo

Salmos on Line

Menino Jesus de Praga

Arquivos Obras Timbó