Nomeação de Dom Delson foi divulgada pelo Vaticano nesta quarta-feira

quarta-feira, 8 de março de 2017

Novo arcebispo da PB, Dom Delson destaca que 'desafios são grandes'
Em carta dirigida aos fiéis, arcebispo eleito fala sobre nomeação.


Para Dom Delson, após a nomeação, o primeiro trabalho como arcebispo deve ser focado em conhecer a comunidade. “Neste período inicial de adaptação, é importante conhecer o clero, acompanhar de perto e orientar as os fiéis conforme a orientação da Igreja”, completa.  Em uma entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira, o arcebispo eleito da Paraíba também falou sobre as denúncias de pedofilia dentro da Igreja. "As orientações sobre estas questões são dadas pelo Papa. Meu dever é acompanhar o que está sendo feito, acompanhar cada caso na Justiça e ao concluir os processos, encaminhar para Roma, que é quem toma as decisões sobre o clero. Os casos que possam aparecer, nossa orientação é abrir inquérito e se apurar o fato, enviar a investigação para que a pessoa seja afastada", disse. 
Segundo Dom Delson, o envolvimento político de padres e as questões administrativas do uso do dinheiro da Igreja também vai ser acompanhada. "Farei isso com responsabilidade e humildade. Preciso primeiro entrar na Arquidiocese para conhecer melhor e estar certo de como está a realidade para poder, então, dar a minha contribuição", completa. 

s desafios que enfrentarei são grandes”, diz Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, anunciado pelo Vaticano como novo arcebispo da Paraíba nesta quarta-feira (8). Dom Delson segue como administrador apostólico de Campina Grande, onde era bispo, até ser nomeado para a Arquidiocese, em 20 de maio. Desde a renúncia de Dom Aldo di Cillo Pagotto, em julho de 2016, a Arquidiocese da Paraíba seguia sob o comando de Dom Genival Saraiva de França.
Em carta dirigida a todos da Arquidiocese da Paraíba, o arcebispo eleito da Paraíba fala sobre a nomeação. “O Papa Francisco me confiou a responsabilidade de cuidar desta porção do Povo de Deus e eu aceitei. Sei que o novo é sempre surpreendente. Os desafios que enfrentarei são grandes. Eles serão caminhos de crescimento pessoal e oportunidade de servir à Igreja, na tríplice dimensão de ensinar, santificar e apascentar os que estarão sob os meus cuidados”.

Dom Delson é natural da cidade de Biritinga, na Bahia, e nasceu no dia 10 de julho de 1954. Estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis em Nova Veneza (SP) e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador (BA). É mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador.
Foi ordenado sacerdote no dia 5 de julho de 1980 na Arquidiocese de Feira de Santana (BA) e na mesma arquidiocese, em 24 de setembro de 2006, recebeu sua ordenação episcopal. Foi acolhido na diocese de Caicó no dia 8 de outubro daquele ano e permaneceu até agosto de 2012, quando foi nomeado bispo de Campina Grande.
A partir desta quarta-feira, o cargo de bispo de Campina Grande fica vago. Dom Delson permanece como administrador apostólico da sé até a posse em João Pessoa, em 20 de maio. A partir da posse, o colégio de consultores deve anunciar um novo administrador até que um novo bispo seja nomeado pelo Papa Francisco.
Dom Delson chega à Arquidiocese da Paraíba após cinco como bispo da diocese de Campina Grande (Foto: Leonardo Silva/Jornal da Paraíba)
Dom Delson chega à Arquidiocese da Paraíba após cinco como bispo da diocese de Campina Grande (Foto: Leonardo Silva/Jornal da Paraíba)
Fonte: G1

Cuidado com as penitências absurdas na Quaresma

terça-feira, 7 de março de 2017

É preciso ter bastante cuidado com as penitências absurdas na Quaresma

Quaresma é tempo de lutar contra nossos pecados, pois ele é a pior realidade para nós, é um período de reflexão, de penitências, de conversão espiritual em preparação para o mistério pascal. O Catecismo diz: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (n. 1489).
Cuidado com as penitências absurdas na Quaresma - 1600x1200
Olhando para Jesus, desfigurado e destruído na cruz, entendemos o horror que é o pecado. Foi preciso a morte de Cristo para que nos livrássemos do pecado e da morte eterna, a separação da alma de Deus. Então, a Igreja nos propõe 40 dias de penitência, de resistência contra o pecado na Quaresma.
Essa prática é baseada na vida do povo de Deus. Durante 40 dias e 40 noites, caiu o dilúvio que inundou a terra e extinguiu a humanidade pecadora (cf. Gn. 7,12). Durante 40 anos, o povo escolhido vagou pelo deserto, em punição por sua ingratidão, antes de entrar na terra prometida (cf. Dt 8,2). Durante 40 dias, Ezequiel ficou deitado sobre o próprio lado direito, em representação do castigo de Deus iminente sobre a cidade de Jerusalém (cf. Ez 4,6). Moisés jejuou durante 40 dias no Monte Sinai antes de receber a revelação de Deus (cf. Ex 24, 12-17). Elias viajou durante 40 dias pelo deserto, para escapar da vingança da rainha idólatra Jezabel e ser consolado e instruído pelo Senhor (cf. 1 Reis 19,1-8). O próprio Jesus, após ter recebido o batismo no Jordão, e antes de começar a vida pública, passou 40 dias e 40 noites no deserto, rezando e jejuando (cf. Mt 4,2). É um tempo de luta contra o mal.
São Paulo nos oferece uma indicação precisa: “Nós vos exortamos a que não recebais em vão a sua graça”. Porque Ele diz: “No tempo favorável, eu te ouvi; no dia da salvação, vim em teu auxílio’’. Este é o “tempo favorável”, este é “o dia da salvação” (2 Cor 6,1-2). A liturgia da Igreja aplica essas palavras de modo particular ao tempo da Quaresma. “Convertei-vos e crede no Evangelho” e “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar”.

