Papa celebra Missa na Coreia na Solenidade da Assunção

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Santo Padre destacou o que é a verdadeira liberdade e convidou todos a olharem para Maria como a mãe da esperança

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No segundo dia de viagem à Coreia do Sul, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa, nesta sexta-feira, 15, Solenidade da Assunção de Maria. Hoje também é um dia especial para os coreanos: celebra-se o Dia Nacional da Libertação da República da Coreia.
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Na homilia, Francisco destacou que a Assunção de Maria mostra que o homem é chamado a participar da vitória de Deus e reinar com Ele no Reino eterno. Ele mencionou que os coreanos celebram esta festa à luz de sua experiência histórica, reconhecendo a intercessão de Maria ao longo da história.
Partindo da Segunda Leitura, o Pontífice destacou que a verdadeira liberdade está em acolher a vontade de Deus, e Maria é um exemplo dessa liberdade cristã.
“Hoje, ao venerar Maria, Rainha do Céu, dirigimo-nos a Ela como Mãe da Igreja na Coreia para lhe pedir que nos ajude a ser fiéis à liberdade régia que recebemos no dia do batismo; que guie os nossos esforços por transformar o mundo segundo o plano de Deus; e que torne a Igreja neste país capaz de ser, de uma forma mais plena, fermento do Reino de Deus na sociedade coreana”.
Francisco seguiu pedindo a ajuda de Maria para que os cristãos coreanos possam combater o fascínio do materialismo e rejeitar modelos econômicos desumanos que marginalizam os trabalhadores. E em nome da tradição que o povo coreano deve passar às gerações futuras, o Papa disse ser preciso uma renovada conversão à Palavra de Deus e solicitude aos mais necessitados.
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Estádio lotado para a Missa com o Papa em Daejeon, na Coreia / Foto: Reprodução CTV

O Santo Padre também destacou que a festa de hoje é uma ocasião para olhar para Maria como mãe da esperança. Esta esperança oferecida pelo Evangelho é, segundo Francisco, o antídoto contra o espírito de desespero que “cresce como um câncer” na sociedade.
“A quantos dos nossos jovens não fez pagar o seu tributo um tal desespero! Que os jovens, que nestes dias se reúnem ao nosso redor com a sua alegria e confiança, nunca lhes vejam roubada a esperança”.
Após a Missa, Francisco rezou o Angelus e seguiu de helicóptero para o Santuário de Solmoe, para um encontro com os jovens da Ásia.
Neste domingo, 17, às 20h30, acompanhe na TV Canção Nova um programa especial com o resumo da viagem do Papa à Coreia do Sul.

Lutemos para que o matrimônio seja cada vez mais sagrado



Não olhe para o matrimônio como uma coisa descartável. Não façamos do divórcio uma regra; e lutemos para que o matrimônio seja cada vez mais sagrado!

“’Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe (Mateus 19, 5).

Hoje nós queremos, iluminados pela Palavra de Deus, ressaltar a importância e o valor do matrimônio e reconhecer que ele é um sacramento de amor, de união divina e indissolúvel. Quem se decide pelo matrimônio, quem se decide pelo amor, se decide a viver uma vida de unicidade com a outra pessoa.
E, aqui, é preciso entender o que isso, verdadeiramente, opera na vida de um homem e de uma mulher que se casam. Claro que ambos terão suas responsabilidades, seu jeito, suas coisas particulares, sua maneira de ver o mundo e a vida, porque os temperamentos são diferentes. Mas essa é a grande graça que o sacramento do matrimônio opera na vida de um casal: ele une duas realidades diferentes, une dois modos de vida diferentes, duas pessoas diferentes e faz com que seja uma só realidade: a realidade da família, a realidade de um casal.
Sabem, meus irmãos, nós vivemos hoje a “cultura do descartável”, da permissividade, na qual aquilo que não dá mais certo e que não está indo bem nós descartamos, jogamos fora e começamos outro. É tão normal, para algumas pessoas, casarem-se uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, cinco vezes. Seja lá o que for, não estamos aqui para julgar nem condenar ninguém. É verdade que muitos relacionamentos não dão ou não deram certo e, por mais que os dois tentaram, ele fracassou; no entanto, não podemos fazer dos fracassos e dos erros a regra. A regra é aquilo que é sagrado, o matrimônio como valor divino, como o amor de Deus.
Nós precisamos, acima de tudo, defender o valor do casamento e da união do homem com a mulher. O divórcio é uma praga social e traz muitas consequências para a criação dos filhos, para a formação da família segundo o plano de Deus e, é claro, para a própria união do homem e da mulher. Nós entendemos as dificuldades de cada um, mas não podemos deixar nunca de ressaltar e exaltar aquilo que é o sonho e o desígnio de Deus para cada homem e para cada mulher.
Não pense em casar, não se case e não olhe para o matrimônio como uma coisa descartável, não caia na mentalidade perversa do mundo moderno, onde se apregoa e se fala com tanta facilidade que aquilo que não dá certo é só desmanchar e começar de novo. Lutemos, demos valor ao matrimônio, contribuamos cada vez mais para que a família tenha esse valor sagrado. Que aquilo que Deus uniu não procure o homem separar. Não façamos do divórcio uma regra; e lutemos para que o matrimônio seja cada vez mais sagrado!

