As 3 lições de Francisco para uma Copa 'de solidariedade'

quinta-feira, 12 de junho de 2014


Cidade do Vaticano (RV) - Em videomensagem aos brasileiros sobre a Copa do Mundo de Futebol divulgada quarta-feira, 11, o Papa Francisco afirma que é preciso superar o racismo e que o futebol deve ser uma escola de construção para uma cultura do encontro, que permita a paz e a harmonia.

O Pontífice usa também uma gíria brasileira para defender o espírito de equipe não só no esporte, mas entre as pessoas e culturas: "Não é só no futebol que ser 'fominha' constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos 'fominhas' na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada".

O Papa afirma esperar que a Copa seja, além do esporte, festa de "solidariedade" entre os povos.

A Copa começa nesta quinta-feira, 12, com o jogo de abertura entre Brasil e Croácia, em São Paulo. Ao todo, 32 seleções disputarão 64 jogos e a final, marcada para 13 de julho, será realizada no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Abaixo, a íntegra da mensagem do Papa Francisco aos brasileiros:

"Queridos amigos,

É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Quero enviar uma saudação calorosa aos organizadores e participantes; a cada atleta e torcedor, bem como a todos os espectadores que, no estádio ou pela televisão, rádio e internet, acompanham este evento que supera as fronteiras de língua, cultura e nação.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também - e eu diria sobretudo - um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Pensemos na lealdade, na perseverança, na amizade, na partilha, na solidariedade. De fato, são muitos os valores e atitudes fomentados pelo futebol que se revelam importantes não só no campo, mas em todos os aspectos da existência, concretamente na construção da paz. O esporte é escola da paz, ensina-nos a construir a paz.

Nesse sentido, queria sublinhar três lições da prática esportiva, três atitudes essenciais para a causa da paz: a necessidade de “treinar”, o “fair play” e a honra entre os competidores. Em primeiro lugar, o esporte ensina-nos que, para vencer, é preciso treinar. Podemos ver, nesta prática esportiva, uma metáfora da nossa vida. Na vida, é preciso lutar, “treinar”, esforçar-se para obter resultados importantes. O espírito esportivo torna-se, assim, uma imagem dos sacrifícios necessários para crescer nas virtudes que constroem o carácter de uma pessoa. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…

O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.

A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida! Que ninguém se isole e se sinta excluído! Atenção! Não à segregação, não ao racismo! E, se é verdade que, ao término deste Mundial, somente uma seleção nacional poderá levantar a taça como vencedora, aprendendo as lições que o esporte nos ensina, todos vão sair vencedores, fortalecendo os laços que nos unem.

Queridos amigos, agradeço a oportunidade que me foi dada de lhes dirigir estas palavras neste momento – de modo particular à Excelentíssima Presidenta do Brasil, Senhora Dilma Rousseff, a quem saúdo – e prometo minhas orações para que não faltem as bênçãos celestiais sobre todos. Possa esta Copa do Mundo transcorrer com toda a serenidade e tranquilidade, sempre no respeito mútuo, na solidariedade e na fraternidade entre homens e mulheres que se reconhecem membros de uma única família. Muito obrigado!"

Nota: No texto original em português, foi utilizado o termo futebolístico “fominha” que foi traduzido como 'individualista'. Na linguagem futebolística italiana, o vocábulo correspondente a “fominha” – aquele jogador que não passa a bola nunca – é “veneziano”. O termo “veneziano” pertence ao vocabulário esportivo popular e indica o jogador de futebol que, por ser dotado de boa técnica individual, excede no drible e termina por perder a bola para o jogador adversário ou por retardar a fluidez da ação do time. O termo vem da convicção que os habitantes de Veneza têm de querer fazer tudo sozinhos. Neste propósito se diz: “aquele ali é um veneziano, faz tudo sozinho”.




