Papa Francisco faz a festa com crianças com síndrome de down

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016






Lindeza! Papa Francisco faz a festa com crianças com síndrome de down. Mais um momento inesquecível, emocionante!
Publicado por Papa Francisco em Terça, 16 de fevereiro de 2016

Permitamos que a Palavra de Deus nos leve à conversão

A exemplo de Jonas, que a Palavra de Deus nos leve à conversão

“Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior” (Jn 3, 5).


Jonas foi ouvido de Deus, porque ouviu a Palavra dirigida ao seu coração. Mas Jonas foi também boca do Senhor, porque foi anunciar o que Este havia lhe mandado anunciar. O profeta é assim, é aquele que tem o ouvido e a boca colados no coração de Deus para ouvir aquilo que Ele tem a falar, mas também para dizer aquilo que Deus quer que se fale. Jonas foi esse mensageiro, para que a grande cidade de Nínive não fosse destruída.
Não é que Deus fosse destruir, mas os pecados daquela cidade a estavam destruindo, estavam levando-na ao buraco. Sabe, meus irmãos, muitas cidades, Estados, países inteiros, o mundo em que vivemos, nossa casa e família estão se destruindo a cada dia, porque estamos deixando o pecado entrar e ruir com vidas e famílias, com o amor e a convivência humana.
São tantas coisas belas, boas e verdadeiras, mas que, diante da euforia da vida, parece que está tudo bem; e aí vamos deixando, permitindo que as coisas perniciosas e maldosas entrem. Quando vamos ver, não tem mais de pé.
Lembro-me quando era menino e via tantas lojas bonitas, boas e bem frequentadas! Depois de um tempo, eu via aquelas lojas fechando, falindo… Algumas estão lá, mas só o prédio, porque foram totalmente para o buraco. Era um tempo de auge, era festa, era tudo de bom! Depois, começaram a não se cuidar. Isso ou aquilo, que nós nem sabemos, destruiu aquele comércio, aquela casa.
Eu vi famílias tão boas, bonitas e belas, que festejavam, faziam belas festas, comemoravam todos os aniversários; de repente, aquela família ruiu. Sim, acontece no meio de nós, acontece entre nós. Existem cidades que parecem tão vistosas e que se não se cuidam, elas se autodestroem! Deus não quer que nada se perca, nada se destrua, mas o pecado tem o poder de destruir, de acabar com coisas belas, inclusive com as coisas de Deus, grupos e igrejas que eram d’Ele. Quantas famílias, que eram do Senhor, mas depois se perderam!
Qual é o caminho, qual é a salvação? O que podemos fazer para não perdermos nossas casas, famílias e ? O que fazer para não perdermos as cidades, nosso povo, nossa vida e vocação? É preciso revestir-se da penitência, fazer o que Jonas pediu aos ninivitas que fizessem. Eles se vestiram de saco, fizeram jejum, arrependeram-se dos seus pecados, renunciaram a eles e a vida floresceu novamente na cidade de Nínive.
Eu tenho a certeza de que muitas famílias vão florescer, muitas coisas, que estão caminhando para o buraco, vão tomar novo vigor; vamos tomar o caminho da penitência e nos arrependermos de nossos pecados. O Evangelho de hoje está nos dizendo que as pessoas estão pedindo a Jesus um sinal: “Jesus, dê-me um sinal para eu mudar de vida! Jesus, dê-me um sinal para eu sair da situação em que estou!”.
Desculpe-me, mas nenhum sinal será dado a nós do que o sinal de Jonas. E o primeiro deles é justamente este: a conversão, e esta passa pela penitência e pelo arrependimento. Outro sinal de Jonas é que Ele entrou na baleia e ali ficou por três dias; depois, foi expelido, jogado para fora. É o Filho do homem que é colocado na terra, morto por nossos pecados, mas vem para nos dar a vida.
Olhemos para Jonas e permitamos que, a exemplo dele, a Palavra nos leve à conversão e à mudança de vida.

Deus abençoe você!

 Fonte: Canção Nova

Orações não são apenas palavras ditas

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Orações não são apenas palavras ditas, mas comprometimento com aquilo que falamos com Deus

“Se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará” (Mt 6,14).