Deus abençoe você!

O perdão é essencial para fazermos parte do Reino dos Céus

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


Perdão não é sentimento, é decisão de coração, é decisão de vontade, é decisão de cabeça! Com Jesus aprendemos que o perdão é condição essencial para fazermos parte do Reino dos Céus.

Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’” (Mateus 18, 21-22).

O tema do perdão acaba sendo muito controverso para nós e para a nossa mentalidade, porque, humanamente falando, quem é que dá conta de perdoar tantas vezes? Quem é que vai perdoar a pessoa sete ou setenta vezes sete num dia só? Alguém pode até dizer: Padre, mas eu não sou bobo! Não tenho sangue de barata; de verdade, eu não dou conta!”.
E novamente volto a perguntar: Quem é que consegue perdoar tantas vezes de forma tão intensa senão Deus? Para compreendermos qual é o verdadeiro sentido do perdão,  precisamos mergulhar no perdão de Deus, porque todos nós necessitamos muito do perdão divino. E de que forma Deus nos perdoa? O perdão de Deus é sem limites, sem cálculos e sem exigências. O perdão de Deus é real, é profundo, vai até o fundo da nossa alma e do nosso coração.
Se queremos aprender a perdoar, precisamos primeiro assumir o perdão de Deus em nossa vida, mergulhar no perdão divino, deixar que este inebrie a nossa alma, inebrie o nosso coração e nos envolva em sua totalidade. Quando experimentamos, verdadeiramente, o perdão de Deus em nossa vida e somos movidos por ele [este perdão], então saberemos o que é perdoar. Desse modo o perdão não será apenas um perdão humano, mas um perdão divino.
Nem eu nem você somos deuses, mas nós experimentamos Deus em nossa vida e Ele faz parte dela. É Ele quem nos ensina, nos dá a força, a coragem e a luz necessárias para que o perdão aconteça em nossa vida.
Perdão não é sentimento, é decisão de coração, é decisão de vontade, é decisão de cabeça! Precisamos querer perdoar, precisamos decidir perdoar! Quando fazemos a decisão pelo perdão não fazemos a decisão de ser “bonzinhos” para com os outros, fazemos uma decisão pela paz, pela saúde, fazemos uma decisão pelo nosso coração. Fazemos uma decisão pela libertação dos conflitos e dos traumas que o rancor, o ressentimento e a raiva geram dentro de nós.
O primeiro beneficiado pelo perdão somos nós mesmos! Perdoar não é fácil, não é simples, mas se mergulharmos no perdão de Deus, o perdão d’Ele nos dará força, luz e direção para que essa graça [o perdão] seja uma praxe em nossa vida. Os seguidores de Jesus aprendem com Seu Mestre que o perdão é condição essencial para fazermos parte do Reino dos Céus.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

A correção fraterna tem que ser movida pelo amor

quarta-feira, 13 de agosto de 2014


A correção fraterna é necessária e é de Deus, mas tem que ser movida pelo amor e pela intenção de ajudar a quem errou. 
“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão” (Mateus 18, 15).

A Palavra de Deus no dia de hoje aponta para nós uma das coisas mais necessárias  mas também uma das mais difíceis nas relações fraternas, sobretudo entre nós que vivemos da fé  a chamada “correção fraterna”. A correção fraterna é necessária, é importante, é útil, é de Deus, mas é muito difícil corrigir e mais difícil ainda ser corrigido. Tanto quem vai corrigir como quem vai ser corrigido têm que, em primeiro lugar, tirar do seu coração o ressentimento, a mágoa e, sobretudo, o orgulho, porque a correção fraterna tem que ser movida pelo amor.
Em primeiro lugar, não faça isso no impulso da raiva e do momento; deixe as coisas se acalmarem dentro de você. E em segundo lugar, não faça isso de forma muito humana; peça a sabedoria divina para ter as palavras acertadas, corretas, humildes e, sobretudo, a intenção de ajudar a outra pessoa. Algumas vezes, uma correção fraterna precisa até de muito tempo para acontecer, mas ela se faz necessária.
Se você vir o seu irmão errar não cometa o crime e a barbaridade de falar, de comentar e de fofocar com o outro sobre esse fato, porque é um mal muito maior ver o outro errar e em vez de corrigi-lo, de ajudá-lo e de rezar por ele primeiro, você  falar dele para os outros. Não faça isso, meu irmão! Peça a Deus a disposição e a humildade e vá conversar com o seu irmão, tente mostrar a ele onde está o erro e que o que ele está fazendo não é correto. Mas, por favor, não trate dos problemas dos outros nos clubes de fofoca! Não ligue para a outra pessoa, não vá à barbearia ou então ao salão de beleza e durante as conversinhas de dona de casa para tratar da vida dos outros.
Quantos mal-entendidos e desentendimentos, quantas coisas se complicaram na vida, porque em vez de tratarmos as coisas de forma cristã e fraterna, as tratamos de forma mundana, carnal, pecaminosa, porque a fofoca é do diabo, ela não é de Deus! Aprenda isso!
Contudo, se você foi falar com seu irmão ou não teve como falar com ele, porque outras coisas o impedem de fazer isso, procure a autoridade da Igreja, como diz a Palavra hoje. Sim, procure a ajuda da Igreja, do padre, do diretor espiritual, mas não trate a situação no nível da fofoca. Porque mal maior é quem trata o erro dos irmãos falando para os outros. Isso dói no coração de Deus e provoca males e estragos para a comunidade, para a sociedade e para a humanidade.