São João Paroquial - Menino Jesus de Praga

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Na noite deste sábado(07/06) aconteceu o São João Paroquial na Igreja Menino Jesus de Praga, nos Bancários. A festa foi uma noite de alegria e confraternização entre os paroquianos. Movimentos e seguimentos da Paróquia estiveram presentes. Crianças, adolescentes, jovens e adultos puderam se divertir ao som de um forró pé-de serra muito animado.
 Venda de comidas típicas
Jovens da Paróquia
 Festa comandada pelo Padre Marcondes e Diácono Roberto

 Forró pé-de-serra

Quadrilha Junina



 Paroquianos

Diversão também para as crianças


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7 Anos do Terço dos Homens da Penha

domingo, 8 de junho de 2014

  Na noite deste sábado(08/06), o Armadura do Cristão esteve presente no Santuário da Penha e registrou a celebração da Santa Missa em Ação de Graças pelo 7º ano de Aniversário do Terço dos Homens da Penha

  A Celebração foi presidida pelo Padre Luiz Antônio, do Santuário da Penha

 Após a celebração, Enio Carvalho, coordenador do Terço dos Homens da Penha, apresentou o DVD comemorativo da 250º Romaria da Penha aos homens dos diversos terços.




 
Ao final da celebração, foi partilhado bolo, refrigerante e sanduíche aos presentes 

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Que o Pentecostes aconteça na Igreja e no mundo inteiro!

Que o Pentecostes aconteça na Igreja, em nossas casas e no mundo inteiro! E que o fogo do Espírito Santo nos incendeie para proclamarmos o Reino de Deus!
 
“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava” (Atos dos Apóstolos 2, 4).

Na alegria de celebrarmos o Pentecostes, a festa do nascimento da Igreja, o nosso coração se abre para se encher dessa graça sublime de Deus, que se chama “Espírito Santo”.
Ó dom do alto, dom maravilhoso de Deus, ó Espírito Criador, ó Espírito santificador, ó Espírito Santo, como nós necessitamos de Ti! Como nós queremos nos abrir para que Tu repouses sobre nós, para que a Tua graça atue em nossa vida e faça de nós novas criaturas.
Nós hoje estamos, meus irmãos, como aquela Igreja primitiva: seguindo Jesus, mas com medo, com receio, com dificuldade, com temores, incertezas e inseguranças. O que podemos fazer para seguir o Senhor em meio a tantas fraquezas e dificuldades da nossa parte e da nossa natureza tão frágil e pecadora? Se olharmos para o horizonte, nossa vontade, muitas vezes, é de desanimar. Se olharmos uns para os outros, muitas vezes, estamos cansados, sem alento, por isso muitos desanimam e muitos perdem a esperança, porque querem apenas soluções humanas para a realidade divina que é a Igreja e que somos nós.

A verdade é que não podemos negar a nossa humanidade, mas também é verdade que o Espírito vem em socorro da nossa humanidade, que Deus tem o remédio, tem a graça e Ele se faz graça no meio de nós na força e no poder do Seu Espírito.

Como a Igreja precisa todos os dias deste fogo de Pentecostes! Como a nossa casa, a nossa família e a nossa vida precisam renascer cada dia neste fogo do Pentecostes. O Espírito Santo de Deus é a água que sacia a nossa sede e o fogo que queima os nossos pecados, que nos impele a ir adiante, para anunciar, para proclamar ao mundo a salvação que Jesus nos trouxe. “O que vamos falar, Senhor, se nem sabemos falar? Como vamos lidar com os homens e com a realidade do mundo, sendo que, muitas vezes, o mundo parece nos engolir?” perguntamo-nos. É que não vamos na força dos homens, vamos na força que nós cremos, na força do Espírito.

O desejo de Deus para cada um de nós é o de que nos tornemos plenos do Seu Espírito Santo para que sejamos realmente inebriados por essa graça divina do Seu Espírito.

