Devemos reconhecer o dom de Deus na nossa vida

segunda-feira, 12 de março de 2018

Deus nos dá o dom da vida, por isso é preciso vivê-la de acordo com Seus ensinamentos

A responsabilidade de conduzir a própria vida, reconhecendo-a como dom de Deus, é muito séria e desafiadora. Uma tarefa que contempla responsabilidades profissionais, familiares e cidadãs. Pensar e julgar, de modo adequado, está entre os maiores desafios existenciais. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, mostra que superar dinâmicas viciadas e obscuras nos modos de pensar e julgar é “regra de ouro”. Um desafio a ser assumido por todos. Afinal, o exercício de pensar e julgar determina procedimentos e escolhas que norteiam o conjunto da vida, a competência para superar crises e encontrar novas respostas para os desafios cotidianos.
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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com
Frequentemente, esse exercício está emoldurado de maneira rígida, por certa mentalidade vigente. Por isso mesmo, há dificuldade para admitir a necessidade de transformações no próprio modo de pensar e julgar. A tendência é a cristalização – com pouca abertura para o diferente, para outras perspectivas que ensejem novas percepções. Perde-se, consequentemente, a oportunidade para enriquecer a própria vida, conhecer mais e amadurecer a mundividência. Na sociedade brasileira, o preço que se paga por esse aprisionamento à mentalidade vigente, é a carência de novos líderes, além da falta de credibilidade que se desdobra no caos político. Repetem-se esquemas e dinâmicas, porque não há amplo engajamento em um permanente processo de renovação existencial.

A espiritualidade nas nossas escolhas

É verdade que a capacidade para pensar e julgar, discernir e escolher, depende das próprias vivências, da influência cultural, familiar e de muitas instituições. Mas, acima de tudo, esse processo é uma experiência eminentemente espiritual. Sem reconhecer a importância da espiritualidade, a tendência é se encastelar nas próprias convicções, sem a necessária disponibilidade para permanentemente reavaliá-las. São perpetuados vícios e modos equivocados de lidar com problemas, que exigem soluções urgentes. Tudo torna-se mais difícil.
Quando a dimensão espiritual não ilumina a capacidade de pensar e julgar, as pessoas prendem-se à mediocridade. Não conseguem proporcionar às suas instituições o fôlego da renovação. Em vez disso, ganham espaço a corrupção, a mesquinhez e a ganância sem limites. Desconsidera-se a sabedoria que alimenta a lucidez. É fácil constatar que a  carência de novos modos de pensar e julgar é problema comum a governantes, líderes e muitas pessoas que integram o contexto social. Gente que apresenta um discurso articulado, mas que revela-se equivocado do ponto de vista ético-moral. Homens e mulheres que não se valem de critérios que objetivam o bem, a justiça e a paz para interpretar, discernir e fazer escolhas.

Saúde física e mental

Investir na espiritualidade é imprescindível. Porém, o momento em que todos vão reconhecer a importância da espiritualidade na fecundação de novos modos de pensar e julgar é realidade distante. Isso porque, a cristalização de convicções obsoletas, perpetua nos indivíduos, sentimentos ruins. Ora, ao se reconhecer que a espiritualidade é fundamental para a saúde física e mental, deve-se, também, considerar que a dimensão espiritual tem força para fazer desabrochar a sabedoria. A espiritualidade permite enxergar até mesmo o invisível. É um fundamental remédio para romper com os parâmetros da mediocridade, que são hegemônicos na sociedade brasileira.
O segredo para melhorar a realidade não é abraçar, incondicionalmente, convicções que já estão cristalizadas, discursos políticos, partidários e ideológicos. Deve-se conquistar a liberdade que ultrapassa o apego ao dinheiro, pois, a ganância aprisiona consciências. A espiritualidade é remédio que cura a doença das mentiras e do egoísmo. A dimensão espiritual alimenta novos modos de pensar e julgar. Todos são convocados para uma autoavaliação, observando as próprias convicções e formas de ver o mundo. Vale acolher a orientação espiritual e humanística do padre José Tolentino, escritor português: “Que os nossos olhos, feitos para olhar as estrelas, não morram olhando para os nossos sapatos”.

Fonte: Canção Nova

5 Dicas para você aprender a rezar

domingo, 11 de março de 2018

Há muitas formas de se fazer oração. Se formos olhar toda a longa e rica tradição cristã, com certeza encontraremos muitas variantes na forma como os fiéis se dirigiam a Deus. No século XX, com o Concílio Vaticano II, se fez muito forte um movimento de volta às origens, de olhar novamente para os textos mais antigos do cristianismo (que agora estavam mais disponíveis devido à tecnologia e o trabalho de muitas pessoas). Isso possibilitou uma renovação em continuidade de muitos aspectos da vida cristã.