Deus abençoe você!

Sejamos maduros, mas não percamos o coração de criança

terça-feira, 12 de agosto de 2014

 

Sejamos muito maduros, crescidos, amadurecidos com a vida, mas não percamos esse coração puro de uma criança, porque quanto mais desprovido e necessitado for o nosso coração do amor divino, tanto mais Deus cuidará de nós.
“Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus” (Mateus 18, 3).

A mensagem de Jesus para o nosso coração no dia de hoje é um apelo para que voltemos a ser crianças, mas não no sentido cronológico do tempo. Voltar a ser criança e ter um coração de criança é abraçar novamente a pureza, abraçar novamente aquela criança que tem carência de afeto, de saber, de conhecer e de cuidado.
Vemos que é mais fácil cuidar do filho quando criança do que quando este se torna um rapagão, uma moça,  porque nessa fase age conforme a sua cabeça e seus pensamentos. Com a criança isso não ocorre, pois ela precisa de tudo, necessita saber tudo, ela necessita de atenção e de cuidado.
Assim como para alguns pais é mais fácil cuidar de uma criança, porque esta [criança] obedece muito mais, Deus pode cuidar muito mais de nós se tivermos o coração como o de uma criança, que necessita aprender, pois Ele nos ensina. Ao passo que, quando já sabemos tudo e nos comportamos como os grandes sábios, o que Deus pode nos ensinar? O que Ele pode fazer por nós se já somos grandes, autossuficientes, se já podemos tudo? Desse modo como  o Senhor pode nos pegar pela mão, nos pegar pelos braços e cuidar de nós?
Criança é sinônimo de humildade e humildade é caminho de salvação. Quando sabemos ser humildes, Deus pode fazer muito por nós. Ser adulto, muitas vezes, é sinônimo de orgulho, de autossuficiência, do “eu posso”. Sejamos muito maduros, crescidos, amadurecidos com a vida, mas não percamos esse coração puro de criança, porque quanto mais desprovido e necessitado for o nosso coração do amor divino, tanto mais Deus cuidará de nós. Quanto menos rebeldes nós formos, tanto mais Deus poderá fazer por nós.
É difícil conversar com um adulto cabeça-dura, é difícil fazê-lo entender, compreender, dialogar com ele, porque ele acha que já sabe de tudo, já tem sua opinião formada e não está aberto para o novo. Ao passo que a criança está sempre descobrindo as novidades do mundo e os horizontes à sua frente. Por isso é gostoso as ensinar, é gostoso entrar no mundo delas; as crianças nos remetem à pureza original. Quanto mais criança for, tanto mais pura é a criatura; quanto mais a nossa alma se aproximar de uma criança frágil, de um bebê ainda no colo da mãe, todo necessitado de afeto, de carinho, totalmente puro, mais a nossa alma se aproximará de Deus.
É por isso que o maior no Reino dos Céus é quem mais se parece com as crianças. Quanto mais tivermos o coração de criança, tanto maiores ficaremos diante de Deus. Por outro lado, quanto mais o orgulho do adulto tomar conta de nós tanto mais vamos nos tornando menores, correndo o risco de desaparecer para o Reino de Deus.
Que nós cresçamos no coração de Deus, que nós possamos diminuir para o mundo e para nós mesmos para sermos grandes aos olhos do Senhor!

Que Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Santa Clara, Rogai por Nós!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.

Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.

Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.

Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.

Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.