Hoje, Dia de Pentecostes, que o nosso desejo seja cada vez mais firme e mais forte de sermos renovados e cheios do Espírito Santo. Que o Pentecostes aconteça no meu e no seu coração! Que o Pentecostes aconteça na Igreja, em nossas casas e em nossas famílias e que o fogo do Espírito nos incendeie para irmos adiante e proclamarmos o Reino de Deus!

Que Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Que nossas fraquezas não nos afastem do amor de Deus

sexta-feira, 6 de junho de 2014



Precisamos deixar que nossas fraquezas e nossos limites nos aproximem mais do Senhor e nos façam mais dependentes d’Ele, do Seu amor, da Sua misericórdia e da Sua bondade!
 
“’Simão, filho de João, tu me amas?’ Pedro disse: ‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo’. Jesus disse-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas’” (João 21,16).

O lindo relato do Evangelho de hoje nos mostra a aparição de Jesus aos Seus discípulos e, naquela oportunidade, quando eles faziam uma refeição, o Senhor fitou novamente o olhar de Simão Pedro, o mesmo que disse que daria a vida pelo Senhor, que estaria disposto a morrer por Ele e O negou três vezes. Jesus agora volta o Seu olhar misericordioso, Seu olhar de amor, e pergunta ao apóstolo: “Pedro, tu me amas mais do que esses? Pedro, tu me amas?”.
A pergunta certamente calou fundo no coração de Pedro. Ele, com aquele temperamento tempestivo, acostumado a responder às coisas, muitas vezes, da boca para fora, sem pensar, naquele momento, foi levado ao fundo do coração. Quando o Senhor lhe perguntou pela terceira vez, como deve ter lhe doído o coração – deve ter se recordado das três vezes em que O negara. Não é que o Senhor Jesus estivesse  se vingando de Pedro ou o cobrando por isso; pelo contrário, Ele estava dando a ele a oportunidade de, mais uma vez, reafirmar o seu amor, para que realmente a boca dele falasse aquilo que estava em seu coração – para ver se Pedro estava realmente disposto a amá-Lo até o fim.

Assim como Pedro reafirmou que O amava, o Senhor também reafirmou a confiança que tinha nele, ordenando-lhe que cuidasse de Suas ovelhas, que cuidasse dos Seus cordeiros, que cuidasse do Seu rebanho.

Sabem, meu irmãos, nós precisamos pensar naquilo que nós falamos, pois, muitas vezes, falamos as coisas da boca para fora e a boca nem sempre corresponde ou diz aquilo que de fato nós cremos, acreditamos ou sentimos. As palavras, muitas vezes, perdem o sentido; quantas pessoas já declararam amor umas às outras, quantas pessoas já juraram amor sem fim e hoje nem se falam, nem se olham mais. Da mesma forma, quantas pessoas já juraram amor a Deus, já choraram de amor pelo Senhor e hoje não têm nem mais tempo para Ele, para a Igreja, para se dedicar a Deus.

Não é que Deus leve em conta as nossas faltas e as nossas fraquezas; o Senhor perdoou a Pedro uma, duas, três e quantas vezes isso foi preciso e Ele vai nos perdoar quantas vezes isso for necessário. Mas é preciso que as nossas quedas e as nossas fraquezas não nos deixem para baixo, não nos afastem de Deus; pelo contrário, que sejam uma ocasião para nos levantarmos, para nos reerguermos e para ficarmos mais de pé, mais firmes, mais convictos do nosso amor pelo Senhor.

Quantas pessoas aproveitam de suas quedas e deixam que as quedas as levem para longe de Deus. Nós precisamos deixar que nossas fraquezas e nossos limites nos aproximem mais do Senhor, nos façam mais dependentes d’Ele, do Seu amor, da Sua misericórdia e da Sua bondade!

Que não proclamemos que amamos o Senhor somente da boca para fora, mas que a nossa vida corresponda àquilo que nós falamos: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu te amo!”.