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Dentre esses aspectos, está a Liturgia da Santa Missa. Sendo a Missa a oração perfeita, gostaria de propor basicamente um esquema, muito simples, de oração que se baseie nela:
1º PASSO: Colocar-se em presença de Deus
No início da missa, nos colocamos na presença de Deus fazendo o sinal característico dos cristãos: o sinal da cruz. Esse mesmo sinal não é apenas o início da oração, mas já é ele mesmo uma oração. No fundo, o que buscamos é justamente essa comunhão com Ele, que já está presente até mesmo antes de iniciarmos a oração.
Somos nós que nos colocamos na presença de Deus, ou melhor, que nos fazemos conscientes de que Ele já está presente, nos esperando, nos chamando para uma comunhão mais íntima.
2º PASSO: Pedir perdão pelos pecados e nos lançar à misericórdia de Deus
É fundamental que na presença de Deus reconheçamos que não estamos em pé de igualdade. Não falamos de igual para igual. Somos criaturas na presença do criador. E, além disso, somos criaturas que muitas vezes não têm sido muito fiéis ao que somos. Achamo-nos Deus em cada pecado que cometemos. Ou pelo menos tentamos nos colocar no lugar dele todas as vezes que insistimos em levar a nossa vida sem Ele. Mas esse reconhecer-nos criaturas pecadoras não nos abate porque nosso Deus é Pai de misericórdia. Então, apenados por nossas faltas, podemos sempre nos colocar novamente em seus braços amorosos. Isso acontece no ato penitencial da Missa.
3º PASSO: Escutar a Palavra de Deus
Evidentemente que em toda Missa se escuta a Palavra de Deus. Momento para estar atentos, acolher e meditar, como Maria, essa Palavra Viva. Se estamos fazendo uma oração pessoal, podemos escolher uma passagem que ilumine o momento em que estamos na nossa vida.
Se queremos discernir sobre uma decisão importante, busquemos passagens nas quais Jesus faz escolhas importantes (Por exemplo: A escolha dos doze apóstolos), e assim por diante. Vale a pena também ter em mãos algum comentário da passagem, que nos ajude a entender melhor o que está acontecendo e diminuir o perigo de um subjetivismo exagerado. Deus fala com cada um de nós, mas escolheu a Igreja para ser transmissora fiel de sua Palavra. Livros que sejam reconhecidamente bons pela Igreja com certeza nos auxiliariam muito nessa parte da oração.
4º PASSO: Comunhão com Deus
Na celebração Eucarística, se estamos preparados, logo depois de meditar a Palavra de Deus, passamos à mesa da comunhão. Na oração pessoal, podemos fazer uma comunhão espiritual. Unimo-nos em espírito a Deus que acabou de nos dizer alguma coisa. Entregamos-lhe o que Ele mesmo nos disse, podemos agradecer esse momento de oração, podemos conversar livremente, trazendo outras questões que suscitem no espírito o que foi meditado. É uma relação Pessoal mesmo que cada um precisa ir criando com o Senhor. Talvez seja o momento mais íntimo, o momento no qual algo nos chama mais atenção ou que algo se clarifica de forma nova. Gaste o tempo que quiser saboreando essa experiência com Deus.
5º PASSO: A missão
O encontro com Jesus transforma. Na Bíblia podemos encontrar vários exemplos. A Samaritana no poço, a mulher adúltera, o cego de nascença, o cobrador de impostos Zaqueu, qualquer um dos apóstolos. Todos eles saem do encontro com Jesus diferentes. Quando termina a missa, ou quando estamos no final da nossa oração pessoal, é como se estivéssemos descendo do monte onde Jesus se transfigurou para nós. Voltamos para o mundo “lá embaixo”, mas voltamos novos, transformados. Desejosos de seguir aquilo que escutamos de Deus, plasmamos na nossa vida cotidiana essa conformação que vamos ganhando com Jesus.
CONCLUSÃO: É difícil enquadrar qualquer relação em um esquema. Não se faz uma amizade seguindo uma lista de coisas. Cada relação pessoal é única, cada oração é, portanto, única. Mas sempre podemos deixar-nos ajudar por outras pessoas que têm um caminho mais avançado que o nosso. A Igreja está no mundo para isso. Nela encontramos um caminho mais seguro para chegar até Deus.
Fonte: Portal A12