Convite à conversão

O primeiro convite é à conversão, é um alerta contra a superficialidade de nossa maneira de viver. Converter-se significa mudar de direção no caminho da vida: uma verdadeira e total inversão de rumo. Conversão é ir contra a corrente, contra a vida superficial, incoerente e ilusória, que frequentemente nos arrasta, domina e torna-nos escravos do mal ou pelo menos prisioneiros dele. Jesus Cristo é a meta final e o sentido profundo da conversão; Ele é o caminho ao qual somos chamados a percorrer, deixando-nos iluminar pela sua luz e sustentar pela sua força. A conversão é uma decisão de fé, que nos envolve inteiramente na comunhão íntima com a pessoa viva e concreta de Jesus. A conversão é o ‘sim’ total de quem entrega sua vida a Jesus pela vivência do Evangelho. “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).
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As penitências não são para fazer mal

Para vencermos a nós mesmos, nossas fraquezas e paixões desordenadas, a Igreja recomenda, sobretudo na Quaresma, o jejum, a esmola e a oração como “remédios contra o pecado”, a fim de dominar as fraquezas da carne e aproximar-se de Deus. Portanto, não se deve fazer penitências exageradas, uma mortificação que leve a pessoa a ficar doente ou a se sentir mal. O jejum exige, sim, passar um pouco de fome durante o dia, mas sem causar mal à pessoa, sem tirar a sua condição de trabalhar, rezar etc.
Categoria quaresma

Saber calar pode ser uma boa penitência

Há formas boas de mortificação, como cortarmos aquilo que nos agrada, seja para o corpo ou para o espírito, mas há pessoas que fazem excessos: peregrinações longas demais, penitências até com feridas, prejudicando a saúde. Deus não quer isso, Ele não nos pede o impossível.
Qual mortificação eu preciso fazer? É aquela que abate o meu pecado. Se eu sou soberbo, então minha penitência deve ser o exercício de humildade: vencer todo orgulho, ostentação, vaidade, exibicionismo, desejo de aparecer, de impor-se aos outros e saber calar.
Se seu pecado é o apego aos bens materiais e ao dinheiro, então eu preciso exercitar muito a boa e farta esmola, o desprendimento do mundo e das criaturas. Se meu mal é a luxúria e a impureza, então vou exercitar a castidade nos olhos, ouvidos, leituras, pensamentos e atos. Se sou irado, vou conquistar a mansidão; se sou invejoso, vou buscar a bondade; se sou preguiçoso, vou trabalhar melhor e ser diligente em servir aos outros sem interesses.

Perdoar pode ser mais importante

São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que a melhor penitência é aceitar, com resignação, os males que Deus permite que nos atinjam, porque Ele sabe do que precisamos, e assim nossos pecados são vencidos. As penitências que Deus nos manda é melhor do que aquela imposta por nós mesmos. Então, aceite, especialmente na Quaresma, sem reclamar, sem culpar ninguém, todos os males, dores, aborrecimentos e injurias que sofrer, e ofereça tudo a Deus pela sua conversão. Pode ser que dar o perdão a quem lhe ofendeu seja mais importante do que ficar 40 dias sem fazer isso ou aquilo. Uma visita a um doente, a um preso, o consolo de alguém aflito pode ser mais importante que uma peregrinação demorada. Tudo é importante, mas é preciso observar o mais importante para a realidade espiritual.

Fonte: Canção Nova

A Quaresma deve nos levar à conversão, penitência e misericórdia

O caminho quaresmal deve nos levar à conversão, penitência e misericórdia

“Chegaram algumas pessoas trazendo a Jesus notícias a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando o sangue deles com o dos sacrifícios que ofereciam. Ele lhes respondeu: ‘Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu, por terem sofrido tal coisa? Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo'” (Lc 13,1-15).

1600 x 1200 - A quaresma deve nos levar a conversão, penitência e a misericórdia

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Alguém pode até pensar que se trata de crônica policial, com fatos hoje corriqueiros e incapazes de nos assustar, tal a frequência de massacres, violência e acidentes! Mas aqui se trata de uma proposta séria de reação inteligente, baseada na fé, diante dos acontecimentos. Não dá para passar ao largo de todas as muitas provocações vindas do dia a dia, sem acolher a misteriosa e efetiva mensagem que Deus quer efetivamente nos oferecer, exigindo nossa reação. Deus nos fala continuamente e pede sempre o mesmo, a conversão, palavrinha provocante que significa mudar de mentalidade e de rota.