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Irmã Cristina vence o The Voice Itália

quinta-feira, 5 de junho de 2014

 

A jovem freira canta ao lado do ateu J-Ax e, como agradecimento pela vitória, convida todos a rezarem um Pai-Nosso em rede nacional

Na noite da quinta-feira, 5, aconteceu a final do “The Voice Itália”. A Irmã Cristina Scuccia, de 25 anos, permaneceu no programa até o fim e nesta noite se tornou a voz da Itália.

A freira que entrou na competição cantando "No One", de Alicia Keys, superou os outros competidores depois de cantar as músicas "Beautiful That Way", "Girls just want to have a fun", "Lungo La Riva", "Livin' on a prayer", "Uno su mille", "Gli Anni", e "Flashdance... What a Feeling”.

O grande destaque desta noite foi o momento em que ela cantou de forma inédita a música “Lungo La Riva”. Após este momento, seguiu-se a votação. Ela venceu com 62,30% dos votos e convidou todos a rezarem o Pai-Nosso com ela, em agradecimento Àquele que a ajudou do Alto (minuto 05:15):

 

O cantor J-Ax, que a acompanhou durante toda a competição, disse: “Foi uma experiência extraordinária. O meu conselho é que você possa mudar as coisas e dar um exemplo aqui fora. Digo isso como ateu”.

Uma freira e um ateu cantando juntos, momento emocionante e muito significativo do programa:

  

Assista à apresentação da Irmã Cristina cantando “Lungo La Riva”, na final do "The Voice":

 

São João na Paróquia Menino Jesus de Praga

quarta-feira, 4 de junho de 2014


Jesus é a ponte que nos conduz ao coração do Pai

terça-feira, 3 de junho de 2014


Jesus é nosso eterno intercessor, Ele é a ponte que nos conduz ao coração do Pai.

“Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (João 16, 9).

Hoje Jesus conclui a Sua oração de despedida, a sua última oração antes de ser glorificado. Quando falamos da glorificação de Jesus, falamos da Sua entrega amorosa para morrer por todos nós. O Evangelho de João nos dá a graça de poder sentir o coração de Jesus em Seus últimos momentos antes de ser preso, na chamada “oração sacerdotal”. É uma oração muito amorosa, uma oração cheia de confiança do amor de Deus, é uma oração repleta de doçura e de amor, inspirada naquela relação mais profunda e íntima que Jesus tem com Seu Pai.

Nessa última parte, nesse pedaço final dessa oração, Jesus ora por Seus apóstolos, por aqueles que são mais íntimos d’Ele, aqueles que caminharam com Ele. Jesus pede por eles e por todos aqueles que, ao longo da história, vão segui-lo. Como Ele mesmo disse: “Não Pai, não estou orando pelo mundo não! Agora é especificamente por eles que estou pedindo!”.

Eu gostaria de dizer que é por mim e por você que nos tornamos discípulos do Senhor que Ele faz essa súplica maravilhosa ao coração de Deus. Jesus é nosso eterno intercessor, Ele é a ponte que nos conduz ao coração do Pai e, assim, como Ele orou, assim como Ele intercedeu, assim como Ele pediu, a nossa oração incessante precisa ser como a oração dele! Primeiro, nós precisamos ir ao coração do Pai, nós precisamos cultivar essa relação amorosa e pessoal com o Pai e dirigirmos a Ele tudo aquilo que são os anseios da nossa alma e do nosso coração, derramar o nosso coração na presença desse Pai amoroso.

Quem ora, não ora só por si, não pede só por si, quem ora, clama, roga, intercede pelos outros. Nós, hoje, nos unimos a Jesus para orarmos pela nossa casa, para orarmos pela nossa família, para orarmos pelos nossos. Quantas pessoas precisam dessa proteção de Deus, desse consolo, dessa força de Deus. Como o mundo precisa de pessoas de joelhos no silêncio da adoração, clamando, pedindo e suplicando, como Jesus está fazendo a nós na Sua prece final!
Que a oração de Jesus, que chegou ao coração do Pai, faça com que também as nossas orações feitas com fé e com confiança cheguem ao coração de Deus e sejamos intercessores uns dos outros!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Coroação de Nossa Senhora na Paróquia Menino Jesus de Praga

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Na noite deste último sábado(31/05) foi realizada a Missa e Coroação de Nossa Senhora na Paróquia Menino Jesus de Praga.