Retiro Espiritual dos Cristãos Leigos e Leigas - Seminário Arquidiocesano da Paraíba

sábado, 10 de março de 2018


A articulação dos leigos e leigas da Arquidiocese da Paraíba vai realizar um Retiro Espiritual dos Cristãos Leigos e Leigas no dia 17 de março de 2018, das 8h às 13h, no Seminário Arquidiocesano da Paraíba Imaculada Conceição, no Castelo Branco, em João Pessoa. Pede-se que cada Paróquia envie 3 (três) participantes. A taxa individual é de R$ 15,00 (quinze reais). As inscrições vão ser feitas no mesmo dia do evento. Mas, por gentileza, favor confirmar participação pelo e-mail creuzacelestina@arquidiocesepb.org.br (isso para melhor organização do evento, que terá almoço para os inscritos). O orientador será o Ir. João Batista, do Mosteiro da Catita, em Alagoas.
O evento faz parte da programação do Ano do Laicato, atendendo ao convite do Papa Francisco para que os leigos e leigas sejam “Sal da Terra e Luz do Mundo” (cf. Mt 5, 13-14), numa Igreja em saída.


Francisco e o papel das mulheres na Igreja

Antoine Mekary | ALETEIA
Relembre alguns dos discursos mais significativos do Papa Francisco sobre a importância da mulher na sociedade e na Igreja
“As primeiras testemunhas da ressurreição são as mulheres. E isso é bonito. E este é um pouco a missão das mulheres”. É o dia 3 de abril de 2013, quando o Papa Francisco, três semanas após sua eleição à Cátedra de Pedro, pronuncia essas palavras na segunda audiência geral de seu Pontificado. Em pouco tempo os fiéis se acostumaram aos pronunciamentos do novo Pontífice, muitas vezes improvisados, em favor das mulheres, do seu papel na Igreja e na sociedade. Por outro lado, Jorge Mario Bergoglio recorda, em muitas ocasiões, as figuras femininas que mais influenciaram seu caminho de fé, como fez imediatamente com a sua avó Rosa ou, recentemente, lembrando uma jovem noviça das Pequenas Irmãs da Assunção que o segurou em seus braços assim que ele nasceu. Um magistério, o de Francesco sobre o gênio feminino, rico de gestos e palavras: do lava-pés, estendido, pela primeira vez, também às mulheres, às visitas às prisões femininas. Da criação de uma Comissão sobre o diaconato das mulheres ao cada vez maior número de mulheres nomeadas em cargos importantes no Vaticano, ainda a escolha de uma mulher, a teóloga Anne-Marie Pellettier, como autora das meditações para a Via Sacra.
A Igreja é mãe: aprofundar a teologia da mulher
Imediatamente deve ser enfatizado que a reflexão do Papa Francisco sobre a mulher se move do ponto de vista teológico. Isso se entende bem quando, em 28 de julho de 2013, respondendo aos jornalistas no voo papal de retorno da JMJ no Rio de Janeiro afirma que “uma Igreja sem as mulheres é como o Colégio Apostólico sem Maria”. Francisco enfatiza que “a Igreja é feminina, é esposa, é mãe”. Uma afirmação que é ainda mais significativa lendo-a novamente 4 anos depois, à luz da decisão de escrever no Calendário litúrgico a memória da “Beata Virgem Maria Mãe da Igreja”. Em diversas ocasiões, o Papa se queixa de que na Igreja ainda não se fez “uma profunda teologia da mulher”. Ele fez isso em particular em 12 de outubro de 2013, quando – recebendo os membros do Pontifício Conselho para os Leigos, no dia 25 anos da Mulieris Dignitatem de São João Paulo II – afirma que, na Igreja, “é importante perguntar-se que presença tem a mulher”. Para mim, acrescenta, “gosto também de pensar que a Igreja não é o Igreja, é a Igreja. A Igreja é feminino, é mãe” e devemos “aprofundar a nossa compreensão disso”.
Respeitar a dignidade e o serviço das mulheres, em todos os níveis
Não deixa também de denunciar as condições de exploração que tantas mulheres devem suportar. “Eu sofro”, disse o Papa, “quando vejo na Igreja” que “o papel de serviço da mulher desliza para um papel de servidão”. Um tema que muitas vezes retorna no Magistério de Francisco. Com particular vigor, ele retoma no discurso de 16 de maio de 2016, à União Internacional das Superioras Gerais. Para elas, Francisco pede a coragem de dizer “não” quando lhes é solicitado “algo que é mais servidão do que serviço”. “Quando se deseja que uma mulher consagrada faça um trabalho de servidão – reitera fortemente – se desvaloriza a vida e a dignidade dessa mulher. Sua vocação é o serviço: serviço à Igreja, onde quer que esteja. Mas não servidão!”. Na mensagem ao Festival da Família em Riva del Garda, em 2 de dezembro de 2014, faz suas as dificuldades, as fadigas de tantas mulheres que, na vida social, não vêem seus direitos reconhecidos. É necessário, exorta o Papa, que a mulher “não seja, por exigências econômicas, forçada a um trabalho pesado” e devemos considerar que “os compromissos da mulher, em todos os níveis da vida familiar, também são um contributo incomparável à vida e ao futuro da sociedade”.
Oferecer novos espaços às mulheres na Igreja e na sociedade
Particularmente significativo é o discurso que Francesco pronunciara em 7 de fevereiro de 2015 à Plenária do Dicastério da Cultura, centralizado no tema “As culturas femininas: igualdade e diferença”. É tempo, disse o Papa, que as mulheres “se sintam não hóspedes, mas plenamente partícipes das várias esferas da vida social e eclesial”. Esse, adverte, “é um desafio que não pode mais ser adiado”. E enfatiza a urgência de “oferecer espaços às mulheres na vida da Igreja”, favorecendo “uma presença mais ampla e incisiva nas comunidades” com maior envolvimento das mulheres “nas responsabilidades pastorais”. Alargando o olhar à sociedade, o Papa denuncia a mercantilização do corpo feminino, “as muitas formas de escravidão” a que as mulheres são submetidas e lança um apelo para que, para vencer a subordinação, seja promovida a reciprocidade. Sobre o assunto, retorna também na audiência à Pontifícia Academia para a Vida, no dia 5 de outubro último, quando pede para recomeçar “a partir de uma renovada cultura da identidade e da diferença”. Crítica, portanto, “a utopia do neutro”, “a manipulação biológica e psíquica da diferença sexual”. Para Francisco, é necessária “uma aliança entre o homem e a mulher”, “chamada a tomar em suas mãos a direção de toda a sociedade”.
A mulher é portadora de harmonia na Igreja e no mundo
Às mulheres, às figuras bíblicas e, em particular, à Virgem Maria, o Papa Francisco dedica muitas homilias matutinas na celebração na Casa Santa Marta. Em 26 de janeiro de 2015, o Papa se deteve sobre o tema da transmissão da fé. Por que, ele pergunta, “são principalmente as mulheres a transmitir a fé”? A resposta, afirma, deve ser buscada mais uma vez no testemunho de Nossa Senhora: “Simplesmente porque quem nos trouxe Jesus é uma mulher. É o caminho escolhido por Jesus. Ele quis ter uma mãe: até o dom da fé passa pelas mulheres, como Jesus por Maria”. Em 31 de maio de 2016, fala sobre as “mulheres corajosas” que todos os dias dão alegria e enchem a vida dos outros. Em 9 de fevereiro do ano passado, ele sublinhou que “sem a mulher, não há harmonia no mundo”. É “a mulher, continua, que “traz essa harmonia que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bonita”. Uma ternura, que o pequeno Jorge recebeu de sua mãe e da sua avó, e que agora Francisco doa ao mundo.