No caminho quaresmal ou no caminho da nossa vida rumo à eternidade, algumas etapas precisam ser percorridas e vividas com muita intensidade. O caminho da oração vai estar sempre à nossa frente. Eu preciso dizer a você, com toda sinceridade, que rezar não é tão simples, não é tão fácil.
Todos nós queremos e sabemos que precisamos da oração para cultivar nossa relação com Deus. Às vezes, acostumamo-nos com a oração decorada, com a oração que está escrita em um papel ou assim por diante. É uma forma, sim, de rezar, de falar com Deus, mas como nós precisamos crescer na nossa forma de relacionarmos com Deus!
Precisamos sair das formalidades para entrarmos na relação íntima e pessoal com Deus. Primeira coisa é chamá-Lo de Pai, tratá-Lo como tal, tê-Lo como Pai, relacionar-se com Ele dessa forma. Quem tem pai ou a ausência dele, sabe a importância que ele tem, e Deus é Pai.
Às vezes, vejo tantas orações dirigidas a santos, feitas para atender essa ou aquela particularidade da vida! Mas oração, assim como Jesus nos ensinou, é aquela que, em primeiro lugar, nos coloca em comunhão com o Pai, que nos leva a chamar Deus de nosso Pai e invocarmos Sua presença no meio de nós, construir o Seu reino no meio de nós.
A oração é exigente, porque oração compromete a vida e o coração. Oração é pedido, é súplica, “que venha o vosso reino, que seja feita a vossa vontade”, que o Teu nome seja santificado. Oração é colocar as nossas necessidades ao Senhor, para que Ele nos dê o pão de cada dia. Oração é perdão e cura do coração, oração é pedido de perdão: “Perdoa, Senhor, as nossas ofensas”; é também disposição de perdoar, “assim como nós perdoamos, Senhor, a quem nos tem ofendido”.
Desculpe-me, mas se eu não perdoar de todo coração quem me ofendeu, quem me machucou, não vou alcançar o perdão e a misericórdia de Deus. Então, oração não é apenas uma palavra dita, mas comprometimento com aquilo que nós oramos, com aquilo que falamos com Deus. “Meu pai, não nos deixe sucumbir à tentação, elas nos acompanharão por toda a vida, mas o que vai nos ajudar a permanecer firmes na fé, em pé, é a graça de Deus buscada na oração.

Deus abençoe você!

Seremos julgados pelo que fazemos ou deixamos de fazer

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Cada um de nós comparecerá diante do tribunal de Deus para ser julgado por aquilo que fez ou deixou de fazer

“Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa” (Mt 25, 35).

Amados irmãos e irmãs, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo está dizendo para nós quais são os termos do julgamento final de toda a humanidade. Cada um de nós comparecerá diante do tribunal de Deus para ser julgado por aquilo que fez ou deixou de fazer. Seremos abençoados e acolhidos todas as vezes que recebermos o Senhor ou deixarmos de receber a coroa da vida, quando não soubermos acolhê-lo.
“Senhor, onde estava nu, e eu não Lhe dei roupa? Onde o Senhor estava com fome, e eu não lhe dei comida? Onde o Senhor estava preso, e eu não fui lhe ver?” Sabe, meus irmãos, fazemos muitas coisas para as pessoas que nos são agradáveis, das quais gostamos muito, que amamos; tiramos até nossa própria roupa para dar a quem amamos e é muito importante para nós.
Eu sei que pelo Papa e por aquele ídolo que você gosta muito, você faria qualquer coisa! Contudo, não é o Papa nem seu ídolo que vão ser a via da presença misericordiosa de Deus para você. Acolher Jesus é acolhê-lo naquele que ninguém quer. O Senhor está mesmo no pobre, que não tem comida para comer; no sedento que precisa de um copo d’água para beber. Jesus é o estrangeiro que não tem lugar para se refugiar ou casa para morar. Ele é o homem nu da rua, da vida que não tem roupa para se vestir.
Jesus é o doente, o enfermo que está no leito do hospital ou sofrendo em muitas de nossas casas, desamparados, porque não têm ninguém por eles. Jesus é o preso, o bandido que está na cadeia, já julgado e condenado. Jesus está naquele condenado, naquela condenada.
É mais fácil receber Jesus na Eucaristia, branquinho, um pão que vem ao nosso ego, massageia a nossa alma! Mas é duro recebê-Lo ou encontrá-Lo naquela carne fedida, naquela pessoa que cheira mal. É duro recebê-Lo ou entender que Ele é aquela pessoa.
Desculpe-me, mas os padres da Igreja já nos diziam que a carne do pobre é a carne de Cristo. O sofrimento dos mais pobres, doentes e enfermos é o sofrimento de Jesus.
Vivenciando o ano da misericórdia, o Papa Francisco nos exorta a colocarmos em prática as obras de misericórdia, sejam elas corporais ou espirituais, que precisam estar encarnadas no cotidiano de nossa vida. Não despreze ninguém, não deixe de dar atenção ao necessitado, ao faminto, e não pense que esse seja apenas um problema governamental, pois é um problema espiritual, é um problema de salvação e conversão. Cabe a você se converter para os mais pobres, para os mais necessitados da humanidade.