O Anjinhos, filhos de Paroquianos, abrilhantaram a noite de Coroação




 O Evangelho foi cantado e meditado

Assembleia, em momento de oração




 Momento da coroação de Nossa Senhora




 Aniversariantes da semana recebendo bênção especial

 Casal Geraldo e Adeuta , junto ao Padre Marcondes, celebrando seus 50 anos de Matrimônio

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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS




Queridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.
Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.
No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e econômicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.
Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimônio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.
Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».
Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não veem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.
Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.
Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.
O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.
Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.

Fonte: Vatican.va

Coroação de Nossa Senhora na Casa da Divina Misericórdia

sábado, 31 de maio de 2014

Na tarde desta última sexta-feira(30/05), aconteceu na Casa da Divina Misericórdia - Abrigo que acolhe 32 idosas no Bairro dos Bancários - uma missa marcando os 15 anos de fundação da instituição e encerrando o mês Mariano com a Coroação de Nossa Senhora.



 A celebração foi presidida pelo Padre Marcondes e auxiliada por Marliete Arruda(Fundadora do Abrigo) e demais integrantes da instituição.

 Participaram as idosas e seus familiares

 A Celebração foi encerrada com a Coroação de Nossa Senhora, feita pelas idosas da casa, com singeleza e simplicidade.



 Momento de Consagração à Nossa Senhora
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Os segredos do sucesso do Papa Bergoglio O vaticanista Fabio Zavattaro ilustra o “efeito Francisco”


“Os segredos de um sucesso” é o subtítulo do livro do vaticanista Fabio Zavattaro “Estilo Bergoglio, efeito Francisco” (Editora San Paolo), que analisa os motivos da grande popularidade que o Papa Francisco alcança em pouco mais de um ano de pontificado.

A sua, explica o autor, é uma verdadeira e real “revolução” que nasce do “gesto de grande humildade” realizado por Bento XVI com sua renúncia, que abriu as porta ao “pontificado luminoso” do seu sucessor, chamado “quase do fim do mundo”, como ele mesmo disse pouco depois da eleição, para governar a Igreja.

O Papa Francisco, escreve Melloni, é amado “não como uma estrela, mas como o padre que todos queriam encontrar, ao menos uma vez, naquele dia preciso de suas vidas, onde uma palavra e um rosto teriam dirimido a dor de viver e o penar da solidão”. “Aquilo que Zavattaro nos conta é verdadeiramente um homem ‘abençoado’ no sentido mais profundo: que abençoa quem encontra, porque não parece ter feito outra coisa além de ser papa em sua vida, e que é papa como se nunca tivesse deixado de ser padre”.

“Um papa que revoga o ritual do chefe de Estado, transforma o Vaticano em uma paróquia, torna-se padre e celebra, reza, prega, agradece, como cada bom cristão que não tem pressa de escapar da Igreja depois da liturgia”.

Introduzidas por Jorge Mario Bergoglio, são “pequenas novidades que saltam aos olhos e que se tornam segredos de um sucesso”, escreve Zavattaro. “É o papa que quis dar também com os gestos, as palavras simples, as escolhas contra a corrente, e por que não, também com os telefonemas, um sobressalto à Igreja, à comunidade dos crentes”.