Todos devem sair da confissão com alegria no coração

Mudar de mentalidade! A Campanha da Fraternidade em curso remete os cristãos que dela participam e apela a todas as pessoas de boa vontade ao cuidado com a nossa casa comum, a partir do intrigante tema do saneamento básico. Impressiona o fato de que se torna necessário que os responsáveis pela vida eclesiástica tenham de vir a público, quase a suplicar que alguém se desperte e tome providências efetivas quanto ao cuidado com a água, o recolhimento do lixo, o esgoto sanitário e daí por diante! São elementos tão “escondidos” até debaixo da terra, cujo cuidado já deveria ser dado por descontado pela cidadania e pelos responsáveis pela administração pública! Só que a mente precisa ser mudada para que as ações a ela correspondam. O bem dos outros e o bem comum, no qual cada um de nós está incluído, há de passar na frente do escandaloso prazer de sujar ruas e praças ou desperdiçar água ou ainda destruir o patrimônio público! Mais ainda, há de mudar a banalização da vida, vilipendiada e destruída diante dos olhos de todos.
Podemos ir mais a fundo na questão, com a coragem de perguntar ao conjunto da sociedade a respeito dos motivos para tanta inversão de valores! É que começamos a plantar há muito tempo. Quando Deus deixa de ser o centro e o polo de referência, todo o resto desmorona. O ser humano, a natureza ou qualquer outro ideal, jogam fora o próprio sentido, quando Deus é excluído! Não somos fruto do acaso. Quando a humanidade “escolheu o acaso”, gerou o individualismo, espalhou-se como relativismo, confundiu as peças do tabuleiro da sociedade e da vida! Reconstruir tudo, ajuntando os cacos, já está dando trabalho e pedirá muito esforço do conjunto da sociedade.
A Palavra de Deus e a experiência sofrida e maravilhosa dos cristãos suscitaram alguns passos. É incrível, mas começa quando paramos, tomamos consciência de nossos inúmeros erros, temos a coragem de reconhecê-los como “pecados”, descobrimos que prejudicar os outros ou a própria vida e ainda a natureza toca na raiz de nossa existência! E lá vai o pecador, arrependido e suplicante, corajoso para se enrubescer de vergonha no confessionário, pedir perdão e sair disposto a recomeçar pela enésima vez, levantar a cabeça e melhorar! Vem da sabedoria do Papa Francisco uma magnífica palavra: “A confissão não deve ser uma tortura. Todos devem sair da confissão com a alegria no coração, com o rosto radiante de esperança, mesmo se, às vezes, como sabemos, molhado pelas lágrimas da conversão e da alegria”. Sim, o mundo já mudou para melhor quando alguém começou a ser diferente!

Ao sair da confissão é preciso mudar de rota

Ao sair dos muitos confessionários à disposição, trata-se de mudar a rota! Começar a amar o próximo que está ao nosso redor, tratar os bens da natureza com maior carinho, privilegiar o bem que é feito, diminuir a amargura com a qual se comentam os fatos da sociedade, fazer menos propaganda dos crimes correntes, relatar experiências positivas, participar de iniciativas comunitárias, quem sabe reaprender a sorrir e cumprimentar com maior delicadeza, fazer-se um com os outros, sem pretender justificar as opções egoístas de quem quer ficar “na sua” e ainda afirma que ninguém tem nada com isso!
A quem considera irreais tais propostas, aqui está o resto da conversa de Jesus, por sinal à disposição dos interessados nas Missas do terceiro domingo da Quaresma. Vale a pena acolhê-la e ainda ir à Missa para ouvir a Boa Nova proclamada e celebrada na Igreja: “Jesus contou esta parábola: ‘Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi lá procurar figos e não os encontrou. Então disse ao agricultor: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Para que está ocupando inutilmente a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano. Vou cavar em volta e pôr adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então a cortarás'” (Lc 13, 6-9). O tempo não perdoa quem não o respeita! Há que aproveitá-lo e transformá-lo em oportunidade de salvação. Não desperdiçar a paciência de Deus, que oferece de tudo para o nosso crescimento e a conversão. Fazer penitência para afofar a terra de nosso coração, acreditar nas graças que são oferecidas! Temos tempo!

Peça a Deus o dom das lágrimas, o dom da conversão

Há poucos dias, em Ciudad Juarez, no México, o Papa Francisco, referindo-se à pregação do profeta em Nínive, assim se expressou: “Jonas ajudou a ver, a tomar consciência. Que se passa depois? O seu apelo encontra homens e mulheres capazes de se arrependerem, capazes de chorar: deplorar a injustiça, deplorar a degradação, deplorar a opressão. São as lágrimas que podem abrir o caminho à transformação; são as lágrimas que podem abrandar o coração, são as lágrimas que podem purificar o olhar e ajudar a ver a espiral de pecado em que, muitas vezes, se está enredado. São as lágrimas que conseguem sensibilizar o olhar e a atitude endurecida, sobretudo adormecida perante o sofrimento alheio. São as lágrimas que podem gerar uma ruptura capaz de nos abrir à conversão. Foi assim com Pedro, depois de ter renegado Jesus; chorou e as lágrimas abriram-lhe o coração. Hoje, essa palavra ressoa vigorosamente no meio de nós; essa palavra é a voz que clama no deserto e nos convida à conversão. Neste Ano da Misericórdia, quero implorar convosco, neste lugar a misericórdia divina, pedir convosco o dom das lágrimas e o dom da conversão”. Pedindo o dom da conversão, deixemo-nos envolver com o manto da misericórdia!
 