Deus abençoe você!


CARTA ABERTA PELA INSTALAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA NO BAIRRO NOS BANCÁRIOS

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016


Desde 2009, com a instalação do Conselho de Segurança Comunitário, que as instituições as quais representam os moradores do bairro dos Bancários e adjacências, têm se preocupado com a situação de insegurança que, naquela época e, até então ainda permeia esta área da cidade. É certo que, foram realizadas várias ações, em parceria com os poderes públicos para amenizar esta situação.

Com o sequestro de duas mulheres em junho de 2015, ocorrido nos Bancários, seguido de estupro e umas das vítimas foi brutalmente assassinada, a população, liderada pelo Conselho de Segurança Comunitário, saiu às ruas no dia 27 de junho de 2015, pedindo que a Paz voltasse a reinar entre nós e, exigindo dos órgãos competentes agilidade para coibir esta onda de violência.




Como em 2014, já havíamos iniciado um processo de discussão com autoridades da segurança pública, municipal e estadual, em vista da implantação de uma base da Guarda Municipal e de uma UPS, estas negociações intensificaram-se cada vez mais, através de várias reuniões com o Secretário Estadual, Cláudio Lima; o comandante geral da PM-PB, Cel. Euler Chaves, Ten. Cel. Sena e, representantes da secretaria de segurança Pública e Cidadania da Prefeitura de João Pessoa.



Tudo concorria para a solução do problema e com expectativas de que as instituições de segurança seriam instaladas no bairro, trabalhando em unidade, respeitando as peculiaridades de cada uma. Porém, fomos surpreendidos com a demolição de uma parte da associação de forma truculenta no dia 06 de julho, desconsiderando toda construção coletiva em prol da implantação dos órgãos competentes em nosso bairro. 




De imediato, reagimos a esta agressão com um ato público no dia 08 de julho de 2015, pois não havia diálogo até o momento para a solução do impasse, pelo contrário, eu, Padre Marcondes Meneses, fui expulso das dependências da Secretaria Municipal de Segurança pelo atual ocupante, por discordar de suas atitudes, em seguida, todos os representantes retiraram-se do local e, a noite realizamos o ato público, com a população que compareceu em peso.

Aos 09 de julho, o secretário de Planejamento do Município, Zenedy Bezerra, acompanhado do secretário adjunto da comunicação da época, estive nas dependências da Paróquia Menino Jesus, com a finalidade de firmar um acordo entre as instituições do bairro e a Prefeitura Municipal de João Pessoa. O Secretário Zenedy, comprometeu-se de que a Prefeitura faria o repasse legal de uma parte do terreno, para o governo do Estado construir o DISP (Distrito Integrado de Segurança Público) e a prefeitura construiria a Base da Guarda Municipal no local onde foi destruído parte da Associação. Fechamos o acordo e saímos esperançosos para a concretização.

Mesmo com o acordo firmado, não paramos de trabalhar em prol da Segurança em nosso bairro. Fomos recebidos aos 16 de Julho pelo Comandante Geral da PM-PB, Cel. Euler, acompanhado do Cel. Lívio e Cel. Sena, para debater como seria a implantação do DISP e uma possível UPS. De imediato foi acordo com a PM-PB a que no nosso bairro teríamos de imediato uma UPS Móvel, trio de Motocicletas fixo, Patrulhamento a pé e a Ronda PROERD nas escolas do bairro. De fato todo esse aparato vem assistindo nosso bairro, amenizando a situação de insegurança.