O papa “se coloca ‘a caminho’ com o seu povo: eis um dos segredos do seu sucesso. Sobriedade, solidariedade, humildade se tornam as palavras chave do seu ministério. É distante dos protocolos e das pompas. O arcebispo não precisa de carro de luxo, sobe no ônibus, pega o metrô, não desdenha a bicicleta. Respira o ar das vilas miseráveis, favelas da capital argentina. Lava os pés dos doentes de AIDS, trovão contra os sacerdotes hipócritas que ‘distanciam o povo de Deus longe da salvação’, negando o batismo aos filhos ‘de mulheres sós que não conceberam no matrimônio’. Não se cansa de apontar o dedo contra aquela que chama ‘espiritualidade mundana’. O risco maior pela Igreja - disse relembrando as palavras de Henri-Maria de Lubac - é ‘ser autor referencial como muitas pessoas de hoje, que se tornam paranoicas, capazes de falar apenas a elas mesmas’”.

Devido a estas suas escolhas, “as acusações chegam também nos sacros palácios vaticanos: não defenderia a doutrina, batiza crianças nascidas fora do matrimônio. Ele não se preocupa demais: alguns sacerdotes, dirá, pensam ‘da cintura para baixo’, obcecados com questões de moralidade sexual”.

Se para Karol Wojtyla o verbo mais adaptado era “ver”, porque “iam ver João Paulo II”, e para Joseph Ratzinger era “escutar”, porque iam “escutar Bento XVI”, o verbo mais adaptado para Jorge Mario Bergoglio é, segundo Zavattaro “tocar”, porque “hoje se vai tocar em Francisco”.

Enquanto Bento XVI tinha indicado como seu programa seguir a vontade do Senhor, ressalta o autor, Francisco pega como ponto de referência José, “aquele que conserva a fé”. “Aquele verbo ‘conservar’, se torna a chave de leitura do compromisso do papa Bergoglio, que precisa como José ter garra: ‘com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fé total, também quando não compreende’. José vive esta sua vocação de conservar ‘na constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível ao Seu projeto, não tanto ao próprio’”. 
Fonte: Aleteia

Que o Espírito Santo transforme o nosso pranto em alegria!

quinta-feira, 29 de maio de 2014


Que Deus hoje cure a nossa tristeza, que a presença gloriosa de Jesus no meio de nós e a força do Seu Espírito transformem o nosso pranto em alegria e em vida nova!

“Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria” (João 16, 20).

Jesus faz um discurso de despedida para os Seus apóstolos, para Seus discípulos, porque está chegando a hora em que Ele partirá deste mundo para a presença do Pai. Esse discurso é feito antes da Sua morte, por isso, Ele também mostra para os Seus discípulos o que a Sua morte, no primeiro momento, pode significar: alegria para o mundo, para o príncipe deste mundo.

Para aqueles que a presença de Jesus significa uma coisa indesejável, para aqueles que não O aceitam, não O acolhem, não O amam, no primeiro momento, a morte de Jesus significa uma alegria. Sabem quando queremos nos livrar de alguém e vemos essa pessoa indo embora, respiramos fundo e dizemos: “Estou livre!”. Assim se sentiu aquele grupo de judeus que quis se livrar do Mestre.

Mas isso foi por pouco tempo, porque, como o próprio Senhor nos diz hoje, a nossa tristeza se transformará em alegria, porque aquilo que, para nós, no primeiro momento, significou uma tristeza profunda, a tristeza da perda, da dor, da partida do Senhor e da solidão; a ressurreição do Senhor faz brotar uma nova vida, uma nova alegria, uma nova esperança!
Jesus está voltando definitivamente para a casa do Pai com Sua ascensão, mas a Sua despedida agora não significa uma partida, nem que Ele irá nos deixar, muito pelo contrário, Ele vai, mas permanece para sempre conosco! Ele está à direita do Pai cuidando, abençoando e conduzindo os Seus, basta que vivamos em Seu nome, levemos a vida em Seu nome, permitamos que a vida d’Ele esteja em nós; e Ele, sim, transforme, então, a nossa tristeza em alegria!

Permitamos no dia de hoje que Deus pegue tudo aquilo que entristece o nosso coração, que entristece a nossa alma. Permitamos que Deus acolha em Suas mãos tudo aquilo que para nós é mágoa, é decepção, tudo aquilo que vai puxando o fio de desapontamento e tristeza dentro de nós. Permitamos que a alegria de Deus possa entrar em nosso coração!