Santa Clara, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

A construção da paternidade desde a gestação

domingo, 10 de agosto de 2014

Quisera existir escola para pais, a paternidade é construída ao longo da vida
“O que move o meu interesse pelo mundo é a experiência de estar nele. Ser pai foi muito importante para mim e nutre o meu trabalho.” (Vik Muniz – Revista Azull, pp. 127)
Para aqueles pais que acreditam que sua função é de extrema importância na vida do filho, a paternidade é iniciada desde o momento em que decidiu ser pai ou quando recebeu essa confirmação. Com origem do latim pater, o pai é representado como genitor de uma pessoa. Ele não precisa ser, essencialmente, o pai biológico, mas adotivo ou de criação, que não deixa de ser pai. A paternidade é definida pela grandeza da função que seu nome impõe. Mas até que seria justo que os pais tivessem uma licença-paternidade tão longa quanto a das mães!
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Ser pai é ter a certeza de que seu filho está sendo gerado no ventre de outra pessoa, representada pela figura materna. Portanto, enquanto a licença-paternidade de 4 a 6 meses não chega, o pai deve tratar com muito carinho e cuidado da mãe da criança. Ele deverá ser o principal mediador, o ancoradouro do encontro da harmonia, da paz, da segurança e do equilíbrio da gestante e do filho. Durante a gravidez, ele deverá proporcionar um tempo possível de amor, aceitação e compromisso, aguardando a melhor de todas as notícias: o nascimento.
Nasceu! É um menino! É uma menina! Assim como a mãe alimenta o filho pelo cordão umbilical, o pai deverá alimentá-lo pelo amor, pelo vínculo estabelecido com a mãe, independente da formação familiar em que se encontrem.
Junto da mãe, todas as mudanças, que começam a despontar durante os nove meses – enjoo, dores na coluna, sensibilidade à flor da pele, falta de disposição na área da sexualidade – podem ser superadas com alegria, paciência, boa comunicação e cumplicidade entre o casal. Mas essa licença-paternidade estendida não é ainda uma realidade. Que pena! Contudo, nada tirará do pai o amor e o compromisso para viver com equilíbrio a gestação e o nascimento do bebê.
Dizem que, algumas vezes (muitas vezes, na verdade), a figura materna estabelece um vínculo tão simbiótico com o filho recém-nascido, que o pai passa a se sentir um “peixe fora d’água”, fora do seu próprio sonho, da sua própria casa, e do seu próprio quarto. Isso nos faz entender que o nascimento de um filho mexe com o ambiente da casa e da família de forma tão significativa que pai e mãe deveriam estar mais preparados para essa linda missão.
É muito bom ter filho! Quisera existir escola para pais! Mas não há, não existe receita pronta nem metodologia perfeita. O que há é a certeza de que um bom filho tem alta probabilidade de ser um bom pai. O comportamento deste não é algo que cai de paraquedas, o pai não é um personagem que sai dos contos de fadas. Ele já existia antes de assumir essa função. Um homem se torna pai dentro de um contexto histórico. Ele é aquele filho que respeitava seus pais, que cuidava dos irmãos, auxiliava nas tarefas de casa e assim por diante? O pai é formado ao longo da sua história, portanto, se na formação de homem algo precisa ser ajustado, que se faça agora, porque um bom pai é importantíssimo na vida de um filho.
Escolha ser o pai que seu filho carregará no lado esquerdo do peito. Vale salientar, por causa do vínculo estabelecido entre o filho e a mãe no ventre, que o pai terá de fazer a sua parte, ocupando-se de cuidados para estabelecer vínculos também duradouros e deixar marcas positivas na vida do filho, em especial após o seu nascimento.

Fonte: Canção Nova

Com Deus enfrentamos as ondas agitadas do mar da vida

Deus nos ajuda a atravessar os mares da vida e a enfrentarmos as ondas agitadas do mar da vida com a cabeça erguida e com a certeza de que Ele está conosco.
Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mateus 14, 27).

A barca dos discípulos já estava longe da terra e, uma vez que estava distante da terra em meio ao mar, as ondas agitadas vieram ao encontro do barco, sobretudo porque o vento era contrário. Da mesma forma, nós, quando está tudo calminho, está tudo bem, seguimos bem, mas quando aparecem os ventos contrários – que são as adversidades, dificuldades, problemas e situações conflituosas  o barco da nossa vida começa a se agitar, o desespero bate à nossa porta e ao nosso coração. E aí vêm o medo e o desespero – “O que vou fazer!? O que vai ser da minha vida? Que caminho eu vou tomar?”.
Deixe-me dizer a você: tudo isso vem ao nosso encontro porque, quando as ondas se agitam, nós, muitas vezes, não estamos com o coração em Jesus, Aquele que é Senhor do mar da nossa vida. Enquanto os discípulos estavam ali, apavorados, temerosos e receosos com o que acontecia, o Mestre Jesus estava na comunhão com o Pai, abastecendo-se e se alimentando, por isso enfrentou, com a serenidade necessária, os agitos do mar da vida.
Deus não quer que sucumbamos, Ele não quer que nenhuma tempestade nos derrube e nos afogue e que sejamos tomados pelos desesperos da vida. Muito pelo contrário, Deus quer nos ajudar a atravessar os mares da vida – enfrentando os ventos contrários e as ondas agitadas do mar da vida – com a cabeça erguida e com a certeza de que Ele vem ao nosso encontro e que nós não precisamos ter medo porque Ele está conosco.
A fé nos dá coragem, nos dá entusiasmo, não nos deixa prostrados em cima de uma cama, temerosos de enfrentar a vida. A fé não nos deixa acuados, perdidos, a fé nos levanta, nos reacende, nos reanima, nos dá perspectiva e esperança de que podemos sempre começar de novo, porque o Senhor está conosco e não nos abandona jamais!
É verdade que nós O abandonamos, é verdade que nós seguimos do nosso jeito e do nosso modo a vida e, algumas vezes, voltamos para Ele só quando o mar se agita, só quando as coisas estão difíceis e complicadas. Quem anda com o Senhor em todos os momentos, nas horas boas e nas mais difíceis, não vai se perturbar quando o mar se agitar. Por mais escuras e obscuras que possam parecer as estradas da vida, nós temos a convicção de que Deus caminha conosco.
O Senhor nos estende a mão quando parecemos estar sozinhos ou abandonados, Ele está conosco! Ele é o Deus do mar, da terra, das tempestades, o Deus que nos segura pela mão quando tudo parece difícil ou sem jeito.