Também procuramos os órgãos da Prefeitura Municipal, com a finalidade de solicitar a poda de arvores, requalificação da iluminação pública, já que compreendemos SEGURANÇA em sentido amplo, levando em consideração estes serviços. Inclusive, no dia 29 de julho de 2015, realizamos uma audiência pública para tratar destes pedidos, porém, só o secretário da SEDURB e o adjunto da época da Segurança Municipal compareceram, representeando o município; representando a PM-PB, tivemos a presença do Ten. Cel. Sena. O objetivo era obter do poder municipal a poda das árvores e a requalificação da iluminação, ficando acordado que de imediato estes serviços seriam realizados. Mais uma vez nos reunimos aos 06 de agosto de 2015, acompanhado do Pr. Mazinho, da Igreja Batista dos Bancários e várias lideranças, na sede da SEDURB, sempre com o intuito de concretização destes serviços.


  

No dia 09 de agosto, tivemos a oportunidade de apresentar aos moradores, nas missas e na praça da paz as conquistas do Conselho de Segurança dos Bancários: UPS Móvel; Trio de Motocicletas fixo; Patrulhamento a pé; Ronda PROERD nas escolas do bairro e, sobretudo, o Consenso para a instalação da Guarda Municipal e UPS na praça da paz e o DISP no terreno doado pela prefeitura ao Estado.



Não cruzamos os braços, o trabalho continuou. Aos 10 de agosto, o CONSEG Bancários, esteve reunido em audiência com o Secretário de Segurança Claudio Lima, com o Comandante da Polícia Cel. Euller Chaves, com o comandante do 5º BPM TC Sena e pelo Delegado Isaias Gualberto. Na oportunidade o presidente João Eduardo Melo, o Padre Marcondes e Abelardo Maia representando o Rotary, discutiram as opções de instalação do DISP e da UPS, antecedendo nova reunião com a Prefeitura Municipal de João Pessoa.



No dia 12 de agosoto, fomos recebidos no gabinete do Secretário de planejamento de João Pessoa, Zenedy Bezerra, com a presença do Secretário de Desenvolvimento Urbano, Hildevanio Macedo, debatendo a cessão do terreno pelo poder municipal para a construção do DISP Bancários.
 Toda esta caminhada em busca das melhorias do nosso bairro foi realizada com a expectativa da implantação da Base da Guarda Municipal e do DISP-Bancários, conforme o prometido. Entretanto, nos causa indignação, pela morosidade ou pela falta de “interesse”, é certo que em todas as reuniões foram ratificados os pedidos da população, mas nos falta inciativa concreta.

Ainda continuamos com ruas escuras, ermas e com arvores que servem de abrigo e esconderijo de marginais, esperando as vítimas para assaltos e colocando medo na população.




Assim como, desde outubro a prefeitura colocou uns tapumes no local reservado a construção da base, mas já faz quatro meses e não tem um tijolo sequer, apenas propaganda. Em relação a cessão do terreno, destinado ao DISP, também não sabemos do processo de transferência para o Estrado.






Questiono-me, por que os acordos ainda não foram honrados? Onde estão projetos de políticas públicas de prevenção á violência? Que forma de trabalho articulado com as entidades é esta? Os serviços de poda das árvores e requalificação da iluminação por que não são feitos?  Penso que, o sr. Prefeito, sendo um homem de respeito e diálogo, deve tomar as providências e, sente conosco para que, o que foi acordado em conjunto, seja concretizado. Queremos não só a construção da Base da Guarda Municipal, inclusive aparelhada, armada e com condições de coibir o crime; queremos que seja feita a cessão do terreno ao Estado, para a construção o DISP, pois sabemos que já faz parte do orçamento do Estado essa construção, faltando o terreno; queremos todo aparato de Segurança trabalhando em conjunto nos Bancários. Portanto, pedimos que a Prefeitura se manifeste, e atenda as reivindicações dos moradores.