Entreguemos a Deus a primazia do amor

sexta-feira, 9 de março de 2018

Deus é Aquele que coloca a ordem em todas as coisas, quando damos a  Ele, a primazia do amor

“Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes” (Mateus 12, 29-31).

Jesus nos aponta uma coisa muito importante para a vida (…) – não há mandamento maior do que amar o Senhor Nosso Deus.
“Ouve, ó Israel”, dizia Jesus. Para amar o Senhor é preciso ouvi-Lo. Pensamos que, amar é apenas um sentimento; alguns dizem: “Eu tenho um sentimento de amor muito grande por Deus”. Não se esqueça que os sentimentos, muitas vezes, nos enganam, pois, ora estão no pico daquilo que sentimos, ora estão para baixo.
É importante sentirmos, mas, é muito mais importante que os sentimentos sejam instruídos e conduzidos por uma verdade. E a verdade que conduz os nossos sentimentos em relação a Deus é a capacidade de ouvi-Lo. Ouvir não é simplesmente dizer “Escutei!”, é saber ouvir e praticar.
Tem aquele filho que diz: “Muito bem, vou fazer aquilo que meu pai mandou”, mas não faz. Escutou mas não colocou em prática.
A prática do amor a Deus consiste em cada dia, como um bom discípulo, levantar-se, deixar calar tantas vozes que estão saindo de nós para que, escutemos a direção de Deus; deixemos Deus nos acalmar; colocar em ordem os próprios sentimentos da alma e do coração, por vezes, desordenados, desequilibrados; vozes que estão gritando dentro de nós.
Deus é Aquele que coloca a ordem em todas as coisas, quando damos a Ele, a primazia do amor. Se a nossa vida encontra-se em desordem é porque a primazia do amor está desordenada, existem outros amores maiores ou mais importantes do que o amor de Deus no nosso coração e na nossa vida.
Quando amamos a Deus sobre todas as coisas, amamos a nós mesmos. Amar a si mesmo é cuidar de nós, nos querer bem. Não é um amor egoísta e nem egocêntrico. É um amor de cuidado, de ternura, de zelo, e dessa forma, como amamos a nós mesmos, amamos também o nosso irmão.
Não amamos ninguém de forma egoísta, não amamos o outro por causa de nós mesmos; amamos o outro porque ele precisa ser amado, amamos com amor livre, desinteressado, com amor terno e caridade, com o amor que Deus colocou dentro do nosso coração.
Que o amor a Deus sobre todas as coisas, nos ensine a nos amarmos, e que aprendamos a amá-Lo sobre todas as coisas.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Mulher, jamais perca a esperança