Fonte: Canção Nova

Como cantar na Quaresma?

sexta-feira, 3 de março de 2017

A liturgia deste tempo de Quaresma precisa voltar-se para a penitência e a conversão

Olá, meus irmãos!

A paz de Jesus!

Primeiramente, gostaria de explicar que a Quaresma é um tempo de penitência e conversão, mas não é tempo de tristeza, porque já somos vitoriosos em Cristo Jesus, que nos deu vida nova ao vencer a Morte por Sua Ressurreição.
A Quaresma é baseada nos 40 dias e 40 noites que Jesus passou no deserto enfrentando o demônio; aos 40 anos de luta do povo de Israel ao atravessar o deserto em busca da Terra Prometida; e aos 40 dias de dilúvio, quando Noé esteve na arca, passando por esse tempo de purificação.
Existe um clima todo especial que a Liturgia nos propõe nesse tempo quaresmal, e isso precisa acompanhar a música e o canto que oferecemos a Deus. Precisamos ser como os peixes, que vivem na profundidade da água e são silenciosos; ao mesmo tempo, como os pássaros que voam e entoam o seu canto com arte.









“Quaresma não é tempo de tristeza; por isso, o nosso canto não deve ser triste, mas sereno 
e esperançoso”, proporcionando um verdadeiro clima de oração, contemplação e penitência. Da mesma forma, não se trata de um tempo de louvor; por isso se omite o hino de louvor da Celebração Eucarística, assim como o ‘Aleluia’ na aclamação ao Evangelho, pois a palavra ‘Aleluia’ vem do hebráico: hallelujah, que significa “louvai a Deus”.
Ao entoar nossos Salmos, também não podemos compor melodias que se expressem diferente daquilo que está na liturgia. Se o Salmo é de meditação, a melodia deve ser cantada nesse sentido. Se expressa arrependimento ou súplica de piedade, tal qual precisa ser a melodia do canto que o proclama.
Todos os cantos da Missa, da mesma forma, precisam estar de acordo com a liturgia e devem ser, além de bem escolhidos, cantados e tocados de forma a promover para o que este tempo forte na Igreja nos convida: penitência e conversão.
Desejo uma ótima e santa Quaresma a todos. Deus os abençoe.

A Quaresma

quinta-feira, 2 de março de 2017

O nome “Quaresma” vem do latim “quadragesima dies”, que significa “quadragésimo dia”, o último de quarenta dias e a época de quarenta dias desde a Quarta-feira de Cinzas até o meio-dia do Sábado Santo.

Segundo a doutrina dos Santos Padres, esse tempo litúrgico foi instituído pela Igreja para imitar o exemplo do Divino Redentor, que jejuou durante quarenta dias no deserto. Começava-se a praticá-lo antigamente no primeiro domingo da Quaresma. Como, porém, nos domingos não se jejua, no século VII foram acrescentados quatro dias para completar o número de quarenta dias de jejum. Assim o jejum e o tempo quaresmal têm início na Quarta-feira de Cinzas.

O seu fundamento está na bênção da cinza, feita de ramos do ano anterior. A distribuição da cinza tem a sua origem no antigo rito de impor, neste dia, cinza sobre os penitentes públicos. Tornou-se, porém, geral para todos os fiéis desde o fim do século XI como uma lembrança da humildade e da morte.

Quaresma
Quaresma, tempo de oração, penitência e caridade. Foto: Arquivo Canção Nova

A Quaresma tem por finalidade:

-   Celebrar o mistério da sagrada paixão e ressurreição com pureza da alma e do corpo;
-   Fazer penitência pelas culpas, em outros tempos, cometidas;
-   Realizar obras de piedade;
- Atrair sobre si a misericórdia divina, avivar a confiança e renovar todo o homem interior.

A cerimônia de velar as imagens do altar deriva do costume, antigamente observado no começo do tempo quaresmal, de cobrir ou tirar da igreja tudo o que servia de ornamento. Segundo o piedoso pensar da Idade Média e da liturgia, a igreja material deve tomar parte na penitência da Igreja, Esposa de Cristo. Por conseguinte, a cruz era considerada como objeto de ornamento e como tal deveria ser coberta.

Do véu da cruz e das outras alfaias se passou, por ser mais cômodo e mais expressivo, ao véu do altar inteiro e depois de todo o coro, a parte mais enfeitada do santuário. Neste caso tomou o nome de véu quaresmal (velum quadragesinale) e recordava aos fiéis a obrigação de jejuar (pano de fome). Impedia aos fiéis a vista do “Santo dos Santos”. O costume, de algumas igrejas, de cobrir as cruzes e as alfaias no Domingo da Paixão, tem origem nas palavras do Evangelho: “Jesus escondeu-se” e se tornou geral.