Pe. Marcondes Meneses
(Pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga)

Conselho de Segurança dos Bancários

Rotary Bancários

Jejum, prática de conversão e aproximação de Deus

Nós fazemos jejum para nossa conversão interior, para disciplinarmos nosso corpo e vontade

“Acaso o jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição?” (Is 58, 6)

Um dos elementos fundamentais para vivermos bem a nossa religião, sobretudo as práticas quaresmais, é a vivência do jejum. Há diversas formas de se jejuar, mas o jejum é um elemento religioso que não pode ser ignorado, esquecido ou visto como passado e ultrapassado.
Jejum é vida, é algo místico, faz parte dos preceitos religiosos mais sagrados. É óbvio que ninguém pode viver o jejum no espírito da lei, ninguém pode ver o jejum como se fosse uma competição: “Fiquei tantas horas sem comer!” ou “Eu faço jejum e fico o dia inteiro sem comer nada!”, “Eu só tomo água” ou “Eu só como tal hora”.
Ninguém faz jejum para mostrar ao outro ou provar algo a alguém. Ninguém faz jejum para ficar mais magro ou para ganhar mais saúde, ainda que o jejum tenha seus frutos até para nossa própria saúde. Nós jejuamos para nossa conversão interior, parra disciplinarmos nosso corpo e vontade. Nós fazemos jejum para cultuar a Deus e dizer que Ele é o primeiro em nossa vida. Nós jejuamos, porque isso nos aproxima do Senhor.
Cuidemos para que o jejum não nos torne mais orgulhosos, para que não nos faça melhores que os outros: “Eu jejuo!”. Os fariseus tinham muito disso, jejuavam duas vezes por semana e se sentiam os mais justos e corretos, porque eram os únicos que observavam os preceitos.
O jejum é para quebrar o nosso orgulho e não para levantar a nossa vanglória; para romper com nossas vaidades e não nos tornar envaidecidos com nossas práticas religiosas. Por outro lado, não adianta também jejuarmos e, simplesmente, no dia de jejum, deixamos de comer, fazemos cara feia e demostramos para todo mundo que estamos jejuando.
Como diz a Palavra: “Por acaso é esse o jejum que me agrada?”. Que jejum é esse que nós não somos capazes de romper com cadeias? Que não nos dispomos a romper com as inimizades, com as coisas negativas? Que jejum é esse que não faz com que nos abramos ao perdão e à reconciliação? Há certos demônios que só se expulsam pela oração e pelo jejum. Se não estamos conseguindo romper com a falta de perdão, com rancor, ódio e ressentimento, precisamos, além de oração, aplicar o jejum, para vencermos certos espíritos que atormentam demais a nossa vida.

Deus abençoe você!

O Cristo que seguimos é o Crucificado

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Seguimos o Cristo crucificado, mas que está vivo no meio de nós

“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me” (Lucas 9, 23).

Para seguir Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é preciso tê-Lo diante dos nossos olhos; e tê-Lo diante de nós é ter o Crucificado diante do nosso coração, mente e visão.
É bom que você tenha sempre viva, na parede da sua casa, no seu quarto, no carro, no trabalho, onde quer que você vive ou esteja, a imagem do Cristo Jesus crucificado. Não simplesmente para se recordar que Ele morreu na cruz, que deu Sua vida por nós, mas para ter a convicção de que o Cristo que nós seguimos é o Crucificado.
Ele não está mais pregado na cruz, Ele está vivo no meio de nós. Mas o Cristo vivo é o Crucificado, é Aquele que passou, nesta vida, carregando a cruz do sofrimento, da dor, da existência humana, levando sobre Seus ombros e Seu coração todos os dramas existenciais, os dramas do fato de estarmos vivos. Cristo abraçou tudo de todos e carregou sobre si as nossas dores. Quem quiser segui-Lo, primeiro precisa renunciar a si mesmo.
Sabe, irmãos, somos muito cheios de gostos e vontades, não queremos ser contrariados. Mas não vamos conseguir seguir Jesus se formos cheios de “gostinhos” e exigências, querendo que as coisas sejam do nosso jeito. É preciso saber contrariar-se, sofrer as contrariedades; no caminho da vida, é preciso saber ceder para que a vida aconteça.
Só quem renuncia a si mesmo pode pegar sua cruz de cada dia e ir atrás de Jesus. Às vezes, algumas pessoas dizem: “Vou seguir Deus, vou deixar tudo para trás!”. Mas o que é deixar tudo? É abandonar os compromissos, as responsabilidades e obrigações, ignorar que temos de resolver isso ou aquilo? Não! Abrace sua cruz, abrace as situações difíceis e o Senhor as estará abraçando junto com você.
Há cruzes menores ou maiores, mas toda cruz abraçada com amor é árvore da vida; toda cruz abraçada com o coração frutifica, produz mais vida. Abracemos a nossa cruz de cada dia, porque nela está a vida que Deus há de nos dar nova a cada dia.