Deus abençoe você!


Drama dos cristãos no Iraque: Papa faz urgente apelo à comunidade internacional

sábado, 9 de agosto de 2014

Papa Francisco cobra medidas pelo fim do drama humanitário em curso e atitudes para proteger todos que têm necessidade ou são ameaçados pela violência
 

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O Papa Francisco acompanha “com viva preocupação as dramáticas notícias que chegam do norte do Iraque sobre uma população indefesa”.

Foi o que afirmou o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, na manhã desta quinta-feira.

A maior cidade cristã do norte do Iraque, Qaraqosh, caiu nas mãos dos extremistas do Estado Islâmico (EI) esta noite. Os cristãos naquela área – que representam 25% de todos os cristãos do Iraque – estão fugindo pelas estradas.

Em sua declaração de hoje à imprensa, o padre Lombardi recordou que já no dia 20 de julho “o Santo Padre, com profunda dor, havia se referido à situação vivida pelos cristãos perseguidos, especialmente no Iraque”.

“Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. A estas famílias e a estas pessoas quero expressar a minha proximidade e a minha constante oração. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto sofreis, eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou convosco, na fé naquele que venceu o mal!”, disse o Papa naquela ocasião.

O Santo Padre, em vista dos recentes acontecimentos – afirmou Lombardi - “renova a sua proximidade espiritual a todos que estão atravessando esta dolorosa provação e une-se aos veementes apelos dos Bispos locais, pedindo junto a eles e por suas comunidades atribuladas, que suba incessante de toda a Igreja uma oração coral para invocar do Espírito Santo o dom da paz”.

“Sua Santidade dirige, outrossim, o seu urgente apelo à comunidade internacional para que tome medidas para colocar fim ao drama humanitário em curso e aja para proteger a todos os que têm necessidade ou são ameaçados pela violência, além de assegurar as ajudas necessárias, sobretudo as mais urgentes, aos tantos deslocados, cuja sorte depende da solidariedade dos outros”, declarou o Padre Lombardi.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé recordou então as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco no Angelus de 20 de julho, quando faz um apelo à consciência de todos, e a cada fiel repete: “que o Deus da paz suscite em todos um autêntico desejo de diálogo e de reconciliação. A violência não se vence com a violência. A violência se vence com a paz! Rezemos em silêncio, pedindo a paz; todos, em silêncio….Maria Rainha da Paz, ora por nós!”. 

Fuga

O Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, cardeal Fernando Filoni, declarou à Agência Fides que “os cristãos tiveram que abandonar tudo, até mesmo os calçados, e descalços, foram forçados a seguir em direção ao Curdistão. A situação é desesperadora, pois em Arbil, capital do Curdistão, não existe a intenção de acolhê-los, porque não sabem como hospedar estas milhares de pessoas”.

Dom Filone explicou que as dramáticas notícias foram referidas pelas Irmãs caldéias Filhas de Maria Imaculada. “Estamos diante de uma grave situação humanitária. Estas pessoas foram abandonadas à própria sorte diante de uma fronteira fechada e não sabem para onde ir. Já são contados os primeiros mortos, três ou quatro jovens perderam a vida. É necessário intervir o quanto antes para ajudá-los”, conclui o Cardeal que lançou um apelo à Comunidade internacional.

(Com Rádio Vaticano)
Fonte: Aleteia

Você sabia que Deus sempre te amou?

sexta-feira, 8 de agosto de 2014


Às vezes quando me pergunto o que poderia me distanciar do amor de Deus sinto as palavras de São Paulo cheias de esperança: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8, 35. 37-39).

Li essas palavras de esperança há alguns anos no funeral de uma pessoa querida. Não sei bem por que, mas permaneceram na minha alma. A pena, a angústia, a dor, o perder nunca me distanciaram daquele amor de Deus que se abaixa até mim.

O amor de Deus é fiel, sólido como uma rocha e estável. Aquele amor é a pedra angular da nossa vida, mesmo se muitas vezes não tocamos com os dedos, mesmo se muitas vezes não vemos a luz e surgem as dúvidas.

Conhecemos o Seu amor desde o dia em que Deus o deixou impresso em nossa alma no Batismo. Sabemos porque a Sua voz acariciou muitas vezes nossos ouvidos surdos. Nós o percebemos levemente, lentamente, nos gestos de amor que nos dão aqueles que nos amam. No abraço de uma mãe, no “Eu te quero bem” de uma pessoa querida.

É verdade que queremos tocar mais Deus, abraçá-Lo em nós. O coração não se cansa, sonha o infinito, espera o impossível, nada é suficiente. É por isso que temos sempre um pouco de insatisfação na alma que quer ser amada completamente.

Visto que sabemos que a felicidade não é alcançada apenas pela satisfação, não permanecemos tranquilos. Podemos continuar a estar insatisfeitos e com um pouco de frio na barriga, com dúvida e medo.

Não importa, não por isso perdemos a alegria. Podemos continuar a caminhar com um pouco de tristeza e felizes ao mesmo tempo. É uma tristeza humana e passageira. Sim, também naqueles dias em que o cinza parece mais escuro e as cores desaparecem, o amor de Deus é mais forte.