quinta-feira, 8 de março de 2018



Estou pedindo a Santa Mônica que interceda por você, mulher, interceda pelas suas lágrimas, pelas suas dores. Nunca perca a esperança, porque o Senhor está contigo.

Hoje, as mulheres têm em Santa Mônica um exemplo de mãe, esposa e mulher de Deus acima de tudo. Santa Mônica tem as virtudes que uma mulher precisa ter no exercício da sua missão, e a primeira delas é a paciência. Como ela foi paciente com os sofrimentos que teve com o marido que não quis saber de Deus! Paciência com o filho que se perdeu ao longo da vida, apesar de toda boa educação que Mônica lhe deu! Ele se perdeu nos caminhos da vida. Quantas lágrimas, quanto suor, quanto trabalho esse filho deu ao coração dessa mãe!
Mônica é o exemplo da mãe paciente, mas é também o exemplo da mulher de fé. Nunca desanimou, nunca se desesperou, nunca perdeu a sua confiança em Deus; ela acreditou que a hora da graça poderia chegar e, por isso, intensificou suas orações. E quanto mais ela rezava, mais as coisas pareciam piorar. Nem por isso ela desanimou. Suas lágrimas, convertidas em oração de fé e confiança, trouxeram a conversão do seu marido no leito ainda da cama, quando ele aceitou o Senhor na sua vida. Trouxe, sobretudo, a conversão do seu filho, Santo Agostinho, o qual se tornou uma das maiores referências da Igreja.
Quero olhar, hoje, para o coração de cada mãe, daquelas que estão tristes, desanimadas, que se desesperam diante das situações dos seus filhos, e dizer a elas: “Mãe, não desanime, porque Deus está contigo. Mãe, o Senhor é a sua luz, sua segurança. Olhe para Ele”.
Ainda que a situação em sua casa seja difícil, ainda que o seu marido não a ajude nesse trabalho, conte com a graça de Deus. Estou pedindo a Santa Mônica que interceda por você, mulher, interceda pelas suas lágrimas, pelas suas dores. Nunca perca a esperança, porque o Senhor está contigo. Ele é a sua luz, a sua proteção, é Aquele guia sua vida. Não importa quantos anos você tem passado em oração, pedindo pela conversão da sua casa e da sua família, o importante é continuar sendo canal da graça d’Aquele que traz luz, que traz a graça de Deus para dentro da sua casa.
Que o Senhor abençoe nossas mulheres, que Ele conceda a cada uma delas a graça da paciência, da fé e da confiança n’Ele.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A CURA DA ALMA FEMININA - A mulher é a coisa mais bela que Deus fez