A cerimônia parece ser de origem galicana. Era conhecida na Gália já no século VII, na Itália por volta do ano 1000. Toda a sua significação de profunda mística teve início a partir do século XI pelo lugar predominante no próprio altar, ao passo que antes havia sido colocada diante ou atrás do altar ou em outro lugar. A cruz velada no altar representa o grande mistério de que Nosso Senhor, escondendo-se dos Seus inimigos, escondeu a Sua divindade por nos amar. Com este heroísmo inflama o coração nobre a amar o Redentor tão amoroso, que foi capaz de tamanha humilhação para alcançar aos filhos adotivos de Deus a glorificação no céu.

Os instrumentos, no tempo quaresmal, devem ser tocados de forma mais branda. Para que não seja antecipada a alegria da ressurreição, o “Glória”, por ser um hino de júbilo, deve ser omitido. O “Aleluia”, como aclamação que precede o Evangelho, é substituído somente pelo versículo antes do Evangelho ou também se pode cantar outra aclamação adequada.

QUAL O SENTIDO DE CELEBRAR A MISSA DE CINZAS?

quarta-feira, 1 de março de 2017


O símbolo das cinzas

Desde o Antigo Testamento, as cinzas são um símbolo da morte, da dor, do arrependimento, da penitência e do desejo de conversão para demonstrar a disposição pessoal de se reconciliar com Deus. As cinzas significam a transitoriedade da vida humana sobre a terra e, ainda, o sentido passageiro da realidade material. “Porque tu és pó e ao pó hás de voltar” (Gn 3,19b).
No Livro de Ester, Mardoqueu se vestiu de saco e se cobriu de cinzas quando soube do decreto do rei Assuero I, que condenou à morte todos os judeus de seu império (cf. Est 4,1). Jó mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (cf. Jó 42,6). Daniel, profetizando a tomada de Jerusalém pela Babilônia, diz: “Voltei o olhar para o Senhor Deus procurando fazer preces e súplicas com jejuns vestido de saco coberto de cinza” (Dn 9,3). Jonas prega a destruição da cidade de Nínive, cujo rei proclamou um jejum total, e todos se vestiram de saco, também o rei, que saiu de seu trono e deitou-se sobre cinzas (cf. Jn 3,5-6).
No Novo Testamento, também as cinzas aparecem com o mesmo significado do Antigo Testamento. Jesus diz aos que renegarem o anúncio da Boa-Nova: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e em Sidônia se tivessem realizado os milagres eu foram feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demonstrado arrependimento, vestindo-se de saco e cobrindo-se de Cinza” (Mt 11,21),

Oração de Cura e Libertação – Casamento

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

“Quem se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel.” (1Tm 5,8)

Orando pela Cura e Libertação de nosso casamento…

Esta Oração deve ser feita num ambiente que seja propício à Oração e de preferência sem interrupções.
* * *
Em nome do † Pai, do Filho e do Espírito Santo…
Amém!

Senhor Jesus, neste momento eu quero me colocar diante da Sua presença, e lhe pedir que envie os Teus anjos para estarem comigo e se unirem a minha oração em favor da minha família.

Temos passado por momentos difíceis, momentos dolorosos, situações que tem tirado a paz e a tranquilidade de toda a nossa família. Situações que tem gerado em nós angustia, medos, incertezas, desconfianças; e por isso a desunião.

Não sabemos mais a quem recorrer, não sabemos a quem pedir ajuda, mas temos a consciência de que precisamos da Vossa intervenção…

Por isso, no poder do Teu Nome Jesus, eu rezo para que seja quebrado toda e qualquer situação de interferência dos padrões negativos de casamentos e relacionamentos que os meus antepassados tiveram, até os dias de hoje. Padrões estes de infelicidade na vida matrimonial, padrões de desconfiança entre os cônjuges, hábitos compulsivos de pecados que foram se arrastando de geração em geração; entre todas as famílias, como que uma Maldição…Que seja agora quebrado no poder do Nome e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não importa onde isso se iniciou Jesus, não importa quais foram as causas, eu quero pela autoridade do Teu Nome, clamar que o Teu Sangue seja derramado sobre todas as minhas gerações passadas, para que toda a Cura e Libertação que precisa acontecer, atinja também à eles agora, no poder do Teu Sangue Redentor!

Rompe Senhor Jesus com toda e qualquer expressão de desamor que eu possa estar vivendo dentro da minha família, situações de ódio, de rancor, de inveja, de raiva, desejos de vingança, desejo de terminar o meu relacionamento; de seguir sozinho(a) a minha vida; que tudo isso possa neste momento cair por terra Jesus, e que vença a Tua presença em meio a nós!

No poder do Teu Sangue Jesus, eu coloco um fim a todo o comportamento de indiferença dentro da minha casa, pois isso tem matado o nosso amor! Renuncio ao orgulho de pedir perdão, orgulho de reconhecer os meus erros; eu renuncio às palavras malditas que eu pronuncie sobre o meu cônjuge, palavras de maldição, palavras de humilhação, palavras que o(a) feriram, machucaram e deixaram marcas negativas em seu coração. Palavras malditas que o(a) diminuíram, verdadeiras maldiçoes proclamadas em minha casa; clamo e rogo o Teu Sangue Redentor sobre tudo isso Jesus, Cura – nos e Liberta – nos das consequências que hoje se reflete em nossas vidas devido a todas estas realidades.