Naqueles dias em que não parece que existe um amanhã, Deus nos lembra aquilo que importa. Sim, também agora ninguém poderá nos separar do amor de Deus. Deus continua a nos amar. Não nos esquece, não abandona o nosso barco.

O amor de Deus nunca passará. Permanece e é forte em minha alma. Ama-nos tanto que é capaz de deixar seu barco, sua solidão e intimidade e se preocupar conosco. Toca a ferida e cura, espera-nos e nos acolhe quando chegamos, tem pena de nós e se comove. O Seu amor antecipa os nossos desejos, escuta nosso coração melhor que nós, vê-nos por dentro e conhece a nossa fome.

Seu amor acalma o coração, toma nossos pães e peixes para tornar nossa vida fecunda. Aquele amor nunca passa, permanece sempre.

Sabemos que o nosso é um amor frágil. Poderá chegar o dia em que perturbados nos distanciaremos de Deus? Poderá acontecer que a morte de uma pessoa querida, ou a doença, o insucesso, ou o desamor nos distanciarão do amor de Deus? Poderemos deixar de amar Deus um dia?

Para São Paulo era claro, nada o teria separado do amor de Deus. E para mim? Não é verdade que às vezes duvidamos da nossa fidelidade? Não é verdade que o nosso amor esfria quando deixamos de caminhar seguindo os Seus passos?

Conhecemo-nos e duvidamos. Falhamos muitas vezes depois de prometer não voltar a errar. Por que não podemos nos distanciar de novo de Deus? Surge a dúvida.

Mas hoje voltamos a cair. Sim, nada disso será tão relevante ao ponto de nos distanciar do amor de Deus. Nada poderá nos tirar o sorriso pelo fato de sabermos que somos amados por Deus. Nada, nem a dor, nem a morte, nem a solidão, nem a fome, nem o abandono.

Hoje pedimos a Deus que nos fortaleça a , a nossa fé. Que Ele nos sustente quando chegam as dúvidas, levante-nos em cada queda e nos ensine a amar.

Fonte: Aleteia

Renovemos a nossa aliança de amor e comunhão com Deus

quinta-feira, 7 de agosto de 2014


Deus fez uma aliança conosco de amor e comunhão, que imprime um caráter divino em nós e não pode mais ser desfeita.

Imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo” (Jeremias 31, 33).

A liturgia hoje nos convida a renovarmos a nossa aliança de amor e comunhão com o nosso Deus. O próprio Evangelho nos aponta para a comunhão de fé e amor existente entre Pedro e Jesus; entre Jesus e Simão, agora chamado de Pedro, pedra da Igreja. Porque é sobre a pessoa de Pedro que o Senhor constitui – na Sua profissão de fé, na Sua afirmação e naquilo que é o sentido de Sua vida messiânica – a Sua Igreja.
E assim como Jesus faz uma aliança e confia a Pedro a responsabilidade da Sua Igreja, Deus também faz uma aliança comigo e com você. Essa aliança é feita no fundo da nossa alma e do nosso coração e imprime um caráter divino em nós.
Que coisa mais bela, na administração do sacramento do batismo, quando a mãe mostra o peito da criança e nós  sacerdotes, diáconos, a Igreja  imprimimos o óleo dos catecúmenos nela. Aquele óleo penetra no peito da criança e ela está marcada e selada e, daquele momento em diante, ela é para sempre de Deus. Foi assim que fizeram comigo e com você no dia do nosso batismo, Deus fez uma aliança conosco, a qual está marcada no nosso peito, em nosso coração. É uma aliança que não dá mais para ser desfeita, é uma aliança que se faz por toda a vida!
Pode ser que nós não levemos a sério as alianças e os compromissos da vida. Como as chamadas alianças políticas que duram enquanto durarem os interesses de ambas as partes. Mas a de Deus conosco não é assim! Aqui se trata de uma aliança divina, a aliança entre nós e Deus; e entre Deus e nós.
Se você não se compromete com aquilo que Deus se comprometeu com você, Ele é fiel à parte d’Ele até o fim. É por isso que precisamos todos os dias examinar a nossa consciência e a nossa mente, pois o compromisso que fizemos com Deus é  o compromisso de sermos santos, de vivermos a Sua vontade em nossa vida e de guardarmos as Suas leis e os Seus mandamentos divinos sem ignorar a vontade do Senhor.
Pode ser que, por fraqueza, por negligência, por indisposição ou por falta de compromisso, deixemos de viver, muitas vezes, a vontade de Deus em nós. Assim como existem muitos casais que deixam as alianças de lado, não as levam a sério e estas ficam esquecidas. Aqui nessa homilia, não se trata do objeto “aliança”, mas sim do símbolo, do sinal dessa aliança mais profunda que é feita na alma e no fundo do coração. Assim é a nossa aliança com Deus, Ele da Sua parte leva muito a sério a aliança que fez conosco; o que nós precisamos é também levar a sério a aliança que fizemos com Ele.

Deus abençoe você!

Jesus nos aponta a luz, a direção e o caminho do céu

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A transfiguração de Jesus nos aponta a luz, a direção e o caminho do céu. Permitamos que essa luz do alto resplandeça em nossa vida e nos dê ânimo, fé e coragem! 