quarta-feira, 7 de março de 2018

Cada mulher precisa investir em um concreto processo de diagnóstico interior

Certa vez afirmou o Papa Francisco: “A mulher é a coisa mais bela que Deus fez (…)”. O Pontífice aqui apresentou – de forma lúdica – uma intuição que pressente em vários livros da Sagrada Escritura e da literatura universal, a de que cada mulher é um verdadeiro baú, repleto de belezas e de uma distinta sensibilidade.
No entanto, infelizmente, muitas mulheres ainda não perceberam e nem tocaram no “universo da beleza” que nelas se esconde, nem descobriram as pérolas presentes em sua alma. Dessa forma, não foram capazes de assumir a própria dignidade. Isso, muitas vezes, acontece em virtude das inúmeras feridas presentes em seus corações, que os marcaram impedindo-os de enxergar essas riquezas. As feridas que nasceram no desamor causam uma cegueira interior e tornam o olhar limitado para perceber as próprias virtudes. E, inevitavelmente, quem não consegue valorizar-se, acaba falhando na tarefa de respeitar-se, deixando de impor alguns necessários limites que, serviriam de proteção em algumas formas abusivas de relacionamento.
Desejo de proteção
Justamente por ter uma maior fineza emocional, a mulher acaba machucando-se mais e com mais facilidade. Toda mulher tem um genuíno desejo de sentir-se protegida, apreciada e amada e, quando tais necessidades não são satisfeitas, suas emoções acabam se ferindo e sua percepção do mundo e de si, tendem a fragilizarem-se consideravelmente.
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Feridas sufocam virtudes e, infelizmente, acabam abafando o amor (sobretudo, o amor próprio). Por isso, cada mulher precisa investir em um concreto processo de diagnóstico interior, a fim de que, possa identificar e curar – a partir do amor – as feridas que não a deixam ser e a concretizar todo o potencial de realização, todas as belezas, que já descansam em sua alma.
Quando esse lindo processo de cura de sua alma realmente começa a acontecer, as belezas em dons presentes em sua feminilidade, começam a vir à tona, levando a mulher em questão a conquistas e superações que, seu coração antes, não ousava sonhar.
Padre Adriano Zandoná - missionário da Comunidade Canção Nova.

Quantas vezes é preciso perdoar aqueles que nos ofendem?

terça-feira, 6 de março de 2018

Jesus nos ensina que perdoar é ato de misericórdia e compaixão
“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se o meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” (Mt 18, 21-35)
Perdão não é uma coisa simples e nem fácil para ninguém. Perdão é a decisão mais importante de um coração para tornar-se sadio e pleno da graça de Deus, porque o perdão purifica o coração, renova a alma e os lava.
O perdão nos dá saúde, nos aproxima de Deus e transforma o nosso coração rancoroso e cheio de ressentimentos, em um coração misericordioso. No entanto, exercitar o perdão não é fácil. Por isso, Pedro perguntou quantas vezes devemos perdoar; já perdoamos uma, duas e tem uma hora que alguém fala “já cansei de perdoar”.
Eu diria a você que é importante reverter a pergunta de Pedro. A pergunta deve ser esta: “quantas vezes Deus deve me perdoar? Uma vez somente, duas ou três vezes?”, nesse sentido, o próprio coração vai entender, compreender e acolher que Deus deve nos perdoar sempre.
Até podemos dizer que nosso coração não é como o de Deus, mas deveria ser. Nós devemos buscar ter esse coração, porque o coração do nosso Pai é pleno em perdão, perdoa de uma forma infinita, e essa graça do perdão deve estar dentro de nós. E, se Deus não perdoasse, Ele seria um Deus rancoroso, magoado; mas, o nosso Deus é pleno em amor, e n’Ele não há espaço para o rancor, ódio; não há espaço nenhum para ressentimentos.
Um filho que busca ser como o seu pai, busca, acima de tudo, no coração. Sendo assim, é muito importante que, neste tempo da graça que estamos vivendo, abramos o nosso coração (semelhante ao coração de Deus) para a dimensão do perdão em nossa vida; aquele perdão verdadeiro, sincero, da mesma forma como Deus nos perdoa; e Ele não nos perdoa pouco, ou mais ou menos ou com limites. Aprendamos com o Pai como devemos fazer e exercitemos o perdão!
A Páscoa verdadeira acontece no coração daquele que celebra, na vida, o dom do perdão. A renovação de uma alma só acontece quando o perdão é algo divino na vida, porque humanamente, há situações que nós não conseguimos perdoar, mas quando nos deixamos divinizar pela graça de Deus, o perdão flui em nossa alma. Os elementos divinos estão aí como: o sacramento da reconciliação, o da Eucaristia, a Palavra de Deus, e não podemos entender que “banqueteamos” de tantas coisas sagradas, mas meu coração não consiga viver a dimensão profunda do perdão.
A Eucaristia e o Sacramento da Confissão nos auxiliam a “quebrar e amolecer” o nosso coração, e esse, experimenta o tamanho da misericórdia de Deus para que nos tornemos verdadeiramente misericordiosos.
Se não temos força para perdoar, precisamos fazer uma outra pergunta ao nosso coração: “eu tenho a mesma comunhão com Deus e abraço mesmo a misericórdia de Deus sobre mim?”. Porque, pode ser que só tenha uma via – a que entra; e a via que sai pode estar obstruída.
O perdão de Deus e a comunhão Eucarística que entram em nós, precisam sair; e a forma deles saírem é pelo “remédio” do perdão e da misericórdia, porque se eles entram em mim, eles também sairão de mim em direção ao outro.
Deus abençoe você!