Renuncio as palavras malditas que proferi sobre a casa onde moro, pela insatisfação de morar nesta casa, de não me sentir feliz nesta casa, eu renuncio a tudo o que eu possa ter dito dentro da minha casa de palavras negativas.

Renuncio as palavras de insatisfação que lancei sobre a nossa realidade financeira, pois apesar de recebermos pouco, apesar do orçamento mensal ser bem justo, nada nos faltou Jesus…

Por isso também lhe peço perdão! Perdão pela ingratidão, por não conseguir ver na minha família, uma família perfeita…Perdão Jesus, porque sei que agi errado muitas vezes, e quero a partir de hoje recomeçar.

Perdoai também Jesus aos meus familiares por todas as vezes que algum deles possam ter desonrado o Sacramento do Matrimonio, lançai sobre eles o Vosso olhar de Misericórdia, e restabelece a paz aos seus corações…

Quero pedir que o Senhor derrame o Espírito Santo sobre nós, sobre cada membro da minha família…Que o Espírito Santo possa com Vossa força e Vossa luz, abençoar todas a minhas gerações passadas, presentes e futuras.

Que a partir de hoje possa surgir no meu matrimonio e no matrimonio dos meus familiares, uma linhagem de famílias comprometidas com Jesus e com o Seu Evangelho, que venha a surgir uma linhagem de casamentos profundamente comprometidos com sacralidade do matrimônio, cheios de amor, fidelidade, paciência, bondade e respeito!
Obrigado Jesus porque ouves a minha Oração, e se inclina para ouvir o meu clamor, muito obrigado!

Consagro a mim e toda a minha família ao coração Imaculado da Virgem Maria, para que ela nos abençoe e nos livres de todo e qualquer ataque do Inimigo!

Amém!

Fonte:Aleteia

É Deus quem nos mostra os verdadeiros amigos

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Amigo é aquele que está conosco na hora em que mais precisamos dele

Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação; e não te apresses em confiar nele. Porque há amigo de ocasião, que não persevera no dia da aflição. (Eclo 6,7)

Gostaria de meditar com você a primeira leitura do livro de Eclesiástico, porque amigo é uma coisa muito importante para a nossa vida. E todos nós temos amigos.
Há amigos que causam alegria ao nosso coração, mas há outros que causaram e vão causar decepção ao nosso coração. Digo a você, no entanto, que o problema não são os amigos, o problema é a nossa forma de nos relacionarmos com as pessoas.
A Palavra de Deus está nos dizendo, hoje, que, se quisermos ter um amigo, não o poderemos adquirir de uma hora para outra, pois isso é um erro, um engano, uma ilusão. “Conheci essa pessoa hoje e ela se tornou minha melhor amiga!”. Não é verdade! Ela se tornou uma pessoa amigável, mas não podemos já considerar uma pessoa que nos fez um bem hoje, a melhor amiga da nossa vida. De forma nenhuma!
Só sabemos quem é amigo de verdade na hora da provação. Quando fazemos uma festa, um banquete, vemos a quantidade de amigos que querem estar conosco, e os que ficam aborrecidos se não foram convidados, lembrados, e assim por diante.
Adquirimos amigos na hora da provação, da aflição. É isso que está nos dizendo a Palavra de Deus, pois é nessa hora que se prova realmente a amizade. Amigo é aquele que está conosco na hora em que mais precisamos dele. Por isso, não queria ter um milhão de amigos, é um erro, um engano, uma ilusão, e acaba que não vai ter nenhum amigo.
Tenha poucos amigos, mas que estes sejam bons para você. Jesus tinha uma multidão junto dele, tinha discípulos, apóstolos, mas não tinha muitos amigos, esses eram poucos; até entre os 12, três eram mais íntimos d’Ele: Pedro, Tiago e João. Das multidões, era Seu amigo Lázaro, Marta e Maria, porque eram íntimos ao Seu coração.
“Não se apresse para adquirir um amigo”, é o que nos diz, hoje, a Palavra de Deus. Procura ter uma relação amigável com todos, mas amigo mesmo, eu lhe digo, Deus vai lhe mostrar, e você o reconhecerá na hora da provação, da aflição, da dificuldade, do sofrimento.
Louve a Deus se você já adquiriu um amigo. E se você tem esses poucos amigos, reze por eles, peça a bênção de Deus sobre eles.
Mantenha com os outros relações amigáveis, não precisa cobrar muito deles. Se de alguém você esperava muito, mas ele não lhe correspondeu, volto a dizer que a culpa não é dela, mas nossa, pois depositamos confiança demais e não permitimos que o tempo e a graça de Deus nos mostre quem são os nossos verdadeiros amigos. 

Deus abençoe você.

Fonte: Canção Nova

Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida à Paróquia Menino Jesus de Praga

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Ontem foi uma noite de Festa e Devoção para a Paróquia Menino Jesus de Praga com a visita da imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida. O Armadura do Cristão registrou a noite com muito carinho.

http://armaduracristaodo.blogspot.com.br/2017/02/visita-da-imagem-peregrina-de-nossa.html

 Clique acima para ver as fotos do aguardo da chegada da Imagem

Fiéis  recebendo a imagem com alegria 

Clique na imagem acima e confira as fotos da chegada de Nossa Senhora Peregrina Aparecida

 
 Início da Santa Missa
 Diversos Padres e Diáconos vieram participar, junto com o Padre Marcondes e o Diácono Roberto, desta noite tão especial para a Paróquia Menino Jesus de Praga.