Deus abençoe você!

Fonte:Canção Nova 

Estejamos sempre atentos aos ensinamentos de Deus

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016



Devemos instruir os nossos para a Palavra de Deus e os ensinamentos deixados pelo Senhor

 “Sê corajoso e porta-te como um homem. Observa os preceitos do Senhor, teu Deus, andando em seus caminhos, observando seus estatutos, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos…” (1Rs 2, 2-3)

 Seja corajoso e porte-se como um homem que observa os preceitos do Senhor Seu Deus; andando em Seus caminhos e observando Seus estatutos, mandamentos, preceitos e ensinamentos.
Acompanhamos a vida de Davi desde quando era um menino; agora, a Palavra de Deus o coloca diante da morte. A velhice já lhe chegou e ele vive os dias finais da sua vida. A maior herança que Davi tem é o Senhor seu Deus, a quem ele serviu acima da suas fraquezas por todos os dias de sua vida.
A herança que Davi tem para deixar para os seus é o Deus a quem ele serviu. É por isso que ele chama, na sua presença, seu filho Salomão. Já sendo tomado pela fraqueza da idade avançada, da doença e enfermidade, Davi diz, com muito firmeza, compaixão e paixão nos olhos e no coração: “Meu filho Salomão, vou lhe ensinar o caminho que você deve seguir por todos os dias, para permanecer na bênção, graça e no caminho da vida. Meu filho, porte-se como homem, seja um homem acima de qualquer coisa”.
Em outras palavras, não seja um moleque, um desvairado, não haja com falta de juízo, mas tenha muito juízo. Acima de tudo, guarde e observe os preceitos, as leis, os mandamentos e os ensinamentos divinos. Não deixe, meu filho, de observar nenhum desses mandamentos e meditar sobre eles nenhum dia da sua vida. A instrução que agora Davi está ensinando ao seu filho Salomão é a instrução da vida e da bênção, a grande herança que um Pai pode deixar para o filho.
Digo a você para instruir seus filhos para o caminho da vida e mostrar-lhes o quanto este Deus é grande e maravilhoso. Não se preocupe em deixar grandes heranças. O que deixar-lhes, então? Deixe Deus, a herança do Senhor, os preceitos do Pai e a lei divina.
É verdade que nós precisamos, primeiro, amar essa lei, os mandamentos e ensinamentos; amar Deus com todo o nosso coração. Se há algo que vamos deixar para os nossos, e precisamos deixar, é justamente esse amor para com o Senhor.
Salomão ouviu com muita atenção o que seu pai lhe disse, e isso foi o que guiou seus passos, seus caminhos por todos os dias de sua vida.
Queridos pais, não deixe de instruir, ensinar e iluminar seus filhos com a luz da Palavra e dos preceitos divinos.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Não percamos o olhar da fé

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

 

Sejamos movidos sempre por esse olhar para que a graça de Deus nos acompanhe todos os dias de nossa vida

“E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles” (Marcos 6,5-6).
 