Os riscos do uso da tecnologia por crianças e adolescentes

segunda-feira, 5 de março de 2018

Conheça os riscos da crescente exposição das crianças e adolescentes aos dispositivos de mídia

Todos os extremos costumam fazer mal a quem adota tais hábitos, como o excesso de alimentos, de água, o excesso de velocidade com o carro, etc.; e com a evolução da tecnologia e a facilidade de acesso a ela, um novo questionamento surge em casa: “Qual o risco dessa crescente exposição aos dispositivos de mídia?” Tablets, notebooks, TVs, celulares (…). Todos os equipamentos são parte da nossa vida, mas podem e precisam ser melhores utilizados por nossas famílias.
Crianças têm facilidade de adaptação e aprendizado; na verdade, elas interagem mais rapidamente com a tecnologia, porque, muitas vezes, encontram os adultos fazendo uso desses equipamentos e aprendem por observação.
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Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Os riscos da tecnologia excessiva

Pesquisas científicas mostram um aumento no risco de vários problemas emocionais e neurológicos, diante do uso superior a quatro horas diárias dessas tecnologias; e quanto menor a idade, menos tempo é indicado para o uso delas. O que encontramos, no entanto, é uma realidade bem diferente.
Quais os riscos envolvidos? Tais pesquisas revelam que os principais prejuízos são: sensação de solidão, depressão, obesidade, ansiedade, baixa autoestima e aumento de agressividade. As pesquisas, em diversas universidades de renome, indicam que boa parte dos adolescentes que costumam passar muito tempo conectados sentem desânimo, tristeza ou depressão pelo menos uma vez por semana. Esse sentimento de vazio pode ser potencializado em uma casa onde todos, nos momentos de possível convivência, encontram-se “conectados e isolados em seu mundo”.
Todos, em casa, estão com seus celulares, tablets e computadores, muitas vezes, num mesmo ambiente, mas com zero interação. Não existem mais conversas durante ou após o jantar; muito pouco se dialoga. Eles não contam suas histórias de vida, não falam sobre o que se passou com eles naquela semana e coisas do tipo.
Leia mais:

Consequências

Existe, então, um risco físico? Estudos mostram que o cérebro superexposto a essas tecnologias, pode ter um déficit em seu funcionamento, tanto em execução quanto em atenção, pode sofrer com atrasos no aprendizado, raiva expressiva, maior impulsividade, dificuldade de concentração entre outros sintomas (Small 2008, Pagini 2010). Questões de concentração e memória (sem concentração é mais complicado armazenar dados em nosso cérebro) acontecem, porque o cérebro toma atalhos até o córtex frontal para lidar com tal rapidez de informação (Christakis 2004, Small 2008). Logo, se uma criança tem dificuldade na concentração, também terá dificuldade para aprender. Nesse sentido, podemos pensar que essa seja uma das causas do aumento de casos de déficit de atenção e hiperatividade entre crianças, especialmente.
O caminho não é a proibição do uso, mas a consciência dele e sua adequação para cada faixa de idade, lembrando que, o apego ao uso de tecnologia pode levar a prejuízos desnecessários. Carinho, amor, interação social, contato e outras atividades fazem parte do nosso desenvolvimento saudável.
Como a tecnologia tem sido usada por você e por sua família? Pense nisso!

Forania Praia Suli - Vigário Forâneo Pe. Marcondes Meneses

sexta-feira, 2 de março de 2018

 