No fundo da nossa alma, nós, muitas vezes, guardamos tristezas profundas. A tristeza é um câncer, é um mal, é terrível, machuca, dói, oprime e à medida que ela cresce também mata! Que Deus hoje cure a nossa tristeza, que a presença gloriosa de Jesus no meio de nós e a força do Seu Espírito transformem o nosso pranto em alegria, em vida nova!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Conheça a História da Irmã Cristina, a freira cantora

quarta-feira, 28 de maio de 2014

 
Conheça a história da sua conversão e vocação religiosa, e então você entenderá por que ela está participando do “The Voice”, na Itália

A Irmã Cristina Scuccia, a jovem religiosa que revolucionou a Itália e o mundo com sua participação no programa “The Voice”, não é uma “paraquedista” que se dedica a participar de festivais buscando notoriedade, como muitos a acusam. Sua história mostra todo um trabalho de evangelização entre os jovens italianos. Vale a pena conhecê-la.

Em 2007, Cristina era uma adolescente um pouco rebelde, afastada da Igreja e apaixonada por um jovem, e tinha um grande talento musical. Frequentava a universidade e se preparava para participar do show de talentos italiano XFactor. Ela mesma conta isso em uma entrevista à edição italiana da Vanity Fair.

Providencialmente, naquele ano, sua mãe leu um artigo sobre a conversão de Claudia Koll. Mas quem é Claudia Koll? Uma conhecida atriz italiana, famosa por ter começado sua carreira com filmes eróticos junto a Tinto Brass, e que em 2001 protagonizou uma das conversões mais famosas do panorama artístico do país.

Após sua conversão, Claudia Koll decidiu dedicar-se às obras de caridade com mais carentes. Fundou uma ONG, Le opere del Padre, e lutou pela evangelização e a solidariedade com países como a República Democrática do Congo, Burundi e Madagascar. Participou também, como atriz, de grandes produções católicas, como a série sobre Santa Maria Goretti e um filme sobre São Pedro.

Em 2007, Claudia recebeu a proposta de dirigir a Star Rose Academy, uma academia para artistas e também uma obra de evangelização do mundo dos espetáculos fundada pelas religiosas Ursulinas da Sagrada Família. Esta singular congregação nasceu no começo do século 20 e se dedica especialmente à evangelização dos adolescentes. Para estas religiosas, a “Carta aos Artistas”, de João Paulo II (1999) foi um grande desafio para sua vocação.

É precisamente aqui que voltamos à Irmã Cristina. O artigo que sua mãe leu sobre a conversão de Claudia Koll vinha com uma propaganda: a famosa diretora da Star Rose Academy estava procurando uma moça para protagonizar um musical sobre a vida da fundadora das Ursulinas, Irmã Rosa Roccuzzo. Quem contou isso foi a própria Claudia, à revista italiana Chi (aliás, neste link há uma bonita foto de Cristina antes de tomar o hábito).

Para a jovem Cristina, protagonizar a Irmã Rosa supôs não apenas sua conversão, mas também a descoberta da sua vocação religiosa com as ursulinas. Ela começou seu noviciado com as ursulinas no Brasil, um país no qual a música cristã tem um papel fundamental.

Foi então que a noviça confirmou sua dupla vocação: à vida religiosa e à evangelização por meio da música, como fazia com os meninos de rua.

Já de volta à Itália, ela foi procurada pelo Pe. Raffaele Giacopuzzi, diretor do Good News Festival, um festival de música cristã organizado anualmente pela Pastoral Juvenil da diocese de Roma. A Irmã Cristina, como era de se esperar, venceu o concurso em sua quinta edição, realizada em junho do ano passado. E chamou a atenção dos especialistas.