 Ministério de Música Nossa Senhora Aparercida animou a noite com cânticos Marianos


 Clique na imagem abaixo e confira as fotos da Santa missa

http://armaduracristaodo.blogspot.com.br/2017/02/santa-missa-visita-da-imagem-peregrina.html

Programação - Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017



Papa: sem a mulher não há harmonia no mundo

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa iniciou suas atividades nesta quinta-feira (09/02) celebrando a missa na capela da Casa Marta. “Sem a mulher não há harmonia no mundo”, disse o Papa na homilia, centralizada na figura da mulher a partir da Criação narrada no Livro do Gênesis.


O homem estava só, então o Senhor lhe tirou uma costela e fez a mulher, que o homem reconheceu como carne de sua carne. “Mas antes de vê-la – disse o Papa – a sonhou”: “para entender uma mulher é necessário antes sonhá-la”, explicou Francisco.
“Muitas vezes, quando nós falamos das mulheres falamos de modo funcional: “mas a mulher é para fazer isto, quando – ao invés – a mulher traz “uma riqueza que o homem e toda a criação e todos os animais não têm”: a mulher traz harmonia à Criação, somente com a mulher Adão podia ser uma única carne:
“Quando não há mulher, falta a harmonia. Nós dizemos, falando: mas esta é uma sociedade com uma forte atitude masculina, e isto, não? Falta a mulher. ‘Sim, sim: a mulher é para lavar a louça, para fazer…’ Não, não, não: a mulher é para trazer harmonia. Sem a mulher não há harmonia. Não são iguais, não são um superior ao outro: não. Só que o homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.
A homilia de Francisco se desenvolveu em três temas: a solidão do homem, o sonho, porque não se entende uma mulher sem sonhá-la antes, e o terceiro, o destino dos dois: ser “uma só carne”. O Papa citou um exemplo concreto. Contou quando numa audiência, enquanto saudava as pessoas, perguntou a um casal que celebrava 60 anos de matrimônio: Qual de vocês teve mais paciência?”
“Eles que me olhavam, se olharam nos olhos, não me esqueço nunca daqueles olhos, hein? Depois voltaram e me disseram os dois juntos: Somos apaixonados! Depois de 60 anos, isto significa uma só carne. Isso é o que traz a mulher: a capacidade de se apaixonar. A harmonia ao mundo. Muitas vezes, ouvimos: Não, é necessário que nesta sociedade, nesta instituição, que aqui tenha uma mulher para que faça isso ou aquilo. Não, não! A funcionalidade não é o objetivo da mulher. É verdade que a mulher deve fazer coisas e faz coisas, como todos nós fazemos. O objetivo da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo. Explorar as pessoas é um crime que lesa a humanidade: é verdade. Mas explorar uma mulher é algo ainda pior: é destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo. É destruir.”
Explorar uma mulher não é somente “um crime”, mas é “destruir a harmonia”, reiterou Francisco que fez referência também ao Evangelho de hoje onde se fala da mulher sírio-fenícia. E concluiu com uma observação pessoal: 
 
“Este é o grande dom de Deus: nos deu a mulher. No Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher, hein? Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmônico. Gosto de pensar, mas isso é algo pessoal, que Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe.”
(BF/MJ)

Fonte: Canção Nova

Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida visitará a Paróquia Menino Jesus de Praga

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017


A imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida visitará a Paróquia Menino Jesus de Praga nesta sexta-feira (10/02) e você é nosso convidado.

Missa celebrada em sua honra no às 19h30min.
Será uma grande festa à Nossa Senhora Aparecida, em virtude dos 300 anos de sua aparição.

Somos consagrados a Jesus

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Precisamos deixar que Deus tome posse de nós, precisamos viver no mundo como consagrados a Ele

Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel” (Lucas 2, 30-32).