Jesus, no meio dos Seus, no meio de parentes, conhecidos, familiares, na própria cidade onde foi criado e cresceu, não foi bem aceito, bem recebido. Pelo contrário, foi muito questionado, interrogado.
Duvidaram, queriam saber de onde Ele vinha, de onde tinha a sabedoria ou a capacidade para realizar todos os prodígios. Sabe por quê? Porque os Seus olharam para Jesus apenas de uma forma humana, pois Ele era um deles, e não souberam transpor, não souberam ter um olhar de fé, um olhar místico sobre Aquele que era um deles. Era parente, primo, amigo e assim por diante.
Sabe, meus irmãos, nós, muitas vezes, não sabemos distinguir as coisas. Muitas vezes, temos o pai como camarada, o padre como amigo, o “fulano” como alguém já muito íntimo nosso e, às vezes, a liberdade é tão grande que não sabemos distinguir o natural do sobrenatural. A mãe é a mãe por graça, e toda mãe tem uma graça sobrenatural. O pai é o “paizão”, o amigo, pode até ter muitos defeitos, problemas, mas ele tem uma graça sobrenatural de ser pai.
Se eu for falar de cada consagrado, de cada padre, irmão, irmã religiosa… Se eu for falar de cada homem, cada mulher de Deus, de cada pessoa na função que ocupa, vemos que, às vezes, olhamos apenas a aparência humana. Foi dessa forma que olharam para Jesus, e porque olharam para Ele apenas dessa forma, não puderam tocar no essencial que Ele tinha.
A graça, o reino de Deus que se manifestava, passava por Ele e por Ele veio até nós. Eram racionais demais, questionadores demais, por isso, ali, Jesus não pôde fazer praticamente milagre nenhum. Apenas alguns enfermos foram tocados pela Sua graça, e causou espanto em Jesus a falta de fé deles.
Nós podemos ser muito próximos da Igreja, das pessoas da Igreja, do Papa, do padre, do bispo, isso não é problema! O problema é quando vivemos apenas a relação da amizade humana e não sabemos buscar a essência divina naquilo que fazemos.
Não deixe que o grupo de oração se transforme apenas em um grupo de amizade. Não deixe que as suas relações de Igreja sejam apenas relações amistosas para convivência e coisas parecidas. Permita que os encontros sejam verdadeiros encontros com Deus e com Sua graça, senão, daqui a pouco, iremos olhar a fé apenas de uma forma humana e não sobrenatural. E quando não olhamos mais o sobrenatural, nós não captamos, não tocamos e não somos tocados pela graça que vem de Deus.
Não acho que ninguém é melhor do que ninguém, mas quando sei transpor as coisas, absorvo o melhor que a pessoa tem. Quando eu sei respeitar meu pai, minha mãe, sendo grande amigo deles, eu sei captar a graça que eles podem transpor para a minha vida.
Que nós não percamos o olhar da fé, mas sejamos movidos sempre por esse olhar, para que a graça de Deus nos acompanhe por todos os dias de nossa vida!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Entreguemos nossos filhos aos cuidados do Senhor

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

 

Se nós quisermos famílias abençoadas, precisaremos fazer da entrega e consagração um ato constante em nossa vida

“Maria e José levaram Jesus a Jerusalém a fim de apresentá-lo ao Senhor” (Lucas 2,22).