Entrevistado pela edição italiana da Aleteia, o Pe. Raffaele explicou que foi ele em pessoa quem convenceu a Irmã Cristina a participar do The Voice, ao ver seu grande talento. “Eles me ligaram para convidá-la a participar, e então fiz o pedido às suas superioras, para respeitar tudo e não criar falsas expectativas”.

“O mais bonito foi que as ursulinas, na gestão desta academia de artistas cristãos, onde Cristina cresceu e
amadureceu em sua vocação, se mostraram favoráveis desde o começo, mas me perguntaram: ‘Mas você acha que vale a pena?’”, contou o padre.

“Eu respondi que vale a pena por uma série de motivos: o primeiro é que não a mandamos só porque ela usa um véu, mas porque é alguém que estudou, fez academia de canto, e sabe o que faz. Além disso, ela teve contato com pessoas que vêm do mundo da arte e do espetáculo, então saberá como lutar, sabe em que ringue se encontra.” 

Fonte: Aleteia

A oração e o louvor a Deus derrubam as cadeias que nos prendem!

terça-feira, 27 de maio de 2014



Nós vamos derrubar as cadeias que nos prendem se tomarmos posse da oração e do louvor ao nosso Deus!
“Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos tu e todos os de tua família”
(Atos dos Apóstolos 16, 31).

Nós vamos refletir hoje sobre a Primeira Leitura dos Atos dos Apóstolos, que mostra Paulo e Silas na comunidade dos Filipenses, onde eles são presos depois de serem açoitados e apanharem por pregarem e anunciarem o nome do Senhor.

Na prisão, um carcereiro fica responsável de guardar os apóstolos para que fiquem realmente bem vigiados, mas o comportamento de Paulo e Silas é surpreendente, porque, mesmo em meio às aflições, às tribulações e às perseguições; mesmo na cadeia, à meia-noite, de pé eles rezam e cantam hinos a Deus. Todos escutavam a alegria, a intrepidez, a ousadia, mas sobretudo este espírito evangélico que toma conta do coração desses apóstolos. E, de repente, um grande terremoto invade aquela cadeia, sacudindo-a até os alicerces, de modo que as portas se abrem, as correntes se soltam e o carcereiro olha para aquela situação todo em pânico, desesperado, pensando em se matar diante do ocorrido.

Mas, Paulo e Silas não permitem, é então que o carcereiro pede: “O que devo então fazer para poder ser salvo?”. E os apóstolos responderam-lhe: “Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos tu e todos os de tua família”.

Sabem, meus irmãos, a primeira coisa é justamente isto: em meio às tribulações e em meio às prisões que nós recebemos da vida e do mundo, em meio a todos os tormentos, nós não podemos deixar de lado o louvor e a ação de graças; não podemos deixar de rezar e nem de cantar hinos ao Senhor Nosso Deus. Nós iremos quebrar as correntes que nos aprisionam, nós iremos derrubar as cadeias que nos prendem, se nós tomarmos posse da oração e do louvor ao nosso Deus!

Sim, pois, muitas vezes, nós nos sentimos presos por dentro, sentimos algo aprisionando a nossa alma, o nosso coração e o nosso espírito; nós sentimos o desânimo, muitas vezes, tomando conta de nós e o remédio está no louvor, na ação de graças e no reconhecimento da presença amorosa de Deus no meio de nós.
O que converteu aquele carcereiro não foi o fato de ter havido um terremoto, mas o testemunho, a vivência alegre  e o louvor que os apóstolos testemunharam na prisão, na cadeia.

Não importa em que situação você se encontra, não importa se você está preso pelas tribulações, pelas dificuldades ou pelos sofrimentos, o importante é que você testemunhe pela oração, pelo louvor e pela ação de graças que Jesus está vivo e está entre nós! 

Dessa forma, nós, além de derrubarmos as cadeias e as correntes que nos aprisionam, nós iremos levar muitos a crer no nome do Senhor, não pelas nossas palavras, mas pela vida que testemunha aquilo em que acreditamos.

Deus abençoe você!


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