Hoje, celebramos a Festa da Apresentação de Jesus no Templo. Passou-se quarenta dias do Natal, quarenta dias do nascimento de Jesus, e para se cumprir o ritual judaico, Maria levou seu filho para ser apresentado no templo, a fim de cumprir o ritual de purificação da mãe e da criança.
Talvez você pergunte: “Mas eles não eram puros?”. Sim, a Mãe era toda pura, sem pecado. Jesus, Aquele que nos purifica de todo mal, já era puro, mas era preciso cumprir a tradição judaica.
Ao mesmo tempo, a tradição judaica também diz que toda criança do sexo masculino, primogênito, deve ser consagrado ao Senhor. Por isso, Ele foi levado para ser consagrado.
Jesus é o primeiro consagrado, o consagrado por excelência, Ele é o ungido e consagrado do Pai, e todos nós somos consagrados a Ele no ritual do nosso batismo, somos ungidos com o óleo da unção.
A “unção” quer dizer consagração, entrega. Mas aqui não é mais todo primogênito do sexo masculino, porque todo homem, mulher e criança, todos nós somos consagrados ao Senhor.
Consagrado quer dizer “o sagrado que é entregue”. A primeira coisa a saber é que nos tornamos sagrados e propriedade de Deus, pertencemos a Ele.
Quando consagramos alguma coisa a alguém, a este alguém pertence aquilo que você consagrou. Uma vez que somos sagrados e marcados por Deus, pertencemos a Ele. Precisamos tomar posse disso, precisamos assumir essa realidade em nossa vida, assumir que pertencemos a Deus e não podemos viver no mundo como se fôssemos uma pessoa qualquer.
Somos consagrados, pertencemos ao Senhor, somos propriedades d’Ele! Eu sei que, quando falamos de consagração, lembramos dos consagrados por excelência. O padre é consagrado pela unção sacerdotal para ser sacerdote, os religiosos são consagrados pelos votos religiosos para viver a vida religiosa, mas a consagração na igreja abraça e abrange todos os batizados.
O batismo fez de nós pessoas consagradas a Deus, mas nos esquecemos e não tomamos propriedade disso. A cada dia, quando tomo consciência disso, eu retomo a minha relação com Ele, a minha pertença ao Senhor.
Quando alguém lhe perguntar: “A quem você pertence? Você é propriedade de quem?”. Não somos coisas para ser propriedade, mas temos Aquele a quem pertencemos, Aquele que nos criou. Somos de Deus, pertencemos a Ele!
Precisamos deixar que Deus tome posse de nós, precisamos viver no mundo como consagrados a Ele.
Que a luz de Deus brilhe, porque hoje é a festa da luz, por isso levamos velas à igreja. Que a luz divina da consagração brilhe sobre nós pelos nossos atos, atitudes, em tudo aquilo que fazemos.

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

A água benta e seu sentido na vida cristã

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A importância da água para vida humana, seja física e espiritual

A água, como fórmula química H2O, é elemento fundamental para a vida humana. Desde os primórdios até os dias de hoje, o homem necessita e depende do uso diário da água para sua subsistência.
Nas Sagradas Escrituras, a água é considerada símbolo de purificação (cf. Sal 51,4; Jo 13,8) e de vida (cf. Jo 3,5; Gal 3,27). Como dom de Deus, a água é instrumento vital, imprescindível para a sobrevivência e, portanto, um direito de todos. (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 484).
A água benta e seu sentido na vida cristã 
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Contudo, a água, quando abençoada, passa a ter um sentido também espiritual. No Ritual Romano da celebração das bênçãos, no número 1090, diz que, com a bênção da água, recordamos Cristo, que é a Água Viva, e o sacramento do batismo, que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo. Por isso, sempre que formos aspergidos com essa água ou nos benzermos com ela ao entrar na igreja ou dentro das nossas casas, dêmos graças a Deus pelo seu dom inestimável e imploremos o Seu auxílio para que, na nossa vida, sejamos fiéis.

Água benta é um sacramental

A água benta não é uma espécie de mágica ou superstição para quem a utiliza, pelo contrário, ela é uma eficaz forma de se chegar às realidades espirituais por meio de sinais sensíveis e visíveis, o que no caso da água benta se denomina como sacramental.
O que é um sacramental? “A santa mãe Igreja instituiu os sacramentais, que são sinais sagrados pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela impetração da Igreja. Pelos sacramentais, os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida” (Catecismo da Igreja Católica, n.1667)
Assim, o ministro ordenado, seja um padre ou diácono, ao abençoar a água, conforme prescreve a Santa Igreja Católica, obtém-se um sacramental, que possui grande eficácia para as pessoas nas diversas realidades da vida. Essa água benta também pode ser usada para a aspersão nos vários ritos que a Igreja celebra para a santificação do povo.
Com isso, “os sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela” (CIC 1670).

O sentido da água benta

O sentido da água benta, portanto, não é uma representação imaginária, mas sim um sinal concreto e efetivo utilizado com fé e piedade pelo povo de Deus.
Para os católicos, “segundo um costume muito antigo, a água é um dos símbolos que a Igreja usa com frequência para abençoar os fiéis. A água ritualmente benzida evoca nos fiéis o mistério de Cristo, que é para nós a plenitude da bênção divina. Ele próprio Se apresentou como água viva e instituiu para nós o batismo, sacramento da água, como sinal de bênção salvadora” (Ritual Romano – Celebração das bênçãos, n.1085).
Na Introdução Geral do Missal Romano, número 51, quando se trata do ato penitencial, a água benta tem um determinado sentido, quando se afirma que “ao domingo, principalmente no tempo pascal, em vez do costumado ato penitencial, pode fazer-se, por vezes, a bênção e a aspersão da água em memória do batismo”, ou seja, a água benta tem ação importante na Liturgia da Igreja.
Um outro aspecto é que, na maioria das bênçãos sobre pessoas, casas e objetos, é feita a seguinte oração: “Esta água nos recorde o nosso batismo em Cristo, que nos remiu com a Sua Morte e Ressurreição”. É realizada uma oração que nos une a Jesus, o centro da vida do cristão; após essa oração, pode acontecer a aspersão com a água benta sobre a pessoa ou objeto abençoado.
A água benta é um sacramental, que, conforme a Igreja, pode-se ingerir, persignar, aspergir a si e aos outros, a objetos e lugares. Ela é uma graça que traz muitos benefícios para o corpo e para a alma daqueles que, com fé e devoção, a utilizam para o bem próprio e comum.
 
Fonte: Canção Nova

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