     O Menino Jesus tinha apenas 40 dias quando Seus pais O levaram ao templo. Para cumprir a lei, a prescrição judaica, Ele foi apresentado e consagrado ao Senhor.
Essa é a tarefa de um pai, de uma mãe, que vão não somente cumprir uma lei, uma prescrição, mas, de fato, entregar o Menino a Deus para que o Senhor conduza Seus caminhos. Isso fazia parte da tradição judaica.
      Permita-me dizer: parece que levamos nossas crianças para serem batizadas, consagradas a Deus por causa da tradição. No entanto, não podemos fazer do batismo apenas uma questão de preceito, mas sim uma entrega de vida, a entrega de nossos filhos, de nossas crianças, para que sejam de fato consagrados a Deus. É preciso que eles sejam apresentados ao Senhor todos os dias de nossa vida.
          O batismo é uma ocasião por excelência, é um sacramento. Como seria bom se cada um dos nossos pais, cada um dos padrinhos escolhidos, fizessem isso com tanto amor, reverência e o fizessem realmente em espírito de oração! Que não se preocupassem tanto com o bolo, a festa e recepção, mas sim com a graça do sacramento.
Eu digo mais: como seria bom se as mães, que esperam a criança em seu ventre, juntamente com os pais, colocassem a mão na barriga e consagrassem seu filho a Deus! Entregue seus filhos ao Senhor!
Quando eu digo para consagrarmos os nossos a Deus, não é porque eles precisam ser padres ou freiras – oxalá os que forem chamados, escolhidos, que assim o sejam! –, mas o mais importante é que eles sejam de Deus.
É muito importante que os nossos filhos, assim como Jesus, cresçam e se fortaleçam na sabedoria e na graça de Deus. Para crescer em sabedoria, fortaleza e graça, é preciso estar, todos os dias, na presença do Senhor. Você quer consagrar sua casa, seus filhos a Deus? Em primeiro lugar, tenham o costume de orar juntos. Desde pequenos, acostume seus filhos à oração. Que não seja uma oração pesada, enfadonha, mas sim um momento abençoado, único.
Você quer consagrar sua família a Deus? Que ela se lembre, pelo menos, de rezar em torno da mesa. Quantas vezes os nossos comem de qualquer jeito, não fazem sequer o sinal da cruz. Se nós queremos famílias abençoadas e consagradas, precisamos fazer da entrega e consagração um ato constante em nossa vida.
Precisamos trazer Deus para dentro de nossa casa. Sabe pai, sabe mãe, criar filhos, nos dias de hoje, não é fácil. Talvez seja a tarefa mais difícil da humanidade, mais difícil até que encontrar a cura para tantas doenças. Não é uma tarefa impossível, mas se com Deus já é difícil, sem Ele é praticamente impossível.
Entreguemos nossos filhos aos cuidados do Senhor!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Testemunhemos o amor de Deus por nós

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Não deixemos de ser testemunhas do amor de Deus, da libertação e restauração que Ele opera em nossas vidas

“Jesus lhe dizia: ‘Espírito impuro, sai desse homem!’” (Marcos 5, 8).
 
Olhando a cena do Evangelho de hoje, no início parece até um filme de terror, porque são tantos acontecimentos fortes, violentos que vem à nossa imagem. Saindo da barca, Jesus encontrou um homem possuído por espírito impuro que vivia dia e noite num cemitério. Lá, ele vivia atormentado, gritando, ninguém conseguia segurá-lo e amarrá-lo; ele vivia no meio dos túmulos.
Jesus foi movido por uma profunda compaixão e, ao aproximar-se desse homem, os espíritos começaram a gritar: “Saia daqui! Afaste-se de nós, Jesus de Nazaré! Sabemos quem tu és”.
Os espíritos impuros sacodem nossa alma, tiram nossa liberdade e paz interior, deixam-nos agitados, nervosos, preocupados e tensos. Esses espíritos sabem quem é Jesus, por isso a agitação se torna maior.
Muitas vezes, quando estamos muito atormentados e queremos nos aproximar de Deus, há uma certa compulsão ou repulsão interior para não aceitar, não acolher a graça, porque sabemos que quando a graça vem, ela ferve e coloca para fora o espírito mau e  impuro que está agitando e sacudindo nossa vida.
Permita-me dizer ao seu coração: deixe Jesus sacudir os espíritos impuros, colocar para fora aquilo que vive o atormentando, tirando sua paz interior, aquilo que não lhe deixa dormir e ter paz.
A ação libertadora de Jesus, na vida desse homem, foi tão profunda, que a paz interior começou a habitar em seu coração e ele desejava segui-Lo. Jesus disse: “Vai testemunhar! Volta para a sua casa, para sua família e testemunha aos seus o que te aconteceu!”.
Sabe, meus irmãos, muitas vezes  queremos seguir Jesus. Alguns de nós podem até segui-Lo de perto, fazer parte de alguma companhia de pesca, mas o maior seguimento de Nosso Senhor é testemunhar para o mundo aquilo que Jesus fez e faz em nossa vida!
Não deixemos de ser testemunhas do amor de Deus, da libertação e restauração que Ele opera em nossas vidas. Deixemos que realmente isso aconteça dentro de nós. Não basta irmos atrás de Jesus se não O deixamos entrar em nós e nos libertar de tudo que nos aprisiona neste mundo.
Precisamos testemunhar, em nossa casa, em nossa família e por onde andamos, que Deus é maior em nossa vida!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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