Comunicação oficial do Arcebispo

 02/03/2018 - Sobre criação de Foranias e outros assuntos


O Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap., ouvindo o Conselho Presbiteral, na reunião do dia 28 de fevereiro de 2018, decidiu o seguinte:
1) Criar na Arquidiocese da Paraíba 9 (nove) Foranias (Antes Regiões Pastorais) e nomear os respectivos Vigários Forâneos (antes Coordenadores de Regiões Pastorais), através de Decreto a ser publicado na Quinta-feira Santa, na Missa dos Santos Óleos:
Forania Centro - Vigário Forâneo: Côn. Geraldo Magela Christovam;
Forania Litoral - Vigário Forâneo: Pe. Carlos Vieira de Sousa;
Forania Várzea - Vigário Forâneo: Pe. Manoel Natalino Marques;
Forania Vale do Mamanguape - Vigário Forâneo: Pe. José Alves de Oliveira;
Forania Urbana Sul - Vigário Forâneo: Pe. Pedro Geraldo Targino da Cunha;
Forania Praia Norte - Vigário Forâneo: Mons. Robson Bezerra de Mello;
Forania Praia Sul - Vigário Forâneo: Pe. Marcondes Silva Meneses;
Forania Conjuntos - Vigário Forâneo: Pe. Fábio de Carvalho Galdino;
Forania Agreste - Vigário Forâneo: Côn. Dorgival Vicente Ferreira.
2) O Pe. José Romualdo de Oliveira foi nomeado Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Livramento, em Santa Rita (PB), que está sem padre desde a renúncia do Frei José Adriano Gomes da Silva, O.Carm. Agradecemos o empenho do Frei Adriano. A Posse será depois da Páscoa.
3) O Pe. Antônio Souza da Silva foi nomeado Administrador Paroquial da Paróquia Senhor Bom Jesus, em Mataraca (PB), em substituição ao Pe. Deivson Silva de Santana, que irá para a Capelania Militar.
4) O Diác. Gerson Nóbrega Moura Júnior já recebeu o indulto de desligamento do mosteiro, da Congregação da qual faz parte, e será incardinado na Arquidiocese da Paraíba. Sua ordenação presbiteral será no dia 25 de maio de 2018, às 19h, na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves.
5) O Diác. Marinalvo Sandro dos Santos será ordenado presbítero no dia 25 de maio de 2018, às 19h, na Catedral.
6) O seminarista José Adriano Brasil (membro da Comunidade Doce Mãe de Deus) será ordenado Diácono na Paróquia Santo Antônio de Pádua, no Geisel, em João Pessoa - data a combinar.
7) O Arcebispo publicará Decreto de Regulamentação do Ministério Diaconal, esclarecendo vários aspectos de tão importante Ministério na nossa Igreja Particular, estruturando o presente e prevenindo o futuro.
8) O Pe. Dalmo Radimack da Silva pediu afastamento do Ministério Sacerdotal. Sua solicitação foi acolhida pelo Arcebispo e terá início o processo que será encaminhado para a Congregação do Clero.
9) O Pe. Givanaldo Ferreira da Costa, da Diocese de Cajazeiras (PB), foi acolhido pela Arquidiocese para um Ano Sabático. Desenvolverá atividades na Comunidade Filhos da Misericórdia e estará à disposição de eventuais paróquias que solicitem seu serviço ministerial.

Programação do evento “24 Horas para o Senhor”

quinta-feira, 1 de março de 2018



Das 12h do dia 2 de março às 12h do dia 3 de março

Sexta-feira, dia 2 de março, às 12h, começa mais uma edição do evento “24 Horas para o Senhor”, com programação na igreja das Mercês e no Parque Solon de Lucena (no trecho perto do INSS; do início da Av. Getúlio Vargas), no Centro de João Pessoa.
O evento surgiu para atender a um pedido do Papa Francisco, feito a todas as Dioceses, para que, neste tempo forte de Quaresma, seja dedicado um tempo de Adoração para o Senhor. O “24 Horas” faz parte da programação da Quaresma na Arquidiocese da Paraíba e chega a quinta edição.
“Será uma jornada de oração e louvor à divina misericórdia. Você, sua família, amigos e comunidade são convidados a passar alguns momentos próximos à Mãe e ao seu Divino Filho”, falam os organizadores. O evento é preparado pelas Novas Comunidades da Arquidiocese da Paraíba.
Programação detalhada:

Sexta-feira, dia 2:

12h: Missa de abertura celebrada pelo Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Delson, na igreja das Mercês. Em seguida, em Procissão, será feito o translado do Santíssimo para o Parque Solon de Lucena, para Adoração até a noite.
14h: início do Mutirão de Confissões no Parque (padres da Arquidiocese da Paraíba vão estar disponíveis para confissões até a noite). Também vão ter início os aconselhamentos, a evangelização infantil, Via Sacra e a programação no palco (na programação no palco: o Terço da Misericórdia, entre outras atividades).
18h: Momento Mariano - Terço.
19h30: Vigília Jovem (na programação: Adoração, Pregação, Show, Louvor, Espiritualidade e Oração com as Comunidades Casa da Paz, Salve Maria, Shalom, Doce Mãe de Deus, Nova Berith e Consolação Misericordiosa e os Padres Puan e Márcio).
21h30: Translado do Santíssimo para a igreja da Mercês, que ficará a noite e a madrugada aberta com o Santíssimo exposto. Várias pastorais e movimentos vão se revezar nos momentos de Adoração. Pede-se que as pessoas programem-se para poder passar a madrugada em Vigília.

Sábado, dia 3:

7h: Adoração na igreja das Mercês.
8h: Procissão de Translado do Santíssimo para a Lagoa, onde segue a programação de confissões, aconselhamentos e evangelização infantil.
9h: Começa a programação no palco com a Missão São Francisco. E às 10h tem a apresentação da cantora Camila Holanda.
12h: Missa campal celebrada por Dom Delson no Parque Solon de Lucena.

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Arquidiocese da Paraíba

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