E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mateus 17, 2).

A Igreja nos dá a graça de celebrarmos hoje a Festa da Transfiguração de Jesus, que, de tão importante por ter um sentido tão profundo para a nossa fé, merece uma celebração à parte na liturgia. Mesmo que nós meditemos este mesmo Evangelho em outros domingos, em outro dia, vale a pena meditar e celebrar o dia em que Jesus, bem antes de Sua morte, subiu à montanha sagrada e diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João transfigurou-se, isto é, mudou a figura diante de Seus discípulos, o Seu rosto brilhou como o sol e Suas vestes brancas ficaram como uma luz única.
O que tudo isso tem a nos ensinar? Primeiro que Jesus nos dá a garantia e nos mostra aquilo que seremos, aquilo que a vida eterna vai transformar: o corpo do homem e da mulher será novo e ressuscitado em Cristo Jesus. E que receberemos uma nova veste, uma veste branca, única, transfigurada pelo amor divino. E segundo que a veste do homem novo e da mulher nova não terá mais a mancha do pecado, do mal e nossa vida brilhará como a luz, como o sol. O brilho do Cristo Ressuscitado há de também resplandecer em nós!
Nós hoje celebramos a festa da luz, da luz que vem do céu, da luz que brota do Cristo vivo e ressuscitado, que ilumina a nossa vida. É importante dizer isso, porque, muitas vezes, no fundo da nossa alma, caminhamos na penumbra, na incerteza, no medo e na insegurança por não sabermos o que será da nossa vida depois. O pânico que a morte causa na vida de muitas pessoas! “O que vai ser de mim? Vou morrer um dia!”.
Ah, quando não nos alimentamos da eternidade, quando não recebemos a Eucaristia, que faz transfigurar e transparecer a vida nova do Cristo em nós, a nossa vida fica muito humana e terrena e perdemos a direção do céu. Ao transfigurar-se diante desses apóstolos Jesus lhes antecipa como será a ressurreição futura.
A transfiguração de Jesus, hoje, é para nos apontar a luz, a direção e o caminho do céu, e para que não percamos essa luz chamada Cristo Jesus. Permitamos que a luz, que vem do alto, resplandeça em nossa vida e nos dê ânimo, fé, coragem e a certeza de que, um dia, também estaremos gloriosos com Ele no céu!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Quando cremos em Deus nenhum vento contrário nos derruba

terça-feira, 5 de agosto de 2014


Quando cremos em Deus, Ele não deixa que nenhum vento contrário e nenhuma situação adversa nos derrubem e nos joguem no chão. 

Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’” (Mateus 14, 27).

Jesus despediu as multidões e vai agora para um lugar deserto a fim de continuar a Sua comunhão com o Pai e continuar se abastecendo e se alimentando da presença divina do Pai em Sua vida. Enquanto Jesus faz isso, o barco dos discípulos segue adiante e um vento contrário vem agitá-lo, porque as ondas são fortes e o vento está contrário.
Quantos ventos contrários estão agitando o nosso coração! Às vezes, está tudo calmo dentro de nós, está tudo bem, tudo tranquilo – “Como vai você? Estou bem, graças a Deus!”. Quando tudo parece estar bem, começam a vir os ventos das contrariedades. E como não sabemos lidar com as contrariedades, elas nos tiram do sério e começamos a nos agitar e a ficar inquietos e, à medida que damos vazão e importância aos ventos contrários que vêm em nossa vida,  até perdemos o nosso sono, a nossa paz e a nossa tranquilidade interior. Porque os ventos nos perturbam e os ventos contrários se transformam em fantasmas e fantasias dentro de nós, de modo que o medo, o pavor, a inquietação e o excesso de preocupação tomam conta de nós. E mesmo quando a mão de Deus vem nos socorrer, até ela nos apavora; até das mãos de Deus temos medo.
As palavras corretas para discernir tudo isso são, justamente, medo e temor. Tanto o medo como o temor manifestam a falta de confiança. O medo manifesta o tamanho do desespero que há em nós: quem muito se desespera, muito medo tem; e quem pouco se desespera tem menos medo.
Mas a verdade é que quando nos desesperamos tiramos a nossa confiança daquilo por que esperamos. E então, meus irmãos,  somos realmente movidos para lá e para cá. Quando perdemos a nossa paz interior perdemos tudo. E Jesus diz para mim e para você no dia de hoje: “Coragem, não tenhais medo, estou contigo!” Por mais agitado que esteja o mar da sua vida, por mais ondas contrárias que estejam vindo ao seu encontro, por mais percalços que você encontre pelo caminho, Ele está com você. Não desanime! “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mateus 14, 27).
Sabem, meus irmãos, o Senhor não deixou nenhum dos Seus apóstolos perecer por mais medrosos que estes fossem. Se você crê e confia no Senhor, Ele não vai deixar que nenhum vento contrário, nenhuma situação adversa, que nada venha tentar derrubá-lo e jogá-lo no chão. Maior que tudo isso é a mão do Senhor, é Ele quem nos segura pela mão. E se a mão d’Ele não for suficiente, Ele nos segura nos braços, mas não nos permite perecer pelo caminho.
Coragem, fé, confiança, Deus está conosco! Que Ele abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Dia do Padre

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, ele é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, é um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita.
O Dia do Padre é celebrado oficialmente a 4 de agosto, data da Festa de São João Maria Vianney, desde 1929, quando o papa Pio XI o proclamou "homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico".


Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus.


João Maria Vianney, nasceu na França, em 1786. Depois de passar por muitas dificuldades por causa de suas poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. O bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, pois achava que sua capacidade intelectual era muito limitada para dar conselhos.

Ele foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom e, confiando nele, o preparou para o sacerdócio. Padre Balley, outra vez inspirado, acreditou que o dom de seu auxiliar era justamente o do conselho e o colocou a serviço do confessionário. Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero, sua fama de conselheiro correu por todo o mundo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também como o Cura d'Ars, mais tarde, foi o pároco da cidade onde morreu, em 1859.

São João Maria Vianney, canonizado por Pio XI em 1925, é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa" (1Cor 1,28) .

O padre entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um "pai" (padre) à semelhança de Cristo, que amou e deu sua vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca hesita, tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para a missão que lhe é designada.

A vida simples e a simplicidade dos ensinamentos de Jesus Cristo são o fundamento do seu ministério, único parâmetro e exemplo a seguir. A sua tarefa é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. É o padre que, por meio do Evangelho, leva os seres humanos a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, é pessoa que nasce com esse dom e logo cedo, ou no momento oportuno, ouve o chamado do Pai para se consagrar a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Deus.

Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, ele é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, é um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita, dessa Igreja missionária, que não sobreviveria sem o sacerdote, como afirmou o próprio Jesus Cristo, seu fundador pela Paixão por nós.

Sua missão é construir comunidades, entender a alma humana e perdoar os pecados, evangelizar, unir e alimentar a comunidade por meio da Eucaristia. Confia nas palavras de Lucas 21,15 "(....) eu vos darei palavras tão acertadas que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater - e é verdadeira testemunha da fé, por sua oração, sacrifício e coragem cristã. 
Fonte: Paulinas

Quem é de Deus não tolera a injustiça

domingo, 3 de agosto de 2014



Tenha numa mão a verdade, a misericórdia e a bondade, mas tenha na outra mão o senso da justiça. Quem é de Deus não tolera a injustiça.

Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta” 
(Mateus 14, 5).


João Batista é um verdadeiro prodígio no meio do povo, sua presença causa espanto, embaraço e admiração. João é aquilo que representa a autenticidade de um profeta: um homem que vive inteira e integralmente para Deus. Sabemos da vida moderada e ascética que João vive, da vida disciplinada voltada para preparar a vinda do Messias.
A pregação de João causa incômodo, porque ele anuncia o Messias, anuncia Jesus, anuncia a esperança, mas também denuncia o pecado e o erro, e talvez isso seja a parte mais dura na vida de um profeta, porque um profeta não vive só de anunciar a esperança – como é importante anunciar o amor de Deus, anunciar a fé, a confiança no Senhor – mas um profeta precisa denunciar o erro, não pode ter conivência com aquilo que não é verdadeiro, como  a mentira, a hipocrisia e, sobretudo, a injustiça.
Quem é de Deus não tolera o que é injusto! Nem tolera massacrar o inocente, violar a verdade, deixar a pessoa oprimida por causa da injustiça. Nada disso não é de Deus! Quando se fala de injustiça não nos referimos somente à injustiça social; pois toda forma de injustiça é um pecado imoral.
Vejam que injusto: Herodes convive com a mulher de seu irmão; essa mulher não pertence a Herodes; ela pertence ao irmão deste. Nós não podemos, meus irmãos, tolerar e simplesmente achar que é normal quando uma pessoa trai a outra, quando a pessoa começa a viver relacionamentos errados, quando certas modas e certos comportamentos representam, na verdade, injustiças contra as pessoas.
Nós precisamos deixar que a Palavra de Deus, de forma profética, suscite em nós a aversão ao erro e ao pecado. Porque, muitas vezes, as coisas injustas começam a acontecer dentro da nossa própria casa, quando nós encobrimos ou somos indiferentes ao erro. Não queira ser o justiceiro, nem queria ser o moralista, mas de forma nenhuma tenha conivência com aquilo que é errado.
Ao fazermos isso, muitas vezes, vamos perder amigos, algumas pessoas vão ficar chateadas conosco, algumas talvez vão nos abandonar. Perder um amigo, perder uma relação – como João Batista que perdeu a cabeça porque anunciou a verdade, denunciou a mentira e a hipocrisia.
Sei que dói para muito pai, para muita mãe, mas você não pode ser tolerante ao erro dos seus filhos nem pode trazer o erro deles para dentro da sua casa, para dentro da sua família. Quando encontramos alguém que protege o nosso erro e passa a mão na nossa cabeça nossa tendência é insistirmos em fazer o que é errado e o que não convém!
Seja profeta, tenha numa mão a verdade, a misericórdia e a bondade, mas tenha na outra mão o senso da justiça, o senso de denunciar o erro, o pecado e tudo aquilo que não convém à vontade de Deus.
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

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